Produtores reúnem-se para adesão ao Plano Oeste Sustentável.

A reunião lotou o salão de eventos 4 Estações.

Os secretários de Meio Ambiente e Agricultura do Estado da Bahia, Eugênio Spengler e Eduardo Salles, estiveram em Luís Eduardo Magalhães na tarde desta terça-feira, 11, onde participaram de um encontro com representantes de entidades ligadas ao agronegócio, autoridades políticas e produtores rurais da região oeste.

A visita teve como objetivo sensibilizar o agricultor sobre a importância da regularização ambiental de suas propriedades, principalmente tendo em vista a publicação do decreto n° 12.071, 24 de abril, que regulamenta o Plano Estadual de Adequação e Regularização dos Imóveis Rurais, peça chave para o sucesso do Plano Oeste Sustentável, lançado em outubro de 2009.

Anfitrião do evento, o prefeito Humberto Santa Cruz, que por 18 anos presidiu a Associação dos Agricultores e Irrigantes do Oeste da Bahia (AIBA), comentou no discurso de abertura que a consolidação deste plano de regularização das propriedades rurais representa o esforço conjunto empreendido pelos produtores, associações e governo do estado.

Humberto lembrou ainda que o desenvolvimento sustentável, uma das motivações do plano, só vai ser possível quando houver harmonia entre os eixos de sustentabilidade agrícola, econômica e social. “Não se faz nada se a gente não tiver esse tripé em consonância”, proclamou. Para finalizar Humberto disse que o trabalho desenvolvido no oeste da Bahia deve ser seguido e mostrado para outras regiões de efervescente potencial agrícola no país. “Esse exemplo tem de ser seguido, inclusive levado para outras regiões, para outros estados, pois quando se quer e se tem vontade política tudo é possível”, encerrou.

O atual Secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, resumiu o encontro como um dia histórico para o agricultor do oeste baiano. “Não era justo o produtor rural da região oeste produzir, gerar empregos e riquezas para toda uma região e não ter sua documentação de legalização” comentou Salles. Já Eugênio Spengler, responsável pela pasta do Meio Ambiente no estado, disse que “a preservação da reserva legal e das áreas de preservação permanente estão diretamente ligadas à qualidade daquilo que se produz e do desenvolvimento do que se pretende produzir nos próximos anos”.

Hoje, 15 horas, cerimônia de adesão ao Plano Oeste Sustentável.

Uma solenidade às 15h, hoje, no espaço Quatro Estações Eventos, marcará a operacionalização do Plano Oeste Sustentável, instituído através do Decreto 12.071, de 23 de abril deste ano, e contará com a presença dos secretários do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, e da Agricultura, Eduardo Salles. Mais de tres centenas de agricultores devem apor sua assinatura ao acordo.

Câmara discute pagamento para agricultor que não desmatar.

O produtor será remunerado por meio de créditos de carbono que poderão ser negociados na bolsa de valores como compensação por emissões de outros empreendimentos. A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara Federal realizou ontem audiência pública para debater o Projeto de Lei 5586/09, do deputado Lupércio Ramos (PMDB-AM), que cria a Redução Certificada de Emissões do Desmatamento e da Degradação (RCEDD). Trata-se de mecanismo para recompensar os proprietários rurais que evitarem o desmatamento. A remuneração será por meio de créditos de carbono negociados em mercado.

Uso da água na pecuária será tema de evento.

Um recurso finito e cada vez mais desejável, a água terá destaque na programação da 47ª Reunião da Sociedade Brasileira de Zootecnia (SBZ), que este ano será realizada entre os dias 27 e 30 de julho, no Hotel Bahia Othon Palace, em Salvador. O tema será tratado na palestra “A água e a produção de pequenos ruminantes”, que será proferida pelo zootecnista, pesquisador da Embrapa Semiárido de Petrolina e professor da pós graduação da Universidade Federal do Vale do São Francisco e da Universidade Federal da Paraíba, Gherman Leal de Araújo. A ênfase da explanação será dada aos rebanhos de caprinos e ovinos, animais que conseguem, graças a uma habilidade natural, alta eficiência na relação consumo de água/rendimento: boa alternativa para as regiões áridas e semiáridas, e para a garantia de proteína animal de qualidade em tempos de escassez de água e aquecimento global. Continue Lendo “Uso da água na pecuária será tema de evento.”

Certificação garante renda maior aos pequenos e médios produtores rurais.

Os produtores de pequeno e médio portes do agronegócio brasileiro estão conseguindo, com a certificação de qualidade e origem, agregar valor aos gêneros que ofertam ao mercado. Os produtos certificados chegam a custar até 50% a mais do que os que não têm esse selo de qualidade, “apesar deles serem iguais aos [produtos] não certificados”, disse o diretor técnico do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Carlos Alberto Santos. Ele foi um dos participantes da Semana Sebrae do Agronegócio 2010, em Brasília. Continue Lendo “Certificação garante renda maior aos pequenos e médios produtores rurais.”

Super safra confirmada a dois meses do fim.

A distribuição equilibrada de chuvas nas áreas de maior produção e a boa produtividade do milho e da soja continuam aumentando as expectativas de colheita desta safra. O oitavo levantamento da safra de grãos 2009/2010, divulgado hoje (6) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estima a produção de 146,81 milhões de toneladas, o que deve consolidar um novo recorde faltando apenas dois meses para o fim deste ciclo.

Essa projeção é 8,7% superior aos 135,13 milhões de toneladas do ciclo 2008/2009 e 0,4% maior que o levantamento divulgado no mês passado. A soja e o milho representarão, juntos, cerca de 122 milhões de toneladas, ou 83,1% de toda a safra.

