Agricultores baianos investem em estudo para uso de pó de rocha

Os agricultores baianos, por meio da Fundação Bahia, Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), vão passar a investir em pesquisas para utilizar a eficiência do pó de rocha moída com o objetivo de liberar mais potássio no solo como fonte de nutriente para as plantas, a baixo custo. 

Os estudos serão liderados pelo pesquisador da Embrapa Cerrados, Éder de Souza Martins, que apresentou nesta segunda-feira (29), para produtores e técnicos do oeste da Bahia, os resultados favoráveis do uso de pó de rochas silicáticas como fontes de potássio para o solo na agricultura.

Durante a apresentação, Martins reforçou que o uso adequado de agrominerais silicáticos simula processos naturais de renovação do solo e podem fornecer potássio, cálcio, magnésio, silício e outros micronutrientes, além da produção de argilominerais e acúmulo de matéria orgânica.

Desde 2000, o pesquisador da Embrapa conduz os estudos sobre diversos remineralizadores (insumos formados por rochas silicáticas moídas) oriundos de rochas abundantes no Brasil, que ampararam a legislação sobre o assunto.

 “Temos dois fornecedores de mineralizador próximos à região, em Dianópolis (TO) e Formosa do Rio Preto (BA), que podem atender a demanda local. Mas antes vamos testar se as rochas têm potencial de uso agrícola nos solos da região.

E, para isto, faremos os testes em casas de vegetação e no campo experimental da Fundação Bahia, em Luís Eduardo Magalhães, para comprovar a eficiência e potencialidade do pó de rocha para liberar nutrientes”, afirma Martins, da Embrapa, reforçando os diversos estudos que mostram a eficiência agronômica de vários tipos de rochas.

Durante a explanação aos técnicos e produtores, a presidente da Fundação Bahia, Zirlene Zuttion, reforçou que todos os estudos que possam reduzir os custos para os agricultores são incentivados na entidade.

Para o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato, é importante avançar no uso da tecnologia em todos os processos que envolvem a produção agrícola.

“Pelos resultados já alcançados na prática, temos certeza que depois dos estudos específicos para a nossa região, o uso dos remineralizadores poderá ser uma realidade para trazer mais produtividade com menor custo para o produtor”, afirma.

Segundo a pesquisa da Embrapa, 95% do potássio usado na agricultura é importado, sendo que boa parte dos remineralizadores são ricos nesse mineral, além de conter cálcio e magnésio. Além de nutrirem as plantas, os remineralizadores podem, dependendo da fonte, contribuir para a correção do alumínio tóxico no solo e melhorar a capacidade de troca de cátions (CTC) do solo, propriedade importante para a retenção de nutrientes.

Desde março de 2016, os remineralizadores podem ser registrados no Ministério da Agricultura (Mapa) para uso específico na agricultura. As instruções normativa Nº 5 e 6, publicada em 10 de março de 2016, estabelecem as especificações para o uso destes insumos na atividade agrícola.

Veja, em vídeo, mais detalhes da rochagem e as melhorias que traz ao solo:

 

Identificada a primeira ocorrência de ferrugem na safra 2017/18 no oeste da Bahia

Vem do município de São Desidério, no oeste baiano, a primeira ocorrência de ferrugem asiática no Estado na safra 2017/2018. A doença foi identificada em coleta realizada nesta quarta-feira (03) e a chuva regular, que vem ocorrendo na região, contribuiu para o aparecimento do foco.

Segundo informações fornecidas pela Circulo Verde, empresa que identificou e confirmou a presença do fungo, a semeadura ocorreu em novembro, ou seja, dentro do intervalo estabelecido pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), entre 08 de outubro e 15 de janeiro. As plantas estavam no estádio R3.

Para o coordenador do Programa Fitossanitário de Combate à Ferrugem Asiática da Soja na Bahia, Armando Sá, a ocorrência de chuva regular na região, com temperaturas mais frias à noite e com formação frequente de orvalho, beneficiaram o desenvolvimento da soja, mas também formaram condições favoráveis para o aparecimento da doença.

“Mesmo o foco tendo sido encontrado tardiamente, comparado com outros estados, a previsão é que a chuva continue no oeste da Bahia de forma continua até o fim de janeiro, por isto, os demais agricultores devem estar alerta e intensificar o monitoramento nas áreas plantadas. Nossa equipe de técnicos já se encontra na região de São Desidério para auxiliar e informar os produtores”, ressaltou Sá.

Luiz Henrique Carregal, professor de fitopatologia da Universidade de Rio Verde e pesquisador que integra a equipe do Programa na Bahia, orienta os produtores rurais a não exceder o intervalo de 15 dias entre as aplicações. Além disso, “recomendo multissítios em todas as aplicações, principalmente na região (São Desidério) onde a doença foi detectada”, alerta.

Enfrentando seca, RS está livre da ferrugem

No Rio Grande do Sul, nos próximos dias, as chuvas ficarão concentradas em áreas que já tem uma boa umidade no solo, ou seja ao norte do estado. No extremo oposto, os solos que estão com apenas 30% de umidade não devem receber chuvas nos próximos dias. Do dia 27 de dezembro a 2 de janeiro os volumes não devem superar os 5 milímetros acumulados.

E ao que tudo indica, a situação não irá melhorar na primeira quinzena de janeiro. Na região Sul do estado não irá receber uma gota sequer de água e o Norte do Estado terá apenas 5 milímetros acumulados.

MT e MS podem perder parte da safra na colheita

Mais de 10 cidades estão em situação de emergência em Mato Grosso do Sul por conta do excesso de chuvas. Segundo a meteorologia, a partir de agora, as nuvens carregadas irão migrar para Mato Grosso, que já abriu a colheita da soja.

Do dia 3 a 9 de janeiro, o estado de Mato Grosso receberá 55 milímetros acumulados, mesma quantidade esperada para a parte sul de Mato Grosso do Sul. No Sul, paraná e Rio Grande do Sul seguem com secas.

A partir do dia 10, as chuvas voltam para o Sul do País, com volumes de até 55 milímetros acumulados até o dia 16. No mesmo período, os estados do Centro-Oeste terão menos precipitações.

O dragão da cobiça estatal ameaça acabar com o agronegócio

Os produtores rurais de todo o País terão, em 2018, um difícil aprendizado: amestrar dois dragões que ameaçam incendiar o agronegócio e liquidar lavoura e pecuária a golpes de cauda.

O primeiro deles, o dragão do Funrural, cujo passivo pesa como uma espada sobre a cabeça do agronegócio, acrescido agora da obrigatoriedade de pagar 1,2% – nova alíquota – sobre tudo que sai pela porteira da fazenda.

O outro: a anulação da Lei Kandir, que isenta atualmente os produtores sobre o produto exportado. O que se pensa sobre a alíquota da Lei Kandir é 18%, isto em um negócio que trabalha com margens estreitas, menores que 10%.

Nos estados do Centro-Oeste essa margem praticamente deixou de existir, com a queda dos preços internacionais em até 25% e a distância para os portos.

A administração fazendária dos estados quer a extinção da Lei Kandir para resolver os seus problemas de caixa. Mas ainda não entendeu que quebrando a lavoura quebra também o setor de comércio e serviços, que trazem a principal renda aos cofres públicos.

Importações de soja dobrarão até 2025. Mas China faz exigências de qualidade.

Quem tem um só cliente comprador, corre fortes riscos de ter que atender as exigências do mesmo. É o caso de Brasil, Argentina e EUA no fornecimento de soja à China. Ontem a Reuters divulgou matéria dizendo que a metade da soja dos Estados Unidos pode sofrer nova classificação na chegada aos portos chineses.

O problema todo reside no fato da soja norte-americano chegar à China com 1% de impurezas, entre elas sementes de ervas daninhas.

Segundo a agência noticiosa, metade dos 27,5 milhões de toneladas, 473 carregamentos, um negócio de US$ 14 bilhões por ano, pode sofrer reprocessamento nos portos chineses.

Reprocessada, nos Estados Unidos ou na China, a soja terá seus custos de entrega alterados.

Importações dobrarão até 2025

As importações de soja na China cresceram nos últimos cinco anos e alcançaram 86 milhões de toneladas no período fiscal 2016/17. Na safra 2015/2016, o número havia sido de 82,5 milhões de toneladas.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) estima que a China importará 122 milhões de toneladas de soja em 2021/2022 com uma tendência que se intensifica a partir de então e alcançaria as 200 milhões de toneladas em 2025.

Essa tendência ascendente coincide com o ritmo contrário da redução de área plantada de soja, que deve cair mais de 40% nos próximos 10 anos.

O primeiro e decisivo dado sobre a produção agroalimentar da República Popular para a conclusão da segunda década do século é que quase 300 milhões de habitantes do campo migrariam para as cidades em 2030. Mais de 40% da produção agroalimentar já é realizada pelas grandes corporações agroalimentares neste momento, cuja atividade se orienta exclusivamente por setores como os suínos, os lácteos e a produção de carne bovina, que segue crescente.

Preços em baixa

Os preços da soja seguem recuando na Bolsa de Chicago na sessão desta quinta-feira (28). A commodity perdia de 3 a 3,50 pontos entre os principais vencimentos, com o março/18 valendo US$ 9,64 e o maio/18, referência para a safra americana, US$ 9,75 por bushel. 

