Categoria: Corrupção
Faxina geral: agora o Ministro da Agricultura é quem pediu demissão.
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, pediu demissão na noite desta quarta-feira (17), após semanas consecutivas de denúncias de irregularidades na pasta, de acordo com informações do G1.
A carta de demissão foi publicada no site do ministério. No texto, o ministro agradeceu a “confiança” que recebeu da presidente Dilma Rousseff e classificou como “mentiras” as denúncias recebidas contra ele.
“Minha família é meu limite. Aos amigos tudo, menos a honra”, afirmou. Na carta, Rossi relaciona as medidas e ações que adotou no ministério, mas ressalvou que durante o último mês enfrentou “uma saraivada de acusações falsas, sem qualquer prova, nenhuma delas indicando um só ato meu que pudesse ser acoimado de ilegal ou impróprio no trato com a coisa pública”.
Operação Voucher
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, nesta quarta-feira, 17, o bloqueio dos bens de 16 pessoas, da ONG Ibrasi e de cinco empresas contratadas por ela para treinamento no Amapá com verbas do Ministério do Turismo, de acordo com informações da Folha. O bloqueio vale por um ano.
O órgão de controle também determinou que todos acusados apresentem defesa ou devolvam os R$ 4 milhões destinados à ONG. O processo do TCU deu origem à Operação Voucher, da Polícia Federal, que decretou a prisão de 38 pessoas.
Tiveram os bens bloqueados o ex-secretário executivo do ministério, Mário Augusto Lopes Moysés, a ex-diretora de qualificação do ministério, Francisca Regina Magalhães Cavalcante; o diretor do Ibrasi, Luiz Gustavo Machado; os empresários José Carlos Silva Junior, Lucas Nunes de Morais, Hugo Leonardo Silva Gomes, Fabiana Lopes Freitas, Wladimir Silva Furtado, David Lorrann Silva Teixeira, Errolflynn de Souza Paixão, Merian Guedes de Oliveira, Hellen Luana Barbosa da Silva, Humberto Silva Gomes, Dalmo Antônio Tavares de Queiroz, Sandro Elias Saad, Gerusa de Almeida Saad.
Além do Ibrasi, terão que apresentar defesa ou devolver o dinheiro a Luaxe Produções, Promoções Comerciais e Eventos Ltda, Sinc Recursos Humanos e Automação Ltda, Cooperativa de Negócios e Consultoria Turística, Barbalho Reis Comunicação e Consultoria Ltda e Manhattan Propaganda Ltda. O Ibrasi, em nota, afirmou que contratou de empresas idôneas e vai apresentar provas.
Um colecionador de problemas.
A edição de VEJA que chegou às bancas neste sábado mostra que Wagner Rossi, paulistano de 68 anos, atual Ministro da Agricultura, prestigiado por Dilma Rousseff, é um colecionador de problemas, um daqueles políticos que costumam deixar um rastro de histórias esquisitas por onde passam. Leia a matéria na íntegra no site da revista.
Delegados Federais dizem que prender políticos é como mexer num vespeiro.
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal emitiu, no fim da tarde de ontem, nota oficial, lamentando as críticas que os responsáveis pela Operação Voucher tem recebido pela prisão, condução sob algemas e divulgação do noticiário sobre o fato.
A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula da Silva manifestaram-se contrários à divulgação dos fatos. Particulamente acreditamos que quadrilheiros, usurpadores do patrimônio público, criminosos do colarinho branco, devam ser expostos, sim, à execração pública, para que isso sirva de exemplo aqueles que teimam em desviar a administração pública da sua verdadeira missão. A nota da ADPF:
“A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal vem a público esclarecer que, após ser preso, qualquer criminoso tem como primeira providência tentar desqualificar o trabalho policial. Quando ele não pode fazê-lo pessoalmente, seus amigos ou padrinhos assumem a tarefa em seu lugar.
A entidade lamenta que no Brasil, a corrupção tenha atingido níveis inimagináveis; altos executivos do governo, quando não são presos por ordem judicial, são demitidos por envolvimento em falcatruas.
Milhões de reais – dinheiro pertencente ao povo- são desviados diariamente por aproveitadores travestidos de autoridades. E quando esses indivíduos são presos, por ordem judicial, os padrinhos vêm a publico e se dizem “ estarrecidos com a violência da operação da Polícia Federal”. Isto é apenas o início de uma estratégia usada por essas pessoas com o objetivo de desqualificar a correta atuação da polícia. Quando se prende um político ou alguém por ele protegido, é como mexer num vespeiro.
A providência logo adotada visa desviar o foco das investigações e investir contra o trabalho policial. Em tempos recentes, esse método deu tão certo que todo um trabalho investigatório foi anulado. Agora, a tática volta ao cenário.
Há de chegar o dia em que a história será contada em seus precisos tempos.
De repente, o uso de algemas em criminosos passa a ser um delito muito maior que o desvio de milhões de reais dos cofres públicos.
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal colocará todo o seu empenho para esclarecer o povo brasileiro o que realmente se pretende com tais acusações ao trabalho policial e o que está por trás de toda essa tentativa de desqualificação da atuação da Polícia Federal.
A decisão sobre se um preso deve ser conduzido algemado ou não é tomada pelo policial que o prende e não por quem desfruta do conforto e das mordomias dos gabinetes climatizados de Brasília.
É uma pena que aqueles que se dizem “estarrecidos” com a “violência pelo uso de algemas” não tenham o mesmo sentimento diante dos escândalos que acontecem diariamente no país, que fazem evaporar bilhões de reais dos cofres da nação, deixando milhares de pessoas na miséria, inclusive condenando-as a morte.
No Ministério dos Transportes, toda a cúpula foi afastada. Logo em seguida, estourou o escândalo na Conab e no próprio Ministério da Agricultura. Em decorrência das investigações no Ministério do Turismo, a Justiça Federal determinou a prisão de 38 pessoas de uma só tacada.
Mas a preocupação oficial é com o uso de algemas. Em todos os países do mundo, a doutrina policial ensina que todo preso deve ser conduzido algemado, porque a algema é um instrumento de proteção ao preso e ao policial que o prende.
