IBGE confirma crescimento da safra 2013-2014

O Brasil deve fechar, em 2014, com uma safra de cereais, leguminosas e oleaginosas de 193,6 milhões de toneladas (195 milhões segundo a CONAB) , ou seja, 2,8% a mais do que no ano passado. A previsão, feita pelo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em agosto deste ano, é 0,2% superior à feita no mês anterior.

Duas das três principais lavouras brasileiras deverão aumentar a produção em 2014, em relação ao ano passado: soja (6%) e arroz (3,6%). A estimativa é que apenas o milho tenha queda na produção (-3,7%).

Dos 26 produtos analisados pelo IBGE, 20 deverão ter aumento. Além da soja e do arroz, são esperados crescimentos nas safras de produtos como café em grão (18,5%), cana-de-açúcar (1,2%), feijão em grão 1ª safra (36,5%) e 2ª safra (9,4%), laranja (0,9%) e mandioca (10,6%).

Por outro lado, são esperadas quedas em seis produtos, entre eles amendoim em casca 1ª safra (-19,5%), amendoim em casca 2ª safra (-17,4%), café em grão – arábica (-13,1%) e feijão em grão 3ª safra (-11,4%).

A área a ser colhida neste ano deve ser de 56,2 milhões de hectares, praticamente a mesma previsão feita em julho, o que representa um aumento de 6,4% em relação a 2013. Das três principais lavouras, haverá aumento da área colhida de 0,3% para o arroz e 8,6% para a soja. O milho terá queda (-0,5%).

Entre as regiões, três deverão ter aumento da safra. O Centro-Oeste deverá ter a maior safra: 81,3 milhões de toneladas, 3,6% superior a 2013. São esperados crescimentos também no Nordeste (43%) e Norte (3,4%). Sul e Sudeste deverão ter quedas na produção de 0,4% e 12,6%, respectivamente.

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Índice de Confiança do agronegócio cai no 2º trimestre

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), instituição ligada à FIESP – Federação das Industrias de São Paulo e à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) mensura, por meio de entrevistas com produtores agropecuários, a percepção econômica em geral, do Brasil e do estado, além da condição específica do negócio, das indústrias e cooperativas que atuam nos diferentes elos da cadeia. A divulgação é trimestral, juntamente com o painel de investimentos.

Resultados

A confiança do agronegócio brasileiro apresentou forte queda de 10,9 pontos no segundo trimestre de 2014, em relação ao trimestre anterior. Medido em uma escala de 0 a 200, o índice passou de 102,7 para 91,8 pontos. Único setor que ainda resistia à onda pessimista que afeta a economia brasileira, o agronegócio saiu de uma condição neutra/otimista no 1º trimestre para pessimista no 2º trimestre de 2014.
Todos os elos da cadeia apresentaram variação negativa, especialmente aqueles relacionados a Indústria, tanto Pré (-7,8 pontos) como Pós Porteira (-19,8 pontos). O índice dos “produtores agropecuários” também recuou, mas em menor intensidade (-3,4 pontos), pois a confiança do “produtor pecuário” subiu e ajudou a amenizar a queda do índice geral.
A avaliação sobre a “economia brasileira” foi o quesito que mais pesou negativamente em todos os segmentos da indústria. Há descontentamento com a situação atual e redução do otimismo em relação à sua situação futura. Por outro lado, a “confiança no setor” continua sendo o item mais otimista do indicador.

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Indústria Antes da Porteira (Insumos Agropecuários): 94,1 pontos, queda de 7,8 pontos

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Economia cai pelo segundo trimestre seguido. É a tal recessão técnica.

A roça, como sempre, segurando a fera da recessão pelos chifres. Na foto, colheita de arroz.
A roça, como sempre, segurando a fera da recessão pelos chifres. Na foto, colheita de arroz.

O Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve queda de 0,6% no segundo trimestre de 2014, em relação aos primeiros três meses do ano. O valor ficou em R$ 1,27 trilhão. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (29) o indicador, que havia caído 0,2% no trimestre anterior.

Já em 12 meses, com o dado do segundo trimestre, há um crescimento acumulado de 1,4%.

O melhor desempenho neste trimestre foi registrado pelo setor de agropecuária, que cresceu 0,2% em relação aos últimos três meses. O PIB da indústria caiu 1,5% e o de serviços, 0,5%, no período.

Quando a comparação dos dados divulgados nesta sexta-feira ocorre com o segundo trimestre do ano passado, a queda atinge 0,9%, com agropecuária sem crescimento e indústria com recuo de 3,4% e serviços com alta de 0,2%.

O único subsetor da indústria que teve resultado positivo no período foi o de extrativismo mineral, com avanço de 3,2%. Entre as quedas nas outras áreas, destacam-se a da indústria de transformação (-2,4%), a de construção civil (-2,9%) e a de eletricidade e gás, água esgoto e limpeza urbana (-1%).

Já o setor de serviços teve recuo puxado pela queda do comércio, que chegou a 2,2%, e pelo resultado negativo do segmento de outros serviços (-0,8%). Serviços de informação tiveram o melhor desempenho, com alta de 1,1%, e também contribuíram positivamente o de atividades imobiliárias e aluguel, que subiu 0,6%. Da Agência Brasil.

Bahia: crescimento de 1,54% puxado pelo agronegócio

O Produto Interno Bruto a preços de mercado (PIBpm) divulgado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI/Seplan), referente ao segundo trimestre do ano de 2014, sinaliza expansão na economia baiana de 1,56% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na composição do PIB, observa-se crescimento de 0,8% no Valor Adicionado a preço básico (VA) e de 8,2% no Imposto sobre Produtos Líquidos de Subsídios. Na comparação entre o segundo trimestre e o primeiro trimestre de 2014, houve aumento de 0,5%, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal.

Foi fundamental, em termos absolutos, para o crescimento da atividade econômica baiana em relação ao segundo trimestre de 2013, a alta de 14,0% do setor agropecuário, proveniente da recuperação da safra de grãos, mais especificamente milho, soja e algodão. O setor de serviços cresceu 0,5%, com alta no comércio de 2,2% e expansão nos transportes de 2,9%. A administração pública, principal segmento na estrutura do PIB baiano, representando quase 20,0% da atividade econômica do estado, apresentou queda de 1,0% no segundo trimestre. Por outro lado, mesmo com a alta da indústria extrativa mineral (4,1%) e da construção civil (2,4%) no trimestre, o setor industrial, mais uma vez no ano, apresentou queda (-1,7%), puxado pela retração da indústria de transformação (-5,8%) e daprodução e distribuição de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-0,6%).

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Programa “Soja Plus” tem início na Bahia

Uma palestra com o tema “Qualidade de Vida no Trabalho”, marca a estréia do Programa Soja Plus na Bahia. Fruto de um convênio entre a Aiba e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), o Programa oferece capacitação, gratuita, para o produtor rural sobre gestão econômica, social e ambiental das propriedades.

Durante a capacitação, gerentes de fazendas e produtores associados da Aiba, estão ampliando conhecimentos que vão desde os cuidados necessários para a contratação de funcionários até como se evitar acidentes de trabalho. De acordo com a instrutora da Abiove, Marly Morais, a capacitação tem caráter preventivo. “Essas orientações objetivam adequar as atividades da fazenda, de maneira que cumpram as exigências do mercado e diminuam os índices de acidentes de trabalho e de meio ambiente”, explicou Marly Morais.

Para o coordenador técnico da Fazenda Granflor e participante do curso, Cássio Lacerda, a palestra trouxe conhecimentos que vão acrescentar às práticas cotidianas da fazenda. “Os conhecimentos adquiridos servirão para que os produtores enfrentem dificuldades diárias da produção e melhorar o trabalho que vem sendo feito”, afirmou.

Os treinamentos estão ocorrendo nas principais comunidades agrícolas da região e os produtores interessados poderão participar, sem custo, nos locais citados abaixo, sempre das 8 às 13 horas.

 

Rosário 02/set Auditório da Abapa
Roda Velha 03/set Auditório da Abapa
Bela Vista 04/set Clube da comunidade
Luís Eduardo 05/set Auditório da Fundação Bahia

“Nessa primeira etapa, o programa atenderá a 250 produtores, de nove municípios do Oeste e disponibilizará também ferramentas de gestão, entre elas, manuais, kits de primeiros socorros, vídeos e placas de sinalização”, disse Bernardo Pires, diretor de Sustentabilidade da Abiove. Segundo ele, o Soja Plus oferece formação continuada e os próximos cursos acontecerão a partir de 2015, com temas relacionados a construções rurais e o novo Código Florestal.

