Após a decisão da Justiça Eleitoral, publicada hoje (13), que indefere a candidatura do Comandante Rangel (PL), a eleição em Luís Eduardo Magalhães contará apenas com dois candidatos; o democrata Junior Marabá e socialdemocrata Oziel Oliveira, que tenta reeleição na base do governador Rui Costa (PT).
A disputa eleitoral em Luís Eduardo Magalhães já tinha a sua polarização desenhada entre Junior e Oziel desde o início, mesmo com o Comandante barreirense tentando decolar o seu discurso bolsonarista. Seus baixos índices, e sua insistência na manutenção da candidatura, só foram justificados quando o seu segundo candidato a vice-prefeito, Aldo Dourado, renunciou e revelou em uma Nota distribuída para a imprensa ter descoberto “(…) que a candidatura do Comandante Rangel mantém largos vínculos com a do atual prefeito Oziel Oliveira (…)”.
Sequência de uma candidatura natimorta
Após uma sequência desastrosa de fatos, a candidatura do Comandante Rangel (PL) foi finalmente indeferida pela Justiça Eleitoral. O Comandante, que tem pouca relação com Luís Eduardo Magalhães, iniciou a sua caminhada tendo ao lado como candidato a vice-prefeito o produtor Vitor Pereira.
Após divergências ocorridas sobre a falta de comprovação do apoio do presidente Bolsonaro, principal bandeira do Comandante, o primeiro candidato a vice-prefeito renunciou. Depois de muita procura por nomes aptos, surgiu o segundo candidato a vice, Aldo Dourado.
Mas no dia 07 de novembro Aldo Dourado protocolou um pedido de renúncia na Justiça Eleitoral e foi embora para sua terra natal, João Dourado, na região de Irecê. Na segunda-feira (09), Aldo encaminhou uma Nota à Imprensa justificando sua renúncia, como publicado amplamente na mídia (leia aqui).
Após a renúncia de Aldo Dourado, o Comandante Rangel definitivamente não é mais candidato a prefeito em LEM, ficando a decisão do eleitor apenas para dois candidatos; Junior Marabá e Oziel Oliveira.
Para consultar a decisão do Juiz na integra, é só acessar o site da Justiça Eleitoral basta ou acessar Processo 0600246-66.2020.6.05.0205
O presidente Jair Bolsonaro chamou de “conversinha” a possibilidade de uma segunda onda de contágio do novo coronavírus no Brasil. Para apoiadores nesta sexta-feira, 13, ele disse que se houver uma nova onda do vírus é preciso “enfrentar”, caso contrário o País se tornaria uma nação de “miseráveis”. Na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro falou sobre a pandemia da covid-19 ao comentar a atuação do ministérios de seu governo.
“Vocês vejam o que era antes, como eram os ministérios, como tudo era aparelhado no Brasil, e como estão funcionando apesar dessa pandemia aí, que nos fez gastar mais de R$ 700 bilhões”, comentou. “E agora tem a conversinha de segunda onda. Tem que enfrentar se tiver (segunda onda). Se quebrar de vez a economia seremos um País de miseráveis. Só isso”, declarou.
Nesta semana, enquanto países europeus já registraram indícios de uma segunda onda e o número de casos se mantém alto nos Estados Unidos, Bolsonaro minimizou a pandemia e disse o Brasil “tem que deixar de ser um País de maricas” e enfrentar a doença. “Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um País de maricas”, afirmou nesta terça-feira em evento no Palácio do Planalto.
Em conversa com apoiadores hoje, Bolsonaro evitou responder sobre quando um imunizante contra a covid-19 chegará ao Brasil. Ele reforçou ainda seu posicionamento contrário uma vacinação obrigatória. “Não vou fazer exercício de futurologia para você, tá certo? Tem certas coisas que não pode correr”, respondeu a uma apoiadora que perguntou sobre quando a vacina estaria disponível.
Na sequência, o chefe do Executivo comparou a vacina a um “produto bélico”. “Toda a vacina é igual produto bélico, nenhum país compra um armamento de outro país se aquele país não tá usando aquilo lá”, disse. “Se a gente quiser comprar uma vacina de um país X, aquele país tem que vacinar seu povo para mostrar que ‘olha, estamos botando no nosso povo para provar que não tem problema’, daí vem para cá e no que depender de mim nunca jamais será obrigatória”, declarou.
Na terça-feira, 10, Bolsonaro intensificou a campanha contra um imunizante chinês ao dizer, sem provas, que a Coronavac causaria morte e invalidez. Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interromper os testes do item por causa de um “evento adverso”, o presidente afirmou, nas redes sociais, ter “ganho mais uma” em relação ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB).
Desafeto político de Bolsonaro, Doria tem divergido do presidente quanto ao desenvolvimento de uma vacina. Na quarta-feira, 11, a Anvisa autorizou a retomada dos testes, que são conduzidos pelo Instituto Butantã, do governo paulista.
Pesquisa eleitoral realizada entre os dias 8 e 11 de novembro, em São Desidério, registrada sob número BA-09484/2020 no TRE da Bahia e realizada pela Agora Pesquisa e Consultoria Política, informa uma larga vantagem do candidato a reeleição Zé Carlos.
No item votos válidos a opção dos eleitores por Zé Carlos chega a ser maior que o dobro das indicações do nome de Demir Barbosa. A pesquisa surpreende: entre os comentários das redes sociais, o dominante seria de um pleito apertado, com os candidatos disputando voto a voto a eleição.
A pesquisa foi realizada na Sede do Município e nas localidades de Roda Velha, Sítio Grande, Pontezinha, Campo Grande, Sítio Novo, Almas, Ilha do Vítor, Mutamba, Angico, Riacho Grande, Estiva do Sítio, Morrão, Baixa do Coquinho e Forquilha.
Vinte homens armados, alguns deles com pistola .40, ameaçaram expulsar o agricultor Paulo Antônio Ribas Grendene e quatro seguranças das fazendas Experimental (Sassafraz) e Santo Antônio, no município de Formosa do Rio Preto, no oeste da Bahia.
Segundo declaração de Grendene à polícia local, os agressores, entre eles alguns policiais militares, estavam a serviço do empresário Dirceu Di Domenico, um dos alvos centrais da Operação Faroeste.
– Vocês vão sair por bem ou por mal – ameaçou Ruthson da Silva Dourado, um dos líderes do grupo armado.
O ataque, que poderia ter resultado em derramamento de sangue, ocorreu ontem (quarta-feira), três meses depois de do Supremo Tribunal Federal (STF) derrotar Di Domenico pela terceira vez num dos processos sobre a propriedade da terra.
Em agosto, a Segunda Turma do STF endossou a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de derrubar a portaria 105 do Tribunal de Justiça da Bahia e validar matrículas das terras de Grendene e outros agricultores.
Segundo agricultores, o grupo de Di Domenico perdeu no Supremo e agora está tentando tomar as terras na marra. A disputa pelas duas fazendas estaria na origem da Operação Faroeste, que já colocou no banco dos réus quatro desembargadores e três juízes do Tribunal de Justiça da Bahia. Entre os investigados na operação está também Adailton Maturino que, segundo o Ministério Público, se fazia passar por cônsul da Guiné Bissau.
Um dia antes da invasão dos 20 homens armados, policiais federais passaram pela região em busca de informações de interesse da Operação Faroeste, que tem como relator no Superior Tribunal de Justiça o ministro Og Fernandes.
A ação dos invasores, supostamente recrutados por Di Domenico, espalhou medo entre os agricultores da região, num momento delicado. Os agricultores estão começando o plantio de soja. A região é um dos celeiros agrícolas do país.
Segundo agricultores, a tensão e o risco de violência atrapalham os planos de quem precisa plantar. Sem a devida proteção do Estado, agricultores ficam com receio de perder as terras ou de serem obrigados a ceder parte da produção a invasores que se intitulam donos das propriedades com base em decisões judiciais que, segundo a Faroeste, teriam sido obtidas mediante suborno de autoridades.
Entre os homens que tentaram expulsar Grendene estariam um cabo e um soldado da Polícia Militar. Os dois foram identificados. A Corregedoria da PM já estaria investigando o caso e deve interrogá-los ainda nesta sexta-feira.
– Esse episódio é muito grave. Ele (Di Domenico) é um investigado na Operação Faroeste. Não pode fazer o que está fazendo – disse um agricultor, que conhece o caso de perto.
Os militares decidiram ir para o ataque em conjunto nas redes sociais contra o que chamam de “show” do presidente Jair Bolsnonaro. Sem nominá-lo, os generais Santos Cruz e Paulo Chagas classificam Bolsonaro de “arrogante e “fanfarrão”.
“Cansado de Show”, diz Santos Cruz. Segundo ele, “o Brasil não é um país de maricas. É tolerante demais com a desigualdade social, a corrupção, os privilégios”. Para ele, a população “votou por equilíbrio e união. Precisa, portanto, “de seriedade e não de show, espetáculo, embuste, fanfarronice e desrespeito”.
Paulo Chagas, por sua vez, afirma que há muito deixou “de dar atenção a pronunciamentos de fanfarrões, às suas ameaças absurdas e à exposição do seu despreparo e falta de maturidade”. No entender do general, “cabe-nos convidá-los a deixar a retórica dos discursos sem lógica e vir para o octógono da realidade provar o escopo da sua arrogância”.
