Nesta panela, quanto mais se mexe pior fica.

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Impressiona, pela irrelevância e pelo asco dos discursos, essa coisa nojenta, fedorenta e pouco fluída, chamada “má política” praticada por deputados no plenário da Câmara Federal.

Essa figurinha carimbada, Michel Miguel Elias Temer Lulia, que já distribui, à socapa, seu ministério entre os seguidores de sua seita golpista,  vai governar por um tempo incerto e certamente este governo será a elegia dessa política viscosa que se pratica hoje no Legislativo.

Os franceses tem um ditado popular que serve para várias ocasiões:

Plus ça change, plus c’est la même chose”

É o que vai acontecer. É isso que vai acontecer de agora em diante. Mais do mesmo, piorando sempre. Quem conseguirá governar, sem legitimidade, depois do golpe do legislativo?

 

 

Vanir Kolln convida para evento do pré-candidato Oziel

O empresário Vanir Kolln está organizando um evento com o pré-candidato a prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Oziel Oliveira, nesta sexta-feira, às 20 horas, no restaurante Boi na Brasa. Afirma Vanir que Oziel quer ouvir propostas dos empresários, lideranças e cidadãos.

Um governo para os pobres é um mau exemplo?

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Todos sabem que Luiz Fernando Veríssimo, além da honra de ser meu conterrâneo, escreve muito bem. Mas as vezes ele exagera no talento. Veja ele falando sobre a possibilidade do impeachment:

“Foi o fim da ilusão que qualquer governo com pretensões sociais poderia conviver, em qualquer lugar do mundo, com os donos do dinheiro e uma plutocracia conservadora, sem que cedo ou tarde houvesse um conflito, e uma tentativa de aniquilamento da discrepância.

Um governo para os pobres, mais do que um incômodo político para o conservadorismo dominante, era um mau exemplo, uma ameaça inadmissível para a fortaleza do poder real. Era preciso acabar com a ameaça e jogar sal em cima”

Você compraria um CD desta dupla? E um carro usado?

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Na denúncia apresentada em agosto de 2015 ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusa o deputado de ter praticado o crime de corrupção passiva em duas ocasiões separadas, além do crime de lavagem de dinheiro em 60 episódios diferentes.

O pedido de Janot prevê 184 anos de prisão. Em março deste ano, a denúncia contra Cunha foi aceita pelo pleno do STF com 10 votos contra zero. Desde então, Cunha é réu em processo da Suprema Corte.

Bancada de baianos na Câmara fica minoritária na defesa de Dilma

Informação do jornalista Levi Vasconcelos, da coluna Tempo Presente, do jornal A Tarde:

Qual é a tendência dos 39 deputados federais da bancada baiana em Brasília ante o impeachment de Dilma? Numa rápida consulta nesta terça,  15 se declararam favoráveis, 15 contra, oito indecisos e um, Mário Negromonte Jr. (PP), não quis dizer nada.

Entre os indecisos estão Cacá Leão (PP), filho do vice-governador João Leão, Ronaldo Carletto (PP), João Carlos Bacelar (PR), José Nunes (PSD), Sérgio Brito (PSD) e Bebeto (PSB). Aqui na Bahia, todos são governistas.

apunhaladoNas eleições de 2014, Dilma teve quase 3 milhões de votos a mais do que o tucano Aécio, na Bahia. Ela alcançou 5.059.228 votos, contra 2.151.922 do tucano.

Portanto, a maioria dos contrários e indecisos foram eleitos porque Dilma puxou os votos. Mas política é isso mesmo: a arte de apunhalar pelas costas da maneira mais discreta possível.

Quem vota com Eduardo Cunha está prevendo a sua queda e teme pela sua delação premiada?

Fim da reeleição no Executivo? É o que os senadores estão prometendo.

Charge do blog do Simão
Charge do blog do Simão

Senadores da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovaram nesta quarta-feira, 13, uma proposta de reforma política que determina o fim da reeleição para cargos no Executivo.

O texto do relator Antonio Valadares (PSB-SE) segue agora para discussão e votação no plenário do Senado Federal. Depois, volta para a Câmara dos Deputados, onde foi desmembrado da PEC 113/2015, que abriu a janela partidária. 

Acolhida sem pedido de urgência na CCJ, a proposta pelo fim da reeleição é um dos compromissos assumidos pelo vice-presidente Michel Temer com a oposição, caso assuma o Palácio do Planalto, com a eventual saída da presidente Dilma Rousseff. O objetivo é sinalizar que Temer não possui intenção de disputar as eleições em 2018. 

Se o Temer assumir, esquece essa PEC de fim da reeleição. Pode esquecer.

Governo parte para o ataque frontal com as revistas semanais

Sempre discreto, o Blog do Planalto, que sempre se dedicou a relatar as atividades da Presidência da República, largou press release, por volta das 19 horas, lamentando as reportagens das revistas semanais, sob o título: “A torcida organizada das semanais com o factoide da compra de votos”.

Veja a íntegra do texto oficial:

Quando o linchamento público fracassa, quando se constata a reação vitoriosa ao ódio, à intolerância e ao rancor como estratégia para o triunfo político, quando são evidentes os sinais de arrefecimento da ação golpista, a saída é recorrer a factoides.

Desesperados.

É o que se conclui com a orquestra afinada (ou desafinada?) das revistas semanais, que em suas edições deste fim de semana abordaram, de maneira uníssona, a tese de “compra de votos do Palácio do Planalto para combater o impeachment na Câmara”.

Tese, sim, e em tom de “denúncia”. A negociação de emendas e cargos – “e até dinheiro”, como narra uma das publicações – é descrita com a agressividade habitual pelas revistas Época, IstoÉ e Veja. Ainda que não exibam prova alguma, nem sequer uma declaração oficial de parlamentares abordados ou “comprados”, ou outra mínima evidência capaz de sustentar a tese como fato jornalístico.

Era para ser jornalismo, mas não passa de torcida organizada.

Embarcam, assim, na onda dos denunciadores, que acusam o governo de fazer exatamente aquilo que – eles, sim – estão fazendo. Como declarou o ministro Ricardo Berzoini na sexta-feira (8), “mesmo com todo o esforço de cooptação de parlamentares, com promessas de cargos e vantagens, eles não têm os votos”.

Não há “compra de votos” em curso. A aproximação, o diálogo e as negociações feitas pela área política do Palácio do Planalto não se resumem a apenas uma votação, e sim para um relançamento do governo no dia seguinte após o Brasil superar a agenda catastrofista do impeachment.

A tese das semanais constitui, isto sim, mais um capítulo da tentativa inclemente de aprovar o impeachment a qualquer preço. Na falta de evidência prática de sua vitória, as revistas e os apoiadores do golpe parecem torcer para sua “profecia autorrealizável”.

O termo, cunhado em 1949 pelo cientista social norte-americano Robert Merton, em inglês chama-se self-fulfilling prophecy.

Na prática, significa você repetir tanto uma coisa, com bases falsas, até que ela se torne realidade.

Neste caso, não se tornará.

Reportagem da Revista Veja

Reportagem da Revista Época

Reportagem da Revista IstoÉ

Esta vai ser a “Super Semana” no Oeste e em Brasília

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Os quatro Cavaleiros do Apocalipse, por Viktor Vasnetsov (1887)

Nesta semana que começa nesta segunda-feira, 11, e vai até domingo, 17, teremos as indicações dos principais candidatos em Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, em outras cidades do Oeste, onde ainda estão indefinidos.

