Liberação da venda de terras para estrangeiros poderá sair ainda este ano

Estrangeiros podem verticalizar produção agrícola brasileira.
Estrangeiros podem verticalizar produção agrícola brasileira.

O debate não é novo, mas poderá incendiar a grande mídia e as ferramentas sociais de comunicação em um futuro muito próximo: a venda de terras agrícolas para investidores estrangeiros está avançando. Michel Temer pediu um parecer do Ministério da Agricultura sobre o tema.

O deputado Newton Cardoso Jr. disse ao Estadão ter se reunido com integrantes da cúpula do governo para tratar do assunto. Segundo o parlamentar, a medida pode destravar investimentos na ordem de R$ 50 bilhões.

O colunista de O Globo, Lauro Jardim, afirma por seu turno, que Temer já tomou providências para evitar que os nacionalistas tentem evitar a edição da medida: vai obrigar os compradores a doarem 10% das áreas adquiridas para a reforma agrária.

A venda de terras para estrangeiros está proibida desde 2011, primeiro ano do Governo Dilma. O projeto de lei que está na Câmara será votado ainda este ano.

Para os grandes do agronegócio, que estão endividados com custos de produção crescentes e produtividades instáveis, a venda de terras produtivas pode ser a salvação da lavoura.

Força-tarefa da Codevasf visita perímetros irrigados na região de Barreiras

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Cerca de 15 funcionários da Companhia  de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) estão reunidos desde a segunda-feira (3/10), no município de Barreiras, que faz parte da área de atuação da 2ª Superintendência Regional da Companhia, sediada em Bom Jesus da Lapa, formando uma força-tarefa que está visitando os perímetros irrigados implantados e geridos pela Codevasf na região, com o objetivo de um contato direto com os irrigantes, tendo acesso aos seus anseios, dificuldades, potencialidades e também para discutir a transferência de gestão de alguns perímetros para os Distritos de Irrigação, esclarecendo ao máximo qualquer dúvida.

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“Essa é uma ação que nos dá a oportunidade de ouvir o pleito do irrigante, dos representantes dos distritos. Nós estamos indo a campo, conversando. Estamos com a ouvidoria aqui, dando a oportunidade para que eles se expressem. A ideia é aproximar a Codevasf, cada vez mais, do irrigante, no intuito de esclarecer que o Governo está deixando de ter alguma participação em determinadas despesas, mas não estará ausente. Pelo contrário. Estará presente de maneira diferente. Cada um fazendo seu papel. A receptividade dos produtores está muito positiva”, explica Luís Napoleão Neto, Diretor de Empreendimentos de Irrigação da Companhia.

A ação é comandada pela Área de Gestão de Empreendimentos de Irrigação e o Diretor de Empreendimentos de Irrigação, Luís Napoleão Neto, está presente, junto com representantes da área fundiária, meio ambiente, ouvidoria, todos da sede, além do Superintendente Regional, Harley Nascimento, e de funcionários da 2ª Superintendência Regional e do Escritório de Barreiras.

Na quarta-feira (5/10), foram visitados os perímetros de Riacho Grande e Nupeba. Na quinta-feira (6/10), foi a vez de os perímetros de Barreiras Norte e Barreiras Sul receberem a equipe. Estão sendo realizadas visitas aos lotes e reuniões nos Distritos de Irrigação. Este é um trabalho piloto da Área de Gestão de Empreendimentos de Irrigação. A ideia é que também seja realizado nos perímetros irrigados das áreas de atuação de outras superintendências.

“Durante essas visitas e reuniões, temos a possibilidade de discutir a transferência de gestão de alguns perímetros para os distritos. Estamos fazendo isso de uma maneira gradativa, muito responsável. Isso nos permitirá dar mais apoio a outros perímetros que estão precisando mais do que estes. É uma ação da Codevasf como um todo, e estamos fazendo aqui o que podemos chamar de uma força-tarefa, em que trouxemos gerências, todas as áreas relacionadas, da Sede, da Superintendência e do Escritório Regional”, complementa o diretor Luís Napoleão.

IBGE diz que safra de 2016 caiu 12,3% em relação a 2015

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As previsões da safra agrícola do país para este ano vem caindo mês após mês com redução tanto na produção de grãos como na área a ser colhida. A constatação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou ontem (6) novas previsões do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) relativas ao mês de setembro.

Segundo os dados divulgados, na nona estimativa de 2016 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, a produção total deverá fechar o ano em 183,9 milhões de toneladas, resultado 12,3% inferior à safra recorde obtida em 2015, que foi de 209,6 milhões de toneladas.

Os números indicam que, em termos absolutos, a produção será 25,7 milhões de toneladas menor do que a produção obtida na safra anterior. Em relação as estimativas de agosto feitas pelo instituto também significa queda de 1,2%, uma redução de 2,2 milhões de toneladas.

A área a ser colhida, segundo o IBGE, é de 57,1 milhões de hectares, resultado 0,7% menor que os 57,5 milhões de hectares relativos à safra 2015 e também 0,4% menor em relação às estimativas relativas a agosto, o que representa 236.580 hectares a menos.

A predominância dos produtos continua sendo de arroz, milho e soja, os três principais que, juntos, representam 92,6% da estimativa da produção e 87,9% da área a ser colhida. Se por um lado há crescimento de 2,8% nas estimativas de produção para na área de soja, haverá retração de 1,3% na área do milho e de 9,7% na área de arroz.

No que se refere à produção, as avaliações foram negativas em todas as três safras. A maior queda ocorrerá na produção de milho, que será 25,2% menor do que a do ano passado; seguida da safra de arros, menor 14,9%; e pela de soja – menor 1,3%, quando comparadas a 2015.

Regiões

Os números do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de setembro configuram mais uma vez as regiões Centro-Oeste e Sul como os grandes celeiro do país, chegando a responder juntos por 148 milhões de toneladas – o equivalente a 80,4% de toda a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2016.

No caso da região Centro-Oeste, a produção totalizará, segundo as previsões de setembro, 75,3 milhões de toneladas (40,9%) e da Sul, 72,7 milhões de toneladas (39,5%). Na região Sudeste serão produzidas 19,6 milhões de toneladas (10,7% do total); no Nordeste, 9,8 milhões de toneladas (5,3%); e na região Norte, 6,5 milhões de toneladas.

Comparativamente à safra passada, houve redução de 2,1% na região Sudeste, de 14,9% na região Norte, de 40,1% na região Nordeste, de 16,1% na região Centro-Oeste e de 4,1% na região Sul. Nessa avaliação, o Mato Grosso liderou como maior produtor de grãos, com uma participação de 24,1%, seguido pelo Paraná (19,2%) e Rio Grande do Sul (17,1%), que, somados, representaram 60,4% do total nacional previsto.

Abapa e AIBA trocam presidentes e diretores entre as duas entidades

Na última segunda-feira, 26, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) elegeu a nova diretoria para o biênio 2017/2018, que terá o produtor e atual presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Cézar Busato, como presidente.

A eleição se deu por aclamação, durante a Assembleia Geral Extraordinária. Na ocasião também foram apresentados e aprovados, por unanimidade, os demais membros dos conselhos diretor e fiscal que atuarão de 01 de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2018.

Na mesma data, o atual presidente da Abapa, Celestino Zanella, foi eleito a presidente Aiba, para o biênio 2017/2018.

Conheça a nova diretoria da Abapa – Biênio 2017/2018:

CONSELHO DIRETOR

Júlio Cézar Busato –  Presidente 

Luiz Carlos Bergamaschi – 1º Vice-Presidente

Paulo Massayoshi Mizote – 2º Vice-Presidente

Isabel da Cunha – 1ª Secretária

Paulo Almeida Schmidt –  2º Secretário

Alessandra Zanotto Costa – 1ª Tesoureira

Marcelo Leomar Kappes – 2º Tesoureiro

CONSELHO FISCAL

Celito Eduardo Breda –  1º Titular

Douglas Alexsandre Radoll – 2º Titular

João Carlos Jacobsen Rodrigues Filho –  3º Titular

Denilson Roberti – 1º Suplente

Anderson José Pletsch – 2º Suplente

Kleber Sosnoski  – 3º Suplente.

Zanella preside a AIBA

A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) iniciará o ano de 2017 sob nova direção. Os nomes do futuro presidente, dos vices e de seus diretores, para o biênio 2017/2018, foram conhecidos, nesta segunda-feira (26), em Assembleia Geral Extraordinária. Celestino Zanella, deixará a presidência da Abapa, em 31 de dezembro de 2016, e assumirá o comando da Aiba a partir de 1 de janeiro de 2017.

A eleição se deu por aclamação, já que não havia outra chapa concorrendo. Na ocasião também foram apresentados e aprovados, por unanimidade, os demais membros dos conselhos diretor e fiscal que atuarão de 01 de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2018.

Conheça a chapa eleita:

Diretoria Administrativa

Presidente: Celestino Zanella

1º vice-presidente: Luiz Antônio Pradella

2º vice-presidente: David Marcelino Almeida Schmidt

Diretor administrativo: Valter Gatto

Vice-diretor administrativo: Felipe Francisco Faccioni

Diretor financeiro: Marcelino Flores de Oliveira

Vice-diretor financeiro: Jarbas Bergamaschi

Conselho Fiscal

Titulares: Fabrício Rosso Pacheco

Ricardo Ferrigno Teixeira

Hélio Hoppe

Suplentes: Martin Dowich

Eduardo de Camargo Faccioni

Romeu César Carvalho

Municípios do Nordeste, campeões na produção agrícola, querem repetir safra de 2015

A análise do IBGE refere-se a 2015. No entanto, principalmente nas lavouras de grãos e fibras, uma boa estação de chuvas pode repetir, em 2017, a safra do ano passado

Áreas irrigadas em Luís Eduardo Magalhães.
Áreas irrigadas em Luís Eduardo Magalhães.

