Nós, professores e técnicos abaixo assinados, servidores da Universidade Federal do Oeste da Bahia, Campus Reitor Edgard Santos, repudiamos todo e qualquer ato de repressão violenta às manifestações pacíficas e nos solidarizamos com os movimentos sociais do Oeste da Bahia que buscam melhorias para todos os cidadãos por meio dos atos de protesto.
Rejeitamos toda e qualquer forma de intimidação, coerção, perseguição ou ameaça aos estudantes, professores e comunidade mobilizada, atitudes que afrontam nossos direitos fundamentais e atingem a sociedade como um todo. Tais atitudes, inaceitáveis no regime democrático, merecem nosso profundo repúdio.
O PMDB acaba de colocar dona Dilma numa sinuca de bico, ao divulgar manifesto em que faz sérias reivindicações:
O apoio a um novo pacto federativo com desconcentração dos recursos das mãos da União para estados e municípios;
A inclusão no plebiscito ou referendo que venha a ser feito sobre reforma política da reeleição e da mudança no tempo de mandato;
A defesa da aprovação do projeto que destina 10% das receitas correntes da União para a Saúde;
O apoio a um projeto de reforma política do próprio Congresso que será submetido a referendo;
A redução do número de ministérios para redução de custos da máquina pública.
O maior partido do País, que tem em suas fileiras as raposas mais felpudas do hemisfério sul, sabe que o barco está prestes a soçobrar. Assim, ao enxergar a luz no túnel de uma candidatura própria, põe em xeque dona Dilma. Ou dá ou desce. Espera-se que a luz no final do túnel não seja o farol do trem de Dilma.
Sentados em parte da pista, caminhoneiros esperam uma solução oficial.
Na zero hora de hoje, o movimento nacional dos caminhoneiros continua bloqueando a BR 242 em Luís Eduardo Magalhães e, segundo os líderes, não tem hora para acabar. Estão liberados ônibus, produtos perecíveis que não tenham refrigeração, medicamentos, carros de passeio e utilitários. As reivindicações são as mesmas do início do movimento: subsídio substancial para o óleo diesel, pedágio zero no retorno do caminhão vazio e melhoria geral dos fretes.
– O Estatuto do Caminhoneiro só trouxe novas obrigações e alguns direitos para aqueles que trabalham empregados, com carteira assinada. Somos mal tratados em postos de gasolina, em postos de fiscalização tributária e pelas autoridades policiais. Só temos obrigações. Direito nenhum, diz um motorista que carregou em São Paulo para Fortaleza.
Empresas transportadoras, produtores e autônomos apoiam o movimento, apesar dos pesados prejuízos com a paralisação.
O ministro dos Transportes, César Borges, afirmou ontem, em entrevista coletiva à grande imprensa, que as reivindicações de caminhoneiros que desde ontem paralisaram estradas de nove Estados são “impossíveis de serem atendidas”.
Ele afirmou, após reunião no Palácio do Planalto, que os bloqueios, frutos de um “movimento pequeno”, são motivados por “interesses de ocasião”. Não descartou também que poderá pedir para usar força policial para liberar estradas.
Os manifestantes reivindicam soluções para questões nacionais da categoria, entre elas, o subsídio no preço do óleo diesel, isenção do pagamento de pedágios para caminhões e criação da secretaria do Transporte Rodoviário de Cargas.
Borges diz que o óleo diesel já é subsidiado e não se pode contrariar contratos existentes de pedágio.
“Estamos vendo agora um movimento pequeno se aproveitar do que está passando o país para interditar as rodovias federais impedindo inclusive o sagrado de ir e vir da população brasileira e principalmente dos caminhoneiros”, disse o ministro.
Ele disse que a Polícia Rodoviária Federal poderá atuar para remover os veículos que bloqueiam estradas. Afirmou ainda que a pasta criará uma câmara de diálogo com representantes do setor, sejam favoráveis ou não à paralisação, para negociação.
Borges reuniu-se hoje com a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e dirigentes de federações de transportadores autônomos que são contrários às paralisações recentes.
Protestos de caminhoneiros bloqueiam rodovias em pelo menos nove Estados: Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia e Santa Catarina.
Profissionais de todo o País esperam uma solução. O Ministro dos Transportes diz que pode usar a Polícia para resolver paralisação.
A verdade é que o cobertor é curto. Quem paga pelo óleo diesel caro e pelo pedágio absurdo é o contribuinte e o consumidor. Em alguns trechos, como de Cascavel a Paranaguá, por exemplo, o valor de ida e volta do pedágio é de R$1.200,00 para caminhões de 9 eixos. O equivalente a 50% do valor do frete líquido. O Governo Federal com gastos equivalentes a 50% da arrecadação em custeio e folha de pagamento não tem condições de investir em infraestrutura. E quando investe são em obras superfaturadas, que paralisam para forçar aditivos contratuais e nem sempre são de boa qualidade técnica, como a ferrovia Norte Sul, que está em construção há 30 anos e ainda não está concluída.
Após pressão popular, o autor do projeto que ficou conhecido como “cura gay”, o deputado João Campos (PSDB-GO) decidiu pela retirada do projeto de lei da Câmara Federal. A decisão foi tomada há pouco em uma reunião da bancada evangélica. O gabinete do parlamentar confirmou a informação.
O projeto foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo Pastor Marco Feliciano (PSC) e seguiria para a Comissão de Constituição e Justiça, onde não tinha muitas chances de aprovação. Prevendo a derrota e o desgaste, a bancada evangélica recuou.
O Deputado diz que não desiste. Não conseguindo êxito com a cura gay, vai tentar a cura da feiura. Porque esse tucano pediu pra nascer feio e entrou três vezes na fila.
Com bandeiras, gritos de ordens, vaias e inúmeros protestos, os soteropolitanos foram às ruas para o cortejo em comemoração à Independência da Bahia. O cortejo entre a Lapinha e o Terreiro de Jesus teve início após o hasteamento da bandeira do Brasil com o governador Jaques Wagner (PT) e o prefeito ACM Neto (DEM).
“Essa á uma festa do povo, que vai às ruas celebrar a história e homenagear os heróis da Independência. O civismo sempre foi o tom dessa festa, e esse ano ainda mais, por conta das manifestações e do clamor que vem das ruas”, disse ACM Neto. “Quem está no poder precisa ter atenção ao que está acontecendo. Temos de buscar entender o recado das ruas e aperfeiçoar ainda mais as práticas de governo”, acrescentou.