Os pré-candidatos Fábio Lauck, Rogério Faedo, Júnior do Aracruz e Oziel Oliveira – mesmo enquadrado na Lei da Ficha Limpa – além do candidato do atual prefeito, Humberto Santa Cruz, deverão se juntar aos já definidos Ondumar Júnior e Odacil Ranzi na disputa das majoritárias.

Em Barreiras, onde o prefeito Antonio Henrique já deixou claro o seu desejo de concorrer à reeleição, os pré-candidatos Carlos Tito e Zito Barbosa, fecham as últimas alianças para a campanha. As participações de Moisés, Dó Miguel, Kelly Magalhães e Jusmari Oliveira também serão definidas.

A semana será de grandes decisões principalmente em Brasília, onde se define, talvez, até a votação do impedimento da presidente Dilma Rousseff.

A Presidente é investigada, em Comissão Especial de Impeachment, onde no mínimo 35 (de um total de 65) componentes são condenados, em fase de recursos, ou processados por crimes diversos.

Comissão de Impeachment debate até perto do alvorecer

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Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil

A legalidade ou não dos argumentos contidos na denúncia do processo de impeachment dominou as discussões sobre o parecer final da comissão especial que analisa o pedido de afastamento da presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.

Foram mais de 13 horas de debate, na sessão iniciada ontem (8), por volta das 15h30, e finalizado às 4h43 deste sábado (9).

Brasília - O deputado Carlos Sampaio (E) e o presidente da comissão, Rogério Rosso, analisam o parecer que pede o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Ao todo, 61 deputados discursaram sobre o parecer final da Comissão Especial do Impeachment Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ao todo 61 deputados discursam. A maioria, 39 deles, defenderam o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO),  que sugeriu o prosseguimento do processo de impeachment, praticamente o dobro dos que se posicionaram contrários (21) e um indeciso. Cada deputado membro da comissão teve 15 minutos para defender sua posição, enquanto os não membros falaram por dez minutos.

No total, havia 116 deputados inscritos para discursar. Os que não falaram desistiram ou foram embora antes de serem chamados pela presidência da comissão.

Com mais de 11 horas de sessão, o presidente do colegiado, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), tentou reduzir o tempo de fala já que o horário limite estabelecido inicialmente, 3h de sábado, já havia sido ultrapassado. A proposta, contudo, não foi bem aceita.

Conforme o estabelecido pelos líderes, a ordem de inscrição dos oradores obedeceu a alternância entre favoráveis e contrários ao impeachment. No entanto, depois das 3h todos os governistas inscritos já haviam falado e a lista seguiu com discursos apenas daqueles que defendiam o impeachment. Pouco antes, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) sugeriu o encerramento da reunião, proposta que foi rechaçada pelos oposicionistas.

Impeachment x Golpe
Para o deputado Laudivio Carvalho (SD-MG), está claro que o impeachment não caracteriza “golpe” como têm sugerido os governistas. “Mesmo que o governo venha insistindo em denominar de golpe, tenho que dizer com todas as letras: não é golpe, é impeachment! O que não faltam são indícios de má conduta; as pedaladas fiscais são apenas o começo, a população clama por mudança, a presidente perdeu a confiança do povo e governa na corda bamba”, disse.

A tese foi rebatida pelo petista Paulo Teixeira (SP).  “Impeachment sem crime de responsabilidade é golpe”. “A acusação é vazia e partidária”, reforçou o deputado  Carlos Zaratini (SP). “Toda vez que se derrubou um governo popular não foi no debate político, mas por meio do denuncismo. Foi assim com Getúlio Vargas, foi assim em 1964, foi assim com Juscelino Kubistchek. A oposição quer dar um golpe, tomar o poder sem voto. Quer fazer da votação no plenário uma eleição indireta”, acrescentou Zaratini.

Decepção

Brasília - A comissão especial da Câmara, que analisa o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, discute o parecer do relator Jovair Arantes (Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Conforme o estabelecido pelos líderes, a ordem de inscrição dos oradores obedeceu a alternância entre favoráveis e contrários ao impeachment Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Para a deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO), Dilma decepcionou várias mulheres brasileiras. “Entristece-me saber que não temos uma representante que merecemos”, disse. O deputado Elmar Nascimento (DEM-BA) disse que os fatos contidos na denúncia justificam o afastamento de Dilma.

“A defesa [da presidenta] diz que sempre ocorreram as pedaladas fiscais e não ocorreram em 2015. Mentira. Em dezembro de 2015 havia um saldo de R$ 55,6 bilhões em pedaladas. O governo se beneficiou de financiamento ao longo do ano e a prova é que o governo pagou juros sobre isso. Se deve, paga juros. É óbvio que é uma operação de crédito”, disse Nascimento.

Inconstitucional
O deputado Alessandro Molon (Rede Sustentabilidade – RJ) disse que a tentativa de impeachment da presidente pelo “conjunto da obra” não está previsto na Constituição. “Procurei muito na Constituição essa expressão ‘pelo conjunto’ da obra e não encontrei. Quem julga pelo conjunto da obra é o eleitor. Se se trata de crime de responsabilidade, é preciso verificar se os tipos penais estão presentes”.

A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) também contestou a tese do impeachment. “Uma presidenta não pode ser afastada por ter baixa popularidade. Isso é muito pouco”. A deputada rebateu as críticas feitas ao seu partido. “Não me envergonho de ser do PT, nem de apoiar a presidente Dilma, nem do pão com mortadela. A simbologia da mortadela é porque essas pessoas jocosas não sabem que este governo foi capaz de incluir 37 milhões de miseráveis.”

Autor de um dos três votos em separados apresentados à comissão do impeachment, Weverton Rocha (PDT-MA), rebateu o parecer do relator da comissão. “Autorizar o gasto não indica que ele se realizará. Importante salientar que a abertura de créditos suplementares não pôs em risco o atingimento da meta”.

Povo iludido
Para o deputado Izalci (PSDB-DF), a presidente e o PT “iludiram” o povo. “O povo foi iludido com propostas demagógicas, acabaram com o sonho da nossa juventude, acabaram com o Pronatec, com o Fies e com o Ciências sem Fronteira. Com essa irresponsabilidade do governo ressuscitaram a inflação, maior mal que existe para o trabalhador. Além da inflação, ressuscitaram o desemprego. Não haverá golpe, haverá impeachment e ele tem que ser já, para o bem do país”.

O deputado Carlos Marun (PMDB-MT) defendeu o impeachment e criticou a defesa da presidenta. “A defesa da Dilma é alicerçada em mentira, mentira, mentira. O ministro José Eduardo Cardozo veio aqui e apresentou uma defesa vazia. Se a Dilma é honesta, ela é incapaz”.

Votos no plenário

Brasília - A comissão especial da Câmara, que analisa o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, discute o parecer do relator Jovair Arantes (Valter Campanato/Agência Brasil)
Apesar do clima tranquilo na maior parte do tempo, em alguns momentos os ânimos dos deputados se exaltaramValter Campanato/Agência Brasil

Para o vice-líder do governo, deputado Sílvio Costa (PTdoB-PE), não há como o governo vencer a disputa na comissão. Contudo, ele garantiu que os oposicionistas não terão os votos suficientes para aprovar a admissibilidade do impeachment no plenário da Câmara.

