Previsão de chuvas no Oeste baiano é pessimista

Cultivo de soja com deficiência hídrica severa
Cultivo de soja com deficiência hídrica severa

As agências de meteorologia estão prevendo poucas chuvas e muito calor nesta semana. Na quarta-feira chove no litoral do Nordeste e no Oeste do Maranhão. Por aqui, calor e vento, que ajudam a aumentar a evapotranspiração, prejudicando ainda mais as lavouras.

Temos que rezar e muito para as chuvas voltarem neste final de janeiro, hora de florescimento e enchimento de grãos do milho tardio e da soja de ciclo médio. O algodão, ainda novo, vai “guapeando”, como dizem os gaúchos.

Está caracterizado o fenômeno do “El Niño”, que já prejudicou as lavouras do Matopiba nas últimas duas safras.

CONAB prevê safra de 202 milhões de toneladas, com chuvas no Matopiba

plantar

A produção de grãos na safra 2014/2015 deverá atingir 202,18 milhões de toneladas, volume 4,5% maior na comparação com o observado em 2013/2014, projetou nesta sexta, dia 9, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio do 4º Levantamento de Grãos.

Desse total, 176,30 milhões de toneladas vêm do Centro-Sul do país. As 25,87 milhões de toneladas restantes são provenientes do Norte/Nordeste.

Conforme a companhia, o aumento de produção é resultado do incremento de área plantada. O levantamento diz que a área a ser cultivada na safra 2014/2015 indica um crescimento de 1,3%, ou seja, deverão ser acrescidos 766,7 mil hectares à área de 56,99 milhões cultivada na safra 2013/2014. A produtividade também vai ajudar, com avanço de 3,2%, para 3.501 kg por hectare.

Por produto, a Conab estimou que a produção de soja em 2014/2015 atinja 95,92 milhões de toneladas, 11,4% mais na comparação anual. Quanto ao milho, a temporada foi projetada em 79,05 milhões de toneladas (-1,1%), sendo 29,64 milhões de toneladas de 1ª safra (-6,4%) e 49,41 milhões de toneladas de 2ª safra (+2,4%).

Há ainda a expectativa de que a produção de arroz tenha um crescimento de 0,6%, passando de 12,12 milhões de toneladas para 12,20 milhões na atual safra. Para a mamona, o crescimento esperado é de 139,8%, de 44,7 mil toneladas para 107,2 mil toneladas na atual safra. Quanto ao algodão, a safra deve cair 11%, para 1,54 milhão de toneladas. A de feijão também deve registrar queda, de 2,7%, para 3,34 milhão de toneladas.

Previsão de chuvas

A Conab prevê, em levantamento, chuvas “ligeiramente acima do normal” no Rio Grande do Sul durante o primeiro trimestre de 2015, “na faixa de 35 mm”. Quanto ao Nordeste, a companhia informa que as precipitações ficarão abaixo da média até o fim de março no norte, leste e centro da região. Segundo a companhia, a exceção fica no sul dos Estados do Maranhão e Piauí e oeste da Bahia, que integram a fronteira agrícola conhecida pela sigla MATOPIBA.

No Norte do país, as chuvas também devem ficar abaixo do normal, “na faixa de 45 mm”. Em relações às demais regiões do país, a Conab informa que o primeiro trimestre deverá ser marcado condições climáticas dentro da normalidade. Cenários condizentes com a atuação do fenômeno El Niño neutro, acrescenta a companhia.

2A lâmpadas

Produção de grãos e carnes em 2014 são as maiores na história do País

Agronegócio-blog

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio em 2014 representa entre 22% e 23% do PIB total da economia brasileira, com cerca de R$ 1,1 trilhão. O aumento da produção de grãos e carnes foi um dos fatores responsáveis por esses resultados do PIB e do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP). Tanto a safra de grãos, quanto a produção de carnes, foram as maiores obtidas até hoje no Brasil. Para os grãos a safra é estimada em 193,5 milhões de toneladas, e para as carnes, 25,9 milhões de toneladas. As atividades agrícolas representam 70% e a pecuária, cerca de 30% do valor produzido no ano.

Segundo a Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (AGE/Mapa), esse resultado mostra que houve expansão, não apenas da produção das lavouras e da pecuária, mas também do setor de insumos, como fertilizantes, defensivos, máquinas e equipamentos.

A estimativa de faturamento da agropecuária expressa em VBP em 2014 é de R$ 461,6 bilhões, 2,5% superior ao obtido em 2013, que foi de R$ 450,3 bilhões. A pecuária teve um melhor desempenho do que as lavouras, apresentando um crescimento real de 10,3 % em relação a 2013. Já as lavouras tiveram um decréscimo de 1,6 %.

Os preços mais baixos este ano para atividades relevantes como cana-de-açúcar, milho, cacau, feijão, soja e trigo, foram responsáveis pela redução do VBP das lavouras. Já na pecuária, o aumento no faturamento, em especial das carnes bovina, suína e de frango, deve-se ao comportamento favorável do mercado internacional quanto à demanda de preços.

Segundo a AGE, pesquisas mostram que 90% do crescimento do produto agropecuário deve-se aos ganhos de produtividade e 10% ao aumento no uso de insumos. Mesmo com impactos climáticos fortes em algumas regiões como, por exemplo, o excesso de chuvas, secas ou geadas, a produtividade tem tido aumento contínuo no tempo, o que é essencial para garantir o crescimento do setor em prazo mais longo.

Previsões 2015
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra de grãos em 2015 é estimada em cerca de 202 milhões de toneladas. A previsão é que haja um crescimento de 4,2% na produção, e aumento de área de 1,5%.

O faturamento expresso em VBP para 2015 deve ser semelhante ao desse ano e deve girar em torno de R$ 462 bilhões. Não há indicação de que os preços previstos para os principais grãos serão mais baixos do que os atuais. Além disso, o clima e as condições de outros mercados, especialmente no que se refere a expectativas de produção e a condições de demanda por produtos brasileiros, são decisivos no resultado a ser obtido.

Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Sindicato Rural faz retrospectiva da atuação de 2014

Foto de Carlos Alberto Reis Sampaio
Foto de Carlos Alberto Reis Sampaio

FEVEREIRO

 ‘A Voz do Campo’ encurta distâncias

Buscando maior integração entre o produtor rural e a sociedade, como um todo, o Programa A Voz do Campo, promovido pelo Sindicato dos Produtores Rurais de LEM, estreou em fevereiro na Rádio Mundial FM – 91.3, com o objetivo de tornar-se um instrumento de apoio à extensão rural e à transferência de tecnologia, sendo um braço da inclusão produtiva, a partir da troca de conhecimento.  Além de fortalecer a comunicação, a partir da troca de experiências com outros comunicadores, produtores e convidados, e manter o homem do campo bem informado,  o programa serviu para melhor conhecer o perfil do ouvinte e estabelecer um diálogo com o agricultor, melhorando sua qualidade de vida e a de seus colaboradores.

A cada sábado, um convidado. O caráter democrático do programa fez com que por ele passassem desde secretários municipais e outras autoridades a empresários, agricultores, empreendedores, músicos e quem mais quisesse se expressar, de alguma forma. A Voz do Campo foi a união de vozes que, semanalmente, se fizeram ouvir, durante 1 hora, nas milhares de residências e comércios em Luís Eduardo Magalhães, Roda Velha, e em comunidades como Novo Paraná, Cerradão, Placas, Bela vista e toda região, num raio de mais de 50 km, que ficaram por dentro das novas tecnologias e dos produtos e serviços de interesse dos agricultores.

Sindicato obtém na Justiça decisão inédita

 em favor dos cotonicultores

Nas útimas safras, a Helicoverpa armigera causou um prejuízo de mais de R$ 1,4 bilhão aos produtores do Oeste da Bahia. Uma das medidas de combate foi a utilização de cultivares resistentes à praga, mas a falta de registro gerou outros problemas, e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) passou a fiscalizar as fazendas. O Sindicato Rural, através dos seus advogados, entrou com uma Ação e obteve decisão inédita do juiz, que reconhecendo a atuação da entidade em defesa dos direitos da categoria, determinou que o Mapa não procedesse à interdição das fazendas e áreas plantadas, bem como não aplicasse a sanção de apreensão e condenação das sementes ou mudas já plantadas dos produtores de algodão filiados ao Sindicato, na área de atuação dele, que tivessem utilizado sementes salvas sem declaração de campo e as cultivares melhoradas e ainda não certificadas de origem DB no plantio da safra de algodão 2013/2014. Só para entender melhor a história, alguns produtores resolveram, por conta própria, desenvolver cultivares com base no cruzamento do que tinham de melhor em suas lavouras, chegando a uma variedade ao mesmo tempo resistente à Helicoverpa e de alta produtividade, mas como não havia registro, o Mapa passou a fiscalizar os agricultores. Em novembro de 2013, a Abapa comunicou aos produtores que o uso das sementes não certificadas traria inúmeras conseqüências, entre elas, a destruição das lavouras, já que só o registro garante  a segurança da semente. Os produtores recorreram ao Sindicato, que no início de dezembro de 2013, por meio dos seus advogados, entrou com Ação que resultou na decisão favorável publicada em fevereiro de 2014 no Diário Oficial, onde o Juiz Federal Igor Matos Araújo reconheceu que o uso da cultivar sem registro é ilegal, mas diante das condições e dos princípios constitucionais discutidos, determinou a garantia de que os produtores iriam colher o que plantassem. Continue Lendo “Sindicato Rural faz retrospectiva da atuação de 2014”

Contran adia por dois anos o emplacamento de máquinas agrícolas

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu, nesta quinta-feira (18/12), adiar por dois anos o prazo de emplacamento das máquinas agrícolas.  Com a decisão, os tratores e outros equipamentos deverão estar emplacados para transitar em vias públicas, a partir de 1º de janeiro de 2017.
O objetivo do adiamento é possibilitar a adequação do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavan) e dos sistemas estaduais para receberem as novas informações.

A medida é tão claramente dinheirista, arrecadatória, que deveria ser prorrogada por 100 anos, com direito à prorrogação incondicional por mais 100 anos. Uma bobagem dessas pode até virar lei, mas os agricultores de todo o País vão fechar estradas e ruas das cidades agrícolas em um novo grito do campo de dimensões grandiosas.


Eu mesmo estou pronto para colocar meu Tobatinha, atravessado na pista da rodoviária de LEM. Por que esses caras não vão colocar placa na traseira da sogra?