Por volta das 6h da manhã, uma alvorada de fogos de artifícios marcou o dia que celebra a data magna na Bahia, na Lapinh
Em seguida, autoridades colocaram flores no monumento ao General Labatut. A festa segue com a entrega dos Carros Emblemáticos e a execução do Hino ao 2 de Julho. No trajeto, homenagens aos Heróis da Independência, críticas a políticos e reivindicações.
Agressão a Jaques Wagner
Uma mulher ficou temporariamente detida após acertar o governador Jaques Wagner com um copo. Michele Perrone, 34 anos, lançou um copo plástico contendo água em direção ao governador durante a passagem pelo cortejo. O copo acertou um funcionário da Casa Civil e no governador.
Policiais do Batalhão de Choque identificaram a mulher e a conduziram até um local afastado da comitiva de Jaques Wagner alertando que iriam prendê-la. Imprensa e manifestantes cercaram os policiais, que não sabiam em qual crime enquadrar a mulher. Após alguns minutos de confusão, a mulher foi liberada e Jaques Wagner seguiu o cortejo.
Servidores do município, que estão em greve por maiores salários, protestaram por melhorias de salário e de trabalho. Os médicos reclamam da política de importação de médicos sem a necessidade da submissão ao teste do Revalida para atuar em solo nacional.
Organizados por meio das redes sociais, o Movimento Passe Livre marcou presença no cortejo do 2 de Julho com cartazes com críticas à organização de eventos esportivos no Brasil, como a Copa das Confederações, além de redução na tarifa de ônibus.
Integrantes dos movimentos feministas realizam a Marcha das Vadias que tentam derrubar o projeto do Estatuto do Nascituro, que tramita no Congresso Nacional e proíbe o aborto mesmo em situações de estupro.
Gays e militantes de movimentos LGBTT também levam bandeiras contra a iniciativa de parlamentares da ‘Cura Gay’. Projeto revoga dispositivos de resolução do Conselho Federal de Psicologia, em vigor desde 1999, que hoje impedem tratamentos que tentem mudar a orientação sexual dos pacientes.
Veja o que ainda está previsto:
11h30 Recolhimento dos carros dos Caboclos nos caramanchões da Praça Thomé de Souza, com pausa nas atividades.
15h Homenagem da Câmara Municipal aos Heróis da Independência.
15h30 Reinício do Cortejo Cívico.
16h30 Previsão de chegada dos carros dos Caboclos ao Campo Grande, onde haverá, nesta ordem, o hasteamento das bandeiras, execução do Hino Nacional, colocação de coroas de flores no Monumento ao 2 de Julho, execução do Hino ao 2 de Julho e o acendimento da Pira do Fogo Simbólico. Para finalizar, e o Hino Nacional será executado de novo.
Caminhoneiros em protestos interditam, total ou parcialmente, rodovias federais em sete estados na manhã de hoje (2). De acordo com balanço nacional divulgado há pouco pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), Minas Gerais (MG) concentra o maior número de bloqueios: sete em duas rodovias, a BR-381 e a BR-040. Também são registradas interdições em estradas do Rio Grande do Sul (RS), da Bahia (BA), do Espírito Santo (ES), de Mato Grosso (MT), do Paraná (PR), do Rio de Janeiro (RJ).
No Rio Grande do Sul, seis trechos estão bloqueados por caminhoneiros. Na BR-101, a interdição ocorre no município de Três Cachoeiras; na BR-392, em dois pontos na altura de Pelotas e um em Canguçu; na BR-472, em Santa Rosa; e na BR-116, no município de Capão do Leão.
Na Bahia, os protestos ocorrem em dois pontos da BR-242, em Barreiras e em Luís Eduardo Magalhães; e ainda na BR-116, em dois trechos no município de Cândido Sales.
No Espírito Santo, a PRF contabiliza três interdições na BR-101, em Iconha, Rio Novo do Sul e Atílio Vivacqua; e uma na BR-262, em Viana. Em Mato Grosso, os caminhoneiros protestam na BR-364, em Cuiabá.
No Paraná, na BR-277, o protesto se concentra em Guarapuava. No Rio de Janeiro, onde foram registrados cinco protestos ontem, os caminhoneiros bloqueiam a BR-101, em São Gonçalo. Em Santa Catarina, na BR-153, em Concórdia.
De acordo com representantes do Movimento União Brasil Caminhoneiro, a principal reivindicação dos profissionais que aderiram à paralisação é a garantia de melhorias nas condições de trabalho. Eles também cobram redução do preço do óleo diesel.
Além dos protestos em estradas federais, também ocorreram de paralisações em outras vias. Em São Paulo (SP), durante quase duas horas e meia, a manifestação de caminheiros provocou congestionamento de 11,5 quilômetros (km) na Marginal Pinheiros, no sentido Rodovia Castello Branco. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a interdição começou às 7h próximo à Ponte Eusébio Matoso, na zona sul da capital. O informe é da Agência Brasil.
Conforme relato do blogueiro Tiago Portela, o bloqueio da ponte na BR 242, próximo ao centro de Barreiras, foi liberado após confronto com tropas da Polícia Militar.
Desde o fim da tarde, o comandante da PM, Ocival Moreira, tentou negociar a liberação do trânsito. Por volta das 21 horas a policia avançou sobre os manifestantes. Inicialmente a policia tentou retirar os pneus e os televisores que foram usados como barreira. Mas a PM retirava e os manifestantes puxavam de volta para o meio da rua. Os manifestantes foram dispersados com o uso de gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral, tiros de bala borracha e gás de pimenta.
O Tribunal Superior Eleitoral(TSE), determinou o retorno de Ezequiel Barbosa(PSDB) ao comando da Prefeitura de Correntina, Oeste do estado. A decisão do TSE foi anunciada nesta segunda e foi tomada de forma unânime por cinco ministros que seguiram o voto do relator, ministro Castro Meira. Eleito com 47,3% dos votos, Ezequiel teve sua posse anulada assumindo o segundo colocado, Laerte Caires da Silva(PCdoB), que teve 41,2% dos votos. Ezequiel havia sido afastado por suposta inelegibilidade.
A presidenta Dilma Rousseff confirmou que enviará amanhã (2) ao Congresso Nacional mensagem pedindo um plebiscito para discutir a reforma política. Segundo ela, o governo pretende discutir pelo menos dois pontos: financiamento de campanhas e sistema eleitoral.
