A escolha de Sofia.

Comentário do jornalista Cláudio Humberto, especialista nos subterrâneos bolorentos de Brasília, sob o título “A escolha de Dilma é sua ‘herança maldita”:

“A presidenta enfrenta sua “escolha de Sofia” no ambicioso e duvidoso corte de R$ 50 bilhões do Orçamento: ele ou a inflação. E também não poderá “matar” o mensageiro que trouxe a “carta”: o pigmalião Lula, que a “esculpiu” quando ela chefiava a Casa Civil. Cinderela cativa, não alertou para o custo de tal transformação. E talvez pague caro por ignorar o alto preço da armadilha embutida no sonho da Presidência.”

No dia 28/02 fizemos um comentário semelhante, em que lamentávamos que a austeridade de dona Dilma deveria ter sido criada na gestão anterior. Confirmamos, agora, nossa opinião.


IBGE anuncia crescimento recorde do PIB: 7,5%

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, fechou 2010 com crescimento de 7,5 % em relação ao ano anterior. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou hoje (3) os dados, esse é o maior resultado desde 1986, quando a economia também teve expansão de 7,5%.

Em valores correntes, o PIB ficou em R$ 3,675 trilhões no ano. A expansão da economia em 2010 foi beneficiada, segundo o IBGE, pela baixa base de comparação no ano anterior, quando o PIB registrou queda de 0,6%, influenciado pelos efeitos da crise financeira internacional.

O crescimento observado é resultado do aumento de 6,7% do valor adicionado a preços básicos e da elevação de 12,5% nos impostos.

O documento do IBGE também aponta que, no que se refere à produção, o PIB da indústria, com alta de 10,1%, foi o que mais cresceu entre os três componentes, puxado pelo bom desempenho da extrativa mineral (15,7%), seguida pela construção civil (11,6%).

O PIB agrícola registrou elevação de 6,5%. Neste caso, o resultado foi influenciado pelo aumento de produção de várias culturas importantes da lavoura brasileira, com destaque para a soja, com aumento de 20,2%, do trigo (20,1%), do café (17,6%), do milho (9,4%), da cana (5,7%) e da laranja (4,1%).

O setor de serviços teve crescimento de 5,4% em 2010, puxado pelas atividades de intermediação financeira e seguros; e comércio, ambas com alta de 10, 7%. Segundo o IBGE, o crescimento da população empregada, da massa salarial e do crédito foi o fator que sustentou o crescimento das vendas no ano. Além disso, houve expansão de 8,9% em transportes, armazenagem e correio; e de 3,8% em serviços de informação.

Já em relação à demanda, o IBGE apurou aumento de 7,0% do consumo das famílias, sétimo ano de alta consecutiva; e elevação de 3,3% no consumo do governo. A formação bruta de capital fixo cresceu 21,8%, representando a maior taxa acumulada em quartos trimestres desde o início da série, em 1996.

No setor externo, houve aumento tanto nas exportações (11,5%) como nas importações (36,2%).

O Produto Interno Bruto representa o total de riquezas produzidas no país e é usado para dimensionar o tamanho da economia nacional. Para calcular o PIB, o IBGE utiliza os resultados de pesquisas do próprio instituto ao longo do ano, em áreas como agricultura, indústria, construção civil e transporte. Matéria da Agência Brasil.

Nada como uma Dilma após a outra.

De repente, não mais que de repente, dona Dilma, a senhora que está presidente, virou a heroína da austeridade fiscal, cortando emendas e orçamento a torto e a direito, do Estado gastador, perdulário e corrupto. E nós, simples mortais, já não nos lembramos mais que foi ela quem mandou nos últimos quatro anos do soberano e boçal governo Lula. E nos prendemos a falar em “herança maldita”. Foi dona Dilma quem protagonizou a soltura diarréica da cornucópia oficial. Sem medidas e com o olhar fixo na cadeira presidencial.

Que não se chorem as atitudes olímpicas de nossa Grande Guia, Condutora e Suprema Mãe. Como foram os cortes ao orçamento que vieram ao lume no dia de hoje. Ela fez a caminha dura em que agora se deita. E oremos, então: nada como uma Dilma depois de outra.

Na foto, os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento) explicam o contingenciamento de R$ 50,1 bilhões do orçamento da União. Foto: Wilson Dias/ABr.

Prepare seu bolso: conta de luz vai aumentar. E muito!

Enquanto a meta inflacionária para este ano é de 4,5%, o reajuste médio nas contas de luz, segundo especialistas, ficará entre 9% e 11%, informa a reportagem de Leila Coimbra publicada na edição desta quinta-feira da Folha de São Paulo.

A primeira leva de reajustes tarifários das grandes concessionárias elétricas do país, entre as quais a Cemig (MG) e a CPFL (SP), ocorrerá em abril.

Mas a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) já deu neste mês de fevereiro uma pequena amostra do que está por vir: concedeu aumentos nas tarifas de até 15% para duas pequenas empresas de energia.

O efeito climático La Niña, com chuvas abaixo da média, provocou uma seca recorde nos reservatórios das hidrelétricas. Com isso, o país precisou lançar mão de geração térmica, mais cara. Essa conta somou o valor recorde de R$ 1,82 bilhão em 2010, que será pago pelo consumidor neste ano.

De 2001 a 2010, o aumento acumulado das tarifas de energia chegou a 186%, enquanto no mesmo período o IGP-M subiu 124% e o IPCA (índice oficial de inflação do governo) acumulou 86%. Infográfico e informações do jornal Folha de São Paulo.

Tem contrato em dólar? Presta atenção no que a Presidente disse em Buenos Aires.

