
A entrevista da Folha de São Paulo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, está polarizando a atenção do mundo político:
Folha – Os bambus acabaram? Ainda restam flechas?
Rodrigo Janot – Restam flechas. A gente não faz uma investigação querendo prazo e pessoas. As investigações vão ficando maduras até que se possa chegar ao final. E várias estão bem no finalzinho. Eu diria que tem flecha.
Quais são?
A surpresa você vai deixar para mim, né?
Não foi um pouco de soberba ter falado em flecha (em um evento recente)?
Isso é brincadeira que a gente faz internamente desde a época do Cláudio Fonteles [2003-2005]. A gente dizia que temos que trabalhar, e a expressão dizia isso, enquanto houver bambu, lá vai flecha. Não é soberba nenhuma.
A Câmara barrou a denúncia por corrupção contra Temer. É frustrante ver o trabalho ser enterrado?
A Câmara não barrou a denúncia. A Câmara faz um julgamento político de conveniência sobre a época do processamento penal do presidente. Fiz meu papel, cada instituição tem que fazer o seu. A Câmara entendeu que não era convenientemente o momento para o processamento do presidente. Que a Câmara agora arque com as consequências. Agora, a denúncia continua íntegra, em suspenso esperando o final do mandato. Acabou o mandato, a denúncia volta e ele (Temer) será processado por esses fatos que estão ali imputados, que são gravíssimos.
Como fica a situação do ex-deputado Rocha Loures?
Vou pedir a cisão do processo, sim, e ele vai responder esses fatos.
A denúncia descreve roteiro plausível de crime de corrupção, mas não aponta que a mala de R$ 500 mil recebida por Loures da JBS foi para Temer. O sr. acha que a falta dessa ligação ajudou a segurar a denúncia?
Temos de entender que o crime de corrupção não precisa de você receber o dinheiro, é aceitar ou designar a proposta. Receber o dinheiro é a chapada do crime de corrupção. Se a gente não vive um país de carochinha, uma pessoa que designa um laranja para acertar acordo ilícito, que acerta a propina e recebe a mala, vou exigir que a pessoa que designou o laranja receba pessoalmente o dinheiro? Jamais alguém vai comprovar.
Mas existe a possibilidade de o Loures ter feito o acordo sem que o presidente soubesse, não?
É admitido como possibilidade, vamos ouvir o Loures. Ele é designado como o meu (Temer) homem de confiança para tratar por mim todos os assuntos, trata a corrupção e depois a recebe. Se isso acontecesse com qualquer pessoa, acho muito difícil qualquer um de nós ter um outro juízo que não fosse “esse sujeito que foi designado como laranja recebeu o dinheiro para aquela pessoa”. Como é que eu, de antemão, vou separar isso? Não tem como. Nesse caso específico, tínhamos réu preso. Em se tratando disso, o inquérito tem que ser concluído em dez dias e a denúncia tem que ser oferecida em cinco.
Mas é consequência de a PGR ter pedido a prisão. Se não pedisse, haveria mais tempo para investigar.
E deixo que o crime continue sendo praticado? Na esperança de que esse dinheiro vá chegar às mãos do presidente? Não somos ingênuos. Vocês acreditam que essa mala chegaria às mãos do presidente? Que o Loures entregaria a mala? “Olha, presidente, vim trazer a sua malinha.” O dinheiro seria repassado de outra forma. Todas as investigações que fizemos mostram que uma organização criminosa atua de maneira profissional, não infantil.
Como então o dinheiro chegaria ao Temer?
Ou para pagamento de alguma campanha, ou para uma conta, ou para pagamento de despesas em ‘cash’. Como se apura despesas em ‘cash’? Não apura.
A segunda denúncia contra Temer será só por obstrução da Justiça?
Não sei. Nós temos duas investigações: obstrução e organização criminosa.





Policiais militares da 85ª CIPM prenderam, agora por volta de 11 horas, uma dupla de traficantes, Ivanete Lima Silva e Cleiton de Jesus, na rua Eunápolis, bairro Santa Cruz, em Luís Eduardo Magalhães.














A Petrobras reajustou em 6,9%, em média, os preços do gás liquefeito de petróleo para uso residencial, envasado pelas distribuidoras em botijões de até 13 quilos (GLP P-13). 

Uma leitora do colunista Fernando Albrecht, do Jornal do Comércio de Porto Alegre, conta que o dia de quarta-feira foi terrível: um ladrão entrou em sua casa, roubou alguns eletrodomésticos de menor porte e, o pior, uma pizza quentinha e um refrigerante geladinho que ela recém tinha comprado.


Forças de segurança da Bahia e do estado de Goiás desarticularam antes de ontem (2), a maior quadrilha especializada em tráfico de drogas com atuação no oeste baiano. O chefe do grupo era Josemir da Silva Vitorino, 40 anos, apelidado de ‘Nego Jó’, que além de líder do tráfico no Oeste era responsável diversos homicídios na região. O criminoso resistiu à prisão quando a polícia chegou ao laboratório de fabricação de cocaína, localizado no Parque dos Pireneus, em Anápolis, Goiás. Outros quatro integrantes do grupo foram presos.
polícia por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.
drogas. Em 26 de maio de 2016 ele foi preso pela Companhia Independente de Policiamento Tático(Rondesp/Oeste), quando foi desarticulado outro laboratório de drogas administrado por ele em Barreiras.
Um dos articuladores da operação o coordenador da Força Tarefa da SSP, major Marcelo Barreto, afirmou que tirar quadrilhas como esta de circulação representa grandes avanços para a garantia da tranquilidade na região Oeste. “A gente tem feito diversos trabalhos integrados com forças policiais de outros estados para capturar esses criminosos. A sensação é de dever cumprido”, relatou.