 

Abapa lançará pedra fundamental do Complexo Industrial de Processamento de Caroço de Algodão  

Na próxima sexta-feira,19, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), realizará o lançamento da pedra fundamental do Complexo Industrial de Processamento de Caroço de Algodão, que será localizado na BR 020 – Km 145 – Fazenda Mangabeira, distrito de Roda de Velha, no município de São Desidério.

Com um investimento na ordem de aproximadamente R$ 60 milhões, a unidade terá capacidade para processar 500 toneladas de caroço por dia, gerando mais de 90 empregos diretos na produção de óleo, farelo e línter. O terreno de 31,2 hectares onde será erguida a estrutura já foi adquirido com recurso do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).

Abrapa empossa nova diretoria

O prefeito Humberto Santa Cruz, o presidente da ABRAPA João Carlos Jacobsen, o Vice-governador eleito da Bahia João Leão e o deputado estadual eleito, Eduardo Salles.
O prefeito Humberto Santa Cruz, o presidente da ABRAPA João Carlos Jacobsen, o Vice-governador eleito da Bahia João Leão e o deputado estadual eleito, Eduardo Salles.

O prefeito Humberto Santa Cruz participou na noite da última quarta-feira, 10, da posse da nova diretoria da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e da celebração dos 15 anos da associação, realizada no espaço Unique, em Brasília. A entidade será presidida a partir de 1º de janeiro de 2015, pelo cotonicultor baiano João Carlos Jacobsen Rodrigues, membro fundador da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

Para Humberto a posse de um presidente baiano na Abrapa sinaliza o reconhecimento do trabalho de João Carlos Jacobsen em prol da cotonicultura e do desenvolvimento do agronegócio em toda região e país. “A Bahia que é o segundo maior produtor de algodão do país e possui o título de maior produtividade do mundo e produz fibras de altíssima qualidade. João Carlos é, sem dúvidas, um dos grandes responsáveis pelo crescimento da cultura do algodão na região. Tenho certeza que ele fará um excelente trabalho a frente da Abrapa”, comentou Humberto.

Também prestigiaram a solenidade o Ministro da Agricultura, Neri Gueller, o presidente da Federação de Agricultura da Bahia (FAEB) João Martins, além de Presidentes de diretores de diversas entidades, políticos ligados ao setor deputado deral e vice-governador eleito da Bahia João Leão, além do ex-Secretário de Agricultura da Bahia e deputado estadual eleito Eduardo Salles.

Diretoria – Além de Jacobsen como presidente, foram empossados os vice-presidentes são Arlindo Moura (MT/BA), Milton Garbúgio (MT) e Júlio César Busato (BA). Eduardo Logemann (MA/GO/BA/MS/MT) e Guilherme Scheffer (MT) são, respectivamente o 1º e 2º secretários. Paulo Kenji Shimohira (GO/BA) e Almir Montecelli (PR), são o 1º e 2º tesoureiros.

O Conselho Fiscal terá Ronaldo Spirlandelli, de São Paulo, Inácio Urban, de Minas Gerais, e Darci Boff, do Mato Grosso do Sul, como 1º, 2º e 3º conselheiros, respectivamente. Nas suplências estão Amilton Bortolozzo, do Piauí, Otávio Palmeira dos Santos, do Mato Grosso, e Isabel da Cunha da Bahia/Tocantins, respectivamente.

 

????????????????

Jacobsen assumirá presidência da ABRAPA com super orçamento

jacobsenO produtor João Carlos Jacobsen, que cultiva algodão na Bahia, assumirá no próximo dia 10, amanhã, a presidência da associação que representa os produtores da pluma do país, a Abrapa, com uma missão desafiadora. Terá de, não somente aplicar bem os quase US$ 700 milhões que a entidade tem no caixa, fruto do ressarcimento feito pelos EUA no âmbito do contencioso na Organização Mundial do Comércio (OMC), mas também fazer com que os projetos que receberão o recurso andem com as próprias pernas quando o dinheiro acabar.

As primeiras parcelas do pagamento americano entraram na conta do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), criado para gerir os recursos, em 2010. Quando os Estados Unidos interromperam os pagamentos, no fim do ano passado, já haviam sido depositados US$ 505 milhões. Em outubro, outros US$ 300 milhões entraram no caixa do instituto como resultado do acordo feito entre os dois países para encerrar o contencioso.

Até agora, R$ 180 milhões foram aplicados em 41 projetos, a maior parte de qualificação dos funcionários das fazendas de algodão em diversas áreas, desde as mais técnicas, às voltadas à gestão contábil e administrativa. Também receberam aportes projetos de sustentabilidade, de assistência técnica e construção de centros de treinamento. “A qualificação é essencial, pois estamos falando de pessoas que estão no interior do Brasil, sem acesso à educação de ponta. Estamos suprindo uma lacuna que as faculdades locais não conseguem”, disse Jacobsen ao Valor.

Leia a íntegra da matéria de Fabiana Batista no jornal Valor Econômico.

 

Sem título

Chuva segue beneficiando culturas de verão.

Com mais de 90% de umidade relativa e 66 mm de chuva nas últimas 48 horas, o Oeste baiano volta a ser o melhor dos mundos. A temperatura na redação de O Expresso está em 23ºC. A chuva é comum em toda a região produtiva: Maranhão, Sul do Piauí, Tocantins e Oeste baiano.

Ontem, Isabel da Cunha, ex-presidente da ABAPA, atualmente ocupando uma secretaria da instituição, dizia que o plantio de Algodão segue dentro do prazo. Por seu turno, as lavouras de soja e milho experimentam ótimo desenvolvimento.

Os reservatórios das hidrelétricas do São Francisco dão as primeiras mostras de recuperação. Sobradinho, responsável por quase 60% da energia da região, está com 15,49% de sua capacidade e Três Marias, que andou com 3% já está com quase 7% de sua capacidade.

Um produtor afirmou hoje que cultivos de soja, com menos de duas semanas depois da germinação, já estão infestados com lagartas. Os inseticidas comuns não estão respondendo e o jeito vai ser apelar para o benzoato de emamectina, que além de caro ( cerca de R$50,00 por hectare) tem trâmites burocráticos para liberação ambiental.

Abapa participa da Fenagro

abapa

A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) participa da 27ª edição da Feira Nacional da Agropecuária (Fenagro), uma das mais importantes feiras agropecuárias do Brasil. A Fenagro 2014 foi aberta oficialmente, dia 30, e segue até domingo, 7, no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador, com expectativa de movimentação de R$ 100 milhões em negócios. Seis mil animais serão expostos no evento, o que deverá atrair mais de 300 mil pessoas durante os nove dias de exposição.

Bahia Farm Show de 2015 será lançada em Salvador

bahia-farm-show1

A 11ª edição da Bahia Farm Show, maior feira de tecnologia agrícola e  negócios do Norte-Nordeste do Brasil será lançada, em Salvador, no dia 02 de dezembro de 2014, no Parque de Exposições de Salvador, durante a 27ª Fenagro. Com 85% dos espaços já comercializados, a edição de 2015 promete manter a vertente constante de crescimento de volume de vendas.

A Bahia Farm Show 2015 será realizada entre os dias 02 e 06 de junho, no município de Luís Eduardo Magalhães. Os detalhes e novidades da feira serão apresentados durante um coquetel de lançamento no estande a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), na Fenagro. Estarão presentes, o presidente da Bahia Farm Show, Júlio Cézar Busato e o coordenador da Feira, Thiago Pimenta.

A Bahia Farm Show é organizada pela Aiba, juntamente com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação Bahia, Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia Ltda (Assomiba) e Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, município que sedia o evento.

Sem título

??????????

??????????????????

2A minipa

Vem aí mais uma bobagem do Governo: tratores emplacados

tobata

 Até os tobatinhas terão que ter emplacamento. Só falta as “otoridades” exigir que, para melhor visualização, a placa traseira deva ser afixada na bunda do operador. Vergonha!

A partir de janeiro as máquinas agrícolas deverão ser emplacadas. Mas deputados e senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ainda tentam reverter medida.

O Congresso Nacional manteve o veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto do deputado federal Alceu Moreira (PMDB/RS) que acabava com o emplacamento, o licenciamento e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para veículos como tratores, colheitadeiras e microtratores. A votação foi realizada na noite da terça e o resultado divulgado nesta quarta, dia 26, pela manhã.

– É um absurdo sustentar a cobrança para ferramentas de trabalho no campo como se fossem carros de passeio. São enxadas com motor. É mais uma forma de meter a mão fundo no bolso do produtor, mais uma insensível com aqueles que produzem alimentos e sustentam a economia do país – lamentou o deputado Alceu Moreira.

Mas a questão pode, ainda, ser revertida. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) afirmou ao Canal Rural que a Frente vai seguir trabalhando para evitar o emplacamento.

– Ainda tem alternativas, eu coloquei na Medida Provisória 656 emendas que desobrigam o agricultor a emplacar suas máquinas – informou Heinze.

O senador Blairo Maggi (PR-MT), também disse que está buscando alternativas para evitar que os produtores tenham que fazer o emplacamento em janeiro.

– Estamos falando com o Contram para que prorrogue a entrada em vigor dessa medida, de modo a termos tempo de votar um decreto legislativo que impeça essa situação – disse Maggi.

Os parlamentares calculam que o emplacamento representará um custo de 3% do valor das máquinas para os produtores.

 

??????????????????

