Estoques baixos deverão manter alavancadas cotações da soja.

Especialistas consideram que o estoque de passagem da soja em todo o mundo não ultrapasse 40 milhões de toneladas, para uma produção global de 245,5 milhões de toneladas. E acreditam que estes estoques, os menores em 12 anos, possam manter alavancados os preços da leguminosa.

A soja mantém os preços acima de 12,5 dólares o bushel em Chicago, com pequenas altas em todos os vencimentos. Na BM&F hoje o dia foi de alta de 0,56% para 28,86 dólares a saca para venda em maio. Em Luís Eduardo Magalhães, o preço praticado na sexta-feira era de R$41,50 a saca de 60 k.

O dólar caiu 0,34% para 1,71.

Expresso CropStar faz ação em Luís Eduardo.

O Expresso CropStar da Bayer CropScience percorrerá uma jornada de 10 mil quilômetros nos próximos meses. Ontem esteve em Luís Eduardo Magalhães. O objetivo da empresa foi oferecer informação privilegiada aos produtores da região e apresentar o que há de mais inovador em soluções e tecnologias para tratamento de sementes visando maior produtividade e qualidade das lavouras.

Em Luís Eduardo Magalhães, especialistas ministraram palestras em campo demonstrativo e realizaram atendimento personalizado aos participantes, abordando temas relacionados ao manejo de nematoides e resultados da performance do CropStar® na cultura da soja.

“Somos parceiros dos produtores e nosso objetivo é compreender suas necessidades para prover soluções que os ajudem a alcançar o máximo potencial produtivo de suas lavouras. O investimento em tratamento de sementes, aliado às boas práticas agrícolas, certamente resultará em diferencial competitivo ao final da safra”, ressalta Fábio Sgarbi, gerente de Produtos Tratamento de Sementes da Bayer CropScience.

LEM abre o ano com saldo de US$ 43 milhões de exportações, depois do recorde de 2011.

Agricultura com alto aporte tecnológico proporciona saldos positivos na balança comercial. Foto de Cristiano Mariz para a Revista Veja.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) divulgou os dados da balança comercial de Luís Eduardo Magalhães em janeiro. Foram exportados US$ 46,9 milhões e importados US$ 3,4 milhões, o que assegurou saldo positivo de mais de US$ 43,4 milhões.
Grande parte das exportações de LEM, cerca de 74%, teve como destino, no mês passado, Alemanha (37,3%), Romênia (21,6%) e Coréia do Sul (15,1%). Os principais produtos exportados foram soja (56%), algodão (36%) e café (4,6%).

Recorde histórico em 2011 

 O balanço do Mdic mostra que, em 2011, o melhor mês para LEM foi agosto, com saldo positivo de US$ 152 milhões na balança comercial e o pior foi março com US$ 10 milhões. Contudo, não houve um só mês no ano passado que a cidade tenha ficado no negativo, o que gerou um recorde histórico (US$ 843 milhões). Na última década, o saldo positivo de LEM mais que sextuplicou, pulando de US$ 129 milhões para US$ 843 milhões. Confira abaixo.
2001 – US$ 129.590.371
2002 – US$ 104.623.707
2003 – US$ 129.347.847
2004 – US$ 209.960.810
2005 – US$ 228.712.532
2006 – US$ 181.721.484
2007 – US$ 303.386.656
2008 – US$ 521.323.046
2009 – US$ 526.660.539
2010 – US$ 456.155.445
2011 – US$ 843.553.394
Acesse o relatório completo: http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/sistema/balanca/arquivo/2012-01/BA/201201_BA_2919553.zip Do Editor de O Expresso, em Brasília.

Algodão: área menor, mais produtividade.

O tempo tem colaborado com o desenvolvimento das lavouras de algodão no oeste da Bahia. Os agricultores investiram em tecnologia e esperam uma produtividade maior.

Em algumas áreas do estado, os pequenos botões onde vão aparecer as flores já começaram a surgir. A fazenda em São Desidério, onde foram plantados 11,4 mil hectares, reduziu a área em 600 hectares em relação ao ano passado. “Reduzimos levemente a área plantada em função do manejo, para fazer uma rotação adequada”, justifica Vilson Partile, gerente da fazenda.

Este ano, os produtores apostam em uma boa produtividade porque houve muito mais investimento em equipamentos e no solo. Vilson Partile espera uma produtividade de 330 arrobas por hectare, acima da média regional que é de 270 arrobas. Cerca de 70% do algodão produzido na propriedade é exportado e 40% já foram vendidos antecipadamente.

Segundo a Associação Baiana dos Produtores de Algodão, metade dos produtores do estado vendeu parte do algodão antes do plantio, o que garantiu preços acima dos R$ 50, que são praticados hoje. Até a colheita a previsão é boa para a venda, mas tudo depende do mercado internacional.

“O mercado de algodão é Nova York, que se baseia na oferta e demanda mundial. Nós do hemisfério Sul, principalmente o Brasil, somos pequenos em relação ao todo de algodão do mundo. Então, o que vai representar nos preços é a demanda especialmente pelos países asiáticos e Europa e a produção dos Estados Unidos, Índia, China e outros países são expressivos em algodão”, explica Celito Missio, vice-presidente da Abapa.

Na quinta-feira, 09, a cotação do algodão fechou em baixa na bolsa de Nova York, com queda de 3,5%.

5º relatório das safras da CONAB é confuso e tergiversa.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, no quinto levantamento da safra de grãos 2011/2012, que a produção baiana cairá 2,7%, de 7.340 mil toneladas para 7.146. Mesmo com a área plantada crescendo 2,6%, a média colhida por hectare cairá 5,1%.
As culturas que mais terão quedas na produção são sorgo (-34,3%), soja (-5%) e milho (-2%). Já as que mais crescerão são amendoim (48,4%), feijão (24,7%), mamona (9,1%) e algodão (1,1%). No restante dos produtos, não haverá grandes oscilações.
Opinião.
Mesmo com o péssimo resultado, o Governo Federal limitou-se a um discurso elogioso no relatório da Conab. “O estado da Bahia, segundo no ranking na produção nacional, aparece na pesquisa com incremento de área (3%), saindo de 405,3 mil hectares  cultivados na safra passada, para 417,5 mil hectares na safra atual”, escrevem os técnicos da Conab, sem citar que a média colhida por hectare cairá mais de cinco pontos percentuais. 
“O estado da Bahia é o maior produtor de soja na região denominada de Matopiba (sul do Maranhão, sul do Piauí, Tocantins e oeste da Bahia), com uma área plantada de 1,11 milhões de hectares”. Muito bom Conab. Contudo, a produção de soja cairá 5%.
Em um segundo momento, os técnicos da Conab afirmam que a Bahia é responsável por 7,1% da produção brasileira. Informação correta. Entretanto, a produtividade do algodão, seja em caroço, pluma ou caroço, caiu 2%.
Segue-se então uma série de obviedades no texto do relatório. É um tal de “nas demais regiões produtoras (de algodão) a semeadura ocorreu na segunda quinzena de novembro, como é o caso de Goiás e da região de Barreiras (BA)” pra lá e um tal de “na região Nordeste, a Bahia está começando a semeadura do feijão” pra cá.
Enfim, devem ter jogado litros de antidepressivo na caixa d’água do edifício-sede da Conab.

