Expointer bate recorde de faturamento e público.

Com faturamento de R$ 1, 14 bilhão, a Expointer 2010 se encerrou neste domingo com um volume recorde de vendas de todas as edições – no ano passado chegou a R$ 1,07 bilhão. Em leilões e vendas diretas de animais e genética, o valor somou até o início da tarde de domingo R$ 14 milhões, contra 8,3 milhões do ano passado – alta de quase 60%.
Embora tenham participado menos animais nesta edição, a qualidade genética apresentada foi melhor, o que acabou elevando os preços médios e o faturamento final. Outro número positivo em relação ao ano passado foi o de público visitante, que nesta edição chegou a 561 mil pessoas, contra 420 mil do ano anterior. Os números foram divulgados pela governadora Yeda Crusius e pelos demais coordenadores de área da feira. Informe do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Foto dos organizadores, sem identificação do autor.

Agropecuária é a locomotiva do crescimento da economia.

A agropecuária foi o setor da economia que apresentou o maior crescimento no segundo trimestre de 2010, em relação ao trimestre anterior, com um aumento de 2,1%. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria cresceu 1,9% e o setor de serviços, 1,2%.

Milho alcança bons preços.

A área de cultivo de milho deve ser reduzida pelo segundo ano consecutivo no Paraná. Na safra 2009/10, o grão ocupou 900,4 mil hectares e, no período 2010/11, ele será plantado em 761,5 mil hectares, uma queda de 15%. A produção deve diminuir 20%, de 6,84 milhões de toneladas para 5,48 milhões de toneladas. Nas décadas de 70 e 80, o Estado chegou a ter 2 milhões de hectares cultivados com milho.

Espera-se redução também entre os produtores do Mato Grosso, que chegaram a vender milho por 6 reais a saca este ano. Aqui no Oeste baiano, com preços chegando a 20 reais e um bom estoque de passagem, a área deve até aumentar. Sérgio Pitt, da Câmara Setorial, afirmou ontem que o mercado é firme e espera o preço alcançar 21 reais para vender o milho que lhe resta da colheita.

Soja mantém-se firme em Chicago e no Brasil.

As cotações da soja confirmaram, em Chicago e na BM&F, o viés de alta que vinham mantendo, com breves interrupções. As notícias de exportações norte-americanas significativas, atenuadas apenas por informações que a leguminosa tem um bom enchimento de grão apesar de chuvas parcas e forte calor, aumentou a ressonância dos mercados. No Brasil, as cotações têm se descolado do mercado mundial, por demandas pontuais das esmagadoras. No Oeste baiano, a AIBA aponta preços entre 36 e 38,30 reais as sacas de 60 kgs.

A boa notícia para os produtores baianos é que a Petrobras Biocombustível anunciou, nesta sexta-feira, a aquisição de 50% do capital social da empresa Bioóleo Industrial e Comercial por R$ 15,5 milhões. A Bioóleo é uma empresa de extração de óleos vegetais, localizada na cidade de Feira de Santana, com capacidade de processar 130 mil toneladas por ano de grãos de várias espécies de oleaginosas. A unidade tem capacidade instalada para armazenar 30 mil toneladas de grãos e de tancagem para 10 milhões de litros de óleo. O controle da empresa passará a ser compartilhado entre a Petrobras Biocombustível e os demais sócios, que permanecem com 50% de participação acionária na Bioóleo.

Mercados caem com anúncio da produção industrial americana.

Os mercados internacionais e nacionais de commodities sorriam felizes hoje pela manhã. Soja e milho subiam em Chicago; trigo e algodão, também cresciam nos principais mercados internacionais; arroz e boi tiveram altas no mercado interno. Nos metais, também boas altas. Mas logo depois do meio-dia foi anunciado que o crescimento do setor industrial dos Estados Unidos teve crescimento nulo nos últimos 12 meses. No meio da tarde, grãos, metais,dólar e bolsas desciam a ladeira.

Aeroporto de Luís Eduardo precisa de decisão urgente das autoridades ambientais.

Se não forem concluídas até o início das chuvas, as obras de pavimentação da pista de pouso do novo aeroporto de Luís Eduardo podem causar prejuízos estimados em 3 milhões de reais. Os técnicos do IMA – Instituto do Meio Ambiente já fiscalizaram a obra duas vezes, a última no dia 7 deste mês, sem no entanto emitir a homologação do licenciamento ambiental. A obra está sendo custeada pelo DERBA – Departamento de Estradas de Rodagem da Bahia e já tem 70% dos trabalhos executados. Os prejuízos acima grifados não contemplam aqueles provenientes das dificuldades de logística suportadas pelos produtores de frutas exportáveis. Além é claro dos ganhos de fatias de mercado que o novo aeroporto poderia trazer aos fruticultores.

Café irrigado já tem grande florada.

Tradicionalmente as floradas de café ocorrem entre os meses de setembro e outubro, período que antecede o inicio das chuvas. Neste ano, a cafeicultura nacional está vivenciando floradas fora de época, o que poderá afetar o desempenho da próxima safra.

No entanto, a região Oeste da Bahia está visualizando este cenário de floradas, mas noutra condição. Isto porque, o manejo dos cafezais através do chamado estresse hídrico permite gerenciar o momento desejado para a florada, como está sendo possível nesta segunda quinzena de agosto, ressalta Marcos Pimenta, Consultor Agronômico.