A soja deve chegar a 67,8 milhões de toneladas, 18,7% ou 10,7 milhões de toneladas a mais que a do ciclo anterior. Já o milho deve alcançar 54,18 milhões de toneladas, um aumento de 6,2%.

A área total plantada com grãos é de 47,5 milhões de hectares, uma redução de 172,1 mil hectares em relação ao ciclo anterior. O levantamento foi feito por técnicos da Conab que ouviram representantes de cooperativas e sindicatos rurais, órgãos públicos e privados em todos os estados, no período de 22 a 28 de abril.

O agronegócio está segurando a balança comercial, os empregos e o crescimento do PIB. O Governo agita a bandeira da super-safra. Mas o Politburo ajuda em quê? Em infra-estrutura, em financiamento, na consolidação dos passivos ambientais? Em nada.

Aiba quer realizar adesão em massa ao Plano Oeste Sustentável.

A AIBA está convidando os produtores para aderirem ao Plano Oeste Sustentável, em evento a ser realizado dia 11, próxima terça-feira, às 15 horas, no espaço de eventos Quatro Estações, em Luís Eduardo. A cerimônia terá a presença dos secretários estaduais do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, e da Agricultura, Eduardo Salles. A adesão maciça ao Plano é o principal objetivo da entidade associativa.

Embraer espera aumentar vendas do Ipanema na Bahia Farm Show 2010.

A Embraer – Empresa Brasileira de Aeronáutica, vai para a Bahia Farm Show 2010 com boas expectativas de negócios em torno do seu modelo Ipanema 202A, movido a etanol. A fabricante brasileira  de aviões espera aumentar em cerca de 17% a venda do Ipanema, que além de utilizar um combustível ecologicamente correto, ajuda a reduzir os custos de produção. A empresa já é uma veterana na maior vitrine do agronegócio da Bahia, que será realizada em Luís Eduardo Magalhães, entre 1º e 5 de junho. Continue Lendo “Embraer espera aumentar vendas do Ipanema na Bahia Farm Show 2010.”

Audiência discute exportação de bovinos vivos.

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio realiza audiência pública nesta terça-feira (4) para debater a exportação de bovinos vivos pelo Brasil. O debate foi proposto pelo deputado Dr. Ubiali (PSB-SP). Segundo ele, o objetivo é analisar a exportação brasileira de gado para o abate e identificar esse tipo de atividade econômica, confrontando com a exportação de carne refrigerada ou congelada.

O deputado espera que o debate possibilite a implantação de modernas políticas que apontem na direção da maior geração de valor agregado na indústria brasileira, como fonte de crescimento baseado na ampliação das oportunidades de emprego, de geração de renda interna e consequentemente, de maior consumo.

“A melhora do padrão de comércio exterior brasileiro tem efeitos positivos em termos das contas externas do país, além de ser um dos eixos estruturantes do desenvolvimento da pecuária brasileira e da cadeia produtiva da carne. A exportação de produtos primários tem características próprias que a distinguem da atividade de exportação de produtos manufaturados e de serviços”, disse Dr. Ubiali.

Na Bahia, em Minas e São Paulo a exportação de bovinos vivos decresce, mas no Pará até 10% do rebanho foi exportado vivo, através de Belém, durante um ano. Só para a Venezuela partiam navios com até 21 mil bovinos vivos por quinzena.

Vai um “fino” aí Ministro?

Minc discursa: foto Mauro Pimentel Futura Press on portal Terra.

O ex-ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, liderou, ontem no Rio, como todos sabem, a Marcha da Maconha, que pede a liberação do cultivo caseiro da droga. E até fez discurso durante a passeata, que teve a participação de 1.500 pessoas. É fato comprovado que a droga causa alterações comportamentais, aguçando certos desvios psicológicos, como a síndrome do pânico e a esquizofrenia. Um estudo publicado em 2010 no periódico Archives of General Psychiatry associa o consumo de maconha à psicose. Constatou-se que, entre jovens que fumam maconha há seis anos ou mais, o risco de alucinação ou delírios pode chegar a ser o dobro do verificado entre as pessoas que nunca consumiram a droga.

A pergunta que não quer calar é a seguinte: será que Carlos Minc teria degustado alguns cigarrinhos quando planejou a escandalosa “Operação Veredas” no Oeste baiano, há dois anos?

CR 9060, agora brasileira, vai ser atração da Bahia Farm Show

A colheitadeira modelo CR9060, com até 394 cv e dois rotores axiais, agora é brasileira. Por isso deve custar até 100 mil reais a menos que a importada, o que vai torná-la uma das atrações da Bahia Farm Show e, certamente, sucesso de vendas. A CR9060, na foto em plena colheita no município de Correntina, poderá ser equipada com plataformas de corte de 30, 35 e 40 pés, esta última com esteira, capaz de reduzir ainda mais as perdas no transporte da palhada até os rotores de trilha e aumentar a velocidade do corte.

João Rebequi, coordenador de marketing de produto da New Holland, comemora o lançamento:

-Esta colhetadeira já é um sucesso em uma série de outros países e agora o produtor brasileiro vai ter a oportunidade de comprar a máquina feita sobre medida pra ele.

A CR9060 tem eficiência operacional de 89%, com perda total prevista de 25 kg/ha e entrega de grãos com apenas 0,3% de impurezas,operando a velocidades médias de 7 kms/hora, com plataforma de 35 pés. A Gasparetto Tratores, representante New Holland, já colocou a nova máquina à venda.

