O Globo Rural noticia que a oferta de bois prontos para abate em São Paulo apresenta sintomas de escassez. As ofertas, em algumas praças, não atendem à demanda da indústria, de acordo com um boletim divulgado pelo Sindicato das Indústrias do Frio no Estado de São Paulo (Sindifrio). Com esse cenário, a escala média de abate está centrada entre dois a cinco dias. O mercado sinaliza que em novembro deverá se acentuar a dificuldade de compra de bovinos no mercado de balcão. A oferta de animais deconfinamento também está abaixo das expectativas para a época.
Se o consumo de carne continua alto, está tudo bem na economia. A primeira coisa que o pobre corta na dieta é a carne, substituída por ovos e embutidos de baixa qualidade.
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou o mês de outubro com 11,49% de valorização. É claro que esses ganhos são apenas a recuperação dos últimos tres meses, quando a Bolsa caiu de quase 70 mil pontos para perto de 50 mil.Depois de registrar mínima de 2,39% negativos durante a manhã, a Bovespa desacelerou o ritmo de baixa no início da tarde e fechou o último pregão do mês com desvalorização de 1,97%, fazendo uma boa defesa dos 58 mil pontos (58.338,39). Mesmo com o desempenho de hoje, a Bolsa brasileira fez bonito em outubro, acumulando ganho de 11,49% no período, de longe o melhor resultado do ano e também o melhor desde maio de 2009 (+12,49%). A menor aversão ao risco, devido à melhor situação europeia neste mês, explica em parte o resultado.
Real ainda valorizado, commodities mantendo patamares de razoabilidade, bolsas em período de recuperação. Esta crise pode ser conhecida como a marolinha de 2011.
O superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) do setor público consolidado – governo federal, estados, municípios e empresas estatais – chegou a R$ 8,096 bilhões, em setembro, segundo informou hoje (31) o Banco Central (BC). No mesmo período do ano passado, o superávit primário foi de R$ 28,157 bilhões.
Mas a economia não foi suficiente para cobrir os gastos com juros, que chegaram R$ 17,267 bilhões. Com isso, o déficit nominal, que são receitas menos despesas, incluídos os gastos com juros, ficou em R$ 9,171 bilhões.
Em setembro, o Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência) registrou superávit primário de R$ 5,982 bilhões. Os governos regionais (estaduais e municipais) contribuíram com R$ 2,161 bilhões. As empresas estatais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, registraram déficit primário de R$ 46 milhões.
Nos nove meses do ano, o superávit primário do setor público consolidado chegou a R$ 104,637 bilhões, ante R$ 76,938 bilhões registrados em igual período de 2010. A meta de superávit primário do setor público este ano é R$ 127,9 bilhões.
De janeiro a setembro, os gastos com juros chegaram a R$ 177,474 bilhões, contra R$ 141,204 bilhões registrados nos nove meses de 2010. No acumulado até setembro, o déficit nominal ficou em R$ 72,838 bilhões, ante R$ 64,266 bilhões de igual período do ano passado.
“É um fato conhecido que os competentes economistas alemães representam a fina flor do mais extremo monetarismo ao qual somam uma boa dose de conservadorismo. Foram ferozmente contra as concessões (com implicações econômicas) feitas por Helmut Kohl, quando aproveitou uma janela semiaberta e teve a coragem de reunificar a Alemanha, objetivo político de longo prazo absolutamente desdenhado pelos “puristas econômicos”.
Quando a Alemanha decidiu participar do euro, 150 dos seus mais reconhecidos acadêmicos publicaram um célebre manifesto contra, com bons argumentos, mas que de novo ignorava solenemente o objetivo político de longo prazo, que era a pacificação de um continente que durante os últimos mil anos foi atormentado por guerras.
Os argumentos eram respeitáveis e mostravam que o sucesso do euro dependia de um rigoroso controle da situação fiscal de cada país, preliminar para a construção de uma área monetária ótima: absoluto controle fiscal, liberdade de movimentos da mão de obra e de capitais e a cessão da emissão das moedas nacionais a um banco central autônomo, com uma nova unidade monetária, com relação à qual as taxas de câmbio de cada país seriam irrevogavelmente fixadas.
Nem o Fed, nem o BCE sabem, até agora, o que fazer
Eram contra, porque não acreditavam que os países se submeteriam a tal disciplina. Para impô-la, foi formalmente estabelecido e aprovado no acordo de Maastricht, que precedeu a introdução do euro, que: 1) nenhum país poderia ter déficit nominal superior a 3% do PIB; e 2) uma relação dívida/PIB maior do que 60%.
Por que não funcionou? Porque os governos de vários países (em particular da Grécia) mentiram, como suspeitavam os economistas alemães! Ilidiram aquelas condições com a conivência do sistema financeiro internacional e das agências de risco. Tudo veio à tona depois da “quebra” do Lehman Brothers, quando a “rede de patifarias” escondida nos derivativos tóxicos explodiu na cara dos bancos centrais, sob o nariz dos quais ela se realizara. É cada vez mais evidente que esses não se recuperaram do choque: nem o Federal Reserve dos EUA, nem o BCE da Eurolândia sabem, até agora, o que fazer.
Nos EUA, parece que começa a haver uma mudança. Mais de uma dezena de instituições financeiras, que ativamente (com a conivência das agências de risco) assaltaram os incautos aplicadores, começam a ser investigadas e, seguramente, algumas serão responsabilizadas criminalmente. Trata-se de um problema moral, que não pode mais ser escondido pelo governo Obama como foi até agora.
Tardiamente, ele propõe ao Congresso um novo pacote de estímulos para diminuir o sofrimento de 25 milhões de honestos trabalhadores (15 milhões com desemprego aberto e 10 milhões semiempregados), que acabaram desempregados com a política econômica (inspirada por distintos acadêmicos comprometidos com o sistema financeiro) que “salvou” os desonestos administradores.
Até agora, o presidente do Fed, Ben Bernanke, não disse a que veio: apenas repete, repete e repete o velho refrão, “farei o que tenho de fazer”. Continua indeciso sobre como atender ao seu duplo mandato: manter alto o nível de emprego e manter baixa a taxa de inflação.
O sinal de que ainda resta vida inteligente nos EUA veio num artigo no “Financial Times”, do secretário do Tesouro, Tim Geithner, onde afirmou que é hora dos governos deixarem de lado a paralisia política e esquecerem os medos infundados com a inflação.
No fundo, ele está transmitindo aos bancos centrais, que continuam mesmerizados pelos seus modelitos, que a taxa de juros nominal já é nula e que a taxa de inflação está na “meta”, mas a taxa de desemprego é quase o dobro da famosa Nairu (a taxa de desemprego que não acelera a inflação). Logo, é uma eficaz política fiscal que deve ser ativada.
É por isso que ele afirma que os EUA resistirão a um rápido ajuste fiscal em 2012 e recomenda a todos os países em dificuldades que façam o mesmo. Essa coordenação, se realizada, tornará mais potente e mais veloz os resultados.
