A Câmara de Vereadores de Luís Eduardo Magalhães aprovou, em primeiro turno, na sessão ordinária de hoje, as contas das gestões Humberto Santa Cruz, no Executivo, e de Eder Fior, no Legislativo, durante o exercício de 2010. As duas votações terminaram com 5 votos a favor e 4 contra a aprovação das contas, referendando assim a aprovação, com ressalvas, julgada pelo Tribunal de Contas dos Municípios. O voto secreto causou expectativa entre os presentes.

O vereador Alaídio Castilho, um dos que praticamente abriu o seu voto, (contra) analisou com a serenidade e o bom humor de sempre o resultado:
-O ano passado Oziel perdeu na votação por 4 votos a 5. Este ano Humberto conseguiu 5 votos. Um dos vereadores se bandeou para o lado de lá. Vou pedir para o Sampaio (este Editor) que telefone para a madame Almerinda, a pitonisa da rua Irecê, para que ela veja em sua bola de cristal quem foi essa pessoa que trocou de lado.
Antes da votação, Alaídio tinha sido mais incisivo:
– Se prevalecer a seriedade desta casa, tenho certeza que as contas do Prefeito serão rejeitadas.”
Disse ainda: “Estou sentindo a falta do Prefeito aqui. Será que ele está tão confiante?”

Ataques à imprensa.

Definitivamente a vereadora Cledi Bosa, suplente de Eder Fior, em exercício, não gostou que seu terninho rosa-chiclete fosse destacado em matéria publicada quando de sua visita à Brasília, na ocasião da assinatura do ato constitutivo da Universidade do Oeste. E desancou este Editor: “Estou aqui há 20 anos e não vim aqui caindo de pára-quedas, só para fazer um jornal.”
Cledi tem queixado-se que os jornais locais não repercutem seu trabalho na Câmara, que ela considera relevante. Aliás, não são os jornais ou a imprensa que devem achar seu trabalho relevante. São os eleitores.
Cledi mostrou desconhecimento de causa: este Editor está desde o dia 3 de agosto de 1980 em Brasília e conhece o Mimoso, desde 1985, quando a vila possuía apenas um posto de gasolina e a casa de Enedino Alves da Paixão. Em 1988 já éramos proprietários de uma gleba de terras no município de São Desidério, à margem da BR-020.
Agora, ela pode ocupar a tribuna para em longo discurso, como o de hoje, explicar como aconteceu o capotamento do carro Ford Fusion da Presidência da Câmara e em quais circunstâncias.
Cledi tem a sua tribuna. E nós temos a nossa. Só que aqui, como democratas, concedemos aos nossos leitores o direito de resposta e ao contraditório.
Aragão, o xenófobo
O vereador Ariston Aragão também aproveitou a oportunidade para atacar este jornal e este Editor, certamente por causa do artigo de Eder Fior, publicado há poucos dias. Aragão não entendeu que a opinião dos leitores não precisa necessariamente ser a do jornal.
Lá pelas tantas, reuniu dois fatos num discurso meio confuso e disparou:
– Estava eu conversando com uma senhora, quando o marido dela chegou e foi logo me empurrando, dizendo “como tu pode conversar com esse sujeito que votou pela aprovação das contas do Oziel”.
E arrematou, olhando para Cleidi Bosa: “O cara é gaúcho!”
Ficou claro então que Aragão não gosta de gaúchos e de jornalistas. Imagine-se então de um jornalista nascido no Rio Grande do Sul.
30 mil eleitores
O vereador Sidney Giachini disse hoje na tribuna que já são quase 30 mil os eleitores de Luís Eduardo Magalhães. E que mais de 3 mil títulos estão cancelados. O que configura, como já adiantamos aqui, em torno de 35 mil eleitores no colégio eleitoral de 2012, bem mais que os 25 mil da última eleição de 2010.
São Francisco
O vereador Ondumar Marabá, que está disponibilizando sua coleção de gravatas pretas para troca ou venda, disse que ficou entusiasmado com a mobilização ocorrida no sábado, pela emancipação do Estado do São Francisco: “O novo estado não é um sonho impossível”, afirmou.
Chique no “úrtimo”.
Chique mesmo, muito mais que o terninho de Cleidi e da gravata de Ondumar, é a urna que recebe os votos dos vereadores de Luís Eduardo. Toda de vidro espelhado! Na próxima terça-feira será usada de novo, quando da votação em segundo turno das contas de Santa Cruz e Fior.

































