
Kits merenda já estão sendo entregues para pais de alunos de 24 escolas de Luís Eduardo.

Confira as 24 escolas que já estão fazendo a entrega do kit merenda nesta segunda-feira (09), em Luís Eduardo Magalhães.
Lembrando que cada unidade escolar entrou em contato com os pais de alunos, para combinar a retirada.
– CEMEI MAURILIO COMPARIM
– CEMEI MENINO JESUS
– CEMEI PATRICIA OSHIRO
– CEMEI PEQUENO PRÍNCIPE
– C.I.A.S.F SEMENTES DO FUTURO
– CEMEI VITÓRIA FONTANA
– CRECHE MUN. MARIA AMÉLIA UCHOA
– CEMEI CLEUSA SANTOS SILVA
– CEMEI ZILDA ARNS
– CEMEI MIMOSO I
– ESC. MUN. ALDORI LUIZ TOLAZZI
– COL. MUN. ÂNGELO BOSA
– ESC. MUN. CEZER PELISSARI
– ESC. MUN. FABIO JOHNNER
– ESC. MUN. HENRIQUE DE FREITAS
– ESC. MUN. JARDIM PARAÍSO
– ESC. MUN. JOSÉ CARDOSO
– ESC. MUN. MARLEI TEREZINHA
– ESC. MUN. ONERO COSTA
– ESC. MUN. OTTOMAR SCHWENGBER
– ESC. MUN. PEDRO PAULO CORTE FILHO
– ESC. MUN. SÃO FRANCISCO
– ESC. MUN. VANIA APARECIDA
– ESC. MUN. HERMÍNIO C. BRANDÃO
Efeito climático na Amazônia já é realidade e Acordo de Paris está defasado, diz brasileiro do IPCC.
O aquecimento pode ser de até 5,5ºC em 30 anos, em áreas continentais como o Brasil.
Por Emilio Sant’Anna, no Estadão.
Conter as emissões de dióxido de carbono e o aquecimento global era missão 20 anos atrás. Agora, trata-se de correr atrás dos prejuízos e dos efeitos que a inação já nos trazem. Essa é a avaliação de Paulo Artaxo, autor-líder de um dos capítulos do relatório do IPCC — Intergovernmental Panel on Climate Change e professor da Universidade de São Paulo (USP). Segundo ele, minimizar danos é o que tornou possível fazer ante a escalada do aquecimento global descrita no novo relatório da entidade ligada à ONU, divulgado nesta segunda-feira, 9.
O documento produzido por cientistas de 66 países aponta que a Terra está esquentando mais rápido do que era previsto e se prepara para atingir 1,5ºC acima do nível pré-industrial já na década de 2030, dez anos antes do que era esperado. Artaxo é ainda mais enfático ao afirmar que, na verdade, já ultrapassamos essa marca, mascarada pela emissão de aerossóis – pequenas partículas sólidas e líquidas resultantes da queima de combustíveis sólidos – que refletem a radiação solar e têm como efeito secundário diminuir a energia no sistema climático.
© TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO O desmatamento contínuo reduz as chuvas e aumenta as temperaturas locais, colocando também em risco a vegetação remanescente e a produção de alimentos
Poluentes com efeitos negativos na saúde humana, os aerossóis tendem a ser eliminados ou ao menos diminuírem muito sua concentração na atmosfera. O resultado de uma medida positiva, porém, trará a clara realidade do patamar de aquecimento do planeta em que já estamos.
Qual é a principal mensagem do relatório?
Na verdade, o relatório tem várias mensagens principais. Logo no primeiro parágrafo, ele diz que é inequívoco que o planeta está entrando em rápidas e fortes mudanças climáticas e que o homem é o responsável por isso. Só que a ciência já falou isso há 20 anos, está sendo repetido agora. Mas no relatório há coisas totalmente novas. Ele coloca que se não agirmos imediatamente, alguns “tipping points” perigosos do sistema climático podem ser ultrapassados. Esta mensagem é séria.
O relatório do IPCC aponta o aumento de 1,5ºC em relação ao nível pré-industrial. Isso é uma certeza?