A vontade de Dilma Rousseff ficou expressa em entrevista a jornalistas portenhos. Quer e deve proteger as relações comerciais com Estados Unidos e China, mantendo uma paridade saudável com o dólar. O Governo – leia-se Mantega – tem feito de tudo para estabelecer valores reais na relação do Real com o Dólar. Vai chegar uma hora em deverá tomar medidas drásticas e já está anunciando isso:

“Acho que o Brasil e a Argentina estão sofrendo – e todos os países emergentes, isso é público e notório – estão sofrendo as consequências da política de desvalorização praticada pelos países em questão, pelos dois grandes países do mundo. Acho que nossa posição no G-20 vai ter que ser cada vez mais uma posição de reação a esse fato, a essa política de desvalorização, que sempre levou a situações muito problemáticas no mundo, a chamada desvalorização competitiva. Eu desvalorizo a minha moeda para competir com você. Essa política levou a várias crises econômicas, aliás, a várias disputas políticas, disputas econômicas. E ela não é boa nem para o Brasil, nem para a Argentina, nem para nenhum país emergente. Nós achamos que os Estados Unidos, em especial, que detém a moeda que é reserva de valor, tem de levar em consideração esse fato. Nós temos, hoje, 280 milhões… 88 milhões de dólares em reservas, em dólar. Então, para nós, também, é uma questão muito importante que não haja uma perda de valor. A perda de valor da moeda que é reserva de valor é uma contradição. Achamos, também, que todos os países têm de… não podem aceitar políticas de dumping, mecanismos de competição inadequados, não baseados nas práticas mais transparentes, e que os países têm de reagir a esse fato. Agora, também sabemos que o protecionismo, no mundo, não leva a boa coisa. Instituir o protecionismo, você… as perdas não são restritas àquele do qual você está se defendendo, elas se espalham pelo sistema, é isso que eu quero dizer.”

Estadão: “O Risco do petróleo em águas profundas”.

Se o leitor deseja entender o que é o petróleo do pré-sal e o cenário atual e futuro do processo exploratório, leia artigo de Norman Gall no Estado de São Paulo online. O texto é de uma clareza exemplar e nos dá uma noção especial do que está acontecendo e vai acontecer a 7.000 metros de profundidade. Se não tiver tempo para ler no escritório, salve o link e leia em casa ou imprima e depois passe aos amigos.

O dragão chinês vai acordar num futuro próximo.

Alguns conhecidos voltaram da China impressionados.
Um determinado produto que o Brasil fabrica em um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões.
A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reação é  impressionante.
Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas.
Com preços que são uma fração dos praticados aqui.
Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares.
Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares.
Quando comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios. Estamos perante uma escravatura amarela e alimentando-a.
Horas extraordinárias? Na China? Esqueça !
O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego que trabalha horas extras sabendo que não vão receber nada  por isso.
Atrás dessa “postura” está a grande armadilha chinesa.
Não se trata de uma estratégia comercial, mas sim de uma estratégia de “poder” para ganhar o mercado ocidental .

Os chineses estão tirando proveito da atitude dos ‘marqueteiros’ ocidentais, que preferem terceirizar a produção ficando apenas com o que ela “agrega de valor”: a marca.
Dificilmente você adquire atualmente nas grandes redes comerciais dos Estados Unidos da América um produto “made in USA”. É tudo “made in China”, com rótulo estadunidense.
As empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares…
Apenas lhes interessa o lucro imediato e a qualquer preço.
Mesmo ao custo do fechamento das suas fábricas e do brutal desemprego. É o que pode-se chamar de “estratégia preçonhenta”.
Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a China assimila essas táticas, cria unidades produtivas de alta performance, para dominar no longo prazo.
Enquanto as grandes potências mercadológicas que ficam com as marcas, com o design, os chineses estão ficando com a produção, assistindo, estimulando e contribuindo para o desmantelamento dos já poucos parques industriais ocidentais.
Em breve, por exemplo, já não haverá mais fábricas de tênis ou de calçados pelo mundo ocidental. Só haverá na China.
Então, num futuro próximo veremos os produtos chineses aumentando os seus preços, produzindo um “choque da manufatura”, como aconteceu com o choque petrolífero nos anos setenta. Aí já será tarde de mais.
Então o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e irá render-se ao poderio chinês.
Perceberá que alimentou um enorme dragão e acabou refém do mesmo.
Dragão este  que aumentará gradativamente seus  preços, já que será ele quem ditará as novas leis de mercado, pois será quem manda,  pois terá o monopólio da produção.
Sendo ela e apenas ela quem possuirá as fábricas, inventários e empregos é quem vai regular os mercados e não os “preçonhentos”.
Iremos, nós e os nossos filhos, netos… assistir a uma inversão das regras do jogo atual que terão nas economias ocidentais o impacto de uma bomba atômica… chinesa.

Nessa altura em que o mundo ocidental  acordar será muito tarde.
Nesse dia, os executivos “preçonhentos” olharão tristemente para os esqueletos das suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando baralho na praça da esquina, e chorarão sobre as sucatas dos seus parques fabris desmontados.
E então lembrarão, com muita saudade, do tempo em que ganharam dinheiro comprando “balatinho dos esclavos” chineses, vendendo caro suas “marcas- grifes” aos seus conterrâneos.
E então, entristecidos, abrirão suas “marmitas” e almoçarão as suas marcas que já deixaram de ser moda e, por isso, deixaram de ser poderosas pois foram todas copiadas. Luciano Pires é diretor de marketing da Dana e profissional de comunicação.

Governo faz de tudo pelo dólar, que acaba caindo frente ao real.

Governo fez de tudo, hoje, para segurar a cotação do dólar. Investiu quase 1 bilhão de reais no mercado futuro do dólar. Sabe o que conseguiu: no final da tarde o dólar tinha caído dois centavos de real. A relação cambial pode ser o Waterloo da economia deste país lindo e trigueiro. Junto é claro com o déficit fiscal e com o serviço da dívida pública.

Brasil fecha 2011 na 7ª colocação na economia mundial.

Na edição especial “O mundo em 2011”, a revista semanal inglesa “The Economist”, projeta que o Brasil se tornará a sétima maior economia do planeta este ano, com Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 2 tri de dólares.

Em 2002, o PIB brasileiro era de US$ 450 bilhões, o que garantia a 12ª posição no ranking das maiores economias do planeta, atrás de países como Coréia do Sul, México, Espanha, Canadá e Itália. Nações que, de acordo com a publicação britânica, serão deixadas para trás em 2011 pela economia nacional.