Quanto às provas da culpabilidade dos envolvidos, cabe esclarecer que serão apresentadas no momento oportuno ao Juiz encarregado do feito, e somente a ele e a mais ninguém. Não cabe à Polícia exibir provas pela imprensa.
A ADPF aproveita para reproduzir o que disse o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos: “a Polícia Federal é republicana e não pertence ao governo nem a partidos políticos”.
Brasília, 12 de agosto de 2011
Bolivar Steinmetz
Vice-presidente, no exercício da presidência
Polícia Federal prende 38 por fraude no Ministério do Turismo.
O esquema de desvio de recursos do Ministério do Turismo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal (PF) podem ter causado um prejuízo aos cofres públicos de cerca de R$ 4 milhões.
Segundo o procurador da República no Amapá, Celso Leal, o valor é relativo ao dinheiro liberado por meio de emenda parlamentar para um convênio firmado pelo ministério, em 2009, com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). Convênio que ele classifica como “uma grande fraude para desviar dinheiro do ministério”.
Por telefone, o procurador explicou à Agência Brasil que os indícios de irregularidades foram constatados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com Leal, investigações preliminares indicam que mesmo tendo recebido o dinheiro do ministério, o Ibrasi – uma organização sem fins lucrativos com sede em São Paulo – jamais realizou os cursos de qualificação profissional previstos no convênio. Voltado a profissionais de turismo, o treinamento deveria ocorrer no Amapá.
De acordo com o procurador, os fortes indícios de irregularidades motivaram-no a expedir 19 mandados de prisão preventiva (sem prazo determinado), 19 mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão, que levaram a PF a deflagrar, na manhã de hoje (9), a Operação Voucher, que resultou na prisão de 38 pessoas.
De acordo com a PF, além de o convênio ter sido realizado sem licitação, o Ibrasi não teria condições técnico-operacionais para executar o serviço previsto. Além disso, entre outras irregularidades, há indícios de que o ministério não tenha fiscalizado – ou o tenha feito de forma insatisfatória – a execução do convênio, de que documentos comprovando as despesas tenham sido fraudados e que o pagamento pelo convênio tenha sido antecipado desnecessariamente.
“As prisões estão fundamentadas basicamente no desvio de verbas, ou seja, no pagamento pela execução de um convênio que não foi executado, mesmo o dinheiro tendo sido liberado”, declarou o procurador, por telefone, à Agência Brasil.
De acordo com Leal, as prisões foram decretadas a fim de manter a viabilidade da investigação criminal. “No decorrer da investigação, notamos uma dificuldade porque os investigados tentavam manipular a investigação. O outro fundamento foi a manutenção da ordem pública, ou seja, para evitar que novos crimes semelhantes fossem cometidos por estas mesmas pessoas.”
O procurador prevê que as investigações policiais serão encerradas em no máximo duas semanas. “As investigações estão adiantadas e esperamos que, com a oitiva [depoimento] das 38 pessoas presas, o que deve acontecer no mais tardar na próxima semana, as investigações da Polícia Federal sejam concluídas e o Ministério Público possa propor as necessárias ações penais e de improbidade administrativa.”
Colbert Martins, o baiano, um dos detidos. Geddel Vieira Lima saiu em defesa do correligionário dizendo que ele nada tem a ver com o assunto.
Entre os 38 presos esta manha estão o secretário executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa, número dois na hierarquia da pasta; o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins; o ex-presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Mário Moysés, além de diretores e funcionários do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi) e empresários.
Frederico Costa está no Ministério do Turismo desde 2003, ano de criação da pasta. Depois de passar por vários departamentos, ele assumiu a chefia da Secretaria Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, posto que ocupava quando foi firmado o convênio com o Ibrasi, objeto de investigação pela polícia e que resultou nas prisões de hoje. No início deste ano, tornou-se secretário executivo.
Colbert Martins é ex-deputado federal pela Bahia e ocupa, atualmente, a Secretaria de Programas e Desenvolvimento do Ministério do Turismo. Mário Moyses presidiu a Embratur até junho de 2011. Em 2008, ele assumiu a Secretaria Executiva do ministério. Na gestão da ex-ministra Marta Suplicy, Moysés era chefe de gabinete.
SARNEY ACHA QUE PRISÕES DESGATAM
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse hoje (9) que a Operação Voucher, desencadeada nesta manhã pela Polícia Federal (PF) no Mistério do Turismo, cota do PMDB, provoca desgaste na imagem do partido. Na ação, o secretário executivo do órgão, Frederico Silva da Costa, mais 37 pessoas foram presos acusados de participar de um esquema de desvio de recursos públicos.
Apesar de a operação, até o momento, não indicar a participação do ministro Pedro Novais nas irregularidades, Sarney ressaltou que o episódio prejudica o PMDB. “Não há dúvida de que um assunto dessa natureza desgasta o partido. Agora, deve-se investigar o máximo possível até onde possa investigar”, disse, ao classificar Novais como um homem de “reputação ilibada”.
O presidente do Senado negou que tenha sido o responsável pela indicação de Novais para o cargo. “Em primeiro lugar, quero dizer que essa é uma informação que não foi bem apurada pela imprensa, uma vez que o ministro não foi indicação minha”, disse Sarney ao ser indagado sobre a indicação de Novais.
“O acordo com o PMDB foi de que a Câmara ficou de indicar o ministro do Turismo e a bancada do Senado indicar outro ministro, que era o de Minas e Energia. De maneira que o ministro [do Turismo, Pedro Novais] foi indicado pela Câmara e quando tive conhecimento [da indicação] não sabia que nome dele seria o escolhido”, acrescentou.
Perguntado se o PMDB tem recebido tratamento diferenciado da presidenta Dilma Rousseff na comparação ao que foi dado ao PR durante as denúncias envolvendo o Ministério dos Transportes, Sarney voltou a dizer que, independentemente de partido, todos os ministérios podem ser alvo de investigação.
“Onde houver irregularidade o governo deve agir com energia para que a administração pública tenha um nível de honestidade de que necessita e povo deseja.”
Em pouco mais de duas semanas, o Ministério do Turismo é o segundo órgão comandado pelo PMDB que é alvo de denúncias de irregularidade.
Maracutaia da CONAB tem novas denúncias na Folha.
