
Categoria: Agronegócio
Anunciado novo leilão do Governo para o milho do Oeste.
O Governo Federal (MAPA/Conab) vai promover um novo leilão de Prêmio para o Escoamento de Milho em Grãos – PEP, nº 064/10, na próxima terça-feira, 6 de abril, que vai ofertar para comercialização 95 mil toneladas de milho do Oeste da Bahia. É o terceiro leilão do ano na região e vai contribuir para diminuir os estoques do cereal no cerrado baiano, que segue praticamente sem movimentação.
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Abapa instala centro de treinamento em alimentação.
Quem pensa nos agentes da cadeia produtiva da cotonicultura, muito dificilmente lembra deste elo: os cozinheiros das fazendas. Mas, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão – Abapa, atendendo a uma demanda antiga e constante dos produtores do Oeste da Bahia, passou a investir na qualificação deste profissional que garante o “combustível” dos operadores de máquinas, safristas, agrônomos, maquinistas, classificadores, pilotos, dentre os muitos braços que movem uma unidade de produção. Na última sexta feira, 25 de março, a Abapa inaugurou em Barreiras o Centro de Treinamento em Alimentação, uma estrutura montada para promover a reciclagem de profissionais manipuladores de alimentos e capacitar novos profissionais nesta área. A meta da Abapa para o primeiro ano é capacitar 500 pessoas que já atuam nas fazendas e outras 100 iniciantes.
Construído com recursos do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão – Fundeagro, e em parceria com a empresa Agrosul Máquinas Ltda, que cedeu o prédio onde foram instalados os equipamentos da cozinha experimental, o Centro de Treinamento em Alimentação faz parte do Projeto AlimentAÇÃO, iniciativa da Abapa que nasceu no início deste ano e já vinha acontecendo pontualmente dentro das próprias fazendas. Durante a inauguração, que teve participação dos produtores, representantes de classes locais, sociedade civil, além do bispo da Diocese de Barreiras, D. Ricardo Weber Berger, que abençoou as instalações, ocorreu também a primeira cerimônia de diplomação dos profissionais já treinados pelo Projeto.
Apesar do foco no trabalhador rural, a Abapa pretende estender os serviços do Centro de Treinamento em Alimentação aos possíveis interessados de toda a sociedade da região, como, por exemplo, a crescente rede hoteleira e de restaurantes. “Há dois aspectos muito importantes neste projeto: o bem estar do trabalhador rural e a qualificação da mão de obra, que são contribuições diretas da entidade para a melhoria nos índices de desenvolvimento e na qualidade de vida na região”, explica o presidente da Abapa, João Carlos Jacobsen.
Hora de homenagens, hora de reivindicações de LEM.
A violência e falta de aparelhamento policial foram os temas mais recorrentes da sessão especial realizada ontem na Assembleia Legislativa para comemorar os dez anos de emancipação política do município Luís Eduardo Magalhães. O evento reuniu diversas autoridades políticas, a exemplo do senador César Borges, e representantes das principais entidades dos produtores do agronegócio. Alguns pronunciamentos evocaram a aventura da colonização da localidade, outros lembraram o processo político de desmembramento do território de Barreiras e não houve quem esquecesse de citar a pujança do jovem município que já é a décima economia do estado. No entanto, ninguém se esqueceu de abordar, de alguma maneira, o clima de insegurança.
Penúltima autoridade a falar, o prefeito Humberto Santa Cruz chegou a se dispor a ir à Secretaria de Segurança Pública, assim que terminasse a sessão, para levar uma proposta de convênio envolvendo o município e 30 entidades locais com o objetivo de construir um anexo da delegacia com 400m2. O deputado Júnior Magalhães (DEM), proponente da sessão e o primeiro a falar durante a tarde de ontem, já tinha dito: “Não conheço outro lugar em que a sociedade civil organizada ajude tanto o governo”, citando especificamente a construção da sede de polícia e a compra da viatura pela comunidade.
O parlamentar democrata disse que Luís Eduardo Magalhães cresce a uma taxa de 10% ao ano e mostrou preocupação com os reflexos desse crescimento se for desordenado. Ele fez comparação com sua cidade, Candeias, que passou pelo mesmo processo no passado, o que gerou uma série de desafios a serem vencidos, com destaque para a desorganização social e o consequente aumento da violência. Para o município do Oeste, contou que existem duas indicações – dele e do deputado Sandro Régis (PR) – pedindo a instalação de uma companhia independente da Polícia Militar. São também de sua lavra gestões junto ao Tribunal de Justiça para a instalação de fórum naquela cidade.
Sobre a criação de um município de grande desenvolvimento
Carlos Cabrini, vice-presidente do Conselho de Segurança Comunitário, deu números à situação atual. “Temos apenas um delegado, um escrivão e um agente policial a cada turno na Polícia Civil”, disse, referindo-se ainda ao efetivo de 59 policiais militares e quatro viaturas, sendo duas alugadas pelo próprio conselho. Segundo os cálculos de Cabrini, existe hoje um policial para cada 4,5 mil habitantes. Segundo ele, a delegacia atual foi dimensionada para uma cidade com dois mil habitantes, e hoje o município conta com mais de 50 mil moradores.
Partindo para um discurso mais político, a deputada Antônia Pedrosa (PMDB ) voltou a defender a criação do estado do São Francisco, dizendo que o governador Jaques Wagner pediu um prazo de dois anos para melhorar a situação no Oeste, mas que nada ocorreu. O presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia, Valter Horita, lembrou dos “atores” que transformaram um posto de gasolina no sexto município exportador do Nordeste, citando a atual prefeita de Barreiras, Jusmari Oliveira (PR), o marido dela, Oziel Oliveira, primeiro prefeito daquele município, e muitos outros imigrantes foram morar em baixo de lona para desbravar o Oeste.
Como empresário, comemorou a retomada da safra este ano aos níveis anteriores à crise econômica internacional de 2008 e da quebra da safra naquele ano por fatores climáticos. Horita aproveitou a sessão para fazer um apelo pela emancipação dos distritos de Roda Velha e Rosário, em São Desidério e Correntina, dizendo que o exemplo de Luís Eduardo Magalhães precisa ser seguido.
