Sindicato Rural promove novos cursos

O Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães abre novas inscrições para o curso de Prevenção de Passivos Trabalhistas – Atualização de Nr’s. Para esta segunda edição, entre os dias 30 de julho a 03 de agosto serão oferecidas 20 novas vagas. Direcionado à prevencionistas na área rural, sejam eles, produtores rurais, técnicos engenheiros de segurança, advogados, contadores, gestores, Rh´s, estudantes e profissionais de áreas afins, o treinamento com carga horária de 40 horas, esclarece o que tem de novidade nas normas regulamentadores do setor agrícola, exigidas pelo Ministério de Trabalho e Emprego e outros órgãos.

Entre as Normas Regulamentadoras que serão abordadas pela especialista no assunto, Ana Paula Brandão, NR 01 (Disposições Gerais) NR 06 (Equipamento Proteção Individual – EPI), NR 08  (Edificações) NR 12 (Máquinas e Equipamentos) NR 15 (Insalubridade), NR 16 (Periculosidade), NR 20 (Inflamáveis e Combustíveis), NR 24 (Higiene e Conforto), NR 28 (Fiscalização e Penalidades), NR 31 (Rural) e NR 33 (Confinados).

Paulinelli será homenageado pelo Sindicato Rural

O ex-ministrado da agricultura, Alysson Paulinelli, responsável pela criação da EMBRAPA, cuja técnica permitiu o plantio no cerrado, ainda na década de 70, será homenageado pelo Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães.

Mineiro de Bambuí, o engenheiro agrônomo Alysson Paulinelli foi aluno, professor e diretor da escola Superior de Agricultura de Lavras (ESAL/UFLA), Secretário de Agricultura do Estado de Minas Gerais, entre 1971-1974, e Ministro de Estado da Agricultura (1974-1979), período que ocorreu a estruturação daEmbrapa, da extinta Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Embrater) e da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais). Paulinelli também foi deputado constituinte, entre 1987 e 1991, e presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), de 1987 a 1990. Em 2006, recebeu o World Food Prize (Prêmio Mundial da Alimentação e da Agricultura), como uma das personalidades que contribuíram para o aumento da oferta mundial de alimentos.

A homenagem em Luís Eduardo acontece no dia 28 de setembro, às 19h, na sede do Sindicato Rural com a inauguração do busto, seguida da palestra com o homenageado e ex-ministrado, Alysson Paulinelli.

EUA importam milho brasileiro

Os Estados Unidos, que produzem seis vezes mais milho do que o Brasil, agora estão importando o produto do país sul-americano, reporta o Financial Times. Os produtores agrícolas americanos enfrentam a maior seca dos EUA desde 1956.

Empresários dos setores de pecuária, aves e etanol estão ficando “ansiosos” com as dificuldades da produção local, segundo o FT. O jornal entrevistou Alysson Paolinelli, que foi ministro da Agricultura no governo Geisel. Para ele, “o Brasil está se tornando cada vez mais competitivo em milho”. O político acredita que os EUA já produzem tudo o que podem dessa mercadoria, enquanto o Brasil ainda tem a possibilidade de melhorar seus problemas logísticos e “se tornar um grande exportador”. Do Estadão.

O milho é importante para o País não só como financiador da carne barata. É importante na necessária rotação de culturas para evitar a proliferação de doenças fúngicas e nematóides do solo. A pergunta agora é a seguinte: tem mercado, tem preço, mas onde está  a infraestrutura necessária: silos, ferrovias e portos. No Mato Grosso, este ano, novamente o milho está sendo depositado nos pátios das grandes empresas armazenadoras.

Dia e noite de quedas nas cotações da soja

As cotações da soja continuam no mesmo ritmo do dia no pregão noturno em Chicago. As notícias sobre chuvas no final de semana uniram-se a um forte movimento de realização de lucros, com oferta exagerada de futuros. No Brasil, onde é pouca a soja disponível, os preços mantiveram-se estáveis durante todo o dia. Faltam soja e farelo. Em Luís Eduardo o dia foi de venda por inimagináveis R$72,50. Mas quem ainda tem soja para vender?

 

Soja cai nesta segunda, mas tendência é de alta.

A falta de chuvas nas regiões produtoras de soja dos Estados Unidos está chegando no ponto de não retorno. Para o milho, as perdas são irreversíveis. Apesar disso, hoje a soja iniciou com fortes baixas na Bolsa de Chicago, certamente porque houve grande oferta de venda de posições para a realização de lucros. Às 11 horas, a soja perdia 40 pontos caindo para US$17,19 no vencimento julho. No entanto, o viés altista continua e até o fim do pregão já deve recuperar parte dessa perda.

Santana inaugurou novo parque de exposições

Município com cerca de 30 mil habitantes, Santana, no Oeste baiano, viveu nesta quinta-feira (19) um dia de festa. Vinte e três anos depois de ter realizado sua última exposição agropecuária, que era famosa e referência no Estado, a cidade ganhou um novo parque de exposições, batizado com o nome de Manoel Cardoso Pereira, homenagem prestada pela Câmara de Vereadores àquele que foi grande pecuarista da região, e recebeu também o Centro de Comercialização de Animais Alcides José Rosa.

“Este é um momento histórico e de grande importância para a economia do município e da região”, disse o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, ao inaugurar o centro de comercialização, o parque de exposições e declarar aberta a I Expo Santana. Eduardo representou o Governador na festa.

Milho para emergência

O governo do Estado, através das secretarias de Agricultura e de Desenvolvimento e Integração Regional/Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (Sedir/Car), assumiu, emergencialmente, o custeio do ensacamento e transporte de parte das 20 mil toneladas de milho que os produtores do Oeste disponibilizaram para compra pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para atender aos pequenos produtores dos municípios em estado de emergência, por causa da seca. A decisão foi tomada durante reunião realizada na noite desta quarta-feira, no gabinete da Seagri, entre o secretário Eduardo Salles; diretor executivo da Car, Vivaldo Mendonça; superintendente da Conab, Rose Ponde, e o diretor de Desenvolvimento Territorial da Superintendência de Agricultura Familiar da Seagri (Suaf), Ivan Fontes. A carga deverá chegar a vários pontos da Bahia no início da próxima semana.

