Previsão de safra de grãos tem novo recorde histórico:  232 milhões de toneladas

A produção de grãos prevista para a safra 2016/17 atinge novo recorde e chega a 232 milhões de toneladas, com um aumento de 24,3% ou 45,4 milhões de toneladas frente às 186,6 milhões de t da safra passada. A 8º estimativa da safra atual foi divulgada nesta quinta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
 
A super safra se deve ao crescimento de área e às boas produtividades médias. A previsão é de ampliação de 3,5% na área total, podendo chegar a 60,4 milhões de hectares, incluídas  as culturas de segunda e terceira safras.
 
A soja deve ter um crescimento de 18,4% na produção, devendo atingir 113 milhões de toneladas, com ampliação de 1,8% na área plantada, que pode chegar a 33,9 milhões de hectares. Já o milho total deve alcançar 92,8 milhões de toneladas,  39,5% acima da safra 2015/2016. A previsão é de 30,2 milhões de toneladas para a primeira safra e de 62,7 milhões para a segunda. A área total de milho deve ser de 17,2 milhões de hectares, o que representa uma ampliação de 8,3%. Milho e soja correspondem a quase 90% dos grãos produzidos no país.

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Pesquisa cria primeiro inseticida à base de vírus contra lagarta-do-cartucho

Agricultores passam a contar com um inseticida biológico que tem como princípio ativo um vírus de grande eficácia para controle da lagarta-do-cartucho, principal praga do milho, que acomete também outras culturas, como soja, sorgo, algodão e hortaliças. O primeiro inseticida à base de Baculovirus spodoptera, o CartuchoVIT, será lançado no próximo dia 12 em Uberaba (MG), como resultado da parceria entre a Embrapa Milho e Sorgo (MG) e o Grupo Vitae Rural.

“Os baculovírus são agentes de controle biológico que não causam danos à saúde dos aplicadores, não matam inimigos naturais das pragas, não contaminam o meio ambiente, nem deixam resíduos nos produtos a serem vendidos nas gôndolas dos supermercados”, explica o pesquisador da Embrapa Fernando Valicente.

 Testes de biossegurança comprovaram que esses vírus são inofensivos a microrganismos, plantas, vertebrados e outros invertebrados que não sejam insetos. O Baculovirus spodoptera apresenta especificidade em relação aos insetos-alvo. Infecta e causa a morte da lagarta-do-cartucho (Spodoptera fugiperda) e da lagarta Spodoptera cosmioides.

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Comissão de Agricultura da Assembleia baiana aprova sessão itinerante na Bahia Farm Show

Os deputados que compõem a Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa da Bahia aprovaram, por unanimidade, nesta terça-feira (12), a realização de sessão itinerante do colegiado durante a Bahia Farm Show, uma das três maiores feiras agropecuárias do Brasil em volume de negócios. A proposta foi apresentada pelo presidente da Comissão, o deputado estadual Eduardo Salles, e pelo também deputado Antônio Henrique .

“É importante levar os deputados da Comissão de Agricultura à sessão itinerante para ouvir as demandas dos produtores e buscar soluções que ajudem essa que é uma das regiões mais importantes da agropecuária no país”, explica o parlamentar.

A Bahia Farm Show chega à sua 13ª edição e vai ocorrer de 30 de maio a 03 de junho, em Luís Eduardo Magalhães. Ano passado, conforme dados da AIBA (Associação dos Agricultura Irrigantes da Bahia), responsável pela organização do evento, o volume de negócios atingiu a marca de R$ 1,014 bilhão, assumindo a segunda posição de vendas por visitantes no Brasil em eventos do agronegócio.

“Faremos também o convite aos membros que não fazem parte da Comissão para que possam visitar e entender a magnitude desse evento para o estado”, pontuou.

Movimento contra o Funrural começa a montar acampamento em Brasília

Desde as primeiras horas da manhã de hoje (02/05), agricultores procedentes de diversas regiões do país começam a montar acampamento para a manifestação do movimento “A Voz do Campo, Funrural NÃO”, que reivindica medidas para reverter a cobrança da Contribuição Social Rural (Funrural) para o produtor rural pessoa física. Eles estão reunidos na Praça Portugal, Setor de Embaixadas Sul, a menos de 500 metros do Congresso Nacional e esperam participar amanhã (3) da Audiência Pública realizada pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal.  O local tem capacidade para mais de cinco mil barracas, com área para estacionamento dos carros, ônibus e trailers utilizados pelos manifestantes, garantindo as condições de permanência pelo tempo que for necessário. 

 

O presidente da Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra (Andaterra), Sérgio Pitt e o diretor jurídico da entidade, Jeferson da Rocha, estão inscritos para falar na Audiência Pública, que atende aos requerimentos de n.º 350/2017, de autoria do deputado Luis Carlos Heinze – PP/RS e outros, e de n.º 351/2017, de autoria do deputado Jerônimo Goergen – PP/RS, e ocorrerá no Auditório Petrônio Portela, do Senado Federal, em Brasília-DF, às 9h.

 

“Temos uma pauta muito clara e lutamos contra a grande injustiça com o produtor rural, que foi a votação pelo STF da constitucionalidade do Funrural. Na nossa explanação, iremos mostrar com números o ônus que o tributo representa sobre o setor agrícola, sobretudo para o pequeno produtor, que emprega menos pessoas, ou não empregam, e têm de recolher sobre a renda bruta da produção”, afirma Pitt

O primeiro item da pauta é que o STF coloque em pauta para julgamento a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) de número 4395, cujo relator é o ministro Gilmar Mendes.  Essa ADI foi proposta pela Associação Brasileira de Frigoríficos em 2010 e, se julgada procedente, se sobrepõe a qualquer outra ação, inclusive ao resultado da votação do STF.  

Em segundo lugar, o Movimento defende que o Senado Federal aprove o projeto de resolução n. 13/2017, que tira do ordenamento jurídico os incisos I e II do art. 25 da Lei 8212/91. Essa lei já foi julgada inconstitucional pelo STF no RE 363.852 e no RE 596.177, este último, em repercussão geral sobre a matéria. No Senado, a proposta de resolução é de autoria da Senadora Katia Abreu, na CCNJ, e está com prazo aberto para o recebimento de emendas nas Comissões.

A terceira proposta da pauta do Movimento A Voz do Campo, Funrural Não é que seja editada uma Lei Federal ou Medida Provisória para extinguir o Funrural e impedir a cobrança do que deixou de ser recolhido por força de determinação judicial, em respeito à segurança jurídica e à essencialidade da atividade rural.

Por último, o Movimento propõe que, para as cobranças no futuro, seja dada ao agricultor a opção de contribuir sobre a folha de pagamento, como já acontece com os empregadores urbanos, ou sobre a receita bruta da atividade rural, mas com alíquota menor, que mantenha a isonomia com a contribuição sobre a folha de pagamento. 

E agora que colheu bastante, cadê o preço do produto?

Só uma pequena variação do dólar frente ao real, para R$3,17 e os prêmios pagos nos portos brasileiros, suspendeu as sucessivas quedas da cotação da soja em Chicago e Genebra, com a soja cotada a R$55.17 no Oeste baiano e a R$48,00 no norte do Mato Grosso.

Há um ano a soja valia R$70,00 a saca na Bahia, quase 27% a mais.

Por seu turno, o milho está na lona, valendo R$23,00 a saca na Bahia e até rídiculos R$12,00 no Mato Grosso.

Segundo os produtores do norte do Mato Grosso, mesmo com a frustração de safra no ano passado foi possível ter uma renda maior em 2016 do que estão tendo agora, em 2017.

Aqui no Oeste a esperança é uma boa colheita de algodão, cotada a R$89,00 a arroba em pluma. O caroço do algodão vale R$1.125,00 a tonelada.

Rally da Safra promove evento para produtores rurais em Luís Eduardo Magalhães

Encontro abordará o cenário para o mercado de grãos e terá palestras técnicas, além de apresentar os resultados vistos em campo durante a expedição

Após a conclusão da etapa de avaliação das lavouras de soja, o Rally da Safra prossegue este mês com a realização de eventos para produtores. O maior levantamento sobre a safra de grãos do Brasil fará em Luís Eduardo Magalhães/BA.

O evento acontecerá nesta quarta-feira, dia 19 de abril, às 19h, no Clube Rio das Pedras. Nesse encontro, o sócio diretor da Agroconsult, André Pessôa, traça o cenário para o mercado de grãos no Brasil e apresenta o Rally da Safra com resultados avaliados em campo.  Acontecerão também palestras técnicas com os patrocinadores, sorteio de brindes e coquetel. 

Em campo entre 16 de janeiro e 24 de março, o Rally da Safra 2017 verificou que a combinação de boas condições climáticas com o uso intensivo de tecnologia criou o cenário ideal para o desenvolvimento da maior safra de soja já registrada no Brasil. Diante disso, a produção de soja deverá alcançar 113,3 milhões de toneladas, volume 18% superior ao registrado na safra passada, de 96,3 milhões de toneladas.

A área plantada mostrou aumento de 2%, saindo de 33,3 milhões de hectares para 33,9 milhões de hectares. Na Bahia, a produção estimada é de 4,9 milhões de toneladas com crescimento de 50% na produtividade, chegando a 52,5 sacas por hectare.