Pedrosa afirma que Saulo lutou contra emancipação

A saga da emancipação foi relatada de forma multifacetada. Pedrosa lembrou da participação do então prefeito de Barreiras, Antônio Henrique, para demover o então presidente do PSDB, Saulo Pedrosa, a retirar a ação na Justiça que tentava reverter o desmembramento do território. Jusmari Oliveira, então deputada que encampou o projeto do ex-deputado Luiz Braga, e César Borges, governador da época, contaram a luta para a criação do município (na ocasião foi emancipado também o atual município de Barrocas).
A participação do senador Antonio Carlos Magalhães foi ressaltada como decisiva em todos os pronunciamentos que trataram da ocasião da emancipação.
Jusmari chegou a se emocionar ao lembrar dos ataques pessoais que sofreu por defender a emancipação e o apoio que recebeu de Borges. Ele, por sua vez, lembrou que chegou a colocar a disposição do presidente da Assembleia Legislativa da época, Antonio Honorato, para que sua assessoria jurídica obtivesse liminar junto ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Brito, para garantir a realização do plebiscito sobre o desejo da população em relação ao desmembramento, marcado para o dia seguinte.
Falaram ainda na tarde de ontem, o ex-prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Oziel Oliveira, o presidente da Associação Comercial, Jair Francisco; o representante do Clube dos Advogados do município, Valmor Mariussi; o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais, Vanir Antonio Koln; e o presidente da Câmara Municipal, Eder Ricardo Fior.
Soja em Chicago: dia de montanha russa.

A cotação da soja teve dia de forte oscilação em Chicago, com as duas pontas puxando os preços, segundo os analistas do portal Notícias Agrícolas. De um lado, o medo de quebradeira na Europa; de outro, China, com seca, comprando mais. Produtor deve esperar para vender. Em Luís Eduardo, os preços oscilam entre 28,50 reais e 30,50 reais a saca de 60 kgs. Haja armazém para quem começa a colher e não tem compromissos financeiros urgentes!
Deputados finalmente aprovam “Oeste Sustentável”.
Deputados baianos finalmente votaram ontem, por acordo de lideranças, o Projeto de Lei n°18.501/2009, que altera a Lei n°11.478/2009, que instituiu o Plano Estadual de Adequação e Regularização dos Imóveis Rurais do Estado da Bahia, ou Plano Oeste Sustentável. O fato foi comemorado pelos produtores rurais do Oeste da Bahia, representados durante a sessão na Assembléia Legislativa pelo diretor regional da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), João Lopes Araujo. O projeto de lei era o último obstáculo ao pleno funcionamento do Plano Oeste Sustentável, que, lançado o ano passado, ainda não pôde entrar em operação pela necessidade de uma mudança técnica na lei que o aprovou.
“Meu parecer é pela aprovação. É muito importante desburocratizar a agricultura, acabando com a disparidade entre a necessidade das aprovações de licenças e autorizações ambientais imprescindíveis ao plantio e o tempo que os órgãos levam para expedi-las, visto a importância econômica deste setor para o nosso Estado”, disse o relator do projeto, o deputado João Bonfim (PDT/BA).
O Plano Oeste Sustentável foi o instrumento desenvolvido conjuntamente por produtores, Governo e sociedade civil organizada, esta última representada pela ONG ambientalista americana The Nature Conservancy (TNC), para viabilizar uma solução para o chamado passivo ambiental. O passivo é um entrave burocrático à produção agrícola que põe a maioria dos produtores rurais na ilegalidade, ainda que eles cumpram na prática as exigências legais para a atividade.
“A falta de estrutura para trabalhar dos órgãos ambientais responsáveis por conceder as autorizações e licenças ambientais necessárias ao plantio das lavouras gerou uma ameaça à produção. Isto se traduz em pilhas e pilhas de processos parados nas prateleiras dos órgãos, gerando não apenas prejuízos econômicos para produtores e Estado, como riscos sanitários nas áreas embargadas que não recebem o manejo necessário para evitar a propagação de pragas e doenças”, explica João Lopes Araujo.
Acompanhando à distância o andamento da sessão durante toda a tarde de ontem, os dirigentes da Aiba chegaram a ficar preocupados com a obstrução à pauta, usada pela oposição para também garantir a votação de um outro projeto no Plenário.
“Gerou um suspense sim, mas tínhamos certeza de que o objeto do nosso pleito suplanta qualquer divergência política. Os meandros até a aprovação fazem parte do jogo, mas o que vale é que ao final, e por acordo, o projeto foi aprovado”, comemorou o vice presidente da Aiba, Sérgio Pitt.
Vem aí a estatal dos fertilizantes. Vai dar certo?
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, e um representante do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, participam hoje (23) de audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) para discutir a criação de uma empresa estatal destinada a produzir fertilizantes no país. A sessão está marcada para as 9h30.
A intenção de criar a estatal de fertilizantes foi divulgada nas últimas semanas. O objetivo é a redução do preço do produto em um prazo de dois anos. A administração da empresa ficará a cargo de um conselho de administração, uma diretoria executiva e um conselho fiscal.
Tecnologia e política na Passarela da Soja.
Em tempo de pré-campanha eleitoral, tudo é motivo para fazer política: na foto, agricultores cercam políticos na Passarela da Soja. O secretário da Agricultura da Bahia, Roberto Muniz, que esteve representando o governador da Bahia, Jaques Wagner, conheceu as principais variedades produzidas na região e falou sobre a importância de se desenvolver pesquisa para o agronegócio. Durante a Passarela da Soja, a Fundação Bahia lançou três novas cultivares resistentes à Nematóide e ao herbicida Glifosato. As variedades foram testadas em três centros e estão prontas para o produtor. “Com a produção dessas variáveis, garantimos diferentes produtividades, portes, engalhamento e altura”, declarou o presidente da Fundação Bahia, Amauri Stracci, ressaltando que a instituição de pesquisa não deixará de produzir a planta convencional.
Segundo o vice-presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia, Aiba, Sérgio Pitt, a expectativa da safra de soja em 2010 é recorde, devendo chegar à marca de 3 milhões de toneladas do grão e uma área plantada de 1,05 milhão de hectares. Na última safra, foram colhidas 2,4 milhões de toneladas de soja.