Líderes da oposição na Câmara e no Senado prometem obstruir as votações em plenário nesta semana e fazer uma nova ofensiva para garantir as assinaturas necessárias para a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar suspeitas de corrupção em ministérios do governo de Dilma Rousseff.
O movimento é uma resposta ao loteamento de parentes de líderes políticos do PMDB em cargos da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), empresa pública subordinada ao Ministério da Agricultura. Reportagem publicada neste domingo pela Folha aponta que receberam cargos na estatal um filho do senador Renan Calheiros (AL), líder do PMDB na Casa, a ex-mulher do deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder da legenda na Câmara, um neto do deputado federal Mauro Benevides (CE) e um sobrinho de Orestes Quércia, ex-presidente do PMDB de São Paulo. Leia mais na Folha.
Veja identifica o “facilitador” da Agricultura: ele tinha até sala privativa no Ministério.
“Facilitador de negócios”, Júlio Fróes tem mais que um escritório clandestino no interior do ministério: ele conta com o aval da cúpula da pasta. É o que mostra reportagem em VEJA desta semana.
Na semana passada, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, foi ao Congresso rebater as acusações de que sua pasta se transformou em uma central de negócios, conforme denúncia publicada por VEJA com base em uma entrevista do ex-diretor da Conab Oscar Jucá Neto, irmão do senador Romero Jucá. Depois de cinco horas de audiência, o máximo que o ministro admitiu é que, na Conab, há “imperfeições e não irregularidades”. A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado traz reportagem com novas “imperfeições” da pasta comandada por Rossi. Leia a matéria no portal da revista Veja.
Começa outra faxina, agora no Ministério da Agricultura
O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Milton Ortolan, pediu demissão do cargo na tarde deste sábado (6). Segundo nome em comando do ministério, abaixo apenas do ministro Wagner Rossi, Ortolan entregou o posto após denúncias de que teria solicitado propina em reuniões no setor de assessoria parlamentar do Ministério da Agricultura. As acusações partiram do lobista Júlio Fróes e foram tornadas públicas no mesmo dia da queda do secretário.
Em nota à imprensa, Milton Ortolan nega todas as acusações e diz que renuncia para facilitar as investigações, além de garantir que provará sua inocência. “Informo que o conheci (Júlio Fróes) por ocasião do início do processo de contratação da Fundação São Paulo (PUC-SP). Chegou a mim como sendo um representante da PUC-SP”, diz Ortolan na nota.
“Não participei e nem compactuo com ilegalidades. Tenho 40 anos de serviço público. Jamais fui acusado de conduta irregular”, acentua. Ao fim da nota, diz ter “a consciência tranquila”. “Sinto-me injustiçado e ofendido pelas suspeitas levantadas. Solicito que sejam feitas investigações em todos os níveis considerados necessários. Coloco-me à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos”.
Mais cedo, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, também manifestou-se sobre as acusações, lançadas originalmente pela revista Veja e a seguir reproduzidas por outros veículos. Repudiando as informações contidas na revista, onde Fróes se diz “amigo” do ministro, Wagner Rossi afirmou que nunca participou de reuniões ao lado do lobista. “Não desfruta de minha amizade e nem de minha confiança. Reafirmo: não é meu amigo”, diz o ministro.
De acordo com Wagner Rossi,já foram encaminhados à Controladoria Geral da União pedidos de investigação sobre a contratação da Fundação São Paulo (PUC-SP) e da Gráfica Brasil pelo Ministério da Agricultura, bem como procedimento disciplinar para ouvir todos os funcionários citados nas denúncias. “Reafirmo que, sob minha gestão, o Ministério da Agricultura e a Conab sempre atentaram às boas práticas administrativas e de controle interno. Não fui, não sou e não serei conivente com qualquer tipo de desvio”, conclui o texto. Do portal Sul21.
Lembra da Jorgina: ela está no Governo de novo.
Lembra de Jorgina de Freitas, a fraudadora do INSS, que andou fugida lá pela Costa Rica e depois foi extraditada para o Brasil? Pois ela cumpriu uns tempos de cadeia, conseguiu liberdade condicional e agora é assessora da Presidência da CEDAE, empresa estatal do Rio de Janeiro.
Qualquer dia está fazendo palestras, ensinando os macetes das fraudes para interessados.
A fraude de Jorgina consistia em aumentar indevidamente o cálculo judicial de aposentadorias supostamente devidas. Os juízes integrantes da quadrilha homologavam o cálculo e determinavam o pagamento, que era feito imediatamente pelo braço da quadrilha dentro do INSS. Foram desviados mais de R$ 500 milhões. Em 2011, a denúncia do Ministério Público contra a quadrilha completa 20 anos. Para os demais imóveis sequestrados de Jorgina de Freitas, cerca de 60, o presidente do TJ-RJ determinou nova avaliação para que sejam colocados à venda.
A extensão do rombo provocado pelos fraudadores nos cofres previdenciários ficou evidenciada com a descoberta dos desvios promovidos pela ex-procuradora do INSS Jorgina de Freitas, ainda no início da década de 1990. No comando de uma quadrilha, Jorgina conseguiu abocanhar R$ 310 milhões, em valores atuais. O que significa dizer que, sozinha, ela movimentou metade dos R$ 660 milhões de prejuízo estimado com as fraudes neste ano.
Jorgina bem que tentou escapar com essa fortuna, fugindo do Brasil para a Costa Rica. Mas foi extraditada em 1997, para cumprir pena de 12 anos, à qual foi condenada cinco anos antes. Do total desviado do INSS, o governo consegui reaver apenas R$ 82 milhões. Como nos filmes de ficção, além da fuga do país, a ex-procuradora, que ficou conhecida nacionalmente, tentou mudar suas feições se submetendo a uma série de cirurgias plásticas.
Desde o ano passado, ela cumpre pena em regime semi-aberto, em presídio do Rio de Janeiro, que lhe permite trabalhar durante o dia e apenas dormir na penitenciária, mas grande parte dos 12 anos de condenação foram cumpridos em regime fechado, no Instituto Penal Talavera Bruce, também no Rio. Para consumir parte do seu tempo na prisão, Jorgina, que nunca escondeu sua vaidade, tratou de coordenar o concurso Miss Presidiária, hoje tradicional no sistema penitenciário.