Após cerca de 60 dias com a irrigação suspensa, o retorno da água provoca aberturas florais simultâneas em níveis superiores a 80 %. Como a temperatura de agosto ainda é amena, o pegamento das flores é favorecido, pois o sol não causa danos as mesmas, complementa Marcos.

Cotações do algodão crescem. O produtor do Oeste ganha mais.

Segundo o portal Notícias Agrícolas, a previsão de desabastecimento de algodão para esta temporada no Brasil faz a indústria têxtil pagar mais para o produto permanecer no País. Na outra ponta, o cotonicultor brasileiro que já contabilizou um aumento na receita de pelo menos 17%, deixa de lado a possibilidade de ganhar mercado externo com a quebra de safra prevista no Paquistão.
Conforme Haroldo Rodrigues da Cunha, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), restam ainda 15% da safra 2009/2010 nas mãos do produtor. “Os que tiverem a fibra vão se beneficiar com os bons preços praticados”, diz.

Levantamento da Abrapa mostra que nas últimas duas semanas a libra-peso do algodão no mercado interno saltou de R$ 1,65 para R$ 1,93. “No início da safra, a libra-peso do algodão estava fixado em R$ 1,40”, afirma Walter Horita, presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Em 2009, ainda de acordo com Horita, neste mesmo período, o algodão estava cotado entre R$ 1,15 e R$ 1,20 por libra-peso.
Segundo Miguel Biegai, analista da Safras & Mercado, o mercado externo pagaria pelo produto no máximo R$ 1,60 por libra-peso. “A cotação aqui chegou a avançar 500 pontos de um dia para outro, reflexo do desespero da indústria para não deixar o produto ir para fora”, diz.

Pão mais caro com frustração da safra russa.

A versão mais pessimista da colheita de trigo da Rússia pode cair para 60 milhões de toneladas. Se for confirmada, a Rússia, tradicional exportadora, vai ter que importar acima de 5 milhões de toneladas e isso vai mexer com o mercado mundial. Prepare-se com mais dinheiro para comer seu pão no café-da-manhã  e no lanche da tarde. São os efeitos do fenômeno “La Niña”, que estão desorganizando as colheitas no hemisfério norte e podem comprometer as safras de milho e algodão no Cone Sul em até 40 milhões de toneladas.

A análise semanal de Safras&Mercado sobre o mercado da soja.

A semana foi de pouca movimentação e de pequenas alterações no preço da soja no mercado brasileiro. Os principais referenciais para a formação das cotações internas não apresentaram uma tendência homogênea ao longo do período. Com isso, compradores e vendedores permaneceram retraídos, prejudicando os negócios no mercado interno.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos passou de R$ 43,00 no dia 12 de agosto para R$ 42,50 no dia 19. No mesmo período, o preço permaneceu estabilizado em R$ 40,00 em Cascavel (PR). No Mato Grosso, a cotação subiu em Rondonópolis, pulando de R$ 39,00 para R$ 39,10. Continue Lendo “A análise semanal de Safras&Mercado sobre o mercado da soja.”

Sindicato Rural prepara-se para inaugurar novo Centro de Treinamento.

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No dia 24 de setembro, à noite, o Sindicato Rural fará sua assembléia geral já no novo salão do Centro de Treinamento, com a presença das estrelas da agricultura brasileira, Glauber da Silveira, da APROSOJA, e Rui Prado, presidente da FAMATO – Federação da Agricultura do Mato Grosso. Segundo informações do presidente Vanir Köln, a nova sede do Sindicato, com 2.200 metros quadrados, custará, com todo o equipamento necessário para funcionar e mobiliário, em torno de R$2,2 milhões, fruto da contribuição dos associados. “Se nós tivermos 20 CTs como este, na Bahia, estaremos com o problema de qualificação da mão-de-obra resolvido”, diz Köln.

O CT contará com a maior oficina-escola do Brasil, para treinamento entre 6 e 10 mil pessoas por ano. O CT, junto com o novo prédio do SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, contará com cozinha industrial, torno mecânico e equipamentos completos para diversas atividades de ensino técnico, alguns sofisticados, como uma calcareadora operada por GPS, fornecida pela Stara. Vanir ressalta a grande colaboração da ASSOMIBA – Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Estado da Bahia, fornecendo equipamentos para o treinamento do pessoal do campo.

“Soja louca 2” pode inviabilizar cultura.

A doença denominada “Soja Louca 2” está afetando os estados de Mato Grosso, Paraná, Goiás, Maranhão, Tocantins, Pará e Piauí e em breve deve estar também no Oeste baiano. Especialistas afirmam que a doença pode comprometer até 40% da produtividade em áreas atingidas, o que inviabilizaria a cultura. Muitos produtores, que vem repetindo a cultura da soja há alguns anos, estão preferindo plantar milho, para evitar a propagação através da rotação de culturas. Apesar do alerta geral, ninguém sabe com certeza o que causa a doença. Alguns culpam um ácaro preto que atinge a cultura, que fica florescendo sem parar, como mostra a foto. Quem quiser ler mais sobre o assunto deve clicar no link Globo Rural.

A análise semanal de Safras&Mercado: soja com posições firmes.

O relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe uma série de surpresas e movimentou o mercado brasileiro de soja neste encerramento de semana. O sentimento de maior procura por grãos e soja dos Estados Unidos sobrepujou dados negativos do quadro norte-americano, que indicou produção americana em 2010/11 acima das expectativas do mercado.