Os municípios campeões em produção agrícola individual no Brasil e em produção de frutas ficam no Nordeste. Em 2015, o líder foi São Desidério, na Bahia, que teve crescimento de 23,3% e respondeu por 1,1% do valor da produção nacional, com R$ 2,8 bilhões. O algodão é o principal item, responsável por 52,9% do valor produzido. Em seguida, vem a soja, com 39,6% – o município é o quarto maior produtor do grão no país.

Segundo a pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM) – Culturas temporárias e permanentes, divulgada nesta sexta (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na região do oeste da Bahia, outros municípios têm destaque na produção: Formosa do Rio Preto, oitavo no rankingnacional, Barreiras (17º), Luís Eduardo Magalhães (20º), Correntina (26º) e Riachão das Neves (42º).

Em segundo lugar em valor de produção ficou Sorriso, em Mato Grosso, que tem como principais produtos a soja e o milho. Sorriso é responsável por 0,9% da produção agrícola nacional, com R$ 2,5 bilhões. O município é o primeiro em área plantada, com mais de 1 milhão de hectares.

Comparativo entre estados

No ranking estadual, São Paulo segue na liderança. Com 14,9% da produção nacional, o estado teve aumento de 0,1 ponto percentual na comparação com 2014. Mato Grosso cresceu 0,4 ponto percentual e vem em segundo, com 13,9%. O terceiro maior produtor agrícola do país é o Paraná, com 12,7%. Amapá, Roraima e Acre são os que registram menor produção, com 0,1%, 0,2% e 0,2% respectivamente.

Petrolina – PE – na ponta da fruticultura

Na fruticultura, a campeã é Petrolina, em Pernambuco. Com 2,8% da produção nacional e valor de R$ 749,6 milhões, o valor da produção aumentou 18% em 2015, e o município é o 28º no ranking nacional. De acordo com o IBGE, grande parte da produção da cidade é destinada à exportação.

Em segundo no ranking de produtoras de frutas está Floresta do Araguaia, no Pará, com 1,4% da produção, e São Joaquim, em Santa Catarina, com 1%.

O IBGE inclui na pesquisa a produção de 22 tipos de frutas, sendo três de lavoura temporária: abacaxi, melancia e melão. No total, a produção frutífera chegou a R$ 26,5 bilhões, com aumento de 3,4% em relação a 2014. A banana é o principal produto frutífero, correspondendo a 21,9% do total nacional. Em seguida, vêm a laranja (21,3%), a uva (8,8%) e o abacaxi (8,4%).

São Paulo é o estado líder, com 24,9% das frutas produzidas no país e valor de R$6,6 bilhões, sendo 55,5% de laranja. A Bahia vem em segundo, com 11,9% da produção, avaliada em R$3,2 bilhões, com predominância de banana, mamão e coco-da-baía.

Depois, vêm o Rio Grande do Sul e Minas Gerais, com 9% da produção, cada um, e valor de R$2,4 bilhões. O Rio Grande do Sul produz, principalmente, uva (33,3%), maçã (23,2%) e laranja (8,4%) e Minas Gerais, banana (35,1%), laranja (18,3%) e abacaxi (13,6%).

Exportação de uva deve crescer 25% em projeto da Codevasf no semiárido baiano

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A exportação de uva produzida no projeto público de irrigação Maniçoba, gerido pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em Juazeiro (BA), deve chegar a 12 mil toneladas este ano – um aumento de cerca 25%, em relação ao ano passado. A expectativa é dos próprios produtores. O cultivo da fruta no projeto é todo voltado para o mercado externo. No ano passado, a produção foi de aproximadamente 9 mil toneladas nos lotes empresariais e familiares, atingindo um valor bruto de cerca de R$ 20 milhões.
 
“Para este ano, temos perspectiva de um aumento de cerca de 15% na produtividade do projeto”, ressalta Valter Matias de Alencar, gerente-executivo do Distrito de Irrigação de Maniçoba (DIM). Segundo ele, além do clima favorável, um outro fator que está propiciando o aumento é a produção em áreas novas que este ano atingiram produtividade plena. “A expectativa dos empresários do projeto é que a produtividade seja de 30 a 35 toneladas por hectare”, afirma Alencar.
 
A uva cultivada no projeto público de irrigação Maniçoba é direcionada para exportação. “Uma boa parte vai para o mercado norte-americano e para a Europa. Tem também uma pequena janela de exportação para o Japão. Mas a maior parte vai mesmo é para a Europa”, explica Alencar. A fruta produzida na região tem um sabor intenso e que é muito apreciado pelos europeus. Por isso, o foco para as vendas são países como Inglaterra, Alemanha e Holanda.
 
O projeto público de irrigação Maniçoba fica localizado na rodovia BA 210, a 35 km do centro de Juazeiro, Bahia – onde está sediada a 6ª Superintendência Regional da Codevasf. O projeto foi implantado pela Companhia na década de 1980. Nele, vivem e trabalham mais de 600 famílias, instaladas em 238 lotes familiares e 80 empresariais. Entre as principais culturas, além da uva, estão a manga e a cana-de-açúcar. Em 2015, o valor bruto de produção foi de R$ 129 milhões.
 
Comércio em alta
 
O Vale do São Francisco foi o principal responsável pelas exportações de uva no Brasil no ano passado, contribuindo com aproximadamente 99,87% do volume (34,3 mil toneladas) e 99,78% do valor bruto de produção total (U$ 72,1 milhões). Os estados de Pernambuco e Bahia são os principais exportadores, com 26,6 mil toneladas e U$ 55,5 milhões, e 7,6 mil toneladas e U$16,5 milhões, respectivamente.
 
O valor vem aumentando gradativamente ao longo dos anos, conforme informações da Associação de Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport), embora tenha sido observada uma queda nas exportações de uva nos anos de 2009 e de 2014. No entanto, em 2015 o volume voltou a crescer, indicando uma nova tendência de aumento. 
 
Segundo dados divulgados pela Valexport, nos próximos três meses a previsão é que 20 mil toneladas de uva sejam comercializadas para o exterior. A expectativa é que a exportação da fruta movimente U$ 72 milhões. Só para os Estados Unidos, por exemplo, espera-se um crescimento de 10% nas exportações. 
 
Destaque entre as culturas
 
Cerca de 251 mil toneladas de uva foram produzidas, em 2015, nos projetos públicos de irrigação geridos pela Codevasf em Pernambuco, Bahia e Minas Gerais, representando um valor bruto de produção de R$ 895 milhões. O desempenho coloca a viticultura como a atividade que mais se destaca nessas áreas devido ao rendimento elevado e à qualidade dos frutos produzidos. 
 
Segundo dados da Área de Gestão de Empreendimentos da Irrigação da Codevasf, nos projetos públicos de irrigação mantidos pela empresa o resultado positivo pode ser observado pela evolução dos números em relação ao ano de 2014: a produção aumentou em 20%; o valor bruto de produção cresceu aproximadamente 42% e a área cultivada também foi ampliada em 8%, passando de 5,6 mil hectares em 2014 para 6,1 mil hectares em 2015.
 
“Além disso, o rendimento médio da cultura da uva nos projetos públicos de irrigação passou de 42,53 toneladas por hectare, em 2014, para 42,84 toneladas por hectare em 2015. Esse aumento na produtividade provavelmente pode ser atribuído ao melhor manejo e tecnologia adotados pelos produtores da região”, explica Andréa Rachel Sousa, gerente de Apoio à Produção da Codevasf. 
 
A viticultura nos projetos públicos de irrigação da Codevasf é explorada por pequenos, médios e grandes produtores. O custo variável médio de produção fica em torno de R$ 48 mil por hectares, com rendimento bruto em torno de R$ 140 mil por hectare. Embora a margem seja alta, o principal custo ainda está na implantação do pomar no primeiro ano de cultivo, que fica em torno de R$ 120 mil por hectare. 
 

Existem mais de oito variedades de uva exploradas no Vale do São Francisco, sendo que algumas estão voltadas para o mercado externo. A variedade Itália (Bicane x Moscatel de Hamburgo) ainda é a mais cultivada, e por isso sujeita a oscilações de mercado. No entanto, outras variedades são produzidas: dentre as uvas com semente estão a Benitaka e a Red Globe, e entre as sem semente estão Crimson, Thompson e Festival.

Agricultor norte-americano colhe 192 sacas/ha, recorde mundial de soja

Randy Dowdy (camisa azul-escura) na avaliacao da produtividade de sua fazenda
Randy Dowdy (camisa azul-escura) na avaliação da produtividade de sua fazenda

O agricultor norte-americano Randy Dowdy entra para a história ao atingir o excepcional resultado de 192,23 sacas de 60 kg de soja por hectare, batendo o recorde mundial de produtividade da oleaginosa. O resultado foi obtido durante o Concurso de Produção de Soja do Estado da Geórgia.