Kátia Abreu: Brasil não precisa desmatar para alimentar o mundo.

A senadora Katia Abreu, presidente da Confederação Brasileira de Agricultura (CNA), hoje em Harvard:

“Brasil pode alimentar o mundo sem aumentar a área plantada e sem derrubar uma arvore.” 

 A visita da senadora aos EUA continua nesta quinta-feira (9/2), com palestra sobre os cenários de crescimento da agropecuária brasileira – produção e sustentabilidade, no David Rockefeller Center for Latin American Studies, da Universidade de Harvard, em Cambridge, Massassuchets. 

 Amanhã, sexta-feira, 10, a senadora Kátia Abreu se encontra com o professor Daniel P. Sharag, diretor do Harvard University Center for the Environment, assessor do Presidente Barack Obama e do ex-vice-presidente Al Gore, considerado um dos maiores especialistas do mundo em mudança climática.

Cresce 13% a safra do Oeste.

O jornal Valor Econômico publica hoje análise do crescimento da safra da Oeste baiano, com base em dados da AIBA.

“Os produtores do Cerrado da Bahia, uma das fronteiras agrícolas do país, devem colher quase 8 milhões de toneladas de grãos na safra 2011/12, o que significa um aumento de 13% sobre a temporada passada.

Se confirmada, a produção projetada na sexta-feira pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), será a maior já registrada no oeste baiano, região onde a agricultura profissional começou a se desenvolver há pouco mais de 20 anos.

Ao todo, a Aiba calcula que o valor bruto da produção (VBP) da região deverá ficar próximo de R$ 6,4 bilhões, um crescimento de 6% sobre o resultado obtido na temporada anterior. Juntos, soja e algodão respondem por mais de 75% desse valor.

Segundo o levantamento da associação, com sede em Barreiras, a área cultivada na região deve crescer 10% e chegar à marca de 1,9 milhão de hectares. Mais da metade, cerca de 1,1 milhão de hectares, está ocupada com soja – um aumento de 5% em relação à safra 2010/11.

No entanto, a produção da oleaginosa deve cair 1%, para cerca de 3,65 milhões de toneladas, reflexo de uma redução na produtividade média esperada – de 56 para 53 sacas por hectare.

O plantio de algodão deve aumentar mais uma vez, embora em ritmo inferior ao observado no passado. A expectativa é de que a área destinada à pluma seja próxima de 386 mil hectares, uma expansão de 4% – nada que se compare ao aumento de 51% na safra passada.

De acordo com a Aiba, o avanço mais lento reflete a retração dos preços, que haviam alcançado níveis sem precedentes entre 2010 e 2011. Se o clima for favorável, os cotonicultores projetam uma colheita de cerca de 1,53 milhão de toneladas da pluma, 2% a mais que na safra 2010/11.

O milho foi, de longe, a cultura que mais cresceu na região neste ano. Impulsionada pelo aumento dos preços da commodity no mercado internacional, a área ocupada com a cultura aumentou em 59% e totalizou 243 mil hectares. No entanto, a Aiba pondera que a área de milho, hoje correspondente a 12% de toda a área plantada na região, ainda está abaixo da recomendação técnica para a rotação de culturas, algo entre 25% e 33%.

Ainda segundo a Aiba, culturas como eucalipto, café, feijão, frutas e pastagens ocupam, juntas, uma área pouco superior a 100 mil hectares.”

Escoamento da super-safra preocupa produtores.

Com dois milhões de hectares plantados, 10% a mais que na safra passada, o cerrado da Bahia, no Oeste do estado, deve colher quase oito milhões de toneladas de grãos ao final do ano agrícola de 2011/12, 13% a mais que no ciclo anterior. A estimativa é do Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), que concluiu esta semana o 2° Levantamento da Safra 2011/12. Se confirmados os prognósticos, será um novo recorde de produção. Mas, a perspectiva que, por um lado, anima os produtores, também é motivo de preocupação, devido às condições precárias da malha de rodovias estaduais e vicinais para o escoamento da produção e trânsito dos insumos agrícolas.

De acordo com o presidente da Aiba, Walter Horita, a logística da safra da região, entre produção e insumos, demanda o equivalente a mil caminhões com capacidade de transportar 37 toneladas por dia, durante os 365 dias do ano.

“Estamos virando reféns de nossa própria competência. Aperfeiçoamos o processo de produção, mas a logística estadual é lastimável, pois não acompanhou o crescimento regional. As estradas estão intransitáveis, principalmente no período de chuva. Isso aumenta o tempo necessário para o transporte, encarece os custos de produção, e tira a competitividade do nosso produtor. Sem falar que representa um grande risco de vida para quem transporta a carga, ou trafega nas estradas”, diz Horita.

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SLC vai investir mais R$100 milhões no Oeste baiano

O Grupo gaúcho SLC apresentou, nesta segunda-feira, seus novos planos de investimento para a Bahia. Os representantes da empresa se reuniram com os secretários da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, e do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, para detalhar os investimentos feitos na região Oeste e a intenção de expansão dos negócios nos próximos anos, podendo dobrar o número de empregos.

A SLC é considerada uma das maiores empresas do ramo agrícola do País, gerando mais de mil empregos diretos no Estado, nas culturas do milho, algodão e soja. A empresa deverá investir cerca de R$100 milhões no agronegócio. Só na região Oeste a empresa planta, atualmente, mais de 40 mil hectares.

Soja reage em Chicago nas últimas 24 horas.

A cotação da soja reagiu no pregão noturno de Chicago e continuava reagindo hoje, com altas de até 16,50 pontos, para US$11,74 o bushel com vencimento em março. Em Luís Eduardo Magalhães, o produto era comercializado hoje entre R$41,50 e R$42,00 a saca de 60 k. As altas refletem a continuidade do baixo nível de chuvas no Cone Sul. No interior do Rio Grande do Sul, alguns municípios já avaliam as perdas da cultura da leguminosa em 90% da estimativa de safra.

Cotações do milho e da soja caem após anúncio do USDA.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou nesta quinta-feira seu relatório mensal de oferta e demanda. O boletim, que é o primeiro de 2012, trouxe estimativas maiores para os estoques de soja dos Estados Unidos e também para a produção da oleaginosa no país. 
Para a soja, o departamento estima uma safra de 83,17 milhões de toneladas ante as 82,9 milhões de toneladas estimadas em dezembro. O aumento foi de 0,33%.
Os estoques finais foram projetados em 7,48 milhões de toneladas, volume bem acima do estimado em dezembro de 6,26 milhões de toneladas. Nesse caso, o incremento foi de 19,57%. 
O USDA também aumentou sua projeção para o rendimento das lavouras norte-americanas de soja de 46,29 para 46,51 milhões de sacas por hectare. 
Por outro lado, o departamento reportou um declínio na estimativa para a as exportações de soja de 1,92%, passando de 35,38 milhões de toneladas – estimadas em dezembro – para 34,70 milhões de toneladas. 

