Justiça, ainda que tardia!

A Nação começa a recuperar uma ínfima parte do que lhe foi roubado nos últimos 30 anos. Ontem, a Justiça do Rio autorizou leilão de joias, lancha e casa de Sérgio Cabral em Mangaratiba. O ex-governador ainda teve cassada uma medalha do tribunal, como mostra o jornal O Globo. Clique nos links para ler a matéria.

Sérgio Cabral foi governador do Rio de  1º de janeiro de 2007 até 3 de abril de 2014. E parece impossível entender como durante esse longo período, um esquema de tantas e tão tenebrosas roubalheiras passassem despercebidas da Justiça.

E aí, Senador, continuará sua senda de glórias e malfeitos?

Nós gostamos do Aécio Never. Só quem não gosta é o tio, pai do Fred, o primo pobre que Aécio costuma usar como mula para malas chipadas cheias de notas de 50 e 100 reais. 

Aécio e irmã fazem festa e pedem pizza em mansão onde Andrea está presa, em Brumadinho

Após esvaziar várias garrafas de champagne para comemorar a soltura da irmã, os festejos de Aécio continuaram. Ao encontrá-la, em sua mansão em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte, a comoção foi total.

Mas a emoção logo deu lugar à festa e às altas horas da noite, de acordo com um correligionário do tucano, foram pedidas várias caixas de pizza.

Segundo seus pares, Aécio tem confiança em sua absolvição no STF e não teme mais ser preso.

Lá vai o Brasil descendo a ladeira: parlamentares acobertam situação de Aécio e Temer

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, fez duras críticas à decisão do presidente do Conselho de Ética do Senado, senador João Alberto (PMDB-MA), de arquivar a representação que pedia a cassação do mandato do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG).

Em nota à imprensa, Lamachia disse que a decisão do senador do PMDB representa um “deboche da sociedade”. “A lamentável decisão do senador João Alberto, presidente do Conselho, frustra as expectativas de que o Congresso se paute pelos valores da transparência e da legalidade. O arquivamento também lança dúvidas e especulações sobre eventuais acordos que possam estar sendo feitos nas sombras”, disse o presidente da OAB. 

A OAB afirmou que, no contexto atual, era “imprescindível” que o processo tivesse curso para que o senador mineiro pudesse prestar os esclarecimentos necessários.

Por outro lado, a grande imprensa já denuncia hoje que deputados da base farão forfait na sessão ( ou sessões) da Câmara que analisará o afastamento do presidente Michel Temer. É a tal democracia de gabinete expondo seu lado negro a todo esse imenso número de brasileiros que entende a devastadora situação institucional do País.  

A amizade é uma benção! Salva todos do fogo do inferno.

Três leituras do “sorteio” de hoje do Supremo, que indicou Gilmar Temer como relator do caso Aécio Neves na Corte. Primeira que Aécio está virtualmente salvo para seguir sua vidinha de senador e quando quase tudo for esquecido, se candidatar novamente a governador de Minas Gerais. Sem máculas.

Segunda: Gilmar Mendes salva Aécio, conquista o PSDB, e torna-se candidato forte às eleições indiretas que virão após a falência múltipla dos órgãos do Governo Temer. Esquece-se também, convenientemente, aquela história de impeachment do Ministro.

Terceira: como Gilmar está comprometido, como Temer, com as direitas privacionistas e “neo liberais”, dá uma ajuda, com o desmonte da indústria pesada (construção, naval, nuclear), do petróleo e manutenção da banca rentista, com a qual se fará o dinheirinho necessário para o projeto de retorno ao poder da tucanada nas eleições de 2018.

Até a prisão de Lula da Silva e dos JBS poderá estar inclusa nesse projetão. Saiba esperar: o Brasil vai prosperar nos braços dessa patota abençoada. Ora, se vai!

Me ajuda, aí, irmão, a traduzir esta notícia de um portal norueguês.

Ontem a Noruega anunciou corte de 50% ao Fundo Amazônia em plena visita de Temer, em reprovação aos desmandos ambientais da atual administração pública do País.

Como dizem os goianos, Temer só foi “bestar com a sela” nesta viagem de despedida da Presidência da República.

42 minutos das ideias de Ciro Gomes sobre o futuro do País

Se o caro leitor não tiver tempo para assistir esta entrevista de Paulo Henrique Amorim, na TV Afiada, com o candidato à Presidência da República, Ciro Gomes, guarde na sua play list do You Tube ou guarde este link pra ver mais tarde.

É importante. E pode ser enviado ao seu candidato preferido para 2018. Quem sabe ele se convence de projetar um plano de governo liberal, democrático, justo e com ideais econômicos avançados.

Ciro Gomes afirma que Luiz Inácio não deve ser candidato, até porque é o inventor, em momento infeliz, de crápulas como Michel Temer e Eduardo Cunha.

Uma reforma tributária justa, uma reforma política salvadora e uma reforma trabalhista e previdenciária que assegure os direitos dos trabalhadores, talvez modifiquem em alguns graus o rumo da devastadora situação institucional do País, oportunizada pelo golpe, protocolar, parlamentar e jurídico, que acabou de afundar a industria pesada, as cadeias produtivas da agropecuária e entregou a economia a rentistas, que se locupletam com o serviço da dívida estatal da ordem de R$570 bilhões por ano.

 

 

LEM: Jusmari trata denuncia de Vereador como piada

Veja comentários no site da Rádio Cidade no Facebook, sobre a denuncia do vereador Felipe Fernandes, em relação ao consumo exagerado de combustível por uma única motocicleta:

Jusmari também respondeu a um internauta, com aquela delicadeza que lhe é peculiar, e recebeu uma resposta à altura do vereador Kenni Henke:

 

 

O motoqueiro fantasma da Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães

O vereador Filipe Fernandes denunciou nesta terça-feira que uma única moto 125 cc foi abastecida com 365 litros de gasolina durante o mês de março. Segundo cálculos do mesmo Vereador, fazendo 34 km com um litro de gasolina, a moto poderia ter rodado 12.410 km nesse mês.

É fácil concluir e não precisa se espantar: o motoqueiro foi e voltou 11 vezes a Brasília, levar em mãos documentos do interesse do Município. Foi num dia e voltou no outro, assim de bate e volta como faz um bom servidor público.