As mensagens dos dois generais foram disparadas com diferença de pouco mais de meia hora cada uma. A ação orquestrada veio depois de um acerto entre militares descontentes com o presidente, que ameaçou demitir o autor da proposta de expropriar propriedades rurais e urbanas daqueles que tenham cometido crimes ambientais.
A proposta está sendo discutida no âmbito do Conselho da Amazônia, que é comandado pelo vice-presidente, Hamilton Mourão. Bolsonaro disse a pessoa do governo que defende isso só não seria demitida se “fosse indemissível”. Mourão tem mandato.
Sempre ciosos de suas responsabilidades patrióticas, os generais, inclusive o então comandante do Exército, Villas Boas, endossaram as manobras do Legislativo e do Judiciário para golpear Dilma.
Mais: avalizaram o mandato do corrupto Michel Temer, que mandava recolher propinas em malas pelas ruas de São Paulo. Garantiram a prisão de Lula da Silva para que ele não concorresse em uma reeleição certa, conforme as pesquisas, assistindo passivamente as pantomimas de Moro e Dallagnol.
Criaram Bolsonaro a toddy e pão-de-ló, interessados nas mordomias e idiossincrasias do Governo, inclusive aquelas que acabaram com a previdência dos mortais comuns, mas ampliaram e garantiram a dos militares e magistrados.
Agora se dizem incomodados com as diatribes do Ogro? É hora portanto de dizer aos honrados defensores da Pátria: quem pariu Mateus, que o embale.
Abracem e assumam o filho rebelde do qual são legítimos progenitores. Ou o mandem direto para uma prisão militar, onde responderão, ele e os filhos corruptos, pelos seus crimes.
PORTARIA N.º 001/2020
O Exmo. Sr. Dr. FLÁVIO MONTEIRO FERRARI, Juiz Eleitoral desta 205ª Zona do Estado da Bahia, na forma da lei e no uso de suas atribuições,
sob a fiscalização do Ministério Público Eleitoral, representado pelo Exmo.
Sr. Dr. THIAGO CASTRO PRAXEDES,
CONSIDERANDO a realização das Eleições Municipais no dia 15 de novembro de 2020;
CONSIDERANDO que compete à Justiça Eleitoral velar pela regularidade e legalidade do pleito eleitoral, emitindo, para tanto, ordens e determinações que devem ser necessariamente atendidas;
CONSIDERANDO que é comum o uso de bebidas alcoólicas, principalmente nos finais de semana, cujo uso, sem moderação, pode acarretar transtornos e comprometer a boa ordem dos trabalhos eleitorais e o exercício do voto;
CONSIDERANDO que é comum a abertura e funcionamento do comércio por ocasião de eventos que concentrem grande número de pessoas,
RESOLVE :
Art. 1º – Proibir a comercialização, distribuição e uso de bebidas alcoólicas no Município de Luís Eduardo Magalhães/BA, a partir das 22:00 horas do dia 14 de novembro de 2020 até as 22:00 horas do dia 15 de novembro de 2020, em bares, restaurantes, lanchonetes, supermercados, lojas afins, ruas, avenidas e áreas externas das residências, em decorrência da realização das Eleições Municipais de 2020.
Art. 2º – A desobediência a essa proibição acarretará em prisão e condução à
Delegacia de Polícia local, por crime de desobediência, sujeitando-se às cominações legais.
Art. 3º – O descumprimento desta Portaria poderá configurar os crimes
previstos nos artigos 296, 297 e 347, todos do Código Eleitoral.
Dado e passado neste município e zona eleitoral de Luís Eduardo Magalhães/BA, aos 11 dias do mês de novembro de 2020.
Dr. FLÁVIO FERRARI – Juiz Eleitoral
Dr. THIAGO CASTRO PRAXEDES – Promotor de Justiça Eleitoral
Após perder as eleições de 2016 para o atual prefeito Oziel Oliveira (PSD) por uma diferença de 1.364 votos, o empresário Júnior Marabá (Democratas) volta a disputar à prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, a cerca de 970 Km de Salvador.
Na tarde da última sexta-feira (6), Marabá recebeu o BNews no escritório do partido para apresentar suas principais propostas para o município.
Segundo o democrata, sua candidatura representa uma mudança para a cidade, já que o mesmo grupo administra o município há 20 anos. Junior disse estar confiante em sua vitória e prometeu trabalhar com dedicação nessa reta final da campanha.
Educação
Sobre a educação no município, o candidato ressaltou a queda na nota do Ideb e disse que seu governo vai pautar pela valorização da classe. “O Ideb de Luís Eduardo caiu e eu vejo que a gente tem que pensar na educação fundamental, porque é dali que a gente constrói a sociedade. A gente vai pautar com a valorização da classe educacional, hoje a gente vê greves e bastante dificuldades na área dos professores de Luís Eduardo. O professor contratado hoje não tem equiparação salarial, vou fazer a equiparação, vou contratar e dar a oportunidade para que ele faça concurso a partir disso aí a gente já dá condições de melhor trabalho da classe”, disse.
Ainda de acordo com Marabá, sua gestão vai fazer um plano de carreira junto com os professores. “Elaborar a gestão democrática que é um pedido da classe, e partindo da valorização da classe a gente cria as estruturas necessárias pra uma escola em tempo integral, onde a gente tenha no contraturno o serviço prestado para aquelas crianças onde tenham um esporte, teatro, música, essa área cultural. Eu vejo que o contraturno e a educação integral é uma necessidade, e eu me pauto muito que temos que ter acompanhamento social dentro das escolas, a criança que não tiver uma saúde, bem acompanhado, que tiver passando dificuldades dentro de casa até mesmo fome ela não vai conseguir ter nível de aprendizado”.
Marabá disse que entre os principais desafios de sua gestão está a urbanização dos bairros. “Luís Eduardo não tem nenhum bairro urbanizado, quando você urbaniza o bairro automaticamente você tem o saneamento básico junto, você vai de saneamento, drenagem de água, calçamento, área verde, iluminação pública de qualidade, você entregando o bairro completo, você consegue dar andamento em toda a cidade. O problema é que em 20 anos você teve obras eleitoreiras e não teve planejamento e urbanismo em Luís Eduardo. Não temos um bairro em Luís Eduardo urbanizado em 20 anos. Quando você tem um bairro iluminado, urbanizado, você reduz muito a criminalidade, visto que aquelas pessoas que ali moram começam a ter oportunidade de inclusão social, ou seja, quando você tem um bairro urbanizado abre uma padaria, uma lanchonete, um restaurante , as pessoas começam a ter oportunidade de emprego e renda”.
Capacitação de jovens
Ainda durante a entrevista, Júnior Marabá afirmou que os jovens da cidade estão ociosos, sem oportunidade de trabalho. De acordo com o candidato, seu mandato vai implantar a Secretaria da Juventude e Tecnologia, que capacitará a juventude através do programa Capacita Jovem. “A gente vai fazer a capacitação desse jovem e indicar para as empresas privadas. As empresas que contratarem esses jovens vão ter benefícios do poder público, eu vou inserir os jovens no mercado de trabalho”.
Sobre a economia, o candidato ressaltou que a cidade é uma das maiores produtoras de algodão e soja do Brasil, mas que antes de pensar em atrair novos investidores, será preciso valorizar aqueles que já estão no município. “Nós queremos criar o setor da média e pequena indústria pra que aquelas pessoas que aqui estão tenham oportunidade de entrar na área industrial. Além disso a gente temo como fomentar a agricultura familiar onde o pedido maior dessas pessoas é que eles tenham água, energia e estrada pra escoar o produto e técnicos agrícolas junto as suas terras. A gente tem como fomentar a agricultura familiar, como poder público participar disso, nós temos como fomentar também através do comércio, hoje em Luís Eduardo você tem empresas que demoram as vezes seis meses para conseguir o alvará de funcionamento, no nosso governo o alvará de funcionamento vai ser eletrônico em 20 dias, alvará de construção civil até 500 metros vai ser também eletrônico em 20 dias. Com isso eu consigo gerar emprego e renda desburocratizando o poder público. Hoje nós temos filtro político, onde se o comerciante não for apoiador do atual prefeito ele tem o alvará negado no município”.
Para o democrata, a saúde do município nunca funcionou da forma correta e com a chegada da pandemia o “caos” se instalou. “Ele ocultou (prefeito) os números e teve outro ponto que foi quando a população precisava de atendimento ela não sabia onde ia, e quando encontrava o local pra ser atendida não tinha nem testes pra que ela conseguisse de fato descobrir ou não se diante de seu quadro clínico ela estaria de Covid. Então você teve uma população desassistida nesse período, muito desassistida, e além disso tem outro ponto que é de grande relevância que é a saúde básica da família, na verdade se você estivesse com os postos de saúde funcionando de forma correta e com agentes de saúde nos bairros nós conseguiríamos ter um monitoramento melhor das nossas famílias, ou seja, através dos agentes de saúde e dos postos de saúde, saber quais são as famílias que entraram no grupo de risco. Nós não tínhamos dados nenhum nessa gestão. Luís Eduardo além de já não funcionar a saúde pública quando chegou a pandemia trouxe o caos”.
Demais candidatos
O BNews entrou em contato com todos os candidatos que concorrem à prefeitura de Luis Eduardo Magalhães dois dias antes da viagem. O atual prefeito Oziel Oliveira (PSD), que tenta reeleição, foi procurado por telefone e mensagens, mas não retornou.
