Produtores rurais estão órfãos na questão do meio ambiente.

Quem gostou da nomeação do deputado Aldo Rebelo para o Ministério dos Esportes foram os ambientalistas e as ONGs alienígenas. O agronegócio, do pequeno ao grande produtor, ficou meio órfão com a perda da capacidade de articulação e da serenidade do Deputado.

Soja: custos de plantio caíram.

Um médio produtor da região (3.100 hec) afirmava ontem que, dentro da atual conjuntura de preços do mercado internacional, a soja terá este ano um dos menores custos/equivalência, cerca de 20 sacas por hectare. Nos últimos anos o plantio da soja chegou a alcançar  custos de até 45 sacas por hectare.

Outra boa perspectiva, segundo o mesmo produtor, é que a produtividade, tanto da soja como do milho, vem mantendo curva de crescimento constante, com a inclusão de novos cultivares. “No cultivo do milho, novos híbridos transgênicos apontam para produtividades média de 180 sacas por hectare, com picos de até 220 sacas, com boas condições de chuva”, diz o produtor.

Segundo o portal Notícias Agrícolas, a grande euforia de ontem no mercado da soja, foi substituída por um mau desempenho no pregão noturno de Chicago. Ontem, a soja foi comercializada por preços próximos a R$42,50 a saca de 60 kilos em Luís Eduardo Magalhães.

Ferrovia tem novos prazos, mas agora segue em frente.

O jornal Valor Econômico de hoje, publica uma longa matéria jornalística sobre a Ferrovia Oeste-Leste. A reportagem mostra como os prazos de construção sofreram uma revisão, mas confirma a construção do Porto Seco em Luís Eduardo Magalhães até 2014. E afirma também que os custos de transporte de grãos até o porto podem baixar substancialmente, de R$100,00, para R$20,00 a tonelada. Veja a matéria:

“A Ferrovia Integração Oeste-Leste (Fiol), que ligará Ilhéus (BA) a Figueirópolis (TO), precisa vencer uma série de barreiras para percorrer seus planejados 1.527 km e transformar-se no eixo ferroviário horizontal do país. A nova linha férrea, que interligará o Porto Sul, a ser construído na Ponta de Tulha – ao Norte de Ilhéus -, sofreu vários atrasos.

O primeiro trecho entre Ilhéus e Caetité – com 537 km – será concluído apenas em 2013, quando a previsão era para o final de 2012. Um entrave partiu do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que exigiu uma mudança no traçado da ferrovia no trecho Caetité-Oeste Baiano. A alegação do Instituto é que a linha atual passa por cavernas nos municípios de Barreiras, São Félix do Coribe, Santa Maria da Vitória e São Desidério.

Mas a questão foi superada e as obras podem avançar. “A Valec já está com uma estrutura montada que permitirá cumprir as exigências feitas pelo Ibama”, afirma Mauro Ramos, superintendente comercial da Valec Engenharia Construções e Ferrovias S.A.. Com isso, as obras de construção da ferrovia foram retomadas e o Ibama realizará duas verificações em dois meses. A linha está orçada em de R$ 7,43 bilhões e contará com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O trecho Caetité-Oeste Baiano está dividido em quatro lotes. O quarto e último lote é específico para a construção de uma ponte de três km sobre o rio São Francisco. “As especificações para a construção dessa ponte são bem mais rigorosas”, afirma Neville Chamberlain Barbosa da Silva, superintendente de Construções da Fiol.

A Fiol terá capacidade para transportar 70 milhões de toneladas de carga. “O primeiro trecho Ilhéus- Caetité irá atender o transporte de minérios e deverá ser concluído no final de 2013”, diz Silva. O segundo, entre Caetité e Barreiras (no Oeste baiano), as obras só não começaram por falta de licença ambiental. “A previsão é de que as obras sejam iniciadas até o final do ano”, diz Silva. O terceiro trecho, de Barreiras a Figueirópolis, ainda está em fase de projeto executivo, devendo sair do papel entre 2013 e 2014.

Em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste baiano, será construído um porto seco para que os grãos do oeste possam seguir pela ferrovia. Esse terminal deve ficar pronto no final de 2014, proporcionando uma economia expressiva no custo do frete para os agricultores da região. Hoje, os produtores gastam cerca de R$ 100,00 para transportar uma tonelada de grãos por rodovia até o litoral baiano. Com a estrada de ferro, o gasto com frete cairá para cerca de R$ 20,00 por tonelada.

A previsão da Valec é de que em meados de 2012 os primeiros trilhos da ferrovia já estejam colocados. Para Neville Barbosa, da Fiol, “trata-se de uma ferrovia sofisticada, de primeiro mundo, do padrão da Norte-Sul e da Estrada de Ferro Carajás, compatível com a malha de carga existente nos Estados Unidos, na Austrália e no Canadá”. Ele observa que haverá uma “mudança de paradigma no modelo operacional do Brasil que é Norte-Sul. Vamos criar um grande potencial no sentido Oeste-Leste”, diz. (R.C.)

A reportagem deixa claro que só o agronegócio não sustenta a ferrovia. A viabilidade econômica passa pela extração mineral, inclusive por jazidas não exploradas no Oeste baiano e Vale do Rio Corrente.

A Bahia escolhe os seus melhores cafés.

O que a Bahia produziu de melhor e mais fino em matéria de café nesta safra será revelado ao público amanhã (28) na cerimônia de premiação do 10º Concurso de Qualidade Cafés da Bahia.

O concurso, promovido pela Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), é considerado uma das mais importantes provas do país no gênero. O evento será realizado no Eco Resort Pousada da Conquista, de Vitória da Conquista, às 19 horas, com a presença de produtores, provadores, apreciadores da bebida e autoridades em geral.

Este ano, participaram 121 amostras, das quais foram selecionadas 40 para a final. Serão premiados os 15 primeiros cafés despolpados e os cafés naturais.

O concurso tem apoio do Sebrae, Ministério da Agricultura, Secretarias da Agricultura, da Indústria e Comércio e Mineração da Bahia, Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), Centro de Comércio do Café da Bahia, Abacafé e Agricafé.

 

Aldo Rebelo é o novo ministro dos Esportes.

O deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi anunciado nesta quinta-feira como o novo ministro do Esporte. Ele substitui Orlando Silva, que pediu demissão ontem, à presidente Dilma Rousseff, por conta das denúncias de irregularidades na pasta. Em poucas palavras aos jornalistas, Aldo disse que vai se inteirar das questões da pasta para depois se pronunciar. A posse, segundo o Planalto, será na próxima segunda-feira.

Aldo chegou por volta das 11h30 ao Palácio da Alvorada, onde se reuniu com Dilma e com o presidente nacional do seu partido, Renato Rabelo. Do Jornal do Brasil.

Aldo Rebelo destacou-se como relator da comissão que estudou, na Câmara Federal, o novo projeto do Código Florestal Brasileiro. Seu relatório foi no mínimo coerente com as reivindicações de milhares de pequenos e grandes produtores agrícolas do País.

São Desidério é o município com maior renda agrícola do País.