Para a safra 2010/11, o Departamento estima uma produção mundial de 253,69 milhões de toneladas, com estoques finais de 64,73 milhões de toneladas. Em julho, as projeções do USDA eram de 251,29 milhões e 67,76 milhões de toneladas, respectivamente.

A produção americana está estimada em 93,44 milhões de toneladas, contra 91,04 milhões do mês passado. Para a América do Sul, o Departamento manteve números inalterados. O Brasil deverá produzir 65 milhões e a Argentina, 50 milhões de toneladas. A safra da China deverá ficar em 14,6 milhões de toneladas, repetindo julho. As importações chinesas tiveram projeção elevada de 50 milhões para 52 milhões de toneladas.

Para a safra 2009/10, o USDA elevou a estimativa no mundo de 259,7 para 259,9 milhões de toneladas. O estoque de passagem foi reduzido, passando de 65,35 milhões de toneladas em julho para 63,52 milhões de toneladas em agosto.

A produção americana está estimada em 91,42 milhões de toneladas, mesmo número de julho. Para a América do Sul, a projeção é de safra de 69 milhões de toneladas para o Brasil e de 54,5 milhões para a Argentina, repetindo o relatório anterior. O relatório de agosto indica que a China deverá produzir 14,7 milhões e importar 49,5 milhões de toneladas. Em julho, os números eram de 14,7 milhões e 48 milhões de toneladas, respectivamente.

O relatório trouxe algumas alterações significativas para os Estados Unidos. Para a temporada 2010/11, a estimativa de produção foi elevada acima das projeções do mercado. O USDA manteve os estoques finais inalterados, enquanto a expectativa era de corte. Exportações e esmagamento foram elevados. Para 2009/10, o Departamento reduziu os estoques acima da expectativa e elevou as previsões de esmagamento e exportações.

Para a safra 2010/11, o USDA estima produção de 3,433 bilhões de bushels, em uma área plantada de 78,9 milhões de acres e área colhida de 78 milhões de acres, com produtividade média de 44 bushels por acre. Em julho, os números eram de 3,345 bilhões, 78,9 milhões, 78 milhões e 42,9 bushels por acre, respectivamente.

A exportação está estimada em 1,435 bilhão de bushels, contra 1,370 bilhão do relatório anterior. O esmagamento foi elevado de 1,645 bilhão para 1,650 bilhão de bushels. Os estoques de passagem permaneceram em 360 milhões de bushels.

A Bolsa de Valores em Luís Eduardo Magalhães.

O programa “BM&FBOVESPA Vai ao Campo”, que visita cidades de destaque no agronegócio brasileiro, estará em Luis Eduardo Magalhães, no dia 20 de agosto. Depois de Maracaju (MS), Presidente Prudente (SP) e Guarapuava (PR), agora é a vez dos produtores rurais e do público em geral do oeste baiano conhecer mais sobre as oportunidades de investimento no mercado de ações e as alternativas para proteger a rentabilidade do agronegócio. O evento contará com palestras didáticas, ministradas por especialistas nestes temas, a partir das 8h, no Hotel Saint Louis, com entrada gratuita.

Luis Eduardo Magalhães também receberá o Bolsamóvel, unidade itinerante de atendimento da BM&FBOVESPA, que circulará pelas ruas da cidade entre os dias 18, 19 e 20/08, distribuindo folhetos informativos sobre o funcionamento dos mercados da Bolsa.

Soja rumo ao alto.

Nem as notícias do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos conseguiram segurar as cotações da soja, milho e trigo. A soja teve alta relevante, tracionada pelo volume de compras chinesas. Na região Oeste da Bahia a cotação caminha célere para ultrapassar a barreira dos 40 reais a saca, com os produtores segurando os estoques na medida do possível e até do impossível. Quem deixou de vender soja por 29 reais a saca, hoje tem um incremento no preço em torno de 35%. Isso significa que um produtor mediano, que colheu 100 mil sacas e deixou de vender no fundo do poço, hoje ganha 35 mil sacas com o retardamento da venda.

Aiba defende fim do licenciamento da atividade agrícola.

A proposição foi um dos seis pontos defendidos como metas para o curto e o longo prazo apresentadas pela Câmara Setorial dos Grãos do Estado da Bahia, durante a I Conferência Estadual da Agricultura, realizada pela Secretaria da Agricultura da Bahia, Seagri, no Hotel Pestana, em Salvador, na última segunda-feira (9). Segundo a Câmara, a atividade agrícola obedece à legislação federal, que estabelece que o produtor deve solicitar autorização para desmatamento, averbar na matrícula e preservar as áreas de reserva legal, além de manter intactas as áreas de preservação permanente. A partir daí, os trabalhos de monitoramento e fiscalização da lavoura são de responsabilidade da Defesa Fitossanitária, que na Bahia fica a cargo da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), e também do Ministério do Trabalho.

Segundo o secretário-executivo da Câmara e vice presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Sérgio Pitt, a exigência do licenciamento da atividade agrícola é uma redundância, tanto que não existe em outros estados, como São Paulo, por exemplo. “Uma vez respeitadas e comprovadas as áreas de preservação definidas por lei, cabe à Adab fiscalizar se o processo produtivo está de acordo com as normas, seja no uso de agroquímicos, no controle à pragas e doenças. Além disso, há o Ministério do Trabalho que fiscaliza a segurança e a saúde  do trabalhador em relação aos procedimentos, inclusive no manejo dos químicos agricolas. Dessa forma, a licença ambiental passa a ser uma mera formalidade”, afirma Pitt.