O Rally voltará a campo no mês de maio para avaliar o milho segunda safra. Três equipes vão verificar as condições das lavouras do cereal. Entre os dias 08 e 26 de maio os técnicos estarão no Mato Grosso, em Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná. Ao todo, durante o Rally da Safra 2017, 11 equipes vão rodar um total aproximado de 95 mil quilômetros. Já a etapa de eventos acontecerá nos Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Bahia Farm Show impulsiona economia regional e fortalece setores do comércio e serviços

Destaque para os setores ligados à hotelaria, alimentos e transporte que oferecem suporte à organização, expositores e visitantes durante os cinco dias de feira


Maior feira de tecnologia agrícola e de negócios do Norte e Nordeste, a Bahia Farm Show está consolidada no cenário nacional como um dos principais vetores de incremento da economia, com o fechamento de grandes e importantes negócios. Entre os dias 30 de maio a 03 de junho, estão previstos para circular pela feira mais de 60 mil visitantes, atraídos pelas tecnologias de ponta trazidas pelos cerca de 200 expositores, dentremaquinários, software, veículos, sementes, defensivos e insumos agrícolas. Além de impulsionar as vendas ligadas diretamente ao setor do agronegócio, o evento movimenta toda uma rede de fornecedores formada por pequenas e médias empresas da região, com destaque para os setores de hotelaria, alimentação e transporte.

No caso da rede de hotéis e pousadas, a ocupação pode variar de 80% a 100%, bem diferente da média de 50% da capacidade ocupada ao longo do ano, segundo a Associação Comercial e Empresarial de Luís Eduardo Magalhães (Acelem). A gerente do Hotel Solar Rio de Pedras, Luana Corsi, reforça o “boom” deste setor durante a Bahia Farm Show.  Segundo ela, a demanda na unidade que gerencia cresce 200% no período da feira e as reservas para as acomodações são fechadas com até um ano de antecedência. “Ainda na feira deste ano, quando se confirma a data da próxima edição, quem se hospeda conosco já garante a estadia. Se tivéssemos dois hotéis com a mesma quantidade de acomodações, não conseguiríamos atender a demanda”.

Além do setor hoteleiro, cresce também a demanda das companhias aéreas que operam voos comerciais com destino ao aeroporto de Barreiras.  “É preciso certa antecedência para conseguir passagens, e as tarifas têm os valores bem acima da média das que são praticadas em outras épocas do ano”, explica o executivo da agência de viagens Nobretur, Frederico Nobrega, que citou o incremento de 10% de aumento nas passagens emitidas pela empresa.

Já o ramo de buffets e restaurantes abocanha uma boa fatia do mercado de fornecedores que atende visitantes e expositores da Bahia Farm Show. Somente nas instalações da feira serão instalados dois restaurantes para atender a demanda. Um deles, o West Grill, tem a previsão de fornecer de 500 a 800 refeições diariamente, sendo necessária montar uma equipe com 60 pessoas. “Desde o início, tomamos esse convite como um grande desafio”, explica Pedro Leite, proprietário do West Grill, que também conta com um restaurante fora da feira, e que deve ter um aumento de 25% em relação à demanda normal. “Isto mostra a importância da feira para fomentar a economia regional, mas é preciso estar preparado para atender a demanda que é exigente”, atesta.

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Luís Eduardo Magalhães, Jother Lopes Arcanjo, garante que a Bahia Farm Show gera emprego e renda para a cidade ao movimentar toda uma rede de fornecedores que oferecem suporte à organização, expositores e visitantes. “Ao longo do tempo, em virtude da demanda e da necessidade, as empresas e os seus colaboradores foram se capacitando e se preparando para atender a demanda e as exigências dos contratantes durante a feira”, explica ele, ao citar, por exemplo, a organização de treinamentos pela própria Acelem, nas áreas de vendas e atendimento, voltados para profissionais de Luís Eduardo Magalhães.

A Bahia Farm Show é organizada pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com o apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação Bahia, Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia Ltda. (Assomiba) e Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães.

Crise jurídica na Coaceral: Prefeito de Formosa do Rio Preto emite nota à imprensa

O prefeito de Formosa do Rio Preto, Termosires Neto, espera uma

Foto de Luís Carlos Nunes

solução imediata e sem conflitos para o litígio que envolve os agricultores das microrregiões da Aprochama, Coaceral, Novo Horizonte e Sul Colonização.

É inegável a importância desses agricultores que trabalham no município há mais de 30 anos, produzindo alimentos, oportunidades, gerando emprego e renda e contribuindo para projetar o município e a região no cenário estadual, nacional e internacional.

Termosires Neto, cuja administração é pautada nos princípios constitucionais e na defesa pelo cumprimento da lei, confia na lisura e celeridade da Justiça para restabelecer a segurança jurídica nessa região que produziu quase 950 mil toneladas de soja, milho e algodão na safra passada.  Portanto, ratifica-se a relevância do agronegócio para o desenvolvimento socioeconômico de Formosa do Rio Preto – fator que requer a atenção dos governos municipal, estadual e federal e da própria Justiça do Estado da Bahia – e também a confiança de que a imparcialidade da lei será o fulcro para a definição dessa situação, de forma justa e mantendo-se a ordem pública.

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Formosa do Rio Preto – BA

Bahia Farm Show 2017 oferece infraestrutura arrojada para receber expositores e visitantes

A Bahia Farm Show 2017, maior feira de tecnologia agrícola e negócios do Norte e Nordeste brasileiro, reúne as mais importantes marcas do segmento em um espaço projetado para oferecer conforto, segurança e facilidade de acesso. Uma completa infraestrutura para que expositores possam divulgar adequadamente seus produtos e para que visitantes circulem sem dificuldades é oferecida pela organização. 

A área que compreende o Complexo Bahia Farm Show é composta por 144 mil metros quadrados, com boa estrutura de rede elétrica, hidráulica e de irrigação, sanitários, área de lazer, ruas 100% pavimentadas e bosque de espécies nativas.

Amplos estacionamentos e entradas para público e expositores facilitam a logística de quem passa pela Feira. Mais de 390 metros de ruas são cobertos e, para quem permanece no local no horário do almoço, é possível escolher entre dois restaurantes, em estilos diferentes – à la carte e self-service – bem equipados para atender a crescente demanda do público. O Complexo Bahia Farm Show também possui dois auditórios, campo experimental com pesquisas do setor agrícola, além de área para test drive com exibições e performances do setor automotivo, posto médico, central de atendimento ao expositor e ao montador e segurança 24 horas.

Segundo a coordenadora da Feira, Rosi Cerrado, os mais de 60 mil visitantes esperados para os cinco dias do evento podem ficar despreocupados. “Nosso trabalho de preparar e organizar a feira inicia assim que a edição anterior acaba. Durante os dias do evento nossas equipes ficam de plantão para que tudo saia bem, a feira tem uma dinâmica própria, e nosso foco é garantir segurança e conforto a todos que por lá passam”, explica.

Otimismo – As estimativas favoráveis da safra 2016/2017, com previsão de 7,7 milhões de toneladas de grãos e fibras, no oeste da Bahia, devem impulsionar o fechamento de um volume considerado de negócios durante a Farm Show. No ano passado mais de 600 marcas foram expostas, o que movimentou R$ 1,014 bilhão. Este ano 95% dos espaços já estão fechados, e a expectativa é que a 13º edição supere a comercialização de 2016.

A Bahia Farm Show é organizada pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com o apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação Bahia, Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia Ltda. (Assomiba) e Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães.

Cortes de investimento e pouca oferta de crédito para o próximo Plano Safra preocupam produtores de algodão

O secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller, antecipou o cenário para o próximo Plano Safra 2017/2018 em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados do Mapa .

Orçamento restrito, devido à crise econômica, e perspectivas de cortes nos programas de subvenção ao seguro rural e de recursos para o Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), como contingenciamento atrelado à necessidade de cumprimento das metas pelo governo.

Estas foram algumas das sinalizações do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, em sua participação na última quarta-feira (29), da reunião ordinária de número 46 da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, na sede do Mapa, em Brasília.

Por outro lado, o secretário destacou uma tendência real de redução das taxas de juros para o Próximo Plano Safra, considerando que o Conselho Monetário Nacional aponta para uma redução progressiva de juros no país. Geller foi convidado a participar da sessão, na qual antecipou um panorama do próximo Plano Safra, previsto para ser lançado pelo Governo Federal até junho.

As notícias de “tempos difíceis” deixaram apreensivos os membros da Câmara, pois impactam, justamente, sobre alguns dos principais pleitos dos cotonicultores, representados pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). A Câmara congrega desde a produção agrícola até a indústria têxtil e de confecções.

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STF vota a favor do Funrural, com apoio da CNA, e causa indignação entre produtores

Governo vai ficar com 2,1% de tudo o que se produz no campo, inclusive dos pequenos agricultores.

Produtores serão obrigados a pagar cinco anos do tributo, 2,1% sobre a produção, que estava suspenso por meio de decisões liminares. É bom esclarecer aos leigos que a produção rural trabalha com margens médias estreitas, próximas a 10%. Assim o Governo estaria confiscando 20% da renda do campo através do confisco.

Por Giovanni Lorenzon, do Notícias Agrícolas

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) votando na tarde desta quinta (30) pela constitucionalidade da cobrança do Funrural foi tão desapontadora para o agronegócio, quanto o apoio que a CNA deu pela manutenção do tributo, a qual está sendo classificada como “facada nas costas”, na expressão do presidente da Aprosoja Rio Grande Sul, Luiz Fernando Fucks.

Se o resultado no Supremo estava sendo cercado de alguma expectativa positiva, mesmo com o voto a favor da legalidade do tributo proferido pela presidente Carmen Lúcia – que anteriormente, na apreciação do mérito, apoiou a reivindicação do agronegócio pela extinção da cobrança – o apoio da principal entidade setorial da agropecuária está sendo visto como crucial para que o governo conseguisse os “votos políticos no Congresso”, como declarou Sérgio Pitt, presidente da Andaterra.

Pitt, que horas antes, em entrevista ao vivo aqui no Notícias Agrícolas, disse que os empresários rurais “não se negam a pagar”, mas não de forma “excessiva e desigual”, foi claro em dizer depois que a preocupação da CNA foi em evitar perder a arrecadação que chega aos seus cofres via o Serviço Nacional Aprendizagem Rural (Senar). Do total de 2,3% recolhidos da agropecuária, 0,2% é do Senar/CNA e 2,1% é o tributo que, com a decisão do STF, voltará a ser cobrado.