Soja cai com perspectiva de aumento de plantio americano.
A soja caiu pela primeira vez em seis dias sob especulações de um plantio recorde nos Estados Unidos e de que as importações chinesas diminuíram.
A soja para maio trabalhou em queda na madrugada dessa segunda-feira (22), em Chicago, com queda de 2,5 centavos de dólar, sendo negociada a US$9,59 por bushel. A oleaginosa caiu 8,6% este ano sob previsões de produção recorde no Brasil e na Argentina, os maiores exportadores de ração e óleo de cozinha.
“A soja tem estado sob pressão por conta das safras da América do Sul estarem prestes a atingir o mercado depois de uma boa colheita. Previsões recentes da Allendale, empresa responsável pela assessoria de mercado e corretagem agrícola nos EUA e de outros institutos de aumento no plantio da soja estão prejudicando os grãos ”, disse Han Sung Min, corretor da Korea Exchange Bank Futures.
Os produtores dos Estados Unidos irão plantar uma quantidade recorde de soja este ano, a segunda maior área desde a II Guerra Mundial, de acordo com uma pesquisa de produtores da Allendale Inc.
Os plantios de soja irão crescer 2,1%, chegando a 32 milhões de hectares. No ano passado, foram aproximadamente 31,242 milhões de hectares, informou a Allendale. O governo dos Estados Unidos deverá divulgar os resultados de uma pesquisa nacional com as intenções de plantio.
As importações da China, país comprador de mais da metade das exportações mundiais de soja, caíram para 2,95 milhões de toneladas em fevereiro, 9,6% menos do que há um ano, informaram institutos de pesquisa hoje. As compras chinesas caíram 28% das 4,1 milhões toneladas em janeiro.
A expectativa para a área produtora de trigo é de queda, mostrou uma pesquisa da Allendale. Já para o milho é de crescimento de 4,2% em relação ao ano passado, de aproximadamente 34 para 36 milhões de hectares.
O milho pode subir essa semana sob as especulações de que o clima úmido irá atrasar o plantio da safra dos Estados Unidos, enquanto a soja pode subir sob a preocupação de que o governo apresentará os estoques mais apertados em seis anos, de acordo com uma pesquisa da Bloomberg. 22 dos 33 negociadores e analistas disseram, no último dia 19, que o milho irá subir e a soja irá passar por um rally.
Época de plantio
“Plantar é um fator muito importante quando isso se reflete nos rendimentos. O clima atual não parece muito favorável para o plantio, o que pode atrasar a semeadura, podendo prejudicar a produtividade do milho”, disse Han.
A neve de Oklahoma para Illinois, no dia 20 de março, poderia ser seguida até hoje por um clima frio fora do comum, disse Allen Motew, meteorologista da QT Weather, de Chicago. A chuva chega em quase todo o meio-oeste a partir de 24 de março, e o plantio pode ser paralisado pelas chuvas mais fortes do que o normal, do Texas até a Georgia nas próximas duas semanas, informou Motew. Tradução: Carla Mendes, Fonte: Bloomberg
Embrapa desenvolve soja e tabaco com fins medicinais.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com outros institutos de pesquisa do Brasil, Estados Unidos e Europa está trabalhando em uma pesquisa para desenvolver soja e tabaco transgênicos capazes de produzir em grande escala uma molécula com potencial medicinal, inclusive de combate ao câncer.
Em entrevista ao programa Brasil Rural, da Rádio Nacional, o pesquisador de recursos genéticos e biotecnológicos da Embrapa, Elíbio Rech, informou que as plantas transgênicas não são medicinais, nem devem ser consumidas com fins terapêuticos. Elas servem apenas como incubadoras para ampliar a produção de moléculas.
“As plantas são usadas somente para produzir aquele medicamento. Você coloca uma molécula dentro da planta, e como ela se multiplica por sementes ou por propagação vegetativa, você tem uma massa muito grande, e daquela massa você purifica. As plantas não são plantas medicinais. E elas não vão ser consumidas in natura. Não é para usar a soja nem o tabaco na alimentação, e aí você vai administrar o medicamento”.
Segundo o pesquisador, a primeira fase da pesquisa já foi concluída e agora o grupo trabalha com os testes.
“Vamos retirar uma pequena quantidade para fazer um teste contra células cancerígenas. Essa é a etapa que nós precisamos cumprir durante esse ano”.
De acordo com Elíbio Rech, as plantas serão tratadas como medicamentos e por isso não serão produzidas no meio ambiente, e sim sob contenção, para evitar a contaminação da cadeia alimentar.
Muita cautela para comercialização da soja.

As cotações futuras de soja relativas aos três primeiros vencimentos fecharam mistas, com variações insignificantes, na Bolsa Mercantil de Chicago (CME Group), conforme a tabela acima. O mercado resistiu bem a fatores baixistas registrados nesta data, tais como a substancial valorização do Dólar dos EUA perante outras moedas conversíveis e a queda dos preços futuros do petróleo leve, em Nova Iorque (NYMEX).
Em linhas gerais, as cotações futuras de soja em Chicago encontraram suporte nos expressivos totais divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), com respeito aos registros prévios de venda para exportação de soja, farelo e óleo de soja de origem norte-americana efetuados na semana passada. Ou seja, foram registradas, em toneladas de soja, 739.100(214.100 de safra velha e 525.000 de safra nova); além de 158.300 toneladas de farelo de soja (incluindo safra velha e safra nova) e 18.400 toneladas de óleo de soja. Todos esses números foram julgados favoráveis e excederam as expectativas dos traders e analistas de Chicago.
Fator altista adicional consistiu nas previsões de clima adverso, abrangendo inundações localizadas, em partes dos estados de Iowa, Illinois e Missouri. Algumas firmas de meteorologia estão inclusive prevendo chuvas entremeadas de nevascas, no próximo fim-de-semana, além de dois distintos sistemas chuvosos, já na próxima semana.