O Vereador relembra um passado recente do atual prefeito Oziel Oliveira:

“O atual gestor, em seu último mandato, foi notícia no Fantástico da Rede Globo devido ao consumo de combustível de apenas um mês que daria para dar nove voltas no planeta terra ou ir até a lua. Aqui fica minha pergunta: Com essa quantidade de combustível ele quer chegar aonde?”.

Tem coisas que acontecem à luz do dia que só vendo para acreditar

Se fosse feito aqui em O Expresso um comentário sobre a troca de favores entre os “pendurados” Aécio Neves e Michel Temer, logo viriam os protestos. Como foi a “insuspeita” Globo que fez a matéria, agora temos a certeza: morremos e não vemos todas as barbaridades que acontecem na República.

LEM: Prefeitura tem R$300 milhões de impostos a receber. Câmara vai aprovar REFIS.

Vereador Kenni Henke (DEM)

A lista dos 50 maiores devedores da Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães já está na Câmara de Vereadores. A iniciativa é fruto de um requerimento conjunto, motivado pelo pedido do vereador Kenni Henke (DEM).

Em um total de R$ 293 milhões, grandes loteadoras, empresários do ramo de marmoraria e fazendeiros figuram como os maiores devedores. Só as três primeiras colocadas devem um total de RS$ 34 milhões. Por conta do sigilo fiscal, a lista ficou restrita aos vereadores.

A dívida desses contribuintes varia sobre o Imposto Predial e Territorial Urbano, o (IPTU), o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, o (ISS), além de outros impostos recolhidos pelo Município.

Agora, conhecendo o nome dos maiores inadimplentes da cidade, os vereadores puderam analisar com mais propriedade o projeto do Refis, que institui o Programa de Incentivo à Regularização Fiscal de Créditos da Fazenda do Município. Segundo Kenni Henke, a proposta vai beneficiar os mais pobres.

“Quem vai ganhar mais com o Refis é o pobre, porque ele deve o IPTU do ano passado e vai pagar a vista, com desconto de 100%”, contou. “Mas tem gente com olho maior do que a barriga, que continua querendo abrir loteamento, mas não tem dinheiro para pagar o IPTU”, provocou.

Em julho a regularização já será possível

Nesta terça-feira, (21), o projeto foi aprovado em duas votações, com o pedido da quebra de interstício pelo vereador Kenni Henke. No próximo dia (28), será a aprovação apenas da redação final do projeto, seguindo para sanção do prefeito Oziel Oliveira.

“A partir daí as pessoas já vão poder procurar a Prefeitura, renegociar suas dívidas, parcelar ou pagar a vista com desconto de até 100% dos juros e multas”, explicou esperançoso.

“A cidade tem um sonho? Vocês moradores têm um sonho de construir escolas, terminar de construir o prédio da Prefeitura, construir o hospital? Vamos pagar as dívidas atrasadas”, aconselhou.

Com informações de Douglas Batista, editadas por este jornal. Veja mais aqui.

Na lista que circulou ontem, os débitos dos principais loteadores atingiam quase R$100 milhões. O contribuinte precisa ficar de olho para conferir a quitação desses débitos, na aprovação do REFIS para que não aconteça o famoso “jeitinho” no pagamento desses valores. Cabe aos vereadores e ao Ministério Público da Bahia a efetiva fiscalização do processo.

Os valores envolvidos atingem o orçamento de quase ano do erário público municipal e podem ajudar o Município a sair do atoleiro de infraestrutura, educação e saúde em que se encontra atualmente.

 

Como dizem os goianos, Temer vai mesmo é “bestar com a sela”.

Michel Temer vai à Rússia e à Noruega na condição de um dos líderes mais enfraquecidos da história do Brasil. Temer conta com pouquíssimos convites de viagem para encontro com chefes de Estado que, aparentemente, esperam que os problemas internos se resolva. Existe o receio de que o investimento em uma relação política com o governo brasileiro seja de curtíssimo prazo.

As informações são de reportagem de Vivian Oswald e Eliane Oliveira em O Globo

“Com a agenda esvaziada, a expectativa é que os acordos a serem firmados com esses países sejam menos numerosos do que se imaginava. O convite da viagem à Rússia foi feito em fevereiro deste ano. Segundo fontes do governo, o número de acordos que estavam sendo preparados para a assinatura dos dois mandatários durante a visita teria caído pela metade.

Também é sinal de desprestígio o fato de diversos líderes, que têm vindo à América Latina e nem sequer passar por Brasília.

Um exemplo clássico de comparação com o Brasil é a Argentina. Buenos Aires recebeu, desde o ano passado, os ex-presidentes dos Estados Unidos e da França, Barack Obama e François Hollande; e o residente da Itália, Sergio Mattarella; e a chanceler alemã Angela Merkel.”

“Sei não, mas Temer corre o risco de quando voltar ao Brasil ser apresentado ao novo Presidente da República”.

Patolândia amanhece com as penas eriçadas lendo a Época

De mãos dadas, entoam hinos cívicos e preces aos deuses dos cafajestes. Só nesta foto, temos uns três cassados e o restante candidato à cadeia em breve. Estão apavorados com a Operação Lava-Susto, que recém está em seus primórdios.

E agora? Os patos, patriotas de ocasião, vão largar as mamatas do Governo Temer? Será difícil tirar o leite da vaca morta.

Não estou ouvindo as panelas durante o Jornal Nacional. Onde enfiaram as panelas e seus badalos?

Quem colocará a coleira de guizos no gato mor?

Sábado ensolarado no Planalto Central do País, temperatura amena e o espetáculo do céu azul desenhado por nuvens caprichosas.

No Palácio Jaburu, sede da ORCRIM, reina o silêncio. Temer aposta no arrefecimento das denúncias contra ele com a saída de Rodrigo Janot em setembro. Ninguém tem cargo garantido, neste Governo, até o momento em que setembro chegar.

Garantido mesmo é o cargo de Gilmar Mendes, que vai até 2030, sem que se levante um homem apenas, de moral ilibada, para pedir o seu impeachment.

Entrevista de Joesley Batista à Época é a bomba da semana

ÉPOCA – O chefe é o presidente Temer?
Joesley –
O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo à meia distância: nem deixando eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais. Para não armar alguma coisa contra mim. A realidade é que esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida. Daquele sujeito que nunca tive coragem de romper, mas também morria de medo de me abraçar com ele.

Leia a íntegra no site da revista.