Matopiba testa exportação de Algodão vai porto de Salvador

A proposta de exportar o algodão produzido do oeste da Bahia pelos portos do Norte e Nordeste do Brasil começou a sair do papel com uma carga piloto do produto, enviada para exportação, via Porto de Salvador (BA).

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Safra de 2018 será 9,2% menor, diz IBGE em segunda avaliação

Soja e algodão devem substituir em parte a redução da área de milho, calculada em 22% menor aqui no Oeste baiano.

Safra deve ter 219,5 milhões de toneladas em 2018, 22,4 milhões a menos do que a produção esperada para 2017. Previsão é do IBGE, que faz suas contas dentro do ano fiscal, de janeiro a dezembro.

Para se ter uma ideia, todo o Oeste da Bahia produz em torno de 5 milhões de toneladas de grãos e fibras. O déficit produtivo no País é quase igual a duas vezes a produção do Oeste baiano.

O Brasil país deverá ter, em 2018, uma safra de cereais, leguminosas e oleaginosas 9,2% menor do que a produção deste ano. O segundo prognóstico da safra de 2018, divulgado hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro, prevê uma safra de 219,5 milhões de toneladas em 2018, 22,4 milhões a menos do que a produção esperada para 2017.

A queda prevista por esse segundo prognóstico é ainda maior do que a feita pela primeira estimativa, divulgada em novembro, que previa um recuo da safra de 8,9%.

Entre os cinco principais produtos para a próxima safra, três devem apresentar quedas na produção: arroz em casca (-8%), milho em grão (-15,9%) e soja em grão (-5,9%). São esperadas altas na produção de algodão herbáceo (4,5%) e de feijão em grão (4,1%).

Safra de 2017 será maior

O IBGE também divulgou hoje sua 11ª estimativa para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2017, realizada em novembro. De acordo com o instituto, a safra deste ano deverá ser 0,1% maior do que a estimada pelo décimo levantamento, realizado em outubro.

Espera-se que o ano seja encerrado com uma safra 30,2% maior que a de 2016: 241,9 milhões de toneladas, ou 56,1 milhões de toneladas a mais do que no passado.

Entre as principais lavouras, a soja deverá fechar 2017 com uma alta de 19,4%, o arroz com um crescimento de 17,4% e o milho com aumento na produção de 55,2%.

CONAB também acompanha previsão de redução da safra

A pesquisa da CONAB refere-se ao ano agrícola, com plantio em 2017 e colheita em 2018. Por isso difere dos números do IBGE.

A safra de grãos 2017/2018 está estimada em 226,5 milhões de toneladas. Os  números representam um recuo de 4,7% em relação à safra passada, de 237,7 milhões de t., considerada um feito excepcional do setor agrícola brasileiro. Mas a expectativa é de comportamento semelhante ao de ciclos anteriores, tendo como aliado o clima que favorece o bom desenvolvimento dos cultivos. A previsão está no 3º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018, divulgado nesta terça-feira (12) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O plantio das principais culturas já terminou. Soja e milho continuam com a preferência do produtor, e respondem por cerca de 89% dos grãos produzidos do país. A soja deve alcançar 109,2 milhões de toneladas contra 114,1 milhões/t do último período. Já a expectativa para o milho total é de 92,2 milhões, contra 97,8 milhões/t distribuídos entre primeira e segunda safras no período 2016/2017. A primeira safra pode alcançar números menores no ciclo atual e ficar em 25 milhões de t, enquanto que a segunda safra pode alcançar 67,2 milhões de toneladas, quase igualando ao registro da produção passada de 67,4 milhões/t. Por outro lado, o algodão em pluma deve alcançar 1,7 milhão de toneladas, com aumento de 10,5% na produção e de 11% na área, marcando números próximos a mil hectares.

No caso da área total plantada, favorecida pelo aumento do plantio de algodão e principalmente da soja, estima-se um aumento de 0,9%, podendo chegar a 61,5 milhões de hectares. A soja, graças à maior liquidez e a possibilidade de melhor rentabilidade em relação a outras culturas, deve ter uma elevação média de 3,1%, podendo alcançar 35 milhões de hectares – aumento de 1 milhão de hectares frente a 2016/2017.  Já a área do milho primeira safra deve diminuir 9,6%, o que vai refletir na área total da cultura, estimada  em uma redução de 528 mil hectares. 

Quanto à produtividade, os números se baseiam em análises de séries históricas, levando-se em conta que a safra ainda está em fase de plantio. Apenas a soja conta com informações colhidas em campo, que  apontam para uma produtividade de 3.123 kg/hectares contra 3.364 da safra anterior.

 A pesquisa foi feita nos principais centros produtores de grãos do país, do dia 14 a 25 de novembro.

Entidades do agronegócio marcam presença na Fenagro

 A 30ª edição da Feira Internacional da Agropecuária (Fenagro) foi aberta oficialmente, neste domingo (26), no Parque de Exposições de Salvador. O presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Celestino Zanella, participou, na Tribuna de Honra, da cerimônia de abertura, que foi conduzida pelo vice-governador da Bahia, João Leão, e pelo secretário da Agricultura, Vitor Bonfim.

Um dos primeiros a discursar, o presidente da Aiba ressaltou a importância do Agro para a economia do País. Ele falou sobre a união de produtores e pecuaristas não só nos campos, através da integração pecuária-lavoura, mas também nas cidades, com a realização de grandes feiras que fortalecem os segmentos.

“É através de eventos como esse que o Agro passa a ser mais reconhecido. A Fenagro é tão relevante para o público da capital quanto a Bahia Farm Show é para o oeste baiano. Essas feiras são mais que oportunidades de negócios e de entretenimento para seus visitantes, pois desempenham também uma função social muito grande: a de gerar emprego e renda para a população. Além de contribuir fortemente para a economia e o crescimento do País”, disse.

Pelo quinto ano consecutivo, a Aiba participa da Fenagro, com um estande conjunto com a Abapa e Fundação Bahia, situado na Avenida do Agronegócio. Quem passa pelo local aprende sobre o processo de produção de grãos e fibras cultivados no oeste do Estado. Além das explicações, o público pode levar material informativo e também se divertir com os mascotes de feijão, milho e algodão – um grande atrativo para o público infantil.

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Tocantins: importância do consórcio lavoura-pecuária é destacado

Rodrigo, da Embrapa, disse que os benefícios são tanto para agricultores, como para pecuaristas

A importância da integração lavoura-pecuária (ILP) para o Tocantins, devido a suas condições sobretudo de solo e clima, foi abordada pela Embrapa em evento que oficialmente abriu o plantio da safra 2017/2018 no estado. O pesquisador Rodrigo Almeida, do núcleo de sistemas agrícolas da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO), explica que os ganhos independem do tipo de atividade que o produtor desenvolve: “o uso do sistema de integração lavoura-pecuária numa propriedade é extremamente benéfico pra uma propriedade que tenha a característica só de agricultura ou pra uma propriedade que tenha a característica só de pecuária”.

A ILP é considerada uma estratégia que os produtores rurais podem adotar em suas áreas para aproveitarem melhor os recursos disponíveis. Através dessa integração, diferentes tecnologias são utilizadas de maneira complementar e proporcionam melhores rendimentos e ganhos de diferentes naturezas, incluindo agronômicos, ambientais e econômicos.

consórcio braquiária e milho

O pesquisador enumera alguns dos benefícios do sistema. “Pra um caso de um pecuarista que só tinha um pasto degradado, ao plantar lavoura num sistema de integração, ele recupera a fertilidade do seu solo, recupera a produtividade dos seus pastos e vai obter um aumento na taxa de lotação, ou seja, mais animais nas suas áreas. No caso de um agricultor que adota a pastagem nas suas áreas, ele vai ter o benefício de uma opção de rotação de cultura (porque vai entrar agora um capim quebrando aquela logística de pragas e doenças que se acostumaram com a lavoura), ele vai ter a grande vantagem de ter uma planta que vai produzir bastante massa, bastante palha pra cobrir o solo e fazer um plantio direto de qualidade que certamente vai aumentar a produtividade desse produtor”, explica.

A expansão do uso da integração nas propriedades rurais tocantinenses tem tudo para colaborar para crescimentos na área, na produção e na produtividade das lavouras de grãos. Na última safra, o estado produziu mais de 4,54 milhões de toneladas de grãos, com destaque para a soja (com mais de 2,82 milhões de toneladas), o milho (que teve produção de mais de 900 mil toneladas) e o arroz (com mais de 670 mil toneladas). Os números foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Otimismo do governo – O secretário do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária, Clemente Barros, está otimista. Segundo ele, “as expectativas da próxima safra, apesar de termos um atraso nas chuvas, ainda são de crescimento, tanto na área, como na produção. Vamos crescer, como sempre nos anos anteriores, em percentuais acima do percentual nacional”.

