A música que viaja na Voyager por outros mundos.

A nave peregrinaVoyager saiu do sistema solar em sua jornada destemida, em busca de comunicação com outros mundos. E leva junto a voz de Louis Armstrong, the “Big Schatmo”,   o negro pobre que deixou os cabarés de Saint Louis para revelar, em Chicago, a melhor face da humanidade. Ouça “My Melancholy Blues”.

Lenda ou verdade: McCartney teria morrido em 1966.

Paul McCartney morreu num acidente de carro em novembro de 1966 e foi substituído por um sósia. Na época, os Beatles eram o principal item de exportação na balança comercial britânica. A perda de Paul destruiria a banda e, por isso, a gravadora resolveu armar uma estratégia para salvar os Beatles. Um sósia de talento duvidoso chamado Billy Shears (segundo algumas fontes) ou William Campbell (segundo outras) assumiu o lugar do beatle esmagado no desastre. Depois de alguma relutância, John, George e Ringo concordaram com a conspiração, mas esconderam cuidadosamente pistas sutis nos discos do grupo que revelam a trama macabra. A maioria dessas evidências estão na capas de Sgt Pepper´s Lonely Hearts Club Band (1967) e Abbey Road (1969). Coloque no Google a expressão “Paul McCartney morreu em 1966” e você terá uma gama imensa de sites que tratam do assunto. Veja mais no site Universia.

Este sexagenário chato que tocou antes de ontem e ontem, em São Paulo, é mesmo uma fraude daquilo que foram os Beatles.

Obscenidades para o curso secundário.

Ignácio de Loyola Brandão

O texto ”Obscenidades para uma dona de casa” de Ignácio de Loyola Brandão, publicado na coletânea ” Os cem melhores contos Brasileiros do Século” causou protestos de alguns professores e pais em São Paulo, que questionam a distribuição de um conto com um texto erótico a estudantes de ensino médio.
Em sua opinião é um conto realmente impróprio pra estudantes do ensino médio? Ou puritanismos de uma sociedade hipócrita? Afinal a maioria dos jovens de hoje, aos 15 anos, sabem muito mais do que nos sabíamos aos 30 anos. Leia a seguir o conto na sua íntegra:
Continue Lendo “Obscenidades para o curso secundário.”

Luiza Brunet, um pedaço de mau caminho.

Luiza Brunet posa completamente nua e coberta de argila para o fotógrafo Jacques Dequeker no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, em Minas Gerais. O ensaio está publicado na revista Quem. O Conselho Editorial do Jornal O Expresso decidiu, por unanimidade, consertar com urgência a máquina de lavar carros com água sob pressão.

Mostra valoriza criança e cerrado.

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente inaugura nesta quinta, 11, o projeto fotográfico “Valorizando o Cerrado através do olhar de uma criança”, mostra que conta com a participação de alunos da 6ª Série, professores e diretores. A inauguração acontecerá às 17 horas, no Fórum da Comarca de Luís Eduardo Magalhães.

O cachorro que virou papagaio.

José de Abreu

Estão enganados aqueles que acham que a melhor interpretação de José de Abreu é a de  papagaio de pirata preferido de Dilma Rousseff. Quando meu filho mais velho era muito pequeno, levei-o para ver a peça Os Saltimbancos, de Chico Buarque, inspirada nos Músicos de Bremen. Naquela época, José de Abreu interpretou um excelente cachorro. É a prova que sua carreira está em ascensão: não é fácil começar como cachorro e chegar até papagaio.

“Atiraste uma pedra” com Maria Bethania.

Maria Bethania, para sempre a maior cantora baiana, – Nana Caymmi que não me ouça – canta “Atiraste uma pedra”, de Herivelton Martins e David Nasser. Espera-se que não seja a trilha sonora que vai embalar muitos políticos da base aliada nesta luta renhida por cargos no governo da próxima Presidente.

Um blog de fotos especiais.

Foto de Andreas Kosasih. Clique na imagem para ampliar.