O vice presidente da Aiba explica que a atividade agrícola, a mais antiga forma de intervenção humana na natureza desde os primórdios humanidade, na Mesopotâmia,  por si só não é poluente. “Ao contrário, é seqüestradora de carbono”, diz. Seus insumos, como fertilizantes e agroquímicos, estão sob a vigilância do órgão específico de defesa sanitária e pelo Ministério do Trabalho, que têm poder de polícia sobre a lavoura, ao contrário do órgão ambiental nestas questões”, explica.

Dispensar o licenciamento da atividade agrícola, na opinião de Pitt, é desburocratizar a produção de alimentos e fibras têxteis, trazendo benefícios tanto para o produtor, quanto para o Estado.

“O Estado não tem condições de avaliar e expedir os pedidos de licenciamento da atividade agrícola no prazo de 180 dias que a lei estabelece. Como a produção não pode parar, o agricultor fica na ilegalidade, e o estado aumenta esse passivo a cada dia, pois o tempo mínimo que os processos ficam parados é de dois anos”, diz Pitt, reiterando que a proposta não exime os produtores do cumprimento das áreas de reserva permanente e legal.

Subsídio pequeno resulta em endividamento grande na agricultura.

Depois da Nova Zelândia, o Brasil é o país que menos subsidia sua agricultura (ao lado da Austrália). Segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), as subvenções governamentais correspondem a apenas 5% da renda produzida no campo. Essa proporção é de aproximadamente 50% no Japão, 30% nos países da União Europeia e 20% no Canadá. Nos Estados Unidos, país que detém a maior produção agrícola e os mecanismos mais desenvolvidos de comercialização, a ajuda oscila em torno de 15%. Além disso, o subsídio agrícola no Brasil é de má qualidade, já que é praticamente todo direcionado para o crédito. “Subsidiamos os juros, mas, se não houver garantia de renda, o produtor não paga suas dívidas. Vamos conviver com as renegociações enquanto o sistema não mudar”, afirma Rui Daher, consultor da Biocampo Desenvolvimento Agrícola. Leia matéria completa no site da revista Carta Capital.

Bahia terá 100 mil hectares de seringueiras.

Até o ano 2030, a Bahia terá 100 mil hectares de seringueiras em regiões como baixo sul, recôncavo e litoral norte do Estado. Esta é uma das metas prioritárias definidas pela Câmara Setorial da Seringa e pelo Programa de Desenvolvimento da Heveicultura do Estado da Bahia, anunciada na manhã de ontem (10), pelo secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, na abertura do II Congresso Brasileiro de Heveicultura, no Centro de Convenções de Ilhéus. O secretário destacou que, no contexto do planejamento estratégico que está sendo elaborado para a agropecuária da Bahia para os próximos 20 anos, um dos objetivos é alcançar a autosuficiência da borracha natural para consumo das indústrias instaladas no Estado.

O secretário lembrou que a Bahia tem hoje cinco indústrias de pneus, “mas só produzimos 30% da matéria prima que elas consomem. O restante, 70%, é importado”. De acordo com o planejamento da Câmara Setorial, a heveicultura, (como é chamado o cultivo de seringueira), deverá passar de 15 mil toneladas/ano de borracha seca para a produção de 61,5 mil toneladas no ano de 2030 no estado da Bahia.

Além do secretário da Agricultura, a cerimônia de abertura contou com as presenças do diretor da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Jay Wallace da Silva, que representou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wagner Gonçalves Rossi.

Os mais de 600 participantes do congresso vão debater, dentre outros temas, a necessidade de expansão da cultura da seringueira no Brasil.O objetivo é suprir a demanda interna e contribuir com a redução do déficit de cerca de 170 mil toneladas anuais de borracha natural no Brasil, que atualmente depende da importação de grandes quantidades.

AIBA vai procurar associados com projetos na mão.

A Aiba está intensificando seu relacionamento com os associados com uma série de encontros nas diversas microrregiões do Oeste da Bahia. Para isto, a entidade conta com o fundamental dos delegados regionais. Estas iniciativas somam-se às assembléias e eventos regulares e especiais que a Aiba mantém ao longo do ano. Continue Lendo “AIBA vai procurar associados com projetos na mão.”

Leilão de PEPRO comercializa 70% do milho baiano ofertado

O quarto leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor – PEPRO, nº 181/10, do mês, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab-Mapa), no Oeste da Bahia, comercializou 70,73% das 120 mil toneladas de milho ofertadas na última quinta-feira, 29 de julho. Este leilão teve um desempenho melhor do que os dois últimos leilões realizados na região, nos quais foram arrematados 13,4% e 56% das toneladas ofertadas do produto, mas, mesmo assim, o resultado ainda não é suficiente para melhorar as condições de preços para comercialização de milho no Oeste baiano. Com informações da assessoria de imprensa da AIBA. Continue Lendo “Leilão de PEPRO comercializa 70% do milho baiano ofertado”

Seca na Europa proporcionam melhores preços de cereais e soja

Secas e incêndios devastadores na Europa.

A seca na Europa atinge agora tanto a produção na parte Ocidental, quanto na Oriental (Rússia e Ucrânia) e já existem notícias de que muitas regiões estão em estado de emergência, prejudicadas por constantes incêndios. França, Espanha e Alemanha relatam perdas no milho, o que oportuniza ao Brasil exportar sua grande produção.

