Malandragem argentina tem preço alto

Usina Uruguaiana AES

Já que o nosso Primeiro Timoneiro não hesitou em defender a questão argentina nas Malvinas, na Cúpula da América Latina, os platinos deveriam retribuir resolvendo a patacoada que fizeram no Rio Grande do Sul, onde a usina termoelétrica Uruguaiana AES, de 500 megawatts, continua parada porque os Kischners prometeram vender 2,5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia e até hoje nada entregaram. A Sulgás, dona do empreendimento, patrocina ação no Tribunal de Paris contra o Governo Argentino. Inimaginável o valor da ação quando se pensar em lucros cessantes.

Banda larga já começa com um cheiro acre no ar

A rede Eletronet de fibras óticas

O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) do governo federal ainda não foi finalizado, mas já levanta polêmicas. Para levá-lo a cabo, prevê-se a reestatização da Telebrás, operação que trará custos não somente econômicos, mas também políticos. Há também questões jurídicas envolvidas.

Operadoras e empresas privadas temem a entrada de uma nova estatal para competir, apesar de acreditarem que terão parte no plano com a Telebrás como provedora da malha principal

A Oi negocia a compra da dívida da Eletronet com seus credores por cerca de R$ 140 milhões, quase 20% do valor total, estimado em R$ 800 milhões, de acordo com reportagem da Folha. O objetivo é retirá-la da falência e, como contrapartida, explorar comercialmente a rede da companhia. Caso seja concretizado, será outro negócio controverso da Oi envolvendo o Governo Federal. Reativar a Telebrás para o plano de banda larga pode custar R$ 15 bilhões. A notícia é manchete no Brasil Econômico.

Esse tal de Plano Nacional da Banda Larga já começou a cheirar mal. É a chamada obsolescência planejada. Ou garantia de deterioração rápida. Ou ainda: quanto mais mexe, pior o odor. Quando mensaleiros, de qualquer sigla, se revezam na colher, desanda o merengue.

No Brasil, só 5% da população tem acesso via banda larga.Como se vê pelo mapa, a rede atual de fibra ótica, que ainda não funciona, passa muito longe do Oeste da Bahia. Isso quer dizer que pela próxima década continuaremos com a internet a lenha à qual já nos acostumamos.

Greve da Lufthansa por mais segurança e emprego.

Foto de Roel van der Velpen - MST-Aviation

Os pilotos da Lufthansa começaram agora à zero hora de hoje uma greve por mais segurança de vôo e manutenção do emprego. A empresa alemã está oferecendo garantias de emprego aos quatro mil pilotos até 2012, além de melhorias na segurança. Mesmo assim, a previsão é de que a greve aconteça e prejudique voos pelo mundo. Só no Brasil, seriam cancelados 8 vôos. É inimaginável uma greve na empresa com o menor número de acidentes em todo o mundo e com um grande domínio de mercado.

Farra dos contratados é grande. Muito grande.

José Serra tem que melhorar a pontaria e enfrentar suas mazelas eleitorais.

O Globo Online publica manchete informando que o trem da alegria não pára no Planalto Central:

Governo Lula aumentou em 119% as despesas com cargos de confiança. Nos últimos sete anos, cresceu 35% o número de pessoas que ocupam esses cargos e não têm vínculo com o governo.

Folha de São Paulo afirma que Serra está com medo das consequências da cassação de Gilberto Kassab.

O candidato do PSDB é cauteloso demais para o gosto da maioria dos eleitores. Tanto que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é que está tomando a frente na confrontação com o Governo. Se o Kassab for cassado, se a Justiça chegar a conclusão que deve ser cassado, Serra tem que ir para a televisão e dizer que “está certo”, que corrupto não pode ter vez no Governo. Ou não?

Já o Estado de São Paulo mancheteia que os grandes projetos nas áreas de energia elétrica e de telecomunicações continuarão a liderar a expansão da infraestrutura do País, que deve receber R$ 274 bilhões em investimentos nos próximos quatro anos – a maioria dos recursos será aplicada durante a administração do próximo governo.

A pergunta que não quer calar é a seguinte: e os investimentos no pré-sal, que devem demandar mais U$160 bilhões – de um total de 600 bilhões de dólares? E os investimentos em ferrovias, rodovias, portos e, principalmente, em saneamento, o grande vexame brasileiro? E a saúde e a educação? E a segurança pública?

Não se faz desenvolvimento com fogos de artifício

José Dirceu mostra o tamanho do crescimento em 2009

O ex-todo poderoso chefe da Casa Civil de Luiz Inácio, José Dirceu, assina, hoje, 18, artigo no jornal Brasil Econômico, sob o título “Novo Ciclo Econômico”. Veja trecho e clique no link acima para ler na íntegra:

“Parece haver consenso entre os analistas econômicos de que o desempenho brasileiro em 2010 será positivo, com crescimento do PIB próximo dos 6%, geração de 2 milhões de empregos e melhoria das condições sociais.