Loveish Kalsi é o fundador e diretor do Creative Design Magazine. Ele é artista gráfico, web designer e selecionou algumas das fotos mais belas e criativas da atualidade. Vale à pena visitar o link acima. Visite também 1x.com, para ver outras fotos muito especiais.

John Lennon, o aniversário do poeta.

O poeta dos hoje sexagenários, o indutor da revolução da paz e do amor, se estivesse vivo teria completado, hoje, 70 anos. Seria uma velhinho irrascível, sem prejuízo da grande amplitude do seu pensamento. Deixamos para as novas gerações, uma pequena amostra do que pensava:

O trabalho não justifica a existência. A gente trabalha para existir e vice-versa.

É uma falta de responsabilidade esperarmos que alguém faça as coisas por nós.

A mulher é o negro do mundo. A mulher é a escrava dos escravos. Se ela tenta ser livre, tu dizes que ela não te ama. Se ela pensa, tu dizes que ela quer ser homem.

Deus é um conceito pelo qual medimos o nosso sofrimento.

A vida é aquilo que acontece enquanto você está planejando o futuro.

Eu componho de acordo com as circunstâncias em que estou envolvido, seja de ácido ou na água.

Um artista nunca pode ser absolutamente ele mesmo em público, pelo simples fato de estar em público. Pelo menos, ele precisa sempre de ter alguma forma de defesa.

Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres. Se elas voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí.

Quando fizeres algo nobre e belo e ninguém notar, não fique triste. Pois o sol toda manhã faz um lindo espetáculo e no entanto, a maioria da platéia ainda dorme.

Não se drogue por não ser capaz de suportar sua própria dor. Eu estive em todos os lugares e só me encontrei em mim mesmo.

Lágrimas no céu, por Eric Clapton

Eric Clapton canta tributo ao seu filho, desaparecido num acidente trágico (caiu de um prédio). Apesar do lamento ser a de um pai atingido pela dor da morte precoce do filho, muitos casais dançaram cheek-to-cheek a música nos anos 80. A reprodução é dedicada aqueles, que como o Editor, beiram perigosamente os 60 anos. A tradução mais ou menos literal da letra:

Lágrimas No Céu

Você saberia o meu nome, se eu o encontrasse no céu?

Seria a mesma coisa se eu o visse no céu?

Eu tenho que ser forte e continuar,

Porque eu sei que não pertenço ao céu.

Você seguraria a minha mão, se eu o encontrasse no céu?

Você me ajudaria levantar um, se o encontrasse no céu?

Eu encontrarei o meu caminho de noite e de dia.

Porque eu sei, que não posso ficar aqui no céu.

O tempo pode te derrubar, o tempo pode dobrar seus joelhos.

O tempo pode quebrar seu coração, você estava implorando por favor, implorando

por favor.

Além da porta há paz, eu tenho certeza,

Eu sei que não haverá mais lágrimas no céu.

Uma visita às imagens literárias de Cortázar.

“Me aterraría (¡no me ha sucedido, por suerte!) pasar un día apurado frente a Notre-Dame y echarle apenas la ojeada sin intencionalidad que se dedica a los bancos o a las casas de renta. Quiero que la maravilla de la primera vez sea siempre la recompensa de mi mirada”.

Gisele Teixeira, nossa embaixatriz em Buenos Aires para assuntos de beleza estética, está revisitando Júlio Cortázar, o grande escritor portenho, com suas imagens de valor sem igual. Dê uma passada no “Aquí me quedo”, todo em português, para ver estes e outros posts ímpares.

“Cultura Viva” volta à praça.

Artesanato e comidas típicas, destaques do Cultura Viva. Fotos da ASCOM da PM/LEM.

Uma extensa programação cultural abriu, neste sábado, 21, estendendo-se para o domingo, a continuidade do Projeto Cultura Viva, da Secretaria da Cultura e Desporto de Luís Eduardo Magalhães. Os temas foram variados, desde festivais de dança regional, até a Chula, dança típica gaúcha, passando por apresentação de cantores e música instrumental.

