Jornal GGN – De acordo com as prestações de contas entregues ao Tribunal Superior Eleitoral, 40 dos 65 deputados federais que foram indicados para integrar a comissão do pedido de impeachment receberam um total de R$ 8,9 milhões em doações de empresas investigadas pela Operação Lava Jato durante a campanha eleitoral de 2014.
O deputado que mais recebeu foi Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), que recebeu R$ 732 mil, seguido de Paulo Maluf (PP-SP), com R$ 648.940. Vieira Lima é a favor do impeachment da presidente, e. Maluf anunciou que votará contra o impedimento. Entre as bandas dos partidos, apenas PSOL, Rede, PV, PROS e PEN indicaram nomes que não receberam recursos.
Dos 65 deputados federais indicados nesta quinta-feira (17) para integrar a comissão que vai apreciar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, 40 receberam dinheiro de empresas investigadas ou de suas subsidiárias durante a campanha de 2014.
Segundo as prestações de contas entregues ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), foram R$ 8,9 milhões doados aos candidatos à Câmara ou a diretórios dos partidos que repassaram a campanha do parlamentar. Em valores atualizados, esse valor chega R$ 10 milhões.
Entre as bancadas dos partidos, apenas PSOL, Rede, PV, PROS e PEN indicaram nomes para a comissão que não receberam recursos. Ao todo, 24 partidos indicaram deputados proporcionalmente ao tamanho de suas bancadas na Câmara.
O deputado que mais recebeu dinheiro foi Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), que recebeu R$ 732 mil. Vieira Lima é a favor do impeachment da presidente. O deputado Paulo Maluf (PP-SP), com R$ 648.940 doados pelas empresas. Maluf anunciou que votará contra o impeachment.
A comissão tem agora um prazo de funcionamento de até 15 sessões do plenário. Se passar pela comissão, a palavra final será dada pelo plenário da Câmara, em votação aberta e com chamada nominal.
Em momentos de crispação nas ruas como estes que o Brasil conhece, nada mais importante que dispor de instituições sólidas e equilibradas, capazes de moderar o natural ímpeto das manifestações e oferecer respostas seguras dentro de um quadro de legalidade.
Preocupam, por isso, os sinais de excesso que nos últimos dias partem do Judiciário, precisamente o Poder do qual se esperam as atitudes mais serenas e ponderadas.
Não se trata de relativizar o peso das notícias acerca da Operação Lava Jato, ou de minimizar o efeito político e jurídico das gravações telefônicas divulgadas nesta semana.
O imperioso combate à corrupção, entretanto, não pode avançar à revelia das garantias individuais e das leis em vigor no país.
Tal lembrança deveria ser desnecessária num Estado democrático de Direito, mas ela se torna relevante diante de recentes atitudes do juiz federal Sergio Moro, em geral cioso de seus deveres e limites.
Talvez contaminado pela popularidade adquirida entre os que protestam contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), Moro despiu-se da toga e fez o povo brasileiro saber que se sentia “tocado pelo apoio às investigações”.
Ocorre que as investigações não são conduzidas pelo magistrado. A este compete julgar os fatos que lhe forem apresentados, manifestando-se nos autos com a imparcialidade que o cargo exige.
Demonstrando temerária incursão pelo cálculo político, resolveu assumir de vez o protagonismo na crise ao levantar o sigilo de conversas telefônicas de Lula (PT) bem no momento em que o ex-presidente se preparava para assumir a Casa Civil.
Por repulsiva que seja a estratégia petista de esconder o ex-presidente na Esplanada, não cabe a um magistrado ignorar ritos legais a fim de interromper o que sem dúvida representa um mal maior. Pois foi o que fez Moro ao franquear a todos o acesso às interceptações e transcrições que, como regra, devem ser preservadas sob sigilo.
Ao justificar a decisão, Moro argumenta de maneira contraditória. Sustenta que o caso, por envolver autoridades com foro privilegiado, deve ser remetido ao Supremo Tribunal Federal, mas tira da corte a possibilidade de deliberar sobre o sigilo das interceptações.
Pior, a lei que regula o tema é clara: “A gravação que não interessar à prova será inutilizada”. Quem ouviu as conversas de Lula pôde perceber que muitas delas eram absolutamente irrelevantes para qualquer acusação criminal. Por que, então, foram divulgadas?
Ademais, a conversa entre Lula e Dilma ocorreu depois que o próprio Moro havia mandado ser interrompida a escuta. Acerca disso o juiz a princípio não se pronuncia.
É sem dúvida importante que a população saiba o que se passa nas sombras do poder. Daí não decorre, obviamente, que os juízes possam dar de ombros para as leis. Mais do que nunca, o exemplo deve partir do Poder Judiciário –sua eventual desmoralização é o pior que pode acontecer.”
O PP indicou o deputado Paulo Maluf (SP), réu em três ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF), como um de seus representantes na comissão que vai analisar o processo de impeachment da presidente Dilma. O partido perdeu o prazo para entregar a relação dos indicados e precisou do apoio do Plenário para poder participar da chapa única, que deverá ser eleita nesta tarde.
Entre os nove nomes indicados pela bancada, quatro são investigados no Supremo Tribunal Federal (STF) na Operação Lava Jato. Aguinaldo Ribeiro (PB), Roberto Brito (BA) e Jerônimo Goergen (RS) foram indicados como titulares. Luiz Carlos Heinze (RS), que também responde a inquérito da Lava Jato, foi relacionado para a suplência da comissão.
Réu em três ações penais (477, 863 e 968) por crimes contra o sistema financeiro nacional e eleitorais, Paulo Maluf tem enfrentado mais problemas no exterior do que no Brasil.
Na lista vermelha dos procurados pela Interpol, o ex-prefeito de São Paulo corre o risco de ser preso se deixar o país. Maluf também foi condenado recentemente a três anos de prisão por lavagem de dinheiro, na França. Ele recorre da decisão. De acordo com a sentença, informada à Procuradoria-Geral da República em fevereiro, a lavagem foi produto de corrupção e desvio de dinheiro público no Brasil. Do Congresso em Foco/UOL.
Madame Almerinda, que previu fumaça branca no Paço Municipal na quarta-feira, esteve presente, em espírito, na reunião que o prefeito Humberto Santa Cruz e a secretária de Assistência Social, Maira de Andrada Santa Cruz, mantiveram com os presidentes de 12 partidos nesta quinta-feira.
Se ainda não saiu a fumaça branca do consenso entre os cardeais dos partidos, a fumaça preta é resultado da queima de um ou dois candidatos da Situação.
Humberto não anuncia seu candidato. Mas certamente já sabe quem não é.
O novo ministro-chefe do Gabinete do Presidente da República, Jaques Wagner, afirmou em texto divulgado pela assessoria da Casa Civil nesta quarta-feira (16) que considera “arbitrariedade” a divulgação de interceptações telefônicas entre ele, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, novo ministro da Casa Civil.
No fim da tarde desta quarta, o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça, retirou o sigilo de interceptações telefônicas de Lula. As conversas gravadas pela Polícia Federal com autorização judicial incluem diálogo entre Wagner e Lula no qual o ex-presidente pede ajuda ao ministro para falar com Rosa Weber, ministra do Supremo Tribunal Federal, sobre decisão que deveria ser favorável a Lula.
Que o Governo da Presidente Dilma encontra-se apático, constrangido e sem capacidade de criar iniciativas no campo político e econômico que sejam capazes de mudar os atuais rumo, todos sabem.