Com todos os estados registrando dados que sofreram atrasos nas atualizações ao longo da semana, o número de novas mortes, nesta quinta-feira (12/11), foi o maior desde setembro, com acréscimo de 908 óbitos, diz o Correio Braziliense, com base em dados fornecidos pelo Ministério da Saúde.
Com isso, o Brasil já soma 164.281 fatalidades desde o início da pandemia. Em relação aos casos, foram adicionadas 33.207 infecções, totalizando 5.781.582 positivos para a doença.
Em Alagoas, a cesta de produtos agroecológicos pode ser encomendada para o Alto Sertão e Maceió (foto: Coletivo de Comunicação do MST em Alagoas)
Por Jamile Araújo
Da Página do MST
O povo brasileiro precisou se adequar aos impactos da pandemia, que vão além dos números. Até o dia 15 de outubro, o Brasil marca mais de cinco milhões de pessoas infectadas, enquanto o número de óbitos causados por coronavírus é superior a 150 mil – e segue aumentando.
Com as medidas de isolamento e a crise econômica – que já vinha sendo estruturada antes da pandemia -, o desemprego aumentou e as condições de trabalho pioraram, com a crescente informalização da classe trabalhadora. A fome e a insegurança alimentar cresceram em todo o mundo, e na população da América Latina, o risco de fome aumentou em 269%, segundo o World Food Programme (WFP, programa de Combate à fome, em tradução livre), da Organização das Nações Unidas (ONU).
Ao mesmo tempo, torna-se evidente a importância da reforma agrária nesse cenário de agravamento das crises política, econômica, ambiental e social. A comercialização e doação dos produtos do Movimento Sem Terra mostra que a reforma agrária dá resultados concretos.
As feiras e os mercados são espaços de comercialização importantes para os agricultores. O que é produzido nos assentamentos é consumido pelas famílias, e o excedente é comercializado para garantir aquilo que não é produzido.
“A comercialização da produção garante renda para as famílias assentadas. Além disso, mostra à sociedade que é necessário outro modelo de agricultura, baseado na agroecologia e no cuidado com a natureza”, afirma Manoel Missias Bezerra, assentado da reforma agrária e trabalhador do setor de produção do MST no Ceará.
De acordo com Missias, no que diz respeito ao debate da alimentação saudável, o grande capital, representado pelas empresas do agronegócio, tem levado para as prateleiras dos grandes supermercados produtos ultraprocessados, com valor nutricional baixo e preços inacessíveis para maioria dos brasileiros.
Os alimentos produzidos nos assentamentos e comercializados nas feiras e mercados, além de não ter veneno, são produtos de uma transição agroecológica e socioambiental. “Isso vai além do debate sobre orgânicos, pois nossos produtos carregam consigo outras relações de produção e de convívio com o meio ambiente”, diz Missias.
Desde março, com início das medidas de isolamento social, os espaços como feiras e mercados buscaram a comercialização online e as entregas domiciliares. O MST também buscou alternativas para garantir a comercialização dos produtos, adotando as medidas sanitárias necessárias.
“Além de garantir a venda dos produtos, o comércio online nos permitiu alcançar ainda mais pessoas, que não conseguíamos atender apenas com a feira presencial. A adequação a tudo isso não foi fácil, ainda mais vivenciando todo o peso que esse momento tem, mas tem sido um aprendizado importante”, diz Missias.
Desde o início da pandemia, o setor de produção do MST no Ceará criou um site de vendas, melhorou a logística das entregas, avaliou o tipo de material usado nas embalagens dos produtos e substituiu os sacos plásticos por caixas de papelão. “Com esse aprendizado constante, também estamos constantemente buscando melhorar.”
Esse trabalho agroecológico é realizado com a participação de todos, inclusive mulheres, jovens, crianças e idosos, e permeia todos os processos da produção, baseada no plantio sem veneno e no cuidado com o meio ambiente.
“No período da pandemia, temos buscado continuar o debate e a prática dentro das nossas áreas. Mesmo de forma remota, temos mantido a mobilização da juventude, das mulheres, dos grupos de produção, das escolas, dos coletivos de saúde. Enfim, com todas as limitações que o momento de crise sanitária proporciona, temos desenvolvido ações importantes e impactantes”, diz Missias.
Não é à toa que o MST lançou em 2019 o “Plano Nacional Plantar Árvores e Produzir Alimentos Saudáveis”, com o objetivo de plantar 100 milhões de árvores em 10 anos: “o intuito do Plano Nacional é produzir alimentos para o povo brasileiro, sobretudo os mais pobres, e cuidar do nosso planeta Terra”, pontua Missias.
A opinião de quem adquire os produtos da reforma agrária
Em Alagoas, consumidores falam sobre como o consumo de produtos da reforma agrária fortalece a saúde e a agroecologia (foto: Coletivo de Comunicação do MST em Alagoas)
A abrangência do MST não se dá apenas nos grandes centros urbanos ou nas vendas online. A população da cidade de Piranhas, que fica à beira do Rio São Francisco, em Alagoas, é amplamente beneficiada com os produtos livres de veneno, saudáveis e sustentáveis do Colegiado Territorial do Alto Sertão de Alagoas.
Ana Cristina, do Instituto Palmas, começou a encomendar as cestas agroecológicas do MST há cerca de seis meses e recebe semanalmente alimentos frescos em sua casa, desde então.
“Ao mesmo tempo em que estou cuidando da minha saúde e a saúde da minha família, estou ajudando uma causa, que luta pela alimentação saudável e pela segurança alimentar, e também contribuindo para lutar contra a desigualdade agrária que é tão séria no nosso país”, diz.
Além da cestas agroecológicas, os moradores de Piranhas também podem adquirir os produtos de forma avulsa e esporádica.
“Essa simples ação de consumidores e consumidoras tem um impacto importante para as famílias de assentados e assentadas, acampados e acampadas, para fortalecer a luta pela segurança alimentar e justiça agrária”, reitera Ana Cristina.
Lucas Lima, professor do campus Sertão, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) em Delmiro Gouveia (AL), revela que tem sido uma experiência incrível participar como consumidor das cestas, pois isso tem permitido conhecer melhor a produção dos assentamentos e acampamentos do MST.
“Nós temos acesso a uma variedade de alimentos como feijão, alface, cebolinha, coentro, batata doce, cenoura, frutas, além de outras variedades. São alimentos produzidos com muita dedicação por parte das famílias camponesas. E o melhor, são alimentos sem veneno, sem agrotóxicos”, diz Lucas.
O professor defende que a experiência das cestas agroecológicas é um bom exemplo da evidente importância da reforma agrária para o país, sobretudo no contexto político em que vivemos.
“Nesse momento em que brasileiros sentem no bolso o aumento dos preços dos alimentos, em que o agronegócio prefere exportar do que produzir para o mercado interno, provocando o aumento do custo de vida das famílias brasileiras, o MST tem feito diferente, oferecido comida de verdade para todos nós”, diz.
De acordo com ele, a terra deve ser usada por quem produz para o povo, para as pessoas que produzem pela soberania alimentar do país. “Se você ainda não conhece as cestas agroecológicas do MST, eu faço um convite especial a conhecer. Você não vai se arrepender”, conclui o professor.
Cestas agroecológicas da reforma agrária são entregues respeitando os protocolos de saúde na pandemia (foto: Coletivo de Comunicação do MST em Alagoas)
MST discute soberania alimentar na Jornada Nacional da Alimentação
No Brasil, apesar de haver diversidade de produção de alimentos, o preço em que esses produtos chegam às prateleiras, junto às consequências econômicas e sociais da pandemia, estão contribuindo para que esse risco da fome, cada vez mais, bata à porta das casas dos brasileiros.
Os movimentos populares do campo, da cidade, das águas e das florestas estão construindo durante toda essa segunda semana de outubro, ações para denunciar o governo Bolsonaro e apontar as saídas para a soberania alimentar e para combater a fome e a miséria que voltaram com força.
A “Jornada Nacional da Alimentação” foi lançada na última segunda-feira (12). A sexta-feira (16) marcará o Dia Internacional de Ação Pela Soberania Alimentar dos Povos e contra as corporações transnacionais, e vários eventos relacionados à saúde, alimentação e autonomia popular estão sendo realizados pelo MST e organizações parceiras.
“Alimentar é um ato político, com certeza, mas antes disso, precisamos compreender que muitas famílias não têm condições de escolher seus alimentos, e muitas vezes não têm sequer o que comer. A luta por reforma agrária é importante no combate a esse modelo perverso que temos vivido, que leva à fome, à pobreza, à exclusão e à destruição da vida”, conclui Missias.
Onde e como adquirir produtos do Movimento Sem Terra no Nordeste
Alagoas
O Colegiado Territorial do Alto Sertão de Alagoas tem atendido na região, e agora expandiu os negócios oferecendo encomendas aos moradores de Maceió, a capital alagoana.
O cadastro mensal de cestas, classificadas em grandes ou pequenas de acordo com os itens, pode ser feito pelos números (82) 98724-15/11 e (82) 98703-2483.
Ceará
A Feira Cultural da Reforma Agrária ocorre presencialmente desde 2016, e antes da pandemia do novo coronavírus era realizada no segundo sábado de cada mês, a partir das 9 horas, com exposição e venda de produtos, debates, comidas típicas e música ao vivo. Hoje, a feira organizada pelo Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST), da Cooperativa Central das Áreas de Assentamentos de Reforma Agrária (CCA) e do Centro de Formação Capacitação e Pesquisa Frei Humberto, é virtual.
