A reitoria da UFOB e a direção do Centro Multidisciplinar de Luís Eduardo Magalhães informam que parte do telhado do Pavilhão de Aulas 1 do campus foi levado pelos fortes ventos que atingiram o município no início da tarde desta segunda (3).
Uma forte chuva acompanhada de fortes ventos provocou alguns estragos na cidade de LEM no início da desta segunda-feira, 3. Nas imagens acima, vemos o estrago causado na sede UFOB, no bairro Santa Cruz.
A ventania derrubou parte do telhado, que ficou exposto na rua, a qual acabou interditada. Do blog de Sigi Vilares e do Instagran da UFOB, editados.
O Centro de Parto Normal Vilma Ramos Guerra – CPN promove mais uma edição da Roda de Gestantes nesta terça-feira, dia 04 de novembro, com o tema “Fisiologia do trabalho de parto e parto”.
A Roda de Gestantes é um espaço de acolhimento e aprendizado, com orientações e troca de experiências sobre o processo natural e transformador que é a gravidez. O objetivo é facilitar a educação em saúde perinatal sobre assuntos como gravidez, trabalho de parto e parto, nascimento, cuidados com o recém-nascido, aleitamento materno, saúde mental materna e nutrição gestacional.
A Coordenadora da unidade, Silmara Grisa, ressalta: “Todos os meses, nós temos duas datas distintas, com temas diferentes. Elas são 100% gratuitas e abertas à população geral. Podem ser frequentadas por qualquer gestante, acompanhante ou tentante, independente de estarem ou não vinculadas ao CPN Vilma Ramos Guerra.”
Neste mês de novembro, além desta terça-feira, dia 04, há outro encontro no dia 26, com o tema “Aleitamento materno”. Lembre-se que o cuidado começa antes do nascimento!
O jogador Everton Ribeiro, do Esporte Clube Bahia, foi nomeado o mais novo Embaixador das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). A homenagem aconteceu na tarde deste domingo (2), na Arena Fonte Nova, na capital baiana Salvador, momentos antes da partida contra o Red Bull Bragantino. O atleta recebeu uma placa simbólica das mãos de Maria Rita Pontes, superintendente da OSID, como reconhecimento por sua generosidade e compromisso com a solidariedade através de campanhas e projetos que ajudam na perpetuação do legado da Mãe dos Pobres. “Como embaixador, Everton poderá promover o propósito de Santa Dulce e nos apoiar na missão de ajudar quem mais precisa”, afirmou Maria Rita durante a cerimônia. Na placa, a entidade destaca que Everton, “com seu gesto e coração aberto, ajuda a multiplicar o legado de amor deixado por Santa Dulce dos Pobres — o nosso Anjo Bom do Brasil. Que este título seja símbolo de esperança e inspiração para espalhar o bem todos os dias, a todos”.
Em mais um momento especial da tarde marcada pela emoção e pela solidariedade, Maria Rita entrou em campo acompanhada de uma criança vestida com a nova camisa lançada em parceria entre a OSID e o Bahia, juntando-se a Everton Ribeiro, já presente no gramado. A ocasião ganhou ainda mais significado com a interpretação à capela da canção Amor sem palavras, conduzida por Jaqueline Mota, monitora do Memorial Santa Dulce dos Pobres. Todo o valor arrecadado com as vendas da camisa será integralmente revertido para o tratamento de pacientes com câncer acolhidos pela instituição. A coleção especial traz uma estampa exclusiva em homenagem a Santa Dulce dos Pobres e aos torcedores tricolores, com as frases “Ninguém nos vence em vibração” — um dos lemas mais emblemáticos da torcida — e “Ninguém nos vence em doação”, criada especialmente para a campanha solidária. As camisas estão à venda por R$ 80 na Loja Santa Dulce (Av. Dendezeiros, 161, Bonfim) e também na loja virtual da OSID: loja.irmadulce.org.br.
Revelado nas categorias de base do Corinthians, Everton Ribeiro iniciou sua trajetória profissional com passagens pelo São Caetano e Coritiba, onde começou a chamar atenção pelo talento técnico e visão de jogo. No Cruzeiro, foi peça fundamental nas conquistas do Campeonato Brasileiro de 2013 e 2014, sendo eleito o melhor jogador das duas edições. Depois de uma passagem internacional pelo Al-Ahli, dos Emirados Árabes Unidos, retornou ao Brasil para defender o Flamengo, onde viveu um dos períodos mais vitoriosos de sua carreira, conquistando diversos títulos, incluindo a Copa Libertadores da América. Também fez parte da Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo de 2022, no Catar. Em janeiro de 2024, foi anunciado como reforço do Esporte Clube Bahia. Desde então, Everton Ribeiro consolidou-se como líder e referência dentro e fora de campo, alcançando a marca de 100 jogos pelo clube em agosto de 2025. Pelo Tricolor, o jogador conquistou os títulos da Copa do Nordeste e do Campeonato Baiano, ambos em 2025, e fez parte da campanha que colocou o clube na Libertadores após 35 anos.
“Conhecer de perto, nos últimos dias, o trabalho das Obras Sociais Irmã Dulce, me marcou profundamente. Ver o cuidado e o amor dedicados a pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente aos pacientes com câncer, me fez entender ainda mais a grandeza dessa missão. É uma honra poder apoiar uma obra que transforma vidas todos os dias e que depende da solidariedade de todos nós para continuar esse trabalho tão importante”, declarou emocionado.
Parceiro das Obras Sociais Irmã Dulce desde 2015, o Esporte Clube Bahia já participou de diversas ações em prol da instituição. Entre elas, destacam-se a campanha Sócio Esquadrão, que destina parte da mensalidade dos associados às Obras Sociais; o apoio ao programa Sócio-Protetor, voltado a doações mensais; e a doação de materiais esportivos com a marca do clube para o bazar beneficente da entidade.
Discípulos do Amar e Servir- Agora, Everton Ribeiro se junta ao time de benfeitores das Obras Sociais Irmã Dulce, que entre seus membros tem nomes como a cantora, compositora e ministra da Cultura Margareth Menezes; Padre Antônio Maria; os cantores Tuca Fernandes e Saulo Fernandes; o acordeonista Waldonys, entre outras personalidades.
Ibovespa avança e supera os 150 mil pontos pela 1ª vez à espera do Copom; dólar recua.
Na sexta-feira, a moeda norte-americana recuou 0,01%, cotada em R$ 5,3798. Já o principal índice da bolsa avançou 0,51%, aos 149.540 pontos.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, opera em alta nesta segunda-feira (3) e alcançou um marco histórico ao superar os 150 mil pontos pela primeira vez. Por volta das 11h15, o índice avançava 0,39%, aos 150.131 pontos. No mesmo horário, o dólar registrava queda de 0,51%, sendo negociado a R$ 5,3521.
Enquanto o Copom se prepara para mais uma decisão sobre os juros na quarta-feira (5), investidores acompanham sinais do exterior. A paralisação do governo americano continua afetando a divulgação de dados econômicos, enquanto o mercado acompanha indicadores privados e falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
Parceiro de Milton Nascimento e fundador do Clube da Esquina, o mineiro deixa um legado eterno de poesia, melodia e invenção.
O cantor, compositor e multi-instrumentista, Lô Borges, Salomão Borges Filho, um dos nomes mais importantes da música brasileira, morreu, aos 73 anos, em Belo Horizonte. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (3) pela família do artista.
O músico estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde o dia 17 de outubro, após sofrer uma intoxicação por medicamentos. Durante o período de internação, precisou de ventilação mecânica e, em 25 de outubro, passou por uma traqueostomia.
Parceiro de longa data de Milton Nascimento, Lô foi um dos fundadores do Clube da Esquina, movimento que marcou a história da MPB. O mineiro deixa um legado de canções inesquecíveis, entre elas “Um girassol da cor do seu cabelo”, “O trem azul” e “Paisagem da janela”.
As esquinas musicais de Lô Borges
Nascido em Belo Horizonte, ele foi o sexto dos 11 filhos do casal Maricota e Salomão Borges. Ainda adolescente, reunia-se nas esquinas do bairro Santa Tereza para tocar violão com amigos e discutir Beatles e MPB.
Aos 18 anos, foi convidado por Milton Nascimento para ir ao Rio de Janeiro e gravar com ele. Já tinham composições em parceria, como o “Clube da Esquina” e “Para Lennon e McCartney” no álbum Milton (1970).
Nesse período fundou com Milton, Beto Guedes e outros colegas mineiros o movimento Clube da Esquina, que revolucionou a MPB ao misturar elementos de rock, jazz, folk e música erudita.
Trajetória profissional
Em 1972, com apenas 20 anos, teve papel central no clássico álbum duplo Clube da Esquina (1972), gravado com Milton Nascimento, considerado um dos melhores discos da história da música brasileira.
No mesmo ano lançou seu primeiro álbum solo, o autointitulado Lô Borges (o famoso “Disco do Tênis”, pela foto dos tênis na capa). Depois de lançá-lo, fez uma longa viagem pelo Brasil (foi para Porto Alegre de ônibus e depois até Arembepe/BA de carona), adotou estilo de vida hippie e só retornou a Belo Horizonte meses depois.
Aos poucos voltou a gravar. Participou do Clube da Esquina 2 (1978) e, em 1979, lançou o álbum A Via Láctea, com composições marcantes como “Equatorial” (com Beto Guedes e Márcio Borges, seu irmão) e “Vento de Maio” (letra de Telo Borges).