Royalties: Sindicato Rural ganha liminar da Monsanto

Págs 36 e 37 Vanir Kolln Sindicato Rural
Vanir Kölln, presidente do Sindicato Rural, deu a boa notícia.
Às vésperas do plantio da soja no oeste da Bahia, uma liminar favorável emitida pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) tem motivado os sojicultores da região, que buscavam na justiça a suspensão da assinatura de “acordos” de contratos de compra e venda de sementes de soja com a tecnologia Intacta RR2 PRO, resistente a lagartas e tolerante ao herbicida glifosato.
A decisão concedida no último dia 03 de novembro derruba duas cláusulas: a que estabelece “o pagamento de royalties em favor da Monsanto, para hipóteses de sementes reservadas e/ ou destinadas ao pós-plantio e a renúncia, por parte dos produtores, de eventuais direitos à restituições e/ou indenizações de valores que detém junto à Monsanto, relacionados a algum problema havida com a tecnologia RR1”.
Entretanto, a ação beneficia somente produtores de soja associados ao Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães, autor da ação, e com extensão de base nos municípios de São Desiderio, Riachão das Neves, Correntina, Jaborandi, Cristópolis, Baianópolis e Angical.
Em tese, a liminar autoriza até o julgamento final da demanda, “a liberação dos grãos, em favor de cada produtor individualmente, vinculada à informação que cada um deles fornecer ao Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães, indicando a quantidade de hectares plantados com a soja INTACTA RR2 – PRO, devendo o referido Sindicato manter esse controle em relação aos produtores beneficiados”.
Marcio RogérioMárcio Rogério
Para o advogado Marcio Rogério de Souza, integrante do Escritório MRS Slongo & Kappes Advogados, a decisão contribuirá para regular o mercado de sementes geneticamente modificadas, permitindo ao produtor a reserva de material (semente), principalmente nos casos em que os preços praticados pelos licenciados da Monsanto estiverem acima do razoavelmente aceito.
“Nenhum produtor deixará de adquirir sementes da Monsanto se o valor for justo. Com esta decisão, o produtor que se cadastrar junto ao Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães, não estará obrigado a recolher os royalties sobre a produção originada de semente reservada, seja no boleto ou na moega, economizando R$ 127,00 no boleto e 7,5% na moega por hectare plantado”, explica Souza.
Ainda segundo ele, enquanto a decisão vigorar, outros benefícios de ordem econômica serão ser constatados, a exemplo, do aumento na rentabilidade do produtor com a diminuição dos custos de produção, mas alerta: “o produtor terá que ficar atento ao prazo de inscrição dos campos de sementes, junto ao Ministério da Agricultura”, ressalva.
DECLARAÇÃO DE INSCRIÇÃO
Com isso, o produtor rural associado, tem até o dia 19 de dezembro para emitir a declaração de inscrição de área para produção de sementes e de uso própria junto ao Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães, mediante a apresentação de notas fiscais.  Fotos de Carlos Alberto Reis Sampaio.

Agricultores do Oeste da Bahia falam sobre sucessão familiar

aiba

Com famílias que se instalaram na região há aproximadamente 30 anos, o Oeste da Bahia possui hoje uma agricultura consolidada, mas que inicia um novo ciclo. Pensando na continuidade e na sustentabilidade do negócio, os agricultores já começam a preparar o processo sucessório dentro de seus grupos familiares. Nesse cenário, foi realizado, na última terça-feira (11), em Barreiras, o XX Fórum de Lideranças B+, com o tema “Desafios do Agronegócio – A caminho da gestão profissional”, que teve como palestrantes o produtor rural e vice-presidente da Aiba, Odacil Ranzi, e o consultor Renato Bernhoeft.

Diante de agricultores e empresários, Odacil Ranzi relatou como foi feito o processo sucessório dentro do grupo Passo Fundo, do qual é sócio. Segundo ele, com a chegada dos herdeiros para trabalhar no grupo, os sócios perceberam a necessidade de organizar a sucessão patrimonial. Assim, em 2011, eles contrataram uma empresa especializada no assunto para orientar, definir regras de governança e formalizar a sucessão. Cada sócio fundou uma empresa com os filhos, em seguida criaram uma holding que administra as três empresas. O trabalho só foi concluído três anos depois de iniciado. “Passamos longos períodos conversando, tentando chegar a um consenso sobre a melhor estrutura organizacional e hoje, já está tudo definido. O diálogo franco e sincero é o mais importante para se chegar a um entendimento”, relatou Ranzi.

A afirmação de Ranzi foi partilhada pelo consultor Renato Bernhoeft que apresentou dados que apontam a falta de diálogo como o principal responsável pelo fim das empresas no Brasil. Segundo ele, cerca de 70% dos grupos familiares desaparecem devido a conflitos internos provocados pela disputa de poder ou pela falta de preparo dos herdeiros diante da necessidade de lidar com uma estrutura administrativa societária. Para Bernhoeft, iniciar o diálogo dentro da família é o primeiro passo para uma sucessão patrimonial tranquila. “Não basta profissionalizar a empresa, é indispensável profissionalizar a família que precisa se tornar uma família empresária”, disse o consultor acrescentando ainda que “não basta preparar os herdeiros para serem técnicos, eles precisam ser preparados para serem sócios”.

Um grande desafio, para Bernhoeft, é manter o jovem no campo e interessado nos negócios da família. Dessa maneira, ele orienta que, para formar um sucessor, é preciso não proporcionar facilidades e conquistas; criar e manter na família a cultura individual e preparar os filhos para serem sócios.

O consultor explicou ainda que cada nova geração necessita de um processo sucessório independente, uma vez que já terão surgido outros membros na família, um novo cenário e outros valores. “A primeira geração se vincula pelo trabalho e a segunda pelo capital. Para perpetuar a empresa, é preciso criar uma estrutura organizacional com cargos e funções definidos”, concluiu Bernhoeft.

Uma nova geração – Na plateia, Carolina Zuttion, ouvia tudo com muita atenção. Filha de produtores rurais e formada em Agronomia, ela retornou há um ano e meio para a cidade onde vivem os pais e já está trabalhando no grupo da família. “Eu escolhi fazer Agronomia. Fui estudar fora com a consciência de que voltaria para trabalhar”, relatou Carolina. Além do conhecimento científico, ela está trazendo modernidade aos negócios da família e hoje, é responsável pela implantação de um software de gestão que vai facilitar a administração do grupo.

Já Isabela Busato, também filha de agricultor, está concluindo o curso de Agronomia com a consciência de que precisará atuar na empresa da família onde houver maior carência. “Penso em trabalhar com a área de produção, mas se a parte administrativa precisar de mim, eu irei”, disse Isabela.

Juntas, Carolina e Isabela fazem parte da nova geração de agricultores do Oeste da Bahia, que trazem modernidade e vigor a estrutura empresarial dos grupos familiares, porém sem esquecer o valor do conhecimento dos pais e da história de luta deles.

 

facilita

Sem título

Hotel Columbia 1 (1)

 

Dragagem no rio São Francisco vai desimpedir hidrovia

hidrovia 2

Quando os trabalhos de revitalização da hidrovia do São Francisco, com 1.371 quilômetros de rios navegáveis, será possível tirar 150 mil carretas em circulação nas estradas baianas. O transporte de cargas na hidrovia ainda está suspenso.

“Há, nesse momento, duas dragas tratando de desimpedir 21 trechos da hidrovia do São Francisco. Isso quer dizer que vai ter navegabilidade entre Muquém de São Francisco e Juazeiro (cerca de 450 quilômetros). Quando a recuperação acabar pelo menos 150 mil carretas devem deixar de circular nas rodovias anualmente” disse o secretário da Indústria Naval e Portuária do Estado da Bahia (Seinp), Carlos Costa, ao Correio*.

Conexão ferroviária

De acordo com a Seinp, com a conclusão das obras – que deve oferecer melhor estrutura para navegação durante o ano inteiro – as quase cinco milhões de toneladas de produtos escoados por rodovias devem ser transportados pela hidrovia. De Juazeiro, as cargas se deslocariam em trem para os portos do litoral.

Segundo o Ministério dos Transportes informou, foram destinados R$ 23 milhões para obras na hidrovia do São Francisco, com recurso para serem investidos “na manutenção do canal de navegação e da sinalização náutica, no Rio São Francisco em uma extensão de 1.292 km”.

Ainda não há prazo para as obras de requalificação serem concluídas.

hidroviaEm maio, uma tentativa

Em maio deste ano, a Aiba – Associação dos Produtores da Bahia chegou a promover um embarque através da Icofort, empresa que realiza, desde 2007, o transporte fluvial. Na oportunidade,  Júlio Cézar Busato, definiu a mobilização para revitalização da hidrovia do São Francisco, como um importante passo para a retomada do transporte fluvial. A mobilização reuniu os principais agentes envolvidos com a navegação no rio: o secretário estadual da Indústria Naval e Portuária, Carlos Costa; a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Isabel da Cunha; o presidente da Icofort, Décio Barreto Jr, o diretor de Logística da Icofort, Marcelo Teixeira, e os prefeitos de Muquém do São Francisco, Márcio Mariano, e de Ibotirama, Terence Lessa.

Mais competitividade no Agronegócio

A inclusão da hidrovia no sistema de logística do Oeste da Bahia, por exemplo, dará mais competitividade à produção de grãos e fibras da região com a redução do frete em cerca de 20%. “ A América do Norte gasta, em média, US$ 25,00 para escoar uma tonelada de algodão, enquanto que no Oeste da Bahia, gasta-se, aproximadamente, US$ 90,00 para transportar a mesma quantidade por rodovia até o porto de Santos”, explica Júlio César Busato, presidente da Aiba. Segundo ele, a revitalização da hidrovia do São Francisco vai ainda, fomentar os mercados da avicultura, suinocultura e bovinocultura do Nordeste, uma vez que “ a população receberá carne, leite e ovos a um preço mais baixo”, disse.

Marco histórico

Para marcar este dia de mobilização, um carregamento de 2.400 toneladas de caroço de algodão saiu do município de Muquém do São Francisco com destino a Petrolina (PE) em maio deste ano.  Lá, o caroço de algodão será processado para transformação e produção de torta e farelo de algodão (consumo animal); óleo refinado de algodão (consumo humano) e óleo de algodão para transformação em biodiesel. Além disso, durante o processo de transformação, retira-se o linter (lã de celulose que envolve o caroço) que será exportado para Japão e China.

Este ano, na safra 2013/14, o Oeste da Bahia já colheu 3,3 milhões toneladas de soja; está em processo de colheita do milho que deverá produzir 2,3 milhões de toneladas e, na última semana de maio, dará início a colheita do algodão com previsão de 1,2 milhão de toneladas produzidas. Os dados são da Aiba que dimensionou em 4,8 milhões de toneladas o volume de grãos e fibras que poderá ser transportado pela hidrovia, gerando cerca de R$ 2,6 bilhões.

Preços mais baixos e menos embarques causam queda da exportação do agronegócio

Como se comportará o mercado em 2015? É a pergunta que o produtor se faz ao iniciar outra safra, obrigando-se a "travar" preços baixos.
Como se comportará o mercado em 2015? É a pergunta que o produtor se faz ao iniciar outra safra, obrigando-se a “travar” preços baixos, como exemplo na soja, com cotações em torno de US$10,50 o bushel para maio/2015

De Wellton Máximo e Marcos Chagas, da Agência Brasil

A queda no preço das commodities – bens primário com cotação internacional – e a redução de embarques refletem em um dos setores da economia em que o Brasil é mais competitivo. De janeiro a outubro, as exportações do agronegócio somaram US$ 83,9 bilhões, queda de 3% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado (US$ 86,4 bilhões). Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

As importações do agronegócio também caíram em 2014, mas em ritmo menor. Nos dez primeiros meses do ano, o setor importou US$ 14,1 bilhões, 1,2% a menos que no mesmo período de 2013 (US$ 14,3 bilhões). O recuo das exportações em ritmo maior que o das importações fez a balança comercial do setor piorar neste ano. O superávit do agronegócio caiu de US$ 72,1 bilhões para US$ 69,7 bilhões.