“Aqui na comissão nós já perdemos. Mas ele não têm força de painel [no plenário]. Vocês, que acreditam na democracia, fiquem tranquilos que eles não colocarão 342 votos no painel no próximo domingo. Aqui, podem ganhar. O governo está fazendo seu papel aqui, eles vão ter a ilusão que ganharam, mas esqueceram de combinar com os russos. Dilma não vai cair, porque não é corrupta, tem um partido e base social”, disse Costa.

Debate tranquilo
Apesar da polarização, os debates na comissão transcorreram sem grandes acirramentos. Em alguns poucos momentos, no entanto, os ânimos se exaltaram e houve bate-boca. Em um dos casos, os deputados Silvio Costa (PTdoB-PE) e Danilo Forte (PSB-CE) trocaram ofensas. A confusão, entretanto, foi rapidamente contornada pelo comando da comissão.

A próxima reunião da comissão está marcada para a próxima segunda-feira (11), às 10h, quando o relator Jovair Arantes fará a réplica. Na ocasião, os 27 líderes partidários poderão fazer comentários acerca do parecer e orientar suas bancadas. Também será aberto espaço para as considerações finais da defesa da presidenta. A votação do relatório na comissão está marcada para ter início às 17h da segunda-feira.

Leia aqui porque a reunião da Comissão do Impeachment começou na noite de sexta-feira e foi até a madrugada de sábado.

Vontade em política é quase tudo. Mas não é tudo.

Lídice: aparando arestas e felpas do processo
Lídice: aparando arestas e felpas do processo

Em almoço, hoje, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), no Solar das Mangueiras, em Barreiras, com a presença da senadora Lídice da Mata e chefetes regionais, entre eles a morubixaba do partido no Oeste, Regina Figueiredo, e o prefeito de Luís Eduardo Magalhães,  Humberto Santa Cruz, aconteceu um fato que pode ser emblemático para quem está indo com muita sede ao pote das políticas.

O pré-candidato pelo PSB, Rogério Faedo, achou que era hora de lançar seu grito de independência e, de chofre, declarou: “Eu não abro mão da minha candidatura a vice-prefeito em Luís Eduardo”.

A Senadora, velha raposa da política baiana, foi serena na resposta:

– Vontade é fator determinante, mas é preciso construir o processo.”

Faedo acusou o golpe, sentindo o tanto de água gelada no seu chimarrão, e recolheu-se durante o resto do almoço, a ouvir e a divagar em silêncio.

Ondumar Jr. e Odacil saem na frente na corrida eleitoral

Odacil, líder classista e ex-candidato a vice-prefeito, agora largou na frente na disputa eleitoral.
Odacil, líder classista e ex-candidato a vice-prefeito, agora largou na frente na disputa eleitoral.

O pré-lançamento das candidaturas de Ondumar Junior (DEM) e Odacil Ranzi (PSDB) parece ser a mais consolidada, já que a situação ainda não se pronunciou sobre seus candidatos, bem como as correntes lideradas por Fábio Lauck, já descolado do prefeito Humberto Santa Cruz,  e Oziel Oliveira.

Odacil Ranzi, presidente local do PSDB,  ligado ao setor agropecuário, demonstra-se entusiasmado com o ato de lançamento das duas pré-candidaturas:

-Pode não ter sido a maior reunião partidária de Luís Eduardo – tivemos cerca de 800 participantes – mas foi a mais bonita e organizada da curta história do Município.

Pelo que Odacil fala, agora é hora de arregimentar novos companheiros:

-A política é a arte de negociar. E estamos conversando com PTB, Rede, PROS e inclusive PRB, além de outros partidos da mesma expressão. Queremos formalizar uma frente ampla para as eleições de 2 de outubro.

Marabá Jr. junto com líderes estaduais e municipais do DEM
Marabá Jr. junto com líderes estaduais e municipais do DEM

Resta saber o poder de aglutinação da chapa MARABÁ JR./ODACIL.

Hoje surfam na onda que faz do DEM e do PSDB protagonistas no jogo oposicionista nacional, que trabalham pelo afastamento da presidenta Dilma e bradam o discurso da anticorrupção.  

O problema é que a eleição municipal não é hoje, e o mar começa a dar sinais de mudança de maré e nessa movimentação o DEM e o PSDB começam a serem arrastados pras águas turvas das denúncias de corrupção.

Hoje, Marina ganharia de Aécio e Lula. Sinal que o PSDB não está de bem com a população, e aqui na Bahia ACM Neto e Aleluia Vieira Lima tem tomado vaias estrondosas nas suas aparições publicas. Sem esse discurso como ficará a chapa Marabá Jr/Odacil?

 

Presidente do PP anuncia que partido fica na base do Governo

ciro nogueira

O presidente do Partido Progressista, senador Ciro Nogueira (PP-PI), anunciou hoje (6) que o partido permanecerá na base de apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff, pelo menos, até a conclusão do processo na Câmara dos Deputados. O PP tem hoje 54 parlamentares: 48 deputados e seis senadores em exercício. Há ainda três deputados licenciados.

O partido tinha nesta quarta-feira uma reunião do Diretório Nacional para decidir sobre a permanência no governo, mas, segundo Ciro Nogueira, os próprios parlamentares que pediram o encontro, desistiram da ideia. “Existia um documento assinado por 24 senadores e deputados pedindo o rompimento com o governo. Essa reunião estava marcada para as 14h, mas quando fizemos um levantamento preliminar dos 57 votantes mais de 40 queriam a permanecia do partido na base”, disse o senador com o documento que pede o cancelamento da reunião nas mãos.

O senador Ciro Nogueira disse que ainda não sabe se liberará a bancada para se posicionar como quiser na votação do impeachment, acrescentou que essa decisão ainda precisa ser discutida.

“Não vou negar pra você que o partido tem uma grande parcela que vota pelo impeachment e essas pessoas têm que ser repeitadas. A direção partidária hoje tem a responsabilidade de estar ao lado da presidenta Dilma nesta base aliada. É uma situação que vai ser discutida nos próximos dias, mas a orientação partidária é estar ao lado da presidente neste momento.”

STF vai julgar se emenda à constituição pode criar regime parlamentarista

STF vai julgar se emenda Constituio pode criar parlamentarismo

Por Wagner Francesco, teólogo e acadêmico de direito, baiano de Conceição do Coité.

As acirradas discussões sobre a crise política ganharão um novo elemento nesta semana. Está marcado para quarta-feira, no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento de uma ação que questiona se é possível migrar do sistema presidencialista para o parlamentarismo por meio de emenda à Constituição. A ação chegou ao tribunal em 1997, proposta pelo então deputado Jaques Wagner, que hoje é chefe de gabinete da Presidência da República.

Depois de 19 anos, o tema deve ser finalmente enfrentado pelo plenário da mais alta corte do país. Nos bastidores, ministros do STF comentam que a discussão sobre o parlamentarismo pode ajudar o Congresso Nacional a encontrar uma solução para a crise política do país.

Quando chegou ao STF, em 1997, a ação foi sorteada para a relatoria do ministro Néri da Silveira. No mesmo ano, ele negou a liminar. Em 2002, quando Silveira se aposentou, a relatoria passou para as mãos de Ilmar Galvão, que também já deixou a Corte. Em 2003, Carlos Ayres Britto recebeu o processo, que ficou parado, sem qualquer tramitação, até 2012, quando ele se aposentou. A relatoria foi novamente transferida, desta vez para o ministro Teori Zavascki, que atualmente conduz o caso. Ao longo das duas últimas décadas, o caso chegou a ser pautado várias vezes para julgamento, mas a burocracia do trâmite judicial provocou os adiamentos.