Nas décadas de 1980 e 1990 lançou apenas mais quatro discos, mantendo-se discreto. Sua carreira ganhou novo fôlego no início dos anos 2000, quando Skank gravou “Dois Rios” (2003), parceria sua com Samuel Rosa e Nando Reis, tornando-se um sucesso nacional. Em 2006 lançou o álbum Um Dia e Meio, encerrando um hiato de sete anos sem inéditas.
No fim dos anos 2000 e 2010, Lô retomou intensa atividade. Em 2011 saiu Horizonte Vertical, com participações de Milton Nascimento, Samuel Rosa e Fernanda Takai (Pato Fu), e letras de Nando Reis, Márcio Borges etc.
Em 2016 lançou, com Samuel Rosa, o DVD/CD ao vivo Samuel Rosa & Lô Borges – Ao Vivo no Cine Theatro Brasil, e em 2017 fez turnê tocando o “Disco do Tênis” na íntegra. Em 2019 lançou Rio da Lua, em parceria com o amigo de longa data Nelson Ângelo (ex-Companhia das Letras), retomando uma colaboração antiga.
Nos anos seguintes vieram os álbuns Dínamo (2020, com letras de Makely Ka) e Muito Além do Fim (2021, retomando parceria com o irmão Márcio e participação de Paulinho Moska).
Impacto cultural e legado
Lô Borges é amplamente considerado um dos compositores mais influentes da música brasileira. Suas canções viraram clássicos da MPB, “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo”, “Paisagem da Janela”, “Feira Moderna”e outras fazem parte do repertório de gerações de ouvintes.
Grandes nomes da música gravaram suas canções, como o próprio Milton Nascimento, Elis Regina, Tom Jobim (que fez versão em inglês de “O Trem Azul”), Samuel Rosa (Skank), Beto Guedes, Lobão, Nando Reis, Caetano Veloso, entre outros.
A mistura de gêneros do Clube da Esquina foi vista como uma “revolução musical”, inspirando artistas brasileiros e estrangeiros. Em 2018, por exemplo, Alex Turner (Arctic Monkeys) citou o verso de Lô “Aos Barões” como influência na criação de seu álbum Tranquility Base Hotel & Casino.
Até 2025, acumulava cerca de 500 mil ouvintes mensais no Spotify, evidenciando o alcance de seu legado.
Lô Borges partiu como quem encerra um acorde suspendendo no ar a beleza de uma última nota, mas seu som, banhado de de esquinas, trilhos e girassóis, continuará ressoando pelas janelas da memória brasileira.
Seu legado irá ecoar nas vozes que ainda cantam o “Trem Azul” e floresce no coração de quem já se emocionou com um girassol da cor do amor. Como as melodias que atravessam o tempo sem pedir licença, Lô nos deixa o silêncio de um adeus.
Vice de Trump é casado, ultracatólico e pai de 3 filhos. Especulação começou após fala emocionada de Erika sobre nº 2 da Casa Branca, seguida de abraços com mãos na cintura e cabelos. Jornais americanos informam que Erika Kirk e JD Vance estão juntos.
Em meio a um ano marcado por truculência política e confusões na Casa Branca, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, figura central da extrema-direita norte-aamericana, vê-se agora no epicentro de uma especulação que parece saída de um tabloide de fofocas: um suposto affair com Erika Kirk, a viúva de 31 anos do ativista ultrarreacionário Charlie Kirk, assassinado com um tiro em público em setembro deste ano. O bafafá foi parar até na conhecidíssima revista People.
O incidente que deu origem à história, que explodiu nas redes sociais e na imprensa nos últimos dias, não é um fato isolado, pelo menos em relação ao vice de Trump. Ele se soma a uma série de rumores persistentes sobre o casamento de Vance com Usha Chilukuri Vance, frequentemente retratada como uma mulher presa a uma união infeliz e marcada por atos de desrespeito públicos. Para uma ala da extrema direita norte-americana, obcecada por valores familiares e moral cristã, esse episódio soa como um terremoto interno, um lembrete incômodo de que os “defensores da família tradicional” nem sempre estariam a praticar o que pregam.
Tudo começou na quarta-feira (29), durante o primeiro evento da turnê “This Is the Turning Point”, organizada pela Turning Point USA (TPUSA), na Universidade do Mississippi. Erika Kirk, que assumiu o posto de CEO da organização logo após o assassinato de Charlie em um comício em Utah, há menos de dois meses, subiu ao palco para uma introdução emocional. Vestida com calças de couro justas, a indumentária inicialmente já provocou comentários ácidos nas redes e entre os próprios “conservadores” sobre uma suposta “falta de decoro” num período de luto. Mas o ponto central desse falatório viria depois.
Erika começou a falar e, em dado momento, passou a fazer elogios a Vance de uma forma que para muitos fugia do que se poderia classificar como “normal”. “Ninguém nunca vai substituir meu marido, não. Mas eu vejo algumas semelhanças do meu marido em JD… com o vice-presidente JD Vance. Sim, honestamente, eu vejo”, disse Erika. Para muitos espectadores, o semblante e a forma como a frase foi dita teriam sido ainda piores do que as palavras.
Ministra Simone Tebet metendo 7×1 nos governadores bolsonaristas que rechaçam a PEC da Segurança, ela escrachou a hipocrisia deles. pic.twitter.com/mryrHZ3JJp
E tem uma informação pouco falada pela grande mídia: o Comando Vermelho estava avançando em áreas dominadas pelas MILÍCIAS (que são formadas por policiais e ex-policiais).
Se você quer saber a verdade sobre a chacina de Cláudio Castro, você tem que assistir este vídeo. São denúncias sérias, bem fundamentadas, contra autoridades do RJ que estão envolvidos com a milícia até o pescoço. pic.twitter.com/TOn6pUzSfj
A nova estimativa da Aiba para a safra 2025/26 de milho no Oeste da Bahia revela uma reconfiguração relevante na área cultivada com milho irrigado, que passou de 25 mil hectares para 75 mil hectares. A mudança foi baseada em dados de geoprocessamento e validação técnica.
Segundo informações do Boletim da Safra 2025/26 da Aiba, a produção total prevista para o milho irrigado permanece em 855 mil toneladas, com produtividade estimada em 190 sacas por hectare. Para o milho verão, a área é de 120 mil hectares, com expectativa de produção de 1,346 milhão de toneladas, mantendo produtividade de 187 sacas por hectare.
A comercialização da safra 2025/26 de milho ainda está em estágio inicial, com 30% do volume negociado até agora. Já a safra 2024/25 está praticamente encerrada, com 99% da produção já comercializada.
Combinando os dados das duas modalidades (verão e inverno/irrigado), o milho representa um crescimento significativo de 14,3% na área total cultivada, saltando de 105 mil hectares em 2024/25 para 120 mil hectares nesta safra.
Apesar da manutenção da produtividade, o boletim destaca que os preços médios de comercialização estão em R$ 60,50 por saca. O cenário exige atenção dos produtores quanto ao equilíbrio entre custos de produção e retorno financeiro.
Segundo informações do Boletim da Safra 2025/26 da Aiba, a produção total prevista para o milho irrigado permanece em 855 mil toneladas, com produtividade estimada em 190 sacas por hectare. Para o milho verão, a área é de 120 mil hectares, com expectativa de produção de 1,346 milhão de toneladas, mantendo produtividade de 187 sacas por hectare.
A Polícia do Rio de Janeiro realizou a maior apreensão de fuzis em uma única operação em favelas: foram ao menos 91 armas. Estes armamentos, encontrados na megaoperação contra o Comando Vermelho no Complexo do Alemão, são de calibres capazes de perfurar coletes à prova de bala ou até mesmo paredes. Muitos desses fuzis chegam ao Brasil via fronteira com o Paraguai ou pela Amazônia.
No entanto, a investigação revela uma nova e sofisticada fonte de arsenal: um esquema de fábricas clandestinas em Minas Gerais e em São Paulo, que alimenta o arsenal do Comando Vermelho. Imagens inéditas obtidas pelo Fantástico mostram como funcionava essa complexa rede.
Pelo menos uma vez por mês, segundo a PF, Rafael Xavier do Nascimento transportava fuzis de São Paulo para o complexo do Alemão, comunidades da zona norte do rio e áreas de milícias. Ele foi preso em flagrante com 13 fuzis na Via Dutra.
A investigação da delegacia de repressão a drogas da Polícia Federal também encontrou no telefone de Rafael uma série de mensagens trocadas com o destinatário das armas de guerra
As armas eram produzidas em Santa Bárbara d’Oeste, no interior paulista. A fábrica utilizava pelo menos 11 equipamentos industriais de precisão, como tornos e fresadores. No local, a PF apreendeu cerca de 150 fuzis prontos, além de mais de 30 mil peças.A linha de montagem tem capacidade para fabricar até 3.500 fuzis por ano.
“Ele fabricava o fuzil por inteiro. Era uma planta industrial profissional. Não era uma fábrica de garagem… Eram equipamentos de alta precisão que custavam milhões de reais”, explica o delegado Samuel Escobar.
Nas imagens reveladas pela PF, também aparece Anderson Custódio Gomes, do núcleo operacional da quadrilha. Ele e um comparsa foram presos em flagrante transportando peças suficientes para a produção de 80 fuzis. Tinham saído da fábrica e iam para o depósito da quadrilha, na cidade de Americana, também em São Paulo.