A causa para a queda das exportações agropecuárias está tanto na quantidade como nos preços das commodities. Em relação às quantidades, entre 15 categorias de produtos analisadas, sete apresentaram queda no volume exportado, com destaque para os cereais (-29,5%), o fumo (-24,4%) e açúcar e etanol (-15,6%). No caso dos preços médios, as maiores quedas ocorreram, também, nos cereais (-18,6%) e no complexo sucroalcooleiro (-11,9%).

Apesar da queda nas vendas externas, alguns produtos têm bom desempenho neste ano. Beneficiadas tanto pelo crescimento da quantidade como pelo aumento de preços, as exportações de café subiram 20,7% em 2014. As exportações do complexo soja – farelo, grãos e óleo – aumentaram 3,5%. Mesmo com queda de 3,4% no preço internacional, a quantidade embarcada de soja cresceu 7,2% em decorrência da safra recorde.

Com alta acumulada de 4,1%, as exportações de carnes também têm subido no ano, principalmente após o fim do embargo da Rússia. A carne bovina mostra um aumento tanto de preço como de volume exportado. No caso da carne suína, o aumento de 23,4% nos preços compensou a queda de 6,4% na quantidade embarcada. No frango, ocorreu o contrário. A queda de 3,9% no preço internacional reverteu o crescimento de 3,3% no volume embarcado.

Considerando apenas outubro, as exportações do agronegócio também não tiveram bom desempenho. No mês passado, as vendas externas do setor somaram US$ 7,95 bilhões, queda de 5,7% em relação a outubro de 2013 (US$ 8,42 bilhões). As importações caíram 11,3%, de US$ 1,62 bilhão para US$ 1,44 bilhão na mesma comparação. Como as compras do exterior caíram mais que as vendas, o superávit comercial do agronegócio cresceu 4,5% no mês passado, somando US$ 6,8 bilhões.

Tradicionalmente a principal fonte de receita comercial para o país, o agronegócio não está ajudando a balança comercial a se recuperar, em 2014. De janeiro a outubro, o país importou US$ 1,87 bilhão a mais do que exportou. As exportações totais somam US$ 191,96 bilhões, com queda de 3,7% em relação a 2013, pela média diária. As importações totais foram US$ 193,83 bilhões, recuo também de 3,7% pela média diária.

Liga Nordeste novo

???????????????????????

 

Sem título

Começa em novembro a campanha de vacinação contra a Aftosa na Bahia

A segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa de 2014 começa no próximo sábado (1º) e vai até o dia 30 de novembro em toda a Bahia. Cerca de  4.315.718 bovinos e bubalinos com idade até 24 meses precisam ser vacinados. A meta da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura (Seagri), é ampliar cada vez mais a cobertura vacinal, mantendo a imunidade elevada do maior rebanho do nordeste, com 10.837.689 bovídeos existentes.

Nesta etapa, cerca de 6,5 milhões de cabeças com idade superior a 24 meses ficam isentas de serem vacinadas. Isso representa uma redução direta da ordem de mais de R$ 15 milhões para os criadores nos custos da produção da pecuária baiana.

Faahf banner topo

 

sinapro1

 

???????????????????????

Pobre dá adeus ao churrasquinho de final de semana.

Churrasquinho caseiro: caindo para o lado do frango e da linguiça de porco.
Churrasquinho caseiro: caindo para o lado do frango e da linguiça de porco.

Com o boi magro (30 meses) valendo R$1.630,00 (em São Paulo) e arroba rondando os R$140,00, o mercado do País está todo travado. Quem tem o boi gordo, quer garantia de repor o estoque, mas o boi magro sumiu. Quem tem matrizes segura o abate do descarte, na esperança de novos bezerros ( hoje o preço do garrote de ano está em R$1.220,00 em SP).

Os frigoríficos sofrem para repassar ao supermercado, ao menos empatando, as crescentes altas do boi. E o consumidor, é óbvio, se retrai, olhando com mais carinho os balcões do frango e do porco.

O churrasquinho de final de semana está adiado para a maioria dos consumidores da base da pirâmide.

No Extra, em São Paulo, o contrafilé já é vendido a R$26,70; o filé mignon de 1,5 kg a R$57,33; a fraldinha, a R$24,20; e o músculo resfriado, a típica carne de panela do pobre, a R$21,10.

Ainda bem que estamos no Nordeste: a carne é mais fraca, mas o preço é bem mais em conta.

Operação Safra: Aiba, Abapa e Fundação Bahia iniciam nova série de reuniões nas comunidades agrícolas

???????????????????????????????

Explicar ao produtor associado como vai funcionar a Operação Safra, ação desenvolvida pela polícia militar que levará policiamento ostensivo e preventivo à zona rural. Este é o objetivo da Aiba, Abapa e Fundação Bahia ao realizarem visitas às comunidades, exatamente no período de plantio, evitando que se repitam os transtornos ocorridos na safra passada, quando diversas propriedades foram invadidas para o roubo de defensivos, deixando um prejuízo que ultrapassou a casa dos R$15 milhões.

Na ocasião, também será ressaltada a importância do manejo integrado de pragas. A Bahia permanece em “estado de emergência fitossanitária”, o que permite importar e usar defensivos agrícolas registrados no Brasil apenas para períodos de emergência; porém obriga o produtor a adotar medidas para o manejo integrado da Helicoverpa armígera, bicudo e outras pragas.

Este é um período em que todos os produtores estão voltados para o plantio, mas é importante comparecer à reunião, no local mais próximo de sua propriedade. Este esforço garantirá uma colheita mais tranquila.

As reuniões terão duração máxima de uma hora, com início às 19h:30min pontualmente.

Calendário de reuniões:

10.11.14 (segunda-feira) – Rosário – Auditório da Abapa

11.11.14 (terça-feira) – Roda Velha – Auditório da Abapa

12.11.14 (quarta-feira) – LEM – Auditório Fundação Bahia

13.11.14 (quinta-feira) – Cascudeiro – Salão da comunidade

14.11.14 (sexta-feira) – Barreiras – Auditório da Abapa

18.11.14 (terça-feira) – Coaceral – Salão da comunidade Portal do Jalapão

19.11.14 (quarta-feira) – Vila Panambi – Salão da comunidade

Bahia amplia o número de embalagens devolvidas no campo

embalagens1

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), entre janeiro e setembro de 2014, a Bahia devolveu 2.817 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Este número corresponde a uma ampliação de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior, o que reflete o compromisso dos agricultores associados da Aiba em cumprir a legislação ambiental.

A lei federal n° 9.974/2000 determina que todas as embalagens de defensivos devem ser devolvidas no prazo de até um ano, contado da data de sua compra. Na Bahia, o cumprimento desta legislação federal é tida como condicionante no processo de licenciamento ambiental, como explica a diretora de Meio Ambiente da Aiba, Alessandra Chaves. “ A legislação ambiental da Bahia se baseia na lei federal e determina que qualquer atividade que cause impacto ambiental, precisa da gestão dos resíduos sólidos. O produtor do Oeste baiano está atendo a legislação e, atualmente, devolve 95% das embalagens que são utilizadas no campo”, disse.

O processo de recolhimento tem início na propriedade rural com a separação das embalagens por capacidade de volume. Em seguida, elas passam por um processo de tríplice lavagem e depois são armazenadas atendendo as obrigações fitossanitárias. Vencida esta etapa, o produtor agenda a entrega do material na Central Campo Limpo, unidades do InpEV distribuídas por todo o país, que fazem o trabalho de gerenciamento das embalagens através da logística reversa e cuidam também da destinação final do produto.

No Oeste da Bahia existem seis unidades do sistema Campo Limpo, localizadas nos seguintes endereços:

Barreiras – km 868 da BR 020/242, Fazenda Nova Esperança, zona rural.

Telefone: (77) 3628 4929 / (77) 3628 6590

Roda Velha – Km 141 da BR 020, zona rural de Roda Velha.

Telefone: (77) 3628-4929 / (77) 9916-5570

Rosário – BR 020, Fazenda Passagem Funda, zona rural de Correntina, a 10 km da Vila Rosário.

Telefone: (62) 9946-3801 / (62) 9945-7851

Coaceral – BR 135, zona rural da Vila Coaceral. Referência: 20 km depois de Formosa do Rio Preto, virar a esquerda na BA 225 e percorrer mais 90 km.

Panambi – BA 225, zona rural da Vila Panambi, a 200 km de Formosa do Rio Preto. Referência: fica à direita, no entroncamento de Dianópolis para Garganta.

Campo Grande – Km 267 da BR 135, zona rural da Vila Campo Grande em São Desidério.

 

Aiba incentiva o desenvolvimento da pecuária leiteira no Oeste baiano

Abrir um novo mercado consumidor para os grãos produzidos no Oeste da Bahia, através do incentivo a estruturação da pecuária leiteira do Vale do Rio Grande. Este foi o objetivo da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) ao participar do I Simpósio de Pecuária Leiteira do Oeste da Bahia, promovido pela Associação dos Produtores de Leite de Riachão das Neves (Rialeite). Realizado no dia 17 de outubro, em Barreiras, o evento reuniu produtores, estudantes, agentes financeiros e representantes de entidades da agropecuária estadual.

Atualmente, o Oeste da Bahia possui um rebanho estimado em cinco milhões de cabeças de gado de corte e de leite, prevalecendo a prática da pecuária de subsistência, com animais sem melhoramento genético e baixo nível tecnológico no manejo. Segundo o presidente da Rialeite, Neuci Vigna, apesar da falta de estrutura, a pecuária é a principal fonte de renda do produtor do Vale. “O Oeste tem potencial para aumentar e regularizar toda sua produção, mas é necessário que os produtores se organizem de tal forma que, o ciclo produtivo funcione”, disse Vigna.