A área de produção foi preparada com fertilizantes da Brandt, líder mundial em vendas e produção de especialidades agrícolas. A Brandt está presente no Brasil há um ano, a partir da aquisição da Target Fertilizantes, de Londrina (PR).

“Compartilhamos com a produção mundial de alimentos a satisfação de contribuir para esse espetacular resultado de produtividade com nossas linhas de fertilizantes foliares Smart Quatro e Manni-Plex, além do potencializador biológico de rendimento N-Boost. A Brandt também coloca essa tecnologia inovadora à disposição dos agricultores brasileiros”, ressalta Wladimir Chaga, presidente da Brandt do Brasil.

O resultado do produtor norte-americano é quase quatro vezes superior à média da produção de soja norte-americana e brasileira. “Trata-se de um resultado realmente excepcional, somente obtido com o uso de tecnologias inovadoras, que impactam diretamente no aumento da produtividade da agricultura”, complementa Wladimir Chaga.

Chaga destaca que a Brandt do Brasil está trazendo esses insumos de alta qualidade para o país. “São produtos desenvolvidos por uma das maiores indústrias de fertilizantes do mundo. A Brandt escolheu o Brasil para fazer o seu primeiro investimento fora dos Estados Unidos.

Novos produtos estão chegando, a presença da empresa cresce cada vez mais no mercado nacional e, em muito pouco tempo, também chegará aos países vizinhos a partir do Brasil”, explica o presidente da Brandt do Brasil. “Viemos para ficar e ajudar os agricultores a obterem resultados igualmente espetaculares”.

Senado aprova projeto-de-lei para renegociação de dívidas de agricultores

As dívidas contraídas por agricultores das regiões abrangidas pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e pela Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) poderão ser quitadas ou renegociadas com descontos até 29 de dezembro de 2017.

As novas regras, previstas em projeto de lei de conversão da Medida Provisória (MP) 733/2016, foram aprovadas nesta terça-feira (20) pelo Senado e encaminhadas para sanção presidencial.

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Engrossando o apelo a Temer para que sancione sem vetos o projeto de conversão, Roberto Muniz (PP-BA) sugeriu que os bancos públicos façam uma espécie de mutirão para renegociar as dívidas dos agricultores rapidamente.

Muniz lembrou que os agricultores precisam começar a trabalhar a terra já em outubro, para se beneficiar das chuvas de fevereiro e março. O parlamentar também criticou a necessidade da certidão negativa de débitos para renegociar as dívidas dos produtores rurais, pois, a seu ver, essa é uma exigência descabida.

Yara assina contrato para compra de unidade da Adubos Sudoeste em Catalão (GO)

Lair Hanzen - foto da Revista Amanhã
Lair Hanzen – foto da Revista Amanhã

Porto Alegre, 25 de agosto – Em mais um passo para expandir sua participação no Centro-Oeste, a Yara International anuncia a assinatura de um acordo para a aquisição da unidade da Adubos Sudoeste, em Catalão (GO). O investimento está em linha com a estratégia da empresa de seguir acompanhando o avanço do mercado agrícola goiano que, nos últimos anos, cresceu acima da média nacional. Apesar de parte da produção poder ser destinada a agricultores de Tocantins, o foco desta unidade serão produtores, principalmente das culturas de soja, milho, feijão, tomate, batata, cebola e alho, do estado de Goiás.

Segundo o VP Sênior da Yara International e presidente da Yara Brasil, Lair Hanzen, Goiás responde por grande parte da produção das principais culturas de exportação brasileiras, como soja e milho, e é um estado fundamental para os planos da companhia no País. “Investir em distribuição de fertilizantes no mercado goiano é estratégico para a Yara e reforça com o nosso compromisso de assegurar as melhores soluções aos produtores rurais de todo o Brasil. Além disso, também mantemos nossos esforços para aumentar a produção de fertilizantes, com o intuito de reduzir a dependência brasileira de importação de matérias-primas”, afirma Hanzen.

Atualmente, a unidade possui capacidade total de 300 mil toneladas por ano. A transação proposta está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Após a aprovação do órgão, ocorrerá o processo de adequação da unidade aos padrões da Yara. Este aporte evidencia o comprometimento da empresa com o agronegócio brasileiro. Nos últimos anos, a Yara investiu aproximadamente US$ 1,5 bilhão no País, com a aquisição da Bunge Fertilizantes (2013), a joint venture com a Galvani (2014), a construção e revitalização das unidades industriais de mistura mais modernas do Brasil, em Sumaré (SP) e Porto Alegre (RS), além do anúncio do grande investimento em seu complexo industrial de Rio Grande, no início deste ano.

Este aporte evidencia o comprometimento da empresa com o agronegócio brasileiro. Nos últimos anos, a Yara investiu aproximadamente US$ 1,5 bilhão no País, com a aquisição da Bunge Fertilizantes (2013), a joint venture com a Galvani (2014), a construção e revitalização das unidades industriais de mistura mais modernas do Brasil, em Sumaré (SP) e Porto Alegre (RS), além do anúncio do grande investimento em seu complexo industrial de Rio Grande, no início deste ano.

 

Euroeste vai produzir 100 mil suínos por ano na Barra

Leão com os empresários portugueses e o governador Rui Costa
Leão com os empresários portugueses e o governador Rui Costa

A empresa Euroeste, de capital português, que adquiriu a fazenda Saudável, na Barra, com quatro mil hectares, pretende produzir e abater, em 3 anos, 100.000 suínos, com insumos originários das suas próprias lavouras de milho e com o farelo de soja do Oeste.

João Leão, vice-governador da Bahia e grande incentivador da instalação do Projeto, recordou a visita de Pedro Garcia de Matos, diretor da Euroeste,  à Bahia, “onde se deu a concretização do investimento na aquisição da Fazenda Saudável”, referindo que “o investimento agroindustrial da Euroeste na Bahia está em pleno desenvolvimento” e mostrando-se “entusiasmado” porque “o projeto está a avançar de forma célere”.

Para o vice-governador da Bahia, a produção anual de 100.000 suínos prevista na primeira fase do projeto da Fazenda Saudável irá aumentar a competitividade da carne produzida na Bahia: “Esta carne será altamente competitiva na Europa, uma vez que os suínos criados na Europa são alimentados com rações oriundas do oeste da Bahia. Produzindo aqui, mantém-se a qualidade e diminuem-se os custos de produção.”

Pedro Garcia de Matos explica a criação de economias de escala: “Em Portugal não tenho terra suficiente para produzir milho para rações que permitam alimentar todos os animais que o grupo cria. No Brasil posso cultivar milho suficiente para produzir rações para alimentar porcos em Portugal. E, dessa forma, fico autossuficiente, sem estar dependente da especulação sobre os preços das matérias-primas”.

A Euroeste tem também um projeto de 110 mil hectares, a maior parte irrigados, em Angola, onde produz, além de milho para os suínos, batata, cenoura e tomate, com manipulação desses legumes através de indústria própria.

Veja aqui detalhes do projeto da Euroeste na Barra. Clique no link.

Feijão de Minas Gerais não sustenta baixa das cotações


As colheitas na região deverão estender até meados de setembro e outubro.Segundo informações apontadas pelo comprador de feijão Dácio Augusto de Andrade, cerca de 60% do feijão terceira safra estimado para a região do Alto Paranaíba, em Minas Gerais, que abrange municípios ao redor de Patos de Minas, já foi colhido.

Conforme o comerciante, a maior parte das lavouras, que nessa época do são cultivadas em pivôs de irrigação, está em ótimas condições. “O mercado pode esperar um feijão de peneira alta, branquinho e com poucos defeitos”, salienta.

De acordo com ele, foram poucos os produtores da região que sofreram os danos da mosca branca já que, geralmente, essa praga costuma atacar as lavouras em época de calor e umidade. “O frio acaba repelindo a mosca branca”, observa.

O comprador estima que as colheitas na região deverão estender até meados de setembro e outubro. “No início dessa semana, a saca de 60 quilos, saiu a R$ 330 reais nas lavouras daqui da região. Hoje [18/08], já subiu, e teve produtor vendendo a R$ 390. Acredito que o mercado deverá continuar oscilando entre R$ 300 e R$ 400 até o final do ano, uma vez que a safra da Bahia, uma das principais safras para o mercado brasileiro nessa época do ano, teve quebra”, analisa.

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), todo o estado de Minas Gerais, maior produtor de feijão terceira safra, deverá produzir cerca de 178 mil toneladas de feijão, sendo praticamente 100% carioca. O montante é 6,6% menor que a safra passada, quando foram injetados no mercado 190,5 mil toneladas de feijão mineiro. Os dados foram divulgados no 11º Levantamento de Grãos, no início de agosto. Por Jaqueline Barbosa, do Bolsinha Informativo.

Em Barreiras e Região Oeste, o feijão carioca de melhor qualidade está com cotações estacionadas em R$400,00 a saca de 60 k. Ao que parece, teremos preços sustentados até a próxima safra de verão, que tem seu auge a partir de abril.

Índice de Confiança do agropecuarista dá um salto positivo no 2º trimestre

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Elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Confiança do Agronegócio apresentou a maior variação positiva da série histórica, de 19,4 pontos, atingindo 102,1 pontos.

Esse resultado interrompe oito trimestres consecutivos de pessímismo.