O algodão colocou a Bahia em definitivo no cenário nacional da produção agrícola. O Estado passa a ter o principal município brasileiro em receitas no país, desbancando a tradicional posição de Mato Grosso.
Este perde, também, a segunda colocação nacional, que passou para um município de Goiás.
São Desidério, no oeste baiano, obteve R$ 1,1 bilhão de receita no ano passado, de um total de R$ 154 bilhões obtidos no país todo.
Os dados são do IBGE e fazem parte da pesquisa PAM (Produção Agrícola Municipal) e se referem à safra do ano passado. Em 2009, a liderança era de Sorriso (MT).
São Desidério ganhou a primeira posição porque é o maior produtor de algodão do país, sendo responsável por 16% de toda a produção brasileira do produto e por 47% do que é colhido na Bahia.
Como o algodão atingiu preços recordes nos mercados externo e interno, as receitas dos produtores da região aumentaram. O município está bem posicionado, ainda, na produção de milho, detendo a sexta posição nacional. Produz também soja (10ª posição) e feijão (20ª). As informações são de Mauro Zafalon, colunista da Folha, garimpadas pelo nosso ghost writer, João Paulo Sabino de Freitas.

Prorrogado prazo para cadastramento das lavouras de soja.

De 15 de agosto até 15 de outubro último, a Bahia cumpriu o Vazio Sanitário da Soja. O período sem plantio da oleaginosa é uma obrigação legal, e visa quebrar o ciclo de patógenos causadores de doenças nesta cultura, em especial, o fungo responsável pela ‘ferrugem asiática’.

No último dia do Vazio, 15 de outubro, também seria o prazo final para os produtores cadastrarem na Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) as áreas de suas propriedades produtoras de soja para o plantio 2011/12. Entretanto, a implantação do Sistema de Informação Algodão Soja (SIAS), uma novidade nesta safra, levou a Adab a prorrogar a data final de cadastramento, para que os produtores possam ser treinados.

De acordo com Nailton Almeida, da Adab, “o sistema vai unificar as informações sobre as culturas e será um primeiro passo para concretizar a rastreabilidade, que já começa a ser exigida nos protocolos internacionais de comercialização dos produtos”.

Para familiarizar os produtores do Oeste da Bahia com a nova ferramenta, a Adab promoverá, no próximo dia 26 de outubro, na sede da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), em Barreiras, uma capacitação para os produtores.

Já nos dias 25 e 27 será a vez do corpo técnico do órgão passar pelo curso. Neste período será definido o novo prazo final de cadastramento, a partir do qual as fiscalizações da Adab começarão. A exemplo do que acontecia até o ano passado, o cadastro continuará sendo feito no site da Aiba (www.aiba.org.br), onde o sistema está hospedado.

O cadastramento é necessário para garantir ao Estado informações reais  sobre as culturas em seu território. Dentre os dados exigidos, estão: área, cultivares, perspectivas de produtividade, e dados georreferenciados. Essas informações passarão a valer, inclusive, para os programas de incentivo fiscal, como o Proalba, voltado para fomento do algodão.

Ritmo de ascenção nas cotações da soja.

A soja ultrapassa de novo o obstáculo do R$40,00 no mercado do Oeste baiano, depois das altas seguidas de ontem e de hoje. Chegou a ser comercializada a R$41,50 em Luís Eduardo Magalhães.

O dólar está caindo (R$1,73) mas o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, pessimista em relação aos estoques de passagem, foi o combustível das novas altas. Também existe migração de especuladores das bolsas que não param de cair em todo o mundo.

Bahia Farm Show já vendeu 75% dos espaços.

O ano ainda nem acabou e a equipe de vendas da Bahia Farm Show já comercializou o equivalente a 75% da área ocupada em 2011 para a edição 2012 do evento, que acontece de 29 de maio a 02 de junho.

Neste primeiro momento da comercialização dos espaços, a prioridade foi para os expositores “veteranos”. As áreas para novos expositores serão disponibilizadas a partir da segunda quinzena de outubro.

A expectativa dos organizadores é de uma ampliação espacial de aproximadamente 15% em relação à última feira realizada, um crescimento estudado, dentro das possibilidades atuais de infraestrutura no Complexo Bahia Farm Show.

“Temos área para crescer, mas, neste momento, a prioridade foi para investimento em benfeitorias na área existente”, explica Alex Rasia, coordenador da feira e diretor executivo da Aiba. As melhorias previstas incluem asfaltamento de mais 20 mil metros quadrados de ruas no Complexo, o que o deixa com 90% de vias internas asfaltadas. Além disso, está sendo realizado o plantio de mais de 22 mil metros quadrados de grama, com implantação do sistema de irrigação de 65 mil metros quadrados de áreas verdes. A capacidade dos reservatórios de água também cresceu, passando de 90 mil litros para 170 mil litros.

De acordo com o responsável nacional pelas vendas da feira, Pablo Menoppella, quem já era expositor do evento, além de confirmar presença na feira que vem, também pretende ampliar, o que nem sempre é possível. “A cada ano que passa, a feira se consolida e é curioso como se cria uma cultura de localização pré-definida dos estandes, o que facilita a vida de vendedores e compradores. Por isso, tornar um estande maior muitas vezes significa realocar o posicionamento de uma empresa dentro da feira, o que nem sempre interessa aos proponentes”, afirma Menoppella.

Lídice da Mata quer mudar parâmetros de resgates ao FNE.

A senadora baiana Lídice da Mata (PSB) quer alterar uma lei instituída em junho de 2010, “para modificar os parâmetros de renegociação das dívidas oriundas de operações de crédito rural lastreadas em recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE)”. 
Lídice quer oferecer mais tempo para a regularização das dívidas rurais e ampliar os limites de saldo devedor utilizados como teto para enquadramento, de forma a possibilitar a um maior número de produtores os benefícios da renegociação.

“Apesar das reiteradas renegociações de dívidas rurais autorizadas pelo Governo Federal nos últimos anos, permanece elevada a dificuldade dos produtores rurais nordestinos para liquidar suas obrigações financeiras junto à rede de financiamentos”, escreve a senadora.

 A parlamentar também criticou a demora no fechamento dos contratos: “quanto à burocracia e à leniência nas formalizações dos contratos junto à rede bancária, esperamos providências no âmbito de atuação do Poder Executivo Federal”.

Acesse o documento: http://legis.senado.gov.br/mate-pdf/97552.pdf 

É de Correntina o recordista de produção de soja do Brasil.

Roberto é o primeiro à esquerda

O agricultor Roberto Pelizzaro, de Correntina, foi anunciado ontem, em evento realizado no Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães, o “melhor produtor de soja do Brasil”. Na safra deste ano, Pelizzaro fechou média de 100,69 sacas de soja por hectare, sem auxílio de irrigação.

No ano passado o recordista de produção foi Leandro Ricci, de Mamborê-PR (108,4 sacas/ha), enquanto o recordista mundial é Kip Cullers de Missouri-EUA (174 sacas/ha). O produtor americano usa irrigação pelo sistema de pivot central.

A distinção é concedida pela Oscip Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB). Segundo representantes da CESB, estão entre as características dos recordistas as seguintes estratégias:

1. Buscar intensamente suporte técnico e informações através de órgãos de pesquisa e/ou agrônomos experientes;

2. Utilizar um programa de adubação robusto e ajustado para seu manejo;

3. Testar e selecionar as variedades mais produtivas para sua região e adaptadas para a população desejada;

4. Sistema de plantio adensado (500 a 600 mil plantas/ha): linhas duplas (EUA) ou plantio cruzado (BR);

5. Aplicar defensivos eficientes e sempre de maneira preventiva;

6. Monitoramento intenso na área;

7. Utilização de máquinas e equipamentos calibrados e regulados;

8. Escolha de regiões com solo com boa fertilidade e estruturação;

9. Contar com clima favorável (temperatura e pluviosidade)

10. Muita determinação e inovação.

O CESB é uma entidade sem fins lucrativos formada por profissionais e pesquisadores de diversas áreas, que se uniram para trabalhar estrategicamente e utilizar os conhecimentos adquiridos nas suas respectivas carreiras em prol da sojicultura nacional.