Os eventos desta quarta à noite, quando o Magistrado responsável pela operação Lava-Jato quebrou o sigilo de escutas telefônicas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, precisa, no entanto, de uma análise serena e ponderada:
-Quando encontrou a gravação em que a Presidente dava orientação a Lula, Sérgio Moro deveria, pelo encontro fortuito de provas contra pessoa de fôro privilegiado, encaminhá-las a quem de direito, a Procuradoria Geral da República para apresentação ou não de denúncia ao Supremo.
-O Magistrado não deveria e não tinha autoridade para tanto, em especial para, ao mesmo tempo em que quebrou o sigilo do inquérito contra Lula, vazar para a imprensa as gravações com a passagem da conversa com Dilma.
-A Justiça Federal de Primeira instância está tomando os freios nos dentes na esperança de deitar mão sobre Lula mesmo antes de indiciá-lo por crimes de qualquer natureza que eventualmente tenha cometido.
-Um Magistrado sabe que pode ser responsabilizado pela grave comoção social que deflagrou.
-As instituições estão fragilizadas. Em especial o Congresso Nacional. Isso não elide o fato de que remédios de julgamento político como o processo de impeachment sejam desenvolvidos.
– Instaurado o processo de impeachment, a Presidente é afastada e o seu sucessor provisório poderá alterar, a seu gosto, a titularidade de seus ministros. Perderia, então, o foro privilegiado o ex-presidente Lula.
-Fora dos ritos constitucionais e legais quaisquer tipos de atitude não devem prosperar, sob pena de ser avaliada como golpista e arbitrária. O Supremo, guardião da Carta Magna, é responsável pela manutenção da legalidade.
Aguarde para breve o início das execuções em massa.
Com base na delação premiada do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), a Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de investigação para apurar denúncias contra o vice-presidente Michel Temer (PMDB), contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contra o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e contra o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG).
A PGR ainda decidirá nos próximos dias se pedirá ao STF uma instauração de inquérito para investigar a conduta da presidente Dilma Rousseff na nomeação do ministro Marcelo Navarro para uma vaga no Superior Tribunal de Justiça (STJ) – Delcídio citou uma conversa com a mandatária nos jardins do Palácio da Alvorada, sem oferecer provas.
O grupo de trabalho da PGR analisa as medidas que devem ser tomadas após o depoimento e os trabalhos devem ser concluídos após o retorno do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que viajou para a França e Suíça para tratar de assuntos relacionados à Operação Lava-Jato.
Quando ouço a gargalhada sinistra da feiticeira, da quiromante da rua Irecê, a famigerada e indigitada Almerinda, sei que a notícia não é boa.
-Diga, Madame, que bons ventos a trazem?
-Seguinte, jornalista, quero reclamar do trânsito.
-Do trânsito? Trânsito é lá com o cabo Agnaldo. Ligue pra Sutrans. Tens o número?
-Não, velho periodista encrenqueiro. É contigo mesmo!
-Pois bem, fale.
-É o seguinte: na primeira via já tem gente no acostamento; a segunda via está passando para a terceira e a terceira está pulando por cima do canteiro para a primeira.
-Como? Não entendi.
-Pois entenda: com o apoio de Jusmari a Zito, aqui a turma do Oziel também passa para a terceira via. Incomodados, os próceres da terceira via pulam para a primeira, embaixo do guarda sol de Leão e Humberto.
-E quem está no acostamento, atrapalhando o trânsito?
-Faça suas deduções, caro jornalista. Afinal dizem que o diabo sabe mais por velho do que por capeta.
A ideia é evitar o processo de impeachment e transformar o presidente da República em figura decorativa. Veja só quem lidera o movimento de rápida aprovação de um sistema parlamentarista no Brasil, com o apoio tácito do presidente do Senado, Renan Calheiros (proposta de emenda à constituição de nº 9, de 2016):
Senador Aloysio Nunes Ferreira, Senadora Ana Amélia, Senador Antonio Anastasia, Senador Antonio Carlos Valadares, Senador Ataídes Oliveira, Senador Aécio Neves, Senador Cristovam Buarque, Senador Cássio Cunha Lima, Senador Dalirio Beber, Senador Eduardo Amorim, Senador Elmano Férrer, Senador Flexa Ribeiro, Senador Garibaldi Alves Filho, Senador Hélio José, Senador José Agripino, Senador José Serra, Senadora Lídice da Mata, Senador Magno Malta, Senador Marcelo Crivella, Senadora Marta Suplicy, Senador Raimundo Lira, Senador Ricardo Ferraço, Senador Ricardo Franco, Senador Ronaldo Caiado, Senadora Simone Tebet, Senador Tasso Jereissati, Senador Valdir Raupp, Senador Zezé Perrella, entre outros.
O projeto se encontra na Comissão de Constituição e Justiça, à espera da designação de um relator.
Mas até o dono do helicóptero da coca? Sou parlamentarista, como todo maragato, desde tenra idade. Mas não com este congresso apodrecido. Que sobrevivam os ideais de Raul Pilla e Mem de Sá, mas não conspurcados pelas mãos sujas deste Senado. O líder maragato deve estar dando voltas no túmulo, ao saber que suas ideias estão sendo apropriadas, de maneira oportunista, por essa camarilha.
Madame Almerinda prevê a saída da fumaça branca, na chaminé do Paço Municipal da avenida Barreiras, em Luís Eduardo Magalhães, nesta próxima quarta-feira. Ao menos foi o que viu na sua bola de cristal, sempre conectada com o futuro próximo e remoto.
Mesmo o prefeito Humberto Santa Cruz, conhecido pela sua frieza e imunidade a todo tipo de pressão política, não deve estar aguentando mais a solicitação de um nome pelos correligionários.
A verdade é que o Prefeito quer proteger o futuro pré-candidato da Situação das pedradas da Oposição, que, sabendo o nome de seu adversário, não vai poupá-lo.
Humberto pode levar o processo até a convenção do Partido, cuja última data é 5 de agosto.
Existe ainda a hipótese de decidir internamente e só divulgar o nome lá pelo final de julho. Mas resistir, quem há de?
Com cartazes e faixas pedindo a saída da presidenta Dilma Rousseff do Governo, milhares de pessoas estiveram na tarde de hoje (13) na Avenida Paulista. Vestidos de verde e amarelo, manifestantes carregavam bandeiras do Brasil e usavam adesivos de “Fora PT” e “Fora Dilma”. Em diversos pontos da avenida era difícil andar em meio à multidão devido à grande concentração de pessoas.
O superintendente de vendas Renato José de Almeida, 39 anos, foi à Avenida Paulista com sua esposa e dois filhos para pedir o impeachment de Dilma. “Eu quero fazer parte dessa mudança que é tão necessária para o país hoje, para ver se conseguimos voltar para a nossa realidade, que é um país muito bom de se viver, é um país muito bom de se trabalhar, mas que tem que ter as pessoas certas no poder”, disse.
Sobre o futuro do país, ele diz que “a cadeia sucessória do país hoje é muito ruim. Eu acho que tanto PMDB quanto PT, todos eles se aproveitaram do poder para levar vantagens em vários setores do nosso país”. Para ele, a realização de novas eleições “seria a forma mais democrática para podermos ter uma realidade nova, de país novo”.
A administradora Madalena Paiva de Azevedo, 51 anos, defende o impeachment de Dilma porque considera importante mudar a imagem do país. Ela acredita que o PT prejudicou a imagem do Brasil no exterior e disse que, no momento, a preocupação é tirar a presidenta do poder.
