Soja segue subindo apesar das chuvas na Argentina.

As cotações da soja em Luís Eduardo e região bateram hoje na casa dos 49 reais redondos, apesar dos recuos de Chicago, com preços pressionados pelas chuvas significativas que caíram no final de semana. Aliás, para quem estava acompanhando o Rally Dakar, já havia sinal de muito barro e muita chuva na sexta-feira. E nas tomadas aéreas dava pra ver que as lavouras argentinas são ruins, mostrando fraca arquitetura de plantas, pois ainda não cobriram a linha.
“Já faz muito tempo que não chove assim aqui na Argentina”, afirmou um produtor de milho e soja de General Villegas, ao norte de Buenos Aires. O local recebeu entre 20 e 40 mm de chuva no fim de semana.
No entanto, apesar do recuo, hoje em Chicago, os preços operaram próximos da estabilidade, encontrando suporte nos bons momentos do milho e do trigo. Além disso, a fraqueza do dólar também ajudou a limitar um pouco as perdas e ameniza a pressão do fator climático. A redução de área de plantio de soja nos últimos anos nos Estados Unidos, calculada em 8 milhões de acres, cerca de 3,2 milhões de hectares, e a demanda do milho para fins energéticos (cerca de 120 milhões de toneladas) devem segurar a soja nos atuais patamares.

A nota dissonante foi a descoberta de ferrugem em algumas lavouras de Luís Eduardo, ocasionada certamente pelas chuvas contínuas e pouca luz nos últimos 30 dias.

Soja tem alta expressiva

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos reduz previsões de produção e estoques americanos. Com isto, a Bolsa de Chicago teve alterações positivas da cotação da soja em quase 60 centavos de dólar por bushel, em todos os vencimentos, de janeiro a junho. Em Luís Eduardo Magalhães a cotação da saca de 60 kgs bateu em 48 reais. Se a presidente Dilma segurar a cotação do dólar, passa fácil dos 50 na safra. A seca no Cone Sul é outro fator altista.

Fungos, mosca branca, nematóides. Estaria chegando ao fim o ciclo da soja no Brasil?

O consultor e agrônomo Agmar Lima, do Mato Grosso, faz previsões sombrias sobre o cultivo da soja, a mais rentável da moderna lavoura brasileira. Ele afirma:

“Os produtores têm preocupações pontuais em relação à cultura da década, como o aparecimento de pragas e doenças novas na década – caso da ferrugem asiática e da soja louca – hoje uma grande ameaça à sojicultura. Alguns chegaram a atingir mais de 80 sacas de soja em alguns talhões, antes do aparecimento da ferrugem. Até hoje não foi possível repetir o feito, obtendo altíssimas produtividades. Conforme dados da Conab, não houve aumento de produtividade nos últimos quatro anos no Brasil. Além da soja louca, da qual existem ainda dúvidas sobre seu agente causador, existe também a mosca branca, considerada a praga do século, os nematóides, que podem ser a praga que poderá terminar com o ciclo da soja em nosso Estado e no Brasil.”

O agrônomo conta que os nematóides tiraram grandes produtores da atividade e, agora, “estão em toda parte causando danos que muitas vezes os produtores não estão vendo. Existem soluções? Sim, mas com um alto custo. Talvez a revolução verde dos anos 50 esteja no fim.”

Valor bruto da agricultura poderá crescer mais de 8% em 2011.

O Ministério da Agricultura estima que a produção agrícola em 2011 deverá atingir valor bruto de R$ 187 bilhões. Se confirmado, o resultado será 8,3% superior aos R$ 172,7 bilhões obtidos no ano passado.

A estimativa é baseada na tendência de alta nos preços dos principais produtos agrícolas, além de uma perspectiva de safra favorável.

Segundo a última estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de grãos do ciclo 2010/2011 deve atingir 149 milhões de toneladas, alta de 0,1% sobre a safra recorde do ano passado.

As maiores altas são projetadas para a uva (55,9%), o feijão (41%) e o algodão (38,3%). O ministério também projeta alta para as produções de milho (10,7%) e soja (5%).

Cotação da soja recupera-se de perdas do dia anterior.

A cotação da soja recupera-se hoje de perdas ocasionadas pelo advento de chuvas pontuais no Cone Sul e, principalmente, pelo fato do dólar ter batido no fundo do poço, a R$1,65. Hoje o dólar e as cotações da leguminosa tem ganhos em todos os fechamentos. Em Luís Eduardo, oscilava entre 46 e 47 reais a saca de 60 kilos.

Salles está confirmado na Agricultura.

Eduardo Salles (PP) confirmadíssimo para continuar na Secretaria da Agricultura de Wagner. Apesar dos ciúmes que a atuação do jovem secretário causa em alguns deputados do PT e do PCdoB, no governo, comenta-se que vale a pena mantê-lo.

Horita diz que 80% da produção de grãos pode parar.

Já foram embargadas 53 propriedades pelo IBAMA e no momento mais de 700 agricultores estão correndo o risco de terem as propriedades também embargadas, o que representa 80% da produção de grãos do Oeste. A afirmação é de Walter Horita, presidente da AIBA, em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia.

Soja em alta. Produtores ampliam fixação dos preços.