Milho – Para o milho, o departamento norte-americano trouxe estimativas de produção maior e estoques finais menores nos Estados Unidos. 
A projeção para a safra subiu de 312,69 milhões de toneladas para 313,91 milhões, registrando um aumento de 0,39%. 
Sobre os estoques finais do cereal, o USDA reportou as reservas em 21,54 milhões de toneladas ante as 21,49 milhões estimadas em dezembro. O declínio, neste caso, é de 0,24%. 
Sobre as exportações, porém, o relatório trouxe um aumento de 3,12%. A estimativa para as vendas passou de 40,64 milhões de toneladas, em dezembro, para 41,91 milhões de toneladas. 

Fonte: Notícias Agrícolas/ Carla Mendes.

Depois do anúncio do USDA, a soja e o milho tiveram perdas na cotação de Chicago. No mercado interno, chegaram a cair até 2%.

Suinocultura chegará agora ao Oeste baiano?

A notícia veiculada pelo Ministério da Agricultura de que finalmente os Estados Unidos permitiram a exportação de carne suína brasileira poderá ser um alento para a instalação de um polo suinocultor no Oeste baiano, onde se encontra fartura de insumos básicos, como o milho e soja. Segundo estudos, realizados há dois ou três anos, só para atender o mercado interno da Bahia poderiam ser abrigadas 100 mil matrizes, o que proporcionaria a produção de 2 milhões de porcos, com 80 quilos de peso vivo, ao ano.

Financiamento para investimento, assistência técnica e a criação de uma entidade classista são pautas primárias para a diversificação do agronegócio do Oeste.

Exportação do agronegócio perto de US$100 bilhões.

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, disse hoje (10) que o agronegócio brasileiro deve exportar, em 2012, mais de US$ 100 bilhões em produtos.

“Pra chegar a 100 bilhões precisamos apenas de um crescimento de 5,7% das exportações, que é um número que temos como alcançar”, disse o ministro ao se referir aos US$ 94,6 bilhões vendidos para outros países no ano passado.

O resultado de 2011 é o melhor desde 1997 – quando iniciou o registro da série histórica – e supera em 24% o alcançado em 2010, quando foram vendidos US$ 76,4 bilhões em produtos agropecuários.

Os complexos soja, sucroalcooleiro e carnes fizeram as maiores contribuições para o crescimento das vendas. Os principais destinos foram a União Europeia, China, os Estados Unidos, a Rússia e o Japão.

Começa a colheita de soja precoce no Mato Grosso.

Enquanto os produtores de soja do Sul esperam pela chuva, os de Mato Grosso -o principal Estado produtor- querem distância dela.

Os interesses são diversos porque as lavouras do Sul estão em fase de floração, quando as plantas necessitam de água. Já em Mato Grosso os produtores levam as máquinas ao campo para o início da colheita.

Uma chuva por dois a três dias inibiria o ritmo da colheita dos que semearam a soja superprecoce ou precoce. A colheita tem de ser rápida para o plantio de algodão ou de  milho safrinha na sequência.

“Por enquanto, não temos um clima adverso na região. Apenas problemas pontuais em algumas áreas de produção”, diz Daniel Noronha, gestor do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária). Ele destaca a região do médio-norte do Estado, que concentra 40% da produção de Mato Grosso: “Tudo vai muito bem”.

A partir da segunda quinzena deste mês, a colheita se intensifica nas áreas de plantio de soja precoce. Em fevereiro, a colheita será iniciada nas regiões onde foi semeada a soja tardia.

Os dados mais recentes do Imea indicam que 0,4% da área semeada já foi colhida. O Estado plantou 6,98 milhões de hectares -a produção estimada é de 22,12 milhões de toneladas.

Os produtores de Mato Grosso devem ser beneficiados duas vezes neste ano. Não tiveram grandes problemas com o clima e podem vender a soja por valor maior, já que as quebras no Sul do país e na Argentina estão sustentando os preços na Bolsa de Chicago.

Com a estiagem no Paraná e no Rio Grande do Sul, algumas previsões já indicam que a safra de soja não será recorde neste ano.

Números apurados ontem pela Reuters no Sul apontam 70 milhões de toneladas, ante 75 milhões previstos inicialmente. Alguns analistas dizem, no entanto, que ainda é cedo para estimativas. Se houver chuva nas próximas semanas no Sul, a perda seria menor. Da Folha de São Paulo.

Seca no Cone Sul poderá dar sustentação aos preços internacionais.

A seca no Rio Grande do Sul fez 42 municípios decretarem estado de emergência e o número de vítimas da estiagem chega a 248.423. Em Santa Catarina, 42 cidades estão em estado de emergência e 357.887 pessoas foram afetadas pela falta de chuvas. Os dados são da Defesa Civil dos dois estados do Sul.

De acordo com a Defesa Civil gaúcha, o município mais prejudicado é Frederico Westphalen, que tem 29.003 pessoas afetadas pela seca. Parte do estado está sem chuva desde novembro de 2011 e estão sendo distribuídas cestas básicas e água para os moradores de várias cidades. Os agricultores prejudicados podem solicitar indenização para o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).

O Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram) informou que a seca no estado deve permanecer até fevereiro. O município de Chapecó tem 183.530 pessoas sem água. A região próxima à divisa com o Rio Grande do Sul é a mais afetada do estado. Cerca de 40% da produção agrícola foi prejudicada, segundo dados oficiais.

A Defesa Civil de Santa Catarina em parceria com entidades que integram o Grupo de Ações Coordenadas determinou o atendimento imediato aos municípios, como o repasse de recursos e apoio para diminuir os danos. Da Agência Brasil.

A seca no Cone Sul pode ajudar na sustentabilidade dos preços dos grãos, que ontem experimentaram fortes oscilações positivas e negativas em Chicago. Num ano em que o crescimento chinês é uma incógnita, uma super produção poderia comprometer seriamente os preços internacionais. Argentina, Paraguai, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná ultrapassam facilmente a barreira dos 100 milhões de toneladas.

Brasil deve dobrar produção agrícola em 40 anos, diz Ministério da Agricultura.

O mapa – áreas alaranjadas – assinala mais de 20 milhões de hectares agricultáveis somente no Maranhão e Piauí.

Projeções do Ministério da Agricultura para os próximos 40 anos indicam que o Brasil deve aumentar sua produção atual de grãos em 88% e a de carnes em 98%. A colheita de grãos, estimada em 159 milhões de toneladas para a safra 2011/2012, deve chegar a 299,5 milhões de toneladas em 2050. A produção de carnes, que este ano totalizou 26,5 milhões de toneladas, será de 52,6 milhões de toneladas, de acordo com a previsão.

