New York Times diz que chineses querem controlar produção brasileira.

Esta deu no portal do Cláudio Humberto:

“O jornal The New York Times publicou nesta sexta (27) uma matéria sobre a imigração de chineses para o Brasil. No texto, a publicação americana fala sobre como ao chegar ao país e não encontrar terra o suficiente para compra, os chineses passaram a financiar a produção de fazendeiros brasileiros para que ao crescer fosse enviada à China. De acordo com um produtor entrevistado, o país do continente asiático precisa de muita soja e os plantadores de incentivo financeiro, o que segundo ele, seria “um novo começo para os fazendeiros de Uruaçu”, cidade no interior de Goiás.  O que a matéria diz em seguida é ainda mais preocupante, segundo o jornal, os chineses pretendem controlar a produção de forma direta sem depender dos produtores ou de algum tipo de associação e “trazer o fervor pela agricultura auto-suficiente de sua nação para o outro lado do mundo”.

O que nem o NYT sabe ou finge não saber, como também Cláudio Humberto, é que a produção de grãos,  algodão e frutas do País já são financiadas e controladas por estrangeiros há mais de duas décadas, porque são os que emprestam dinheiro do plantio e compram o produto na hora da colheita. A famigerada compra de soja verde, pelas grandes multinacionais, que trazia dinheiro para o agricultor comprar insumos, quase quebrou a agricultura brasileira, pois praticava deságios de mais de 30%.

Hoje, toma-se dinheiro em bancos estrangeiros a 3 ou 4% ao ano e faz-se hedge, fixando preços em bolsas, para garantir o financiamento. É o que resta ao produtor, pois os órgãos estatais estão ausentes no financiamento à produção. O Banco do Brasil e outros bancos só financiam pequenos produtores e o Estado só intervém no mercado quando a situação é calamitosa – como foi com o milho no ano passado – e assim mesmo de forma claudicante.

Chevrolet promove ação de marketing e vendas na Bahia Farm Show

A Chevrolet participa da quarta edição da Bahia Farm Show. Líder absoluta de vendas no segmento pickups, no Oeste baiano, com mais de 50% de participação de mercado, a Chevrolet promove uma grande ação de marketing e vendas durante a feira. Em um estande de mais de 500 metros quadrados (instalado em uma área de 800 metros quadrados), o visitante da Farm Show poderá comprar qualquer veículo da marca com preços e condições de pagamento especiais.

A nova Chevrolet S10, que de janeiro a abril bateu recordes de vendas no estado,  e a Nova Montana estarão ainda mais atraentes durante a feira. “Nossa marca terá maior disponibilidade de veículos para pronta entrega. Para atender às necessidades do produtor rural, que é picapeiro por natureza, teremos 130 unidades disponíveis de S10 e Montana”, avisa o diretor da Topvel, José Freitas Brandão, o Zuba, como é conhecido em todo interior da Bahia.

O presidente do Banco GMAC, David Lee Brinkman, participa da solenidade de abertura da Bahia Farm Show 2011 e anunciou condições exclusivas para quem comprar um Chevrolet durante a feira. São financiamentos com taxas a partir de 0.94% ao mês, além do Plano Fazendeiro, uma modalidade de financiamento que atende às necessidades do produtor rural, porque está alinhado à sazonalidade da safra agrícola.

Além de taxas e linhas de financiamento diferenciadas, o visitante que comprar um veículo Chevrolet vai desfrutar do prazer de fazer um vôo panorâmico sobre a feira. “Ele terá a emoção de comprar um Chevrolet novo, somada à emoção de voar”, comenta o diretor da Topvel. Zuba decidiu repetir na Farm Show uma ação que fez sucesso em um feirão da concessionária, realizado em Luís Eduardo. Um avião  estará disponível na área externa do estande. No local, haverá ainda Espaço Kids e o cliente terá acesso à “Entrega Mágica Chevrolet”, que torna especial o momento da compra, com a oferta de brindes e outros mimos.

“Nossa expectativa é melhor possível em relação ao sucesso da participação da Chevrolet na feira, que é a maior vitrine do agronegócio da Bahia”, afirma o gerente regional de operações da Chevrolet, Hélio Helfenstein. O diretor comercial de Pós Vendas da Chevrolet, Sérgio Medeiros, também participa da Farm Show 2011. “O público que freqüenta as feiras de agronegócios, em geral, é apaixonado por acessórios e gosta de personalizar seus veículos, por isso merece atenção especial da nossa área de pós-vendas”, justifica Medeiros.

A Topvel participa da feira desde que ela foi criada, em 2004, com o nome de Festa da Colheita. “Esta é maior participação da Chevrolet na história da feira, portanto, apostamos no sucesso da ação”, afirma o gerente regional marketing, Miguel Ângelo Brito. Além do estande diferenciado, uma criação da Plural Promoções, a marca apresenta aos visitantes atrações como o Chevrolet Camaro, o Chevrolet Malibu, o Chevrolet Agile com acessórios, incorporando o estilo do homem do campo, e as versões topo de linha dos modelos Captiva e Vectra.

Secretário de Agricultura confirma presença na abertura da Bahia Farm Show.

O secretário da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, participará nesta terça-feira (31), da abertura da Bahia Farm Show, maior feira de tecnologia agrícola e negócios da Bahia.

A Secretaria da Agricultura apóia a Bahia Farm Show, que é promovida pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação dos Revendedores de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado da Bahia (Assomiba), Fundação Bahia e Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães.

Hoje assessores do Secretário confirmaram, via telefone, sua presença na abertura e no segundo dia da feira.

Hoje, 27, seguiam acelerados os trabalhos de montagem dos estandes.

PROGRAMAÇÃO OFICIAL DA BAHIA FARM SHOW 2011

31/05/2011

10h – Abertura oficial da Bahia Farm Show, na Praça Central Complexo Bahia Farm Show

15h – Reunião da Comissão Técnica Regional do Algodão – CT Abapa

01/06/2011

9h às 12h –  Reunião da Câmara Setorial do Milho com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Fundação Bahia

9h –  Palestra sobre o uso eficiente da tração 4×4 e manutenção preventiva, com Clara Corrêa, da Mitsubishi  – CT Abapa

10h – Reunião do Comitê Estadual de Combate da Ferrugem Asiática da Soja – CT Abapa

11h – Debate técnico: milho, qualidade da produção e a classificação –  Conselhos Técnicos Fundação BA, Aiba e produtores  – CT Abapa

14h – Encontro técnico da cadeia produtiva da suinocultura do Oeste da Bahia – Seagri/EBDA, Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães e Suíno Oeste – CT Abapa

14h – Meio Ambiente: Plano Oeste Sustentável, com o secretário estadual de Meio Ambiente, Eugênio Spengler  – Fundação Bahia

15h às 18h – Ciclo palestras Gazeta do Povo – Informação e Análise do Agronegócio Gazeta do Povo (Grupo Paranaense de Comunicação) – A influência da América do Sul (liderada pelo Brasil) na relação de oferta/demanda e formação de preços no comércio internacional de grãos, com Giovani Ferreira  – Fundação Bahia

15h às 18h – Palestra “Demanda e fundamentos abrem nova era de mercado e novo patamar de preços das commodities agrícolas”, com Jack Scoville , vice-presidente da Price Futures Group (USA, Chicago) – Fundação Bahia

15h às 17h – Fórum dos Secretários de Agricultura do Oeste da Bahia – CT Abapa

02/06/2011

9h às 12h – Fórum Canal Rural: Novo Código Florestal, novas regras para produção agrícola – Fundação Bahia

9h – Palestra sobre piscicultura: criatórios, manejo, alimentação e sanidade, com Ana Virginia (Fhama/Codevasf) – CT Abapa

10h – Palestra sobre relação Homem-meio ambiente, com Anete Dutra Meira Vieira  – CT Abapa

11h  – Palestra sobre a conjuntura da cadeia da mandioca na Bahia e no Brasil, com Osório L. Vasconcelos (EBDA, Coordenador da Cadeia Mandioca) – CT Abapa

14h – Terminal de Contêineres do Porto de Salvador: O melhor caminho para as exportações do Oeste  – Patricia Iglesias, do Tecon Salvador – Fundação Bahia

14h às 16h – Palestra sobre compras governamentais da Agricultura Familiar, com Sândalo Ricardo Rego Paim (Sebrae) – CT Abapa

15 h – Debate: Queimada controlada no Cerrado, com representantes da Sena Dnit, Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães e Conselho do Meio Ambiente – Fundação Bahia

17h – Reunião da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados – Fundação Bahia

03/06/2011

9h – Palestra sobre aspectos econômicos-financeiros da Integração Lavoura x Pecuária (ILP), com Adriano Lupinacci (Associação de Engenheiros Agrônomos de Barreiras)  – Fundação Bahia

9h – Palestra sobre perspectivas da bovinocultura leiteira no Oeste da Bahia na Agricultura Familiar – Núcleo de Pecuária da EBDA/Barreiras – CT Abapa

10h – Palestra sobre uso da integração lavoura x pecuária (ILP) como estratégia contra Nematóides, com Jaime Maia Santos, da Unesp – Fundação Bahia

10h – Palestra sobre Implantação, manejo e variedades da cana de açúcar/alimentação animal, com Marcos Souza, consultor Técnico – CTR Abapa

11h – Palestra sobre os corredores da logística do Oeste baiano, com Eduardo Calleia Junger, da Vale  – Fundação Bahia

11h  – Palestra sobre cadeia produtiva da pupunha, com Roberto O. Lina, da EBDA/Valença – CT Abapa

14h – Palestra sobre adubação nitrogenada no Cerrado, com Marcelo Melarato da Esalq/USP – Fundação Bahia

14h – Palestra sobre perspectiva da suinocultura na Agricultura Familiar no Oeste da Bahia, com Marcelo Plácido Correa, da Associação Baiana de Suinocultura – CT Abapa

15h – Palestra sobre o uso racional de água e energia na agricultura irrigada no Oeste da Bahia, com Victor Vasconcelos, da Irrigabem Consultoria – Fundação Bahia

15h – Palestra sobre cultura do abacaxi: manejo, pragas e doenças e mercado, com Alberto Alves e Augêncio Cesar F. Santos, do EBDA/Itaberaba – CT Abapa

16h às 18h – Palestra: Políticas Agrícolas, principais instrumentos para fomento das atividades agrícolas, com Wagner Barbosa Pamplona, da Pamplona, Baldissarella & Advogados Associados – Fundação Bahia.