Os preços atrativos da soja têm levado muitos produtores a antecipar a comercialização da oleaginosa. No Rio Grande do Sul, cerca de 15% dos sojicultores já se adiantaram nas vendas e, no Mato Grosso, esse índice ultrapassa os 60%. Se comparado aos valores praticados nos meses de novembro e dezembro de 2009, os preços em 2010 estão, em média, 15% mais valorizados. “Quem planejou a venda antecipada da soja conseguiu garantir boa remuneração”, afirma o consultor de mercado da Scot Consultoria, Rafael Ribeiro.
Tomando como referência os preços de Paranaguá (PR), a soja está cotada no País a uma média de R$ 50,00 a saca de 60 quilos, valor considerado como o mais alto do ano. Em dezembro, foi registrada pequena queda, considerada normal, em função da redução do ritmo de negócios pela proximidade do fim de ano.

A AIBA informava hoje que a venda da soja está sendo feita a 46 reais a saca, um preço 164% maior do que em março deste ano, quando o grão foi comercalizado a 28 reais a saca. A fixação ou “travamento” dos preços deve ser ampliada no mês de janeiro entre os produtores.

A seca que assola as regiões agrícolas da Argentina faz os produtores brasileiros esticarem os olhos sobre as oportunidades oferecidas por uma possível frustração de safra no país vizinho. Além de a notícia ser favorável ao aumento das cotações de soja e milho, o mercado internacional provavelmente recorreria à produção brasileira para suprir a demanda tradicionalmente atendida pela Argentina.

Governo empurra com a barriga a votação do Código Florestal.

A malograda manobra da bancada ruralista para tentar votar o regime de urgência para a mudança do Código Florestal, tentada no início desta semana, tem mais um capítulo antes do final do ano. O líder do Governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT/SP), anunciou que o pedido de urgência será colocado na pauta de terça-feira (14).

“O governo já disse que não quer votar o projeto este ano, mas existe uma pressão real do Congresso nesse sentido. Uma maneira que encontramos para lidar com a situação foi inserir na pauta o pedido de urgência, mas sabendo que a votação só ocorrerá o ano que vem”, alegou Vacarrezza

Barreiras e São Desidério entre os 13 maiores produtores agrícolas.

O IBGE divulgou agora, às 10 horas, um extenso trabalho sobre o PIB – Produto Interno Bruto dos Municípios. São Desidério e Barreiras estão entre os municípios que têm o maior valor de produção agrícola na particição do PIB do País.

Em 2008, 189 municípios agregavam cerca de 25,0% do valor adicionado bruto da agropecuária do Brasil e 655 municípios agregavam apenas 1,0% do valor adicionado bruto da agropecuária. Os 13 municípios com os maiores valores adicionados da agropecuária representavam cerca de 5,0% do total (Tabela 11).

O cenário internacional favorável e as boas condições climáticas beneficiaram as plantações de soja e milho em 2008. Sorriso, Sapezal, Campo Verde, Nova Mutum, Primavera do Leste, Campo Novo do Parecis e Diamantino, municípios mato-grossenses, registraram altos valores das produções de soja (em grão), milho (em grão) e algodão herbáceo (em caroço). O município de Sorriso, pelo segundo ano consecutivo, foi o maior produtor de grãos.

Soja cai mais um dia. Mas o viés é de alta.

Segundo o portal Notícias Agrícolas, as chuvas que ocorreram no último final de semana na Argentina atingiram apenas 40% das áreas de lavouras de soja, fazendo avançar 10% do plantio e faltam ainda 30% de área para semear. Previsão de chuvas para o próximo final de semana aos argentinos deve ser novamente mal distribuídas.

Da Argentina, o analista de mercado da AgriPAC, Pablo Adreani, afirma que as lavouras de soja precisam de chuvas regulares até os próximo 10 dias para que consigam recuperar o atraso do plantio e assim não sofrerem maiores perdas.

De olho no risco climático na América do Sul, as cotações da oleaginosa tendem a se sustentar no curto prazo, até as próximas quatro semanas, num cenário altista já que a demanda por grãos vinda principalmente da China continua muito forte no mercado internacional.

Ao longo da BR-020, no Oeste baiano, as lavouras de soja estão em processo vegetativo vigoroso, com chuvas espaçadas, mas regulares, atendendo à velha máxima de que bom é “água no pé e sol na cabeça”. Com insolação forte, a soja cresce mais rápida e livre de doenças fúngicas. Apenas em áreas localizadas, o milho mostra alguma deficiência hídrica. As lavouras de algodão já caminham para a conclusão do plantio e esse regime de chuvas mais espaçadas pode ser também muito bom para a cultura.

Aiba entrega a Jaques Wagner e deputados documentos contra ações ilegais do Ibama

Os recentes desrespeitos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente – Ibama ao Plano de Adequação e Regularização Ambiental dos Imóveis Rurais/Oeste Sustentável levaram a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia – Aiba a se manifestar junto ao Governador do Estado, Jaques Wagner e aos parlamentares estaduais baianos no início deste mês. O objetivo foi externar a insatisfação dos produtores baianos com o órgão ambiental federal que, apesar de ser anuente ao Plano, vem multando e embargando propriedades no Oeste da Bahia, sob o escudo de um parecer da sua Procuradoria Geral, que alega que nenhuma lei ou decreto estadual tem alcance para impedir o poder de polícia do Ibama.

O ex-ministro Minc, quixotesco e bravateiro, iniciou um longo período de repressão aos agricultores, quase sempre com injustiças significativas, como foi a prisão de um agricultor, acusado de ter desmatado uma reserva federal. Dias depois ficou provado que o erro era do GPS do IBAMA.