Pedidos podem ser feitos através do site do Centro Frei Humberto, sempre na primeira semana do mês.
Bahia
No município de Prado, extremo Sul do estado, os pedidos podem ser feitos de segunda a quinta, através do telefone (73) 9845-2293. A entrega é realizada às sextas-feiras, com taxa grátis para residências localizadas a até 10 km do entorno do Assentamento Jaci Rocha, e também para compras acima de R$ 25, com pagamento em dinheiro. As entregas em outros locais ficam com taxa a combinar.
Pernambuco
Em Pernambuco, o MST conta com Armazéns do Campo em Recife e em Caruaru.
– Armazém do Campo Recife
Funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 17h, sábado das 07 às 17h. Trabalhando com delivery, a partir do contato: (81) 99673-4327; ou com o formulário dos pedidos da semana.
Endereço: Avenida Martins de Barros, 387.
– Armazém do Campo Caruaru
Compras presenciais: segunda a quarta, das 10h às 19h; quinta a sábado, das 10h às 20h.
Endereço: Rua Cleto Campelo, 87 – Nossa Senhora das Dores.
Nos Armazéns é possível adquirir livros da editora Expressão Popular que estão com 50% de desconto.
Piauí
Produtos podem ser encontrados em Teresina, Palmeirais, São João do Piauí, Canto do Buriti e Luzilândia. Confira os horários e locais:
– Teresina:
Feirinha da UFPI – quartas e sextas-feiras, das 8h às 12h.
Feira da Chapadinha Sul – de segunda à sexta-feira, das 8h às 12h.
– Palmeirais:
De segunda à sexta-feira, das 8h às 12h.
– São João do Piauí:
Segundas e quintas-feiras, das 8h às 11h.
– Canto do Buriti:
Quintas e sábados, das 8h às 11h.
– Luzilândia:
Mercado público – de segunda a sábado, das 8h às 12h.
Feira agroecologica – sábados, as 8h às 12h.
Rio Grande do Norte
Os produtos podem ser adquiridos em Natal, na Central de Abastecimento da Agricultura Familiar (Cecafes). Há também barracas de produtos in natura nos acampamentos que ficam localizados nas RNs e BRs.
Em breve será possível adquirir cestas em Natal, onde a entrega será feita por delivery ou retirada no Cecafes.
“No caso do Brasil, ainda estamos trabalhando fortemente com o governo brasileiro para tentar acelerar a disponibilidade o mais rápido possível”, disse presidente da companhia.
A farmacêutica Pfizer espera obter o registro de sua vacina contra a Covid-19 na Food and Drug Administration (FDA, agência do Departamento de Saúde dos Estados Unidos) em dezembro, o que permitiria iniciar a vacinação nos Estados Unidos ainda neste ano.
Ao participar de um simpósio online promovido pela Academia Nacional de Medicina, o presidente da companhia no Brasil, Carlos Murillo, adiantou que 50 milhões de doses estarão disponíveis já neste ano, e o total para o ano que vem chega a 1,3 bilhão de doses para todo o mundo.
“No caso do Brasil, ainda estamos trabalhando fortemente com o governo brasileiro para tentar acelerar a disponibilidade o mais rápido possível. Tenho esperança de que no primeiro trimestre do próximo ano poderíamos estar contando com essa vacina disponível no Brasil”, disse Murillo, que explicou que a empresa e o governo ainda estão em negociação.
A previsão da Pfizer é de que os requisitos exigidos pela agência reguladora americana para completar a solicitação de registro devem ser cumpridos na terceira semana de novembro. A partir daí, a avaliação da FDA deve durar cerca de um mês e a concessão do registro de uso emergencial ainda em 2020.
Os testes clínicos da Pfizer/Biontech envolvem cerca de 44 mil pessoas, sendo 3 mil no Brasil. Uma das exigências da FDA é que metade dos participantes do estudo tenha recebido a vacina há pelo menos dois meses. A outra exigência é que ao menos 164 pessoas que participaram do estudo desenvolvam a doença, já que metade dos voluntários não foi imunizada.
A importância de aplicar placebo em metade dos participantes do estudo é comparar se o grupo vacinado de fato ficou protegido, já que se expôs à doença na mesma região e no mesmo período que os pacientes não imunizados. Quando divulgou os resultados preliminares no início desta semana, que apontaram eficácia de mais de 90%, o número de voluntários que desenvolveram covid-19 estava em 94.
Testes
A vacina em desenvolvimento pela Pfizer, em parceria com a alemã Biontech, está em testes clínicos no Brasil desde julho e também precisará de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Assim como a autoridade regulatória europeia, a Anvisa adotou um modelo de submissão contínua, em que os documentos exigidos para o registro começam a ser avaliados em etapas, antes da conclusão dos experimentos.
Segundo Murillo, a partir da conclusão dos testes de fase 3, ainda este mês, todos os documentos serão encaminhados para a Anvisa.
A empresa ainda negocia com o governo brasileiro a possibilidade de fornecer a vacina ao Sistema Único de Saúde (SUS). Diferentemente das vacinas da Sinovac e da AstraZeneca/Oxford, o acordo não deve prever transferência de tecnologia em um primeiro momento, porque, segundo Murillo, a Pfizer e a Biontech optaram por concentrar a produção em suas plantas nos Estados Unidos e na Alemanha durante a pandemia.
“Na primeira etapa, a produção é centralizada. É a forma mais rápida de sair com a vacina. Passada a pandemia, a Pfizer vai avaliar e ver opções que permitam, como o Brasil, fazer a transferência de tecnologia”.
Por ainda estar em negociação com o governo brasileiro, o executivo preferiu não revelar o preço da vacina, mas adiantou que há três faixas de preço oferecidas ao mercado global: uma para os países desenvolvidos, uma para os países de renda média, como o Brasil, e uma para os países mais pobres. Segundo Murillo, a Pfizer investiu 2 bilhões de dólares de recursos próprios no desenvolvimento da vacina.
Refrigeração
A tecnologia inédita da vacina Pfizer/Biontech, de RNA mensageiro, traz um desafio para a logística: as doses precisam ser refrigeradas em freezers muito mais potentes que os disponíveis em postos de vacinação. Para contornar o problema, a farmacêutica tem trabalhado com parceiros para desenvolver uma embalagem especial que, apenas com gelo seco, consegue conservar a vacina a menos 70 graus centígrados (°C) por até 15 dias.
“Os avanços da ciência estão sendo vistos na parte da vacina e também na parte logística”, disse Murillo, que já apresentou a embalagem ao governo brasileiro. “Não é um tema simples e tampouco resolve a logística, mas muda muito o esquema de pensar que um país precisaria, para cada centro de vacinação, ter um ultrafreezer”.
A proposta da farmacêutica é negociar as embalagens junto com as vacinas, para que possam ser entregues dessa forma nos postos de vacinação. Depois da retirada dessa caixa, a vacina pode ficar em um refrigerador comum por até cinco dias.
O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária brasileira deve encerrar o ano em R$ 848,6 bilhões, alta de 13,14% em relação ao ano anterior. Desse montante, R$ 572,27 bilhões são referentes às lavouras, que devem crescer 16,9%, enquanto a pecuária representa R$ 276,32 bilhões, com elevação de 6,1%, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), divulgados nesta quinta-feira, 12.
De acordo com o Mapa, o resultado favorável do VBP para este ano foi obtido a partir do resultado dos preços agrícolas pagos ao produtor e das exportações. A maior parte dos produtos analisados apresentou aumento de preços, com destaque para a soja, com VBP estimado de R$ 223,2 bilhões, representando 26,3% do valor total do ano.
Outros produtos também contribuíram para o resultado positivo, em razão dos preços e das quantidades produzidas no ano entre eles, cacau (9,5%), café arábica (14,2%), feijão (17,2%), milho (17,6%), soja (26,4%), trigo (21,0%), maçã (20,6%), carne bovina (17,7%), carne suína (12,8%), ovos (8,3%) e arroz (22,3%).
Além disso, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam estoques reduzidos para vários produtos, o que mostra que as vendas no mercado interno e para fora do país estão aquecidas.
Projeção para 2021
As primeiras estimativas do VBP para 2021 indicam um cenário otimista. O VBP projetado é de R$ 949,22 bilhões, 11,9% acima do observado neste ano (R$ 848,6 bilhões). “Há boas perspectivas para soja, cuja previsão do VBP é de R$ 300 bilhões, contra R$ 223,2 bilhões neste ano. Também há resultados melhores para arroz e carnes”, diz o coordenador da pesquisa.
O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. É calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país.
O INSTITUTO DE PESQUISA DATA ES – LTDA – Sociedade Empresária Limitada de Vitória Espírito Santo – fundada em 1999, tendo como atividade principal, pesquisas de mercado e de opinião pública, vem por meio dessa nota
comunicar que não realizou pesquisas de cunho eleitoral nos municípios de Formosa do Rio Preto – BA, Barreiras – BA e Luís Eduardo Magalhães – BA nos últimos 04 anos e que tomou conhecimento de notícias falsas (fakes News)
envolvendo o nome da empresa nas cidades supracitadas.
