O Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA) denunciou Per Ehlert Knudsen e Lars Jensen, dinamarqueses, e Paullus Gerardus Van Dun, holandês, por lavagem de mais de 12 milhões de dólares. Os crimes foram praticados em solo brasileiro e fazem parte de um esquema transnacional de fraude financeira.
A denúncia foi recebida pela Justiça Federal em 17 de novembro deste ano e acusa os réus de fazerem parte da TVIND, uma organização criminosa transnacional que atuava em mais de 55 países e obtinha recursos por meio de diversos empreendimentos irregulares como escolas, fábricas, empresas, fundações e organizações não governamentais.
Em 2001, a Procuradoria da República da Dinamarca abriu um processo contra uma de suas fundações por crimes fiscais e contra o sistema financeiro do país. A fundação foi acusada de enviar ao menos 186 milhões de coroas dinamarquesas, oriundas de doações e de atos ilegais, para investimentos imobiliários em países menos desenvolvidos como Malásia, Polinésia Francesa e Brasil.
Para que os valores chegassem ao Brasil sem terem sua origem revelada, a TVIND enviou os recursos como investimentos disfarçados a empresas controladas direta ou indiretamente por Knudsen:
Floryl Florestadora Ypê S/A, Floresta Rio Veredão Ltda, Jatobá Administradora de Imóveis Ltda e Big River Melons Ltda – que também tinha Jensen como sócio – e Floresta Jatobá (Brasil) Ltda, localizada no município baiano de Correntina.
O MPF-BA pede a condenação dos réus às penas de reclusão, de três a dez anos, e multa. Caso sejam condenados, os acusados devem cumprir a sentença no Brasil.
No site www.floryl.com.br/ e possível ter um relato das atividades da empresa na Fazenda Jatobá.
Um esquema de fraudes em processos de licenciamentos ambientais e de autuações ilegais foi desarticulado no início desta quarta-feira, dia 25, em Salvador, pela “Operação Verde Limpo”. Desde a madrugada, a força-tarefa do Ministério Público estadual cumpre cinco mandados de prisão, quatro de condução coercitiva e quatro de busca e apreensão.
A operação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em conjunto com promotores de Justiça que atuam nas áreas de Meio Ambiente, Combate à Sonegação Fiscal e Defesa da Moralidade Administrativa, e tem o apoio da Polícia Civil.
Segundo o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Raimundo Moinhos, o MP constatou que servidores do Município desenvolveram um esquema de autuação ilegal em diversas empresas, a exemplo de restaurantes, concessionárias de veículos e de motos, oficinas, padarias, empresas de construção civil e gráficas.
Após identificarem a ausência de licenciamento ambiental, servidores lotados na extinta Diretoria Geral de Licenciamento e Fiscalização Ambiental (DGA), integrante da então Secretaria de Transporte e Urbanismo (Semut) – hoje incorporada pela Secretaria de Urbanismo de Salvador (Sucom) –, autuavam as empresas com o objetivo de depois exigirem a entrega de bens por “dações em pagamento”.
O esquema englobava ainda a indicação de empresas de consultoria ambiental pertencentes a empresários, igualmente investigados, que completavam o ciclo mediante pagamento de “comissões” ou “propinas” aos funcionários públicos.
As investigações, que contaram com a participação da Coordenadoria de Segurança e Inteligência Institucional do MP (CSI) e o apoio da Polícia Civil, por meio do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco), também apontaram a ocorrência de fraude nos licenciamentos ambientais.
De acordo com Raimundo Moinhos, ficou caracterizada a atuação de organização criminosa que, com práticas fraudulentas, desestabilizava a Administração Ambiental do Município. Com informações do Ministério Público da Bahia.
Delcídio: houve um tempo em que cabelos brancos tinham significado de probidade, temperança e sabedoria. Hoje se sabe que os canalhas também envelhecem.
O líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), chegou por volta das 8h15 desta quarta-feira (25) à sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A prisão do senador foi autorizada pelo ministro-relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Teori Zavaski. A representação do MPF contra o Senador dizia que ele atrapalhava as investigações, prometendo propina a delatores presos no início da Lava Jato.
No Senado, a Polícia Federal realiza operação de busca e apreensão nos gabinetes da liderança do governo e do senador. A Polícia Legislativa impede o acesso da imprensa ao local.
Na Superintendência da PF, a assessoria do senador informou que recebeu a notícia da prisão com surpresa e que não sabe do que se trata. Ainda segundo a assessoria, o advogado do parlamentar, Maurício Leite, deve chegar a Brasília em duas horas.
Cachorro cuidando de linguiça
O Senado Federal deverá decidir, depois de recebido comunicado da prisão de Delcídio, sobre a efetividade do ato. O presidente da Casa, Renan Calheiros, também implicado na Lava Jato presidirá a decisão do plenário.
PF prende também o banqueiro André Esteves
O banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactual, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (25), na casa da família, no Rio de Janeiro. A prisão está ligada a inquéritos no âmbito da Lava Jato que tramitam no Supremo Tribunal Federal.
Por meio de nota, o banco BTG Pactual disse que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e que vai colaborar com as investigações.
Ele entrou no banco em 1989 e em 1993 se tornou sócio da instituição. Em 1995, assumiu a chefia da Área de Renda Fixa do banco. Após fundar a BTG no final de 2008, com a recompra do Pactual em 2009, Esteves formou o BTG Pactual.
De acordo com o banco BTG Pactual, André Esteves tem graduação em Ciências da Computação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, sendo membro do Conselho da BM&FBovespa e da Federação Brasileira de Bancos. Com informações da Agência Brasil e do G1.
Processo que apura irregularidades na construção da Refinaria de Abreu e Lima (PE) seguirá para Curitiba
Inquérito policial que investiga contratos firmados entre a Petrobras e o Consórcio Ipojuca Interligações aponta indícios de que o caso pode estar ligado a fatos apurados na chamada “Operação Lava-Jato”
O Pleno do Tribunal Regional Federal da 5.ª Região (TRF5), no Recife, decidiu manter a decisão da 35ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco (no Cabo de Santo Agostinho), que resolveu encaminhar para a 13ª Vara da Justiça Federal no Paraná (em Curitiba) o inquérito policial que apura a ocorrência de superfaturamento e sobrepreço na construção da Refinaria de Abreu e Lima (PE). O TRF acompanhou o entendimento do Ministério Público Federal (MPF), que se manifestou por meio da Procuradoria Regional da República da 5.ª Região.
O juiz da 35.ª Vara Federal em Pernambuco havia declinado da competência para processar e julgar esse inquérito policial, devido a evidências de que o caso pode estar ligado a fatos que já vêm sendo investigados e apurados em Curitiba, em meio à chamada Operação Lava Jato. O Consórcio Ipojuca Interligações recorreu ao TRF5.
Ao julgar o recurso, a Segunda Turma do Tribunal acolheu o parecer do Ministério Público Federal e manteve a decisão de encaminhar o caso para Curitiba. Entretanto, como a decisão não foi unânime, o Consórcio recorreu novamente, desta vez para o Pleno do TRF5, onde também não conseguiu reverter a decisão.
Segundo o desembargador federal Roberto Machado, relator do caso no TRF5, “a reunião das demandas racionalizará a apuração dos fatos, evitará decisões conflitantes e permitirá a análise do complexo esquema criminoso como um todo, facilitando, inclusive, o exame e a colheita de provas”.
O procurador regional da República Marcelo Alves, autor do parecer do MPF, ressaltou que, em abril deste ano, Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa e outros foram condenados por fatos intrinsecamente relacionados ao inquérito policial instaurado em Pernambuco.
“É competência da 13ª Vara Federal de Curitiba processar e julgar a totalidade dos fatos relacionados à denominada Operação Lava-Jato, inclusive aqueles relacionados à Refinaria Abreu e Lima, no estado de Pernambuco”, declarou.
O evento será realizado no Centro Cultural, hoje, a partir das 19h30m
Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal, a mais alta corte do País, numa frase emblemática sobre a classe política, em afirmação ao jornal Nexo.
Políticos se dividem entre ‘quem já foi pego e quem ainda não foi’.