O sentimento é compartilhado por Claudia Lelis, governadora em exercício. “Eu tenho certeza de que nós iremos, sim, mais uma vez colher uma safra forte, uma safra ainda maior porque nós temos nossas terras férteis, um clima favorável, uma logística para escoar nossa produção, que a cada dia avança mais nesse setor. Mas principalmente nós temos a garra, a determinação, a experiência e especialmente a consciência desses homens e mulheres do campo que dedicam a sua vida à agricultura, a sua vida a movimentar o nosso agronegócio e a aquecer cada vez mais a nossa economia”.

No evento de abertura oficial da nova safra no Tocantins, ocorrido no último dia 13, a governadora em exercício realizou um plantio simbólico na Fazenda Conquista, em Alvorada, região Sul do estado. A propriedade é de José Alexandre Salmazo. Também participaram do evento, pela Embrapa Pesca e Aquicultura, o chefe geral interino Alexandre Freitas e o chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento Eric Routledge. Diversas autoridades estiveram presentes, além de Claudia Lelis e Clemente Barros.

Correntina: nova manifestação acontece neste sábado

Uma nova manifestação está prevista para ocorrer em Correntina, neste sábado (11) no conflito sobre uso de água na região.

A questão põe em um lado fazendeiros e do outro, ribeirinhos e pequenos produtores rurais.

Segundo o coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) na Bahia, Gilmar Santos, que acompanha o conflito, a questão ambiental é a que chama à atenção. O fato, acrescenta Santos, é motivo de discórdia há cerca de 40 anos.  

“A situação do oeste da Bahia é muito complexa. Esse pessoal que reagiu é fruto de uma ação que vem ocorrendo há mais de 40 anos. Historicamente, essas famílias já vêm chamando atenção para a necessidade de demarcação e de regularização das áreas de “feicho” de pasto”, disse em entrevista ao Bahia Notícias.

IBGE estima queda de 8,9% na safra de grãos em 2018

A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas do país no ano que vem deverá ser 8,9% abaixo da safra de 2017. A estimativa é do primeiro prognóstico da safra de 2018, divulgado hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, a safra deverá ficar em torno de 220,2 milhões de toneladas em 2018, 21,4 milhões a menos do que a produção esperada para este ano.

São esperadas quedas nas três principais lavouras de grãos do país: soja (-6,3%), milho (-14,4%) e arroz em casca (-6,8%). Também é esperado um recuo na produção de algodão herbáceo em caroço (-1,5%). Dentre as cinco principais lavouras, apenas o feijão em grão deverá ter aumento na safra: 1,3%.

As cinco regiões do país deverão ter queda na safra no ano que vem, em relação a esse ano: Norte (-3,2%), Nordeste (-5,8), Sudeste (-4,8%), Sul (-12,3%) e Centro-Oeste (-8%).

Safra de 2017

O IBGE também divulgou hoje sua décima estimativa para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2017, realizada em outubro. De acordo com a nova estimativa, a safra deste ano deverá ser 0,2% menor do que a estimada pelo nono levantamento, realizado em setembro.

Ainda assim, espera-se que o ano seja encerrado com uma safra 30% superior à observada em 2016: 241,6 milhões de toneladas, ou 55,8 milhões de toneladas a mais do que no passado.

Entre as principais lavouras, a soja deverá fechar 2017 com uma alta de 19,4% e o arroz com um crescimento de 16%. O milho teve aumento de 27,3% na primeira safra do ano e de 72% na segunda safra, de acordo com o IBGE. Da Agência Brasil.

Produtores se mobilizam pelo fim do FUNRURAL por decisão do Legislativo

Imagem: web farm

Sérgio Pitt, presidente da ANDATERRA, desencadeia campanha nacional pela mobilização dos produtores contra as decisões governamentais recentes do Governo em relação à cobrança do passivo do Funrural.  

A Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra – ANDATERRA, foi a protagonista e a idealizadora da Resolução do Senado n.º 15/17, publicada em 13 de Setembro de 2017 no Diário Oficial da União, medida que converteu-se em solução eficaz e juridicamente indicada para sacramentar a inexigibilidade do FUNRURAL.

Diz Pitt que é muito importante a mobilização dos produtores, para comparecerem à reunião da Comissão Mista da MP 793, a ser realizada nesta segunda-feira, dia 06/11/2017 às 14:00, Ala Senador Nilo Coelho, Plenário nº 2 do SENADO, e cobrar de seus Senadores e Deputados (que integram referida comissão):

  1. a) a elaboração de um texto (substitutivo global) que respeite a Resolução do Senado n.º 15/17, tal como sugerido;
  2. b) a rejeição de toda e qualquer proposta que trate de Refis;
  3. c) a rejeição do art. 15 que trata da contribuição ao SENAR, que pretende “regularizar” a sub-rogação da contribuição destinada ao sistema sindical, matéria completamente alienígena ao objeto da Medida Provisória, autêntico contrabando legislativo (JABUTI) a revelar flagrante inconstitucionalidade (ADI 51271);

Sérgio Pitt conclui:

“A redação sugerida pela ANDATERRA coloca uma pedra sobre toda e qualquer discussão em relação ao FUNRURAL, razão pela qual a defenderemos, tanto na comissão mista, quanto no Plenário da Câmara e do Senado, a fim de que o direito do produtor rural e a autonomia do Senado da República sejam observados e acima de tudo respeitados, eliminando, definitivamente, este problema que atormenta a vida de milhões de famílias de agricultores e pecuaristas em todo o Brasil.”

ANDATERRA entrega ao Presidente do Senado parecer de jurista sobre o Funrural

O presidente da Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra – Andaterra, Sérgio Pitt, entregou, hoje, ao presidente do Senado, Eunício Oliveira, o parecer do Ilustre jurista Ives Gandra da Silva Martins, que trata da eficácia e aplicação da Resolução senatorial n.º 15, de 2017, medida legislativa que pôs fim ao Funrural.

Pitt encontrou-se também com vários senadores, entregando o parecer de Gandra, para reforçar as posições da ANDATERRA.

Nas palavras do renomado constitucionalista “Por ser, o controle difuso, solução judicial entre partes, entendeu, o constituinte, que a Casa Representativa da Federação – que possui o maior Poder da República, pois podendo afastar Presidente da República e Ministros da Suprema Corte de suas funções, por conduta não republicana (art. 52, X, da CF) – teria o poder supremo de dar eficácia ampla ou limitada às decisões do Pretório Excelso proferida em litígios entre partes, cujo resultado fosse de declaração de inconstitucionalidades.”

No ofício encaminhado ao Senado, Pitt assevera:

Em que pese a clareza solar com que é definida a matéria, a Receita Federal e a PGFN insistem em desafiar a autoridade do Senado da República anunciando, em toda a parte, através de pareceres e publicações, que a resolução é inócua e não teria a força de afastar a exigibilidade do tributo, em vil afronta ao que foi decidido e promulgado pelo maior Poder da República.

Diante dessas malsinadas manifestações dos órgãos federais que atentam contra o comando da resolução do Senado e em afronta até mesmo ao Decreto Presidencial 2346/97 (§ 2º do art. 1º), rogamos à Vossa Excelência que tome todas as medidas cabíveis para o fiel cumprimento da Resolução n.º 15/17, em respeito, ainda, ao Estado de Direito e até a harmonia e independência entre os Poderes.

Reiteramos, ao fim e ao cabo, nosso compromisso e disposição de colaborar com um País de Ordem e Progresso, alicerçado no respeito entre os Poderes e na garantia da legalidade, reconhecendo na Resolução 15, de 2017, que pôs fim ao FUNRURAL, um instrumento legítimo, de cumprimento da mais lídima e salutar Justiça e que devolve segurança jurídica para que possamos continuar produzindo, gerando empregos, riquezas e divisas para o avanço do Brasil e sustento alimentar do mundo!

Embrapa alerta: evite o plantio de soja em fileira dupla nesta safra

Segundo estudo da Embrapa Soja, em temporadas como a atual, com déficit hídrico em boa parte das regiões produtoras, o método não é recomendado

Por Daniel Popov, de São Paulo, para o Soja Brasil
Um estudo aprofundado realizado pela Embrapa Soja testou alguns métodos de semeadura da oleaginosa, entre elas, o plantio em fileiras duplas. Este modo, muito usado nos Estados Unidos, consiste em duas fileiras com espaçamento mais curto que o normal entre elas, e uma distância maior para o outro conjunto de fileiras, como na imagem que ilustra esta notícia. Entretanto o método perde produtividade quando em anos com muitos déficits hídricos, aponta a entidade.

No Brasil, a técnica de fileiras duplas tem sido usada em algumas culturas, como a cana-de-açúcar, o amendoim e a mandioca, visando, principalmente, maior rendimento da operação de colheita. Nos EUA, há produtores de milho e soja que utilizam esse espaçamento, com o objetivo de aumentar a produtividade e garantir maior facilidade nos tratos culturais.

Na cultura da soja, teoricamente, as fileiras duplas proporcionam maior penetração de luz e produtos aplicados por meio de pulverização entre os pares de fileira, o que poderia melhorar o controle de doenças e insetos-praga, e também gerar ambiente menos favorável às doenças. Além disso, poderia estimular a ramificação no sentido do maior espaçamento, aumentando a produção por planta via aumento do número de vagens nos ramos.

A Embrapa, juntamente com instituições parceiras, testou essa técnica nas últimas cinco safras, em várias regiões, cultivares (com diferentes arquiteturas de plantas), épocas de semeadura, população de plantas e níveis de fertilidade.