Amanhã, dia da Paz no Campo, promovido por agricultores

Vanir Kölln, presidente do Sindicato Rural de Luís Eduardo, convida agricultores para evento, amanhã, em Brasília, com objetivo de estabelecer uma nova plataforma de justiça social no campo. Assista o vídeo do Notícias Agrícolas. É bem leve.

Promulgado decreto do plano de adequação ambiental.

Nove meses após ser lançado, em 1º de julho de 2009, finalmente o produtor rural da Bahia poderá aderir com segurança ao Plano Estadual de Adequação e Regularização Ambiental dos Imóveis Rurais. O ponto-chave para isto foi a publicação no Diário Oficial do Estado da Bahia, no último sábado (24), do decreto 12.071 que regulamenta a lei que instituiu o Plano, garantindo ao produtor a tranqüilidade jurídica para assumir os seus passivos ambientais e apresentar as estratégias técnicas para saná-los, sem riscos de novas multas e embargos. Isto porque, a partir do momento em que adere ao Plano, ele fica automaticamente resguardado de novas sanções. Continue Lendo “Promulgado decreto do plano de adequação ambiental.”

Bancos prevêem bons negócios na Bahia Farm Show.

Clique na foto para ampliar e ver detalhes da Feira de 2009.

O setor bancário tem boas expectativas de negócios para a edição 2010 da Bahia Farm Show, que ocorre entre 1º e 5 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA). Estarão presentes na maior vitrine do agronegócio da Bahia três instituições financeiras: o Banco do Brasil, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e o Bradesco, todos com perspectivas positivas. Continue Lendo “Bancos prevêem bons negócios na Bahia Farm Show.”

Quebra de safra permite adiamento de financiamentos.

A Aprosoja prevê que cerca de 30% dos produtores rurais não conseguirá efetuar o pagamento das suas dívidas. O Superior Tribunal de Justiça garante aos produtores prejudicados por quebra de safra o direito de prorrogar suas dívidas em função dessa quebra de safra, desde que haja comprovação.

Segundo o advogado Henrique Jambiski, especialista em endividamentos na Lybor Landgraf, explica que é importante o agricultor comparecer ao banco o quanto antes com uma carta esclarecendo os motivos pelos quais não quitará seus compromissos financeiros, solicitando a prorrogação dos seus vencimentos.

Caso o banco não aceite esta justificativa, Jambiski aconselha o produtor rural a protocolar esta carta em cartório para que em seguida, seja aberta uma ação judicial para que se faça valer o direito sobre a prorrogação de dívidas por quebra de safra em vigor da lei.

Instituto Chico Mendes multa e embarga produção do Oeste.

Com as áreas embargadas, cerca de 30 agricultores estão deixando do colher a soja e temem a perda da produção, além de sérios impactos na economia regional.

Indiferentes à existência do Plano de Adequação e Regularização Ambiental dos Imóveis Rurais da Bahia, o Plano Oeste Sustentável, uma iniciativa conjunta entre Governo do Estado, produtores rurais e sociedade civil organizada, aprovado em 1 de julho de 2009 pela lei 11.478/2009, com anuência do Ministério do Meio Ambiente e IBAMA, para combater o passivo ambiental no estado, os fiscais do Instituto Chico Mendes (ICMBio) estão multando produtores, embargando áreas produtivas e apreendendo a produção agrícola no Oeste da Bahia. Nos dias 19 e 20 de abril últimos, os fiscais do ICMBio, autarquia do próprio Ministério do Meio Ambiente (MMA), visitaram propriedades nos municípios de Jaborandi e Cocos e notificaram os agricultores, exigindo o comparecimento destes ao escritório do instituto na cidade de Posse, em Goiás. Ontem (22), aproximadamente 30 produtores se apresentaram no escritório alugado pelo órgão no estado vizinho para serem notificados. A maioria deles já estava em processo de licenciamento protocolado junto ao IMA.

As áreas embargadas estão em pleno momento da colheita da soja, carro chefe da agricultura na região. Sem poder colher no tempo certo, os agricultores temem a perda da produção. Eles estão reunidos hoje (23) no Rosário, distrito do município de Correntina, discutindo as providências a serem tomadas.

O Plano Oeste Sustentável é uma iniciativa estadual e serviu de referência para a criação do programa federal para o mesmo fim, o Mais Ambiente. Seu objetivo é, por meio de ação conjunta, erradicar o passivo ambiental no Oeste da Bahia, onde mais de sete mil processos de pedidos de concessão de licenças ambientais, autorizações para supressão vegetal e averbação de reservas se acumulam há mais de uma década, sem apreciação e julgamento. A situação, admitida pelos próprios órgãos ambientais competentes, chegou a este ponto pela falta de estrutura, recursos financeiros e humanos, além da omissão dos mesmos órgãos. Em etapas posteriores, o Plano, com as devidas adequações, será estendido às demais regiões do estado.

“Demonstramos ao Governo nossa intenção em ajudar a solucionar o problema. Pactuamos com os órgãos, trabalhamos incessantemente por mais de um ano na construção do escopo do Plano e do seu arcabouço legal, e agora somos ridicularizados e humilhados com uma situação dessas”, protesta o vice-presidente da Aiba, Sérgio Pitt, para quem o Instituto Chico Mendes usa de métodos de constrangimento desnecessários, que fragilizam todos os envolvidos no Plano Oeste Sustentável, a começar pelo Governo do Estado, suas secretarias e autarquias.

“Poderíamos partir para a guerra judicial, pois temos farta documentação para nos resguardar. Mas encontramos boa vontade da parte do governo baiano, do próprio Ministério do Meio Ambiente e do IBAMA e não apenas demonstramos a nossa intenção em regularizar um problema, causado por eles mesmos, como investimos recursos e esforços nesse sentido”, diz Sérgio Pitt.