Para Luís Roberto Barroso, escândalos em série são resultado de um sistema eleitoral que é uma ‘usina de problemas’ e um ‘fomentador da corrupção’
Muita gente hoje em dia anda sem dinheiro justamente para evitar os assaltos, só que agora nem precisa ter dinheiro, basta um cartão de crédito ou débito porque tem bandido andando com máquina de cartão por aí.
Foi o que aconteceu no fim de semana com um rapaz de 25 anos. Ele seguia pela rodovia na região de Ribeirão Preto, em SP, quando foi fechado por três assaltantes em outro carro. Um deles, armado, obrigou o jovem a dirigir até um bairro na zona norte da cidade. Como não tinha dinheiro, ele foi ameaçado de morte e aí veio a surpresa, os ladrões tinham uma maquininha e passaram o cartão de crédito da vítima três vezes no valor total de R$ 350. Depois, os assaltantes abandonaram o rapaz em uma avenida.
Com medo, ele prefere não dar entrevista. Os bandidos deixaram o carro, mas levaram o celular.
Por enquanto, a polícia não tem suspeito. O primeiro passo das investigações vai ser rastrear em qual conta o dinheiro foi depositado usando a máquina de cartão de crédito da operação.
Na delegacia que investiga o caso, até quem está acostumado com tantos crimes, ficou surpreso com este novo tipo de assalto. “Esta é uma forma de agir que deixa rastros e facilita o trabalho de investigação da Polícia Civil. E não dá mais para andar com dinheiro, nem com cartão, a insegurança é total”, explica o delegado Marcus Lacerda. Conteúdo da Globo.com.
A próxima modalidade a ser usada pelos assaltantes deverá ser transferência via dólar cabo para contas suíças, já muito usadas em Brasília.
Uma senhora religiosa, de 85 anos, será indenizada pela Net em R$ 10 mil por cobrar indevidamente de filmes pornográficos. A senhora integra uma congregação religiosa e reside onde são realizado os cultos, com três amigas, da mesma idade.
Na decisão, o juiz Salomão Afiune, do Juizado Especial de Goiânia, Goiás, entendeu que a cobrança gerou constrangimento e abalo psicológico a elas. A autora narra que os valores apresentados na fatura pela empresa eram exorbitantes desde o início, com a cobrança de filmes e canais extras não solicitados, dos quais não tinha qualquer conhecimento.
Ela pagou uma fatura indevida de R$ 212,83 e depois foi surpreendida com uma fatura acima de R$ 700. Além de fazer uma reclamação formal na empresa, procurou a Anatel e o Procon, mas não obteve êxito. Sem conseguir resolver o problema, mesmo após inúmeras ligações feitas à empresa, a idosa recebeu a visita de um técnico da Net, que, ao verificar o aparelho, constatou que não houve qualquer tipo de compra.
Sabe aquela velha descrença da humanidade? Duvido que esse quarteto de velhinhas não tenha dado uma zapeada nos canais fechados da NET.
Pé de tamboril com apenas seis anos, plantado na redação de O Expresso. Luís Eduardo poderia estar toda florestada assim.
A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, através da Secretaria de Meio Ambiente e Economia Solidária está intensificando a arborização urbana neste final de ano. Na última sexta-feira, 20, o canteiro central da Avenida Ayrton Senna e a Praça da Bíblia no bairro Santa Cruz receberam cerca de 200 mudas das espécies Ipê Rosa, Jacarandá-mimoso, Tamboril, Jasmim-manga, Guapuruvu e Hibiscus.
O mutirão de arborização foi realizado com a ajuda dos alunos do 5º ano matutino da Escola Municipal Ângelo Bosa. Além de plantar as mudinhas, os estudantes participaram de uma palestra sobre a importância das árvores para a população e para a cidade e curiosidades sobre o bioma cerrado, ministrada pela Gerente de Planejamento e Desenvolvimento Ambiental, Poliana de Holanda.
“Uma cidade mais arborizada resulta em uma melhoria na qualidade de vida e a época da chuva é a melhor ocasião para o plantio e desenvolvimento das mudas” explicou Poliana de Holanda. “Ficamos felizes em ver que a população se mostrou muito engajada em cuidar das espécies plantadas e é isso que nos motiva a continuar com o projeto”, continuou.
O mutirão de arborização continua nesta terça-feira, 24, com o plantio de mudas no Centro da Cidade e na sexta-feira, 27, o mutirão segue no bairro Santa Cruz.
As pessoas interessadas em adquirir mudas podem procurar o Viveiro Municipal localizado na Rua Teixeira de Freiras, próximo a Unidade Básica de Saúde Oscar Doerner, no bairro Santa Cruz ou entrar em contato pelo telefone 3628-3800. Vale lembrar que a distribuição das mudas é gratuita e que esta é a época do ano mais indicada para o plantio.
Foi a caminho de uma reunião de trabalho que o piloto de testes do Auto Esporte, César Urnhani, usou pela primeira vez o OnStar, sistema exclusivo da Chevrolet que acaba de chegar ao Brasil. Com um clique em uma botão no retrovisor interno, o motorista é conectado a uma central de atendimento que oferece serviços de emergência, segurança, navegação, concierge e conectividade.
Dirigindo um Cruze, Urnhani apertou o botão e pediu ajuda para traçar o caminho até a reunião, que até então ele não fazia a mínima ideia qual era. Ele passou o nome da rua com o número e, em segundos, a atendente enviou a rota até ao destino ao MyLink, o sistema multimídia do carro. No OnStar, o contato é com uma pessoa, não com máquinas ou gravações. Quem dirige não precisa tirar as mãos do volante, já que a comunicação é por alto-falantes e microfones instalados no veículo.
Além do envio de destino, o sistema de navegação permite consultar pontos de interesse, como localização de postos de combustíveis, por exemplo. Também é possível perguntar sobre situações do tráfego para saber se tem engarrafamentos e receber alerta sobre o rodízio de veículos em São Paulo e no centro expandido da cidade.
Outros atributos
O sistema de navegação testado por Urnhani no vídeo é apenas um dos atributos do OnStar. Dá para usar, por exemplo, o serviço de concierge, que funciona com um assistente pessoal no qual é possível até
reservar restaurantes (em caso de disponibilidade e sem pagamento adiantado). Você pode ainda aproveitar as vantagens na área de segurança, como a possibilidade do motorista ser acompanhado durante todo um trajeto ou os sensores capazes de identificar furtos. O serviço da Chevrolet também é muito eficaz em casos de emergência, quando o motorista tem atendimento priorizado.
O OnStar ainda tem um aplicativo no qual você tem a chance usar alguns dos serviços e até travar o carro de longe. Venha conhecê-lo em uma das agências Chevrolet Topvel na Bahia.
Finalmente foi autorizada a obra de contenção da voçoroca criada às margens da BR 020, que vinha assoreando o Rio Cabeceira de Pedras. Agora às 13 horas, numa reunião em Barreiras, da qual participaram representantes do DNIT e Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães foi comunicado o início dos trabalhos. A obra contempla também a retirada da areia no trecho do balneário municipal.
Na foto, Fábio Lauck, secretário de Infraestrutura; o representante do DNIT, Helly Bonfim Nunes; o prefeito em exercício, Marcos Alecrim; e o diretor de Operações da Infraestrutura, Waldemar “Nem” Leite Lobo. Abaixo, trecho da decisão do IBAMA que obstava a obra.
O município de Luís Eduardo Magalhães é o 12º no ranking das cidades entre 50 e 100 mil habitantes que apresentam melhor desenvolvimento econômico, de acordo com a pesquisa “As melhores cidades do Brasil para fazer negócios” produzido pela consultoria Urban Systens.
Luís Eduardo Magalhães é o único município baiano no ranking. Nas três primeiras posições aparecem: Paulínia/SP, Lucas do Rio Verde/MT e Ipojuca/PE, respectivamente.
A análise foi produzida a partir de dados de 348 cidades enquadradas no conceito de “média-pequenas”. Municípios desse porte são responsáveis por 10% de tudo o que é produzido no país, além de concentrarem 11% das empresas e 12% da população.
