Imprensa de esquerda malha Lula por Belo Monte.

O jornal Diário Liberdade, portal da Galícia, Portugal, claramente comunista e anticapitalista, critica violentamente o nosso Grande Timoneiro, pela atitude de fazer o leilão da energia futura de Belo Monte custe o que custar. Pra se ver que as esquerdas são o que existe de mais desunido no mundo. Leia trecho e clique no link para ler o restante do artigo, bem como matérias conexas.

O projeto da mega-usina hidrelétrica é bem chamado de Belo Monstro pela garotada de Altamira, pelos ribeirinhos índios e não índios do Xingu paraense e por alguns de nós adultos brancos ainda combatentes da ditadura e da destruição movida pelo capital. Vai se confirmando o que eu escrevo há anos: mentira em cima de mentira, um dia pode desabar. O propagandista nazista Goebbels dizia que a mentira sempre repetida torna-se verdade. Mas nem sempre ele acerta.

Quarta feira, dia 14 de abril, começou a circular a notícia de que, mais uma vez, o juiz federal de Altamira, no Pará, Antonio Carlos Campelo, havia acolhido a liminar de uma Ação Civil Pública movida por procuradores federais e determinado a suspensão da Licença Prévia ambiental do projeto Belo Monte, que havia sido concedida pelo IBAMA em fevereiro, e o cancelamento do leilão da eletricidade futura da hipotética usina, marcado para terça-feira, dia 20 de abril, pela Aneel – sim, aquela que merece o nome de Agência dos Negócios da Energia Elétrica.

Programa da TV Aratu sofre ação do Ministério Público.

O programa televisivo ‘Na Mira’, exibido pela TV Aratu e conduzido pelo apresentador Uziel Bueno, é alvo de mais uma ação civil pública, com pedido de liminar, proposta pelo Ministério Público do Estado da Bahia. Desta vez, a emissora afiliada ao Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) é acusada pela promotora de Justiça da Infância e Juventude, Cíntia Guanaes, de veicular através do programa imagens de crianças e adolescentes de forma absolutamente indevida, além de exibir em horário inadequado cenas “repugnantes” de violência e humilhação de pessoas custodiadas ou economicamente desfavorecidas, ferindo a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e normas internacionais de defesa dos direitos humanos. O MP pede liminarmente à Justiça que a TV Aratu seja impedida de transmitir o programa no horário das 13h, devendo alterar a sua transmissão para um horário adequado para a faixa etária adulta, ou que a obrigue a não transmitir, no horário em que se encontra veiculado, cenas que contenham imagens violentas, impactantes ou de caráter sexual, bem como a exposição ultrajante de pessoas sob custódia. Em ambas as opções, deve ser ressaltada a proibição de utilização de imagens de adolescentes autores de ato infracional e, fundamentalmente, de toda e qualquer exploração de crianças e de adolescentes, sob pena de suspensão imediata do programa ‘Na Mira’ por um período de 15 dias e pagamento de multa diária no valor de R$ 100 mil.

Minuta da lei da internet já está disponível.

Já está disponível para consulta pública uma versão preliminar do anteprojeto de lei sobre o Marco Civil da internet no Brasil. O projeto será um conjunto de regras para garantir direitos, determinar responsabilidades e orientar a atuação do Estado no ambiente virtual. O debate está sendo organizado pela Secretaria de Assuntos Legislativos (SAL) do Ministério da Justiça (MJ).

A participação do público se dará por meio de comentários no blog. É necessário preencher um cadastro prévio no Fórum da Cultura Digital, rede social mantida pelo Ministério da Cultura. A consulta pública permanecerá aberta por 45 dias.

De acordo com o Ministério da Justiça, as proposições do Marco Civil estão organizadas em pouco mais de 30 artigos a partir de três temas centrais: garantia às liberdades e proteção aos direitos dos usuários, responsabilidades dos atores que participam da internet e o papel do Estado no desenvolvimento da web como ferramenta social.