PR abandona Dilma depois da vergonha do Ministério dos Transportes.
Senadores do PR vão deixar o bloco de apoio ao governo federal no Senado depois da “limpeza” promovida pela presidente Dilma Rousseff no Ministério dos Transportes –com o afastamento de pelo menos 24 integrantes da pasta que tem o partido em seu comando.
O líder do partido no Senado, Magno Malta (PR-ES), conseguiu o apoio dos outros seis senadores da bancada para assinarem documento que formaliza o desembarque.
O último a aderir ao documento, senador Clésio Andrade (PR-MG), cedeu aos apelos de Malta e assinou o documento no final desta tarde. Depois de receber ligação do líder, Andrade aceitou aderir à decisão.
O documento contraria decisão do PR de reunir seu comando nacional para tomar a decisão conjuntamente. A expectativa era que a executiva nacional da sigla se reunisse nesta semana para deliberar sobre as consequências das demissões no Ministério dos Transportes no partido.
Malta disse que “não faz sentido” ao PR continuar no bloco do governo sem ter forças para ser ouvido na Casa. “Vamos continuar na base [de apoio ao governo] porque eu acredito na Dilma. Mas vamos sair de bloco. Para que bloco? Não quero concordar com o execramento público de inocentes que estão sendo arrastados para o esgoto porque alguns estão se fazendo de paladinos da moralidade.”
O senador Blairo Maggi (PR-MT) cobrou da presidente a mesma postura “dura” adotada com o PR em relação as outros partidos que ocupam ministérios acusados de corrupção.
“Depois do PR, já dois partidos sofreram denúncias e nada foi feito. Por que só o PR? Eu espero por parte da Presidência o mesmo tratamento que foi dado ao PR: a mesma rapidez, o mesmo jeito. Que afaste as pessoas,veja se há problema ou se não há e traga de volta aqueles que não tem problema algum.” Texto de CATIA SEABRA e GABRIELA GUERREIRO, da Folha, em Brasília.
Começa a operação limpeza no Ministério da Agricultura.
Um parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que o Ministério da Agricultura não exerce controle adequado sobre operações milionárias, abrindo precedentes para desvios de verbas. A informação é publicada nesta terça-feira (2) pelo jornal Folha de São Paulo, depois de denúncias de um ex-diretor da Companhia Nacional da Abastecimento (Conab) feitas à revista Veja.
As denúncias contra a pasta foram feitas por Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e ex-diretor financeiro da Conab. Jucá Neto afirmou à revista que no Ministério da Agricultura “só tem bandidos” e acusou o ministro de comandar um suposto esquema de corrupção.
O ministro Wagner Rossi negou que haja um esquema de corrupção na pasta e descartou uma possível “faxina”, a exemplo do ocorrido no Ministério dos Transportes. Segundo Rossi, houve apenas um “caso isolado de irregularidade” no ministério, cujo responsável foi o próprio Jucá Neto. Ele foi exonerado após a revelação de que ordenou o pagamento de R$ 8 milhões a um armazém em nome de laranjas. Wagner Rossi, ligado ao vice-presidente Michel Temer (PMDB), admitiu que Jucá Neto foi alçado a diretor da Conab por conta do parentesco com Romero Jucá.
A respeito das irregularidades apontadas pelo TCU, o ministério destacou que está em processo de melhorias do controle interno e que uma fiscalização mais rigorosa está sendo adotada desde meados de julho. Aprovada em junho pelos ministros do TCU, a auditoria foi realizada tanto no ministério quanto em órgãos a ele vinculados, como a Conab. Estes órgãos fiscalizam e aplicam multas que só este ano já arrecadaram R$ 17,6 milhões em multas.
“(Verifica-se) a inexistência de uma sistemática efetiva de controles internos no ministério, o que se mostra temerário por tratar-se de um órgão que exerce a fiscalização de transações de grande valor econômico, com poderes de aplicação de multas, apreensão de mercadorias, interdição de estabelecimentos”, diz o relatório.
Hoje Dilma comemora 30 dias da devassa no DNIT com mais 4 demissões.
O Diário Oficial da União desta terça-feira (2) publica a exoneração de mais cinco pessoas ligadas ao Ministério dos Transportes, entre elas dois diretores. Desde que as denúncias de corrupção na pasta começaram a será divulgadas, no início de julho, 27 pessoas já foram demitidas.
Quatro dos exonerados são ligados ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit): Hebert Drummond, diretor de Infraestrutura Aquaviária; Nadja Tereza Monteiro de Oliveira, da coordenação-geral de cadastro e licitações; Jeanine Santana Ferrari, coordenadora de Licitações de Obras e Serviços de Engenharia e Nei Japur, da coordenação de Administração Patrimonial. A quinta exoneração é de Amaury Ferreira Pires Neto, diretor do Departamento do Fundo da Marinha Mercante do Ministério dos Transportes.
Desde o dia 2 de julho, quando a revista Veja publicou a primeira reportagem com denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes, 27 pessoas já foram afastadas, a maioria ligada ao PR.
Nesta terça, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que a base do governo concorda que os ministros Paulo Sérgio Passos (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário) e Mário Negromonte (Cidades) prestem esclarecimentos aos senadores na semana que vem, desde que sejam convidados e não convocados. Os ministérios também são alvo de reportagens revelando supostos esquemas de desvios de recursos públicos.
Engenheiros afirmam que Dnit tem jeito. Jeito?
Durante a apresentação do primeiro balanço do PAC 2, o Programa de Aceleração do Crescimento do governo Dilma Rousseff, realizada na última sexta-feira, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, afirmou que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) gastou R$ 40,6 bilhões entre 2007 e 2011. Deste total, R$ 3,7 bilhões foram com aditivos contratuais. Em todo caso, o ministro enfatizou que o percentual chega a 9,1% dos recursos, enquanto a Lei de Licitações permite até 25% do valor do contrato.
Entretanto, levantamento que o Contas Abertas teve acesso junto ao Sistema de Informação e Apoio à Tomada de Decisão (Sindec), do próprio Dnit, mostra que 5,9% dos contratos em andamento no órgão, apresentam aditivos acima de 100% do valor inicial. De todos os contratos do órgão, 14,7% apresentam aditivos superiores aos 25% estipulados em lei.