No domingo, 22, a programação começou cedo, às 16 horas, em ambiente especial da praça Sérgio Alvim da Mota, com a apresentação do grupo “Los Titiriteiros”, contando ainda com coreografias, grupo Ebateca e outros, além de cantores. Durante a realização do Cultura Viva aconteceu mostra de artesanato e barraquinhas com comidas típicas de cada região do País.

Danças de rua, hip-hop: a meninada vibrou com as apresentações

Enfim, gente com bons olhos para ver Brasília.

Neste dia 11 de agosto, Mike Ronchi (fotos) e Sérgio Siqueira(textos) , lançam em Brasília, o livro Brasília Postal – Viver Brasília com bons olhos. Quem conhece os textos de Sérgio Siqueira do Sanatório da Notícia, sabe, antecipadamente, que vale a pena. O lançamento será no Café Cultural da Caixa, no dia 11 de agosto, a partir das 17 horas. Os analistas de mercado ainda não conseguiram determinar alterações profundas na cotação dos autógrafos do dois autores, mas sabem que o viés é de alta extrema.

Está com tempo para navegar?

Quem estiver com tempo, pode dar uma olhada em três blogs brasileiros que são o maior sucesso no WordPress:Photoshopando a Relação, Animais Pichados e Vídeos de Eliza Samudio. O último é sobre a vida pouco regrada da moça que morreu nas mãos da quadrilha do goleiro Bruno. Se não quer ver baixaria, deixe de fora. Mas não perca os dois primeiros, se gosta de artes gráficas e de preservação ambiental.

O Brasil que o Brasil não conhece – II

O Brasil que vota neles, adora músicas como esta,” Feito Capim”, do esotérico grupo musical “Aviões do Forró”.

“O amor é feito capim
Mas veja que absurdo:
A gente planta, ele cresce
Aí vem uma vaca e acaba tudo.”

Os autores são uns tais de Rodrigo Mell (mel?) e Elvis Pires. Está vendo: Elvis não morreu! Por que não “E.T.s do Forró”. Toca nas rádios de maior sucesso do País, na Grobo e na rádia do Alaíde.

A escala do Blues pela Inglaterra.


“Love Letters”, gravado pro Tom Jones, no legendário Abbey Road Studios. Não deixe de ouvir.
Quem não viu, perdeu, o quarto episódio da TV Cultura/SP, no sábado, às 23h30m, que contou a história de como o blues viajou para a Inglaterra, nos pós-guerra, criando as sementes de Beatles e Rolling Stones e, após, voltando com renovado sucesso para os Estados Unidos, pelas mãos de artistas como Eric Clapton. Só aí foi aceito pela maioria branca dos Estados Unidos, que não queria a sua juventude íntima da música negra. A melodia simples e dorida dos campos de algodão finalmente ganhava as rádios e os corações dos americanos.

“Vermelho, Branco e Blues” mostra clássicos do estilo musical e conta como o ritmo invadiu a América. Dirigido por Mike Figgis (Despedida em Las Vegas),  o quarto filme da série “Blues – Uma viagem musical” passeia pela música dos anos 60 com os acordes de Eric Clapton, Jeff Beck, Tom Jones e Van Morrison para mostrar como a invasão britânica reintroduziu o blues na América.


O filme examina as circunstâncias desse período vibrante e conta com a participação do próprio Figgis, tocando com uma pequena banda. A produção conta ainda com performances de B.B. King e Muddy Waters, e das bandas Cream e Rolling Stones, entre outras. Impagáveis as passagens em que B.B. King explica como faz os blends, aquela variação sonora em que o instrumentista muda a tensão da corda da guitarra com a mão esquerda, característica fundamental do ritmo blues.

Com produção de Martin Scorsese, a série “Blues – Uma viagem musical” é composta por sete longas-metragens impressionistas que mostram, a partir da perspectiva de Charles Burnett, Clint Eastwood, Mike Figgis, Marc Levin, Richard Pearce, Wim Wenders e do próprio Scorsese, a essência do Blues e sua influência, desde as raízes africanas até os dias de hoje.

