Correspondentes de publicações brasileiras relataram durante toda esta quarta-feira (2) episódios em que foram intimidados pelas forças de segurança do Egito em razão da cobertura dos conflitos no país.
Um dos hotéis da cidade do Cairo em que estão hospedados jornalistas de diversas partes do mundo (Hotel Ramsés) foi invadido por policiais e teve boa parte de seus quartos revistados, segundo relatos de correspondentes dos jornais O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e O Globo.
O jornalista Jamil Chade, correspondente do Estadão, relatou à rádio Eldorado FM ter sido vítima de intimidação por parte das forças de segurança no Egito.
Segundo Chade, um grupo de seis policiais invadiu o quarto em que ele está hospedado no Cairo, junto de outros jornalistas, à procura de câmeras fotográficas com registros dos protestos que aconteciam em uma praça próxima ao hotel.
“Três ou quatro deles estavam armados”, disse Chade. Ele informou que os policiais “recomendaram” a eles que não tirassem fotos da sacada do hotel, onde os jornalistas se refugiaram depois que as manifestações se tornaram muito violentas. Existem relatos de visitas indesejadas por correspondentes da Folha, de O Globo e das redes mundiais que fazem a cobertura dos acontecimentos. Inclusive a rede Al-Jazeera teve equipamentos confiscados no 24º andar do Hotel Ramsés. As informações foram editadas pelo Portal Imprensa.
Os relatos de feridos nos combates de hoje oscilam entre 600 e 1.500. No entanto, foram asseguradas três mortes.






















