Dilma Rousseff resgatou hoje, durante o Jornal Nacional, uma legião de eleitores que andavam meio perdidos em meio aos últimos acontecimentos políticos. A candidata e presidente mostrou articulação, firmeza e determinação perante as perguntas mais agudas do jornalista William Bonner.
Deixou claro, antes de tudo, que os executivos no País são reféns de uma classe política despreparada, pragmática, arrivista e mal intencionada. E que só o sentimento profundo do que é democracia permite essas relações incestuosas com os legislativos. Aliás, isso é verdade não só na Presidência da República, mas nos estados e nos mais singelos municípios do País, onde os prefeitinhos são constantemente assediados pelos vereadorzinhos.
Dilma ganhou. Tanto que foi o assunto mais falado nas mídias sociais do mundo, segundo fontes seguras. Tanto que, desde o discurso na assembleia geral da ONU, em 24 de setembro do ano passado, quando lamentou a espionagem norte-americana no mundo, ela não participava da lista dos 10 assuntos mais comentados.
Amanhã, as pesquisas de monitoramento dinâmico, feitas por telefone, certamente indicarão uma melhora de posição da Presidenta.
O Mensalão e a Presidenta
O jornalista William Bonner perguntou a Dilma se ela não foi “condescendente” com a corrupção, já que o PT é um partido com “um grupo de pessoas comprovadamente corruptas, mas que são tratados como guerreiros, como vítimas”. Ele se referia ao julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, que condenou e levou à prisão dirigentes do partido.
Dilma saiu-se bem:
“Eu sou presidente . Eu não faço nenhuma observação sobre julgamentos realizados pelo Supremo Tribunal. A Constituição exige do presidente da República que nós respeitemos e consideremos a autonomia dos outros órgãos. Eu não julgo as ações do Supremo. Eu tenho opiniões pessoais. Durante o processo inteiro não manifestei nenhuma opinião. Não vou tomar nenhuma posição que me coloque em confronto, em conflito, aceitando ou não. Eu respeito as decisões da Suprema Corte brasileira”, declarou.






























