Através de uma carta ao Governador, outra ao presidente da Assembléia Legislativa da Bahia, Jaques Wagner, e de um manifesto entregue a cada um dos parlamentares baianos, a Aiba relatou a arbitrariedade e a inconstitucionalidade dos atos do Ibama, que, além de minimizar a legislação estadual, ferem a Constituição Federal, na medida em que não atendem aos procedimentos básicos de notificação prévia e direito à defesa dos produtores nos casos de multas e embargos. Todas as denúncias foram documentadas com uma série de documentos anexos, entregues ao governador e aos deputados, dentre os quais o Protocolo de Intenções assinado em 05 de junho de 2009, pelo então presidente do Ibama, Roberto Messias, pelo então ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e pelo governador Jaques Wagner, no qual se comprometeram a envidar esforços, através do Plano de Regularização, para resolver o problema do passivo ambiental no estado. Nos documentos constava ainda a cronologia do Plano, construído sobre sólido alicerce legal.

Procuradores discutirão o caso

Após a reunião entre o vice-presidente da Aiba, Sérgio Pitt, e o presidente da ALBA, Marcelo Nilo, o diretor regional da Aiba, João Lopes Araujo, reuniu-se com o procurador geral da Assembléia, Graciliano Bonfim, que recebeu uma cópia dos documentos entregues ao deputado Marcelo Nilo. Segundo o procurador, a inobservância da lei estadual por um órgão federal deverá ser discutida em conjunto. Ele informa que, a princípio, foi pedida uma reunião com o procurador geral do Estado da Bahia, Rui Morais Cruz, e também com o procurador geral do Município de Salvador, Pedro Guerra, uma vez que a capital baiana vem tendo problemas semelhantes aos que acontecem na região Oeste, e que muitos deles foram levados aos tribunais.

“Já há alguns entendimentos neste sentido na esfera municipal, que podem servir de referência para o caso do Oeste”, diz o procurador da ALBA. Além disso, Graciliano Bonfim aventa a possibilidade de um encontro com o presidente do Tribunal Regional Federal, em Brasília, acompanhado dos demais procuradores, para esclarecer a questão. “Afinal cabe ao TRF julgar as demandas que envolvem os órgãos internos da União, como as autarquias federais”, concluiu Bomfim. A Aiba aguarda a repercussão dessas iniciativas. Leia o manifesto dos agricultores em sua íntegra: Continue Lendo “Aiba entrega a Jaques Wagner e deputados documentos contra ações ilegais do Ibama”

Um novo frigorífico de aves para reduzir o déficit de frango na Bahia.

Humberto, João Leão, Negromonte Jr. e Salles, com diretor da Mauricéa.

O frigorífico Mauricéa, inaugurado hoje, 2, em Luís Eduardo, é resultado de um aporte de R$ 100 milhões, realizado em sua maioria a partir do segundo semestre do ano de 2004 e totalmente feito com recursos próprios da empresa.

A empresa vai gerar 470 empregos diretos e mais 750 vagas em 2011.

O empreendimento, a plena capacidade, abaterá 300 mil aves por dia. Além disso,  tem uma grande fábrica de rações, com beneficiamento do milho e soja produzido na Região, que no auge da produção deverá produzir alimento para cerca de 18 milhões de aves diariamente.  O incremento do abate se realizará paulatinamente, já que a empresa não conseguiu terceirizar os criatórios no município, atividade típica de pequenas propriedades, as quais são  muito rarefeitas na zona de grandes lavouras. Toda a produção abatida estará, da incubação de ovos ao frango adulto, na responsabilidade direta da administração da Empresa, numa verticalização inédita para o setor.

Com a plena capacidade industrial do novo frigorífico, a Bahia reduzirá seu deficit na produção de carnes de aves, que hoje está em 50% do consumo e alcança quase 40 quilos per capita/ano. Apoiará a produção, um extenso sistema de distribuição por todo o Estado, contando com o apoio de uma frota de caminhões frigoríficos de expressão.

No frigorífico da Mauricéa, além do abate do frango para venda inteiro ou em partes, incluindo os miúdos, se produz ainda embutidos de frango e outros derivados. Até a produção de esterco das aves confinadas nas granjas de Barreiras é significativa, servindo para fertilizar lavouras da fruticultura e de horti-granjeiros.

A inauguração.

“Buscamos a qualidade para continuar crescendo”, afirmou o diretor da Mauricéa, Marcondes Antônio Tavares de Farias, na inauguração da unidade industrial, que teve a presença de autoridades do Estado e da Região, entre elas o secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles; o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz; o deputado federal João Leão; o deputado eleito Mário Negromonte Jr.; o presidente da Câmara Municipal de Luís Eduardo, Eder Ricardo Fior e vereadores; os presidentes da AIBA, Valter Horita; o presidente do Sindicato Rural, Vanir Köln; e a presidente da ABAPA, Isabel da Cunha.

Também estiveram presentes o deputado federal eleito, Oziel Oliveira; a prefeita de Barreiras, Jusmari Oliveira; e a deputada estadual eleita, Kelly Magalhães.

O constrangimento entre grupos políticos opositores presentes era visível. Tanto que apenas o diretor-presidente da Mauricéa descerrou a placa de inauguração e o corte da fita inaugural do frigorífico foi feito apenas pelo prefeito Humberto Santa Cruz e pelo secretário Salles, além de Marcondes Farias, apesar do mestre de cerimônias ter pedido a presença de todas as autoridades.

Soja vale um terço do que valia em 70. Por isso absorve 5 vezes mais investimento.