No Banco Central Europeu (BCE), a situação se agrava. Enquanto Trichet aguarda sua substituição formal por Mario Draghi, os representantes alemães (diante do iminente desastre político da chanceler Merkel) abandonam o barco, alegando “razões pessoais”. Primeiro foi Alex Weber (presidente do Bundesbank). Agora foi Juergen Stark, o que aperta ainda mais a “saia justa” de Merkel.
Se não bastassem esses problemas, o ministro das Finanças da Holanda, Jan Kees de Jager, sugere claramente a expulsão da Grécia, a pedido: “Quando não conseguimos respeitar as regras do jogo, devemos deixá-lo”. O FMI, por sua inexperiente diretora-gerente, Christine Lagarde, lança dúvidas sobre a higidez dos bancos europeus que têm em carteira títulos gregos. Como todos sabem que ela conhece apenas os bancos franceses, produziu uma corrida sobre eles.
Parece óbvio que ninguém se entende. Tem razão o dr. Tombini. Vamos pôr nossas barbas de molho e nos proteger da provável desintegração da economia mundial.”
Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento.
*Nessun dorma” (“Ninguém durma”, em italiano) é uma ária do último ato da ópera Turandot, de Giacomo Puccini. O artigo foi catado pelo nosso especialista João Paulo Sabino de Freitas, orientador de boas leituras.
As incertezas em relação ao pacote de ajuda para países da Europa fizeram o dólar encerrar o dia no maior nível desde julho do ano passado. O dólar comercial encerrou a segunda-feira (19) em R$ 1,777 na venda, alta de 2,57% em relação à sexta-feira (16). Ao longo do dia, o dólar chegou a se aproximar de R$ 1,80. No entanto, recuou no fim da tarde. Apenas em setembro, a moeda norte-americana acumula alta de 11,55%. Nos últimos 13 dias úteis, apenas em um pregão a cotação não subiu. Apesar da disparada do dólar, o mercado de ações teve um dia menos turbulento. A Bolsa de Valores de São Paulo teve queda de 0,19%, fechando o dia em 57.102 pontos. No mês, a bolsa registra alta acumulada de 1,26%.
A crise das velhas economias européias e na maior economia do mundo, Estados Unidos, pode transformar o cenário da exportação e da balança cambial brasileira, apesar do pouco crescimento previsto do PIB, em torno de 3,5% este ano. O exportador poderá exportar menos, mas com as altas do dólar adquirir maior sustentabilidade e competitividade.
O Brasil poderá ser a 6ª economia do mundo, no próximo ano, ou no mínimo empatar com o Reino Unido, com 2,4 trilhões de dólares de PIB. Seguem em ordem inversa de importância, a França (2,7), Alemanha (3,3), Japão (5,4), China (5,8) e Estados Unidos (14,6).
O PIB a preços de mercado acumulado nos quatro trimestres terminados no segundo trimestre de 2011 cresceu 4,7% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores, resultado da elevação de 4,1% do valor adicionado a preços básicos e do aumento de 8,7% nos impostos sobre produtos. Dentre as atividades econômicas, a indústria cresceu 4,4%, a agropecuária, 2,6% e os serviços, 4,2%.
PIB cresce 3,6% no primeiro semestre
O PIB a preços de mercado no 1º semestre de 2011 apresentou crescimento de 3,6%, em relação a igual período de 2010. Nesta base de comparação, o volume do valor adicionado dos Serviços cresceu 3,7%, seguido pela Indústria (2,6%) e pela Agropecuária (1,4%).
No trimestre taxa de investimento alcança 17,8% do PIB
A taxa de investimento no segundo trimestre de 2011 foi de 17,8% do PIB, inferior à taxa referente a igual período do ano anterior (18,2%). A taxa de poupança alcançou 18,1% no segundo trimestre de 2011, ante 17,8% no mesmo trimestre de 2010.
No resultado do segundo trimestre de 2011, a necessidade de financiamento alcançou R$ 20,5 bilhões contra R$ 24,6 bilhões no mesmo período do ano anterior. A Renda Nacional Bruta atingiu R$ 1.004,2 bilhões contra R$ 886,9 bilhões em igual período do ano anterior; e, nessa mesma comparação, a Poupança Bruta atingiu R$ 185,4 bilhões, contra R$ 161,6 bilhões em 2010.
As Bolsas da Ásia operam em forte queda nesta terça-feira, com os investidores dando sequência aos ajustes de preços provocados pelo aumento da aversão a risco. O índice Nikkei, da Bolsa do Japão, recuava 4,8% na sessão da manhã, aos 8.662 pontos; o S&P/ASX-200, da Austrália, 4,9%, mesma queda registrada pelo índice TAIEX, da Bolsa de Taiwan. O índice Kosdaq, da Coreia do Sul, caiu acima de 10%, interrompendo os negócios locais, com o acionamento do circuit breaker.
Na China, as ações também caíam, com o índice de referência do mercado chinês atingindo o menor nível em 12 meses, em meio a preocupações sobre o enfraquecimento da recuperação econômica mundial e também relacionadas à inflação local que, no mês passado, ficou acima do esperado – a taxa de inflação anualizada na China subiu para 6,5% em julho, conforme divulgação feita na manhã desta terça-feira.
O petróleo do tipo WTI (West Texas Intermediate, referência do mercado americano) era cotado a US$ 78 por barril, no nível mais baixo do ano, com temores de que a economia mundial, em desaceleração, reduzirá a demanda por combustível. Em Londres, o barril de petróleo do tipo Brent (referência europeia) caía abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde 8 de fevereiro. Os contratos com entrega para setembro recuavam 3,6% (ou US$ 3,77), para US$ 99,97 na bolsa de futuros ICE. Na segunda-feira, o barril de referência na Europa já havia recuado 5,2%, para US$ 103,74. Da AP e Bloomberg para o Valor Econômico.
O jornal Brasil Econômico, analisa com propriedade, o desastre anunciado, que ocorreu no dia de hoje na Bovespa, bem em como todas as outras bolsas de valores do mundo. Pior, amanhã tem mais: os analistas debatem, agora, não a recuperação das bolsas, mas onde estará o fundo do poço, isto é, o momento em que as bolsas vão parar de cair, com base no valor real das empresas. Veja a matéria do BE:
“Em queda desde a abertura dos negócios, a bolsa brasileira chegou a cair mais de 9% no pregão desta segunda-feira (8/8), prejudicada pelo corte no rating dos Estados Unidos e o pronunciamento de Obama.
O Ibovespa encerrou o pregão de hoje com baixa de 8,08%, aos 48.668 pontos. Foi a maior queda percentual desde 22 de outubro de 2008 (-10,18%).
É o menor patamar do índice paulista desde o final de abril de 2009.
A forte saída de investidores resultou em um volume financeiro de R$ 9,595 bilhões e 1,044 milhão de negócios realizados.
“O mercado já vinha caminhando para um processo de deterioração por conta da contaminação da Itália e da Espanha. Depois veio o jogo político para prejudicar Barack Obama, que conseguiu aprovar o aumento do teto da dívida aos 46 do segundo tempo. E na sexta a S&P decidiu retirar o AAA dos Estados Unidos. Os investidores nem dormiram nesse final de semana”, afirma Pedro Galdi, analista da SLW Corretora.