Atualmente, o Brasil já é a oitava maior economia global e teve PIB acima de US$ 1,9 tri em 2010. Para que salte para a sétima posição, será necessário desbancar a economia italiana, que nunca antes foi menor do que a brasileira. É é isso que acontecerá nos próximos 11 meses, segundo os analistas ingleses. Para eles, o PIB italiano não deve passar de R$ 1,8 tri neste período. Confira:

Ranking The Economist das maiores economias em 2011

1. Estados Unidos – US$ 14,996 tri
2. China – US$ 6,460 tri
3. Japão – US$ 5,621 tri
4. Alemanha – US$ 3,127 tri
5. França – US$ 2,490 tri
6. Reino Unido – US$ 2,403 tri
7. Brasil – US$ 2,052 tri
8. Itália – US$ 1,888 tri
9. Índia – US$ 1,832 tri
10. Rússia – US$ 1,737 tri
11. Canadá – US$ 1,616 tri
12. Espanha – US$ 1,337 tri
13. Austrália – US$ 1,190 tri
14. México – US$ 1,119 tri
15. Coreia do Sul – US$ 1,094 tri

Fonte: The Economist e Brasília Confidencial.

Se o País pudesse investir no setor produtivo, apenas com redução de impostos, cerca de 50% dos 200 bilhões que paga anualmente em juros para o Capital Internacional, a meta poderia ser alcançada ainda em tempo menor.

No ano de 2010, a sociedade brasileira pagou R$ 805,708 bilhões em tributos federais – maior valor já registrado no país e que equivale a um aumento real (com base no IPCA) de 9,85% sobre o ano anterior.

Contribuem ainda para o crescimento mais modesto o peso do Estado, a legislação complexa e confusa e a indefectível corrupção em todos os níveis da gestão pública.

Voltamos à vaca fria!

Notícia divulgada no dia 30 de abril de 2009:

“O Brasil deixa de ter, a partir desta quarta-feira, os maiores juros reais do mundo. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a taxa de 11,25% para 10,25%. Conhecida como Selic, essa é a principal remuneração para quem compra títulos públicos, ou seja, empresta dinheiro ao governo federal.”

Pelo visto continua tudo como dantes no quartel de Abrantes. Voltamos de novo para a primeira posição do ranking dos maiores juros do mundo. O pior é que com a alta determinada ontem pelo COPOM, o País vai pagar mais R$200 bilhões de juros este ano sobre a dívida pública. Ou 3,33 vezes os recursos aplicados na Educação, por exemplo. Com os juros europeus e norte-americanos abaixo de 3% ao ano, nos tornamos cada vez mais o alvo dos chamados capitais voláteis. Jogando para o fundo do poço as cotações do dólar e do euro frente ao real. E tirando toda a competitividade dos setores produtivos nacionais. Começamos a sentir saudades do Meirelles!

Em 10 de outubro de 2005, publicamos artigo intitulado “Dias de África” em que lamentávamos o horror de pagar, na época, R$150 bilhões de serviço da dívida pública. Veja o artigo: Continue Lendo “Voltamos à vaca fria!”

Governo deixou Varig agonizar para não perder votos.

O governo Lula prolongou a agonia da Varig por cerca de dois anos, temendo a repercussão negativa que a quebra da companhia provocaria nas eleições de 2006.
A revelação consta nos telegramas enviados pela Embaixada dos EUA em Brasília para Washington e obtidos pelo site WikiLeaks.

A análise sobre a preocupação eleitoral foi construída com base em conversas do embaixador John Danilovich com o vice-preside00nte e ministro da Defesa na época, José Alencar, e mais fontes não identificadas do Planalto.

O caso Varig é citado em ao menos 13 telegramas. Na maioria, os diplomatas mostram preocupação com temas de interesse das empresas dos EUA de aluguel de avião, como a ILFC e os braços financeiros de Boeing e GE, credores da Varig.

O caso Varig, em especial a condução da venda em leilão judicial, foi considerado “bizantino” pelos americanos, que também ironizaram a incoerência entre o discurso e a prática do governo Lula.

O governo dizia que não ia ajudar, mas prolongava a agonia – por meio das estatais Infraero (que administra aeroportos) e BR Distribuidora (fornecedora de combustível) – ao renovar linhas de crédito ou tolerar a falta de pagamentos.

O embaixador Danilovich também conta ter ouvido de fonte palaciana, em dezembro de 2004, argumento que justificaria a atitude de não socorrer a Varig: “Por que um governo liderado por um presidente do Partido dos Trabalhadores deveria subsidiar uma empresa mal administrada que atende a elite (o pobre não tem dinheiro para voar)?”

Os telegramas trazem ainda uma revelação. Segundo o relato de Danilovich, em dezembro de 2004, durante reunião com o vice-presidente da Boeing, Thomas Pickering, Alencar afirmou que uma das soluções em estudo seria dividir a parte boa da Varig entre TAM e/ou Gol.

A Gol não tinha aparecido publicamente como parte de solução em estudo pelo governo. Porém a empresa acabou sendo a solução ao adquirir a Nova Varig, em 2007.

A aquisição evitou, mais uma vez, a falência da companhia, ameaçada pela disputa entre os sócios brasileiros e o fundo Matlin Patterson, dos EUA.

Na conversa, Alencar classificou de “um horror” a situação financeira da Varig. Adiar uma solução para o caso Varig, segundo relatos que o embaixador diz ter colhido, teria outra vantagem, além da questão eleitoral: dar tempo para TAM e Gol se prepararem para assumir as rotas internacionais.

VILÃO

Em 10 de junho de 2005, com a pressão dos credores donos de avião aumentando, Danilovich declarou: “Antevemos que a atual crise rapidamente se tornará muito pública e muito confusa”.

Quatro dias depois, o embaixador era procurado pela Varig, à época liderada por David Zylbersztajn e Omar Carneiro da Cunha, que lhe fez apelo para tentar impedir que a ILFC entrasse com ação de retomada de aviões por falta de pagamento.

Como o embaixador não se comprometeu, em 17 de junho, data em que a ILFC planejava retomar as aeronaves, a Varig entrou em recuperação judicial -ficando protegida do arresto dos aviões.

A ILFC, subsidiária da seguradora AIG, era o credor americano mais aguerrido. A Boeing, parceira antiga da Varig, apoiou o plano. Não por benevolência, mas por questão de imagem.