Para o futuro, ela disse que o país precisa de gente nova no governo. “Vamos tirar esse pessoal, colocar gente nova, com ideias novas, porque o Brasil é o país do futuro. Tem que entrar gente nova, com conceito de responsabilidade, de humildade, de amor à terra e amor ao povo brasileiro”, acrescentou.
São Paulo – Manifestação na Avenida Paulista, região central da capital, contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff Rovena Rosa/Agência Brasil
O médico Jorge Ismael Huberman, 63 anos, é a favor da saída de Dilma, mas contra qualquer intervenção militar. Ele diz lembrar do regime militar e da falta de liberdade de imprensa. “O único lugar em que posso manifestar é aqui na rua e mostrar minha indisposição e insatisfação. [Manifestar] é o único modo que temos de nos expressar, colocar a nossa opinião na rua”, disse o médico.
Ele avalia que o país vive um entrave político que está atrapalhando a economia. “Ela [Dilma] tem que sair para a economia andar. Enquanto ela não sair, a economia não anda. Nós estamos com uma inflação de 10%, é um absurdo isso.”
Segundo a Polícia Militar, 1,4 milhão de pessoas compareceram às manifestações na Avenida Paulista. De acordo com o DataFolha, cerca de 500 mil pessoas estiveram no ato desta tarde.
Não foram registradas ocorrências graves, segundo a PM. Apenas uma mulher foi detida por desacato e levada ao 78º Distrito de Polícia depois de ter arremessado garrafas de água contra policiais e causado pequeno tumulto em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).
Líderes de oposição
Pelo menos seis movimentos diferentes ocuparam a Avenida Paulista com carros de som para pedir a saída da presidenta Dilma Rousseff. O Vem Pra Rua, um dos movimentos que liderou e convocou os protestos deste domingo, deu início ao ato às 15h, com o Hino Nacional e a liberação de balões. Os manifestantes, porém, já ocupavam a avenida desde as 10h.
Diversos políticos e parlamentares de partidos de oposição estiveram presentes no ato. O principal ponto de encontro das lideranças oposicionistas foi o palco montado pelo Movimento Brasil Livre, em frente ao Masp.
Segundo a Polícia Militar, 100 mil pessoas participaram da manifestação. Não houve ocorrência de atos violentos, segundo a PM, apenas registro de extravio de documentos e atendimento de pessoas com mal-estar. O percurso dos manifestantes começou no Museu da República e foi até o Congresso Nacional, em um total de dois quilômetros.
Salvador
Salvador – Manifestação em Salvador contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff Sayonara Moreno/Agência Brasil
Manifestantes contrários ao governo Dilma reuniram-se, na Barra, bairro de classe média em Salvador. Segundo a Polícia Militar, cerca de 20 mil pessoas participaram do protesto, que se encerrou no Farol da Barra, onde houve dispersão dos participantes por volta das 13h.
O Farol da Barra é um dos principais pontos turísticos da capital baiana. Do local, os manifestantes seguiram para o Mirante Cristo da Barra, outro ponto turístico, onde os participantes posaram para uma fotografia, rezaram um Pai Nosso e aplaudiram, ao meio-dia, o juiz Sérgio Moro, que julga, em primeira instância, os processos resultantes da Operação Lava Jato.
O ato foi convocado nas redes sociais pelo Movimento Brasil Livre (MBL). Um dos coordenadores do MBL na Bahia Eduardo Costa destacou o impeachment da presidenta Dilma Rousseff como o principal ponto de pauta do movimento. “Fora Dilma, fora Lula, fora PT. Há outras coisas que precisam ser feitas, mas temos que começar por aí, para que outros governantes retomem os rumos do nosso país.”
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro – Manifestação em Copacabana contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff Tânia Rêgo/Agência Brasil
A Polícia Militar acompanhou a manifestação com viaturas e um helicóptero. Não foram registrados confrontos nem incidentes graves. A PM não divulgou número de manifestantes. O ato foi encerrado com o Hino Nacional.
Rio de Janeiro – Manifestantes fazem ato em apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula, na Praça São Salvador, em Laranjeiras. Fernando Frazão/Agência Brasil
Eles definiram a realização de um ato amanhã (14) em frente à sede do jornal O Globo e uma passeata na Praça XV, centro do Rio de Janeiro, na tarde do dia 18.
Recife
Recife – Manifestação no Recife contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff. Sumaia Villela/Agência Brasil
Na capital pernambucana, a manifestação contra o governo federal levou 120 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, à orla do bairro de Boa Viagem, área nobre da cidade. O ato, que começou às 10h, pediu o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Sob sol intenso, três trios elétricos e um carro de som puxavam o ato. Os manifestantes vestiam verde e amarelo e levavam cartazes pedindo a saída de Dilma e criticando o Partido dos Trabalhadores (PT).
Muitos moradores de prédios que ficam à beira mar colocaram mensagens e bandeiras brasileiras nas janelas em apoio à manifestação.
Fortaleza
Fortaleza – Manifestantes realizam ato pró-governo. Edwirges Nogueira/Agência Brasil
A caravana foi organizada pelo líder do governo na Câmara, deputado federal José Guimarães (PT-CE). Segundo ele, o evento foi uma preparação para o ato que será realizado no dia 18 de março em todo o Brasil. “É muito importante sermos solidários a Lula neste momento, pelo que ele representa para o povo brasileiro. Isso aqui é só o ‘esquenta’ para o dia 18. Se os manifestantes contra o governo vão botar hoje muita gente nas ruas, nós vamos botar o dobro no dia 18.” Em Fortaleza, o ato vai se concentrar na Praça da Bandeira, no centro da cidade.
Pelas avenidas, várias pessoas nas calçadas demonstravam apoio. Algumas portavam bandeiras vermelhas. Houve também quem se colocou contra a manifestação. A Polícia Rodoviária Estadual prestou apoio à carreata durante o percurso.
Belo Horizonte
Manifestação em Belo Horizonte reuniu, segundo a PM, cerca de 30 mil pessoasLéo Rodrigues
De dois carros de som, eram organizados os discursos pelos líderes dos grupos Patriotas, Movimento Brasil Livre e Vem Pra Rua. O senador Aécio Neves também compareceu e fez coro com os pedidos de impeachment. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 30 mil pessoas compareceram aos protestos.
Porto Alegre
Porto Alegre – Manifestação contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff. Daniel Isaia/Agência Brasil
Na capital gaúcha, dois atos movimentaram este domingo. No parque Moinhos de Ventos, o Parcão, o protesto reuniu pessoas favoráveis ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Os manifestantes vestiam roupas nas cores verde e amarelo e carregavam bandeiras do Brasil. Faixas e cartazes pediam a saída do PT do governo e o fim da corrupção. Houve discursos inflamados pronunciados no carro de som e os organizadores executaram o Hino Nacional.
Já no Parque Farroupilha, a manifestação em defesa do governo começou por volta das 14h. Ao meio-dia, já havia pessoas com bandeiras e faixas do PT, da CUT e de movimentos sociais.
Porto Alegre – Manifestantes realizam ato pró-governo. Daniel Isaia/Agência Brasil
Em pouco tempo, os militantes ocuparam todo o entorno do Monumento ao Expedicionário, um dos símbolos do parque.