Van Morrison

Fique de olho nos próximos programas, sempre às 23h30m de sábado. Compre uma garrafa de bourbon e se emocione:
26/6 – De volta para casa (Martin Scorsese).
03/7 – Padrinhos e afilhados (Marc Levin).
10/7 – Piano Blues (Clint Eastwood).

O Entrelinhas deste domingo (20) às 21h30 faz uma homenagem ao escritor português José Saramago. E, amanhã, 22 horas, José Serra é o convidado da Roda Viva. Saia um pouco da Globo – pode ser bom para sua inteligência – e adote a TV Cultura/SP, nestes dias bicudos de Copa do Mundo.

Os bons escritores morrem felizes.

Em uma entrevista, em 1998, Saramago disse que não tinha tempo para pensar na morte porque tinha muitas coisas que lhe faziam viver.

E que não flertava com arrependimento: “Se tivesse que reviver tudo de novo, mesmo com o que há de triste, de mal, de feio, ainda assim, viveria tudo de novo”.

Saramago , Nobel de Literatura, era filho e neto de pais e avós paupérrimos e analfabetos. Uma prova de que a educação tudo pode.

Li pouco Saramago. O cenário em sua leitura é mumificado, as palavras dissecadas, uma a uma, numa perfeição entediante. José Saramago, desaparecido ontem, aos 87 anos, foi, antes de escritor, um parceiro dos seus leitores, partilhando com eles o ato de imaginar. Os bons escritores morrem felizes: deixam a palavra como testemunho de um tempo e um imenso arsenal de equipamentos, ferramentas e softwares para que seus contemporâneos e as gerações futuras possam imaginar. E a imaginação é onde o homem transcende à sua natureza animal.

Washington Araújo, autor das frases grifadas no início deste post, escreveu longo artigo no “Diário Liberdade” chamado “O Homem que dizia não”. Leia a íntegra do artigo: Continue Lendo “Os bons escritores morrem felizes.”

Uma viagem pelo mágico mundo dos blues na Cultura-SP.

A TV Cultura-SP apresentou ontem “A estrada para Memphis”, um extraordinário documentário sobre a música negra. Com produção de Martin Scorsese, a série “Blues: Uma Viagem Musical” reúne incríveis documentários numa coleção que foi indicada ao prêmio de Melhor Documentário Musical no Grammy Awards de 2005.
Além de Scorsese, os episódios, divididos em sete longa-metragens, foram dirigidos por nomes como Clint Eastwood, Wim Wenders e Mike Figgs e apresentam interpretações raras de lendas, dentre elas Muddy Waters, Eric Clapton, B.B. King, Bonnie Raitt, Lou Reed, Tom Jones, Los Lobos, Lucinda Williams. As edições apresentadas são Alma de um homem, Se aquecendo no fogo do diabo, A estrada para Memphis, Vermelho, Branco e Blues, De volta para casa, Padrinhos e afilhados e Piano Blues.

A “Estrada para Memphis” é um dos episódios dessa produção singular. O diretor Richard Pearce (The Long Walk Home, Leap of Faith) traça a odisséia musical da lenda do blues B.B. King em um filme que presta homenagem à cidade que deu origem a um novo estilo de Blues. A homenagem de Pearce a Memphis apresenta performances originais de B.B. King, Bobby Rush, Rosco Gordon e Ike Turner, bem como imagens históricas de Howlin Wolf e Rufus Thomas.´

No dia 19 de junho será apresentado o episódio “Vermelho, Branco e Blues”.
O diretor Mike Figgis (Despedida em Las Vegas, Time Code) junta-se a músicos como Van Morrison, Eric Clapton, Jeff Bock e Tom Jones, tocando e falando sobre a música dos anos sessenta e a invasão britânica que reintroduziu o som do Blues na América. O filme examina as circunstâncias deste período vibrante. O próprio Figgis participou, ainda que de uma maneira menor, neste período da história, tocando numa banda de blues com Bryan Ferry, uma banda que foi o núcleo para o primeiro Roxy Music.