Custo da lavoura de soja aumenta 20% para próxima safra

Do Canal Rural

O custo de produção da safra de soja foi destaque na reunião da Câmara Setorial da Soja, realizada nesta terça, dia 26, em Brasília. Os custos de produção da soja aumentaram cerca de 20% em relação ao último plantio.

Nessa conta entram os gastos com sementes, que chega a oito sacas por hectare; com agrotóxicos, que chega a 12 sacas por hectare; e com fertilizantes, 15 sacas por hectare. Números estes que podem tornar a próxima safra a mais cara da história, segundo os produtores.

–  A gente precisa manter um programa com a Embrapa para orientar o produtor. No ano passado se gastou de 10 a 12 sacas por hectare com defensivos e a gente pode reduzir isso. Muitas vezes está se gastando R$ 100, R$ 150 a mais porque está faltando orientação correta de que produto usar contra lagarta e assim por diante – diz o presidente da Câmara Setorial, Glauber Silveira.

O custo não deve sofrer alterações com a obrigatoriedade das áreas de refúgio para as culturas transgênicas, como soja, milho e algodão. A portaria está sendo finalizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e deve ser publicada até metade de setembro. A expectativa é que o texto tenha como base os índices recomendados pelas empresas detentoras das tecnologias, com aprovação de instituições de pesquisas, como a Embrapa.

 

5 - QUINTA - HORÁRIO COLETA WEB

 

08 - Agosto -_o expresso

Yara lança aplicativo para identificar deficiências de nutrição nas lavouras de algodão

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A Yara lança para os produtores de algodão o CheckIT, um aplicativo para smartphones e tablets que possibilita aos cotonicultores detectarem as deficiências nutricionais de sua lavoura, entender o motivo pelo qual acontecem e receber recomendações da adubação e nutrição adequada no seu plantio, bem como dicas de qual produto do portfólio da empresa se encaixa melhor às necessidades de sua propriedade.

“O CheckIT propicia, ao alcance de um clique, a exibição do diagnóstico da lavoura e as deficiências de nutrientes na cultura, trazendo recomendações de uso e aplicação correta de nutrientes e fertilizantes. Dessa forma o produtor poderá eliminar as carências nutricionais de sua plantação e escolher o fertilizante correto, aumentando a qualidade, rentabilidade e produtividade”, afirma Lívia Tiraboschi, especialista em Produto, Pesquisa e Inovação da Yara. Além do algodão, a ferramenta está disponível, gratuitamente, no Brasil para as culturas de soja, milho, girassol, cereais e sorgo e pode ser acessada em dispositivos com os sistemas operacionais iOS, Android e Windows Phone. Basta acessar a Play Store (Android), a App Store (iOS) ou o Windows Store (Windows Phone) e procurar por “CheckIT”.

O aplicativo mostra aos usuários um acervo fotográfico com os sinais físicos das deficiências nutricionais em diversas culturas, como algodão, soja, milho, cereais, girassol e sorgo, para que o agricultor compare a imagem com a ocorrência da planta, permitindo uma rápida correção e evitando perdas de produtividade. A ferramenta também exibe informações de como a deficiência nutricional afeta as lavouras, os tipos de solo mais propensos ao problema e os fatores que podem agravar a deficiência nutricional.

O aplicativo foi desenvolvido para operar em todas as regiões agrícolas do País, inclusive em áreas com baixo sinal de telefonia celular. “Estamos desenvolvendo o aplicativo para que, muito em breve, os produtores brasileiros de outras culturas possam ter acesso à ferramenta. Dessa forma poderemos oferecer um banco de dados completo sobre as deficiências nutricionais e as dicas para uma melhor nutrição, manejo e escolha correta do fertilizante”, esclarece Lívia. A empresa pretende atualizar mensalmente o aplicativo, incluindo novas culturas agrícolas e melhorias de navegação.

No Brasil, a Yara também oferece o TankmixIT, um banco de dados com resultados de milhares de testes de mistura entre um ou mais produtos da linha YaraVita com outros produtos voltados à pulverização. A ferramenta está disponível para iOS e Android.

Ministro autoriza compra do milho do Oeste através do PEPRO

Ministro ouve argumentos de Busato
Ministro ouve argumentos de Busato

Dois dias após visitar o Oeste da Bahia, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, autorizou a publicação, na última quinta-feira (21), de um aviso de leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural de Milho (Pepro), atendendo a uma solicitação da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). O leilão eletrônico será realizado na próxima quinta-feira, dia 28 de agosto.

Registrado sob o n124/2014, o leilão reunirá a produção de Milho da Bahia, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Piauí. O objetivo é a venda e o escoamento de 1,75 milhões de toneladas de Milho em grãos, safra 2013/2014 e 201.

O preço do milho em grãos, para fins de preenchimento do DCO, será de R$ 0,226/kg para o Estado do Mato Grosso, R$ 0,2945/kg para o Estado do Mato Grosso do Sul e para o Estado de Goiás e R$ 0,36/kg para o Oeste da Bahia, Sul do Maranhão e Sul do Piauí.

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Veja só a força do Matopiba: soja, algodão e cereais puxam exportações em julho no Piauí

As exportações piauienses referentes ao mês de julho alcançaram US$ 41,5 milhões. O crescimento, de 67% em relação ao mesmo período de 2013, é apontado como o melhor de 2014.

Nos sete primeiros meses do ano, a soja, ceras vegetais, mel e algodão lideram o ranking, totalizando US$ 117,5 milhões. A soja responde por 58% do total de produtos enviados para o exterior.

“O desempenho crescente acompanha o comportamento nacional no período pós-colheita, com tendência de crescimento, reflexo dos investimentos em áreas de plantio e da boa produtividade”, explica a superintendente de Desenvolvimento Econômico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico (Sedet), Ivani Gonçalves.

Os principais países de destinos foram China, Estados Unidos, Holanda, Alemanha e Reino Unido. Mas apenas China e Estados Unidos representam 65,5% das negociações do mercado exportador para o Piauí.

O volume de produtos importados pelo Estado foi de US$ 161 milhões com saldo comercial negativo de US$37 milhões.

Fonte: Cidade Verde

6 - SEXTA - HORÁRIO COLETA WEB

Ministro da Agricultura assiste colheita do algodão

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Na manhã desta terça-feira (19), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, acompanhado com os representantes de entidades, como a Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa), Associação dos Irrigantes e Agricultores da Bahia (Aiba) e Sindicato de Produtores Rurais, visitou o oeste baiano para conhecer as potencialidades agrícolas da região, em especial as plantações de algodão.

“A região oeste tem se destacado na produção de algodão e de grãos, é importante que os representantes do poder público federal acompanhem de perto esse desenvolvimento e conheçam as necessidades do setor produtivo. Nessa visita foi repassado ao ministro uma lista de demanda da região. Assim, esperamos resultados positivos”,  disse a presidente da Abapa, Isabel da Cunha.

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Ministro da Agricultura dá uma rápida revoada no Oeste

O Ministro com o deputado Oziel Oliveira
O Ministro com o deputado Oziel Oliveira

O mestre de cerimônias do evento que recepcionou o ministro da Agricultura, Neri Geller, ontem, em Luís Eduardo Magalhães, concedeu, generosamente, 10 minutos para “perguntas da imprensa”. Diante de prazo tão dilatado, a maioria dos representantes da imprensa local foi saindo de lado. É bom constatar-se também que o Ministro chegou quase uma hora atrasado ao evento, alegando uma inversão no programa. Particularmente, este Editor vai mandar, via email, ao Ministro, umas perguntinhas, transferindo aos seus assessores a delicada tarefa de informar os produtores da Região.

Produtores e Governo devem fixar área de refúgio em 20% das lavouras com transgênicos

O refugio com variadades convencionais preserva predadores naturais e evita aumento da resistência das pragas
O refugio com variedades convencionais preserva predadores naturais e evita aumento da resistência das pragas

O setor produtivo e o governo federal finalizam nesta semana o texto da portaria do refúgio para o plantio de variedades geneticamente modificadas com a tecnologia Bt. A reunião será realizada na quinta-, dia 21, no Ministério da Agricultura, com os integrantes do Grupo de Trabalho de Manejo e Resitência (GTMAR), formado para discutir o assunto. Participam pesquisadores da Embrapa, USP/Esalq e Universidade de Grande Dourados (MS), além de representantes de entidades como Aprosoja, Abramilho, Abrapa e Abrasem.

O texto trará o percentual das empresas detentoras das tecnologias, que recomendam 20% da lavoura deverá ser reservada para área de refúgio. A decisão agrada às entidades do setor produtivo, que acreditam que 20% de área de refúgio é um índice considerável. Também defendem que, neste primeiro momento, o ideal é seguir a recomendação das empresas, que tem base científica a respeito da eficácia nas lavouras.
A portaria será publicada até o fim do mês, de acordo com o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Luís Eduardo Rangel, e prevê que o grupo de trabalho analise os resultados do uso de 20% de refúgio, e, se considerar necessário, sugira alterações para os próximos plantios. Do Canal Rural.