Quando a ação chegou ao STF, o Congresso Nacional discutia a emenda do parlamentarismo. Wagner entrou com a ação no STF para tentar impedir o debate, alegando que o sistema de governo só poderia ser mudado por meio de plebiscito. O petista não conseguiu a liminar, mas o Congresso nunca avançou nas discussões. Recentemente, a mudança de sistema de governo chegou a ser aventada por parlamentares como alternativa para a atual crise política. No entanto, a oposição no Senado conseguiu convencer o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), a adiar a ideia, para evitar a acusação de oportunista.

Em manifestação enviada ao STF na semana passada, o Senado defendeu que o tema possa ser discutido no Congresso. O documento, que foi encaminhado por Renan Calheiros, tece elogios ao parlamentarismo.

“Não é que o parlamentarismo suprime a separação ou a independência entre os poderes. O que ocorre é que otimiza outro princípio igualmente importante que é o da harmonia entre Legislativo, Executivo e Judiciário”, diz o parecer, assinado pelo advogado-geral do Senado, Alberto Cascais.

“O sistema parlamentarista não é incompatível com o princípio republicano, nem o princípio da separação de poderes, como asseveram os impetrantes. Fosse o caso o Constituinte originário não o teria lançado como legítima opção ao presidencialismo. Ou seja, decorre da Constituição que o debate de eventual adoção do parlamentarismo é absolutamente compatível com o que ela tem de essencial”, complementa o texto.

O parecer também tece críticas ao presidencialismo, atentando para os “efeitos deletérios à separação dos poderes e às liberdades públicas” das medidas provisórias. “O instituto (das medidas provisórias), importado da Itália, república parlamentarista, contribui decisivamente pela posição hegemônica do presidente em relação ao Congresso Nacional no Brasil, de forma a perpetuar nosso presidencialismo imperial”, diz o texto.

Segundo a ação proposta por Jaques Wagner, o Congresso não poderia analisar uma PEC sobre o tema, porque a Constituição estabelece a consulta popular para definição do sistema de governo. Em 1993, o parlamentarismo foi rejeitado nas urnas em um plebiscito. Mas a defesa do Senado afirma que o sistema presidencialista não está entre as cláusulas pétreas da Constituição— ou seja, aquelas que não podem ser modificadas. Portanto, a discussão poderia ser feita por meio de emenda constitucional no Congresso.

“Não há óbice constitucional para o debate da matéria, tendo em vista que o sistema presidencialista não integra o núcleo duro da Constituição da República”, diz o Senado. “O que não se admite, por imperativo do princípio democrático e do princípio do pluralismo, é que se abortem debates em torno dessas questões, como pretendem”, conclui o parecer. A posição do Senado poderá ser levada em consideração pelos ministros no julgamento de quarta-feira.

Nota da Redação:

Se a Oposição não aguenta ficar fora do poder por um ou dois períodos presidencialistas, quem sabe o regime parlamentarista não pode ser a solução para esta imatura democracia?

Talvez tenhamos um gabinete caindo a cada quatro meses, mas ainda assim parece melhor que essas crises medonhas que abalam os segundos mandatos, como foram os casos de Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Ou isso ou a volta ao mandato único, sem reeleição, em todas as instâncias da Federação.

Ibsen Pinheiro: 30 anos da história política brasileira em uma noite.

Ibsen, em foto publicada no blog de Chico Pereira, sem menção de autoria
Ibsen, em foto publicada no blog de Chico Pereira, sem menção de autoria

Quem perdeu o programa “Palavras Cruzadas” da TV Brasil, nesta madrugada de segunda-feira, onde foi entrevistado o deputado gaúcho Ibsen Pinheiro (PMDB), perdeu uma revisão serena, cristalina e equilibrada da história dos últimos 30 anos da política brasileira. Ibsen é advogado, jornalista, promotor de justiça e participou da constituinte de 88, do impeachment de Collor de Mello e acabou por ser cassado, na CPI dos “anões do orçamento” por causa de um erro de um jornalista de Veja, que confundiu US$1.000 com US$1.000.000 nas contas do Deputado.

O Jornalista em questão até descobriu o erro antes da revista sair às bancas, avisou o seu editor, mas este negou-se a suspender a impressão da edição que já andava pelas metades nas oficinas gráficas. Ibsen foi cassado e mais tarde isentado no STF, mas já tinha perdido seus direitos políticos. Encerrado o período de sua pena, voltou ao Congresso e recuperou a relevância de seus áureos tempos como presidente da Casa.

“Só se envergonha quem tem vergonha, disse Ibsen. E anunciou o título de um livro que nunca escreveu: “Os inocentes não têm cúmplices”.

Ibsen, ao contrário do seu partido, acha que não existem razões para o impedimento da presidente Dilma. Mas que a relevância das manifestações de rua e a pouca aptidão de Dilma para o jogo político podem leva-la ao perdimento do cargo. Mas alerta: deve ser difícil para a oposição conseguir os 341 votos na Câmara para autorizar o Senado a iniciar o processo de impedimento.

Conheci Ibsen na redação da Folha da Tarde, onde no final do expediente ia buscar a sua falecida esposa, Laila Pinheiro, que era editora de variedades do jornal. Sempre foi um homem sereno e articulado no raciocínio. Além da empatia que todo homem de bem cria diretamente com seus ouvintes, tenho um motivo especial de consideração: é um colorado irredutível e já dirigiu o Internacional com conduta exemplar.

Nem Madame Almerinda está entendendo ainda o quadro eleitoral de LEM

almerindaA Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães perdeu hoje quatro secretários municipais, todos desincompatibilizando-se com as funções públicas para concorrer no dia 2 de outubro. Carlos Alberto Koch, da Agricultura, vai buscar uma vaga de vereador, o mesmo que o secretário de Governo, Renato Faedo. Também o secretário Marcos Alecrim, do Esporte, e Jane Schoelesser, da Cultura, deixam o executivo em busca de uma vaga na Câmara Municipal. Também no segundo escalão é grande o número de desincompatibilizações de funcionários concursados em função das próximas eleições.

Mas a novidade principal ainda vai demorar dois meses para acontecer, com mais quatro secretários pedindo exoneração para concorrer a cargos no Executivo. Só aí teremos a definição do quadro eleitoral das majoritárias de Luís Eduardo Magalhães.

Outra novidade importante é a desidratação do PRB, que perdeu vários membros depois de trocar a comissão provisória.

A estas alturas do campeonato, nem Madame Almerinda, com sua bola de cristal, está conseguindo definir o quadro eleitoral de Luís Eduardo Magalhães, que se apronta para ter quatro candidatos fortes a ocupar a nova sede – em construção – da Esplanada dos Três Poderes.

Termina hoje o prazo para a filiação partidária

O prazo para a filiação partidária daqueles que pretendem participar das eleições municipais deste ano termina hoje (2). Por isso, quem pretende concorrer aos cargos de prefeito, vice-prefeito ou vereador nas eleições de outubro, precisa ter a filiação aprovada pelo partido político até este sábado.

Segundo o TSE, ao se filiar a um partido, a pessoa aceita e adota o programa da legenda e passa a integrá-la. A filiação é também, segundo a Constituição Federal, uma das condições de elegibilidade.