Nessa mesma linha, o produtor gaúcho e líder da Aprosoja RS afirma que a CNA preocupou-se apenas com a manutenção de sua “burocracia” e saiu em defesa do governo.

Retroativo

“O agronegócio não pode ser a vaca leiteira de todos os governos”, declara Luiz Fernando Fucks, lembrando que mesmo reconhecendo a necessidade de o governo recompor as finanças públicas não se pode esperar que “nós paguemos sempre a conta”.

É preciso destacar, complementando, que além da cobrança do Funrural, daqui para frente, há o retroativo há mais de 5 anos, período no qual vários setores deixaram de recolher por força de decisões judiciais.

Jefferson Rocha, diretor-jurídico da Andaterra, que acompanhou o julgamento no STF e viu de perto “os votos políticos a favor do erário público dos ministros Carmen Lúcia, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Tóffoli”, acredita que o Ministério da Fazenda não vai abrir mão desses recursos que agora serão juridicamente considerados em atraso.

No que Luiz Fernando Fuks foi taxativo em lembrar da possibilidade de haver “quebradeiras”.

Novos caminhos

Sérgio Pitt, presidente da ANDATERRA, publicou, há pouco, nota que mostra os novos caminhos de luta depois da decisão do STF.

Caros colegas produtores,

Funrural, como fica a tributação depois do julgamento do STF. Em primeiro lugar, apesar dos 6×5 pela constitucionalidade, existem ao menos duas teses que não foram refutadas pelo voto divergente e vencedor do Min Alexandre de Moraes.

Ou seja, cabe recurso de Embargos de Declaração com efeito infringente, a fim de que os ministros se manifestem sobre essas duas teses (a que trata da extensão da base de cálculo própria do segurado especial, prevista no parágrafo 8 do art. 195 e a que trata da mudança da base de cálculo da folha para a receita, em inobservância ao parágrafo 13 do mesmo art. 195 da CF).
Qualquer uma dessas teses pode mudar a conclusão dos ministros. Basta que convençamos um a mudar.
Outra questão é que pende de julgamento uma ADI sobre o mesmo tema, a 4395, de relatoria do Min Gilmar.
Em tese, se conseguirmos sobrestar a conclusão desse caso que foi julgado hoje e colocarmos em votação a ADI, começamos tudo novamente. Portanto, o momento é de cautela, de aguardar a publicação e interpor os recursos cabíveis, pois ficou muito claro o desconforto do STF em proferir um julgamento político, desconstruindo mais de uma década de jurisprudência consolidada sobre o tema.
Enfim, a guerra ainda não acabou e o que precisamos agora é de mobilização das forças do AGRO em torno desse assunto.

Sérgio Pitt – Andaterra

Cotações negativas das commodities em plena safra

Cotação da soja, segundo AIBA, há um ano: R$64,00 a saca de 60 kg; cotação há um mês, R$62,00; cotação de hoje, R$56,50. Isso significa que a soja está com preço 13,27% menor que na safra de 2016.

Se cair mais, a boa colheita deste ano pode se tornar um presente grego. Ou um singelo furo n’água.

As cotações do milho caíram mais ainda. O feijão, igualmente. Só as cotações do algodão tem um robusto crescimento, de 14,48%.

Fundo de U$ 100 mi para redução do desmatamento brasileiro é lançado em Brasília

Ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Vidar Helgesen, e Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

Objetivo do acordo é impulsionar e conciliar a produção de alimentos com as boas práticas sustentáveis no campo. A Noruega firmou a aliança.

O Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho e o Ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Vidar Helgesen, lançaram na última terça-feira, dia 21 de março, em Brasília/DF, um novo fundo de financiamento para dar início aos investimentos para uma agricultura sustentável e sem desmatamento com a redução da degradação de florestas brasileiras em apoio também aos projetos de agricultura familiar.

O Fundo pretende mobilizar e atrair investimentos privados em até quatro vezes o seu valor, ou seja, até 1,6 bilhão de dólares.

O Ministro brasileiro ressalta a importância da aliança. “O desenvolvimento sustentável deve ser alcançado por meio de medidas de comando e controle somadas a instrumentos normativos e econômicos que promovam a geração de emprego, a sustentabilidade, o combate à pobreza e a inclusão social”, afirmou.

Na assinatura da parceria e durante a Assembleia Geral do TFA (Tropical Forest Allianc) 2020 em Brasília (DF), o ministro Vidar Helgesen, reforçou a importância do investimento que será realizado.

“Este é o motivo da Noruega – trabalhar com parceiros de florestas tropicais como a ONU, Fundo mundial para o Meio Ambiente, IDH e setor privado como a Unilever – ter investido U$ 100 mi do fundo para proteção, produção e inclusão. O fundo irá prover o primeiro de-risking para o setor de investimento privado dentro da redução de desmatamento livre da cadeia de produção das commodities.”

O ministro Helgesen destacou ainda que essa carta de intenção deixa claro que a relação e parceria do Brasil e Noruega com florestas continuará e se manterá mais forte e agora é estabelecido um novo patamar.

O acordo conta com a parceria do IDH – Iniciativa de Comércio Sustentável, que foi representado por Lucian Peppelenbos, Diretor de Inovação da IDH, durante a assinatura. “Temos o privilégio de executarmos na prática essa parceria no Brasil. Esse protocolo contribui para o desenvolvimento da agricultura sustentável no País”, afirma o Diretor.

Sobre a IDH

A Iniciativa de Comércio Sustentável (IDH) é uma organização sem fins lucrativos que reúne empresas inovadoras, organizações da sociedade civil e governos em parcerias público-privadas para transformar mercados no sentido de alcançar produção, comércio e consumo com maior sustentabilidade ecológica e social. A IDH opera globalmente em 11 setores de commodity e em 11 cenários em mais de 40 países. Com seus mais de 500 parceiros, a IDH desenvolve, conduz, cofinancia e avalia modelos de negócios inovadores que têm o potencial de gerar sustentabilidade, do nicho ao convencional. O texto é da Alfapress.

O Oeste baiano, onde a agricultura entrou na década de 80 de forma bastante predatória, necessita de recursos para a reconstituição de suas reservas de cerrado e de corredores ecológicos.

A chamada “Primavera Silenciosa”, com ausência de predadores naturais, tem contribuído para a disseminação de pragas e consequente aumento de volume de aplicação de agrotóxicos.

Bahia Farm Show 2017 registra aumento de 15% de novos expositores

Atraídas pela credibilidade da marca, empresas que nunca participaram da feira vão expor pela primeira vez

Já consagrada como a maior feira de tecnologia agrícola e de negócios do Norte e Nordeste do Brasil, a Bahia Farm Show é o porto seguro para novos e habituais expositores desembarcarem suas marcas e produtos, e colocá-los à mostra em uma das mais importantes vitrines do agronegócio nacional. Nesta 13ª edição, os organizadores registram um aumento de 15% de novos expositores, que já confirmaram sua participação entre os dias 30 de maio a 03 de junho.

Foi com foco em capitalizar clientes, no oeste da Bahia, que a empresa francesa Sunhybrid, especializada em energia solar, bateu o martelo e assinou seu primeiro contrato como participante da BFS. “Mapeamos a demanda da região e, aliada ao pensamento de vanguarda das pessoas que vivem no oeste, marcaremos presença com produtos desenvolvidos para residências, comércio e indústria, além do bombeamento de água a base de energia solar, oportuno para uma região agrícola”, explica André Weber, gerente comercial.

Mas a expectativa em fechar bons negócios por parte dos estreantes está também em segmentos que vão além do agronegócio.  O Aldeia das Águas Park Resort, instalado em Barra do Piraí (RJ), e conhecido por abrigar o maior toboágua do mundo, registrado pelo Guiness Book, marcará presença na BFS. Os empresários apostam no oeste da Bahia para ampliar os investimentos no quesito lazer e entretenimento. “Enxergamos que participar de uma feira tão consolidada nos dará a oportunidade de mostrar de forma consistente o empreendimento mais inovador que a região já viu. Acreditamos que expor algo inédito neste sentido causará um impacto positivo. Vislumbramos um excelente retorno para ambas as partes”, sinaliza o diretor executivo, Valmir Ferreira.

Para o presidente da Associação de Máquinas e Implementos do Oeste da Bahia (Assomiba), Fábio Martins, assim como os novatos, expositores já veteranos também estão otimistas com a edição 2017. Segundo ele, alguns fatores podem ser observados para concretizar o sucesso do evento. “As taxas de financiamentos permanecem atrativas, os bons preços das commodities e a promessa de uma boa safra nos motivam. Vamos manter os investimentos, acreditamos que a Bahia Farm trará resultados oportunos para todos”, disse, confiante.

A Assomiba é uma das apoiadoras do evento e congrega nove representantes das principais marcas do segmento de máquinas e implementos agrícolas do mundo, todas participantes fiéis da Feira. Juntas aos demais expositores, contribuíram para que, em 2016, o evento movimentasse R$ 1,014 bilhão, reunindo um público de mais de 60 mil visitantes, ao longo dos cinco dias.

A Bahia Farm Show é organizada pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com o apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação Bahia, Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia Ltda. (Assomiba) e Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães.

A tragédia da carne: Coréia do Sul volta atrás no veto à importação

A Coréia do Sul voltou atrás e decidiu manter suas compras de carne no Brasil. O governo e os importadores  coreanos aceitaram as decisões e explicações do governo e dos exportadores brasileiros.

O ministro Blairo Maggi proibiu as exportações de carne de 21 empresas atingidas pela Operação Carne Fraca, depois que os principais compradores, como China, União Europeia e até mesmo o Chile, embargaram as importações brasileiras.