Para melhorar o controle destas informações seria necessário o funcionamento pleno do sistema de controle Sindec. Esta ação está entre as sugestões repassadas para o ministro Paulo Sérgio pela Associação dos Engenheiros do Dnite, na véspera da declaração sobre os valores dos aditivos dos contratos.
A associação entregou o documento “Diagnóstico da Situação do Dnit – 2011”, com sugestões para a maior transparência na gestão e mostrando a preocupação com a estrutura do órgão. Entre as ações propostas está a reformulação do gerenciamento de processos de negócios, com a implementação plena do sistema Sindec sendo necessária para isto.
Segundo a associação, “imposições inexplicáveis” fazem com que não sejam usados os sistemas gerenciais de informações e inteligência corporativa desenvolvidos especificamente para o órgão. “A plataforma também é usada por grandes corporações como as telefônicas, a Vale e o Banco do Brasil. Permite a criação de painéis informativos com todos os indicadores necessários ao acompanhamento do desempenho do Dnit”, afirma o documento entregue ao ministro.
Além do Sindec, outro sistema já disponibilizado no próprio site do Dnit, mas ainda sem utilização plena é o Sistema de Gestão de Documentos Técnicos (Sigtec), que automatiza todo o processo de gerenciamento do projeto, desde a sua criação, a análise de todos os documentos, inclusão das plantas-baixa com desenhos e detalhes das obras. Antes das licitações do órgão terem sido suspensas, a Diretoria de Planejamento e Pesquisa havia restringido a aplicação do Sigtec para licitações futuras.
Mudança nas licitações
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, anunciou durante apresentação do balanço do PAC 2, que a partir de agora, as licitações feitas pelo governo tomarão como base os projetos executivos, e não mais os projetos básicos.
Para o ministro Paulo Sérgio, esta decisão irá minimizar o número de aditivos nos contratos do Ministério dos Transportes. “Os projetos básicos estão chegando com baixa qualidade. Embora que, mesmo com o detalhamento dos projetos executivos, não terminaremos com os aditivos, mas este tipo de modalidade irá diminuir”, afirmou o ministro.Do site Contas Abertas. Texto de Walter Guimarães.
Se um, apenas unzinho, desses funcionários públicos fosse para a cadeia, estava resolvido o problema do DNIT, do Ministério da Agricultura e de toda a corrupção nas várias instâncias do Governo. Lembre-se o que aconteceu com Arruda. A corrupção no Governo do Distrito Federal cessou, ao menos por uns tempos.
REFER, agora o esconderijo preferido dos bandalhos
Esta é exclusiva do jornalista Cláudio Humberto: o trio maravilhoso do PR, Alfredo Nascimento, Valdemar da Costa Neto e Luciano Castro é quem mandam e desmandam no bilionário REFER, o fundo previdenciário dos ferroviários e metroviários. Eles são quem escolhem em que aplicar e quando aplicar. Como se vê, na cabeça da medusa tem mais cobras que a nossa vã imaginação pode conceber.
A vida é assim: perde-se um DNIT aqui, mas conserva-se um REFER ali. Por isso o comportamento urbano e delicado dos queridos.
PT sabia da corrupção no DNIT. Por que nada fez?
Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul e ex-ministro da Justiça, portanto ex-chefe da Polícia Federal, reconhecendo sua incapacidade de resolver o problema da corrupção dentro do DNIT:
“Todo mundo sabe que é um problema que tem 20 anos dentro daquele órgão. É muito bom que a presidenta [Dilma] tenha modificado todo mundo.”
Reportagem da revista ÉPOCA desta semana mostra que, no fim de 2006, Erenice rejeitou uma proposta de investigação sobre denúncias graves que envolviam o Ministério dos Transportes, hoje no olho do furacão de um novo escândalo.
Como conta a reportagem, as denúncias chegaram a Erenice por meio de uma carta anônima que contava detalhes de escândalo muito semelhante ao atual. Após um dia para refletir, Erenice decidiu que era melhor não abrir uma investigação:
A carta denúncia chegou ao governo depois de recebida em casa por um alto funcionário da Secretaria de Controle Interno do Palácio (Ciset), órgão que fiscaliza a lisura dos contratos firmados pela Presidência. O funcionário diz que a carta era anônima. Apesar de apócrifa, os auditores do Palácio se convenceram da necessidade de apurar. Diante do conteúdo delicado do documento, decidiram procurar Erenice Guerra. ÉPOCA ouviu dois funcionários da Ciset que acompanharam a história para saber o que aconteceu. De acordo com eles, depois de ler a carta, Erenice pediu um tempo para reflexão. Mais tarde, no mesmo dia, informou que não aceitaria a recomendação – mandar investigar a denúncia – para não criar problemas com a base governista no Congresso Nacional.
Pergunta-se: se sabiam do problema por que não pediram licença ao chefe Lula e derrubaram a porta com um ponta-pé? Ou o significado da palavra conivência mudou ou a corrupção paralisou o aparato policial do Governo Federal.
Propinoduto do DNIT financiou até conserto do carro da amante.
A faxina da presidente Dilma Rousseff no cérebro do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) em Brasília deixou intocados, até aqui, os braços do órgão nos Estados, alvos de mais de uma dezena de investigações, informa reportagem de Andreza Matais, Breno Costa, Dimmi Amora, João Carlos Magalhães, José Ernesto Credencio e Rubens Valente, publicada na Folha desta segunda-feira.
Pelo menos 12 das 23 superintendências regionais são objeto de inquéritos do Ministério Público e da Polícia Federal. Apesar de o PR controlar o ministério desde 2003, os problemas nos Estados também envolvem indicados por outros partidos.
No Ceará, por exemplo, 27 funcionários públicos, parentes e empreiteiras foram denunciados por procuradores da República em maio deste ano por improbidade administrativa, sob a suspeita de praticar fraudes no Dnit local, comandado pelo PR. Segundo o Ministério Público Federal, as empresas tinham escritório no Dnit. A denúncia diz que elas pagavam “mensalão” a dirigentes do órgão, até 2010 comandado por Joaquim Guedes Neto.
