Por Tatiana Freitas, da Bloomberg

A empresa brasileira de fertilizantes Galvani está aumentando a produção à medida que o país luta pelos insumos atualmente difíceis de adquirir.
A empresa dobrará a produção de fertilizantes fosfatados em sua planta em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, para 1,2 milhão de toneladas em dois anos, disse o presidente-executivo Marcos Stelzer em entrevista.
Embora a expansão tenha sido planejada antes do início da atual crise no setor, o aumento da produção será uma notícia bem-vinda para os agricultores que encontram dificuldades para comprar os insumos de que precisam em um mercado global desequilibrado.
O Brasil importa atualmente cerca de 85% de sua demanda de fertilizantes e 75% de seu uso de fosfato. Com a invasão da Ucrânia pela Rússia fazendo os preços dispararem, o governo brasileiro tem buscado fornecedores alternativos do Canadá ao Irã; caso contrário, corre-se o risco de reduzir o uso de fertilizantes, o que pode diminuir a produtividade agrícola e contribuir para o aumento dos preços dos alimentos em todo o mundo.
Além da unidade em Luís Eduardo Magalhães, a Galvani também é parceira de um projeto de fertilizantes em fase inicial no Nordeste, classificado como estratégico pelo governo federal.
Conhecido como Santa Quitéria, o projeto de fosfato e urânio está aguardando as licenças ambientais e de operação para prosseguir, disse o executivo.
Se colocado em operação, o projeto Santa Quitéria introduzirá uma produção adicional de 1,05 milhão de toneladas de fertilizantes fosfatados por ano. Juntos, os projetos aumentarão a produção de fertilizantes da Galvani para 2,2 milhões de toneladas em 2026, de 600.000 toneladas em 2021. Isso representaria mais de um terço da produção atual de fosfatados
do país.