Soja atinge cotações nunca dantes vistas


Lá se vai a soja subindo a ladeira: a saca foi vendida ontem a R$70,00 em Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, com a leguminosa ultrapassando os US$17 o bushel, em Chicago, apesar de leves movimentos de baixa, bem como de uma cotação do dólar também em leve queda.

Se os agricultores previdentes estiverem travando suas vendas para março de 2013, ainda podem fazer com cotação acima dos US$ 15 o bushel em Chicago. E isso pode significar ganhar terreno de milho, feijão, algodão e até da cana, com expectativa de área de plantio e produção muito grande no País.

Com isso pode se prever também comida mais cara na mesa do brasileiro. Entre eles, frango, porco, embutidos, óleo comestível e até a ração do seu cachorrinho de estimação vai aumentar.

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FMC lança, no dia 27, fungicida Locker em Brasília.

A FMC lança neste dia 27, em Brasília, o Locker, que a empresa considera o mais inovador fungicida para ferrugem asiática, mancha-alvo, antracnose e oídio da soja. O lançamento contará com palestra sobre doenças fúngicas do pesquisador Ricardo Balardin e do gerente de produtos fungicidas da FMC, Flávio Centola. Produtores e imprensa do Oeste baiano estão sendo convidados a participar do lançamento.

Secretário solicita implantação de polo têxtil no Oeste baiano

A intenção é firmar parceria “joint venture” entre produtores, industriais brasileiros e chineses

 “Apesar de ser o segundo maior produtor nacional de algodão, com fios de alta qualidade e ter um dos maiores índices de produtividade do mundo, a Bahia não possui uma grande indústria têxtil para verticalizar a cadeia, gerando emprego e renda”. A afirmação é do secretário da Agricultura Eduardo Salles, que aproveitou a visita do vice-presidente do Parlamento da Província Chongqing, Hu Jiankan e comitiva, à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), nesta quarta-feira (18), para solicitar o apoio da missão chinesa para que empresários da República Popular da China – que já estão construindo uma esmagadora de soja no Oeste baiano –, também invistam na instalação de um polo têxtil na região, através de uma parceria “joint venture” entre produtores, industriais brasileiros e chineses.

Acompanhado do presidente da Alba, o deputado estadual Marcelo Nilo, e o autor do tratado de irmandade entre a província chinesa e a Bahia, o deputado estadual Mário Negromonte Júnior, Salles argumentou que os estados-irmãos podem aliar matéria-prima baiana de altíssima qualidade dos produtores do Oeste, o know-how das indústrias têxteis brasileiras e chinesas e a possibilidade de introdução da produção no imenso mercado consumidor asiático, para consolidar uma indústria forte e competitiva na Bahia. “A indústria têxtil brasileira sofre com a competitividade da China e a possibilidade de firmarmos uma parceria tripartite significa desenvolvimento econômico, emprego e a agregação de valor à nossa produção. Já existe área disponível para instalação no município de Luís Eduardo Magalhães, incentivos fiscais e o interesse de industriais brasileiros e dos produtores em entrar nessa parceria”.

O vice-presidente do Parlamento de Chongqing mostrou-se interessado e sinalizou que vai cuidar pessoalmente desse assunto. “A união desses fatores irá resultar num modelo de sucesso”. Depois de conhecer as instalações da Alba, Hu Jiankan aproveitou para convidar o presidente da Casa, Marcelo Nilo, e o deputado Mário Negromonte Júnior para visitarem a província-irmã da Bahia. Ambos confirmaram que após as eleições, poderiam ir com os deputados ligados ao setor, retribuindo à viagem dos parlamentares chineses.

Para o deputado Mário Negromonte Júnior, o fator primordial para se firmar parcerias entre nações é estabelecer uma irmandade entre os estados, municípios e nações. “Devido à importância do sinergismo entre a Bahia e a Província de Chongqing, achei por bem fazer o projeto de lei que reconhece essa relação duradoura. Hoje, temos a perspectiva de investimentos no Oeste e a possibilidade de trazer uma indústria têxtil. Agora, certamente os laços começam a ser estreitados”, pontua.

O deputado estadual Marcelo Nilo afirmou que mesmo com o crescimento da economia estimado em 8% para este ano, a China se mantém acima da média, fazendo referência à competência e disciplina dos trabalhadores chineses, responsáveis por transformar o país numa potência financeira. “Fiquei impressionado ao saber do vice-presidente do parlamento chinês que a Bahia é o principal destino dos investimentos chineses”.

Agenda

A comitiva seguiu para conhecer as instalações da sede da empresa Universo Verde, braço da Chongqing Dragonfly, esmagadora de soja que está sendo construída em Barreiras. Com investimento inicial de R$ 300 milhões, o complexo industrial vai esmagar 1,5 milhão de toneladas de soja por ano, quase metade da produção anual do Estado, que na safra 2010/2011 alcançou a marca de 3,6 milhões de toneladas. Em almoço oferecido pela comitiva chinesa, Eduardo Salles presenteou todos com produtos da agricultura familiar, genuinamente baianos, a exemplo da reserva especial de charutos fabricados no município de Cruz das Almas, mel, cachaça, chocolates finos, geleias, guaraná, pó de café de Piatã (eleito o melhor do mundo), além de sabonetes à base de leite de cabra. Fonte: Ascom Seagri.

Seca nos EUA impulsiona cotações de milho e soja.

As cotações da soja, depois de uma leve queda, continuam subindo na Bolsa de Chicago. Autoridades norte-americanas informaram hoje que a seca que atinge toda a região central do País, inclusive os estados produtores do Cinturão do Milho, deve causar prejuízos de US$50 bilhões. A lavoura é responsável por apenas 1,2% do PIB  americano, mas fontes internacionais já estão falando em falta de alimentos. Só a produção do milho deve ter redução de mais de 40 milhões de toneladas.