O nosso time jurídico já foi acionado, a fim de apurar e punir os infratores que tentam denegrir a imagem de nossa instituição, que há mais de 20 anos no mercado presta um serviço sério e essencial para a vida das pessoas, todas as
nossas pesquisas de cunho eleitoral, são homologadas pelo TRE e disponibilizadas para consulta pública no site do órgão.
Mantemos o nosso compromisso de coletar, analisar e apresentar dados com eficiência e exatidão.
Santa Lúcia, Vitória – Espírito Santo, 12 de novembro de 2020
CELSO BUARQUE RONN
Diretor comercial
Informações editadas pelo portal Bahia.baFoto: José Cruz/Agência Brasil
Restam apenas três dias para a realização das eleições em 1º turno em todo o Brasil, que está marcada para o dia 15 de novembro. Em um processo eleitoral atípico, devido a pandemia da Covid-19, as campanhas foram marcadas pela intensificação do uso das redes sociais, aumento de carreatas, mas também lamentáveis registros de aglomerações no interior da Bahia e região metropolitana de Salvador.
No cenário eleitoral que vem sendo desenhado pelas pesquisas, é possível notar a preferência do eleitorado pela reeleição dos atuais prefeitos na maioria dos municípios baianos. Destaque na política nacional recente, o partido Novo só apresentou um candidato a prefeito na Bahia, sendo registrado em Feira de Santana.
O bahia.ba fez um levantamento das últimas pesquisas realizadas em 10 das principais cidades espalhadas por todas as regiões do estado.
Foto: Band Bahia
Salvador
Na capital baiana, segundo a pesquisa Ibope divulgada pela TV Bahia, no dia 30 de outubro, o atual vice-prefeito e candidato a prefeito Bruno Reis (DEM) aparece com 61% das intenções de voto. Caso o resultado se confirme nas urnas, o democrata estará eleito ainda no primeiro turno.
Bruno é seguido por Denice (PT) com 13%, Olívia Santana (PCdoB) com 7% e Isidório (Avante) com 5%. Os outros candidatos aparecem com até 1% das intenções. O levantamento aponta para o crescimento e consolidação de Bruno Reis nas eleições, enquanto Isidório desidratou e viu as concorrentes Denice e Olívia crescerem nas pesquisas, porém, não o suficiente para forçar a disputa das eleições no segundo turno.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o registro BA-06193/2020.
Madre de Deus
No município do litoral baiano, o candidato a prefeito Dailton Filho (PSB) aparece em primeiro lugar com cerca de 53,46% das intenções de votos em pesquisa eleitoral realizada pelo Painel Brasil, divulgada no dia 6 de outubro.
Principal adversário de Dailton na disputa, o atual prefeito, Jailton Jajai (PTB), se apresenta com rejeição que nos votos válidos chega ao índice de 45,16%, enquanto Dailton aparece apenas com 17,37%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BA-06469/2020.
Candeias
Na disputa pela prefeitura de Candeias, o atual prefeito e candidato à reeleição Dr. Pitágoras (PP) aparece na liderança com 46% das intenções de voto, segundo a pesquisa A Tarde/Potencial Consultoria e Pesquisa, divulgada no dia 24 de outubro.
Dr. Pitágoras é seguido por Tonha Magalhães (DEM), com 19%, e pelo ex-prefeito Sargento Francisco (PL), que pontua com 6%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BA-08400/2020.
Foto: Divulgação/Zé Raimundo
Vitória da Conquista
Na terceira maior cidade da Bahia, o deputado estadual e ex-prefeito Zé Raimundo (PT) lidera a disputa com 46% das intenções de votos e tem chances de vencer no primeiro turno. O atual prefeito Herzem Gusmão (MDB) aparece em segundo com 35%, segundo o levantamento realizado pelo A Tarde/Potencial Consultoria e Pesquisa.
Enquanto os dois primeiros colocados cresceram nas pesquisas ao longo da campanha, David Salomão (PRTB) que aparece em terceiro lugar, perdeu seis pontos em comparação com a pesquisa anterior. Os outros candidatos aparecem com até 1% das intenções. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o nº BA 06887/2020.
Feira Santana
Na princesa do sertão, a disputa pela prefeitura deve ser decidida no segundo turno, entre o deputado federal Zé Neto (PT) e Colbert Martins (MDB) que aparecem tecnicamente empatados, de acordo com a pesquisa A Tarde/Potencial Consultoria e Pesquisa.
O levantamento aponta o petista com 30% das intenções de voto, enquanto o chefe do Executivo municipal aparece com 29%. Em terceiro lugar está o ex-deputado estadual Carlos Geilson (Podemos), com 7%.
Aparecem em seguida o empresário Carlos Medeiros (Novo), a deputada federal Dayane Pimentel (PSL), Marcela Prest (PSOL) e o vereador Beto Tourinho (PSB), todos com 2%. Os outros candidatos aparecem com até 1% das intenções. O levantamento divulgado no dia 15 de outubro foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BA-09288/2020.
Porto Seguro
Na cidade da Costa do Descobrimento, o candidato Uldurico Júnior (Pros) lidera a disputa pela prefeitura com com 26,55% das intenções de voto, seguido por Jânio Natal (PL), com 21,27%. Luigi Rotuno (PSDB) aparece em terceiro com 15,27%, segundo a pesquisa realizada pelo Instituto Foco, divulgada no dia 30 de outubro.
Em seguida aparecem Lívia Bitencourt (PT) com 4,91%, Chico Cancela (PSOL) 4,51% e Roni da Lotaçao (PSB) 1,10%. O levantamento, que está registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o n° BA-06136/2020.
Ilhéus
Na terra do cacau, o prefeito de Ilhéus, Marão (PSD), lidera a corrida eleitoral com 34% das intenções de voto, segundo o levantamento A Tarde/Potencial Consultoria e Pesquisa. Ele é seguido por Valderico Junior (DEM) e Cacá (PP), ambos com 13%.
Professor Reinaldo do Ibec (PTB) e Cosme Araújo (PDT), com 5% e 3%, respectivamente, aparecem em seguida. Os outros candidatos têm até 1% das intenções. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o nº BA-09710/ 2020.
Foto: Divulgação/Assessoria/Moema Gramacho
Lauro de Freitas
No município da região metropolitana, a prefeita e candidata à reeleição Moema Gramacho (PT) lidera a corrida eleitoral com 44% das intenções de voto na pesquisa estimulada, no levantamento Painel Brasil, divulgada no dia 11 de novembro.
Em segundo lugar aparece o empresário Teobaldo Costa (DEM) com 22%, seguido pela ex-esposa que também é ex-vice-prefeita da chapa de Moema em 2016, Mirela Macedo (PSD) com 11%.
A amostra está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número BA-05912/2020.
Após a Corregedoria Nacional de Justiça determinar o restabelecimento da tramitação de um pedido de providências instaurado contra o juiz Sérgio Humberto Quadros Sampaio, preso no âmbito das investigações da Operação Faroeste, a corregedora Maria Thereza de Assis Moura decidiu, nesta quarta-feira (11), que a apuração do caso deve aguardar 120 dias para a conclusão do Procedimento Administrativo Disciplinar instaurado no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
A denúncia ao CNJ foi feita pela M. de S. Harb, empresa do ramo alimentício, contra Sérgio Humberto e outro juiz da 5ª Vara da Fazenda pública de Salvador, acusados de violação dos deveres funcionais na tramitação de processos neste juízo.
Além deste processo administrativo, Sérgio Humberto ainda responde a mais dois procedimentos junto ao TJ-BA, ambos abertos em agosto deste ano, sendo um deles referente à denúncia da M. de. S. Harb, sob a relatoria do desembargador Júlio Travessa. O outro apura a conduta do magistrado quanto à retenção por dois anos de um processo movido pela Bom Jesus Agropecuária.
Em outro procedimento, o magistrado é acusado de atuar no favorecimento do grupo em processos de disputa de terras no oeste baiano, objetos da Operação Faroeste. Ele é suspeito de viabilizar, junto a delegatários de Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia, a alterações de matrículas de imóveis na região.
Fazenda com 223 alqueires – 1.079 hectares – às margens do Lago do Projeto Manuel Alves, em Dianópolis, Tocantins. Noventa alqueires já estão quebrados, prontos para finalizar a limpeza da área. Terra com excelente textura, com alto teor de argila.
Fazenda com 362 alqueires – 1.752 hectares – na margem do lago do projeto de irrigação Manuel Alves; bruta, com 60% plana; Valor de venda de R$7 mil o alqueire.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, atendeu nesta quarta-feira (11) a um pedido do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) e adiou as eleições municipais em Macapá, capital do estado.
O primeiro turno em todo o país está previsto para este domingo (15) e o segundo, para o próximo dia 29. A nova data do pleito não foi definida. A decisão de Barroso vai a referendo, pelo plenário do TSE, nesta quinta (12).
O pedido de adiamento da eleição em Macapá foi feito nesta quarta pelo TRE-AP. O tribunal argumentou que o adiamento deveria se dar “até o restabelecimento regular da energia elétrica” no município.
O pedido não se refere aos demais municípios do estado porque o TRE-AP considerou que nas outras localidade “a situação de segurança do eleitor poderá ser mantida sob controle, com o aparato de segurança atualmente disponível”.
Ao analisar o pedido do tribunal, Barroso decidiu: “Tendo consultado todos os demais membros do tribunal, suspendo a realização das eleições municipais de Macapá/AP, até que se restabeleçam as condições materiais e técnicas para a realização do pleito, com segurança da população.”