Na imprensa mais à esquerda, comenta-se que Rodrigo Janot quer denunciar Temer por corrupção passiva, organização criminosa, obstrução de justiça e lavagem de dinheiro. Segundo a entrevista de Joesley está clara também a concussão.

Depois de R$1 bilhão de emendas parlamentares para os deputados, onde sempre tiram uma lasquinha para a campanha de 2018, Temer pode ser acusado de todos os crimes hediondos do País que eles vão dar um jeitinho. Lembram da CPI do Orçamento, em 1994? Eu estava lá.

Exigente!

Manchete de O Globo: Aécio quer pedido de prisão julgado no plenário do STF.

Dá licença! Agora é o réu quem escolhe a corte e os magistrados? Como diz Rui Costa, “ora, sirva-me uma garapa!” Esse rapazinho, senador afastado, é responsável, junto com uma grande quadrilha, pela eclosão de uma crise político-institucional sem precedentes no País. Tomaram o poder, mas estão enredados numa grande rede de corrupção. São propineiros, petequeiros, agressivos na sua cobiça pelo dinheiro do povo.

Doleiro entrega à Justiça que Temer sabia de doações ilícitas ao PMDB

Em depoimento prestado na última quarta-feira à Polícia Federal (PF), o doleiro Lúcio Bolonha Funaro reconheceu ter operado caixa 2 do PMDB e fez acusações ao presidente Michel Temer. Segundo uma pessoa com acesso ao interrogatório, o doleiro sustentou que Temer, que presidiu o PMDB de 2001 a 2016, tinha conhecimento de doações ilícitas de campanha feitas à legenda. (…)

Segundo o doleiro, a mala com R$ 400 mil em dinheiro vivo recebidos por sua irmã, Roberta Funaro, que chegou a ser presa na Operação Patmos, deflagrada a partir das delações da JBS, também é parte do pagamento por serviços prestados de forma lícita. As investigações, no entanto, apontam que o dinheiro seria para comprar o silêncio de Funaro na cadeia.

A Procuradoria Geral da República (PGR) sustenta, a partir de uma gravação feita por Joesley Batista, que o presidente Temer deu aval para que o empresário continuasse comprando o silêncio de Funaro e de Eduardo Cunha. O presidente contesta a versão. A gravação está sendo periciada pela Polícia Federal. Do Conversa Afiada.

Agora, em alguns minutos, a desculpa será que os crimes podem ter sido cometidos antes do exercício do mandato. Assim, como alguns casamentos restauram a virgindade da noiva, os crimes cometidos antes do exercício da Presidência devem ser esquecidos.

Artigo: alguém está avistando um homem probo e capaz para conduzir o Brasil?

Por Carlos Alberto Reis Sampaio*

É um número pouco surpreendente: já foram protocolados 20 pedidos de impeachment de Michel Temer na Câmara dos Deputados. Eles representam a repulsa do brasileiro – quase 95% – frente a uma administração mal havida e mal conduzida.

Temer parece atentar para um único escopo: atender as solicitações da grande banca, dos rentistas, aqueles que ganham sem trabalhar e sem correr riscos, quase na mesma medida de Lula e Temer.

Mais: entre os verdadeiros donos do País, que olham com bom grado a “estabilização” esfarrapada de Temer, estão a indústria pesada alienígena, os exploradores dos minérios e das terras raras, os olhos grandes de nossos enormes recursos minerais, os comercializadores de commodities do agronegócio e os grandes consumidores, sedentos de terras férteis, ensolaradas e de baixo preço.

Estão também, entre aqueles que fazem força para desestabilizar o País, as famosas sete irmãs petroleiras, Shell, Texaco, Exxon, Standard Oil, BP, Chevron, Gulf Oil, que já chegaram a ter 75% das reservas de petróleo do mundo e hoje tem em torno de 2%, mas comercializam grande parte dos derivados. E procuram desestabilizar ou controlar a saudita Aranco, a russa Gazprom, a chinesa CNPC, a iraniana NIOC, a venezuelana PDVSA, a brasileira Petrobrás e a malasiana Petronas, todas estatais com controle de mais de 90% das reservas mundiais de petróleo.

Temer quer eliminar parte do custo Brasil, as leis trabalhistas e previdenciárias, que não permitem custos competitivos para o capital que circula com a rapidez de um raio em países de terceiro mundo. Eles especulam, mandam na bolsa e controlam as economias frágeis como a brasileira, que tem pouca pesquisa, indústria incipiente e políticos corruptos.

Tem ainda o capital dos fundos abutres, menos seletivos. Eles adoram uma economia quebrada, os títulos podres, as dívidas impagáveis, as empresas em estado falimentar. A carniça do estado neo-liberal desestabilizado.

Talvez Temer alcance o seu ocaso só no final de 2018, haja vista a qualidade do parlamento e a tibieza do nosso arcabouço jurídico. A esperança é que encontremos, com urgência sem medidas, uma saída institucional para a substituição dos famosos 1.829 denunciados por Joesley Batista, além de um redentor, um homem apenas probo e capaz, que conduza esta nação morena neste alvorecer de Século XXI.

O problema é esse: ninguém o está enxergando, como eu, da sua respectiva janela.

*Não conseguimos identificar o autor da notável fotografia.

Cabral poderá ficar 23 anos na prisão antes de conseguir liberdade provisória

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), foi condenado a 14 anos de prisão em um dos 10 processos em que será julgado. Se os outros nove julgamentos resultarem em penas semelhantes, ele pode pegar 140 anos de prisão e só obter uma progressão de regime depois de 23 anos atrás das grades, segundo artigo da revista Veja.

O que convenhamos é pouco para quem roubou tanto – só em contas de doleiros da casa  foram encontrados R$300 milhões – e deixou o Rio de Janeiro em situação falimentar.

Por outro lado, inocentes na política do Rio de Janeiro, desde os antanhos de Chagas Freitas precisam ser procurados nas ruas, à luz do sol, com uma potente lanterna a laser.

Cabral, magro, muito magro em foto de José Lucena/FuturaPress/Estadão Conteúdo para a revista Veja. A cantina da prisão obviamente não tem a mesma qualidade dos restaurantes que frequentava em Paris.                                                                          

Coalizão de Temer é poderosa como a de Dilma (ou Lula) jamais foi

Leia com atenção este artigo de Celso Rocha de Barros, articulista da Folha, doutor em sociologia pela Universidade de Oxford e analista do Banco Central.