Jim Gerlach, presidente da firma AC Trading, admite a presença no pregão de soja em Chicago de “um viés de cotações mais firmes, a vigorar desde o presente até o momento da divulgação do relatório do USDA que sairá em trinta e um de março corrente”. Tal relatório dirá respeito a intenções de plantio da oleaginosa nos EUA. Gerlach afirma que há incerteza sobre a magnitude da área a ser plantada com soja (naquele país). Comentário de Antonio Bueno, da Sojanet.
Em Luís Eduardo, as cotações desta sexta-feira oscilaram entre 28 reais e 31,50 a saca de 60 quilos, cenário que obriga os produtores a liquidarem apenas o necessário para cumprimento de obrigações inadiáveis. Noticia-se que as cotações da soja podem ainda sofrer queda de 5%, o que exige extrema cautela e parcimônia nas liquidações.
Suinooeste pode ganhar novo coordenador

Eduardo Yamashita, o ex-secretário de Agricultura de Luís Eduardo, deverá assumir a coordenação institucional e administrativa da Suinooeste, instituição em fase de formatação jurídica que pretende implantar um grande pólo de produção de suínos no Oeste da Bahia. Importantes associações de produtores estão apoiando a criação da instituição, bem como entidades financeiras e governamentais, além de um grande frigorífico ligado ao setor.
Os planos são, num primeiro passo, instalar uma cadeia produtiva com base na produção de 30 mil matrizes e, na sequência, ampliar para 100 mil matrizes. O objetivo de mercado é atender os mercados do norte/nordeste que hoje são atendidos pelas grandes corporações de Santa Catarina.
Esta semana foi feita uma reunião entre representantes das diversas instituições interessadas. O objetivo é aproveitar a fartura de milho e soja na região, principais insumos da suinocultura, e a proximidade com os mercados consumidores.
Produtores fazem plantão em Salvador por plano ambiental.
Os produtores rurais da região Oeste da Bahia, que há mais de um ano peregrinam entre Brasília e Salvador para formatar e impulsionar o Plano Estadual de Adequação e Regularização dos Imóveis Rurais do Estado da Bahia, ou Plano Oeste Sustentável, agora fincaram pé na Assembléia Legislativa, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). O objetivo do plantão no litoral é garantir que os deputados baianos apreciem e votem o Projeto de Lei n°18.501/2009, que, entre outras proposições, altera a Lei n°11.478/2009, que instituiu o Plano Oeste Sustentável.
O Plano Oeste Sustentável é uma solução conjunta encontrada por Governo e produtores. Ele veio como alternativa para atender a regularização do chamado passivo ambiental, uma grande ameaça à produção agrícola em um dos mais importantes pólos graneleiros do País, o cerrado baiano, que compreende nove municípios da região Oeste do estado.
Daniel Dantas é o novo “rei do gado”.
O jornal Brasil Econômico publica hoje em sua edição online, que o projeto bilionário de 500 mil cabeças do Opportunity, a Agropecuária Santa Bárbara tem área quase igual à do Distrito Federal e quer chegar a 1 milhão de bois até 2014.
Entre 2008 e 2009, a Agropecuária Santa Bárbara sofreu com invasões e depredações do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), acusações de aquisição ilegal de terras e lavagem de dinheiro e viu seu principal acionista ser preso por suposta tentativa de suborno a um delegado federal. Agora, a ASB começa a sair do casulo e mostrar seu projeto.
Não se trata de um plano qualquer. “Queremos fazer o maior negócio de boi a pasto do mundo”, diz o presidente Carlos Rodenburg, executivo do grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, que controla a agropecuária.
A empresa tem hoje 500 mil hectares de terras, principalmente no Pará. É quase a área do Distrito Federal (570 mil hectares) ou um quarto do estado de Sergipe (2,2 milhões).
Nos 240 mil hectares de pastagem – o restante é destinado às reservas florestais legais – o grupo tem hoje meio milhão de cabeças de gado, e a meta é dobrar esse número até 2014.
Cinco grandes fazendas estão no Pará, em terras contínuas, e uma em Mato Grosso. O custo do projeto é R$ 1,2 bilhão, do qual R$ 800 milhões já foram aplicados e o restante corresponde a compromissos assumidos, principalmente com os vendedores das terras.
O jornal só não conta quem são os sócios de Dantas no empreendimento.
Associados da AIBA estão desobrigados de recolher Funrural
Cerca de 1,2 mil agricultores, associados da AIBA, obtiveram esta semana “tutela antecipada” suspendendo a a contribuição do FUNRURAL. A decisão é do juiz federal de Barreiras, Igor Matos Araújo. De agora em diante as empresas cerealistas não poderão mais descontar dos agricultores beneficiados a contribuição social rural.
A tese que a Aiba defende em ações judiciais desde 1997 é que o artigo 25 da Lei 8.212/91, que determina o recolhimento da contribuição para o Funrural tendo como base a receita bruta gerada pela comercialização da produção de suas lavouras, foi criado (alterado) por lei ordinária, quando deveria ter sido criado por lei complementar, e, além disso, quebra a isonomia constitucional na medida em que os contribuintes rurais estão sujeitos a uma tributação maior do que os urbanos, para o mesmo fim, a seguridade social.
A par desta decisão do Supremo Tribunal Federal, o corpo jurídico da AIBA, capitaneado pelos advogados Wagner Pamplona e Felipe Córdova peticionou na Ação ajuizada em favor de seus produtores, para pleitear a antecipação de tutela visando a suspensão da exação do Funrural, ora concedida, e requerer julgamento antecipado da lide, o que está em vias de acontecer. E pelo teor da tutela antecipada concedida, se espera que a decisão venha pela procedência total do pedido, garantindo aos associados, além da suspensão da cobrança já ora conquistada, a repetição do indébito (devolução de tudo que foi pago) de toda Contribuição Social Rural paga nos últimos 10 anos, anteriores ao ajuizamento desta (2007), em favor dos mesmos associados.
O associado deve, portanto, procurar imediatamente a AIBA para obter declaração de que está incluído nesta ação judicial e albergado por esta decisão (a ser apresentada para as empresas adquirentes) e enfim, saber como se beneficiar da decisão supra, bem como se orientar com relação a documentação necessária para executar o indébito já pago nos anos alcançados pela demanda (desde 1997).