“Dada a popularidade da Varig no Brasil, a Boeing não queria ficar com a fama do vilão que levou a empresa à falência”, escreveu o encarregado de negócios Philip Chicola em julho de 2005. Esse papel coube à ILFC.

Os informes constam nos milhares de despachos diplomáticos que o WikiLeaks começou a divulgar em novembro. A Folha e outras seis publicações têm acesso ao material antes da divulgação no site da organização (www.wikileaks.ch). Com edição do blog de Luís Nassif.

O quem nem os telegramas raqueados pelo Wikileaks, nem a Folha e também Luís Nassif falam é que milhares de funcionários ficaram sem salários, direitos trabalhistas e, principalmente, com a previdência privada. O Governo jogou estes empregados, grande parte com mais de 25 anos de casa ou aposentados, na lata do lixo, numa crueldade sem precedentes.

Em 2013, Brasil já será a 7ª economia do mundo.

O Brasil vai superar europeus e será a sétima economia do mundo em 2013. Isto é o que anunciou hoje a consultoria PricewaterhouseCoopers (PWC), que afirma ainda que a própria crise acelerou o ritmo de crescimento dos emergentes perante os países emergidos.
De acordo com o critério de Paridade de Poder de Compra (PPC) entre países, o Brasil se tornará a 7ª maior economia mundial em 2013. Atualmente, o País ocupa a 9ª posição. O salto deve ocorrer neste ano quando o País deixará para trás a França, uma das economias mais ricas do mundo. A Inglaterra perderá posição em 2013. O Brasil ficará em pé de igualdade com a Rússia em busca da 5ª colocação, que deve chegar em 2025.
Por outro lado, a China assume a liderança global em 2018 e a Índia deve ultrapassar o Japão já em 2011, e pode alcançar os Estados Unidos por volta de 2050. “O centro de gravidade da economia mundial está mudando. Com populações muito maiores, Índia e China alcançaram a liderança mundial, em um retorno ao padrão história anterior à Revolução Industrial, quando o poder econômico global saiu da Ásia para a Europa Ocidental e os Estados Unidos”, diz o economista John Hawksworth, chefe da PricewaterhouseCoopers (PWC).

O futuro do Governo: abandonar a gestão de enceradeira louca.

Simão: estamos à beira de um apagão logístico.

Os cientistas políticos Carlos Melo e Luciano Dias e o economista Simão Davi Silber, da USP, afirmaram hoje, em entrevista na Globo News, concedida a William Waack, que o cenário do Governo Dilma pode não ser tão cor-de-rosa como quer demonstrar a propaganda oficial: o Estado é grande demais, a gestão é desenvolvida com a mesma normalidade de uma “enceradeira louca”, os juros são altos, a inflação é alta (o Chile tem uma meta de 3% de inflação para este ano), a infraestrutura é o desastre que conhecemos, a educação melhora muito lentamente, a dívida está fora de controle.

Os entrevistados lamentaram ainda que Lula, apesar do apoio político do Congresso, não tenha feito ou não tenha tido vontade de fazer, as reformas necessárias: tributária, trabalhista, política, administrativa e, principalmente, a previdenciária. Neste último caso, pintam o quadro como apocalíptico: o déficit da Previdência vai acabar quebrando o Estado.

“Durante o Governo Lula, Palocci e o Paulo Bernando propuseram um ajuste fiscal mais duro e a Dilma desqualificou como sendo uma coisa rudimentar. Esse filme do Estado comandando tudo, nós já vimos o final. Ele termina muito mal”, diz Silber.

Já no site da Faculdade de Economia e Administração, o professor Simão Davi Silber divide os desafios como de curto e longo prazo.

“No curto prazo, é fundamental que o governo não deixe acontecer uma farra fiscal. O aumento do gasto público já vem ocorrendo desde o final de 2008. A crise financeira mundial exigiu medidas porque era preciso agir para amenizar o impacto. Mas o governo passou muito da medida e haverá consequências de curto e longo prazo.”

“Quanto maior é o Estado, menor é o dinamismo. É importante que não se mexa no tripé que deu sustentação à economia nos últimos 12 anos: não deixar explodir as despesas do governo, não interferir no Banco Central – isso seria temerário – e não controlar a taxa de câmbio. Manter o que tem sido feito, o que deu credibilidade ao governo. Medidas de longo prazo seriam as de um estadista. Não dá para fugir mais das reformas e a mais urgente é a previdenciária.”

“Temos também um sistema tributário confuso, é preciso flexibilizar a legislação trabalhista, a relação trabalho/empresas. E, juntando a isso, um investimento maciço em Educação. Nenhum país é rico com população ignorante. Precisamos também investir em infraestrutura porque estamos no limiar de um apagão logístico. Como o país vive em função do mercado internacional, não há espaço para grandes aventuras ou mudanças. O que mais me incomoda é que tivemos quatro mandatos e muito pouco foi feito em reformas. O avanço em pessoas, tecnologia e infraestrutura é modesto”.

Fortalecimento do Real é, em parte, artificial e produto da boataria de 2002.

A valorização do real somou 108,16% no governo Lula até o dia 21 de dezembro de 2010 ante ao dólar, publicou a Folha. É praticamente o dobro da valorização registrada para o peso chileno (53,14%) e o peso colombiano (48,5%) no mesmo período, e quase quatro vezes a valorização do sol peruano (25,2%). O fortalecimento do real frente ao dólar também foi bem mais intenso na comparação com a moeda europeia, que neste período valorizou 24,9%, de acordo com a consultoria Ecomática.

O que a reportagem da Folha não diz é que o dólar pulou para cotações em torno de 3,50 reais no final de 2002 porque os chamados capitais voláteis sumiram do Brasil frente à incerteza do que seria e como seria o início do Governo Lula. Temia-se uma virada à esquerda e até falava-se em confisco monetário.

Gol fecha acordo com Passaredo para Barreiras e Conquista.

As cidades baianas de Vitória da Conquista e Barreiras serão incorporadas à malha da companhia aérea Gol em decorrência do acordo comercial fechado com a empresa regional Passaredo. Anunciado nesta terça-feira, 21, o compartilhamento de voos atenderá ainda as cidades paulistas de Marília, Ribeirão Preto e São José de Rio Preto, além de Ji-Paraná, em Rondônia.