Reforçando a necessidade de organização do setor para gerar desenvolvimento local, o diretor de Projetos e Pesquisa em Agronegócio da Aiba, Ernani Sabai, afirmou durante sua palestra que, os grãos do Oeste que, atualmente, abastecem o Norte e o Nordeste do país, poderiam mudar de rota e suprir as necessidades dos pecuaristas do Vale do Rio Grande.

“Os criadores poderiam ter uma economia de 22 a 30% no preço da ração, por exemplo, se estivessem reunidos em uma associação ou cooperativa e buscassem aqui mesmo na região a alimentação animal”, explicou Sabai.

De acordo com os dados apresentados por ele, o Oeste produz 4,2 milhões de toneladas por ano de milho, soja e caroço de algodão, quantidade suficiente para atender as necessidades do rebanho local. A área cultiva corresponde a 1,9 milhão de hectares, podendo ser triplicada caso cresça a demanda do mercado consumidor.

Deputado pede isenção fiscal para produtos de origem vegetal na Bahia

vegetais

Gilberto Santana disse que culturas não tradicionais vêm surtindo efeitos positivos na agricultura

O deputado  Gilberto Santana (PTN) apresentou, na Assembleia Legislativa, indicação ao governo do Estado, através da Secretaria da Fazenda, sugerindo a adesão da Bahia no Convênio 58/05 que concede isenção de ICMS nas operações comerciais com os produtos nativos de origem vegetal, junto ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

“Atualmente a produção agrícola na Bahia vem passando por processos de reinvenção, procurando alternativas para fomentar a economia e transpor as dificuldades enfrentadas pelas culturas dos produtos tradicionais. Nos últimos anos, culturas não tradicionais estão sendo experimentadas e vêm surtindo efeitos positivos na agricultura. Paralelamente a estas experimentações, é necessário que o Estado crie mecanismos de apoio e incentivo aos pequenos e grandes produtores, para que estes possam desenvolver tais culturas e assim ascender o status da Bahia no cenário nacional e internacional”, disse Gilberto Santana.

Os estados do Amapá e Amazonas já concederam isenção do ICMS nas operações internas com produtos nativos de origem vegetal, dentre eles óleo vegetal, látex e resinas, frutas e sementes, fibras, polpas de frutas. Para a Bahia, o parlamentar sugere a isenção de produtos como o açaí e cupuaçu, culturas estranhas ao solo baiano, mas que vem sendo produzidas nos municípios de Arataca, Una, Ilhéus, Itabuna, Uruçuca, Camacan e Igrapiúna.

Segundo o parlamentar a isenção fiscal sobre estes produtos são necessários “para que os produtores possam desenvolver a atividade de forma a criar um novo polo na Bahia que concorra em pé de igualdade de condições com as demais regiões”.

Aiba afirma: produtores iniciarão plantio com mais segurança

Frota que vai atuar no Oeste
Frota que vai atuar no Oeste

Com 2,25 milhões de hectares cultivados e mais de mil propriedades rurais, o Oeste da Bahia inicia uma nova safra com um importante reforço de segurança. A Polícia Militar da Bahia lançou, nesta terça-feira (14), em Luís Eduardo Magalhães, a “Operação Safra”. Esta ação levará policiamento ostensivo e preventivo à zona rural, evitando os transtornos ocorridos na safra passada, quando diversas propriedades foram invadidas para o roubo de defensivos, deixando um prejuízo que ultrapassou a casa dos R$15 milhões. A Operação deverá se estender até abril de 2015.

Segundo o subcomandante geral da Polícia Militar, Cel. Carlos Eleutério, a “Operação Safra” seguirá os mesmos moldes de ações já existentes da polícia militar como a “ Operação Carnaval” e a “ Operação Verão”. Com um efetivo de 72 homens e o apoio de seis viaturas e um helicóptero, as patrulhas vão circular na zona rural e fazer um monitoramento das propriedades. Em caso de movimentação estranha próxima às fazendas, as centrais regionais poderão ser acionadas e a patrulha será enviada ao local.  “Muito mais do que a perda econômica, cada assalto gera um abalo social muito grande e é isso que estamos aqui para prevenir”, afirmou o subcomandante.

A “Operação Safra 2014-15” terá início amanhã, quando as patrulhas começarão a circular na zona rural dos 31 municípios que compõem o Oeste da Bahia.

Chuvas estão chegando e chove bem até fevereiro

previsão 120 diasAí está a previsão da Somar Meteorologia para os próximos 120 dias, em Barreiras e Região. Chuva da boa, entremeada com dias de boa luminosidade, ideais para a lavoura. Uma boa oportunidade para lavouras de variedades precoces de soja. 

topvel

festival de gastronomia

??????????

2A minipa

Hashi delivery

laminas-Novo-Ka-e-promo2

Produção do Matopiba deverá crescer mais de 20% em 11 safras

Da Redação do Agro Olhar, por Viviane Petroli

A nova fronteira agrícola brasileira formada pelos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, mais conhecida como MATOPIBA, deve ter alta de 21,4% na produção de grãos em um período de 11 safras, mais precisamente entre os ciclos 2013/2014 e 2023/2024. A região vem ganhando destaque na produção de grãos no Brasil há pelo menos duas safras. Na safra 2014/2015 a região deve representar 9,94% da produção de grãos nacional.
As perspectivas são do estudo “Projeções do Agronegócio – Brasil 2013/2014 a 2023/2024 – Projeções de Longo Prazo”, feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e divulgadas em setembro.
Segundo as projeções, a produção na região do MATOPIBA deverá saltar de 18,623 milhões de toneladas verificados na safra 2013/2014 para 22,607 milhões de toneladas no ciclo 2023/2024. Apenas na safra 2014/2015 são aguardadas 20,368 milhões de toneladas.

MATOPIBA-foto-reproducao-internet

Mais de 8 milhões de hectares

Já a área deverá saltar de 7,2 milhões de hectares para 8,4 milhões de hectares, um aumento de 16,3% neste período.
“As áreas que vêm sendo ocupadas nesses estados têm algumas características essenciais para a agricultura moderna. São planas e extensas, solos potencialmente produtivos, disponibilidade de água, e clima propício com dias longos e com elevada intensidade de sol. A limitação maior, no entanto, são as precárias condições de logística, especialmente transporte terrestre, portuário, comunicação e, em algumas áreas, ausência de serviços financeiros”, pontua o estudo “Projeções do Agronegócio – Brasil 2013/2014 a 2023/2024 – Projeções de Longo Prazo”, feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Apenas na Bahia são esperados um aumento de 3,229 milhões de toneladas de soja para 4,388 milhões de toneladas entre as safra 2013/2014 e 2023/2024.
Safra 2014/2015
Conforme o primeiro Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos 2014/2015, divulgado na semana passada pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), o Tocantins deverá colher entre 3,734 milhões de toneladas e 3,877 milhões de toneladas de grãos na safra 2014/2015. Já o Maranhão entre 4,222 milhões e 4,577 milhões de toneladas, o Piauí entre 2,888 milhões e 3,015 milhões de toneladas, enquanto a Bahia entre 8,222 milhões e 8,779 milhões de toneladas de grãos.

hotelcolumbiadavi

 

 

Standbyte Outubro 1

???????

Jantar Dourado

Seminário Soja Plus reunirá cadeia produtiva de todo o País

O Programa Soja Plus, de gestão econômica, social e ambiental da propriedade rural, reunirá produtores de soja e milho de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Minas Gerais em seminário, no dia 4 de novembro, em São Paulo.

O evento apresentará os resultados de quatro anos do programa e os desafios para continuar crescendo no País. O Soja Plus está presente no primeiro produtor nacional de soja, Mato Grosso, no quinto maior, Mato Grosso do Sul, no sexto, Minas Gerais, e no sétimo, Bahia.

Instituído em 2011 por meio de uma parceria entre a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), o Soja Plus é simples, voluntário e adequado à realidade do produtor nacional, além de todas as atividades e materiais serem gratuitos. Por isso, o programa tem tido boa aceitação.

No Mato Grosso, a parceria entre a Abiove e a Aprosoja é com o Senar-MT, a Famato e o Instituto Algodão Social (IAS). No Mato Grosso do Sul, os parceiros são Senar-MS, Famasul/Aprosoja MS. Na Bahia, o trabalho com a Abiove é desenvolvido com a Associação de Agricultores e Irrigantes (Aiba). Em Minas Gerais, os coordenadores são o Sistema Faemg e a Universidade Federal de Viçosa.

Representantes dessas instituições participarão do Seminário Soja Plus 2014: Gestão da Propriedade Faz a Diferença. Três produtores que participam do Soja Plus serão premiados pela excelência em gestão de suas propriedades.

Os palestrantes convidados são Carlo Lovatelli, presidente-executivo da Abiove, Ricardo Tomczyk, presidente da Aprosoja-MT, Marcelo Duarte, diretor da Aprosoja- MT, Maurício Saito, presidente da Aprosoja-MS, Ivanir Maia, diretor de relações institucionais da Aiba, Pierre Vilela, superintendente do sistema Inaes/Faemg, e Manoel Pereira, presidente do Conselho da Abiove.

Números do Soja Plus – No MT e no MS, 2.415 produtores rurais receberam capacitação teórica em 137 cursos, de 2011 a 2014. Foram realizados 20 dias de campo no MT, dos quais participaram 3.820 produtores e gerentes de fazendas.

A metodologia de trabalho do Soja Plus está alicerçada em cinco módulos de gestão aplicada à propriedade rural:
1)   qualidade de vida no trabalho: saúde e segurança ocupacionais;
2)   melhores práticas de produção e adequação ambiental;
3)   viabilidade financeira e econômica;
4)   qualidade do produto;
5)   responsabilidade social.

O Soja Plus oferece capacitação gratuita nas fazendas para melhorar a gestão por intermédio de visitas técnicas. Além da assistência técnica in loco, o produtor rural que participa do Soja Plus recebe um conjunto de ferramentas para auxiliá-lo nos trabalhos de rotina da fazenda. Exemplo: manual de compilação de legislação; kit de primeiros socorros; vídeos sobre diálogo diário de segurança; manual de procedimentos seguros em oficinas mecânicas; manual de construções rurais; manual sobre o novo Código Florestal; plano de emergência da propriedade; kit com placas de sinalização de saúde e segurança; blocos de controle de entrega de EPI e documentos.