Segundo a presidenta, existirá a possibilidade de a população escolher entre o voto proporcional, distrital e misto. Dilma, no entanto, declarou que a formulação das perguntas não cabe ao Palácio do Planalto, mas ao Congresso e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela ressaltou ainda que o poder de convocar uma consulta popular cabe exclusivamente ao Congresso.
“Não vamos dar sugestões de perguntas. Isso fica entre o Senado, a Câmara dos Deputados e o Tribunal Superior Eleitoral. Está claro, na Consituição, que quem convoca plebiscito é o Congresso Nacional. Por isso, insisti na palavra sugestão no que se refere à relação entre o Executivo e o Legislativo”, explicou.
Dilma disse ainda que o Congresso poderá mudar a proposta de reforma política enviada pelo Planalto. “Amanhã, enviamos nossa sugestão à Câmara e ao Senado no sentido de plebiscito apontando em linhas gerais as balizas que julgamos importantes. Isso não significa que outras balizas não podem aparecer”, declarou.
A presidenta também disse que, na reunião desta tarde, tratou com os ministros sobre a necessidade de todos os ministérios acelerarem a execução dos projetos de infraestrutura, tanto das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como dos projetos do Programa de Investimentos em Logística, que envolvem a concessão à iniciativa privada de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias, além da licitação de áreas de exploração de petróleo e gás.
Dilma interrompeu a reunião ministerial, a terceira de seu governo, para dar esclarecimentos à imprensa. O encontro começou por volta das 17h e, de acordo com a presidenta, ainda levará várias horas.
Ela disse que seria “oportuno” que as eventuais mudanças resultantes do plebiscito sobre a reforma política valessem para as eleições de 2014, mas ressaltou que esse prazo não depende do governo. “Não tenho governabilidade sobre essa questão. Gostaria que tivesse efeito sobre essa eleição, agora se vai ser possível ou não, isso vai levar em conta uma séria de questões práticas do Tribunal Superior Eleitoral, da Câmara e do Senado.”
Além de 36 ministros, os líderes do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), e no Congresso, deputado José Pimentel (PT-CE), participam da reunião na residência oficial da Granja do Torto. Os ministros da Cultura, Marta Suplicy, das Relações Exteriores, Antonio Patriota, que estão em viagem ao exterior, não estiveram no encontro, mas mandaram representantes. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, também não compareceu, pois está doente.
No fim de semana, Dilma teve reuniões com os ministros das Comunicações, Paulo Bernardo, e da Saúde, Alexandre Padilha. Hoje (1°) de manhã, a presidenta recebeu o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
Na semana passada, a presidenta recebeu pela primeira vez em seu governo representantes de movimentos sociais e organizações da sociedade civil, que, de alguma maneira, participaram dos recentes protestos ocorridos no país. Dilma também reuniu prefeitos das capitais e governadores para apresentar as medidas que o governo deve adotar em resposta às demandas levadas às ruas durante as manifestações.
Entre as medidas anunciadas, está um plebiscito sobre a reforma política. A ideia do governo é consultar a população sobre os principais temas da reforma, e, em seguida, as eventuais mudanças no sistema eleitoral seriam consolidadas pelo Congresso Nacional. Da Agência Brasil.
O deputado Antonio Imbassahy, tucano do bico rachado, hoje, no Facebook:
Teremos uma grande oportunidade, na reunião ministerial desta tarde, para conhecermos os 39 ministros da presidente Dilma. Essa mega estrutura representa um gasto impensável de R$ 611.053.640.813 por ano, só em custeio, sem considerar investimentos. A folha de pessoal chega a 192,8 bilhões, um desperdício. É muita gente, fazendo muito pouco. Seria razoável que a presidente aproveitasse esse momento ímpar para anunciar a redução no número de ministérios. O único país no mundo com estrutura maior que nossa é o Sri Lanka, com pouco mais de 50 ministérios.
Resta saber se a Oposição, assumindo o Governo, vai reduzir o Governo para 20 ministérios, como nos tempos de Fernando Henrique Cardoso.
A festa não para em Correntina. O prefeito eleito nas urnas Ezequiel Barbosa venceu por 7 a zero no TSE – Tribunal Superior Eleitoral – e deve tomar posse nas próximas horas como novo prefeito do município em substituição ao segundo colocado Laerte Caires da Silva, o Laertão, que vinha ocupando o posto por decisão liminar. No entendimento do TSE todos os atos que levaram o segundo colocado a assumir são nulos e Ezequiel é o legítimo prefeito de Correntina.
Demonstrando muita tranquilidade, Ezequiel disse que sempre acreditou na Justiça e nunca perdeu a fé. “Fui eleito com a maioria dos votos do povo de Correntina e agora e estou aguardando que a Justiça determine a data e o horário da posse que pode ocorrer nesta terça ou nesta quarta-feira” disse ele por telefone ao Mural do Oeste.
A presidenta Dilma Rousseff convocou para hoje (1º) à tarde reunião ministerial, no Palácio do Planalto, para discutir a onda de manifestações no país e medidas que podem ser adotadas para solucionar o impasse. A decisão foi tomada depois que Dilma conversou com vários ministros, no fim de semana, no Palácio da Alvorada e analisou os resultados das reuniões com movimentos sociais, entidades civis organizadas e centrais sindicais.
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que esteve no Alvorada no fim de semana, disse que a presidenta quer ouvir os ministros sobre os episódios que ocorrem no país. Porém, ele minimizou, por exemplo, as queixas sobre a desorganização em determinadas situações envolvendo a Copa das Confederações. “O volume de reclamações não é expressivo”, disse, lembrando que o sistema será aperfeiçoado.
As manifestações no país ocorrem há mais de uma semana e continuaram de forma intensa no sábado (29) e domingo (30) em várias cidades. Nas ruas, os manifestantes reivindicam a redução das tarifas do transporte público, assim como melhorias nos serviços de atendimento à saúde e educação, além do combate à corrupção.
Quer saber o que está acontecendo? Vai lá em Adis Abeba, na Etiópia, que o Lula sabe.
A casa que, dizem, dona Dilma está adquirindo em Porto Alegre, no bairro Tristeza, pertenceu a Hugo Hoffmann, fundador e proprietário da revista A Granja e da Mercur Propaganda. Depois dos protestos do último mês, duvido que a Presidenta feche o negócio, pois a bela casa é devassada. A não ser que construa um grande muro em torno da residência, de inspiração portuguesa. Hugo Hoffmann era um mau-caráter e empresário mal educado. Mas o seu arquiteto tinha bom gosto. E o local, à beira do estuário Guaíba, é de beleza sem par.