A fachada do crime era o CNPJ de uma fábrica de peças aeronáuticas. A propriedade é do piloto de avião Gabriel Carvalho Belchior. Em 2015, ele foi notícia quando a aeronave que pilotava caiu no mar da Praia do Leblon, no Rio.
Antes da operação da PF, no início do mês passado, Gabriel já tinha saído do país. Em mensagem de voz enviada a um parente, ele diz que está nos Estados Unidos.
Segundo a PF, Gabriel enviou ao Brasil fuzis desmontados dentro de caixas de piscinas infláveis e de outras mercadorias. Tudo comprado nos Estados Unidos e entregue em uma casa que ele tinha alugado na Flórida, para daí ser despachado para o Brasil.
Em agosto, a Receita Federal interceptou a remessa. Gabriel está foragido, e o nome dele entrou para a lista de procurados da Interpol. O modelo desse fuzil enviado ao Brasil é diferente daquele produzido na fábrica clandestina, no interior de São Paulo.
“O principal investigado no Rio de Janeiro recebia esses fuzis e vendia pra facção criminosa aqui no Rio de Janeiro”, explica o delegado Samuel Escobar.
Ele é Silas Diniz Carvalho, preso em 2023 ao ser flagrado com 47 fuzis em seu apartamento na Barra da Tijuca, no Rio. A Polícia Federal descobriu que ele operava outra fábrica, em Belo Horizonte. A mulher de Silas, Marcely Ávila Machado, também participa da rotina de produção.
“Parecia uma fábrica normal, comum, uma fábrica de móveis, de esquadrias, de portas, mas dentro da fábrica, no interior tinha toda a operação ilícita”, diz o delegado.
Os investigadores estimam que essa indústria bélica clandestina chegou a fornecer cerca de mil fuzis para as facções do Rio, não só no Complexo do Alemão, como também na Rocinha e no Complexo da Maré, e para milícias. A quadrilha também forneceu armas para facções na Bahia e no Ceará.
A Polícia Civil do Rio ainda vai fazer uma perícia nos mais de 90 fuzis apreendidos na megaoperação contra o Comando Vermelho. Pelo menos 25 eram como essei: plataforma AR-15, calibre 556, exatamente como os fabricados em Santa Bárbara do Oeste.
O Instituto Sou da Paz aponta que o número de fuzis apreendidos no Rio aumentaram 32% entre 2019 e 2023.
A produção do Fantástico não conseguiu contato com a defesa de Silas Diniz Carvalho e de Anderson Custódio Gomes, que estão presos, e não localizou Marcely Ávila Machado e Gabriel Carvalho Belchior, que está foragido.
No país, a previsão é de 71.730 diagnósticos da doença neste ano.
A Bahia é o segundo estado brasileiro com maior incidência de câncer de próstata, com estimativa de 6.510 novos casos para 2025, sendo 1.200 somente em Salvador, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). No país, a previsão é de 71.730 diagnósticos da doença neste ano.
O câncer de próstata é o tipo de tumor mais comum entre os homens, desconsiderando o câncer de pele não melanoma, e representa 28,6% das mortes masculinas por neoplasia maligna, segundo o Ministério da Saúde.
A doença costuma ser silenciosa nos estágios iniciais, apresentando sintomas apenas em fases mais avançadas. Entre os sinais mais comuns estão dificuldade para urinar acompanhada de dor ou ardor, gotejamento prolongado no final da micção e aumento da frequência urinária, tanto durante o dia quanto à noite. A detecção precoce é fundamental para aumentar as chances de tratamento eficaz.
Quando um ministro do Supremo se vende por pouco dinheiro, obviamente se venderá por valores mais expressivos.
Outrora careca, o Ministro exibe vasta cabeleira, o que também deve estar acontecendo com seu patrimônio.
O ministro André Mendonça pediu vista e suspendeu, em agosto, o julgamento no TSE que pode cassar o governador de Roraima. Em março, o instituto fundado pelo ministro recebeu R$ 273 mil do governo do estado, em um contrato sem licitação. O caso foi revelado pelo jornal O Globo e confirmado pelo UOL.
O governador Antônio Denarium (PP) teve o mandato cassado e recorreu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O motivo da cassação foi abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022, quando Denarium foi reeleito. Foram quatro cassações em nível estadual, as duas últimas em janeiro e novembro de 2024.
Em agosto, a ministra Isabel Galloti, relatora do caso no TSE, votou pela cassação imediata; no mesmo dia, Mendonça pediu vista e suspendeu o julgamento. O pedido de vista, feito em 26 de agosto, era válido por 30 dias. No final de setembro, Mendonça renovou o pedido de vista por mais 30 dias. O TSE não informou ao UOL quando o julgamento será retomado.
Mendonça é fundador do Iter, que foi contratado pelo governo de Denarium, em fevereiro, para dar dois cursos para funcionários estaduais. Naquele mês, Denarium já tinha apresentado recursos ao TSE contra sua cassação. Mendonça já era ministro do TSE — está na corte desde junho de 2024.
Em março, o governo de Roraima pagou R$ 273 mil pelos dois cursos, que tiveram duração total de seis dias — de 19 a 26 de fevereiro. Isso dá R$ 45,5 mil por dia de curso. Foram ofertadas 40 vagas para cada um dos treinamentos.
A contratação ocorreu sem licitação; um dos cursos era justamente sobre como fazer licitações; o contrato foi celebrado pela Secretaria de Licitação e Contratação. O governo de Roraima dispensou a licitação sob a alegação de “inexigibilidade”.
Em dezembro, a Secretaria de Licitação mandou um email para o Iter solicitando proposta de preços; orçamento de 21 páginas foi enviado quatro horas depois. Além do orçamento detalhado, Iter enviou dois atestados de capacidade técnica e quatro notas fiscais de cursos ofertados por outras instituições públicas e privadas.
Proposta do Iter traz a foto e a biografia de Mendonça, apresentado como “founder” (fundador). Já o presidente do Iter é Victor Godoy, ex-ministro da Educação de Jair Bolsonaro. Mendonça foi ministro da Justiça de Bolsonaro antes de ser indicado ao STF.
Mendonça também assinou os diplomas dos alunos dos cursos. “Prof. Dr. André Mendonça, Founder”. A segunda assinatura no diploma é de “Victor Godoy, CEO”. “Completou o curso sobre Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos — turma in company Roraima com carga horária de 24 horas, no período de 24 a 26 de fevereiro de 2025”.
O Iter se tornou uma sociedade anônima fechada em outubro de 2024, não permitindo saber quem são seus sócios atuais; até então, uma empresa de Mendonça era sócia do instituto. Os demais sócios eram Victor Godoy; Rodrigo Sorrenti, chefe de gabinete de Mendonça no STF; Tercio Tokano, advogado da União e professor do Mackenzie; e o economista Danilo Dupas, que foi presidente do Inep na gestão de Bolsonaro.
Procurado, Mendonça não se manifestou. O UOL entrou em contato com o gabinete do ministro e com as assessorias do TSE do Supremo Tribunal Federal (STF). O texto será atualizado se houver resposta.
O governador de Roraima também não respondeu à reportagem. Foi eleito governador pela primeira vez em 2018, como representante da onda bolsonarista. Apesar da cassação no tribunal eleitoral regional, está no penúltimo ano do segundo mandato.
O Tribunal de Contas de Roraima também contratou o Iter para dar cursos de oratória a três conselheiros, ao preço de R$ 54 mil. As notas de empenho foram emitidas de março a julho deste ano. O UOL questionou o tribunal a respeito.
O governador de Roraima também não respondeu à reportagem. Foi eleito governador pela primeira vez em 2018, como representante da onda bolsonarista. Apesar da cassação no tribunal eleitoral regional, está no penúltimo ano do segundo mandato.
Fernando Haddad criticou a atuação do governo do Rio e afirmou que o crime organizado não está nas favelas, mas entre empresários e financiadores que vivem no luxo. O ministro prometeu compartilhar dados da Receita e reforçar o combate à lavagem de dinheiro e à sonegação ligada ao tráfico.
(FOLHAPRESS) – O ministro Fernando Haddad (Fazenda) afirmou, nesta sexta-feira (31), que as lideranças do crime organizado não vivem em comunidades como os complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, e sim “de frente para praia”. “Estão morando em Miami, morando em Portugal, morando em outro canto”, afirmou.
O ministro disse que vai compartilhar com o governo do Rio as informações que a Receita Federal levantou durante a deflagração da Operação Carbono Oculto, que identificou ligações do PCC (Primeiro Comando da Capital) com o setor de combustíveis e com o mercado financeiro, e teve ações de busca e apreensão na Faria Lima.
Segundo Haddad, o governador Cláudio Castro (PL) está desinformado sobre como opera o crime organizado em território fluminense. “O que nos permitiu avançar no combate ao crime organizado [foi] a questão dos combustíveis, que é uma das principais fontes de financiamento do crime organizado no Rio.”
“Me parece que o governo do Rio não estava informado adequadamente a julgar pelas ações, pelas medidas que tomaram, que foram contrariadas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça essa semana”, acrescentou.
Haddad afirma que pretende consolidar em lei a Delegacia de Combate ao Crime Organizado, que já opera sob o guarda-chuva da Receita Federal desde 2023.