Segundo o coordenador-geral de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Garcia Gasques, o aumento da produtividade, gerado principalmente pela adoção de tecnologias e pelo melhoramento do processo de gestão e da qualificação do agricultor, é o principal fator do incremento na produção. A taxa de aumento de produtividade da agricultura brasileira nos últimos anos atingiu uma média de 3,6%, enquanto a dos Estados Unidos, por exemplo, ficou em 1,95%.

Segundo Gasques, o crescimento na produção de grãos será acompanhado pelo aumento da área plantada, projetado em 39%. Assim, a área cultivada deve passar de 46,4 milhões de hectares para 64,5 milhões de hectares. De Danilo Macedo, para a Agência Brasil.

Uma das fronteiras agrícolas com maior capacidade de expansão, com sustentabilidade ambiental, da lavoura agrícola é o chamado MATOPIBA, uma grande região com identidade geopolítica entre os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, cuja produção deve beirar os 10 milhões de toneladas nesta safra. A cidade de Luís Eduardo Magalhães é e deverá continuar sendo o principal polo de serviços do agronegócio desta imensa região, que vai da Vila do Rosário, em Correntina, até a cidade de Balsas, no Maranhão, no sentido sul-norte.

Seca do Sul sustenta preços da soja.

A seca que já atinge vários estados do Sul, o norte da Argentina e o Paraguai está dando sustentabilidade aos preços da soja no mercado interno e nos preços internacionais. Em alguns lugares não chove há mais de 30 dias. É o fenômeno “La Niña”.

Balança comercial de LEM mostra sinais de recuperação

Após quedas, tanto na importação (-40%), quanto na exportação (-90%) de LEM em outubro, os números melhoraram em novembro, de acordo com a balança comercial divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

As exportações de LEM cresceram pouco, cerca de 2,57%, e a importações subiram 19,2%. Mesmo assim, o saldo de novembro é positivo: US$ 70,8 milhões. A cifra fica pouco acima dos US$ 69,5 milhões de outubro.

Em 2011, o pior momento da balança comercial de LEM foi em março, com saldo positivo de US$ 10,9 milhões. O melhor momento foi agosto com saldo positivo de US$ 152,6 milhões. 
Principais parceiros: 46,18% dos produtos importados de LEM vêm de Belarus. Rússia (14,15%) e Estados Unidos (14,12%) estão, respectivamente, em segundo e terceiro lugar. 59,7% de tudo que é exportado por LEM vai para Alemanha e China.
Principais produtos: soja, algodão e café foram os produtos mais exportados este ano. Cloretos de Potássio, Diidrogeno-Ortofosfato de Amônio e Enxofre são os produtos mais importados. Do nosso Editor em Brasília.

A sazonalidade das safras (exportação)  e das demandas por adubos químicos (importação) causam a volatilidade da balança comercial do Município.

Secretario faz reunião preparatória com Grupo Chongqing. Obras da indústria em Barreiras devem ser iniciadas em janeiro.

O secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, reuniu-se  nesta terça-feira, (13), com o presidente do Grupo Chongqing Grain Group, Hu Jun Lie, e toda a sua diretoria, discutindo com eles os detalhes para implantação da indústria Universo Verde, no município de Barreiras. A reunião aconteceu na sede do grupo, na província chinesa de Chongqing, que está se tornando Estado-irmão da Bahia. O Grupo Chongqing é proprietário da empresa Universo Verde, que já possui escritório em Salvador. As obras da indústria esmagadora de soja serão iniciadas nos próximos meses.

Para agilizar os processos e compromissos assumidos, foi formado em Salvador um comitê do qual participam quatro secretarias do governo, prefeitura de Barreiras e executivos do grupo chinês, que já fixaram residência em Salvador.

Durante a reunião, Hu Jun Lie fez um breve resumo da atuação do grupo que possui 20 mil funcionários, é um dos sete maiores grupos chineses e fatura R$ 2,5 bilhões por ano. O grupo possui 42 filiais em 20 províncias chinesas, tem capacidade de armazenagem de seis milhões de toneladas de grãos e 5,6 milhões de toneladas de capacidade de processamento.

De acordo com o líder do Chongqing, a indústria da Bahia será a terceira maior do grupo em capacidade de processamento, com 1,5 milhão de toneladas por ano. O empresário chinês reafirmou a intenção de investir R$ 4 bilhões na Bahia, em agroindustrialização, logística e infraestrutura para escoamento da produção. Somente na indústria de Barreiras estão sendo investidos R$ 500 milhões. Além do esmagamento de soja, a Indústria Universo Verde fabricará 300 mil toneladas de biodiesel, refinará 200 mil toneladas de óleo, fará extração de lecitina, e terá capacidade de armazenagem de 400 mil toneladas de grãos e 300 mil toneladas de óleo, sendo 200 mil de soja e 100 mil de biodiesel. A indústria vai gerar 300 empregos diretos e cerca de mil indiretos quando estiver em pleno funcionamento.

Em relação à infraestrutura e logística, o Grupo Chongqing pretende construir armazéns com capacidade para um milhão de toneladas de grãos na região Oeste e fazer parcerias em rodovias, portos e ferrovias. Também pretende constituir uma empresa trading para aquisição e exportação de soja, milho, algodão e açúcar. O grupo manifestou ainda a intenção de estabelecer parcerias com produtores locais, que fornecerão insumos produzidos na região, aceitando que eles sejam sócios majoritários das empresas.

Safra baiana de grãos será menor segundo a CONAB.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o terceiro levantamento da safra de grãos 2011/2012 na Bahia. 
O governo estima que a safra baiana de grãos cairá 3,1% – de 7.340 toneladas para 7.109 – mesmo com a área plantada tendo aumentado 2,3%. A explicação é simples, a média de kg/hectare caiu 5,3% – de 2.387 kg/ha para 2.260. 

Além disso, alguns grãos como sorgo (-34,3%), mamona (-7,2%), soja (-5%), milho (-2%) e algodão (-0,9%) estão comprometendo a safra. Bons resultados estão previstos apenas para amendoim (+32%) e feijão (+24,7%). Veja mais no site da CONAB.

Mato Grosso reforça liderança na produção agrícola

Mato Grosso, líder nacional na produção de grãos em mais uma safra, deve incrementar o volume produzido em 1,2% na comparação com o último ciclo produtivo, ao contrário dos outros 2 principais produtores brasileiros, Paraná e Rio Grande do Sul, onde a safra 2011/2012 sofre retração de 8,8% e 6,3%, respectivamente, conforme 3º prognóstico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta feira (08).

Previsão é que a produção estadual chegue a 31,312 milhões de toneladas, com aumento de 2,8% na área plantada, que envolve 9,904 milhões de hectares, ante os 9,638 milhões (ha) na última safra. Paraná ocupa o 2º lugar no ranking brasileiro, com 29,601 milhões (t), e o Rio Grande do Sul aparece na sequência, com 26,995 milhões (t). No geral, a produção brasileira deve recuar 2,4% nesta safra, alcançando 159,079 milhões (t), 3,878 mil (t) a menos que no ciclo 2010/11, influenciada pela queda de 3,4% na produtividade, ocasionada pelas influências climáticas.