A Receita Federal estima em 2,8 bilhões de reais a arrecadação do Funrural em todo o País.
Americanos falam mal do etanol brasileiro
O Departamento de Estado americano faz quatro menções negativas à produção de cana-de-açúcar no Brasil em seu relatório anual sobre direitos humanos, o que tende a prejudicar os esforços da indústria de etanol para derrubar as barreiras tarifárias para exportar o produto aos EUA. A produção de cana aparece associada ao trabalho escravo, trabalho infantil e à repressão ao movimento sindical. São duas menções ao problema do trabalho escravo, uma de forma genérica e uma referência indireta, sem citar o nome, à Cosan. As produções de café e de algodão desapareceram do relatório. A informação é do jornal Valor Econômico.
Kátia Abreu: o que esperamos do próximo presidente?
A presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), apresentou ontem (9/3) os resultados do primeiro dos cinco seminários regionais “O que esperamos do próximo presidente? “Estes eventos têm por objetivo discutir e reunir as principais demandas do agronegócio brasileiro em cada região e consolidar em um documento as prioridades do setor rural. Os encontros acontecerão ainda no Tocantins, Goiás, Minas Gerais e Paraná. Após a realização das etapas regionais, haverá um encontro nacional, nos dias 24 e 25, em São Paulo, onde será feito uma versão final com as proposições do setor agropecuário, que será entregue aos candidatos à presidência da República e aos presidentes de partidos políticos.
Em entrevista coletiva com jornalistas baianos, Kátia Abreu ressaltou a importância de os produtores se posicionarem em relação ao que esperam. “Representamos um terço do PIB brasileiro, um terço dos empregos gerados e 40% de tudo que o país exporta”, disse a presidente da CNA, lembrando que foi o superávit de US$ 24 bilhões do agronegócio que possibilitou ao país conviver com a última crise financeira mundial sem maiores prejuízos. “O nosso segmento precisa ser priorizado nos planos de governo e o que geramos aqui são subsídios para que se estabeleçam as diretrizes nacionais”, afirmou.
Lula anuncia super safra.
O blog Amigos do Presidente Lula se pavoneia com o anúncio de uma safra recorde:
Depois de enfrentar uma quebra no ano passado, quando a colheita de grãos caiu para 134,3 milhões de toneladas, o Ministério da Agricultura disse que este ano o resultado superará o conquistado no ciclo 2007/2008, o maior da história até agora, com 144,1 milhões de toneladas.
As perguntas que não querem calar: quem financiou esta super safra? O Presidente está preocupado com a falta de infra-estrutura para depósito e escoamento dessa safra, como estradas e portos? O nosso Grande Timoneiro sabe que uma saca de milho é vendida por seis reais no Mato Grosso e que os programas de equalização de preço(PEP) apenas jogam a safra de milho de um lado para outro? A demonização, por parte do Governo, do grande agronegócio não contrasta com este anúncio de super safra?
China vai aumentar importação de grãos
A China, maior consumidor de grãos do mundo, irá manter os altos níveis de estoques para garantir a segurança alimentar no país e pra isso deve aumentar as importações de soja, disse Bao Kexin, presidente da Corporação de Reservas de Grãos da China.
“Manter de 150 milhões a 200 milhões de toneladas de grãos a mão é necessário”, por conta do balanço apertado entre estoques e demanda na China, além de aspectos logísticos e de infraestrtura atuais, disse Bao.
A China, nação mais populosa do mundo, consome cerca de 500 milhões de toneladas de grãos por ano, com o governo mantendo os estoques equivalentes a 40% da demanda para assegurar o abastecimento alimentar e controlar os preços, explicou Bao. O premier Wen Jiabao disse na semana passada que o governo vai procurar aumentar a produção de grãos, oleaginosas, algodão e açúcar, aumentando o preço mínimo dos grãos e continuado a estocar commodities agrícolas.
“O Premier Wen tem muitos anos de experiência no setor da agricultura, então tem um julgamento de que o mercado de grãos ficará muito apertado se os estoques caírem a menos de 150 milhões de toneladas”, explicou.
Segundo o presidente da Corporação de Reservas de Grãos da China, o governo comprou soja, milho, trigo e arroz para serem estocados em silos por todo o país para uso em casos de emergência e para prevenir mudanças excessivas de preços. O país possui as maiores reservas de grãos do mundo. Da Bloomberg, com tradução de Carla Mendes, para o site Notícias Agrícolas.
Brasil já é o 3º exportador de produtos agrícolas do mundo.
O Brasil ultrapassou o Canadá e se tornou o terceiro maior exportador de produtos agrícolas do mundo. Na última década, o País já havia deixado para trás Austrália e China. Hoje, apenas Estados Unidos e União Européia vendem mais alimentos no planeta que os agricultores e pecuaristas brasileiros. Dados da Organização Mundial de Comércio (OMC), divulgados este ano, apontam que o Brasil exportou US$ 61,4 bilhões em produtos agropecuários em 2008, comparado com US$ 54 bilhões do Canadá. Em 2007, os canadenses mantinham estreita vantagem, com vendas de US$ 48,7 bilhões, ante US$ 48,3 bilhões do Brasil. Informações da Agência Estado.
A forte pressão que a anunciada super safra brasileira vai manter sobre as exportações certamente consolidará essa posição.
Lula faz campanha em inauguração de Juazeiro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega nesta sexta a Juazeiro, a 500 km de Salvador, para a inauguração da primeira fase do Projeto Salitre, um perímetro de irrigação, obra iniciada em 1998, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Vai inaugurar, diante de produtores desanimados, pelos preços e volume das exportações de frutas, a primeira etapa do Projeto Salitre, obra de R$ 251,5 milhões que demorou 12 anos para ficar pronta, e ainda por cima leva com ele sua candidata à Presidência, a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, dentro de uma comitiva que inclui o governador Jaques Wagner, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima – ambos pré-candidatos ao governo baiano –, e o senador César Borges (PR).