Produtor Rural Pessoa Jurídica X PIS/PASEP e COFINS

Por Elizângela de Medeiros Voss e Fabiane Cousen Blank

A economia brasileira passa por um período delicado e os impactos dessa fase nas empresas rurais podem ser determinantes. Dessa forma, toda e qualquer estratégia adotada pelo produtor rural, com o objetivo de minimizar os possíveis prejuízos no andamento dos negócios, são bem-vindas.

Um dos fatores que influenciam nesse cenário é a alta carga tributária brasileira, uma das maiores do mundo. Baseada nisso, a Safras & Cifras tem desenvolvido ao longo dos 26 anos que atua no agronegócio brasileiro soluções que possibilitam aos clientes lidar de forma mais segura e legal com essa tributação. A implantação de uma estruturação tributária, que minimize legalmente gastos com tributos, tem se mostrado como uma alternativa eficiente nesses casos.

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Kátia Abreu encontra resistência para voltar a presidir a CNA

A então ministra Kátia Abreu, em Luís Eduardo Magalhães, lança o território do Matopiba como região prioritária para investimentos no agronegócio.
A então ministra Kátia Abreu, em Luís Eduardo Magalhães, em 2015, lança o território do Matopiba como região prioritária para investimentos no agronegócio.

A ex-ministra da Agricultura, Kátia Abreu, está enfrentando forte resistência do agronegócio para voltar à presidência da Confederação Nacional da Agricultura. Ela foi liberada pela Comissão de Ética da Presidência da República para reassumir o cargo que deixou quando assumiu o Ministério da Agricultura.

João Martins, vice-presidente que assumiu na época, lidera a resistência. Ele é o presidente da Federação Baiana de Agricultura e trabalha a política de resistência junto às outras federações. Só os agricultores do Tocantins, estado natal da Senadora, continuam a apoiá-la.

A franca e desassombrada defesa de Dilma Rousseff pela Senadora é o principal motivo do movimento que pretende vetar sua volta à CNA.

Humberto representa Oeste da Bahia no Global Agribusiness Forum

Prefeito Humberto Santa Cruz representa Oeste da Bahia no Global Agribusiness Forum
Nos dias 4 e 5 de julho, o prefeito Humberto Santa Cruz e a secretária de Trabalho e Assistência Social do município de Luís Eduardo Magalhães, Maira de Andrada Santa Cruz, participaram em São Paulo do Global Agribusiness Forum – GAF16, evento que reuniu na capital paulista os maiores expoentes do agronegócio mundial. O evento, aberto oficialmente pelo presidente em exercício Michel Temer, também contou com a presença dos ministros Blairo Maggi (Agricultura), José Serra (Relações Exteriores), Fernando Bezerra Filho (Minas e Energia), dentre outros.
 
Para Humberto Santa Cruz, o lema do evento, Agricultura do Futuro: fazer mais com menos, não poderia ser mais oportuno. “Essa sempre foi a máxima dos agricultores do Oeste, e, nos tempos difíceis que enfrentamos, deve ser acolhida por todos, desde as famílias até os empresários”, afirma o prefeito. “Este evento impressiona pela excelência. Desde os palestrantes, até o público presente. Tudo absolutamente impecável e grandioso. Aqui está reunida a inteligência do agro mundial e muitos dos rumos do setor estão sendo definidos nesses dois dias”, diz o prefeito.
 
Oeste em evidência

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ABAPA declara guerra ao Bicudo em evento técnico

Presidente da Abapa, Celestino Zanella, com os palestrantes Alexandre Schenkel (esquerda) e Márcio de Souza (direita)
Presidente da Abapa, Celestino Zanella, com os palestrantes Alexandre Schenkel (esquerda) e Márcio de Souza (direita)

Na noite do dia 1º de julho, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) reuniu produtores e convidados, para as palestras de abertura do maior evento técnico da cotonicultura do estado da Bahia, o Dia de Campo do Algodão, que neste ano, tratou sobre ‘Boas práticas de manejo nas lavouras’, com ênfase no combate do bicudo-do-algodoeiro. O evento aconteceu no Quatro Estações Espaço e Eventos, em Luís Eduardo Magalhães.

O presidente da Abapa, Celestino Zanella, ressaltou com otimismo o momento de desafio em que vivem os cotonicultores. “Nós produtores de algodão somos otimistas por natureza, somos adaptáveis, somos jogadores, somos perseverantes, e acreditamos no que fazemos. Se colocarmos em prática o que temos aprendido, poderemos diminuir custos e aumentar a produtividade. Produzir bem com baixo custo, é um desafio. Se aprendermos essa lição, vamos sobreviver. Acredito que, dentro de pouco tempo, o preço do algodão vai melhorar, poderemos diminuir os custos e assim vamos tornar o nosso negócio lucrativo, novamente. O algodão faz parte da nossa cadeia produtiva e tenho certeza que vamos vencer os desafios”, disse Zanella.

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Preço do feijão Carioquinha começa a cair no atacado.

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O preço da saca de 60 kg do feijão Carioca de melhor qualidade, que valia R$565,00 na sexta-feira caiu R$40,00 nesta segunda, para R$525,00. A entrada da terceira safra em Minas, Goiás e Paraná aumentou a oferta na Bolsinha em São Paulo, ocasionando a pressão negativa nos preços. Cerca de 53% do feijão colhido no País é da variedade Carioca.

O feijão preto, que teve altas na onda da carência do Carioca no mercado, pode ser encontrado no interior do Rio Grande do Sul, na região produtora de Sobradinho,  por menos de R$200,00.

Fretes caros e impostos estaduais têm mantido os preços em alta. Mas a chegada das colheitas sob irrigação em todo o Centro Oeste e Minas Gerais deve normalizar os preços.

O feijão de irrigação é colhido até o início das chuvas mais fortes, em novembro. A luminosidade e o calor do verão encurtam o ciclo da cultura, o que proporciona colheitas de sequeiro em março, depois de plantadas no início de janeiro.

Dólar recua mas mercado interno mantém preços dos produtos agrícolas

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O dólar fechou em queda pelo terceiro dia seguido e se aproximou de 3,20 reais nesta quinta-feira, marcando em junho o maior recuo mensal em 13 anos devido à ausência do Banco Central do mercado de câmbio e ao otimismo cauteloso dos investidores em relação ao Brasil.

O dólar recuou 0,73 por cento, a 3,2133 reais na venda, menor nível de fechamento desde 21 de julho de 2015 (3,1732 reais).

A moeda norte-americana acumulou queda de 11,05 por cento no mês, maior recuo mensal desde abril de 2003. No segundo trimestre, despencou 10,65 por cento, maior baixa trimestral desde o segundo trimestre de 2009 (-15,35 por cento), acumulando no semestre perda de 18,61 por cento.

Produtos agrícolas

No Oeste baiano, as commodities agrícolas ligadas à exportação mantém, no entanto, os preços. A soja balcão é negociada a 75 reais, enquanto o milho é comercializado a 48 reais e a pluma de algodão a 85 reais a arroba.

O mercado interno continua praticando preços bem acima da paridade de exportação dada a condição interna, reflexo de uma quebra da safra (em função das adversidades climáticas) e de um volume recorde das exportações brasileiras.

Em Chicago, o vencimento de julho alcançou US$11,75 o bushel de  27,21 kg.

Soja com a proa apontando para cima

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As cotações da soja amanheceram aos pulos em Chicago, alcançando quase 12 dólares o bushel para os vencimentos de julho, depois de leves baixas na sexta-feira. Firmam-se assim os preços internos próximos aos R$80,00 no Oeste baiano e R$100,00 nos portos.

O movimento de hedge ou “travamento” com preços altos e a perspectiva de boas chuvas neste verão certamente provocarão uma corrida pelo cultivo de soja, inclusive com o aproveitamento de áreas não aproveitadas nesta safra 2015/2016.

Chuvas serão irregulares no início, mas firmes na época certa

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Afirmações do meteorologista Marco Antônio dos Santos:

A próxima primavera brasileira, de acordo com o que indicam os mapas climáticos, deverá já ser sob a influência do fenômeno “La Niña”, o que poderá, portanto, fazer com que as chuvas cheguem atrasadas nas regiões centrais do Brasil e no Matopiba

Na safra 2016/17, os produtores do bioma Cerrado não devem esperar plantar cedo neste ano. Podem ocorrer chuvas localizadas e irregulares em setembro/outubro, mas as chances de perder essas plantas são grandes”, alerta Santos. Porém, ressalta que, mesmo que o regime de chuvas demore a chegar, “quando ele chegar será constante”, ao se desenvolver sobre a atuação de um La Niña. 

As previsões são boas para os produtores nordestinos. A soja, principal cultivo, precisa de chuvas nas fases de floração, fixação do canivete, na estruturação da vagem e enchimento do grãos, o que deve ocorrer em janeiro, se o plantio, como o previsto, for dentro do prazo, de 15 de novembro a 15 de dezembro.

Ontem, na Bahia Farm Show, produtores mostravam toda a sua confiança: se tivermos um ano bom de chuvas, como se está anunciando, todas esquecerão essa crise.

Com as altas de ontem, a cotação da soja quase alcançou a barreira emblemática do R$80,00 no Oeste, sendo comercializada a R$78,00. Previsões de pouca chuva nos Estados Unidos e forte demanda de grãos e farelo foram determinantes. Nos portos, a soja já é comercializada a R$90,00.