Produtores vão a Brasília assistir votação do Código Florestal

No mínimo 50 produtores de Luís Eduardo estarão amanhã presentes à votação, em plenário, do Código Florestal no Senado. A mobilização será grande, com a presença de produtores de todo o País. A matéria começa a ser discutida às 14 horas e a votação das emendas começará em torno de 16 horas. Ainda existem algumas vagas no ônibus que levará os produtores. O presidente do Sindicato Rural, Vanir Kölln, que hoje se encontra em Salvador, amanhã estará presente à votação.

30ª Expobarreiras lançada em Salvador.

A 30ª edição da Expobarreiras, agendada para acontecer nos dias 1º a 8 de julho de 2012, será uma grande vitrine do Oeste baiano, “que vai ser o celeiro da pecuária de corte e de leite da Bahia”, conforme definiu o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles. Ele participou na noite desta quarta-feira, (30), na sede da Associação Baiana de Criadores de Nelore, (ABCN), no Parque de Exposições de Salvador, do lançamento da 30ª Expobarreiras.

O presidente da Associação de Criadores do Oeste, (Acrioeste), Ricardo Barata, e o presidente da Associação de Criadores de Cavalos Mangalarga Marchador do Oeste, Hermes Domingos, organizadores da exposição, em parceria com a prefeitura de Barreiras, lideraram a apresentação.

O jornalista da Secretaria da Agricultura, autor da notícia, só não informou se a Expobarreiras será realizada no novo ou no velho parque de Exposições, já que a Prefeita quer alienar parte da área.

Algodão brasileiro enfrenta deságio no mercado.

Com cotações internacionais e demanda em declínio, o mercado de algodão enfrenta neste momento no Brasil um problema adicional: qualidade. De 10% a 15% da safra nacional está sendo classificada abaixo dos padrões acordados em contratos e, com isso, está recebendo níveis recordes de descontos no preço, segundo a Associação Nacional dos Exportadores do Algodão (Anea). Veja mais no Valor Econômico (para assinantes).

FGV aponta caminhos para acelerar agroindustrialização da Bahia

Alberto Coutinho/Secom

O “Estudo Analítico das Cadeias Produtivas do Algodão, Soja e Milho do Oeste da Bahia e Alternativas para a Verticalização da Produção”, solicitado há um ano e elaborado pela Fundação Getúlio Vargas, (FGV), foi entregue nesta sexta-feira, (25), ao governador Jaques Wagner pelo ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, coordenador de agronegócio da FGV, e pelo coordenador do estudo, Roberto Perosa Jr. O documento indica caminhos para acelerar a agroindustrialização do Estado, sugerindo estratégias para a implantação de um pólo têxtil e para o fortalecimento e ampliação da suinocultura e da avicultura na região.

Do encontro com o governador, além do secretário da Agricultura, Eduardo Salles, também participaram, o superintendente de Atração de Investimentos da Seagri, Jairo Vaz; o superintendente de Desenvolvimento Econômico da Sicm, Paulo Guimarães; o prefeito de Luis Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz; o vice-presidente da Aiba, Sérgio Pitt; o presidente do Fundeagro, Ademar Marçal; o presidente da Faeb, João Martins; a presidente da ABAPA, Izabel da Cunha; os presidente dos sindicatos de produtores rurais de Luis Eduardo Magalhães e de Barreiras, respectivamente Vanir Antonio Kölln e Hermes Domingo Simões, e o presidente da Associação de Café da Bahia, João Lopes.

O governador Jaques Wagner considerou importante o estudo apresentado, “um trabalho importante realizado por uma entidade de respaldo e credibilidade como a FGV, e que vai dar consistência à nossa caminhada para a agroindustrialização do Estado”. Wagner disse que o estudo deve ser juntado ao Plano Industrial do Estado, lançado na última segunda-feira na Federação da Indústria do Estado da Bahia, Fieb. O governador destacou ainda a importância de se criar, com celeridade, a marca Algodão da Bahia, para agregar valor ao produto já reconhecido com um dos melhores do mundo, semelhante ao algodão do Egito

O estudo desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas, (FGV), visando fomentar a agroindustrialização das cadeias produtivas do milho, soja e algodão na região Oeste do Estado, foi encomendada pelo Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão, (Fundeagro); Fundação Bahia; Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia, (Aiba), e Associação Baiana dos Produtores de Algodão, (Abapa), com apoio da Secretaria da Agricultura.

“A região Oeste é o grande produtor de milho, soja e algodão do Estado. Somos o segundo maior produtor nacional de algodão, mas não temos indústrias têxteis instaladas na região para agregar valores a estes produtos”, disse o secretário Eduardo Salles, explicando que o objetivo do estudo é criar alternativas para atrair investimentos e mudar essa realidade. “Não vamos descansar enquanto não agroindustrializarmos a Bahia Inteira”, afirmou.

Técnicos do porto de Salvador demonstram facilidades de exportação de algodão.

No próximo dia 30 acontece o II Encontro Técnico de Logística Portuária, às 18h30, no auditório da Fundação Bahia (Rodovia BR 020/242, km 50), no município de Luis Eduardo Magalhães. Sete meses depois do primeiro encontro com produtores de algodão do Oeste baiano, o Terminal de Contêineres do porto de Salvador reúne novamente produtores, técnicos e lideranças interessadas no tema.
O objetivo do evento é informar ao público da região o êxito no escoamento do algodão pelo porto da capital baiana e as vantagens competitivas representadas por Salvador. A programação prevê a apresentação aos produtores da situação atual da infraestrutura portuária do Estado bem como a modernização em curso no Terminal de Salvador após os investimentos públicos e privados no segmento. 

Soja experimenta viés de queda nas cotações de Chicago.

As cotações da soja perderam 30 cents de dólar por bushel hoje em Chicago, nos vencimentos de janeiro, março e maio. Amanhã é feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos. Mas os analistas dizem que a soja pode continuar caindo, apesar de já rondar perigosamente os 11 dólares por bushel, enquanto já esteve este ano em 14,50 dólares por bushel. NA BM&F, a soja caiu 1,42% para 25,63 reais a saca. O dólar sustenta as cotações internas, estando cotado, no final da tarde, a R$1,86.

Em Luís Eduardo, a cotação caiu para 40 reais a saca de 60 kilos.

Luís Eduardo Magalhães sediará reunião do Better Cotton Initiative

Amanhã, quinta-feira, 24, no auditório da Fundação Bahia em Luís Eduardo Magalhães, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) conjuntamente com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) promove reunião de mobilização e conscientização do programa Better Cotton Initiative (BCI).

O BCI propõe o cultivo sustentável da cotonicultura, seja para pequenos ou grandes produtores. Entre os objetivos estão a promoção de sustentabilidade, através do estímulo de Boas Práticas Agrícolas (BPA´s), relações justas de trabalho, melhoria do impacto ambiental e da saúde do solo, avanço na qualidade da fibra, transparência e rastreabilidade ao longo da cadeia de fornecimento do algodão.