O CESB é qualificado como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), nos termos da Lei n° 9.790, de 23 de março de 1999, conforme decisão proferida pelo Ministério da Justiça, publicada no Diário Oficial da União de 04 de dezembro de 2009.

Novembro: concurso de vinhos quer levar produtos de todo o País para o RS.

Santana do Livramento (RS) é a sede do Concurso Nacional de Vinhos Finos e Destilados do Brasil 2011, de 12 a 16 de novembro. Empresas de todas as regiões do país podem inscrever seus produtos até 15 de outubro.

Estão abertas as inscrições para o Concurso Nacional de Vinhos Finos e Destilados do Brasil (CMB-BR), que será realizado este ano na cidade de Santana do Livramento (RS), na Campanha Gaúcha, de 12 a 16 de novembro. As empresas brasileiras, de todas as regiões do país, podem inscrever seus vinhos (tranquilos, espumantes, de sobremesa e fortificados) e destilados, exclusivamente elaborados dentro do território nacional. As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de outubro e as amostras para o Concurso devem ser enviadas até 25 de outubro. Continue Lendo “Novembro: concurso de vinhos quer levar produtos de todo o País para o RS.”

Pelas previsões para safra 2011/2012, ano pode ter novo recorde de produção.

Apesar de o primeiro levantamento da safra de grãos 2011/2012, entre 157 milhões e 160,5 milhões de toneladas, ter apresentado uma estimativa de queda de produção em relação ao ciclo passado, há uma possibilidade considerável de que se bata este ano, pela terceira vez consecutiva, mais um recorde. De acordo com projeção divulgada hoje (6), a produção na safra 2011/2012 deve ser entre 1,5% e 3,7% menor do que a do ciclo anterior.

Segundo o diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sílvio Porto, a pesquisa é baseada em uma metodologia “mais conservadora”, que leva em conta a média de produtividade dos últimos cinco anos.

“Esse conservadorismo nos traz mais segurança”, disse Porto após explicar que a previsão do tempo para os próximos três meses é favorável, mas não pode ser levada em conta como algo preciso. Caso a tendência de estiagem para a Região Sul, considerada no estudo, não se efetive, por exemplo, a produção aumentará. O diretor da Conab ressaltou que o fator mais importante a ser considerado nesta primeira estimativa é a expectativa para a área a ser plantada, que é maior do que na safra passada.

Outros fatores que podem influir no aumento da produção são alguns indicadores trazidos pela indústria. A Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) estima que sejam comercializados este ano 26,5 milhões de toneladas de fertilizantes, superando em 7,7% o recorde atual, conquistado em 2007, de 24,6 milhões de toneladas.

Segundo alguns especialistas do setor, com a boa renda conquistada na safra passada, os produtores decidiram aplicar no próximo plantio todo o “pacote tecnológico”, que inclui fertilizantes e defensivos, e anteciparam as compras, escapando, em sua maioria, da alta do dólar e da elevação dos preços de insumos verificados neste momento.

Outro dado que demonstra o aumento dos investimentos feitos pelos produtores é o número de tratores e colheitadeiras entregues pela indústria. Em 2011, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) estima que 66 mil máquinas serão vendidas. Se confirmado ao final do ano, também será um novo recorde, superando os 64.673 tratores e colheitadeiras entregues em 2010, que passaram em mais de 10 mil unidades o resultado de 2009. De Danilo Macedo e Juliana Andrade, da Agência Brasil.

Câmara Federal quer proibir pulverização aérea com 2,4-D.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta terça-feira novas regras para a aplicação de agrotóxicos por aeronaves. De acordo com a proposta (PL 740/03) do deputado Dr. Rosinha (PT-PR), os agrotóxicos só poderão ser aplicados por via aérea se o desvio do produto para áreas próximas não causar perda ou dano a plantações, a animais terrestres ou aquáticos, a áreas de proteção ambiental ou de preservação permanente, e à saúde da população.
O projeto também proíbe a aplicação aérea de agrotóxicos que tenham em sua composição química o ácido 2,4-D(diclorofenoxiacético). Segundo Dr. Rosinha, há indícios de que o produto seja cancerígeno. Esse foi o ponto mais debatido na comissão, uma vez que o produto é usado em grandes áreas de plantio, principalmente em soja. “Em nosso estado, a aplicação do 2,4-D garante o plantio econômico de soja, e muitos agricultores seriam prejudicados com a proibição, porque a pulverização por avião é muito mais barata que por trator. Com a tecnologia atual, há controle total”, contra-argumentou o deputado Nelson Marchezan Junior (PSDB-RS).

Soja cai em todas as posições.

Soja cai em todas os vencimentos na Bolsa de Chicago. Em poucos dias caiu de US$14,50 o bushel para 11,68. No mercado interno ainda é sustentado pela alta do dólar, que hoje bateu em R$1,89. Na pauta da volatilidade, os sustos repetidos com a economia européia. Em Luís Eduardo faturou-se hoje a R$42,00 a saca de 60 k.

Soja tem uma semana de perdas e volatilidade.

Os grãos terminaram o mês de setembro despencando na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira. Os preços da soja, do milho e do trigo fecharam o mês acumulando sérias perdas e perdendo importantes patamares. O mercado marcou mais um dia de liquidação de fundos em um momento de final de mês, final de trimestres e cenário macroeconômico bastante complicado e incerto. 

A soja encerrou as negociações com baixas de mais de 50 pontos nesta sexta-feira sentindo o peso das incertezas sobre o futuro da economia global. Os investidores estão resgatando dinheiro dos fundos e, em função disso, saindo de suas posições, favorecendo ainda mais o movimento de queda dos preços. 

Em Luís Eduardo Magalhães os preços do mercado a termo oscilaram entre 42,50 e 43,80 reais a saca.

Produtores de semente de LEM criam associação.

Representantes dos produtores de sementes de soja do Estado da Bahia formalizaram, em assembleia realizada na manhã da sexta-feira, 23, na Sala Vieira de Mello no Hotel Saint Louis em Luís Eduardo Magalhães, a criação da Associação dos Produtores de Sementes da Bahia (APROSEM-BA). A associação tem por finalidade organizar e dinamizar o setor, além de garantir filiação junto à associação brasileira (ABRASEM).

“Inicialmente, a associação esta constituída por produtores de sementes de soja, mas nosso objetivo é agregar todo o sementeiro interessado, desde que esteja legalmente habilitado no Ministério da Agricultura, independente de onde esteja localizado”, esclarece Celito Missio, primeiro Diretor Presidente eleito pela associação.

Segundo Missio, está aberta a participação de produtores de sementes provenientes de outras culturas, como milho, algodão e forrageiras, as quais formam a base da cadeia produtiva de sementes na região oeste. Até 30 de dezembro o produtor de sementes que se associar será considerado sócio fundador da Aprosem-BA.