Em queda desde o início das negociações dessa sessão – a primeira após o corte do rating dos Estados Unidos de “AAA” para “AA+” pela Standard and Poor’s -, o Ibovespa derreteu após pronunciamento do presidente americano, que não trouxe novidades e, por isso mesmo, frustrou investidores. Ele culpou o impasse político em Washington pelo corte da nota do país.
Por lá, as bolsas também registraram fortes quedas. Dow Jones recuou 5,55%, S&P 500 teve queda de 6,66% e Nasdaq caiu 6,90%.
Durante à tarde, após Obama afirmar que seu país sempre será um “triplo A”, o Ibovespa foi derrubado para 47.846 pontos, com perdas 9,64%. Com essa baixa, o índice ficou muito perto de sofrer um “circuit break” — quando as negociações são interrompidas por 30 minutos após queda superior a 10%.
Por volta das 15h30, o número de acessos ao site da BM&FBovespa era tão grande que o endereço eletrônico chegou a ficar fora do ar por cerca de meia hora.
Os 48 mil pontos registrados hoje ainda não se configura um fundo e é preciso aguardar um pouco mais.
“Para quem pensa em investir em bolsa, principalmente pensando em longo prazo, agora é oportunidade de esperar o mercado formar um fundo e entrar comprando”, recomenda.
Ele acredita que o Ibovespa deva abrir em baixa de aproximadamente 3% no pregão de terça-feira (9/8) e sua oscilação nos próximos dias dependerá de indicadores importantes vindos da China e dos Estados Unidos, como o nível de atividade no setor de serviços e na indústria.
“Se [o Ibovespa] continuar caindo, o fundo é de 43 mil pontos”, adianta Santos.
Repique
Segundo Tito Gusmão, analista da XP Investimentos, há espaço de queda para o Ibovespa até os 44 mil pontos. “Mais que isso o cenário já fica muito feio”, explicou o especialista em bate-papo com investidores no Pregão ao Vivo, da XP Investimentos.
Para ele, é possível que o índice comece a subir já no próximo pregão, na terça-feira, em movimento de repique. “Não é para sair comprando caso o índice suba. Até 51.300 pontos, pode ser apenas repique de alta”, explica. “Esse é o momento para ficar zerado e com operações de segurança.”
Gusmão ressalta que este momento requer hedge, ou seja, operações de segurança para proteger a carteira de possíveis quedas. “Mesmo que o índice fique em 48 mil, faça proteção em hedge”, aconselha o especialista.
Destaques
Entre as ações que compõem o Ibovespa, nenhuma conseguiu encerrar o pregão em alta.
A maior baixa do índice ficou com as ações da Marfrig (MRFG3), que amargou queda de 24,83%, para R$ 9,02.
Papéis da OGX Petróleo (OGXP) e da Brasil Ecodiesel (ECOD3) recuaram, respectivamente, 16,36% e 15%.”
O diretor da Brasoja, Antonio Sartori, alarmado com o derretimento dos mercados, disse hoje ao jornalista Políbio Braga: ” Ele, Obama, poderia ter percebido que a crise global de 2008 foi um refresco para uma crise muito mais abrangente, não fez nada para mudar os fundamentos da economia americana e acabou sendo engolido por uma agenda extremamente conservadora e necessária, originada justamente dos seus piores adversários, o chamado Tea Party do Partido Republicano.”
* Frank Maia, o autor da charge de abertura desta matéria, é ilustrador freelancer e chargista do jornal A Notícia, de Joinville, Santa Catarina. Veja outras charges inteligentes no seu site “Xinelão Studio”.
Nos países do Oriente, Japão, Coréia, Taiwan e outros, as bolsas abriram a segunda-feira em queda livre. A média das perdas é de 3%, mas isso pode ficar pior durante a tarde, já que agora são 13h por lá. A agência Standard & Poors avisou que a nota dos títulos americanos pode ser baixada ainda mais se não forem resolvidos os problemas da dívida pública. Ainda não temos notícias do pregão noturno da Bolsa de Chicago, onde as cotações do milho e da soja trafegam num viés de baixa.
Estava previsto que o mundo acabava na terça-feira. Erramos! Acabou três dias depois: a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou a nota da dívida americana nesta sexta-feira para AA+, o que significa que a maior economia do mundo deixou de ser AAA.
Ao longe se ouve o barulho da quebradeira das bolsas em todo o mundo. A BOVESPA já está olhando firme para o fundo do poço, na linha dos 50 mil pontos, depois de beirar os 70 mil.
Ainda bem que temos o sábado e o domingo para os ânimos se acalmarem. Segunda-feira vai ser um dia decisivo, inclusive para os grãos brasileiros, o esteio da economia do Oeste baiano.
Comentário do deputado Onyx Lorenzoni (DEM/RS) sobre o recorde de inflação anual, verificado em julho, com índice de 6, 87%:
“O governo corta verbas de programas de renda mínima, como bolsa família, e verbas destinadas a melhorar a infra estrutura via PAC, tenta fazer parecer que é austero, mas a austeridade só vale para os que mais precisam.
A especulação com SUPER JUROS não tem corte algum, assim como as passagens aéreas, os super salários e as mordomias de mensaleiros conhecidos. É bom que se saliente: A INFLAÇÃO É UMA DECISÃO DO GOVERNO.
O governo expande a massa monetária (imprime mais notas de real) para pagar suas contas e assim corrói o poder de compra do real. Isto é inflação! As políticas para “conter a inflação” são só maquiagem, para retardar o efeito da expansão da massa monetária.”
Pânico geral nas bolsas de todo o mundo. As commodities caíram em todo o mundo, entre elas, soja e milho. O IBOVESPA chegou a cair 6%, recuperando-se um pouco no final do período. Já se ouve o tropel dos cavalos do apocalipse na linha do horizonte. E acredite: desta vez não é uma marolinha. Com raríssimas exceções, o mundo conhecido como Ocidental está mais quebrado que canjiquinha.
Veja o artigo de Fernando Canzian, na Folha:
O pânico voltou a tomar conta dos investidores. As preocupações ainda refletem as turbulências desta quarta-feira causadas pelos temores de que Itália e Espanha sejam afetadas pela crise da dívida (veja quadro sobre o endividamento europeu) que se arrasta pelo continente. Nesta quinta-feira, a Comissão Europeia (CE) inflamou ainda mais os humores dos mercados ao admitir que a crise da dívida soberana não está mais restrita à periferia da zona do euro. As declarações do presidente do Banco Central Europeu, Jean Claude Trichet, sobre a necessidade de rápida implementação dos programas para Grécia, Irlanda e Portugal, também contribuíram para as quedas generalizadas. Por fim, a economia dos Estados Unidos também inquieta os analistas. Dados ruins do mercado local sinalizam que o país pode estagnar ou entrar em recessão, o que seria péssimo para a economia internacional.
Bolsas na Europa – As bolsas europeias despencaram nesta quinta, em uma sessão volátil. Todos os principais índices europeus operavam com quedas maiores de 3% no fechamento dos mercados. O IBEX 35, principal índice da Bolsa de Madri, destacou-se entre as maiores perdas da região, com queda de 3,89%; seguido de perto pelo indicador da Bolsa de Milão, o FTSE MIB, que amargou declínio de 3,21%. Espanha e Itália seguem no centro das desconfianças dos mercados.