Segundo o inquérito, baseado em escutas telefônicas, uma empreiteira pagou até o conserto de carro para uma pessoa classificada como amante de um supervisor do Dnit em Fortaleza.
O órgão informou que toma todas as providências necessárias em relação às suspeitas levantadas pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal, e disse que os servidores de carreira responsabilizados por ilegalidades vão responder a processo administrativo.
Sobre as indicações políticas, o Dnit informou que as nomeações para as superintendências são feitas pelo ministro dos Transportes, com o aval da Casa Civil. Edição do blog de Fábio Campana.
Aos canalhas do PR, “el paredon”. Aos canalhas do PT, a presunção de inocência.
O caro leitor compraria uma bicicleta usada da figura presumidamente inocente?
O governador Tarso Genro, aquele mesmo que aparelhou a Polícia Federal contra sua antecessora no Rio Grande do Sul, saiu-se com esta para defender o correligionário Hiderado Caron, do PT, uma das cabeças coroadas no escândalo do DNIT:
“Duvido que o Hideraldo tenha cometido alguma ilegalidade”, comunicou ao país o ex-ministro da Justiça, que também duvida da existência do mensalão e acredita na inocência de Cesare Battisti.
Explicando o inexplicável
Paulo Bernardo, marido da dona Gleisi Hoffmann cabeça de casal da Casa Civil e ministro das Comunicações de Dilma: “O Dnit tem um orçamento para este ano que deve ser na faixa dos R$ 13 bilhões. Então, você supor que não tem nenhum problema é prever coisa quase impossível. Sempre tem problema”.
Os referenciais de ética e seriedade nesse País se perderam de tal forma que você escuta um ministro da República dizer uma estupidez desse tamanho e não sabe se ele está confessando incompetência para agir como autoridade pública e impedir que isso aconteça, ou escancarando as portas para os futuros escandalos, mais do que certos nesse regime de governo que Lula levou só oito anos para implantar no Brasil. Das duas hipóteses, a gente pode ficar com ambas, sem medo de errar.
Do Sanatório da Notícia.
Governo tem lista de empresas inidôneas. A Bahia está em segundo, pertinho da primeira colocação.

O site Contas Abertas publica hoje uma longa matéria sobre o grande número de empresas que foram incluídas no cadastro de inidôneas para negócios com o Governo. A Bahia tem o segundo maior número de empresas incluídas neste cadastro.
A declaração de inidoneidade é a mais grave punição imposta as empresas que descumprem contratos firmados com órgãos públicos, e pelo visto, em tempos que a participação do setor privado nos escândalos de corrupção é manchete diária dos jornais, tornar empresas inidôneas é procedimento comum para a administração pública. No final de 2009, o número era de 350 empresas.
Quem disponibiliza a lista é o Cadastro de Empresas Inidôneas ou Suspensas (Ceis), coordenado pela Controladoria-Geral da União (CGU), e acessível no Portal da Transparência. Atualmente são 590 empresas proibidas de negociar com o governo. Se comparado com 2009, quando havia 350, o aumento chega a 68%. No levantamento feito pelos Contas Abertas nesta quarta-feira, 120 empresas possuem sede em São Paulo, 114 na Bahia e 38 em Minas Gerais. Isto significa que apenas os três estados concentram 46,2% das empresas considerados inidôneas para contratar com a administração pública.
A declaração de inidoneidade possui amplo prazo de validade e vigora até a solução da pendência, o que pode demorar anos. Há empresas, por exemplo, que estão impedidas de prestar serviços para quaisquer órgãos públicos desde 1988. As sanções que levam a inidoneidade são decorrentes de irregularidades em licitações, fraudes fiscais ou descumprimento de contratos firmados com a administração pública.
No início do ano, o Ministério das Comunicações declarou inidôneas duas empresas aéreas de transporte de cargas que foram investigadas no escândalo do mensalão. A Skymaster e a Beta estão, desde janeiro, impedidas de prestar serviços a órgãos públicos pelo prazo de cinco anos.
Ainda constam na lista, empresas que ficaram famosas por serem beneficiadas em fraudes de licitações públicas, como é o caso da Construtora Gautama, denunciada, em 2007, na Operação Navalha da Polícia Federal. A empreiteira estava ligada a contratos suspeitos em nove estados e no Distrito Federal.
Em março de 2008, quatro empresas do Grupo Planam também foram declaradas inidôneas por envolvimento no esquema de desvio de recursos da saúde, por meio de emendas parlamentares ao orçamento. O episódio ficou conhecido como “máfia dos sanguessugas”. Veja a lista das empresas inidôneas clicando aqui.
Tamanho do “buracão” do DNIT é de R$78 milhões.
Um novo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), aponta superfaturamento de mais de R$ 78 milhões em obras do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (DNIT).
No total, 73 obras comandadas pelo departamento em rodovias brasileiras estão sendo fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União, de acordo com informações do Jornal Nacional. Os técnicos do tribunal já descobriram superfaturamento nos contratos de execução de seis obras, todas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Em Alagoas, o problema está na BR-101, no Paraná, nas BR -487 e BR -376; no Pará, na BR- 230; no Rio Grande do Norte, na BR-101 e em Rondônia, na BR-429. O Tribunal de Contas da União já recomendou a paralisação imediata das obras.
A conclusão dos fiscais do TCU é que pelo menos R$ 78.612.226,00 estão sendo pagos de forma indevida às empreiteiras. A fatia reservada ao Dnit no orçamento geral da União para essas obras é de quase R$ 486 milhões. O levantamento do Tribunal ainda precisa ser atestado pelo Congresso Nacional.
Todo dia, dois ou três demitidos no Ministério dos Transportes.
Já são 15 os demitidos no Ministério dos Transportes. Ao invés de ficar servindo o remédio amargo em doses homeopáticas, dona Dilma deveria fazer o seguinte: demite todo mundo que tem cargo de confiança e depois admite aqueles que comprovadamente forem inocentes. Fica mais fácil. Aposto que sobram poucos.
Funcionária da Prefeitura de Barreiras mora e trabalha em Brasília.