O ranking, divulgado pela revista EXAME, foi criado a partir da análise de 13 indicadores econômicos, como PIB per capita, crescimento dos empregos formais, importações e exportações.
Notícias importantes do início da semana: PMDB ameaça (pela enésima vez) largar o Governo; Eduardo Cunha ameaça ir ao STF contra o Conselho de Ética da Câmara; e o repositório da breguice do norte, Calypso, agora chama-se XCalypso e Chimbinha trocou o nome para Ximbinha.
Está vendo Eduardo Cunha? Por que você não disfarça, meu Presidente, e troca de nome? Tenho uma sugestão: Eduardo Swiss Pupunha. Que tal? Vosmicê poderia reivindicar cidadania européia e tentar uma vaga no Parlamento Europeu.
O veterano comentarista Wianey Carlet, na Zero Hora, sobre o Gre-Nal:
O Grêmio perdeu o Gre-Nal por culpa da imprensa e os colorados devem creditar a esta mesma imprensa a grande vitória deste domingo. Foi o que disseram os jogadores do Inter após o jogo. Estavam muito brabos pelas críticas que vinham recebendo e resolveram mostrar em campo que não mereciam ser criticados.
Na verdade, não foi o que aconteceu. O Inter ganhou porque Argel preparou o seu time para marcar o Grêmio no seu campo e não permitiu que o jogo de toques do adversário fosse realizado. Vitória da equipe que se preparou melhor e teve mais capacidade de superação.
Ações do Ministério Público Federal visam cassar licenças de rádio e TV de 32 deputados federais e oito senadores, que aparecem oficialmente como sócios de emissoras pelo país.
Na lista, aparecem os deputados baianos, José Nunes (PSD), José Rocha (PR) e Félix Mendonça Júnior (PDT), além do ex-presidenciável Aécio Neves (MG). Segundo reportagem da Folha, o rol ainda traz políticos influentes, como Edison Lobão (PMDB-MA), José Agripino Maia (DEM-RN), Fernando Collor de Mello (PTB-AL), Jader Barbalho (PMDB-PA) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).
A iniciativa inédita foi avalizada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e tem coautoria do Coletivo Intervozes. Ainda de acordo com o jornal, todos os citados aparecem como sócios de emissoras.
De acordo com dispositivo da Constituição, os congressistas ficam proibidos de “firmar ou manter contrato com empresa concessionária de serviço público” (Art. 54). A Procuradoria deve pedir a suspensão das concessões e condenação que obrigue a União a licitar novamente o serviço e se abster de dar novas outorgas aos citados.
Localmente temos um dos casos, apesar de não citado específicamente. Os ex-deputados federais Oziel Oliveira e Jusmari Oliveira comandam uma emissora de rádio AM, em vias de se transformar, também por concessão em FM, e usada prioritariamente com fins políticos.
O primeiro contrato de regularização de imoveis do Piauí com base na nova lei fundiária foi instituído na última quarta-feira (18) no município de Currais.
A Lei nº 6.709, de 28 de setembro de 2015 sobre reforma, regularização fundiária e colonização de terras devolutas pertencentes ao Estado, foi sancionada em setembro deste ano, visando resolver as distorções das propriedades privadas. Segundo o secretário estadual de regularização fundiária, José Osmar Alves, o Piauí pretende com a nova lei normatizar 4,5 mi/ha de áreas nos próximos quatro anos, período de vigência da legislação.
“Nos já passamos dos 200 mil hectares solicitados para regularização e essa medida dará a todos os produtores a segurança jurídica que até então eles não tinha, porque com a posse os produtores não tinham acesso a crédito, por exemplo”, explica Alves.
Segundo ele, o Interpi (Instituto de Terras do Piauí) realizará nos próximos anos a medição de todas as áreas através de georeferenciamente, e para dar entrada no pedido de regularização os produtores podem procurar assistência do Instituto, ou preencher um requerimento que encontra-se disponível no site do Secretária da Fazenda.
Além disso, para iniciar o processo administrativo os interessados precisam comprovar o uso da terra em um período superior a cinco anos, e declarar que a atuação cumpre a função social de produzir. Posteriormente, o Interpi realizará vistorias in loco para verificar a veracidade das informações e em seguida autorizará a emissão de uma licença de ocupação, onde o produtor precisará realizar o pagamento no valor de R$ 200,00 por hectare.
Alves informou que o Programa de Regularização Fundiária foi todo automatizado através de parceria entre o Interpi e a Secretaria Estadual da Fazenda. Segundo ele, a nova forma de operar o programa traz ganhos em agilidade e segurança para todas as partes.
Segundo o secretário, o projeto prevê ainda a celebração de convênio entre o Interpi, a Corregedoria de Justiça e a entidade dos cartórios para que a haja a isenção dos custos ou que os preços sejam módicos para o primeiro registro dos imóveis.
Por Aleksander Horta e Larissa Albuquerque, do site Notícias Agrícolas
Quando o agronegócio chega, o Estado alerta-se para a possibilidade de arrecadação. Só a recompra destes 4,5 milhões de hectares deve render quase R$1 bilhão. Sem prejuízo dos próximos impostos, como o Imposto Territorial Rural. Prepare-se para a cadeia de negociatas e propinas. São os males das fronteiras agrícolas.
A batalha entra os cidadãos de origem cigana continua a pleno. Hoje, em Barra, um cigano conhecido como Pedrinho da Hilux foi baleado pelas costas e está no Hospital da cidade, entre a vida e a morte.
Segundo testemunhas, um rapaz chegou a pé em um bar próximo a rodoviária de Barra e descarregou um revólver na direção de Pedrinho.
A seguir, saiu correndo e subiu em uma moto que o aguardava nas proximidades. A recepção do Hospital está cheia de ciganos. Na semana passada, dois ciganos atiraram em um rapaz. Todos acreditam que o episódio de hoje possa ser uma vingança pelo ocorrido.
Levantamento da Controladoria-Geral da União (CGU) mostra que 29 municípios têm nota máxima em transparência, em uma escala de 0 a 10, o que equivale a menos de 2% do total de cidades avaliadas (1.587). Conforme a pesquisa, 822 cidades obtiveram notas entre zero e 0,99 por não terem regulamentado a Lei de Acesso à Informação (LAI) ou pela inexistência de canais para fornecer informações à sociedade.
Os dados fazem parte da segunda edição da Escala Brasil Transparente (EBT). O indicador mede o grau de transparência em estados e municípios e o cumprimento da legislação. Foram avaliados 1.613 entes federativos, incluindo todos os estados e capitais. Alguns municípios foram selecionados por amostragem.
São avaliadas as informações disponibilizadas e pedidos de dados nas áreas de saúde, educação e assistência social. A nota é calculada levando em conta a regulamentação da Lei de Acesso (25%) e a existência de transparência passiva (75%). A primeira edição da escala foi divulgada em maio deste ano.
De acordo com o levantamento, 30 cidades conquistaram nota 10, entre elas, Apiúna (SC), que conseguiu a nota máxima nas duas edições. Entre as capitais, tiveram a maiores notas: Brasília, Curitiba, João Pessoa, Recife e Rio Branco.
Segundo a CGU, o percentual de municípios com notas entre 9 e 10 mais que triplicou em relação à primeira avaliação. Porém, o ministro da CGU, Valdir Simão, ressaltou que mais da metade dos municípios ainda não cumprem à lei.
O ministro da Controladoria-Geral da União, Valdir Simão, divulga o resultado da segunda edição da Escala Brasil Transparente Elza Fiúza/Agência Brasil
“É importante que esses municípios cumpram a lei”, disse Simão em entrevista à imprensa.
Estados
Conforme a escala, os estados mais transparentes são: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo e o Distrito Federal. Os estados com as piores notas foram Amapá (zero), Amazonas (1,39), Sergipe (2,08), Roraima e Mato Grosso do Sul (2,5 cada um) e Acre (3,3).
Valdir Simão lembrou que a CGU não tem atribuição de fiscalizar o cumprimento da lei de acesso nos estados e municípios. “Infelizmente, alguns estados ainda não se sensibilizaram.”