A apresentação do sistema ficará a cargo das senhoras Andrea Aragon, Coordenadora Regional do BCI e Lucy França Frota, Coordenadora de Projetos de Sustentabilidade da Abrapa. Guanambi, na região sudoeste, foi o primeiro município brasileiro a receber o corpo técnico do BCI. O encontro aconteceu no último dia 8 de novembro.

 

Alta do dólar segura cotação da soja.

Dólar subindo por cinco sessões consecutivas, ultrapassa hoje a barreira de R$1,80. Boa notícia para os exportadores de grãos e frutas. Se a soja anda meio volátil, caindo aqui e lá, o dólar sustenta a cotação, com ganhos de mais de 8% no ano. Hoje a leguminosa foi cotada a R$41,00 em Luís Eduardo Magalhães.

AIBA consegue isenção do salário educação para agricultores pessoa física.

Um tributo que vinha sendo cobrado indevidamente deixará de pesar sobre os produtores rurais do Oeste da Bahia, vinculados à Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). Trata-se da contribuição para o Salário Educação para Produtor Rural Pessoa Física, e ou Consórcio Simplificado de Produtores, que foi suspensa na semana passada, através de uma sentença da 1ª Vara da Justiça Federal de Brasília/DF.

A corte acolheu por completo o pedido da Aiba em uma ação movida em 2008, denunciando a inconstitucionalidade da contribuição, quando exigida dos produtores rurais, empregadores Pessoa Física, e que representa alíquota de 2,5% incidente sobre a folha de salários.

Além de uma economia de aproximadamente R$300 por empregado ao ano, os associados da Aiba poderão requerer da União tudo o que foi pago ao longo dos 10 anos anteriores ao ajuizamento da ação, atualizados pela Selic.

Caupi entra como alternativa na rotação da soja para pequenos produtores.

Foto de Jonathan Campos, da Gazeta do Povo

Os produtores de grãos da Bahia transformam suas próprias lavouras em campos experimentais na corrida para aumentar a produtividade. O gaúcho Renato Strassburger (foto), agricultor que atua em Luís Eduardo Magalhães (Oeste) desde 1996, resolveu incluir o feijão caupi no sistema de rotação de culturas, o que facilita o controle de pragas.

Cultivares da Embrapa Meio-Norte estimulam a produção comercial do alimento, um dos mais consumidos pela população do Nordeste. Com 190 hectares de soja e 120 de milho, Strassburger dedica 10 hectares à leguminosa. Se o teste der certo, vai se tornar produtor de caupi de vez.

O aperfeiçoamento do sistema produtivo tende a abrir mais espaço para o feijão, observa o agrônomo Robson Mafioletti, que acompanha a Expedição Safra, blog mantido pela GRPCOM e pendurado no site do jornal paranaense Gazeta do Povo. Mafioletti realiza na viagem pelo Centro-Norte, que começou na quinta-feira e segue até o próximo fim de semana.

 

Bahia quer know how neozelandês para inserção na cadeia de exportação.

O boi da Bahia precisa melhorias para exportação: castração, genética, rastreamento, fiscalização no abate, melhoria de pastagens e adaptações da indústria.

Representantes do Sindicato da Indústria da Carne e Derivados do Estado da Bahia (Sincar) participaram na última sexta-feira (11) de uma reunião com o embaixador da Nova Zelândia no Brasil, Mark Trainor, para conhecer os interesses neozelandeses na agropecuária baiana e apresentar os potenciais do estado, sobretudo, as oportunidades de investimento para melhoria do processamento de carnes. O encontro ocorreu na sede da Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), e foi ministrada pelo presidente da Federação, João Martins da Silva. A caprinovinocultura e a cadeia produtiva do leite também estiveram representadas no encontro.

A Nova Zelândia é sétimo maior exportador de carne bovina do mundo, tem um rebanho bovino aproximado de 9,5 milhões de animais, e exporta cerca de 80% do que produz. Ela contabiliza em torno de 30 milhões de ovinos. Nos últimos anos, recorrentes missões comerciais têm acontecido entre a Nova Zelândia e a Bahia, que incluíram a ida do governador Jaques Wagner para aquele país em 2010. Em junho deste ano, o Sincar também capitaneou uma expedição para buscar referências tecnológicas nas melhores e mais eficientes plantas industriais neozelandesas.

A proposta esboçada pelo embaixador na reunião da Faeb teve foco maior na transferência de know how. Um grupo de consultores neozelandeses já se encontra em terras baianas, dispostos a iniciar um trabalho de consultoria nas plantas industriais.

“Acho uma proposta muito interessante de se conhecer. Mas, também, assinalo que há muito espaço para atração de investimentos neozelandeses em todo o estado. Já temos aqui um caso de sucesso com a produção de leite a pasto no Oeste da Bahia, uma das maiores produtividades do mundo, e podemos dar início a outras experiências”, disse Júlio Farias, presidente do Sincar.

Padronizar para exportar

O presidente do Sincar, Júlio Farias, lembra que, embora no estado existam seis frigoríficos com o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), sendo um deles o maior frigorífico do mundo, o JBS, mesmo assim, o estado não exporta“nem um bife”. Segundo ele, não por falta de interesse dos frigoríficos em se adequar. “Falta padronizar também a matéria-prima. Boi para exportação tem de ser rastreado e castrado, mas nada disto existe ainda. São necessários investimentos em toda a cadeia produtiva, melhorar genética, investir em recuperação de pastagens. O Estado também tem fazer seu dever de casa, fiscalizando o abate e diminuindo a clandestinidade. De Catarina Guedes.

Agrifirma deverá investir até R$130 milhões em novas terras.

Fazenda Bananal

O jornalista Fernando Lopes, do “Valor Econômico” publica interessante matéria sobre a ação empresarial da Agrifirma, que há poucos dias realizou uma audiência pública sobre o plano de sustentabilidade da Fazenda Bananal, ao norte de Luís Eduardo Magalhães.

“Capitalizada por um aporte de R$ 130 milhões de um fundo de private equity gerido pela BRZ Investimentos, a Agrifirma faz planos para ampliar suas fronteiras de atuação. Com foco no mercado de terras, e até agora concentrada no oeste da Bahia, a empresa acredita que é hora de abrir o leque e prospectar oportunidades nas regiões de Cerrado de Maranhão, Piauí e Tocantins, o chamado “Mapito”, e no Centro-Oeste.

Constituída em fevereiro de 2008 com o apoio de investidores estrangeiros como RIT Capital Partners e Lord Rothschild, a Agrifirma dedica-se desde sua fundação à aquisição de terras “brutas” e à venda dessas propriedades depois de transformadas em áreas agrícolas desenvolvidas. Antes da “injeção” da BRZ, por meio do fundo Brasil Agronegócio FIP, concluiu o processo de transformação de uma fazenda de 6 mil hectares no município de Barreiras e formou um portfólio de 63 mil hectares dividido em três “clusters” hoje em formação também no oeste baiano.