Os vereadores Digao Sá, Aguinaldo Jr, Nubia e Rui Mendes com Antônio Henrique Jr. Praticamente toda a base de sustentação de Antônio Henrique na Câmara Municipal apoia a candidatura de Toinho para a Assembleia Legislativa em 2014. A disputa interna no Governo Municipal tende a se agravar.
Valeu a pena chegar aos 65 anos: o Governo encurralado no cantinho pelas manifestações de rua; a camarilha dos 25 condenados pelo mensalão e prestes a cumprir pena; um deputado procurado por todo lado pela Polícia Federal e com reserva Vip na Papuda. Agora só falta mais de um cem mil deles, nas prefeituras, nas câmaras municipais, nas agências reguladoras, nos ministérios, nas empreiteiras, nos governos estaduais, nas assembleias e nos tribunais de justiça.
Pode começar pela “gangue dos guardanapos”, bebendo champanhe com o dinheiro público no Hotel Ritz, o mais caro de Paris. Mas em cada corrutela desse interior o povo vai encontrar um corrupto. E talvez um pedaço de corda para pendurá-lo num pé de pequi.
O Partido Progressista (PP) apresentou hoje (27) à presidenta Dilma Rousseff, durante encontro com líderes de partidos da base governista, no Palácio do Planalto, posição contrária a um plebiscito para realização da reforma política no país e favor de um referendo. Em carta assinada pelo presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), o partido diz que o plebiscito não é o mecanismo mais adequado para atingir a meta.
“Entendemos que o plebiscito, por natureza, deve estar restrito a poucos temas, sendo difícil adequar-se à amplitude de itens que devem necessariamente ser abordados em uma proposta de reforma política”, diz a carta. “Apoiamos a reforma política, mas entendemos que a melhor forma de atingir esse objetivo é o referendo de uma lei aprovada pelo Congresso Nacional, elaborada com ampla participação dos diversos segmentos da sociedade e acompanhada pela imprensa”.
O partido argumenta que a complexidade da proposta de reforma política não é compatível com o processo de plebiscito, porque precisaria abordar inúmeros temas. Na carta, o partido aponta oito temas prioritários: sistemas eleitorais, financiamento eleitoral e partidário, coligação na eleição proporcional, obrigatoriedade do voto, reeleição, duração do mandato no Executivo, coincidência nas eleições e candidatura avulsa.
O senador Ciro Nogueira encerra a carta dizendo que o momento oferece oportunidade única de se aproveitar a mobilização de vários setores da sociedade para chegar a um sistema político que corresponda às necessidades que surgem desse amadurecimento social. O PP manifesta ainda otimismo e confiança em um avanço das instituições democráticas. Para o partido, referendo atende plenamente aos anseios da população e, juridicamente, é o instrumento mais adequado.
Além de Ciro Nogueira, foram à reunião com a presidenta Dilma Rousseff, os presidentes do PSB, Eduardo Campos (governador de Pernambuco); do PR, senador Alfredo Nascimento (AM); do PTB, Benito Gama; do PDT, Carlos Lupi; do PSD, Gilberto Kassab; do PRB, Marcos Pereira; do PCdoB, Renato Rabelo; do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP); do PMDB, senador Valdir Raupp (RO); o vice-presidente Michel Temer e os ministros da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, da Educação, Aloizio Mercadante, e da Justiça, José Eduardo Cardozo. Da Agência Brasil.
A Comissão Nacional da Verdade, em seu relatório final, vai recomendar ao governo mudanças na estrutura das forças policiais militares dos Estados. O objetivo é torná-las menos militarizadas e mais adaptadas ao regime democrático e ao exercício da cidadania. O assunto já vinha sendo analisado internamente pela comissão. Mas ganhou destaque nos últimos dias, com os relatos de violência cometidos por policiais militares contra manifestantes que foram às ruas em diferentes partes do país. “Esse tema vai aparecer, certamente, no capítulo das recomendações finais da comissão”, disse a coordenadora do grupo, a advogada Rosa Maria Cunha. Segundo ela, a adaptação de forças policiais e militares tem sido um tema constante nos debates sobre a transição de regimes autoritários para a democracia. “Outras comissões já se pronunciaram sobre democratização das forças armadas e das polícias”, declarou.
“Até aqui o direito de manifestação ainda se mostra como um direito superior. Os governantes estão fazendo críticas ao comportamento autoritário, hostil e até letal da polícia. Mas é importante que isso seja mantido em situações mais extremas”, ponderou. O primeiro passo para a democratização das polícias militares e das Forças Armadas, segundo a advogada, é a modernização dos currículos das escolas de formação. Outra iniciativa seria ampliar o acesso dos policias a universidades públicas. Do Bahia Notícias.
A melhora das polícias militares do País passa por um ponto importante: salário e formação. Não se pode esperar de um policial que ganha R$800,00 mensais, como é o caso do Rio Grande do Sul, que tenha sólida formação, ainda mais universitária. Para alguns, a polícia de poucas luzes e que só sabe bater é útil e cumpre suas funções sob forte sentimento de hierarquia. Um exemplo de transformação: a Polícia Rodoviária Federal, exemplo de educação, ausencia de corrupção e eficácia. Só que o salário inicial é de R$6.000,00. Dá pra entender?
A grande manifestação dos 50 mil, ontem em Belo Horizonte, deixou uma vítima fatal: o jovem, identificado por Douglas Henrique de Oliveira de 21 anos, participava de um protesto realizado na quarta-feira 926), na capital mineira, perto do Mineirão, na Região da Pampulha.
Um vídeo postado no YouTube mostra o momento em que Douglas despenca do viaduto. Aos 53 segundos é possível ver ao fundo a queda no espaço entre as pistas. Por volta de 1 minuto e 8 segundos, é possível notar manifestantes correndo em direção ao local. No Facebook, a autor descreve a vítima como um homem entre 20 anos e 25 anos.