Amanhã, em Luís Eduardo, palestra sobre nematoides

Lavoura contaminada
Lavoura contaminada

Amanhã, quarta-feira, produtores assistem palestra no Hotel Saint Louis, ÀS 19h30m, com o nematologista Jaime Maia dos Santos. Os nematoides têm atingindo fortemente os terrenos franco-arenosos do Oeste baiano, principalmente naqueles lavouras onde não é feito a rotação de culturas. A incidência de nematoides é fator limitante da produção, manifestada pela “morte em reboleira”.

Amanhã, Ministro da Agricultura estará em Luís Eduardo.

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O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, estará amanhã no município de Luís Eduardo Magalhães, para acompanhar a colheita do algodão e conversar com os produtores rurais. O encontro com os produtores será às 10h 30min, no auditório do SENAR. Geller começou sua carreira pública em 1996, como vereador em Lucas do Rio Verde. Assumiu em dois mandatos como deputado federal, como suplente,  já pelo Partido Progressista. É natural de Selbach, no Rio Grande do Sul, no centro da região de maior produtividade agrícola no Estado.

Algodão já perdeu 20% no preço desde o início do ano

Com a colheita avançando no Brasil, os preços do algodão em pluma seguem enfraquecidos. Nessa terça, dia 12, o Indicador CEPEA/ESALQ com pagamento em 8 dias fechou a libra peso em R$ 1,6638, ligeiro aumento de 0,17% frente à terça anterior, mas com queda de mais de 20% desde o início deste ano. Os valores internos da pluma, inclusive, estão abaixo do mínimo governamental em todos os Estados acompanhados pelo Cepea. Com isso, muitos produtores estão na expectativa de que o governo sinalize uma possível intervenção, como os leilões de Pepro (Prêmio Equalizador pago ao Produtor), visando manter a renda de cotonicultores.

Em Luís Eduardo Magalhães e região, a arroba (15 kg) do algodão tem preço de R$52,58.

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Preço do Milho aumenta confinamento de bois e barateia carne

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Com os preços ridículos do milho, os confinadores estão entusiasmados: no Mato Grosso mais de 754 mil bois foram para o cocho, largando os pastos secos. Por lá, o milho custa R$11 reais a saca para o produtor, na lavoura. Por aqui, no oeste baiano, está em R$19,00 a saca. Por enquanto, com esses preços do principal insumo, vamos tendo porco, frango e carne bovina mais em conta.

Em Luís Eduardo Magalhães, a Captar deve confinar 60 mil bois este ano.

Instalações da Captar, Luís Eduardo Magalhães, a maior da Bahia
Instalações da Captar, Luís Eduardo Magalhães, a maior da Bahia

Com o mercado desanimando o plantio, nesta próxima safra pouca gente planta e no ano que vem tudo fica mais caro. Até o frango que, com a expansão das grandes áreas de milho, acabou virando comida de pobre.

Em meados do século passado, dizia-se que, quando pobre comia galinha, um dos dois estava doente. Ou o pobre ou a galinha.

Produtores ouvem propostas dos presidenciáveis

06.08.14 CNA PRESIDENCIÁVEIS 3

Lideranças do agronegócio se reuniram na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para ouvir as propostas dos três principais candidatos à Presidência da República. Um documento com as reivindicações do setor foi entregue a cada um deles. O presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato, e o vice-presidente da Abrapa, João Carlos Jacobsen participaram do evento.

Cerca de 700 pessoas, entre representantes de associações e cooperativas da Agricultura e Pecuária do Brasil, acompanharam a apresentação dos candidatos Eduardo Campos (PSB), Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). Cada um teve uma hora para falar e responder a três perguntas feitas pelo setor rural.

Cada candidato recebeu da CNA o documento “O Que Esperamos do Próximo Presidente 2015/2018”. Ao todo, 68 páginas foram elaboradas com propostas de 11 entidades rurais. O documento divide as reivindicações em sete temas: política agrícola, competitividade, relações do trabalho, segurança jurídica, meio ambiente, educação e assistência técnica.

SEGURO AGRÍCOLA

Eduardo Campos – “As políticas de renda são um toque fundamental para o setor. É preciso articular o crédito, seguro e preços mínimos. O crédito precisa se modernizar, andar casado com o seguro. O preço mínimo tem que ser menos político e mais técnico. Não pode ser na pressão das horas de maior dificuldade”, disse o candidato, comprometendo-se também a fortalecer o papel do cooperativismo neste sistema.

Aécio Neves – Disse que “é possível” ampliar, em quatro anos, a área coberta com seguro rural no país para até 60% do total. “Apenas 9% da área plantada, no Brasil, tem seguro. É a única potência agrícola que não teve a capacidade de avançar neste tema”, disse.

Dilma Rousseff – Destacou o crescimento da subvenção ao prêmio do seguro rural nos últimos anos, do aumento do crédito que, no atual plano safra chegou a R$ 156 bilhões, e a redução dos juros nas operações. Mencionou também o financiamento para a pecuária de corte, além de subsídios para máquinas e equipamentos.

LOGÍSTICA

Eduardo Campos – Defendeu investimentos em diversos modais de transportes, enfatizando hidrovias e ferrovias, com regras claras para atração de investimentos. “Hidrovia é caminho, tudo deve ser feito respeitando estudos de engenharia, impactos ambientais e econômicos. O Brasil tem um plano nacional de logística. Tem assuntos que não devem dividir partidos, facções. O plano de logística não deve dividir” .

Aécio Neves – “Vamos buscar PPP (Parceria Público-Privada) onde for possível e, se não for possível vamos às concessões. Gerar tranquilidade é fundamental”.

Dilma Rousseff – “A integração dos modais é estratégica e vem sendo feita em parceria do público com o privado, mas ainda é preciso mais investimentos. Quanto menores os custos, o acesso aos mercados se torna mais favorecido para nós”.

COMÉRCIO EXTERIOR

Eduardo Campos – “O comércio exterior precisa desse ativismo objetivo, integrando esforço das entidades e do governo.” Um desses esforços, segundo ele, é o fortalecimento do sistema de defesa sanitária, com maior impacto na produtividade e atuação contra as barreiras impostas por outros países a produtos brasileiros.

Aécio Neves – defendeu uma atuação mais “pragmática”. Para ele, nos últimos anos, o “alinhamento ideológico” impede que sejam aproveitadas oportunidades no mercado externo. O tucano defendeu também a flexibilização de regras do Mercosul. “A relação com o mundo tem que ser madura, respeitável. Vamos abrir nossa economia e ao mesmo tempo o estado tem que dar competitividade a quem produz aqui.”

Dilma Rousseff – Defendendo uma postura mais “aguerrida” do Brasil na conquista de novos mercados, Dilma disse que a proposta do Mercosul para um acordo comercial com a União Europeia está pronta para ser apresentada. No entanto, disse ela, há certa resistência de alguns grupos do bloco, que associam a crise enfrentada na região aos acordos comerciais. (Com informações da revista Globo Rural)

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Indústria têxtil encontra redução de atividade no País

Foto de Inor Assmann, enviada pela AIBA.
Foto de Inor Assmann, enviada pela AIBA.

A notícia não é boa para os cotonicultores do Oeste baiano. A indústria têxtil do Ceará, um dos mercados cativos do algodão oestino, está passando por uma sensível redução de atividades. No Distrito Industrial de Maracanaú, duas grandes empresas já fecharam – a Cotece e a Fiotex. Outra, também de grande porte, passa por recuperação judicial, tendo reduzido suas compras de algodão de quatro mil toneladas para duas mil toneladas. A Coteminas, gigante do setor, de Josué Alencar, candidato a senador por MG, reduziu de 140 mil para 90 mil toneladas o consumo de pluma de algodão. Em Araripina(PE), fechou a Artesa. E tudo isso em um cenário de queda dos preços do algodão – no Brasil a libra/peso, que em janeiro custava R$ 2,22, custa R$ 1,69. Calças de brim, que tinham 100% de algodão, têm hoje 20% de poliéster e 5% de elastano.

No mercado local, a arroba do algodão está sendo comercializada a R$52,00.

O algodão ainda está em fase de colheita no Oeste, mas a expectativa é que sejam produzidas 270 arrobas/hectare, levando a uma produção de 1,2 milhões de toneladas, segundo informação da AIBA – Associação dos Produtores e Irrigantes da Bahia.