“Eu quero formalizar porque no mundo inteiro a Receita Federal atua com o suporte dos órgãos de segurança pública, porque ao atuar na fiscalização, ela acaba se deparando com crimes tributários e não tributários”, afirmou o ministro.
A própria Receita apura os crimes tributários e tem a obrigação de comunicar os demais aos órgãos de segurança pública, nos níveis estaduais e federal.
Como exemplo da eficiência da Receita, Haddad citou a operação Fronteira, encerrada nesta sexta-feira. “Em 15 dias, foram presas 27 pessoas. Nós apreendemos 213 mil litros de bebida no terreno, 3,5 toneladas de droga, sendo que 600 quilos de cocaína. Isso foi feito com a ajuda do governador do Paraná, do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul e com todo o aparato federal combinados.”
“Não teve tiro, não teve morte”, emendou o ministro. Na operação Contenção, deflagrada pelas polícias do Rio de Janeiro na terça-feira (28), houve 121 óbitos confirmados pelas autoridades.
Em resposta a críticas de governadores, como o fluminense Castro e o goiano Ronaldo Caiado (União Brasil), sobre a falta de atuação do governo federal na segurança pública, o ministro afirmou ainda que a Fazenda tem proposto colaboração.
“A Procuradora-Geral da Fazenda Nacional já entrou em contato com a Procuradoria-Geral do Rio, vão se levar informações, algumas delas sigilosas, nem eu posso falar para vocês, tem segredo de justiça, para o Procurador-Geral do Estado do Rio, para que ele comunique ao Governador.”
O chefe da Fazenda também pediu apoio de Castro ao projeto de lei para tributar os devedores contumazes. “Devedor contumaz é uma palavra chique para falar sonegador, e, por trás do sonegador, o que tem na verdade é o crime organizado”, disse Haddad. Ele argumenta que essa atividade ilícita está ligada à lavagem de dinheiro.
O projeto de lei complementar nº 164 de 2022, que trata do tema, foi aprovado no Senado na terça-feira (28) e teve regime de urgência aprovado na Câmara na quinta-feira (30). Os parlamentares do PL, de Castro, foram contrários à aceleração dos trâmites.
Em entrevista à Globonews também nesta sexta, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a Câmara deve votar na próxima semana um projeto de lei para destinar parte da arrecadação de apostas esportivas e cassinos virtuais para o Fundo Nacional de Segurança Pública. A proposta, diz Motta, tem “amplo apoio entre os parlamentares e é uma das prioridades da agenda de segurança.
Segundo Motta, a alteração seria uma proposta dos secretários de segurança dos estados. “Queremos que o imposto das apostas passe a financiar diretamente políticas de segurança, e não apenas o esporte ou a cultura”, disse o presidente.
A ideia, elogiada por Haddad, é que a medida complemente o Fundo Nacional de Segurança Pública, hoje considerado subfinanciado por parlamentares e gestores estaduais.
Presidente também inaugurou a requalificação do Porto de Outeiro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou neste sábado (1º), em Belém, da entrega da ampliação do Aeroporto Internacional de Belém, como parte da agenda de eventos conectados à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que acontecerá no período de 10 a 21 de novembro, na capital do Pará. O presidente Lula também inaugurou a requalificação do Porto de Outeiro.
A obra de ampliação do aeroporto recebeu investimentos de cerca de R$ 450 milhões da concessionária Norte da Amazônia Airports (NOA). O novo terminal dobra a capacidade de operação de atendimento, que passa de 7,7 milhões para cerca de 13 milhões de passageiros por ano.
A área de embarque foi triplicada, novos sistemas de climatização foram instalados e também foram realizadas obras de modernização do pátio de aeronaves e do balizamento noturno. Também foram implantadas tecnologias de auxílio à navegação aérea, como os sistemas Papi e ALS, melhorando a infraestrutura operacional para pousos e decolagens.
Para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições que exigem ambiente controlado foi instalada uma sala multissensorial, além de novos espaços comerciais, áreas de convivência e mobiliário inspirado na cultura amazônica.
Porto
O novo Porto de Outeiro recebeu a ampliação das instalações, com a construção de 11 dolphins, a instalação de dez pontes metálicas e ampliação do píer de 261 metros para 716 metros, com capacidade de deslocamento de 80 mil toneladas, o dobro da capacidade anterior.
Considerado estratégico para a logística da Região Norte, o terminal será voltado à movimentação de granéis sólidos, líquidos e carga geral, atendendo à crescente demanda de exportação de minérios, grãos e derivados da indústria alimentícia e energética.
“As obras consolidam o distrito de Outeiro como base estratégica da logística da Região Norte e fortalecem a matriz de exportação do estado do Pará”, escreveu presidente em uma rede social.
A modernização do cais inclui ainda atualização nos berços de atracação, retroárea pavimentada, pátios de armazenagem e sistema de acesso rodoviário.
O projeto, concluído em pouco mais de 6 meses após o início das obras, foi executado pela Companhia Docas do Pará (CDP), em parceria com a Itaipu Binacional, com investimento total estimado em R$ 233 milhões.
Proposta altera regras do setor elétrico e estabelece limites para repasses de custos aos consumidores; saiba quem será beneficiado.
O Congresso Nacional aprovou, em votação relâmpago, a Medida Provisória (MP) que promete reduzir o valor das contas de energia elétrica a partir de 2026. A proposta, que altera regras do setor elétrico e estabelece limites para repasses de custos aos consumidores, foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado e segue agora para sanção presidencial.
A medida fixa um teto para os gastos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo usado para custear programas como Tarifa Social de Energia Elétrica, Luz para Todos e subsídios a fontes renováveis. O objetivo é conter a alta das tarifas e garantir maior previsibilidade ao consumidor.
Outro ponto de destaque é a abertura gradual do mercado de energia, permitindo que todos os consumidores, inclusive os residenciais, possam escolher o fornecedor de eletricidade. Atualmente, essa opção está restrita a grandes empresas. O cronograma prevê que indústrias e comércios migrem para o mercado livre em até 24 meses, enquanto consumidores residenciais terão acesso em até 36 meses.
A MP cria ainda o Supridor de Última Instância (SUI), que será responsável por garantir o fornecimento emergencial de energia caso ocorram falhas no abastecimento, assegurando continuidade no serviço.
Entre os grupos isentos dos custos da CDE, estão famílias de baixa renda, beneficiários dos programas Luz para Todos e CCC, além dos estados que não estavam conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) até 2009.
Quase 50% da população que se mostrou, em pesquisa, favorável ao massacre no Rio de Janeiro, agora começa a entender que os 6 governadores de Oposição querem apenas uma reedição dos anos bolsonaro, quando os mais radicais faziam poses com fuzis. Eles desejavam a luta armada e arrumaram foi isolamento e cadeia, por golpistas e anarquistas.
É óbvio que os 6 governadores do Consórcio da Morte querem apenas transferir para o Governo Federal a culpa pela péssima gestão de suas forças policiais.
O Presidente Lula respondeu com o endurecimento de medidas de segurança pública e com a reativação do movimento pela PEC. Lula não vai embarcar na violência gratuita, mas vai endurecer o cerco ao tráfico com investigação, inteligência e medidas de controle financeiro. O que obviamente é mais produtivo do que tiroteios com meninos de bermuda e chinelas havaianas, soldadinhos do crime que lutam apenas por uma graninha extra no final de semana.
O Brasil conhece esses patriotas de ocasião, como deputados, senadores e governadores, todos eles com uma alentada “capivara” de crimes e relações incestuosas com milícias e com os próprios cabeças do tráfico.
Diz o historiador, jurista e cientista político Christian Lynch:
“Quem não quer ver Lula reeleito, já que não há mais Bolsonaro nem crise econômica ou alta do dólar para explorar, resolveu investir na nova pauta da vez: a segurança pública. Passaram a ecoar o discurso dos governadores de direita e a demonstrar uma inquietante simpatia pela carnificina que deixou 120 mortos no Rio. Para dar corpo à narrativa, forçam a barra para culpar o governo federal, atacam o STF e fingem ignorar que a Constituição atribui o combate ao crime aos estados. Fingem também esquecer que são esses mesmos governadores de direita que travam no Congresso a tramitação da PEC da segurança pública. Por que “esquecem”? Porque precisam fabricar uma culpa que não existe — deslocar para Brasília a responsabilidade que é deles, para desgastar o governo e dificultar a reeleição no ano que vem. No fundo, trata-se da velha tática da direita brasileira: explorar o medo, distorcer os fatos e transformar tragédia em palanque eleitoral.”
No entanto, 42 tinham mandados de prisão em aberto e 78, ficha criminal.
A Polícia Civil do Rio divulgou, nesta sexta-feira, a lista parcial com nomes dos 99 suspeitos mortos da operação da última terça-feira nos complexos da Penha e Alemão, na Zona Norte, já identificados. Desse total, nenhum havia sido denunciado pelo Ministério Público do Rio na investigação que embasou a ação policial, e nenhum tinha mandado de prisão devido a esse processo. No entanto, 42 mortos tinham mandados em aberto por outros casos, e 78 possuíam “relevante histórico criminal”, segundo a polícia.
Todos os corpos foram identificados por parentes no Instituto Médico-Legal e já estão prontos para serem liberados para enterros. Nenhum desses óbitos aparece na denúncia que embasou a megaoperação. Dezoito corpos ainda aguardam reconhecimento oficial.