Qualquer néscio, até mesmo os fronteiriços da razão como alguns de nossos governantes, pode entender as consequências de um desgoverno para enterrar uma economia. A operação midiática da Polícia Federal causou prejuízos que não serão recuperados no intervalo de uma década, justamente em um setor que se destacava no desempenho. Ontem mesmo, um dos frigoríficos atingidos deu férias coletivas a 1.700 empregados.

João Leão e Toinho participam de “dia de campo” no Oeste

Instalado há mais de 40 anos na região oeste, o Grupo Sérgio Paranhos é referência na pecuária baiana. Investindo na diversificação das atividades e aproveitando o potencial hídrico e a vocação agrícola da região do vale, no médio São Francisco, o grupo, atualmente, está produzindo soja, milho e feijão em uma área irrigada com 40 pivôs, na Fazenda Santo Antônio, município de Muquém do São Francisco.

Até o momento, os resultados têm sido bastante expressivos e foram apresentados à comunidade agrícola em um dia de campo realizado no último sábado (18). O evento contou também com as presenças do vice-governador João Leão e do deputado Antonio Henrique Júnior. “Ficamos satisfeitos com o trabalho e o empreendedorismo apresentados pelo pessoal do Grupo Paranhos. O oeste da Bahia se fortalece e mostra pujança através de iniciativas desse porte que colocam o nosso Estado como um grande polo agropecuário reconhecido nacionalmente”, afirmou o deputado.

Previsão de safra recorde de soja para o oeste da Bahia, aponta levantamento

 

Mesmo com as precipitações irregulares registradas no período de plantio no oeste da Bahia, a perspectiva para a safra 2016-17, principalmente para a cultura de soja, são as melhores possíveis. Esta foi a conclusão do 2º levantamento, realizado na última segunda-feira (13), pelo Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Apesar de todo otimismo, a produtividade média da soja foi mantida em 56 sacas por hectare, conforme primeira reunião. Número este, que pode ser superado caso a previsão de chuva se confirme nos próximos dias e a colheita ocorra com sucesso, representando a melhor média já feita na região. Em relação à área cultivada, a oleaginosa continua a representar uma área de 1,580 milhão de hectares da região.

Assim como a soja, o algodão baiano possui uma boa projeção para a safra 2016-17. Neste caso, a chuva ocorrendo na intensidade certa no mês de abril, a previsão é de superar a marca atualmente projetada de 270 arrobas por hectare. No que diz respeito à área cultivada, a fibra permanece com 190 mil hectares no oeste e 12 mil hectares no sudoeste do Estado.

Já para o plantio de milho, as perspectivas são de redução de 20% na produção, comparada à safra passada. A estiagem de janeiro e algumas pragas, como a cigarrinha, provocaram muitos danos à cultura. Dos 180 mil hectares plantados, o produtor deve obter uma produtividade média de apenas 130 sc/ha.

O Conselho Técnico da Aiba é formado por representantes de associações de produtores, sindicatos, multinacionais, instituições financeiras e órgãos governamentais. As previsões são feitas sempre considerando fatores como perspectivas de mercado, nível tecnológico, condições climáticas e controle fitossanitário.

 

Os relatos mais recentes de produtores informam que a soja que está sendo colhida esta semana tem pouco rendimento, entre 25 e 30 sacas por hectare. O Soja um pouco mais tardio, que será colhido a partir do final da próxima semana já deve alcançar médias de 65/70 sacas por hectare. E lavouras plantadas sob irrigação, já em colheita, têm alcançado até 85 sacas por hectare.

Ministro da Agricultura é contra venda de terras de soja aos estrangeiros

Foto de Marco Quintana, do Jornal do Comércio: Ministro abre a feira de Não Me Toque

Patrícia Comunello, de Não-Me-Toque, para o Jornal do Comércio – RS

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, defendeu, nesta quinta-feira, em Não-Me-Toque, interior gaúcho, que as novas regras para compra de terras por estrangeiros tenham restrições na aquisição de áreas ocupadas por culturas anuais, como soja.

Maggi diz que a pasta está no grupo governamental que discute a mudança e que proporá limites para estes casos. Ao visitar a Expodireto, que termina nesta sexta-feira na cidade do Planalto, o ministro evitou antecipar taxas ou volumes de recursos que devem fazer parte do Plano Safra para o ciclo 2017/2018, previsto para ser anunciado em junho.

O chefe da pasta de Agricultura afirmou que não vê problema na liberação de compra nas culturas perenes, como cana-de-açúcar, café e florestas. “Mas para culturas anuais tenho preocupação”, admitiu Maggi.

“Pode ter um fundo de investimento comprando 10% das áreas com grãos. Se decidir não investir mais, imagina o que aconteceria com as indústrias em Não-Me-Toque, não venderiam mais máquinas”, alertou o titular do Mapa, que não considera que as terras no Rio Grande do Sul seriam alvo de aquisições.

Os fundos, lembrou, buscam extensões maiores, acima de 1 milhão de hectares. Para ele, pensar em extensões de 50 mil hectares, mesmo grandes, não são atrativas aos investidores estrangeiros. No Estado, a característica é de lotes menores, citou. Estados como Mato Grosso e Bahia estariam no cenário de risco.

Maggi não sabe quando o tema será anunciado. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deu prazo – em entrevista em 15 de fevereiro – de um mês para que as regras estivessem definidas. Maggi deu a entender que ainda há muita discussão para ser feita antes de anúncios.

Sobre as regras de custeio, o ministro desconversou e falou que comentar taxas poderia influenciar o setor. Com as notícias de supersafra, tanto no Estado como no País, Maggi afirmou que “o Brasil só não está de joelhos, porque o agronegócio está inteiro”. Para ele, além da safra recorde, os preços estão compensatórios, e as indústrias de máquinas sinalizam para crescimento de 20% a 30% no começo do ano, frente ao mesmo período de 2016.

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Chuva deve ajudar o Oeste baiano e Nordeste para uma grande colheita

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Nuvens carregadas no Oeste baiano garantem chuvas próximas. Hoje pela manhã, a inversão térmica e a alta umidade relativa do ar chegaram a causar neblina no Oeste baiano. Ontem choveu 30 mm.

Os institutos de meteorologia preveem chuva nos próximos 10 dias em todo o Nordeste e Matopiba, o que garante uma das safras mais generosas da última década. 

Aprochama completou 17 anos no dia de ontem

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Nesta quarta-feira (22), a Associação dos Produtores Rurais da Chapada das Mangabeiras (Aprochama) completou 17 anos de atuação em prol dos anseios dos agricultores da última fronteira agrícola do Brasil, o Matopiba.

A instituição abrange associados das áreas conhecidas como Coaceral, Novo Horizonte e Sul Colonização, além da Chapada das Mangabeiras.

Juntos, os agricultores respondem por uma área total de mais de 400 mil ha, com mais de 200 mil ha em produção e em franco processo de crescimento.

Inicialmente com sede instalada em Barreiras do Piauí (PI), a Aprochama foi criada para integrar os produtores e diluir os custos no beneficiamento da produção agrícola. Em nova fase, já com a mudança da sede prevista para Formosa do Rio Preto (BA), a instituição continua buscando a melhoria das condições de trabalho e vida dos produtores.

Segundo o atual presidente, Edson Fernando Zago, a associação mantém a sua diretriz e se desenvolve em resposta aos anseios dos produtores e suas famílias, sempre buscando melhores condições de trabalho, de infraestrutura e de qualidade de vida para toda a sociedade, além de contribuir para que essa atividade tão importante seja valorizada. 

A instabilidade jurídica que muitos produtores desta região estão enfrentando é outra prioridade para a Aprochama, por se tratar de uma questão que impacta negativamente no resultado da produção agrícola da Bahia.

Hoje a instituição busca o apoio e parceria dos governos municipais e estaduais para criar uma lei que prevê a regularização fundiária das terras do Estado da Bahia, a exemplo do Estado vizinho, Piauí, que decretou a lei 6.709/2015, e que vem garantindo a segurança para os agricultores e para os assentamentos rurais.

A melhoria da infraestrutura, com a recuperação e abertura de novas estradas para acesso às fazendas e escoamento da produção agrícola, e a instalação da rede de energia elétrica também fazem parte da pauta de reivindicações da Aprochama.

Recentemente, o resultado de um dos pedidos foi atendido pelo Governo do Estado da Bahia que entregou o trecho da BA 225, que liga a BR 135 a Coaceral, totalmente recuperado. A via é uma das mais importantes para o escoamento da produção agrícola e há tempos não passava por manutenção.

Agricultor já começa a se preocupar com o tempo encoberto

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A produção de soja, que tomou um forte alento na região do Matopiba depois do início de temporada com pouca chuva, agora, com tempo fechado, começa a se preocupar com a falta de luminosidade e aparecimento de doenças fúngicas.

Em áreas onde a cobertura de palhada sobre o solo é pouca, a chuva, com pingos fortes, joga terra para as folhas baixeiras, levando junto os patógenos do solo.

Enfermidades como ferrugem, mofo branco, mancha marrom, mancha púrpura da semente e bacteriose foliar podem aparecer de maneira isolada e em baixa intensidade. Também é preciso ficar alerta para aparecimento do Fusarium spp, causando morte súbita de folhas.

No milho, já praticamente em fim de ciclo, podem aparecer  bacteriose foliar, ferrugem e mancha foliar.

No final de fevereiro a grande maioria da soja deverá estar em fase de florescimento, canivete e enchimento do grão, fase crítica da produtividade.