Devido à pendência de ajustes para a conclusão da regulamentação do Plano Oeste Sustentável, os produtores ainda não puderam oficializar a adesão.

“Isso é fato sabido e notório, a começar pelo ICMBio. Portanto, neste estágio do processo, não há razão alguma para constranger e implantar o terror entre gente séria e de boa vontade”, afirmou Sérgio Pitt.

Exportação do milho para aliviar oferta é erro estratégico.

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, defende que é preciso encontrar novos canais de exportação para o milho brasileiro para reverter a baixa no preço nas regiões produtoras. Em Mato Grosso, segundo maior produtor nacional do grão, atrás apenas do Paraná, a cotação da saca de 60 quilos do produto em alguns municípios está abaixo de R$ 9, enquanto o preço mínimo definido pelo governo para o estado é de R$ 13,98.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional de milho nesta safra deve chegar a 54 milhões de toneladas. O consumo é de aproximadamente 46 milhões de toneladas e a previsão de exportação é de 8,5 milhões de toneladas. Como os estoques estão acima de 10 milhões de toneladas, a pressão sobre o preço é alta.

Milho produzido em fronteira agrícola, longe dos consumidores industriais, tem que ser transformado em etanol. Por que não? Por causa do lobby das ongs, da indústria da cana? Num país sem infra-estrutura, sem ferrovias e portos, mandar milho para o exterior, com dólar baixo e demanda deprimida é bobagem. O milho tem que ter elos firmes na sua cadeia produtiva. E não ficar dependendo de política de subsídios do Governo, que nem sempre chega na hora certa.

Soja reage e descola dos 30 reais.

Os preços futuros da soja voltaram a subir na Bolsa de Chicago (CBOT). Os contratos mais negociados, com vencimento em julho, encerraram o pregão cotados a US$ 10,15 por bushel, com valorização de 9 cents ou 0,89%. Segundo analistas, a commodity foi puxada por compras baseadas em indicadores técnicos de preço e sinais de sólida demanda no mercado físico.

“O mercado encontrou suporte técnico depois de registrar as maiores cotações em três meses ontem”, disse Jim Gerlach, presidente da A/C Trading. O contrato para julho fechou perto da máxima do dia, de US$ 10,1575 por bushel, maior patamar desde 12 de janeiro.

Fundos de commodities compraram cerca de 5 mil contratos da oleaginosa ao longo do dia. Os dados divulgados hoje pelo Census Bureau, órgão do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, ajudaram a sustentar os preços. Segundo o Census, a indústria norte-americana esmagou 156,1 milhões de bushels em março, número que superou as estimativas do mercado, de 154,9 milhões de bushels.

Depois de andar de lado por 30 dias, a cotação da soja reagiu no Oeste baiano, com preços que se descolam lentamente da barreira psicológica dos 30 reais a saca. Isso é importante quando a colheita está no auge.

MST invade Veracel em Eunápolis.

O jornal O Globo informou, ontem à noite, que integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocuparam a Fazenda Barrinha, em Eunápolis, a 644 km de Salvador, que pertence à multinacional Veracel, empresa que cultiva eucaliptos para a produção de celulose.

Esta é a 16ª fazenda ocupada na Bahia durante o Abril Vermelho — ações organizadas pelo MST para lembrar o Massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996, quando 19 trabalhadores rurais foram mortos em confronto com a tropa de choque da PM do Pará.

De acordo com Márcio Mattos, um dos coordenadores do movimento, a intenção do MST é ocupar pelo menos 30 fazendas até o fim de abril.

Esta é a terceira vez que o MST ocupa a Barrinha, que possui 4.700 hectares e se situa às margens da BR-101, a 20 km de Eunápolis, onde fica a fábrica da empresa. Mattos informou que a área estava ocupada por 400 famílias.

Bahia Farm Show já vendeu mais espaços que o ano passado.

Foto de Eduardo Lena.

A Bahia Farm Show 2010 – Feira de Tecnologia Agrícola e Negócios, que acontece entre 01 e 05 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, já superou a comercialização de espaços para expositores da edição 2009. Até o momento, a área comercializada já representa um crescimento superior a 10% em relação ao ano passado.

O bom momento da safra de grãos do Oeste baiano e a consolidação do evento como a sexta maior feira de agronegócio do Brasil impulsionam o sucesso da 6ª edição da Bahia Farm Show. “Empresas que tradicionalmente participam do evento aumentaram os espaços dos seus estandes, além disso, temos a entrada de novos expositores”, conta o diretor executivo da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e coordenador do evento, Alex Rasia.

O público também deve ser maior em 2010. Para conhecer as novidades em máquinas, implementos, insumos, além de palestras e resultados de pesquisas agrícolas são esperadas mais de 35 mil pessoas para os cinco dias do evento, o que ultrapassa os 32 mil visitantes do ano passado. “A tendência é que os R$ 214 milhões movimentados em 2009 sejam superados”, afirma Rasia.

Diante dessas expectativas para a realização do evento, os expositores também estão otimistas. “Nossas expectativas são as melhores possíveis. Sempre guardamos os lançamentos para a Bahia Farm Show, que é nosso carro-chefe”, diz Eliana Cristoforo, analista de marketing da Agrosul, concessionário John Deere em Luís Eduardo Magalhães.

A feira ocorre no Complexo Bahia Farm Show, que possui 200 hectares de área total. O local conta com 60 mil metros quadrados destinados a exposição, que abrigam com qualidade e conforto mais de 150 estandes. Há ainda 12 mil metros quadrados de canteiros experimentais, com materiais genéticos de alta performance.