Segunda maior empresa regional do país, a Passaredo opera 103 voos diários em 20 cidades e é focada no mercado de até 50 passageiros. Com o acordo, os passageiros passam a utilizar um único bilhete, além de realizar check-in apenas uma vez em casos de conexão entre voos da Gol e da Passaredo. O acerto, no entanto, não prevê acúmulo de milhas pelos usuários do programa de milhagem da Gol.

O compartilhamento de voos deve entrar em operação no próximo dia 10 de janeiro, mas as companhias já poderão vender bilhetes da empresa parceira a partir desta quinta-feira, 23.

O acordo mantém a estratégia da segunda maior companhia aérea do país de fazer parcerias com foco no Brasil. Em setembro, a empresa anunciou parceria comercial com a regional NOAR, que opera na região Nordeste. Do Jornal A Tarde, editado pelo Jornal Nova Fronteira.

Um sucesso inédito de projeto imobiliário

Coquetel de lançamento durou apenas uma hora e meia.

A Deltaville Empreendimentos Imobiliários, empresa que projetou e comercializa em Luís Eduardo, o Jardim das Acácias e Jardim das Oliveiras, lançou, no dia 4 de novembro, com um resultado talvez inédito em todo o País, o Delta Park Residencial, em Marabá, Pará. O empreendimento de 480 lotes foi todo vendido em uma hora e meia. Desde as duas da madrugada havia a formação de filas para a compra dos terrenos, que se encerrou, por falta de disponibilidade, às 9h30m. O Delta Park conta com toda a infraestrutura convencional, como asfalto, energia, água e tratamento de esgotos, mas principalmente com parque infantil e rede de internet wi-fi. O difícil foi convencer os clientes de que não havia mais terrenos à venda. Os vendedores foram obrigados a se retirar ao meio-dia, cansados de dar explicações de que o empreendimento tinha sido vendido em toda a sua extensão.

A fila de espera começou às 2 horas da manhã.

Novas cédulas de R$50 e 100 circulam na segunda-feira.

As novas cédulas do real começaram a circular na próxima segunda-feira. A princípio entram no mercado as notas de R$ 50 e R$ 100. As demais, a partir de 2012. Todas são feitas na Casa da Moeda, no Rio.

Segundo o BC, as cédulas antigas deixarão de circular dentro de dois a três anos.

O BC fará uma campanha educativa para mostrar à população as características da nova cédula.

As novas notas têm impressão superior e elementos de segurança –como a marca d’água– foram redesenhados de forma a facilitar a identificação pela população e dificultar a falsificação.

Nas notas de R$ 50 e R$ 100 foi incluída uma faixa holográfica com desenhos personalizados por valor, o que, de acordo com o BC, é um dos mais sofisticados elementos anti-falsificação existentes.

O projeto das novas cédulas vem sendo desenvolvido desde 2003 pelo Banco Central e pela Casa da Moeda do Brasil. As notas atenderão ainda a uma demanda dos deficientes visuais, já que poderão ser identificadas por seus tamanhos diferentes e terão marcas táteis em relevo aprimoradas em relação às já existentes.

A Casa da Moeda modernizou seu parque fabril para poder produzir as novas moedas. Com isso, de acordo com o Banco Central, o órgão tem tecnologia para imprimir hoje qualquer moeda existente no mundo, incluindo o dólar e o euro.

Com um pouco de sorte, o caro leitor poderá receber o 13º nas notas novas. E aí guardar, no mínimo uma, como recordação. E, evidentemente, para socorro numa hora de aperto.

Lula, a “mãe dos ricos”?

Sob o título “Coerência externa e interna”, Roberto Jefferson, desmascara a atitude anti-americanista do presidente Lula e as suas ligações espúrias com o chamado “Grande Capital”. Veja o texto na íntegra, do qual reproduzimos a abertura, clicando no link.

Diz a “Folha” que, “apesar dos cortes feitos na Selic ao longo de 8 anos”, Lula vai terminar o governo “deixando o País com os maiores juros reais (descontada a inflação) do mundo”. É sabido que altas taxas de juros só beneficiam o capital, concentrando a riqueza. E a dupla identidade de Lula com os EUA, trazida à luz pelo WikiLeaks – “em público, paulada nos norte-americanos; em privado, afago nos irmãos do norte” -, se aplica à política interna: o redivivo “pai dos pobres” (ou o “rei das bolsas”) também pode ser alcunhado de a “mãe dos ricos”.

Etanol dará pouca vantagem nesta safra

A notícia não é boa para os motoristas de carro flex ou exclusivamente a etanol: a previsão de demanda mundial de açúcar maior que a produção garante perspectiva ainda melhor para as usinas brasileiras no próximo ano. Preço do etanol será definido pelo mercado interno, com o litro nos postos girando em torno de R$ 1,80 ao consumidor.

A bolha do crédito brasileiro ainda está por estourar?

A bolha do CDC recém começou a estourar: primeiro foi o Banco Votorantim, que arrumou um sócio forte no Banco do Brasil; agora, o Panamericano, do qual se comenta que o prejuízo é muito maior. Veremos outros estouros? O culpado é o crédito direto ao consumidor e o leasing. Financiar motinhos e carros usados para devedores duvidosos é a fonte principal dos problemas.

Dinheiro, amor e loucura.

Diz o respeitado professor e ex-ministro Delfim Netto que só há três maneiras de o ser humano enlouquecer: o amor, a ambição e o estudo sobre a taxa de câmbio. Isto posto, dá para se ter uma ideia da complexidade do tema em discussão no G-20, em Seul (Coreia do Sul), fórum das maiores economias desenvolvidas e emergentes de cooperação e consulta sobre assuntos do sistema financeiro internacional. A expectativa, segundo o “Valor Econômico”, é que o documento a ser assinado ao final do encontro, hoje, não traga medidas concretas, diluindo no tempo as assimetrias do câmbio no mercado global. Do blog do Jefferson. Acesse para ler outras notícias relacionadas.

O Estado, o mau gestor.

A Embraer comunicou nesta segunda-feira (18/10) que assinou um acordo em que vai vender 50 jatos executivos Phenom 300, com mais 75 opções, para a NetJets.