Direto de Malta, na Itália, Steve Cachia, analista de mercado da Cerealpar, relata, em entrevista ao portal Notícias Agrícolas, que estão estimadas perdas para a Rússia e a Ucrânia de até 30 milhões de toneladas do trigo. O momento é de demanda bastante aquecida por trigo, milho e soja bastante aquecida, buscando de países produtores como EUA e Brasil.

No oeste baiano, a soja atingiu ontem cotações ao redor de R$36,00 a saca, com ganhos de até 26% sobre os preços deprimidos do início da safra. Em outros estados, as cotações já descolam da barreira psicológica dos 40 reais, prevendo-se que até o final da safra americana estes preços possam voltar à média nacional de 48 reais. No Rio Grande do Sul, 2/3 da produção ainda está na mão dos agricultores, preparados para uma anunciada seca na safra de verão e preços mais altos ainda, com cotações passando fácil a barreira dos 50 reais nos principais pólos esmagadores.

Parceria entre produtores, AIBA e Prefeitura quer asfaltar estradas rurais.

Os  moradores  das vilas rurais Bela Vista e do Alto Horizonte  tiveram uma boa notícia   sobre as estradas estaduais que dão acesso a estas localidades: 114 quilômetros serão asfaltados na BA 461 e BA 462. A assinatura  do contrato de prestação de serviços  para a elaboração do projeto executivo  para a pavimentação das rodovias  entre a AIBA e a ATP  Engenharia reuniu produtores rurais e representantes das comunidades. Antes da assinatura, foram abordados temas importantes para os agricultores. As discussões sobre a suspensão do recolhimento do Funrural, Plano Oeste Sustentável, utilização de linhas de crédito  para regularização ambiental  e o programa de rodovias do oeste baiano tiraram dúvidas e apresentaram sugestões.

Presente nas  apresentações, o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz, classificou o momento como histórico: “ Este é um sonho antigo e para que se torne realidade temos que dar o primeiro passo.Tenho certeza que, se precisarmos, os produtores rurais vão colaborar com o que for necessário.”

Soja aponta para o alto.

O relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de exportações semanais divulgados nesta quinta-feira (29) informou que as vendas externas de soja dos Estados Unidos somaram 1,483.2 milhão de toneladas na semana encerrada no dia 22 de julho. O volume ficou acima das expectativas do mercado, que variavam entre 700 mil e 1,250 milhão de toneladas.
Já as exportações de milho vieram dentro das estimativas – de 750 mil a 1,2 milhão de toneladas – e totalizaram 960,4 mil toneladas.
As vendas de farelo de soja totalizaram 66,8 mil toneladas, somando as safras 08/09 e 09/10. As expectativas do mercado trabalhavam ente 75 e 175 mil.

Depois de atingir o fundo do poço, as perspectivas de preços internacionais da soja são as melhores, tendo em vista principalmente o comportamento da meteorologia nos Estados Unidos.

Um novo leilão do milho. A Câmara Setorial dos Grãos está em alerta.

O Governo Federal (MAPA/Conab) realizará amanhã (29), um novo leilão de Prêmio Equalizador pago ao Produtor (PEPRO, nº 181/10), que vai ofertar para comercialização 80 mil toneladas de milho, das quais 50 mil com origem da região Oeste da Bahia. É o sexto leilão de PEPRO do ano e o quarto do mês de julho a ser realizado na região, onde um grande excedente de milho no mercado regional tem derrubado os preços a patamares 30% inferiores aos preços mínimos de garantia do governo federal.
Serão ofertadas 80 mil toneladas do cereal em quatro lotes. O lote 1, com milho do oeste baiano, constará de 30 mil toneladas, com valores de prêmios de R$ 5,88 por saca para o Nordeste, exceto Bahia; R$ 4,38 para Bahia e R$ 7,68 o Norte. No lote 2, também com o produto baiano, serão 20 mil toneladas, com prêmio de R$ 5,88 para o Norte de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. O lote 3 vai oferecer 15 mil toneladas de milho do Maranhão, com prêmio de R$ 5,58 por saca para o Nordeste. E o lote 4 também ofertará para o Nordeste 15 mil toneladas do grão, oriundos do Piauí, com prêmio de R$ 5,88.

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Vai faltar boi até o ano 2014.

O rebanho bovino brasileiro deve se recuperar apenas em 2014. Atualmente, além de faltar boi para o abate, o volume de gado confinado no País e os estoques  de animais acima de 36 meses em Mato Grosso seguem em queda. Segundo Luciano Vacari, superintendente da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), o setor pode não conseguir suprir um possível avanço na demanda. “Se tiver aumento na demanda, não vai ter boi”, afirma. Leia mais no site Notícias Agrícolas.

Nada consegue salvar o milho do Mato Grosso.

Nem leilões do Governo, nem novos armazens, nada consegue dar destino à grande safra de milho no Mato Grosso. Os dirigentes da classe de produtores, como Glauber Silveira da APROSOJA, estão estudando viabilidade técnica para transformar usinas de biodiesel em usinas de etanol de milho. Se nada for feito, a próxima estação de chuvas vai encontrar grandes quantidades do cereal armazenadas a céu aberto. Eta, Brasil velho, sem porteira!

Perspectivas boas no preço e volume de negócios da soja.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) aumentou suas estimativas para a inserção do complexo soja, que compreende farelo, grão e óleo, em países estrangeiros. A projeção é a nação exportar 29,2 milhões de toneladas do grão à temporada 2010/2011, superior à avaliação anterior, de 29 milhões, e bem acima das 28 milhões presentes na safra passada.