Borges integra o grupo como convidado do Planalto, o que sinaliza para uma provável interferência do presidente Lula numa aliança entre o senador e o governador Jaques Wagner, que já vêm dialogando nesse sentido há vários meses. A presença do senador é um forte indicativo de que ele descartou, de uma vez por todas, a possibilidade de integrar a chapa DEM-PSDB no Estado. (Com informações do Jornal A Tarde).
A pergunta que não quer calar: se a primeira fase levou 12 anos para ficar pronta, a segunda fase, 5 vezes maior, levará 60 anos? Outra: precisa levar candidato a tiracolo para essa inauguração de factóide?
Uma saída técnica para o plantio direto no Oeste baiano
Júlio Lautert, agrônomo da Monsanto, aponta uma saída para as dificuldades que o plantio direto tem encontrado no Oeste baiano, principalmente na formação da palhada (mulch) através da dessecação de capim milheto ou até mesmo das ervas-daninhas, que são rápidamente mineralizadas e não deixam uma cobertura vegetal satisfatória:
– Estamos recomendando o plantio do milho com brachiaria rozisienses, seguido pela entrada da soja. No entanto, como poucos querem plantar milho, em função de preços deprimidos e mercado inconstante, recomendamos a pulverização, via aérea, da semente de braquiária quando a soja encontra-se em final de ciclo, tendo, então, no próximo plantio, um volume maior de cobertura vegetal para dessecar.
Lautert explica que no plantio de variedades transgênicas são grandes os cuidados da assistência técnica da Monsanto:
-No caso do milho resistente a lagartas, guardamos uma área de refúgio, para plantio de variedades convencionais, para evitar o surgimento de insetos resistentes dentro da área de plantio transgênico. E também criamos áreas de coexistência com plantios vizinhos e de amortecimento em relação às áreas de reserva ambiental.
Lautert explica que o plantio de soja transgênica, com boa cobertura vegetal, é fator limitante para a expansão do mofo branco, doença que não tem tratamento satisfatório com fungicidas:
– O fato das gotas de chuva não jogarem terra para as folhas, amortecidas pela palhada, deixa de criar o ambiente favorável à disseminação do fungo nos cultivos.
Programa de Conservação da Biodiversidade anuncia metas
Os planos futuros do “Programa de Conservação da Biodiversidade” foram apresentados, ontem, em Luís Eduardo, com exclusividade para este jornal. O Programa está sendo desenvolvido há um ano pelo Instituto Bioeste e Conservação Internacional, duas entidades do terceiro setor, com o patrocínio e participação técnica da Monsanto.
No primeiro ano, o Programa fez um diagnóstico ambiental em 13 propriedades rurais da Região, num total de 8,6 mil hectares. No entanto o investimento total é de US$ 13 milhões, cerca de 23,4 milhões de reais, num prazo de cinco anos, voltado principalmente para a conservação e implantação de práticas conservacionistas entre os habitantes da região, inserindo-a no Corredor de Biodiversidade Jalapão – Oeste da Bahia.
Paulo Gustavo Prado, diretor de Política Ambiental da Conservação Internacional, afirma que:
“O objetivo é desenvolver ações capazes de garantir sustentabilidade na paisagem de sub-bacias do rio Grande, desenvolvendo boas práticas produtivas, evitando o desmatamento ilegal e a extinção de espécies.”
Já Arryanne Gonçalves Amaral, coordenadora de Áreas Protegidas do Instituto Bioeste, fala dos objetivos:
“Visamos a formação de corredores ecológicos por meio do incentivo à adequação ambiental das propriedades. Também focamos em ações de treinamento e capacitação, tanto de produtores como de prestadores de serviços da Monsanto.
Crisliane Santos, coordenadora de planejamento e gestão ambiental do Bioeste, explica que:
“O engajamento dos proprietários rurais é fundamental para o sucesso do nosso projeto. Nosso objetivo é inserir a sustentabilidade dentro das propriedades e aliar o conhecimento técnico do Bioeste em prol da conservação e desenvolvimento sustentável da região”.
O Cerrado, bioma presente no Oeste baiano, está entre as 34 áreas identificadas pela Conservação Internacional como as mais ricas em fauna e flora e, ao mesmo tempo, as mais ameaçadas do mundo, já tendo perdido cerca de 75% de sua vegetação original.
Demanda de máquinas agrícolas aumenta.
A entrega de um novo trator em São Paulo pode levar até 120 dias, tal a demanda da pequena agricultura. Programas de financiamento do Governo Federal, com juros de 2% ao ano, ou do Governo Paulista, com juros nulos e longo financiamento, proporcionaram o aumento das vendas. Talvez com base nessa demanda (quem planta quer colher) a New Holland anunciou esta semana investimentos de até 1 bilhão de reais na expansão da montagem de colhedeiras.
Horita no Conselho de Desenvolvimento da Bahia

O produtor rural e presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Walter Horita, foi empossado terça-feira (23) pelo Governador Jaques Wagner no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia (Codes-BA). Horita será o representante da região Oeste do estado, um dos maiores pólos agrícolas do país. O Codes foi criado para ser um canal de diálogo entre os diversos setores da sociedade civil organizada e o Governo. Horita foi um dos 45 conselheiros empossados em cerimônia realizada no Hotel Pestana, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. Participaram da solenidade secretários de Estado e representantes classistas dos múltiplos setores econômicos e segmentos sociais da Bahia, desde a agricultura à indústria, passando pelas classes artística e acadêmica.
Relações de trabalho e meio ambiente no algodão
Depois de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás e Minas Gerais, será a vez do lançamento oficial na Bahia do Programa Socioambiental da Produção do Algodão – PSOAL, liderado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e abraçado por suas nove associadas, dentre elas, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), que foi o embrião do programa e hoje já conta com a adesão de 50 propriedades. O PSOAL tem como objetivo oferecer aos produtores brasileiros orientação para o cumprimento das legislações Trabalhista e Ambiental, fortalecendo o estabelecimento de relações justas e corretas nestes âmbitos em todas as propriedades produtoras de algodão do país.
Na Bahia, a solenidade de lançamento acontece amanhã (25), no Centro de Pesquisa e Tecnologia do Oeste da Bahia/ CPTO, no município de Luís Eduardo Magalhães, às 19h. O evento terá a participação do Secretário de Agricultura da Bahia, Roberto Muniz, dos presidentes da Abrapa e da Abapa, respectivamente, Haroldo da Cunha e João Carlos Jacobsen, da procuradora regional do Trabalho, Luana Duarte Vieira Leal, dentre outros, além dos cotonicultores da região.