No dia 26 de junho, será apresentado o episódio “De volta para casa”. Martin Scorsese faz uma homenagem ao blues do Delta do Mississipi. O músico Corey Harris viaja para o Mississipi e para a África Ocidental, explorando as raízes da música. O filme celebra o início dos bluesmen do delta através de performances originais de Willie King, Taj Mahal, Otha Turner, e Ali Farka Toure e raras imagens de arquivo de Son House, Muddy Waters e John Lee Hooker.

A qualidade de som e imagem (filme transposto para vídeo) é excepcional. O site da emissora não informa sobre reprises, mas é bom ficar de olho, pois é costume da TV Cultura reprisar seus melhores programas. Confira em Viagem Musical.

Obama bate em retirada, molhado como um pinto.

O presidente Obama deixa um palco montado no Cemitério Nacional Abraham Lincoln, em Elwood, Illinois durante a cerimônia do Memorial Day, que foi assolado por uma chuva pesada. Obama exortou a multidão a ir para seus carros durante a tempestade. A foto excepcional é da revista Time, realizada por EVAN VUCCI / AP.

O Golfo do México e a maior tragédia ocasionada pelo petróleo.

O astronauta Soichi Noguchi, membro da tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS), manda, hoje, através do twitter, a fantástica foto da mancha de óleo que toma conta do Golfo de México.

Pecados veniais!

Aviso ao navegantes e aos gourmets: “Sonho de Verão” é novo  sorvete sensação da Xôk’s. Trata-se uma combinação suave e rara de creme de leite, avelã e pedaços de bombons Xôk’s.

Quem prova, não fica na primeira bolinha e volta para a segunda com os olhos injetados de gula e cupidez. O Ministério dos Prazeres adverte: o uso contínuo pode gerar dependência.

Vá provar agora antes que o Maurício crie um melhor ainda.

Barreiras terá exposição de arte de alto nível.

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O projeto cultural Museu Itinerante Rabobank traz a Barreiras, de 06 de maio a 06 de junho, no Palácio das Artes que fica na praça Castro Alves- Centro, a exposição “A Natureza das Pessoas”, que apresenta 40 reproduções de grandes obras de arte selecionadas cuidadosamente pela curadora Katia Canton. Os trabalhos apresentados são uma coletânea de pinturas, fotos e documentação de instalações espalhadas por grandes museus do mundo e mostram a visão de artistas nacionais e internacionais sobre a relação entre ser humano e natureza.

“A Natureza das Pessoas é uma exposição que demonstra como os artistas sempre refletiram sobre o meio-ambiente. Nos quatro núcleos, quatro reflexões diferentes. Na primeira, a visão da natureza como uma paisagem sem a presença humana. Na segunda, seres humanos se articulam com a natureza, retirando dela lazer e alimento. Na terceira, os artistas lançam seus olhares singulares para recriar a natureza e no terceiro revelam os perigos de um mundo em que a natureza é constantemente desrespeitada. Com a arte, podemos mostrar essas visões e provocar uma reflexão sobre nossas próprias responsabilidades perante a preservação da vida”. explica a curadora e artista plástica Katia Canton, que tem diversos livros editados e é Docente e curadora do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo e  Livre-Docente em Teoria e Crítica de Arte pela Escola de Comunicação e Artes da USP. Continue Lendo “Barreiras terá exposição de arte de alto nível.”

São Desidério realiza primeira oficina de teatro.

Passeata na rua comemora o festival de teatro

Mais de 20 pessoas receberam o certificado da primeira Oficina de Teatro realizada pela Secretaria Municipal de Cultura. O evento teve início no dia 15 deste mês e faz parte do projeto “Conscientizar e Capacitar para Multiplicar” idealizado pelo ator Júlio Delfino. Segundo Júlio o objetivo é disseminar o conhecimento sobre o teatro em cinco municípios baianos. “Nosso trabalho inclui a região de São Desidério, Barreiras, Ibotirama, Cristópolis e Barra”.