Wagner será homenageado na Bahia Farm Show.

Wagner na abertura da feira em 2010

Pela primeira vez em sete edições, a Bahia Farm Show, maior feira de tecnologia agrícola do Norte-Nordeste, dedicará sua homenagem especial a um governador, o atual mandatário do Governo da Bahia, Jaques Wagner.

A honraria, tradição que se repete desde a primeira edição, é concedida a pessoas que, com seu trabalho, contribuíram para o desenvolvimento da atividade agrícola no oeste do estado, um dos mais importantes pólos de produção de alimentos e fibras do País. A Bahia Farm Show será realizada de 31 de maio a 04 de junho, em Luís Eduardo Magalhães.

De acordo com o presidente da Aiba, Walter Horita, o nome de Jaques Wagner foi consensual, e os argumentos para sua escolha se embasam em uma série de conquistas alcançadas pelos produtores rurais do cerrado baiano desde, que ele assumiu o posto pela primeira vez.

“Dentre os motivos, estão o empenho pessoal do governador em fazer a Ferrovia Oeste Leste, cujas obras estão em andamento;  a sua decisão de fazer da regularização ambiental um ponto prioritário do seu governo, lançando o desafio para as secretarias de Meio Ambiente e de Agricultura; e, ainda, pela simpatia que o governador tem pela nossa feira, tanto que jamais deixou de comparecer a uma única edição”, relata Walter Horita.

O presidente da Aiba enfatiza, ainda, a renovação do Proalba, Programa de Incentivo à Cultura do Algodão, que, através do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio Algodão (Fundeagro), foi fundamental para fazer da Bahia o segundo maior produtor do país, com a melhor qualidade de fibra do Brasil.

Soja reage com excesso de chuva no plantio norte-americano

O clima adverso nos Estados Unidos continua dando bastante sustentação aos grãos na Bolsa de Chicago. Na sessão diurna desta quinta-feira, a soja encerrou com alta de quase 10 pontos por conta das fortes chuvas que atingiram o cinturão de produção norte-americano. Milho e trigo também fecharam no campo positivo.

Nas últimas 24 horas, os estados onde o plantio, não só da oleaginosa como a do milho também, ainda está bastante atrasado receberam mais de 100mm de precipitação. Diante disso, o risco de uma séria quebra na produção da milho e soja cresce e impulsiona as cotações na Bolsa.

Em Luís Eduardo, a cotação oscilou entre R$41,50 e R$42,50 no dia de hoje, segundo a AIBA.

AIBA vê na aprovação do Código Florestal chances de regularização de áreas rurais

Sérgio Pitt, vice-presidente da AIBA, que acompanhou de perto os trâmites na Câmara Federal para a aprovação das alterações ao Código Florestal de 1965:

O grande avanço foi que o novo texto criou condições para que o agricultor possa assumir compromissos para regularizar sua situação de forma segura.

Pitt evidencia, ainda, o poder que estados e municípios passam a ter na função de fazer o zoneamento econômico-ecológico, identificando as áreas para a preservação ambiental e as de uso alternativo:

“O texto aprovado é fruto de um trabalho técnico exemplar, desenvolvido durante quase dois anos pela Comissão Especial da Câmara e brilhantemente relatado pelo deputado Aldo Rebelo. Em especial, ele cria condições para a regularização de parte dos passivos ambientais existentes, além de padronizar os procedimentos nos processos, descentralizando decisões através de atribuições aos estados e municípios”.

Produtores do Oeste baiano destacam importância das Associações

Vanir Kölln, o anfitrião.

Luís Eduardo Magalhães é um pólo de prosperidade no Oeste da Bahia. O município, que era distrito de Barreiras, passou de 18 mil habitantes em 2000 para aproximadamente 60 mil e esse crescimento deu-se por conta do desenvolvimento do agronegócio na região. E foi por conta desta pujança que o município foi escolhido para sediar o Circuito Aprosoja. O evento, realizado na noite desta terça-feira (24.05), na sede do Sindicato Rural, reuniu produtores de soja, milho e algodão do município e região.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural, VanirKolln, é importante o desenvolvimento de associações como a Aprosoja, que fortalecem e buscam a organização da atividade produtiva. “Nós temos que ter os sindicatos e as federações de agricultura, mas também temos que ter as associações como a Aprosoja, pois na medida em que nós nos organizarmos seremos mais fortes em todos os sentidos, conseguindo mais recursos e mais desenvolvimento”.

O diretor executivo da Associação dos Produtores de Soja da Bahia, Rudelvi Bombarda, destacou que o Circuito Aprosoja possibilita ao produtor a discussão e o debate de questões em comum à atividade agrícola. “Além de o produtor receber informações de mercado, conhece o que os outros agricultores do país estão fazendo, e tem ainda a possibilidade de debater os problemas e discutir as soluções em comum para o setor”.

Fernando Pimentel

O Circuito Aprosoja levou até Luís Eduardo as palestras do analista de mercado da Agrosecurity, Fernando Pimentel, e do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), Glauber Silveira.

“Chegou a hora do produtor brasileiro se unir e trabalhar em conjunto, pois só assim conseguiremos avançar e conquistar este mercado que está se expandindo cada vez mais. A Aprosoja nasceu com o objetivo de trabalhar em defesa do setor, em busca do fortalecimento dos produtores”, afirmou o presidente da Aprosoja Brasil e Aprosoja Mato Grosso, Glauber Silveira.

Silveira ressaltou que Luís Eduardo Magalhães e os produtores do município são um exemplo para o país. “Queremos levar este modelo de desenvolvimento para os outros estados, mas sabemos que o que vocês fizeram aqui só será possível se nós conseguirmos superar as barreiras da falta de capacitação, de infraestrutura, logística e principalmente segurança jurídica”.

O presidente da Aprosoja, Glauber Silveira, destacou ainda a importância do produtor se comunicar melhor, de trabalhar a formação de lideranças e representantes políticos. “Nós não sabemos divulgar o quanto a nossa soja é a melhor do mundo, o quanto a nossa agricultura é sustentável e isso é uma tarefa difícil. E se hoje o povo da cidade não valoriza a produção agrícola também temos responsabilidade nisso. Nosso discurso tem que ser único, temos que nos comunicar melhor e de forma conjunta e é isso que estamos fazendo no Circuito Aprosoja”.

Luís Eduardo Magalhães é a quinta cidade a receber a etapa nacional do Circuito Aprosoja, que é uma realização da Associação Brasileira dos Produtores de Soja em parceria com as associações estaduais e sindicatos rurais. O evento já visitou Dourados (MS), Cascavel (PR), Santo Ângelo (RS) e Rio Verde (GO). Texto de Thais J. Castro e fotos de Vespasiano Neves.

Safra do Oeste baiano bate recorde de produção e de produtividade.

A safra 2010/11 entra para a história como o ciclo agrícola em que o Oeste da Bahia bateu o próprio recorde de produção nas três principais culturas e ainda alcançou, nessas mesmas commodities, o primeiro lugar do pódio brasileiro da produtividade.

A conjugação de condições favoráveis tanto de clima, quanto de mercado, com preços simultaneamente bons para as três principais commodities da região (soja, algodão e milho) gerou o cenário.

As informações são do 3º Levantamento da Safra do Oeste da Bahia, concluso na última semana pelo Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), e divulgadas às vésperas da maior feira de tecnologia agrícola e negócios do Norte/Nordeste, a Bahia Farm Show, que será realizada de 31 de maio a 04 de junho no município de Luís Eduardo Magalhães.

Pelo 3º Levantamento, o algodão foi, sem dúvida, o grande destaque da safra 2010/11. A área plantada com a cultura aumentou 51% em relação ano-safra anterior, ficando em 371 mil hectares. Isso fez com que a produção saltasse de 372 mil toneladas de pluma em 2009/10 para 600 mil toneladas de pluma nesta safra, uma variação positiva de 62%. De acordo com o presidente da Aiba, Walter Horita, o salto na área e na produção resultou das altas históricas de preço que a commodity vem registrando desde o último trimestre de 2010, que fez com que o produtor revisse o balanceamento de suas matrizes produtivas. “Quem observa o mercado previa que havia espaço para uma alta de preços. Naquele momento, o algodão valia em torno de 80 a 90 centavos de dólar por libra-peso. Já era bom. Mas, especulava-se que poderia se chegar a um dólar. Dito e feito. Os preços superaram o recorde histórico de 1993, quando chegaram a US$1,17 por libra-peso. Em janeiro, ultrapassaram os US$2, e ficaram assim por um bom tempo”, conta Horita.

Segundo o presidente da Aiba, uma explicação para esta alta inusitada estava nos fundamentos – oferta apertada e demanda forte –, resultado de quebra de safra no Paquistão e safra menor que a que se esperava na China.

Outra justificativa estava na especulação, com a entrada de fundos de investimento operando agressivamente na Bolsa de Nova Iorque, que, ao contrário do que muitos acreditavam, continuaram comprando acima de US$2. Quanto à produtividade, o algodão do cerrado baiano deve, no mínimo, repetir a média da safra 2008/09, de 270 arrobas de pluma por hectare, que o mantém no topo do ranking brasileiro, seguido de  Goiás e Mato Grosso com 264 e 260 arrobas por hectare, respectivamente.

Soja

De acordo com o levantamento, a produtividade da soja do cerrado foi de 56 sacas por hectare, contra 51 sacas por hectare no ciclo anterior, o que representa 10% de incremento. Com isto, o estado fica à frente do Paraná e de Brasília, que empatam no segundo lugar com 55 sacas/ha, e do Mato Grosso, com 53 sacas. A área ocupada com a soja foi de um milhão de hectares, resultado 3% maior que no ano anterior. Já a produção, de 3,6 milhões de toneladas, bateu o próprio recorde, de 3,2 milhões de toneladas na safra passada.