A maioria dos participantes usava roupas vermelhas, adesivos e faixas com os dizeres “não vai ter golpe”. Os organizadores levaram uma banda de música gaúcha para animar a militância e promoveram um “coxinhaço” com a venda de coxas de frango assadas a preços populares.
O que a maioria dos fanáticos de um e outro lado da atual situação não entendeu é o que o povo está de fato de saco cheio com toda a classe política. É hora de profundas reformas: políticas, tributárias, previdenciárias, da organização do Estado. Para isso, só uma assembleia constituinte, que não seja composta por políticos inscritos em partidos ou com mandato em vigência, com membros eleitos por um ano. A nova constituição deve ser promulgada sem emendas por um novo e diminuto Congresso.
Os organizadores da passeata em Luís Eduardo Magalhães dizem que ela foi a maior da região, com participação de cerca de 2.500 pessoas. Luís Eduardo é a cidade onde Dilma Rousseff perdeu nas urnas de 2014. Em Barreiras – foto abaixo – as manifestações tiveram um comparecimento menor.
Aí está a prova de que os governos, inclusive os anteriores aos anos do PT, roubaram muito, principalmente da Educação. Ao ponto do manifestante perpetrar uma faixa com o verbo “mecheu”, que ele só encontra no seu dicionário particular. Salvem o Brasil! Se o manifestante não sabe escrever palavras de uso corriqueiro, qual será a interpretação que ele faz do momento político brasileiro?
Professor de História é ameaçado por dizer que Lula não deve ser assassinado
Por Rogerio Waldrigues Galindo
O professor de História Renato Mocellin estava no banco, na segunda-feira. Lia um livro sobre a Revolução Francesa enquanto esperava a vez. De repente, começa a passar na tevê uma reportagem sobre Dilma Rousseff. Claro, alguém faz um comentário sobre corrupção.
Mocellin diz que, apesar do baixo calão, as coisas iam dentro da normalidade. Vendo um certo excesso da parte da senhora que xingou a Presidente, disse que corrupção sempre existiu. “Até que um rapaz ouviu a conversa e começou a gritar”, diz o professor.
“Tem que matar o Lula! Tem que matar o Lula!”, dizia. Mocellin diz que tentou argumentar que num país civilizado as coisas não se resolvem assim. Não há pena de morte no Brasil. Se for culpado, que Lula pague, mas que as coisas sejam feitas dentro do Judiciário, com direito à defesa etc.
Segundo o professor, foi o que bastou. O sujeito passou a acusar Mocellin, dentro do banco, aos berros. “Você é um petista. Seu fdp.” Ameaçou agredir o professor, que a essa altura admite ter ameaçado reagir também. Mas a agressão ficou só no verbo.
“Eu nem sou petista. Até sou de esquerda, mas não sou filiado a partido nenhum. Acho que o governo cometeu erros sim e que quem for culpado tem que pagar. Mas não é matando as pessoas. Existe lei pra isso”, diz.
Mocellin diz que teria deixado tudo desse jeito se a ameaça de agressão tivesse parado por ali. “Achei que o sujeito podia estar com algum problema no banco, que tinha sido um rompante.” Mas, na terça, ao sair da aula, recebeu um bilhete da secretária contando que o homem, transtornado, tinha ido ao cursinho para “resolver umas pendências”.
O professor foi então à polícia e registrou um boletim de ocorrência. O caso chegou também à Assembleia Legislativa. O deputado Tadeu Veneri (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos, relatou a história. Deputados de todas as ideologias se solidarizaram. “O presidente Ademar Traiano (PSDB) foi muito elegante”, diz Mocellin.
A história, segundo o professor, é uma mostra dos riscos que a exacerbação política do país está causando. “Agora tem gente dizendo pra matar o Lula, para matar o Moro. Ameaçam as pessoas na rua. Parece que querem um cadáver para usar de mártir”, diz. “E se matam o Lula? E se matam o Moro? Vamos para uma guerra civil.”
Mocellin, que tem 58 anos, diz que começou a dar aulas no fim do governo Geisel. “Nem naquela época vi tamanha intolerância com opiniões divergentes”, afirma. “Agora prometi à minha esposa que não vou dar opinião sobre nada que tenha acontecido há menos de 40 anos”, brinca.
Jarbas Rocha: deixando o PHS depois de quase 8 anos.
Um dos mais longos casamentos político-partidários de Luís Eduardo Magalhães está chegando ao fim. O vereador Jarbas Rocha, líder do Governo na Câmara Municipal, está deixando o PHS e ingressa no PP até o dia 18.
Mas a dança das cadeiras não para por aí: um partido que tem até candidato à majoritária vai trocar de mãos esta semana e outro candidato a prefeito, cantado em prosa e verso nas ruas do bairro Santa Cruz, já perdeu, em sequência, dois partidos que propunham o seu nome.
Vendo entrevista do ex-governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra, em que lamentava os desvios ideológicos do PT, ele, um dos fundadores e cidadão acima de qualquer suspeita, chega-se a conclusão que as agremiações partidárias de hoje não passam de balcões de negócio. Pior: alguns transformaram suas sedes em verdadeiros lupanares, onde se oferece carne política fresca para a sanha daqueles que querem adentrar às tetas gordas da República.
Pobre nau à deriva desta pátria morena, onde temos uma presidenta virtualmente impedida, um ex-presidente com o pé na cadeia e uma oposição corrupta, entreguista e peçonhenta.
Reformas em escolas devem ser suspensas, por recomendação do MP-BA. A foto é de press-release enviado pela ASCOM.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio dos promotores de Justiça André Luís Fetal e André Garcia de Jesus, expediu na última segunda-feira (7), recomendação ao prefeito de Barreiras, Antônio Henrique de Souza Moreira, para que ele suspenda, dentro de 24 horas, a execução do contrato de R$ 665.750,63 firmado, com dispensa de licitação, com a Construtora San Francisco Ltda. para reforma e ampliação de escolas da rede municipal de ensino.
O MP-BA também recomendou que nenhum pagamento à empresa seja efetuado ou liquidado a partir do recebimento da recomendação. Segundo os promotores de Justiça, o Município não poderia ter utilizado o estado de emergência decretado em 27 de janeiro de 2016 para celebrar o contrato com dispensa de licitação.
André Fetal e André Garcia informam, com base em documentos de inquéritos civis instaurados pelo MP, que a Administração Municipal já sabia que nove unidades de ensino da rede municipal apresentavam problemas estruturais e necessidade de reforma e revisão desde pelo menos o ano de 2015, “antes, portanto, das chuvas de janeiro de 2016”, que ensejaram a decretação de emergência.
Hoje, a Prefeitura Municipal informou que 50% dos alunos já iniciaram o ano letivo em Barreiras. Os outros 50% estão esperando por professores e reformas nas escolas. Conforme informação da ASCOM, a “paralisação parcial pode prejudicar os mais de 22 mil alunos matriculados, e as 86 escolas que compreendem a rede de educação na zona urbana e rural. Mas a expectativa, é que nos próximos dias, todas as unidades estejam em pleno funcionamento.”
A Construtora San Francisco Ltda – ME é uma sociedade de responsabilidade limitada de Barreiras – BA fundada em 29/01/2013. Seu capital social é de R$250.000,00. São seus sócios Cleverson dos Santos Torres (Sócio-administrador) e Francisca de Regina Araujo Torres.
Se existe algo que me deixa constrangido é quando estou muito atarefado e a Madame Almerinda me liga para gastar o meu tempo com teorias conspiratórias mirabolantes. A cafetina dos acontecimentos futuros botou suas caraminholas para aquecer e me apareceu com esta hoje:
-Meu preclaro jornalista! Você sabia que mais do que nunca as eleições de 2016 transitam pelas eleições de 2018?