A Bahia exporta, hoje, sementes de soja para cinco estados da federação: Mato Grosso, Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará, além de atender a maior parte da demanda interna deste insumo. Por esta razão, umas das metas da Aprosem-BA, em curto e médio prazos é a implantação e credenciamento de um laboratório de análises de sementes no município. “Hoje, a maior parte das sementes produzidas na região são analisadas em outros estados”, explica Celito

Em todo oeste baiano existe atualmente apenas um laboratório credenciado junto ao Mapa para fazer esse serviço. “Toda semente, além de passar pelo controle interno de qualidade, precisa ser analisada por um laboratório credenciado antes de ser comercializada”, completa. No momento, a Aprosem-BA esta a procura de um imóvel em Luís Eduardo Magalhães para servir de sede para a associação. De Anton Roos.

Frotistas reclamam da iniciativa da Bunge de nomear apenas um posto para abastecimento.

Estima-se que 1.000 caminhões carreguem e abasteçam diariamente em Luís Eduardo Magalhães, retirando mercadoria para mercados nacionais e internacionais. No pico da safra esta quantidade aumenta.

Frotistas de caminhões pesados, autônomos e associações de caminhoneiros estiveram reunidos no início desta semana, em Luís Eduardo Magalhães, com o intuito de resolver um grave problema criado pela Bunge Alimentos, a maior contratadora de fretes de longo curso na região, já que a sua indústria de esmagamento é a maior do País – 1,05 milhão de toneladas/ano. Segundo os frotistas e empresários contatados, a Empresa rescindiu contrato com duas grandes empresas fornecedoras de combustível, que acatavam as cartas-frete, firmando contrato com uma única rede de postos.

Preços e perdas.

O primeiro problema é o preço: acostumados a pagar R$1,90 e, em alguns postos do trecho Luís Eduardo-Aratu, até R$1,86, os frotistas estão obrigados a abastecer na rede de Postos Brasil por R$1,999 ou R$2,00, já que não existe a divisão milesimal do Real. Os frotistas não querem identificar-se, apesar de prestar todas as informações, porque temem perder os contratos de frete com a Bunge. Mas segundo vários repetiram, o cálculo é simples: se um caminhão tipo bi-trem gasta 1.000 litros para ir e voltar ao porto de Aratu e faz no mínimo seis viagens por mês, gasta seis mil litros. Se abastecer por um preço de R$0,16 menor, economiza R$960,00 por mês. Parece pouco, mas isso multiplicado por 800 caminhões e por 7 meses onde ocorre o pico da exportação, isso significaria uma perda de R$5.376.000,00 por parte do conjunto de frotistas.

Cheque Troco

As cartas-frete distribuídas ao caminhoneiros eram, antes da decisão da Bunge, trocadas nos postos de Luís Eduardo pelo abastecimento, cheques-troco e até dinheiro, caso em que os motoristas comissionados já retiravam os 10% de sua comissão para atendimento de suas necessidades pessoais, como alimentação durante a viagem, por exemplo. Isso gerou outro problema: o Posto Porto Brasil parece não ter suporte financeiro para devolver as importâncias não gastas em cheques-troco ou dinheiro e está distribuindo vales-abastecimento para que o motorista abasteça novamente nos postos localizados na vila Cerradão, Barreiras e Feira de Santana(Santo Estevão).

Esta semana um frotista ordenou ao motorista que procurava receber, sem sucesso, o cheque-troco, depois de abastecer, com o caminhão ainda estacionado em frente às bombas: “Não tem o cheque? Feche o caminhão e vá para casa almoçar.”

Estrutura física

Outro problema apontado pelos motoristas e frotistas é de o Posto Porto Brasil não tem estrutura física para o abastecimento e estacionamento dos caminhões. A espera pelo abastecimento e pelo acerto financeiro tem demorado até 3 horas e, enquanto isso, os motoristas não tem onde estacionar, já que no local funcionam diversas empresas agenciadoras de carga e que motoristas a espera de frete para outros destinos também ficam por lá esperando a oportunidade de pegar uma ordem de carregamento ou fazer seus acertos financeiros.

Tipificação jurídica

O advogado de uma das empresas frotistas, que também pediu para não ser identificado, afirma, que além do óbvio abuso de poder econômico, a iniciativa da Bunge e do posto contratado poderia ser caracterizada como cartel e monopólio, sem prejuízo de outras implicações cíveis e criminais.

As afirmações da empresa

Na quarta-feira desta semana, após ouvir os frotistas, procuramos a gerente de Logística da Bunge Alimentos, Patrícia Dallagnol, que negou-se a nos receber, mas fornecendo, no entanto, um endereço de email, para que as questões levantadas por este semanário fossem respondidas.

Ainda na tarde do mesmo dia recebemos um telefonema de Carolina Avellar, da assessoria de imprensa da Bunge, em São Paulo, afirmando que a Empresa faria uma nota de esclarecimento sobre os fatos alegados pelos transportadores. Essa nota foi encaminhada somente nesta sexta-feira, às 19h08m, a qual reproduzimos a seguir:

“Com o objetivo de aprimorar o atendimento aos transportadores e otimizar o número de postos de abastecimento conveniados nas diversas vias logísticas onde atua, a Bunge informa que, desde 2010, vem implantando, em âmbito nacional, um novo modelo de operação logística. Este modelo teve início no estado do Mato Grosso, passando por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e, mais recentemente, na Bahia. 
Antes mesmo de adotar o novo modelo, a empresa realizou um processo minucioso de avaliação de estabelecimentos, por meio de uma consultoria especializada, em cada um dos locais de atuação. Os estabelecimentos passaram por concorrência, cujo resultado levou à definição de postos de abastecimento para atendimento, tanto no ponto de embarque quanto no ponto de retorno, com base em diversos fatores, tais como:

Estrutura adequada para estocagem de combustível

Estrutura adequada para recebimento de veículos

Compatibilidade de preço, de acordo com pesquisas públicas, divulgadas periodicamente pela ANP (Agência Nacional do Petróleo).

Como alternativa ao abastecimento no posto indicado pela empresa, o transportador pode solicitar formalmente à Bunge que seja feito um depósito em conta corrente para receber o valor do frete contratado. É importante destacar que a Bunge firmou contrato com os postos indicados para abastecimento, estabelecendo prazo para a prestação de serviços e contemplando regras a serem cumpridas, obrigatoriamente. Caso qualquer estabelecimento não atenda às necessidades previstas em contrato, este poderá ser rescindido e o estabelecimento descredenciado. Atualmente, o posto que realiza o abastecimento em Luís Eduardo Magalhães/BA possui contrato com duração de um ano.”

Soja cresce na Argentina. Aqui, temos ONGs e ambientalistas segurando a produção.

A produção de soja na Argentina deverá crescer 60% até 2020. A projeção do governo local, mesmo considerada muito ambiciosa pelo próprio segmento produtivo, estima que neste período o volume produzido passe dos atuais 50 milhões de toneladas para 80 milhões. Até o final desta década, a expectativa é de que a produção agrícola totalize mais de 150 milhões, ante aos atuais 82 milhões entre soja, milho e trigo.
Fôlego para sustentar a meta eles têm, como destaca o gerente da Nideira Semilla – a maior sementeira da Argentina e que também atua como trading – Gabriel Pierre. Ele lembra que em 1992, por exemplo, a produção de soja era de cerca de 10 milhões de toneladas avançando em quase uma década para 50 milhões.
No ranking mundial de produção, os Estados Unidos lideram com 83,9 milhões de toneladas, seguido do Brasil com 75 milhões e da Argentina. No entanto, apenas os dois últimos têm condições de expandir a área agrícola.
Na Argentina, a região no entorno de Rosário, na província de Santa Fé, é a maior produtora e exportadora do grão, porém, a produção começa a ganhar terras mais ao norte de Santa Fé, tendo na região do Chaco, uma nova fronteira. Movimentação essa já em curso no Brasil, com a ocupação de hectares na região batizada como Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). De Marianna Peres, do Diário de Cuiabá.