Foram avaliadas fileiras duplas com espaçamentos de 20 centímetros entre fileiras dentro da fileira dupla e 45 centímetros entre as fileiras duplas. Há ainda quem prefira uma distância maior entre as fileiras duplas, de 80 centímetros.

Resultado dos testes

Em geral, a produtividade de grãos com o uso de fileiras duplas foi similar ao espaçamento tradicional (45 a 50 cm). “Este espaçamento maior propicia, em tese, maior incidência de luz e facilidade de entrada dos agrotóxicos nas plantas. Mas isso não inibiu o surgimento de doenças, por exemplo, o que foi uma decepção”, explica Alvadi Balbinot, pesquisador da Embrapa. “Todos achávamos que os resultados seriam ainda melhores. Por isso vamos seguir estudando esta técnica, para ver os resultados em longo prazo.”

Em situações de déficit hídrico, observou-se menor produtividade com uso de fileiras duplas, possivelmente em função da maior perda de água via evaporação. Constatou-se aumento da penetração de produtos aplicados via pulverização entre os pares de fileiras, porém a penetração entre as fileiras que formam o par reduz expressivamente, em função da maior proximidade.

Os efeitos dessa técnica sobre a incidência de doenças, como mofo-branco e ferrugem asiática, e insetos-praga precisam ser mais bem investigados. Adicionalmente, uma desvantagem relevante da prática é a infestação de plantas daninhas entre os pares de fileiras.

Algodão do Brasil em evidência no mercado asiático

Abrapa organiza agenda de reuniões e palestras em Singapura, onde participa do ICA Annual Trade Event.

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) desembarcou em Singapura com uma comitiva de 16 produtores para participar do Annual Trade Event, promovido pela International Cotton Association (ICA). O evento é considerado o mais importante do setor algodoeiro e reúne, nesta edição, em torno de 600 participantes.

A Abrapa, que participa todos os anos, aproveita a ocasião para promover uma agenda adicional de encontros exclusivos com líderes globais do setor, além de palestras e almoço, nos quais divulga o algodão brasileiro e enfatiza os programas mais importantes que a associação, junto com suas estaduais, desenvolve nas áreas de rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade.

É o caso do Standard Brasil HVI (SBRHVI), programa lançado neste mesmo evento, em 2016, em Liverpool, na Inglaterra. As atividades acontecem na Ásia, entre os dias 11 e 13 de outubro.

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IBGE prevê produção estacionária para o “Feijão Maravilha” na safra 2017.

A produção nacional de feijão deve alcançar 3,4 milhões de toneladas em 2017, segundo os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de setembro, divulgado nesta terça-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A produção aumentou 1,4% em relação à estimativa de agosto, com avanço de 2,3% na área plantada, mas recuo de 0,2% no rendimento médio.

A 1ª safra de feijão está estimada em 1,6 milhão de toneladas, redução de 1,0% na produção ante a estimativa de agosto. O Estado de São Paulo diminuiu em 18.250 toneladas a safra, 9,9% menos do que o previsto em agosto.

Feijão em fase de maturação sob irrigação

Já a 2ª safra de feijão teve um aumento de 3,8% no mês, acompanhando elevações no rendimento médio (0,5%) e na área colhida (3,4%). Houve redução na expectativa de produção de Pernambuco (-27,5%) e de Alagoas (-43,3%) causada por problemas climáticos. Mas a produção cresceu em setembro em Minas Gerais (4,2%), São Paulo (11,5%), Mato Grosso (9,9%), Bahia (18,7%) e Goiás (47,9%).

Feijão Maravilha nos anos 80

No ano de 1979/80 o feijão chegou a custar 450 dólares na lavoura, levando-se em conta inclusive a inflação do dólar. Cerca de R$2.700,00 a saca na moeda de hoje.  Era uma fortuna. Dois sacos pagavam o custeio por mais oneroso que fosse, inclusive com irrigação tocada a óleo diesel. O Brasil tinha produzido metade da sua demanda, que na época também beirava os 4 milhões de toneladas, e as autoridades procuravam no México e nos Estados Unidos feijão para importar. O clamor público foi tão grande que um grupo musical popular na época, as Frenéticas, gravaram uma música, “Feijão Maravilha”, que foi grande sucesso. A Rede Globo, embalada no sucesso da música, colocou no ar uma novela com o mesmo título.

A produtividade brasileira mal alcançava 20 sacos por hectare. A partir daí, entraram no mercado os modernos sistemas de irrigação, como os aspersores auto propelidos e os pivôs centrais, que multiplicaram a produtividade do feijão irrigado nas épocas de estio.

Foi um grande salto: até esse momento o feijão era produzido em consórcio com o milho, como lavoura secundária, em roças pequenas e alheias a qualquer tecnologia.

Na época, começaram a difundir-se o plantio de sementes básicas, para a produção de sementes certificadas; criaram-se cepas comerciais do rhizobium phaseoli; desenvolveram-se fungicidas, nematicidas e até antibióticos para ataques de bactérias; a irrigação sofisticou-se e foi intensificada a adubação com macro e micronutrientes.

Hoje o feijão está numa faixa de US$40 a saca de 60 quilos, depois de experimentar, há dois anos, preços de até R$550,00 para os grãos de melhor qualidade.

Lavoura de feijão carioca com grande carga e alta produtividade.

Nos lares do brasileiro de classe média, o feijão ainda é a mais saudável fonte proteica. Mas nos restaurantes mais sofisticados o feijão não consta do cardápio. Outro fato relevante é que a agitação das grandes cidades já não permite tempo para o cozimento do feijão, sendo substituído por lanches e alimentos processados. Daí, o estacionamento de mais de 37 anos da produção absoluta e do consumo.

CONAB prevê redução de safras em função de redução das chuvas no cinturão produtivo

A estimativa de intenção de plantio para a safra 2017/18 de grãos aponta para uma produção entre 224,1 a 228,2 milhões de toneladas, o que representa um recuo entre 6 e 4,3% em relação à safra passada, de 238,5 milhões de toneladas. Os números estão no 1º Levantamento da safra 2017/18, divulgado nesta terça-feira, 10, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Condições climáticas altamente favoráveis contribuíram para a safra passada alcançar recorde histórico. Tais condições dificilmente se repetirão, por isso a expectativa de redução produtiva.

Com relação à área plantada, espera-se a manutenção ou um aumento de até 1,8% sobre a safra 2016/2017, podendo atingir números aproximados de 61 a 62 milhões de hectares, graças ao aumento do plantio de algodão e, sobretudo, da soja.

A produtividade deve sofrer redução para praticamente todas as culturas. A previsão se baseia nas análises estatísticas das séries históricas e dos pacotes tecnológicos utilizados nos últimos anos, uma vez que recém começou o plantio das culturas de primeira safra.

Soja e milho continuam como as principais culturas e devem responder por cerca de 89% do total produzido no país. A expectativa é de que a produção de soja alcance entre 106 e 108 milhões de toneladas e a do milho total, 93,5 milhões, distribuídas entre primeira e segunda safra.

A área para milho primeira safra, que sofre a concorrência do cultivo de soja, deve ser reduzida entre 10,1% a 6,1% em relação a 2016/2017, o que vai refletir na diminuição da área absoluta entre 552,5 e 336,3 mil hectares.

Já a soja, que vem oferecendo maior liquidez e possibilidade de melhor rentabilidade frente a outras culturas, deve alcançar maior área para produção, com um incremento médio de cerca de 2,7% comparado à safra passada, algo entre 34,5 e 35,2 milhões de hectares.

Produtos como algodão, feijão preto, girassol e mamona deverão aumentar sua produção. O algodão deve ter também aumento de área em relação à safra anterior. A pesquisa foi feita nos principais centros produtores de grãos do país, entre os dias 24 a 29 de setembro.

Agropecuaristas podem estar se livrando do fantasma do passivo do Funrural

Sérgio Pitt, um dos signatários da carta aberta à Presidência, como presidente da ANDATERRA.

Uma audiência realizada hoje, no Palácio do Planalto, entre os ministros da Agricultura, Planejamento e da Fazenda pode significar um passo importante para o sepultamento do alegado passivo do Funrural. O imposto já teve decisão unânime do Supremo Tribunal Federal em seu desfavor (fevereiro de 2010), alterado mais tarde por outra decisão de complicados 6×5 em favor da manutenção do tributo.

Em manifesto enviado à Presidência, chancelado por mais de 10 entidades representativas do agronegócio e da pequena agricultura, os agricultores pediram atenção sobre a decisão do Senado Federal, de 13 de setembro do corrente, que retirou do ordenamento jurídico a norma incompatível.

Assim, encaminha-se o fim da insegurança jurídica pelo pagamento do passivo, mesmo que parcelado, e dos pagamentos futuros, que chegam a alcançar 25% da rentabilidade líquida da lavoura e da pecuária.

Veja aqui a íntegra do manifesto.