Em Luís Eduardo Magalhães a soja está sendo comercializada a R$65 a saca.

Sementes Líder inaugura máquina de tratamento

A Sementes Líder e a Bayer estão convidando para a inauguração da Máquina de Tratamento Industrial de Sementes, em sua UBS do Centro Industrial de Luís Eduardo Magalhães, nesta sexta-feira, a partir das 18h30m. Durante o evento, o engenheiro-agrônomo Pedro Saores, nematologista da UNESP de Jaboticabal, fará palestra com o tema “Os nematóides em culturas extensivas e principais estratégias de manejo”.

Após a demonstração da máquina TSI Líder, acontecerá jantar de confraternização e sorteio de prêmios aos participantes. As reservas podem ser feitas pelo telefone 3628-1566, com Simone. 

Criada Comissão de Sementes e Mudas da Bahia

No último dia 12, na Superintendência Federal de Agricultura na Bahia, na capital baiana, foi criada a Comissão de Sementes e Mudas da Bahia para atender as demandas do setor. O grupo formado por agentes de diversas alçadas, como Órgãos Federais e Estaduais, Instituições de Pesquisa e Extensão, Associações e Federações de Produtores, entre outras, tem como objetivo contribuir com o MAPA na elaboração de estratégias para o bom andamento do setor de sementes e mudas.

Para o Oeste da Bahia, as entidades Aiba, Aprosem-BA e Fundação BA fazem parte da comissão, sendo os defensores do setor produtivo regional. Para gerenciar os trabalhos, a CSM/BA é composta de uma diretoria, sendo esta eleita no dia de criação da mesma, tendo como primeiro presidente o fiscal federal agropecuário, Isaque de Oliveira Ferraz, que já trabalhou em Barreiras, juntamente com Celito Missio na vice-presidência. Continue Lendo “Criada Comissão de Sementes e Mudas da Bahia”

Projeto Bananal e Sindicato promovem formação de comunidades atingidas.

Com o processo de expansão agrícola de soja e milho na Fazenda Bananal, ao norte de Luís Eduardo Magalhães, a AGRIFIRMA (grupo responsável pelo empreendimento de 26 mil hectares) com o apoio do Sindicato Rural, através do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural- SENAR Bahia iniciou nesta última semana, 09, o projeto de promoção social das comunidades atingidas pelo investimento.

Nesta primeira etapa, o projeto iniciou com a capacitação de profissionais de cozinha. Segundo Suelen Tombini, nutricionista e instrutora do SENAR, além do reaproveitamento de alimentos, o curso de cozinha agrícola tratou de técnicas de higiene ambiental, pessoal e material, manipulação de alimentos, a exemplo do doce de maracujá que utiliza a casca do fruto. “Esse é o momento de integração, de esclarecer as dúvidas de cada uma”, comentou Tombini.  Continue Lendo “Projeto Bananal e Sindicato promovem formação de comunidades atingidas.”

País poderia triplicar produção com inclusão de áreas degradadas

Foto de Emílio Pedroso da RBS

O diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Fernando Tatagiba, estima em até 140 milhões de hectares o total de áreas degradadas no País, área superior a duas vezes o tamanho da França. O ministério está finalizando seu novo plano plurianual, que dará grande importância à recuperação da terra como forma de evitar o empobrecimento das populações e prevenir a derrubada de mais áreas de florestas.

Para o chefe do Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Agrobiologia), Eduardo Campello, o Brasil já detém tecnologia própria para reverter a degradação das terras, por meio de processos de seleção e manejo e trocando produtos químicos por insumos biológicos. Com isso, ele considera ser possível reduzir ou até reverter a derrubada de florestas para a agropecuária.

– Várias dessas áreas podem se tornar mais rentáveis, tirando a pressão sobre as florestas e os remanescentes nativos. Já tivemos avanços incontestáveis com o plantio direto [técnica em que se roça a terra e se semeia em seguida, evitando a erosão]. É preciso integrar lavoura, pecuária e floresta, usando mecanismos naturais, como fixação biológica de nitrogênio, evitando o uso de adubo químico. Já temos áreas abertas suficientes, o que precisamos é recuperar o solo – completou Campello.

Com 140 milhões de hectares tornadas aptas à produção, através de correção de solo e obras contra a erosão, poderíamos produzir mais 420 milhões de toneladas de grãos, fibras ou madeira. Isto é: algo em torno de 2,62 vezes a nossa produção atual e igual à produção americana de milho e soja. O incentivo à recuperação dessas áreas degradadas e sua inclusão às cadeias produtivas, traria o alento necessário ao desenvolvimento da indústria, dos serviços e do comércio, com crescimento acelerado e desenvolvimento social. O baixo índice de investimento e a ausência do Estado originou a degradação dessas áreas. Cabe agora ao mesmo Estado a atenção prioritária para o problema e a sua solução.

Com informações da Agência Brasil e comentários (grifo) deste Editor.

Sexta-feira, 13, de más notícias: Diesel deve subir hoje nas bombas.

A Petrobras anunciou ontem (12) um novo aumento no preço do óleo diesel comercializado nas refinarias da estatal em todo o país. Segundo nota divulgada pela companhia, a partir da próxima segunda-feira (16) o diesel será reajustado em 6%.

A estatal estima que o reajuste represente um aumento aproximado de 4% sobre o preço final do combustível vendido ao consumidor nas bombas de todo o país, que inclui ainda o custo do biodiesel e margens de distribuição e revenda.

“Esse reajuste foi definido levando em consideração a política de preços da companhia, que busca alinhar o preço dos derivados aos valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo”, diz a nota.

Este é o segundo aumento anunciado pela Petrobras para o óleo diesel em menos de um mês. No último dia 25 de junho o preço do produto já havia subido nas refinarias 3,9%, enquanto a gasolina havia sido majorada em 7,8%.