Entre os municípios do Oeste do Estado, os maiores, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães não foram analisados. O destaque foi para a nota ZERO de Formosa do Rio Preto, Coribe, São Félix do Coribe, Bom Jesus da Lapa, Baianópolis, Catolândia, Cristópolis, Cariranha e Muquém do São Francisco, entre outros. São Desidério teve a nota 3,61.
Entre os municípios de todo o Estado, destacaram-se com as melhores notas Itabuna e Elísio Medrado.
A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago foi eleita presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia para o biênio 2016-2018. O pleito foi concluído em dois turnos, na manhã desta sexta-feira (20).
Na primeira votação, a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago teve 27 votos; o desembargador José Olegário Monção Caldas, 17; e as desembargadoras Ivete Caldas Silva Freitas Muniz e Rosita Falcão de Almeida Maia contaram cinco, cada.
Para ser eleito em primeiro turno, o candidato precisava contar metade dos votos mais um, ou seja 28 votos. Daí a necessidade de realização do segundo turno com a participação dos dois mais votados, Maria do Socorro e José Olegário.
Neste segundo turno, a desembargadora Maria do Socorro venceu com 33 votos, contra 20 do desembargador José Olegário, e um voto em branco. No encerramento da sessão, a desembargadora saudou a todos os colegas, já como presidente eleita: “Amo a magistratura, amo o tribunal, por favor, me ajudem a firmar este pacto de governança entre todos os segmentos do Judiciário”.
Disputa
Além da presidente, os desembargadores elegeram quatro componentes da Mesa Diretora do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia para o biênio 2016-2018: 1º vice-presidente, 2º vice-presidente, corregedor-geral da Justiça e corregedor das comarcas do interior.
Com 39 votos, a desembargadora Maria da Purificação da Silva foi eleita 1º vice-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia. Também concorreu o desembargador Jefferson Alves de Assis, que candidatou-se ao cargo durante a sessão plenária, e teve 15 votos.
“Estou feliz e satisfeita porque quando a gente coloca o nome à disposição da votação dos colegas e tem uma receptividade como eu tive nos deixa muito felizes. Como já faço parte da Mesa atual, o resultado é um reconhecimento do trabalho”, afirmou a desembargadora.
A desembargadora Lícia de Castro Laranjeira Carvalho foi escolhida para o cargo de 2ª vice-presidente do TJBA com 48 votos. Ela declinou da possibilidade de ser eleita por aclamação e preferiu que fosse feita a contagem de votos.
“Estou muito feliz com os votos de confiança depositado. É a resposta do trabalho realizado e eu continuarei dando a minha contribuição judiciária”, disse.
Já o desembargador Osvaldo de Almeida Bomfim foi eleito corregedor-geral. Em disputa com a desembargadora Rosita de Almeida Maia, o desembargador recebeu 35 votos, contra 16 da desembargadora, e ganhou a eleição no 1º turno. Foram computados dois votos em branco e um nulo.
“O processo eleitoral transcorreu de forma tranquila e pacífica. E meus estimados colegas me permitiram ocupar este cargo. Espero dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo atual corregedor geral de justiça, que tem sido bem frutífero”, disse o desembargador, referindo-se ao colega José Olegário Monção Caldas.
No último cargo em disputa – o da Corregedoria das Comarcas do Interior –, a desembargadora Cynthia Maria Pina Resende ganhou 32 votos, contra 22 do desembargador Emílio Salomão Pinto Resedá.
“Resolvi concorrer hoje, já tinha passado na minha cabeça mas não pensei que pudesse me candidatar. Tenho alguns projetos para melhorar o Poder Judiciário, principalmente, no interior, que está precisando muito de uma ajuda. É uma satisfação poder fazer alguma coisa em prol do Judiciário”, afirmou a desembargadora.
No final da sessão, o presidente Eserval Rocha desejou sorte aos futuros integrantes da Mesa Diretora. “Da minha parte afirmo que continuarei a prestar a mesma colaboração que sempre prestei a todos os desembargadores desde quando cheguei nesse Tribunal”, completou.
A votação foi feita por ordem alfabética. Os desembargadores, mais recentemente nomeados, Raimundo Sérgio Cafezeiro, Júlio Cezar Lemos Travessa e Ivanilton Santos da Silva, ficaram responsáveis pela contagem dos votos.
Graças a Deus e às nossas preces ao Velho Pedro, está chovendo em Luís Eduardo Magalhães. Bom para a lavoura, para mais empregos e principalmente bom para a nossa saúde. O pessoal da foto está esperando o ônibus, mas se aparecer uma lancha, pega também. Foto da leitora Ananda, no whatsapp.
Um casal que se deslocava, em uma Hillux branca, no dia de ontem, entre Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, foi atacado a tiros por bandidos próximo ao Km 60. O casal tinha saído às 23 horas de Luís Eduardo. Apesar do intenso tiroteio dos bandidos, o motorista acelerou, valendo-se da potencia de seu carro, sendo perseguido sob uma rajada de balas. No desespero, entraram no posto Macaúbas, no quilômetro 40, e os bandidos desistiram da perseguição.
Mais cedo aconteceu outro ataque com outro motorista, desta vez de uma camionete Chevrolet S10 prata. O motorista não resistiu ao tiroteio, parou, foi sequestrado e levado para o rio de Pedras, onde foi torturado. Ele perdeu o carro, valores que portava e ficou a pé em lugar remoto. Os marginais seguiram sua trilha de assaltos. Provavelmente o carro tomado de assalto neste primeiro episódio tenha servido para atacar o segundo.
Em um país em que se desarma o cidadão e permite-se o livre trânsito de bandidos armados, só nos resta morrer como ovelhas, trêmulos e indefesos.
Durante a primeira guerra mundial acontecia simultaneamente uma rebelião de independência que foi decisiva aos povos árabes contra o domínio turco na região. Consta em alguns relatos, que as tribos árabes, teriam sido assistidas por ingleses e franceses interessados na região. A história continua no pós Segunda Guerra, quando os ingleses resolveram “organizar” o Oriente Médio e colocaram no mesmo território, no que hoje é o Iraque, hititas, curdos, sunitas, xiitas e árabes de outras origens. No mesmo período, através do então representante brasileiro na ONU, reconheceram o Estado de Israel em território palestino. A guerra de judeus contra árabes começa em 1948.
Nas guerras que se sucederam, contra Egito e Líbano, os norte-americanos armaram fortemente o Estado de Israel.Em 1956, acontece a Guerra de Suez, quando Israel, com apoio de França e Inglaterra, declarou guerra ao Egito. A Russia ajuda o Egito.
Em 67 acontece a Guerra dos Seis Dias, Israel contra Egito, Jordânia e Síria, apoiados por Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão. Israel destrói a Força Aérea Egípcia no Sinai.
Em 1973, a Guerra do Yom Kippur também conhecida como Guerra Árabe-Israelense de 1973, entre uma coalizão de estados árabes liderados por Egito e Síria contra Israel. O episódio começou com um ataque inesperado do Egito e Síria.
De 1979 a 1989 os russos invadem o Afeganistão e são combatidos por guerrilheiros mujahidins. . A maioria das facções de insurgentes da vertente sunita recebia apoio militar, na forma de armas e dinheiro, de nações vizinhas como o Paquistão, Arábia Saudita e a China, contudo o mais crucial suporte logístico veio de nações ocidentais como os Estados Unidos, o Reino Unido e outros. Os grupos xiitas receberam suporte de países como a República Islâmica do Irã.
No bojo da Guerra Fria, Russos e mujadins, apoiados pelos Estados Unidos se enfrentam no Afeganistão
Em 1980 inicia a guerra Irã-Iraque. Os Estados Unidos e a Rússia armam os iraquianos até os dentes. Até o Brasil vendeu aviões Tucano T-27 aos iraquianos, com os quais jogaram gás mostarda sobre curdos simpatizantes ao Irã.
A Guerra do Golfo (2 de agosto de 1990 a 28 de fevereiro de 1991) foi um conflito militar travado entre o Iraque e forças da Coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos e patrocinada pela Nações Unidas. Durante sete meses, uma formidável força de meios humanos e uma imensa quantidade dos mais modernos equipamentos militares, foi formada e acumulada na zona do Golfo Pérsico, desencadeado de seguida uma campanha relâmpago que esmagou a oposição e consumou a libertação do território kuwaitiano com extrema e surpreendente facilidade.