 

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Agricultores da Bahia debatem prorrogação de dívidas

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Nesta terça-feira (17), o deputado estadual Eduardo Salles esteve em reunião com o presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), João Martins, com os vices-presidentes da FAEB (Federação da Agricultura do Estado da Bahia), Guilherme Moura e Humberto Miranda, e o chefe jurídico, Carlos Bahia, para debater ações imediatas em defesa da agropecuária baiana.

Foram diuscutidos dois assuntos considerados pelo deputado como “muito importantes à agropecuária baiana”. O primeiro é a questão da grave seca que assola o estado e prejudica lavouras e a pecuária em todas as regiões. “Em praticamente toda a Bahia só choveu no mês de janeiro e isso tem causado perdas significativas aos produtores”, explica o parlamentar.

No último dia 9 de maio, Eduardo Salles esteve em audiência com o então ministro da Integração Nacional, Josélio Moura, solicitando que os custeios da safra 2015/16, com vencimento neste ano e as parcelas de investimento que vencem em 2016/17, dos produtores do oeste da Bahia, sejam prorrogados.

“A ideia é que o custeio seja prorrogado por cinco anos e que as parcelas de investimento que vencem em 2016/17 sejam transferidas para o final dos financiamentos”, propõe Eduardo Salles. A intenção do deputado era que o assunto fosse enviado pelo ministro para ser inserido na pauta de discussões da reunião do Conselho Monetário Nacional que acontecerá no final deste mês. Foi encaminhado ao ministro, pelo secretário estadual de Agricultura, Vítor Bonfim,um ofício com este pleito.

Prorrogação em todo o Estado
Após essa ação, Eduardo Salles foi procurado por muitas lideranças da agropecuária de diversas regiões do estado, não só produtores de grãos e algodão do oeste, mas de cacau, café, pecuaristas de corte e leite, entre outras atividades do setor.

Eles alegaram que a situação em suas regiões também era dramática e solicitaram que o deputado se empenhasse também na defesa da prorrogação dos compromissos de agropecuaristas de todo o estado porque eles não teriam condições de quitar seus débitos e, caso fiquem na inadimplentes, Eduardo Salles discutiu com o presidente da CNA ações para prorrogar dívidas de produtores baianos

“Como temos observado que a seca prejudica também outras regiões da Bahia, como as que produzem cacau e café, por exemplo, vamos enviar ofício ao novo ministro da Integração Nacional Nacional, Helder Barbalho, solicitando a ampliação da prorrogação para produtores de todo o território baiano”, promete Eduardo Salles. O ofício será enviado pelo secretário estadual de Agricultura, Vitor Bonfim, após solicitação feita pelo deputado.

Na próxima segunda-feira (23), o Salles participa de audiência no Ministério da Integração Nacional, acompanhado do vice-governador da Bahia, João Leão, e do secretário Vitor Bonfim, para entregar o ofício. “O apoio da CNA é fundamental para esse pleito. Em nossa reunião, combinamos que o órgão vai reforçar a importância desse assunto ser enviado à reunião do Conselho Minetário Nacional”, diz o parlamentar.

MP 707
Outra saída para a questão do endividamento seria a inclusão de emendas na Medida Provisória 707, que será votada, ainda nesta terça-feira, no Senado. “Essa lei prevê a renegociação de todas as dívidas agropecuárias do Nordeste”, explica Salles. No entanto, como a votação acontece hoje, não há mais possibilidade de emendas. “Além disso, se pleiteássemos aos senadores que efetivassem emendas agora, a MP teria que voltar para votação da Câmara dos Deputados”, completa.
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Bahia Farm Show encerra lançamentos regionais no Matopiba

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A série de lançamentos regionais da Bahia Farm Show no Matopiba foi encerrada no dia 29 de abril, na cidade de Bom Jesus do Gurguéia, estado do Piauí. Imprensa, comunidade acadêmica e agricultores da região participaram de um jantar com o presidente da Feira, Júlio Cézar Busato, e com a coordenadora Rosi Cerrato, onde puderam conhecer um pouco mais sobre aquele que é considerado o maior evento de tecnologia agrícola e negócios do Norte- Nordeste do Brasil.

Busato iniciou sua fala reafirmando o convite que já havia feito no Maranhão e Tocantins, para que agricultores e autoridades participem do Fórum “ Matopiba: potencialidades e desafios” que será realizado no dia 24 de maio, às 14h, na Bahia Farm Show. “Esta é a oportunidade em que estarão reunidos autoridades, instituições financeiras, revendedores de maquinário e o próprio agricultor. Vamos tentar trazer investimento, indústria e desenvolvimento para nossa região. Vamos também falar das dificuldades que existem e, principalmente, dos problemas de logística e transporte”. O Fórum será transmitido, ao vivo, pelo Canal Rural, nos canais NET 185 , SKY 159, CLARO 185, OITV 179, além das parabólicas digitais e analógicas.

Em seguida, a coordenadora da Bahia Farm Show, Rosi Cerrato, informou que a feira está entre os três maiores eventos de tecnologia agrícola do país porque também possui números grandiosos. “Ao longo dos cinco dias de evento serão gerados cerca de 2800 empregos entre diretos e indiretos; reunidos aproximadamente 200 expositores que vão expor 600 marcas; leiloados 500 bezerros e realizadas 29 palestras que fomentarão a troca de tecnologia entre as regiões”.

A Bahia Farm Show acontece de 24 a 28 de maio no município de Luís Eduardo Magalhães (BA). O evento é realizado pela Aiba e tem o patrocínio do Banco do Brasil, Bradesco, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal, Coelba, Desenbahia, Santander, Senar/Faeb, Governo do Estado e Governo Federal.

Perdas do algodão podem ser superiores às da soja e milho

Foto de Rodney Martins
Foto de Rodney Martins

A Bahia já faz as contas das perdas da safra de algodão no Oeste. Enquanto a soja perdeu 38% da produção e o milho 30%, o cultivo de algodão deve enfrentar perdas superiores a 40%.

A Bahia é o segundo produtor de algodão do País e, em razão disso, as cotações da pluma começam a subir, hoje a R$82 a arroba (15 quilos). Mesmo assim o prejuízo já é calculado em R$1 bilhão, dinheiro que deixará de circular na economia local.

Governo investe R$100 bilhões na safra 2015/2016

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Foto de Patrícia Villeroy

De julho de 2015 a março de 2016, valor chega a R$ 100 bilhões

Os médios e grandes produtores rurais tomaram financiamentos agrícolas de R$ 100 bilhões de julho de 2015 até março de 2016. Isto representa um aumento de 4% em relação ao período anterior. O resultado mostra que os agricultores continuam apostando no setor, contribuindo para a economia brasileira.

O volume, referente a créditos de custeio, comercialização e investimento, representa 53% dos recursos programados para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2015/2016, de R$ 187,7 bilhões.

Nos nove primeiros meses da safra atual, as operações de custeio e comercialização na agricultura empresarial totalizaram R$ 82 bilhões, sendo R$ 69,5 bilhões a juros controlados (entre 8,75% e 7,75%). Os financiamentos com juros livres tiveram aumento expressivo, passando de R$ 6,7 bilhões para R$ 12,4 bilhões. Deste total, R$ 6,6 bilhões são provenientes da emissão de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).

Merece destaque o dispêndio a juros controlados nas operações de crédito de custeio e comercialização de R$ 69,5 bilhões, que corresponde a 72% do montante programado para a atual temporada (R$ 96,5 bilhões).

De R$ 64,1 bilhões em crédito de custeio, 80,6% foram contratados por grandes produtores e 19,4% por produtores beneficiários do Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural).

Segundo o Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central, os financiamentos de custeio da safra tiveram alta de 22,4%, levando-se em conta as aplicações a juros controlados e juros livres. Esse aumento foi liderado pelos bancos públicos, que ampliaram suas aplicações em 42%, enquanto os bancos privados tiveram redução de 7%. As operações a juros livres somaram R$ 6,7 bilhões, enquanto as de juros controlados chegaram a R$ 57,4 bilhões (90% do total).

Os bancos públicos aumentaram em 42% os financiamentos de custeio destinados aos beneficiários do Pronamp, enquanto os bancos privados tiveram alta de 29%.

A procura pela linha de investimento, no acumulado do período, somou R$ 18 bilhões, contra R$ 27 bilhões da temporada passada. De acordo com a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a redução dos investimentos já havia sido prevista por ocasião do lançamento do PAP.

Com a incertezas no atual cenário econômico, os produtores estão mais prudentes na hora de tomar empréstimos. Os agricultores só estão pegando dinheiro para investimentos quando a falta de infraestrutura na propriedade e a necessidade de renovação de máquinas agrícolas, por exemplo, interferem nos ganhos de produtividade.

Confira aqui o balanço do Financiamento Agropecuário Safra 2015/2016. Da assessoria de comunicação do MAPA.

Prefeito debate “estado de emergência” com Sindicato Rural

Prefeito recebe a Presidente e Diretoria do Sindicato dos Produtores Rurais para debater a situação agrícola e as consequencias da estiagem em LEM
Prefeito recebe a Presidente e Diretoria do Sindicato dos Produtores Rurais para debater a situação agrícola e as consequencias da estiagem em LEM

O prefeito Humberto Santa Cruz, recebeu na manhã desta terça-feira, 26, em seu gabinete, a Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães, Carminha Maria Missio e diretoria. Em pauta, pedido do sindicato para que seja decretado estado de emergência em decorrência da estiagem.