-Sim, Madame.
–Pois então: os prováveis candidatos de 2018, no caso Rui Costa e ACM Neto estão preocupados em consolidar as bases para eleições ao Governo do Estado, que se mostram já muito competitivas.
-Sim, Madame.
-Pois, bem: nem Rui, nem ACM estão querendo abrir mão de colégios eleitorais importantes como Barreiras e Luís Eduardo.
-Sim, Madame.
-O Tonhão está correndo risco de tomar uma lambada forte de Zito Barbosa. Certo?
-Sim, Madame.
-Pois, então: eu acho que a única maneira de Tonhão não perder a eleição é receber o apoio de Jusmari. E isso pode ser uma ordem direta do Palácio de Ondina.
-Sim, Madame. E qual seria o premio de Jusmari, apoiando seus antigos adversários?
-O apoio do Governador para o candidato dela em Luís Eduardo Magalhães.
-Mas Madame isso é uma insanidade, exclamo! E a Justiça Eleitoral?
-Que Justiça Eleitoral que me falas, insigne jornalista? Veja que pode ser assim: as eleições de 2016 transitam pelo futuro e as eleições de Luís Eduardo transitam por Barreiras.
-Madame, só não lhe digo um nome feio porque a senhora tem idade provecta.
– Você já disse, caro periodista. Você já disse!
Madame Almerinda é uma cobra. E como diz o compadre Lula, cobra tem que pisar na cabeça, não no rabo.
“As vivandeiras do destacamento aquartelado nos dormitórios do mosteiro dançavam ébrias e meio nuas a cana verde…” (Camilo Castelo Branco, Anos de prosa)
O jornalista Ricardo Noblat invoca, hoje, em O Globo, a participação dos militares no momento político nacional:
“A crise ganhou um novo componente. Ele veste farda e tem porte de arma. Sua entrada em cena, ontem, foi o fato mais importante do dia em que o país quase parou, surpreso com o que acontecia em São Paulo.
Não é comum ver-se um ex-presidente da República, o primeiro operário entre nós a chegar ao poder, ser conduzido por agentes federais na condição de investigado em bilionário escândalo de corrupção.”
Como funcionário das Organizações Globo, Noblat tende a açular os militares pela retomada do poder. A Globo se deu muito bem nos 21 anos de ditadura. Saiu da edição de um pequeno jornal para a posição de maior rede de comunicação do País. Portando deve estar saudosa de seus tempos de dominação absoluta.
A defesa do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) divulgou nota pública em que “não confirma” as informações publicadas em reportagem de hoje (3) da revista IstoÉ. A reportagem diz que o parlamentar firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).
“À partida, nem o senador Delcídio, nem sua defesa confirmam o conteúdo da matéria assinada pela jornalista Débora Bergamasco. Não conhecemos a origem, tão pouco reconhecemos a autenticidade dos documentos que vão acostados ao texto”, diz a nota assinada pelo advogado Antônio Augusto Figueiredo Basto e pelo próprio senador.
Senador Delcídio do Amaral divulga nota e não confirma delação premiada – Wilson Dias/Agência Brasil
A nota diz ainda que Delcídio não foi procurado pela reportagem da IstoÉ para se manifestar sobre “a fidedignidade” dos fatos relatados. E conclui dizendo que “o senador Delcídio do Amaral reitera o seu respeito e o seu comprometimento com o Senado da República”.
A reportagem da revista diz que, na delação premiada, Delcídio teria feito denúncias contra a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a revista, o senador teria informado que procurou a família do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró por determinação de Lula para tentar impedir que Cerveró firmasse acordo de delação premiada com o Ministério Público em outubro do ano passado. De acordo com a revista, a Dilma Rousseff teria interferido nas investigações da Operação Lava Jato.
Sobre se teria firmado um acordo de delação premiada, a defesa e o Senador não mencionam. Se de fato existir, e para ser válido, o acordo precisa da homologação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, responsável pelos inquéritos da Lava Jato na Corte. Depois disso, Delcídio ainda terá que apresentar provas do que disser no âmbito da delação premiada. Da Agência Brasil.
A “Isto é” não é uma revistinha. Tem um tiragem de cerca de 350 mil exemplares, com o que deve obter mais ou menos 700 mil eleitores. Não deve e não pode sair por aí propagandeando inverdades, com o claro intuito de fortalecer a ideia de um levante que as oposições tentam organizar para o próximo dia 13.
Mesmo que a delação fosse verdadeira, só um ministro do STF poderia homologá-la. Então o que é apresentado como jornalismo investigativo não passa de jornalismo juvenil e mal intencionado.
A delação premiada do quase ex-senador do PT, Delcídio do Amaral, implica profundamente a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula da Silva, segundo vazamento (vazamento?) da Revista Isto É.
Os fatos são significativos e criam uma série de questionamentos:
Os vazamentos de informações da Justiça Federal continuam altamente seletivos?
A prisão é amarga e doída ao ponto de que os aprisionados delatem fatos específicos que possam ser de interesse da Justiça?
Se existem interesses espúrios na manipulação dos depoimentos à Justiça, quem são os interessados?
Continua a política rasteira do quanto pior melhor, já confessada inclusive por expoentes da Oposição, como o deputado Imbasshay?
A Oposição no Brasil é a figura acabada do cachorro correndo atrás do fusca? Não sabe o que fazer quando o carro para?
A Oposição e as tais forças ocultas, que derrubaram Getúlio Vargas, Jango Goulart, Jânio Quadros e frustraram a volta de JK, estão no momento cavando sob os próprios pés, jogando o País em confronto social de monta?
Os porta-aviões e os navios-tanque já estão se aproximando da costa do Rio de Janeiro?
O site do Senado Federal – Portal da Cidadania – abriu consulta pública sobre o projeto de lei que prevê a redução de 513 para 385 deputados no Congresso Nacional e de 81 para 54 senadores. Neste link vota rapidinho! Importante!! Depois que votar tem que confirmar clicando no link que vai ser enviado para o seu email.
Os deputados Júnior Merreca e André Fufuca, do PEN – Partido Ecológico Nacional, ficaram hoje 10 minutos em rede nacional de televisão, contando as vantagens da sua agremiação. E nós, os masoquistas de plantão, assistimos.
No País da Piada Pronta, o número da legenda do PEN é 51, marca da cachaça mais conhecida do País e seus líderes são Merreca & Fufuca. Se não der em um grande partido, por que não tentar uma dupla caipira, dessas cômicas que fazem sucesso nos circos?
Recebo um texto de Madame Almerinda no whatsapp, que só reproduzo porque sou um defensor da liberdade de expressão. Mas acho que está permeado de muita maldade:
O vírus Zika, está provado, se transmite pela placenta. É um assunto muito sério. Hoje se descobriu que na França aconteceu o primeiro caso de contaminação de um homem, cuja parceira sexual esteve no Brasil. A transmissão via saliva também está se confirmando. Então, o ato de beijar, deve ser realizado sempre com o parceiro, para diminuir riscos. Só falta agora esses cientistas desalmados descobrir que o vírus se transmite pela cachaça. Morre a metade daqueles caras do grupo Oeste Debate do zap zap.