Andaterra propõe antecipação do Plano Safra 2017/18 ao ministro Blairo Maggi

 

Sérgio Pitt em foto de O Expresso
Sérgio Pitt em foto de O Expresso

Visando a potencializar os efeitos positivos da safra 2016/17, estimada em 215 milhões de toneladas de grãos, a Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra – Andaterra, apresentou uma proposta de antecipação do Plano Safra 2017/18 ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

O encontro se deu na sede do Mapa em Brasília, no dia 1° de fevereiro. A associação argumentou que a redução nos juros do crédito rural, acompanhando os cortes na taxa Selic, se relacionada não apenas ao ano-safra, mas ao calendário civil, é benéfica aos produtores, que poderão utilizar os recursos para investimento nas feiras agropecuárias ao longo de todo o ano, e planejar seus investimentos em um horizonte mais amplo, com repercussões positivas para toda a economia brasileira.

De acordo com o presidente da instituição, o produtor rural e economista Sergio Pitt, a retomada da economia e a perspectiva de uma safra recorde é animadora para o setor agrícola. Nesta conjuntura, segundo Pitt, o produtor tende a investir na renovação da frota de máquinas e implementos e na antecipação da compra de insumos para a safra seguinte.

“A sinalização antecipada dos recursos que serão disponibilizados e as taxas de juros do Plano Safra proporcionarão uma situação mais segura e confortável para os produtores tomarem as decisões de compra”, explica Sergio Pitt.

A referência para o Plano Safra é o ano agrícola, que começa na metade do ano. Já para os financiadores da produção, o parâmetro para o resultado financeiro da operação é o ano civil. “Se equiparássemos o lançamento do programa ao ano civil, possíveis oscilações no mercado financeiro teriam o mesmo impacto tanto para financiadores quanto para produtores. Além disso, os agricultores poderiam aproveitar melhor as feiras agropecuárias que são realizadas no primeiro semestre. As feiras são oportunidades de negócios com taxas e condições diferenciadas”, afirma Pitt, lembrando que, neste momento, uma das mais tradicionais feiras do gênero acontece em Cascavel-PR, a Show Rural Coopavel. Segundo o presidente, o ministro achou a proposta interessante e se comprometeu a estudá-la.

Nova direção

O encontro com o ministro Blairo Maggi e as audiências realizadas no mesmo dia em Brasília, na sede do Ibama e no Ministério do Meio Ambiente, abriram a agenda de reuniões de representação de classe da nova diretoria da Andaterra, que assumiu em janeiro. A Andaterra é uma associação que trabalha, majoritariamente, na defesa jurídica dos produtores rurais, com uma série de ações vitoriosas ou em andamento, como as que dizem respeito à extinção do pagamento do Funrural e do Salário Educação pelo produtor rural Pessoa Física.

“Com a chegada de Sergio Pitt, daremos ênfase também a outras competências estatutárias da Andaterra, além das jurídicas, como a representação do agricultor junto aos poderes Executivo e Legislativo, respectivamente, levando as reivindicações do setor e cobrando a efetivação das políticas públicas e propondo soluções e Projetos de Lei para o desenvolvimento de todas as cadeias produtivas do setor primário”, explica o diretor Jurídico da Andaterra, Jeferson da Rocha.

Cotações do feijão ao nível dos produtores batem no mínimo

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Há um ano, o feijão da variedade carioca de melhor qualidade era comercializado a R$550,00 a saca de 60 quilos em São Paulo. O gorutuba chegou a alcançar 650 reais.

As ofertas, neste janeiro, indicam preços de R$130 a R$125. É por isso que o feijão, a principal fonte de alimentação proteica da classe trabalhadora, falta por temporadas na mesa do brasileiro. O mercado é especulado, está na mão de atravessadores e a confiabilidade nos mercados é muito pequena.

No Oeste baiano, a produção está cada vez mais baixa. Além da instabilidade dos preços, doenças transmitidas pela soja – também uma leguminosa – e as dificuldades crescentes na disponibilidade de água e eletricidade na irrigação estão fazendo o cultivo a desaparecer.

O Samba da Imperatriz encontra reação no agronegócio

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A letra e a coreografia da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense está encontrando forte reação entre os representantes classistas do agronegócio, ao afirmar que a agricultura e a pecuária devastam florestas e secam os rios. É o “Belo Monstro dos Caraíbas”, afirma o samba. Hoje a população indígena ultrapassou  900 mil, com 305 etnias, que falam 274 línguas.

As áreas destinadas a essa população ultrapassam 12% do território nacional, mas cerca de 40% dessa população vive em áreas urbanas.

José Otavio Menten, Vice-Presidente da Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior (ABEAS), Eng. Agrônomo, Mestre e Doutor em Agronomia, afirma:

O samba enredo da Imperatriz Leopoldinense para o Carnaval 2017 causou reação muito forte no agro brasileiro. Deveria causar reação negativa de todo povo brasileiro. E com toda razão. Num momento em que o Brasil todo está reconhecendo a importância do agro no PIB, empregos e exportação, enaltecendo o setor por estar evitando recessão ainda maior, o agro é atacado inoportunamente, de maneira injusta e sem necessidade.

A AIBA – Associação dos Irrigantes e Produtores da Bahia também divulgou uma nota, onde lamenta os termos do samba da Imperatriz:

Na nota de repúdio, a entidade afirma:

A Aiba atribui a iniciativa ao total desconhecimento, por parte dos autores da letra, da realidade e da rotina do homem do campo, que trabalha de sol a sol para garantir a segurança alimentar da nação, além de transformar vidas, gerando emprego e renda.

A Aiba considera justa a homenagem ao Parque Nacional do Xingu, mas lamenta a visão deturpada dos sambistas. A Associação esclarece, ainda, que o agronegócio brasileiro cumpre uma das leis ambientais mais severas do mundo, e que a atividade tem avançado cada vez mais no quesito sustentabilidade.

CONAB tem nova estimativa da safra 2017: 215 milhões de toneladas

A estimativa de produção de grãos para 2016/17 é de 215,3 milhões de toneladas, com um  aumento de 15,3% ou 28,6 milhões de toneladas frente à safra anterior (186,7 milhões t). Os dados são do 4º Levantamento da safra 2016/2017, divulgado nesta terça-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 

O resultado positivo se deve à produtividade média das culturas, em recuperação da influência negativa das condições climáticas da safra passada. A área total também tem previsão de ampliação em 1,3% ou 745,6 mil hectares quando comparada à safra anterior, podendo chegar a 59,1 milhões de hectares, 

Para a soja, a projeção é de crescimento de 8,7% na produção, podendo atingir 103,8 milhões de toneladas, com aumento de 8,3 milhões de t. A área cresceu 1,6.%. O milho primeira safra deverá alcançar 28,4 milhões de toneladas, com um aumento de 9,9% ou 2,5 milhões de toneladas frente à safra 2015/16 e ampliação de 3,2 % na área.

O feijão primeira safra deve obter 1,3 milhão de toneladas, resultado 25,7% superior à safra passada, enquanto para o arroz a previsão é de 11,6 milhões de toneladas e aumento de 9,7%.

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Já o algodão pluma deve crescer 10,1% e chegar a 1,42 milhão de toneladas, apesar de uma redução de 5,2% na área cultivada. Algodão e arroz tiveram redução de área, devido a substituição pelo cultivo de soja, o que não ocorreu com as demais culturas de primeira safra. 

Final da safra de inverno 2016 – A produção de trigo cresceu 21,5% acima dos números de 2015 e alcançou 6,7 milhões de toneladas. A cevada teve crescimento de 42,5% na produção, que será de 374,8 mil toneladas graças à recuperação da produtividade. Também a canola e o triticale apresentaram aumento de área e produtividade. A canola produziu 71,9 mil toneladas e o triticale, 68,1 mil toneladas.

Yara inicia operação de unidade adquirida em Catalão (GO)

O presidente da Galvani, Lieven Cooreman, e o vice-presidente de Nutrição de Plantas da Yara, Cleiton Vargas.
O presidente da Galvani, Lieven Cooreman, e o vice-presidente de Nutrição de Plantas da Yara, Cleiton Vargas.
 A partir desta semana, a Yara passa a operar em Catalão (GO). Após a aprovação da aquisição da unidade industrial misturadora da Adubos Sudoeste pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a unidade foi preparada para atuar com os mesmos padrões globais da Yara. Com o início da operação, a empresa reforça sua presença na região e se aproxima de agricultores de um dos principais polos agrícolas do país, o Centro-Oeste.

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A unidade possui capacidade total de 300 mil toneladas por ano, com potencial para ampliar a produção de acordo com a demanda. “Com a operação em Catalão passamos a nos beneficiar de uma boa estrutura energética e ótima malha rodoviária e ferroviária, facilitando o escoamento da produção e nossa presença junto aos clientes”, explica Cleiton Vargas, vice-presidente de Nutrição de Plantas da Yara Brasil.

Segundo o executivo, a nova unidade possibilita à Yara acelerar a oferta das melhores soluções nutricionais aos produtores rurais de Goiás e região. “Por meio de produtos e programas nutricionais completos, como o Supersoja e +Mays, para milho safrinha, a Yara apoiará ainda mais o agricultor a aumentar sua produtividade de maneira sustentável”, afirma.

Desde novembro, a nova equipe de colaboradores passou por treinamentos e por processos de integração para atuarem segundo as políticas globais da Yara, especialmente no que diz respeito à segurança e ética.

A transação, assinada em agosto e aprovada pelo Cade, é parte da estratégia de expansão da empresa no mercado brasileiro, que recebeu aproximadamente US$ 1,5 bilhão de investimentos nos últimos cinco anos. Dentre os principais aportes estão a aquisição da Bunge Fertilizantes (2013), a joint venture com a Galvani (2014), a construção e revitalização das unidades industriais de mistura mais modernas do Brasil, em Sumaré (SP) e Porto Alegre (RS), os investimentos para o desenvolvimento da unidade de mineração em Serra do Salitre e o anúncio do grande investimento em seu complexo industrial de Rio Grande (RS), no início deste ano.