Cotações da soja e falta de chuvas
As cotações da soja ontem oscilaram entre R$35,00 a saca, segundo o Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães e na faixa de R$32,00 a R$34,00 segundo a AIBA, o que demonstra que pouco a pouco o preço de venda da leguminosa se descola da emblemática cotação mínima de R$30,00, que se verificou há poucos dias.
O que preocupa agora é a falta de chuvas, que não tem boas perspectivas até o dia 24. Existem localidades do Oeste baiano onde não chove há mais de 22 dias. O período é crítico para as variedades de ciclo longo: floração e início do pegamento das vagens. A arquitetura das plantas, para as variedades mais tardias, também pode ser comprometida com a falta de umidade no solo. Esperamos as águas de março.
Estradas e portos comprometem escoamento da safra

A segunda maior safra de grãos no País (mais de 143 milhões de toneladas) deverá expor novamente as deficiências da infra-estrutura. No Porto de Itaqui, mal começada a safra, já se formam filas de caminhões de 20 kms, o mesmo acontecendo em Paranaguá, quando apenas 10% da safra está colhida. Em Mato Grosso, onde se espera colher 28 milhões de toneladas de soja – algo em torno de um milhão de cargas de caminhão – as estradas estão esburacadas, sem balança, sem condições ideais de trafegabilidade. No mesmo Estado, o frete do milho até os centros consumidores, já custa mais que o valor do produto na lavoura ou no armazém. É o Brasil velho sem porteira, onde só encontramos corrupção e desmazelo.
Racionalidade em fertilizantes poderá suprir 20% da demanda
Pesquisas realizadas pela Rede FertBrasil podem ajudar a suprir 20% da demanda nacional de fertilizantes, afirmou José Carlos Polidoro, um dos líderes da rede, coordenada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A FertBrasil é formada por mais de 200 pesquisadores de instituições de pesquisa, universidades e empresas privadas do setor.
O Brasil é o segundo maior produtor de grãos do mundo e o terceiro maior consumidor de fertilizantes. De acordo com Polidoro, a indústria nacional de fertilizantes estagnou na década de 90 e a demanda cresceu, a ponto do país importar mais de 90% do produto. “Hoje, consome-se 22,5 milhões de toneladas de fertilizantes, mas 92% é importado”, afirmou.
Estudos desenvolvidos pela rede de pesquisadores atuam em três frentes. A primeira objetiva ensinar os agricultores a aproveitar melhor os fertilizantes e os corretivos agrícolas para que, com a mesma quantidade, se produza mais.
A segunda frente visa a viabilizar fontes alternativas de nutrientes de resíduos agroindustriais (dejetos suínos e de aviários) ou resíduos minerais (fontes de potássio e fósforo de baixo teor não aproveitados pela indústria) para utilização na produção de fertilizantes.
“Se pegarmos 60% dos dejetos de suínos e 80% dos de aviários nos polos produtores [Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Goiás e Mato Grosso] e montarmos algumas fábricas que produzam fertilizantes agrominerais, temos potencial para atender até 20% da necessidade do país”, explicou Polidoro.
A terceira linha de trabalho é reduzir a perda dos nutrientes dos fertilizantes, agregando tecnologias que possam diminuir as perdas, utilizando a mesma quantidade.
O pesquisador disse que a Rede Fert Brasil é responsável pela parte da pesquisa do Plano Nacional de Fertilizantes, que deve ser concluído até o final de março e tem o objetivo de tornar o Brasil autossuficiente até 2020.
Ele afirmou que para aumentar a produção nacional é necessário ampliar a produção das jazidas já existentes, de onde se extraem fósforo e potássio, e explorar novas. “Foram contatadas indústrias produtoras e muitas já se manifestaram e estão montando novas fábricas no país.”
De acordo com a coordenadora de Assuntos Econômicos, da Confederação Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rosimeire Santos, cerca de 30% do custeio da safra é gasto com fertilizantes, um montante que varia entre R$ 18 bilhões e R$ 19 bilhões.
“É extremamente importante que seja criada uma política nacional [para a produção de fertilizantes]. Sabemos que não resolverá o problema a curto prazo, mas é estratégico para o país, já que abordará desde o marco regulatório de fertilizantes até questões tributárias que desonerarão a tributação para as empresas”, destacou Rosimeire. PorLisiane Wandscheer, repórter da Agência Brasil.
Uma nova aquisição de milho anunciada
O Governo Federal (MAPA/Conab) divulgou ontem (10) o aviso de Prêmio para o Escoamento de Milho em Grãos – PEP, nº 027/10, que vai ofertar para comercialização 150 mil toneladas de milho do Oeste da Bahia. É o segundo do ano a começar pela região, para o abastecimento do Nordeste do país, e vai contribuir para a diminuição dos altos estoques de passagem do cereal no cerrado baiano, cuja tendência é aumentar com a iminência de uma safra de 1,3 milhão de toneladas.
Com uma expectativa real de diminuição do estoque de passagem, estimado no início do ano em 450 mil toneladas, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia – Aiba espera uma reação do mercado físico em breve.
O PEP Milho começando pelo Oeste da Bahia era uma reivindicação antiga da Aiba, que defende que os leilões obedeçam ao calendário agrícola. Como o Oeste começa a colher em fevereiro, e a maioria dos estados produtores colhe em junho, com os leilões começando no início do ano, criam-se condições para que o milho baiano chegue antes ao Nordeste, tornando o estado mais competitivo. “O Governo está entendendo que a regionalização dos seus programas de apoio à comercialização surte mais efeitos, e contribui para diminuir os desequilíbrios regionais”, afirma o vice presidente da Aiba, Sérgio Pitt.
Serão ofertadas 150 mil toneladas do cereal em dois lotes. O lote 1 constará de 120 mil toneladas, com valores de prêmios de R$5,52 para o Nordeste, exceto Bahia, R$4,02 para Bahia e Norte de Minas Gerais, R$5,82 para o Espírito Santo e R$7,38 para a região Norte. Já no lote 2, serão 30 mil toneladas, com prêmios de R$ 4,02 para o Norte de Minas Gerais e de R$ 5,82 para o Espírito Santo.