Tais expectativas se sustentam nas medidas adotadas pelo Governo Lula para enfrentar a crise econômica mundial. Mas são respaldadas também por programas e ações de profundo caráter indutor do crescimento com distribuição de renda, como o Bolsa Família, o aumento do salário mínimo, o “Minha Casa, Minha Vida”, o PAC e a ampliação do crédito, por exemplo.”

Algumas observações: agora se entende por que o Brasil Econômico está lançando um novo jornal em Brasília. “El Brujo” está por detrás de tudo. São notórias suas ligações com o capital português que financiou a abertura do Brasil Econômico em São Paulo.

Insistir no PAC, no programa “Minha Casa, Minha Vida” e no Bolsa Família como ações indutoras de desenvolvimento é puro factóide. O que financiou, no ano que passou, a estabilidade econômica, foi antes de tudo a renúncia fiscal no setor de indústria, com reflexos negativos nos setores primário e terciário. O agronegócio, por exemplo, cresce este ano mais pela consistência das chuvas e consequente ampliação da produtividade do que pela ampliação física das lavouras.

O PIB deverá crescer este ano, com base na volta de capitais voláteis e ancorado na forte valorização do real frente ao dólar. No entanto, ao final do ano, o déficit em contas correntes deverá ser astronômico, o real deve enfraquecer, a inflação crescer e, se eventualmente Dilma Rousseff tiver credenciais para um segundo turno, o temor de ações estatizantes deverá tornar-se fator de depressão do desenvolvimento. O que o estado maior do PT precisa entender é que marketing é bom indutor de opinião – veja os índices de aprovação de Lula – mas não a solução para desenvolvimento sustentado.

Estradas e portos comprometem escoamento da safra

Movimento de caminhões na Rodovia BA-160, em péssimo estado de conservação, no interior da Bahia.

A segunda maior safra de grãos no País (mais de 143 milhões de toneladas) deverá expor novamente as deficiências da infra-estrutura. No Porto de Itaqui, mal começada a safra, já se formam filas de caminhões de 20 kms, o mesmo acontecendo em Paranaguá, quando apenas 10% da safra está colhida. Em Mato Grosso, onde se espera colher 28 milhões de toneladas de soja – algo em torno de um milhão de cargas de caminhão – as estradas estão esburacadas, sem balança, sem condições ideais de trafegabilidade. No mesmo Estado, o frete do milho até os centros consumidores, já custa mais que o valor do produto na lavoura ou no armazém. É o Brasil velho sem porteira, onde só encontramos corrupção e desmazelo.

Racionalidade em fertilizantes poderá suprir 20% da demanda

Pesquisas realizadas pela Rede FertBrasil podem ajudar a suprir 20% da demanda nacional de fertilizantes, afirmou José Carlos Polidoro, um dos líderes da rede, coordenada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A FertBrasil é formada por mais de 200 pesquisadores de instituições de pesquisa, universidades e empresas privadas do setor.

O Brasil é o segundo maior produtor de grãos do mundo e o terceiro maior consumidor de fertilizantes. De acordo com Polidoro, a indústria nacional de fertilizantes estagnou na década de 90 e a demanda cresceu, a ponto do país importar mais de 90% do produto. “Hoje, consome-se 22,5 milhões de toneladas de fertilizantes, mas 92% é importado”, afirmou.

Estudos desenvolvidos pela rede de pesquisadores atuam em três frentes. A primeira objetiva ensinar os agricultores a aproveitar melhor os fertilizantes e os corretivos agrícolas para que, com a mesma quantidade, se produza mais.

A segunda frente visa a viabilizar fontes alternativas de nutrientes de resíduos agroindustriais (dejetos suínos e de aviários) ou resíduos minerais (fontes de potássio e fósforo de baixo teor não aproveitados pela indústria) para utilização na produção de fertilizantes.

“Se pegarmos 60% dos dejetos de suínos e 80% dos de aviários nos polos produtores [Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Goiás e Mato Grosso] e montarmos algumas fábricas que produzam fertilizantes agrominerais, temos potencial para atender até 20% da necessidade do país”, explicou Polidoro.

A terceira linha de trabalho é reduzir a perda dos nutrientes dos fertilizantes, agregando tecnologias que possam diminuir as perdas, utilizando a mesma quantidade.

O pesquisador disse que a Rede Fert Brasil é responsável pela parte da pesquisa do Plano Nacional de Fertilizantes, que deve ser concluído até o final de março e tem o objetivo de tornar o Brasil autossuficiente até 2020.