O prazo final para que a filiação ocorra está estabelecido na legislação do país. “A Lei das Eleições determina que, para concorrer às eleições, o candidato deverá estar com a filiação deferida pelo partido no mínimo seis meses antes da data do pleito”, explica o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Admar Gonzaga. Segundo o magistrado, quem não respeitar a data limite não poderá participar da disputa.

Reforma eleitoral

O tempo mínimo de seis meses para a filiação foi uma das mudanças feitas pela reforma eleitoral de 2015 e que já vale para as eleições deste ano. “Houve alteração na data limite de filiação. Para participar da disputa eleitoral em 2016, o candidato deve estar filiado a um partido político até o dia 2 de abril, ou seja, seis meses antes da data do primeiro turno das eleições, que será realizado no dia 2 de outubro. Pela regra anterior, para disputar uma eleição, o cidadão precisava estar filiado a um partido político um ano antes do pleito”, explica o ministro.

Além do prazo para filiação, a Lei das Eleições estabelece outras regras, como a que prevê que o candidato deve possuir domicílio eleitoral na localidade para a qual vai concorrer, pelo menos um ano antes das eleições.

Enquanto isso, no Palácio da Avenida Barreiras, ainda sai fumaça preta pela chaminé, sinal de que todos os cardeais situacionistas da política de Luís Eduardo Magalhães ainda não decidiram quem será o pré-candidato à sucessão de Humberto Santa Cruz. A tendencia mais forte é mesmo a solução doméstica.

Mais de 50% dos julgadores do impeachment são corruptos

Os julgadores também precisam de julgamento. Foto Veja Abril.
Os julgadores também precisam de julgamento. Foto Veja Abril.

Esta é uma verdade incontestável. O site Bahia Notícias reproduz, hoje, afirmação do “Los Angeles Times” de que a Comissão de Impeachment da Câmara tem um número enorme de acusações aos seus membros por corrupção e crimes diversos.

“A crise política brasileira tem sido acompanhada pela imprensa estrangeira, mas foi um fato curioso que chamou a atenção do jornal americano “Los Angeles Times”.

Nesta terça-feira (29), a publicação apontou que dos 65 membros da comissão de impeachment na Câmara dos Deputados, 37 são acusados de diversos crimes, como corrupção e lavagem de dinheiro – mais do que a própria presidente Dilma Rousseff.”

De acordo com o levantamento, feito com base nos dados da ONG Transparência Brasil, dos 513 deputados federais, 303 enfrentam acusações ou são investigados, enquanto no Senado o mesmo ocorre com 49 dos 81 senadores.

O jornal chama a atenção para o fato de que, apesar da baixa popularidade e da responsabilização pela crise econômica, Dilma nunca foi formalmente investigada nem condenada por corrupção.

Kelly Magalhães: provando do veneno das decisões partidárias

kellyOntem a ex-deputada Kelly Magalhães classificou este Editor, em conversa no Grupo de zap Oeste Debate, como “fofoqueiro”. E apesar da relação amistosa que mantemos, ironizou a possibilidade de apoiar a candidatura de Antônio Henrique à reeleição, defendendo abertamente uma aliança com Moisés e Carlos Tito.

Pois bem: confirma-se a ordem vinda de Salvador, do apoio do PCdoB a Antônio Henrique, contrapartida de outro acordo importante em Juazeiro, onde o PT e partidos da base aliada apoiam o candidato dos comunistas.

Daniel Almeida, deputado federal baiano pelo PCdoB, chegou a manter um diálogo rápido com Kelly, ao comunicá-la da decisão do Partido.

-Prefiro morrer a apoiar Tonhão, afirmou Kelly.

-Pois então pode escolher o veneno, asseverou o Deputado.

A decisão não passou por Jusmari, que está sendo rifada entre os vários grupos políticos envolvidos na sucessão eleitoral e hoje teve a campanha própria lançada por Roberto Senna, do Mural do Oeste. O que, diga-se de passagem, é de uma irrelevância atroz, dada a situação de Jusmari junto à Justiça Federal e ao Tribunal de Contas dos Municípios.

Kelly Magalhães é filiada há mais de 24 anos no Partido Comunista do Brasil.

Aécio Neves agora tem um cadáver no armário para explicar

aecio temer

Aécio Neves, insigne Senador da República e um dos principais artífices do movimento que visa restabelecer um Governo honesto e acima de qualquer suspeita, parece reunir cada vez mais condições para tal.

Primeiro, é flagrado dirigindo sem carteira de motorista e nega-se a fazer o teste de alcoolemia; mais tarde frequenta as principais listas de delações premiadas (sete indicações), sem prejuízo dos escândalos do aeroporto estadual em terras próprias e de um helicóptero de amigos carregado de cocaína.

Depois, alia-se aos ratos sobrenadantes do PMDB, Temer, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, visando engendrar um jeitinho brasileiro de afastar Dilma Rousseff, legalmente reeleita pelas urnas de outubro de 2014.

Agora parece que arrumou o que faltava: um cadáver no armário. Hoje, foi encontrado morto, por volta das 12h,  em Belo Horizonte (MG), o policial civil Lucas Gomes Arcanjo. De acordo com sua família, que falou ao site Debate Progressista, Arcanjo foi encontrado na janela de seu quarto com uma gravata amarrada no pescoço.

O policial, que estava afastado por licença médica, tomava antidepressivos. Os familiares, entretanto, não acreditam na hipótese de suicídio uma vez que suas condições físicas não o permitiriam se enforcar, ainda mais com uma gravata.

Arcanjo tinha dificuldades para andar e usava muletas devido a uma sequela deixada por um dos quatro atentados que sofreu, desde 2002, como suposta retaliações às denúncias que o tornaram famoso.

Pelas redes sociais, o policial postava vídeos em que denunciava caciques tucanos de Minas Gerais com uma atenção especial ao senador Aécio Neves. De acordo com o policial, que já chegou a denunciá-lo e entregar provas na Corregedoria da Polícia Civil, o tucano estava envolvido em uma série de irregularidades que iam desde lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e até associação com o narcotráfico.

arcanjo

 

 

Sérgio Moro também mantem um apartamento à beira mar. Ora, bolas!

A informação é da colunista Laura Coutinho, no jornal Diário Catarinense:

“O juiz titular da operação Lava Jato, recentemente alçado por muitos ao posto de herói nacional, segue frequentando o Litoral Norte catarinense aos finais de semana. A coluna soube que o paranaense mantém um apartamento no edifício Londrina. O prédio, antigo e discreto, fica na Av. Atlântica, de frente para o mar, na região central da cidade. 

Na programação do juiz, que é casado com uma advogada e tem dois filhos, estão refeições no restaurante vizinho Villa Itália, dos italianos Chiara Agnoletti e Lanfranco Argnani. 

Na foto, registrada em janeiro e disponível na página do restaurante, Chiara ao lado de Sérgio Moro.”

moro

Governo de Barreiras lança restaurante popular a 6 meses das eleições

nossa sopa

A Prefeitura Municipal de Barreiras inaugurou o restaurante popular “Nossa Sopa”, na avenida Castelo Branco, no bairro Santa Luzia. A seis meses da eleição, a iniciativa tem fortes tons eleitorais. A Oposição diz que o prédio estava alugado pela Prefeitura há quase três anos, mas só agora iniciou o funcionamento.

Vamos, com certeza, ter Antonia Pedrosa, Kelly Magalhães e Jusmari Oliveira na recepção do restaurante. Kelly e Jusmari fecharam com Antonio Henrique, segundo informes não confirmados das redes sociais.