Panfleto-Novo-Ka---final-x3-2

Monsanto terá que indenizar produtor de algodão do Oeste baiano

Walter Horita, em foto de Carlos Alberto Reis Sampaio
Walter Horita, em foto de Carlos Alberto Reis Sampaio

Por Fabiana Batista, do Valor Econômico

Após pagarem US$ 240 por hectare em royalties à Monsanto para se livrar da lagarta helicoverpa, alguns produtores de algodão do oeste baiano que usaram no último ciclo, o 2013/14, variedades de sementes da empresa com a nova tecnologia resistente a lagartas, a Bollgard II RR Flex (conhecida com Bt2), depararam-se com um fato inesperado. Ao beneficiar o algodão, em vez de 40% de fibra, obtiveram um percentual bem mais baixo: em média de 35%.

Eles agora negociam com a multinacional uma indenização. A Monsanto não revelou a qual montante deve chegar o ressarcimento, mas cálculos do mercado indicam que deve ficar entre R$ 10 milhões e R$ 12 milhões, um pouco abaixo dos cerca de R$ 15 milhões que a empresa teria faturado na mesma safra com os royalties cobrados da tecnologia na Bahia.

O gerente de marketing de algodão da Monsanto, Eduardo Navarro, disse que a empresa acompanha os produtores que usaram as sementes desde que apareceram os primeiros relatos, ainda em julho deste ano. A safra 2013/14 marcou a estreia no país dessa tecnologia, que foi incorporada em quatro variedades produzidas pela Delta Pine, empresa de sementes controlada pela múlti.

Foram produzidas e vendidas sementes suficientes para plantar 60 mil hectares com a tecnologia em 2013/14. Em torno 31 mil hectares foram cultivados em Mato Grosso e 29 mil, na Bahia – respectivamente, o primeiro e o segundo maiores produtores nacionais da pluma.

Dessas quatro variedades, afirmou Navarro, duas trouxeram menor rendimento de pluma estritamente no oeste baiano, a DP 1228 e a DP 1231. Elas foram plantadas em 80% dos 29 mil hectares cultivados com a tecnologia Bt2 na Bahia, conforme a Monsanto. O esperado era um rendimento entre 39% e 40% de pluma. “Mas, em média, o obtido nesses casos ficou entre 35% e 36%”.

Nas contas da multinacional, a perda afetou 40 agricultores do Estado. Diante da situação, segundo Navarro, a Monsanto assumiu toda a responsabilidade pelo ocorrido. Ele disse que já foi fechado acordo com produtores que respondem por 60% da área cultivada com a DP 1228 e a DP 1231. “Nossa preocupação era deixar claro ao produtor que o problema foi nosso e que estávamos lá para atender suas expectativas”, afirmou o executivo.

Ele garantiu que os produtores que fizeram o acordo até o momento se mostraram satisfeitos. Isso, apesar do parâmetro de negociação adotado pela empresa de ressarcir a diferença de rendimento da pluma – de 39% para 35% – mas considerar no cálculo da indenização a redução de custos obtida pelo produtor com o uso da tecnologia.

Como é resistente à lagarta helicoverpa e controla a incidência de plantas daninhas, a Bt2 demanda uma aplicação bem menor de defensivos agrícolas, do que as variedades convencionais -, produtores que usaram a Bt2 não precisaram fazer nenhuma aplicação de inseticida, quando, com variedades convencionais, precisam realizar de 25 a 30 aplicações para combater a lagarta.

Mas justamente porque pagaram os royalties, os produtores consideram injusto descontar do valor a ser ressarcido a economia de custos obtida com a tecnologia – apesar de alguns estarem fechando acordo mesmo assim devido ao relacionamento já estabelecido há anos com a multinacional.

Nos cálculos feitos com os produtores afetados, a Monsanto verificou que, na média, mesmo com rendimento de pluma menor, o produtor teve rentabilidade 15% maior com a tecnologia, na comparação com variedades convencionais, segundo Navarro. “Foi essa lógica que foi levada para a mesa de negociação”, disse.

Entre os que já fecharam acordo com a multinacional, está o produtor Walter Horita, um dos maiores da Bahia. Em torno de 10% de sua área total com a pluma, de 37 mil hectares, foi cultivada com a tecnologia resistente à helicoverpa. Após o beneficiamento, Horita verificou um rendimento de pluma de 35%, uma queda de 12,5% em relação ao esperado. O produtor disse não se sentir confortável para revelar as condições do seu acordo. Apenas afirmou que não conseguiu obter o ressarcimento de todo os 12,5% de perda de rendimento. Continue Lendo “Monsanto terá que indenizar produtor de algodão do Oeste baiano”

Safra de grãos pode ultrapassar 200 milhões de toneladas em 2015

A intenção de plantio para a safra 2014/2015 deve ficar entre 194 e 201,6 milhões de toneladas, com uma variação de menos 0,7 a um aumento de 3,2%. O resultado representa um intervalo de menos 1,46 a um aumento de 6,17 milhões de toneladas frente às 195,4 milhões de toneladas da última safra. Os números são do primeiro levantamento de grãos divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nesta quinta-feira (09).
O resultado se deve à cultura da soja que apresenta um crescimento na produção, mesmo considerando o quadro internacional de superoferta de grãos que reduz a expectativa de preços. O crescimento da oleaginosa deve variar de 3,2 a 7,3% ou o equivalente a 2,71 a 6,28 milhões de toneladas.
Neste primeiro levantamento, as lavouras estão em fase inicial de plantio. Poderá ocorrer, no entanto, alterações na produtividade ao longo da evolução das culturas, devido a efeitos das condições climáticas e fitossanitárias.
Área – A estimativa para plantio deve variar entre 56,23 a 58,34 milhões de hectares, com um intervalo de menos 1,2 a um aumento de 2,5% em relação à safra 2013/14 que totalizou 56,94 milhões de hectares. A variação se deve também à soja que pode crescer de 1,4 a 5,5%, o que equivale a 426,8 e 1.663,6 mil hectares.
A Conab fez a pesquisa de campo do dia 21 a 27 de setembro, levantando informações para a pesquisa em parceria com agrônomos, técnicos do IBGE, cooperativas, secretarias de agricultura, órgãos de assistência técnica e extensão rural (oficiais e privados) e agentes financeiros e revendedores de insumos.(Assessoria de Imprensa da Conab)

 

facilita

Supremo decide conflito de divisas. Bahia vai perder e muito.

Ministros decidiram que laudo do Exército sobre divisas era mais moderno.  Área afetada pela decisão dos magistrados compreende 15,4 mil km²*.

De Nathalia Passarinho, do G1 em Brasília

Área em conflito
Área em conflito

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (8) fazer alterações nas divisas entre os estados da Bahia, Goiás, Tocantins e Piauí. Atualmente, a divisa entre as unidades da federação é definida com base em demarcações feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, o relator do processo na Suprema Corte, ministro Luiz Fux, entendeu que a delimitação deve ser feita com base em estudo feito, em 2006, pelo Exército, que utilizou, segundo ele, metodologia e equipamentos “mais modernos” para identificar geograficamente a divisão entre os estados.

A decisão de Fux, acompanhada por todos os ministros do STF, afeta uma área de 15,4 mil km². O efeito dessa alteração e definição de quem ganhou ou perdeu área territorial não foram detalhados no relatório e na sentença do ministro.

A disputa entre os estados por terras nas áreas de divisas remonta de 1919. Após o julgamento, Fux afirmou que as alterações territoriais “não são tão expressivas” e não afetarão propriedades que tiveram títulos concedidos pelos governos locais antes da definição do Supremo.

“A decisão pelo laudo do Exército nada revoluciona em relação às divisas, na medida em que as alterações territoriais dele decorrentes não são tão expressivas, e não implicarão a desconstituição de títulos de propriedade e de posse já outorgados. A animosidade na região, que já originou mortes e violência, deixará de existir, mercê da definição, pelo STF, das corretas divisas entre os Estados”, disse.

No entanto, parecer enviado ao Supremo pela procuradoria da Bahia diz que, se fosse validado o laudo do Exército, o estado perderia parte do Chapadão Ocidental. O plenário do Supremo também decidiu que devem ser preservados os títulos de posse e de propriedade referentes à região dos estados que tiveram as divisas alteradas. Eventuais disputas de posse e de propriedade relativas às áreas delimitadas não serão decididas pelo STF, mas em ação própria no juízo competente.

Além disso, as ações judiciais referentes às áreas abrangidas por estas ações ainda não sentenciadas deverão ser redistribuídas ao juízo competente. Os ministros estabeleceram ainda que, quando dois estados tiverem emitido um título de posse ou de propriedade em relação a uma mesma área abrangida pelas ações, prevalecerá o título concedido judicialmente. Se os dois títulos tiverem sido concedidos judicialmente, valerá o que já transitou em julgado. Do G1.

* Um quilometro quadrado compreende 100 hectares. Portanto a área em questão é de 1.540.000 mil hectares. Como o valor mínimo dessas áreas é de R$3.000,00, a Bahia pode estar perdendo, em patrimônio tributável, algo em torno de R$4,6 bilhões de reais. Além dos tributos advindos da produção. Mais: não se está levando em conta as áreas fronteiriças, na escarpa, altamente produtividades, que valem no mínimo R$25 mil o hectare, dados os investimentos realizados há mais de 30 anos em correção de solo e infraestrutura.

Por seu turno, é de se duvidar que as áreas tituladas ou não deixem de ser reivindicadas por cartórios de imóveis e proprietários de estados limítrofes.Seguir-se-ão um volume incontável de demandas que, por força das circunstâncias, deverão atingir o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal.

????????????????????????????Segundo o coordenador de Desenvolvimento Regional da Umob – União dos Municípios do Oeste Baiano – Sérgio Pitt, a área total de perda da Bahia, na divisa com Goiás, seria de apenas 37.000 hectares. Se não houvesse sido feito um acordo com o Tocantins, a perda seria maior, de 95 mil hectares. Ele cita o caso da Fazenda Franciosi, situada sobre a escarpa, no município de Jaborandi, que pelos marcos do Exército perderia apenas 7% da área, algo em torno de 700 hectares. Proprietários do Estado de Goiás reivindicavam a posse de praticamente toda a área.

 

Jantar Dourado

programa do prefeito com horário político

Faahf banner topo

blog expresso 920x180

hiamina

topvel

Standbyte Outubro 1

Aiba e universidades firmam parceria para monitorar doenças e pragas em lavouras irrigadas de soja

pivo

O plantio antecipado da soja irrigada, na Bahia, teve início no dia 01 de outubro, em 25 mil hectares cadastrados na Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). Para monitorar a incidência de pragas nesta área, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) firmou parceria com aUniversidade do Estado da Bahia (Uneb), com a Faculdade São Francisco de Barreiras (Fasb)  e com a Faculdade Arnaldo Horácio Ferreira (Faahf) para oferecer estágio a alunos do último ano do curso de Agronomia.

