Somente no dia de ontem, três acidentes com motos em Barreiras e Luís Eduardo, deixaram cinco vítimas em estado grave. Em um deles, o piloto estava bêbado e transportava a mulher grávida na garupa. Ele foi detido após ser constatada a embriaguez. As autoridades de trânsito serão obrigadas a tomar uma atitude drástica com a circulação de motocicletas, que causa uma verdadeira pandemia de mutilados e mortos em todo o País. O financiamento fácil e outras facilidades na aquisição fizeram o mercado de motocicletas crescer como nunca, jogando nas ruas uma mistura de pilotos ousados e, numa grande maioria, inabilitados.
Emblemático é o caso de São Vicente Ferrer, no Maranhão, onde a Câmara de Vereadores de aprovou uma lei que proíbe a polícia de fiscalizar os motociclistas.
Parece brincadeira, porque se vê até criança com uma moto nas mãos. Em São Vicente Ferrer também não se acha que há perigo em se colocar a família inteira desprotegida sobre duas rodas. É um desfile de motociclistas sem capacetes para lá e para cá. Nem a polícia parece se importar com o festival de irregularidades que cerca a viatura que passa pela avenida principal.
Todas essas infrações são passíveis de multa de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro. Claro que se forem flagradas pela fiscalização, o que não ocorre em São Vicente Ferrer porque os vereadores decidiram proibir que acontecesse blitz pela cidade. E mais: criaram uma lei que permite que os motociclistas circulem sem precisar da carteira de habilitação.
A danada da política e a leniência das autoridades de trânsito não pode permanecer como está, sem o risco de criar um alto custo social para o País, com a assistência a famílias desamparadas e a uma legião de mutilados.
















