Joaquim Francisco de Assis Brasil, chefe político da revolução de 1923 e fundador do Partido Libertador
Todo gaúcho maragato, vinculado historicamente ao Partido Libertador, é defensor do parlamentarismo, como foram seus líderes maiores, Raul Pilla e Joaquim Francisco de Assis Brasil. Por isso fui reler alguma coisa sobre o assunto, mas a definição mais palatável apareceu mesmo na internet, na Wikipédia. As características de enciclopédia livre da Wiki, em que os assuntos não são abordados necessariamente por especialistas, como seria o caso de sociólogos e filósofos, não dá profundidade ao assunto. Mas a definição encaixa-se perfeitamente na crise política e institucional pela qual passa o País. Veja:
“Costuma-se apontar como vantagens do parlamentarismo sobre o presidencialismo a sua flexibilidade e capacidade de reação à opinião pública: este tipo de sistema prevê que as crises e escândalos políticos possam ser solucionados com um voto de censura e a correspondente queda do governo e, até mesmo, a eventual dissolução do parlamento, seguida de novas eleições legislativas, sem ruptura política.
Outras vantagens apontadas do parlamentarismo:
Facilidade e a rapidez da aprovação de leis.
Maior comunicação com o poder executivo possibilitando uma melhor transparência e fiscalização.
Melhor aproximação com minorias étnicas, raciais e ideológicas.
Menor risco de ocorrerem governos autoritários por causa da aproximação entre a situação e a oposição.
Maior foco em debates do que em eleições para mudanças estruturais.
Menor corrupção por causa da diluição do poder
Diminuição dos custos das campanhas eleitorais.”
Parlamentarismo no Brasil
Raul Pilla: líder revolucionário em 1923 lutou até o estabelecimento do parlamentarismo em 63, dentro do PL, extinto pelo Ai-2 na ditadura.
No Brasil, a prática parlamentarista chegou a ser estabelecida em dois períodos históricos distintos: no período imperial, quando o sistema foi relativizado pela força do poder do Imperador Dom Pedro II e no período republicano.
A segunda experiência parlamentarista no Brasil durou pouco mais de um ano, tendo sido implantada também de maneira “artificial”, em 1961: a renúncia de Jânio Quadros ao cargo da presidência da República levaria João Goulart, o vice-presidente, ao governo.
No entanto, alguns setores políticos e militares não aderem à posse de Goulart: o regime parlamentarista híbrido foi imposto como condição sine qua non para a posse do presidente. O presidencialismo, um ano mais tarde, foi resgatado através do plebiscito conclamado por Goulart, realizado em janeiro de 1963.
Mais recentemente, a Constituição de 1988 previu um plebiscito a ser realizado em 1993 para a escolha sobre regime (República ou Monarquia) e forma de governo (Presidencialismo ou Parlamentarismo). Não houve alteração do regime e forma de governo através deste plebiscito, que confirmou a manutenção do sistema de governo preexistente.
Um novo plebiscito
Sem que se possa arguir golpismos de esquerda e direita e com uma democracia, senão madura, pelo menos adulta, o próximo plebiscito poderia incluir, em reforma política e constitucional, uma opção de regime tácita entre o parlamentarismo e o presidencialismo.
Hoje vivemos um regime em que o parlamento, se não participar das benesses do Governo, não o deixa governar. A base política do Governo no parlamento é frágil, emocional e vive seus momentos de rufianismo exacerbado, como foi o caso do Mensalão e da reverência generosa com que Dona Dilma trata o Congresso e mais de 30 partidos, criando cargos e ministérios para acomodar os saqueadores.
O parlamentarismo teria como principal problema a descontinuidade das gestões, com a mudança do gabinete a cada crise. No entanto, parece tentadora a ideia de que cargos de confiança (são mais de 100 mil no Governo Federal), ministérios e o próprio governo pereçam, de maneira irrevogável, na descoberta de um escândalo ou de uma roubalheira.
Sei que o material humano dos atuais parlamentos brasileiros são de baixa extração, com grandes e elogiáveis exceções, mas o brasileiro ainda vai ter que conviver com isso, por um longo tempo.
Manifestação foi igual ou maior que a da semana passada: 5 mil jovens na rua por transformações na gestão pública e na política.
As manifestações populares pararam a cidade de Barreiras, com concentrações iniciando no final da tarde e prolongando-se até 22 hores. A ponte principal da cidade foi fechada nos dois sentidos e apenas a ponte de Barreirinhas permitiu entrar e sair da cidade no sentido oeste. Segundo o blogueiro Roberto de Senna, os manifestantes se espalharam em pequenos grupos. Relata Senna:
“O clima ficou tenso em frente a Prefeitura de Barreiras, principal cidade do Oeste Baiano. Uma multidão de manifestantes ameaçou invadir a Prefeitura e a policia foi acionada para controlar os ânimos. Duas viaturas e seis motos da PM estão no local tentando conter os manifestantes. A passeata havia começado de forma pacifica.
Os líderes do movimento foram recebidos no gabinete pelo prefeito Antonio Henrique. A imprensa acompanhou tudo. O prefeito dialogava com os lideres que apresentaram uma pauta de reivindicações. Já no fim da reunião alguém entrou no gabinete avisou’ que os manifestantes estavam tentando invadir o prédio. O prefeito reagiu com as seguintes palavras: “Aceito as manifestações ordeiras e pacíficas, mas não aceito baderna.” Os lideres do movimento saíram apressadamente do gabinete na tentativa de serenar os ânimos, mas não conseguiam controlar o ímpeto de centenas de jovens.”
Polícia Militar precisou invadir a invasão da Prefeitura. Manifestantes chegaram a derrubar um portão.O prefeito Antonio Henrique chegou a receber líderes, mas reunião foi interrompida pela tentativa de invasão.
O plenário do Senado aprovou hoje (26) projeto de lei que inclui as práticas de corrupção ativa e passiva, concussão, peculato e excesso de exação (a famosa criação de dificuldades para vender facilidades) na lista dos crimes hediondos. Com isso, as penas mínimas desses crimes ficam maiores e eles passam a ser inafiançáveis. Os condenados também deixam de ter direito a anistia, graça ou indulto e fica mais difícil o acesso a benefícios como livramento condicional e progressão do regime de pena. O projeto agora segue para a Câmara.
O autor do projeto, senador Pedro Taques (PDT-MT), justifica que esses crimes são delitos graves praticados contra a administração pública que “violam direitos difusos e coletivos e atingem grandes extratos da população”. “É sabido que, com o desvio de dinheiro público, com a corrupção e suas formas afins de delitos, faltam verbas para a saúde, para a educação, para os presídios, para a sinalização e construção de estradas, para equipar e preparar a polícia, além de outras políticas públicas”, diz o autor do projeto.