Henrique Paes Barros, economista da entidade, assegura que a atual demanda continua intensa, principalmente na China, algo que dá aval para a elevação das expectativas.

A Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja/MT) divulgou na terceira semana de junho que a área plantada com o grão no Estado, que lidera a colheita do produto no país, deverá cair 2% na temporada que começará a ser semeada em setembro. Serão, conforme a entidade, 6,094 milhões de hectares em 2010/11, ante os 6,217 milhões de 2009/10. Continue Lendo “Perspectivas boas no preço e volume de negócios da soja.”

Governo prorroga de novo acerto com produtores.

O governo prorrogou hoje, pela quarta vez, os prazos para adesão, pelos produtores rurais, ao pagamento ou renegociação de débitos inscritos na dívida ativa da União e também da inscrição desses débitos na dívida. “Basicamente, aquilo que os contribuintes tinham até março de 2010 para resolver, agora terão até novembro”, resumiu o diretor de Gestão da Dívida Ativa da União da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), Paulo Ricardo de Souza Cardoso. Continue Lendo “Governo prorroga de novo acerto com produtores.”

Governo baiano incentiva algodão no sudoeste do Estado.

Através da colheita mecânica e do preparo do solo, garantidos por meio de protocolo de cooperação técnica e financeira entre a Secretaria da Agricultura e instituições parceiras, cotonicultores familiares do Sudoeste baiano esperam um incremento na área plantada de até 15%. Continue Lendo “Governo baiano incentiva algodão no sudoeste do Estado.”

Soja louca está desafiando pesquisadores.

Charge de Santiago e seu alter ego, Macanudo Taurino.

Um fenômeno apelidado pelos produtores de “soja louca II” está desafiando os pesquisadores. Lavouras do Mato Grosso foram as mais afetadas na última safra. Mas o problema foi registrado em todos os Estados produtores do grão.
Nas fotos tiradas em lavouras do Mato Grosso é possível perceber que as plantas não amadurecem e por isso não fecham o ciclo vegetativo. Também há relatos de alto índice de abortamento de flores e vagens. Por isso os agricultores apelidaram o problema de “soja louca II”.
A “soja louca I” foi identificada como sendo provocada pelo ataque de um percevejo verde em condições climáticas específicas. A “soja louca II” ainda desafia os estudiosos. A Embrapa e outras instituições de pesquisa fizeram um parceria com a Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso. O grupo vai fazer um mapeamento do problema em busca de respostas.

Há casos em que produtores de uma mesma região perderam entre 100 e 200 hectares cada. O desequilíbrio ambiental pode explicar a anomalia, mas um tipo de ácaro também está associado à “soja louca II”. O pesquisador da Embrapa Soja, Dionísio Gazziero, diz que pode levar anos para se descobrir a causa. Por isso, ele dá um conselho que considera básico: atenção redobrada no manejo, sem abusar dos produtos químicos.

– Como não há controle já conhecido, nós pedimos calma. E também é muito melhor começar manejando adequadamente o solo porque existe um consenso de que provavelmente são várias causas e, mesmo que for o ácaro, é porque existe um desequilíbrio. Então vamos tratar esse desequilíbrio. Provavelmente ele está ligado às condições de manejo do solo, da palha e da planta daninha.

O que está faltando mesmo é rotação de culturas e plantio direto. Nematóides, mofo branco, ferrugem, ácaros. De nada adiantam pousios de dois meses. São soluções paliativas. Só que o binômio soja/milho está extinto no País por falta de preços e de mercado da gramínea. O Governo Federal gosta disso, pois o milho é a fonte de frango barato, alegria das famílias de baixa renda.

Arrozeiros à beira de um ataque de nervos.

Renato Rocha, presidente da Federarroz, disse que o setor está à beira de um colapso. Safra rala, preços andando de lado há 3 anos e falta de uma política de comercialização do Governo deixaram os arrozeiros sem alternativas. O Rio Grande do Sul produz perto de 60% do produto no País e sofre concorrência das importações provenientes do Uruguai e a ameaça constante dos excedentes do sudeste asiático. Hoje o Banco do Brasil anunciou prorrogação de custeios, mas o problema continua na captação de recursos para a próxima safra. Cultura de alto risco e componente da ração básica do brasileiro, o arroz não pode e não deve ser abandonado pelo Governo.

Produtividade do algodão um pouco abaixo do esperado.

A produtividade do algodão não está atingindo o volume previsto pelos produtores baianos. A estimativa do setor era colher de 270 a 275 arrobas por hectare. Após a colheita ter avançado por 35% da área semeada, os números indicam de 260 a 265 arrobas. “Está abaixo do que imaginávamos, mas ainda bem acima da produtividade de 2009, quando choveu em plena colheita”, diz Walter Horita, produtor da região de Luis Eduardo Magalhães.
No ano passado, devido à chuva durante a colheita, a produtividade média da região ficou em 220 arrobas. Os preços, apesar do leve recuo no mercado externo na semana passada, ainda continuam bons. “Preços bons atraem produtores tanto no Brasil como nos demais países produtores. E isso pode mexer com o mercado. Se houver aumento de área, o setor vai sentir no segundo semestre de 2011”, afirma Horita.

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Aprovado relatório de Aldo Rebelo.

Comissão Especial da Câmara dos deputados aprova , por 13 votos a cinco, o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) de reformulação do Código Florestal. Próximo passo é a votação em plenário que deve acontecer só a partir de outubro. O relatório abranda as penas e as exigências ambientais aos produtores rurais.