Nesta quarta-feira, 27, está prevista uma reunião em Barreiras com a participação de técnicos do Governo do Estado, Secretaria de Planejamento (SEPLAN) e Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), também para discutir a situação enfrentada pelos produtores rurais de Luís Eduardo Magalhães e toda região oeste.

A demanda, segundo o prefeito Humberto Santa Cruz, também foi encaminhada à Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e posteriormente para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), que no momento, está realizando um trabalho de averiguação e levantamento técnico, com objetivo de subsidiar o Governo Federal para o caso de uma decisão que abranja todo MATOPIBA.

Em linhas gerais, o decreto de estado de emergência visa reforçar os pleitos dos agricultores para a renegociação das dívidas junto às instituições financeiras em decorrência da forte estiagem e altas temperaturas que prejudicaram as lavouras da região, ocasionando a perda significativa de produtividade das principais culturas agrícolas.

Também participaram da reunião o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Sérgio Pitt, os membros da diretoria executiva do sindicato, Aristeu Pellenz (vice-presidente), Rafael D’Agostini (1º secretário), Rony Reimann (2º secretário), Lourival Bublitz (conselho fiscal-efetivo), Lino Ruediger (2º tesoureiro), Cícero José Teixeira (suplente conselho fiscal) e Irineu Viccinni (suplente conselho fiscal), o gerente administrativo do sindicato, Ronei Pereira e o agricultor Renato Faedo.

Situação da energia elétrica do Oeste não é boa.

Técnicos de alto nível da Coelba afirmam que a situação energética do Oeste não é boa. Eles temem inclusive o aumento da demanda de energia pela entrada em operação das algodoeiras no início da safra.

Isso poderia ocasionar uma série de interrupções no fornecimento de energia elétrica.

O problema todo está centrado na pouca capacidade do sistema de transmissão, que sofreu interrupção abrupta com a entrada em concordata da Abengoa.

Ontem foram leiloadas novas concessões no sistema de transmissão, mas essas obras começarão a ficar prontas em 2018 (veja aqui).

Além da quantidade da energia disponível, continuamos necessitando de estabilidade, sem a qual não é possível a verticalização da cadeia produtiva do algodão, primeiro com a instalação das fiações e, mais tarde, da indústria têxtil.

Bahia Farm Show 2016 terá lançamentos regionais

Uma das novidades da Bahia Farm Show 2016 é a série de lançamentos regionais que terá início, no dia 01 de abril, em Balsas (Maranhão). Confiantes na união e na força dos produtores do Matopiba – região agrícola que reúne parte dos estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – os organizadores da Feira vão reunir imprensa e agricultores locais para apresentar os detalhes e novidades da 12ª edição da Bahia Farm Show.

Após o lançamento em Balsas, os organizadores da Feira seguem no dia 08 de abril, para Bom Jesus do Gurguéia (PI) e no dia 15 de abril em Palmas (TO).

Figurando entre os três maiores eventos de tecnologia agrícola do país, a Bahia Farm Show 2016 será realizada de 24 a 28 de maio, no município de Luís Eduardo Magalhães (BA).

A Bahia Farm Show é organizada pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com o apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia Ltda (Assomiba), Fundação Bahia, Passaredo, Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães e Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães.

Bahia se prepara para exportar boi vivo

Representantes da empresa australiana Wellard Brasil do Agronegócio, interessada em exportar de boi em pé (gado vivo) da Bahia, estiveram em Vitória da Conquista, para detalhar aos produtores da região questões sobre esse mercado, esclarecendo os pré-requisitos exigidos para exportação. A intenção da empresa é fazer com que os criadores conheçam esses critérios e se adaptem, para iniciar a exportação com remessa de cinco mil animais para o Oriente Médio. O seminário foi organizado pela Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense (Coopmac), em parceria com a Secretaria da Agricultura (Seagri) e o Sistema Faeb/Senar, com o apoio da associação de criadores, dos técnicos do Mapa/Superintendência Federal de Agricultura da Bahia e da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).
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“Iniciamos o ano de 2016 dando largos passos para começar a exportar boi em pé via porto de Ilhéus, e para a Bahia esta ação tem significado ainda maior, já que possuímos rebanho Livre de Aftosa com vacinação há quase 15 anos”, destacou o secretário da Agricultura, Vitor Bonfim. A Bahia possui o maior rebanho bovino do Nordeste brasileiro, com cerca 10,8 milhões de cabeças, e no sudoeste do Estado o número do rebanho é de 599.150 mil cabeças, sendo 114.764 mil do município de Vitória da Conquista.
Para que a exportação se torne realidade, o governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura (Seagri) e a Federação da Agricultura do Estado da Bahia, (Faeb), se mobilizam junto às associações, cooperativas e iniciativa privada, para organizar a estrutura recomendada pelo Ministério da Agricultura (Mapa), através de instrução normativa. O próximo passo é formar um grupo com representantes das instituições envolvidas, e identificar uma local que será o estabelecimento pré-embarque, onde ficarão alojados para realização de todos os trâmites sanitários exigidos em legislação pelo Mapa e países importadores. A empresa australiana sugeriu a formação de comitiva para visitar as instalações como essa no Estado do Pará, onde já é realizada a exportação.

Frete para os portos sobe quase 50% em um ano. Agronegócio perde competitividade.

Sorriso a Santos; 2.000 km de custos altos.
Sorriso a Santos; mais de 2.000 km de custos altos.

O frete de uma tonelada de soja de Sorriso – MT, principal estado produtor do País, cresceu 45% em um ano, passando de R$235,00 para R$315,00. Uma tonelada de soja vale na origem algo em torno de R$ 930,00. Portanto, o frete já alcança 34% do preço da mercadoria na origem e cerca de 25% no destino portuário  (R$1.249,00 em Santos).

Caminhões: frete caro e perigo para usuários de rodovias
Caminhões: frete caro e perigo para usuários de rodovias. Foto o Expresso.

Isso acontece enquanto os norte-americanos gastam ¼ deste valor, para levar a soja da fazenda até o trem e, no trem, até os portos dos grandes lagos.

Veja: o produtor brasileiro de soja gasta, hoje, para levar a produção da fazenda até o porto, em média, US$ 92/tonelada, quatro vezes mais do que na Argentina e nos Estados Unidos, por conta da deficiência da logística nacional. Esse valor representa aumento de 228% em relação à década passada, quando a quantia gasta era de US$ 28/tonelada.

O Governo precisa reorientar sua política de logística em favor das ferrovias e dos portos, investindo em parcerias público-privadas e priorizando o transporte pesado. Se fizer isso, retira milhares de caminhões das estradas, proporcionando uma sobrevida a essas acanhadas rodovias, tanto na sua manutenção como no volume de tráfego de veículos.

Leia mais aqui e aqui sobre o mesmo tema, em reportagens anteriores de O Expresso.

Produtores do Oeste Baiano recebem Rally da Safra 2016 e discutem mercado de soja e milho

Perdas são de monta na safra 2016
Perdas são de monta na safra 2016 no Oeste baiano

Palestras gratuitas sobre cenário de grãos, refúgio em tecnologia Bt, nutrição para aumento de produtividade e aplicação de fungicidas marcam passagem da Equipe 8 pelo Estado

Técnicos do Rally da Safra 2016 iniciam em Barreiras (BA) a avaliação de lavouras de soja na próxima 4ª feira, dia 09 de março, e seguem até Luis Eduardo Magalhães, onde haverá palestra técnica gratuita sobre o mercado de soja e milho para produtores rurais com Fabio Meneghin, sócio analista de mercado e coordenador da Equipe 8. Além do cenário de grãos, outros temas serão discutidos com os produtores como refúgio em tecnologia Bt, aplicação de fungicidas e nutrição para aumento de produtividade. No dia seguinte, a Equipe 8 segue para a região de Posto do Rosário, onde finalizará a etapa no Oeste baiano, e na 6ª feira, começa a avaliar lavouras na região de Unaí (MG).

Com base nas avaliações de campo feitas pelos técnicos do Rally da Safra 2016 entre o final de janeiro e início de fevereiro, a Agroconsult, organizadora da expedição, revisou os números da safra 2015/16 de soja e milho, consolidando a perspectiva de safra recorde. Para soja, a estimativa de produção é de 101,6 milhões de toneladas, aumento de 5,6% sobre 2014/15. A área plantada foi revisada para 33,2 milhões de hectares, 3,6% maior que 2014/15.

As principais revisões positivas se concentraram no Centro-Oeste. Em Goiás e Mato Grosso do Sul, as produtividades foram revisadas em função do bom potencial das lavouras. Já no Mato Grosso, em especial no Médio-Norte do estado, a irregularidade do clima causou prejuízos e trouxe grande variação na produtividade das lavouras, porém em menor escala do que os técnicos esperavam. Já os riscos de perdas concentram-se no MAPITO-BA (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia) e Leste de Goiás, onde o calendário é mais atrasado e ainda há boa parcela das lavouras em período crítico de desenvolvimento, precisando de chuvas para garantir o potencial produtivo.