Este é o principal motivo da atuação das ONGs exóticas no Brasil: o domínio do mercado de proteína vegetal no mundo. Por detrás do conservacionismo bem intencionado existe uma cortina de fumaça criada pelos grandes players do mercado.

Ministro da Integração Nacional traz boas notícias para Luís Eduardo.

“Este é o município que todos queriam ter, com crescimento acelerado e grande desenvolvimento”. Assim o prefeito Humberto Santa Cruz definiu, nesta sexta-feira,   Luís Eduardo Magalhães, ao receber, junto com seu secretariado e autoridades da cidade, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. O Ministro mostrou entusiasmo com o crescimento de Luís Eduardo e comparou à cidade de Petrolina, onde foi prefeito por 3 mandatos:

-Vemos uma Luís Eduardo que vai triplicar sua população em 15 anos. Petrolina multiplicou por cinco seus habitantes também num espaço curto de tempo, 20 anos. Durante seu discurso, Bezerra Coelho disse ainda que o Ministério está concluindo um investimento em saneamento no valor de R$29 milhões na cidade, através da CODEVASF, o que significa hoje 50% da área.

“Vamos investir mais R$26 milhões para completarmos a obra, que já está com pré-projeto aprovado”. O Ministro veio a Luís Eduardo para afirmar que em breve a cidade ganhará também o reivindicado projeto de macro e micro-drenagem, que incluiu as obras de proteção das nascentes do Rio dos Cachorros, canalização, asfaltamento e inclusive a construção do Parque da Cidade, com mais de 200 hectares: “Vamos ter a resposta ainda este ano deste projeto. O Parque da Cidade deverá ser incluso no programa Federal de “Parques Fluviais”.

Humberto mostra ao Ministro, na foto aérea, os limites do bairro Santa Cruz, onde o Governo Federal está investindo R$21 milhões em melhorias urbanas.

Bezerra Coelho confirmou também a liberação da primeira parcela de R$600 mil dos R$2 milhões previstos para saneamento no bairro Santa Cruz, que vem somar-se aos R$4 milhões do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social – FNHIS 1 e 14 milhões do FNHIS 2, do Ministério das Cidades, todos para urbanização do bairro mais populoso da cidade.

Crédito para a lavoura

O Ministro citou também a preocupação dos agricultores com a política de crédito do Governo Federal, objeto da visita de representantes do agronegócio, liderados por Humberto, nesta quarta-feira em Brasília. Ele afirmou:

O Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) tem sido um dos pilares do desenvolvimento do agronegócio. Vamos encontrar uma solução para elevar o plantio de 1,8 milhão de hectares, para 3 milhões de hectares , uma longa avenida a percorrer. Temos que desenhar um programa de custeio agrícola para o Oeste da Bahia. Só hoje, sobrevoando a região consegui delinear a força do agronegócio nesta região.

A expansão da irrigação na região foi outro assunto destacado pelo Ministro: “O crescimento da irrigação privada no Nordeste tem que vir acompanhado de ações do Governo, na construção de facilidades e infraestrutura e na obtenção de tarifas competitivas de eletricidade”

O Ministro fez questão de ressaltar que Humberto Santa Cruz terá sempre um amigo no Governo Federal: “Queremos o crescimento harmonioso, com desenvolvimento social e sustentabilidade ambiental”.

Humberto entrega ao Ministro ofício com as principais reivindicações do Município.

Acompanharam o Ministro na visita, o presidente da CODEVASF, Clementino Coelho, e Guilherme Almeida, diretor do Projeto de Revitalização do São Francisco, órgão desta empresa estatal.

Na breve reunião realizada num dos salões do Hotel Saint-Louis, estiveram presentes o secretariado de Humberto, autoridades do Município, a vice-prefeita de Barreiras, Regina Figueiredo e o secretário de Indústria e Comércio, Rodrigo Ferreira  presidente do PSB – Partido Socialista Brasileiro no Município, agremiação à qual o Ministro visitante é filiado.

Depois da visita à cidade, Bezerra Coelho, dirigiu-se, a bordo de um helicóptero, em companhia de Humberto, para a Fazenda Acalanto, de Walter Horita, onde almoçou. Mais tarde, visitou a planta industrial da Sykué Bioenergya, no município de São Desidério. A geração de energia da empresa é realizada pela queima biomassa obtida do plantio de capim elefante. Na volta dessa visita, o Ministro sobrevoou também o distrito de Roda Velha.

O projeto de micro e macro drenagem de Luís Eduardo, com a criação do Parque da Cidade, com mais de 200 hectares, deve ser a obra mais importante do Ministério da Infraestrutura no Município.

Humberto faz explanação do que está sendo feito e as metas que o Município deve cumprir para enfrentar o crescimento acelerado.

Regina Figueiredo conversa com o Ministro após a reunião do Hotel Saint Louis

Agricultores reivindicam manutenção dos percentuais de repasse do fundo constitucional do Nordeste

Agronegócio e agroindústria precisam da manutenção dos níveis de investimento

Os produtores rurais do Oeste da Bahia, representados pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), reuniram-se ontem (14) com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, em Brasília para tratar das mudanças relativas à concessão de crédito para grandes empresas e produtores pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

Os agricultores do cerrado baiano defenderam junto ao ministro a manutenção da taxa de aplicação dos 35% dos recursos e a equiparação da classificação de porte do FNE à adotada pelo BNDES, pela qual muitas empresas hoje categorizadas como Grandes, seriam reposicionadas como médias e pequenas.

O ministro sinalizou com a possibilidade desta equiparação em curto prazo, e endossou o pleito dos produtores para que fosse criado um programa específico para financiar o custeio agrícola do cerrado.

Na ocasião, a Aiba apresentou ao ministro da Integração Nacional o trabalho de Responsabilidade Social desenvolvido em parceria pela Associação e o Banco do Nordeste, o Fundo para o Desenvolvimento Integrado e Sustentável da Bahia – Fundesis, e também convidou o ministro para conhecer a região, seu desenvolvimento agrícola, social e ambiental.

Participaram da reunião o presidente da Aiba, Walter Horita, o vice, Sérgio Pitt, o presidente do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio Algodão, Ademar Marçal, o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz, além do staff técnico do Ministério e da Aiba.

De acordo com Fernando Bezerra Coelho, a reclassificação das categorias de porte do FNE pelos parâmetros do BNDES, e o direcionamento das operações de grandes empresas, como as automotivas, as petroquímicas, as eólicas, dentre outras, para o BNDES, vão desonerar o FNE, ampliando o acesso das mini/micro, pequenas e médias empresas e produtores a este fundo. “Assim, vamos orientar o crédito para o empreendedor local”, explicou o ministro, que concordou com a argumentação da Aiba de que é necessária a criação de um programa de financiamento do cerrado do Nordeste com funding liderado pelo BNB.

“O momento é oportuno, as commodities estão em alta, a demanda por alimentos cresce no mundo e o agricultor do cerrado tem capacidade e tecnologia para investir e crescer, no sentido de atender a esta demanda”, argumentou o presidente da Aiba, Walter Horita. Continue Lendo “Agricultores reivindicam manutenção dos percentuais de repasse do fundo constitucional do Nordeste”

Agricultores do Oeste baiano vão a Brasília para tentar manter financiamento de custeio da lavoura.