Secretário estadual de Polícia Civil do Rio, Felipe Curi afirmou nesta sexta-feira que 40 dos mortos eram oriundos de outros estados, como Ceará, Bahia e Pará, onde alguns deles eram chefes do crime organizado.
— Há alguns exemplos muito sensíveis que eu vou trazer para vocês aqui. Do Espírito Santo, Russo, chefe do tráfico em Vitória. Do Amazonas, Chico Rato e Gringo, chefes do tráfico em Manaus. Da Bahia, Mazola, chefe do tráfico de Feira de Santana. De Goiás, Fernando Henrique dos Santos, chefe do tráfico naquele estado — disse Felipe Curi.
Além disso, houve 113 presos, incluindo 33 de outros estados e 10 adolescentes. Desse total, 54 tinham anotações criminais. Todos os presos, segundo o secretário, tiveram prisão preventiva decretada na audiência de custódia. O secretário ressaltou o fato de que quase um terço é de fora do Rio:
— Os complexos da Penha e do Alemão, até aquela ocupação de 2010, eram o QG (quartel-general) do Comando Vermelho apenas aqui no estado do Rio de Janeiro. Essa constatação de hoje mostra que esses locais passaram a ser o QG do Comando Vermelho em nível nacional. São desses complexos que partem todas as ordens, decisões e diretrizes da facção para todos os outros estados onde o Comando Vermelho tem atuação, praticamente em todos os estados do Brasil.
A Secretaria de Cultura e Esporte, em parceria com a Federação Baiana de Judô e com apoio da Prefeitura Municipal, segue promovendo inclusão, disciplina e cidadania através do projeto IPPON, que atualmente atende 300 crianças no município de Luís Eduardo Magalhães.
No início do ano, foram entregues 200 kimonos aos participantes, fortalecendo o compromisso com a formação esportiva e o incentivo à prática do judô desde a infância.
No dia 28 de outubro, em comemoração ao Dia Mundial do Judô, aconteceu um treinamento de campo especial, reunindo todos os polos do projeto em um grande evento no Ginásio de Esportes José Queiroz Barreto Neto.
A atividade contou com a presença de aproximadamente 160 alunos, sob a orientação dos Senseis Hélisson Barbosa e Rogério Buzanello, com o apoio da instrutora Camila Gomes Lima.
Foi um momento de integração, aprendizado e celebração da filosofia do judô, que vai muito além do tatame. O projeto IPPON continua sendo uma ferramenta poderosa de transformação social, promovendo valores como respeito, perseverança e amizade.
Para o Secretário de Esportes, Alexsandro Machado dos Santos, o momento foi de união. “Foi muito especial reunirmos todos os alunos do projeto Ippon neste evento! O projeto é responsável por formar a base do judô em nosso município e, no evento desta semana, contamos também com a presença de atletas que se destacam em etapas do circuito baiano de Judô”, comemorou o secretário.
Cláudio Castro criticou a lei antiterrorismo brasileira, afirmando que ela foca mais na motivação do que nas ações: “Eu desafio qualquer um a portar um fuzil numa cidade como Paris, Londres, Barcelona ou Nova York que fique com vida por mais de 30 segundos. Nesses locais, uma… pic.twitter.com/xWzYbvULkA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (30) que reduzirá de 20% para 10% as tarifas aplicadas à China por causa do fentanil.
A decisão foi divulgada após uma reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, na base aérea de Busan, no sul da Coreia do Sul.
O encontro, que durou cerca de duas horas, teve clima de distensão e resultou em promessas de cooperação em várias áreas, incluindo a retomada da compra de soja norte-americana por Pequim e um novo encontro entre os líderes em abril de 2026, na China.
Trump afirmou que Estados Unidos e China trabalharão juntos para tentar encerrar a guerra na Ucrânia. O republicano disse ainda que a questão de Taiwan não foi abordada. “Não foi discutido”, garantiu, reiterando que só tocaria no tema se Xi trouxesse o assunto.
Segundo Trump, a reunião foi “incrível” e trouxe compromissos importantes por parte da China. “Acredito que vão nos ajudar com o fentanil”, disse, a bordo do Air Force One, no retorno a Washington. A medida tem apelo político importante para o presidente americano, especialmente entre o eleitorado rural, já que inclui também um acordo para retomada das compras chinesas de soja, suspensas desde maio no contexto da guerra comercial.
O encontro aconteceu em uma base militar próxima ao aeroporto de Busan, e contou com a presença de autoridades de alto escalão dos EUA, como o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário do Tesouro Scott Bessent, o representante comercial Jamieson Greer e o embaixador americano em Pequim, David Perdue.
Trump e Xi não fizeram declarações à imprensa após o encontro. Eles deixaram juntos o prédio onde ocorreu a reunião e se despediram com um aperto de mão. Xi foi o primeiro a deixar o local.
Na fala inicial, Trump saudou o que chamou de reencontro com “um amigo” e disse que já haviam “concordado com muitas coisas”. Xi, por sua vez, reconheceu que fricções entre as duas maiores economias do mundo são naturais, mas defendeu que os dois países podem prosperar juntos.
Trump também anunciou o fim das restrições impostas pela China às exportações de terras raras — metais fundamentais para as indústrias tecnológica, militar e energética —, que haviam sido adotadas como retaliação às tarifas americanas.
O encontro aconteceu às vésperas da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), que começa oficialmente na sexta-feira (31) em Gyeongju. Xi permanece na Coreia do Sul para o evento, enquanto Trump retorna imediatamente aos EUA.
Fiscalização encontrou irregularidades em estabelecimentos de Cruz das Almas e Sapeaçu, onde bombas exibiam volume maior do que o entregue ao consumidor.
Um posto de combustível foi interditado e outros dois tiveram bombas lacradas após fiscalização do Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro), dentro da operação Combustível Legal, realizada na segunda-feira (27). As equipes identificaram que os estabelecimentos estavam vendendo menos combustível do que o mostrado no visor das bombas. As irregularidades ocorreram em Cruz das Almas e Sapeaçu, no Recôncavo baiano.
Em Sapeaçu, um posto foi interditado e seis bombas foram lacradas, com recolhimento das placas de CPU. Já em Cruz das Almas, um estabelecimento teve quatro bombas interditadas, e as placas foram levadas para análise detalhada.
Outro posto do município também foi autuado por indícios de fraude na quantidade de combustível. Nesse caso, as placas de CPU foram recolhidas e o posto notificado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) por divergência na bandeira da distribuidora — apesar de estar cadastrado como bandeira branca, operava com a marca de uma empresa não divulgada.
O mesmo local foi notificado pela Secretaria da Fazenda (Sefaz-BA) por usar três máquinas de cartão sem vínculo com o CNPJ da empresa, prática que pode indicar sonegação fiscal.
Segundo o Ibametro, cerca de 60 postos são fiscalizados por mês em todas as regiões da Bahia.
A Operação Frater Dominus, deflagrada na manhã desta quinta-feira (30), resultou no bloqueio de R$ 17 milhões, na prisão de 15 alvos, entre eles um vereador e um assessor legislativo, e na apreensão de armas, drogas e dinheiro em espécie em cidades da Bahia e de Sergipe.
Preso na operação, o vereador de Ubaitaba, no Sul, George Everton Santana (PCdoB), foi encontrado com R$ 130 mil em espécie. O balanço foi divulgado no final da manhã desta quinta. Segundo a Polícia Civil, durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam R$ 155 mil em espécie, três armas de fogo, quatro veículos e dez quilos de drogas.
A ação foi coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/Ilhéus) e pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), com apoio das Polícias Civil e Militar. Além de Ubaitaba, as operações ocorreram em Itabuna, Itacaré, Maraú e Itapetinga.
No município sergipano de Santa Luzia do Itanhy, policiais do Draco/SE localizaram uma liderança criminosa suspeita de ser mandante de homicídios em Ibirapitanga e Aurelino Leal, no Sul da Bahia.
Conforme a SSP, a Operação Frater Dominus visa desarticular uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro, além de identificar o fluxo financeiro e as conexões políticas do grupo.
Um caso inusitado mobilizou a Polícia Civil de Luís Eduardo Magalhães. Uma mulher de 22 anos confessou ter forjado um estupro para encobrir uma traição, após o marido procurar a delegacia para registrar o suposto crime.
Segundo a Polícia Civil, o homem ficou preocupado ao perceber que a esposa havia passado o dia fora de casa e, ao questioná-la, recebeu como resposta que ela teria sido vítima de violência sexual. Abalado, o companheiro prestou apoio, notando inclusive inchaço na região íntima da esposa, e a ajudou com cuidados. No dia seguinte, ele procurou a Delegacia Territorial para registrar o caso.
Durante a apuração, os investigadores identificaram contradições no depoimento da mulher. Ao ser intimada novamente, ela acabou confessando que não havia sido vítima de estupro, e sim que havia passado o dia com um amante, após mentir no trabalho para obter folga.
Com a confissão, a Polícia Civil descartou a ocorrência de crime de estupro e agora apura a possível falsa comunicação de crime, que pode gerar responsabilização penal.
São cumpridos 42 mandados de busca e apreensão e 26 de prisão
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (30), a segunda fase da Operação Magna Fraus, com o objetivo de investigar um esquema que teria desviado – por meio de fraudes e invasões de dispositivos eletrônicos – mais de R$ 813 milhões por meio de empresas que gerenciam transferências PIX.