“Esclareço que a suspensão abrange a previsão de realização do 1º e do 2º turnos, marcados para os dias 15 e 29 de novembro, respectivamente, ficando a designação de novas datas submetida a ato posterior. Determino que sejam adotadas as providências para a exclusão da carga das urnas em todo o município, de modo a prevenir que entrem em funcionamento até aqui programado para 15.11.2020”, acrescentou o ministro na decisão.
‘Impossibilidade fática de realização da votação’
Na decisão, Barroso esclareceu que a legislação eleitoral permite a remarcação do pleito em caso de “impossibilidade fática de realização da votação” em seções eleitorais “em número significativo”. Conforme o ministro, cabe ao tribunal eleitoral local definir a nova data de votação.
O G1 apurou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), irmão de um dos candidatos a prefeito de Macapá, conversou com Barroso nesta quarta e afirmou que a situação na capital do Amapá estava difícil por conta do apagão.
Situação energética do Amapá ainda é caótica. Energia racionada e intermitente.
Publicado em 11/11/2020 – 16:59 Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Brasília
Policiais civis do Amapá apreenderam documentos nas instalações da empresa Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), concessionária do serviço energético no Amapá. Além de cumprir os mandados judicais de busca e apreensão, os agentes também realizaram perícias na subestação onde um incêndio destruiu um transformador, desencadeando uma série de problemas que deixaram 13 das 16 cidades amapaenses sem energia elétrica.
A ação policial foi deflagrada ontem (10), mas só veio a público na tarde de hoje (11). Em nota, a Polícia Civil explicou que a iniciativa faz parte da segunda fase da chamada Operação Apagão, deflagrada no dia 9. Funcionários da empresa foram intimados a depor, mas a Polícia Civil não divulgou detalhes a este respeito.
A outra frente de ação ocorre diariamente, com o objetivo de fiscalizar estabelecimentos comerciais e coibir o aumento abusivo de preços. Segundo o Instituto de Defesa do Consumidor do Amapá (Procon-AP), que também vem atuando contra a alta dos preços e irregularidades, alguns comerciantes foram flagrados vendendo produtos como água, gelo, velas e pão por preços muito acima dos cobrados antes do problema que, hoje, completa uma semana. Outro problema é a comercialização de produtos impróprios ao consumo humano – geralmente, por estarem com data vencida ou por terem estragado devido às faltas de condição de armazenamento.
Uma coletiva de imprensa ocorre esta tarde, em Macapá, para detalhar as ações já realizadas e fornecer mais informações sobre a operação.
Consultada, a LMTE informou, por meio de sua assessoria, que “está colaborando com as autoridades e está totalmente focada na retomada de 100% da energia no estado”.
Lembra desse tempo? Já se passaram 4 anos, você nem deve lembrar mais.
Mas a alta é geral em todo o País, segundo o Canal Rural, malgrado uma leve queda do dólar com a eleição de Joe Biden.
Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 294 a arroba, ante R$ 290 da terça-feira. Em Uberaba, Minas Gerais, os valores ficaram em R$ 285 a arroba, estáveis.
Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, a cotação chegou em R$ 286, a arroba, contra R$ 281. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 280 a arroba, ante R$ 277. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o valor ficou em R$ 271 a arroba, ante R$ 267.
Já prometi para os meus netos: neste próximo domingo levo aqueles que tiverem bom comportamento para ver os ricos comer churrasco nas churrascarias de Luís Eduardo. E ainda pago um picolé de limão pra cada um.
E tão bonita e alentadora a democracia! O premiê inglês no período da II Guerra Mundial, Winston Churchill, já dizia que “a democracia é o pior dos regimes políticos, mas não há nenhum sistema melhor que ela.”
Pois veja mais um exemplo: os funcionários de uma rede de supermercados amanheceram, todos, com a praguinha do candidato que o proprietário dos estabelecimentos apoia.
Motivo de reflexão seria nos perguntarmos se todos os funcionários, de maneira uníssona, resolveram de uma hora para outra, demonstrar sua opção política.
Ou, na pior das hipóteses, foram diligentemente instados pelos patrões a usarem a propaganda eleitoral, mesmo que sobreposta aos logotipos do uniforme.
Após passar um dia em Barreiras ouvindo a população e entrevistando candidatos à prefeitura, o BNews viajou mais 90 Km com destino a cidade de Luis Eduardo Magalhães (LEM) com a mesma missão, acompanhar a movimentação em torno das eleições municipais.
Diferente da tranquilidade que se via em Barreiras, em Luis Eduardo Magalhães a todo momento a equipe re reportagem presenciava carros de som fazendo propagandas para os prefeituráveis, além de rajadas de fogos que a todo tempo eram ouvidas, principalmente por volta do meio dia, quando um dos candidatos concedia entrevista em uma emissora de rádio da cidade.
Nas ruas, a população avaliou as ações do atual prefeito Oziel Oliveira (PSD) que tenta reeleição. Oziel foi o primeiro prefeito da cidade, de 2001 a 2004, e reeleito, de 2005 a 2008. Voltou a ganhar as eleições em 2016 e, atualmente, busca novamente a reeleição. Também disputam o cargo Comandante Rangel (PL) e Junior Marabá (Democratas).
“A cidade aqui é uma cidade nova, então o prefeito que ganhar vai ter que trabalhar porque tem muita coisa aí pra fazer, a cidade é nova é nunca acaba o que tem pra fazer, cada vez que vai fazendo vai aparecendo coisa pra fazer, é rua, é tudo pra fazer”, disse o vender ambulante José Dantas.
Marcia Pires, desempregada, ressaltou a demora da prefeitura em cuidar das ruas, que em sua grande maioria está sem pavimentação. “É preciso fazer muita coisa aqui, minha rua nunca foi asfaltada, quando chove é lama e quando o tempo está pra sol é muita poeira”.
“Termina ano e começa ano e não vejo muita diferença na cidade. A verdade é que a gente só vê a cara desse povo em ano de eleição. É sempre assim, não perco meu tempo com esse pessoal não”, disse Marta Santos, funcionária de um restaurante.
A cidade de Luis Eduardo Magalhães está localizada no oeste do Estado, a cerca de 965 Km de Salvador. LEM era antes um pequeno povoado denominado Mimoso do Oeste, depois se tornou distrito de Barreiras até transformar-se no município em 30 de março de 2000. Sua população, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de 90.162
O mesmo fuzil, de produção nacional, é usado há 45 anos e seus equipamentos de comunicação estão obsoletos, dizem fontes militares
Cerca de 92% dos meios de comunicação dos militares estão obsoletos e 87% dos equipamentos estão completamente inutilizáveis, de acordo com a versão oferecida pelo portal G1 baseado em documentos e depoimentos de militares na reserva.
Os fuzis utilizados pelo Exército são do modelo FAL, que a empresa brasileira Imbel fabrica há 45 anos, e mais de 120 mil unidades têm mais de 30 anos de uso.
“Posso afirmar que possuímos munição para menos de uma hora de combate”, disse o general na reserva Maynard Marques de Santa Rosa, ex-secretário de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa.
Santa Rosa deixou o Exército em fevereiro de 2010 após qualificar a Comissão da Verdade, que investiga crimes durante a ditadura militar brasileira, de “comissão da calúnia”.
O general Carlos Alberto Pinto Silva, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres (Coter), acrescentou que a quantidade de munição “sempre foi mínima”.
“Nossa artilharia, carros de combate e grande parte do armamento foram comprados nas décadas de 70 e 80. Existe a ideia errônea que não há ameaça, mas se ela surgisse não daria tempo de reagir”, acrescentou.
Até agora, o Ministério da Defesa não se pronunciou sobre o relatório. Nos últimos 10 anos, o Brasil investiu em Defesa 1,5% do PIB, segundo dados do Ministério.
Este ano, o Exército receberá R$ 28 bilhões, dos quais 90% são destinados a salários.
*Com informações do Terra, G1 e A Postagem e Urbs Magna
Pela primeira vez no histórico da Pesquisa Fórum a maior parte dos brasileiros desaprova o governo Bolsonaro. São 53,9%, ante 46,1% que o aprovam. Uma diferença a favor da reprovação de 7,8%.
No começo de outubro, 51,9% disseram que o aprovavam e 48,1%, que o desaprovavam. Era uma diferença a favor da aprovação de 3%. No final de agosto, os índices estavam ainda mais favoráveis ao presidente: 52,9% de aprovação e 47,1% de desaprovação. Ele tinha 5,8% de margem favorável.
Nos últimos 70 dias, ele saiu desses 5,8% a mais pelo aprova para os 7,8% a mais pelo desaprova. Um deslocamento de 13,6% desfavorável. Sinal que talvez explique a dificuldade de Bolsonaro empinar seus candidatos a prefeito principalmente nas capitais.
Entre as mulheres, 60,6% o desaprovam. Por outro lado, entre os homens, 55,9% responderam que aprovam a gestão do titular do Planalto.
Na distribuição por idade, três faixas etárias tiveram mais respostas negativas do que positivas para o presidente: de 16 a 24 anos, 64,2% desaprovam o governo. De 25 a 34 anos, 53,1% desaprovam. E de 45 a 59 anos, 54,1%.
A melhor avaliação está entre os mais idosos, com 60 anos ou mais, dos quais 55,6% aprovam a atual gestão.