 

Barreiras: Oeste Genética supera os R$ 5 milhões em negócios

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A 4ª Oeste Genética e o XIV Fórum de Pecuária do Oeste da Bahia superaram as expectativas dos organizadores. Promovidos em parceria entre a Associação dos Criadores de Gado do Oeste da Bahia (Acrioeste), Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB) e a Prefeitura Municipal de Barreiras os eventos foram realizados no Tathersal do Parque de Exposição Engenheiro Geraldo Rocha, em Barreiras, entre os dias 24 e 28 de novembro.

Uma gama de leilões, cursos e palestras consolidaram a Oeste Genética e o Fórum de Pecuária entre os principais eventos de transferência de genética bovina do Oeste da Bahia.

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Segundo Stefan Zembrod: presidente da Acrioeste, a Oeste Genética desse ano superou as expectativas, em qualidade de animais ofertados, financeiramente, participação popular, cursos e palestras. Outro ponto chave que vale ressaltar foi a parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras na promoção do 1º Fórum Agroindustrial Oeste do Estado da Bahia. “Essa junção – pecuária e agroindústria – é muito importante para consolidarmos ainda mais a pecuária no Oeste da Bahia. Quando o pecuarista consegue trabalhar todas as fases da cadeia produtiva, da criação a industrialização, ele consegue agregar valor final ao seu produto”, disse Zembrod.

Outro motivo de comemoração foram as vendas feitas para outros estados. “Três leilões foram transmitidos pelo Canal do Boi e a aquisição feita por pecuaristas de outros estados comprovou a qualidade do rebanho ofertado”, ressaltou o presidente da Acrioeste, enfatizando o elogio recebido de criadores de regiões tradicionais na criação de gado com genética superior, como Uberaba, no Triângulo Mineiro e Mato Grosso do Sul. “Isso só comprova que a pecuária praticada no Oeste da Bahia é igual ou em muitos casos até superior ao dessas regiões”, concluiu.

Para Mário Mascarenhas, que além de diretor financeiro da Acrioeste é empresário do ramo farmacêutico e pecuarista em Barreiras, apesar do ano atípico que vivemos, com crise política, econômica e hídrica, a Oeste Genética surpreendeu pelo volume de negócios efetuados. “Foram comercializados mais de R$ 5 milhões durante a feira entre leilões, insumos e equipamentos. Além disso, as palestras que abordaram especificamente a genética em bovinos trouxeram um diferencial muito importante e incentivaram o criador a adquirir animais elites ofertados na feira. Esses animais são capazes de proporcionar, de um ano para outro, um ganho em torno de 50% na melhoria de seu rebanho”, disse Mascarenhas, lembrando de outro ponto interessante da feira que foi a integração entre os pecuaristas, facilitando a comercialização pós evento.

O diretor financeiro da Acrioeste aproveita o ensejo para convocar os criadores para se associarem na entidade. “Quanto mais forte for a Acrioeste, mais sólido vai ser o grupo e mais eventos desse porte poderão ocorrer na região”, reforçou. Continue Lendo “Barreiras: Oeste Genética supera os R$ 5 milhões em negócios”

Começo de safra desafiador

Foto de Lenine Martins
Foto de Lenine Martins

Por Coriolano Xavier, Vice-Presidente de Comunicação do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), Professor do Núcleo de Estudos do Agronegócio da ESPM.

A contratação de crédito rural para a próxima safra registrou um declínio de 18% de julho a outubro deste ano, comparativamente ao mesmo período do ano passado. Recuou de R$ 40,7 milhões para R$ 33,3 milhões, segundo Relatório do Banco Central divulgado no começo de novembro, sobre a contratação de crédito rural, durante o primeiro quadrimestre do Plano de Safra 2016/2017.

Sob uma análise regional, o comportamento também foi declinante em todo o país, com ênfase nas três principais regiões produtoras: Sul, com queda de 19%; Sudeste, com 17%; Centro-Oeste, com 17%; e Nordeste, com 2%. Outro índice que apresentou queda foi o do número de produtores contratantes de crédito de custeio, que baixou 10% — lembrando que os financiamentos no âmbito do Pronaf registraram uma elevação.

Analisando esse quadro por cultura, chama atenção o caso da soja, que mostrou um recuo de 40% no crédito de custeio contratado no quadrimestre jul-out, em comparação com o mesmo período de 2015. Claro que tem mais oito meses de Plano de Safra pela frente e isso pode se alterar. Mas será que haveria aí um começo de crédito racionado? Um movimento de transferência do custeio para as costas do produtor e de seus financiadores comerciais?

Conversando com um tradicional produtor de soja do médio-norte de Mato Grosso, “Zeca de Lucas”, uma liderança regional, ele pondera que não tem sentido a falta de crédito para o custeio. “Realmente, parece que a verba caiu um pouco na minha região; mas quando se soma com os recursos liberados de pré-custeio o volume é até um pouco superior ao da safra passada. Limitados estão os recursos do BNDES, para investimentos”.

O grande desafio, segundo o sojicultor de Lucas do Rio Verde, está nos custos de produção mais elevados este ano. Custos totais (diretos e indiretos) na casa de R$ 3.200/ha, na região, e custos diretos em R$ 2.700/ha. Algo como 50 e 45cs/ha, respectivamente. Como as previsões apontam rendimento médio de 53,2 scs/ha naquela área, os cultivos que tropeçarem na produtividade poderão ter remuneração bem mais apertada.

Mas a safra de soja é vista com otimismo, o plantio começou mais cedo e está acelerado, de olho em melhores condições de mercado e na definição de uma boa janela de safrinha, para ganhar em desempenho do milho. Outubro também trouxe outro fato novo: em 2015, por essa época, 47% da produção esperada de soja já estava vendida; neste ano, ficou em 27%. Preços desinteressantes e o produtor bancou o futuro, mesmo com maior incerteza.

Voltando à questão do crédito em geral, o Relatório do BC informa que houve aumento de 5% na contratação de recursos para investimento e de 10% nos créditos para comercialização.

Soma-se as projeções totais da safra (mais 200 milhões de t de grãos) e tudo remete a um horizonte positivo para o agro. Já no front macroeconômico, o aperto pode se alongar, pois a vitória de Trump (EUA) talvez reduza as chances de acelerar o ritmo de afrouxamento monetário em nosso país, mesmo com a inflação (IPCA) em reversão.

Soja e Algodão apontam para cima. Milho, estável.

As cotações são positivas nesta segunda-feira, no Oeste da Bahia, segundo informações da AIBA. Apenas o milho experimenta leva baixa em relação a 30 dias. Empurrados pela cotação do dólar, soja e algodão melhoram preços.

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Bahia Farm Show 2017 foi lançada durante a Fenagro

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A 13ª edição da Bahia Farm Show foi lançada na noite desta quarta-feira (01/12), durante a Feira Internacional da Agropecuária da Bahia – FENAGRO 2016, no stand da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia – Aiba, localizado na Avenida do Agronegócio, no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador. A Bahia Farm acontece entre os dias 30 de maio e 03 de junho, no município de Luís Eduardo Magalhães – LEM, Oeste baiano.

Representando o governador do Estado, Rui Costa, o secretário da Agricultura, Vitor Bonfim, ressaltou que “não tenho dúvidas que a Feira vai ser um sucesso. Em cinco dias o evento recebe mais de 60 mil pessoas. A Bahia e o Brasil precisam saber o que acontece no Oeste do Estado, e a Bahia Farm é a oportunidade. Mesmo em momento de crise, o Governo do Estado tem como prioridade fomentar a agronegócio, segmento que melhor responde à balança comercial. Temos um celeiro de produção de grãos na região, e as recentes chuvas vão impactar positivamente na safra 2017/2018”, disse. Ele ressaltou que “a Agência de Defesa Agropecuária (ADAB) tem papel importante na manutenção do crescente potencial agrícola do Oeste do Estado, trabalhando em parceria com associações da região, através do desenvolvimento de programas e ações de controle e prevenção de pragas que afetam as lavouras”.  

Consolidada como a maior feira de tecnologia agrícola e negócios do Norte-Nordeste do Brasil e do Matopiba (região agrícola oficializada pelo Ministério da Agricultura que reúne os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), a Bahia Farm Show já tem quase 70% dos estandes vendidos, sendo 15% desses para novos expositores que vêem na Feira uma grande oportunidade de negócio. A expectativa é manter o ritmo de vendas dos últimos dois anos, quando a Feira ultrapassou as cifras de R$ 1 bilhão em volume de negócios fechados, em apenas cinco dias de feira. “Há 13 anos, quando foi criada, a geração de negócios na Bahia Farm era de R$7 milhões, e hoje temos a Feira do bilhão”, ponderou o presidente da Aiba, Júlio Busato.

Brasil tem exportação de boi vivo expandida em 2016

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O Brasil exportou 35.500 cabeças de bois vivos, em outubro, com um faturamento de US$27,5 milhões, para Egito, Iraque, Líbano e Turquia, hoje o principal cliente nesse tipo de importação. Antigo maior parceiro comercial brasileiro, a Venezuela passa por problemas econômicos e desde abril não compra nenhum bovino vivo do Brasil.

O preço é bom – cerca de R$2.633,00 por cabeça – mas elimina a cadeia de sub-produtos, entre eles o couro, os pelos, o sangue e o sebo – este importante na fabricação de biodiesel.

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Este ano, de acordo com o Ministério da Agricultura, estão previstas negociações internacionais com países asiáticos, como o Vietnã, Malásia, China, Indonésia e Tailândia. Os representantes destes países já visitaram o País e aprovaram em primeira mão os estabelecimentos produtores.

Em 2015, o Brasil exportou US$ 210,6 milhões de dólares em bovinos vivos. Para o produtor, a venda do boi vivo pode significar a alternativa para escapar de algumas espertezas dos frigoríficos, no rendimento das carcaças, na troca de animais na hora do abate e em perdas de peso inexplicáveis no peso dos 4 pedaços no gancho. 