As últimas cotações da soja indicam para março cotações em torno de 480 dólares a tonelada. Pois bem: os pioneiros, no Rio Grande do Sul, chegaram a vender a soja a 550 dólares a tonelada métrica. Agora imagine a desvalorização do dólar por 40 anos, mesmo com inflações que atingiram apenas 2 ou 3% ao ano, e terá hoje um valor no mínimo 3 vezes maior. Teríamos então um valor em torno de 1.500 dólares a tonelada no porto, o que daria uma valor de  153 reais a saca.

Por isso. o custeio da lavoura naquela época custava entre 8 e 10 sacas por hectare. Hoje, encostamos em custeios de valores de referência acima de 40 sacas, com viés de 50. Quem colhia na época 30 sacas por hectare ficava rico no primeiro ano. E a concorrência para a proteína da soja dependia apenas da safra da anchoveta na costa peruana, principal insumo na época para o fabrico de rações animais.

A produção brasileira, basicamente originária do Rio Grande do Sul, em 70, de 1,5 milhão de toneladas, assombrava. Hoje multiplicou-se por 40 com a inclusão dos solos ácidos do cerrado. Quem via as produções do Mato Grosso, do Distrito Federal, da região de Rio Verde no início da década de 80 pensava com seus botões: “Vou ficar muito rico em três anos”. Não foi bem assim que a história aconteceu. Mas certamente valeu a pena.

A soja fundou vilas, cidades e estados. E foi responsável pela migração de sulistas para todo o Brasil, numa diáspora que começou pela região do hoje estado do Mato Grosso do Sul e foi parar em Roraima, já no hemisfério Norte. Com o desenvolvimento de variedades pouco exigentes em água, deverá em breve atingir até o semi-árido nordestino.

Soja: da Argentina ao semi-árido, um longo caminho em 40 anos, que inclui até uma porção da Amazônia Legal.

Pecuária da Bahia é primeira em cabras e asnos.

A Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2009, divulgada nesta quarta-feira (24), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), traz dados sobre o rebanho da Bahia:

Primeiro lugar

– A Bahia tem o maior rebanho de caprinos do Brasil, com 2,7 milhões de cabeças, que representam 30% do rebanho nacional.

– Casa Nova e Juazeiro são, respectivamente, a primeira e segunda colocada no ranking das cidades com maiores rebanhos de caprinos do País. Ao todo, são 9 cidades baianas entre as 20 com maiores rebanhos de caprinos no Brasil. Além das duas primeiras, também estão no ranking: Curaçá, Uauá, Canudos, Monte Santo, Campo Formoso, Remanso e Jaguarari.

– A Bahia tem o maior rebanho de asininos do País, com 279 mil cabeças, 27% do 1 milhão de cabeças existente no Brasil.

– Feira de Santana (10 mil cabeças) é a cidade brasileira com o maior rebanho de asininos. No ranking dos 20 municípios brasileiros com mais asininos, estão ainda outras sete cidades baianas: Jaguaquara, Casa Nova, Juazeiro, Jacobina, Curaçá, Miguel Calmon e Cansanção.

– A Bahia tem o maior efetivo de muares do Brasil, com 291 mi cabeças, o equivalente a 22,8% do rebanho nacional de 1,2 milhão.

– Una é a sexta cidade do país com mais muares: 3,9 mil cabeças. Barra do Estiva, Ilhéus, Esplanada, Itajuípe, Ituaçu, Feira de Santana e

Laje são as outras cidades baianas que integram o ranking dos 20 municípios brasileiros com mais muares.

Segundo lugar

– A Bahia tem o segundo maior rebanho de ovinos do País, com 3 milhões de cabeças, que representam 18% do rebanho nacional. O Estado perde apenas para o Rio Grande do Sul (3,9 milhões).

– Casa Nova (225 mil cabeças) é a terceira cidade do país com o maior rebanho de ovinos, perdendo apenas para as cidades gaúchas de Santana do Livramento (401 mil) e Alegrete (239 mil). Juazeiro, Uauá, Monte Santo e Ipirá são as outras cidades baianas que integram o rankingo dos 20 municípios brasileiros com maior rebanho de ovinos.

– A Bahia tem o segundo maior efetivo de equinos, com 598 mil cabeças, perdendo apenas para Minas Gerais (800 mil). Na Bahia, estão 10% de todos os equinos do Brasil.

– Só em Feira de Santana, segunda cidade do País com mais equinos, são 17 mil cabeças, o equivalente a 0,3% do número de equinos no Brasil. A única cidade que ganha de Feira de Santana é Corumbá (MS), com 30 mil equinos.

– A Bahia tem o sétimo maior efetivo de coelhos, com 9,3 mil cabeças, o equivalente a 3,9% do rebanho nacional. Feira de Santana é o município com o segundo maior número de coelhos. Só na cidade são 5 mil cabeças.

– A Bahia tem o sétimo maior rebanho de suínos do Brasil, com 1,7 milhão de cabeças, que representam 4,6% do rebanho nacional.

– A Bahia tem o nono maior rebanho de bovinos, com 10,2 milhões de cabeças, que representam 5% do rebanho nacional.

– A Bahia tem o décimo maior rebanho de bubalinos, com 19 mil cabeças, o equivalente a 1,7% do rebanho nacional.

Veja outros dados aqui, no site do IBGE.

Seminário debate, nesta quinta, rumos do agronegócio baiano.

O vice presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Sérgio Pitt, será um dos palestrantes do seminário “Agenda Bahia: olhando 10 anos à frente”, que a Rede Bahia de Comunicação promove nesta quinta-feira, 25 de novembro, no auditório da Federação das Indústrias do Estado da
Bahia (Fieb), em Salvador. Em sua apresentação, Pitt vai abordar os desafios para o crescimento do agronegócio, atividade que responde por mais de 30% do PIB baiano e um terço dos empregos gerados no estado, com ênfase nos entraves ao desenvolvimento pleno da atividade agrícola.