“Agora queremos consolidar nosso modelo de negócios em uma escala maior”, afirma Julio Bestani, CEO da Agrifirma, da qual foi um dos fundadores. Com o aporte, o fundo gerido pela BRZ, que tem entre seus investidores os principais bancos brasileiros e fundos de pensão do país, assumiu uma posição majoritária na empresa, que foi rebatizada como Agrifirma Brasil Agropecuária Ltda. A antiga Agrifirma Brasil, por sua vez, continua existindo, com seus mesmos investidores, e passou a se chamar Genagro.

Como já está totalmente desenvolvida, a fazenda de 6 mil hectares em Barreiras, a Campo Aberto, que produz grãos, permaneceu sob controle da Genagro, que a arrendou para a Agrifirma Brasil Agropecuária. A Genagro também mantém caixa, estoques e outros ativos financeiros – além da participação minoritária na “nova Agrifirma” -, e pretende continuar investindo no setor agrícola, mantendo os planos para lançar ações em bolsa. Já os três “clusters” em desenvolvimento e seus 63 mil hectares ficaram com a Agrifirma Brasil Agropecuária.

Essas propriedades – as fazendas Rio do Meio, Arrojadinho e Bananal -, informa a BRZ, estão localizadas no oeste da Bahia a cerca de 550 quilômetros ao norte de Brasília, 850 quilômetros a oeste do porto de Salvador e a uma distância de 1,2 mil quilômetros da floresta amazônica. Café, algodão, soja e milho estão entre os produtos cultivados nesses “clusters”. “O Brasil tem um posicionamento único [no setor de agronegócios] em nível mundial. Estamos no lugar certo, no momento certo”, diz Bestani, CEO e diretor da nova Agrifirma Brasil Agropecuária.

“Decidimos pela Agrifirma por causa de seus critérios agrícolas, sociais, trabalhistas e de sustentabilidade, já que nossa ideia é levar ao setor as boas práticas de governança”, diz Nelson Rozental, sócio diretor da BRZ Investimentos, que foi incubada na GP Investimentos e até 2008 era conhecida como GP Administração de Recursos. “Nosso foco não é apenas aquisição de terras, mas agronegócios como um todo”, afirma ele.

Segundo Ricardo Propheta Marques, também sócio e diretor da BRZ, há muitas oportunidades no setor e é preciso ter um portfólio diversificado. De alguma maneira ligados ao campo, o Brasil Agronegócio FIP já investe também em uma empresa florestal e em outra de logística focada em produtos agrícolas. Dos R$ 840 milhões do fundo, cerca de 40% já estão comprometidos, incluindo o aporte de R$ 130 milhões na Agrifirma.

Os sócios da BRZ são econômicos quanto a futuras apostas ligadas ao setor, mas revelam que no momento garimpam oportunidades nos segmentos de alimentos processados e fertilizantes. No modelo de negócios da BRZ, as parcerias com as empresas que recebem investimentos de fundos geridos por ela não são eternas. O prazo de saída, após o retorno dos aportes, pode chegar a sete ou oito anos, prorrogáveis conforme o caso.

Para a Agrifirma Brasil Agropecuária, não está descartada uma abertura de capital no futuro. Como o Brasil Agronegócio FIP é totalmente formado por investidores brasileiros, a BRZ afirma que os projetos de expansão da nova Agrifirma não que serão afetados pelas restrições que serão impostas pelo governo para a aquisição de terras por estrangeiros no país. Essas restrições ainda estão em discussão.”

Assembléia baiana votará proposta de novas políticas ambientais.

Áreas de cultivo intenso, próximas a Luís Eduardo Magalhães, já no município de Barreiras: invasão das áreas de reserva permanente junto a rios e cabeceiras, reservas legais desconectadas, ausência de planejamento para o estabelecimento de corredores ecológicos.  O ônus ambiental maior retorna em prejuízos aos próprios agricultores, pela perda de predadores naturais e pela vedação de zonas de reabastecimento do lençol freático.

O secretário do Meio Ambiente da Bahia, Eugênio Splenger, enviou, esta semana, à Assembléia Legislativa, proposta de reestruturação das políticas estaduais ambientais. O objetivo é erradicar passivo ambiental de quase 13 mil processos entre os produtores do Oeste baiano.

A proposta visa à modernização da gestão ambiental e de recursos hídricos. Cria ainda instrumentos como a licença de Regularização (LR) e a Licença Ambiental por Adesão e Compromisso (LAC), esta última, emitida eletronicamente, após uma declaração do requerente, a exemplo do modelo da Receita Federal para o Imposto de Renda.

Para a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), a proposta, pela primeira vez trata as ações ligadas à legislação e à política ambiental de forma estratégica. Isto evita sobreposições de processos, diminui o trâmite destes e garante que os pedidos serão analisados e julgados em um tempo adequado tanto para o empreendedor, quanto para o Estado.

A posição da AIBA

“Como estava, não havia como continuar. Chegamos a conhecer diversos casos de processos de pedido de averbação de Reserva Legal e de supressão vegetal que demoraram mais de 10 anos sem qualquer análise”, lembra o vice-presidente da Aiba, Sérgio Pitt. Para resolver o problema, que ameaçava a sustentabilidade da atividade agrícola no Oeste da Bahia, a Aiba e o Governo do Estado, via Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e Secretaria da Agricultura (Seagri) criaram o Plano de Adequação e Regularização Ambiental dos Imóveis Rurais, em 2009.

Fiscalização reforçada

Se, por um lado, as mudanças propostas simplificarão os processos, por outro elas reforçam a fiscalização.

“Ai daquele que for flagrado em uma mentira ou omissão em um processo declaratório”, explica o secretário Eugênio Spengler. O secretário de Meio Ambiente reforça a importância dada ao diálogo no processo de elaboração do escopo do projeto. “Fizemos diversas audiências e encontros com a sociedade civil organizada, lideranças comunitárias e sociais para apresentar e discutir o projeto. Ele acredita que a votação na ALBA acontecerá até o fim do mês.

Para o secretário da Agricultura, Eduardo Salles, a alteração estabelece um novo momento na agricultura do estado. “Posso dizer que é um dos marcos mais importantes para o agronegócio baiano. Parabenizo o secretário Eugênio pela iniciativa”, disse Salles. Continue Lendo “Assembléia baiana votará proposta de novas políticas ambientais.”

Sindicato Rural recebe técnicos de 7 estados para debater difusão de tecnologias.

O Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães reuniu, para um encontro técnico, que iniciou hoje e termina na próxima sexta-feira, profissionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR dos estados da Bahia, Mato Grosso, Goiás, Alagoas, Tocantins e Minas Gerais para trocar experiências no ensino e difusão de tecnologia de precisão no campo.

O presidente do Sindicato, Vanir Kölln, que recebe os treinandos, conta com a presença do gerente técnico da Superintendencia do SENAR na Bahia, engenheiro agrônomo Rui Dias Souza e da coordenadora  do SENAR na Bahia, pedagoga Daniela Lago.