Segundo a PF, o dinheiro foi desviado de contas usadas por bancos e instituições de pagamento para administrar transferências PIX de seus clientes.
A investigação tem braços no Brasil e no exterior, demandando prisões internacionais com o apoio da Interpol na Argentina e em Portugal. Na Espanha, a operação contou com o apoio da Brigada Central de Fraudes Informáticos da Polícia Nacional da Espanha.
Mandados
No Brasil, estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão e 26 de prisão nas cidades de Goiânia, Brasília, João Pessoa, Belo Horizonte. Em Minas Gerais, estão sendo cumpridos mandados nos municípios de Betim e Uberlândia.
Em Santa Catarina, os alvos dos mandados estão localizados nas cidades de Itajaí e Balneário Camboriú; na Bahia, em Camaçari; e, em São Paulo, no município de Praia Grande, além da capital do estado.
Das 26 prisões demandadas à PF, 19 são preventivas e sete são temporárias. Foram determinadas também medidas de bloqueio de bens e valores, na ordem de até R$ 640 milhões.
De acordo com a PF, os investigados são suspeitos de terem cometidos crimes de invasão de dispositivo informático e furto mediante fraude eletrônica, além de lavagem de dinheiro.
Primeira fase
A primeira fase da Operação Magna Fraus foi deflagrada em julho, com o objetivo de investigar um “grupo criminoso responsável pela lavagem de dinheiro proveniente de fraudes e invasões de dispositivos eletrônicos”.
Foram expedidos mandados de prisão temporária, bem como de busca e apreensão em Goiás e no Pará.
Na época, a PF informou que estava apurando a atuação de “suspeitos especializados no uso de técnicas avançadas de negociação de criptoativos, empregadas para ocultar e dissimular a origem e a titularidade de valores ilícitos, dificultando sua rastreabilidade”.
O Flamengo tem motivos para sorrir na noite desta quarta-feira, 29, no Estádio El Cilindro, na Argentina. O time comandado por Filipe Luís segurou o empate contra o Racing e garantiu vaga na final da Copa Libertadores da América, além de uma premiação milionária. O Racing ganhou um único título da Libertadores, em 1967. Em 2024, foi campeão da Sul-Americana.
🧤 A defesa de Rossi aos 46 minutos do 2º tempo de Racing 0x0 Flamengo.
Apenas pela participação na decisão, o Rubro-Negro garantiu US$ 7 milhões (R$ 37,5 milhões), que é o valor pago ao vice-campeão. Em caso de título, a premiação da final sobe para US$ 24 milhões (R$ 128,6 milhões), sem considerar os valores arrecadados durante a competição.
Até então, a equipe da Gávea já havia embolsado US$ 9,4 milhões (R$ 50,6 milhões) pela campanha até a semifinal.
Agora, o Flamengo aguarda o vencedor do duelo entre Palmeiras e LDU, que acontece na noite desta quinta-feira, 30. Na ida, os equatorianos venceram por 3 a 0, em Quito. A final acontece no sábado, 29 de novembro.
A indignação e o forte desabafo do deputado Otoni de Paula, que também é pastor, ao revelar que quatro jovens pertencentes à sua igreja, sem envolvimento com o crime organizado, foram assassinados pela polícia ontem, na chacina da Penha e do Alemão: “Foram colocados no pacote… pic.twitter.com/7YQeCDhy3K
Ofício foi enviado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHMIR) enviou um ofício ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, pedindo que seja aberta uma investigação criminal contra o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), por causa da Operação Contenção, ação policial que deixou pelos menos 120 mortos. A informação é da Folha de S. Paulo.
No documento, os deputados também pedem que seja avaliada a prisão preventiva de Castro, alegando “risco concreto à ordem pública e à possibilidade de novas chacinas”, além de afirmar que operações violentas têm se repetido em seu governo.
O ofício foi assinado pelo presidente da comissão, deputado Reimont (PT-RJ), e por outros parlamentares do PT, PSOL e PCdoB. Eles afirmam haver fortes indícios de que a operação ultrapassou os limites da lei, com denúncias de execuções sumárias e vítimas mortas com facadas e tiros pelas costas.
A comissão também aponta que o governo do Rio teria deixado de usar recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e pede uma perícia independente, rastreamento das armas apreendidas e acompanhamento das famílias das vítimas.
Em resposta, Cláudio Castro defendeu a ação e disse que “de vítima, ontem, lá, só tivemos os policiais”. O governador afirmou ainda que o Rio “está sozinho na guerra” e culpou o governo federal por não ter atendido pedidos de envio de blindados do Exército.
O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, anunciaram nesta quarta-feira (29) a criação de um escritório emergencial para enfrentar o crime organizado no estado. O objetivo é melhorar a integração entre as esferas federal e estadual.
A coordenação será compartilhada entre o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, e do secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Santos.
“É um fórum onde as forças vão conversar entre si, tomar decisões rapidamente até que a crise seja superada. Este é o embrião daquilo que nós queremos criar com PEC da Segurança Pública que está sendo discutida no Congresso Nacional. Nós queremos fazer um entrosamento das forças federais, estaduais e até municipais no enfrentamento deste flagelo”, disse o ministro Lewandowski.
A ideia é que ações sejam “100% integradas” para vencer burocracias e respeitas competências de cada órgão, conforme o governador do Rio.
“Tentar eliminar barreiras para que nós possamos de fato fazer uma segurança pública que atenda o nosso verdadeiro e único cliente, que é o cidadão”, disse o governador do Rio.
A medida ocorre depois da Operação Contenção nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou mais de 100 mortos. A ação é considerada a mais letal da história do país. Em retaliação, criminosos ligados ao Comando Vermelho interditaram ruas em diversos pontos da cidade, com veículos atravessados e barricadas.
Lewandowski disse que o governo federal vai aumentar do efetivo da Polícia Rodoviária Federal em 50 agentes nas estradas e o efetivo de agentes de inteligência no estado. Também foram colocados à disposição peritos e vagas nos presídios federais, caso o governo estadual requisite.
No mesmo dia, Lewandowski disse não ter recebido pedido de ajuda do governador para a operação. O ministro lembrou que, no começo do ano, o governador do Rio esteve no Ministério da Justiça e Segurança Pública e pediu a transferência de líderes das facções criminosas para penitenciárias federais de segurança máxima, e foi atendido.
“Narcoterrorismo”
O governo do Rio tem usado, com frequência, a expressão “narcoterrorismo” para se referir ao crime organizado. Questionado sobre o termo, o ministro Lewandowski disse que ele não se aplica à realidade do estado.
“Uma coisa é terrorismo, outra coisa são facções criminosas. O terrorismo envolve sempre uma questão ideológica. Uma atuação política, uma repressão social com atentados esporádicos. As facções criminosas são constituídas por grupos de pessoas que sistematicamente praticam crimes que estão capitulados no Código Penal. Portanto, é muito fácil identificar o que é uma facção criminosa pelo resultado de suas ações”, disse o ministro.
O ministro disse que a legislação estabelece com clareza as classificações para organização criminosa e grupos terroristas.
“São dois tipos de atuação que não se confundem e, da parte do governo federal, não temos nenhuma intenção de fazer uma mescla delas”, complementa.
GLO
Lewandowski e Castro descartaram a possibilidade de emprego das Forças Armadas para atuar na segurança do estado, por meio da decretação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
“Nós não nos manifestamos nesse sentido [a favor ou contra]. A GLO está prevista no artigo 142 da Constituição Federal. É uma operação excepcional, que depende de uma solicitação do governador, vamos falar aqui do governador ou da autoridade local que reconhece aí incapacidade das forças locais de debelarem uma situação de crise”, disse o ministro.
Castro também negou ter cogitado solicitar a medida.
“Isso [GLO] veio à tona somente porque eu falei da questão dos blindados, que nós em outras três ocasiões tínhamos requerido e nos foi negado porque haveria necessidade de uma GLO. A situação das forças de segurança do Rio de Janeiro hoje é completamente diferente da de 2018. Hoje nós temos uma força de segurança estadual capacitada”, afirmou o governador.
A Polícia Federal (PF) foi informada que a Operação Contenção estava sendo planejada pelas forças de segurança do Rio de Janeiro, mas avaliou que a ação “não era razoável” para que a instituição participasse. A informação é do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (29), em Brasília.
Segundo Rodrigues, a superintendência regional foi procurada para dar apoio no cumprimento dos mandados, mas a participação foi descartada “por falta de atribuição legal”, já que a PF atua na investigação, não na ação ostensiva. Sobre a deflagração da operação policial nesta terça-feira (28), a PF diz que não foi comunicada.
“A partir da análise do planejamento operacional, a nossa equipe entendeu que não era uma operação razoável para que a gente participasse”, disse em entrevista à imprensa no Palácio da Alvorada, local da reunião.
De acordo com o governo do Rio de Janeiro, a operação foi deflagrada após mais de um ano de investigação e 60 dias de planejamento. Houve cumprimento de centenas de mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça a partir de inquéritos da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).
“Houve um contato no nível operacional informando que haveria uma grande operação e se a Polícia Federal teria alguma possibilidade de atuação na sua área, no seu papel […]. Não tivemos detalhes mais do planejamento, a partir da análise geral, entendemos que não era o modo que a Polícia Federal atua, o modo de fazer operações”, acrescentou Rodrigues.