Estudo realizado pela Codevasf confirma impacto de projetos irrigados para desenvolvimento regional

Perímetro Irrigado Nilo Coelho

Do Vale do São Francisco para diversos lugares do Brasil e do mundo. Esse tem sido o destino de frutas produzidas em projetos públicos de irrigação implantados pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Estudo feito recentemente pela Área de Gestão dos Empreendimentos de Irrigação da Codevasf constata o impacto desses empreendimentos na região, traduzido em números que retratam aumento da produção e da produtividade agrícola, maior oferta de alimentos à população, ampliação da oferta de empregos diretos e indiretos e geração de renda estável, seja na zona rural ou na urbana.

Ao longo de 25 anos, de 1975 a 2000, foi verificado que a desenvolvimento econômico daqueles municípios, com agricultura irrigada, apresentou incremento 2,5 vezes superior em relação aos que não apresentaram essa atividade. Considerando somente o segmento rural como elemento comparativo, a taxa de incremento foi 5,3 vezes superior entre os referidos grupos de municípios.

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Seminário discute a importância da irrigação por gotejamento no uso racional da água

Evento acontece dia 26 de outubro em Brasília

Diante das discussões cada vez mais presentes sobre o uso racional da água, a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), em parceria com a israelense Netafim, realizarão seminário técnico sobre a importância e os desafios da irrigação por gotejamento no país. O evento acontece 26 de outubro, na sede da CNA em Brasília e irá apresentar aos produtores rurais os avanços e benefícios da técnica no Brasil.

Novas tecnologias e aplicações vêm aprimorando a utilização da tecnologia pelos agricultores brasileiros. Embora o país seja privilegiado por um clima benéfico ao desenvolvimento das culturas, os recentes casos de crises hídricas em diversas regiões, acendeu os debates a respeito da sustentabilidade dos recursos naturais pela agricultura.

Apesar do planeta ter 75% de sua superfície composta por água, apenas 2% dela é doce. Desses, 70% é utilizado pela agricultura ou pecuária, por isso, pensar em tecnologias que melhoram o aproveitamento do recurso natural é fundamental para o futuro da população mundial e sua necessidade alimentar.

“Para satisfazer a crescente demanda alimentar no mundo, precisamos encontrar soluções inteligentes que otimizem a utilização dos recursos naturais, garantindo alta produtividade nos campos”, ressalta Carlos Sanches, diretor de Marketing Mercosur da Netafim.

A irrigação inteligente, gota a gota, reduz o consumo do recurso natural em 60%, ao mesmo tempo que garante ganhos significativos de produtividade em diversas culturas. Para se ter uma ideia de cada 100 litros de água aplicados por inundação, apenas 45 litros chegam na planta, sendo que na irrigação inteligente a eficiência é de 95%. Assim, é possível afirmar que a tecnologia torna a água mais produtiva.

E embora seus benefícios sejam indiscutíveis, muitas dúvidas sobre manejo e aplicação ainda ocorrem no campo. Nesse sentido o seminário busca apresentar as novas opções e fomentar a discussão sobre o tema por meio de palestras.

O seminário contará com a presença de técnicos especializados e também apresentará relato de produtores que apostaram na irrigação localizada e estão colhendo resultados surpreendentes.

Na palestra Utilização Racional de Água na Agricultura Irrigada serão apresentados exemplos da utilização racional da água em Israel e a eficiência do uso da água na irrigação.

Os Princípios de Irrigação Localizada e suas Principais Aplicações fará um histórico da irrigação por gotejamento, as principais operações e o funcionamento dos sistemas. Também serão apresentadas importantes aplicações de grandes projetos e na agricultura familiar.

O painel Avanços Tecnológicos da Irrigação Localizada irá apontar algumas aplicações especiais, casos de sucesso – como nas culturas do café e do arroz -, e abordará o Digital Farming, uma nova tendência no campo.

Para finalizar o evento contará com uma mesa redonda onde os participantes poderão esclarecer suas dúvidas e expressarem suas opiniões sobre irrigação localizada e os benefícios que obtiveram ao adotar estas tecnologias.

Café do semi-árido tem perdas pesadas

João Lopes Araújo, presidente da Associação de Produtores de Café da Bahia (ASSOCAFÉ), anunciou esta semana que as perdas nos cafezais no semi-árido podem atingir 30%, depois de 4 anos de seca.

Araújo faz uma ressalva: as lavouras de Conillon no Sul da Bahia, que experimentam desenvolvimento e colheita normais.

As cotações do café tem reagido bem na Bolsa de Nova York. Mas João Araújo tem a lamentar que o Governo tenha abandonado qualquer política de sustentação do setor cafeeiro.

 

Trigo irrigado tem Dia de Campo no Distrito Federal na próxima terça-feira

No próximo dia 19 (terça-feira), a Embrapa e a Cooperativa Agropecuária do Distrito Federal (Coopa-DF) realizam Dia de Campo sobre trigo irrigado. O evento será realizado a partir das 8h30 na propriedade rural de Leomar Cenci, no PAD-DF.

O Dia de Campo contará com quatro estações técnicas e terá a participação dos pesquisadores Júlio Albrecht e Ângelo Sussel (Embrapa Cerrados), além de Jorge Chagas (Embrapa Trigo). Na primeira estação, Albrecht fará apresentação sobre as cultivares de trigo da Embrapa para o Cerrado. Na segunda estação, Sussel vai falar sobre doenças do trigo no Cerrado e Chagas vai abordar o manejo da cultura no Bioma.

As demais estações serão sobre produtividade, qualidade e segurança para o trigo no Cerrado Brasileiro (Fernando Wagner, da Biotrigo Genética); e o efeito aditivo da biotecnologia no manejo de doenças no trigo (João Victor Pagnussatti, da Alltech Crop Science), com apresentação do portfólio da FMC para a cultura do trigo (Marlon Alves, da FMC).

Governo faz novo confisco no agronegócio aumentando royalties dos fertilizantes

Plantio de trigo no Rio Grande do Sul. Foto de Zero Hora

Depois da decisão sobre o Funrural, do aumento do óleo diesel, agora produtores enfrentam majoração na alíquota dos roialties da mineração, com influência direta nos corretivos de solo e fertilizantes. O índice de confiança do agronegócio está caindo.

Depois de reajustar os preços do óleo diesel e da gasolina, e cobrar um passivo estimado em R$ 10 bilhões do Funrural, o Palácio do Planalto anuncia o aumento da alíquota dos royalties da mineração, a chamada Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). Isso deve elevar os preços finais dos fertilizantes ao produtor na nova safra. Calcário e fosfato, por exemplo, recolheram mais de R$ 100 milhões aos cofres públicos no ano passado.

A alteração nos royalties deve mais que dobrar a arrecadação federal com o CFEM, saltando de R$ 1,8 bilhão no ano passado para R$ 4 bi ou R$ 4,5 bi ao ano – em 2017, já foram recolhidos quase R$ 1 bi até julho. 

O que se faz com essa montanha de dinheiro é um mistério. A União leva 12% do total. Os Estados ganham 23% e os municípios, 65% do bolo. Quem mais recebe são algumas cidades de Minas Gerais, Pará e Goiás, que, não raro, são pobres e abandonadas pelo Poder Público.

Segundo o Estadão, o Índice de Confiança do Agronegócio (IC-Agro), medido pelo Departamento de Agronegócio (Deagro) da Fiesp teve queda de 92,4 pontos no segundo trimestre do ano.

MAIS AUMENTOS NA ENERGIA

Para completar o ciclo de maldades, as contas de luz terão bandeira vermelha no mês de agosto, alcançando em cheio os irrigantes que dependem da energia. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira, 28, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Com a bandeira vermelha, a tarifa de energia terá cobrança adicional no mês que vem, de R$ 3,00 a cada 100 kWh consumidos.

De acordo com a Aneel, houve necessidade de aumento dos gastos de geração de energia previstos para agosto. No mês de julho, vigorou a bandeira amarela, que adiciona R$ 2,00 a cada 100 kWh de consumidos. Em junho, foi acionada a bandeira verde, que não traz custo adicional ao consumidor.

Nos meses maio e abril, vigorou a bandeira vermelha em seu primeiro patamar. Em março, foi acionada a bandeira amarela. Em janeiro e fevereiro deste ano, vigorou a bandeira verde.

A bancada ruralista deve estar orgulhosa do impeachment de Dilma

Cotação da soja há um ano: R$80,00 a saca, hoje R$60,00*. O feijão remunerava o produtor em até R$450,00; hoje sai por R$130,00. O milho valia R$50,00 na roça; hoje, R$23,00. Na pecuária, as cotações giram em torno de R$122/@, enquanto no final do ano passado, esses preços eram de R$145/@. A safra do boi está pronta e não tem preço nem comprador. 

Mercado internacional? Uma pinóia! O que aconteceu foi que o mercado interno encolheu, com o pobre perdendo acesso às gôndolas dos supermercados.

Era isso que a bancada ruralista queria quando votou em peso a favor do golpe? Pois então, que gozem o momento ímpar.

*Imagine quem colhe 100 mil sacas. Não são poucos no Oeste baiano. Perderam exatamente 25 mil sacas de soja de um ano para outro, com os custos nos mesmos níveis.

Profissionalismo da cadeia produtiva do algodão impressiona visitantes 

Hyun Seok Kim, da Coréia do Sul

 Tradings salientam perspectiva de espaço para expansão da presença do algodão Brasileiro na China e os diferenciais competitivos do Brasil frente a concorrentes como Austrália, África e EUA. 