Pedro Correa conta como FHC comprou a emenda da reeleição.

Pedro Correa: tentando não enfrentar os rigores do inverno de Curitiba. Foto de Brunno Covello.
Pedro Correa: tentando não enfrentar os rigores do inverno de Curitiba. Foto de Brunno Covello.

Delação do ex-deputado Pedro Correa, preso em Curitiba: Fernando Henrique Cardoso tinha um banqueiro no plenário da Câmara para distribuir cartões de propina para os deputados que acabavam de votar pela reeleição de FHC. De posse do cartão, os deputados procuravam um doleiro de Brasília e botavam a mão no dinheiro.

Reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” cita partes do acordo de colaboração premiada assinado entre o ex-deputado Pedro Correa e o Ministério Público Federal. A TV Globo confirmou que esses trechos divulgados fazem parte da delação do ex-deputado.

Um dos anexos desse acordo de delação, segundo o jornal, é intitulado “mesada de Augusto Nardes”.

Nardes é ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com a reportagem, Correa afirmou que, entre 2003 e 2005, quando Nardes era deputado federal pelo Partido Progressista, o PP, ele estava entre os nomes da bancada da Câmara que recebiam propina arrecadada pelo  deputado José Janene, morto em 2010, junto à Petrobras e a outros órgãos com diretorias indicadas pelo PP.

Segundo o portal G1, da Globo,  Pedro Correa apresentou uma lista de operadores de propina e incluiu o nome de Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves, do PSDB de Minas Gerais, e uma de suas principais assessoras, como a responsável por conduzir movimentações financeiras ligadas ao tucano.

A citação à irmã de Aécio é a primeira numa lista que inclui nomes como Marcos Valério, operador do mensalão, e Benedito Oliveira, investigado na Operação Acrônimo, que apura suspeitas de irregularidades na campanha de Fernando Pimentel (PT) ao governo de Minas Gerais em 2014.

A “Folha de S.Paulo” diz ainda que a delação do ex-deputado tem um anexo sobre o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que tem como foco a votação que aprovou a emenda constitucional da reeleição em 1997.

Segundo o relato, o ex-presidente contou com apoio financeiro do empresariado para aprovar o projeto da reeleição.

O então presidente do conselho de administração do Banco Itaú, Olavo Setubal, morto em 2008, é mencionado como alguém que ajudou FHC.

O ex-deputado disse, segundo jornal, que Olavo Setubal dava bilhetes a parlamentares que acabavam de votar, para que se encaminhassem a um doleiro de Brasília e recebessem propinas em dólares americanos.

A delação do ex-deputado Pedro Correa tem pouco mais de 70 anexos, cada um com um tema. Segundo o jornal, cinco desses anexos se referem à presidente Dilma Rousseff e outros cinco ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nardes, um arenista no TCU

João Augusto Ribeiro Nardes, gaúcho e produtor rural de Santo Ângelo, iniciou sua carreira política aos 21 anos, quando se tornou vereador pelo partido do governo militar, a partir do golpe de 64, o ARENA. Desde então, passou a deputado estadual pelo PDS, sigla sucessora do ARENA, em 1986, e já em democracia vigente no Brasil, 1990, foi reeleito pelo PPR, um dos braços do ARENA que tinha como liderança Paulo Maluf.

O partido se tornou PPB e, depois, o que até hoje é denominado como PP (Partido Progressista). Por essas siglas, Nardes foi deputado federal de 1994 a 2005, quando renunciou para assumir a cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU).

Em sua primeira passagem como réu no Supremo Tribunal Federal (STF), Nardes foi processado em agosto de 2004 por crime eleitoral, peculato e concussão, por omissão de declaração em prestação de contas, quando concorreu à deputado federal, na Ação Penal 363 (http://bit.ly/1PjRYfA). Na época, o ministro relator Marco Aurélio acatou a sugestão do então procurador-geral da República, Claudio Fonteles, propondo um acordo com Augusto Nardes, por não possuir antecedentes criminais

Dilma: “Querem a renúncia para evitar constrangimento de me tirar de forma ilegal”

Brasília - DF, 24/03/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante entrevista para a imprensa internacional. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Brasília – DF, 24/03/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante entrevista para a imprensa internacional. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidente Dilma Rousseff concedeu, nesta quinta-feira (24), uma longa entrevista a jornalistas de veículos de comunicação estrangeiros, no Palácio do Planalto, em Brasília. Em mais de 1h40 de conversa, Dilma voltou a refutar veementemente a possibilidade de renunciar ao cargo e reforçou estar sendo vítima de uma tentativa de “golpe constitucional”, por meio do processo de impeachment em análise na Câmara dos Deputados –que, segundo ela, começou como uma estratégia do presidente da Casa, Eduardo Cunha, para “ocultar os seus próprios problemas”.

Depois de um ano e quatro meses sendo investigada “devida e indevidamente”, Dilma garantiu que nada foi encontrado que justifique a cassação de seu mandato conquistado nas urnas. “Podem me virar dos avessos. E é esse o problema. Por que eles pedem que eu renuncie? Por que eu sou mulher, frágil? Eu não sou frágil, não foi isso a minha vida. Sabe por que pedem que eu renuncie? Para evitar o imenso constrangimento de tirar uma presidenta eleita, de forma indevida, de forma ilegal, de forma criminosa”, afirmou.

Presa aos 19 anos quando militava contra a ditadura militar, a presidenta lembrou da tortura para assegurar que não desistirá da luta nesse momento de tensão do País. “Lutei naquela época em condições muito mais difíceis. Vou lutar agora nas condições extremamente favoráveis. É a democracia do meu País, é ela que me dá força. Então, eu não renuncio, não. Para me tirar daqui vão ter que provar que eu tenho de sair”, garantiu.

Brasília - DF, 24/03/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante entrevista para a imprensa internacional. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Brasília – DF, 24/03/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante entrevista para a imprensa internacional. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma argumentou aos jornalistas que um impeachment sem provas do cometimento de crime de responsabilidade representaria uma ruptura da ordem democrática, com consequências drásticas para o futuro do País. Ela lembrou que as chamadas “pedaladas fiscais”, operações orçamentárias para a manutenção de programas sociais, foram utilizadas por outros presidentes, sem que houvesse qualquer questionamento, e que as contas do governo referentes a 2015 ainda não foram sequer entregues para análise. “Esse golpe, que rompe a normalidade democrática, ele pode não ter consequências imediatas, mas ele deixará uma marca na vida política brasileira, forte. Por isso nós temos de reagir, por isso nós temos de impedir, e por isso entendo a palavra de ordem do pessoal que me apoia: ‘Não vai ter golpe’”, acrescentou. Continue Lendo “Dilma: “Querem a renúncia para evitar constrangimento de me tirar de forma ilegal””

Pesquisas eleitorais em Luís Eduardo Magalhães – março de 2016

pesquisa

Era esta a situação pré-eleitoral em Luís Eduardo Magalhães, com 7 candidatos, induzida, com os nomes em disco adequado para a consulta. Deixamos de citar os nomes porque não fomos autorizados pelas pessoas que pagaram a pesquisa, mas a consulta está registrada no Tribunal Regional Eleitoral. 