Naquela ocasião, no entanto, o aumento não chegou ao bolso do consumidor final uma vez que o governo, para manter a inflação sobre controle, zerou a alíquota da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide).

Para o agronegócio do Oeste baiano, a notícia não poderia ser pior. Além da lavoura 100% mecanizada, o agronegócio depende diretamente dos fretes de insumos e do produto final até os portos. Para os envolvidos no processo, sexat-feira, 13, não deixou de confirmar ser um dia aziago.

Governo socorre criadores de porcos

Os preços do milho no mercado interno e os preços internacionais da soja, acenderam luz vermelha na sala de crise da suinocultura. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento anuncia hoje (12) medidas de apoio aos suinocultores. O anúncio será feito durante audiência pública na Comissão de Agricultura do Senado, prevista para começar às 8h30 no Auditório Petrônio Portela.

Entre as medidas que serão apresentadas pelo ministro Mendes Ribeiro Filho estão a prorrogação de dívidas e a criação de uma linha especial de crédito. Participam da audiência – que vai discutir a atual crise da suinocultura brasileira – os presidentes da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, Marcelo Lopes, da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína, Pedro de Camargo Neto, e da Associação Brasileira de Supermercados, João Rabelo Júnior.

Como se tem falado aqui, de há muito, a era da comida barata encerrou um longo ciclo. Quem contava com frango, suíno e carne bovina com baixos preços na mesa do consumidor, inclusive como índice de felicidade geral da nação, sabe que agora os parâmetros são outros.

Soja perde com relatório do USDA.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou na manhã desta quarta-feira (11) seu relatório mensal de oferta e demanda de grãos. A novidade deste mês é um aumento nos estoques finais norte-americanos de soja e milho da safra 2010/11.

No cenário mundial, o departamento manteve a safra argentina de soja em 49,50 milhões de toneladas. Por outro lado, a produção brasileira teve um incremento de 72,50 para 73 milhões de toneladas.

A divulgação do relatório causou perdas nas cotações da soja durante o dia. No pregão noturno, as cotações continuavam caindo às 2 horas da manhã. Em Luís Eduardo, os preços permaneceram estacionados.

Se a fábrica coreana que promete se instalar na BR-242 sair do chão, teremos um micro-mercado diferente na região. A demanda por soja para esmagamento poderá gerar, como fez em Passo Fundo-RS, preços semelhantes aos dos portos, com ganhos consideráveis ao produtor. A capacidade de esmagamento ficaria perto dos 3 milhões de toneladas, semelhante à produção regional.

Soja tem altas recordes em Chicago.

Nesta segunda-feira, os futuros da soja, que chegaram a subir mais de 50 pontos na sessão de hoje, fecharam o dia com mais de 40 pontos positivos, com o vencimento agosto – o de maior negociação nesse momento – fechando a US$ 16,07 por bushel. As previsões dos especialistas é de que as cotações sigam subindo se as condições climáticas de baixa umidade continuarem.

Produtores do Oeste doam rações para agricultores atingidos pela seca

Os produtores do Oeste da Bahia estão mobilizados na campanha “SOS Seca”, levantando doações de milho, caroço de algodão e farelo de soja para ajudar os pequenos pecuaristas dos mais de 250 municípios baianos castigados pela longa estiagem. O “SOS Seca” é uma iniciativa do governo do Estado, coordenada pelo Comitê da Seca, visando a doação de alimentos à população atingida pela seca. A Secretaria da Agricultura (Seagri) também participa dessa ação, com o objetivo de sensibilizar os grandes produtores para a doação de matéria prima para a alimentação animal e preservar os rebanhos bovinos, de caprinos e ovinos, ameaçados pela seca.

A mobilização na região Oeste conta com a participação de diversas associações de produtores, como a Aiba e Abapa, e empresas privadas, a exemplo da Agrovale, Bunge, Sementes Passo Ita e Agrosul, dentre outras, além de diversos produtores individuais. O vice-presidente da Associação de Irrigantes e Agricultores da Bahia, Sérgio Pitt, disse que “este é o momento de mostrarmos nossa solidariedade aos colegas pecuaristas”. Ele informou que a meta é alcançar a marca de mil toneladas de milho.

No final da tarde de sexta-feira (6), ao chegar a Barreiras, para participar da exposição agropecuária da cidade (30ª Expo Barreiras), o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, acompanhado por Pitt, pelo secretário de Agricultura do município, Celito Breda, pelo superintendente de Desenvolvimento da Agropecuária da Seagri (SDA), Raimundo Sampaio, pelo diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Paulo Emílio Torres, e Júlio Busato, dentre diversos produtores, visitou as instalações da Padim Cereais, onde 350 toneladas de milho já estão ensacadas e prontas para a distribuição. De acordo com Pitt, “estamos finalizando os acertos para o transporte do grão para diversas regiões do Estado”.

Além do milho, os produtores do Oeste vão doar também bagaço hidrolisado e melaço de cana, feno, e toneladas de farelo de soja, e de caroços de algodão, que serão transformados em farelo, além do frete para as cargas. “Estamos felizes em poder ajudar os pequenos pecuaristas dos municípios que sofrem com a seca”, disse Márcio Marques, proprietário da Padim Cereais. Continue Lendo “Produtores do Oeste doam rações para agricultores atingidos pela seca”

Soja tem dia de pequenas perdas.

A soja teve um dia de realização de lucros em Chicago, com alguma queda nos preços. No entanto, o vencimento de julho permaneceu acima da barreira de 16 dólares o bushel. Há um ano, em Luís Eduardo, a soja era comercializada a R$38,50 a saca. Ontem, sexta, foi vendida a R$62,33. Um incremento de quase 62%.

Descontada a inflação do real e a mudança substancial de posição do dólar frente ao real, que determina alta de insumos importados, a diferença de preços significa um ganho real de mais de 40% na colheita. 