A colheita da safra de algodão no Brasil em 2016/17 ainda não chegou à metade dos seus 926 mil hectares, mas impressionou os visitantes estrangeiros que, a convite da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), conheceram na última semana, entre os dias 9 e 14 de julho, algumas das mais representativas etapas da cadeia produtiva da fibra nos três maiores estados cotonicultores do país, em ordem decrescente de tamanho, Mato Grosso, Bahia e Goiás.

A Missão Compradores é uma iniciativa implementada pela Abrapa em 2015, que tem por objetivo promover o algodão brasileiro e prospectar negócios no mercado internacional. Nesta edição, integraram a expedição 15 representantes de indústrias e cinco tradings, de sete países – Peru, Bangladesh, Paquistão, China, Turquia, Coreia do Sul e Índia.

Majoritariamente asiáticos, eles fazem parte dos dez maiores compradores do algodão brasileiro. Cinco tradings que atuam no Brasil também assinam a expedição, Ecom, Reinhart, Dreyfus, Cofco e Cargill. Em cada um dos estados visitados, a Abrapa conta com a parceria das associações estaduais, a Abapa, na Bahia, a Agopa, em Goiás, e a Ampa, no Mato Grosso.

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CONAB confirma super safra com crescimento de mais de 27% na produção

Foto da divulgação AIBA

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou hoje (11), em Brasília, as estimativas do décimo levantamento da safra correspondente ao período 2016/17. A pesquisa foi realizada de 18 a 24 de julho em todas as regiões produtoras do país, através de diversas instituições e informantes cadastrados.

Diferentemente dos dados divulgados em maio, que previa uma supersafra de 232 milhões de toneladas de grãos, a Conab informou que o número pode chegar a 237,2 milhões de toneladas. Uma produção recorde, com crescimento de 27,1% com relação ao período anterior.

Para a empresa, a supersafra se deve a condições climáticas favoráveis e ao aumento da produtividade média em todas as culturas, com destaque para o milho e a soja, considerados carros-chefe da produção de grãos no país, com alto nível de aplicação tecnológica.

De acordo com a pesquisa, a soja deve crescer 19,4% e chegar a 113,9 milhões de toneladas colhidas, mantendo assim a expectativa dos números divulgados em maio. Já a produção de milho pode chegar a 96 milhões de toneladas, 44,3% acima da safra 2015/2016.

Economia em alta

Segundo o secretário substituto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Sávio Pereira, a produção de grãos no Brasil tem um impacto muito grande na economia:

“O agronegócio está gerando um superávit de US$ 40 bilhões na balança comercial brasileira no primeiro semestre de 2017”.

Ele destacou que todos os números divulgados até agora são positivos e que o país tem um considerável estoque de alimentos. “Isso também gera um impacto positivo no preço dos produtos. A agricultura tem cooperado de forma muito efetiva com a economia do país”.

O gerente de Levantamento de Safra da Conab, Cleverson Santana, alerta que a expectativa é muito positiva, mas ainda é necessário aguardar o encerramento das colheitas para fazer um balanço geral:

“As condições climáticas estão sendo muito favoráveis. Não estamos tendo nenhum problema expressivo. Contudo, apenas 26% da segunda safra foi colhido. Vamos continuar monitorando. A expectativa é positiva”, observou.

Os números definitivos da supersafra serão divulgados em setembro.

Previsão é de que safra cresça ainda mais, diz IBGE. Lavoura é a locomotiva da economia.

Foto da divulgação AIBA

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) elevou mais uma vez, em junho, sua previsão para a safra agrícola de 2017. O órgão revisou nesta terça-feira (11) sua estimativa para a produção em 240,3 milhões de toneladas, um avanço de 30,1% frente a 2016.

Recém-saída de uma crise em 2016, a agropecuária é agora o carro-chefe da expansão da economia, graças à colheita excepcional das principais culturas: soja e milho.

A estimativa do IBGE cresceu mês a mês desde janeiro, quando o órgão previa um avanço de 16% na safra do ano. Em maio, a projeção havia sido de 238,6 milhões de toneladas, um crescimento de 29,6%.

Segundo o IBGE, a estimativa em junho da área a ser colhida, de 61,0 milhões de hectares, subiu 7,0% frente à área colhida em 2016. O órgão espera recordes na produção da soja (114,8 milhões de toneladas) e do milho (97,7 milhões de toneladas) para este ano.

O PIB da agropecuária cresceu 13,4% no primeiro trimestre, a maior alta em mais de 20 anos. Esse avançou puxou a alta de 1% da economia brasileira no primeiro trimestre.

A notícia é importante na medida em que a soja reage nos mercados externos e influencia a intenção de plantio da próxima safra. Na média, os produtores guardaram 33% da soja para financiar o próximo plantio.

Ontem, a cotação da leguminosa alcançou R$76,00 a saca nos portos e os produtores esperam que a Bolsa de Chicago se estabilize na base de 10 dólares altos o bushel (27,21 kg).

Agricultores unem forças para combater Ferrugem Asiática na Bahia

Os agricultores baianos estão de olho na ferrugem asiática, doença que pode dizimar as lavouras de soja. Conscientes de que a prevenção é a melhor forma de combate, a categoria uniu força para enfrentar o problema. Nesta segunda-feira (3), produtores rurais da região participaram do I Fórum de Combate à Ferrugem Asiática da Soja, realizado no auditório do Senar, em Luís Eduardo Magalhães.

Na Bahia, o primeiro caso de ferrugem asiática foi registrado na safra de 2003/2004, mas a doença foi controlada. Mesmo assim, o tema tem pautado os produtores rurais da região, que estão em alerta, já que uma mutação ou adaptação do fungo tem criado resistência à ação dos fungicidas existentes no mercado, dificultando o combate à doença, o que pode ter consequências desastrosas para toda economia do Estado.

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Mercado sem vendas ainda aguarda melhoras na cotação da Soja

Os preços da soja nos mercados interno e externo continuam deprimidos. Veja as cotações compiladas pela AIBA no dia de hoje.

Por outro lado, o site Notícias Agrícolas informa que o Cinturão do Milho, a região de plantio mais intenso, no Nordeste dos Estados Unidos, ainda sente traços de stress hídrico na soja e no milho.

Previsões climáticas para meados de julho indicam temperaturas mais elevadas e esse não é o cenário ideal para a polinização do milho e nem para o florescimento da soja. Confirmado este cenário, mercado em Chicago pode ficar ainda mais especulado.

Só a previsão de uma grande quebra na produtividade norte-americana ou uma súbita alta do dólar em função de turbulências políticas no Brasil poderiam alterar substancialmente os preços da soja, que já valeram mais de US$15 o bushel e hoje estão pouco acima de US$9.

Por essas e outras é que os produtores estão disponibilizando para venda apenas o suficiente para pagar dívidas inadiáveis e para comprar os insumos da próxima safra. A grande maioria faz poupança nos próprios armazéns, esperando por uma melhor posição da leguminosa no mercado. 

Governo quer taxar exportação da soja paraguaia.

O Congresso do Paraguay está votando uma lei que autoriza o Governo a cobrar 15% de impostos de exportação sobre a soja. A medida deve ser aprovada. Entraram na mesma fria do governo Kirchner, que quase destruiu o agronegócio argentino e acabou deixando os peronistas – ou justicialistas – fora do poder.

Diz um comentarista do Canal Rural que ao menos uma vez por semana um burocrata do governo brasileiro levanta essa lebre, querendo taxar as exportações brasileiras de soja e derivados.

Num mercado competitivo como esse, criar impostos de 15% é o mesmo que tirar uma tira de couro das costas de cada produtor. O setor é o único responsável pelo crescimento do PIB, por uma leve aumento do emprego e responsável por bem mais de 1/3 das exportações brasileiras.

Cotação do feijão anda de lado depois de uma semana de preços positivos

Depois de alcançar uma semana de preços positivos, com cotações de R$250,00 para a variedade Carioca de melhor qualidade e forte recuperação do feijão preto, com a saca de 60 quilos comercializada a R$200,00, nesta segunda-feira foram ofertadas 40 mil sacas, na Bolsinha em São Paulo.

Foram negociados aproximadamente 30% do total, restando até as 6:55 hs a quantidade de 28 mil sacas. O mercado ficou calmo e os preços recuaram, a presença de compradores foi boa, porem muitos aguardaram para negociarem mais tarde.

O carioca extra foi negociado no máximo a R$ 220 a saca. A maioria do feijão continua proveniente do estado do Paraná e Minas Gerais.

Na sexta-feira, o feijão foi cotado no Oeste baiano a R$210,00. O plantio de novas lavouras irrigadas sob pivô central deverá estar, como no ano passado, limitado pela falta de energia e de água.

Na região de Cristalina, Goiás, as lavouras apresentam boas condições e trabalhos nos campos devem começar a partir do dia 20 de junho. Produtores buscam sementes de qualidade e com alto vigor. Preços giram em torno de R$ 200 a R$ 230 a saca na região. Com intensificação da colheita em julho, cotações podem ceder.