Pega fogo o debate do Código Florestal.

Às 13h20m a repórter Priscilla Mazenotti, da Agência Brasil, informava que ainda continuavam as discussões sobre o novo Código Florestal. A comissão temporária criada para discutir as mudanças no Código Florestal está reunida na Câmara. O deputado Ivan Valente (P-SOL-SP) criticou o relatório apresentado pelo relator, deputado Aldo Rebelo (PcdoB-SP). Para ele, as alterações propostas por Rebelo “mantêm o retrocesso da legislação ambiental”.

Os pontos mais polêmicos do relatório são os que tratam das Áreas de Proteção Permanente. Aldo Rebelo manteve no texto a redução de 30 metros para 15 metros da APP na beira de rios entre 5 metros e dez metros de largura. E, segundo Ivan Valente, apesar de ter sido retirada do relatório a possibilidade de os estados reduzirem essa área pela metade mais uma vez, passando para 7,5 metros, manteve a autonomia dos estados nas questões de planos de bacias. “A proteção de nascentes e lagos artificiais não é avanço e não é passível de qualquer acordo”, disse.

O relatório prevê ainda que, em caso de desmatamento ilegal, o dono da terra, além da obrigação de recompor a vegetação, responda às sanções administrativas, civis e penais cabíveis. A possibilidade de a compensação da área desmatada ser feita em outro estado, mas ainda dentro do bioma também está prevista no texto. A ideia é permitir que donos de terras em São Paulo, por exemplo, possam fazer a compensação em outro estado, mas ainda dentro da Mata Atlântica.

“Procurei não prejudicar os agricultores que usavam a área antes da atual legislação entrar em vigor”, disse o relator.

Atual legislação ambiental joga 90% dos produtores rurais na ilegalidade.

O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), deputado Homero Pereira (PR-MT), defendeu nesta segunda-feira (5) a revisão do Código Florestal brasileiro e disse que a atual legislação ambiental “joga na ilegalidade mais de 90% dos produtores que trabalham para produzir para abastecer as cidades”. Na segunda etapa da discussão sobre a proposta de reformulação do Código Florestal, Homero Pereira lembrou que são os produtores rurais os responsáveis pela produção dos alimentos que estão nas prateleiras dos supermercados.

O deputado considerou que a produção agrícola “é discriminada” e que há “preconceito” contra quem é produtor rural no Brasil. Homero Pereira também saiu em defesa do relator da máteria, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que dedicou seu relatório, apresentado no começo do mês de junho, aos produtores rurais. “Ele reconheceu (a agricultura) como a atividade mais competitiva do País”, disse. O vice-presidente da CNA voltou a lembrar que, no total, o Brasil tem 851 milhões de hectares. “Não é terra acabada”, disse. Na primeira parte da reunião, na manhã desta segunda-feira (5), Aldo Rebelo apresentou suas propostas de mudança ao texto original.

Homero Pereira também lembrou que o modelo de produção agrícola do País é “sustentável”. “Desafio a encontrar (no mundo) um modelo de produção como o brasileiro”, afirmou ele, lembrando que os agricultores produzem para abastecer o mercado interno e para gerar excedentes de exportação. Ainda segundo o parlamentar, 62% do território brasileiro está preservado, quadro que, para ele, é motivo de orgulho para os produtores rurais. “Os produtores precisam ter orgulho do que eles fazem”, comentou.

Sobre a legislação ambiental, ele afirmou que foram 16 mil intervenções nos últimos anos, alterações ou inclusões de normas feitas por meio de atos, decretos e portarias. Homero Pereira também falou sobre o processo de discussão do relatório. “Somos pautados pelo que ouvimos nas audiências públicas”, afirmou ele, ao lembrar a pressão das organizações não governamentais (ongs) para que o relatório determinasse restrições à produção brasileira.

Para o deputado, o relatório de Aldo Rebelo é isento. A partir de agora, continuou, a meta é discutir o texto para aperfeiçoá-lo, debate que será feito na comissão e no Plenário da Câmara dos Deputados. “Vamos para o embate democrático no Plenário da Câmara dos Deputados.”, afirmou. Ele lamentou a “luta entre ambientalismo e ruralismo”. “Deveríamos estar unidos”, afirmou. Veiculado pelo portal Agrolink.

Fenômeno “La Niña” pode dominar na próxima década.

Os agricultores devem preparar-se para uma década de frio e pouca chuva, na qual a irrigação e o armazenamento de água serão ferramentas essenciais para manter a produtividade das lavouras. Aqueles que não se prepararem, terão grandes dificuldades em enfrentar o período de estiagem esperado. Esta é a previsão do meteorologista e fundador do Weather Channel, Joseph D’Áleo, que esteve em Gramado no 5º Encontro Analys Agricultura de Precisão. Em entrevista exclusiva ao Correio do Povo, o especialista afirma ainda que o fenômeno La Niña será mais frequente que o El Niño, nesta próxima década, trazendo problemas principalmente para países como a Argentina, o Uruguai e a região Sul do Brasil. Leia a entrevista na íntegra no portal Agrolink.