Novos tempos, uma notável diferença

O aumento de juros agropecuários anunciado no Plano Agrícola e Pecuário 2014/15 custará R$ 890 milhões aos produtores brasileiros. A estimativa foi apresentada pelo Sistema Farsul, tomando como base a diferença de um ponto percentual entre a antiga taxa, de 5,5%, e a nova, de 6,5%. Para os “pecuaristas de asfalto”, 1% é apenas 1%. Do jornalista Fernando Albrecht.

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Estimativa da Conab aponta crescimento de 2,6% na safra de grãos

O Brasil deverá registrar uma produção de grãos de 193,47 milhões de toneladas. O volume é aproximadamente 2,6% superior à safra passada, que representa um aumento de 4,81 milhões de toneladas em relação ao mesmo período do ano anterior. O dado é do 11º levantamento de grãos da safra 2013/2014, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (7).

O maior destaque foi mais uma vez a cultura de soja, que apresentou um incremento de 5,1% na produção, o equivalente a 4,16 milhões de t. O trigo também apresentou bom desempenho, com um aumento de 35,7% na produção, o que representa cerca de 2 milhões de toneladas. O crescimento dessa cultura se deve ao aumento de 20,7% na área plantada e às melhores condições climáticas, principalmente no Paraná. O feijão também teve boa participação, a partir da evolução da produtividade do grão, registrando um aumento de 635,9 mil toneladas, cerca de 22,7%.
O milho total (primeira e segunda safras) sofreu queda de 3,6% (cerca de 3 milhões de t), devendo chegar a 78,55 milhões de toneladas. A redução é reflexo da diminuição da primeira safra, uma vez que o plantio da segunda safra se manteve estável.
Área – O total de área destinada ao plantio de grãos deve chegar a 56,85 milhões de hectares, o que significa uma alta de 6,1% se comparado à área de 53,6 milhões de hectares da safra passada.
A soja segue com crescimento de 8,7%, passando de 27,7 para 30,1 milhões de hectares. A cultura de trigo também apresentou crescimento expressivo, saindo de 2,2 milhões de hectares para 2,6 mil hectares, um crescimento de 20,7%.  Outro produto a ser destacado é o feijão, que apresentou recuperação de área principalmente no Nordeste.

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Yara e Galvani definem termos da joint venture que investirá US$ 920 milhões

Cleiton Vargas e Ronaldo Galvani
Cleiton Vargas e Ronaldo Galvani

O diretor da Galvani, Ronaldo Galvani, e o diretor comercial da Yara no Brasil, Cleiton Vargas,  falaram, ontem, terça-feira, com exclusividade ao Expresso, sobre os planos da joint venture que acabam de assinar.

A Yara é uma multinacional de origem Norueguesa,  líder mundial na produção de fertilizantes químicos e com presença em 51 países, com receitas de US$ 14,6 bilhões. Recentemente adquiriu a divisão da Bunge Fertilizantes, assim como faz agora com 60% das ações da Galvani.

A associação foi feita com objetivo de incrementar o desenvolvimento das plantas de mineração e industriais da Galvani na Serra do Salitre, em Minas Gerais, Angico dos Dias, no Piauí, Irecê, Santa Quitéria (Ceará), Lagamar (MG), Paulínia (SP) e Luís Eduardo Magalhães. Além disso, a Galvani conta com uma unidade de distribuição em Alto Araguaia (MT) e um terminal portuário em Fortaleza (CE).

Diz Ronaldo Galvani:

“O mercado pulou de 22 milhões de toneladas de fertilizantes em 2009 para 31 milhões de toneladas apenas 5 anos depois. Nossa meta é acompanhar essa demanda crescente, garantindo o desenvolvimento de nossos projetos de curto e longo prazo.”

Cleiton Vargas afirma: “Hoje ainda importamos 50% de compostos fosfatados (P2O5) e 90% do potássio. No caso do potássio não temos como crescer a exploração, mas com o fósforo é diferente. Queremos substituir importações, melhorando a nossa balança interna.”

Além da ampliação das minerações de rocha fosfática, os projetos em desenvolvimento incluem novas capacidades para a produção de fertilizantes fosfatados. Os investimentos totais deverão ser aplicados entre 3 e 5 anos. Ronaldo Galvani afirma que o volume de empregos da unidade de Luís Eduardo Magalhães será mantido, com mais de 500 funcionários próprios e 200 terceirizados.

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Governo aposta todas as fichas na produção acima de 200 milhões de toneladas

lavoura

Tecnologias aplicadas à agricultura, investimentos em logística, uma política bem definida de crédito ao produtor rural contribuem para expectativa de que a produção agrícola nacional deste ano atinja marca histórica de 200 milhões de toneladas. De acordo com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, a decisão do governo em aumentar oferta de linhas de crédito para agricultores de todos os portes está afinada com o potencial de crescimento do setor.

“Nós exportamos quase R$ 100 bilhões e um superávit de R$ 82 bilhões, gerando muitas divisas para o nosso país. E isso se deu alinhado ao poder de incorporar tecnologia, a capacidade de produção do nosso produtor, mas também a uma política bem definida de crédito, de comercialização e também do seguro”, disse Geller.

Com foco no apoio estratégico aos médios produtores, o Plano Agrícola e Pecuário para a safra 2014/2015 tem recursos recordes à disposição do produtor nacional: serão R$ 156 bilhões em crédito, um aumento de 14,7% em relação à safra anterior e com taxa de juros variando entre 4,5 e 7,5%. Apenas para a faixa dos produtores de médio porte, serão R$ 16,7 bilhões disponibilizados por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), registrando acréscimo de 26,5% em relação ao ano passado. Além disso, o Pronamp, este ano, aumentou em 10% os limites de financiamento para custeio e investimento.

Instituído em 2007, inicialmente com R$ 100 milhões, o seguro rural hoje conta com R$ 700 milhões em recursos do Tesouro Nacional para proteger o produtor agrícola, priorizando regiões com risco de desastres naturais, como seca, enchentes e geadas.

Atendendo reivindicações do setor, foi postergada para 1º de julho de 2015 a obrigatoriedade da contratação do seguro rural nas operações de custeio agrícola feitas por médios produtores. Além disso, o limite de financiamento para a comercialização de sementes passa a ser de R$ 25 milhões por beneficiário, tendo como referência o preço de mercado.

Com a indústria rodando a taxas negativas, o comércio e os serviços deprimidos, só resta mesmo ao Governo apostar seu cacife na Agricultura, que, a bem da verdade, tem prosseguido com as próprias pernas há muito tempo. Como sempre se repete, o Governo tem que fazer a sua lição da porteira para fora. Da porteira para dentro, pode deixar por conta do agricultor que ele sabe o que está fazendo. 

Novos frigoríficos tem exportação liberada para a Rússia

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou nesta segunda-feira (4) que a Rússia liberou cinco frigoríficos brasileiros para exportar carne bovina e suína para o país. No Mato Grosso foi autorizada a empresa Agra, de carne bovina. Em outros estados foram liberadas para carne bovina as empresas Mataboi, em Minas Gerais; Frigoestrela, em São Paulo; e Marfrig, em Goiás. Para carne suína, foi liberada a empresa Cotrijui, no Rio Grande do Sul.

Selo Unicef

Yara adquire participação majoritária da Galvani

Unidade Galvani em Luís Eduardo Magalhães
Unidade Galvani em Luís Eduardo Magalhães

A Yara International ASA assinou um acordo no valor de US$ 318 milhões para adquirir 60% departicipação da Galvani Indústria, Comércio e Serviços S/A (“Galvani”).

A Galvani é uma empresa de fertilizantes fosfatados, de capital fechado e controlada pelo empresário brasileiro Rodolfo Galvani Jr. A empresa atua na mineração de rocha fosfática e produção de fertilizantes fosfatados (Super Fosfato Simples – SSP), atendendo principalmente aos mercados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. A Galvani tem planos de expansão que incluem dois novos projetos (greenfield) de mineração de rocha fosfática no Brasil.

“A aquisição representa mais um passo significativo na concretização de nossa estratégia de crescimento na América Latina, fortalecendo nossa posição no Brasil e mostrando nosso compromisso com o desenvolvimento e investimento na agricultura brasileira”, disse Joergen Ole Haslestad, presidente e chief executive officer (CEO) da Yara International.

“Além de contribuir com mais produção de fosfatados para a crescente demanda da agricultura brasileira, a combinação do espírito empreendedor e inovador da Galvani com as fortalezas globais da Yara viabilizará soluções mais adequadas de nutrição de plantas ao mercado brasileiro. Iremos contribuir para o desenvolvimento de uma agricultura ainda mais rentável e sustentável, ajudando a reduzir a dependência de fertilizantes importados no Brasil”, afirmou Lair Hanzen, presidente da Yara Brasil.