CONAB anuncia super safra
A CONAB anuncia uma super safra de 144 milhões de toneladas, com 5,9% de aumento em relação ao ano passado. Só de soja devem ser 66 milhões de toneladas.Em 1993, colhíamos 80 milhões de toneladas e 30 milhões de soja. Um crescimento de 180% em 17 anos, com mais de 220% na soja. A ampliação das fronteiras agrícolas do Mato Grosso, Oeste da Bahia e do chamado MA-PI-TO são os responsáveis pelo crescimento, além dos ganhos de produtividade.
Suinocultura do Oeste baiano terá encontro em março
A Associação de Suinocultores do Oeste Baiano estará realizando, no dia 16 de março, no CTG Sinuelo das Gerais, com o apoio e co-participação de uma dezena de entidades ligadas ao agronegócio, o I Encontro Técnico de Suinocultura do Oeste Baiano. Este encontro técnico tem como objetivo reunir pesquisadores, profissionais das áreas de ciências agrárias, produtores, órgão de defesa agropecuária do estado, EMBRAPA e as demais entidades envolvidas na cadeia produtiva, visando discutir a implantação, em âmbito regional, do pólo suinicola para que se possa utilizar os grãos e subprodutos, gerando assim desenvolvimento econômico e comprometimento ambiental. É a seguinte a programação do Encontro:
Data: 16 de Março de 2010
Local: CTG Sinuelo dos Gerais – LEM
Recepção e Inscrição: 08:00 Hs
Abertura: 08:30
Primeira palestra: 09:00 hs
MERCADO DA CARNE SUINA
Palestrante: Dr. Rubens Valentini – Ex Presidente da ABCS
Coffee Break – 10:00 hs
Segunda palestra:10:15 hs
SISTEMAS DE CRIAÇÃO DE SUINOS
Palestrante: Dr. Osmar Dalla Costa – EMBRAPA SUINOS E AVES
Intervalo para almoço: 12:30
Terceira Palestra: 14:00 hs
TRATAMENTO DOS DEJETOS DE SUINOS EM BIODIGESTORES: GERAÇÃO DE BIOGÁS, BIOFERTILIZANTES E CREDITOS DE CARBONO.
Palestrante: Dr. Danilo Gusmão – UNEB / NEPPA
Quarta Palestra: 15:00 hs
LEGISLAÇÃO SANITÁRIA NACIONAL E ESTADUAL
Palestrante – ADAB
Coffee Break: 16:00 hs
Debate técnico: 16:15 hs
POLO SUINICOLA DO OESTE BAIANO
Intermediador: Dr. Marcelo P. Correia – ABS
Encerramento: 17:00 hs
REALIZAÇÃO:
Associação dos Suinocultores do Oeste da Bahia – SUINOESTE, Associação Brasileira de Criadores de Suínos – ABCS, Associação Baiana de Suinocultores – ABS, Prefeitura Municipal de Luis Eduardo Magalhães, Sindicato Rural de Luis Eduardo Magalhães, Agencia de Defesa Agropecuária da Bahia – ADAB, EMBRAPA Suínos e Aves, UNEB / EJEA
APOIO
SEBRAE, SENAR, AIBA, Fundação Bahia, Banco do Brasil, Banco do Nordeste
Soja aponta para o alto em Chicago
A soja teve alta significativa em Chicago, hoje, praticamente recuperando perdas recentes. Em Luís Eduardo Magalhães e outros municípios o preço oscilou entre R$35,40 e R$38,00 a saca de 60 quilos, conforme condição de venda (balcão e disponível). Com os negócios do Programa de Equalização de Preços da CONAB, o milho recupera preços no mercado regional, com preços entre R$14,70 e R$17,00 a saca. As chuvas, que caíram generalizadas na região, são alento à produtividade.
STF decide pelos produtores em relação ao FUNRURAL
Os produtores rurais do Oeste da Bahia já comemoram a consagração da tese que defendem há 11 anos, através da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), de que o recolhimento da contribuição para o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) tendo como base a receita bruta gerada pela comercialização da produção de suas lavouras é inconstitucional. Na última quarta-feira (3), o artigo 1º da lei 8.540/92 foi julgado inconstitucional em votação unânime no Plenário do Supremo Tribunal Federal, em um recurso interposto pelo frigorífico sul-matogrossense Mataboi S/A e uma subsidiária deste. O precedente valida todos os casos que estão em juízo e se estende a todos os que derem entrada a partir de então.
Inicialmente, por força de uma liminar, os associados da Aiba deixaram de recolher a contribuição por três anos. Suspensa a liminar, a disputa judicial continuou e, a partir de 2007, com base em uma nova ação da entidade, diversas empresas compradoras da produção passaram a efetuar o depósito em juízo, facilitando agora a devolução destes valores, estimados em mais de R$25 milhões.
A primeira ação da Aiba contra a cobrança do Funrural data do dia 9 de fevereiro de 1999, quando a entidade entrou com um Mandado de Segurança coletivo na Vara da Fazenda Pública da Comarca de Barreiras, com um pedido de liminar. As investidas mais recentes da entidade contra a tributação indevida ocorreram em janeiro e julho de 2007, respectivamente, uma ação coletiva pedindo a inexigibilidade do tributo e outra exigindo o direito de depósito judicial do valor equivalente ao Funrural.
Além da natureza incorreta da aprovação da Lei Ordinária, quando deveria ser Lei Complementar, o corpo jurídico da Aiba defende a tese de que a cobrança do Funrural quebra a isonomia constitucional. “Ou seja, os contribuintes rurais estão sujeitos a uma tributação maior do que os urbanos, para o mesmo fim, a seguridade social”, diz o assessor jurídico da Aiba, Rafael Peliciolli Nunes, do escritório de advocacia Felisberto Córdova Associados. Nunes explica que os primeiros contribuem sobre o resultado da atividade, ao passo que os últimos contribuem sobre a folha salarial.