Economista, administrador e produtor rural, com um histórico de mais de 15 anos na Aiba, Pitt irá se concentrar no caso do Oeste da Bahia, uma referência do agronegócio brasileiro, responsável pela produção de 5 milhões de toneladas de grãos, entre soja, milho, algodão e café. Em sua abordagem, ele tratará dos aspectos produtivos, logísticos, ambientais, e dos pontos que vulnerabilizam o produtor, que vão desde a falta de estrutura portuária, a insegurança jurídica, e, ainda, o que ele chama de “gargalo ideológico”, causado pela falta de informação e o pelo preconceito.

“A escolha do tema Agronegócio como um dos tópicos do Agenda Bahia mostra que a importância deste setor começa a ser entendida pelo cidadão urbano. Mas, ainda falta muito. As pessoas mal sabem de onde vem o alimento que consomem ou a roupa que usam e por isso não têm idéia do quanto suas vidas dependem do campo”, diz o vice presidente da Aiba.

O Agenda Bahia tem como tópicos, além do Agronegócio, Infraestrutura, Sustentabilidade e Turismo.  A programação terá início às 9h. A entrada é franca. Por Catarina Guedes, da Agripress.

Segunda, plantio de frutas de clima temperado na Bahia.

Segunda, 22 de novembro de 2010, será um dia histórico para o Vale do São Francisco, segundo a Codevasf. Nesta data, serão plantadas as primeiras mudas de maçã, pêra e caqui no Perímetro de Irrigação Senador Nilo Coelho.

Nesse ensaio para produção em escala comercial, 1000 macieiras, 1000 pereiras e 450 caquizeiros, vindas do Paraná, serão testadas numa área de 1,5 hectare irrigado de um lote agrícola no Núcleo Habitacional IV (N4).

O processo de adaptação climática, floração e frutificação dessas plantas terá acampamento do pesquisador da Embrapa Semi-árido, Paulo Roberto Coelho Lopes, que desde 2005 trabalha nos estudos para diversificar a fruticultura na região.

A inserção da maçã no Nilo Coelho é resultado do Projeto de Integração e avaliação de culturas alternativas para as áreas irrigadas do semiárido brasileiro desenvolvido pela Embrapa Semi-árido com financiamento da Codevasf, Banco do Nordeste e Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco – Facepe. Só a Companhia repassou cerca de R$ 1 milhão para o projeto.

“Os investimentos em pesquisas são responsáveis pelo fortalecimento do agronegócio no Brasil. E são as inovações científicas e tecnológicas que estão proporcionaram a introdução dessas três novas variedades agrícolas no Vale do São Francisco”, destaca o superintendente da Codevasf em Pernambuco, Luís Eduardo Frota ao ressaltar que nessa fase preliminar serão verificados, entre outros aspectos, o desempenho agronômico, a vulnerabilidade e a lucratividade dessas culturas para os produtores do Perímetro Nilo Coelho.

O cultivo da maçã numa região com altas temperaturas durante a maior parte do ano ganhou destaque no campo científico. Isso porque a maçã é uma fruta de clima temperado, algumas variedades exigem entre 300 e 350 horas de frio com temperatura em torno de 7º C. Contudo os limites climáticos estão sendo superados.

No campo experimental da Embrapa, localizado no Perímetro de irrigação Bebedouro, já vão sendo colhidas duas safras do fruto da macieira.

No Vale do São Francisco, as variedades de maçã que tiveram melhor adaptação ao clima quente da região foram Eva, Julieta e Princesa. Elas sofreram indução genética para frutificarem no período da entressafra nacional, o que coincide com os meses de junho e julho, tradicionalmente os mais frios no Sertão com média de temperatura mínima oscilando de 18º a 20º C.

A maçã, agregado ao fato de reduzir em 35% o risco de câncer intestinal, é uma fruta em expansão no mercado agrícola. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior apontaram o crescimento de 18% nas exportações de maçãs alcançando em 2008 um faturamento de US$ 80 milhões para a balança comercial do Brasil. JC OnLine – Recife

A Bahia, por seu grande território, grande volume de insolação e facilidades de irrigação, ainda vai ser o grande produtor do agronegócio brasileiro.

Cotação volátil da soja recupera perdas dos últimos 7 dias.

Após sessões consecutivas de perdas, o mercado de soja registrou fortes ganhos no dia de hoje em recuperação técnica com grande suporte externo. A recuperação do euro frente ao dólar com a expectativa de que a Irlanda solucionará (pelo menos temporariamente) o problema da dívida do país junto ao FMI e União Européia, renovou o interesse dos investidores nos ativos de risco. Em Luís Eduardo Magalhães, a soja voltou a ser comercializada a 46 reais a saca de 60 quilos, recuperando perdas que se acumulavam desde quinta da semana passada.

Saco de gatos ferozes

Glauber Silveira, presidente da APROSOJA, diz, através do twitter, que “o clima em Brasília está muito tenso, pois os acordos partidários não estão acontecendo como o PT esperava – o PMDB está muito fortalecido.” Glauber adiantou ainda que tem esperanças que o novo Código Florestal seja votado ainda este ano. Para os agricultores seria uma tragédia repetida negociar com as novas bancadas um problema tão sensível às manobras políticas.

ABAPA tem nova presidente.