A Bahia Farm Show é promovida pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação dos Revendedores de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado da Bahia (Assomiba), Fundação Bahia e Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães.

Mandioca pode produzir etanol com menor custo

Apesar de ainda estar em fase experimental no Brasil, a obtenção de etanol a partir da mandioca é uma realidade cada vez mais próxima. O alto valor energético dessa raiz originária da Amazônia será, em breve, aproveitado também para a produção de biocombustíveis. “Todos os tipos de mandioca podem ser usados para a produção de biocombustível, mas aqueles que possuem maior concentração de amido, como a mandioca industrial, são as mais indicadas”, explica o diretor do Cerat – Centro de Raízes e Amidos Tropicais, Cláudio Cabello.

Desde 2003, Claúdio Cabello desenvolve linhas de pesquisas sobre a produção de etanol a partir de amidos. “Inhame e batata doce têm boas possibilidades, mas não se comparam ao que é possível se fazer a partir da mandioca. Ela possui diferenciais extremamente positivos, como a possibilidade de cultivo em diferentes regiões do país”, disse. Segundo ele, a raiz têm inúmeras facilidades para ser transformada em etanol. “Não há, na mandioca, nenhum composto que iniba o processo biológico de fermentação alcoólica e, dependendo da região, a obtenção do álcool a partir dela poderá ser mais barata inclusive do que pela cana”, explica.

A produção de mandioca tem um custo de R$ 100 por hectare. “Cada hectare produz entre 28 e 30 toneladas, e o mercado paga R$ 140 pela tonelada. Isso faz com que a margem de lucro desse tipo de produto seja excelente, dando inclusive maior liberdade para a definição da época da colheita”, argumenta. Segundo o vice-presidente da Abam – Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca, Antônio Donizetti Fadel, o tempo de cultivo da mandioca varia entre nove e 30 meses. “Quanto mais tempo na terra, maior é a lucratividade. O Brasil é o único país do mundo a colher no 24º mês. Com 12 meses, a produtividade é, em média, de 25 toneladas por hectare. Se o prazo for ampliado para entre 18 e 24 meses, essa produtividade sobe para 40 toneladas. E o custo não aumenta tanto, porque não há necessidade de replante ou de preparar a terra novamente”, explica Fadel.

Segundo ele, o país precisa, ainda, melhorar a produtividade por hectare para tornar mais atraente o uso da planta na produção de biocombustível, e o investimento mais viável economicamente. Com a tecnologia atual, cada tonelada de mandioca pode produzir 200 litros de álcool. Ou seja, a cada 5 quilos da raiz se produz um litro de combustível.

Enfim, a Justiça para Haroldo Uemura!

Carlos Minc, dedinho maroto em riste, diante de toda a imprensa do País, gentilmente transportada por conta do contribuinte. Foto Luís Tito, da AG A Tarde.

Sérgio Pitt, vice-presidente da AIBA, escreve incisivo artigo sobre o episódio da Operação Veredas, cinematográfica ação do ministro Carlos Minc, que perpetrou injustiça irreparável com um agricultor. Agora, Haroldo Uemura, obteve vitória na Justiça, provando o erro e a sua isenção.

Um caso absurdo de abuso de poder e linchamento ante a opinião pública teve um desfecho justo – ainda que tardio – este mês. Trata-se da vitória do agricultor do município de Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia, Haroldo Hidekazu Uemura, contra a União e o IBAMA, obtida no dia 10 de março último por meio de Sentença de Mérito proferida pela juíza federal  substituta da 17ª Vara de Brasília, Cristiane Pederzolli Rentzsch. Em uma argumentação que será sempre referência de coerência e probidade, ela julgou procedente a defesa de Uemura, restituindo a este agricultor as terras e as máquinas confiscadas de maneira inconstitucional, além de parte da dignidade, já que os estragos de uma mentira dificilmente se reparam.

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ABAPA inaugura amanhã oficina de tecelagem.

Amanhã, às 17h, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão – Abapa irá inaugurar a Oficina de Tecelagem do Projeto Tecendo Cidadania,  na localidade de Roda Velha de Baixo, distrito de São Desidério/BA. Equipada com teares, rocas, urdideiras, meadeiras, cardas, descaroçadores, espuladeira, dentre outros equipamentos, adquiridos com recursos do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão –Fundeagro, a Oficina faz parte do Projeto Tecendo Cidadania, da Abapa, que tem entre seus objetivos centrais oferecer oportunidade de emprego e renda a mulheres da comunidade local, através da qualificação para o artesanato, tendo como matéria-prima o algodão.

A evolução da produção agrícola baiana.

Clique na imagem para ampliar.

O Ministério da Agricultura divulgou nesta terça-feira, 13, a tabela completa com a evolução dos valores brutos de produção, nos últimos seis anos, já deflacionados pelo IGP-DI da Fundação Getúlio Vargas. Como se pode ver pela tabela, apesar dos preços fortemente deprimidos, ocorreu um crescimento, real, acima de 14%.

Outro leilão para desafogar estoque de milho.

O Governo Federal (MAPA/Conab) vai realizar um novo leilão de Prêmio para o Escoamento de Milho em Grãos – PEP, nº 071/10, na quinta-feira, 15 de abril, que vai ofertar para comercialização 140 mil toneladas de milho do Oeste da Bahia. É o quarto leilão do ano na região e vai contribuir para diminuir o estoque de 450 mil toneladas do cereal no cerrado baiano.