Segundo Rodolfo Galvani Jr., presidente do Conselho de Administração da Galvani, “este acordo com a Yara tem um significado que transcende uma joint venture tradicional. A empresa passa a contar com o parceiro ideal para a implantação mais rápida e eficiente dos seus projetos”.

As receitas totais da Galvani registraram, em 2013, US$ 352 milhões, com um Ebitda de US$ 48 milhões. A companhia possui capacidade de produção de SSP de cerca de 1 milhão de toneladas por ano por meio dos complexos industriais de Paulínia (SP) e Luís Eduardo Magalhães (BA). As duas unidades utilizam rocha fosfática originária das minas de Lagamar (MG), Angico dos Dias (BA) eIrecê (BA). Para cobrir a demanda futura de rocha fosfática, os principais projetos em desenvolvimento que a Galvani possui são:

  • Salitre/MG (greenfield): cerca de 1,2 milhão de toneladas de rocha fosfática por ano
  • Angico/BA (brownfield): cerca de 150 mil toneladas adicionais de rocha fosfática por ano
  • Santa Quitéria/CE (greenfield): cerca de 800 mil toneladas de rocha fosfática por ano

Além da rocha fosfática, os projetos em desenvolvimento incluem novas capacidades para a produção de fertilizantes fosfatados. Estes projetos deverão ser concluídos de 3 a 5 anos após o fechamento do negócio.

O valor de US$ 318 milhões por 60% da participação na Galvani compreende US$ 132 milhões para os negócios existentes e US$ 186 milhões para os projetos de mineração e produção, e pode ser ajustado por alguma variação em relação ao capital de giro normalizado (US$ 42 milhões) no momento da conclusão do negócio. Além disso, caso certas condições relacionadas a projetos de mineração da Galvani em andamento sejam atingidas, a Yara se compromete a apoiar o desenvolvimento dos mesmos, cujo investimento total é de US$ 920 milhões, com participação de US$ 552 milhões (referente aos 60% de sua participação) até 2019 – o financiamento será decidido com base na maximização de valor para a companhia.

A transação está sujeita à aprovação das autoridades brasileiras anticoncorrenciais (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e outras aprovações habituais. A conclusão do negócio está prevista para o quarto trimestre deste ano.

Sobre a Yara

Fundada em 1905 na Noruega, por Sam Eyde e Kristian Birkeland, os criadores do primeiro fertilizante nitrogenado mineral do mundo, a Yara aplica seu conhecimento e oferece a única linha de produtos de alto desempenho para todos os tipos de solos, culturas e climas ao redor do planeta. Sua presença em 51 países e distribuição comercial para 150 países, utilizando sua plataforma de produção e sistema de abastecimento global cria benefícios locais e oferece aos clientes a combinação de produtos de qualidade e suporte agronômico especializado que melhor corresponda às suas necessidades de qualidade da lavoura e o valor nutricional das plantas.

No Brasil, tem sede em Porto Alegre e escritório em São Paulo, três fábricas, 32 unidades misturadoras e um centro de distribuição, com presença nos principais polos de produção agrícola do País. Seu portfólio de fertilizantes – que vai de misturas de grânulos a produtos especiais, como foliares e NPK no grão – e programas nutricionais que ajudam a produzir os alimentos necessários para a crescente população mundial. Os produtos e soluções industriais reduzem as emissões, melhoram a qualidade do ar e apoiam operações seguras e eficientes. Para manter a perspectiva de crescimento em longo prazo, a pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Yara são focados na agricultura sustentável e na busca por novas soluções ambientais como a redução do uso da água e a produção de alimentos saudáveis e de qualidade superior com a quantidade precisa de fertilizantes.

Sobre a Galvani

A Galvani é uma empresa brasileira, fundada na década de 1930, que atua nos segmentos de mineração, fertilizantes e produtos químicos. Conta com dois complexos de produção: Paulínia (SP) e Luís Eduardo Magalhães (BA); três unidades de mineração: Lagamar (MG), Angico dos Dias (BA) e Irecê (BA); uma unidade de distribuição em Alto Araguaia (MT) e um terminal portuário em Fortaleza (CE).

AIBA realiza curso de pulverização aérea

aviação agrícola

A pulverização aérea é muito utilizada na agricultura pela rapidez e eficiência, principalmente em grandes áreas como é o caso do Oeste da Bahia. Para ampliar o conhecimento sobre o tema e capacitar engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas e pilotos que atuam no Oeste da Bahia, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), junto com a Syngenta, Embraer e a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), promoveram o “Curso sobre Tecnologia de Pulverização Aérea”, ministrado pelo engenheiro agrônomo, Yasuzo Ozeki.

Durante os dois dias do curso, os cerca de 80 participantes puderam conhecer os princípios básicos da pulverização aérea; avaliação e análise de gotas; causa e controle de deriva; calibragem de aeronaves; legislação e segurança na operação.

Segundo o professor Ozeki, diversos fatores precisam ser considerados antes da pulverização como o tamanho das gotas; diluição do produto que será aplicado; utilização de um volume que possibilite uma boa cobertura no alvo; altura do vôo, variando em função do vento; utilização de uma largura da faixa de aplicação dentro das limitações das características de cada aeronave; e observar as condições parâmetros meteorológicos como umidade relativa do ar e temperatura atmosférica.

“ As gotas que saem do avião podem atingir uma velocidade que varia de 10 a 20km/h até chegar na planta e, caso os diversos fatores não sejam considerados, os prejuízos podem ser enormes. Eles podem ir desde a perda de uma lavoura até a contaminação de APP´s e rios”, explicou Ozeki.

No Oeste da Bahia, o tipo de pulverização aérea utilizada tem características particulares por basear-se na geografia da região, clima e as grandes extensões das propriedades.

Para o coordenador de pulverização da fazenda Xanxerê, Alexsandro Costa, o curso vai facilitar o trabalho, melhorando a qualidade da aplicação. “Com o curso, eu percebi que quem determina a pulverização é o técnico agrícola e não o piloto. São muitos detalhes que precisam ser considerados e definidos antes do avião decolar”, relatou Alexsandro Costa.

A diretora de Meio Ambiente da Aiba e idealizadora do curso, Alessandra Chaves, explicou que a atividade da aviação agrícola é uma ferramenta importante para a agricultura por proporcionar a aplicação de insumos com rapidez e dentro do tempo ideal para cada tipo de produto. “Isso, reduz os custos de produção e é uma opção ecologicamente correta, se feita dentro das condições técnicas recomendadas, uma vez que poderá reduzir a quantidade de produtos químicos lançadas no meio ambiente”, concluiu Alessandra.

Em breve, serão oferecidos novos cursos na área de pulverização aérea que promovam o conhecimento e, em paralelo, contribuam para a sustentabilidade ambiental da agricultura no Oeste da Bahia.

Ivanir Maia é presidente da Comissão de Sementes e Mudas da Bahia

ivanirO diretor de Relações Institucionais da Aiba, Ivanir Maia, assumiu o cargo de presidente da Comissão de Sementes e Mudas (CSM – BA), entidade que desempenha função consultiva, informativa e de assessoramento ao Ministério da Agricultura (Mapa). A vice-presidência da instituição ficou com o fiscal do Mapa, Isaque Ferraz.

Regulamentada pelo Decreto 5.153/04, a Comissão é um órgão colegiado ao Ministério da Agricultura e atua identificando problemas do setor de mudas e sementes e apresentando soluções. A CSM também trabalha para a atualização e aprimoramento da legislação do Sistema Nacional de Sementes e Mudas

Soja sobe preço no mercado interno, mas com pouca liquidez

As recentes altas nos preços externos da soja já elevaram os valores do grão no mercado nacional, conforme indicam pesquisadores do Cepea.

Atentos a esse cenário, vendedores brasileiros ofertam um volume maior da oleaginosa, mas grande parte dos compradores segue retraída, à espera de quedas nas próximas semanas. Assim, os negócios têm sido apenas pontuais, conforme a necessidade do comprador.

O Indicador da soja Paranaguá ESALQ/BM&FBovespa, que é baseado em negócios realizados, foi de R$ 66,06/sc de 60 kg na sexta, dia 25, alta de 1,3% em relação à sexta anterior, dia 18. A média ponderada das regiões paranaenses, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ, subiu 1,61% entre 18 e 25 de julho, indo para R$ 63,02/sc de 60 kg na última semana. Do Canal Rural.