O agronegócio do Oeste da Bahia, e de uma parte considerável do cerrado do Nordeste brasileiro, corre o risco de ver contingenciada a maior fonte de custeio da atividade agrícola regional, os recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, o FNE.

O Fundo é responsável hoje por aproximadamente 50% do custeio bancário, operado pelo Banco do Nordeste. A mudança atende à orientação do Governo Federal para aumentar o percentual de recursos do orçamento do FNE para atender aos mini, micro e pequenos produtores/empresas, em detrimento dos grandes.

Preocupados com a situação, os produtores do cerrado baiano, um dos maiores e mais importantes pólos de produção de alimentos e fibras do país, tentam reverter o quadro.

Fernando Bezerra Coelho vai receber produtores pela manutenção do percentual de financiamento. Foto de Roberto Pereira.

Na quarta-feira (14), eles se reúnem em Brasília com o Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, para expor o problema. O encontro acontece na véspera da reunião do Conselho Deliberativo da Sudene – Condel, em Recife, tendo na ordem do dia a homologação das alterações.

A mudança proposta para aprovação pelo Condel visa a reduzir o percentual de 35% do orçamento do FNE, originalmente destinado a grandes empresas e produtores, para 20%.  O orçamento do FNE para 2011 é de 10 bilhões. Esta mudança reduzirá R$1,5 bilhão dos recursos destinados a grandes empresas e produtores.

Os produtores baianos defendem a manutenção dos atuais 35%, além da mudança nos parâmetros de classificação por porte, seguindo a regra adotada pelo BNDES.

No dia 6 de setembro, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) reuniu em sua sede em Barreiras representantes da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro), Sindicato dos Produtores de Luís Eduardo Magalhães, Sindicato dos Produtores de Barreiras, Associação dos Produtores de Café do Oeste da Bahia (Abacafé), Acrioeste, Assomiba e Fundação Bahia para discutir a situação com o superintendente estadual do Banco do Nordeste do Brasil – BNB, Nilo Meira Filho, e os gerentes das agências de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e Correntina.

De acordo o vice-presidente da Aiba, Sérgio Pitt, mudar a distribuição dos recursos do FNE não é suficiente para tornar os mini, micro e pequenos empresários e produtores mais competitivos. “É preciso rever a forma de aplicação desses recursos e capacitar os mini, micro e pequenos a utilizar o crédito a que têm direito. Só na Bahia, estão disponíveis e ociosos mais de R$500 milhões alocados para este público. Por outro lado, mantidos os 35% para a agricultura empresarial, esta continuará transformado estes recursos em desenvolvimento econômico e social, com a criação de novos postos de trabalho, distribuindo renda, e principalmente, tornando o Nordeste auto-sustentável na produção agrícola”, afirmou. O BNB é responsável pela aplicação de mais de 65% dos recursos do PRONAF no Nordeste.

O presidente da Aiba, Walter Horita, ressalta que a performance dos produtores do Oeste confirma os princípios do FNE. “O Fundo tem como principal objetivo desenvolver a região Nordeste do país e é isto o que estamos fazendo. Transformamos uma região desacreditada em uma referência mundial no cultivo agrícola, que hoje ocupa o posto de segundo maior produtor de algodão brasileiro, um dos maiores produtores de soja, e está na liderança mundial da produtividade em suas três principais culturas, soja, milho e algodão. Frear esse desenvolvimento é um contra- senso”, disse Horita. 

Plantio direto em solos arenosos é tema de palestras.

Dia 14 de setembro, quarta-feira, acontece reunião técnica promovida pela Agrolem, com o tema “Manejo da Fertilidade em Solos Arenosos sob Plantio Direto”. A programação é a seguinte:

8:30 – abertura Vinicius Benites, Embrapa Solos, coordenador projeto Aduba Brasil

8:45- Dr Alexey Naumov – apresentação institucional IPI (Instituto Internacional do Potássio)

9:05 – Dr Valter Casarin – apresentação institucional IPNI

9:25 – Dra Ana Turetta – Mapeamento e sensoriamento

9:55 – Coffee Break

10:10 – Dr. José Carlos Polidoro – resultados dos experimentos em LEM

10:40 – Ingbert Dowich – resultados práticos dos experimentos em LEM

11:10 – Dra Maria Conceição Carvalho – Manejo da fertilidade em algodão

11:40 – Mesa redonda para discussão até as 12:30 (Dr. Vinicius Benites)

12:30 – Distribuição de brindes para os produtores (Camisas da Rede FertBrasil)

 

Expointer vende tanto quanto a Bahia Farm Show.

No final da tarde desta quinta-feira (1), o Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos no Rio Grande do Sul (Simers) anunciou que, até o sexto dia de vendas de máquinas e implementos agrícolas, na Expointer, o valor contabilizado por quatro bancos e pelas vendas à vista efetuadas pela indústria alcançou o terceiro melhor resultado da história.  Dados coletados por agentes financeiros ligados a instituição apontam que as vendas de maquinários agrícola já contabilizam mais de R$ 405,1 milhões.

O número anunciado dá uma idéia da importância da nossa Bahia Farm Show, que faturou também acima de 400 milhões este ano. A Expointer é uma feira tradicional, está na sua 34ª edição, com presença de expositores internacionais e considerada a maior da América do Sul. O faturamento da Agrishow 2011 – não temos os números exatos – deve ser em torno de 1,5 bilhão de reais.

APP 100% Legal é lançada para recuperar margens de rios e lagos.

Humberto discursa: cada um tem que assumir suas responsabilidades.

Prefeitura Municipal, Instituto Lina Galvani, a ONG Conservação Internacional e a Monsanto reuniram, ontem, na sede do Sindicato Rural de Luís Eduardo, mais de duas centenas de pessoas, entre ambientalistas, dirigentes do agronegócio e imprensa, para o lançamento  da campanha “LEM APP 100% Legal”. A ação pretende recuperar com árvores nativas mais de 2.000 hectares de áreas de preservação permanente, aquelas que estão situadas às margens dos rios, lagos e lagoas, bem como em terrenos com mais de 30% de declividade.

O grande avanço do agronegócio nos anos 90 comprometeu parte das APPs e agora os próprios produtores se conscientizaram da necessidade de recuperar essas áreas degradadas. A iniciativa conta ainda com o apoio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), do Sindicato dos Produtores Rurais de LEM e da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

“É preciso definir onde é mais importante preservar, de modo que cada ente envolvido assuma sua parcela de responsabilidade”, afirmou o Prefeito Humberto Santa Cruz.

Fernanda destacou sustentabilidade social da ação, empregando brejeiros como coletores de sementes.

A secretária de Meio Ambiente Fernanda Aguiar também ressaltou que é mais fácil fazer a gestão ambiental rural do que a urbana. “LEM atingirá 100% da campanha, porque este é um desafio que será enfrentado de forma conjunta”, reforçou.

Elogiando a visão moderna do Governo Municipal de LEM, o secretário de Meio Ambiente do Estado da Bahia, Eugênio Spengler, relembrou a importância de se ter o compromisso com a gestão ambiental. “É possível assegurar o desenvolvimento econômico, garantindo também a qualidade do meio ambiente, neste sentido o planejamento é fundamental para se buscar limites e chegar ao equilíbrio”, explicou.