Foto do Jornal Nova Fronteira

Isabel da Cunha é a nova presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão – ABAPA. Gaúcha de Tapera  e desde o início dos anos 80, produtora em Luís Eduardo Magalhães, onde planta algodão em consórcio com a família há mais de dez anos e deverá cultivar nesta temporada 4,2 mil hectares da pluma. Ao assinar o termo de posse, a produtora ressaltou que assumir a presidência da Abapa é uma honra e um grande desafio. “Honra pelo respeito e credibilidade que a Abapa representa no meio empresarial e social. Desafio porque sei da responsabilidade que o cargo exige, porém tenho plena convicção das minhas funções. Estou certa de que com firmeza, determinação e apoio dos meus colegas da diretoria conseguirei vencer as dificuldades e farei uma gestão positiva para todos”,  afirmou Isabel da Cunha.

Bahia em busca de experiência na Nova Zelândia.

Foto do Globo Rural

A revolução que os neozelandeses estão fazendo na pecuária leiteira no município baiano de Jaborandi, na Fazenda Leitissímo, com o sistema de produção a pasto em piquetes irrigados, pode transformar a região Oeste da Bahia numa das maiores bacias leiteiras do País e mudar a realidade do Estado neste setor. Segundo informa o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, a Bahia possui o terceiro rebanho leiteiro do País, mas ocupa a 23ª posição no ranking de produção por vaca ordenhada. A produção anual é de 950 milhões de litros de leite, mas consome 1,6 bilhão, o que representa o déficit de 650 milhões de litros.

“Nosso desafio é mudar esta situação, aumentando a produtividade do leite no Estado, tornando-o autosuficiente”, declara. É com esse pensamento e com o objetivo de atrair novos investidores para a pecuária de leite que ele embarcou nesta quarta-feira, (10) para Nova Zelândia, acompanhado por lideranças da pecuária baiana. Da comitiva também participam prefeitos de municípios da região Oeste, entre eles Humberto Santa Cruz, de Luís Eduardo Magalhães e proprietários de laticínios.

Acompanhando o governador Jaques Wagner, que chegou à Nova Zelândia na sexta-feira, o secretário participa de encontros promovidos pela embaixada brasileira e pelo presidente da Fazenda Leitíssimo com empresários neozelandeses. Salles vai proferir palestra sobre as potencialidades da agropecuária baiana e as oportunidades de investimentos, focando no segmento leiteiro e na ovinocultura, áreas onde os neozelandeses são especialistas e se destacam mundialmente, no tocante a qualidade e produtividade. “Nós temos as condições ideais de solo e clima. Precisamos muito da experiência deles para desenvolver a pecuária no nosso Estado”

Horita reconduzido à Presidência da AIBA.

A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) realizou nesta segunda-feira sua segunda Assembléia Geral Ordinária (AGO) de 2010. Dentre os principais objetivos da assembléia estavam, além da apresentação das ações realizadas pela instituição no biênio 2009-2010, a eleição da nova Diretoria e do Conselho Fiscal. O produtor Walter Horita, que preside a entidade desde 2009, prossegue no comando por mais dois anos, tendo como 1º e 2º vices presidentes, respectivamente, Aldemiro Andrighetti e Sérgio Pitt. Como cargos eletivos, a Aiba tem os integrantes da Diretoria e do Conselho Fiscal. Já os membros do Conselho Técnico e do Conselho Consultivo são indicados pela Diretoria.

Dentre as novidades decididas na AGO, está a criação de um novo cargo de Delegado Regional da Aiba, representando a microrregião que abrange os municípios de Cocos e Jaborandi, subindo de nove para dez os postos regionais da entidade. A proposta foi apresentada pelo associado Armando Ayres Araújo, que, junto com os produtores da microrregião, vai escolher o nome do novo delegado regional.

De acordo com o presidente reeleito, Walter Horita, o biênio 2009-2010 foi marcado por grandes conquistas, dentre as quais destacam-se a Tutela Antecipada que a Aiba obteve pela inconstitucionalidade do Funrural, o Plano Oeste Sustentável, o sucesso crescente da Bahia Farm Show e as parcerias com o Governo do Estado em logística.

Cotação da soja com bons ventos.

A cotação da soja bateu em até R$46,40 ontem em Luís Eduardo e no Planalto Médio (Passo Fundo, Carazinho e Cruz Alta) foi vendida por até R$60,00. As cotações subiram de maneira significativa em Chicago no dia de ontem e já estão acima de 13 dólares o bushel ( 27,21 kg) para maio, auge da colheita no Cone Sul. Agora só falta a cotação do dólar ficar meio nervosa no início do Governo Dilma e romper a barreira de 1,80 reais para tudo ficar mais estável para a economia oestina.

Cafés finos do Oeste são destaque em concurso.

O Oeste da Bahia produz cafés naturais e despolpados em grande escala e ótima qualidade. No entanto, a categoria de café natural está sendo destaque, comprovado pelo resultado do 9º Concurso de Qualidade Cafés da Bahia, apresentado no último dia 29 de outubro.

Neste concurso estadual, os cafeicultores Agrifirma Campo Aberto, Glauber de Castro e Agrominas, foram os três primeiros colocados, respectivamente, na categoria Natural, sendo todos do Oeste da Bahia. Na categoria Despolpados, os cafeicultores Agrifirma Campo Aberto, Adecoagro e Agronol, da região Oeste, mantiveram excelentes colocações, concorrendo com os tradicionais cafés de Piatã.

Em várias regiões do Estado da Bahia se produz cafés despolpados, tanto o CD (Cereja Descascado), quanto o Fully Washed (Desmucilado).