Operação
A Operação Contenção ocorrida nos complexos do Alemão e da Penha, na capital do estado, deixou mais de 130 mortos, mas a contagem de corpos – muitos retirados de área de mata pelos próprios moradores dessas comunidades – ainda não está fechada.
O governo do estado considerou a operação “um sucesso” e afirmou que as pessoas mortas reagiram com violência à operação. Segundo o governador Claudio Castro, aqueles que se entregaram foram presos. No total, foram feitas 113 prisões.
Especialistas ouvidos pela Agência Brasilcriticaram a ação que gerou um grande impacto na capital fluminense e não atingiu o objetivo de conter o crime organizado.
Andrei Rodrigues afirmou que a Polícia Federal segue o trabalho no Rio de Janeiro, de investigação de polícia judiciária, no cumprimento das diretrizes fixadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas. Em abril deste ano, a Corte definiu medidas para combater a letalidade policial durante operações da Polícia Militar contra o crime organizado nas comunidades do Rio de Janeiro.
“Já estruturamos um grupo de trabalho que está atuando lá nessa questão de atividade de inteligência, instauração de inquérito policial e a determinação também, da própria decisão do Supremo, para que COAF e Receita Federal atuem coordenadamente conosco, trazendo mais elementos para a Polícia Federal atuar”, disse.
“Nós sempre fazemos na área de polícia judiciária, com inteligência, com estratégia, descapitalizando o crime, enfrentando aquilo que o crime organizado tem de mais é relevante que é o poder econômico e prendendo lideranças. É assim que a Polícia Federal atua e é assim que nós já estamos atuando no Rio de Janeiro”, acrescentou o diretor-geral da PF.
Segundo a Datagro, capacidade instalada do biocombustível de milho deve alcançar 24,7 bilhões de litros em dez anos, impulsionada por novas usinas no Centro-Oeste.
A oferta de biocombustível produzido a partir do milho deve igualar a oferta produzida a partir da cana-de-açúcar até a safra 2034/35. As projeções da consultoria Datagro, compartilhadas pelo portal TheAgroBiz, apontam que a capacidade instalada de produção de etanol a partir do cereal será de 24,7 bilhões de litros em 2034.
Segundo a Datagro, atualmente o país possui 25 placas em operação, 18 em produção e 19 em planejamento. Após a conclusão das obras, é estimada a produção de 11,14 bilhões de litros. Já a safra 2025/26 está estimada para 10,2 bilhões de litros. Para 2026, com todas as usinas funcionando em 100%, a capacidade de produção de etanol de milho deve aumentar entre 3 bilhões e 3,5 bilhões. Já em 2034, a previsão é aumentar para 24,72 bilhões de litros.
Com essas projeções, em menos de dez anos, metade da produção brasileira de etanol terá origem no processamento de milho. Atualmente, segundo o Datagro, a projeção para a safra de etanol oriundo da cana-de-açúcar é de 25,99 bilhões de litros para a safra 2025/26. Porém, diferente da produção do etanol pelo milho, a cana não possui perspectivas de aumento da capacidade de produção.
O milho é a melhor alternativa à produção de soja, em rotação, ajudando a recuperar matéria orgânica, combatendo pragas de solo (nematóides) e atualmente sintetizando nitrogênio do ar através de bactérias como o Azospirillum brasilense, que, quando aplicadas ao cultivo (em forma de inoculantes), promovem a fixação biológica de N.
Alto Comissariado de Direitos Humanos pede investigação imediata e entidades denunciam política de confronto. Em compensação, os oposicionistas tentam pegar uma carona nos “eventuais proveitos eleitorais” no ato arbitrário e violento do governador Cláudio Castro. Os governadores Zema e Caiado, dois erráticos, apoiam a chacina e falam em vitória. Tarcísio de Freitas, outro defensor de milicianos, também defendeu a ação.
Enquanto isso, os verdadeiros donos e financiadores do tráfico transitam no Congresso, com seus lobbies e aquisidores de influência.
O presidente da República, em conversa com seus ministros da área, deve tomar decisão ainda esta semana sobre o feito.
Diz a Agência Brasil:
Um dia de terror para os mais de 150 mil habitantes dos complexos da Penha e do Alemão, que passaram horas debaixo de tiros e explosões em uma operação policial que afetou também todos aqueles que precisaram transitar pelas principais vias da cidade, em diversos bairros da capital fluminense, que ainda não acabou.
A Operação Contenção que se estendeu por toda esta terça-feira (28), deixou pelo menos 130 pessoas mortas – incluindo quatro policiais -, interrompeu o trânsito das principais vias da cidade, fechou escolas, postos de saúde e estabelecimentos comerciais. Segundo o governo do estado, 81 pessoas foram presas e 93 fuzis apreendidos, além de pistolas e granadas. Trata-se da maior operação dos últimos 15 anos e também da mais letal de toda a história do estado.
Para especialistas, a operação gerou um grande impacto na capital fluminense e não atingiu o objetivo de conter o crime organizado, pelo contrário, ações como esta apenas fortalecem a violência.
“Essa lógica de medir força armada bélica com estruturas do tráfico sempre resultaram em mortes cada vez maiores, em sofrimento cada vez mais intenso, perda de acesso a serviços públicos, perda de mobilidade urbana, os mais frágeis sempre vão sofrer muito mais. A economia é afetada diretamente e o problema nunca foi sequer arranhado”, diz o professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), José Cláudio Souza Alves.
Segundo o professor, combater o crime organizado exige outras estratégias, inclusive oferecer oportunidades e qualidade de vida a população em situação de vulnerabilidade.
“Criar novas formas de interceptar, de investigar, de seguir dinheiro, de prender pessoas, de colocar limitações nesse funcionamento, de dar alternativa real para essa população. Você tem que disputar palma a palmo nesses territórios, essas populações que são facilmente convencidas pela grana da droga, da arma, pela grana dos ilegalismos, dos golpes. Se não pensarmos isso, a gente está absolutamente comprometido, não vamos conseguir”, defende.
“Isso tudo que vocês estão vendo aí hoje, arrebentando no Rio de Janeiro todo, é apenas uma imensa e gigantesca cortina de fumaça, um rolo gigantesco de fumaça cegando a todos”, diz, Alves.
Lambança político-operacional
Em entrevista ao programa Revista Rio, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, a professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), Jacqueline Muniz, classificou a operação como amadora e como uma “lambança político-operacional”.
Segundo ela, foram cometidos erros táticos que foram ao encontro do que está previsto nas próprias instruções normativas de segurança pública.
“Para colocar 2,5 mil policiais, tem que fazer uma previsão de 7,5 mil a 10 mil policiais, porque tem três turnos de trabalho e escala. Isso quer dizer que para fazer esta operação, que eu chamei de uma lambança político-operacional do governador Castro, teve que se retirar o policiamento de 3 milhões a 5 milhões de pessoas na região metropolitana”, diz. “De um lado, esquentou-se a chapa numa área crítica, não reduziu a capacidade operacional do crime, por outro, viabilizou a morte de policiais, o ferimento de policiais, de cidadãos sem que isso significasse um avanço sobre o crime organizado”.
Ela acrescenta:
“Isso é muito sério porque põe em risco a vida dos policiais, põe em risco a vida da população, inviabiliza a circulação de pessoas, de mercadorias. Nós estamos produzindo fechamento da Linha Amarela, da Linha Vermelha, da Avenida Brasil, dando um nó em toda a região metropolitana. Ou seja, esquentando a chapa e multiplicando a insegurança”, diz.
Ela explicou que a operação tinha razão para existir, mas foi mal concebida. “A finalidade dela foi politiqueira, pondo em risco a vida dos agentes da lei, da população, com resultados que não se sustentam diante da doutrina de operações policiais, que fique claro, porque há critérios técnicos sim, polícia não é amadorismo, a polícia é profissão”.
Avanço do crime organizado
O objetivo da operação, de acordo com o governo do estado era cumprir mandados de prisão e conter a expansão territorial do Comando Vermelho. A ação conjunta mobilizou 2,5 mil policiais civis e militares, com a participação do Ministério Público.
Segundo pesquisa divulgada no ano passado pelo Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF) e pelo Instituto Fogo Cruzado, o Comando Vermelho foi a única facção criminosa a expandir seu controle territorial de 2022 para 2023, no Grande Rio. Com o aumento de 8,4%, a organização ultrapassou as milícias e passou a responder por 51,9% das áreas controladas por criminosos na região.
A pesquisa mostrou que o Comando Vermelho retomou a liderança de 242 km² que tinham sido perdidos para as milícias em 2021. Naquele ano, 46,5% das áreas sob controle criminoso pertenciam às milícias e 42,9% ao Comando Vermelho.
População na linha de tiro
Para o Instituto Fogo Cruzado, instituição que produz dados e informações sobre violência armada, e que copilou informações sobre a Operação Contenção, ações como esta não combatem de fato o crime organizado.
“Combater o crime organizado exige outra lógica. É preciso atacar fluxos financeiros, investigar lavagem de dinheiro, fortalecer corregedorias independentes e combater a corrupção dentro do Estado. Tudo que o Rio de Janeiro não faz há décadas”, afirmou em nota.
“As polícias do Rio começaram o dia com a Operação Contenção e o que se viu foi parte expressiva da população na linha de tiro e uma cidade inteira parada. Este é o planejamento do governo do estado? Operações como essa mostram a incapacidade do governo estadual de fazer política pública de segurança pública”, explicou a organização.