Soja teve um dia glorioso ontem em Chicago

As cotações da soja se situavam em leve baixa nesta madrugada, depois de um dia de sucessivas altas, mas mantinha os vencimentos de julho acima dos US$16 dólares por bushel (27,2155 kg). As condições de baixa umidade das lavouras norte-americanas determinaram as altas. No Oeste baiano, as cotações mantém-se próximas a R$63,00 a saca de 60 kilos.

ABAPA promove palestras aos produtores

A ABAPA promoveu, em parceria com a Fundação Bahia e apoio do Fundeagro, uma noite de palestras, nesta última sexta-feira, 29, que marcou a abertura do Dia de Campo de Algodão 2012.

Com as palestras de Hans Joerg Rueckriem, especialista em qualidade do algodão e Carlos Alberto Sardenberg, jornalista e comentarista econômico, a Abapa ofereceu aos participantes uma noite de informações relevantes sobre o universo da cadeia produtiva do algodão.

“Com estas palestras a Abapa espera poder contribuir para a tomada de algumas decisões para a próxima safra, fornecendo informações importantes e uma visão descomplicada da economia hoje. É essencial para o cotonicultor entender os rumos da nossa economia, assim como compreender a importância da qualidade do algodão produzido por ele” disse a presidente da Abapa, Isabel da Cunha, pouco antes da abertura do evento.

Entre o público presente no espaço de eventos Quatro Estações, estavam produtores rurais da região e representantes de entidades ligadas ao agronegócio, como o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) Sérgio de Marco, o presidente da Fundação Bahia Clóvis Ceolin, o vice-presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) Sérgio Pitt e demais profissionais do agronegócio.

92% da produção de soja já foi comercializada

Informação da revista Globo Rural: as vendas de soja da safra 2012/13 seguem em ritmo acelerado, refletindo a boa liquidez do mercado comprador e os atrativos preços em real. Para uma safra potencial de 79,4 milhões, estimada pela empresa de consultoria Safras & Mercado, 33% já foram comercializados, um volume acima da média dos últimos cinco anos, de 6% para o período.

Em relação à safra 2011/12, os agricultores brasileiros já negociaram 92% da produção. Em igual período do ano passado, a comercialização atingiu 71%. A média para o período é de 73%. Levando-se em conta uma safra estimada em 66,33 milhões de toneladas, o volume de soja já comprometido chega a 60,9 milhões de toneladas.

Pelo visto, soja disponível vira ouro em pó em poucos dias. Isso significa que o mercado interno vai segurar os preços. Ontem a soja foi comercializada a R$62,67 a saca, conforme informações da AIBA e do Sindicato Rural. Ontem a soja subiu até 36 cents por bushel em Chicago e os contratos futuros bateram em U$35,40 a saca na BM&F, com crescimento de 1,9%.

Sindicato Rural tem novos cursos de normas regulamentadoras

O Sindicato Rural realizará treinamento direcionado à prevencionistas na área rural como produtores rurais, técnicos e engenheiros de Segurança, advogados, contadores, gestores, Rh´s, estudantes e profissionais de áreas afins, esclarecendo e enfatizando as atualizações das normas cobradas pelo Ministério do Trabalho e outros órgãos na empresa rural. Carga Horária: 40 hs. Educadora: Ana Paula Brandão. A taxa de inscrição é de R$420,00 até dia 10/07 e, após esta data, R$460,00. Inscrições até dia 13/07/2012.

Soja atinge 63 reais em Luís Eduardo e segue subindo.

As altas temperaturas e a falta de chuvas tem incentivado a Bolsa de Chicago a manter os preços em alta: ontem, sexta, a soja para vencimento em julho subiu 46,75 pontos, com o bushel a US$15,12, ultrapassando rapidamente a barreira dos 15 dólares, o que não acontecia no mínimo a três anos. A semana foi um sucesso para as cotações da soja.

Com os preços do algodão aviltados, muitos estão fechando seu hedge para soja na próxima safra. Principalmente porque os altos teores de fósforo da adubação do algodão permitirão uma lavoura de soja mais em conta no próximo plantio.

Dilma lança novo plano safra, com mais 7% de recursos

Dilma reconhece que a agricultura brasileira é responsável por 1/3 de tudo: dos empregos, do PIB e da exportação. Foto de Antonio Cruz da ABr

O plano anunciado hoje pela presidenta Dilma Rousseff prevê R$ 115,2 bilhões para financiar a agricultura comercial. A presidenta informou que, caso esse crédito seja todo gasto antes do término da vigência do plano, mais recursos serão liberados. “Não haverá restrição de recursos caso os R$ 115 bilhões não cheguem até o final da safra.” O valor previsto no plano supera o montante destinado ao setor no ciclo 2011/2012, R$ 107,2 bilhões. A taxa de juros de referência das operações foi reduzida de 6,75% para 5,5% ao ano.

Dilma ainda destacou a importância da agricultura para o enfrentamento da crise econômica internacional e considerou que não há contradição entre a preservação ambiental e a agricultura comercial. Ela citou dados sobre o crescimento da produção com pouco avanço da área ocupada.

“Conseguimos crescer nossa agricultura em 180% e, ao mesmo tempo, ter um crescimento de cerca de 30% da área ocupada. Isso é crucial porque mostra que somos capazes de crescer com uma área relativamente reduzida, mostra que o crescimento não é incompatível com preservação ambiental”, disse acrescentando que o Brasil tem 60% dos biomas florestais intocados, mesmo sendo a maior potência agrícola. 

ABAPA promove palestras

Amanhã, 29, a ABAPA promove as palestras do  jornalista e comentarista econômico Carlos Alberto Sardenberg e de Hans Joerg Rueckriem, especialista em qualidade de algodão. À tarde, às 17h30m os dois palestrantes concedem entrevista coletiva à imprensa, na sala Zélia Gattai, do Hotel Saint Louis.

“Te mexe, produtor” mobiliza 80 municípios do Noroeste gaúcho.