Em 13 dias os alunos se dividiram em duas turmas e desenvolveram esquetes para apresentar à comunidade. Somando o total de 39 horas/aula, a oficina culminou no sábado, 27. A data foi escolhida para homenagear o Dia Mundial do Teatro. Após a passeata pelas principais ruas da cidade – feita pelos atores- a população pode conferir o resultado da oficina.

Para o Secretário de Cultura, João Neres, o trabalho de incentivo ao desenvolvimento cultural de São Desidério é uma realidade que vem surtindo efeito. “É uma honra entregarmos à população uma equipe responsável e consciente do seu valor e do seu papel na sociedade”.

O evento contou com a participação especial dos grupos de teatro Alminha e Maria Pimenta, de Barreiras. A produtora de teatro Ruth Guimarães lembra que “o teatro transforma a vida, ele tem o poder de recriar a realidade para transmitir e trabalhar a conscientização dos fatos sociais”.

Para o diretor de Cultura Vanderlino Barbosa este foi o primeiro passo para novas oficinas que serão realizadas no município. “Temos certeza que este projeto agrega valores à cultura de São Desidério, por isso, daremos continuidade ao trabalho iniciado pelo professor Júlio Delfino”.

Fotos de insetos em superclose.

A revista Globo Rural publica uma série de fotos realizadas por Miroslaw Swietek, por volta de 3 horas da manhã, em uma floresta perto de sua casa, em Jaroszow, uma vila na Polônia. O resultado: imagens tão detalhadas que libélulas, moscas e besouros parecem estar “vestidos” com diamantes, tamanho o brilho que as gotas de orvalho ganham sobre os animais.   Utilizando uma espécie de farolete, o fotógrafo amador ressaltou os insetos na escuridão, antes de posicionar a câmera e o flash a alguns milímetros deles. Veja outras fotos clicando no link acima.

Projeto Cultura Viva propõe resgate das manifestações culturais do município

A Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer de Luís Eduardo Magalhães deu início no último final de semana ao projeto Cultura Viva. O objetivo é realizar um resgate das principais manifestações culturais existentes no município. A secretária Teresa Nemoto esclarece que esta era uma solicitação da sociedade luiseduardense, tendo em vista o período em que foi realizado o projeto Domingo Cultural, entre 2001 e 2008.

O principal diferencial do Cultura Viva é que as atividades, diferente do que acontecia com o Domingo Cultural, vão acontecer também aos sábados, uma vez a cada mês. “A diversidade artística em nossa cidade é fruto da integração de pessoas das mais diversas regiões do país. Nossa meta é mostrar essa diversidade de expressões artísticas e de manifestações populares presentes no meio do nosso povo”, conta Nemoto.

A programação teve início no sábado, 20, as 21h, com a execução dos hinos do Brasil, da Bahia e do município, interpretados por duas alunas da oficina de canto do município. Na sequencia foi apresentada a música tema do projeto, “Viva a cultura”, composta e arranjada pelo instrutor de música da Secretaria de Cultura, Duda Barbosa. Para o primeiro Cultura Viva a ideia foi prestar uma homenagem aos 10 anos de emancipação política de Luís Eduardo Magalhães.

A próxima edição do Cultura Viva acontece no mês de maio, com a realização de festival de capoeira.

Uma pequena história, muito próxima da realidade.

Colegas de trabalho, Fontourinha e Ferreira adoravam um chopinho depois do expediente. Bolinho de bacalhau, berinjela refogada, outro chopinho, “enquanto o trânsito folgava”. Burocratas de pura estirpe, tinham liturgias especiais para viver uma vida sem graça no trabalho.

O assunto, quase sempre o mesmo: futebol, dinheiro e mulher. Predadores convictos, gostavam muito de um papo sobre mulheres. No terceiro chope, uma história mais escabrosa sobre uma coleguinha de serviço sempre aparecia.

Fontourinha, mais recatado, de amante fixa há mais de cinco anos. Fauno das segundas-feiras, mantinha uma relação carinhosa com a esposa e a amante.