O CAC 40, índice da Bolsa de Paris, cedeu 3,90%; seguido por um decréscimo de 3,40% que se verificou no índice DAX, da Bolsa de Frankfrut, e por um recuo de 3,20% do FTSE 100, da Bolsa de Londres.
Bovespa – O Ibovespa registrava às 14:10 uma perda ainda mais profunda que as verificadas na Europa, de 4,62%, sendo que, mais cedo, atingiu a mínima de 5,81%. Ao mesmo tempo, em Nova York, os principais índices do mercado acionário registravam perdas intensas. O Dow Jones caía 2,40%, o Nasdaq, 2,66% e o S&P 500, 2,65%.
O ouro, visto como um ativo seguro pelos investidores, após bater recordes de valorização, passou a operar em queda de 0,53%.
Se o Ibovespa registrar quedas maiores que 10% em relação ao dia anterior, há uma interrupção nas negociações, chamada circuit breaker, de 30 minutos. A última vez que isso aconteceu foi no dia 22 de outubro de 2008, no início da crise financeira. Nesse dia, a bolsa registrou queda de 10,18%.
Guerra cambial – Alguns países passaram a implementar medidas de controle de capital para conter a valorização de suas moedas. Enquanto o Japão vendeu ienes, conseguindo uma queda de 4% em relação ao dólar; a Suíça reduziu suas taxas de juros a quase zero, após o franco ter valorizado 36% nos últimos doze meses.
Ao fim da entrevista à imprensa do presidente do BCE, o euro despencou e passou a operar com baixa de cerca de 1,3%, se aproximando da mínima histórica de 1,0795 franco.
Em meio às especulações sobre a saúde da economia americana e o noticiário negativo vindo do velho continente, as operações de câmbio no país atravessaram uma sessão relativamente mais calma.A moeda americana encerrou a quarta-feira (3/8) em queda de 0,32% frente ao real, a R$ 1,560 para compra e R$ 1,562 para venda.
A desvalorização acumulada do dólar é de 6,1% no ano. Numa equação grosseira, se apenas essa queda fosse compensada, a soja, que hoje vale R$42 em Luís Eduardo, poderia valer algo em torno de R$44,60. Parece pouco, mas para atividades que trabalham com margens líquidas abaixo de 10%, isso pode parecer tudo. O saldo de entrada e saída de dólares no país (fluxo cambial) ficou positivo em US$ 15,825 bilhões em julho, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (3/8) pelo Banco Central.
No acumulado do ano, o fluxo cambial está positivo em US$ 55,658 bilhões, sendo que no mesmo período do ano passado o fluxo havia sido positivo em US$ 4,075 bilhões.
As medidas paliativas que o Governo Federal anunciou esta semana, com a retirada da contribuição previdenciária de indústrias que tem forte concentração de mão-de-obra, significam uma virada de costas ao câmbio. A indecisão política em relação a uma âncora cambial pode comprometer o desenvolvimento da economia do setor primário, ainda base das exportações e locomotiva do desenvolvimento econômico. Com informações do Brasil Econômico, Valor Econômico e outras fontes.
É grande e é um bom início de conversa o leque de medidas adotadas pelo governo federal nestas terça-feira para iniciar um processo de melhoria da produção brasileira, o que inclui desoneração mitigada de encargos fiscais, trabalhistas e tributárias, além de incentivo verdadeiro para a melhoria da competitividade.
É o chamado Plano Brasil Maior de Política Industrial. A nova política não objetiva aquecer a economia, mas fazer a indústria ocupar o espaço que está sendo tomado velozmente e em grande proporção pela concorrência externa. O governo informou que abrirá mão de R$ 25 bi ao longo de dois anos, R$ 6,5 bi dos quais este ano. Entre as principais medidas de desonerações tributárias para ramos industriais e de serviços específicos e bem pontuais, estão a redução do IPI sobre bens de investimento e ampliação do prazo para a redução do IPI sobre bens de capital, material de construção, caminhões e veículos comerciais leves, que já estão em vigor há algum tempo, mas empresas sob ameaça de eliminação. Em relação á desoneração da folha de pagamentos, apenas alguns setores foram contemplados. A lista inclui ramos industriais relevantes no bolo da produção industrial gaúcha, como calçados e artefatos de couro, móveis e confecções, além de software. O governo também passará a dar preferência de compra a produtos brasileiros, mesmo em licitações. Comentário do jornalista Políbio Braga.
Se o Governo Federal não der um jeito na política cambial, mesmo que artificialmente como fazem China e Estados Unidos, nada vai resolver o problema da indústria brasileira. São necessárias também medidas fortes na importação de similares aos produzidos pela indústria nacional e uma mão-de-força no combate ao contrabando e ao descaminho.
Nesta tarde, o Senado dos Estados Unidos derrotou uma proposta democrata para elevar o limite de dívida do país, enquanto os parlamentares se aproximavam de um acordo que seja aceitável para ambos os partidos. Com o resultado de 50 votos a 49, o plano do senador Harry Reid não conseguiu os 60 votos necessários para avançar na Casa de 100 membros.
Elementos da proposta de Reid foram cogitados no acordo bipartidário em curso nesta tarde. O Senado precisa agir rapidamente quando houver um consenso.
O acordo que está sendo buscado com o líder republicano e o governo. Nós estamos esperançosos e confiantes de que ele pode ser feito – disse Reid no Senado após a votação.
Sob as regras normais do Senado, a votação final de um eventual acordo pode ser adiada até quarta-feira, um dia após o prazo final estabelecido pelo Departamento de Tesouro para garantir que os EUA não dêem calote em suas obrigações de dívida.Mas o acordo também pode incluir provisões para garantir que o Congresso aja antes disso, segundo um assessor democrata.
No começo da noite, o presidente Barack Obama anunciou, na Casa Branca, que o acordo entre os políticos estava fechado, com cortes orçamentários de 1 trilhão de dólares em 10 anos. Agora, espera-se que a votação nas duas casas do Congresso aconteça ainda nesta-segunda feira.
O que ninguém comenta é que o grande problema da economia estagnada dos Estados Unidos é o desemprego, que atinge quase 10% e poderá ser decisivo para a reeleição de Obama.
O dólar reagiu, hoje, com ganho de 1,35%, para R$1,559, com a implementação das medidas governamentais que taxam em 25% os ganhos sobre posições vendidas dos chamados derivativos. Isto é: aqueles investidores que ganham prometendo vender dólar e ações por preços abaixo do esperado.
Com a maior taxação o volume de dólares que entra no país tende a diminuir, o que reduziria a cotação. Os derivativos cambiais têm grande influência na formação de preços da moeda norte-americana no mercado à vista.
A notícia chega em boa hora para o agronegócio, principalmente para as cotações da soja, que depois da onda de calor norte-americano, são fortemente pressionadas pelas chuvas regulares no cinturão do milho.
No entanto, o grande clamor da indústria, que está esboroando-se sob os ataques das importações, principalmente as chinesas, é o principal motivo da atitude do Governo. Poucos sabem até quanto o dólar pode reagir frente ao real. Mas só o viés de alta já é uma garantia de empregos e investimentos na indústria.