O movimento “Te Mexe, Produtor” acontece nesta sexta-feira, dia 29, na região central de Santo Ângelo (RS) reunindo mais de 80 municípios e 3 mil agricultores. Entre as reivindicações, produtores pleiteiam soluções para endividamento agrícola e prorrogações de dívidas e garantias de comercialização, principalmente para trigo e leite. 
“Na safra passada, produtores de trigo ficaram a mercê das trocas com empresas para comercializar cereal e PEP só chegou depois que produtores haviam vendido seu trigo a preços irrisórios”, recorda o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santo Ângelo, Osvaldino Lucca. 
Para Lucca, órgãos competentes precisam ouvir agricultor, definir seguro e política agrícola e regras para eventos climáticos. “Cada vez que o clima interfere na produção, o agricultor tem que correr para Brasília para pedir “esmolas” para um governo que não coloca em prática o que está no estatuto da terra e na legislação brasileira”, afirma.
Alguns produtores já desistiram do plantio de trigo, pois somente os adubos subiram 30% nos últimos 60 dias. “Hoje foi decretado novamente estado de emergência em Santo Ângelo, pois chuvas não conseguem repor o deficiente hídrico da região causado pela seca”, afirma Lucca.  Outros municípios da região também passam pela mesma situação. Do Notícias Agrícolas.

Soja continua movimento de ascensão das cotações com seca no Cinturão do Milho

Os preços da soja continuam em alta expressiva no mercado disponível, com disputa entre compradores interno e externo pelo restante da soja em estoque, segundo pesquisadores do Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz). Porém, produtores seguem negociando apenas pequenas quantidades, quando há necessidade de caixa para pagamento de despesas de curto prazo. Com isso, as diferenças entre os preços nos mercados de lotes e de balcão têm aumentado.

Assim, de acordo com dados do Cepea, a alta de preços da soja ao produtor não tem ocorrido na mesma intensidade verificada no mercado disponível. O fato é que produtores estão mais interessados atualmente no fechamento das compras de insumos para a próxima temporada e na comercialização antecipada da nova safra. Já traders e indústrias ainda têm necessidade em adquirir a soja para cumprir contratos, mas o vendedor quer preço maior. Diante da necessidade do grão, o comprador acaba cedendo e pagando valores mais elevados.

Entre 15 e 22 de junho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (produto transferido para armazéns do porto de Paranaguá) em moeda nacional teve expressiva alta de 4,7%, finalizando a R$ 70,00/saca de 60 kg nessa sexta-feira, 22– esse é o maior valor da série histórica do Cepea, em termos nominais. Ao ser convertido para dólar (moeda prevista nos contratos futuros da BM&FBovespa), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa fechou a US$ 33,90/sc de 60 kg, forte aumento de 3,5% no mesmo período.

A média ponderada das regiões paranaenses, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ, teve significativa elevação de 4,66% entre 15 e 22 de junho, indo para R$ 66,94/sc de 60 kg – também valor recorde, em termos nominais. Fonte CEPEA com edição Notícias Agrícolas.

Em Luís Eduardo Magalhães, a soja disponível está sendo negociada a R$61,00 a saca. No entanto deve acontecer movimento ascensional no dia de hoje.

Médios produtores tem renda maior com reflorestamento

Além da integração entre pasto e lavoura, o produtor rural tem o reflorestamento como opção sustentável para a recuperação de áreas degradadas. Para o engenheiro agrônomo Ronaldo Crescente, com a união dos três sistemas – lavoura, pecuária e floresta – é possível promover a recuperação do Cerrado com produtividade e sustentabilidade, ampliando as alternativas de renda para o produtor rural.

“São três possibilidades de receita, sendo que a agricultura dá receita no curto prazo, a pecuária dá no médio e a atividade florestal no longo prazo. Dessa forma, o produtor reduz riscos de clima e de mercado.”

O técnico do Ministério da Agricultura Maurício Carvalho explica que essa técnica é feita, normalmente, com o eucalipto. “Plantio de eucalipto ou outra espécie que se ajuste bem à realidade local dela. O eucalipto é bom porque você tem um mercado comprador, você usa, pode vender em qualquer local, mesmo em uma cidade pequena, tem mercado para isso.”

A silvicultura é um investimento de longo prazo, que leva até dez anos para render benefícios. O tempo varia de acordo com a utilização que vai ser dada à madeira, que pode servir para a produção de energia, com o carvão, para a produção de papel ou para a construção civil e a industria moveleira.

De acordo com Maurício Carvalho, o planejamento é feito de acordo com a capacidade do produtor e com a realidade da fazenda, para saber o que se ajusta melhor a cada situação. O produtor Francisco de Assis Inácio, que tem uma fazenda perto de Goiânia, plantou eucalipto em uma área degradada, seguindo um projeto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“Foi feito o reflorestamento e a gente diminui um pouco a quantidade de gado, mas ainda sobra pastagem embaixo da floresta. Então você conjuga gado e eucalipto. Já notamos os benefícios ao meio ambiente, com a volta de lobos e seriemas à propriedade.”

Além da venda da madeira, ainda é possível negociar créditos de carbono com a floresta de eucalipto. Para quem está interessado nessas alternativas sustentáveis, há linhas de crédito que podem ser acessadas, como recursos Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). De Akemi Nitahara e Beatriz Arcoverde, repórteres da EBC.

Soja bate na melhor cotação dos últimos 10 anos.

A cotação da soja finalmente bateu nos R$60,00 a saca de 60 quilos no Oeste da Bahia. Produtor que pensa rápido trava posição, nesta próxima segunda-feira, com no mínimo 50% da produção prevista de sua lavoura ou  com aquele valor que será suficiente para enfrentar o custeio do próximo plantio. As moderadas condições das lavouras de soja nos Estados Unidos, além da firmeza do dólar frente ao real, criaram uma semana de ouro para a soja em todas as fronteiras agrícolas.

Algodão: redução forte da safra reduz também perspectiva de plantio.

Informação dada por um agricultor de médio porte, ontem: a redução da colheita do algodão não é de apenas 50% como estão informando. Áreas que foram beneficiadas por algumas chuvas durante o longo período de estiagem estão colhendo apenas 80 arrobas (em caroço), quando a perspectiva de colheita era de mais de 300 arrobas.