Quatro ministros “na gaveta” na suprema corte eleitoral do País, o sonho de todo político

Michel Temer deu a ordem, Gilmar Mendes a transmitiu, e o TSE obedeceu. Enquanto estávamos aqui discutindo a judicialização da política, a política colocou uma corte superior de joelhos.

Meus parabéns aos derrotados na votação, à ministra Rosa Weber, ao ministro Luiz Fux e, em especial, ao relator Herman Benjamin, por honrarem a toga, a corte e a lei que juraram respeitar. Foram derrotados, mas só porque a toga, a corte e a lei também o foram.

O relator Benjamin fez algo muito difícil: construiu uma bela peça jurídica só com citações de um jurista medíocre. Contrastando o que Gilmar Mendes dizia em 2015 com o que disse em 2017, deixou claro que o presidente do TSE virou a corte para um lado ou para o outro conforme os interesses da coalizão que apoia o governo Temer.

Esta é a maior indignidade. O tribunal foi usado como instrumento na briga política. Esta mesma corte teria derrubado Dilma (com razão), mas absolveu Temer.

Ao que parece, quando advertiu, em 2015, contra o risco de que o país se tornasse um sindicato de ladrões, Gilmar estava incomodado era com o fato dos ladrões serem sindicalizados.

Fortalece-se, portanto, a tese de que a Lava Jato só decolou porque começou em um governo fraco. O governo Dilma transcorreu em meio à tempestade perfeita da crise econômica e da batalha do impeachment. Em um dado momento, a presidente até alimentou esperanças de que a Lava Jato ferisse seus adversários (inclusive dentro do PT) mais do que ela. Não é fácil imaginar essa conjunção de ventos a favor da Lava Jato sob um governo forte.

Depois de ganhar impulso, entretanto, a operação adquiriu dinâmica própria, e não é fácil combatê-la. Ela continua sendo a única coisa popular no Brasil. A satisfação de ver corruptos sendo presos e julgados foi a única alegria que o público brasileiro teve desde o início da crise econômica.

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Jornalista Míriam Leitão é agredida durante voo com patrulha petista

Dirigentes petistas que embarcavam de retorno às suas bases, depois do encontro de Brasília, agrediram durante todo o tempo de voo a jornalista Míriam Leitão. Não se deve agredir uma mulher, ainda mais uma jornalista da sua envergadura e uma militante do PCdoB, que foi torturada durante a ditadura. É uma mulher de opinião e de respeito. Na imagem acima, Míriam, uma menina de 19 anos, na ocasião de sua prisão.

Leia seu relato:

Sofri um ataque de violência verbal por parte de delegados do PT dentro de um voo. Foram duas horas de gritos, xingamentos, palavras de ordem contra mim e contra a TV Globo. Não eram jovens militantes, eram homens e mulheres representantes partidários. Alguns já em seus cinquenta anos. Fui ameaçada, tive meu nome achincalhado e fui acusada de ter defendido posições que não defendo.
Sábado, 3 de junho, o voo 6237 da Avianca, das 19h05, de Brasília para o Santos Dumont, estava no horário. O Congresso do PT em Brasília havia acabado naquela tarde e por isso eles estavam ainda vestidos com camisetas do encontro. Eu tinha ido a Brasília gravar o programa da Globonews.
Antes de chegar ao portão, fui comprar água e ouvi gritos do outro lado. Olhei instintivamente e vi que um grupo me dirigia ofensas. O barulho parou em seguida, e achei que embarcariam em outro voo.
Fui uma das primeiras a entrar no avião e me sentei na 15C. Logo depois eles entraram e começaram as hostilidades antes mesmo de sentarem. Por coincidência, estavam todos, talvez uns 20, em cadeiras próximas de mim. Alguns à minha frente, outros do lado, outros atrás. Alguns mais silenciosos me dirigiram olhares de ódio ou risos debochados, outros lançavam ofensas.
— Terrorista, terrorista — gritaram alguns.
Pensei na ironia. Foi “terrorista” a palavra com que fui recebida em um quartel do Exército, aos 19 anos, durante minha prisão na ditadura. Tantas décadas depois, em plena democracia, a mesma palavra era lançada contra mim.
Uma comissária, a única mulher na tripulação, veio, abaixou-se e falou:
— O comandante te convida a sentar na frente.
— Diga ao comandante que eu comprei a 15C e é aqui que eu vou ficar — respondi.
O avião já estava atrasado àquela altura. Os gritos, slogans, cantorias continuavam, diante de uma tripulação inerte, que nada fazia para restabelecer a ordem a bordo em respeito aos passageiros. Os petistas pareciam estar numa manifestação. Minutos depois, a aeromoça voltou:
— A Polícia Federal está mandando você ir para frente. Disse que se a senhora não for o avião não sai.
— Diga à Polícia Federal que enfrentei a ditadura. Não tenho medo. De nada.
Não vi ninguém da Polícia Federal. Se esteve lá, ficou na porta do avião e não andou pelo corredor, não chegou até a minha cadeira.
Durante todo o voo, os delegados do PT me ofenderam, mostrando uma visão totalmente distorcida do meu trabalho. Certamente não o acompanham. Não sou inimiga do partido, não torci pela crise, alertei que ela ocorreria pelos erros que estavam sendo cometidos. Quando os governos do PT acertaram, fiz avaliações positivas e há vários registros disso.
Durante o voo foram muitas as ofensas, e, nos momentos de maior tensão, alguns levantavam o celular esperando a reação que eu não tive. Houve um gesto de tão baixo nível que prefiro nem relatar aqui. Calculavam que eu perderia o autocontrole. Não filmei porque isso seria visto como provocação. Permaneci em silêncio. Alguns, ao andarem no corredor, empurravam minha cadeira, entre outras grosserias. Ameaçaram atacar fisicamente a emissora, mostrando desconhecimento histórico mínimo: “quando eles mataram Getúlio o povo foi lá e quebrou a Globo”, berrou um deles. Ela foi fundada onze anos depois do suicídio de Vargas.
O piloto nada disse ou fez para restabelecer a paz a bordo. Nem mesmo um pedido de silêncio pelo serviço de som. Ele é a autoridade dentro do avião, mas não a exerceu. A viagem transcorreu em clima de comício, e, em meio a refrões, pousamos no Santos Dumont. A Avianca não me deu — nem aos demais passageiros — qualquer explicação sobre sua inusitada leniência e flagrante desrespeito às regras de segurança em voo. Alguns dos delegados do PT estavam bem exaltados. Quando me levantei, um deles, no corredor, me apontou o dedo xingando em altos brados. Passei entre eles no saguão do aeroporto debaixo do coro ofensivo.
Não acho que o PT é isso, mas repito que os protagonistas desse ataque de ódio eram profissionais do partido. Lula citou, mais de uma vez, meu nome em comícios ou reuniões partidárias. Como fez nesse último fim de semana. É um erro. Não devo ser alvo do partido, nem do seu líder. Sou apenas uma jornalista e continuarei fazendo meu trabalho.