Aviões norte-americanos, na Arábia Saudita, durante a Operação Tempestade do Deserto. Milhares de iraquianos pereceram.
A Invasão do Iraque em 2003, que começou a 19 de março de 2003 e terminou em 1 de maio do mesmo ano, foi a primeira etapa do que se tornaria um longo conflito, a Guerra do Iraque. Os americanos receberam apoio militar do Reino Unido, da Austrália e da Polônia. O objetivo era derrubar o regime de Saddam Hussein.
O conflito na Síria
A República Árabe Síria enfrenta, desde março de 2011, uma guerra civil que já deixou pelo menos 130 mil mortos, destruiu a infraestrutura do país e gerou uma crise humanitária regional. Quase três anos depois, as partes envolvidas e a comunidade internacional tentam fazer estabelecer em conjunto os termos para paz.
Crianças mortas na Síria: quem são os terroristas?
Mais de 2 milhões deixaram o país em busca de refúgio em nações vizinhas, aumentando as tensões entre os países vizinhos. Outros 4,25 milhões de sírios tiveram que se deslocar dentro do país devido aos combates.
Exército Islâmico
Em 29 de agosto de 2014, o grupo terrorista sunita Estado Islâmico, conhecido também pela sigla EI, anunciou que seu líder, Abu A-Bagdhadi, havia se autoproclamado califa da região situada ao noroeste do Iraque e em parte da região central da Síria.
França, Estados Unidos, Rússia e outros países bombardeiam dia e noite vilas e bases do Exército Islâmico.
Então o caro leitor deve concordar: o ódio está sendo semeado há mais de 100 anos no Oriente Médio e nada surpreende as ações terroristas em Paris. Os ataques terroristas vão continuar, de forma intermitente e determinada, em todo o Ocidente. Não importa se são vítimas inocentes. O importante é destilar o ódio acumulado em mais de 100 anos. Talvez esse vórtice de violência tenha começado mesmo na idade média, quando aconteceram as cruzadas dos cristãos e os árabes ocuparam por mais de 400 anos a península Ibérica.
Não lamente quando um avião russo se desintegra no ar, no Sinai. Não coloque bandeirinhas no Face, nem diga bobagens do tipo “Je Suis Hedbo” ou “Je Suis Paris”. Deixe de ser coquete, estude a história e depois faça seu julgamento sobre os terroristas muçulmanos e os terroristas ocidentais da Europa e da América do Norte. Trata-se apenas de uma guerra secular, onde os únicos vencedores são os fabricantes de armas e os consumidores do maldito petróleo.
O deslocamento de uma célula de tempestade severa sobre o oeste do Paraná na tarde desta quinta-feira (19) provocou estragos no município de Marechal Cândido Rondon com o desenvolvimento de um tornado.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, construções dentre estabelecimentos comerciais, industriais, prédios públicos e residências foram destelhadas e árvores e postes caíram com o vento forte, que não atingiu todos os bairros da cidade com a mesma magnitude. Muitos, sequer tiveram estragos. Os bairros Jardim Albergue, Vila Gaúcha e Jardim Marechal foram os mais afetados.
Ainda de acordo com a autoridade, pelo menos 12 pessoas ficaram feridas por conta dos estilhaços lançados pelo vento forte. O helicóptero do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi deslocado para a cidade para atender as ocorrências.
Na rua Lençóis, no bairro Santa Cruz, em Luís Eduardo Magalhães, o motorista deste enorme caminhão não hesitou em estacionar no meio da rua, trancando-a para o trânsito, já que carros estacionavam dos dois lados da via.
Ele parou na distribuidora de bebidas e com a maior cara-de-pau e tranquilidade fez a descarga do seu produto. A CIPE Cerrado fica ali por perto, na rua Irecê. Já pensou se ele tranca uma viatura da PM? Ia tomar uma exemplada de monta. Foto de Agnaldo Santos.
As prisões ocorreram no aeroporto de Viru-Viru, em Santa Cruz de La Sierra, Bolívia.
Conforme informou o Jornal boliviano El Deber, os três suspeitos de cidadania australiana, foram presos às 11h40, na última quinta-feira (12), um dia antes dos ataques em Paris que ocorreram na sexta-feira (13). Os acusados foram presos por forças especiais de luta contra o narcotráfico, no Aeroporto Viru-Viru em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.
Os três estavam na sala de pré-embarque do aeroporto e iriam embarcar em um avião da empresa de aviação Gol, que seguiria com destino a cidade de São Paulo, Brasil.
Durante a revista foi encontrado explosivos dentro da mochila de Musumeci Julian Giovane Vincenzo. Os objetos encontrados foram uma banana de dinamite, uma cápsula de detonação e uma sacola plástica contendo um produto granulado, de cor rosa, que ainda será periciado, mas a primeira hipótese é que também seja explosivos, como relata a matéria do jornal El Deber.
O comandante da Polícia de Warnes, Freddy Meneses, disse que “o crime de posse ou porte de explosivos perante as leis bolivianas, são tratadas com punições severas”.
“Hay el delito de tenencia y portación de explosivos, y en nuestro ordenamiento legal se ha establecido con sanciones drásticas”, disse o comandante.
Os australianos identificados por seus passaportes eram Justin Maurice Wei kwong, de 25 anos, Musumeci Julian Giovane Vincenzo, de 24 anos, e Eales Lian Mark, de 24 anos.
Os suspeitos alegaram para as autoridades que são turistas e que foram visitar as regiões de Oruro e Potosi, antes de chegarem à cidade de Santa Cruz de la Sierra. Alegaram que estavam em visita turística pelo país desde o dia 23 de outubro, quando passaram por La Paz, Sucre, Uyuni e Potosi, visitaram uma área de mineração onde adquiriram o explosivo.
O Ministério Público já apresentou os suspeitos para um Juiz Cautelar, que decidirá o caso.
Os Australianos aguardam a decisão do Juiz sendo que porte e posse de explosivos no país, especialmente em aeroportos, é punível com pena de 3 a 5 anos de prisão. A empresa Gol confirmou o episódio e a prisão dos três elementos.
A Secretaria de Cultura e Turismo de Luís Eduardo Magalhães informa que as inscrições para participar do projeto Caravana da Música encerram nesta sexta-feira, 20. Para se inscrever, os interessados devem preencher o formulário no site da Maré Produções, onde consta o edital completo e as orientações para envio de material.
O projeto, que tem patrocínio da Telefônica Vivo e do Governo do Estado, através do Fazcultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, visa promover a interiorização da música baiana contemporânea, através da realização de 10 shows gratuitos em diferentes cidades do estado.
Podem participar da convocatória bandas, grupos musicais e artistas individuais baianos ou residentes na Bahia, há pelo menos 03 anos, com limite máximo de 12 integrantes, nos mais variados formatos de apresentação, que tenham trabalhos autorais lançados em algum canal de distribuição seja ele internet, CD, DVD, entre outros.
Os artistas/bandas selecionados receberão um cachê de R$ 12 mil em parcela única e contarão com todo apoio de produção e logística do projeto. A circulação dos artistas será realizada no período de 06 de janeiro a 29 de fevereiro.
Choveu forte em Barreiras esta tarde. E como sempre, nos bairros menos assistidos pelo serviço público, uma chuva forte complica a vida dos moradores. O lixo, a sujeira, as fezes que circulam nas ruas vão todas para o Rio Grande, contaminar ainda mais o São Francisco, tão combalido. Na chuva se revela toda a inépcia do poder público.
A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, através da Secretaria de Agricultura e em parceria com a Bahia Pesca, entregou aos piscicultores das Vilas I, II e III do Assentamento Rio de Ondas, o equivalente a 20 mil alevinos da espécie tambaqui. O objetivo da secretaria é incentivar a piscicultura como prática de complemento de renda dos agricultores familiares do município.
“Além de garantirmos a obtenção de renda, o projeto de piscicultura também oferece um produto mais saudável e com preço acessível à população. Nossa meta é ampliar cada vez mais o programa por meio de políticas públicas de atenção ao agricultor familiar”, aponta o secretário de Agricultura, Carlos Alberto Koch.