Segundo o assessor de Agronegócios da Aiba, Luiz Stahlke, a antecipação do plantio da soja foi solicitada à Adab para que as áreas irrigadas funcionem como grandes laboratórios a céu aberto. “Denominamos estes espaços de ‘áreas iscas’ onde poderemos fazer testes e pesquisas que nos ajudarão no combate as pragas e doenças que atingem as lavouras de soja, milho e algodão”, disse Stahlke.

Com base nisso, a Aiba desenvolveu o projeto de oferta de estágio voltado para o monitoramento da Ferrugem Asiática, Helicoverpa armígera e da Mosca Branca. O objetivo é conhecer o nível de infestação e incidência destas pragas e doenças nas lavouras de soja irrigada do Oeste da Bahia. Com os dados em mãos, será possível definir, em tempo hábil, a melhor alternativa de manejo que o produtor poderá utilizar.

De acordo com o projeto, serão contratados 12 alunos das três faculdades pelo período de cinco meses. A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) será parceira, oferecendo a logística de deslocamento dos monitores; a Adab ministrará o treinamento para identificação da Ferrugem Asiática e o Agrônomo e coordenador de campo do projeto, professor Jorge Silva, vai orientar sobre como identificar a Helicoverpa armígera e a Mosca Branca.

“ Além de promover uma ação de integração entre as instituições de classe, universidades e produtores, estaremos oportunizando aos estudantes conhecimentos práticos de manejo agrícola e, por consequência, melhor qualificação profissional ”, explicou Ernani Sabai, diretor de Agronegócios da Aiba.

Capacitação

O período de estágio será iniciado, no dia 07 de outubro, quando os estudantes receberão instruções de uso do GPS e sobre a coleta de dados, além de serem capacitados para identificar pragas e doenças. O curso será realizado no auditório da Abapa, em Barreiras, das 8 às 12h.

Já no dia 08, os universitários seguirão para o campo, onde serão acompanhados pelo coordenador do curso, professor Jorge Silva, e pelos agrônomos das fazendas. Será a oportunidade de colocar em prática tudo o que foi aprendido.

Para Jorge Silva, que também é mestre em Fitopatologia, a parceria entre produtores e universidades será positiva para todos os envolvidos. “A universidade se aproxima da sociedade e o aluno ganha horas de estágio supervisionado, além de ter um contato direto com a pesquisa. Essa parceria vai fomentar a produção científica no meio acadêmico”, explicou o professor.

Panfleto-Novo-Ka---final-x3-2

hotelcolumbiadavi

Faahf banner topo

Depois de 10 anos, Brasil e EUA chegam ao fim da luta pelo comércio do algodão

Até que enfim, condições igualitárias de comércio internacional entre Brasil e Estados Unidos
Até que enfim, condições igualitárias de comércio internacional entre Brasil e Estados Unidos

Após mais de uma década de disputa perante a Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil e os Estados Unidos da América (EUA) selaram em 1 de outubro de 2014 o fim do contencioso WT/DS 267.

A emblemática disputa chega ao final com nova vitória para os produtores brasileiros de algodão que, no Memorando assinado entre os dois países, conseguiram garantir princípios básicos para a concorrência no mercado internacional.

Há um ano, quando os norte-americanos pararam de pagar os pagamentos devidos ao Brasil, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA) e o Governo Federal vêm levantando e analisando intensamente todas as opções de resolver o contencioso da forma mais favorável aos produtores brasileiros e ao Brasil.

Hoje, após a intensificação da pressão brasileira, de meses de estudos e de diversas rodadas de negociação chefiadas pelo Itamaraty, a ABRAPA está convencida de que o entendimento alcançado entre os dois países foi a melhor solução para os produtores brasileiros de algodão e para o agronegócio.

Isso porque, dentre as mudanças conquistadas, a mais importante, relativa ao programa GSM-102 – especialmente no tocante ao aspecto de que os EUA não oferecerão garantias para crédito à exportação com prazo superior a 18 meses -, não valem apenas para o algodão, mas para todo o agronegócio.

Ademais, dentre as conquistas brasileiras no entendimento com os EUA estão: (i) a transferência US$ 300 milhões para o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) ainda nesse mês de outubro e; (ii) a flexibilização no uso dos recursos do IBA para assistência técnica e capacitação relativas ao setor cotonicultor do Brasil e relativas à cooperação internacional no mesmo setor em países da África Subsaariana, em países membros ou associados do Mercosul, no Haiti ou em quaisquer outros países em desenvolvimento segundo acordado pelas partes.

Importante notar que o entendimento firmado por Brasil e EUA não implica no reconhecimento brasileiro da compatibilidade com os acordos da OMC das medidas discutidas no contencioso do algodão e de outras medidas na Farm Bill 2014, nem prejulga se as recomendações e decisões do Órgão de Solução de Controvérsias (OSC) foram implementadas corretamente.

Mais que isso, após anos de negociações emblemáticas na historia brasileira, a ABRAPA agradece publicamente o empenho do Itamaraty e do governo brasileiro desde o início do contencioso e, sobretudo, nesta etapa final de negociação de um acordo que contempla em grande medida as preocupações dos produtores brasileiros de algodão.

O encerramento bem sucedido deste contencioso, todas as lições aprendidas e o resultado exitoso do trabalho em equipe dos setores público e privado servirão de parâmetro para futuras vitórias do agronegócio brasileiro na arena internacional.

Sobrou para a agricultura: querem revisar outorgas de água na bacia do São Francisco

Uma representação foi protocolada junto ao Ministério Público Federal (MPF) na última semana pela Articulação Popular São Francisco Vivo, formada por mais de 70 entidades da sociedade civil, pedindo a moratória para o rio, com suspensão de novos licenciamentos e outorgas de águas previstas para grandes e médios projetos.

A frente pede, ainda,  a revisão das licenças já concedidas. Foram acionados as unidades do MPF de Aracaju (SE), Barreiras (BA), Guanambi (BA), Maceió (AL), Montes Claros (MG) e Petrolina (PE), para que sejam tomadas “medidas cabíveis contra os agentes governamentais e privados que violam direitos ao promover ou se omitir frente a degradação da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, mais evidente no atual quadro de estiagem”.

A representação se baseia no Manifesto Moratória São Francisco Vivo, publicado pelas entidades no dia 27 de agosto de 2014. O documento aponta evidências de deterioração do rio nas quatro regiões da Bacia do São Francisco.

A irrigação via pivôs centrais, no Oeste da Bahia, praticamente não é feita durante a seca. Usualmente, os grandes agricultores utilizam os pivôs com “irrigação de salvação”, durante os veranicos do início do ano, ou para preservar, durante alguns dias de abril, geralmente seco, as culturas implantadas em dezembro e janeiro. Além disso, em grande parte a água é retirada do lençol freático profundo e não diretamente dos rios.

Outros produtores armazenam água na temporada das chuvas, quando os rios estão cheios, para irrigar durante o período de estio.

 

??????????

hotelcolumbiadavi

Rádio Pref 1200x433

Print

2A minipa 

Justiça da Bahia libera utilização do benzoato de emamectina

O Tribunal de Justiça da Bahia autorizou a liberação de defensivos contendo benzoato de emamectina para o combate à lagarta helicoverpa armigera. A decisão vai contra o Ministério Público do Estado que, em maio de 2013, barrou a utilização do produto.
O benzoato de emectina foi importado no ano passado pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia em caráter de urgência, depois de um decreto de emergência fitossanitária emitido pelo Ministério da Agricultura. O defensivo está estocado em Luis Eduardo Magalhães.
A helicoverpa armigera provocou prejuízos bilionários nas lavouras de algodão e soja do Estado nas duas últimas safras.

helico_big

Segundo a Embrapa o inseticida benzoato de emamectina pode ser mais uma opção de produto para o controle de Helicoverpa armigera. Porém, é preciso considerar que existem pelo menos outros 24 produtos registrados emergencialmente, pelo MAPA para o controle dessa praga.

Estudos da Embrapa, realizados na cultura da soja, indicam que no mínimo cinco moléculas apresentam eficiência satisfatória quando aplicados em pulverização foliar nas doses de registro. Tais moléculas representam oito produtos registrados distribuídos em quatro diferentes grupos químicos (Diamidas, Pirazol, Oxadiazina e Diacilhidrazina), viabilizando a rotação de produtos com diferente modo de ação para evitar que se desenvolva populações de pragas tolerantes aos inseticidas, com o passar dos anos.

Nas regiões onde o uso emergencial do benzoato de emamectina for autorizado, é muito importante que o produto seja usado corretamente para se evitar danos à saúde humana e ao meio ambiente. Ao definir sua estratégia de manejo, o produtor deve procurar sempre optar por produtos mais seguros ao homem e menos impactantes ao meio ambiente, deixando o benzoato de emamectina apenas para casos extremos

Bahia busca autossuficiência na produção de leite

O agronegócio do leite na Bahia é um dos segmentos mais importantes no suprimento de alimentos, geração de postos de trabalho e renda. Essa afirmação foi do secretário da Agricultura da Bahia, Jairo Carneiro, representando o governador do Estado, Jaques Wagner, durante a abertura do 5º Encontro das Indústrias Baianas do Setor de Leite e Derivados, nesta sexta-feira (26). O secretário Jairo Carneiro destacou o Plano de Desenvolvimento da Pecuária Leiteira (Leite Bahia), iniciativa do governo do estado, por meio da Secretaria Estadual da Agricultura (Seagri), como um grande avanço no incremento do setor lácteo, que busca tornar a Bahia autossuficiente na produção de leite.

“Após um longo período de estiagem o Leite Bahia, inserido no Programa Vida Melhor inclusão Produtiva, do governo federal, vem como um instrumento importante de recuperação dos produtores. O programa está voltado para o desenvolvimento da produção de leite nas propriedades de agricultura familiar, executado a partir da integração de esforços do governo nas esferas Federal, Estadual e Municipal, em parceria com a sociedade e o setor privado”, enfatizou o secretário da Agricultura.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Leite do Estado da Bahia (Sindileite), Paulo Cintra, chamou a atenção para o para o trabalho de inspeção executado pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão vinculado à Seagri. “Temos a Adab como uma aliada no estímulo ao potencial do Estado no processamento de leite inspecionado e de qualidade”, disse.