O porto de Ilhéus, na Bahia, já tem estrutura para exportação de boiadas vivas e conta com uma futura exportação para a Austrália, concorrente do Brasil nas exportações para o Oriente Médio e Oriente.

Preços ainda atraem agricultores para o plantio do feijão

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A primeira avaliação do cultivo de feijão primeira safra, divulgado em outubro pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indica incremento na área plantada e deve ficar entre 1.058,8 e 1.115,4 mil hectares, com uma produtividade média de 1.097 kg/ha. Com isso, a produção total, em todo o Brasil, deve ser entre 1.157,1 e 1.227,8 mil toneladas.

BAHIA
O estado aonde deverá investir maior área para o plantio de feião primeira safra deverá ser a Bahia, segundo a Conab. Estima-se que a área de plantio deverá ser entre 241 mil hectares e 262,4 mil hectares, representando uma variação positiva entre 27,4% e 38,7% em relação à safra passada. Esse aumento pode ter sido influenciado pela elevada da cotação da saca e pela retomada das áreas não cultivadas por conta das adversidades climáticas da última safra. Na safra 2015/16 a área cultivada e a produtividade ficaram abaixo do esperado, com a cultura sofrendo com a falta de chuvas durante todo o ciclo produtivo. A fase de plantio tem previsão para iniciar a partir de outubro.

PARANÁ
Já, o estado do Paraná deverá ser o maior produtor de feijão primeira safra do país, visto que a estimativa da Conab aponta uma produção entre 325,4 e 331,7 mil toneladas. A previsão de área plantada na primeira safra de feijão no Paraná é de 192,4 a 196,1 mil hectares, com rendimento de 1.691 kg/ha, ou seja, 7,4% maior do que a safra 2015/16. O plantio já ocorreu em 42% das lavouras e a cultura se encontra nas fases de germinação e desenvolvimento vegetativo. A geada ocorrida no final do inverno afetou algumas lavouras localizadas em baixadas, nas regiões sul e sudoeste, que foram replantadas.

MINAS GERAIS
Embora com preços remuneradores, os agricultores de Minas Gerais têm optado por outras culturas mais rentáveis e de menor risco climático como o milho e soja. Neste primeiro levantamento a área de plantio está estimada entre 153,8 e 159,6 mil hectares. A produção deve ficar entre 185,4 mil toneladas e 192,4 mil toneladas, o que significa a segunda maior produção da cultura entre os estados brasileiros. As condições climáticas ainda não viabilizaram o plantio, que deve ocorrer entre outubro e dezembro.

No Oeste baiano, as cotações do feijão Carioca de qualidade 8,5 surfam perto do R$200,00 a saca de 60 kg. O feijão gorutuba deve entrar como plantio de 2ª safra no Oeste, após o cultivo do milho.

Ministério da Agricultura diz que normas técnicas de cultivo de 13 produtos vão baixar custo.

O Ministério da Agricultura está anunciando normas que, segundo seus técnicos, podem reduzir custo de produção agrícola em até 35%. A afirmação é no mínimo pretensiosa, ainda mais partindo do ministro Blairo Maggi, um agricultor experimentando. Com toda a tecnologia disponível, se os agricultores pudessem diminuir em 1/3 os seus custos certamente já o teriam feito. 

Segundo o pessoal do MAPA, produtores de arroz, trigo, amendoim, feijão, gengibre e mais oito culturas agrícolas poderão aderir, a partir de agora, a normas técnicas específicas para cada uma dessas culturas e aperfeiçoar os métodos de produção. Definidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em parceria com as cadeias produtivas e órgão de pesquisa e extensão, essas regras podem reduzir os custos em 35% a partir da racionalização no uso de insumos.

“Essas normas vão garantir que os nossos produtos sejam saudáveis, produzidos de forma sustentável, além da garantia de rastreabilidade. Isso é muito importante e já  praticado por países como os Estados Unidos e o Canadá”, disse o secretário executivo do ministério, Eumar Novacki.

As normas técnicas assinadas para as 13 culturas ficarão disponíveis no site do Ministério da Agricultura e também serão repassadas aos produtores interessados por meio de técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que darão assistência in loco.

Representantes do agronegócio se reúnem com o governador Rui Costa

Governador Rui Costa, junto a Jerônimo Rodrigues, SDR, Vitor Bobfim, Seagri e Renata Rossi, CDA se reúnem com dirigentes da AIBA, Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia.Foto Mateus Pereira/GOVBA
Governador Rui Costa, junto a Jerônimo Rodrigues  (SDR), Vitor Bonfim (Seagri) e Renata Rossi, (CDA) se reúnem com dirigentes da AIBA, Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia.Foto Mateus Pereira/GOVBA

As demandas dos produtores rurais da região oeste da Bahia foram apresentadas ao governador do Estado, nesta segunda-feira (7), durante audiência, na governadoria, que reuniu o chefe do executivo estadual; o presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato; o presidente da Abapa, Celestino Zanella, e secretários de Estado.

O grupo ficou reunido por mais de duas horas e tratou de temas relevantes. Na ocasião, o presidente da Aiba apresentou a relação das obras do governo do Estado que contam com o apoio financeiro dos produtores rurais. Na lista estão: a construção da Base Avançada do Graer, em Barreiras; a manutenção da BA-459 (Anel da Soja), nos trechos entre São Desidério/Roda Velha e Correntina/Rosário, perfazendo 380 Km; a recuperação de estradas vicinais, através da parceria com a patrulha mecanizada da Abapa; além do programa de melhoramento genético da soja, que vem sendo desenvolvido pela Fundação Bahia em parceria com a Embrapa, na busca de variedades mais produtivas e rentáveis para o agricultor; e o laboratório Fazenda Modelo, com o programa jovem aprendiz para preparar os jovens para o mercado de trabalho.

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Pães fabricados com trigo do Cerrado chegam à mesa do consumidor no DF

Lavoura cultivada com trigo BRS 394 em Cristalina (GO) – Foto: Fabiano Bastos

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Há alguns anos imaginar consumir pães elaborados exclusivamente com farinha de trigo produzida com variedades de trigo cultivadas no Cerrado não passava de um sonho. Aos poucos, a farinha de trigo comercializada na região vai ganhando espaço entre as panificadoras do Distrito Federal. O percentual de estabelecimentos ainda é pequeno, mas algumas panificadoras já usam 100% da farinha regional.

A maior oferta de farinha de trigo pelo moinho, que atualmente atende 15% do mercado do DF, só é possível porque a pesquisa de melhoramento genético do trigo disponibiliza aos agricultores cultivares de elevada produtividade e alta qualidade de panificação. O produto usado na região mescla três farinhas produzidas a partir de variedades de trigo da Embrapa: BRS 254, BRS 264 e BRS 394. Os grãos da BRS 394, lançada em 2015, apresentam qualidade industrial voltada à panificação.

Com essa farinha, as panificadoras conseguem produzir, em média, 15% a mais com um quilo de matéria-prima, já que podem adicionar água sem comprometer a qualidade do pão, pois essas variedades apresentam alta força de glúten, o que permite maior rendimento da farinha.

Esse é o resultado de uma ação com “efeito cascata”: o produtor aposta na cultivar e, consequentemente, aumenta sua área de plantio; o moinho, atraído pela qualidade de panificação, compra mais trigo e produz volume maior de farinha; a panificadora adquire farinha de qualidade e com preço inferior ao do trigo importado.

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Maçã produzida no Vale do São Francisco começa a chegar ao mercado

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Experimentos de Codevasf e Embrapa confirmam viabilidade do plantio da fruta e indicam perspectivas promissoras também para a pera e o caqui
A maçã do Submédio São Francisco, fronteira da Bahia com Pernambuco, começa a chegar ao mercado. Fruta originária de países frios da Ásia e da Europa, a viabilidade de seu plantio no semiárido passou pelo crivo do cultivo experimental realizado em parceria entre a Embrapa Semiárido e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que visa a desenvolver frutíferas alternativas como maçã, pera e caqui.
“O plantio ainda está em fase de validação para que possamos fechar o pacote tecnológico que permitirá o cultivo em larga escala, mas os primeiros resultados são animadores”, afirma o superintendente da Codevasf em Petrolina, Aurivalter Cordeiro, que participou nesta terça-feira (25), com um grupo de engenheiros e técnicos, de um dia de campo no projeto público de irrigação Nilo Coelho.
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A maçã que começa a chegar, ainda em pequena escala, ao mercado da região, é das variedades Julieta, Eva e Princesa, e vinha sendo testada em lotes experimentais de cinco produtores do projeto, meio hectare cada. A produtividade da fruta atingiu 40 toneladas por hectare.
29932593644_8a8f9f51de_mO agricultor Teófilo Corcino afirma que a expectativa é ampliar o mercado e aprimorar cada vez mais a qualidade da produção. A maçã cultivada em seu lote começa a ser comercializada para Recife (PE) e Feira de Santana (BA). “Estamos trabalhando, acreditando na potencialidade da produção de maçã na região do Vale do São Francisco”, frisa Corcino.
A pera é outra aposta promissora: ela atingiu 60 toneladas por hectare e boa suculência, mas ainda precisa ser aprimorada, segundo informa Osnan Soares Ferreira, engenheiro da Codevasf em Petrolina. “Os experimentos com o caqui estão também bem avançados e com ótimas perspectivas”, afirma Ferreira.
O coordenador da pesquisa, Paulo Roberto Lopes, engenheiro agrônomo da Embrapa, observa que os estudos prosseguem e que o maior desafio foi adaptar frutas que exigem até 350 horas de frio de 7,2° C ao calor do semiárido.
Apelo comercial
Entre as culturas pesquisadas, a pera apresenta forte apelo comercial, já que a produção nacional não atinge nem 10% do total consumido. O consumo atual é da ordem de 180 mil toneladas, sendo a maior parte importada da Argentina, Estados Unidos, Uruguai, Chile e países europeus.
Da busca por novas opções de cultivo para o Vale do São Francisco nasceu o projeto “Introdução e Avaliação de Cultivos Alternativos para as Áreas Irrigadas do Semiárido Brasileiro”. Desde 2005 vêm sendo implantados e mantidos nos perímetros irrigados Senador Nilo Coelho e Bebedouro, em Petrolina (PE), experimentos com pereira, macieira, caquizeiro, cacaueiro e outras culturas típicas de clima temperado.
As culturas escolhidas para os estudos foram aquelas produzidas sob irrigação com bom potencial de retorno econômico. Os plantios são feitos nas estações experimentais da Embrapa e em áreas de produtores em perímetros de irrigação que manifestaram interesse em participar da pesquisa. O acompanhamento das atividades é feito semanalmente. Ascom Codevasf
Como disse Pero Vaz de Caminha, em sua carta ao Rei de Portugal, “as águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. Caminha estava na Bahia e já previa o que aconteceria 5 séculos depois.