O encontro atende a demanda de produtores da região, interessados em difundir entre seus funcionários diversas técnicas de plantio e manejo de precisão nos cultivos do Oeste baiano. O Sindicato proporcionou a formação de 5.000 pessoas, de março até agora, em 58 cursos diversos, e agora pretende, com este encontro aprimorar cursos.

Rui Dias de Souza afirma que a intenção é evoluir na agricultura de precisão:

-A presença do professor Gustavo di Chiacchio Faulin, da ESALQ – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP, é a segurança de que continuaremos a evolução do conhecimento, dentro de um conjunto de tecnologias. Manteremos o estágio atual e avançaremos. O conteúdo programático do SENAR estará ao dispor de produtores, dentro de um nível ímpar em todo o País. Quem garante a produtividade dentro de 5 anos é o conhecimento de agora.

Rui cita exemplos práticos, implantados na Região Sul da Bahia, para mostrar como a tecnologia está contribuindo em diversos setores do agronegócio:

-O plantio convencional do cacau, em consórcio com a floresta atlântica, na região de Ilhéus, produz 20 arrobas de amêndoas por hectare. Pois bem: instalamos mais ao Sul, em Eunápolis, plantios irrigados de cacau, em terras antes inférteis, de textura arenosa, usando de toda a tecnologia disponível, inclusive fertirrigação. Estamos colhendo, em mais de 1.000 hectares, 100 arrobas de cacau por hectare.

Novo Centro de Treinamento

Vanir Kölln anunciou ainda o início das obras do Centro de Treinamento Regional do SENAR, para o mês de dezembro:

– Serão 1.000 metros quadrados de construção, com salas de aula com capacidade para até 250 alunos, onde será dada continuidade a esta ação de difusão do conhecimento.

Daniela Lago

Plantio do milho crescerá 37% no Oeste baiano.

Com estoques baixos, quebra de safra em estados vizinhos e preços competitivos no mercado nacional e externo, omilho torna-se mais atrativo para os produtores do Cerrado baiano e ganhou mais espaço na matriz produtiva do oeste do estado na safra 2011/2012. 
A área plantada com o cereal crescerá 37%, saindo de 153 mil hectares em 2010/2011, para 210 mil hectares em 2011/2012, segundo dados divulgado pelo Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) nesta terça-feira (1/11). A produtividade esperada para o grão é de 150 sacas por hectare, com produção estimada de 1,98 milhão de toneladas. 
O crescimento da área plantada com o milho atende à recomendação técnica para a utilização do cereal na rotação de culturas, proporcionando maior sustentabilidade ao modelo agrícola do oeste da Bahia. 
A participação do milho na matriz baiana chegou a níveis críticos, abaixo de 10%, enquanto em nível nacional, a cultura ocupa mais de 20% de toda a área cultivada. De 2008/2009 a 2010/2011, o cereal acumulou perda de área de 15%. Do Globo Rural.

Nas últimas duas semanas, o plantio de milho foi intenso, principalmente naquelas áreas em que aconteceram chuvas mais amiúdes. Segundo informações da revista e do portal do Globo Rural, com base em dados da AIBA, a produção deve beirar 2 milhões de toneladas. Uma expectativa de produção de 55 milhões de toneladas em todo o País pode ser conservadora, se atentarmos para o fato que  este ano se produziu 56,1 milhões de toneladas.

Os preços praticados em Luís Eduardo Magalhães giram em torno de R$24,00 a saca de 60 quilos.

Soja segue caindo em todas as praças.

A soja segue recuando na Bolsa de Chicago e nesta terça-feira encerrou o pregão noturno abaixo do patamar dos US$ 12 por bushel. As perdas superaram os 20 pontos nos principais vencimentos da oleaginosa. 
A alta do dólar index e mais a renovação do mau humor no mercado financeiro com novas informações vindas da Grécia pesam sobre as commodities agrícolas hoje.

Em Luís Eduardo Magalhães, as perdas de preço foram significativas, com a saca de 60 kgs sendo comercializada a R$39,00, um desastre para aqueles que querem comercializar restos da safra 2011 e efetivar vendas no mercado futuro para custear o plantio das lavouras, que começa a intensificar-se nesta semana.

Matopiba vai colher 16,6 milhões de toneladas até o final da década.

Reportagem do jornalista Venceslau Borlina Filho, da Folha de São Paulo, indica que a região da Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) vai encerrar a década como uma das maiores produtoras de grãos do país, com safra estimada em 16,6 milhões de toneladas, segundo projeção do Ministério da Agricultura.
De acordo com dados do estudo “Brasil – Projeções do Agronegócio 2010/2011 a 2020/2021”, o crescimento anual da produção no período deve ser de 2,2%. A área plantada, por sua vez, vai ter crescimento anual de 1,5%, passando para 7,5 milhões de hectares. Segundo o ministério, o preço da terra será o grande motivador da expansão agrícola na região. “A região da Matopiba é bastante produtiva e o volume produzido lá deverá ultrapassar as expectativas”, disse o coordenador de gestão estratégica do ministério, José Gasques.

Os investimentos públicos e privados já definidos são de no mínimo 50 bilhões de reais na Região, entre infraestrutura e novas agroindústrias.

Foto da Revista Veja

Os países emergentes se reúnem na China para falar de agricultura.

O bloco de países emergentes chamado de Brics, composto por Brasil, Rússia, Índia, Rússia, Índia, China e África do Sul, terá a segunda reunião dos ministros da Agricultura. O encontro iniciou nesta sexta-feira, 28 de outubro, e segue até o próximo dia 1º de novembro, terça-feira, em Chengdu (China). 
O secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto, representa o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, no evento. Na pauta de assuntos abordados estão questões relacionadas à segurança alimentar, mudanças climáticas, meio-ambiente e agricultura, além da promoção do comércio internacional entre os países membros do grupo.
“Investir no aumento da produtividade nas lavouras e na recuperação de áreas degradadas são temas comuns entre os países que participam da reunião, além da segurança alimentar, que é outro ponto de consenso entre o grupo”, ressalta o secretário Célio Porto. “O Brasil tem muito a acrescentar nas discussões por ser o país que tem a maior capacidade de aumentar a oferta de produtos agrícolas em curto prazo”, explica.
Os países do Brics representam 43% da população e 18% do comércio mundial. O Brasil é líder mundial na produção de grãos, açúcar, café e suco de laranja. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a Rússia é destaque na produção mundial de trigo e a Índia é líder na produção de arroz. Já a China é a principal produtora de carne suína.

Economistas dizem que se forem aproveitadas apenas os 30 milhões de hectares do Mato Grosso que se encontram com pastagens degradadas para a produção de grãos, o Brasil dobra sua produção de 160 milhões de toneladas em curtíssimo prazo. Com 320 milhões de toneladas, o País torna-se uma potência do setor primário do porte dos Estados Unidos.