Bahia por diretas já!

Mais de 100 mil baianos foram ao Farol da Barra neste domingo para pedir mudanças no regime eleitoral brasileiro.

Como sempre a Bahia sai na frente. A Independência da Bahia, movimento, iniciado em 19 de fevereiro de 1822 e com desfecho em 2 de julho de 1823, motivado pelo sentimento federalista emancipador de seu povo, terminou pela inserção da então província na unidade nacional brasileira, durante a Guerra da Independência do Brasil.  

STF reage com dureza à denúncia de investigação, pela ABIN, do ministro Fachin

Em nota duríssima, a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, reagiu contra a denúncia de que Michel Temer teria usado a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionar a vida do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte.

“É inadmissível a prática de gravíssimo crime contra o Supremo Tribunal Federal, contra a Democracia e contra as liberdades, se confirmada informação de devassa ilegal da vida de um de seus integrantes”, diz o início do texto.

Segundo o portal Jota, Temer e o general Sérgio Etchegoyen, ministro do Gabinete de Segurança Institucional do Brasil (GSI) ligaram ontem à noite para a ministra e disseram que não houve qualquer investigação sobre ministros do STF.

Denúncia feita nesta sexta-feira pela revista Veja aponta que Temer teria acionado o serviço secreto “para bisbilhotar a vida do ministro com o objetivo de encontrar qualquer detalhe que possa fragilizar sua posição de relator da Lava-Jato”.

Temer é rejeitado por mais de 90% dos brasileiros e está prestes a ser denunciado.

A nota do STF

 

A resposta da Presidência

Nota à imprensa divulgada ontem (sexta-feira) às 22h30 sobre reportagem da Revista Veja deste fim de semana:

O presidente Michel Temer jamais “acionou” a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para investigar a vida do Ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, como publicado hoje pelo site da revista Veja. O governo não usa a máquina pública contra os cidadãos brasileiros, muito menos fará qualquer tipo de ação que não respeite aos estritos ditames da lei.

A Abin é órgão que cumpre suas funções seguindo os princípios do Estado de Direito, sem instrumentalização e nos limites da lei que regem seus serviços.

Reitera-se que não há, nem houve, em momento algum a intenção do governo de combater a operação Lava Jato.

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

Responda rápido, caro leitor: você compraria um automóvel usado de qualquer um dos 1.829 políticos delatados pelos executivos da Odebrecht, do grupo JBS, e de outras delações que movimentam a Operação Lava-Jato? 

Eu não compraria. Mesmo que me dissessem que o carro “pertenceu à minha mulher” e ficou o tempo todo na garagem. E você?

Os ministros do STF precisam apoio e alento para conduzir essa camarilha de malfeitores às prisões federais. Em projetos sumários, rápidos e discretos, sem vazamentos desnecessários.

As prisões são a única saída para a onda de corrupção que assola este País. 

Vai dar vitória de Gilmar no julgamento do TSE sobre a chapa Dilma-Temer

O relator vai ficar sozinho com seu alentado voto.

Chegamos a algumas verdades: Hermann Benjamin não é filho de Erundina, Gilmar Mendes está mais desprestigiado que a último sarrafo do puleiro e, concluímos, por  Michel Temer todos fazem qualquer coisa, mesmo com o ônus de salvar Dilma de oito anos de obscuridade e da cassação dos direitos políticos.

Preparem-se: Dilma vai arrasar no Senado se acontecerem eleições em 2018 e se ainda existir Brasil da forma como o conhecemos.

Em tempo: Aécin acaba de perder, de fato e de direito, as eleições de 2014.

Zito comemora aniversário com grande aceitação entre os barreirenses

Zito Barbosa está comemorando aniversário no dia de hoje. Decorridos quase um semestre da sua assunção ao Executivo de Barreiras, não deixa de ser uma grata surpresa a atuação do Prefeito, que inaugurou várias frentes de obras e tem trabalhado com decisão por melhorias no Município.

Barreiras, até agora, tinha tido pouca sorte com os últimos prefeitos, principalmente depois da gestão desastrada de Jusmari Oliveira, que acabou, em fim de mandato, afastada do poder; e da gestão medíocre de Antonio Henrique, que, com a saúde abalada, deixou a administração nas mãos do segundo escalão, nem sempre bem sucedido na condução do Município.

Nas eleições indiretas todos se conhecem. É o chamado compadrio.

João Dólar, o Menino Malufinho, não quer que Temer caia. Até propagandeia: “Nosso inimigo é o PT”.

Mas se cair, ele quer indiretas já “and forever”. É mais fácil negociar com os compadres do PMDB e os companheiros do PSDB.

Perguntar não ofende: já rasgou todas as fotos com Aécio e com o Rodrigo Rocha Loures?

Marqueteiro de Temer embolsou grana para derrubar Dilma!

De Pedro Venceslau, no Estadão:

Acusado por Joesley Batista em sua delação premiada de ter recebido R$ 3 milhões em propina da JBS na campanha de 2010 e outros R$ 300 mil em espécie em 2016 a pedido do presidente Michel Temer, o publicitário Elsinho Mouco disse ao Estado que o empresário o contratou com dois objetivos: eleger o irmão José Batista Júnior em Goiás e “derrubar” a presidente Dilma Rousseff na esteira do movimento pelo impeachment.

Numa das conversas entre eles, em maio de 2016, no auge do movimento “Fora, Dilma”, Joesley se ofereceu para pagar por um serviço de monitoramento de redes sociais que nortearia a estratégia do PMDB de blindagem a Temer. Na ocasião, foi incisivo: “Vamos derrubar essa mulher”.

Marqueteiro oficial de Temer desde 2002, quando o peemedebista foi eleito deputado federal, Elsinho é ainda hoje o principal conselheiro de comunicação do presidente e um dos redatores de seus discursos. 