O Governo promete também, embora ainda não tenha utilizado este instrumento, a possibilidade de o fundo soberano brasileiro comprar moeda norte-americana nos mercados à vista e, também futuro.
A soja foi comercializada hoje, nos mercados de Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, por preços entre 41 e 42 reais a saca de 60 kg.
Com a crise do etanol brasileiro, o consumo da gasolina já está ultrapassando a capacidade da Petrobrás de produzir o derivado. Portanto a estatal já prepara para importar gasolina. Como o preço lá fora é maior do que aquele que a Petrobrás pratica hoje, lá vem aumento. Com a alta do combustível, outros aumentos se disseminam por todas as cadeias produtivas, principalmente aquelas ligadas à produção e industrialização de alimentos. Então tome mais inflação e tome mais juros para segurar a inflação. Que se faça uma pausa solene e um minuto de silêncio pela capacidade de planejamento do Governo. Há pouco, brigava para exportar álcool. Hoje, está importando. A 7ª economia do mundo também anda pelas beiradas.
O cenário da quebra dos Estados Unidos, diante da negativa dos republicanos em autorizar o aumento do endividamento público é tão trágico, tão negro, que ninguém acredita que aconteça. A data marcada para o terror que paira sobre a economia de todo o mundo é 2 de agosto. E a possibilidade de acontecer é grande, até porque os WASP (brancos, anglo-saxões e protestantes) não engoliram a eleição de Obama e não admitem a possibilidade de sua reeleição. Quarenta e três anos depois da morte de Martin Luther King os Estados Unidos ainda estão divididos num apartheid rancoroso. De um lado a direita republicana e a maioria silenciosa. De outro, porto-riquenhos, negros, índios e latino-americanos.
De janeiro a maio de 2011, Luís Eduardo Magalhães exportou US$ 214,2 milhões, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Mantida a atual média mensal (US$ 42,8 mil), até o fim de 2011, terão sido exportados US$ 514,3 milhões, cifra que não bate o recorde de 2008 (US$ 541 milhões), mas que é mais alta que o resultado de 2010: US$ 486 milhões.
Metade vai para a Alemanha
Alemanha (46,71%), China (21,49%) e Portugal (9,64%) continuam sendo os principais destinos dos produtos de LEM, tendo comprado, entre janeiro e maio de 2011, 77% de todos os produtos da cidade.
Todavia, no ranking dos principais países compradores de LEM, o destaque foi para a Coréia do Sul, quarta colocada, que ampliou em 379% a compra de produtos de LEM em relação ao mesmo período de 2010 e já responde por 5,64% de tudo que é exportado por LEM.
Principais produtos exportados por LEM em 2011
1º – Bagaços e outros resíduos sólidos, da extração do óleo de soja – 45% (US$ 97,3 milhões).
2º – Outros grãos de soja, mesmo triturados – 43,5% (US$ 93,3 milhões).
3º – Algodão simplesmente debulhado, não cardado, nem penteado – 8,6% (US$ 18,4 milhões).
4º – Mamões (papaias) frescos – 1% (US$ 2,2 milhões). 5º – Linteres de algodão, em bruto – 0,45% (US$ 957 mil). 6º – Café não torrado, não descafeinado, em grão – 0,33% (US$ 703 mil). 7º – Algodão não debulhado, não cardado, nem penteado – 0,33% (US$ 699 mil).
8º – Lecitinas e outros fosfoaminolipídios – 0,20% (US$ 437 mil).
A BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, anunciou queda no preço dos combustíveis. Segundo informações da assessoria de imprensa, o preço da gasolina baixou em média 6% e, do etanol hidratado, cerca de 13%.
A empresa informou que, embora “o mercado seja livre à pratica do preço de venda”, a expectativa é de que o desconto seja repassado aos consumidores à medida em que os estoques atuais cheguem às bombas.
A baixa dos preços do etanol e da gasolina tende a continuar, de acordo com a BR Distribuidora, informação confirmada ontem, em Brasília, pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Em entrevista coletiva após participar da posse de lideranças parlamentares no Senado Federal, Lobão afirmou que, impulsionadas pela BR, as outras distribuidoras devem seguir a tendência da redução dos preços.
Se o Governo desejasse de verdade diminuir o preço dos combustíveis, retirava de vez a incidência da CIDE – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, que fica com até 86 centavos do custo da gasolina e dos outros derivados de petróleo nas bombas. A CIDE na realidade está financiando a Petrobrás e a gastança indiscriminada no Governo Federal e nos estados. Está cada vez mais afastada da condição de reguladora dos preços do mercado. Sem a CIDE, os preços cairiam até 40% no custo final, reduziriam preços numa vasta cadeia de produtos e o Governo, controlando a inflação, poderia deixar de bancar os juros absurdos da dívida pública.
A PRAGA DA CIDE CORRÓI A ECONOMIA
A CIDE combustíveis foi criada pela Lei nº 10.336, de 19 de dezembro de 2001 no Brasil, pelo governo do tucano Fernando Henrique Cardoso. É incidente sobre a importação e a comercialização de gasolina, diesel e respectivas correntes, querosene de aviação e derivativos, óleos combustíveis (fuel-oil), gás liquefeito de petróleo (GLP), inclusive o derivado de gás natural e de nafta, e álcool etílico combustível.
A principal consequência é que o valor destes produtos aumentou muito acima da inflação, principalmente por ser cobrado em cascata com outros impostos, como o ICMS. Ao custo de R$ 860,00 por m³[1], a Cide aumenta o valor da gasolina em R$ 0,86 na base da cadeia (refinaria ou importador). Somado aos 25% de ICMS que a maioria dos estados cobra sobre o produto, reflete no preço final em R$ 1,075.
Essa contribuição incide sobre os produtos importados e sua comercialização. Têm como fato gerador os combustíveis em geral. Os contribuintes são o produtor (refinaria), o formulador (laboratórios de pesquisas) e o importador (pessoa física ou jurídica) dos combustíveis elencados no art. 3º da Lei nº 10.336, de 2001.
Do total arrecadado, 71% vão para o orçamento da União, e os outros 29% são distribuídos entre os estados e o Distrito Federal, em cotas proporcionais à extensão da malha viária, ao consumo de combustíveis e à população.
O Brasil pode ser uma das principais vítimas em caso de calote dos Estados Unidos, na hipótese do Congresso americano negar o aumento do endividamento ao Executivo . No momento, a economia brasileira tem quase 207 bilhões de dólares em papéis de dívida a receber – está abaixo apenas de China, Japão e Reino Unido. Em junho do ano passado, os Estados Unidos deviam 164 bilhões de dólares ao Brasil – um percentual de dívida 26,3% inferior ao atual.
O principal credor dos Estados Unidos é a China, com 1,15 trilhão de dólares. Os japoneses detêm 907 bilhões de dólares em papéis de dívida norte-americanos, enquanto os ingleses compraram 333 bilhões de dólares. Somados, os países exportadores de petróleo têm mais dinheiro a receber dos EUA do que o Brasil – 222 bilhões de dólares, em dados de abril deste ano. Porém, o crédito cresceu apenas 5,4% em relação ao mesmo período em 2010, percentual bem inferior ao do Brasil. O maior crescimento foi o do Reino Unido: hoje, os EUA devem aos ingleses 252,4% a mais do que deviam em junho do ano passado.