Produtor de Luís Eduardo é campeão de produtividade de soja do norte/nordeste

Leandro Ficagna produziu quase 96 sacas de soja por hectare e se tornou campeão, neste ano, de todo o amplo território do Norte e Nordeste do País.

O produtor Marcos Seitz, de Guarapuava (PR), é o campeão do Desafio de Máxima Produtividade 2016/2017 realizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB). Além disso, o paranaense registrou o novo recorde nacional de produção de soja ao estabelecer 149,08 sacas por hectare (sc/ha). O recorde anterior era de 141,8 sc/ha, registrado na safra 2014/2015. Os números representam quase o triplo da média nacional de produção de soja. O anúncio do vencedor aconteceu nesta terça-feira (13/6), na cidade de Passo Fundo (RS).

Esta foi a quarta participação consecutiva de Marcos Seitz no Desafio, e a segunda vez que o produtor conquistou o título. Na safra 2012/2013 Seitz havia registrado a produção de 110,5 sc/ha, resultado que à época também o sagrou campeão e também configurou recorde nacional.

Neste ano o CESB recebeu mais de cinco mil inscrições de produtores rurais interessados em produzir mais soja na mesma área de plantio. O número é 12% maior que o total do ano passado. “O recorde de adesões representa a importância que as pesquisas, novas tecnologias e o uso da sustentabilidade no campo adquirem no dia a dia do produtor de soja”, explica o presidente do comitê Nery Ribas.

O evento de premiação também coroou os campeões de produtividade nas demais regiões do país. Na região Sudeste o campeão foi José Renato Nunes, da cidade de Capão Bonito (SP), com 108,26 sc/ha. Nas regiões Norte e Nordeste o vencedor do Desafio foi Leandro Ficagna, de Luís Eduardo Magalhães (BA), com 95,76 sc/ha. Na região Centro-oeste o produtor Elton Zanella atingiu, na cidade de Campos de Júlio (MT), a produção de 122,20 sc/ha, a segunda maior marca na safra 2016/2017.

Plataforma de conhecimento

Nos próximos anos o CESB pretende contribuir e influenciar ainda mais no aumento da produtividade agrícola nacional. Para isso iniciou o desenvolvimento de uma plataforma para disseminar esse objetivo, com a sustentabilidade e a rentabilidade dos campeões do Desafio. “O produtor sabe que o campo apresenta riscos e desafios. O nosso comprometimento é ajudá-lo a caminhar pela trilha da alta produtividade”, explica Nery.

Juros menores e volume maior de recursos anunciados no Plano Safra 2017/2018 animam cotonicultores.

 

Presente à solenidade de anúncio, Abrapa avalia que Plano Safra trouxe avanços consideráveis nesta edição.

O presidente Michel Temer e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, anunciaram, na manhã desta quarta-feira (07/06), no Palácio do Planalto, o Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018, que, de acordo com o Governo Federal, é o de maior volume de recursos até hoje, para financiar a agricultura brasileira. Foram divulgados R$ 190,25 bilhões em crédito rural para médios e grandes produtores, disponíveis entre 1º de julho deste ano e 30 de junho de 2018.

Aliado ao aumento de recursos, o Governo Federal reduziu, entre um e dois pontos percentuais, os juros das operações. A taxa de juros para custeio de pequenos e médios produtores ficou em 7,5% ao ano, ante 8,5% no último Plano Safra. Já para os demais, a taxa saiu de 9,5% para 8,5% ao ano.

“A queda nas taxas de juros estão alinhadas com o que esperávamos, e são coerentes com a tendência geral da economia, de baixa da inflação e redução de juros definida pelo Conselho Monetário Nacional. As novidades ficaram por conta do volume maior de crédito e de um substancial aumento nos recursos destinados ao Seguro Rural. Isso prova que o governo está consciente da importância, cada vez mais evidente, do agronegócio para a economia brasileira”, diz o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Arlindo de Azevedo Moura.

Do total de crédito disponibilizado no Plano Safra 2017/2018, R$149,2 bilhões são para financiamento com juros controlados e R$39,1 bilhões, com juros livres.  Uma das mudanças mais expressivas se deu nos recursos destinados ao Seguro Rural, que teve incremento de 37,5%, saindo de R$400 milhões, em 2016/17, para R$550 milhões em 2017/18.

Os juros para o programa Moderfrota, voltado ao financiamento de máquinas e implementos agrícolas, caíram de 8,5% ao ano, no último Plano Safra, para 7,5% nesta edição, sendo de 9,8 bilhões o montante dotado para esta finalidade.  Já o programa Inovagro, dispõe de R$26 bilhões para projetos de inovação e tecnologia.

“A maior dotação de recursos é muito importante, uma vez que beneficia não apenas o produtor, mas a indústria e a sociedade como um todo. O Plano também avançou ao manter o limite por CPF. Para uma cultura como a do algodão, cujo custo por hectare é de, em média, R$7,5 mil, esse incremento é um avanço”, disse o vice-presidente da Abrapa, que representou a instituição na solenidade, Júlio Cézar Busato. Os limites de financiamento são de R$1,5 milhão para os médios produtores (Pronamp) e de R$ 3 milhões para os demais.

Bahia Farm Show 2017 bate novamente marca do R$ 1 bilhão

Foto de Carlos Alberto Reis Sampaio – O Expresso

A Bahia Farm Show 2017 se confirma como uma das maiores feiras agrícolas brasileiras ao bater, pelo quarto ano consecutivo, a marca de R$ 1 bilhão em negócios. Em um balanço parcial, no final da tarde deste sábado (3), os organizadores classificaram como satisfatório o saldo dos negócios fechados pelos expositores ao longo dos cinco dias de feira.

Os dados consolidados serão divulgados na próxima semana. O Complexo Bahia Farm Show 2017 recebeu um público de cerca de 60 mil pessoas entre os dias 30 de maio e 03 de junho.

Durante a coletiva, o presidente da Bahia Farm Show e da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Celestino Zanella, reforçou sobre a contribuição do agronegócio para a retomada econômica brasileira como fator de incremento dos negócios durante a feira. “Embora os dados ainda precisem ser consolidados com as instituições financeiras e expositores, adiantamos que ultrapassamos a marca de R$ 1 bilhão de negócios ainda na sexta-feira, 2”, afirmou.

A feira proporcionou uma experiência de repasse de conhecimento com cerca de 20 palestras e debates sobre assuntos que fazem parte do dia-a-dia do agricultor, a exemplo do potencial hídrico do oeste da Bahia, cobrança do Funrural e do lançamento da primeira cultivar de algodão transgênico de fibra longa.

Os organizadores ressaltaram os avanços conquistados nesta edição. “Tivemos um aumento de 15% de novos expositores e o retorno de 10% que passaram pela feira em outras edições. Também recebemos expositores e visitantes de outros países, confirmando o processo de internacionalização da feira”, explicou a coordenadora, Rosi Cerrato.

Outro ponto destacado foi a maior diversificação de produtos e serviços oferecidos em ramos diferentes do agronegócio, como imobiliário e entretenimento. Importante para o contexto econômico-social, a feira gerou três mil empregos diretos e indiretos. 

A Bahia Farm Show 2018 já tem data confirmada. Será realizada de 29 de maio a 02 de junho.

Clima é de satisfação entre expositores da Bahia Farm Show, dizem organizadores

Maicon Crestani, da Unicampo: boas vendas.

Alexandre Oliveira

No último dia de Bahia Farm Show, neste sábado (3), os expositores avaliaram positivamente a participação e se mostraram satisfeitos com os negócios fechados. O protagonismo do agronegócio nacional na retomada de crescimento econômico trouxe um clima de otimismo, o que se traduziu em vendas.

A empresa MHP Solução em Prensagem veio de Caxias do Sul (RS) pela primeira vez para expor produtos como máquinas hidráulicas e pneumáticas para montagem de mangueiras e máquinas especiais. “Essa está sendo uma novidade, conseguimos realizar muitos contatos e fizemos bons negócios. Já estamos pensando em voltar na edição do próximo ano com mais produtos”, revelou o diretor comercial, Alexandre Oliveira.

Quem também está satisfeito com os resultados é o empresário Maicon Crestini, da Unicampo, que comercializa máquinas e equipamentos agrícolas na Bahia e no Tocantins. “Esse é o nosso quinto ano de participação e contabilizamos um aumento de 20% de vendas em relação ao ano passado, além de um maior número de visitas no estande”, disse.

De Santa Maria (RS), pelo quarto ano consecutivo, a empresa Agri MEC fechou muitos negócios com a venda de uma linha de implementos para a lavoura de arroz. “A cada ano a procura por nossos produtos vem aumentando, temos muitos negócios ainda para fechar por causa dos contatos que fizemos na feira”, pontuou o representante, Fernando Abreu.

Nos cinco dias de feira estiveram à disposição dos pequenos, médios e grandes agricultores cerca de 600 marcas e produtos de 200 expositores, em um único local, foi possível conhecer o que há de melhor em inovação e tecnologia do setor agrícola.