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Luís Eduardo é 4º em exportações na Bahia; Barreiras o 7º.

exportações

Como resultado do bom desempenho da agricultura baiana em 2014, as exportações do município de Barreiras obtiveram um incremento de 54,5% no primeiro semestre em comparação com igual período de 2013, alcançando US$ 130,4 milhões. A taxa foi a maior dentre os municípios baianos. Já no ranking do volume nominal das vendas externas baianas, Barreiras ocupa a 7ª colocação, com destaque para o bom desempenho nas exportações de soja, algodão e milho.

Pelas últimas previsões do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), as estimativas para a safra de grãos da Bahia como um todo, são de um crescimento de 44%, com uma produção física de 8,8 milhões de toneladas, superando em 2,7 milhões de toneladas a de 2013.

No primeiro semestre as vendas de produtos do agronegócio contribuíram positivamente para a balança comercial baiana ao registrarem crescimento de 1,5%. Mesmo assim, em que pese a expansão de 6,6% no volume total embarcado, as exportações baianas até junho, acusam redução de 5,6%, resultado da queda generalizada dos preços das commodities no mercado internacional e da redução nas vendas de produtos manufaturados.

O município de Camaçari lidera o ranking com exportações de US$ 1,2 bilhão, basicamente produtos petroquímicos e automóveis. Cerca de 28% das exportações baianas são geradas em Camaçari. A seguir, vem São Francisco do Conde, com um montante exportado de US$ 763,6 milhões, tendo como principal produto os derivados de petróleo.

Mucuri é o terceiro maior exportador da Bahia, com receita de USS 421,3 milhões, tendo a celulose como carro chefe.  O município de Luís Eduardo Magalhães com US$ 372,6 milhões vem em quarto, e também se destaca pela exportação de grãos como soja e milho. Seguem-se, Dias D’ávila com as exportações de cobre e produtos da metalurgia, com um montante da ordem de U$$ 233,5 milhões e Eunápolis com exportações de US$ 210,3 milhões, na área de celulose.

A Bahia foi o décimo maior estado exportador do Brasil no primeiro semestre de 2014 com US$ 4,43 bilhões ou o correspondente a 4% das vendas externas brasileiras no período e lidera com folga o ranking no Nordeste com 59% de participação da região.

Jacarezinho prepara animais com seleção genômica Nelore a pasto para pecuária de corte profissional

Nelore Jacarezinho Leilão DEP Genômica

A Agropecuária Jacarezinho, um dos mais importantes programas de melhoramento genético da pecuária brasileira, colocará à venda, em 4 de agosto, 150 touros Nelore CEIP no 26º Leilão Virtual Touros Reserva Jacarezinho. O evento terá transmissão pelo Canal Terraviva e comando da Estância Bahia Leilões.

Além de ser uma excelente oportunidade do ano para os pecuaristas de todo o país adquirirem touros da Jacarezinho nascidos em 2011, o leilão terá uma novidade: todos os reprodutores têm DEP Genômica.

“Esse é um diferencial da Jacarezinho”, afirma o diretor-geral Ian Hill. “A DEP Genômica, obtida após análise de DNA dos animais, acelera o melhoramento genético com extrema confiabilidade. Os pecuaristas que adquirirem touros no leilão Reserva Jacarezinho têm a segurança de levar para suas fazendas touros avaliados pela mais moderna tecnologia disponível no mundo”, complementa. Continue Lendo “Jacarezinho prepara animais com seleção genômica Nelore a pasto para pecuária de corte profissional”

Soja: campeões nacionais de produtividade são premiados

o campeão brasileiro
O campeão brasileiro

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, entregou nesta quinta, dia 24, os prêmios aos campeões do Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja, realizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb). Esta é a sexta edição do concurso. Dez sojicultores foram premiados por alcançarem patamares de produção de soja bastante acima da média nacional, de 50 sacas por hectare. O vencedor, Alexandre Steiz, da Fazenda São Bento, em Guarapuava, Paraná, conseguiu a média de 117,3 sacas por hectare na safra 2013/2014.

Campeão do Norte-Nordeste: 

No município de Jaborandi, na Bahia, o produtor Martimiano Cristiano Pacheco e o consultor técnico Ivair Gomes alcançaram a média de 92,4 sacas por hectare e foi campeão do Norte/Nordeste.

Em São Desidério, o produtor Dirceu Montani foi o campeão com 89,6 sacas por hectare. Em Correntina, venceu Roberto Pelizzaro, com 86,2 sacas por hectare. E em Formosa do Rio Preto, Anildo Erno Winter foi o mais produtivo com 81 sacas por hectare.

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Aiba tenta readequar imposto cobrado de produtos agrícolas

???????????????????????????????Para equilibrar os preços comercializados de milho, soja e algodão com o valor da pauta de emissão de notas do estado, o presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato, e a assessora da presidência, Rosi Cerrato, estiveram em audiência com o subsecretario da Fazenda do Estado da Bahia, João Batista Aslan Ribeiro e o diretor de Planejamento de Fiscalização da Sefaz, Frederico Durr. A audiência aconteceu no dia 15 de julho em Salvador.

O presidente da Aiba informou que o valor da pauta da soja está em R$ 60,00 e a comercialização abaixo de R$ 54,00. O milho e o algodão encontram-se na mesma situação. A pluma é negociada em R$ 57,00 enquanto a pauta está em R$ 70,00, já o milho tem seu preço na pauta de R$ 23,00, porém sua venda é feita abaixo dos R$ 21,00.  “A alteração dos valores da pauta são importantes para equalizar o pagamento de impostos ao valor que o mercado comercializa”, afirmou Júlio Busato.

Na ocasião, o subsecretário afirmou que será realizada uma pesquisa de preços nas regiões produtoras e em órgãos estaduais. Assim que os dados forem reunidos, será feita a adequação dos valores das pautas solicitadas pelos produtores.

 

Normas para refúgio na lavoura serão implantadas em 6 meses

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O ministro da Agricultura, Neri Geller, disse nesta quinta-feira (24/7) que as normas para a utilização do refúgio no Brasil devem ser implantadas dentro de quatro a seis meses. De acordo com ele, as discussões estão em fase final e envolver governo, empresas, setor produtivo e instituições de pesquisa.

“É uma necessidade e está sendo concluída a discussão. Vamos implantar dentro de critérios técnicos em um prazo de quatro a seis meses”, disse Geller.

O refúgio é utilizado para evitar a criação de resistência a tecnologias usadas nas lavouras, especialmente a BT. Consiste no plantio de um porcentual de sementes convencionais junto com as transgênicas para manter a população de pragas sensível à tecnologia. A regulamentação desta prática é defendida por representantes do setor. E as próprias empresas fornecedoras das tecnologias têm suas recomendações para cada cultura. Do Globo Rural.

Produtores de Goiás têm dificuldades para fechar as contas da safra de verão

??????????????????????Do Mercado e Cia, no Canal Rural

Os produtores de grãos de Goiás estão sofrendo com a falta de espaço para armazenagem do milho e a baixa comercialização antecipada da segunda safra.

– A colheita de milho está trazendo prejuízo, os preços cederam drasticamente – relata o presidente da Cooperativa Comigo, Antônio Chavaglia.
A faixa de preço está em torno de R$ 15 na região, abaixo do preço mínimo de R$ 17,50. Segundo Chavaglia o governo não fez nenhuma intervenção ainda, nem sinalizou que vai fazer.
– Fala-se que tem caixa, mas o produtor tem compromissos a ser cumpridos e achou que pelo menos o preço mínimo seria garantido – diz.

Segundo ele, a Federação de Agricultura de Goiás já pediu ajuda ao Ministério da Agricultura, para subsídio da produção. A falta de espaço para estocagem intensifica o problema, ao mesmo tempo e que o produtor precisa fazer suas trocas agora, para começar o planejamento para a safra de verão.

Chavaglia afiram que 75% dos produtores já adquiriram seus insumos, mas que os pagamentos podem ser atrasados, pelo dificuldade de achar comprador para o milho.

– Você não acha comprador de volume, os produtores estão colocando o milho em silo bolsa na fazenda e não sabem quando vão comercializar.

A situação está retardando a aquisição de produtos pelos demais produtores, que devem enfrentar um custo muito mais alto do que se previa.

– E a tendência é de preços muito mais baixos para soja, com margem negativa – alerta.

Soja

A comercialização do que restou da safra de soja está lenta e os preços não estão bons. O produtor achou que as cotações iriam se sustentar e os valores reduziram. Segundo o presidente da Comigo, as perdas já acumulam diferença negativa de R$ 5 a R$ 6 por saca.

Chavaglia aposta na liquidação dos 15% a 20% que restam até o final do ano.

– Alguns acham que vai sustentar esse preço, melhorar no fim do ano; outros não. Mas o restante não é muito significativo.