Os últimos números tabulados pela CNI demonstram desaceleração do setor industrial, embora ainda seja difícil estabelecer tendências (o movimento é tipo stop and go desde janeiro). Acompanhe estes tres dados de maio – todos com base 100), mas só revelados agora pela CNI: Uso de capacidade instalada – 82,4% (82,2%) Faturamento da indústria – 120,8 (122,1)) Número de empregos – 109,6 (110) A CNI estima que o PIB da indústria crescerá apenas 3,2% este ano, talvez 3,8%. Do blog do jornalista Políbio Braga.
O presidente norte-americano tentou costurar, no dia de hoje, um acordo para elevar o teto autorizado, pelo Congresso, da dívida pública. Desde maio a dívida bateu no limite do endividamento público, US$14,3 trilhões e o governo tem feito manobras para honrar seus compromissos e resgatar os títulos vencidos. Fontes oficiosas esperaram que a dívida pública dê um salto para 21 trilhões de dólares até 2016.
Hoje o montante da dívida já atinge 90% do PIB norte-americano e se o Congresso não autorizar um limite maior pode acontecer que o título mais seguro do mundo, o do Governo americano, torne-se um título podre, com consequências funestas para a economia. A primeira delas um crash nas bolsas, pois os títulos do Governo fazem lastro aos principais bancos da economia norte-americana, européia e do oriente como um todo. A China possui um valor absurdo de investimento, da ordem de 3 trilhões de dólares.
Até o dia 27 de junho foram arrecadados 700 bilhões de reais, segundo o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo. É a soma do que os governos federal, estaduais e municipais arrecadaram até agora, apontando sinistramente para uma arrecadação anual de 1,4 trilhões de reais. Combinada com as altas taxas de juros pagas pelo Governo na assustadora dívida pública, essa arrecadação é um bomba de retardo, uma tragédia anunciada.
O cenário fica ainda mais macabro quando se conectam as forças da supervalorização do Real frente ao Dólar, inviabilizando exportações, incentivando as importações, retirando a capacidade de investimento em setores pontuais da economia, como a bioenergia, o agronegócio e o setor automobilístico, por exemplo.
O País como um todo, independente das aves agourentas dos políticos, precisa estabelecer não o dia, mas a década da derrama, como propunham os inconfidentes mineiros. Efetivamente sustentar sinecuras nos palácios e a volúpia dos banqueiros não estão entre as aspirações do País que pretende o desenvolvimento como forma de sustentar a inclusão de largas faixas da população.
A produção industrial do país cresceu em 11 das 14 regiões analisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em maio, na comparação com abril, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (6). Na Bahia, porém, houve recuo.
No mês, considerando todos os locais, a produção das indústrias aumentou 1,3% em relação a abril, quando houve queda de 2,1%. Em relação ao mesmo período do ano passado, a atividade industrial cresceu em 8 locais – quantidade acima da registrada em março e abril. O IBGE pondera que maio deste ano teve um dia útil a mais do que maio de 2010.
Nessa comparação anual, a produção registrou aumento acima da média: Espírito Santo (18,8%), Goiás (9,8%), Amazonas (7,6%), Pará (7,1%), Rio Grande do Sul (5,7%) e São Paulo (3,9%). Abaixo da média nacional, mas com taxas positivas estão Rio de Janeiro (0,8%) e Minas Gerais (0,6%). Na contramão, tiveram recuos Ceará (-10,9%), Santa Catarina (-9,8%), Paraná (-5,9%), região Nordeste (-4,6%), Pernambuco (-4,2%) e Bahia (-2,3%). Informações do Correio*.
A participação do BNDEs na fusão dos grupos Pão de Açúcar e Carrefour ainda vai dar muito o que falar. É a estatização, proposta por um novo capitalismo de Estado, que não beneficia nem contribuintes, nem consumidores. Quem está por trás desta montanha de dinheiro que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social vai entregar de mão beijada aos empresários? O que se deseja concentrando o poder econômico na área de varejo de alimentos? Ninguém vai querer ou pode evitar pensar que existe favorecimento à empresa privada? A que tipo de desenvolvimento social este banco estatal está se propondo?
Apesar de toda a imprensa do País estar batendo forte no formato do negócio, ele acontecerá porque dos 190 milhões de brasileiros, 188 milhões usam jornal para outros fins que não a leitura e assistem a TV para ver novelas e programas de auditório.
Os nossos amigos Eduardo Yamashita, ex-secretário de Agricultura de Luís Eduardo, hoje na área privada, e Sérgio Schlaeder, consultor de negócios, enviam foto da visita que o secretário da Agricultura, Eduardo Salles, a prefeita Jusmari Oliveira e o deputado Oziel de Oliveira fizeram ao vice-presidente Michel Temer para falar sobre os investimentos chineses no Oeste da Bahia.
A agropecuária foi a principal responsável pelo crescimento de 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país no primeiro trimestre de 2011, com salto de 3,3% no período, a maior taxa de expansão entre todos os setores da economia. Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o aumento foi puxado, principalmente, pelos ganhos de produtividade, que devem levar a uma safra de grãos e fibras estimada em 159 milhões de toneladas.
Entre os produtos que mais contribuíram para o resultado do primeiro trimestre, por causa da colheita no período, estão algodão, arroz, milho e soja.
Na comparação com os três primeiros meses de 2010, a agropecuária apresentou crescimento de 3,1%. A Superintendência Técnica da CNA avaliou que os próximos levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial do produto interno, devem apresentar resultados ainda mais positivos para o setor agropecuário, pois, além do resultado final da safra de grãos, vai contemplar o período em que se deu a recuperação de preços do agronegócio. A estimativa da confederação é que o PIB do setor feche 2011 com elevação de 9%. O informe é da Agência Brasil.
A queda de 2,1% da atividade industrial entre março e abril teve 13 dos 27 ramos pesquisados apontando redução na produção, com destaque para a perda vinda de máquinas e equipamentos, que recuou 5,4% em abril, após quatro meses de crescimento, período em que acumulou ganho de 4,9%. Outras influências negativas relevantes sobre o total da indústria vieram dos ramos de produtos de metal (-9,3%), veículos automotores (-2,8%), alimentos (-2,4%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-7,6%) e refino de petróleo e produção de álcool (-1,4%). Entre as atividades que aumentaram a produção, os desempenhos de maior importância para o resultado global foram farmacêutica (3,3%), indústrias extrativas (2,5%), fumo (20,6%), metalurgia básica (1,4%), equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros (6,6%) e outros produtos químicos (1,1%).
O emprego no conjunto das nove Áreas Metropolitanas cresceu 0,65% (+99.850 postos de trabalho). Esse resultado decorreu da expansão generalizada do emprego, com quatro regiões metropolitanas revelando recordes e duas o segundo melhor resultado.
As Áreas Metropolitanas que mais se destacaram foram: São Paulo (+37.225 postos ou +0,59%), Rio de Janeiro (+19.680 postos ou +0,76%, o melhor saldo para o mês) e Belo Horizonte ( +9.160 postos ou +0,61%).