O texto original de Taques, contudo, previa a qualificação como hediondo apenas para os crimes de corrupção ativa e passiva e de concussão (obter vantagem indevida em razão da função exercida). O relator do projeto, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), incluiu em seu parecer também os crimes de peculato (funcionário público que se apropria de dinheiro ou bens públicos ou particulares em razão do cargo) e excesso de exação (funcionário público que cobra indevidamente impostos ou serviços oferecidos gratuitamente pelo Estado).
“Sem a inclusão do peculato e do excesso de exação, a proposição torna o sistema penal incoerente, pois não há razão justificável para considerar crimes hediondos a corrupção e a concussão e não fazê-lo em relação ao peculato e ao excesso de exação”, alega Dias.
O relator também acatou emenda do senador José Sarney (PMDB-AP) para incluir homicídio simples cometido de maneira qualificada na categoria de crimes hediondos. Sarney alegou que um crime praticado contra a vida está entre os mais graves e não poderia ficar fora da lista.
Foi aprovada ainda emenda do senador Wellington Dias (PT-PI) que aumenta a pena do crime de peculato em até um terço quando ele for considerado qualificado, ou seja, cometido por autoridades e agentes políticos. Da Agência Brasil com edição desde jornal.
As penas dos crimes hediondos como latrocínio, homicídio de grupo de extermínio, extorsão qualificada pela morte, estupro, falsificação de medicamentos devem ser cumpridas em regime fechado, com progressão de regime após 2/5 de cumprimento da pena (para primários) e 3/5 para reincidentes.
Se a lei não virar uma salada de frutas como virou a Lei da Ficha Limpa, teremos, sabe Deus, uma fase em que corruptos pensarão duas vezes antes de cometer seus atos indignos. Se hoje a lei fosse aplicada integralmente, teríamos dezenas de milhares de gestores, políticos, empresários e lobistas, alguns bastante conhecidos, na cadeia.
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou hoje (26) a prisão imediata do deputado Natan Donadon (PMDB-RO), após rejeitar recurso da defesa do parlamentar. A ministra Cármen Lúcia, relatora da ação, considerou o embargo de declaração apenas uma medida protelatória do processo. É a primeira vez, desde a Constituição de 1988, que um deputado terá que cumprir pena durante o mandato, por determinação do STF. O deputado está em Brasília e não vai se pronunciar, segundo a assessoria de imprensa.
O único voto divergente foi o do ministro Marco Aurélio Mello. A votação foi 8 a 1. Na sessão, os ministros decidiram manter a condenação, referente a 2010, a uma pena de 13 anos, quatro meses e dez dias, que deve ser cumprida em regime fechado.
Em outubro de 2010, o deputado foi condenado pelos crimes de peculato e formação de quadrilha por desviar mais de R$ 8 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia entre 1995 e 1998, quando era diretor financeiro do órgão. Ele também terá que devolver R$ 1,6 milhão aos cofres públicos.
O advogado do parlamentar, Nabor Bulhões, reagiu à decisão, mas não
cabe mais recursos. “A decisão viola frontalmente a Constituição e as garantias constitucionais do mandato parlamentar”, ressaltou. Da Agência Brasil.
O jornalista Oswaldo Lyra, da Tribuna da Bahia, faz uma longa entrevista com o deputado João Leão, sobre a situação pré-eleitoral da Bahia, a sucessão estadual, a acomodação da base do Governo e até lança um novo pré-candidato, Jorge Solla, secretário da Saúde. Veja a entrevista na íntegra:
Papas na língua? Essa nunca foi uma das virtudes do deputado federal João Leão. Membro da direção estadual do PP, com perspectiva de ser conduzido para a presidência da sigla na Bahia em dezembro, Leão cita apenas dois nomes do PT para suceder Jaques Wagner no governo, Walter Pinheiro e Jorge Solla. Outro lembrado é o vice-governador Otto Alencar. Além deles, o parlamentar coloca ele e o deputado federal Mário Negromonte como possíveis integrantes da chapa majoritária. E sinaliza: “Se não nos derem nada, nós vamos procurar nosso caminho. Qualquer caminho”. “O PP tem dois candidatos potenciais que podem ser candidatos a governador”, frisa Leão.
Tribuna – O PT tem quatro candidatos de olho em 2014, mas o senhor já anunciou só apoiar se for Walter Pinheiro. O que justifica a decisão?
João Leão – Primeiro, eu não anunciei que só apoio Walter Pinheiro. Eu puxei o secretário Solla [Jorge Solla, da Saúde] para o jogo. Eu acho que o secretário Solla faz uma administração que é o que eu quero para a Bahia. Eu quero para a Bahia um excelente candidato para continuar o trabalho que foi iniciado pelo governador Jaques Wagner. Então, você precisa de um administrador de ponta. Que nós, políticos, confiemos nele e o povo confie. Eu só vejo dentro dos quadros atuais do PT duas pessoas que têm a estirpe para ser governador da Bahia. E o senador Walter Pinheiro tem cadastro e tem estirpe. O secretário Solla tem cadastro e tem estirpe. Eu não vejo nos outros candidatos ainda – não tenho nada, absolutamente nada contra Rui Costa, Sérgio Gabrielli e contra Luiz Caetano, absolutamente nada, todos são meus amigos. Aí eles vão dizer: “com um amigo desse, eu não gostaria de tê-lo”. Mas não é, gente. Eu estou querendo o melhor para a Bahia, e o melhor para a Bahia, na minha ótica, dentro dos quadros do PT, é Walter Pinheiro, em primeiro lugar, e Solla. São os dois.
Vergonha: apesar dos pedidos dos manifestantes, só o próprio requerente votou a favor.
Depois de apenas 18 sessões ordinárias e prestes a entrar em recesso (férias remuneradas) o Legislativo eduardense deu mais uma prova, ontem, de pouca assiduidade. Seis vereadores faltaram à sessão e só voltarão à tribuna dentro de 30 dias ou mais. Alaídio Castilhos, Katerine Rios, Deusdete Petronílio, Juvenal Canaã, Vôga Pelissari e Sidnei Giachini não deram o ar da graça na sessão de ontem, importante principalmente pelos requerimentos apresentados pelo vereador Claudionor Machado ao Executivo e pela prometida presença de jovens manifestantes.
O número de vereadores presentes às sessões semanais vem oscilando entre 9 e 11 nas últimas sessões, dentre os 15 eleitos em outubro de 2012. Se os vereadores não aguentam as chatas sessões do Legislativo, imagine-se a meia dúzia de gatos pingados, entre imprensa e assessores, que são obrigados a assistir por força de suas obrigações profissionais.