Milho

O milho do Oeste da Bahia teve produtividade de 163 sacas por hectare, contra 145 sacas no ciclo anterior. Este incremento de 12% na produtividade compensou a diminuição de 10% na área plantada, que saiu de 170 mil hectares, em 2009/10, para 153 mil hectares na safra em curso. A boa produtividade foi responsável por um discreto aumento de 1% na produção, que saiu de 1,4 milhão de toneladas em 2009/10, para 1,5 milhão de toneladas em 2010/11, sendo, também, um recorde regional.

De acordo com o vice-presidente da Aiba, Sergio Pitt, a redução na área do cereal refletiu problemas recorrentes na comercialização que a cultura vinha enfrentando há anos. “Quando os preços subiram, no segundo semestre, o planejamento da safra já estava fechado, e o milho perdeu espaço para o algodão”, disse. Pitt afirma que a produtividade atual do milho no oeste é uma das maiores do mundo, ultrapassando inclusive a média americana que é de 160 sacas por hectare.

Para Walter Horita a produtividade é o mais importante indicativo de um trabalho bem feito realizado dentro das porteiras do oeste da Bahia. “O que explica esses números é o desenvolvimento de uma agricultura de precisão, com fortes investimentos em tecnologia e processos, e o aperfeiçoamento das técnicas ano a ano”, revela Horita.

Além da Aiba, o 3º Levantamento da Safra teve a participação da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação Bahia, Abacafé, Agrolem, Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães, CREA, Conab, IBGE, Adab e EBDA.

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Circuito Aprosoja debate mercado.

Luís Eduardo Magalhães/BA irá receber o 6º Circuito Aprosoja na sua etapa nacional. O evento será às 19h, no Buffet 4 Estações, com entrada gratuita para os participantes.  Realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) em parceria com a Associação dos Produtores de Soja da Bahia, os palestrantes convidados trazem informações para ajudar os produtores na tomada de decisão para a safra 2011/2012.

O estado da Bahia foi escolhido para receber o Circuito por compor o grupo dos cinco maiores produtores de soja do país. Em Luís Eduardo, o especialista confirmado é o engenheiro agrônomo e sócio-diretor da Agrosecurity, Fernando Pimentel. Ele irá debater temas relacionados ao agronegócio brasileiro e, em especial, o cenário local e global do mercado de soja. Além dele, o presidente da Aprosoja, Glauber Silveira, apresenta a agenda estratégica da Aprosoja Brasil para 2011.

O Circuito Aprosoja reúne anualmente líderes políticos, empresariais, sociais, ambientais, culturais, acadêmicos e governamentais de todo o país para dialogar, assumir compromissos, divulgar práticas e soluções visando o desenvolvimento sustentável local e global. Para Glauber Silveira da Silva, o objetivo é ajudar o produtor a se informar proporcionando assim melhores condições para escolhas sobre a próxima safra.

Desde o lançamento em Cuiabá/MT, no mês de abril, mais de três mil pessoas assistiram as palestras técnicas. Este ano, pela primeira vez o Circuito visita outros estados do país, se consagrando como o maior evento da sojicultura brasileira. Durante a etapa nacional esteve em Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás. “Esperamos encerrar o cronograma com mais de quatro mil produtores atendidos pelo Circuito”, diz o presidente da Aprosoja, Glauber Silveira.

Emprego cresce puxado pela locomotiva do campo.

O emprego no conjunto das nove Áreas Metropolitanas cresceu 0,65% (+99.850 postos de trabalho). Esse resultado decorreu da expansão generalizada do emprego, com quatro regiões metropolitanas revelando recordes e duas o segundo melhor resultado.

As Áreas Metropolitanas que mais se destacaram foram: São Paulo (+37.225 postos ou +0,59%), Rio de Janeiro (+19.680 postos ou +0,76%, o melhor saldo para o mês) e Belo Horizonte ( +9.160 postos ou +0,61%).

Também se verificaram recordes em Curitiba (+8.372 postos ou +0,83%), Salvador (+5.782 postos ou +0,69%) e Recife (+3.556 postosou +0,44%).

No Interior dessas Áreas, o emprego cresceu 1,05%, correspondente ao incremento de 137.509 postos de trabalho.

Esse desempenho mais favorável em relação ao conjunto das Áreas Metropolitanas foi impulsionado pelo setor Agrícola. Os Interiores dos estados desses aglomerados urbanos que mais se destacaram foram São Paulo (+81.908 postos ou +1,49%) e Minas Gerais (+27.194 postos ou +1,15%). Do editor em Brasília, Cassiano Sampaio.

Vale do São Francisco poderá ser polo de produção de vinhos.

Menos de uma semana depois de importantes contatos feitos no Rio Grande Sul, durante a Fenavinho, na cidade de Bento Gonçalves, com cooperativas e produtores de uva e de vinhos, o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, visitou diversas pequenas propriedades produtoras de uvas e pequenas vinícolas no Norte da Itália, iniciando conversações que têm o objetivo de transformar a região do Vale do São Francisco no Vale dos Vinhedos do Nordeste, e de mudar a realidade da Chapada Diamantina.

Salles, que acompanha o governador Jaques Wagner em uma missão comercial à Itália, também visitou, a convite, uma das propriedades da família Valduga, que está se instalando em Juazeiro com uma moderna indústria para a produção de sucos, geléias e espumantes.

A atração de investimentos do Rio Grande do Sul e da Itália pode ser uma das importantes possibilidades tanto para a região do Vale do São Francisco como para a Chapada Diamantina, gerando milhares de empregos. O secretário Eduardo Salles acredita que pode ocorrer uma nova onda de imigração italiana e migração gaúcha para a Bahia, a exemplo do que aconteceu no Oeste baiano e na região de Jaguaquara.

Especialistas na produção de uvas e de vinhos analisam que filhos de agricultores italianos e descendentes que já estão na região de Bento Gonçalves, para implantar pequenas propriedades e vinícolas, onde as terras são caras e não há mais para onde expandir, podem vir para o Vale do São Francisco e para a Chapada. Também no norte da Itália as terras são caras e praticamente todas as áreas estão ocupadas, inviabilizando a expansão das propriedades.

Além da disponibilidade de terras agricultáveis, a Bahia tem competitividade muito grande devido a possibilidade de mecanização e de duas safras durante o ano. A área plantada de uva na região de Juazeiro é de 12 mil hectares, mas pode ser dobrada ou triplicada, superando os 27 mil hectares do Rio Grande do Sul.

Na região do Vale do São Francisco existem hoje 120 mil hectares de fruticultura irrigada, que geram aproximadamente 240 mil empregos, fato que torna a fruticultura em uma das maiores empregadoras entre as cadeias produtivas da agropecuária. Com esta nova imigração italiana e migração gaúcha será possível gerar milhares de empregos na região do Vale do São Francisco e na Chapada, agregar valor, e colocar estas regiões num circuito internacional do enoturismo mundial.

Manobra diversionista foi de Rebelo ou de Marina?

Marina Silva: a vestal do meio ambiente sai do episódio no mínimo arranhada.

O jornalista Cassiano Sampaio, editor em Brasília de O Expresso e editor do portal Brasília Confidencial, comenta o episódio da quarta-feira passada, quando Aldo Rebelo e Marina Silva, entraram em rota de colisão:

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PV) centrou as críticas no deputado Aldo Rebelo por meio do Twitter. Segundo ela, o relator teria inserido uma série de “pegadinhas” na redação do Código.

Em resposta, Aldo revelou que, quando era líder do governo, impediu o depoimento do marido de Marina Silva – Fábio Vaz de Lima – em uma audiência e que ele era suspeito de comercializar madeira ilegal. Na internet, a militância do PCdoB lembrou ainda que Vaz de Lima é réu no “caso Usimar”, que está na Justiça Federal há dois anos e meio, e julgará os culpados do desvio de R$ 44,2 milhões da Sudam para uma indústria de autopeças que nunca foi construída em São Luís (MA).

A senadora classificou as denúncias como “uma cortina de fumaça” para ocultar os problemas do Código, alegou que as denúncias já “foram investigadas pela imprensa” e “nada de errado foi encontrado”.

À Marina interessa que o novo Código não seja votado dentro do prazo hábil. A Rebelo interessa que fique conhecido como o grande conciliador do problema ambiental brasileiro. São apenas políticos na sua faina diária em busca de votos. Rebelo desgastou-se ao deixar claro a eventualidade de ter acobertado um corrupto. E Marina perdeu pontos em mostrar que talvez a sua posição de vestal do meio ambiente não combine com a figura que está tentando semear a discórdia entre os deputados. Além do fato de estar mal casada.

Jogar mais de 98% dos agricultores brasileiros na ilegalidade não deve e não pode ser meta do Partido Verde. Nem de Marina Silva. Sob pena do bonde da história atropelar partido e candidata.

Palestras ganham destaque na Bahia Farm Show.

O interesse crescente dos produtores a cada nova edição fez com que, este ano, a Bahia Farm Show, feira de tecnologia agrícola e negócios que será realizada em Luís Eduardo Magalhães –BA de 31 de maio a 4 de junho, dedicasse um novo espaço para as palestras, conferências e reuniões, que acontecem na feira. Além do tradicional auditório do Complexo Bahia Farm Show, localizado nas instalações do Centro de Pesquisa e Tecnologia do Oeste da Bahia (CPTO), o público também vai dispor da estrutura do Centro de Treinamento da Abapa, onde uma grade de explanações foi especificamente programada para a agricultura familiar, segmento que vem tomando corpo na Bahia Farm Show.

Juntos, os dois auditórios comportam 150 pessoas, e a expectativa dos organizadores é que, ao final da feira, aproximadamente 2,5 mil pessoas tenham passado por eles. A programação, explica o assessor de agronegócios da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e coordenador dos eventos nos auditórios da feira, Alcides Viana, é formulada atendendo às demandas do produtor. “A cada ano, a freqüência aumenta. Mesmo que um produtor não compareça a uma palestra técnica, por estar cumprindo sua agenda de compras na feira, ele manda suas equipes, seu gerente. A consciência da importância da reciclagem de conhecimentos é cada dia maior”, diz Alcides.