Onze equipes técnicas

Durante o Rally da Safra 2016, oito equipes estarão em campo para avaliar lavouras de soja e três irão verificar o milho segunda safra. A Equipe 1 percorreu a região sul do Mato Grosso do Sul, nos dias 26 e 27 de janeiro, seguindo para o Oeste paranaense até 30 de janeiro. Equipe 2 iniciou as atividades no norte mato-grossense no dia 25. A Equipe 3 percorreu o Sudeste do Mato Grosso e Sudoeste de Goiás entre 01 e 04 de fevereiro. A Equipe 4 deixou Goiânia no dia 23 e seguiu pelo Leste do Mato Grosso até chegar a Barreiras, na Bahia, em 03 de março. Já a Equipe 5 percorreu o MATOPIBA entre 28 de fevereiro e 03 de março. A Equipe 6 esteve no Paraná e Santa Catarina entre os dias 01 e 04 de março.

Os técnicos da Equipe 7 estarão em campo a partir de 08 de março para avaliação da soja nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul,

Nesta edição, outras três equipes avaliarão o milho segunda safra dos dias 03 a 20 de maio no Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso.

O Rally da Safra 2016 chega à 13ª edição patrocinado pelo Banco do Brasil, Bayer, Monsanto, Mosaic e Volkswagen, com apoio da BM&FBOVESPA, FIESP, Agrosatélite, Agroipês, Impar Consultoria no Agronegócio e Universidade Federal de Viçosa.

Conversando ontem com produtores, este Editor concluiu que realmente a situação dos cultivos do Oeste baiano é emergencial. Não só o peso das colheitas de soja de ciclo médio sofreu redução substancial. A qualidade dos grãos também foi bastante reduzida.

Ontem chuvas esparsas foram registradas ao longo da BR 020, na direção da Vila do Rosário, mas muito localizadas e de pouca intensidade. 

Na realidade, este é o terceiro ano de perdas significativas nas colheitas do Oeste Baiano, mas o ciclo de poucas chuvas já atinge o quinto ano.

 

Japoneses vão investir em agricultura no Matopiba

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Brasil e Japão assinam, na próxima segunda-feira (29), um acordo de cooperação para agricultura e alimentação que vai permitir investimentos dos japoneses na região do Matopiba. Esta nova fronteira agrícola é formada por partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e se destaca na produção de soja, milho e algodão.

A assinatura do acordo será feita durante o “Diálogo Empresarial Brasil-Japão: intercâmbio Econômico e Comercial em Agricultura e Alimentos”, em Palmas (TO), no dia 29 de fevereiro, que contará com a ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o vice-ministro de Assuntos Internacionais do Ministério da Agricultura, Florestas e pesca do Japão, Hiromichi Matsushima.

Paralelamente ao diálogo empresarial, haverá uma reunião bilateral sobre assuntos sanitários e fitossanitários. Outra novidade é o anúncio da criação da Frente Municipalista dos Prefeitos da Região de Matopiba. No dia primeiro de março, os japoneses vão visitar empreendimentos do agronegócio.

Produtores rurais de Barreiras lançam campanha contra o mosquito Aedes Aegypti

SOS (Quadrado)Diante do aumento de casos de dengue, zika vírus e chikungunya em todo o país, os produtores rurais de Barreiras decidiram entrar na luta contra o Aedes Aegypti, mosquito transmissor das doenças. A categoria, por meio das entidades representativas – Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e o Sindicato de Produtores Rurais de Barreiras (SPRB) – lançará, na próxima terça-feira (16), às 10h, no Parque de Exposições, a Campanha SOS Barreiras, com o alvo nos criatórios do mosquito.

A ação conjunta tem o intuito de reforçar as equipes da prefeitura, através da cessão de máquinas (caçambas, moto niveladoras, tratores, pás-carregadeiras, roçadeiras e rolos compressores) e seus respectivos operadores, para realizar um mutirão de limpeza em terrenos baldios e áreas abandonadas onde haja acúmulo de lixo e prováveis focos do Aedes Aegypti.

Durante dez dias, aproximadamente, as equipes atuarão em bairros previamente selecionados pelo município, obedecendo ao critério de prioridade definido pelo maior índice de infestação.

Segundo o presidente do SPRB e coordenador da campanha SOS Barreiras, Moisés Schmidt, todo o custo operacional da ação será do produtor. “O objetivo é chegar onde a equipe da prefeitura não está chegando para fazer a coleta de lixo e desobstrução de ruas. E o melhor é que terão equipamentos pesados trabalhando simultaneamente em diferentes pontos da cidade, a fim de otimizar a operação, já que temos prazo para iniciar e concluir os serviços, pois os maquinários precisam voltar às propriedades rurais devido ao período de colheita que se aproxima, explica.

 

 

Os chineses arrematam a Syngenta, líder mundial em defensivos agrícolas

A China National Chemical Corporation (ChemChina) adquiriu, por US$ 43 bilhões a suíça Syngenta, líder global em defensivos agrícolas. A estatal chinesa fez o que a norte-americana Monsanto não conseguiu, mesmo oferecendo US$ 4 bilhões a mais.

Agora o mundo dos fornecedores do agronegócio está dividido entre Monsanto, Chem China,  Dow Chemical + DuPont, Basf e Bayer. É muita concentração para um setor tão importante como o agronegócio.

Safra de milho quase dobra produtividade no Rio Grande do Sul

milho

A produtividade do milho no Rio Grande do Sul atingiu níveis considerados inéditos. Apesar de uma redução de 8,3% na área plantada, as estimativas indicam que a colheita poderá render, em média, 6.843 kg ( 114 sacas de 60 kg) por hectare na safra 2015/2016. Os dados foram divulgados na semana passada pela Conab.

O 5º levantamento de safra aponta para uma produção total avaliada em cerca de 31 milhões de toneladas no Estado. O indicativo reflete a leve variação positiva de 1,63% sobre os resultados apurados pelo quarto estudo do órgão, realizado nas últimas semanas de dezembro. Deste modo, a safra total gaúcha equivale a 14,7% da produção brasileira de grãos, projetada em 210.269 milhões de toneladas em igual intervalo de tempo.

Neste contexto, o desempenho do milho, na avaliação do superintendente regional substituto da Conab, Ernesto Irgang, é fruto da maior disponibilidade de tecnologia, aliada às boas condições climáticas. “Não houve frio no final de agosto quando iniciou-se plantio e registramos a incidência frequente de chuvas a partir de novembro”, comenta. Irgang também destaca que trata-se de uma cultura instável. Por outro lado, ele constata uma média histórica de produtividade fixada entre 3,5 mil kg e 4 mil kg por hectare. “Ou seja, 6,8 mil kg por hectare representa uma ótima agregação”, complementa.

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O Rio Grande do Sul é um estado pequeno, com apenas 28 milhões hectares. A chamada metade sul é composta de terras arenosas, de baixa fertilidade e com baixo índice de chuvas, usadas em sua maioria para reflorestamentos. Ao norte, temos serranias onde são cultivadas frutas de clima temperado. Por aí se pode tirar uma ideia do potencial produtivo da região do Matopiba, com mais de 73 milhões de hectares e que atualmente tem como meta produzir 10% da safra agrícola brasileira de grãos e fibras.

 

Atual presidente da Yara Brasil, Lair Hanzen assume posição na Diretoria mundial da empresa

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Nomeação faz parte de uma série de mudanças globais anunciadas nesta semana
Porto Alegre, 10 de fevereiro – Atual presidente da Yara Brasil e responsável pelas atividades de distribuição de fertilizantes (Downstream) no País, Lair Hanzen assume a posição recém-criada de vice-presidente sênior da Yara Global, com foco no Brasil – cargo que ocupará simultaneamente à Presidência da empresa no País. Hanzen, que será o único não europeu na Diretoria e o primeiro brasileiro a ocupar uma vice-presidência global na Yara International, passa a se reportar diretamente ao presidente global e CEO da companhia Svein Tore Holsether, com assento na Diretoria mundial da empresa.

O executivo será responsável por todas as operações da empresa no País, incluindo a divisão de produção e distribuição de fertilizantes, a joint venture com a Galvani e todos os projetos estratégicos no Brasil. A elevação da Yara Brasil à condição de segmento global, reportando ao CEO Global, e a nomeação de Hanzen fazem parte de uma série de mudanças organizacionais e de gestão anunciadas na última segunda-feira em Oslo, Noruega.

Apesar de assumir uma nova posição global, Hanzen permanecerá sediado no País, confirmando o compromisso com a agricultura brasileira e visando a fortalecer o foco operacional, o alinhamento necessário para a direção estratégica e o crescimento sustentável da companhia.

Dentre as mudanças promovidas globalmente estão o estabelecimento de um novo segmento de ‘Produção’, que compreende a antiga denominação de Upstream e também as atividades de mineração da Yara. O segmento Downstream passa a ser denominado ‘Nutrição de Plantas’ e seguirá a estratégia desenvolvida recentemente.

Trajetória Profissional

Lair entrou para o segmento de fertilizantes em 1993 na Adubos Trevo S.A, onde atuou em diversas funções gerenciais e participou dos processos de aquisição. Depois foi CFO da Hydro Agri Argentina S.A e da Yara Brasil. Em 2006, Hanzen tornou-se vice-presidente da Yara Brasil, liderou o processo de aquisição da Fertibrás, sendo promovido no ano seguinte a presidente da empresa. Em 2009, Lair foi nomeado CFO global do segmento de produção de fertilizantes da Yara International ASA em Oslo, Noruega, retornando ao Brasil para liderar a aquisição da Bunge Fertilizantes em 2013 e de 60% de participação da Galvani Indústria, Comércio e Serviços S/A em 2014.