Ferreira, caviloso, iconoclasta, folgado, indesculpavelmente folgado, tinha mulher de todo o tipo. A secretária anímica e magrela, a casada fogosa e de fartas carnes, a mais madura que, carente, lhe dava presentes caros. “Está vendo o sapato novo, crocodilo, italiano, uma jóia do artesanato lombardo”. E uma ninfetinha tarada, exibicionista, insaciável, completa, multiorgástica.

Pois foi o próprio Ferreira que, numa sexta-feira de chopes mais encorpados, tocou no assunto: “Grupal, meu caro! A suruba falada, o sexo dos romanos, o povo que nos deixou toda a base de cultura e civilização. Decadência, não! É evolução antropológica. Os homens modernos tendem a compartir suas fêmeas.”

Fontourinha, mais família, mais poltrão, inseguro daqueles de deixar analista esquizofrênico, reagiu com asco. Ferreira riu, ironizou, usou de todo o seu cinismo para convencer o tímido Fontourinha, que parecia ainda de menor estatura quando acuado.

E a cada sexta-feira o assunto voltava à mesa dos dois amigos. Fontourinha, reticente, mas já mostrando interesse. Ferreira, espalhafatoso na relação direta do número de chopes.

Até que num desses encontros de sexta, Fontourinha, curioso, se bem que ainda desconfiado, assentiu condicionalmente: “Temos que encontrar as mulheres certas”.

Depois de uns quinze dias, muita logística, marchas e contramarchas, imposições de parte a parte, quase um tratado, chegaram a um veredicto. Escolheram as quarentonas. Fontourinha, a única amante, com a qual o relacionamento já começava a esfriar. Ferreira, com a casada fogosa, que tinha topado o sexo coletivo na primeira abordagem, louca que estava por mais uma loucura. “Com pouca luz, com muito pouca luz”, insistia o pequeno Fontoura.

Motel reservado, a melhor suíte com uma grande piscina e uma generosa cama, naquela próxima sexta-feira.

Ferreira chegou cedo com a sua devassa. Fontourinha, trêmulo pela expectativa, entrou temeroso no motel de luxo. E foi com muita vergonha que perguntou, na recepção, pela suíte reservada. Encaminhado, recebeu uma segunda chave. Ao entrar no calabouço da orgia, mesmo custando a se acostumar com a penumbra, reconheceu, nos braços de Ferreira, só de calcinha, seios firmes, a normalista recatada com quem tinha se casado há mais de 20 anos. Ferreira, olhos arregalados, primeiro mudo, depois num grito lancinante, primevo, vislumbrou, pela mão de Fontourinha, elegante como sempre, a mãe de seus filhinhos, a doce Helena, sua parceira de sexo formal e contido de todo o sábado à noite.

Melhor, muito melhor que Sinatra!

Elvis Presley, já na parte final de sua carreira, cantando magnificamente “My Way”. Melhor até mesmo que Frank Sinatra. Se a sua internet estiver lenta, mande baixar e minimize. Vale a pena comprar um fone de ouvido (custa menos de 25 reais) para ouvir em estéreo.

A surpreendente música de “Capitu”.

Para quem assistiu “Capitu” na Globo e, agora, se surpreende pela qualidade da música nas propagandas de vendas do blue ray, saiba que a música principal é Elephant Gun do grupo Beirut. É um grupo americano surpreendente. Liderado por Zach Condon, mistura elementos musicais do leste europeu, com indie e folk. Desde muito jovem Zach se interessava por música, tendo inclusive frequentado uma renomada escola de música americana. Aos 16 anos ele deixou a escola e partiu em viajem pela europa, sendo exposto a música dos balcãs. E tudo isso teria resultado no trabalho de seu grupo.
A banda já possui dois álbuns (
Gulag Orkestar e The Flying Club Cup) e três EP´S lançados. Já realizou também diversas turnês pela Europa inclusive se apresentado em Festivais renomados como o Popkomm em Berlim.