Depois da consulta pública, o texto será organizado pela SAL e pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da Faculdade Getulio Vargas (FGV). A intenção, segundo o MJ, é encaminhar o projeto de lei ao Congresso Nacional até junho.

Por que os barreirenses não querem o aeroporto de Luís Eduardo?

O terminal de passageiros do Aeroporto de Luís Eduardo: seria uma ofensa aos metropolitanos de Barreiras?

Pois o colorido Jornal do São Francisco, reserva técnica do periodismo regional, resolveu incorporar as dores do município de Barreiras pela ampliação do aeroporto, mancheteando imperativo: “Aeroporto já! Mas de Barreiras.” E publica até uma imagem do Google, com a incisiva legenda: “Foto aérea do aeroporto de Barreiras no período pós-guerra.” De onde esse iluminado jornalista, que atende pelo apodo de J. Santos, inventou o Google nos pós-guerra?

O instigante J. Santos, que também responde pelo pseudônimo de Dartagnan Marcondes, quer inclusive que o aeroporto de Barreiras tenha um terminal de embarque de frutas e outras cargas. Só esqueceu de dizer como carretas carregadas de frutas poderiam escalar aquela montanha, cuja rampa em alguns trechos deve ficar por perto de 30%. A obra da estrada de acesso deve ficar umas 2 ou 3 vezes mais cara que o próprio aeroporto.

Coisa de jornalista amador, que aliás tornou-se profissional depois que o Gilmar Mendes cometeu aquela trapalhada democrática. Ainda bem que os dois estão prestes a se aposentar, o jornalista e o ministro.

Por que os barreirenses não fazem como os 15 empresários de Luís Eduardo, que iniciaram com recursos próprios a construção do aeroporto. Em setembro vamos ter uma grande feira de aviação. O relevante periódico do São Francisco deverá estar presente e fazer a cobertura do evento.

Uma história de imprensa e política, com roteiro de novela.

O Dia, transformado em tablóide, com circulação em queda.

A corporação portuguesa Ongoing adquiriu, através da sua companhia no Brasil, Empresa Jornal Econômico, o grupo “O Dia”, que publica três jornais diários.Em comunicado, a Ongoing, com interesses em vários meios de comunicação de Portugal e que edita desde outubro o “Brasil Econômico”, ressalta que com esta compra se transforma no “terceiro maior grupo brasileiro de imprensa, com uma audiência diária de 3,5 milhões de pessoas”. A empresa portuguesa afirma que este acordo permite estar em “todos os segmentos do mercado da imprensa” no Brasil, com as publicações agora adquiridas – “O Dia” e “Meia Hora” e o jornal esportivo “Campeão”

A história desse grupo adquirido dos herdeiros de Ary de Carvalho começa num remoto 1º de abril de 1964. Ary dirigia a Última Hora em Porto Alegre, na condição de funcionário de Samuel Wainer, apoiador de João Goulart. No dia 2 de abril largou o jornal Zero Hora nas ruas, com a chancela dos militares, anunciando a “revolução vencedora”. E assumiu, com uns trocados, o ativo e passivo do jornal.

Em 1971, tendo construído o grande prédio da avenida Ipiranga, Ary de Carvalho, pressionado pelo volume dos investimentos, que incluía uma rotativa Goss Urbanity, teve que ceder parte e depois o todo do controle acionário aos irmãos Sirotsky, donos da Rádio Gaúcha, que hoje forma o poderoso grupo RBS.

Chagas Freitas: no final da vida, um presente para Ary de Carvalho.

Desenrolou-se neste episódio um enredo de novela, onde não faltaram lances apimentados, como um festim homossexual realizado num apartamento do centro da cidade, flagrantes policiais e até uma aposta errada de Ary na sucessão de Peracchi Barcelos no governo do Rio Grande do Sul. Ary apostou no chefe da casa civil, João Dêntice, mas o escolhido, pela indicação direta de Médici, foi o engenheiro, ex-militar e ex-prefeito de Caxias, Euclides Triches.