Segundo o secretário, o incentivo à piscicultura tem mudado a vida dos pequenos agricultores de LEM. “A criação de peixe em cativeiro garante uma melhor qualidade de vida para os nossos agricultores familiares. Através do Projeto Piloto de Piscicultura, implantado na Vila II do Assentamento Rio de Ondas, nós subsidiamos a compra desses alevinos e oferecemos orientações técnicas para os produtores”, resume Koch.
A determinação dos empresários Moisés Schimidt (Barreiras) e Rogério Faedo (Luís Eduardo Magalhães) é chegar como opção firme nas urnas de outubro de 2016. Os candidatos do PSB estiveram com a senadora Lídice da Mata em Brasília para referendar o seu desejo de participar efetivamente da campanha.
Cada vez mais frequentes na região, os incêndios florestais ocorrem por ausência de políticas específicas, como investigação das causas, educação ambiental, monitoramento preventivo e falta de apoio às brigadas voluntárias.
Há pelo menos 12 dias, o fogo atinge diversas regiões do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD), no interior da Bahia. Mais de três mil hectares já foram queimados, de acordo com levantamento feito pela BRAL (Brigada de Resgate Ambiental de Lençóis), via imagem de satélite e observação. A situação continua se agravando.
Diante da situação definida como dramática, a BRAL cobra do poder público que medidas preventivas sejam tomadas para evitar os incêndios, que nos últimos anos tornam-se cada vez mais frequentes. “Atualmente, observamos incêndios anuais, bienais ou trienais em áreas onde ocorria a queimada natural a cada 30, 40 ou 100 anos”, constata Diego Serrano, engenheiro florestal e representante da BRAL no conselho municipal de meio ambiente.
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Para ele, “o fogo natural, que ocorre no período das chuvas decorrente dos raios, é um fator, no entanto, o que vem ocorrendo na região do PNCD é um impressionante aumento na frequência e na recorrência desses eventos, devido a causas não naturais ou ao fogo antrópico (causado por humanos). E esse aumento tem se mostrado muito superior à capacidade de recuperação dos ecossistemas afetados”.
A Brigada atua há 15 anos de forma voluntária no combate a incêndios florestais na região e, neste momento, já mobilizou mais de cem moradores no combate. Por isso, defende três pontos fundamentais que precisam ser discutidos para evitar novos danos ao meio ambiente: investigar e reprimir as causas; investir em monitoramento e dar apoio efetivo para as brigadas.
É necessário chamar a atenção para os problemas estruturais que envolvem a questão. Segundo Feijão (Jânio Souza Rocha), coordenador de operações da brigada, “a economia do turismo não inclui todos os moradores, por isso, existem indícios que os incêndios ainda sejam causados, em muitos casos, por atividades como o garimpo, criação de animais e a extração de plantas”.
Na Chapada Diamantina nunca houve uma condenação por incêndios florestais, o que está relacionado à falta de infraestrutura do governo do estado para a investigação, que é de responsabilidade da Polícia Civil. A BRAL acredita que não só a impunidade contribui para a manutenção dos incêndios, mas, também, a ausência de políticas públicas para a inclusão social e conscientização ambiental dos autores dos crimes.
Falta de monitoramento
O período de queimadas ocorre entre os meses de agosto a novembro e, mesmo assim, não há nenhuma política de monitoramento realizada por parte do ICMbio (Instituto Chico Mendes de proteção da Biodiversidade), órgão responsável pela administração dos parques nacionais. “Houve uma experiência iniciada em 2005 com o plantão de brigadistas em pontos de observação, reduzindo consideravelmente a dimensão das queimadas. Porém, nos anos sequentes, quando o trabalho foi suspenso, ocorreu em 2008 o pior incêndio registrado na história da região, quando 50% do parque foi atingido. Porém, o ICMbio alega que neste ano o que contribuiu foi a falta de chuvas, mas temos diversas testemunhas que participaram do trabalho de monitoramento e contestam a afirmação”, afirma André Valladão, brigadista voluntário há 10 anos.
Além disso, a BRAL denuncia a falta de continuidade de políticas e o desperdício de recursos públicos. “Nesse mesmo período, também foi implantado um sistema de rádio dentro da unidade de conservação, porém as torres estão todas abandonadas e os equipamentos se deteriorando”, destaca o brigadista.
Dessa forma, todos os esforços de proteção e conservação do PNCD são literalmente queimados, como projetos de reflorestamentos e recuperação das matas ciliares, que custam milhões de reais e demoram mais de décadas para se recuperar, sem jamais restaurarem as condições originais. “Tudo se perde em algumas horas de fogo”, ressalta Serrano.
O engenheiro ambiental e membro da equipe técnica da BRAL, Rodrigo Valle, defende também medidas de educação ambiental para moradores e turistas e a implantação de tecnologias de controle do fogo, como aceiros e barreiras de contenção. “Infelizmente, o montante dos recursos acaba sendo destinados para a emergência, só neste caso já foram R$ 6 milhões, enquanto a prevenção recebe uma parcela muito menor”, destaca.
Infraestrutura inadequada para o combate
Os brigadistas afirmam que o apoio dado pelo poder público é insuficiente. Existe um sério problema de logística. As brigadas voluntárias não possuem veículo próprio, nem aparelhos de telecomunicação e a quantidade de EPI (Equipamento de Proteção Individual) não é suficiente para todo o efetivo, impedindo a atuação de muitos voluntários.
“Algumas vezes o foco fica a mais de 10 horas de caminhada e o acesso e a obtenção de água também dificultam a situação, obrigando os voluntários a permanecerem, às vezes, vários dias acampados perto do incêndio”, ressalta o engenheiro florestal, Diego Serrano.
Além disso, o diálogo entre as diversas brigadas e os órgãos oficiais é ineficiente. O trabalho acaba sendo feito de forma desordenada devido à falta de comunicação. “Cada equipe vai para uma localidade, não existe contato com as brigadas por parte do ICMbio. Nós definimos sozinhos a estratégia de atuação, o que dificulta mais o trabalho”, conta Valadão.
“O helicóptero do governo do estado não trabalha em parceria com as brigadas, apenas depois de muita pressão. Geralmente, colocam a aeronave a nossa disposição nos últimos dias do incêndio”, afirma Marta Ferreira, brigadista e sócia-fundadora da BRAL. “Esta noite, inclusive, dois brigadistas sofreram acidente e fizemos sinal de socorro e o helicóptero não realizou o resgate”, acrescenta Valladão.
O combate funciona de forma precária, com o apoio da comunidade, que doa alimentos e disponibiliza seus veículos. Além disso, os brigadistas afirmam que o trabalho é insalubre e perigoso, decorrente das áreas extremamente silvestres e a exposição em excesso a fumaça. “A maior parte dos voluntários atua há anos e não possuem nenhuma espécie de seguro de acidentes, dois brigadistas já morreram em combate”, lembra o coordenador de operações.
Gigante norte-americana do investimento que administra as contas de aposentadoria de milhões de funcionários de universidades, professores de escolas públicas e outros trabalhadores, a TIAA-Cref se orgulha de promover valores socialmente responsáveis, e celebra sua participação no processo de redação dos princípios das Nações Unidas para compra de terras agrícolas, com o objetivo de promover a transparência, sustentabilidade ambiental e respeito pelo direito à terra.
Mas documentos demonstram que as incursões da TIAA-Cref à fronteira agrícola brasileira podem ter avançado na direção oposta.
A gigante financeira norte-americana e seus parceiros brasileiros despejaram centenas de milhões de dólares em aquisição de terras aráveis no cerrado, uma imensa região à beira da floresta amazônica na qual vem acontecendo desmatamento em larga escala para expansão da agricultura, o que alimenta preocupações ambientais.
Em uma complicadíssima empreitada, o grupo financeiro norte-americano e seus parceiros acumularam vastas propriedades agrícolas novas, a despeito da decisão do governo brasileiro, em 2010, de proibir participação estrangeira em transações dessa escala.