O agronegócio do Oeste comemora “safra cheia”, diz Zanella

O presidente da Bahia Farm Show e da Associação dos Irrigantes da Bahia (Aíba), Celestino Zanella, afirma que a produtividade do oeste baiano vem aumentando:

“Ano passado tivemos uma produtividade média de soja de 37 sacas por hectare. Este ano foi de 54. A safra de algodão está vindo excelente. Tenho certeza que as lavouras de algodão deste ano são as melhores dos últimos anos de volume, qualidade, resistência, comprimento, grossura. O crescimento do PIB agrícola de mais de 13%  era uma certeza. O produtor pode ter uma reserva e trabalhar para a próxima safra”.

​Netafim destaca irrigação inteligente para grãos na Bahia Farm Show

Lançamento Netafim

A Netafim, empresa israelense pioneira em soluções de irrigação, estará presente mais uma vez na Bahia Farm Show, maior vitrine do agronegócio do Norte e Nordeste do Brasil, que ocorre de 30 de maio a 03 de junho, na cidade de Luís Eduardo Magalhães/BA.

Consolidada no segmento de grãos, a irrigação inteligente proporcionada pela Netafim é constituída por gotejamento subterrâneo e utiliza água e nutrientes de forma racional, sustentável e focada na raiz. Entre os benefícios do sistema, estão maior rentabilidade da operação agrícola, diminuição de consumo de água e de energia, redução de mão-de-obra e busca do potencial genético da planta através da nutrirrigação (adubação é aplicada pelo sistema de gotejamento diretamente na zona das raízes das plantas).

Com investimentos na operação de barter na cultura de café há mais de um ano, a Netafim inicia também, em breve, a oferta da ferramenta para produtores de grãos, em especial a soja. No sistema de barter, o produtor rural usa a commodity como pagamento: vende o grão para trading que faz o pagamento para que o agricultor adquira os equipamentos.

Para as operações de barter, a Netafim tem a parceria de uma trading que atua como agente financiador e recebedor do volume de sacas contratado. O processo é intermediado pela Unibarter, consultoria parceira no processo de implantação.

“A Bahia Farm Show é uma excelente oportunidade para os produtores realizarem negócios e ficarem em dia com as novidades do mercado. Para a Netafim, é mais uma forma de levarmos nossa tecnologia e apresentar nosso sistema completo de irrigação inteligente para a região Nordeste”, afirma Cristiano Jannuzzi, Gerente Agronômico da Netafim.

Soluções

Carlos Sanches, gerente de marketing da Netafim, está na Bahia Farm Show. Ele afirma que já tem grandes projetos de irrigação de grãos na região, com economia de 30% de energia e água e produtividade ampliada em até 80% frente a equipamentos convencionais de irrigação.

Os visitantes poderão conferir no estande da companhia o lançamento dos Filtros de Areia SandStormTM  desenvolvidos para garantir melhor proteção para o sistema de irrigação por gotejamento. Mais eficientes e de fácil manutenção, os filtros contam com uma proteção extra e exclusiva contra corrosão; e por serem modulares, permitem maior flexibilidade no atendimento dos clientes e expansão de sistemas.

A equipe técnica da Netafim também irá apresentar outras soluções como o novo aspersor D-Net 9575, com uniformidade superior recomendado para maiores produtividades e para aplicações em área total em várias vazões e que garante uma distribuição de água mais uniforme; e a Linha FlexNet, que apresenta tubos flexíveis com saídas para gotejadores e aspersores, facilitando a instalação do sistema de forma mais segura com redução de riscos de vazamentos. Leve e durável, possibilita também o tráfego de máquinas sobre a tubulação, permitindo o uso de diversas máquinas e implementos agrícolas.

Sobre a Netafim

Fundada há mais de 50 anos e com cerca de 30 subsidiárias em todo o mundo, a Netafim oferece as melhores soluções aos agricultores de mais de 110 países por meio 15 unidades produtivas, milhares de distribuidores e mais de 4.000 funcionários. No Brasil são duas unidades: Ribeirão Preto/SP e Cabo de Santo Agostinho/PE. O portfólio de produtos inclui sistemas completos de irrigação por gotejamento, microaspersão, controle e monitoramento automatizados, dentre outras.

 

Novas tecnologias para o campo são apresentadas na Bahia Farm Show

A busca por novas tecnologias, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento das atividades produtivas no campo, tem incentivado empresas de diversos segmentos a investir na criação de produtos para atender o agronegócio, setor responsável por 23% do PIB nacional. A Bahia Farm Show, que esse ano traz o tema inovação, tornou-se uma vitrine para a exposição dessas novidades.

A empresa ATFC, representada por um dos sócios, Alexandre Tavares, trouxe para a edição 2017 da Bahia Farm Show equipamentos de balizamento e iluminação de pistas de pouso e propriedades rurais. O sistema possui placas que captam energia fotovoltaica, baterias para armazenamento e sistema de comunicação sem fio. “Não precisa ter alguém em solo para ligar o sistema. A pessoa pode acionar a iluminação da pista, de dentro do avião. O produtor pode, também, controlar o ligamento do sistema e a intensidade da iluminação em um raio de 1500 metros. Serve para casa, comércio e fazenda.”, informa o empresário.

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Deputados e produtores debatem questão das divisas na Bahia Farm Show

Deputados baianos, membros da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia, realizaram na tarde desta terça-feira (30) uma sessão itinerante, durante o primeiro dia da Bahia Farm Show 2017, em Luís Eduardo Magalhães.

O encontro, comandado pelo presidente da Comissão, deputado estadual Eduardo Salles, se transformou em um espaço de diálogo entre os produtores do oeste e o legislativo. Na ocasião, foram apresentadas as principais demandas de interesse do setor agrícola, como a disputa territorial na divisa entre a Bahia e Tocantins, por exemplo. Esta é a segunda vez que a Comissão promove uma reunião dentro da feira.

Pioneiro na região, ao ter se instalado na região há 37 anos, o produtor Odacil Ranzi aproveitou a presença dos parlamentares e cobrou uma ação mais efetiva do governo do Estado para resolver a questão da disputa territorial na divisa entre os estados da Bahia e Tocantins. “É preciso que o Estado esteja mais presente nesta área e ofereça mais apoio aos agricultores. A Bahia tem que abraçar aquela região e levar mais educação, saúde, energia e estrada para aqueles que morem e produzam por lá”, reivindicou.

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Cotações do feijão Carioca dobram de preço em apenas uma semana

Carioca: variedade mais consumida em São Paulo e no centro-oeste do País.

Os preços do feijão carioca dispararam em relação à semana passada, com vendas relatadas de até R$350, para os grãos de melhor qualidade. O mercado alarmou-se com notícias de geadas no Paraná, que já causam enormes prejuízos à produção.

Os analistas afirmam que restaram apenas 600 mil toneladas para a segunda safra. Na primeira safra, foram consumidas 800 mil toneladas de feijão. Em algum momento, essa diferença também se fará presente no mercado.

No ano passado, o limite de preços chegou a R$500. Entretanto, o analista de mercado Marcelo Lüders, da Correpar, aponta que a tendência no momento é estável, com alguma pequena alta ainda em curso. Até a terceira safra, ainda haverão momentos de rally de preços.

O cultivo irrigado em grandes áreas do Centro-Oeste e do Matopiba, incentivado pela escalada dos preços deve estabilizar o mercado dentro de no máximo 120 dias, ciclo da cultura, do plantio à colheita, nos dias de menor amplitude de luminosidade e temperaturas mais baixas.

No Oeste baiano, as cotações da variedade Carioca atingiram R$300,00 a saca de 60 quilos nesta sexta-feira.

Em função do aumento dos preços para o feijão carioca, o feijão preto já encontra uma alta para R$140 e o feijão caupi, que vinha caindo, se estabiliza entre R$65 a R$70. Com informações do Notícias Agrícolas, editadas por O Expresso.

Feijão reage e o Carioca da melhor qualidade já atinge R$255,00 em São Paulo

O mercado de feijão na Bolsinha, em São Paulo, nesta quarta-feira recebeu novas entradas. Foram ofertadas 12 mil sacas que foram 100 % negociadas, não restando sobras. O mercado segue firme e os preços continuam em alta.

O carioca extra nota 9,5 chegou a sair por R$ 250 a saca, um lote saiu por R$ 255 a saca preço final com todas as despesas embutidas o que representa os mesmos R$ 250 a saca.

Segundo o Notícias Agrícolas, o mercado do feijão teve, na semana passada,  boas novas para o produtor. Os preços, contra todas as expectativas, giram em torno dos R$170 a R$175, com 20% de valorização em uma semana.

A demanda de início de mês, de acordo com Marcelo Lüders, analista de mercado da Correpar, foi um fator importante para essas comercializações.

Em relação ao mercado, a primeira safra tinha mais feijão disponível do que a safra atual. Assim, “não tem lógica preço baixo na segunda safra”, diz Lüders.

A chuva no Paraná atrapalha a colheita, com mais feijão nota 7,5 sendo colhido. Cada vez mais, portanto, vem sendo afastada a hipótese de o produtor vender feijão com prejuízo. Esses preços atuais também são confortáveis para o consumidor.

No que diz respeito ao feijão preto, do qual era esperada uma grande quantidade do mercado, é possível que seja necessária a importação de feijão preto da Argentina para atender a demanda interna. Com a chuvarada recente, mais de 2.000 mm desde o início do ano, será difícil encontrar feijão de boa qualidade também na Argentina.