Também participaram o diretor do Programa Cerrado Pantanal da Conservação Internacional, Valmir Ortega, o gerente de Sustentabilidade da Monsanto, Guilherme Carvalho, a coordenadora do Parque Fioravanti Galvani, Mariângela Pinho, o vice-presidente da AIBA – Sérgio Pitt e o vice-presidente do Sindicato dos Produtores Rurais, Marcelino Kuhnen. 

Secretário do Meio Ambiente destacou importância da iniciativa.

Na primeira etapa, será feito o diagnóstico e o monitoramento das APPs para identificar quais as áreas encontram-se degradadas no município. A partir do diagnóstico inicial, será fornecido apoio aos produtores que, voluntariamente, queiram aderir à campanha e assumir a responsabilidade de recuperar suas áreas degradadas.

De acordo com o secretário Eugênio Spengler, a campanha é positiva e pode se tornar referência. “Serão garantidas políticas de conservação voltadas para quantidade e qualidade dos recursos hídricos, a iniciativa aponta para um processo de mobilização e educação de dos produtores rurais, que serão chamados a manter conservadas as Áreas de Preservação Permanente (APP) existentes e também pode servir como um modelo a ser replicado para todos os municípios baianos”, disse.

Destruição de soqueira do algodão tem novo prazo.

A Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) prorrogou em caráter excepcional, de 31 de agosto para 30 de setembro, o prazo para que seja feito o arranquio das soqueiras de algodão da safra 2010/11. A decisão publicada através da Portaria Nº 242/2011 atende solicitação da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). 
Todo esse cuidado tem justificativa: evitar a proliferação das pragas do algodoeiro, em especial do bicudo, principal inimigo do cotonicultor. A soqueira do algodão deve ser eliminada imediatamente após a colheita para evitar que o bicudo se reproduza e provoque danos à lavoura na safra seguinte. O produtor que não realizar o arranquio em sua propriedade está sujeito as sanções previstas pela Legislação Fitossanitária do algodoeiro. 

O bicudo chegou em 1983 ao Brasil e já causou muitos prejuízos à lavoura.

Embora, na safra 2010/11 tenha havido uma diminuição no nível de infestação da praga no comparativo com período anterior, o coordenador do Programa de Monitoramento do Bicudo da Abapa, José Lima Barros, reforça a necessidade do cumprimento da limite para o arranquio. “Se as soqueiras forem destruídas corretamente, você estará se prevenindo contra a praga”, explica. Barros lembra que na safra 2009/2010 com 60 a 70 dias após a emergência a cultura já apresentava ataque do bicudo. Na safra 2010/11 a infestação inicial passou para 110 a 130 dias após emergência da cultura. 

Balança comercial de Luís Eduardo em julho foi a melhor da história.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) indicam que julho de 2011 foi o melhor mês para as exportações de Luís Eduardo Magalhães desde 2010. Mais de US$ 118 milhões em produtos de LEM foram exportados. 
 Para que tenhamos uma noção do que isso representa, basta dizer que, durante todo ano de 2002, apenas US$ 111 milhões foram exportados. Logo, no mês de julho de 2011, mais produtos foram enviados ao exterior do que durante todo ano de 2002.

 Veja outros dados:

– Quase metade (43%) dos produtos de LEM foram vendidos para a Alemanha. China (23%), Turquia (7%) e Portugal (5%), completam a lista dos cinco principais parceiros comerciais. 
– 88% do total exportado é de soja e derivados. Quase 10% da exportação é de mamão papaia. 
– Os cloretos de potássio são os produtos mais importados por LEM, respondendo por 49% das importações.
– Quase metade (49%) dos produtos importados por LEM vêm de Belarus.

Algodão do Sudoeste é estratégico para a Bahia, diz ABAPA.

Na década de 1980 a Região Sudoeste da Bahia possuía 250 mil hectares de área cultivada com algodão, o que gerava aproximadamente 220 mil empregos, entre diretos e indiretos. A instabilidade das chuvas e o descuido no manejo das lavouras e combate as pragas do algodoeiro fizeram com que houvesse um declínio na produção da pluma. Hoje, quase 30 anos depois, a região formada, principalmente pelos municípios de Guanambi e que integram o Vale do Iuiú, inicia sua retomada na produção de um algodão de qualidade e economicamente sustentável.

Em pronunciamento feito durante o II Seminário do Vale do Iuiú, na quarta-feira, 17, na Câmara de Vereadores do município de Guanambi, a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Isabel da Cunha, disse que a região é hoje, “estratégica” para o desenvolvimento da cotonicultura baiana.

“Embora a região oeste detenha a maior concentração da produção é aqui que a maior parte dos empregos são gerados. Dos mais de 30 mil empregos que a cultura do algodão proporciona atualmente em toda Bahia, pelo menos 18 mil saem das áreas de plantio localizadas nas cidades que formam o Vale do Iuiú”, comentou Isabel. A principal diferença, segundo a presidente, é que no Sudoeste cerca de 60% da mão de obra é proveniente da agricultura familiar.

Considerando que atualmente, cerca de 80% da produção mundial de algodão seja proveniente da agricultura familiar, a presidente da Abapa, fez questão de deixar claro que a associação acredita na viabilidade da pequena propriedade para a cotonicultura. “Tanto nós da Abapa, quanto o Governo do Estado, através da Adab e do Ebda acreditam no potencial da região sudoeste para o plantio do algodão”, comentou Isabel, reforçando que a Abapa está do lado do pequeno produtor para auxiliá-lo nas diferentes etapas da produção: preparo, colheita e, se preciso for, até mesmo na comercialização

Câmara Setorial do Algodão realiza encontro em Guanambi

A Câmara Setorial do Algodão reuniu-se no plenário da Câmara de Vereadores de Guanambi, na quarta-feira, 17 de agosto, para a discussão de questões como o controle do bicudo na entre safra, utilização de tubos mata bicudo, legislação fitossanitária para o Sudoeste, a utilização de novas variedades de algodão no Sudoeste, e a erradicação de soqueira, além de alternativas para a tecnificação da cultura na região.
A reunião foi coordenada pelo secretário executivo da Câmara Setorial, Celito Breda, e contou com a presença da presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Isabel da Cunha, do Fundeagro, Ademar Marçal, do Secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, produtores da região Sudoeste, e representantes da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).
Hoje a área plantada no Vale do Iuiú é de 32,2 mil hectares, gerando cerca de 18 mil empregos na época da colheita. De acordo com Celito Breda, secretário executivo da Câmara Setorial do Algodão, “diante do potencial do vale, a área ainda é pequena, mas em relação à safra 2009/2010, que teve 13,6 mil hectares plantados, crescemos em um ano 136%”.
“O Sudoeste já foi responsável pela produção do algodão do Estado e nós estamos trabalhando para que a cultura retome o desenvolvimento nesta região, com sustentabilidade”, disse o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles.
Outro tema abordado durante a reunião foi a necessidade em se disponibilizar sementes de cultivares de algodão para os produtores da região. A exemplo do que ocorreu na safra 2010/11, para a safra 2011/12, a Abapa e o Fundeagro irão disponibilizar parte desta demanda, hoje estipulada em 60 toneladas. Ademar Marçal, presidente do Fundeagro, disse que será feita uma cotação junto a Fundação MT e Bayer para verificar o quanto deste montante será possível conseguir até o prazo limite, de 30 de outubro. Continue Lendo “Câmara Setorial do Algodão realiza encontro em Guanambi”

Argentinos são os novos reis da soja no Brasil

Oito anos após se instalar em Mato Grosso, o grupo argentino El Tejar se transformou no maior produtor de soja em terras brasileiras.