Foi ele, por exemplo, que escreveu o pronunciamento no qual Temer finalizou dizendo com o dedo em resiste “Não renunciarei”. Contratado pelo PMDB, Elsinho também foi um dos criadores do programa Ponte para o Futuro e autor de ideias como slogan “Bora, Temer” para substituir o “Fora, Temer” no pós-impeachment de Dilma. 

Sua narrativa de defesa, que ainda será apresentada, começa em 2009, ano em que foi chamado para coordenar o projeto político do irmão mais velho da família Batista, e termina em janeiro de 2017 em um encontro regado a “Whisky 18 anos” e “camarões gigantes” na residência de Joesley, no bairro Jardim Europa, na capital paulistana. Editado por Conversa Afiada.

O Homem da Mala Preta é preso. Veja quanta gente preocupada com o passado.

À esta altura do campeonato, com tantas perdas de amigos, a equipe do João Dólar, o menino malufinho, está toda dedicada a caçar fotos pela internet para deletar. Entrega todo mundo, aí, Loures, é o que te pedimos.

Pela nota de R$5.000,00, para maior conforto dos brasileiros de Brasília

A Polícia Federal informou ter prendido na manhã deste sábado (3) o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor especial do presidente Michel Temer. O mandado de prisão foi assinado na noite desta sexta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR).

Rocha Loures foi preso preventivamente (antes da condenação) em Brasília e foi levado para a Superintendência da PF no Distrito Federal. Em março, ele foi flagrado pela PF recebendo em São Paulo uma mala com R$ 500 mil que, segundo delações de executivos da JBS no âmbito da Operação Lava Jato, seriam dinheiro de propina. Do G1.

Quero deixar aqui o protesto de milhares de brasileiros que precisam movimentar grandes quantias de dinheiro, como o ex-deputado Rocha Loures: nosso dinheiro em moeda corrente vale pouco, não se encontram no banco muitas notas de R$100,00. Só estas oncinhas ridículas, que não são suficientes nem para encher o tanque de um carro.

Como nos Estados Unidos, existe o dólar interbancário com notas de US$1.000,00, temos que propor às autoridades monetárias a nota de R$5.000,00.

Assim, os brasileiros de Brasília não precisarão andar com malas chipadas por aí. Uma simples pochete, destas de feirantes, resolveria o problema de brasileiros sofridos como Loures. Com a nota de R$5.000,00, apenas 100 notas resolveriam o problema de Loures.

Propomos ao Banco Central que numa face tenhamos o desenho de um legítimo gato brasileiro e, na outra, a efígie, de Michel Temer, primeiro e único, o breve.

Os brasileiros que usam o famoso CX2 agradecem.

Temer diz à revista semanal que cupincha não o delatará

Presidente da República diz que confia que Rodrigo Loures não o delatará

O presidente Michel Temer afirmou, em entrevista à revista Istoé publicada nesta sexta (2), duvidar que Rodrigo Rocha Loures faça acordo de delação premiada e que o denuncie.

“Acho que ele é uma pessoa decente. Eu duvido que ele faça uma delação. E duvido que ele vá me denunciar. Primeiro, porque não seria verdade. Segundo, conhecendo-o, acho difícil que ele faça isso”, disse.

Rocha Loures é ex-assessor de Temer, investigado no mesmo inquérito aberto contra o presidente após denúncias de executivos da JBS em acordo de delação premiada. Joesley gravou Temer em conversa comprometedora e diz que o presidente indicou Loures como seu homem de confiança. Já Loures foi filmado correndo com uma mala com R$ 500 mil em propina.

Nesta quinta-feira (1º), a PGR (Procuradoria Geral da República) pediu pela segunda vez a prisão de Rocha Loures. Na primeira vez, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin recusou a prisão porque Rocha Loures tinha foro privilegiado e só poderia ser preso em flagrante. Loures era suplente do PMDB na Câmara, mas perdeu o cargo com a volta de Osmar Serraglio para o cargo de deputado.

“Agora, nunca posso prever o que pode acontecer se eventualmente ele [Loures] tiver um problema maior, e se as pessoas disserem para ele, como chegaram para o outro menino, o grampeador [Joesley]: ‘Olha, você terá vantagens tais e tais se você disser isso e aquilo’. Aí não posso garantir”, complementou Temer.

O presidente aproveitou para alfinetar o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, que pediu a abertura de inquérito contra ele.

“Eu fui vítima do meu jeito de ser no tocante a receber as pessoas. Hoje eu começo a achar que, por exemplo, foi uma falha ter recebido o procurador-geral duas ou três vezes no Jaburu sem agenda. Como ter recebido inúmeros jornalistas e empresários fora da agenda. Foi uma falta de liturgia que, até digo, é inadmissível no cargo”, afirmou.

Questionado sobre as mudanças no ministério da Justiça e a possibilidade de troca no comando da Polícia Federal, Temer disse que a decisão cabe ao novo ministro da Justiça, Torquato Jardim.

“Quando ele [Jardim] me trouxer os argumentos eu vou examiná-los, mas a decisão é dele, avalizada por mim, sem dúvida nenhuma”, disse.

O presidente também afastou a leitura de que mudanças na PF seriam interpretadas como uma tentativa de interferência na Operação Lava Jato.

“Só seria mal interpretada se você dissesse assim: só existe uma pessoa na Polícia Federal capaz de comandá-la. Mas isso desmerece a instituição e tenho certeza que o próprio diretor não pensa dessa maneira”, desconversou. (Folhapress)

Quando um presidente precisar confiar que não será entregue à Justiça por um apaniguado é porque as coisas não andaram, não andam e não andarão, no futuro, muito bem. Confiar que os malfeitos ficarão sempre por debaixo dos panos já é meia confissão, não é?

Brasília, 19 horas: Aécio é denunciado por crimes de corrupção e obstrução da Justiça

Foto de Pedro Ladeira/Folhapress. Informações Agência Brasil.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou hoje (2) denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB) pelos crimes de corrupção e obstrução da Justiça. Na denúncia, a PGR acusa Aécio Neves de solicitar R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, um dos delatores da JBS.

A irmã do parlamentar, Andrea Neves, o primo de Aécio, Frederico Pacheco, e Mendherson Souza Lima, ex-assessor do senador Zezé Perrela (PMDB-MG), também foram denunciados.