Essa Almerinda, cafetina do futuro, tem uma língua de tapete. Pois não é que ela anda propagandeando, indevidamente, que, depois de anunciar que o candidato de Humberto poderia ter óculos e aparelho nos dentes, aumentou, e muito, o fluxo nos odontólogos e oftalmologistas de Luís Eduardo Magalhães? Quem me contou essa foi a Amanda Garcia.
Outra pergunta de Almerinda, a pitonisa da política, que obviamente ficou sem resposta:
O fato do João Leão e da Jusmari Oliveira fazerem aniversário no mesmo dia tem algum significado pra ti, jornalista?
Caduda Braga, presidente do PSDB; o poeta Durval Nunes, fundador da pátria tucana em Barreiras; o inoxidável radialista Edivaldo Costa e outros tucanos de bico rachado se reuniram com o deputado João Gualberto para referendar a candidatura de Carlos Tito, que deve deixar as hostes brizolistas (PDT) para se enturmar na família dos Ramphastidae.
A Oposição de Barreiras está rachada entre seguidores do próprio PSDB, de Zito Barbosa, de Moisés Schmidt e do bloco de Jusmari Oliveira, que ainda não fechou o negócio dos apoiamentos mútuos.
Jusmari quer recursos financeiros e políticos para apoiar a candidatura de Oziel Oliveira, se ele conseguir viabilizá-la nos meios jurídicos, ou de um candidato que apoie, para tentar voltar, ao menos em espírito, à prefeitura de Luís Eduardo Magalhães.
A Polícia Federal deflagrou hoje (26) a Operação Recebedor, que é um desdobramento da Operação Lava Jato. Esta nova operação foi deflagrada a partir da delação premiada de um dos investigados.
São cumpridos 44 mandados de busca e apreensão e 7 de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento. A operação é realizada no Paraná, Maranhão, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.
Esta etapa investiga suposto pagamento de propina na construção das ferrovias Norte-Sul e Integração Leste-Oeste e suposta lavagem de dinheiro a partir de superfaturamento de obras públicas.
Apenas em Goiás, foi identificado um desvio de mais de R$ 630 milhões, considerando somente os trechos executados na construção da ferrovia Norte-Sul.
Ainda de acordo com as investigações, empreiteiras teriam realizado pagamentos regulares, por meio de contratos simulados, a um escritório de advocacia e a mais duas empresas sediadas no estado de Goiás, que eram utilizadas como fachada para dar uma aparência lícita para o dinheiro que vinha de fraudes em licitações públicas.
Se condenados, os envolvidos vão responder pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O Brasil de infraestrutura medieval, com a economia cingida e onerada pelo transporte rodoviário, precisando de cada um dos quilômetros projetados de ferrovia, e esses bandidos roubando? Trinta anos depois de iniciada, roubada por mandaletes de 5 governos diferentes, a Norte Sul ainda opera com dificuldades. Mais do que nunca, lugar de bandido é na cadeia.
A senadora Lídice da Matta, líder do PSB na Bahia e virtual pré-candidata de Rui Costa a desafiante de ACM Neto na sua tentativa de reeleição à Prefeitura de Salvador, poderá deixar os pré-candidatos Moisés Schmidt e Rogério Faedo, pendurados no pincel.
Alguns informes dão conta que a Senadora estaria adoentada, motivo pelo qual nem votou nos debates do pré-sal na Câmara Alta da República. Outros dizem que Rui Costa teria aconselhado a Senadora a não fazer frente aos seus candidatos no interior. Tanto em Barreiras, como em Luís Eduardo, o Governador cuida de candidatos fiéis na Banda A e Banda B. Portanto não precisaria de mais ingerência de aliados mexendo nessas panelas ferventes.
A foto é de péssima qualidade, mas a notícia pode ser boa para os situacionistas de Luís Eduardo Magalhães. Nesta semana, próceres do PMDB de LEM estiveram reunidos com o secretário Werther Brandão, em seu apartamento, para conversar sobre a sucessão municipal.
Vamos ver se está fácil de entender? Fernando Henrique Cardoso, o Príncipe dos Neoliberais, dividia a cama da jornalista Miriam Dutra com Jorge Murad, que já era então marido de Roseana Sarney.
Miriam Dutra, a Lady Godiva da fazenda Córrego da Ponte na Serra Bonita, Buritis, Minas Gerais, é irmã de Margrit Dutra, funcionária fantasma do Senado, que dividiu muitos anos a cama com Fernando Lemos, lobista chegado a FHC e José Serra, o homem que projetou a entrega do pré-sal ao capital estrangeiro. Aliás, como FHC tentou fazer com a maior estatal brasileira, a Petrobras.
O presidente russo Vladimir Putin e Rex W. Tillerson, CEO da Exxon Mobil: donos do petróleo.
Exxon Mobil, Petro China, Shell, British Petroleum, Chevron, Gazprom (Rússia), Total (França) e Sinopec (China), em ordem de grandeza, são as petroleiras que mandam e desmandam no petróleo do mundo. Inclusive criando crises artificiais de alta e baixa de preços.
São as empresas que mais lucram com a aprovação do projeto do senador José Serra, de nova partilha das reservas do pré-sal. Ele pode ter arrumado financiadores de campanha para 2018, mas conseguiu um legado de vilania e entreguismo que dificilmente vai superar ao longo da sua carreira política. Toda vez que ele subir num praticável para discursar, em campanhas, seus adversários vão lembrá-lo desta epopeia de lesa-pátria. Assim como Fernando Henrique Cardoso é sempre lembrado pela privatização da Vale e das empresas de telecomunicações do País.
Enquanto o construtor de aeroportos, Aécio acha que é sua vez e o administrador da merenda escolar de São Paulo, Alckmin, lança-se como pré-candidato, Serra vai ter que lutar muito para convencer seus pares da viabilidade de sua campanha.
Acredita-se até que rasguem-se mutuamente na pré-campanha, viabilizando uma campanha das alas progressistas e até do próprio PMDB.
As reservas de petróleo do pré-sal valem, a preços correntes, 8 trilhões e 800 bilhões de dólares. Com 1% desse valor pode se comprar vários partidos políticos, umas 5 dezenas de senadores, umas três centenas de deputados, uma ou duas redes de TV, uma meia dúzia de jornais em estado pré-falimentar e alguns expoentes da magistratura.
As teorias conspiratórias sobre os interesses no sistema extrativista brasileiro são as mais diversas. Mas no resumo da ópera chega-se apenas a uma conclusão: a oposição brasileira é movida pelo vil metal e por uns 30 milhões de usuários das mídias sociais, analfabetos funcionais, que fazem questão de divulgar suas opiniões da maneira mais canhestra.
A agressão ao monopólio dos minérios do País dissemina-se desde 1938, quando o governo decidiu explorar um poço em Lobato, bairro de Salvador, na Bahia, e técnicos constatam a existência de petróleo.
Hoje japoneses depositam minério de ferro, a preços aviltantes, no fundo de uma enseada na costa do Japão e a China cria montanhas artificiais com as entranhas das montanhas de Minas e do Pará.
Sem contar com minerais mais importantes, como Terras raras, tálio, Escândio e urânio, a maioria encontráveis no subsolo de um dos estados mais pobres do País, a Bahia.
A Nação precisa conquistar respeito próprio e colocar um ponto final na exploração selvagem e colonialista das riquezas brasileiras. Mesmo que isso custe a vida de alguns bons brasileiros que hoje ainda são obstáculos a esses processos.