Na programação dos dois auditórios, serão cerca de 30 palestras, reuniões e eventos. Dentre estes últimos, estão o Fórum Canal Rural/Bahia Farm Show, debate televisionado ao vivo, no dia 2 de junho, das 9h às 12h, e as reuniões da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Milho e Sorgo (CSCMS) do MAPA, agendada para o dia 1º de junho, das 9h às 12h, e da Câmara Setorial dos Grãos do Estado da Bahia.

O Fórum Canal Rural tratará da reformulação do Código Florestal, tema candente na agenda do Governo e produtores.

Os temas das palestras comportam ainda mercado, manejo, tributos, meio ambiente- com uma apresentação do secretário estadual de Meio Ambiente, Eugênio Spengler, sobre o Plano de Adequação e Regularização dos Imóveis Rurais do Estado da Bahia/ Oeste Sustentável às 14h do dia primeiro – além de muitos outros assuntos. Para a agricultura familiar haverá temas desde piscicultura, cadeia produtiva da mandioca, compras governamentais, produção de pupunha, abacaxi, suínos e outros.

Mitsubishi é o carro oficial da Bahia Farm Show.

Os premiados veículos da Mitsubishi serão os carros oficiais da edição 2011 da Bahia Farm Show, feira de tecnologia agrícola e negócios que mais cresce no Brasil, que ocorre de 31 de maio a 4 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA). Serão dois modelos a serviço da organização da feira: o ASX, o novo cross over urbano da marca, e a L200 Triton, pick up reconhecida por sua força e resistência.

O ASX, além de ser fabricado nas versões 4×2 e 4×4, tem motor com 160 cv. “Recentemente, esse modelo obteve pontuação máxima em segurança no mais famoso teste europeu de segurança de veículos, o Crash Test do Euro Ncap”, conta Monique Cavalcante Vasconcelos,  do marketing da Paraíso Motors, concessionária Mitsubishi da região, que cedeu os veículos e participa pela quinta vez da Bahia Farm Show.

Já a L200 Triton é uma pick up preparada para diversos tipos de terreno e, também recentemente, ganhou pelo segundo ano consecutivo o prêmio Best Cars de “Pick up do ano”, em votação realizada com os leitores da Revista Carro.

Além de estarem à disposição dos organizadores da feira, os veículos também estarão expostos no estande da Paraíso Motors, que confia em bons negócios no evento. De acordo com Monique Cavalcante, a Bahia Farm Show é sempre um grande momento para as empresas ligadas ao meio rural mostrarem novidades e, por conta disso, se preparam com incentivos ao consumidor,  o que torna a feira um sucesso em termo de vendas.

“Os veículos Mitsubishi são muito bem aceitos em toda a região, por combinar conforto, resistência, sofisticação e tecnologia,  condições necessárias para atender às necessidades de empresas e pessoas físicas”, diz a integrante do marketing da concessionária.

Safra recorde pode chegar a 160 milhões de toneladas.

A ampliação das áreas plantadas com algodão, feijão, soja e arroz, aliada a condições climáticas favoráveis, deve fazer com que o país colha 159,5 milhões de toneladas na safra 2010/2011. O oitavo levantamento desta safra de grãos, divulgado hoje (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indica que o recorde obtido na safra passada, de 149,2 milhões de toneladas, deve ser superado em 6,9%, ou 10,3 milhões de toneladas.

A área plantada com grãos foi ampliada nesta safra em 3,9%, ou 1,84 milhão de hectares (ha), abrangendo 49,3 milhões de ha. O destaque foi o algodão, que teve sua área aumentada em 65% (550,5 mil ha) em relação ao ciclo passado (835,7 mil ha). Por isso, a estimativa é uma colheita de 2 milhões de toneladas de pluma, um incremento de 843,7 mil toneladas.

O feijão apresentou aumento de área de 5%, alcançando 3,8 milhões de hectares, e deve ter uma produção de 3,8 milhões de toneladas, 14,3% a mais do que na safra passada. A soja cresceu 2,9% em área, com 24,1 milhões de hectares plantados e sua produção aumentou 7,2%, subindo para 73,6 milhões de toneladas, com sua colheita praticamente finalizada.

Com aumento de área de 3,7%, passando para 2,88 milhões de hectares, a produção de arroz deve crescer, segundo a Conab, 19,2%, chegando a 13,9 milhões de toneladas, 2,2 milhões de toneladas a mais do que na safra anterior.

A pesquisa foi feita entre 25 e 28 de abril por técnicos da Conab que consultaram representantes de cooperativas e sindicatos rurais, de órgãos públicos e privados nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, além de parte da Região Norte. Da Agência Brasil.

Apesar do Governo e à revelia de qualquer tipo de ajuda na infraestrutura, a safra brasileira triplicou em 20 anos. Se não fosse a capacidade empreendedora do agricultor brasileiro, estaríamos importando alimentos. E ainda tem um velho bobalhão, que se auto-denominou “jornalista” que diz, em seu jornal colorido, que os agricultores precisam beijar o chão do Oeste baiano.

Tendência do milho é de alta, diz CNA.

Apesar dos preços do milho no mercado interno terem se mantido estáveis em março, com queda de 1,1% considerando as cotações nos municípios de Unaí-MG, Sorriso-MT, Londrina-PR, Rio Verde-GO e Tupanciretã-RS, a tendência é de alta na maioria dos estados produtores.
Essa é a avaliação do boletim ‘Custos e Preços’, divulgado esta semana pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O cenário para uma possível elevação nos preços, segundo a CNA, se dá pela retração da oferta do milho safrinha.

Se o milho subir o que está se prevendo, enterra-se definitivamente as carnes de frango e suíno baratas, que foram a sustentação política dos últimos dois anos do Governo Lula.

Dia de campo sobre integração lavoura-pecuária-floresta.

Um dia de campo sobre Integração Lavoura-Pecuária-Floresta será realizado no dia 20 de maio, no parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF, Distrito Federal. O evento terá palestras sobre temas relacionados, como integração Lavoura-Pecuária na criação de ovinos e integração lavoura-pecuária de bovinos. A informação é do agronomo Rafael Lang Sampaio, da Campo Consultoria e Agronegócio.

Galvani confirmada na Bahia Farm Show

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A Galvani, empresa produtora de fertilizantes que já participou de todas as edições da Bahia Farm Show, tem sua presença confirmada também neste ano.

A companhia, que possui uma unidade fabril em Luís Eduardo Magalhães, e, até hoje, é a única indústria de fertilizantes da região, vai mostrar toda a linha de produtos, com destaque para o fertilizante Phosmix. “Assim como em outros anos, esperamos o fechamento de um bom volume de negócios e uma oportunidade de relacionamento com um grande número de clientes”, diz o gerente de vendas da Galvani, Jailton Sobral de Andrade.
Nem a valorização do real frente ao dólar diminui as expectativas de bons negócios para a empresa na feira. “O real apreciado tem uma influência direta, pois favorece a importação em detrimento da produção nacional, mas a valorização das commodities e a demanda aquecida atenuam esse efeito”, conta Andrade.

Além de ser veterana em participações na Bahia Farm Show, a Galvani tem uma relação de proximidade com o oeste baiano. Em 1992, a empresa instalou-se em Luís Eduardo Magalhães, então Mimoso do Oeste, distrito de Barreiras, inicialmente com uma fábrica de fertilizantes líquidos. Em seguida, vieram a primeira fábrica de superfosfato da Bahia, uma planta de granulação e a segunda unidade de sulfúrico do estado.

Atualmente, a Galvani é o único grupo de capital nacional totalmente verticalizada na produção de fertilizantes fosfatados. Possui unidades distribuídas por São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Sergipe e Ceará. A empresa emprega diretamente cerca de 1.000 funcionários próprios e 850 terceirizados, com um faturamento líquido ao redor de R$ 603 milhões.

Além da participação comercial na Bahia Farm Show, a Galvani, através do Instituto Lina Galvani, vai distribuir mudas de plantas do Cerrado e apresentar dados do Parque Fioravante Galvani, o primeiro e único centro de conservação e educação ambiental do cerrado baiano, criado e mantido pela empresa.

Começa a batalha do novo Código Florestal.

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de ontem, terça, a urgência constitucional para votação do projeto de lei do novo Código Florestal brasileiro. Foram 399 votos favoráveis, 18 contrários e 1 abstenção. Com a aprovação da urgência, o código poderá ser votado hoje (4), em sessão extraordinária da Câmara.

Apenas as lideranças do bloco PV-PPS declararam obstrução à votação da urgência e o P-SOL orientou sua bancada a votar contra o requerimento de urgência. Os demais partidos, incluindo o PT, recomendaram voto favorável à aprovação da urgência. A aprovação da urgência se faz necessária, porque assim a votação do código não tem que seguir a fila de projetos prontos para votações.

À noite, o relator do Código Florestal, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), disse que as negociações para aparar algumas divergências em torno do seu texto continuarão amanhã até a hora da votação, visando a buscar o máximo de consenso em torno da proposta a ser colocada em votação. Amanhã, à tarde, Aldo Rebelo vai se reunir com a bancada do PT para os acertos finais sobre o texto.

Almir Rebelo, produtor rural em Tupanciretã, no Rio Grande do Sul, afirma, em entrevista ao Notícias Agrícolas, que preocupa a cadeia agropecuária a supressão do Artigo 24, do Código Florestal, que aprova a consolidação das áreas abertas. Ele afirma ainda: “Governo precisa pensar na votação com patriotismo já que ambientalistas fazem manifestação em Brasília e S. Paulo.”

Ontem, comitiva da Aprosoja, liderada por Glauber da Silveira, chegou em Nova Iorque (EUA) e confirmou que falta regra no Brasil para novos investimentos, já que existe temor sobre a insegurança jurídica com a indefinição nas regras ambientais no País.