Segundo a empresa brasileira de aeronaves, o valor total do negócio pode superar US$ 1 bilhão.

Juntamente com a venda, a NetJets e a Embraer firmaram contratos de suporte à manutenção, que fornecem uma ampla cobertura logística, de materiais e de serviços de manutenção para a nova frota, tanto no mercado americano quanto no europeu.

“Esta venda também estabelece o sucesso e a aceitação do Phenom 300 no mercado da aviação executiva”, afirma a companhia em comunicado.

A atual frota mundial da NetJets, uma empresa do grupo Berkshire Hathaway – do bilionário Warren Buffett -, é composta por mais de 800 aeronaves.(Brasil Econômico).

Os sindicalistas que falam sobre privatização e demonizam Fernando Henrique Cardoso por isso, não falam sobre o que eram e o que são agora as empresas telefonicas, a Vale do Rio Doce e a Embraer. O Estado é mau gestor e isso ficou explícito bem antes da queda do muro.

LEM apresenta terceiro melhor saldo comercial da Bahia

Dados das balanças comerciais de 111 municípios baianos, divulgados esta semana pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), apontam que Luís Eduardo Magalhães apresentou o terceiro maior saldo positivo do Estado, entre janeiro e setembro de 2010, com US$ 379 milhões. LEM perde apenas para Mucuri (US$ 687 milhões) e São Francisco do Conde (US$ 566 milhões).

O bom desempenho do município no período, pode ser atribuído a diferença entre suas importações e exportações. LEM  foi a quinta cidade baiana que mais exportou (US$ 397 milhões) e a 14ª que mais importou (US$ 18 milhões).

Em relação ao volume de negócios, a chamada corrente de comércio, LEM ocupa a oitava posição, com US$ 415,9 milhões, ficando atrás de Candeias (US$ 440 milhões), Salvador (US$ 447 milhões), Ilhéus (US$ 485 milhões), Mucuri (US$ 692 milhões), Dias d’Ávila (US$ 1,1 bi), São Francisco do Conde (US$ 1,6 bi) e Camaçari (US$ 3,9 bi). (De Cassiano Sampaio, editor em Brasília).

Um mundo em transformação.

O boi chega perto dos 100 reais a arroba, a soja ultrapassa os 40 reais no Oeste baiano e o milho bate em 23 reais a saca. O feijão carioca tem preços que oscilam entre 140 e 180 reais a saca. A política da comida barata  parece atravessar uma zona de forte turbulência, com as demandas externas cada vez mais relevantes.

As fortes mudanças climáticas no mundo todo, da Rússia à Argentina, não favorecem, atualmente, os messias do prato cheio.

Dólar bate em 1,65 reais.

Apesar dos esforços do Governo, o dólar só cai frente ao real. Ainda vamos comprar passagens por 300 reais para Nova York e chegando lá os motoristas de táxi só vão aceitar pagamento em moeda brasileira. No entanto, quando chegar esta hora nada estaremos vendendo aos gringos. Ainda bem que vamos mudar de governo daqui a 3 meses e então a história poderá ser contada diferente.

Dólar tem número esotérico na cotação.

Apesar de fechar praticamente estável, a cotação do dólar comercial voltou a cair e a registrar o menor valor dos últimos 25 meses. Nesta segunda-feira (11), a moeda teve baixa de 0,06%, a R$ 1,666 na venda.

Esta é a menor cotação do desde o dia 2 de setembro de 2008 (antes da quebra do banco Lehman Brothers, que marca a origem da crise financeira), quando valia R$ 1,663.

No ano, a moeda tem desvalorização de 4,42%.

O Banco Central (BC) voltou a fazer duas operações ao longo do dia na tentativa de evitar uma queda ainda maior da moeda. Na primeira intervenção, o BC comprou moeda a R$ 1,664. Na segunda operação, a taxa de corte foi de R$ 1,666.

Juntando economia e esoterismo: 666 é o número da besta. De tanto ver falar em futuro nos programas eleitorais, acabamos ficando meio abestados e vemos sinais de incerteza em qualquer coisa. Seria um sinal que o Palocci vai assumir novamente os destinos da economia?

Frango na mesa, voto na urna.

Esse assunto do câmbio real/dólar tem explicação simples que se reduz a uma conta simples. O que atrai os capitais voláteis e especulativos são os juros altos determinados pelo governo para conter uma nem sempre provável volta à inflação.

O que mantém os juros altos é a palavra final de Fernando Meirelles, presidente do Banco Central. Por se manterem os juros altos, existe um volume sem precedentes de dólares no mercado, o que acaba derrubando as cotações da moeda americana. Com o resultado disso, os produtores de commodities como soja, milho, minério de ferro, açúcar e suco de laranja, se tornam menos competitivos no Exterior. Espremidos pelo mercado externo, os preços se mantém baixos aqui dentro e com o valor do programa bolsa família o pobre pode comprar até 50 quilos de frango por mês. O que não está explícito é a enorme sangria proporcionada pelo serviço da dívida interna que já atinge a cifra de 3 trilhões.

A cotação da soja bateu em 11,45 dólares por bushel em Chicago. Se o dólar estivesse pelo menos a 2,20 reais, a saca no mercado interno estaria, no porto, a 57 reais e no mínimo a 48 reais nas regiões produtoras do Centro Oeste e do Oeste Baiano. Sem contar o prêmio pelo coeficiente maior de óleo da soja brasileira.

É necessário se fazer alguma conclusão sobre o que está escrito? Existem explicações que alterem essa verdade? Assim se explica os 80% de aceitação de Lula? A candidata de Lula é ruim mesmo ou metade dos brasileiros quer mudar o Brasil pelo simples prazer de ser “contra”?

Fundo Soberano do Brasil autorizado a comprar dólares.

Quase dois anos depois da sua criação, o Fundo Soberano do Brasil (FSB) foi autorizado a fazer compras de dólares para conter a valorização do real. O anúncio da medida pelo Ministério da Fazenda aconteceu no final da tarde desta segunda.

A valorização das moedas dos países em desenvolvimento frente ao dólar, principalmente dos BRICs ( Brasil, Rússia, Índia e China) é danosa às suas economias. A notícia é boa para o agronegócio e para as commodities em geral.