Na divisão por escolaridade, 62,5% dos entrevistados com ensino superior e 50,7% dos com ensino médio disseram não aprovar o governo Bolsonaro. Por outro lado, Bolsonaro tem 50,3% de aprovação entre os que têm ensino fundamental.
Em todas as faixas de renda, Bolsonaro teve ao menos metade ou mais de desaprovação dos entrevistados. A maior taxa, de 56%, ficou entre aqueles que ganham de 5 a 10 salários mínimos. A menor foi de exatamente 50%, naqueles com rendimento acima de 10 salários mínimos.
A região Sudeste tem a maior proporção de pessoas que desaprovam o governo: 56%. A seguir aparece o Nordeste, com 54,8%, e depois o Sul, onde a avaliação se inverteu e, agora, 50,6% não aprovam a atual gestão. Na outra ponta, ele encontra aprovação de 50,8% dos entrevistados do Centro-Oeste e 55,1% dos pesquisados do Norte.
Nova medida foi tomada devido o número de denúncias recebidas pela Justiça Eleitoral ligadas à concentração de pessoas
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-Ba) proibiu, em todos os 417 municípios baianos, atos de campanha presenciais que violem as normas sanitárias para as Eleições 2020. A nova medida foi apresentada pelo presidente do órgão, desembargador Jatahy Júnior, durante coletiva de imprensa, realizada nesta terça-feira (10/11).
A suspensão está prevista na Resolução Administrativa Nº 38/2020, que regulamenta o exercício do poder de polícia dos juízes eleitorais. Conforme o normativo, estão vedados comícios, passeatas, bandeiraços, caminhadas, bicicleatas, cavalgadas, motoatas, carreatas e similares. Também está impedida a distribuição de panfletos, folhetos, adesivos e outros materiais de campanha. De acordo com o presidente do TRE-BA, alguns desses eventos fazem com que as pessoas desrespeitem as normas sanitárias.
Pela Resolução, o candidato, partido ou coligação que descumprirem tais medidas estarão sujeitos à sanção prevista no art. 36, § 3º da Lei nº. 9.504/97 (Lei das Eleições), que é de multa no valor de R$ 5 a R$ 25 mil ou equivalente ao custo da propaganda, se este for maior.
A nova medida foi tomada devido o número de casos ligados à concentração de pessoas em atos de campanha eleitoral no Estado. “Constatamos que em pouco tempo, mais de mil denúncias foram realizadas e cerca de 140 decisões foram emitidas para inibir ou fazer cessar esses atos de aglomerações que afrontam as normas sanitárias. Diante desses números, resolvemos baixar a resolução suspendendo todo ato presencial de campanha, tudo isso para preservar o bem maior que é a saúde e a vida”, afirmou.
Desde que foi lançado pelo TRE-BA no dia 31 de outubro de 2020, até às 12h desta terça (10), o Disque-Aglomeração, canal exclusivo para denúncias ligadas à aglomeração de pessoas em atos de campanha eleitoral no Estado, recebeu 1.135 denúncias de aglomeração, sendo proferidas 132 decisões. Os municípios Mirante e Iguaí apresentaram o maior número de eventos denunciados, com 102 e 101 irregularidades, respectivamente.
O Ministério da Defesa, comandado pelo general Fernando Azevedo e Silva, publicou nesta quarta-feira (11) uma portaria no Diário Oficial da União (DOU) na qual reafirma a obrigatoriedade da vacinação para os militares das Forças Armadas.
O próprio Jair Bolsonaro havia feito campanha contra a obrigatoriedade da vacina e, nessa terça-feira (10), afirmou ser necessário enfrentar a pandemia do novo coronavírus de “peito aberto”.
De acordo com o comunicado do ministério, “fica instituído o Calendário de Vacinação Militar, visando ao controle, à eliminação e à erradicação das doenças imunopreveníveis e à padronização das normas de imunização para os militares das Forças Armadas”. “As vacinas e os períodos estabelecidos no Calendário de Vacinação Militar serão obrigatórios”, acrescenta.
Ao se posicionar contra a obrigatoriedade da vacina, no mês passado, por exemplo, Bolsonaro reafirmou sua opinião a apoiadores sobre a vacina. “O meu ministro da Saúde já disse claramente que não será obrigatória esta vacina e ponto final”, disse.
Voluntário da Coronavac que morreu cometeu suicídio, segundo laudo do IML.Informação foi divulgada com exclusividade pelo âncora do Jornal da Cultura, Aldo Quiroga. Documento deve ser divulgado nas próximas horas.
Usada como justificativa pela Anvisa para suspender os estudos clínicos da CoronaVac, a causa da morte de um voluntário da pesquisa foi suicídio, segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML).
“O que os médicos não podem dizer em nome da ética medica mas nós, jornalistas, devemos dizer em nome do interesse público e do combate às informações falsas é o seguinte: o evento adverso, que como explicado na coletiva de imprensa [do Instituto Butantan], é uma forma da literatura médica se referir a acontecimentos não relacionados ao que está em testes, não tem necessariamente relação com a vacina, diz respeito a um voluntário que tirou a própria vida”, afirmou o âncora do jornal da Cultura, Aldo Quiroga.
Informação editada pela Revista Fórum
O jornalista André Trigueiro afirmou, agora há pouco, no Twitter:
Pensem nos limites éticos de uma disputa política em tempos de pandemia. Reflitam sobre o absurdo de se expor agências historicamente respeitadas ao risco de suspeição. Se coloquem no lugar da família de uma pessoa que cometeu suicídio e fica exposta publicamente dessa forma.
A Justiça Eleitoral da 100ª Zona Eleitoral de São Desidério, determinou nesta segunda-feira (09), a apreensão de 12 veículos que supostamente estavam sendo usados ilegalmente para a realização de campanha eleitoral pelo prefeito e candidato à reeleição, José Carlos de Carvalho ( Zé Carlos ).
Foram arrolados no processo, também, o vice José Neves Barbosa ((Zé Barbosa), e os candidatos a vereador, João Paulo Jesus de Barros Moreira, Gerson de Carvalho Pereira, Joacy Ferreira de Carvalho, Jorge Cavalcante de Souza, Acácio Givanno de Oliveira, Alisson Sampaio de Andrade, Corcilde Araújo dos Anjos, Elio Dias da Costa, Ana Cristina Alves da Silva e Taísa dos Santos Pereira.
Eles estão sendo acusados de cometerem os crimes de Abuso de Poder Econômico, Abuso de Poder Político e Abuso de Autoridade.
O clima é de festa. A economia se movimenta. E o “delivery democrático” entra em ação. É o alimento chegando na mesa do pobre pela generosidade dos candidatos. O dinheiro, a verba, a gente não sabe a origem, mas sabe que as despesas não são registradas nas contas eleitorais prestadas ao TRE.
O que pensa uma família que troca a colagem de um adesivo por uma cesta básica? Pensa que será beneficiada igualmente nos quatro anos que o candidato exercer sua função legislativa ou executiva? Não podem ser tão inocentes. O período eleitoral logo passa e os eleitores voltam a sofrer nas filas da Saúde, com a merenda escolar rala para os seus filhos e com os buracos que povoam as ruas.
Quem vende o voto por uma cesta básica não pensa no futuro de sua família, dos seus filhos. Afinal, está aceitando o “delivery democrático”, a venda da sua opinião e de sua alma por uns quilinhos de farinhas de baixa qualidade.
Houve um tempo em que esse tipo de ação eleitoral era crime e só era feito no escuro das madrugadas. Agora é feito em plena luz do dia e à disposição dos celulares dos vizinhos curiosos.
A aquisição ilícita de pleito, popularmente conhecida como compra de votos é uma prática eleitoral dolosa e ilícita, de adquirir votos em troca de bem ou vantagem de qualquer natureza, inclusive empregos, funções públicas, presentes e influências políticas. Ou até de uma prosaica cesta básica com valores sempre menores que R$100,00.
A captação ilícita de sufrágio (compra de votos) é ilícito eleitoral punido com a cassação do registro ou do diploma do candidato e multa, de acordo com o artigo 41-A da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), e inelegibilidade por oito anos, segundo a alínea ‘j’ de dispositivo do artigo 1º da Lei Complementar nº 64/90 (Lei de Inelegibilidades), com as mudanças feitas pela Lei da Ficha Limpa (LC nº 135/2010).
De acordo com o 2º Levantamento da safra de grãos 2020/21, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (10), o Brasil deverá alcançar a produção de 268,9 milhões de toneladas de alimentos, que representa 11,9 milhões de toneladas ou 4,6 % a mais do que a temporada de 2019/2020.
Em relação ao volume estimado no mês passado, houve aumento de 269 mil toneladas. Com este resultado, o Brasil caminha para bater novo recorde.
A nova estimativa considera a recuperação da produtividade das culturas da soja e do milho primeira safra. Ambas foram severamente prejudicadas pela estiagem em 2019, sobretudo no Rio Grande do Sul.
Apesar do atraso das chuvas neste ano, os produtores aceleraram o ritmo e, até a última sexta-feira, o plantio alcançava 55% da área estimada, contra 56% no mesmo período da safra passada.
O milho primeira safra estava em 54%, contra 42% há um ano. O plantio do arroz também estava adiantado, com 67% até o dia 6, bem superior aos 53% da safra anterior.
Outro fator que contribui para o recorde é o aumento na área plantada. Este ano, a previsão é de que sejam cultivados 67,1 milhões de hectares, 1,8% a mais que na safra passada. Isso faz com que a área plantada também seja recorde.