A partir de agora, os dados estão lançados no Congresso Nacional. O debate em torno do novo modelo brasileiro de meio ambiente pode contribuir para progressos no setor ou uma sensível retração das cadeias produtivas do agronegócio. O País está escolhendo os caminhos que quer tomar. Foto e parte do conteúdo da Agência Brasil.

Controlador remoto de energia via internet na Bahia Farm Show.

A Bahia Farm Show, que será realizada de 31 de maio a 4 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA), tem como uma das novidades este ano uma solução que promete ajudar os agricultores a otimizar os custos com energia elétrica de forma prática e moderna. Trata-se do controlador de energia elétrica de sistemas pela internet, uma novidade para a região. O produto será exposto pela IrrigaBem Consultoria, empresa de Barreiras (BA) que participa pela primeira vez do evento.

“É um produto diferenciado. O Controlador de Energia Elétrica pela Internet permite o monitoramento em tempo real do consumo de energia de pivôs, usinas de beneficiamento e outras grandes redes”, diz o diretor da empresa, Victor Nunes.

A expectativa de Nunes é sair da feira com vários contratos fechados. “Faremos forte divulgação sobre nossos serviços e vamos tentar trabalhar com um preço diferenciado para os contratos assinados na semana da feira”, conta.

O diretor da IrrigaBem lembra que o crescimento da Bahia Farm Show e o momento econômico favorável ao agronegócio também impulsionam as estimativas de negociações. “Acredito que a edição deste ano será uma das melhores, já que a feira está ficando mais estruturada. Além disso, a valorização das commodites está impulsionando o agronegócio e possibilitando aos produtores uma margem financeira maior para novos investimentos”, afirma Nunes.

Gaúchos querem fabricar álcool de arroz.

Colheita do arroz em uma lavoura do municipio de Camaqua, no Estado do RS. FOTO: Jefferson Bernardes / Preview.com

Cientistas gaúchos, da Agência de Desenvolvimento da cidade fronteiriça de São Borja, estão desenvolvendo projeto para o estudo da produção de álcool de arroz.  O arroz bem encontrando preços baixos há muitos anos e o Estado tem considerável estoque do produto. Segundo os técnicos, uma tonelada de arroz é suficiente para a fabricação de cerca de 420 litros de etanol. O trabalho que será realizado com a Agência de Desenvolvimento de São Borja prevê o levantamento de produções entre 50 milhões e 400 milhões de litros.
A fabricação de etanol do amido é uma tecnologia difundida no mundo, sendo responsável por um volume de produção maior do que a cana-de-açúcar. “Em termos tecnológicos não há o menor problema. A Rússia, por exemplo, faz álcool de trigo”, apontam.. No caso do arroz, o emprego do cereal para a fabricação de álcool pode ser observado no Japão.
Sobre o argumento que o uso do arroz na produção de etanol diminuiria a oferta na área de alimentos, técnicos respondem que a demanda desse segmento deve cair com o aumento da renda de populações de países como China e Índia. Esse cenário está fazendo com que o consumidor dessas nações migre para itens como trigo e carnes. Outro ponto destacado é que a mesma questão foi discutida quanto à destinação da soja para o biodiesel e hoje há um mercado consolidado desse combustível.

Se faltar tecnologia, é só contratar alguns dos detidos dos principais presídios brasileiros, onde se fabrica álcool, em larga escala, com o arroz que sobra das marmitas.

Bahia Farm Show vai conhecer maior plataforma de colheita das américas.

Um dos lançamentos mais esperados para a Bahia Farm Show 2011 vem da GTS do Brasil. A empresa vai lançar sua plataforma de milho X 10, nada menos que a maior das Américas, com quase 13 metros de comprimento e uma formatação de 26 linhas com espaçamento de 45cm. Tamanha grandiosidade combina com a feira, que detém o titulo evento do gênero que mais cresce no Brasil, e maior Feira de Tecnologia Agrícola e Negócios do Norte/Nordeste.

Em testes de campo, a plataforma obteve uma produtividade de mais de 13.000 sacas colhidas em 10 horas e será mais um atrativo do stand da empresa de Lages (SC), pioneira na fabricação de plataformas para colheita de milho em alumínio. “A previsão é que muitas negociações possam ser fechadas durante o evento, pois já vem sendo feito um trabalho bem forte na região”, diz o supervisor de marketing da GTS do Brasil, Rafael Silveira.

O lançamento e os excelentes resultados obtidos pelo agronegócio brasileiro nos primeiros meses do ano tornam a expectativa para a particiapação da empresa na feira ainda maiores. “A previsão é que este seja o melhor ano para a GTS na Bahia Farm Show, que participa pela quarta vez do evento”, diz Silveira.

A Bahia Farm Show é promovida pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação dos Revendedores de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado da Bahia (Assomiba), Fundação Bahia e Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães.

Há 20 anos, uma colhedeira com capacidade para produzir 1.500 sacas numa jornada de trabalho era olhada com espanto. As plataformas atingiam no máximo 17 pés e a capacidade de trilha dos equipamentos, com cerca de 115 hp, eram reduzidas.

Novas soluções em geotecnologia na Bahia Farm Show.

A Nordeste Topografia vai apresentar na Bahia Farm Show 2011 o resultado de seus trabalhos desenvolvidos com geotecnologia ao longo de 2010, como o uso de imagens de satélites e fotografias aéreas para identificação de lavouras, estimativa de safra e identificação de doenças. Os visitantes da feira de tecnologia agrícola e negócios que mais cresce no Brasil poderão conferir essas informações, entre os dias 31 de maio e 4 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA), que serão juntadas para a aplicação da agricultura de precisão.

“Iremos apresentar nesta edição a real área plantada de algumas culturas, por município, macrorregião e microrregião, ou caso necessário, lote por lote. Essa informação será de grande valia a todas as empresas do agronegócio que projetam seus objetivos a partir da área plantada do ano anterior”, conta o sócio-administrador da empresa, Epitácio Lustosa.

Além disso, a Nordeste Topografia, sediada em Barreiras (BA) e que participa pela segunda vez do evento, leva para a feira seus serviços de georreferenciamento e certificação junto ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), carro-chefe da empresa.“Poderá ser o melhor evento já ocorrido, devido à excelente safra que estamos tendo, com boa produtividade e bom preço”, conta Lustosa.“ Tudo o que favorece ao produtor reflete positivamente em todo o comércio”, afirma.

Esse também é o pensamento da Arvus, única empresa nacional fabricante de equipamentos para a agricultura e silvicultura de precisão, que estará na Bahia Farm Show.  “O produtor capitalizado tem mais poder de barganha e acaba fazendo melhor negócio”, diz o diretor de negócios da empresa, Gustavo Raposo. “Com os bons preços da soja, esperamos conseguir atingir boas vendas. É um ano muito bom e o mercado está aquecido”, conta.

Sediada no pólo tecnológico de Florianópolis (SC), a Arvus vai lançar o piloto automático durante a feira, que segundo Raposo, será o único produto nacional do gênero, apesar de não revelar mais detalhes do lançamento.

A Bahia Farm Show é promovida pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação dos Revendedores de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado da Bahia (Assomiba), Fundação Bahia e Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães.

Hoje, um seminário sobre logística do algodão.

Será realizado hoje, 13, o I Encontro Técnico de Logística Portuária, em Luis Eduardo Magalhães, no auditório da Fundação Bahia, a partir das 18h45, com o tema Exportação do Algodão Baiano pelo Porto de Salvador. Realizado pelo Terminal de Containers (TECON), em parceria com a Companhia das Docas da Bahia (Codeba), a Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia (Seagri) e a Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa), o evento tem como objetivo apresentar a evolução do Porto de Salvador e seu entorno. O encontro pretende mostrar que atualmente o Porto de Salvador é a melhor opção para o escoamento das exportações do algodão do Oeste da Bahia. Estarão presentes os produtores da região, assim como os  representantes de fornecedores da cadeia logística: porto, transportadoras, empresas de desembaraço aduaneiro, especialistas em despacho de fretes e armadores.

O I Encontro Técnico contará com as palestras: “Verticalização da Produção no Oeste da Bahia”, ministrada pelo representante da Fundação Getúlio Vargas, Anderson Galvão;  “Panorama Logístico da Bahia: os avanços no setor portuário”, ministrada pelo presidente da Codeba, José Rebouças; e “A nova realidade do terminal de conteiners de Salvador”, ministrada pelo diretor executivo do Tecon, Demir Lourenço Júnior. Após as palestras haverá um espaço para debates acerca do tema.

A Bahia é o 2º maior produtor de algodão do Brasil e o Oeste baiano relaciona várias características que o fazem sobressair-se na produção: grande disponibilidade de terras, com excelente topografia, ideais para mecanização; luminosidade intensa; águas em abundância; e uma das maiores bacias hidrográficas do nordeste brasileiro.

A presidente da Abapa, Isabel da Cunha, destaca que esse  encontro técnico  irá tratar da exportação do algodão produzido no oeste da Bahia, assunto que interessa todo o setor produtivo:

“Segundo dados levantados, em 2010, 80% da produção da Bahia foi exportada pelo Porto de Santos, 15% pelo Porto de Paranaguá e menos de 1% pelo Porto de Salvador. Precisamos identificar as demandas dos cotonicultores da região para que possamos analisar as questões logísticas e as rotas, visando  a viabilidade de  exportar através do Porto de Salvador. Pelo fato de ser mais próximo do local onde o algodão é produzido, consequentemente  irá reduzir os custos, podendo assim, melhorar a rentabilidade  dos produtores de algodão da Bahia”.

Ao realizar o Encontro, o TECON Salvador e as entidades parceiras aproximam-se ainda mais dos exportadores da região e terão a oportunidade de mostrar que o Terminal de Salvador é uma alternativa cada vez mais viável e competitiva no escoamento do algodão baiano. Com a expansão do TECON, o Porto de Salvador conta com uma maior estrutura para receber novas cargas; novas linhas da CMA CGM e CSAV com destino direto para a Ásia; possibilidade de estufagem dos containers na origem ou em Salvador; opção de frete de retorno com o fertilizante; e  economia em 800 km de distância em relação ao Porto de Santos.