A Justiça de Curitiba e seus caminhos insondáveis

aécio 7

O insigne magistrado, Sérgio Moro, armou todo tipo de arapuca para pegar Lula e Dilma, inclusive com a famosa condução coercitiva ao “indevassável” Aeroporto de Congonhas. Pegou um barquinho de lata, dois pedalinhos e uma nota dos móveis que seriam do triplex da praia. Em compensação, Aécio já caiu 7 vezes. Já pode pedir música no fantástico dois domingos seguidos.

Já não se fazem anjos como antigamente.

Com inclusão no listão da Odebrecht, Aécio é sucesso nas redes

neves

O listão deu o que falar: com o aparecimento de uma grande quantidade de democratas e tucanos na lista, o magistrado Sérgio Moro lembrou-se, como por encanto, do sigilo processual. E a lista foi vedada para divulgação, “pela eventualidade de conter nomes de inocentes”. Rá! Mas aí todos já sabiam.

Aécio Neves vai bater recordes: esta já é a sétima delação em que ele aparece.  

Os inquisidores serão colegas de cela com os investigados, em Curitiba?

acm

ACM Neto e Aleluia, dois baianos ilustres na lista da Odebrecht.

Agora chegou a hora de nós, comuns mortais, nos perguntarmos: se os inquisidores supremos da Pátria, como ACM Neto, Aleluia e Juthay Magalhães, só para citar alguns baianos ilustres, e Aécio Neves, Alckmin e Serra Serrador,  estão entre os clientes do propinoduto da Odebrecht, como julgarão seus pares?

Com a mesma cara de pau com a qual aparecem na Rede Bôbo de Televisão?

O caso não é de dissolução do Governo. O caso é de dissolução do Congresso e eleição de assembleia constituinte. A senhora Dilma Rousseff não está na lista. 

Polícia Federal divulga lista de políticos “clientes” da Odebrecht

Documentos apreendidos pela Polícia Federal durante a operação Acarajé listam possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 18 partidos políticos.  O arquivo foi revelada nesta terça-feira (22) pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

As planilhas estavam em poder de Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no meio empresarial como “BJ”. As planilhas são detalhadas, mas não podem ainda ser consideradas como provas de que os valores são resultantes de caixa 2.

Na relação, muitos podem ter sido beneficiados com doações legais, feitas com conhecimento da Justiça Eleitoral, durante campanhas.

Veja a lista completa.

Entre os nomes citados estão os ministros Aloizio Mercadante (Educação), Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário) e Aldo Rebelo (Defesa); Aécio Neves (PSDB-MG), José Serra (PSDB-SP), Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Eduardo Campos (PSB-PE, morto em 2014), Eduardo Paes (PMDB-RJ), Sérgio Cabral (PMDB-RJ), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE), Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), Celso Russomano (PRB-SP), Geraldo Alckmin (PSDB), José Sarney (PMDB), Paulinho da Força (SD), Gabriel Chalita (PMDB), Mendonça Filho (DEM).

Há também ao menos 25 baianos, entre eles: Jaques Wagner (com codinome de “Passivo”), ACM Neto (DEM), Jutahy Magalhães (PSDB) e Mário Kertész, Marcelo Nilo (PSL).

Há também, na lista: Paulo Câmara (PSDB), Nelson Pelegrino (PT), Waldir Pires (PT), Lessa (PT), Vânia Galvão (PT), Carlos Martins (PT), Ademar Delgado (PT), Arthur Maia (SD), Pedro Godinho (PMDB), José Carlos Aleluia (DEM), Leo Prates (DEM), Edvaldo Brito (PTB), Daniel Almeida (PCdoB, com codinome de “Comuna”), Geraldo Junior (SD), Tonha Magalhães (PR), Maurício Bacelar (PTN), Paulo Souto (DEM), Arthur Maia (SD). Com informações Veja e Bahia Notícias.

 

 

Todo mundo quer o DEM? Que bagunça é essa, gente?

ondumar

Pois parece, aos menos avisados, que o Democratas (DEM) virou o Santo Graal* da política regional.

santo graalLuciano Trindade, Odacyl Ranzi e Ondumar Borges Jr., na foto acima, preparam-se para o lançamento do Diretório Municipal no último dia previsto em lei, 2 de abril.

Jusmari Oliveira afirma, entre dentes, que apoia Zito em Barreiras, com a condição de ser a coordenadora regional do Partido.

E finalmente, Fábio Lauck, que pediu desfiliação do PP no dia de hoje, diz que vai para o PRB e conta com o apoio da deputada federal Tia Eron para conseguir, junto a ACM Neto, a patronagem do DEM em Luís Eduardo Magalhães.

A história toda tem cheiro de revista velha. É só lembrar da campanha de 2012, quando muita gente boa acabou ficando sem partido e não conseguiu inscrever seu nome na lista de candidatos.

*Segundo a lenda religiosa, o Santo Graal, cálice sagrado, foi onde Jesus bebeu o vinho na Santa Ceia. Dizem também que José de Arimateia recolheu, na mesma taça, o sangue de Jesus crucificado.

Lídice se mantém na base de Rui e PSB caminhará como aliado do Palácio de Ondina

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A senadora Lídice da Mata (PSB) afirmou nesta terça-feira (22) que a sua relação com o governador Rui Costa (PT) é a melhor possível e que o seu partido, o qual é presidente na Bahia, caminhará como aliado do Palácio de Ondina nas Eleições de 2016.
A parlamentar, que passou o domingo na companhia do governador, disse que não são verdadeiros os boatos que circulam no interior do Estado de que estaria rompendo com Rui. Para Lídice, partidos adversários estão incomodados com a força que o PSB tem demonstrado em diversos municípios e assim tentando desqualifica-lo.
Sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff, a senadora reafirmou em Feira de Santana que permanece contrária ao processo, pois até o momento não foi comprovado a execução de nenhum crime por parte da chefe do Executivo Nacional.

Almerinda, a má, sintonizada nas reuniões políticas do LEM

almerinda

Com toda a experiência de vida que tenho, preciso confessar: quando Madame Almerinda, ave agourenta de tempestades, liga para a Redação, sei que boa  notícia não é:

-Está aí periodista?

-Estou, Madame. Em que posso servi-la?

-Soube da reunião secreta no Aeroporto, ontem?

-Soube não, Madame. Não tenho dinheiro nem pra passagem de ônibus, quanto mais para frequentar aeroportos.

-Pois é, quando o peão ganha pouco a culpa não é do patrão. É do próprio peão.

-Acontece que eu vi na minha bola de cristal, com certa interferência por causa da distância, que o candidato preferido do povo do futebol recebeu a liberdade dos chefões, ontem.

-Quem? O Secretário de Esportes? O Alecrim?

-Não seu bocó, o Fábio Lauck! Ganhou liberdade para seguir seus próprios caminhos.

-E daí, Madame, todos sabiam que isso ia acontecer.

-Sabiam, mas ontem foi oficializado. Valdeci, Jarbinhas, Franciosi, Luza, Verri, Werther, ninguém fala disso. Nem o próprio Humberto Santa Cruz. Fizeram um pacto de silêncio absoluto e monástico.

-Pois é, Madame. Tem um tempo de plantar e um tempo de colher.

-Vai prá lá, seu Bocó, quando você começa a filosofar, melhor desligar o telefone.

E desligou. Vocês viram: Almerinda, a proxeneta dos futuros, não perde o respeito pelo seu jornalista preferido. Trata-o na terceira pessoa: “Seu” bocó!