Gigi de Carvalho, líder dos herdeiros de Ary de Carvalho.

Ary de Carvalho transferiu-se então para o Rio de Janeiro e comprou o então pequeno jornal “Última Hora”, novamente por uma pequena quantia. No início dos anos 80, Ary de Carvalho caiu nas graças do ex-governador Chagas Freitas, que dominou a política carioca durante anos, como líder do partido MDB, fisiológico e admitido pelos militares como oposição branda. Apesar dos protestos dos herdeiros, Ary de Carvalho ganhou de Chagas Freitas, por uma importância também irrisória, o controle de O Dia, então o jornal de maior circulação no Rio de Janeiro e Estado, maior até que o Jornal do Brasil e O Globo. Com o falecimento de Ary, em 2003, o jornal passou para o controle das três filhas, Ariane, Gigi e Eliane de Carvalho, que agora transferem o controle ao grupo português, que tem participação também na Portugal Telecom e na operadora Vivo.

Zero Hora, nos seus primeiros dias: lances rocambolescos

Os novos controladores apressaram-se a negar a participação da eminência parda do Governo Lula, José Dirceu, deputado cassado pela Câmara em 2005 por sua participação no esquema do Mensalão. Mas a verdade é que ele está ligado aos portugueses, seja como sócio ou lobista, e não deixou a articulação política de Luiz Inácio, fazendo isso com especial discrição, que poucas vezes vaza para a grande imprensa. Com o negócio, Lula ganha uma imprensa popular simpática ao seu governo, e à sua eventual sucessora, Dilma Rousseff, no segundo maior colégio eleitoral do País.

Memórias misturadas

A reprodução de um vídeo, pela Globo, com Armando Nogueira, contando as suas memórias nos anos de chumbo me trouxe recordações gratificantes, de quando se fazia um bom jornalismo apesar da ditadura. Conta Armando Nogueira que a relação com os militares era surreal: recebia, na redação, um telegrama da Polícia Federal afirmando que era proibida noticiar a morte de Lamarca, por exemplo. “Assim, diz o jornalista falecido ontem, ficávamos sabendo da morte do guerrilheiro, mas nada podíamos noticiar.” Lembrei-me, então, do texto que abria os telegramas da Polícia Federal: “Está proibida, no todo ou em parte, a reprodução dos seguintes telegramas”. E enumerava, então os telegramas da Associedt Press – AP, da Associated France Presse – AFP, da Reuters, da United Press International- UPI, da Agência Jornal do Brasil – AJB e da Agência Estado – AE.

Em certa oportunidade, reproduzi um editorial do Le Monde na página de Internacional da Zero Hora, de Porto Alegre, que analisava a alta da mortalidade infantil nos governos da ditadura, lá pelo final dos anos 60. Mesmo o editorial não estando no index da Polícia Federal, convidaram-me, através de um telefonema ao meu editor, a comparecer na Rua Paraná, sede da famigerada em Porto Alegre. No outro dia peguei um avião e, prudentemente, encetei viagem de quatro meses para Rondônia, Acre e Amazonas. Quando voltei a Porto Alegre já tinham me esquecido.

Vai, Armando, ser maior ainda, lá em cima!

E as palavras, eu que vivo delas, onde estão? Onde estão as palavras para contar a vocês e a mim mesmo que Tostão está morrendo asfixiado nos braços da multidão em transe? Parece um linchamento: Tostão deitado na grama, cem mãos a saqueá-lo. Levam-lhe a camisa levam-lhe os calções. Sei que é total a alucinação nos quatro cantos do estádio, mas só tenho olhos para a cena insólita: há muito que arrancaram as chuteiras de Tostão. Só falta, agora, alguém tomar-lhe a sunga azul, derradeira peça sobre o corpo de um semi-deus.

Este era Armando Nogueira, o jornalista que todos nós, uma geração inteira de escrevinhadores, tentamos tão canhestramente imitar.