Bahia Farm Show vai apresentar novidades para o agronegócio.

A Mercedes-Benz vai apresentar seu lançamento no segmento de caminhões extrapesados na Bahia Farm Show 2011, feira de tecnologia agrícola e negócios que mais cresce no Brasil, que ocorre de 31 de maio a 4 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA). A montadora estará presente no evento através da concessionária Brasília Motors, que possui filial em Barreiras (BA), e vai mostrar aos visitantes da feira a linha Actros, lançada no Brasil no final de 2010.

Na sua terceira participação na Bahia Farm Show, a Brasília Motors, além do Actros, também vai expor o modelo Atego 2425, do segmento semipesado, e os dois produtos da linha tradicional: o extrapesado LS-1634 e o veículo leve 710. “Acredito em volume expressivo de negociações devido à prorrogação da isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para caminhões e as linhas de crédito com juros atrativos”, conta o gerente geral da filial Barreiras, Luiz Fernando Lavagnino. Ele também aponta o forte crescimento da região Oeste da Bahia em todos os segmentos da economia como forma de impulsionar a realização de negócios no evento.

Outra empresa que vai apresentar novidades aos visitantes da Bahia Farm Show é a Gecal, de Luís Eduardo Magalhães, que comercializa insumos. A companhia ainda não revela os detalhes do novo produto, mas o gerente comercial da empresa, Fernando Luiz, conta que o carro chefe da Gecal na feira será o gesso agrícola Itaú.

“Pretendemos formalizar as negociações e realizá-las por total antes do plantio da safra 2011/2012. Também esperamos atingir nossa meta de vendas no ano durante a Bahia Farm Show, aproveitando o momento econômico favorável ao agronegócio nacional”, diz o gerente geral da empresa, que participa pela terceira vez da feira.

A Bahia Farm Show é promovida pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação dos Revendedores de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado da Bahia (Assomiba), Fundação Bahia e Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães. Com informações de Catarina Guedes, da assessoria de imprensa da AIBA.

Wagner destaca, em Pequim, indústria chinesa de soja para Barreiras.

Foto de Manu Dias

O governador Jaques Wagner destacou, hoje, em Pequim, a assinatura do protocolo com a empresa Chongqing Red Dragonfly Oil Company, para investimentos iniciais de R$ 300 milhões de um total de R$ 4 bilhões para implementação de um parque industrial de esmagamento de soja e produção de derivados no município de Barreiras,  que vai gerar 300 empregos diretos. “Eu tenho dito aos chineses que o interesse nosso não é vender o produto in natura, mas, sim, agregar valor fazendo a verticalização da cadeia”, revelou Wagner.

Único governador convidado pela presidente Dilma Rousseff para integrar sua comitiva, Wagner diz que está confiante nos resultados positivos dos encontros que tem mantido com o empresariado chinês, especialmente dos setores automotivo, minério de ferro, e ciência e tecnologia. “A receptividade à Bahia e ao Brasil tem sido muito boa, e eu creio que a gente volta com notícias muito positivas para o nosso Estado”, afirma o governador.

A intenção do Estado é atrair mais atenção dos empresários para o potencial econômico da Bahia. Por isso, uma mostra dos produtos da agricultura familiar também está acontecendo no Empório Casa Brasil, promovido pela Secretaria da Agricultura do Estado (Seagri). Produtos ainda foram expostos num restaurante da cidade.

Segundo Wagner, a Bahia hoje tem uma economia bem diversificada, “que vai desde a agricultura familiar, passando pelo agro-negócio, turismo, tecnologia, indústria e comércio”. Tudo esse panorama é por ele considerado favorável a investimento estrangeiro no estado.

“A gente tem que vir vender a Bahia para que todos possam levar investimentos, gerar mais emprego e mais riqueza. Estou trazendo desde chocolate, farinha de mandioca, mel, castanha de caju, geleia de umbu e de maracujá selvagem, a nossa comida, a nossa tradição, até grandes projetos de investimentos de infraestrutura ou na área da indústria automotiva ou da área mineral”.

Dilma pode trazer da China acordo para construção da esmagadora de Barreiras.

Foto Abril/Exame

A presidente Dilma Rousseff chegou nesta madrugada de segunda-feira (horário de Brasília) a Pequim, acompanhada de vários ministros e do governador Jaques Wagner. Na pauta principal dos acordos comerciais que Dilma vai assinar estão:

Educação

– A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o China Scholarship Council vão realizar intercâmbio de professores, pesquisadores e estudantes em programas de treinamento profissional.

– Instalação no Brasil do Instituto Confúcio, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Energia

– Eletrobrás e State Grid desenvolverão linhas de transmissão de longa distância.

– Parceria da indústria eletroeletrônica ZTE e da prefeitura de Hortolândia (SP) na construção de um pólo de produção de telecomunicações, com investimento de US$ 200 milhões.

– Petrobrás e Sinochem pesquisarão tecnologias de prospecção de energia.

Indústria

– Governo da Bahia e chineses vão investir em empresas de processamento de soja em Barreiras (BA).

– O Brasil quer autorização para ampliar a fábrica da Embraer na China (foto) e produzir o jato executivo Embraer Legacy 600. Também está sendo negociada a venda de 50 aviões do jato de médio porte EMB-190, da Embraer, além de mais 25 do modelo ERJ-145.

Meio Ambiente

– Desenvolvimento de biocombustíveis de segunda geração.

– Cooperação científica no gerenciamento sustentável e proteção dos recursos hídricos.

Padrão de qualidade

– Inmetro e laboratório chinês trocarão experiências sobre produtos, pesos, medidas, garantias e certificados de qualidade. A intenção é chegar a uma padronização da qualidade que será obrigatoriamente seguida pelos dois países nos produtos exportados.

Pesquisa e Desenvolvimento

– Criação de um centro de pesquisa Brasil-China para pesquisa em nanotecnologia.

– Instalação de uma unidade do Laboratório Virtual da Embrapa no Exterior, a exemplo das unidades criadas nos Estados Unidos, França, Inglaterra e Coréia do Sul.

Eduardenses participam da manifestação pelo Código Florestal

Uma caravana, composta por mais de 300 pessoas entre as quais agricultores e comunidade de LEM, participou nesta terça-feira, 5, em Brasília, da mobilização pela aprovação do novo Código Florestal, em discussão no Congresso Nacional.

De acordo com o secretário municipal de Agricultura, Jaime Capelesso, o substitutivo do deputado Aldo Rebelo ao Código não contempla a moratória prevista pela nova lei: “Somos a favor da aprovação, porém queremos a retirada da proibição do desmatamento no documento”, explicou.

Segundo o presidente do Sindicato Rural, Vanir Kölln, que coordenou, junto com Capelesso, a formação da caravana, outro anseio dos ruralistas é que haja uma abertura para que após a aprovação seja feito um estudo minucioso da realidade de cada Estado. “É preciso observar as particularidades regionais dos estados”.

Na opinião de muitos agricultores não apenas de LEM, mas de todo o Brasil, o Governo Federal deveria ouvir mais as universidades brasileiras, incluindo a visão de técnicos nacionais ligados ao setor agrícola.

Promovido pela Frente Parlamentar da Agropecuária e pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil, o movimento reúne diversos produtores de todo o país.

A tramitação da proposta de alteração do Código Florestal, um dos projetos mais polêmicos da legislatura passada, evidenciou a completa impossibilidade de conciliação dos interesses de ambientalistas e ruralistas

A bancada ruralista se articula para aprovar o novo Código Florestal no Congresso até 11 de junho. A partir desse dia, conforme o decreto 7.029, de dezembro de 2009, os produtores rurais precisam regularizar as áreas de reserva legal em suas propriedades.

Uma palestra sobre a demanda mundial de alimentos.

“O futuro da agricultura brasileira em um cenário de demanda mundial crescente” é o tema da palestra que a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) promove amanhã, 6 de abril, às 20h, com o engenheiro agrônomo e doutor em Administração, Marcos Fava Neves. A conferência faz parte da grade de eventos voltados ao aperfeiçoamento do produtor rural e agentes do agronegócio do Oeste da Bahia, que a entidade promove anualmente, e será realizada no Espaço de Eventos Quatro Estações, no Município de Luís Eduardo Magalhães, com entrada franca, prioritariamente, para os associados da Aiba.

De acordo o diretor executivo da Aiba, as mudanças pelas quais o mundo vem passando, sejam elas políticas, econômicas ou sociais, reconfiguraram a forma como as pessoas se relacionam, trabalham, produzem e posicionam-se no mercado. “Com o mundo interligado, os processos ficaram mais complexos. Muitas coisas que tínhamos como certas e imutáveis, hoje caíram por terra. Daí a importância da informação e o esforço da entidade em promover oportunidades como esta, que certamente contribuirá muito para o aperfeiçoamento das nossas ações”, diz Rasia.

Banco Mundial vem conhecer logística da bacia do São Francisco.

Uma comitiva liderada por funcionários do Banco Mundial e de outras instituições esteve esta terça-feira, 5, em Luís Eduardo Magalhães com o objetivo de realizar estudo sobre a criação do projeto Logístico Corredor Multimodal do Rio São Francisco.

O prefeito Humberto Santa Cruz recepcionou os visitantes, levando-os, pela manhã, no Centro Industrial Cerrado,  às indústrias Mauricéa e Ecofort.

A caravana de empresários e altos funcionários era formada por representantes do BIRD – Banco Mundial, do Ministério dos Transportes, DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Governos da Bahia e de Pernambuco, BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Valec e Codevasf – Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba.

“Essa logística é importante na consolidação e sustentabilidade do processo de ocupação do Oeste da Bahia, uma região que cresce numa velocidade impressionante”, afirmou o  prefeito Humberto Santa Cruz . Segundo ele, trata-se de um projeto para o futuro “para daqui a dez ou 20 anos”.