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Zona de proteção da Febre Aftosa é extinta na Bahia

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Com a recente publicação da Instrução Normativa Nº 16 de 2014 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) automaticamente se desfaz a Zona de Proteção contra a Febre Aftosa do estado da Bahia. A referida Zona, que substituiu, por sua vez, à Zona Tampão extinta em 2010, engloba cerca de 10 mil criadores dos municípios de Casa Nova, Remanso, Campo Alegre de Lourdes, Pilão Arcado, Buritirama, Mansidão, Santa Rita de Cássia, Formosa do Rio Preto que passam a integrar a comercialização e o trânsito de animais em todo o Estado, com um rebanho de aproximadamente 230.000 cabeças.

A instrução também declarou os demais estados do Nordeste como área livre de Febre Aftosa, com reconhecimento internacional acorrido durante a 82ª Seção Geral da Organização Mundial de Saúde Animal, em Paris, no último dia 29 de maio de 2014.

A Zona de Proteção compreendia uma área de 58.201 km² no norte do Estado, e foi estabelecida pelo MAPA como área de proteção para impedir a entrada de animais com possibilidade de estarem infectados pelo vírus da aftosa, uma vez que a Bahia faz divisa com estados cujo risco de infecção, até então, era desconhecido. “O trânsito livre vale para os bovinos, ovinos e caprinos, ficando restrito apenas o dos suínos, devido alguns estados do Norte e do Nordeste ainda não serem considerados livres da Peste Suína Clássica”, esclarece o diretor de Defesa Sanitária Animal da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Rui Leal. Continue Lendo “Zona de proteção da Febre Aftosa é extinta na Bahia”

Deputado quer proibir cultivos transgênicos no País.

Plantio direto na palha: projeto pode acabar com a técnica.
Plantio direto na palha: projeto pode acabar com a técnica.

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 6432/2013, do deputado Ivan Valente (Psol-SP), que proíbe no território nacional a venda, o cultivo e a importação de sementes de plantas alimentícias transgênicas com tolerância a herbicidas (substâncias usadas na destruição de ervas daninhas).

A proposta também proíbe a importação de produtos alimentícios in natura ou industrializados obtidos dessas plantas. Pelo texto, o Poder Executivo regulamentará a medida no prazo de 180 dias.

– Os agricultores podem levar uma vantagem operacional utilizando cultivares tolerantes a herbicida, mas, para o consumidor dos produtos alimentícios derivados delas, não há nenhuma vantagem – explica Valente, complementando que as plantas transgênicas tolerantes a herbicida “não morrem com a aplicação do defensivo, mas o absorvem, aumentando o nível de resíduo dessa substância no produto que será utilizado como alimento pelo consumidor”. Para o parlamentar, isso pode ser nocivo à saúde humana.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

O cultivo da soja transgênica já ultrapassou 60% do plantio no País e o milho deve alcançar este percentual na próxima safra. O plantio direto, sem revolvimento do solo,  ultrapassa 70% no País. O plantio direto é importante na preservação dos solos e na prevenção de doenças fúngicas. A proibição de sementes transgênicas pode reverter todo o esforço para fugir da erosão causada pela aração do solo, com perda de terras férteis e assoreamento de cursos d’água.

Senar Bahia e Embrapa lançam curso de Gado de Corte em Barreiras

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O Senar Bahia e a Embrapa Gado de Corte, do Mato Grosso do Sul, lançarão amanhã, 15,  na cidade de Barreiras, oeste do estado, o curso de Formação Técnica Continuada em Gado de Corte. O evento vai acontecer no auditório da ABAPA – Associação Baiana de Produtores de Algodão. Na ocasião, será detalhada a metodologia do curso, que terá carga horária de 240h, dividida em blocos mensais.

O curso tem como objetivo levar para a região novos métodos de produção de gado de corte, focando no aumento da produtividade do rebanho e, consequentemente, no retorno financeiro dos produtores, através da capacitação dos técnicos locais. “O Senar tem suas ações direcionadas, geralmente, para o produtor e o trabalhador rural. Dessa vez, a capacitação, será destinada a técnicos, a exemplo de veterinários, agrônomos, zootecnistas e técnicos agropecuários”, explica Geraldo Machado, superintendente do Senar Bahia.

Isso vai acontecer, explica Humberto Miranda, superintendente adjunto do Senar Bahia, por que a ideia é, pela primeira vez, capacitar  técnicos que atuam na região. “O produtor vai ser beneficiado diretamente com essa ação, já que as técnicas mais modernas existentes no Brasil e no mundo em relação ao gado de corte vai chegar aos técnicos locais. Ou seja, estará perto dos produtores do oeste. Estará acessível”, pontua.

Ele ainda acrescentou que, associado a esse curso de formação, duas propriedades modelos serão escolhidas pelos técnicos da Embrapa, que servirão como Centro de Difusão de Tecnologia. “Nessas propriedades, serão realizadas e difundidas as pesquisas da Embrapa para os técnicos e produtores locais”.

A cidade de Barreiras vai ser a primeira a receber o curso, que brevemente deve se expandir para outras cidades do estado. O Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais do município, Moisés Schmidt, ressalta que esse “é um curso ímpar para a região, pois vai agregar alta tecnologia à pecuária, aumentando, ainda mais, a produtividade e a competitividade dos produtores”.

O curso será formado por turmas de vinte a trinta técnicos. No evento de lançamento, dia 15, os interessados já poderão realizar sua inscrição. Vale salientar que, como acontece em todas as ações do Senar, toda a capacitação será gratuita.

Preço da soja cai pelo 8º dia consecutivo

A soja continua em queda livre na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após sete dias seguidos em baixa, o grão chegou a esboçar uma reação no pregão desta quarta-feira (09), mas sem muita expressão. O contrato julho/2014 opera com indefinição, mas por volta das 12 horas de hoje registrava alta de 0,13%, valendo US$ 13,31 por bushel. As demais posições apresentam perdas, com destaque para o agosto/2014, que é negociado a US$ 12,48/bu. O mercado ainda digere os últimos relatórios divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda), que mostraram forte aumento na área de soja em 2014/15, além de condição favorável às lavouras, dando indicativo de que haverá forte aumento na oferta do grão.

O milho também apresenta desvalorização. O contrato setembro/2014 se mantém abaixo do patamar de US$ 4 por bushel, e é negociado a US$ 3,92 (-1,5%). Os investidores começam a se posicionar antes do próximo relatório de oferta e demanda do Usda, que será divulgado na sexta-feira (11).

Além das informações do Usda, nos próximos dias o clima vai continuar sendo o fator mais relevante para os investidores. A previsão do tempo para os Estados Unidos indica que haverá chuvas dentro da normalidade nesta semana. As precipitações devem ficar entre 25 milímetros a 50 milímetros nas principais regiões produtoras. Veja mais na Gazeta do Povo.

I FESTIVAL GASTRONÔMICO DE LEM - CONVITE WEB (1)

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CONAB reavalia previsão de safra com mais 304 mil toneladas

 A produção de grãos da safra 2013/14 está estimada em 193,87 milhões de toneladas, um índice 2,8% acima da safra anterior, que foi de 188,66 milhões.Em relação à última estimativa, divulgada em junho, o aumento foi de 0,15% ou 304,2 mil toneladas. Os números são do 10º levantamento, anunciados nesta quarta-feira (09) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Alguns produtos superaram a produção passada, caso da soja (5,9% ou 4,77 milhões de t), do trigo (33,8% ou 1,87 milhão de t) e do algodão em caroço (29,1% ou 586,5 mil toneladas). Já o milho teve queda na primeira safra (7,4%), n segunda safra (1,6%) e no milho total (4,1% ou 3,3 milhões de t).

Com relação à área plantada, a estimativa é de 56,82 milhões de hectares, um valor 6,1% acima da área cultivada na safra 2012/13 e que representa um aumento de 3,26 milhões de hectares. Os destaques de aumento são para as culturas de soja, com crescimento de 8,6% (2,3 milhões de ha), o trigo, com 18,9% (417,8 mil ha), o feijão total, com 8,2% (252,9 mil ha) e o algodão, com 25,1% (224,8 mil ha). No caso da cultura do feijão, o destaque é a segunda safra, que apresenta um aumento de 14,2% (185,2 mil ha).

A Conab fez a pesquisa entre os dias 22 e 28 de junho. Durante o estudo, foram levantadas informações de área plantada, produção estimada, produtividade média estimada, evolução do desenvolvimento das culturas, pacote tecnológico utilizado pelos produtores, evolução da colheita, entre outras variáveis. O trabalho ocorre em parceria da Conab com agrônomos, técnicos do IBGE, de cooperativas, secretarias de agricultura, órgãos de assistência técnica e extensão rural (oficiais e privados), agentes financeiros e revendedores de insumos, que subsidiam os técnicos da estatal com informações pertinentes aos levantamentos.