Jornal O Expresso circula na terça-feira, 30

O Jornal O Expresso circula nesta terça-feira, 30, dia do aniversário de 10 anos de Luís Eduardo Magalhães, com matérias sobre o aniversário da cidade, matérias técnicas e artigos de fundo, onde se destaca o do advogado Joel Ferreira Ribeiro, sob o título “Parabéns Luís Eduardo”. Aqueles que recebem a newsletter do blog do Expresso, receberão o jornal em arquivo PDF já neste sábado.

Hoje, 22 horas, o CQC mostra a reportagem de Barueri.

A Prefeitura de Barueri voltou atrás e resolveu liberar a exibição de uma reportagem no programa “CQC” que mostra o desvio de um aparelho de TV doado a uma escola da cidade. A equipe do programa instalou um GPS no televisor que foi dado pela emissora à instituição e descobriu que, na verdade, a doação havia ido parar na casa da diretora da escola.

A polêmica se instalou na última segunda-feira (15), quando o “CQC” pretendia exibir a reportagem no quadro “Proteste Já”. Porém, a prefeitura do município da Grande São Paulo conseguiu uma liminar para proibir a veiculação da matéria.

Agora, administração municipal de Barueri resolveu liberar a veiculação do vídeo, antes mesmo de a Band recorrer da sentença. A informação foi passada por Rafinha Bastos em seu Twitter e confirmada pela assessoria de imprensa da emissora. Com a liberação, o “CQC” pretende veicular a matéria hoje, às 22 horas, na Band.

Pôncio Pilatos lava as mãos no caso dos royaltes.

O instigante blog Sanatório da Notícia faz uma análise bem humorada da retirada estratégica de Luiz Inácio frente à confusão que se estabeleceu no Congresso pela participação dos royaltes do petróleo:

Diante da zorra que sua megalomania criou ao anunciar a partilha de trilhões de reais para estados e mais de cinco mil prefeituras, Lula teve que bancar Poncio Pilatos, uma vez mais.  Lavou as mãos e transferiu o barraco para o Parlamento. E ainda deu o pulo do sapo: “Minha vontade era não votar os royalties este ano, pois sabia que era um ano político e que em ano de eleição todo mundo quer fazer gracinha. Disse que era para deixar para o ano que vem, pois tudo isso é para 2016.”

Lula, de guayabeira nova, fala mal dos jornalistas.

Lula, de camisão novo, mira no alvo, acerta na imprensa. Foto de Ricardo Stuckert, da Presidência da República.

O presidente Lula e o chefe da comunicação do Planalto, Franklin Martins, não tiram mais as guayaberas, os tradicionais camisões caribenhos, trazidos obviamente de Cuba. O modelito com quatro bolsos é muito prático e deve ser adotado por políticos sedentos de uma propina em moeda sonante, como aqueles de Brasília. Na Rocinha, Rio de Janeiro, onde inaugurou obras de urbanização, Lula afirmou:

“Imprensa brasileira, por hábito ou por desvio, não gosta de falar de obras inauguradas – coisa boa não interessa, o que interessa é desgraça.”

Dez minutos depois a mensagem estava no twitter do blog do Planalto. O Presidente tem razão: esses jornalistas que falam mal do Governo não são de confiança mesmo. Ô, raça!

Boas fotos para ilustrar o final de semana

Bicicletas em Admsterdam, Holanda

O fotógrafo americano Spencer Tunick é a única pessoa vestida nas suas sessões de fotos. Ele recruta, ao redor do mundo, milhares de voluntários para ficarem nus nos mais diferentes cenários, do calor australiano às geleiras suíças. Veja mais fotos  no site da Abril.

O carro dos sonhos

A Mercedes que vai fazer o safety-car da Fórmula Um. De 0 a 100 kms em 3,8 segundos.

Obama discursa na chuva

A Universidade de Columbia anunciou, em abril de 2009, os vencedores do Prêmio Pulitzer, o principal do jornalismo americano – premiados com 10.000 dólares cada.Imagem da série vencedora de Damon Winter: Obama faz discurso sob chuva na Pensilvânia. (AP).