A iniciativa é da Codevasf, que convidou o Banco Mundial  para estar na região. Seis técnicos do BIRD da equipe de Washington (EUA) vieram para conhecer o Oeste da Bahia. A intenção é realizar um estudo sobre a criação de um Corredor de Transporte Multimodal para otimização do escoamento da produção, por meio  da Hidrovia São Francisco, da ferrovia Leste-Oeste e da malha rodoviária.

“Não podemos falar em valores ainda porque estamos conhecendo a região. O projeto será elaborado em etapas”, adiantou o gerente de projeto do BIRD, Ralf- Michael Kaltheier.

De acordo com Ana Bárbara Teixeira, assessora da Diretoria de Desenvolvimento Regional e Infraestrutura da Codevasf, esse é o primeiro passo:

“Estamos fazendo um levantamento, conhecendo a região para, num segundo momento, termos um diagnóstico e, a partir daí, elaborar o projeto”.

A comitiva é formada também por Fernando Crespo Diu, gerente de projeto do Banco Mundial, os especialistas em transportes do BIRD,  Stephen Muzira e  Reynaldo Bench; a consultora Andréa Leal; Luziel de Souza, diretor do Departamento de Programas de Transportes Aquaviários,  e Eduardo Rocha, ambos do Ministério do Transporte;  Leandro Soares Vargas, analista de Infraestrutura do DNIT; o advogado Mário Saadi Lima; o assessor-chefe da Secretaria de Planejamento do Governo da Bahia, Antonio Alberto Valença Raimundo Sampaio de Carvalho, superintendente de Desenvolvimento Agropecuário do Governo da Bahia; Sidnei José da Silva, secretário executivo de projetos estruturadores do Governo de Pernambuco; Dalmo dos Santos, do BNDES; e Alvane Ribeiro Soares, da Codevasf.

Como parte da programação da comitiva, o vice-presidente da  Aiba – Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia, Sérgio Pitt, mostrou um panorama da produção na região, através da palestra “O Agronegócio no Oeste da Bahia – contexto e desafios”, realizada na tarde desta terça, na Fundação Bahia.

“Hoje temos uma matriz produtiva diversificada e significativa,  e a logística é um dos maiores gargalos do setor agrícola. Precisamos dos modais para tornar nosso produto mais competitivo no mercado”, avaliou Pitt.

Participaram da palestra, o representante da Cargill, Arnem Costa, a presidente da Abapa, Isabel da Cunha, o gerente geral do Banco Nordeste, Ticiano Arrais Sydrião, o coordenador da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia, Pedro Mariano, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Agronegócios de Barreiras, Celito Breda, entre outras autoridades.

Expositores estreantes esperam bons negócios na Bahia Farm Show.

Foto de Eduardo Lena

As boas condições de clima e de mercado tornam positivas as expectativas para a realização de negócios durante a Bahia Farm Show 2011, feira de tecnologia agrícola e negócios que mais cresce no Brasil, que ocorre de 31 de maio a 4 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA). É assim que duas empresas, que expõem pela primeira vez na feira, aguardam o evento.

A Agroimport, de Luís Eduardo Magalhães, que distribui fertilizantes foliares, está confiante no sucesso das vendas. “Devido às chuvas que ocorreram na região, a tendência é de que a produtividade seja boa. Com o produtor capitalizado, e os bons preços das commodities, a tendência é aumentar a área, e mais fertilizantes serão necessários. A feira é uma ótima oportunidade de expor nossos produtos”, conta o representante da empresa, Elosmar Delfi. Segundo ele, o volume de negócios nesta safra deve crescer 20% em relação à anterior.

Outra empresa que expõe pela primeira vez na Bahia Farm Show é a Agrotecnologia, de Lapa (PR).  Com máquinas para agricultura de precisão, a companhia acredita que o bom momento do agronegócio vai refletir na feira. “Esperamos bons resultados na nossa estréia como expositores no evento”, conta Lilian Costa, do administrativo da empresa

A Agroimport e a Agrotecnologia fazem parte de um pequeno e seleto grupo de novos expositores da Bahia Farm Show, cuja área de expansão com a infraestrutura padrão do parque atingiu a capacidade máxima nesta edição. Este ano, dois meses antes da realização da feira, já foi comercializado, em área, mais que o equivalente ao seu tamanho da edição passada. O sucesso da edição anterior fez muitos expositores ampliarem suas áreas, sendo que alguns chegaram a quadruplicar seus espaços na feira. Por isso, a estratégia deste ano foi focar nos expositores das edições anteriores e captar novos participantes, em um limite de 15%. Investimentos em infraestrutura para novas ampliações estão previstos para 2012.

A Bahia Farm Show é promovida pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação dos Revendedores de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado da Bahia (Assomiba), Fundação Bahia e Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães.

500 ônibus chegam a Brasília para apoiar emenda ao Código Florestal.

A discussão sobre as mudanças no Código Florestal vai movimentar a agenda de ruralistas e ambientalistas nos próximos dias. Além da apresentação de uma nova versão do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB) sobre as alterações no código, representantes do agronegócio fazem hoje (5) uma manifestação em defesa do texto, na capital federal. Grupos ambientalistas devem reagir com atos públicos contra a flexibilização da lei ambiental.

Em julho do ano passado, uma comissão especial da Câmara aprovou a proposta de Rebelo para alterar a legislação ambiental. Polêmico, o texto foi alvo de contestações de ambientalistas, da comunidade científica e de movimentos sociais ligados à área rural. No início de março, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), decidiu reabrir a discussão para que instituições enviassem sugestões ao relatório de Rebelo.

Até agora, o relatório já recebeu pelo menos 54 sugestões de emendas. Cabe à Rebelo decidir se acolhe ou não as contribuições. O deputado já adiantou que pretende fazer algumas mudanças no texto, como a possibilidade de redução ainda maior das áreas de preservação permanente (APPs) nas margens de rios e a retirada da proposta de moratória de cinco anos para qualquer novo desmatamento.

Sete partidos já fecharam acordo para apoiar o relatório de Rebelo, mesmo antes de conhecer as possíveis mudanças: PMDB, PTB, PR, PP, PSC, PSB e DEM. O PT não concorda com todos os pontos, como a redução de APPs e anistia para desmatadores e enviou nota técnica sugerindo mudanças ao relator. O PSDB deve definir a posição do partido em reunião marcada para amanhã (5).

Segundo Rebelo, já há consenso sobre “mais de 90%” do texto. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse hoje (4), em São Paulo, que a discussão sobre o novo código está na “reta final para consolidar uma proposta que seja convergente de consensos”.

A expectativa é que Rebelo apresente a nova versão do texto ainda esta semana. Representantes de grandes produtores, liderados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), querem a aprovação de novas regras antes de 11 de junho, limite para regularização ambiental de propriedades rurais, previsto em decreto presidencial. Para a manifestação desta terça-feira, a CNA promete reunir cerca de 20 mil produtores. A programação inclui missa campal na Esplanada dos Ministérios, “abraço simbólico” no Congresso Nacional e visitas a deputados para pedir apoio à proposta original de Rebelo. De Luana Lourenço e Danilo Macedo, repórteres da Agência Brasil.

Só da região Oeste da Bahia estarão chegando hoje mais de 20 ônibus lotados à Brasília. À frente do movimento, o Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães e outras instituições.

Dia 5, mais um “Grito do Campo” em Brasília.

A presidente da Confederação Nacional da Agricultura, Kátia Abreu, quer reunir 20 mil pessoas na esplanada dos Ministérios, na próxima terça-feira, dia 5, para mostrar a união do campo em favor do substitutivo do deputado Aldo Rebelo ao novo Código Florestal. A Senadora ligou hoje para o presidente do Sindicato Rural, Vanir Kölln, para instá-lo a levar uma grande caravana a Brasília. Vários ônibus estão sendo preparados para a ação.

Os dirigentes de instuições do agronegócio estão esperando no mínimo 20 ônibus partindo do Oeste baiano.

O grupo de trabalho criado para analisar o substitutivo do deputado Aldo Rebelo(PCdoB-SP) ao Projeto de Lei 1876/99, que reforma o Código Florestal estará recebendo nesse dia as notas técnicas sobre o documento. As notas estão sendo elaboradas por entidades interessadas em participar do debate. Na próxima terça-feira (5), o grupo reúne-se novamente para discutir as propostas apresentadas.

Dia 5, grande manifestação de agricultores em Brasília.

A CNA – Confederação Nacional da Agricultura está convocando produtores rurais para a manifestação de 5 de abril em Brasília. Será uma maneira de demonstrar ao Congresso a angústia dos agricultores com o atraso na votação do novo Código Florestal.

Substitutivo de Aldo Rebelo ao Código Florestal receberá notas técnicas na quinta.

O grupo de trabalho criado para analisar o substitutivo do deputado Aldo Rebelo(PCdoB-SP) ao Projeto de Lei 1876/99, que reforma o Código Florestal, decidiu adiar até quinta-feira (31), às 12 horas, o recebimento das notas técnicas sobre o substitutivo. As notas estão sendo elaboradas por entidades interessadas em participar do debate. Na próxima terça-feira (5), o grupo reúne-se novamente para discutir as propostas apresentadas.

Na reunião desta terça-feira, os parlamentares discutiram notas técnicas sobre o substitutivo. O coordenador do grupo, deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), colocou em votação diversas solicitações, entre elas a do deputado Sarney Filho (PV-MA) para adiar por 48 horas a entrega das notas técnicas.

Punições aos produtores agrícolas

O deputado Reinhold Stephanes (PMDB-PR) discordou do adiamento, por considerá-lo como uma manobra para protelar a votação do texto. Segundo ele, com isso também devem ser suspensas as punições aos produtores agrícolas, que entrarão em vigor em junho.

Já o deputado Ivan Valente (Psol-SP) argumentou que, de qualquer forma, o debate não começaria hoje, porque os textos serão entregues aos deputados para análise.

Quanto à suspensão das punição aos agricultores, ele disse ser “sensível à proposta”, mas ressaltou que essa decisão não depende dos deputados, porque é “da alçada governamental”. “Podemos abrir esse prazo até sexta-feira e depois fazer o cronograma de trabalho da comissão”, propôs.