Ano pode ser muito bom para revendas agrícolas.

Pedro Hersen, diretor da Bamagril, afirmava ontem que espera fechar o ano com crescimento de 30% em suas vendas, dado ao fato que essa média de incremento vem se repetindo mês a mês. O comércio de Luís Eduardo hoje é o principal empregador de mão-de-obra qualificada e responsável pelo dinheiro que efetivamente gira na cidade.

Petrobras está expropriando consumidores, cobrando combustíveis acima do preço.

O leitor não pode perder artigo do jornalista Nicola Pamplona, de O Estado de S. Paulo, mostrando que os preços da gasolina e do diesel no Brasil estão prestes a completar dois anos com valores acima das cotações internacionais. Trata-se do período mais longo de alta desde a liberação do setor, em 2002, garantindo à Petrobrás uma receita adicional de R$ 24,7 bilhões, segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

Quem fala que os preços dos combustíveis só penalizam ricos ou remediados, não sabe o que está falando. O combustível caro penaliza principalmente os pobres, tanto na área de transportes coletivos, como na composição do preço dos alimentos. Os pobres, que não têm conhecimento dessa manobra espúria, estão jurando fidelidade eterna ao seu Grande Timoneiro, o principal responsável por esse negócio escuso.

Bolsa faz campanha educativa em Luís Eduardo.

A unidade itinerante de atendimento da BM&FBOVESPA está passeando pelas ruas de Luís Eduardo Magalhães hoje e amanhã distribuindo folhetos informativos sobre o funcionamento dos mercados da Bolsa. A equipe do Bolsamóvel também está comunicando à população sobre o “BM&FBOVESPA Vai ao Campo”, evento que ocorre na cidade nesta sexta-feira, dia 20, a partir das 8h, no Hotel Saint Louis, com entrada gratuita.

O “BM&FBOVESPA Vai ao Campo” é um programa de popularização da Bolsa que tem o objetivo de levar educação financeira a cidades de destaque no agronegócio brasileiro. O evento, aberto aos produtores rurais e ao público em geral, conta com palestras didáticas sobre as oportunidades de investimento no mercado de ações e as alternativas para proteger a rentabilidade do agronegócio. Em 2010, já foram visitadas das cidades de Maracaju (MS); Presidente Prudente(SP) e Guarapuava (PR). Depois de Luís Eduardo Magalhães, entram no roteiro: Rondonópolis (MT); Jataí (GO); e Guaxupé (MG).

Japão vai ser “apenas” a terceira economia do mundo.

Tóquio no final da guerra: o Japão, fênix ressurreta, levantou-se das cinzas.

O Produto Interno Bruto (PIB) da China superou o do Japão em termos nominais, no trimestre de abril-junho, informou nesta segunda-feira (16) o governo japonês. Segundo o Executivo japonês, o valor do PIB japonês no segundo trimestre foi de US$ 1,28 trilhão frente a US$ 1,33 trilhão da China, que poderia se transformar este ano na segunda economia mundial, à frente do Japão, informam o portal G1 e o jornal francês Le Monde.

Não impressiona o fato da China estar alcançando a segunda posição mundial em PIB, haja vista seu território e sua população. O que impressiona é que o Japão, uma pequena ilha vulcânica, assolada por terremotos e por um clima horrível, literalmente arrasada na II Guerra Mundial, tenha se alçado e se mantido tantos anos como a segunda maior economia do mundo. Sem dúvida, os principais fatores são a cultura milenar, a firmeza na educação e a invejável determinação do seu povo.

Fusão da TAM e Lan Chile cria grande companhia aérea.

A TAM, maior companhia aérea do país, anunciou nesta sexta (13) acordo para a fusão de suas operações com a chilena LAN. A nova companhia terá o nome de Latam. Porém, as duas marcas serão mantidas. Em nota, a TAM informou que “o grupo formado por meio da operacão oferecerá serviços de transporte aéreo de passageiros para mais de 115 destinos em 23 países, e serviços de transporte aéreo de carga para toda a America Latina e para o Mundo, contando com mais de 40 mil funcionários. A LAN Chile está em pleno crescimento, com a aquisição de 32 Boeing 787 Dreamliners e 4 Boeing 777, os aviões mais modernos do mundo. As ações da TAM subiram 27% na Bovespa depois do anúncio do negócio.

Fatos e factóides da capacidade gestora de Dilma Rousseff.

Corredeiras do Xingu, em foto de Pedro Martinelli.

As biografias autorizadas de Dilma Rousseff apontam sua gestão à frente da Secretaria de Minas e Energia no Rio Grande do Sul, como um dos fatores que evitaram o apagão no Estado. Nos anos de 2000 a 2002, El Niño trouxe chuvas intensas para o Sul. A capacidade de transmissão na integração com os sistemas do sudeste era deficitária. Por isso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul ficaram jogando água pelo ladrão, enquanto sudeste e nordeste não tinham água para gerar energia. A construção do linhão de 900 quilômetros no Sul integrou os vários sistemas produtivos brasileiros. Não que não houvesse o sistema antes, mas estava sub-capacitado. A mesma coisa foi feita com a energia de Tucuruí, que integrou a produção do Pará com o centro-oeste. O mesmo, ainda, ocorreu com a construção da terceira linha de Itaipu.

O Governo FHC enfrentou 4 anos de poucas chuvas no sistema CHESF e por isso aconteceu o apagão. Lula teve sorte: choveu bem em seus 8 anos – parece mentira – e o crescimento da economia foi singelo. Tanto que os especialistas avisam: se o País crescer 7% este ano teremos problemas de disponibilidade energética. Por isso as represas do Rio Madeira e do Xingu são tão importantes para o Governo e para o País.

A capacidade gestora de Dilma parece ser inegável, mas não é uma política no sentido amplo da palavra. É uma mandona. A sua eleição à presidência pode correr sérios riscos no momento que ela entrar em choque com a diversidade ideológica do PT e com os áulicos do PMDB. Além, é claro, de enfrentar os problemas naturais com as raposas peludas da Oposição.

Quer saber como está seu País?