O quadro de humor sem moldura

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O senador Zezé Perrella, aquele cujo helicóptero foi capturado com 455 quilos de pasta base de cocaína, fez uma foto em apoio à autonomia da Polícia Federal.
Não soubemos o que é mais interessante: o humor escrachado de Perrella ou a inocência dos delegados da PF.
Esse tipo de situação fica melhor no Porta dos Fundos ou no Kibeloco. Depois, quando dizem que o Brasil é o país da piada pronta, todos acham que é exagero.

Marco Aurélio: Moro cometeu crime.

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Nesta última quarta-feira à noite, 16, enquanto a Rede Globo se esganiçava para reproduzir os “grampos” de Luís Inácio Lula da Silva e da Presidente da República, aqui nesta humildade redação, este velho escriba cometia um pequeno post, afirmando que a “justiça” de Sérgio Moro estava espiando por baixo da venda.

Afirmávamos, de maneira serena, que:

-Quando encontrou a gravação em que a Presidente dava orientação a Lula, Sérgio Moro deveria, pelo encontro fortuito de provas contra pessoa de fôro privilegiado,  encaminhá-las a quem de direito, a Procuradoria Geral da República para apresentação ou não de denúncia ao Supremo.

-O Magistrado não deveria e não tinha autoridade para tanto, em especial para, ao mesmo tempo em que quebrou o sigilo do inquérito contra Lula, vazar para a imprensa as gravações com a passagem da conversa com Dilma.

-A Justiça Federal de Primeira instância está tomando os freios nos dentes na esperança de deitar mão sobre Lula mesmo antes de indiciá-lo por crimes de qualquer natureza que eventualmente tenha cometido.

-Um Magistrado sabe que pode ser responsabilizado pela grave comoção social que deflagrou.

-As instituições estão fragilizadas. Em especial o Congresso Nacional. Isso não elide o fato de que remédios de julgamento político como o processo de impeachment sejam desenvolvidos.

Pois bem: agora o ministro Marco Aurélio de Mello, ministro do STF, afirma com todas as letras: Moro cometeu crime ao grampear, quebrar o sigilo do processo e vazar seletivamente as gravações com a Presidente Dilma.

Por quem são essas figuras carimbadas?

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O ministro do STF, Gilmar Mendes, o senador José Serra do PSDB e Armínio Fraga, representante da banca de rentistas, agiotas e similares, foram almoçar juntos depois da decisão do magistrado sobre a posse de Lula da Silva. Só faltaram João Dória, candidato a sucessor na República de São Paulo e Donald Trump, candidato a patrão ianque. Ah, sim, ia esquecendo, e o pessoal da Opus Dei.

Comemoram o quê, os caros confrades?

Marina, Aécio e Lula separados por 4 pontos em pesquisa pré-eleitoral

Da Folha de São Paulo

A ex-senadora Marina Silva (Rede) lidera numericamente as intenções de voto para a Presidência da República em 2018 e tem entre 21% e 24% das intenções de voto, dependendo de quem for o candidato do PSDB.

Marina, o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são os nomes mais citados para a eleição de 2018, segundo pesquisa Datafolha feita em 17 e 18 de março.

Considerando a margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os três aparecem empatados quando confrontados entre si.

Entre a pesquisa realizada em fevereiro e a da semana passada, o ex-presidente Lula é quem mais sofreu com o cenário político do país.

Em todas as simulações em que a disputa envolve Marina e um tucano (seja Aécio, o governador Geraldo Alckmin ou o senador José Serra), Lula perdeu pontos além da margem de erro, na comparação com a pesquisa anterior.

Contra Alckmin e Serra, Lula ainda ficaria em segundo lugar, mas o ex-presidente cai para a terceira posição em um eventual confronto com Marina e Aécio Neves. Neste cenário, Lula aparece com 17%, Marina com 21% e Aécio com 19%.

Mas é o senador mineiro quem mais perdeu pontos nesta mesma simulação, caindo de 24% das intenções de votos em fevereiro para 19% agora. Em dezembro do ano passado, ele chegou a ter 27% das intenções de voto.

Em delação premiada tornada pública na semana passada, o senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) disse que Aécio recebeu propina de Furnas.

Na semana passada, em entrevista à rádio Jovem Pan, Marina Silva criticou a nomeação de Lula para a Casa Civil de Dilma Rousseff. Ela disse considerar a decisão um ato “paliativo” em meio a uma “crise sem precedentes”.

“É como se o governo da presidente Dilma não caísse porque não tem para onde cair”, afirmou a ex-senadora.

SERGIO MORO

Saudado nos protestos pró-impeachment do dia 13, o juiz Sergio Moro, da Operação Lava Jato, foi incluído pelo Datafolha pela primeira vez na pesquisa de intenção de voto para 2018.

No cenário em que foi testado, Moro ficou em 4º lugar, com 8% –atrás de Marina, Lula e Aécio, e à frente de nomes como Serra, Bolsonaro e Alckmin.

*

CENÁRIO 1 com Aécio (PSDB)

Marina (Rede): 21

Aécio (PSDB): 19

Lula (PT): 17

Bolsonaro (PSC): 6

Ciro Gomes (PDT): 6

*

CENÁRIO 2 com Alckmin (PSDB)

Marina (Rede): 23

Lula (PT): 17

Alckmin (PSDB): 11

Ciro Gomes (PDT): 7

Bolsonaro (PSC): 6

*

CENÁRIO 3 com Serra (PSDB)

Marina (Rede): 24

Lula (PT): 17

Serra (PSDB): 13

Ciro Gomes (PDT): 7

Bolsonaro (PSC): 7

*

CENÁRIO 4 com os três tucanos

Marina (Rede): 17

Lula (PT): 17

Aécio (PSDB): 14

Sergio Moro (sem partido): 8

Serra (PSDB): 6

Bolsonaro (PSC): 5

Ciro Gomes (PDT): 5

Alckmin (PSDB): 5

Fonte: pesquisa Datafolha realizada nos dias 17 e 18 de março de 2016, com 2.794 entrevistados em 171 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos; outros candidatos citados –Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV), Ronaldo Caiado (DEM) e Michel Temer (PMDB)– não alcançam mais do que 3% em todos os cenários

 

Cheiro de desordem e conflito no ar

O portal 247 relata:

Ao sustar liminarmente a posse do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, também retirou o caso das mãos do colega Teori Zavascki, para quem o juiz Sergio Moro já havia encaminhado o processo da Lava Jato.

Agora, o ministro da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, deve entrar com mandado de segurança, com pedido de liminar, pedindo a suspensão da decisão de Gilmar.

Teori, por sua vez, pode chamar para si o caso, uma vez que ele é o relator da Lava Jato. Caso Moro determine a prisão de Lula após a liminar de Gilmar, as consequências para o País serão imprevisíveis, depois que multidões, oposicionistas e situacionistas, foram às ruas, em todos os estados brasileiros, em defesa da democracia.

Meio século depois, a história se repete

ultima hora

O jornal Última Hora lutava sozinho pela permanência de Jango Goulart na Presidência da República, para a qual foi eleito constitucionalmente. No dia 1º de abril de 1964 o jornal sumiu das bancas. 

Samuel Wainer, o proprietário, se exilou no Chile e lá recebeu proposta de compra do jornal de um grupo de empresários especializados em obras públicas. Negociou a venda de seu jornal em Paris, tendo vendido em 1971 para a Empresa Folha da Manhã S/A que também era dona do jornal Folha de S.Paulo.