A produção de soja deve alcançar 135 milhões de toneladas, confirmando o país como o maior produtor mundial da oleaginosa.
A área de cultivo está estimada em 38,2 milhões de hectares. A safra total de milho também deverá ser a maior da história, com produção estimada em 104,9 milhões de toneladas, colhidas em 18,4 milhões de hectares (área total).
Quanto à produção de feijão, somando-se as três safras, a estimativa é de 3,1 milhões de toneladas com área total de 2,9 milhões de hectares.
O algodão em pluma deve chegar a 2,7 milhões de toneladas, com área de 1,6 milhão de hectares, enquanto a produção de arroz sequeiro somada à de arroz irrigado deverá ficar em 11 milhões de toneladas, obtidas em 1,7 milhão de hectares.
Em relação ao trigo, cerca de 80% da colheita da safra 2020 já foi concluída. O volume de produção está estimado em 6,4 milhões de toneladas, com 2,3 milhões de hectares cultivados.
Exportação
Mesmo com as dificuldades causadas pela pandemia de COVID-19, as exportações da pluma de algodão caminham para ser recordes.
Até outubro deste ano, o total exportado foi de 1,4 milhão de toneladas, 31% a mais do que o acumulado do mesmo período no ano passado. Em relação ao milho, para o ano safra atual, foi mantida a previsão de exportações em 34,5 milhões de toneladas.
Ainda em outubro, os embarques foram de 5,1 milhões de toneladas, redução de 14,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
Para a soja, a expectativa de venda para o mercado externo está em torno de 82,7 milhões de toneladas para este ano, sendo que já foram exportados no período de janeiro a outubro 81,4 milhões de toneladas.
Para o próximo ano, são esperadas cerca de 85 milhões de toneladas, o que representaria aumento de 2,78%.
As aglomerações têm sido recorrentes nas campanhas eleitorais em diversos municípios do interior baiano. A situação, porém, acende o alerta em relação a possibilidade de aumento do número de casos da Covid-19, já que a proximidade de contato favorece a proliferação do novo coronavírus. O fato já chegou a ser citado como ponto de preocupação pelo governador Rui Costa (PT) e pelo secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas.
Faltando pouco menos de semana para pleito eleitoral, que acontece no próximo domingo (15), o Bahia Notícias, a partir de dados divulgados diariamente pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), fez um comparativo dos casos confirmados da Covid-19 nos 15 municípios mais populosos do estado, com exceção da capital.
Percentualmente, dois municípios se destacaram no ranking dos novos casos durante a campanha eleitoral, autorizada oficialmente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 26 de setembro: Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, que teve um aumento de 40,7% nos seus casos confirmados da Covid-19 no período; e Teixeira de Freitas, no extremo-sul do estado, que viu seu número de contaminados subir 31,6%.
Feira de Santana (23,8%), Juazeiro (22,6%), Barreiras (22,1%), Simões Filho (18,1%) e Paulo Afonso (15,9%) também tiveram crescimentos destacados na contaminação pelo novo coronavírus, desde o primeiro dia da campanha eleitoral até esta segunda-feira (9), quando a Sesab publicou seu último boletim sobre a Covid-19.
Porto Seguro (14,4%), Lauro de Freitas (13,5%), Jequié (13,3%), Eunápolis (13,2%) e Itabuna (12,5%) registram crescimento acima de 10%, segundo os dados oficiais do estado. Ilhéus (9,8%), Camaçari (8,5%) e Alagoinhas (7,2%) fecham a lista.
Em números absolutos, de acordo com a análise, o aumento dos casos no período oficial das atividades eleitorais pode ser categorizado em três grupos: os municípios com mais de 3 mil novos casos; aqueles da faixa entre 1 e 2 mil registros e os que confirmaram número de ocorrências inferior a mil.
A primeira faixa é liderada pela cidade de Feira de Santana, que registrou 3.168 novos casos da doença no período. Em segundo lugar aparece Vitória da Conquista, com 3.079 novas infecções oficiais. Os dois municípios preocupam ainda mais porque são os únicos no interior baiano que têm possibilidade de segundo turno, visto que têm mais de 200 mil eleitores, cada um.
No segundo bloco, em ordem decrescente de novos casos, destacam-se Itabuna (1.578), Teixeira de Freitas (1.509), Juazeiro (1.149) e Barreiras (1.038). Por fim, há ainda os municípios de Lauro de Freitas (878), Jequié (750), Ilhéus (645), Camaçari (517), Porto Seguro (449), Eunápolis (397), Alagoinhas (386), Simões Filho (363) e Paulo Afonso (202).
A agência reguladora da aviação dos EUA, FAA-Administração Federal de Aviação, espera concluir sua revisão das alterações na aeronave Boeing 737 Max 10 “nos próximos dias”, disse o administrador da FAA Steve Dickson, nesta segunda-feira em um comunicado enviado por e-mail, sem especificar uma data.
O avião mais vendido da Boeing foi banido dos céus desde março de 2019, depois que dois acidentes mataram 346 pessoas.
Centenas de aeronaves (cerca de 700) foram grundeadas (no jargão dos aeronautas) há 19 meses. Agora, todas as aeronaves deverão sofrer as alterações de hardware e software e os pilotos treinados, inclusive com exaustiva passagem por simuladores, com os novos aspectos de performance da aeronave liberada.
À época do cancelamento da operação do Max 10, a Boeing vinha entregando 40 unidades por mês.
O 737 Max 10 tem capacidade para até 230 passageiros e, de acordo com a fabricante, oferece o menor custo de assento por milha na comparação com qualquer avião de corredor único já produzido.
A Boeing, que vinha de um lucro de US$7 bilhões no ano fiscal anterior, amargou prejuízos de US$3,5 bilhões, apesar da sua bem desenvolvida aviação militar e espacial.
As ações da Companhia chegaram a valorizar-se mais de 21% depois do anúncio da FAA.
O baque da pandemia do novo coronavírus deve deixar um saldo negativo para a economia brasileira: ela pode deixar de figurar entre as dez maiores do mundo este ano, sendo ultrapassada por Canadá, Coreia do Sul e Rússia.
Os dados são de um levantamento dos pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) Marcel Balassiano e Claudio Considera, a partir de projeções feitas em outubro pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo antecipou o jornal Valor Econômico.
De acordo com as projeções feitas em outubro pelo FMI para este ano, com a crise da Covid-19 e seus impactos na economia mundial, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil passaria de US$ 1,8 trilhão no ano passado para US$ 1,4 trilhão até o fim deste ano – o que levaria a economia brasileira a ser ultrapassada por canadenses, sul-coreanos e russos.
A crise econômica provocada pela pandemia deve levar a maior parte do mundo a uma forte retração da atividade econômica este ano. No Brasil, os efeitos da Covid-19 se somam ao desempenho do real, que foi uma das moedas que mais se desvalorizaram este ano. Do começo do ano até o fim do mês passado, o câmbio se desvalorizou 40% em relação ao patamar em que o dólar estava no fim de 2019.
Os economistas ressaltam que, considerando a métrica do dólar, a economia brasileira passaria da nona maior do mundo ano passado para a 12.ª maior este ano.
Por Estadão Conteúdo
O atual Governo sempre vai culpar o lockdown implantado por curto período em alguns estados. Mas a apatia, a incúria e falta de iniciativa das autoridades diretivas da economia são ímpares. Estamos num mato sem cachorro. E pelo jeito cheio de onças.
Antes da pandemia, o Produto Interno Bruto caiu 4,8% em 2019, quando indexado em dólar. Um desastre perfeito e perfeitamente imaginável com a liderança de um completo ignorante.
O Brasil já está importando soja dos EUA. E vai importar milho dos EUA e da Argentina. Veja onde chegou a incúria e a incompetência desse desgoverno a que estamos submetidos.
O maior país agrícola do mundo importando soja, milho e arroz porque acabaram com os estoques reguladores e não são capazes de administrar os estoques de passagem.
Em março do próximo ano, se São Pedro permitir, voltaremos a ser exportadores de novo. Sabe o que isso significa: menos alimento na mesa do trabalhador e das camadas mais vulneráveis do País.
Não foi suficiente administrar com a pauta ideológica a epidemia no País. O Governo não chegou nem a escrever um plano de enfrentamento à Covid-19, mesmo alertado pela crise sanitária iniciada na China e já dizimando a Europa no final de 2019.
Agora vai completar o genocídio com a falta de alimentos, matando de fome aqueles que não tem voz para protestar.
O candidato a vice na chapa de Rangel à prefeitura de LEM desistiu de sua candidatura. Em nota divulgada nas redes sociais, Aldo Carneiro Dourado informou que descobriu que Rangel não tem apoio nenhum do presidente da república, Jair Bolsonaro, e que mantém vínculos com o atual prefeito, Oziel Oliveira.
Com a desistência de Aldo, a chapa de Rangel cai e o “comandante” não deverá mais continuar candidato. Os votos que ele receber nas urnas deverão ser anulados.
A bolsa de valores IBOVESPA deu um salto na manhã de hoje de +2,59%, para 103.431 pontos, empurrada pela notícia dos testes positivos da vacina Pfizer. As ações subiram empurradas pelas empresas de aviação, com mais de 10% de valorização. Azul, Gol e Petrobras são as mais valorizadas.
O dólar despencou -5,16% para R$5,27, o que deve influenciar direto nos preços agrícolas do dia.