Desta vez, assim como no último leilão, realizado em 6 de abril, será permitida a presença das indústrias de alimentação humana. A manutenção da participação dessas indústrias é importante, segundo a Aiba, para o aquecimento da demanda. Para se habilitarem ao leilão, é necessário que as processadoras de alimentos estejam sediadas no Norte ou Nordeste do país.

Só para ter idéia do volume que será leiloado: serão necessárias 3.684 cargas de caminhões bi-trem, com capacidade máxima de peso permitido pelo DNIT.

Barreiras vai montar kits de aviões de pequeno porte.

Já está funcionando no Hangar da Aero Centro, instalada no aeródromo da Associação Barreirense Aerodesportista (ABA) a montadora de aviões de pequeno porte que visa atender a necessidade de agricultores e empresários que buscam nesse tipo de transporte a agilidade e rapidez necessárias para percorrer longas distâncias, como é o caso da região Oeste da Bahia. Leia mais no jornal Nova Fronteira.

Super safra argentina de soja segura preços internacionais.

Estão sendo colhidos 53,5 milhões de toneladas de soja na Argentina, o principal cultivo, quase o dobro da safra anterior, que foi de 30,9 milhões de toneladas. Será a maior safra da história, com produtividade de 3.800 kgs por hectare. Na Pampa úmida os argentinos usam muito pouco adubo, o que torna o cultivo mais atraente. Está aí um dos motivos dos preços manterem-se abaixo de 10 dólares o bushel. A super safra dos Estados Unidos, Brasil e Argentina. Cotações por Agrolink:


ABAPA lança projeto “Tecendo Cidadania”.

A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) inaugura na próxima quinta-feira, 15 de abril, a Oficina de Tecelagem do Projeto Tecendo Cidadania,  na localidade de Roda Velha de Baixo, distrito de São Desidério, a cerca de 180 km de Barreiras. Equipada com teares, rocas, urdideiras, meadeiras, cardas, descaroçadores, espuladeira, dentre outros equipamentos  adquiridos com recursos do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão – Fundeagro, a Oficina faz parte do Projeto Tecendo Cidadania, da Abapa, que tem entre seus objetivos centrais oferecer oportunidade de emprego e renda a mulheres da comunidade local,  através do artesanato que utiliza o algodão como matéria-prima.


Entre os dias 15 e 19 de março últimos, foi treinada a primeira turma, formada por 10 mulheres com faixa etária que variou de 35 a 70 anos, que já traziam alguma noção de tecelagem em teares artesanais. Com o curso, além de reciclarem os conhecimentos, as alunas aprenderam sobre o processo de transformação do algodão em capulho em fio. A idéia é que elas multipliquem os conhecimentos entre seus pares no município – maior produtor brasileiro de algodão – participem de eventos, como feiras e exposições e, futuramente, com a profissionalização e cooperativismo, criem uma marca própria.

Leilão do milho foi sucesso: faturou 5,7 milhões de reais.

A participação das indústrias de alimentação humana sediadas nas regiões Norte e Nordeste impulsionou as vendas do leilão de Prêmio para o Escoamento de Milho em Grãos – PEP, nº 064/10, realizado nesta terça-feira, 6 de abril. Ao final dos negócios foram arrematados 90% das 95 mil toneladas de milho do Oeste da Bahia ofertadas. A arrecadação total da operação foi de R$ 5,37 milhões.

“As empresas de alimentação humana já compravam milho fora do leilão e o prêmio pago pelo Governo foi um estímulo para a participação”, conta o assessor de agronegócio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Alcides Viana, que já previa um aumento no volume do cereal negociado, com a presença dessas indústrias.

No lote 01, que foi vendido integralmente, houve muita disputa pelas 75 mil toneladas ofertadas para as regiões Norte e Nordeste e Norte de Minas Gerias, o que gerou um deságio de 52,5% no valor dos prêmios. O Nordeste, exceto Bahia, que receberia prêmio de R$ 5,52 por saca, recebeu R$ 2,62; Bahia e Norte de Minas Gerais receberiam R$ 4,02 e receberam R$ 1,91; e a região Norte receberia R$ 7,38 e recebeu R$ 3,51. A movimentação total foi de R$  4,38 milhões.


Já no lote 02, que ofertou 20 mil toneladas do grão, foram negociadas 10,2 mil toneladas (51,25%). O prêmio foi de 100%, sendo R$ 4,02 por saca de 60 kg para o Norte de Minas Gerais e R$ 5,82 para o Espírito Santo. O volume total foi de R$ 994 mil.

Esse foi o terceiro leilão do ano na região e contribuiu para diminuir os estoques do cereal no cerrado baiano. Esta intervenção do Governo em defesa da melhoria dos preços foi fruto da mobilização da Aiba e entidades classistas, que defenderam os moldes do prêmio junto ao Ministério da Agricultura e à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A venda deste alto volume de milho favorece também os transportadores rodoviários de longo curso sediados em Luís Eduardo.

FAEB e SENAR estarão na Bahia Farm Show.

Programas, prestação de serviços, palestras e os principais trabalhos desenvolvidos pelo Sistema Faeb/Senar estarão disponíveis para o produtor rural durante a Bahia Farm Show 2010.

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar – Bahia) e Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães já garantiram seu estande na Bahia Farm Show 2010, que acontece de 1º a 05 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA).

Durante todos os dias da feira, técnicos das entidades estarão a postos para orientar o produtor e prestar assistência nas áreas técnicas e jurídicas, além de inscrever os interessados para os programas e cursos oferecidos pelo Sistema Faeb/Senar.