Existe por outro lado uma visão que a redução da área de plantio para a próxima safra é também significativa. Diz o agricultor: “Pretendíamos zerar o plantio em 2012/2013, como muita gente vai fazer isso, resolver reduzir em apenas 50%”.

Milho safrinha do MT deve ultrapassar 13 milhões de toneladas.

A colheita de milho safrinha no estado começou no início do mês e segue em ritmo lento. A estimativa do Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (IMEA) é de que sejam colhidas 13,1 milhões de toneladas de milho safrinha em todo o estado. Se confirmado, o número será 87% maior do que a safra passada.

A Fundação MT promoveu na Estação Experimental Cachoeira, em Itiquira/MT, um dia de campo sobre milho safrinha. Produtores rurais da região puderam receber informações importantes de pesquisas desenvolvidas pelo Programa de Monitoramento e Adubação (PMA) que estão sendo conduzidas na safrinha de 2012 para o desenvolvimento da cultura nas propriedades da região e, ainda, conferir “in loco” cada experimento.

Durante o dia de campo, várias questões sobre o cultivo de milho safrinha foram abordadas pelos pesquisadores Claudinei Kappes da Fundação MT e Eros Francisco, daInternational Plant Nutrition Institute (IPNI) como, a competição de híbridos de milho; manejo da adubação nitrogenada envolvendo avaliação de fontes, doses, épocas e modos de aplicação de nitrogênio; utilização de inoculante na semente (Azospirillum brasilense); uso de fertilizantes nitrogenados com tecnologia agregada (revestimento com polímeros e inibidores de urease); velocidade de semeadura; aplicação de fungicida foliar; manejo de sub-adubação e efeito de plantas de cobertura antecedendo o cultivo do milho.

O evento foi realizado na última terça-feira (19), e contou com a participação de mais de 40 produtores rurais convidados.

AIBA e Secretaria da Agricultura são parceiros na certificação de imóveis rurais

Mais uma vez, iniciativa privada e poder público deram as mãos para resolver um problema que entrava a produção agrícola e o desenvolvimento regional no Oeste da Bahia. Agora, a parceria que uniu Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Secretaria da Agricultura do Estado da Bahia (Seagri) através da Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), tem como meta acabar com a demora nos processos de certificação de georreferenciamento dos imóveis rurais. Na terça-feira (19), o vice-presidente da Aiba, Sérgio Pitt, o secretário Eduardo Salles e o coordenador executivo da CDA, Luís Anselmo Pereira de Souza, firmaram um Termo de Cooperação Técnica que conjuga esforços, através de intercâmbio técnico, fomento e apoio logístico, para tornar o processo de certificação mais eficaz. Continue Lendo “AIBA e Secretaria da Agricultura são parceiros na certificação de imóveis rurais”

Estado, AIBA e INCRA assinam convênio para emitir o CCIR de pequenas propriedades.

O secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, o coordenador da CDA, (Coordenação de Desenvolvimento Agrário), Luis Anselmo Pereira de Souza, e o vice-presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Sérgio Pitt, assinaram Termo de Cooperação Técnica, com o objetivo apoiar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a agilizar a emissão do Certificado de Cadastro de Imóveis Rurais, (CCIR). O documento, identidade do imóvel, é fundamental para o acesso a créditos, e uma peça indispensável para o registro da propriedade em cartório.

A assinatura deste termo de cooperação soma-se aos esforços que vem sendo realizados deste agosto do ano passado, quando a Seagri/CDA e o Incra assinaram acordo de cooperação técnica que permite ao Estado emitir o CCIR para imóveis com até 100 hectares nos processos de regularização fundiária, marcando a criação da Unidade Estadual de Cadastramento, que funciona na sede da CDA, com técnicos designados pela coordenação, treinados e capacitados pelo Incra.

O superintendente regional do Incra, Marcos Antonio Silva Nery, explicou que a emissão do CCIR é prerrogativa da União, através do Incra, mas há um represamento muito grande. “Por isso construímos essas parcerias, que são da maior importância para agilizar a liberação de milhares de certificados”.

O secretário Eduardo Salles destacou que o governo tem compromisso com a agropecuária do Estado e atua no sentido de desatar as amarras que impedem o produtor de desenvolver o setor e gerar milhares de empregos.

Luis Anselmo Pereira explicou que com o termo assinado hoje a Aiba vai poder disponibilizar técnicos para apoiar as ações do Incra e agilizar os processos de cadastro rural na Bahia. De acordo com Sérgio Pitt, a demanda é muito grande e os órgãos não dão conta de resolver o passivo e ainda atender os novos processos.

 

STJ proíbe Monsanto de cobrança de royalties em todo o País.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) estendeu nessa terça-feira (12) a abrangência da eficácia da sentença que suspende a cobrança de royalties sobre a comercialização da safra de soja transgênica cultivada com base na tecnologia RR para todos os produtores do Brasil.

Segundo Neri Perin, um dos advogados dos sindicatos rurais do Rio Grande do Sul que lideraram a ação contra a multinacional, o juíz deu como legítima a ação coletiva e considerou que não se trata de um direito restrito, mas sim um direito público. “A Monsanto não pode mais cobrar, e isso agora é direito de todos os produtores brasileiros. Além disso, o juíz ainda sentenciou que a empresa devolva o dinheiro das cobranças anteriores”, ratificou Perin. De Carla Mendes, do Notícias Agrícolas.

Soja continua subindo, apesar da crise na zona do euro.

As cotações da soja no Oeste da Bahia deverão ter substancial acréscimo a partir de hoje se a Bolsa de Chicago atender às indicações do Departamento de Agricultura que os estoques de passagem estão caindo. Ontem, se negociava a soja em Luís Eduardo a 57 reais a saca de 60 quilos. Apesar disso, às 11 horas, o pregão de Chicago indicava pequenas perdas em todos os vencimentos. Os analistas culpam a crise européia pela forte pressão nos preços.