ABAPA promove certificação social e ambiental dos produtores.

A Bahia foi o primeiro estado do Brasil a iniciar o processo de certificação das propriedades que participam do Programa Socioambiental da Produção de Algodão (PSOAL).  Com o objetivo de orientar o cotonicultor, o PSOAL, está sendo implantado pela  Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), juntamente com a  Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), nas propriedades rurais.

O processo de certificação referente a safra 2010/2011, teve início no final de fevereiro e  está sendo realizada pelo órgão certificador, Intertek do Brasil. Inicialmente estão participando 13 propriedades, das quais dez já foram auditadas e conseguiram atingir índices que permitem a certificação. As demais  propriedades  serão auditadas até o final do mês de abril.

Segundo o coordenador do PSOAL na Bahia, o engenheiro agrônomo, Maurício Lopes,  com o início do processo de certificação está sendo evidenciado que as propriedades produtoras de algodão da região oeste estão respeitando as condições sociais trabalhistas. “O cotonicultor sabe a importância de um bom relacionamento com os funcionários. Não é só produção é o respeito ao trabalhador”, afirmou.

A metodologia implantada pela Abapa para desenvolver o PSOAL consiste em auxiliar  o produtor através de inspeções locais e entrevistas de campo, a realizar uma auto-avaliação das suas condições atuais, no que diz respeito ao cumprimento da legislação trabalhista vigente. “Através do preenchimento total de uma lista de verificação,  construída com base na legislação brasileira,     obtemos um relatório contendo as irregularidades e a partir disso, elaboramos um plano de melhorias a serem adotadas pelo produtor”, explicou Maurício.

Na realidade, a cultura do algodão de desenvolveu no Oeste baiano em cima da absoluta mecanização de tratos culturais e colheita mecânica do algodão. A mão-de-obra de baixa qualificação foi extinta das lavouras de algodão, trocada pela moderna tecnologia disponível. A certificação exigida pelos importadores passa por melhores condições trabalhistas e ambientais.

Uma obra meritória: inaugurado o CT do Sindicato Rural.

O presidente Vanir Kölln

“Queremos que todos se tornem grandes. Se não forem e puderem em extensão de terras, mas que sejam grandes em suas pequenas propriedades, agregando valor ao que produzirem e aumentando a renda familiar o que possibilitará o resgate da dignidade e cidadania de todos que aqui vivem”.

Com essas palavras, o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães, Vanir Kölln inaugurou na noite de ontem, quinta-feira, 24, as instalações do Centro de Treinamento Regional que vai capacitar profissionais para trabalhar em atividades voltadas ao agronegócio. O CT tem capacidade para formar, em mais de 60 cursos, entre 6 e 10 mil alunos por ano, e está recebendo equipamento de última tecnologia, na área do agronegócio, para treinar especialistas antes mesmo dessas máquinas chegarem à lavoura.

O CT e a nova sede do Sindicato tem 2.200 m² de área construída, em terreno de 4.500 m², e se somará ao Centro de Treinamento do SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, com mais 9.000 m², construção que se iniciará em 20 dias.

As parcerias acordadas entre Sindicato e o Fundo de Amparo do Trabalhador prevêem que de 40 a 50% dos alunos treinados ainda não estarão no mercado de trabalho. O treinamento fará com que eles acessem o primeiro emprego e aí está o principal mérito do ensino que será ministrado, com coordenação pedagógica do SENAR.

Entre as autoridades presentes na cerimônia de inauguração destaque para o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB), João Martins da Silva Junior; secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles; Senadora Kátia Abreu; deputado federal Oziel Oliveira; o presidente da Câmara, Cabo Carlos, o prefeito Humberto Santa Cruz, o agora juiz titular da Comarca de Luís Eduardo, Claudemir da Silva Pereira, o delegado de Polícia Judiciária, Rivaldo Luz, o comandante da CIPE-Cerrado, major Uszeda e o secretário de Segurança de Luís Eduardo, Eder Fior. Com investimento de R$ 3,5 milhões, o local de aprendizado só foi possível graças a contribuição de 480 produtores rurais do município e foi construído em um terreno doado pela prefeitura à época em que o hoje, deputado federal Oziel Oliveira, era prefeito.

Além de Luís Eduardo Magalhães, o sindicato compreende produtores rurais de outras cidades da região como Angical, São Desidério, Correntina, Jaborandi, Baianópolis, Cristópolis e Riachão das Neves.
O presidente do sindicato, Vanir Kölln, em emocionado pronunciamento fez questão de reforçar o compromisso da categoria com toda sociedade e também com a agricultura familiar, peça fundamental para o desenvolvimento econômico de toda região oeste.

O Centro de Treinamento Regional do Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães deverá ser o centro de capacitação do Brasil-Central, uma referência para país. Essa é a aposta do SENAR nacional, segundo anunciou o superintendente da instituição, Geraldo Machado.

Segundo ele, o Oeste é um marco nacional na história da aprendizagem rural. “É uma região das mais promissoras do país e já entrou no imaginário como um verdadeiro eldorado”.

Para o prefeito Humberto Santa Cruz, presente na solenidade de inauguração, a obra do Sindicato é uma grande conquista para Luís Eduardo Magalhães.  “Esse centro não é só de Luís Eduardo, é do Oeste e de toda Bahia. Como disse padre Antonio Vieira: ‘para falar ao vento, basta palavras; para falar ao coração são necessárias obras’. E esta obra fala diretamente ao nosso coração porque qualificará trabalhadores e não há nada que mais dê dignidade ao homem que o trabalho”, afirmou. Ele elogiou todos os membros do Sindicato e destacou, ainda, as parcerias empreendidas entre Prefeitura, entidades classistas e sociedade nas conquistas para o município.

O presidente do Sindicato Rural, Vanir Kölln, ressaltou em seu discurso a importância do homem do campo para o desenvolvimento da nação. “O homem do campo é patriota, gera empregos e movimenta 25% do PIB do Brasil”, afirmou.  Kölln também criticou a moratória imposta pelo novo código florestal. “É necessário que a sociedade, os representantes do setor agrícola e os governos estabeleçam normas mais condizentes com a realidade brasileira, sem rótulos”, destacou. Fotos de Guto Dourado, do site Uau Mais, e de Wilson Lima.


Safra cheia no Oeste baiano.

Jaime Capelesso, secretário de Agricultura de Luís Eduardo, ontem, 24, em entrevista ao Expresso, que será publicada na edição impressa que circula no aniversário da cidade:

“Nunca vi em toda a minha história de agricultor um ano bom como este para o agronegócio: boi, frango, milho, soja, café e algodão com o preço bom e mercado francamente comprador. Graças a Deus vai ser um ano cheio para todos que vivem do agronegócio”.

Eduardo Salles, hoje em Luís Eduardo, trabalha contra moratória florestal.

Menos de 24 horas depois de ter entregado, em Salvador, ao deputado federal Aldo Rebelo, relator do projeto do novo Código Florestal Brasileiro, manifesto contra o Artigo 47 do projeto, que proíbe por cinco anos a abertura de novas áreas agricultáveis, o secretário da Agricultura da Bahia, engenheiro agrônomo Eduardo Salles estava Brasília nesta terça-feira, 22, defender e buscar apoio para a retirada da moratória por ser danosa para o Estado e para o Nordeste. Eduardo Salles discutiu o assunto com o deputado federal Moreira Mendes, (PPS/RO), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária na Câmara de Deputados, solicitando apoio para evitar que a Bahia e o Nordeste sejam prejudicados pelo novo código florestal, reivindicando que os biomas cerrado e caatinga sejam deixados de fora da proibição.


Ao participar nesta terça-feira da reunião do Conselho dos Secretários de Agricultura, na qual estiveram presentes 20 secretários estaduais e o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Milton Elias Ortolan, Salles afirmou que o projeto do novo código como um todo é bom para a agricultura e para o meio ambiente, “mas o Artigo 47 é danoso tanto para a agricultura empresarial como para a familiar, e atinge em cheio a economia baiana, que tem no setor um dos seus mais importantes lastros”. O secretário baiano pediu o apoio do Ministério da Agricultura e dos colegas para a retirada da moratória do relatório do novo Código Florestal Brasileiro que será apresentado nos próximos dias pelo relator, deputado federal Aldo Rebelo.

“Não é justo que os estados do Sul e do Sudeste tenha se desenvolvido e o Nordeste, especialmente a Bahia, que vive um momento de fortalecimento da agropecuária e prioriza a agroindustrialização, não possam se desenvolver, prejudicados pela moratória proposta pelo Artigo 47 do novo Código Florestal Brasileiro”, pondera o secretário Eduardo Salles. Ele afirma que se o relatório for aprovado sem modificação a moratória impactará consideravelmente as regiões de fronteiras agrícolas, em especial a região Oeste da Bahia e o semi-árido baiano, impedindo novos investimentos e travando o desenvolvimento estadual. O bioma Caatinga cobre 70% do território baiano e concentra as populações mais pobres, onde vivem cerca de 6,5 milhões de pessoas.

O secretário disse ainda que a Bahia tem responsabilidade ambiental e informou que 55% da caatinga e 65% do cerrado baiano estão intocados. “Estamos priorizando a agroindustrialização do Estado e precisamos dobrar a produção”.

O manifesto destaca que “a Bahia reivindica para si e para o Nordeste como um toda, uma ocupação planejada e sustentável. Para isto já deu mostras de sua preocupação e comprometimento com o meio ambiente e a sustentabilidade, ao implantar um dos mais completos e modernos planos de adequação e regularização ambiental dos imóveis rurais, com a plena resposta positiva dos produtores e sociedade”.

Hoje, 24, o Secretário estará em Luís Eduardo para a festa de inauguração do Centro de Treinamento e nova sede do Sindicato Rural, uma obra de mérito dos agricultores da região, que deverá formar entre 6 e 10 mil técnicos por ano, através do SENAR. São mais de 60 cursos especializados para o trabalho no campo.