O Brasil é o playground do colonialismo, do capitalismo selvagem e dos interesses de 400 famílias que dominam a economia ocidental e que inventaram, na calada da noite, o tal neoliberalismo, que pode ser traduzido em entreguismo explícito.
As veias da América Latina e, em particular do Brasil, continuam abertas para o vampirismo pirata e sem bandeira do resto do mundo.
Crateras de respeito nas ruas da cidade. Se for fotografar tudo, não acaba o serviço antes do final da gestão de Tonhão.
Hoje, em visita à Capital do Oeste Baiano, fui comer um pastel no Bar do Zezão, na Ruy Barbosa. Zezão não fala sobre política, apenas nas glórias do Botafogo de Nilton Santos, Didi, Zagalo, Garrincha e outros. O Botafogo era a seleção de 58 e 62, com o enxerto do negão Pelé. Ouvi pela rádio Guaíba a epopeia da Suécia e, quatro anos mais tarde, a festa no Chile. Um arraso. Um time memorável.
Como dizia, Zezão não fala de política, mas seus clientes, falam: a rejeição de Antonio Henrique é alta, assim como é alta a aceitação de Zito, entre várias pessoas de várias classes sociais.
Alguns eleitores citam Jusmari e Kelly Magalhães. Mas ninguém fala de Tito, de Moisés ou Dó Miguel.
É a cuia dobrando a esquina no “cuião”.
Andando de carro pela cidade, chego à conclusão de que quem paga a prestação de um veículo, novo ou velho, modesto ou luxuoso, não vota em Antônio Henrique. As regiões centrais da cidade continuam com o asfalto com características lunares. É muito buraco. Tantos como nos tempos de Saulo e de Jusmari.
Por vezes vale a pena ter uma conexão dedicada com o futuro, mas os resultados podem ser pífios.
Madame Almerinda me informou, hoje, via zap, que ainda não sabe os nomes dos pré-candidatos a prefeito, em Luís Eduardo Magalhães. Mas que sabe todos os nomes daqueles que não serão ou não poderão ser pré-candidatos.
-Quem são minha honorável pitonisa, pergunto curioso?
-Isso eu não posso abrir nem sob tortura, nobre escriba, porque já tem oficial de justiça na porta da minha casa, aqui na rua Irecê, pronto pra me citar em ação da Justiça Eleitoral ao primeiro mau passo.
Fico me perguntando, então: de que vale saber o futuro se não pode compartilhar com nós, comuns mortais?
No meu modesto entendimento essa Madame Almerinda é uma fraude.
O ex-governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT) foi condenado pelo juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara da Fazenda Pública do DF, por improbidade administrativa, pela contratação de uma empresa para a transmissão de corridas Fórmula Indy que nunca chegaram a ser realizadas.
A ação foi movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que identificou irregularidades na contratação da Rádio e TV Bandeirantes, detentora dos direitos sobre a Fórmula Indy, por U$ 15,9 milhões, para promoção, divulgação e transmissão da etapa brasileira do campeonato da categoria. A prova seria realizada em Brasília, em 2015, mas acabou cancelada pela Justiça por falta de dotação orçamentária do governo.
Segundo o MPDFT, os contratos foram assinados em desrespeito à lei de licitações e sem a devida previsão orçamentária. O órgão argumentou também que, mesmo com parecer do Tribunal de Contas do DF em que foram apontadas irregularidades na reforma do autódromo de Brasília, com sobrepreço de cerca de R$ 30 milhões, o ex-governador manteve os planos para a realização da prova automobilística. O gasto total estimado da reforma foi de mais de R$ 312 milhões, de acordo com os autos do processo.
O juiz já havia determinado, em fevereiro de 2015, o bloqueio dos bens, até o valor de R$ 37,2 milhões, de Queiroz e também da ex-presidente da Terracap, Maruska Lima de Souza Holanda, do ex-secretário de Publicidade Institucional, Carlos André Duda, do ex-chefe da Assessoria de Comunicação da Terracap, Sandoval de Jesus Santos, e do ex-diretor financeiro da Terracap, Jorge Antônio Ferreira Braga.
Com a condenação, Queiroz fica obrigado ao pagamento de multa, em valor ainda a ser especificado, e tem seus direitos políticos suspensos por cinco anos. O ex-governador fica também impedido de celebrar contratos com a administração pública e é condenado ao ressarcimento integral do dano, ainda a ser estipulado quando da liquidação da sentença.
O advogado de Agnelo Queiroz, Paulo Machado Guimarães, disse não ter sido notificado sobre todo o teor da sentença, e que por isso não iria comentá-la. Ele afirmou, no entanto, que, caso se confirme a condenação por meio de publicação oficial, o ex-governador entrará com uma apelação.
“Nós consideramos todas elas improcedentes e continuamos a sustentar isso com muita firmeza”, disse Guimarães sobre as acusações feitas pelo MP-DFT. O ex-governador Agnelo Queiroz não pôde ser localizado para comentar.
A jornalista, ex-amante de Fernando Henrique por 6 anos: apagada da vida pública do Brasil e exilada.
A inoxidável ex-deputada Kelly Magalhães resumiu muito bem a ópera bufa que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso protagoniza:
“Um ex-presidente considerado acima de qualquer suspeita, mantém uma amante ainda casado e no exercício da presidência do país, manda a amante para o exterior, paga abortos, envia dinheiro para a amante por meio de empresas “amigas”, esconde o caso com a cumplicidade da Globo de quem a amante era funcionária, depois assume o filho, dá um apartamento de € 200,000,00, e volta atrás dizendo não ser o pai da criança. Esse cara é amigo de Lula. Mas não será investigado.”
A Deputada chegou à conclusão da qual todos partilhamos: os canalhas também envelhecem.
Na sessão desta terça-feira (16/02), o Tribunal de Contas dos Municípios considerou parcialmente procedente o termo de ocorrência lavrado contra Wilson de Oliveira Leite, ex-prefeito de Ibotirama, assim como em relação a Claudir Terence de Oliveira, atual gestor municipal, por irregularidades na locação com doação ao final dos pagamentos de um micro-ônibus adaptado para transporte na área de saúde, no exercício de 2011.
O veículo custaria o valor total de R$ 403.200,00 e seria pago no prazo de 36 meses, mediante parcelas mensais fixas e irreajustáveis de R$11.200,00. Foi determinada a formulação de representação ao Ministério Público Estadual contra os dois gestores.
Em relação ao ex-prefeito, a relatoria constatou que restaram sem justificativa aceitável parte dos gastos oriundo do contrato de leasing pactuado com a empresa Embrascol Comércio e Serviços Ltda. Na gestão de Wilson Leite foram desembolsados R$ 179.200,00, restando sem justificativas aceitáveis as despesas no total de R$ 13.333,45, as quais não existiriam caso o gestor tivesse optado pelo financiamento do veículo e não a sua locação como ocorreu.
Desta forma, o ex-prefeito foi multado em R$ 1 mil e deverá restituir o referido montante aos cofres municipais, com recursos pessoais.
Quanto ao atual prefeito, em que pese não haver realizado o contrato, sua responsabilidade resultou do momento em que assumiu a chefia do Executivo em 1º de janeiro de 2013 e deixou de adotar as providências reclamadas com vistas à preservação do interesse público, uma vez que o ajuste foi celebrado em 36 parcelas, das quais, 20 haveriam de ser pagas na gestão do seu antecessor e, as demais, na sua.