Também se verificaram recordes em Curitiba (+8.372 postos ou +0,83%), Salvador (+5.782 postos ou +0,69%) e Recife (+3.556 postosou +0,44%).
No Interior dessas Áreas, o emprego cresceu 1,05%, correspondente ao incremento de 137.509 postos de trabalho.
Esse desempenho mais favorável em relação ao conjunto das Áreas Metropolitanas foi impulsionado pelo setor Agrícola. Os Interiores dos estados desses aglomerados urbanos que mais se destacaram foram São Paulo (+81.908 postos ou +1,49%) e Minas Gerais (+27.194 postos ou +1,15%). Do editor em Brasília, Cassiano Sampaio.
O ASX, que já se encontra a venda na Paraíso Motors, será fabricado inteiramente no Brasil.
A Mitsubishi anuncia que fará investimentos de cerca de R$ 1 bilhão nos próximos cinco anos na ampliação da capacidade de produção da fábrica em Catalão (GO), nacionalização de produtos importados e lançamento de novos veículos. O anúncio foi feito em Goiânia, em solenidade no Palácio do Governo presidida pelo governador Marconi Perillo.
Atualmente focada nos modelos com tração nas quatro rodas, a marca japonesa também pretende entrar no segmento de sedans. Além disso, planeja a construção de uma fábrica de motores até 2014. Os novos projetos devem criar mais de 1.000 novos empregos – atualmente, a fábrica tem 3.300 empregados – e poderão atrair de oito a 15 fornecedores para a região, segundo estimativas do presidente da empresa, Robert Rittscher.
Com os investimentos na fábrica de Catalão, a fabricante prevê aumentar a capacidade de produção de 180 para 300 carros/dia, atingindo 100 mil/ano, mais que o dobro da capacidade atual.
Dentro do chamado Programa Anhanguera II, a Mitsubishi Motors começou a fabricar este mês em Catalão o Pajero Dakar e, no primeiro semestre de 2012, produzirá o ASX, lançado no Brasil no fim do ano passado.
Em 2010, as vendas da Mitsubishi Motors do Brasil cresceram 25%, com cerca de 46 mil veículos e participação de 1,3% no mercado. Com os investimentos anunciados, a marca pretende aumentar sua participação no mercado nacional para cerca de 2%, em quatro anos. Para 2011, a previsão de crescimento é de 10% a 15%.
Reportagem de Karla Mendes, da Agência Estado, revela que o alto custo da energia elétrica, a invasão de produtos chineses e os incentivos tributários concedidos por outros países estão deixando o Brasil em segundo plano na rota de investimentos de empresas multinacionais.
Estudo feito pelo Estado, com fontes do mercado, mostra que fábricas de setores eletrointensivos – em que o custo da energia é um dos principais componentes no preço final do produto, como alumínio, siderurgia, petroquímico e papel e celulose – estão fechando unidades no País ou migrando para outros locais por causa da perda de competitividade no mercado brasileiro. A jornalista cita na matéria dois casos que aconteceram na Bahia: a siderúrgica Gerdau Usiba, na região metropolitana de Salvador (BA), esteve paralisada por causa do alto custo da energia e a Novelis fechou fábrica em Aratu e, segundo fontes, pode migrar para o Paraguai. Leia mais no portal do Estadão.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou ontem à noite, 20, que a taxa básica de juros (Selic) para os próximos 45 dias será de 12% ao ano. A decisão foi tomada pelos diretores do BC com o objetivo de conter o processo de inflação, em evidência desde setembro do ano passado.
Em comunicado divulgado depois da reunião, o Copom explica que “dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu elevar a taxa Selic para 12% ao ano, sem viés, por 5 votos a favor e 2 votos pelo aumento da taxa Selic em 0,5 ponto percentual”.
O Copom adiantou também que “considerando o balanço de riscos para a inflação, o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica, bem como a complexidade que ora envolve o ambiente internacional” entendeu que, neste momento, “a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012.”
Foi o terceiro aumento da taxa Selic no ano. A taxa básica de juros terminou 2010 em 10,75% ao ano e está, agora, no nível mais alto desde janeiro de 2009, quando estava em 12,75%.
O reajuste dos juros é mais um instrumento que o governo tem para tentar controlar a inflação. Em dezembro do ano passado, a tentativa de fazer a inflação baixar começou quando o BC aumentou o compulsório bancário, retirando cerca de R$ 61 bilhões de circulação, com o objetivo de reduzir o crédito e o consumo no mercado doméstico. Além disso, o BC exigiu também que os bancos disponibilizassem mais capital próprio como seguro nos empréstimos de longo prazo. Da Agência Brasil.
A Petrobras já sinaliza que pode faltar gasolina em alguns postos do país. O problema é a falta de etanol anidro, por causa da diminuição da oferta de cana. O etanol é misturado ao combustível. O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, reconheceu, em entrevista à agência Reuters, que pode faltar gasolina por causa da escassez de etanol. Os preços do etanol anidro subiram para níveis recordes, chegando a R$ 2,80 o litro para os distribuidores.
A gasolina em Luís Eduardo já subiu pela segunda vez em menos de 30 dias. E as garantias do Governo Federal que a gasolina não subiria por motivo algum? Só nos falta voltar agora ao câmbio negro e contrabando de gasolina, como nos tempos da II Guerra Mundial. O que este povinho está fazendo lá em Brasília? O Brasil não era auto-suficiente em petróleo?
O jornalista Políbio Braga fez uma larga consulta a economistas, exportadores e especialistas do mercado de capitais. Eis suas conclusões sobre o cenário recessivo que o Governo Dilma está querendo fixar como fator de contenção da inflação:
“O governo até que vem tentando segurar o dólar, implementando medidas que ele chama de macroprudenciais, na verdade uma série de ações de caráter recessivo, porque a idéia é garrotear o acelerado crescimento da economia e com isto conter a inflação (IPCA de 6,3% no acumulado de 12 meses) e como conseqüência segurar o dólar.
√ As sucessivas medidas tomadas pelas autoridades monetárias (juros mais altos, prazos mais curtos, IOF em alta bruta), não conseguiram e não conseguem conter a disparada da inflação e em consequência não conseguem impedir a valorização do real, o que favorece as importações e entradas de capitais, mas ao mesmo tempo produz emissão de reais e derruba as exportações.
√ Além das medidas macroprudenciais, o governo teria que utilizar uma política fiscal restritivíssima, contendo brutalmente seus gastos e investimentos, o que reluta em fazer.
√ O controle do câmbio não ocorre de modo decisivo. É por isto que o dólar despenca a olhos vistos. No meio da tarde desta sexta-feira, a cotação do dólar estava em R$ 1,574, em queda de 0,63%. O valor é o menor desde 4 de agosto de 2008. E as previsões:
√ No mercado futuro, o contrato de maio negociado na BM&F ofereceu cenário ainda pior (queda de 0,81% e cotação de R$ 1,576).”
-√O Dollar Index futuro (seis moedas rivais) recua do mesmo modo. Nesta sexta, caiu 0,7!5. O euro chegou a subir 0,86% gente ao dólar, valendo US$ 1,44.