Cerrado: cobiça de norte-americanos
Embora a ação governamental tenha bloqueado as ambições de outros investidores estrangeiros, a TIAA-Cref levou adiante suas intenções em uma parte do Brasil onde grassam os conflitos de terras, o que expõe a empresa e seus parceiros a acusações de que adquiriram terras de um especulador de credenciais suspeitas, acusado de empregar pistoleiros para roubar terras de agricultores pobres.
Os documentos possibilitam vislumbrar como um dos maiores grupos financeiros dos Estados Unidos participou daquilo que muita gente nos países em desenvolvimento define como apropriação indevida de terras.
Respondendo à disparada no interesse internacional por terras no país, o ministro da Justiça brasileiro em 2010 limitou significativamente a participação de estrangeiros em aquisições de terras agrícolas em larga escala.
Investidores ocasionalmente encaram esse tipo de transação como maneira de diversificar suas carteiras. Mas alguns funcionários de governos e ativistas afirmam que elas resultam na expulsão de agricultores pobres, na transferência do controle de recursos vitais de produção de alimentos a uma elite mundial, e na destruição de tradições agrícolas em troca de plantações em escala industrial que produzem comida para exportação.
“Já tinha ouvido falar de fundos estrangeiros tentando contornar a legislação brasileira, mas algo nessa escala é espantoso”, disse Gerson Teixeira, presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária e assessor de congressistas brasileiros, se referindo aos documentos sobre as aquisições de terras aráveis brasileiras pela TIAA-Cref.
Algumas das constatações são parte de um novo relatório por pesquisadores da Rede Social pela Justiça e Direitos Humanos, uma organização brasileira, e da Grain, uma organização sediada na Espanha que acompanha as aquisições mundiais de terras.
Joint Venture com a Cosan
As revelações sobre a TIAA-Cref demonstram que suas terras aráveis no Brasil chegaram aos 256.324 hectares em 2015, ante 104.359 em 2012, mais ou menos o momento em que a empresa começou a expandir suas transações, conduzidas por meio de uma joint venture com a Cosan, gigante brasileira do açúcar e biocombustíveis.
Stewart Lewack, porta-voz da TIAA-Cref, concordou em revisar diversos aspectos da complexa estruturação dessas transações, mas se recusou a discutir as aquisições de terras aráveis de forma direta. Ele intermediou outros contatos com executivos da Cosan, controlada por Rubens Ometto, bilionário cuja família opera no setor do açúcar desde os anos 30.
“A Cosan tem 70 anos de história na administração de terras agrícolas no Brasil, e tem compromisso para com elevados padrões de responsabilidade no investimento por meio das entidades que controla”, afirmou uma porta-voz da Cosan em declaração.
As duas empresas começaram a adquirir terras aráveis no Brasil em 2008, depois de formar uma joint venture chamada Radar Propriedades Agrícolas, com 81% de participação de uma subsidiária da TIAA-Cref e 19% da Cosan. Embora a Cosan informe às autoridades brasileiras que controla a joint venture por meio de seu assento no conselho da empresa, a TIAA-Cref mlista a Radar como uma das “afiliadas nas quais temos participação majoritária”.
Então surgiram as medidas brasileiras de repressão a aquisições de terras aráveis por estrangeiros, em 2010, um período de crescente nacionalismo quanto aos recursos naturais do país, exemplificado pelos esforços de impor maior controle ao setor de energia.
Na agricultura, as mudanças envolviam limitar a 5.000 hectares as vendas de terras a estrangeiros, a proibição a que eles controlassem mais de 25% das terras de qualquer município e a imposição de limites às operações de subsidiárias brasileiras de empresas estrangeiras.
“As medidas impuseram um freio ao investimento estrangeiro em terras brasileiras”, diz Kory Melby, norte-americano que oferece consultoria a investidores em agricultura no Brasil.
Mas em lugar de reduzir a escala de suas operações, a TIAA-Cref intensificou as aquisições de terras agrícolas brasileiras, se concentrando especialmente na fronteira agrícola dos Estados nordestinos do Maranhão e Piauí. Em 2012, a empresa criou um fundo mundial cujo foco era a compra de terras agrícolas no Brasil, Austrália e Estados Unidos, atraindo investimentos de fundos de pensão suecos e canadenses.
José Minaya, executivo da TIAA-Cref que responde pelos investimentos do grupo em terras agrícolas, defende esse tipo de transação, afirmando que elas são uma maneira de adquirir “um recurso finito” em um momento de crescente demanda mundial por alimentos.
“O Brasil nos oferece diversificação em termos de safras e climas”, disse Minaya a investidores em um vídeo sobre aquisição de terras agrícolas no maior país da América Latina.
Balsas, no Sul do Maranhão: fronteira, migrantes e conflitos de terras, agora com interesses de fundos de pensão norte-americanos
Por conta da limitação ao investimento estrangeiro imposta em 2010, a TIAA-Cref e seus parceiros brasileiros criaram uma joint venture financeira para adquirir terras agrícolas. O grupo norte-americano detém 49% e a Cosan tem 51% de participação na empresa, de acordo com documentação apresentada às autoridades regulatórias brasileiras.
Embora o novo empreendimento no papel pareça ser uma empresa separada, na prática é difícil distingui-lo da parceria precedente.
As duas compartilham de muitos dos mesmos funcionários e executivos de primeiro escalão, e funcionam em escritórios na avenida Juscelino Kubitschek, em São Paulo, de acordo com pessoas conhecedoras das operações.
Além disso, o financiamento para as aquisições de terras agrícolas provém primariamente de subsidiárias da TIAA-Cref, em uma espécie de empréstimo que pode ser convertido em ações, de acordo com a documentação apresentada às autoridades regulatórias.
Os pesquisadores da Grain argumentam que essa estrutura empresarial torna possível à TIAA-Cref ocultar o controle que ela exerce sobre as terras agrícolas adquiridas.
“Eles podem dizer o que quiserem sobre o controle, mas a questão é que” essas estruturas “foram criadas apenas com o propósito de canalizar fundos da TIAA-Cref para terras agrícolas no Brasil”, disse Devlin Kuyek, pesquisador sênior da Grain.
Em declaração, a Cosan contesta essa posição. “Em todas as suas aquisições”, a joint venture “segue rigorosamente a legislação em vigor”, a companhia afirmou.
Os ativistas não acusam a TIAA-Cref e a Cosan de promoverem diretamente o desmatamento do cerrado. Em lugar disso, afirmam que as empresas adquiriram terras que já haviam sido desmatadas e obtidas por especuladores que podem ter usado táticas impiedosas.
Relações com grileiro
O relatório da Grain registra como a TIAA-Cref e a Cosan parecem ter adquirido diversas fazendas controladas por Euclides de Carli, uma figura nebulosa do mundo dos negócios descrito por legisladores, estudiosos, e agricultores espoliados brasileiros como um dos mais poderosos “grileiros” dos Estados do Maranhão e Piauí.
Os grileiros são conhecidos por suas táticas de prestidigitação burocrática, entre as quais a falsificação de títulos de propriedade rural guardados em latões cheios de insetos, o que os faz parecer antigos e explica o apelido.
Alguns grileiros também forçam agricultores a abandonar suas terras de diversas maneiras, o que inclui intimidar os ativistas que lutam pelo direito à terra e até assassinar agricultores pobres.
No caso de Carli, estudiosos brasileiros já descreveram como ele forçou dezenas de famílias a abandonar suas terras, usando táticas como a destruição de safras ou a queima da casa de um líder comunitário. Um proeminente legislador maranhense também acusou Carli de orquestrar o assassinato de um trabalhador rural por conta de uma disputa de terras.
Carli, que já foi alvo de investigações oficiais por suas compras de terras, não respondeu a pedidos de comentário. Em comunicado, a Cosan reconheceu que sua joint venture havia adquirido terras controladas por Carli, mas insistiu em que uma revisão abrangente em nível municipal, estadual e federal não havia identificado “qualquer processo criminal em nome do Sr. Euclides de Carli”.
“A avaliação conduzida”, afirmou a Cosan, “precisa observar documentos oficiais e informações que baseiem a segurança da aquisição”.