Portanto, caberia ao atual gestor adotar as providências necessárias e reclamadas na salvaguarda do interesse do Município, pagando as parcelas em atraso no montante de R$ 44.800,00 e mantendo de pé a contratação questionada, ou convocando a empresa Embrascol Comércio e Serviços Ltda. para a mesa de negociações, afastando a possibilidade de rescisão contratual.
Vale ressaltar que a Prefeitura, àquela altura, já havia desembolsado o montante de R$ 179.200,00 e não poderia deixar, como de fato deixou, que tais recursos se perdessem, considerando que ao final da locação o veículo integraria a frota municipal. Assim, Claudir Terence de Oliveira foi multado em R$ 5 mil.
Reconheço com evidente mau humor a voz rouquenha de Madame Almerinda. Há muito tempo ela entregou o coração a Jesus e os pulmões à Souza Cruz.
-O comunicador das multidões é o Sigi Vilares, Madame! A Senhora ligou no número errado. Ligue pra ele e para o Nei Vilares, que é candidato a vereador.
-Quero falar é com você mesmo, gaúcho. Acabei de ver aqui na minha bola de cristal uma cena dantesca. Meia dúzia de pessoas querendo eleger os seus pré-candidatos, num gabinete muito próximo aqui da rua Irecê.
-Eleger pré-candidatos? Não entendi, Madame.
-Pois é: o povo está brigando pelos seus pré-candidatos, em vez de se unir. Afinal tem que vencer o candidato do Oziel, os Marabá Kids e a quarta via. Uma tarefa insana.
-E o que eu tenho a ver com isso, honorável Pitonisa?
-Nada. É que estou com saudade das suas farpas afiadas.
-Pois bem: espere a campanha chegar, minha cara profeta do cotidiano. E não esqueça: ligue sempre para o Sigi Vilares. Agora estou mais preocupado em secar o Greminho na Libertadores. Veja aí na sua bola de cristal: o time da zebrinha passa para as oitavas de final? Eu mesmo acho que não.
Em meio às discussões sobre alterações no marco regulatório do pré-sal, para permitir a participação de empresas estrangeiras na operação dos campos de águas profundas, a Shell confirmou, nesta segunda-feira, que tem interesse em atuar no segmento. Para Ben van Beurden, CEO global da empresa, a abertura a outras petroleiras além da Petrobrás diminui o risco da operação e amplia os investimentos no País. A informação é do Estadão, numa longa reportagem.
Todos devem ler. A Shell quer “dividir” os riscos de prospecção do pré-sal.
Uma visão do que é hoje Homs, antigamente a terceira maior cidade da Síria. Daqui, centenas de milhares de refugiados partiram para a Europa, apenas com a roupa do corpo. As grandes nações do mundo patrocinam este massacre.
Irreverência e sátira política marcam desfile do Pacotão. Cobertura Agência Brasil.Dois anos depois de cair do trio elétrico em pleno Pacotão, Seu Cicinho, um dos fundadores do bloco, foi homenageadoMarcello Casal Jr/Agência Brasil
Com cerca de 7 mil foliões, segundo a Polícia Militar, o Pacotão, bloco de carnaval mais tradicional de Brasília, saiu da 302 Norte, por volta das 16h30 de hoje (7), dando início a seu trajeto até a 504 Sul. A expectativa dos organizadores é que 15 mil pessoas pulem neste que é, de acordo com os organizadores, o bloco “mais político e filosófico” da capital federal.
Até Itamar e seu fusca reencarnaram na contramão do Pacotão – Marcello Casal.
Na concentração, pelo menos quatro bandas – Asé Dudú, Orquestra Percussiva Batukeijé, Patubatê, além do próprio bloco do Pacotão – tocavam simultaneamente músicas diferentes a poucos metros de distância umas das outras. Para o organizador Wilsinho Reggae, essa massa sonora de vários estilos ao mesmo tempo faz parte da identidade anárquica do bloco. “Nossa organização é justamente essa desorganização”, diz.
Na edição deste ano, foi feita uma homenagem a um dos fundadores do bloco, o jornalista aposentado e filósofo Seu Cicinho, de 75 anos. Há dois anos, o folião sofreu uma queda no trio elétrico, o que limitou sua movimentação nos últimos carnavais.
O Pacotão, bloco mais tradicional de sátira política do país, desfila pela contramão das ruas da cidade, arrastando foliões na capital federal (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
“O Pacotão é um bloco diferente dos demais por sua consciência democrática e pela formação filosófica e apartidária. Porém somos políticos até a alma. Somos a expressão do pensamento aristotélico, segundo o qual o homem é um ser político. Tanto faz se contra a esquerda ou a direita, até porque quem manda no país continua sendo o PMDB, o importante é fazer críticas, seja a quem for. Para isso basta um pouco de inteligência”, explica Cicinho.
Este ano, a organização mirou críticas principalmente ao governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, pela falta de apoio nas duas últimas edições do carnaval. “Ele é uma decepção porque figurou no meio político estudantil, defendia nossos festejos e, agora, ferra com os foliões. Mas isso não nos abate. Faremos das tripas coração para continuar fazendo o nosso carnaval”, diz Cicinho.
Já os foliões centravam críticas principalmente à presidenta Dilma Rousseff. Segurando um cartaz com o dizer “Fora Didi” e fantasiado de Itamar Franco, como faz desde 1994, o corretor de seguros Jafé Torres, 74 anos, fazia discursos contrários ao aumento da dívida pública brasileira. “O Fora Didi é uma provocação porque soube que este é o apelido que a Dilma mais odeia”, declara o corretor.
O porteiro Lino Francisco, 75 anos, fez um mosaico com diversas capas de revistas semanais críticas ao governo federal. Segundo ele, foi fácil juntar esse material. “Toda semana tem uma capa nova para ser colada aqui”, disse o folião, tendo às mãos uma mala simbolizando o dinheiro público desviado por causa da corrupção.
O porteiro Lino Francisco, 75 anos, montou um mosaico com capas de revistas semanais e notas de dinheiro. Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Saudosismo
Com experiência de mais de 15 Pacotões, a servidora pública aposentada Lúcia Hochreiter, 72 anos, diz que o Pacotão tem perdido um pouco da irreverência que sempre o caracterizou. “Provavelmente por ter uma tradição mais de esquerda, perdeu um pouco da ironia e acabou ficando menos divertido. Hoje o que vejo são críticas mais agressivas, mas no público, e não nos organizadores. Acho que isso reflete o momento político atual, de polarização, provocado pela mídia brasileira”, diz ela.
“Prova disso é que há um terreno fértil de assuntos que poderia ser explorados e que não foram, até por não terem sido mostrados pela mídia. Eu esperava ver referências ao helicóptero com cocaína, apreendido pela Polícia Federal. Dava até para fazerem uma associação do nome do bloco com os pacotes de drogas que foram encontrados. Perderam também a oportunidade de falar da violência que tem sido praticada pela Polícia Militar em Brasília, em São Paulo e no Paraná. Infelizmente, o Pacotão não é mais o mesmo”, acrescenta a aposentada.
No quesito fantasia, um dos destaques do Pacotão ficou com a atriz Wilma Ramos, 72 anos, vestida de bruxa. A personagem é conhecida do público brasiliense desde os anos 80, quando participava do programa infantil Carrosel, com o palhaço Cacareco, exibido na capital federal na época. A todo momento, pediam que ela posasse para fotos. “Desde 1982, venho aqui todos domingos e terças-feiras de carnaval. É sempre a mesma coisa: pessoas querendo registrar toda essa beleza que Deus me deu”, relembra.