Áreas aptas para o plantio de cana no Brasil. Clique na imagem para ampliar.
O Brasil vai importar etanol dos Estados Unidos nas próximas semanas. De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, para conter a alta dos combustíveis, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) resolveu trazer para cá álcool americano. Mas antes, teve que autorizar um aumento temporário na quantidade de água no álcool anidro, que é misturado à gasolina vendida nos postos. No exterior, o etanol anidro pode ter até 1% de água, mas no Brasil o teor máximo era de 0,4%. De acordo com a Folha, a longo prazo, a mudança poderia ser prejudicial ao motor.
Se o Brasil quer a liberação das restrições americanas à importação de álcool, como está importando? Na realidade, a crise de 2009 frustrou a implantação de grandes projetos de usinas alcooleiras no País, o que, somado às crescentes cotações do açúcar, levou a um equilíbrio de oferta e demanda. A viabilidade econômica do etanol para o consumidor passa pelos apertos financeiros das usinas e problemas de estocagem durante as safras. Fora da safra, o preço sobe e o combustível se torna inviável.
O jornalista Políbio Braga reconta em seu blog a história de como a Ford, que teve seus direitos contratuais negados pelo então recém inaugurado governo petista, veio parar na Bahia. Os gaúchos não esquecem um malfeito. E isso se pode notar pelo ressentimento do jornalista, homem de direita, é verdade, mas sem deixar, no entanto, de narrar uma triste página da história recente do Rio Grande do Sul:
“No final do governo Antônio Britto, 1997, quando já era certo que a Ford faria companhia à GM no RS, o editor visitou Guaíba, Gravataí, Nova Santa Rita e Glorinha, todas na Grande Porto Alegre, onde se instalariam respectivamente as fábricas da Ford, GM, Laminadora de Aço e Good Year.
O então governo Olívio Dutra mandou Ford, Laminadora de Aço e Good Year para fora do RS. Só ficou a GM, cuja fábrica tinha chegando ao ponto de não retorno em Gravataí.
É claro que a Laminadora e a Good Year só sairiam no caso de ser montado o verdadeiro super cluster de carros que Britto costurou para instalar no RS (Britto também atraiu a fábrica de caminhões International Harvester para Caxias e a fábrica de carros esportivos TVR para Farroupilha, como atrairia muito mais indústrias).
A Ford acabou na Bahia, onde a figura de Olívio Dutra é saudada como grande benemérito do Estado. A superfábrica que montou lá, levou riqueza e empregos junto, mas também levou fornecedores fantásticos, como a fábrica de pneus alemã Continental (a Good Year não se interessou pela Bahia).
Pois a Continental anunciou nesta quinta-feira que sua fábrica já é pequena e quer fabricar 10 milhões de pneus por ano. É por isto que anuncia novos investimentos de US$ 210 milhões.
A economia gaúcha pode debitar toda essa conta na contabilidade do PT. Foi seu ranço jurássico neomarxista, aliado à turrice cristã-comunista do galo missioneiro, que confinaram os gaúchos no espaço estagnado sob as margens do Mampituba.”
Observação: Galo Missioneiro é o apelido do sindicalista Olívio Dutra, por ser valente e nascido na região das Missões gaúchas. Mampituba é o rio que separa o Rio Grande de Santa Catarina no litoral. Na época o Rio Grande do Sul já era o segundo estado em produção de auto-peças. A vinda da GM e da Ford era saudada como a redenção econômica do Estado, em virtude da industrialização crescente que se observava nas regiões de imigração alemã e italiana, Vale do rio dos Sinos e Serra Gaúcha. A GM, atualmente duplicada em sua capacidade de produção, é um dos esteios da economia gaúcha.
Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o governo federal entrou na briga entre a Vale e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) em torno do valor dos royalties de mineração devidos a Estados e municípios produtores com um propósito: o de forçar a mineradora a reconhecer sua dívida de cerca de R$ 4 bilhões para, então, negociar o parcelamento dos débitos em até 60 meses.
Com o sinal verde da presidente Dilma Rousseff para “dar um aperto” no presidente da Vale, Roger Agnelli, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, foi duro na abordagem. Na reunião de ontem à tarde com Agnelli, o ministro deixou claro que o governo não aceita mais “essa conversa de não pagar” os royalties.
“Vocês publicam um balanço com R$ 30 bilhões de lucro e não querem pagar R$ 4 bilhões?”, cobrou Lobão. Outro ministro que acompanha o assunto desde o governo passado informa que o Planalto está convencido de que a Vale “planejou” o impasse para pagar menos royalties e acertar a diferença quando fosse cobrada.
O governo federal também está sob pressão de municípios da Bahia, Pará e Minas Gerais, mas o assunto ganhou destaque na Presidência quando a superintendência do DNPM no Pará cassou o alvará da Vale para explorar Carajás. A decisão foi cancelada pela direção do departamento por ordem do ministro Lobão, mas o Planalto quer aproveitar a oportunidade para rediscutir os “compromissos” da Vale com o desenvolvimento do País.
Lobão, pau mandado, é o mesmo que disse hoje que o programa nuclear brasileiro não será interrompido pelos acontecimentos do Japão. Pergunta-se: as populações ribeirinhas do Vale do São Francisco foram consultadas sobre a viabilidade de se construir reatores nucleares ao longo do rio?
Quanto à Vale, o governicho do PT não vai descansar enquanto não reverter a privatização feita por Fernando Henrique Cardoso, que transformou a empresa na maior mineradora do mundo, antes um cabide de empregos.
A dívida externa brasileira está batendo de novo em US$240 milhões, depois do presidente Lula ter anunciado que pagou toda a dívida e ainda emprestou dinheiro para o Fundo Monetário Internacional. Por outro lado, o estoque da dívida pública mobiliária federal interna (DPMFI) subiu 1,84% em dezembro de 2010, para R$ 1,603 trilhão, depois de ficar em R$ 1,574 trilhão em novembro. Os dados constam de relatório do Tesouro Nacional divulgado há pouco. No fim de 2009, o estoque estava em R$ 1,398 trilhão.
Desta dívida, os papéis pré-fixados são quase 38% e a parcela de títulos públicos federais atrelada a índices de preços ficou praticamente estável na composição do total, saindo de 28,08% em novembro para 28,14% um mês depois, ou R$ 451,30 bilhões.
Moral da história: se o Governo pagar o serviço da dívida, tudo está bem. Apesar de que o grande buraco, interno e externo, só cresce. Este é o resultado do “grande salto para o futuro” ou ainda, da “Epopéia do Nunca Antes”, de 8 anos do Governo Lula. A camarilha locupletou-se, o país endividou-se e a desigualdade permanece igual.
Crescer 7,5% às custas de investimento obtido com o lançamento de títulos da dívida pública não é crescimento. É apenas sórdido endividamento para as gerações futuras. Se o brasileiro, pobre ou rico, nascer nesta madrugada, já nasce devendo o equivalente a 8.500 reais. Os mais pobres vão pagar esse valor, sabe-se lá como, na boca do caixa do supermercado e na passagem do coletivo. E o empresariado vai ser achacado, todo dia, toda hora, com a maior carga tributária do planeta.