Secas no Cone Sul podem significar reduções na produção de soja de até 50 milhões de toneladas. Sem contar os prejuízos do hemisfério norte. Se 50% do que está anunciado for correto, a soja vai valer ouro na próxima década e até nos próximos 40 anos. Pouca chuva no Sul também pode significar redução significativa de energia hidroelétrica, fator limitante para taxas de crescimento mais alentados da economia. Os dois governos de Lula foram contemplados com chuvas regulares em todo o País. Mas o temor a um eventual apagão não deixa de tirar o sono de analistas, que afirmam que só o crescimento limitado da economia, principalmente o da crise de 2009, não gerou uma carência energética no País.

Agricultores do Oeste vão buscar retorno de ICMS junto ao Governo.

Abel Cesar Silveira Oliveira, da Oliveira & Caino: “Agricultores podem e devem procurar recuperação dos seus créditos junto ao Governo Estadual.”

Os produtores rurais do Oeste baiano têm um crédito de retorno do ICMS pago sobre a produção agrícola junto à Receita Estadual que pode chegar à enorme cifra de 800 milhões de reais. Segundo o Sindicato Rural, que encomendou um estudo para os escritórios Oliveira  & Caino advogados associados  e Souza Costa & Associados – advocacia e consultoria fazerem um estudo da situação do retorno do ICMS para os produtores agrícolas do Oeste da Bahia. O diagnóstico dos advogados é que é direito dos produtores agrícolas receberem o incentivo, que a Lei estadual lhes conferiu.

No ano de 1996, o Governo da Bahia concedeu aos produtores rurais um estímulo para implantação de lavouras na Bahia, com o retorno de parte do ICMS em forma de subsídio financeiro, em dinheiro, na aquisição de implementos agrícolas, maquinário em geral, sementes, insumos,  adubos, corretivos e óleo diesel, em conformidade com a letra “c”, do Inciso I, do artigo 93 do RICMS/BA.

No inicio, o Governo dava o crédito e as empresas compradoras de produtos agrícolas devolviam o crédito em dinheiro. Com o passar do tempo foram mudando as devoluções do governo e no final era dado o incentivo apenas no óleo diesel.

A partir do ano de 2004, nova sistemática foi apresentada pelo Governo Estadual, através do Anexo 98 do Decreto Estadual-BA nº 9.029/2004, o qual ratifica o adimplemento em dinheiro sob a responsabilidade do Estado, com  retorno sobre a venda de produtos agrícolas, conforme lista abaixo, com percentuais diferenciados, entre os cultivos e entre os tipos de operação, sejam elas interestaduais ou dentro do próprio Estado, que vão de 3,5% a 22,5% sobre o valor do imposto recolhido. O valor monetário apurado das vendas de produtos agrícolas deveria ser devolvido aos produtores agrícolas no nono dia útil do mês subsequente, o que não ocorreu em momento algum. O Sindicato Rural e os advogados do escritório Oliveira & Caino poderão prestar maiores informações sobre ação de recuperação dos créditos.

Cotações de ontem: soja sobe um pouquinho. Estoques baixam.

O relatório trimestral de estoques físicos divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na manhã de ontem (30) apontou números abaixo do esperado pelo mercado.  A soja totalizou, em 1º de junho, 15,54 milhões de toneladas, enquanto o mercado apostava em 16,11 milhões de toneladas. O total apresenta uma redução de 4,19% em relação ao mesmo período de 2009.
Já os estoques de milho, também em 1º de junho, somaram 109,48 milhões de toneladas. A expectativa do mercado era de 117,4 milhões de toneladas. No ano passado, nessa mesma época, os volume armazenado totalizada 108,23 milhões, o que apresenta um incremento de 1,15% em 2010.
Ao contrário da soja e do milho, o trigo ficou com os estoques acima do que o mercado esperava (25,53 milhões de toneladas) e a armazenagem totalizou em 26,49 milhões de toneladas.

No Mato Grosso, 5 milhões de toneladas de milho estão a céu aberto.

A falta de armazém volta a ser um problema para o produtor de milho de Mato Grosso. Para a safra 2009/2010 ainda não há registro da quantidade do grão que está sendo estocado a céu aberto. Porém, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) estima que há um déficit de 5 milhões de toneladas nos armazéns do Estado. Na temporada anterior, cerca de 500 mil toneladas não tiveram local para serem guardadas.
De acordo com o presidente da Aprosoja, Glauber Silveira, o entrave persiste porque em Mato Grosso não há quantidade suficiente de armazéns para estocar tanto milho quanto a soja. “Temos uma capacidade de estocar cerca de 20 milhões de toneladas. Volume que não é pouco, mas é mal distribuído”. Silveira se refere à escassez de estoques em algumas regiões do Estado. Segundo ele, os silos estão mal localizados. Além da infraestrutura, o presidente da Aprosoja destaca a demora para escoar a produção.

Milho tem novo zoneamento. Inclusive na Bahia.

As regras do zoneamento agrícola para o milho em 16 estados e no Distrito Federal foram publicadas, nesta segunda-feira (28), no Diário Oficial da União (DOU), conforme as Portarias N° 156 a 172. Os estados contemplados são Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.
O objetivo do estudo é identificar as áreas aptas e os períodos de plantio com menor risco climático para a safra 2010/2011. A época de semeadura foi definida por meio de análises térmicas e hídricas.
A cultura pode apresentar variações anuais e regionais, no rendimento dos grãos, causadas, principalmente, por deficiências hídricas durante o desenvolvimento da planta. A ocorrência de geadas tardias é um fator que também pode influir no rendimento do milho. Na página do
Ministério da Agricultura se encontram todos os detalhes do zoneamento, município por município, com  tipos de solo, umidade mínima recomenda para o plantio e cultivares.