Na região Oeste, as fazendas por apresentarem maiores dimensões têm sido possível a produção destes cafés com escala e mantendo similar qualidade das demais regiões, uma vez que novas tecnologias possibilitam a colheita seletiva e totalmente mecanizada. A valorização desta categoria de café é atestada pelas frequentes compras da torrefadora italiana Illycaffè, umas das mais exigentes em qualidade do mundo.

Por outro lado, a região Oeste, inserida no bioma Cerrado, oferece as melhores condições para se produzir os cafés naturais. Por não chover no período da colheita e o processo produtivo ser 100 % mecanizado, tem sido possível aliar a grande escala na produção com qualidade do produto, conforme destaque do último concurso estadual de qualidade.

Estas particularidades conferem uma região singular na obtenção de cafés naturais e despolpados, que aliadas à alta tecnologia de produção, está sendo possível avançar no processo de Indicação Geográfica do Café do Oeste da Bahia.

Bahia Farm Show já vendeu 50% dos espaços.

As expectativas para a próxima edição da Bahia Farm Show, Feira de Tecnologia Agrícola e Negócios, que vem sendo realizada há seis anos em Luís Eduardo Magalhães, já são grandes. Ainda faltam sete meses para o evento, que ocorrerá entre 31 de maio e 4 de junho de 2011, mas 50% da sua área já está comercializada.

“Há muita procura pelos espaços. Muitos expositores querem aumentar a área ocupada no evento”, conta Pablo Manoppella, responsável pela comercialização dos espaços da maior vitrine do agronegócio da Bahia, que acredita que deve fechar o ano com quase 80% dos espaços comercializados.

Neste ano, o evento teve 100% da área comercializada, com 150 expositores, 38,5 mil visitantes, aumento de 20% em relação a 2009 e negócios da ordem de R$ 316 milhões, 47% a mais do que no ano anterior.

E área para crescer não falta. A praça de exposições ocupa apenas 100 mil metros quadrados de um total de 2 milhões de metros quadrados do Complexo Bahia Farm Show, que abriga ainda o Centro de Pesquisa e Tecnologia Agrícola do Oeste da Bahia – CPTO, da instituição privada de pesquisa Fundação Bahia.

Para receber as novidades em máquinas, implementos, insumos, além de palestras e resultados de pesquisas agrícolas, o parque de exposições passou por modificações estruturais em 2010. Vias foram pavimentadas, houve melhoria nas redes hidráulica e elétrica e também trabalhos de paisagismo na praça central.



Um dos acordos que já estão fechados para a próxima edição é a realização do Fórum Canal Rural/Bahia Farm Show.  Em 2010, o Fórum debateu as alternativas e perspectivas para uma produção agrícola ambientalmente sustentável, e contou com a presença do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, do secretário de Meio Ambiente do Estado da Bahia, Eugênio Spengler, e do secretário de Agricultura do Estado da Bahia, Eduardo Salles. O Fórum foi transmitido ao vivo pelo canal para todo o país.

A Bahia Farm Show é promovida pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), em parceria com a Associação dos Revendedores de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado da Bahia (Assomiba), Fundação Bahia, Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães.

La Niña começa a causar prejuízos no Sul.

O fenômeno climático La Niña começa a afetar a produção de grãos nos Estados do Sul. A soja plantada no Rio Grande do Sul não está germinando. Meteorologia prevê entrada de novas chuvas na semana que vem, mas com precipitações irregulares. A umidade relativa está muito baixa no MS e no MT. Se frustrar a safra nos estados do Sul, frustra também na Argentina e no Paraguai, que estão dentro do mesmo cenário climático. Isso pode significar tendências altistas para a soja no mercado internacional. A informação é da Somar Meteorologia, veiculada pelo portal Notícias Agrícolas.

Feijão tem dias de super oferta.

Na quinta-feira de madrugada 18 mil sacas de feijão foram ofertadas na “bolsinha”, mercado informal da cidade de São Paulo. Só 2.500 foram comercializadas, ficando 15.500 esperando por compradores. Esse fato pode significar preços em queda para o “carioquinha”, o feijão mais comercializado em São Paulo, Minas, Centro Oeste e Nordeste. É a força das colheitas irrigadas de pivôs. Um pivô bem conduzido produz no mínimo 5.000 sacas. A produção é muita, maior que as safrinhas de fevereiro, e os compradores somem com tanta oferta, esperando o preço baixar.

Sucesso garantido.

Se as cotações de soja, milho, algodão – e do dólar principalmente – continuarem apontando para cima, a Bahia Farm Show de 2011 vai ter uma nova rodada de recordes de faturamento e presença de expositores. Ontem, Alex Rasia, da AIBA, confirmou que um percentual de 50% dos espaços está vendido e mais 30% tem opções firmes. A Feira se realizará de 31 de maio a 4 de junho de 2011.

Soja e milho em alta nesta sexta.

A cotação da soja ultrapassou, na Bolsa de Chicago, a barreira dos 12 dólares o bushel em todos os vencimentos. O milho também subia hoje uma média de 5 centavos de dólar o bushel. Segundo analistas, a soja parece ter batido em seu teto, tendo em vista a tendência da China, hoje comprando tudo que pode, ter um crescimento menor no próximo ano.

Nem as previsões catastróficas de secas nos dois hemisférios poderiam segurar a cotação. Com o crescimento dos dois insumos básicos no mercado interno, frango e suíno empurram o preço da carne bovina. Nem o faturamento do gado confinado foi capaz de segurar as cotações, até porque as chuvas estão atrasadas nas regiões produtoras e pasto de verdade só depois do final do ano.