Laticínios na Bahia

No segmento agroindustrial o parque baiano é composto por 23 Laticínios do Serviço de Inspeção Federal e 155 registrados no Serviço de Inspeção Estadual. Desse total, 55 foram inaugurados no período de 2007 a 2014, promovendo assim, a legalização de aproximadamente 150 mil litros/leite/dia, com garantia de inocuidade e segurança do alimento.

Regionalmente, temos alguns grupos e produtores investindo fortemente na produção de leite, que tem sido comercializado, a nível de fazenda, com preços entre R$1,05 e R$1,20. O fato de termos sub-produtos do leite e do milho em abundância e com preços competitivos, além da torta de algodão, favorece a produção. Por outro lado estão sendo usados pastos irrigados durante o estio como fonte segura de leite orgânico.

Autorizada a antecipação do plantio da soja na Bahia

A Adab publicou no Diário Oficial, no último dia 19, a portaria no 161, que autoriza a antecipação do período de plantio da soja para o dia 01 de outubro de 2014. A publicação está de acordo com as determinações do Comitê Estadual de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (CTR) que analisou a solicitação feita pela Aiba e aprovou a antecipação. A autorização serve apenas para produtores irrigantes.

Os interessados devem procurar a Aiba, até o dia 30 de setembro, e apresentar os documentos necessários para a avaliação e aprovação do plantio antecipado. A lista dos documentos está publicada no site da Associação (www.aiba.org.br), seção de Serviços.

08 - Agosto -_splash expresso copy

Yara agosto banner_600x300px

Soja continua em mergulho em Chicago e está abaixo de US$9,50 o bushel

A soja abre a semana com baixa expressiva na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Nesta segunda-feira (22) o contrato novembro/2014 é cotado a US$ 9,37 por bushel no meio-pregão, queda de 2% em relação a sessão anterior. A retração também inclui vencimentos mais distantes, como o maio/2015, que é cotado a US$9,57 por bushel (-2,2%)

O mercado monitora o andamento da safra do grão nos Estados Unidos e acumula expectativas antes da divulgação de mais um relatório de colheita. Na semana passada o Departamento de Agricultura do país, o Usda, apontava que 24% das lavouras estavam na reta final de desenvolvimento, possibilitando a entrada das colheitadeiras. O órgão também indicou que as máquinas já iam a campo em alguns estados produtores. Os números atualizados serão divulgados no final da tarde de hoje.

A expectativa de safra recorde no país continua, e a condição favorável das lavouras amplia a pressão sobre os preços. Conforme projeção do Usda, o país tem condição de colher 106,5 milhões de toneladas da oleaginosa.

Milho

O milho acompanha as perdas da soja e também tem preços mais baixos. O vencimento dezembro/2014 caiu abaixo do patamar de US$3,30 por bushel, em reflexo da previsão de safra cheia para o cereal nos Estados Unidos. Conforme o Usda o país tem condição de colher 365,6 milhões de toneladas e as máquinas já avançaram sobre 4% da área total cultivada. Informação do caderno de agronegócio da Gazeta do Povo.

Sindicato Rural colabora para instalação de reservas legais coletivas

vanir

O presidente do Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães, Vanir Kölln, recebeu, nesta sexta-feira, especialistas em direito ambiental e soluções ambientais, que falaram sobre o aproveitamento de novos parâmetros do Código Florestal Ambiental, principalmente aquelas que dizem respeito à alocação de áreas de reserva legal coletivas, por parte dos produtores.  João Henrique Giometti Bertogna, do escritório Furlanetto e Bertogna, de São Paulo, e Leandro Aranha, diretor executivo da Geoflorestas Soluções Ambientais, também da Capital paulista, falaram sobre as vantagens dos produtores em comprar essas reservas juntos aos parques, que incorporadas aos mesmos, ficariam sob o cuidado dos técnicos do Governo.

Bertogna, advogado ambientalista especializado na formatação de reservas coletivas.
Bertogna, advogado ambientalista especializado na formatação de reservas coletivas.

Nas 2,2 milhões de hectares cultivadas no Oeste, segundo Vanir, existe um passivo ambiental que pode recorrer ao novo parâmetro. Ele ressaltou que, no País, 12% do território pertence a áreas indígenas, com apenas 11% dedicado à agricultura e o soja ocupando apenas 2,8% da área. Ele conjectura:

-Imagine se o País dobrasse essa área de soja, para 5,6%. Teríamos o domínio do  mercado de proteína vegetal no mundo. Isso os norte-americanos não querem. Por isso forçam as autoridades ambientais à ditarem normas como a preservação de 20% em reservas legais, percentual que chega a 35% no Cerrado da Amazonia Legal e até a 80% no bioma Mata Atlântica. A alternativa de criação de áreas coletivas de reserva legal vem minimizar essa imposição.

E arremata:

-É mais prático se integrar a uma reserva coletiva, que poderá ser transformada em parque estadual ou federal e ficar sob os cuidados das autoridades ambientais, do que manter uma pequena reserva, isolada, individual e que carece de cuidados especiais para os quais o agricultor pode não estar preparado. 

Vanir ouve sobre as características especiais das reservas coletivas
Vanir ouve sobre as características especiais das reservas coletivas

Bertogna, por seu turno, diz que a adaptação pode ser primordial para a inscrição do produtor no Cadastro Ambiental Rural, até a data limite de 5 de maio de 2015, sem a qual os órgãos oficiais estão impedidos de financiar o agricultor e as tradings impedidas de comprar a produção.

O Presidente do Sindicato, que reúne mais de 600 agricultores, prometeu colaborar na comunicação com os produtores para ampliar a aplicação das novas deliberações do Código Florestal. E disponibiliza o pessoal do Sindicato para informações sobre o processo de instalação de reservas ambientais coletivas.

O Sindicato Rural congrega produtores de Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Riachão das Neves, Correntina, Jaborandi, Cristópolis, Baianópolis e Angical.
O Sindicato Rural congrega produtores de Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Riachão das Neves, Correntina, Jaborandi, Cristópolis, Baianópolis e Angical.

Conab leiloa milho do Oeste baiano e de estados do Nordeste

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou nesta quinta-feira (18) o quarto leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) de milho da safra 2013/14. Na operação, os arrematantes adquiriram prêmio para a venda e o escoamento de 1,63 milhão de toneladas do grão – 93,17% do total oferecido. A operação teve um deságio de 16,13% e o valor a ser pago pelo governo aos adquirentes poderá ultrapassar R$ 85 milhões.
A maior parte do leilão atenderá produtores de milho de Mato Grosso. A quantidade para o estado ficou distribuída nas seguintes regiões: norte (450 mil toneladas), centro-norte (338 mil t), centro-sul (258 mil t), nordeste (350 mil t). Também participam o estado de Goiás (100 mil t) e as regiões localizadas a oeste da Bahia (28 mil t), sul do Maranhão (50 mil t), sul do Piauí (49,1 mil t), além do Tocantins (6,3 mil t).
O produto in natura ou processado, no caso das indústrias, deverá ser escoado para qualquer localidade, não podendo ter como destino final os estados que compõem as regiões Sul, Sudeste (exceto os estados do RJ, ES e norte de MG), Centro-Oeste e os estados da Bahia, Maranhão, Piauí, Sergipe, Pará, Rondônia e Tocantins.
Os arrematantes do prêmio deverão fazer a venda do produto até o dia 3 de outubro, no mínimo pela diferença entre o preço mínimo e o valor do prêmio equalizador de fechamento do leilão. A operação será comprovada pela emissão das notas fiscais, de acordo com a legislação do ICMS vigente em cada unidade federativa, bem como demais documentos exigidos no aviso. A data limite para a comprovação do escoamento do produto é 17 de março de 2015. (Assessoria de Imprensa / Conab)

Embrapa vai fazer levantamento detalhado da aptidão das terras do Matopiba

Foto de Patrícia Villeroy
Foto de Patrícia Villeroy

A área do Matopiba, com cerca de 70 milhões de hectares, representa importante fronteira para a expansão da produção agropecuária. Aqui já se produzem 10% de soja e 15% do milho no Brasil. Também existem condições básicas para que o Matopiba seja uma boa alternativa para a expansão da produção de aves e suínos.

Em função das limitações do ambiente (fertilidade baixa, temperaturas elevadas e muitas áreas degradadas) a agropecuária na região vai depender de grande aporte de investimentos e tecnologias para se tornar economicamente viável.

Pensando nisso, o governo federal já acionou a Embrapa para estudar a região. A Embrapa Solos (Rio de Janeiro) terá como principal atividade a avaliação da aptidão agrícola das terras.

– Também reuniremos informações sobre os solos. Vale ressaltar a elevada vulnerabilidade à degradação dos solos de textura leve (de classe textural areia, areia franca ou francoarenosa), muito frequentes na área do Matopiba. O solo mais utilizado para a produção agrícola tecnificada nesta região é o Latossolo, que em amplas áreas tem menos de 20% de argila nos primeiros 50 cm a partir da superfície. São também muito frequentes os Neossolos Quartzarênicos (de textura areia ou areia franca até, no mínimo, a profundidade de 150 cm a partir da superfície do solo) e, principalmente nos estados do Maranhão e do Tocantins, os Plintossolos (que apresentam restrições de drenagem e/ou presença de elevada quantidade de cascalhos e pedregosidade) – diz o pesquisador da Embrapa Solos José Francisco Lumbreras.

A Embrapa Solos também se propõe a participar em outras iniciativas nesses primeiros estudos do Matopiba, tais como a elaboração do zoneamento agrícola de risco climático, a definição de oportunidades e prioridades para o avanço do conhecimento e desenvolvimento tecnológico, assim como na elaboração das diretrizes estratégicas de atuação da Embrapa na região.

A ideia é que tais atividades estejam encerradas até agosto de 2015 a fim de apoiar as melhores alternativas de produção sustentável. Adicionalmente, acredita-se que programas governamentais de incentivo à irrigação poderão viabilizar duas ou três safras por ano.

– É o momento perfeito para garantir o desenvolvimento com equidade em que todos ganhem com o progresso da região. Governantes, pesquisadores e agricultores estão juntos no desafio. É o começo de uma transformação benéfica em um ambiente historicamente carente e sofrido. Ainda vamos ouvir falar muito, e bem, do Matopiba. Guarde esse nome– completa o presidente da Embrapa, Maurício Lopes. Da Embrapa.