A williams de Barrichelo e Hulkenberg

Agora pela manhã, Nico Hulkember, da escuderia Williams fez o melhor tempo das sessões pré-temporada em Montmeló, Barcelona, Espanha. O trabalho da escuderia durante os testes coletivos vem crescendo. Trata-se de uma das equipes que mais voltas completou, demonstrando um desempenho sólido nesta preparação. Não diria que o FW32 já está em posição de brigar por vitórias, até porque tem muita gente grande num campeonato só. Mas que a Williams vem para incomodar as chamadas grandes, decerto vem.

Sobre a diligente imprensa local

Já são 10 jornais circulando em Luís Eduardo Magalhães. Alguns se dedicam a anúncios, outros às notícias da Prefeitura, outros, ainda, às causas políticas perdidas e uns três ou quatro não confessam, nem sob tortura, seus mais íntimos objetivos. Durma-se, então, com um barulho desses! E prepare-se: na campanha eleitoral o número de veículos vai aumentar, na exata proporção das diatribes de jornalistas e articulistas esculpidos a machado.

Para órgão público, jornalista só com o diploma.

O candidato classificado em primeiro lugar no concurso para jornalista da Universidade Federal do Paraná (UFPR) não poderá tomar posse no cargo. Apesar de aprovado, o concorrente não possui diploma de graduação em jornalismo, exigido no edital do concurso público. A decisão de primeiro grau foi mantida, na última semana, pelo juiz federal Hermes Siedler da Conceição Júnior, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), de Porto Alegre.

O candidato havia ingressado com mandado de segurança contra a universidade na 4ª Vara Federal de Curitiba. Ele usou como argumento a decisão do Supremo Tribunal Federal que, desde junho de 2009, derrubou a exigência do diploma para jornalistas, mas seu pedido foi negado.

Ao analisar o caso, Conceição Júnior também indeferiu a liminar solicitada. O magistrado explicou que a exigência de diploma do curso superior de Jornalismo é pertinente. Segundo ele, o concurso público foi regido por edital, em que tal regra foi prevista como requisito de investidura em cargo público. O texto é do site Coletiva.net.

A decisão iluminada do STF e em particular do eminente e douto jurisconsulto Gilmar Mendes é a causa de tal absurdo. Na semana passada, o Sindicato de Jornalistas de Porto Alegre foi obrigado, por força de decisão jurídica, a aceitar a inscrição de dois temerários, que queriam, a toda força, portar uma carteirinha de jornalista. Enquanto não for criada a Ordem dos Jornalistas do Brasil que crie, como a OAB, um exame de admissão profissional após a graduação, a confusão continua. Pertinente mesmo seria evitar o exercício irregular da profissão em todos os níveis.

Sai da janela, curioso!

Foto de Ailton Freitas, do Jornal o Globo

O governador ou ex-governador José Roberto Arruda deu uma olhadinha, para um pátio interno da sede da Polícia Federal, para ver o que acontecia e encontrou o fotógrafo Ailton Freitas, do jornal O Globo, num raro momento do foto-jornalismo brasileiro. Bom jornalismo é uma mistura de talento, oportunidade e perseverança.

Mídia sofreu furo da Polícia no GDF

A imprensa levou um grande furo da Polícia Federal no caso do propinoduto do Governo do Distrito Federal. Todos sabiam que se roubava muito em Brasília, mas ninguém fez a matéria que poderia ter se tornado o estopim do escândalo, antes da Polícia vazar a série de vídeos pornográficos. Quem quiser ter uma visão mais próxima do episódio, deve ler o artigo de Alberto Dines, no Observatório da Imprensa.

Agência Brasil fora do ar

Desde a tarde de quinta-feira o portal da Agência Brasil está “fora do ar por problemas técnicos”. Quem quiser acessar deve clicar em www.agenciabrasil.gov.br.