O jornalista Fernando Machado denuncia no site ZDA:
Maria Catarina Pereira Santos, atual administradora do Taguaparque, localizado em Taguatinga, no Distrito Federal, tem sido a cereja no bolo das oposições ao governo de Agnelo Queiroz (PT). Maria fora nomeada para o cargo dia 25 de janeiro deste ano, logo no início do governo petista em Brasília, mas o detalhe, Catarina é assessora especial de gabinete da prefeita de Barreiras Jusmari Terezinha (PR), lotada desde 05 de junho de 2010. Portanto, há pelo menos seis meses ela vem acumulando os dois cargos públicos, situação que tem causado enorme estrago a imagem do atual governador. Segundo reportagem do Blog Brasília em Off, atualmente Catarina recebe R$ 6 mil, somado os valores da prefeitura de Barreiras e do governo de Brasília. Leia a matéria completa aqui.
Ministro dos Transportes beneficiou doadores de campanha ao Partido da República.
Vale a pena ler com atenção, no site da Isto é, a denúncia da revista sobre a relação entre doações de campanha ao Partido da República e as empreiteiras beneficiadas com obras.
Pelo andar da carruagem, Dilma vai ter que sair com uma lanterna às ruas, como Diógenes, procurando por um homem honesto para assumir o Ministério dos Transportes e o DNIT. O PR, por seu turno, deveria trocar sua sigla para PRE: Partido da República da Esbórnia.
Dilma afasta mais um no DNIT.
A presidente Dilma Rousseff decidiu afastar o diretor executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), José Henrique Sadok de Sá. A decisão foi tomada após a revelação do jornal O Estado de São Paulo, na edição desta sexta-feira, 15, de que a Construtora Araújo Ltda, da mulher de Sadok, assinou contratos que somam pelo menos R$ 18 milhões para tocar obras em rodovias federais entre 2006 e 2011, todas vinculadas a convênios com o órgão.
Digamos que não seja de bom tom dar linguiça para cachorro cuidar.
Brasileiro comum desesperado com a corrupção.
Empresário de Luís Eduardo, desesperado com as notícias de corrupção do Governo em todas as instâncias:
“O Brasil não tem mais jeito”.
Tem jeito sim. Como dizia meu velho pai, o primeiro corrupto que for preso e permanecer na cadeia, é exemplo para todos os outros. Você, caro leitor, sabe de algum corrupto que tenha sido preso e tenha cumprido sua pena na cadeia?
Pelo preço que os corruptos custam à Nação, dá para prendê-los em prisões 5 estrelas e ainda fica barato.
A nova lei 12.403, que entrou em vigor ontem, impede a prisão preventiva de autoridades ou servidores públicos que são flagrados fraudando licitações, somente porque a pena prevista para esse crime é inferior a quatro anos. De acordo com a Lei das Licitações (nº 8.666), a pena para fraude é de três anos e seis meses. A punição para quem dispensa licitação ilegalmente é de apenas três anos e cinco meses.
Ufa! Que alívio!
Prefeito, vice e empresários vão para a cadeia no Ceará.

Antonio Teixeira de Oliveira (PT), prefeito de Senador Pompeu, no interior do Ceará, entregou-se em um quartel do Corpo de Bombeiros na madrugada desta quinta-feira. Teixeira estava foragido há dez dias e era procurado por envolvimento em um esquema de corrupção descoberto na administração municipal. Junto com ele, apresentou-se às autoridades o vice-prefeito da cidade, Luis Flávio Mendes de Carvalho (PT).
Os dois estão detidos no quartel, à disposição da Justiça. O comando do Corpo de Bombeiros já pediu ao Judiciário a transferência da dupla. De acordo com investigação do Ministério Público do Ceará (MP-CE), Teixeira coordenava um esquema de corrupção em que obras contratadas por empreiteiras fantasmas eram executadas por funcionários da própria prefeitura. O rombo aos cofres públicos é estimado em 2,6 milhões de reais.
Na segunda-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido liminar de revogação do mandado de prisão do prefeito. Teixeira, seu vice e trinta empresários, servidores públicos e políticos fugiram da cidade no dia 20, ao saberem que o esquema fora descoberto. Até a prisão do prefeito e do vice, só um envolvido, funcionário de uma empreiteira, havia sido detido. Com o sumiço do prefeito e do vice de Senador Pompeu, o presidente da Câmara, vereador Ibervan Fernandes (PSDB), assumiu a administração municipal. Da Veja e sites da região.
A solidão dos que caem em desgraça.
A deputada Jaqueline Roriz tem até hoje, 13, para explicar, à Corregedoria da Câmara dos Deputados, porque usou a verba indenizatória para alugar uma sala no Setor Comercial Sul, que pertence ao marido dela. Solitária em sua aparição na Câmara, foi fotografada por Fábio Rodrigues Pozzebom, da Agência Brasil. Clique na imagem para ampliar.
O desmoronamento das forças vivas da Nação.
Nos últimos dias, réus em processos foram nomeados para comissões na Câmara . João Paulo Cunha (PT-SP), acusado no mensalão, foi eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça , uma das mais importantes da Casa. Paulo Maluf (PP-SP), procurado pela Interpol, Valdemar da Costa Neto (PR-SP), também réu no mensalão, e Eduardo Azeredo (PSDB-MG), réu no processo do mensalão mineiro, foram escolhidos para integrar a comissão da reforma política. “Quem faz a lei não pode responder por uma acusação de desrespeitar a lei”, afirma Romano. Por Sérgio Roxo, no Globo Online.
Não é para menos: em um país onde a Suprema Corte fica, durante 6 meses, sem um dos seus julgadores, inclusive com a importante decisão sobre o projeto da Ficha Limpa aguardando que esse julgador seja nomeado, nenhuma das instituições pode ser respeitada. Os brasileiros não sabem o que é o anarquismo e que idéias defende. Mas a anarquia já se institucionalizou com a centrifugação moral das instituições no País. Incúria, desmando, corrupção são palavras que perderam o seu sentido pela banalização.
A hora em que a revolta explode.