Nutrição equilibrada para o algodoeiro 

algodão

Artigo técnico de Luciano Marques de Godoy*

Com uma área de 319,4 mil hectares e incremento previsto de 17,7% ante a safra passada segundo a Conab, a região Oeste da Bahia se consolidou como a segunda principal produtora de algodão no Brasil. Altamente tecnificados, os cotonicultores da região seguem rigorosamente as dicas de manejo, cultivo e do uso correto de fertilizantes para cada vez mais bater recordes de produtividade. Mas afinal, quais dicas são essas?

Uma das principais dicas é realizar um bom manejo do nitrogênio e do enxofre, nutrientes essenciais para o desenvolvimento da cultura. O nitrogênio precisa ser fornecido de maneira eficiente à lavoura de algodão e é encontrado nos fertilizantes na forma amídica, amoniacal e nítrica, porém as plantas só fazem a absorção deste nutriente nas duas últimas maneiras.

A ureia, frequentemente utilizada em diversas culturas, está na forma amídica, ou seja, a planta não consegue absorver o nitrogênio. Deste modo, ela precisa ser convertida para ser aproveitada, o que acontece com a ação da enzima urease, responsável por converter a ureia a amônio. E na passagem da forma amídica para amoniacal ocorre a volatilização, processo pelo qual o nitrogênio é perdido para o ar na forma gasosa.

As perdas de nitrogênio por volatilização são muito variáveis (entre 10% e 80%) e podem ser agravadas por diversos fatores, como a aplicação em superfície seguida de seca, solos alcalinos, temperaturas elevadas, solos com baixa capacidade de troca de cátions e terrenos com presença de palhada, onde há grande quantidade de urease.

Já os fertilizantes a base de nitrato de amônio apresentam perdas desprezíveis de nitrogênio por volatilização e garantem o fornecimento de nitrato, na forma imediata de assimilação pelas plantas, e de amônio, temporariamente imobilizado pelos microrganismos e depois disponibilizado no solo, garantindo um suprimento contínuo de nitrogênio às plantas.

Quando ocorre a absorção de nitrato, este  pode ser utilizado no metabolismo ou ser armazenado dentro das plantas (nos vacúolos) para serem posteriormente utilizados. Já o amônio não é armazenado, sendo rapidamente convertido em aminoácidos e proteínas. Além disso, a absorção de nitrato faz com que as plantas absorvam mais nutrientes de carga positiva, como cálcio, magnésio e potássio. Já a absorção de amônio faz com que as plantas absorvam mais fósforo e enxofre (nutrientes de carga negativa). Portanto, a melhor estratégia de adubação com nitrogênio é o fornecimento de nitrato e amônio, que garante um excelente equilíbrio nutricional não só do nitrogênio, mas também de outros elementos.

Já em relação ao enxofre, as plantas fazem a absorção deste nutriente apenas na forma de sulfato. Quando o fornecimento ocorre via enxofre elementar, este precisa ser oxidado à forma de sulfato, o que depende da ação de microrganismos, tipo de solo e manejo, características da fonte de enxofre, etc., processo que pode demorar vários meses ou anos para ocorrer. Logo, é fundamental a aplicação de adubo que contenha enxofre na forma de sulfato, uma vez que dentro das plantas, enxofre e nitrogênio caminham juntos, e a falta de um irá prejudicar o aproveitamento do outro.

Isso nos mostra que a correta escolha dos fertilizantes é um dos principais pontos para a obtenção de bons resultados na cultura do algodão. Dessa maneira, é recomendado que o produtor utilize fertilizantes à base de nitrato de amônio, que apresentam perdas desprezíveis por volatilização, assim podendo ser aplicado a lanço a qualquer hora do dia, em qualquer condição climática, aumentando o rendimento operacional.

Todos estes benefícios agronômicos e operacionais se traduzem em excelentes resultados, observados em áreas comerciais em também em instituições de pesquisa, como a realizada na Fundação BA em 2013, onde a adubação do algodão com nitrato de amônio resultou em aumento de 20 arrobas por hectare na produtividade, quanto comparado com fertilizante tradicional (ureia).

Com uma lavoura bem nutrida, utilizando fertilizantes nitrogenados a base de nitrato de amônio e aplicando corretamente os nutrientes para a cultura, o agricultor terá um bom desempenho e altos índices de produtividade no algodão.

* Luciano Marques de Godoy é engenheiro agrônomo e especialista agronômico da Yara Brasil Fertilizantes

Mercado da soja estagnado, a espera de preços futuros para safra 2015

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“Os novos números da área de plantio de soja divulgados na segunda-feira (30/06) pelo governo norte-americano acendem uma luz amarela para os produtores brasileiros.” Quem afirma é o consultor de mercado Carlos Cogo, da Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica.

“O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) surpreendeu o mercado ao indicar que a área dedicada à soja no país será de 34,317 milhões de hectares na safra 2014/2015. Os produtores norte-americanos vão semear 3,350 milhões de hectares acima do que plantaram na safra anterior. Essa é uma área recorde e 10,8% acima da plantada no ano passado. Mantida a produtividade indicada pela linha de tendência do próprio USDA, a produção de soja dos Estados Unidos deve atingir 103 milhões de toneladas na safra 2014/2015, 15,1% acima das 89,5 milhões de toneladas colhidas na safra 2013/2014”, relata o especialista.

“Para isso, é claro, é necessário que o clima siga favorável até a colheita, para a confirmação dessa produção. Uma produção acima de 100 milhões de toneladas em 2014/2015 acrescida aos estoques finais deste ano-safra 2013/2014 vão gerar uma oferta de, pelo menos, 105 milhões de toneladas da oleaginosa nos Estados Unidos. Com um consumo interno e exportações de 94 milhões de toneladas, os Estados Unidos ainda teriam 11 milhões de toneladas de estoques finais em 2014/2015, 224% acima da safra atual. Confirmadas essas projeções, a pressão baixista deve se acentuar sobre os preços futuros na Bolsa de Chicago. Esse cenário afetaria os produtores no Brasil, que dependem, ainda, da variação do câmbio”, analisa.

“O primeiro reflexo seria um avanço bem mais moderado da área em 2014/2015. Isso se as cotações futuras não recuarem abaixo dos US$ 11 por bushel. Cotações mais próximas de US$ 10 por bushel podem colocar custos de produção e preços empatados em algumas regiões do Brasil, retirando a lucratividade positiva vista nas últimas cinco safras. As projeções de órgãos estaduais estimam uma média de 80% de insumos já adquiridos para a safra de soja 2014/2015 no Brasil. Essa antecipação de compras, de certa forma, é um limitante para um recuo de área. Insumos já comprados geralmente são utilizados pelos produtores”, conclui Cogo. Com Agrolink.

Produtores de áreas de novas fronteiras agrícolas, especialmente aquelas mais remotas do Mato Grosso, que têm um custo de produção maior, em função de fretes de insumos e safras, estão com a comercialização da soja futura parada. Se travarem custos agora, com os atuais preços de abril e maio do próximo ano, terão prejuízos. A expectativa é a não confirmação da super safra norte-americana, inclusive com valores menores para os estoques de passagem e novas perspectivas de importações chinesas.

Ao par disso, espera-se a confirmação do fenômeno El Nino, que traria poucas chuvas acima do paralelo 20, com aumento de temperaturas. Isso pode significar uma migração significativa, para aqueles agricultores que estão equipados, para a cultura do algodão, menos exigente em chuvas e com mercado interno mais firme.

Esta semana, a soja balcão foi comercializada um pouco acima de R$55,00 a saca em Luís Eduardo Magalhães e região.

Prefeito recebe industriais da área de óleos vegetais

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O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz, recebeu na manhã desta quinta-feira, 03, o empresário Paulo Fernandes Poeta Carvalho e a responsável pela Gestão e Controladoria da Sulina Óleos Vegetais, líder nacional na fabricação de óleo para ração de frango, com sede no Rio Grande do Sul.

“Estamos estudando a possibilidade de instalar uma unidade em Luís Eduardo Magalhães visando atender a demanda de mercado da Bahia”, comentou Paulo durante o encontro com o prefeito.

Segundo ele, a localização privilegiada e o potencial de crescimento aliados as facilidades de acesso – aéreo (aeroporto) e terrestre (BR 020/242) e de escoamento da produção, pesaram na escolha. O empresário explica que a previsão de investimento na primeira fase do projeto gira em torno de R$ 4 e 5 milhões e deve gerar aproximadamente 40 empregos diretos. Continue Lendo “Prefeito recebe industriais da área de óleos vegetais”