Hanzen é formado em Administração de Empresas pela PUCRS e pós-graduado em Administração de Empresas e Estratégia pela ULBRA-RS e em Gestão de Recursos Humanos na Universidade de Belgrano, onde também realizou MBA em Negócios Internacionais.

“El Niño” mais feroz de todos os tempos ainda causa prejuízos

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O fenômeno “El Niño” que causa secas na faixa equatorial do planeta há 3 anos e chuvas torrenciais nas zonas temperadas, continua causando danos às cidades e campos de todo o mundo. Ele é maior ainda que o fenômeno de 1998. A mancha de águas aquecidas no Pacífico Central, nestas imagens da NASA, dão uma ideia do que está acontecendo.

A agricultura do Oeste baiano sofreu muito com a seca nos meses de outubro, novembro e dezembro. A soja de sequeiro em sua maioria está enchendo o grão e os agricultores que possuem equipamentos do tipo pivô já estão começando a irrigar, depois de 10 dias sem chuvas substanciais na região. As sojas precoce, plantadas sob irrigação, já estão sendo colhidas.

Neste domingo o reservatório de Sobradinho, que é mantido sob vazão mínima em suas turbinas, já alcançou 17% de sua capacidade. Mesmo que chova muito pouco no final de fevereiro e março, deveremos entrar no período de estio, em abril, com o rio São Francisco em melhores condições do que em 2015, quando estava com apenas 20% de sua capacidade.

Atualmente a maior barragem do sistema Chesf gera energia com apenas duas das seis máquinas porque a crise hídrica não permite maior produção da usina. O volume total do reservatório de Sobradinho é de 34 bilhões de metros cúbicos, sendo 28 bilhões metros cúbicos utilizados para a geração de energia, quando a situação hídrica é normal. A capacidade de geração é de 1.050 megawatt (MW) em condições de plena produção.

Prejuízos na colheita do Paraná

O excesso de chuva nos últimos três meses levou embora parte do lucro dos produtores de soja da região norte do Paraná. A previsão do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado ao escritório regional da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), é que as perdas com o grão cheguem a 15% até o final da colheita em relação a outras safras com clima normal. Até o momento apenas 2% dos 291 mil hectares de soja foram colhidos na região.

Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Sérgio Carlos Empinotti, apesar da queda de produção e dos prejuízos, a colheita está sendo considerada boa para os produtores. “Nos anos anteriores, a safra foi excepcional, com alguns produtores colhendo até 200 sacas por alqueire (2,42 hec), bem acima da média da região que é de 135 sacas. Porém quem colheu 180 sacas na safra passada nesse ano deve colher em média 150 sacas”, completa Empinotti. 

CONAB: 5º levantamento indica produção de 210 milhões de toneladas de grãos 

De acordo com o 5º levantamento da safra de grãos 2015/2016, divulgado nesta quinta-feira (4) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa é que a produção brasileira alcance 210,3 milhões de toneladas, o que equivale a 1,3% ou 2,6 milhões de toneladas a mais em relação à safra anterior, de 207,7 milhões de toneladas. O boletim encontra-se na área de destaques do site da Conab.

A produção de soja permanece como o principal destaque e deverá atingir 100,9 milhões de toneladas, ou seja, 4,7 milhões a mais do que na safra anterior. Os ganhos de área e produtividade da cultura representam um aumento de 4,9% na produção total do país. A recuperação da produtividade de feijão reflete em aumento de 279 mil toneladas, apesar da queda na área plantada do país, chegando ao total de 3,4 milhões de toneladas na safra atual.

Área também aumentou

A área plantada de grãos em todo o país deve alcançar 58,5 milhões de hectares. Isso representa um aumento de 593,5 mil hectares frente à safra passada, que chegou a 57,9 milhões de hectares. A cultura da soja, responsável por mais de 56% da área cultivada do país, permanece como principal responsável pelo aumento de área. A estimativa é de crescimento de 3,6% (1,1 milhão de hectares) na área cultivada com a oleaginosa.

Já o algodão apresenta redução de 1,7% (17 mil hectares), reflexo da opção pelo plantio de soja na Bahia, segundo maior produtor de algodão do país.

Para o milho primeira safra, a exemplo do que ocorreu na safra passada, a expectativa é que haja redução de 6,8% na área (418,9 mil hectares), a ser coberta com soja. Para o milho segunda safra, a expectativa é de leve aumento de área, enquanto o feijão primeira safra apresenta redução de 2,7% (28,3 mil hectares). As culturas de primeira safra tiveram o plantio estendido até meados de janeiro em algumas regiões.

Para a realização do 5º levantamento, os técnicos da Conab foram a campo entre os dias 17 a 23 de janeiro. Foram verificadas informações de área plantada, produção, produtividade, evolução do desenvolvimento das culturas, pacote tecnológico utilizado pelos produtores, entre outros fatores.

 

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Conab socorre criadores e realiza leilão de venda de milho dos estoques públicos

Um total de 150 mil toneladas de milho dos estoques públicos será disponibilizado para venda pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio de leilão eletrônico, no dia 1º de fevereiro. O produto é destinado a criadores de aves, suínos e bovinos, além de cooperativas e indústrias de insumo para ração animal e indústrias de alimentação humana à base de milho.
A ação faz parte da Política de Garantia dos Preços Mínimos (PGPM), executada pela Conab, que prevê a compra do produto quando o preço de mercado está inferior ao preço mínimo, para garantir renda ao produtor, e posteriormente a venda desses estoques, quando o mercado apresenta condições de receber o produto sem prejuízo para os agricultores.
Os lotes de milho sairão de armazéns da Companhia nos estados de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. O preço de venda do milho será divulgado por meio de comunicado, que deverá sair com antecedência de até dois dias da data de realização do leilão.Confira o edital com informações completas do leilão clicando aqui.

 

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Prepare-se: frango, principal “mistura” do brasileiro, pode encontrar turbulências pela frente

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O milho já vale R$40,00 no Oeste baiano. Ontem teve alta de até 7% em diversos mercados. A soja está valendo R$72,00 no balcão. O paradoxo é que o frango e o porco estão perdendo cotação, enquanto seus principais insumos, a soja e o milho, estão subindo. Em regiões de alto consumo do milho, como Santa Catarina, as cotações crescem todo dia. O que certamente vai tirar produtores autônomos e cooperantes do mercado.

Para quem gosta de riscos, horar de botar feijão na terra. A saca do “carioca” de melhor qualidade está valendo R$200,00.

Holandeses querem produzir 1 milhão de litros de leite por dia em Jaborandi

Vacas leiteiras em pastagens irrigadas no extremo oeste baiano, empreendimento da Leitissimo.
Vacas leiteiras em pastagens irrigadas no extremo oeste baiano, empreendimento da Leitissimo.
“Um empreendimento desse porte pode revolucionar a vida da população da região oeste e a produtividade da cadeia leiteira da Bahia”. Essa foi a constatação do secretário da Agricultura, Vitor Bonfim, que esteve reunido nesta quarta-feira (20), com o diretor da Agri Brasil, Ben Lichtenberg, para conhecer o projeto do empreendimento lácteo da instituição, previsto para ser construído em Jaborandi, no Oeste do Estado. “Jaborandi, município que possui menos de dez mil habitantes, tem grande potencial de crescimento, com condições climáticas favoráveis e disponibilidade de água”, destacou o secretário Vitor Bonfim.
De acordo com o diretor da Agri Brasil, “após liberação da licença de implementação, a meta é começar a construir o empreendimento depois da época de chuvas, ainda este ano, com previsão de conclusão da obra em dois anos”. Ele explicou que serão trazidas inicialmente 50 mil matrizes de raça holandesa, dos Estados Unidos (EUA), com produtividade que alcança 35 litros/dia por vaca ordenhada, e a alimentação de soja, milho e alfafa, será cultivada na própria fazenda. O diretor Ben Lichtenberg pediu o apoio da Secretaria da Agricultura no que se refere ao projeto de irrigação e convidou o secretário Vitor Bonfim, para conhecer a fazenda sede da empresa localizada na Holanda.
O projeto
O projeto prevê a implantação de duas grandes estruturas. A primeira delas contará com unidade de negócios, que abarcará duas fazendas de produção de leite e uma fábrica de processamento, destinada à produção de queijo e leite em pó. A segunda acomodará outra fazenda com 10.000 hectares irrigados e 42 mil vacas ordenhadas. A meta é produzir 500 milhões de quilos de leite por ano e 70 mil toneladas de queijo.
A projeção é produzir um milhão de litros de leite por dia, quando as fazendas estiverem em pleno funcionamento, retirados de 200 mil vacas de alta produtividade, e promover a geração de cerca de sete mil empregos entre diretos e indiretos. Parte da produção vai ser exportada para a China, mas também será vendida no mercado interno.
O empreendimento dos neozelandeses da Leitissimo está fazendo escola. Mas o gigantismo da operação proposta pela Agri Brasil assusta. O que os holandeses estão pedindo são as outorgas ambientais e de utilização da água. Dez mil hectares irrigados sugerem a implantação de 100 equipamentos tipo pivô central, com consumo de 15 mil metros cúbicos por hora de água.