O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) diz que no momento não possui dados para quantificar as possíveis perdas por município, mas reconhece que a situação das lavouras é preocupante.
“As duas últimas semanas foram importantes para o desenvolvimento da safra. A gente esperava um bom volume de chuva e ela não veio. Em janeiro devemos fazer um novo acompanhamento in loco para avaliar as condições das lavouras”, disse Cleiton Gauer, superintendente do Imea.
Em suas projeções de dezembro, o instituto cortou em 3,07% em relação ao mês anterior a produtividade prevista para a soja de Mato Grosso, em 57,87 sacas por hectare. A estimativa de produção também foi revista para baixo, passando de 43,7 milhões de toneladas para 42,1 milhões.
“A chuva desuniforme é um grande problema. Os relatos de produtores destacam a presença da chuva apenas em alguns talhões em uma mesma propriedade. Acredito que novas precipitações ajudem a estancar o quadro atual, mas não tem capacidade para reverter as perdas”, acrescentou Gauer.
Ainda segundo ele, diante das condições adversas para a semeadura, 5,8% da área prevista, de 12,2 milhões de hectares precisou ser replantada.
Diante de todos os percalços para a instalação da safra, recentemente, o Ministério da Agricultura alterou o calendário do plantio de soja de Mato Grosso e estendeu até 13 de janeiro de 2024 a data final para que os agricultores possam fazer a semeadura da oleaginosa.