
1° Festa do costelão UNI HEART em LEM/BA. Venda de mesas com Morena, esposa do Joelson. (77)99831-0604.

O jornalista Juremir Machado da Silva recebeu ontem, na Assembleia Legislativa, a Medalha do Mérito Farroupilha.
A homenagem traduz o reconhecimento do povo gaúcho ao trabalho do periodista. É um professor universitário, intelectual e jornalista de relevo no Correio do Povo e Rádio Guaíba.
O texto de agradecimento dele é importante tanto para jornalistas como para leitores, para que entendam o que move a chama do jornalismo:
Recebi, ontem, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, por iniciativa do deputado Jeferson Fernandes (PT), a Medalha do Mérito Farroupilha, que dedico aos negros que morreram em Porongos, em 14 de novembro de 1844. Na cerimônia, pronunciei, contendo sinceramente a emoção, as singelas palavras que seguem.
No ótimo documentário “Santiago, Itália”, sobre os perseguidos pelo golpe de Augusto Pinochet que pularam o muro da embaixada italiana na capital chilena em busca de refúgio, o cineasta Nanni Moretti entrevista um torturador na prisão. Indignado com as perguntas certeiras, o torturador objeta: “Só aceitei falar por acreditar que a entrevista seria imparcial”. Uau! O torturador que cobrava imparcialidade. Coisa de filme, mas de ficção. Apesar do absurdo da observação, Moretti não hesitou: “Eu não sou imparcial”. Documentário para mim é reportagem. Em jornalismo, a independência é que conta, não a imparcialidade. Como não tomar parte contra a ditadura? Como não tomar parte contra a corrupção e os golpes?
Como não tomar parte contra o feminicídio, o racismo, o machismo, a homofobia e o trabalho infantil? Como não tomar parte contra privilégios, exclusões, preconceitos e políticas clientelistas? Como não tomar parte contra a intolerância política, social, sexual, racial e religiosa? Como não tomar parte contra o ódio e a indiferença em relação aos mais vulneráveis, esses que vivem e morrem por falta de oportunidade? Como não se posicionar diante da desigualdade e da corrupção que condenam milhões a perecer num eterno presente, sem passado, sem futuro, sem esperanças? Como poderia o negro José do Patrocínio, o maior jornalista brasileiro de todos os tempos, não tomar partido contra a escravidão no Brasil dos anos 1880?
Max Weber, um dos pais da sociologia, especialmente da chamada sociologia compreensiva, aquela que não se reduz ao quantitativismo, em Ciência e Política: duas vocações”, ou “O cientista e o político”, ponderou: “Se vive para a política ou da política”. E concluiu: “A política é um esforço tenaz e enérgico para atravessar grossas vigas de madeira. Tal esforço exige, a um tempo, paixão e um senso de proporções”. Em 1919, Weber entendeu o essencial: viver para a política, por idealismo e interesse pelo bem comum, exige poder viver da política, sem corrupção nem privilégios, ou ela ficará restrita aos ricos, que obviamente cuidarão exclusivamente dos seus interesses. Como, porém, fazer para que a política como vocação e profissão não se transforme em curral de caciques?
Quatro vocações – Talvez só com duas frentes de atuação permanentes: a cidadania e o jornalismo como vocações. Ciência, política, cidadania e jornalismo: as quatro vocações. Só o cidadão em alerta permanente constrói um mundo melhor. O seu aliado deve ser o jornalista vocacionado, profissional, aquele que tem por princípio ouvir todos os lados, ponto e contraponto, argumento e contra-argumento, princípio defendidos incansavelmente por um dos maiores defensores do liberalismo político de todos os tempos, John Stuart Mill, que, no século XIX, execrava a escravidão e a discriminação das mulheres, tendo sido contestado por Sigmund Freud nestes termos: “Não, aqui eu fico com os mais velhos… A posição da mulher não pode ser outra do que é: ser uma namorada adorada na juventude e uma esposa amada na maturidade”. Mill acreditava na força do melhor argumento e na importância dos debates para que o público pudesse julgar os argumentos de cada um. Só não debate quem teme a derrota no campo da racionalidade. A retórica passa. A razão acaba por impor-se.
O jornalismo como vocação só pode ser pluralista. O termo que define o jornalista vocacionado é independência: capacidade de ser livre para frustrar com sua crítica, a qualquer momento, qualquer um dos campos da disputa política. O jornalista de opinião nunca será imparcial, pois opinar significa tomar parte. A sua obrigação, porém, é mostrar todos os elementos em conflito para que o seu público possa tirar conclusões próprias. Albert Camus, em 1939, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, dizia que o jornalista precisava ser lúcido, perseverante, irônico e capaz de, em certas situações, dizer não. Em 2019, como sempre, o jornalista de vocação deve ser independente. Os veículos de comunicação fazem jornalismo, não só entretenimento ou ideologia, quando são pluralistas.
Jornalismo é, para usar o conceito do grande Jürgen Habermas, um dos maiores filósofos, nonagenário como com Edgar Morin, esfera pública, espaço público, mesmo em veículos privados, da racionalidade argumentativa, ainda que, no calor dos debates, ela seja envolvida pela passionalidade retórica. Pragmático e utilitarista, o jornalismo como vocação busca a verdade, acredita em verdade, entende que onde está escrito “y” não se pode ler “x” por consequencialismo ideológico. O jornalista vocacionado, independente por definição, nada coloca acima da sua opção pela verdade, nem clube de futebol, nem partido político. Independência rima como honestidade intelectual. O jornalista por vocação está fadado à solidão da sua escolha. Não pertence a tribo alguma.
Enquanto o torturador exige imparcialidade, o jornalista independente cumpre o seu dever ao ouvi-lo. Como sugere Gay Talese, ícone do novo jornalismo, é mais fácil ser justo como quem se concorda. Coragem!
O texto foi publicado na página de Juarez Fonseca no Facebook, editado. Juarez é um velho amigo e colega dos conturbados e gloriosos anos 70 do jornalismo gaúcho.
Na sua nona edição, o tradicional Arraiá da Malhadinha, que acontece dias 12 e 13 de julho, faz parte do calendário cultural de eventos de Formosa do Rio Preto, consolidando-se a cada ano entre as maiores festas juninas e julinas do município, formando uma dobradinha com o Arraiá do Arroz (dias 19 e 20 de julho) de entretenimento e oportunidade de renda para as famílias.
Os moradores do Vale da Malhadinha, localidades circunvizinhas e centenas de pessoas da sede aguardam ansiosos pelo evento que reúne fogueira, quadrilhas, comidas e bebidas típicas e muito forró com atrações que agradaram em cheio pelo estilo e qualidade musical.
“Tudo no clima acolhedor de comunidade rural, com cheiro, sons e sabores que remetem ao melhor das festas populares e tradição, fazendo a alegria do povo”, comenta o prefeito de Formosa do Rio Preto, Dr. Termosires Neto.
Nesta sexta-feira, dia 12, a animação fica por conta de Lucas do Acordeon e Forró Esticado, já no sábado, dia 13, os shows serão com a banda Malla 100 Alça e Dute do Acordeon.
Festejo de Nossa Senhora de Fátima
Durante esta semana estão acontecendo também as novenas do tradicional Festejo de Nossa Senhora de Fátima, em Malhadinha, zona rural de Formosa do Rio Preto, todos os dias às 19 horas, até o dia 12 de julho. No dia 13, às 9 horas, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, na comunidade.