Parceria entre Abapa e SESI leva saúde e educação às fazendas

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Unidade móvel de saúde do SESI, na Fazenda Sete Povos

 Mais saúde e mais educação para o trabalhador do campo, esse é o objetivo da parceria firmada entre Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e Serviço Social da Indústria (SESI), por meio do Centro de Treinamento Parceiros da Tecnologia, que já atendeu cerca de mil colaboradores, entre abril e outubro. “Acredito que essa foi uma das grandes conquistas da Abapa, nesse ano. Tínhamos a demanda e a necessidade, o SESI tinha o espaço e o serviço, esses fatores colaboraram para essa parceria inédita. Hoje os produtores de algodão podem contar com serviços de alta qualidade na área de saúde ocupacional e educação”, disse o presidente da Abapa, Celestino Zanella.

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Segundo o analista de relações com mercado do SESI, Jessé Brito, a região oeste da Bahia é a única região contemplada por duas unidades operacionais do SESI, fator que contribuiu para a ampliação do atendimento ao agronegócio. “ Percebemos que tínhamos muito mais capacidade de atendimento e vimos que, a Abapa poderia ser essa ponte, entre o nós e agronegócio. Costumo dizer essa parceria foi um paradoxo comercial. O setor tem a demanda e o SESI tem o serviço. Entramos com os diferenciais comerciais, a exemplo das nossas unidades móveis de saúde e educação, consultorias tanto nessas áreas, quanto em segurança do trabalho e qualidade reconhecida nessas áreas”, enfatizou Jessé.

Cerca de 15 fazendas já estão sendo atendidas pelo Serviço. Entre os dias 10 e 14, o Grupo Schmidt Agrícola, recebeu durante a Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho Rural (SIPATR), a unidade móvel de saúde odontológica e a unidade móvel de saúde ocupacional. “A parceria do Grupo com do SESI começou na SIPATR do ano passado, quando percebemos uma grande satisfação dos colaborares. Com a equipe do Serviço dentro da fazenda, fica mais fácil e mais cômodo para colaborador cuidar da saúde e fazer treinamento. Através desse serviço, já trouxer curso de informática, equipe odontológica, médico e laboratórios de exames para dentro da fazenda”, disse, o técnico de segurança do trabalho do Grupo, Maurício Souza.

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China mantem cotas de importação de algodão e desanima produtores.

A possibilidade de a China manter suas cotas de importação de algodão em 2017 em 894 mil toneladas deve desapontar o mercado da pluma, disse o banco australiano Commonwealth, em nota. “Exportadores como os Estados Unidos e a Austrália devem continuar contando com a demanda de outros grandes consumidores de algodão (Índia, Paquistão, Bangladesh e outros) para escoar sua produção”, disse.

Um dos principais importadores mundiais da fibra, a China deve ter uma safra de 21 milhões de fardos de algodão na temporada 2016/2017, volume menor na comparação com os 22 milhões de fardos de 2015/16, segundo previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Do Globo Rural.

Desde 2011, último ano em que cresceu, a área cultivada de algodão no oeste baiano vem reduzindo. Nesta safra 2016/2017 deve ter nova e significativa redução, com alternância para o milho e soja.

Irrigantes de projeto da Codevasf descobrem na silagem boa alternativa de renda em tempos de seca

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Em Urandi, no Médio São Francisco baiano, sucesso de um produtor estimula famílias de agricultores do Estreito a apostar em novo cultivo

Agricultores familiares do perímetro público de irrigação Estreito, gerido pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em Urandi, no Médio São Francisco baiano, descobriram na produção e comercialização de silagem de milho – principal alimento volumoso para animais em confinamento –, uma boa alternativa de renda em tempos de estiagem prolongada, quando o desabastecimento de reservatórios pode afetar a fruticultura.

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O produtor Clériston Viana Cardoso e sua bem sucedida aposta no filão motivou os demais irrigantes do projeto. Em maio passado, quando a irrigação foi retomada no perímetro após um período de “baixa” nos reservatórios de Estreito e de Cova da Mandioca, ele decidiu iniciar a produção de milho e investir em tecnologia ao adquirir um equipamento apropriado para o ensacamento da silagem.

Hoje, comercializa mais de 100 toneladas na região a cada colheita, em sacos de 30 quilos. A perspectiva do produtor é de aumentar a área plantada e a produção no próximo ano, tendo em vista a sinalização de um mercado ávido pelo produto em outras regiões do estado e do País. “Os criadores daqui compram silagem ou feno de várias regiões do país, principalmente da região oeste da Bahia e de regiões de Minas Gerais, como Sete Lagoas, e a preço de ouro”, conta o agricultor.

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A preocupação em produzir alimento volumoso para os rebanhos, particularmente no período seco do ano quando as pastagens naturais tornam-se cada vez mais precárias, tem aumentado a utilização da silagem especialmente entre os pecuaristas que se dedicam à produção de leite.

Segundo informações da Embrapa, o milho é uma das culturas mais utilizadas neste processo no Brasil por apresentar um bom rendimento de matéria verde, excelente qualidade de fermentação e manutenção do valor nutritivo da massa ensilada. Outras vantagens que o cereal proporciona são um baixo custo operacional de produção e uma boa aceitabilidade por parte dos animais.

“O milho é mais rápido e exige menos água e mão de obra”, atesta Clériston Cardoso. “Até agora não me arrependi, pois o comércio é firme, não tem atravessadores, e, acima de tudo, o pagamento é à vista. Com o recente retorno do nível operacional dos reservatórios que abastecem o Estreito, espero que, nos próximos anos, possamos diversificar o sistema produtivo, melhorando a produtividade, com um uso mais racional da água, e, com isso, possamos buscar uma produção mais verticalizada, com melhores preços”, planeja.

Novas tecnologias

Atualmente, apesar da estiagem prolongada, os reservatórios de Estreito e de Cova da Mandioca, que são operados pela Codevasf em Urandi e que servem à irrigação do perímetro Estreito, estão em nível considerado “normal”. Na barragem da Cova da Mandioca, o volume atual é 57 hm³, o que significa 47% de sua capacidade útil. Já a barragem de Estreito, que também é usada para abastecimento humano de Espinosa, em Minas Gerais, apresenta hoje 24 hm³, ou 33% da sua capacidade útil.

“O comércio de silagem não era algo comum no passado”, observa Leonardo Franklin, técnico da Codevasf no escritório de Guanambi, que é ligado à 2ª Superintendência Regional da Companhia, sediada em Bom Jesus da Lapa. “Esse fato é compreensível porque, de forma geral, as silagens eram e são produzidas em grande escala, o que inviabiliza o comércio. Contudo, nos últimos anos algumas tecnologias foram desenvolvidas e permitiram que este tipo de alimento animal passasse a ser comercializado, inclusive a longas distâncias – e uma dessas tecnologias é a da silagem ensacada”, explica.

De acordo com ele, a tecnologia trouxe praticidade porque pequenos volumes de silagem são comercializados (sacos de 25 a 35 kg), o que facilita o transporte e o manejo. “Não há dúvidas de que o comércio de silagem em pequenas quantidades surgiu como tecnologia benéfica aos produtores das áreas irrigadas dos perímetros públicos geridos pela Codevasf”, complementa Franklin.

Milho é forrageira preferida*

Silagem é o produto resultante de um processo específico de anaerobiose por acidificação do material vegetal verde e que permite seu armazenamento por longos períodos, conservando seu valor nutritivo. A ensilagem é o processo que tem por objetivo a conservação de forragem verde, com um valor nutritivo mais próximo do material original, e com perdas mínimas.

O milho é uma das forrageiras mais usadas na produção de silagem, principalmente para suplementação de vacas leiteiras de alta produção. Vários fatores justificam o uso do milho como a forrageira preferida para produção de silagem: sistema de produção já definido, facilidade de cultivo (mecanizado), produção adequada de matéria seca, facilidade de fermentação, alto valor energético e consumo voluntário elevado.

*Com informações da Embrapa

Chuvas vão parar no Matopiba por 15 dias

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Os meteorologistas estão indicando que a Região do Matopiba terá redução de chuvas no próximos 15 dias, assim como grande parte do centro-norte do País. Segundo as mesmas previsões, as chuvas voltam em novembro, bem no período necessário para o plantio da soja. Hoje, na Região da BR 020 chuvas esparsas pontuavam em vários trechos, facilitando os serviços de enterrio da soca do algodão e preparo das bordas das lavouras. Outra vantagem é a germinação e crescimento de restos culturais do ano passado, que formarão o mulching, depois de dessecados, para o plantio direto.

Nos estados do Sul chuvas concentradas podem prejudicar as colheitas de lavouras de inverno, como o trigo. Fotos de O Expresso.

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