Todos foram citados na delação premiada da JBS. De acordo com o procurador, o recebimento do valor teria sido intermediado por Frederico e Mendherson, que teria entregue parte dos recursos em uma empresa ligada ao filho de Perrella. A denúncia está baseada em gravações feitas pela Polícia Federal, durante uma ação controlada.

A denúncia será analisada pelo ministro Marco Aurélio e julgada pela Primeira Turma do Supremo, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux. A data ainda não foi definida.

Sobre a acusação de obstrução da Justiça, Janot sustenta na denúncia que o senador afastado tentou embaraçar as investigações da Operação Lava Jato, na qual também é investigado, ao “empreender esforços” para interferir na distribuição dos inquéritos dentro da Polícia Federal. Ao fim, o procurador solicitou ao STF que Aécio e sua irmã sejam condenados ao pagamento de R$ 6 milhões por danos decorrentes dos casos citados de corrupção.

Em nota, a defesa do senador afastado disse que recebeu “com surpresa a notícia” da denúncia. Os advogados apontam que “diversas diligências de fundamental importância”, entre elas o depoimento de Aécio e a perícia nas gravações, ainda não foram realizadas. “Assim, a defesa lamenta o açodamento no oferecimento da denúncia e aguarda ter acesso ao seu teor para que possa demonstrar a correção da conduta” de Aécio.

54 mil autoridades e políticos perdem o fôro privilegiado

Fabio Rodrigues Pozzebom

O plenário do Senado aprovou por unanimidade ontem (31), em segundo turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue o foro especial por prerrogativa de função para autoridades federais, o chamado foro privilegiado.

A PEC 10/2011 segue agora para análise da Câmara dos Deputados, onde precisará passar por dois turnos de votação. Dos 70 senadores que votaram, todos se manifestaram favoráveis.

Com a aprovação da proposta, cerca de 54 mil autoridades do país poderão passar a ser julgadas na primeira instância caso cometam crime inafiançável, sejam condenados por órgão colegiado ou tenham prisão decretada em flagrante delito.

Deputados e produtores debatem questão das divisas na Bahia Farm Show

Deputados baianos, membros da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia, realizaram na tarde desta terça-feira (30) uma sessão itinerante, durante o primeiro dia da Bahia Farm Show 2017, em Luís Eduardo Magalhães.

O encontro, comandado pelo presidente da Comissão, deputado estadual Eduardo Salles, se transformou em um espaço de diálogo entre os produtores do oeste e o legislativo. Na ocasião, foram apresentadas as principais demandas de interesse do setor agrícola, como a disputa territorial na divisa entre a Bahia e Tocantins, por exemplo. Esta é a segunda vez que a Comissão promove uma reunião dentro da feira.

Pioneiro na região, ao ter se instalado na região há 37 anos, o produtor Odacil Ranzi aproveitou a presença dos parlamentares e cobrou uma ação mais efetiva do governo do Estado para resolver a questão da disputa territorial na divisa entre os estados da Bahia e Tocantins. “É preciso que o Estado esteja mais presente nesta área e ofereça mais apoio aos agricultores. A Bahia tem que abraçar aquela região e levar mais educação, saúde, energia e estrada para aqueles que morem e produzam por lá”, reivindicou.

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Chega de intermediários: vote direto no cafetão para presidente

O dono do ‘Bahamas Club’ – famoso ponto de encontro de prostitutas de luxo em São Paulo – Oscar Maroni, pretende se candidatar à presidência assim que for absolvido pela Justiça. O autodenominado ‘magnata do sexo’ foi acusado quatro vezes de explorar a prostituição e por ser suspeito de colocar em risco o tráfego aéreo no Aeroporto de Congonhas.

“O Brasil está uma zona; e de putaria eu entendo”, disse.

De acordo com a coluna ‘Rede Social’, da Folha de S. Paulo, Maroni detalhou suas as pretensões políticas em sua biografia “O Colecionador de Emoções”, que será lançada na próxima quinta (1º). O empresário afirmou que vai entrar na disputa presidencial, caso Michel Temer saia do cargo.

Mais de 150 mil pessoas foram a Copacabana pedir pelas diretas

Debaixo de chuva e nevoeiro, quase duas centenas de milhares de pessoas, foram, em paz, assistir mais de 150 artistas e manifestar-se por eleições diretas. A grande imprensa, que já lavou as mãos do sangue deste justo, citou que a manifestação era pela saída de Temer. Temer já está no caixão. O povo quer saber agora como será escolhido o seu substituto.

Aliás, o momento é de lembrar como serão abrigados os condenados pela Operação Lava Jato. No mínimo dois estádios sub-utilizados, como Maracanã e Mané Garrincha, podem ser uma boa solução para um abrigo VIP, com o mais agradável banho de sol, no verde dos gramados.

 

Cármem Lúcia é colocada na lista de presidenciáveis pelo Estadão

O jornal O Estado de São Paulo prepara uma lista de presidenciáveis, caso a substituição de Michel Temer se dê por eleições indiretas.

Pela ordem: Rodrigo Maia, Tasso Jereissati, Nelson Jobim, Gilmar Mendes, FHC, Meirelles, Carmem Lúcia e Modesto Carvalhosa. Modesto Souza Barros Carvalhosa é advogado, parecerista, consultor, árbitro e membro de conselhos de administração. É professor aposentado de Direito Comercial da Faculdade de Direito da USP.

Salva-se dessa lista, sem sombra de dúvida, a ministra Carmem Lúcia, presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça. O resto é apenas mais um pouco do que aí está.

Em caso de saída da Ministra para a Presidência da República, assumiria Dias Tófolli, atual vice-presidente da Suprema Corte.

Cármem Lúcia Antunes Rocha, uma geraizera de Montes Claros, como ela mesmo se classifica, é bacharel em direito pela Faculdade Mineira de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1977), especialista (1979) em Direito de Empresa pela Fundação Dom Cabral, e mestre (1982) em Direito Constitucional pela Universidade Federal de Minas Gerais. Cursou o programa de doutorado em direito (1983) da Universidade de São Paulo, mas não o concluiu. Desde 1983 é professora titular de direito constitucional na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, além de coordenadora do Núcleo de Direito Constitucional.

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Moro quer ser Eliot Ness. Está mais para Jerônimo, o herói do Sertão.

O Bolsonaro é mais parecido com Ness.