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O controle acionário das operações no Nordeste retorna à família Galvani
A Galvani anunciou nesta quarta-feira, 10 de julho, o encerramento do acordo de empreendimento conjunto (joint venture), firmado com a Yara em 2014. A partir de agora, a família Galvani retoma o controle acionário das operações da empresa no Nordeste, que incluem o Complexo Industrial de Luís Eduardo Magalhães e as unidades de mineração de fosfato em Angico dos Dias e Irecê, na Bahia, além do projeto Santa Quitéria, no Ceará.
A operação traz vantagens diretas ao agronegócio, ao agricultor e à economia brasileira, principalmente no incremento da oferta de fertilizantes fosfatados produzidos no País e na redução do déficit da balança comercial do setor.
“Após cinco anos de parceria, Galvani e Yara seguirão caminhos distintos, levando na bagagem os aprendizados adquiridos nessa jornada”, destaca Ricardo Neves de Oliveira, diretor-presidente da Galvani.
Segundo o executivo, a empresa é uma das pioneiras no agronegócio do Matopiba e dará continuidade ao seu histórico de parceria e compromisso com os agricultores da região. “Os produtos e fórmulas exclusivas permanecem em nosso portfólio, assim como as contínuas pesquisas de aprimoramento, sempre com inovação e criatividade, características que estão na essência da empresa”, afirma Oliveira.
Além disso, a Galvani seguirá com sua forte atuação socioambiental, a partir da promoção de projetos e atividades para as comunidades nas quais atua, por meio do Instituto Lina Galvani e do Parque Vida Cerrado, assim como das ações diretas da empresa.
Sobre a Galvani
A Galvani é uma empresa 100% nacional que surgiu na década de 1930, no negócio de bebidas e transportes em São Paulo. Na década de 1960, entrou no segmento de fertilizantes, operando um ramal ferroviário e, posteriormente, construindo um complexo industrial em Paulínia (SP). Na década de 1990, inaugurou sua primeira unidade no Nordeste, o Complexo Industrial de Luís Eduardo Magalhães e, posteriormente, a Unidade de Mineração em Irecê, na Bahia. No mesmo estado, em 2005, a empresa começou suas operações de mineração de rocha fosfática em Angico dos Dias, povoado de Campo Alegre de Lourdes. Em 2014, a Galvani firmou uma JV com a Yara Fertilizantes encerrada em 10 de julho de 2019, quando voltou a ser controladora integral das operações no Nordeste, com escritórios corporativos em São Paulo e Campinas.

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