“A Faeb sempre apoiou este importante evento e esse ano contamos com fatores muito positivos. A economia mundial está em processo de recuperação. Houve também uma ampliação da exportação de grãos e a Bahia vem se posicionando como grande produtor de grãos do Brasil”, destaca o presidente da Faeb, João Martins que já confirmou presença em todos os dias da feira.

Para o gerente de Relações Institucionais do Senar, Rui Dias, o Sistema Faeb/Senar não poderia ficar de fora de um evento como este, que se nivelou às grandes feiras nacionais, aprimorando-se tecnologicamente e acompanhando o desenvolvimento do agronegócio do Brasil.

Novo código ambiental só no próximo ano.

Jorge Khoury

Os presidentes da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, deputado Jorge Khoury (DEM-BA), e da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA), defenderam hoje o adiamento da votação das mudanças no Código Florestal (Lei 4.771/65) para 2011. Eles participaram de seminário promovido por entidades da área de meio ambiente para discutir as propostas de mudança na legislação ambiental.

Jorge Khoury acredita que, neste ano, os parlamentares deveriam se concentrar em alguns pontos e buscar um consenso para viabilizar a votação desses pontos. O deputado argumenta que as votações em anos eleitorais acabam prejudicadas pelo processo eleitoral.

Ele cita como exemplo dos pontos que poderiam ser priorizados neste ano a compensação de reservas legais em outras bacias e a flexibilização do percentual de reserva legal em áreas já desmatadas. Jorge Khoury explica que a flexibilização permitiria que, na Amazônia Legal, por exemplo, onde a reserva obrigatória é de 80%, a recomposição poderia ser feita em 50% da área com vegetação nativa e nos outros 30% com espécies que permitissem a exploração econômica ou pesquisa.

Khoury defende o princípio do equilíbrio na discussão das mudanças na legislação ambiental. Ele reafirmou que é contra os radicalismos dos dois principais setores envolvidos no debate: ambientalistas e ruralistas.

AIBA esclarece associados sobre FUNRURAL.

Odacil Ranzi, Wagner Pamplona, Walter Horita e Sérgio Pitt: atenção com as dúvidas dos produtores.

A diretoria da AIBA realizou, ontem à noite, encontro no Hotel Solar Rio de Pedras, com objetivo de esclarecer aos produtores locais sobre o andamento da ação coletiva que conseguiu a tutela antecipada em relação ao recolhimento, por parte dos agricultores, do imposto do FUNRURAL. O advogado Wagner Pamplona, procurador da AIBA na ação, ressaltou que a parte dos recolhimentos depositados em juízo, como vem sendo praticado pelas principais compradoras de grãos da Região, tem uma ótima perspectiva de logo voltar ao bolso dos produtores. No entanto, esclareceu que a restituição dos recolhimentos pagos nos últimos 10 anos é um processo  complexo que pode ser devolvido pelo Governo até pelo sistema de precatórios:

“O valor é alto, cerca de 12 bilhões de reais, e o Governo não deve ter disposição para a pronta restituição desses valores.”

Outro alerta feito por Pamplona é de que o não pagamento do FUNRURAL, o que seria a contribuição previdenciária do produtor rural, pode resultar na volta da contribuição de 23% sobre a folha de pagamentos dos funcionários: “O produtor vai ter que optar pela solução mais vantajosa”.

Sérgio Pitt, vice-presidente da AIBA, esclareceu ainda que se alguma empresa compradora negar-se a depositar em juízo ou a não recolher o imposto, o produtor deve protocolar na empresa documento em que declare a intenção de não recolher o imposto.

Segundo o presidente da entidade, Walter Horita, os produtores tem a intenção de preservar o recolhimento de 0,2%, do total de 2,3% da alíquota do FUNRURAL, destinado ao SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural.

Americanos propõem criação de fundo para o algodão.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, os americanos anunciaram ontem proposta para evitar a retaliação brasileira a produtos dos EUA. O governo dos Estados Unidos propôs um fundo de US$ 147 milhões para os produtores de algodão e se comprometeu a reformar o sistema de créditos à exportação, conhecido como GSM, informou uma fonte que participou das negociações. A proposta, que chegou nesta segunda-feira, 5, está sendo avaliada agora pelos ministros da Camex e é bem provável que o governo atrase a retaliação em 60 dias. Negociadores do governo consideraram a proposta “muito boa”.

Segundo uma fonte, os americanos se comprometeram, inclusive, a “segurar” os empréstimos via GSM enquanto reformam o programa. Em um prazo determinado, o governo dos EUA vai mexer nos prazos e nos juros do programa, e, assim, reduzir sua utilização. A promessa do governo Obama ao Brasil promete provocar polêmica no Congresso dos Estados Unidos, que alega que apenas os deputados e senadores podem alterar o GSM.

Os US$ 147 milhões que serão depositados no fundo é o equivalente aos programas de apoio domésticos de subsídios que os americanos não podem alterar sem mexer na Lei Agrícola (Farm Bill), que só será revista em 2012. O principal montante da retaliação autorizada pela OMC – que chega a US$ 830 milhões – se refere ao programa GSM.

“A proposta deles é muito boa. Temos que ver se vão cumprir nos prazos que definimos”, disse um negociador. O governo brasileiro tinha programado para esta segunda-feira iniciar a cobrança de sobretaxa para 102 produtos americanos. Na quinta-feira da semana passada, a vice-representante de Comércio dos Estados Unidos, Mirian Sapiro, esteve no Brasil para pedir ao governo brasileiro para adiar a retaliação. O governo respondeu que só atrasaria com uma proposta concreta em mãos.