No porto de Rio Grande, a soja já vale R$68,10, recorde histórico.

ABAPA realiza noite de palestras

A ABAPA – Associação Baiana dos Produtores de Algodão promoverá no dia 29 de junho, no Espaço de Eventos Quatro Estações, uma noite de palestras para convidados e associados. 

Michael Hans Joerg Rueckriem, especialista em qualidade do algodão abrirá a noite e, na sequência, haverá a palestra de Carlos Alberto Sardenberg,  jornalista e comentarista econômico. Âncora do programa CBN Brasil, comentarista econômico da CBN, do Jornal das Dez (Globo News) e do Jornal da Globo (Rede Globo), colunista nos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo e escritor, Sardenberg discorrerá sobre economia.

Já no sábado, dia 30 de junho, a partir das 8h, acontecerá o Dia de Campo de Algodão, no campo experimental da Fundação BA, no complexo do Bahia Farm Show.

 

 

As dificuldades para a soja chegar até o porto.

É antológica a cobertura jornalística da revista Globo Rural sobre os “Caminhos da Safra”, em que relata as deficiências da infraestrutura para exportar os produtos da lavoura brasileira. Os problemas das estradas da Bahia para levar a soja, de Luís Eduardo até Cotegipe, são relatados. Clique no link para acessar.

Vergonha brasileira: estamos importando feijão preto da China

A tradicional feijoada brasileira também é meio chinesa. O avanço do gigante asiático no mercado mundial vai além dos tablets, eletrônicos e das bugigangas que invadiram camelôs e lojas. Até abril deste ano, 44% das 78,2 mil toneladas de feijão-preto importado pelo País vieram da China, fatia quase equivalente à da Argentina (48%), velho fornecedor do grão.

A China nem aparecia nas compras externas brasileiras de feijão-preto seis anos atrás. Já em 2011, o feijão chinês era 33% das importações. E, só em abril deste ano, a participação atingiu 72,9%, apontam os dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, elaborados pela Federação da Agricultura do Estado de Paraná (Faep).

A China estreou para valer no mercado brasileiro de feijão-preto em 2008, quando houve quebra na safra nacional e na produção argentina. De lá para cá, os volumes cresceram, impulsionados pelo câmbio favorável às importações e preços competitivos. “Com condições climáticas favoráveis à produção, a China identificou também uma boa oportunidade de mercado para se transformar em fornecedor de países como Brasil, México e Estados Unidos”, observa a economista da Faep, Tania Moreira.
Tanto é que, em 2008, a China se tornou o principal exportador mundial de feijão com vendas externas de 960 mil toneladas, posição confirmada no ano seguinte com 1,046 milhão de toneladas segundo os últimos dados disponíveis da FAO, órgão das Nações Unidas para agricultura e alimentação.
A importância que o produto chinês ganhou no mercado brasileiro já apareceu nos números dos grandes processadores do grão. Mais de 90% do feijão-preto beneficiado hoje pela Broto Legal Alimentos vêm da China. Na Camil Alimentos, a totalidade de 1 mil toneladas mensais de feijão-preto empacotado é importada. Metade vem da China e a outra metade, da Argentina.
“Nossa preferência sempre foi pelo feijão-preto produzido aqui, onde tivemos ótimas safras”, afirma o diretor da Broto Legal Alimentos, Hugo Fujisawa. Ele conta que cinco anos atrás a Argentina dominava as exportações para o Brasil. Aproveitando a quebra de safra nacional e a falta de competitividade do feijão argentino, o grão chinês começou a ser testado pelos empacotadores. O baixo custo, o dólar favorável à importação e a qualidade aperfeiçoada transformaram o grão chinês em rival imbatível diante do feijão-preto brasileiro e do argentino, explica.
O diretor de suprimentos da Camil, José Rubens, também diz que a preferência da sua empresa é pelo feijão nacional, observando a qualidade do produto e os preços compatíveis com o mercado. “No entanto, há alguns anos a produção nacional tem ficado abaixo da demanda, o que nos obrigou a recorrer à importação.”
Rubens destaca que os chineses, mestres na comercialização de produtos em geral, detectaram a oportunidade de abastecimento nos países consumidores de feijão, e trataram de melhorar a qualidade. “Hoje o feijão-preto chinês é tão bom quanto o produto argentino. A China conseguiu desenvolver variedades de feijão-preto consumidas nos principais mundiais (Brasil, México e Estados Unidos) com boa produtividade e baixo custo “, observa Fujisawa, da Broto Legal.
Mesmo sujeito ao Imposto de Importação de 10%, o preço no atacado da saca de 60 quilos de feijão-preto vindo da China é cerca de 20% menor do que o produto brasileiro e perto de 15% abaixo do valor do grão argentino, diz Nilson Pietrobom, gerente do atacadista Pietrobom Cereais, que fica em Prudentópolis (PR), a capital brasileira do feijão-preto.
Na semana passada, por exemplo, a saca do produto nacional no Paraná estava cotada a R$ 110, o argentino custava R$ 95 e o chinês saía por R$ 90. Pietrobom diz que a mão de obra barata na China faz diferença no preço. “Lá não tem máquina, tudo é escolhido à mão.” Além disso, o custo do frete é bem menor. Do Estado de Minas.

O que ninguém fala é que feijão com mais de seis meses de colheita é duro e só dá desprazer às cozinheiras. Em Luís Eduardo Magalhães há muito tempo não se encontra feijão que preste. Ninguém mais, entre os produtores, quer saber de contratar mão-de-obra para manipular sacaria ou então ficar ao sabor de um mercado complicado. Hoje os grandes produtores trabalham só com hedge e com manuseio da produção automatizada.

Por outro lado, o feijão, principal fonte de proteína da mesa do pobre, está com o consumo estacionado há anos, em proveito do fast-food e das comidas semi-industrializadas. Pobre hoje come frango e salsicha, feitos à base de soja.