Na última safra, colheu 673 mil toneladas do grão em 220 mil hectares plantados no Brasil e passou o então “rei da soja” Eraí Maggi Scheffer, do grupo Bom Futuro.

O brasileiro colheu 577,5 mil toneladas, 14% a menos que os novos líderes.

Em dois anos, o El Tejar duplicou seu volume de produção em fazendas espalhadas pelo Estado de Mato Grosso, onde detém 150 mil hectares próprios e arrenda um volume equivalente.

Fundado em 1987 por produtores familiares do interior da Província de Buenos Aires, o grupo atua, além da Argentina, também no Uruguai e na Bolívia.

No Brasil, o grupo argentino chegou em 2003, quando montou a sede em Primavera do Leste (240 km de Cuiabá).

Foi atraído pelo “clima privilegiado” do Centro-Oeste.

O grupo opera com um modelo de arrendamento no qual os donos da terra compartilham riscos e lucros.

A expansão do grupo -que se transformou em sociedade anônima- é impulsionada por fundos de investimento estrangeiros, que detêm 53% da ações.

Os sócios fundadores continuam com pouco mais de 40%. Uma abertura do capital na Bolsa de Valores de Nova York ou de São Paulo é analisada. Texto da Folha de São Paulo, editado por este blog.

 

Novo ministro confessa pouca intimidade com agricultura.

Turra, o ex-ministro por trás do novo ministro

O novo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, confessou, ontem, em entrevista, que tudo que conhece de agricultura é o sítio de lazer de um amigo. Bom começo. Confessar que nada sabe, pode ser o primeiro passo para uma gestão eficaz. O problema todo reside no fato que a complexidade do setor do agronegócio no País vai exigir muitos técnicos à sua volta. O ex-ministro Francisco Turra (1998/1999) vai ser um deles.

Ao menos gafes como cultivar batatinha frita e milho verde, como recomendou certa vez o Marechal Lott, em campanha para a presidência da República contra Jânio, o novo ministro não vai cometer. Turra conhece muito de agricultura, apesar de ser advogado e jornalista, formado em 78, na PUCRGS.

Começa hoje a Feira Regional do Suíno, em Roda Velha.

Divulgar e estimular a suinocultura na região oeste é a proposta da Associação de Produtores de Suínos do Oeste – SUINOESTE que promove pelo segundo ano, no distrito de Roda Velha de Cima, a 125 km da sede, a Feira Regional do Suíno. O evento tem início hoje, 19, e se estende até  domingo, 21. O Governo Municipal apóia a feira por meio da Secretaria Municipal de Agricultura.

O evento será marcado por exposições de animais, equipamentos e produtos afins, palestras com especialistas como o presidente da Associação Baiana de Suinocultura, Marcelo Plácido. Dentre as temáticas abordadas estão as formas de como entrar na atividade, produção e reprodução e, comercialização. A culinária, à base da carne suína, estará presente para degustação com o porco assado no rolete. Brincadeiras como a caça ao porco e muita música ao som de bandas regionais, prometem animar os presentes.

O secretário de Agricultura Genivaldo de Assis, enfatiza a importância de sediar e ser parceiro pelo segundo ano da feira, como forma de alavancar a profissionalização e sustentação da atividade na região, “a produção ainda é pequena e acontece de forma esporádica e sem condições higiênicas adequadas nas pocilgas, a feira favorece o pequeno produtor, pois transmite e troca informações sobre a maneira correta de produzir a carne suína que é muito lucrativa. A nossa meta futuramente é incentivar a implantação da atividade em toda a região”.

A Suinoeste sediada em Roda Velha está em fase de consolidação, mas abrange toda a região oeste, “aqui se concentra um número maior de produtores associados pela disponibilidade e baixo custo de grãos. Dentre as raças que produzimos estão, Landrace, Largewhite, Duroc e Pietran”, declara o presidente da associação, Valdir Perboni.

Programa “Bahia sem fogo” será lançado amanhã em LEM

O município de Luís Eduardo Magalhães  sedia nesta quinta-feira,18, às 14h, na sede do Sindicato  Rural de Luís Eduardo Magalhães, o lançamento da campanha Bahia sem Fogo, que visa combater incêndios florestais na região.  A iniciativa é do Governo da Bahia, por meio da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). O evento terá a participação do secretário estadual do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, além de representantes do Comitê Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais da Bahia – formado por representantes de nove secretarias estaduais além de instituições municipais e federais.  

“Esse será um importante passo para prevenção e combate a incêndios, pois a campanha trará mais conhecimento sobre a questão” disse Humberto Santa Cruz, relembrando que o combate já é uma prioridade em sua gestão; e que atualmente a cidade já conta com um carro de combate a incêndios.

De acordo com informações do Governo do Estado, a campanha teve início em Lençóis, na Chapada Diamantina, no dia 03 de agosto. O foco agora é a região Oeste, onde também existem registros de queimadas e incêndios florestais entre os meses de agosto a dezembro, período mais quente e seco do ano.

O objetivo é mobilizar as comunidades de forma conjunta, sensibilizando as prefeituras e principalmente a população que conhece bem a região. “É fundamental a participação de todos na prevenção e no combate ao fogo. Este apoio facilita as ações de logística e transporte”, pontua o secretário.

Entre os principais causadores de incêndios nas matas, estão a utilização da técnica de queimar a vegetação para preparar o solo para o plantio – bastante utilizado pelos agricultores – e pontas de cigarro jogadas ao chão, principalmente nas estradas. 

 Este ano, a operação será realizada até dezembro em 16 etapas e envolverá 15 municípios da região Oeste, onde serão monitorados os focos de calor, além de fiscalização preventiva e ações de educação ambiental para sensibilização das comunidades. O contingente é formado por mais de 10 técnicos de fiscalização do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema/Sema), seis veículos, 10 policiais da Companhia Independente de Proteção da Polícia Ambiental (CIPPA), além do apoio de brigadistas voluntários, do efetivo do Corpo de Bombeiros e do trabalho operacional que é desenvolvido pelo Grupamento Aéreo (Graer).

 A campanha consiste na distribuição de panfletos e cartazes que alertam a população sobre como evitar incêndios e informam os números de contato para denúncias de queimadas. Além do material informativo, a campanha contará com ações de esclarecimento e prevenção voltados para as comunidades e outras atividades nos municípios. A iniciativa terá a utilização de outdoors, divulgação em emissoras de rádios da região, carros de som, entre outros meios de sensibilização, além do apoio das prefeituras, que atuarão com atividades ou ações que possam melhor se adequar à realidade de cada município da região.  (Com informações da Secom Bahia).

Cotações do mercado

No começo da tarde, a soja operava em alta na bolsa de Chicago e na Bolsa de Mercadorias e Futuros de São Paulo. As bolsas europeias reagiram e operam em alta. O dólar estava caindo frente ao real, com perda substancial de mais de 1%. Esta última perda deve estabilizar os preços da leguminosa no Oeste baiano no dia de hoje.

Soja começa semana em alta em Chicago.

As cotações da soja continuavam sua reação logo depois da zero hora desta segunda-feira, no pregão noturno de Chicago. A informação é da Centro Grãos. Em Luís Eduardo e Barreiras as cotações hoje devem beirar os R$43,00 a saca de 60 kg, principalmente se o dólar mantiver seu viés de alta.