A Região Oeste da Bahia pode lucrar e muito com as aplicações do fundo proposto, com pesquisa e avanço tecnológico do cultivo do algodão. A retirada dos subsídios americanos abre brechas imensas no mercado internacional da fibra.

Adubo fraudado resulta em interdição de fábricas do Triângulo.

Cinco empresas beneficiadoras de fertilizantes localizadas nos municípios de Uberlândia e Araguari, no Triângulo Mineiro, foram embargadas pela fiscalização do Ministério da Agricultura (Mapa). Os fiscais também visitaram cinco estabelecimentos nas cidades de Uberaba e Frutal, onde encontraram irregularidades em um deles.

Entre as irregularidades constatadas estavam adição de argila em fertilizante mineral simples, a não apresentação de documentação exigida e a ausência de controle de qualidade para identificação de metais pesados. As fiscalizações foram realizadas entre os dias 29 de março e 1º de abril.

De acordo com o ministério, também foram coletados produtos com o número de identificador irregular. “A informação contida na embalagem pode induzir o consumidor a erros na aplicação e prejudicar a produtividade nas lavouras”, disse, em nota, coordenador da área de fertilizantes do Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas do Mapa, Hideraldo Coelho.

A região do Triângulo Mineiro é considerada estratégica para o Mapa porque concentra 40% da produção de adubos fosfatados e 10% do consumo nacional de fertilizantes.

O Mapa informou que nos quatro dias de fiscalização foram emitidos 16 termos de coleta de amostras de fertilizantes. Segundo Hideraldo Coelho, até o final do ano estão previstas coletas de mais 700 amostras.

Assinado convênio para construção da Rodoagro.

O presidente da Aiba, Walter Horita, assinou no dia 31 de março, com o diretor geral do Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia – Derba, Wilson Alves de Brito Filho, um Convênio de Cooperação Técnica e Financeira visando à elaboração do projeto executivo e a execução, supervisão e fiscalização das obras de implantação da Rodoagro, corredor viário de 200km que ligará a rodovia a BA 459, conhecida como Anel da Soja, à BA 225 (Coaceral), localizada no município de Formosa do Rio Preto.

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AIBA tira dúvidas sobre ação do FUNRURAL.

Amanhã, terça-feira (6), será a vez do município de Luís Eduardo Magalhães/ BA receber a visita da caravana Tira Dúvidas Funrural, que presta esclarecimentos aos associados da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), sobre a Tutela Antecipada que a entidade obteve no último dia 11 de março, que eximiu os cerca de 1,2 mil produtores rurais Pessoa Física do seu quadro de associados do recolhimento da Contribuição Social Rural, o chamado Funrural.

O encontro ocorrerá no Hotel Solar Rio de Pedras, às 19h30. A programação será aberta com a explanação do presidente da Aiba, Walter Horita. Na sequência, falará o advogado Wagner Pamplona, do escritório Pamplona Baldissarella & Advogados Associados que,  junto com o escritório Felisberto Córdova Advogados, é responsável pela ação. Por fim, uma rodada de perguntas que vai permitir ao associado da Aiba dirimir suas principais dúvidas.

Para se beneficiar da decisão, o associado deve procurar imediatamente a Aiba para obter declaração de que está incluído nesta ação judicial, bem como se orientar com relação à documentação necessária para executar o indébito já pago nos anos alcançados pela demanda (desde 1997). Continue Lendo “AIBA tira dúvidas sobre ação do FUNRURAL.”

Sul da Bahia quer ser o maior produtor mundial de graviola.

Foto Nuno da Agência A Tarde

A Bahia está prestes a se tornar o maior produtor mundial de graviola. A produção anual do Estado está em oito mil toneladas em uma área de 700 hectares, somente no litoral sul baiano. Após o levantamento de todas as áreas produtoras,  ainda previsto para 2010, estima-se que a marca supere os 1.500 hectares da Venezuela, líder do ranking mundial. Leia mais na edição impressa de A Tarde ou na versão online.

Tecnologia de ponta acelera a colheita no oeste baiano.

Alta tecnologia combinada com potência e capacidade operacional

No município de Correntina, na divisa com Goiás, um investimento de cerca deR$ 14 milhões em 20 unidades de colhedeiras modernas, demonstra o que está se fazendo de mais avançado tecnologicamente no sentido de uma colheita rápida e com menores perdas. Gaúchos descendentes de alemães, os irmãos  Kudiess chegaram a Correntina, município baiano na divisa com Goiás, em 1988 com dois caminhões, uma caminhonete, três tratores e a mudança para apostar na produção de semente. Continue Lendo “Tecnologia de ponta acelera a colheita no oeste baiano.”

Kepler Weber e SLC anunciam nova unidade de armazenamento em Barreiras.

O Grupo Kepler Weber, empresa líder de mercado no segmento de armazenagem de grãos, juntamente com a SLC Agrícola (pertencente ao Grupo SLC), firmou projeto para nova unidade de armazenamento, em Barreiras. Com previsão de entrega para este mês, a iniciativa, que foi fechada no final de 2009, ressalta a importância da microrregião, que é responsável por 80% da produção estadual de soja.
Capacitada para armazenar 45 mil toneladas de cereais, a nova unidade é dividida em seis células, sendo quatro silos de 10 mil toneladas cada e mais dois de 2,5 mil toneladas. A produção contará com secadores de grãos modelo ADS, bem como máquinas de limpeza de alta capacidade, modelo SCS 170. O comprometimento com o meio-ambiente, no entanto, é um dos aspectos relevantes do projeto a começar pelo maquinário, habilitado com captadores de partículas, o que minimiza as emissões à natureza. As informações são de assessoria de imprensa.