O mais importante é que nem o salário dos vereadores, nem a gasolina recebida do contribuinte, nem o salário dos assessores, nem o caro carro com que passeiam, são reduzidos com as suas constantes faltas.Os benefícios e subsídios permanecem iguais, mesmo que os vereadores faltem repetidamente. É de se perguntar: se a lei determina que devem ser 15 os vereadores, porque só nove comparecem?
Requerimentos repetidos
Claudionor Machado reapresentou, ontem, requerimentos apresentados pela vereadora Katerine Rios, pedindo informações ao Executivo. A atitude foi no mínimo temerária, pois foi novamente derrotada pela base do Governo, desta vez por 7×1 (o presidente da Mesa só vota em caso de empate).
Vereadores: uns não enxergam, outros não ouvem e outros nada falam. E outros nem comparecem às sessões.
Jarbas Rocha, líder do Governo, acha que os requerimentos de pedidos de informações são “pura galhofa” e têm objetivo de conturbar as sessões do Legislativo.
Na realidade, os vereadores de Oposição estão cerceados na sua missão de fiscalizar. Primeiro, segundo alegações do próprio Claudionor Machado, pelo Tribunal de Contas dos Municípios, na inspetoria de Barreiras, que não fornece cópias dos documentos, a não ser através de pedido que tramitará em Salvador. Segundo, porque a Oposição não tem um número de membros suficiente para aprovar os requerimentos. E, finalmente, porque as informações na Prefeitura, assim como no TCM, estão segmentadas em licitações, contratos, aditivos, pagamentos efetivados e outras instâncias burocráticas.
Por outro lado, com raras exceções, os vereadores eleitos pelo voto popular não tem formação cultural suficiente para acompanhar os intricados processos licitatórios. A base do Governo, por outro lado, não tem vontade política.
“Bafo das ruas no cangote do Parlamento: PSOL colhe assinaturas de líderes para votar em plenário a estapafúrdia ‘cura gay’. E dar-lhe o mesmo destino da PEC 37: ARQUIVO!”
O Plenário rejeitou, por 430 votos a 9 e 2 abstenções, agora, em torno de 21h30m, a Proposta de Emenda à Constituição 37/11, que regulamentava as investigações criminais do Ministério Público, limitando sua atuação. Assim, a PEC será arquivada. O clamor das ruas consegue seu primeiro objetivo.
O dia que a Polícia Judiciária e a Polícia Federal se tornarem órgãos autônomos, desvinculando-se dos governos de Estado e do Governo Federal, mas ainda fiscalizados pelo Ministério Público, poderão ter a atribuição exclusiva da investigação. Sob a tutela de governadores, secretários de Estado, presidente da República e ministros, sua tarefa é dificultada. O Ministério Público responde apenas aos seus chefes, aos corregedores e à letra morta da lei.
“O Brasil está maduro para avançar e já deixou claro que não quer ficar parado onde está”, disse a Presidenta, ontem, durante a reunião com governadores e prefeitos das capitais. Depois desfiou um longo rosário de medidas: plebiscito, constituinte, corrupção dolosa, responsabilidade fiscal, importação de médicos usados ou de primeiro uso, verbas do petróleo para educação, controle da inflação.
A verdade é que o Brasil está maduro, caiu do pé e as sementes da irresignação já começam a germinar.
Enquanto isso, Luiz Inácio, primeiro e único, permanece num silêncio constrangedor, como menino levado que fez traquinagens. Ninguém vai nos tirar da cabeça que facções temerárias do próprio PT acenderam o estopim dessa crise, para desestabilizar a Presidenta e ressuscitar o Messias de São Bernardo.
Luís Roberto Barroso, o homenageado no “Baile da Ilha Fiscal”. Foto da Editora Abril
Hoje, a presidente Dilma Rousseff se reúne no Palácio do Planalto com governadores e prefeitos das capitais para discutir um pacto nacional pela melhoria dos serviços públicos. Diz-se que entre as apresentações do encontro está uma demonstração de como caminhar descalço sobre brasas, já que o dia de São João tende a ter grandes fogueiras cívicas, nas principais cidades do País, com o povo voltando às ruas.
Na terça, a Câmara vota a reforma eleitoral, cujo texto autoriza a candidatura de políticos que tiveram contas de campanha rejeitadas, regula a campanha na internet e altera a regra de substituição e escolha de candidatos. Liberou geral.
Mas o grande regabofe da semana será a posse do ministro Luiz Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal, na quarta. À noite, a associação dos magistrados e a OAB oferecem coquetel para mais de mil convidados. É o baile da Ilha Fiscal.
Na quinta-feira, a Academia elege um novo imortal. Fernando Henrique Cardoso, que ontem deu uma aula magna no Canal Livre da Band sobre administração pública, deve ser o eleito.
No próximo domingo Dona Dilma comparece à final da Copa das Confederações, mas sem anunciar o nome no Maracanã. Se a vaia irromper, ela deverá usar uma daquelas máscaras do Anonymus.
A seleção espanhola deve chegar à decisão com invencibilidade de 29 jogos. Missão ingrata para Felipão e seus comandados.
Mangabeira Unger, no “Esquenta” da Globo, falando sobre filosofia, política e educação em meio a funkeiros, Michel Teló, quadrilhas de São João e sambistas, relembra a famosa frase de seu avô, o governador e chanceler Otávio Mangabeira: “Pense um absurdo. Na Bahia tem precedente”. Um professor de Harvard em programa popular de tarde de domingo não deixa de ser um louvável absurdo, um notável precedente.
Três oficiais generais, da Marinha, da Aeronáutica e do Exército, provavelmente da reserva, e dirigentes dos “clubes militares”, assinam uma nota e, ao final, citam a famosa frase da música proibidíssima, durante o regime militar, de Geraldo Vandré, “Pra não dizer que não falei de flores”: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. É a prova do famoso adágio popular, consoante com os dias de hoje: “Spray de pimenta e gás lacrimogênio nos olhos dos outros é colírio”.
“A minha vida é um vendaval que se soltou, É uma onda que se alevantou, É um átomo a mais que se animou… Não sei por onde vou, Não sei para onde vou Sei que não vou por aí!”
Transferi meu título para Luís Eduardo Magalhães. Mas tenho vontade de retorná-lo para Brasília somente para votar em Cristovam Buarque, reserva moral desta Nação, quando assim se fizer necessário.