Pelo menos 700 pessoas foram detidas nesta quarta-feira no Egito em manifestações contra o governo do presidente Hosni Mubarak. Mais cedo, as autoridades tinham avisado que prenderiam quem participasse dos protestos. A mobilização contra o aumento dos preços de alimentos, o alto índice de desemprego e a corrupção da administração começou na última terça-feira, no que ficou conhecido como “dia de revolta”. O movimento foi inspirado na rebelião que derrubou o ex-ditador tunisiano Zine el Abidine Ben Ali, em 14 de janeiro.
A pergunta importante: o que têm em comum os protestos no Egito, na Tunísia e na periferia de Brasília, mais especificamente em Santo Antonio Descoberto? Em que momento o povo se levanta contra o descaso e a incúria dos governantes? No que pensam os gestores públicos quando os seus erros são repetidos até o povo ensandecido ir para a rua? O que nos ofende mais: a falta do serviço público, a roubalheira ou o sentimento de impunidade desses governantes?
Até a babá de Jusmari teria passaporte diplomático.
Essa história de passaporte diplomático para toda a família tem precedentes: Jusmari Oliveira, no apagar das luzes de seu mandato, uma semana antes de desincompatibilizar-se para concorrer à Prefeitura de Barreiras, solicitou e levou, é óbvio, passaportes vermelhos para si, para o esposo, então prefeito de Luís Eduardo Magalhães, para os dois filhos e, pasmem, para a babá. Pode? Não pode!
Confirmada a notícia, resta à Alcadeissa da Capital da Cor-de-Rosa, devolver os passaportes obtidos indevidamente.
64% dos brasileiros dizem que a corrupção aumentou.
“A corrupção tem aumentado nos últimos três anos”. Pelo menos essa é a opinião de seis em cada dez pessoas em todo o mundo. A informação consta no estudo Barômetro Global de Corrupção, divulgado hoje pela ONG Transparência Internacional (TI), em comemoração ao Dia Internacional contra a Corrupção. No Brasil, 64% dos entrevistados disseram acreditar que a corrupção aumentou, enquanto 27% disseram não ter visto mudanças e apenas 9% notaram uma redução na incidência de atos corruptos.
Dentre outros resultados, a sétima edição do Barômetro identificou que, para 80% dos entrevistados, inclusive brasileiros, os partidos políticos são os grupos mais “corruptos” ou “extremamente corruptos”. Em segundo lugar aparecem os funcionários públicos do Legislativo, seguidos pela polícia, o setor privado, entidades religiosas e o Judiciário. Já as organizações militares e não-governamentais (ONGs) foram consideradas as classes menos afetadas pela corrupção. Fragmento de texto de Milton Júnior, do portal Contas Abertas.
Não começa, mas já inicia mal. Dá para entender?
O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou a paralisação da Construção da Ferrovia de Integração Oeste Leste, no trecho entre Caetité e Barreiras. No total, a recomendação inclui 32 obras públicas no país, onde foram encontradas irregularidades graves. Além da Ferrovia Oeste Leste, outras dezessete obras são integrantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O plano do tribunal, conhecido como Fiscobras, fiscalizou 426 obras em todo o país. O relatório aprovado pelo plenário do TCU será entregue nesta terça (9) ao Congresso Nacional, que decidirá se aceita a recomendação de paralisação das obras.
Segundo a Agência Brasil, o presidente da República pode, porém, vetar tal sugestão, como ocorreu no ano passado com a Refinaria Abreu e Lima em Recife e com a obra de modernização e adequação do sistema de produção da Refinaria Presidente Getulio Vargas (Repar). As duas obras, integrantes do PAC, voltaram a ser incluídas no relatório deste ano do TCU, que sugeriu a paralisação.
De acordo com o relator dos processos no TCU, ministro Benjamin Zymler, as obras mais importantes do governo são do PAC, por isso, é natural que estejam também no relatório. O ministro ressalta que, mesmo depois desse trabalho de fiscalização, o tribunal continua a acompanhar a aplicação do dinheiro público.
Zymler fez questão de dizer que o governo federal tem melhorado a gestão das obras e aderido às recomendações do TCU. “Houve adesão dos gestores às nossas recomendações”. Segundo ele, em 2001, houve recomendação para paralisação de cerca de 120 obras e em 2010 o número ficou em 32.
Ele acrescentou que, em algumas situações, os gestores decidiram corrigir os problemas detectados e que isso deve gerar economia de R$ 2,588 bilhões para os cofres públicos. A Ferrovia Oeste-Leste, orçada em R$ 4,244 bilhões, no total, é um exemplo. O TCU indicou sobrepreço e, com a negociação com os gestores, houve redução no orçamento em R$ 260,2 milhões.
A pergunta que não quer calar: se as obras da ferrovia ainda não começaram, como paralisá-las? Estão roubando até no levantamento topográfico e nos projetos de viabilidade? Onde existe dinheiro público, logo se instala uma avantajada praga de roedores. De maneira endêmica.
Morre o facínora da Junta Militar Argentina.
O ex-almirante Emilio Eduardo Massera, de 84 anos, morreu nesta segunda-feira no hospital naval de Buenos Aires vítima de uma parada cardiorrespiratória, informou a imprensa local.
Massera, integrante das juntas militares que governaram a Argentina entre 1976 e 1983, foi processado por roubo e troca de identidade de criança de desaparecidos durante o regime. No entanto, são creditados ao facínora uma enormidade de crimes, principalmente aqueles perpetrados na Escola de Mecânica da Armada, onde milhares de dissidentes argentinos foram torturados e, na maioria das vezes, transportados em aviões militares e jogados em alto mar. Neste local estima-se que passaram 5000 (cinco mil presos) e, entre eles, apenas uma centena sobreviveu. Massera foi julgado e condenado a prisão perpétua em 1985. Indultado pelo governo de Carlos Menem, Massera se tornou novamente alvo da justiça após Néstor Kirchner reabrir os processos contra os militares da última ditadura.
Lobby dos Guerra é antigo e muito maior que se imaginava.
Quem quiser conhecer as aventuras do atual marido de Erenice Guerra, o destemido engenheiro elétrico José Roberto Camargo Campos, deve acessar o link Política Livre, que condensa matéria da Revista Veja, em mais uma denúncia do mar de lama que cria marolas fétidas na orla da Casa Civil do Governo Federal.