Ele afirmou que para aumentar a produção nacional é necessário ampliar a produção das jazidas já existentes, de onde se extraem fósforo e potássio, e explorar novas. “Foram contatadas indústrias produtoras e muitas já se manifestaram e estão montando novas fábricas no país.”

De acordo com a coordenadora de Assuntos Econômicos, da Confederação Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rosimeire Santos, cerca de 30% do custeio da safra é gasto com fertilizantes, um montante que varia entre R$ 18 bilhões e  R$ 19 bilhões.

“É extremamente importante que seja criada uma política nacional [para a produção de fertilizantes]. Sabemos que não resolverá o problema a curto prazo, mas é estratégico para o país, já que abordará desde o marco regulatório de fertilizantes até questões tributárias que desonerarão a tributação para as empresas”, destacou Rosimeire. PorLisiane Wandscheer, repórter da Agência Brasil.

Wagner discute com Lula as vias do Oeste

Segundo o portal Bahia Notícias, o presidente Lula, o governador Jaques Wagner tem uma conversa neste momento no Palácio do Planalto, que gira em torno da política baiana, com destaques também para a administração estadual, especialmente o Eixo-viário Oeste. O governador fala sobre a Ponte Salvador-Itaparica, a duplicação da BA-001, Bom Despacho-Nazaré, a BA-046, Nazaré-Santo Antonio de Jesus, a duplicação da Ponte do Funil, entre a Ilha de Itaparica e o continente, e a ligação da BA-046 com a BA-242, que corta a Bahia em direção ao Oeste e chega até Brasília. A 242 é responsável hoje pelas cargas de grãos do Oeste do estado para o Porto de Salvador. Outro tópico é a ferrovia Oeste-Leste, cuja primeira etapa, Ilhéus-Caetité, já está com recursos garantidos no orçamento da União. Ainda este semestre acontecerão audiências públicas sobre a ferrovia com os municípios de Ilhéus e Brumado e municípios do Estado do Tocantins.

Lucro da Vale cresce 7,7% no quarto trimestre de 2009.

O jornal Brasil Econômico anunciou ontem à noite que o lucro líquido da Vale cresceu 7,7% no quarto trimestre de 2009 em relação ao ano anterior, atingindo R$ 2,629 bilhões, segundo balanço divulgado pela mineradora na noite desta quarta-feira (10). Na comparação com o terceiro trimestre, houve retração de 12,4%. No acumulado do ano, o ganho líquido da maior produtora global de minério de ferro atingiu o valor de R$ 10,249 bilhões, versus R$ 21,279 bilhões em 2008 – 51,8% menor.

Esta é a empresa que o Governo Lula queria rever a privatização. O fato é que o BNDEs mais lucro agora, quando acionista minoritário, do que o Governo ganhava quando majoritário na empresa. US$10 bilhões quando o mundo estava em crise não deixa de ser um feito digno de nota.

Tarifa de celular no Brasil é a segunda mais cara do mundo

As tarifas de telefonia celular no Brasil só não são mais caras que as da África do Sul, segundo levantamento realizado pela consultoria europeia Berntein Research. O alto valor cobrado por minuto é justificado pelo fato do governo brasileiro não abrir mão dos impostos, enquanto as operadoras não se esforçam em baixar o valor extra cobrado por minuto de seus clientes em contato com assinantes da concorrente. De acordo com a pesquisa, o brasileiro paga, em média, R$ 0,45 por minuto em chamadas locais para celulares da mesma operadora. Quando a ligação é para uma concorrente, esse valor passa de R$ 1,00. Apesar da alta carga tributária, o Brasil registrou, em 2009, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 23,3 milhões novos acessos à telefonia móvel, um crescimento de 15,4% no setor.

Vivo enlouquece seus usuários

A conexão 3G da Vivo e a rede de celulares Vivo continuam enlouquecendo seu usuários em Luís Eduardo Magalhães. Após um bom período no final do ano, as conexões oscilam loucamente, cortando a cada minuto o acesso e a conversação entre os pobres sofredores que as escolheram. O acesso via rádio também é uma epopéia. Ainda bem que o Lula disse que vai espalhar fibra ótica por todo o País para universalizar a internet, via Telebrás. Mas isso é obra para três ou quatro anos, se Deus ajudar. Ainda estamos no sertão das mangabeiras.

O dragão adormecido ressuscita!

A inflação medida pelo IPC da Fipe chegou a 1,34% em janeiro; o IPC da Fundação Getúlio Vargas foi a 1,29%. A meta do Governo é de 4,5% para este ano, portanto quase 1/3 já se foi. Por isso o caro leitor já viu o Presidente do Banco Central, Francisco Meirelles, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, falando em alta de juros. Culpa dos gastos excessivos do Governo e das eleições, das quais estamos a menos de 240 dias.