Mais uma família teve a sua vida transformada com a entrega de uma casa totalmente reformada pelo Programa Meu Lar, da Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães.
A Sra. Vanessa de Oliveira da Cruz, moradora do bairro Jardim Ipê, recebeu sua nova casa ontem, dia 28, das mãos do secretário de Saúde Pedro Henrique e da secretária da Cidadania, Cinthya Borges, que mais uma vez fez questão de falar sobre a importância do programa.
“O Programa Meu Lar tem uma grande importância para a nossa gestão. Quando entramos nas casas e nas vidas das pessoas beneficiadas, entendemos o quanto esse Programa é importante para essas famílias, que lutam diariamente para oferecer qualidade de vida e um lar digno para seus filhos. Muito gratificante fazer parte destas histórias”, disse a secretária Cinthya.
O Dr. Pedro Henrique também destacou a importância da Saúde no Programa Meu Lar. “A saúde tem estado sempre presente no atendimento às famílias beneficiadas pelo Programa, com as avaliações clínicas, odontológicas e psicológicas”, disse o secretário Pedro. “Além das avaliações, incluímos consultas e exames a fim de entregar mais qualidade de vida”, concluiu.
Desde 2021, o Programa Meu Lar já beneficiou 110 famílias, reafirmando o compromisso da gestão municipal em promover dignidade, segurança e melhores condições de moradia para quem mais precisa.
A operação deflagrada pelo governo do Rio de Janeiro, nessa terça-feira (28), contra a facção Comando Vermelho, teve repercussão internacional por conta das dezenas de mortes. Oficialmente, são 64 óbitos – incluindo quatro policiais –, mas os números finais devem passar de 100. Outros países e entidades internacionais também se manifestaram diante do alto nível de letalidade.
A Organização das Nações Unidas (ONU) fez um post, no fim da noite de ontem, em seu perfil na rede X (antigo Twitter), pedindo que as autoridades estejam atentas a suas obrigações perante o direito internacional.
“Brasil: estamos horrorizados com a operação policial em andamento nas favelas do Rio de Janeiro, que já teria resultado na morte de mais de 60 pessoas, incluindo quatro policiais. Esta operação letal reforça a tendência de consequências extremamente fatais das ações policiais nas comunidades marginalizadas do Brasil. Relembramos às autoridades suas obrigações sob o direito internacional dos direitos humanos e instamos a realização de investigações rápidas e eficazes”.
O jornal inglês The Guardian publicou matéria com o título: “Brasil: ao menos 64 mortos no dia mais violento do Rio de Janeiro em meio a batidas policiais”.
A seguir, a publicação escreveu: “A operação — a mais letal da história do Rio — começou de madrugada e teve intensa troca de tiros nos arredores das favelas do Alemão e Penha, onde moram cerca de 300 mil pessoas”. E complementou: “Fotos terríveis com alguns dos jovens homens mortos se espalharam pelas redes sociais”.
Tiroteios
O espanhol El País cravou em sua reportagem sobre a operação que o “Rio de Janeiro vive uma jornada de caos colossal e intensos tiroteios por uma ação policial contra o crime organizado que já é a mais letal da história da cidade brasileira”.
O Le Figaro, importante jornal da França, relata em sua reportagem que há muita “contestação sobre a eficácia destas operações policiais de grande porte no Rio de Janeiro, no entanto, elas são comuns na cidade”.
O New York Times chamou a ação policial de “a mais mortal da história do Rio, com quatro policiais mortos e, ao menos, 60 pessoas mortas. Foi um ataque aos ‘narcoterroristas’, disse o governador do estado”.
O periódico argentino Clarín reproduziu o post de um brasileiro e estampou em seu site: “não é Gaza, é o Rio”.
O número oficial de mortos deve aumentar nas próximas horas desta quarta-feira (29). Já há mais de 50 corpos entregues às autoridades pela população local.
Moradores das comunidades do Alemão e da Penha, palcos da megaoperação policial de ontem na zona norte do Rio de Janeiro, denunciaram violações cometidas pelas forças de segurança durante a ação, que se tornou a mais letal da história do estado fluminense.
Denúncias constam em relatório da Ouvidoria Geral da Defensoria Pública do RJ. O documento, acessado pelo UOL, reúne relatos de moradores sobre supostos abusos e violações cometidas.
Violações denunciadas incluem casos de agressão policial contra mulher grávida e tiros de arma de fogo disparados “de forma indiscriminada” na direção de casas de moradores. Segundo os relatos recebidos pela Ouvidoria, policiais também invadiram residências sem mandados judiciais e negaram socorro a pessoas que passavam mal em locais das operações.
“Recebemos denúncias de que uma mulher grávida foi agredida por agentes ao questionar o motivo de ela ter que mostrar o seu telefone sem que houvesse um mandado. A resposta recebida por ela foi: “eu sou a lei, eu sou o juiz, mandato é o c*”.
Alguns dos corpos encontrados em área de mata na Penha entre a noite de ontem e a manhã de hoje têm marcas de tiro na nuca, nas costas e facadas, segundo testemunhas.
Características dos mortos dão sinais de assassinato deliberado, afirmou o comunicador Raul Santiago. “Muitas pessoas estão executadas com tiro na nuca por trás, tiros nas costas, facadas”, disse, em entrevista do UOL.
Alguns dos mortos também estavam baleados na cabeça e nas pernas. As marcas dos tiros foram vistas por equipes do UOL na praça.
Reconhecimento na praça
O g1 apurou ainda que os corpos, todos de homens, estavam na área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, onde se concentraram os confrontos entre as forças de segurança e traficantes.
O ativista Raull Santiago é um dos que ajudaram a retirar os corpos da mata. “Em 36 anos de favela, passando por várias operações e chacinas, eu nunca vi nada parecido com o que estou vendo hoje. É algo novo. Brutal e violento num nível desconhecido”, disse.
Segundo apurou o g1, o objetivo do traslado dos corpos até a praça foi para facilitar o reconhecimento por parentes. Moradores os deixaram sem camisa para agilizar esse processo, a fim de deixar à mostra tatuagens, cicatrizes e marcas de nascença.
Muitos dos mortos tinham feridas a bala – alguns estavam com o rosto desfigurado.
Depois, a Polícia Civil informou que o atendimento às famílias para o reconhecimento oficial ocorrerá no prédio do Detran localizado ao lado do Instituto Médico-Legal (IML) do Centro do Rio, a partir das 8h.
Nesse período, o acesso ao IML será restrito à Polícia Civil e ao Ministério Público, que realizam os exames necessários. As demais necropsias, sem relação com a operação, serão feitas no IML de Niterói.
Comunidade diz que eles não fazem parte da contagem oficial. O que caracterizaria uma grande chacina.
Cerca de 60 corpos foram localizados e retirados de uma área de mata do Complexo da Penha por moradores, após a Operação Contenção realizada pelas forças de segurança do estado, nessa terça-feira (28). Os corpos foram reunidos na Praça São Lucas, no centro da comunidade, e de acordo com os moradores, não fazem parte da contagem oficial de 64 mortos – 60 suspeitos e 4 policiais. A Polícia Militar foi procurada, mas ainda não se pronunciou.
O ativista Raul Santiago, morador do complexo, fez uma transmissão ao vivo e denunciou a “chacina que entra para a história do Rio de Janeiro, do Brasil e marca com muita tristeza a realidade do país.”
A pedido dos familiares, os corpos foram expostos para registro da imprensa, e depois foram cobertos com lençóis. A comunidade aguarda a retirada dos corpos pelo Instituto Médico-Legal.
Se eles realmente estiverem fora das 64 vítimas contabilizadas ontem, o saldo total de mortos da operação mais letal já realizada pelas forças de segurança do Rio, pode chegar a 120. Durante a noite, mais seis corpos encontrados em área de mata no Complexo do Alemão foram levados para o Hospital Getúlio Vargas.
O Corpo de Bombeiros já começou a retirar os corpos no Complexo da Penha. Ainda há incerteza sobre o número total de mortos na ação, que está sendo considerada pelo governo do estado como “a maior operação da história do Rio de Janeiro”. A contagem oficial na terça-feira foi de 64 óbitos, sendo 60 suspeitos e 4 policiais. Isso já caracteriza a ação como a mais letal.
No entanto, seis corpos encontrados por moradores no Complexo do Alemão foram levados para o Hospital Getúlio Vargas durante a noite, além dos 60 localizados na Penha durante a madrugada e manhã de hoje. Caso não haja duplicidade, a conta pode chegar a 130 mortos.
De acordo com informações do Informe Baiano, um dos identificados é Júlio Souza Silva, de 30 anos, natural do Nordeste de Amaralina, em Salvador. Ele cumpriu pena no Complexo Penitenciário da Mata Escura e estava em regime semiaberto.
Também morreram os traficantes conhecidos como “Esquilo”, “Mazola” e “DG”, todos de Feira de Santana. Outro criminoso da cidade, identificado como “Matarindo”, ficou ferido durante os confrontos.
O suspeito apelidado de “FB”, apontado como chefe do Comando Vermelho (CV) na região do Portal do Sertão, também foi baleado, mas não há informações sobre seu estado de saúde.
Além deles, um homem identificado como “Siri”, de Portão, em Lauro de Freitas, foi preso.