Mas promotores públicos que conhecem a atuação de Carli ainda assim expressaram surpresa por investidores proeminentes realizarem esse tipo de transação quando uma simples busca na Internet revela uma longa lista de acusações de apropriação indébita de terras contra Carli.
“Euclides de Carli é um dos principais grileiros da fronteira agrícola brasileira”, disse Lindonjonson Gonçalves de Sousa, promotor público que investigou as transações de terras de Carli.
“Não deveria ser segredo para pessoa alguma que ele tem presença proeminente nos conflitos de terra na região”.
Ninguém acertou as dezenas do concurso 1.762 da Mega-Sena, realizado nesta quarta-feira (18) emSanto Anastácio (SP). O prêmio estimado para o próximo sorteio é de R$ 170 milhões para quem acertar as seis dezenas.
Segundo a Caixa Econômica Federal (CEF), além de ser o maior prêmio sorteado em 2015, esse também é o o maior prêmio da história da modalidade regular, excluindo os da Mega da Virada.
A quina teve 219 apostas ganhadoras, que irão faturar R$ 63.520,019 cada. Outros 18.595 bilhetes acertaram a quadra e irão levar R$ 1.068,71 cada.
Os juros de um prêmio desta proporção seriam suficientes para o leitor se hospedar num dos resorts mais caros do mundo, em uma ilha isolada do Caribe, para onde poderia se deslocar num bom jato ou num iate oceânico. Ou comprar umas 40 mil hectares no Pará e botar uns 20 mil bois no pasto. E ainda sobrava um troco para os finais de semana. Sonhar é a grande vantagem de jogar nas loterias.
Durante missão na China, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, recebeu uma demanda inusitada de um empresário. O investidor disse ter interesse em importar 1 milhão de jumentos por ano. A história foi relatada pela própria ministra, pelo microblog Twitter.
“No seminário dos empresários chamou a atenção um investidor com um interesse que nos pareceu piada, mas não era. Ele quer importar jumentos para a China”, relatou Kátia Abreu. “Inacreditável, mas sua demanda é de 1 milhão de jumentos ano. Morro e não vejo tudo”, disse a ministra.
A mensagem da ministra gerou comentários bem humorados na rede social. Outra demanda diferente das demais foi a de uma empresa de fármacos, que quer 10 mil toneladas de casca de tangerina por ano para produzir óleos e essências.
A ministra fica até o fim desta semana na China. Do Estadão.
O ex-ministro Antonio Delfim Netto em artigo na Folha de São Paulo, denominado “O Impossível e publicado ontem, 18, sobre a situação econômica do País, em três pontos principais:
1º) Aprovar as mudanças constitucionais e medidas infraconstitucionais que eliminem o deficit fiscal estrutural embutido na Constituição de 1988. Nos últimos 30 anos, ele tem sido piorado pela concessão de privilégios corporativos a grupos próximos do poder.
É preciso reconhecer que estão longe de aumentar a igualdade de oportunidades ou mitigar as necessidades dos menos favorecidos com programas bem focados e condicionalidades adequadas, para ajudá-los a conquistar, com seu esforço, a cidadania.
São, portanto, potencialmente injustos. Todos os programas, mesmo os mais bem sucedidos (como o Bolsa Família) precisam ser permanentemente avaliados pela comparação de seus custos com seus benefícios e permanentemente escrutinizados para a eliminação do “parasitismo”, a doença mortal que consome todo programa permanente.
2º) Cria as condições de credibilidade sobre a política fiscal que garanta a estabilização (e posteriormente a regressão) da relação dívida bruta/PIB, condição necessária para dar maior poder à política monetária e reduzir a “expectativa de inflação” e a taxa de juros.
3º) Construir um ambiente de negócio mais amigável para o setor privado e um sistema de concessões das obras de infraestrutura que restabeleça esperança da volta do desenvolvimento, o que ressuscitará o investimento que o produz.
Se as soluções de Delfim Netto não servem para o avanço de uma política social, serve ao menos para entendermos como pensam os poderosos da avenida Paulista.
É claro que os programas sociais do Governo não alcançaram a meta de mitigar as necessidades dos menos favorecidos.
É claro que precisamos reformar a constituição. É claro que precisamos criar nas classes abaixo da linha da pobreza o entusiasmo e a participação por educação, mesmo que simplória.
No entanto, o aperfeiçoamento da prestação de serviços sociais passa pela estabilidade política e pelo arrefecimento do desejo da oposição de tomar o poder a qualquer custo.
Omissão dos responsáveis, imensa devastação do meio ambiente, destruição da vida simples do moradores à jusante das barragens, desinformação com objetivos de fraudar a responsabilização.
A reportagem do programa CQC é um pequeno, porém grave, retrato da situação depois do desastre. A empresa assumiu funções do Estado, normatizando e policiando a região conflagrada.
Acontece nesta quinta-feira, 19, no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) de Luís Eduardo Magalhães a entrega da premiação do concurso de desenho, desenho com frases e redação do Programa Despertar, parceria entre a Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, através da Secretaria de Educação e do SENAR.
O concurso teve como tema “Meio Ambiente: vida, saúde e cidadania”. A cerimônia de premiação também destacará os estudantes eleitos pelos próprios colegas como “agentes” do Programa Despertar, criado em 2005 com objetivo de promover a educação voltada para a formação da consciência ecológica, a fim de alavancar mudanças comportamentais relacionadas ao meio ambiente, saúde, cidadania, ética, trabalho e consumo.
Em Luís Eduardo Magalhães, o Programa Despertar atua em cinco escolas, atendendo mais de 700 crianças e adolescentes.
Um rapaz identificado, até o momento, somente pelo apelido de “Zóinho” ou Zói”, natural de Xique-Xique, foi executado com seis tiros na noite desta quarta-feira, 18, por volta das 20h, no cruzamento das ruas Ibitiba e Guanambi. Ele teria saído da prisão há alguns dias e era usuário de drogas.
De acordo com informações colhidas no local, a vítima teria saído de uma pousada próxima e agredido por um indivíduo que acusava Zóinho de ter lhe roubado um galo.
Em seguida chegou uma dupla a bordo de uma moto. Um dos indivíduos desceu e já foi logo falando para a vítima: “É você mesmo!” e efetuou seis tiros.
O outro comparsa ficou esperando o assassino na esquina e em seguida fugiram tomando rumo ignorado. Texto de Sigi Vilares, editado por este jornal.
Os dois caminhoneiros não respeitaram as placas de “proibido parar” e “proibido estacionar”, nem a ciclovia, apesar de vagas para estacionamento no outro lado da rua, logo após a parada de ônibus. E ainda colocaram cones de sinalização sobre a faixa de segurança. Pura preguiça!
O combate global à pirataria agora também chegou ao Brasil. A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira, 18, a operação Barba Negra, que desmantelou o site Mega Filmes HD, famoso por disponibilizar um acervo enorme de filmes e seriados online para o público de forma irregular. Segundo a PF, o site era o maior da América Latina na distribuição deste tipo de conteúdo.
A operação envolveu quatro mandados de busca e apreensão, que envolveram as cidades de Cerquilho e Campinas, no estado de São Paulo, e Ipatinga, em Minas Gerais. Foram presas duas pessoas, e mais cinco foram conduzidas coercitivamente para serem ouvidas. As contas bancárias dos sete foram bloqueadas a mando da Polícia Federal.
O acervo de mais de 150 mil filmes, seriados e shows gerava um esquema altamente lucrativo, dizem os representantes da PF. O casal responsável por gerenciar o esquema conseguia até R$ 70 mil por mês graças à publicidade exibida na página e sobre os vídeos, que era a principal forma de monetização do serviço.
O site tinha uma audiência gigantesca. No Facebook a página do Mega Filmes HD tinha 4,5 milhões de seguidores, o que já dá uma dimensão do negócio. Estima-se que o site recebesse 60 milhões de visitas por mês em média durante o primeiro semestre de 2015. A maior parte dos acessos veio diretamente do Brasil (85%), enquanto o restante veio de outros países, como Portugal e Japão.
Os investigados serão indiciados pela prática de constituição de organização criminosa, cuja pena varia entre três e oito anos de reclusão e multa, e violação de direitos autorais, que gera uma pena de dois a quatro anos.