Preços em alta

A relação produção/consumo de milho nos Estados Unidos deve ficar pendurada em alguma coisa próxima de 6%. Isso significa que não serão conseguidos estoques estratégicos de relevância. No Brasil, a redução do plantio é grande e as cotações continuam subindo. Depois de vender por preços simbólicos o seu produto – cerca de 9 reais a saca de 60 quilos – os produtores abandonam o cultivo do cereal, deixando sua decisão de plantio para a safrinha. Sei não, mas acabou um ciclo de comida muito barata no País. Carne, feijão, trigo, frango e arroz devem ter preços bastante alterados nos próximos meses.

LEM apresenta terceiro melhor saldo comercial da Bahia

Dados das balanças comerciais de 111 municípios baianos, divulgados esta semana pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), apontam que Luís Eduardo Magalhães apresentou o terceiro maior saldo positivo do Estado, entre janeiro e setembro de 2010, com US$ 379 milhões. LEM perde apenas para Mucuri (US$ 687 milhões) e São Francisco do Conde (US$ 566 milhões).

O bom desempenho do município no período, pode ser atribuído a diferença entre suas importações e exportações. LEM  foi a quinta cidade baiana que mais exportou (US$ 397 milhões) e a 14ª que mais importou (US$ 18 milhões).

Em relação ao volume de negócios, a chamada corrente de comércio, LEM ocupa a oitava posição, com US$ 415,9 milhões, ficando atrás de Candeias (US$ 440 milhões), Salvador (US$ 447 milhões), Ilhéus (US$ 485 milhões), Mucuri (US$ 692 milhões), Dias d’Ávila (US$ 1,1 bi), São Francisco do Conde (US$ 1,6 bi) e Camaçari (US$ 3,9 bi). (De Cassiano Sampaio, editor em Brasília).

Um mundo em transformação.

O boi chega perto dos 100 reais a arroba, a soja ultrapassa os 40 reais no Oeste baiano e o milho bate em 23 reais a saca. O feijão carioca tem preços que oscilam entre 140 e 180 reais a saca. A política da comida barata  parece atravessar uma zona de forte turbulência, com as demandas externas cada vez mais relevantes.

As fortes mudanças climáticas no mundo todo, da Rússia à Argentina, não favorecem, atualmente, os messias do prato cheio.

Aiba lança campanha pelos 20 anos.

A Aiba dará início à campanha publicitária pelos seus 20 anos de existência no próximo domingo, 3 de outubro, no intervalo do Fantástico, pela TV Oeste. Escolhemos como tema desta iniciativa não falar da nossa associação e do seu trabalho que, cada vez mais ganha o respeito e o reconhecimento públicos, mas chamar a atenção da sociedade para o valor do produtor rural e do campo no dia a dia das pessoas.
Com o slogan “O campo está em toda parte, mas nem sempre você vê”, a ação, que na primeira etapa será exibida em  TV com alcance regional, aborda de uma maneira moderna e divertida situações cotidianas em que os produtos agrícolas e o trabalho do homem do campo estão presentes, mas não são percebidos.
A idéia central partiu da adaptação do texto intitulado “Ei, você!”, da jornalista Catarina Guedes, que serviu de off para a peça da TV. No vídeo, um cidadão comum assistindo televisão é surpreendido por um chiado no aparelho, onde sua própria imagem o convida para uma viagem eletrônica ao campo. A produção é assinada pelo diretor de cinema e vídeo Amadeu Alban, da produtora Santo Forte, de Salvador, com imagens de campo do cinegrafista Alex Marques, da produtora Detalhe Filmes, de Barreiras.
Assista o vídeo da campanha em primeira mão.

E o feijão, virou foguete?

O preço da saca de feijão carioca já bateu em 220 reais em São Paulo (180 reais aqui na Bahia). Agora o produtor exagera no plantio de verão, enche os pivôs com a leguminosa – arriscando problemas sérios na colheita – e o preço volta novamente lá para baixo. Abel estava certo ao criar ovelhas. Caim, o agricultor, que produzia para o Abel e toda a família comer batatas, sempre se deu mal. Até nas metáforas da Bíblia.

Cotação do milho não pára de subir.

O mercado externo do milho – que já comprou 3,5 milhões de toneladas do Brasil este ano – os preços internacionais e os baixos estoques internos, estão jogando o preço para inimagináveis 28 reais a saca em janeiro, na BM&F. Para quem vendeu milho a 8 reais a saca, como produtores do Mato Grosso e perto de 10 reais, como os produtores do Oeste baiano, essa notícia não deixa de ser desanimadora. No Nordeste, algumas empresas consumidoras já pagam 32 reais a saca, por motivo de fretes caros, que adicionam mais de 10 reais por saca ao produto. Está aí o motivo de a Coringa Alimentos vir produzir direto na fonte. Aqui economiza mais de 1/3 da sua matéria prima. A AIBA informa que hoje as cotações do cereal estavam entre 21,50 e 23 reais a saca de 60 quilos.

Fundo Soberano do Brasil autorizado a comprar dólares.

Quase dois anos depois da sua criação, o Fundo Soberano do Brasil (FSB) foi autorizado a fazer compras de dólares para conter a valorização do real. O anúncio da medida pelo Ministério da Fazenda aconteceu no final da tarde desta segunda.

A valorização das moedas dos países em desenvolvimento frente ao dólar, principalmente dos BRICs ( Brasil, Rússia, Índia e China) é danosa às suas economias. A notícia é boa para o agronegócio e para as commodities em geral.