Sérgio Fernando Moro, em palestra nos Estados Unidos, disse que era o Eliot Ness do Brasil. Será que o insigne magistrado sabe como foi o final da vida de Ness. Veja na Wikipédia:

Eliot Ness (Chicago19 de abril de 1903 – Coudersport16 de maio de 1957) foi um agente do Tesouro Americano, famoso por seus esforços para fazer cumprir a Lei Seca em Chicago. Foi líder de uma equipe lendária apelidada de Os Intocáveis, notabilizada pela participação na prisão do gângster Al Capone. O apelido de Os Intocáveis foi dado após as diversas tentativas de suborno feitas por Capone e rechaçadas por Ness e sua equipe.

Foi secretário da segurança pública de Cleveland de 1935 a 1942, após o fim da Lei Seca. Sua boa reputação (de homem moralmente integro) desmoronou a partir de 1942, quando abandonou o local de um acidente de trânsito aparentemente provocado por ele. Após esse fato, tentou uma fracassada carreira como empresário e se candidatou à Prefeitura de Cleveland, mas sem conseguir vencer.[5]

Morreu pobre e em desgraça pública, de ataque cardíaco, em 16 de maio de 1957, em Coudersport.

Aqui entre nós, que o homem da camisa preta não nos ouça: acho que a comparação ficaria melhor se fosse com Jerônimo, o Herói do Sertão, radionovela e gibi da década de 60 do século passado.

Jerônimo também usava camisa preta. Só falta o cavalo branco, mas isso é apenas um detalhe.

Temer até renuncia, mas com garantia que será indultado e asilado

O presidente Michel Temer (PMDB) topa renunciar ao cargo, mas desde que tenha a garantia de que não será preso. A informação é do jornal O Globo. O diário fluminense afirma que a renúncia do peemedebista vem sendo articulada pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, José Sarney, e pelos senadores Romero Jucá e Renan Calheiros. Também estaria na mesa de negociação a realização de uma Assembleia Nacional Constituinte em 2018.

A questão que ainda não está fechada é o nome do substituto de Temer. O PMDB, de acordo com o jornal, quer Gilmar Mendes ou Nelson Jobim. O PSDB defende o nome de Tasso Jereissati. 

Na lista das condições propostas por Temer para deixar o posto de presidente estão, além da não prisão, “indulto e asilo”.

Lindo vai ser se o garantidores do acordão, Fernando Henrique Cardoso, José Sarney,  Romero Jucá e Renan Calheiros acabarem eles próprios presos. Dever, devem. Contas antigas e recentes. É só uma questão de devido processo legal.

Constituinte é uma boa ideia. Nelson Jobim já disse que não aceita e o motivo é ser sócio do banco Pactual. Gilmar Mendes? Afaste este cálice, Senhor!

 

“Eles não rasgam dinheiro”, diz Agência Pública.

Enquanto a batalha campal segue nas ruas, o Congresso vota as armadilhas de sempre. Foto G1.
Marina Amaral, codiretora da Agência Pública, envia em sua newsletter, os assuntos mais relevantes da Esplanada dos Ministérios e alhures:
Enquanto os deputados de oposição protestavam contra a convocação de militares para “garantir a ordem” na Esplanada dos Ministérios, a bancada do governo – sozinha no plenário – aprovava sete medidas provisórias. Além de sinalizar para o mercado que ainda são capazes de aprovar as reformas que interessam, as medidas aprovadas não tratam apenas de assuntos burocráticos.
 
Uma delas regula a comercialização de terras da União na Amazônia e de imóveis funcionais em Brasília, outra aumenta a carência para benefíciosprevidenciários; e a última a ser aprovada amplia a isenção fiscal da marinha mercante em portos do Norte e do Nordeste.
 
A votação também buscava dar um “ar de normalidade” ao governo de um presidente desmoralizado contra o qual protestavam milhares de pessoas do lado de fora do Congresso, como notou o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). A repressão policial que chegou a usar armamento letal contra os manifestantes agravou a situação – há manifestantes feridos em estado grave, entre eles um rapaz alvejado com balas de verdade na mandíbula.
 

Curiosamente, os que primeiro forçaram as barreiras policiais – dando origem ao tumulto – foram os manifestantes vestidos com as camisas laranja da Força Sindical, a única central trabalhista importante a promover mobilizações pelo impeachment de Dilma Rousseff, ligada ao deputado Paulinho da Força (Sd-SP).

Paulinho vem ameaçando deixar a base do governo por causa da reforma trabalhista, mas sua tropa sempre foi considerada dócil, quando comparada pelos amantes da lei e da ordem aos vermelhos da CUT ou do MST. Note-se estamos falando do início dos tumultos, não da depredação que se seguiu.
 

Se não se pode aplaudir os que tocaram fogo em ministérios não é difícil acreditar em irrupção espontânea de revolta quando um governo exposto por corrupção tenta aprovar a toque de caixa reformas que só agradam aos empresários, como mostra o meticuloso trabalho de nossa repórter, Alice Maciel.
 

Mas a “selvageria sem paralelo”, como qualificou o promotor Arthur Pinto Filho, ficou por conta do prefeito de São Paulo, João Dória, na derrubada da Cracolândia. “Não tem paralelo você destruir casas com pessoas dentro. Eles deram duas horas para as pessoas saírem dos hotéis”, disse em entrevista à Folha de S. Paulo.

O promotor voltou a repetir a crítica quando perguntado sobre o pedido de “autorização judicial para busca e apreensão de pessoas em estado de drogadição” pela secretaria municipal da Justiça. “É uma caçada humana que não tem paralelo no mundo”, afirmou.

O prefeito e seu padrinho, o governador Geraldo Alckmin, tiveram que fugir no meio de uma entrevista coletiva, repudiados pela massa de pobres que habita a Cracolândia – muitos deles sem qualquer relação com drogas. “Especulação imobiliária” e “gentrificação” estão entre as palavras citadas pelos moradores nas entrevistas, cujo significado aprenderam na prática.
 

A proteção aos mais frágeis não está entre as prioridades dos dirigentes paulistas. É o que comprova outra reportagem da Pública, essa assinada pelo repórter José Cícero da Silva. O Estado de São Paulo é o único da federação que não repassou verbas para o PPCAM, o programa de proteção de adolescentes e crianças ameaçados de morte. Seus principais algozes são, pela ordem, a polícia paulista e os traficantes.