Representantes municipais de Cotegipe, Tabocas do Brejo Velho, Angical, Baianópolis, com HSC
O prefeito de Luís Eduardo Magalhães e presidente da União dos Municípios do Oeste da Bahia(Umob), Humberto Santa Cruz, prestigiou a abertura da comemoração dos festejos juninos do município de Baianópolis, na noite de sexta-feira,21. Na ocasião os representantes municipais de Angical, Cotegipe, Cristópolis Baianópolis, Catolândia e Tabocas do Brejo Velho reunira-se para o fortalecimento da Umob. Aproveitando para colocar em dia encontros, pautas de reunião e assuntos referentes ao Progresso da região oeste.
Humberto Santa Cruz acredita na união das forças políticas que representam o oeste:
“Os municípios possuem demandas de ações para melhoria em vários setores e a Umob está articulando soluções comuns. De maneira que consiga resolver as necessidades com raio de ação regional.”
Humberto Santa Cruz, Anderson Cleiton,prefeito de Baionópolis e Leopoldo de Oliveira (Popô) prefeito de Angical.
O anfitrião do evento, o prefeito de Baianópolis, Anderson Cleiton, afirmou, “é muito importante essa atenção que a Umob está dando para os pequenos municípios. Esse fortalecimento com certeza trará benefícios para nossa região e o mais importante é a positiva representatividade do oeste no nosso estado”.
Já o prefeito de Cotegipe, Marcelo Mariane, destacou que, “de maneira eficiente, a Umob está unindo forças para solucionar os problemas da região, temos necessidade na melhoria da saúde e já estamos pensando em soluções. Faço parte da Umob e acredito neste grupo”.
Agora à noite está se realizando o São João do bairro Santa Cruz, a maior festa junina da cidade, organizada e financiada pela Prefeitura Municipal.
Em foto de André Durão, Neymar devolvendo para a Itália ao menos uma parte do desastre de Sarriá, em 1982
Brasil e Itália confirmam classificação para a semi-final da Copa das Confederações. Com uma vitória por 4 a 2 sobre os italianos, a seleção brasileira conquistou a liderança do grupo A. O próximo jogo do Brasil será na próxima quarta-feira, no Mineirão, em Belo Horizonte.
É bom a seleção brasileira ganhar e melhorar seu retrospecto, porque, do jeito que se movem as nuvens negras sobre o cenário político brasileiro, no próximo ano, em junho, auge da definição das campanhas eleitorais, todos os concorrentes estarão tentando desestabilizar o seu adversário, inclusive as correntes antagônicas do próprio PT entre si.
O que se avizinha é o Brasil no auge do processo de reformas políticas profundas e a seleção preparando-se para jogar em casa em outra oportunidade.
Leia, na íntegra, o pronunciamento da Presidenta, veiculado hoje em rede de televisão:
Minhas amigas e meus amigos,
Todos nós, brasileiras e brasileiros, estamos acompanhando, com muita atenção, as manifestações que ocorrem no país. Elas mostram a força de nossa democracia e o desejo da juventude de fazer o Brasil avançar.
Se aproveitarmos bem o impulso desta nova energia política, poderemos fazer, melhor e mais rápido, muita coisa que o Brasil ainda não conseguiu realizar por causa de limitações políticas e econômicas. Mas, se deixarmos que a violência nos faça perder o rumo, estaremos não apenas desperdiçando uma grande oportunidade histórica, como também correndo o risco de colocar muita coisa a perder. Continue Lendo “O pronunciamento de Dona Dilma”
Manchetão online do Estadão: “Dilma encerra reunião: governo continua perplexo”. Conservadorismo a parte dos Mesquita, nos parece óbvio que o governo popular do PT não deva alegar surpresa ou perplexidade diante da onda que se alevantou, do levante das ruas. Assim como o marido traído não investiga a orientação política do amante da mulher, mas a causa do chifre, Dona Dilma não pode alegar ser a última a saber. Repousar sobre a popularidade incerta enquanto negocia, com a canalha política, a governabilidade, já não deu certo no governo Fernando Henrique (vide reeleição), com Lula (vide mensalão) e não vai dar certo com Dona Dilma. Contar com ovos dourados no respectivo oviduto político da galinha é erro primário, principalmente para quem controla ABIN e Polícia Federal.
Arthur Maia, ontem no Facebook, debatendo com seus conterrâneos:
“Pessoal, vamos ser realistas. Políticos não vêm de Marte! Essa de colocar a culpa de tudo na classe política é hipocrisia. A sociedade elege o político. Acho que podemos e devemos aprovar uma reforma política que diminua o número de eleições e permita candidaturas avulsas, sem a pessoa ter que estar filiada a um partido. Mas falar que a corrupção é exclusividade dos “marcianos” é tapar o sol com a peneira.”
Ao todo, 388 cidades tiveram manifestos nesta quinta-feira (20) no Brasil, incluindo 22 capitais e pequenos municípios. Mesmo com a redução de tarifas de transporte, motivo primário dos protestos, centenas de milhares de pessoas saíram às ruas pelas mais diversas causas, principalmente contra a corrupção, a PEC 37, a cura gay e os altos custos de realização da Copa do Mundo no país. No Estado de São Paulo, houve protestos em quase todo o interior.
Em São José dos Campos, chegou a ocorrer a interdição da Rodovia Presidente Dutra. Em Vitória, aos gritos de “Não é Carnaval, é o Brasil caindo na real”, cerca de cem mil pessoas compareceram à frente da Universidade Federal do Espírito Santo. Depois de um ato pacífico, um pequeno grupo apedrejou prédios e entrou em confronto com a polícia.
Em Porto Alegre, também houve atrito depois que a Brigada Militar bloqueou a passagem da marcha de 15 mil pessoas que seguia do centro para o bairro Azenha. Foram jogadas bombas de efeito moral e alguns manifestantes depredaram lojas. Em Santa Catarina, cerca de cem mil pessoas, em 39 cidades, saíram às ruas. Ninguém saiu ou entrou na Ilha de Santa Catarina no período das 19h às 21h, no que foi considerado o maior ato popular do Estado. Em Recife, mais de 50 mil pessoas fizeram na maior parte do tempo um protesto festivo, prejudicado por alguns furtos.
Alguns órgãos de imprensa, como o Estadão, calculam em 900 mil pessoas nas ruas. Outros, falavam em 1,2 milhão de manifestantes. Mas alguns chegaram a falar em 1,6 milhão de pessoas.