Cid está preso desde maio. Ele foi detido em operação da Polícia Federal que investiga adulteração nos cartões de vacina de Bolsonaro e pessoas próximas. A suspeita da PF é que um esquema, do qual Cid fez parte, adulterou os cartões para beneficiar Bolsonaro.
De acordo com o relatório do Coaf, em 10 meses a movimentação financeira de Cid registrou R$ 2,11 milhões em débitos e R$ 1,63 milhão em créditos.
Como militar do Exército, o salário bruto de Cid é de R$ 26.239.
“Movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou a ocupação profissional e a capacidade financeira do cliente”, afirmou o Coaf.
Questionada sobre o relatório do Coaf, a defesa de Cid afirmou que todas as transações dele foram lícitas.
“Todas as movimentações financeiras do tenente-coronel Mauro Cid, inclusive aquelas referentes a transferências internacionais, são lícitas e já foram esclarecidas para a Polícia Federal”, afirmou a defesa.
Transações para o exterior
De acordo com “O Globo”, houve também remessa de dinheiro das contas de Cid para o exterior, no valor de R$ 367.3 mil. Essa remessa ocorreu em janeiro de 2023, período em que tanto Cid quanto Bolsonaro estavam nos Estados Unidos.
O Coaf também escreveu que essa movimentação pode significar tentativa de ocultar bens.
“Considerando a movimentação elevada, o que poderia indicar tentativa de burla fiscal e/ou ocultação de patrimônio e demais atipicidades apontadas, comunicamos pela possibilidade de constituir-se indícios do crime de lavagem de dinheiro ou com ele relacionar-se”, afirmou o relatório.
Nota da Redação:
No mesmo capítulo das lavanderias de dinheiro do ex-presidente, está a necessidade de uma explicação plausível sobre os R$17,2 milhões recebidos através de PIX, conforme detecção do COAF.