Não acredita mais no diz o governo? Não crê nas notícias que lê e ouve? Desconfia da imprensa que “serve” ao poder público e dele se serve? Ora, se você é um (a) daqueles (as) que deseja realmente saber como está o seu país, isso é uma tarefa fácil. Para tanto, talvez nem seja tão necessário assim recorrer à imprensa, e muito menos ouvir a versão oficial propagada pelo governo. Como? Saia às ruas e comece a ver, in loco, os níveis da desigualdade social, da pobreza, da miséria, da violência urbana. Leia na íntegra este instigante artigo do professor Marcus Eduardo de Oliveira. Continue Lendo “Quer saber como está seu País?”

Crescem vendas da EMBRAER.

O emb175 da Trip

A EMBRAER acaba de fechar contrato para a venda de 35 jatos 175, de 88 lugares, para a empresa aérea de baixo custo Flybe. O valor do negócio é de US$1,3 bilhão, mas existe a possibilidade das vendas chegarem a US$5 bilhões, porque o acordo incluiu 65 opções e 40 direitos de compra. A britânica Flybe opera voos de baixo custo em 198 rotas, no Reino Unido e na Europa continental. Atualmente possui 73 aeronaves, das quais 14 são jatos Embraer 195. Os aviões encomendados serão configurados para acomodar 88 passageiros e o primeiro Embraer 175 deve ser entregue à empresa no segundo semestre de 2011.
Leia também no Valor Online que a Azul e a Trip fizeram novas encomendas à empresa.

85 milhões é o prejuízo da volta precoce dos canarinhos.

A eliminação do Brasil da Copa do Mundo da África do Sul resultou em um estoque encalhado de produtos verde-amarelos da ordem de R$ 85 milhões em todo o país, entre camisetas, vuvuzelas, cornetas e outros itens temáticos. A estimativa foi feita hoje (4) pelo professor de marketing de varejo da Fundação Getulio Vargas e diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Daniel Plá. Somente no estado do Rio, segundo ele, R$ 8,5 milhões em estoque devem ficar encalhados.

“Os lojistas, de fato, estavam esperando vender ainda muitos produtos verde -amarelos. Agora, fica muito difícil vender, mesmo com até 50% de desconto”, disse Daniel. Ele acha que “até a indústria de televisores vai ser afetada”. Algumas lojas já estão dando desconto de 10% a 15% nos aparelhos, porque esperavam que as vendas continuassem aquecidas até a próxima semana, quando ocorrerá o encerramento da Copa. “Todo mundo esperava que o Brasil fosse até a final.”

O saldo, porém, é positivo, destacou Daniel. Ele disse que o comércio tradicional sai ganhando, uma vez que os produtos verde-amarelos representam uma fração reduzida do faturamento do setor: menos de 5% do total. “É quase como uma inversão do que se previa”. A perda de R$ 1 bilhão projetada para o comércio do Rio de Janeiro, caso o Brasil fosse até a final da Copa, ficou estancada, assinalou Daniel. No caso do Brasil como um todo, a perda estimada era de R$ 10 bilhões. Alana Gandra, repórter da Agência Brasil.

Fica também prejudicado o aproveitamento institucional da Copa. A Seleção vitoriosa poderia render algumas centenas de milhares de votos para o Primeiro Mandatário da República, assim como, em 1970, o ditador de plantão, Garrastazu Médici, aproveitou os feitos do selecionado nos campos mexicanos.

Um mapa da desigualdade geo-política brasileira, a partir da família.

A família brasileira gasta, em média, R$ 2.626,31 por mês, e as do Sudeste gastam mais (R$ 3.135,80), quase o dobro das famílias do Nordeste (R$ 1.700,26) que têm a menor despesa. Desigualdade semelhante é encontrada entre a despesa média nas áreas urbana (R$ 2.853,13) e rural (R$1.397,29). Já o rendimento médio mensal do País alcançou R$ 2.763,47, a as desigualdades regionais permanecem: o menor rendimento (Nordeste, R$ 1.764,62) é quase a metade do mais alto (Sudeste, R$ 3.348,44). Quem quiser conhecer mais detalhes da Pesquisa de Orçamentos Familiares deve passar na página do IBGE.

O debate sobre hidrelétricas tem solução alternativa.


Potencial de ventos no Brasil: o interior baiano e norte de Minas, regiões de baixo desenvolvimento econômico, com excelente capacidade de geração eólica.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, e o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, disseram hoje (16) que a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, assim como de outras hidrelétricas, é essencial para garantir a energia que o Brasil precisa para crescer economicamente.

A produção de energia eólica no Brasil aumentou 77,7% em 2009. Isso mostra que o crescimento nacional foi muito maior do que a média mundial, que não passou de 31%. Outros países da América Latina, como o México, Chile, Costa Rica e Nicarágua, também tiverem percentuais altos de crescimento.

A energia produzida no Brasil representa cerca de metade de tudo o que é produzido na América Latina e segundo especialistas o país ainda tem muito a evoluir. O diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Pedro Perreli, explicou que a quantidade não é maior por causa da grande quantidade de energia hidrelétrica aqui disponível. Porém, Pedro completa ressaltando a importância da energia alternativa: “A energia eólica é importante, porque ela é complementar a esse potencial hidráulico. Inclusive porque ela não consome água, que é um bem cada vez mais escasso e vai ficar cada vez mais controlado.”

Preocupado com o crescimento e potencial brasileiro, além da escassez de água, o governo federal realizou um leilão no fim do ano passado que comercializou 1.805 MW a serem entregues até 2012.

Para referenciar: só o potencial eólico do País beira os 100 gigawatts, o dobro da potencia total instalada hoje. Com impacto ambiental igual a zero. A construção de aerogeradores no País baixou o custo. E se tem linhão integrando tudo, qual o problema? Obras faraônicas encantam os gestores. Mas nem sempre são a melhor solução.

A energia do vento pode ser mais estável que o regime de vazão dos rios, como o São Francisco, por exemplo. O risco de apagões pontuais, na estação das secas, pode ficar menor.

Mantido IPI zero para caminhões e tratores.

O governo decidiu prorrogar a isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na venda de caminhões, tratores e reboques até o final de 2010, atendendo a um pleito do setor, anunciou nesta quarta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Também foi mantido o IPI reduzido para veículos comerciais leves. Leia mais na Folha.