Será que foi problema causado pelo grande volume de acessos de sites eletrônicos, jornais e blogs em busca de fotos e notícias da prisão de Arruda e, é óbvio, pela “posição oficial” do Governo Federal em relação ao episódio?

Jornalistas vão ter nova carteira

A nova carteira de identidade profissional dos jornalistas já está sendo emitida e com aprovação dos profissionais, conforme divulgado no site da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). O processo é realizado rapidamente nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal. A razão para a agilidade é a aquisição, por parte dos Sindicatos de Jornalistas, dos scanners apropriados para a produção da carteira de identidade profissional com os dados biométricos dos interessados (impressão do polegar, assinatura e fotografia digitais). Veja mais no portal dos jornalistas gaúchos Coletiva.

32 anos depois, um cadáver sai do armário

Luiz Cláudio Cunha e J.B. Scalco. Não conseguimos identificar o autor desta foto, mas Assis Hoffmann e Ricardo Chaves eram free-lancers da Abril, em Porto Alegre, nesta época.

Capa do Livro de Luiz Cláudio Cunha

Ontem, o jornalista Luiz Cláudio Cunha, a ex-guerrilheira uruguaia Lilian Celiberti e um policial que participou da Operação Condor, encontraram-se em Porto Alegre, numa audiência preliminar de processo que o policial promove contra o jornalista, pela publicação do livro “Operação Condor: o sequestro dos uruguaios”. O fato narrado do livro ocorreu em 1978, quando Luiz Cláudio, então repórter de Veja, descobriu, junto com os fotógrafos Ricardo Chaves, Olívio Lamas e João Batista Scalco (já falecido) o “aparelho” onde os policiais mantinham, em cárcere privado e sob tortura, os uruguaios Universindo Diaz e Lilian Celiberti

A história toda está contada, por Luiz Cláudio, em artigo do Observatório da Imprensa e no portal Coletiva.Net também tem uma série de notícias. Os gaúchos mais antigos lembram-se ainda da ampla repercussão do episódio na imprensa do Rio Grande do Sul e do País. Cadáveres no armário são desconfortáveis para todos os habitantes da casa.

Jornal O Expresso citado em blog argentino.

Um blog argentino, Antimedio del Sur, faz uma longa análise sobre a nova lei dos meios de comunicação brasileiros, inclusa aí a internet, citando como fonte o blog do Jornal O Expresso e outras fontes. Clique no link para ver a matéria completa do blog, que analisa cultura e meios de comunicação na região ao sul de Buenos Aires, mais precisamente na cidade de Berazategui. A Região oeste está indo muito longe, bem além do rio São Francisco. Trecho do artigo:

“El gobierno de Lula está convencido de que es negativo para el desarrollo una regulación que someta a la censura a la Internet. Siendo tajante Dilma Rouseff afirmó recientemente “En un país como Brasil, Internet tiene que ser un derecho”

Cai a circulação dos grandes jornais.

A circulação dos 20 maiores jornais diários brasileiros caiu em 6,9% em 2009. Pergunta-se: perda do poder aquisitivo, maior volume de informações na internet, perda de conteúdo?

Os dez jornais de maior circulação no País são Folha de S. Paulo (média diária de 295 mil exemplares), seguida por Super Notícia (289 mil), O Globo (257 mil) e Extra (248 mil). Em quinto lugar está O Estado de S. Paulo (213 mil), à frente do Meia Hora (186 mil) e dos gaúchos Zero Hora (183 mil), Correio do Povo (155 mil) e Diário Gaúcho (147 mil). O top 10 se completa com o Lance (125 mil). As estatísticas completas estão no Meio & Mensagem online. O destaque fica com os jornais de preço baixo na banca e notícias populares, como o Super Notícia – custa apenas 25 centavos -, Extra, Meia Hora, Correio do Povo e Diário Gaúcho. Clique no link para ver quem caiu, quem ficou na mesma, quem cresceu.

Meia Hora, do Rio, grande circulação, muita cor, muita foto, textos curtos, por apenas 70 centavos.