Sim, claro. O relatório fala exatamente esta frase: 1,5ºC será ultrapassado nos próximos 10 anos. O quarto gráfico do Science for Policy Makers (Ciência para Tomadores de Decisão) mostra o aquecimento do CO2 em graus centígrados, o aquecimento do metano e o resfriamento pelos aerossóis, de 0,5ºC. Os aerossóis, hoje, estão mascarando um terço do aquecimento que já foi feito. Esses detalhes ninguém enxerga e ninguém fala. Eu, que trabalho com aerossóis, falo isso há 20 anos. Mas agora o IPCC colocou em destaque isso e no Science for Policy Makers. Os aerossóis estão mascarando meio grau do que já foi aquecido. Portanto, traduzindo em miúdos, o aquecimento que é de 1,1ºC, na realidade, é de 1.6ºC.
Então, já ultrapassamos 1.5ºC?
Exatamente o que quero dizer. Deste ponto de vista, levando em conta que os aerossóis estão mascarando 0,5ºC, o planeta já se aqueceu 1,6ºC. A segunda parte desta mensagem é que os aerossóis vão sumir do mapa, por duas razões. Se trocarmos a queima de combustíveis fósseis – carvão, petróleo e gás natural, que produzem aerossóis – por energia solar e eólica, os aerossóis serão reduzidos. Segundo: a Comunidade Económica Europeia já prometeu que nenhum carro com motor a combustão será fabricado na Europa depois de 2030, e na Califórnia, após 2035.
Ou seja, se eletrificarmos os 2,5 bilhões de carros do planeta nos próximos 10 anos, isso vai eliminar a poluição do ar e isso vai eliminar os aerossóis nas áreas urbanas, e aí o planeta vai se aquecer 0,5ºC, e rapidamente. Enquanto demoramos 150 anos para aquecer 1ºC desde a Revolução Industrial, vamos aquecer 0,5ºC, por causa do desaparecimento dessa componente de resfriamento dos aerossóis, nos próximos 15 anos. Isso vai acontecer, é só questão de tempo. Pode demorar 10 anos, na melhor das hipóteses, ou pode demorar uns até 15 anos, na pior das hipóteses
Então, 1,5ºC já era. Na minha opinião, e na do IPCC, 2ºC já eram. Não tem como fazermos a transição nos próximos 30 anos. Nenhum país vai cumprir o Acordo de Paris, e mesmo se todos cumprirem o clima aquece 2.6ºC. Se ninguém cumprir (é um dos cenários traçados pelo relatório do IPCC), teremos um aquecimento de 4ºC. Só que tem um pequeno detalhe: 4ºC de aquecimento médio significa que em áreas continentais, como o Brasil, o aquecimento será de 5,5ºC. É nessa trajetória que estamos indo hoje.
O aquecimento de 1,5ºC virá mais cedo do que o IPCC previa no último relatório?
Sem dúvida. Em 5 anos, aumentaram as emissões, e se aumentaram as emissões, não tem milagre. O planeta vai aquecer em média 1,5ºC ainda nesta década. Esse aumento significa nesta década um aquecimento de 2,5ºC em áreas continentais como o Brasil. Isso é novo. Evito esta classificação de “catastrófico”. O mundo vai ser muito diferente, mas não é o fim. É um mundo de incertezas. Se no Brasil central hoje temos um clima que permite o Brasil ser o maior exportador mundial de soja e carne, nesta década muito provavelmente isso não vai ocorrer mais. Não é especulação: vai decrescer a produtividade agrícola, a grande pergunta é de quanto e quando. É 10%? É 30%? Mas que vai decrescer, não há dúvida, veja a seca que estamos tendo este ano – e isso sem os eventos climáticos extremos.
Se deixarmos aquecer o planeta 4ºC, uma onda de calor que antigamente só ocorria a cada 50 anos, aumenta de possibilidade 38 vezes. Esta onda de calor que estamos passando agora vai se tornar muito mais frequente. Uma floresta como a amazônica, ao longo dos últimos 20 mil anos, teve um clima extremamente estável. Se aumentarem 38 vezes os extremos climáticos, e além disso aumentar a temperatura média em 4ºC, não precisa nem ser cientista para saber o que vai acontecer.
Serão 120 bilhões de toneladas de carbono no ecossistema. Para onde vai esse carbono? Para a atmosfera, agravando o efeito estufa, mas esse fenômeno não está nas projeções. Isso corresponde a 10 anos da queima de todos os combustíveis fósseis no planeta, que é 10 bilhões de toneladas por ano, que equivale a 38 bilhões de toneladas de CO2 por ano. Nos últimos quatro meses há vários trabalhos mostrando como a Amazônia está se tornando uma fonte de carbono para a atmosfera global, principalmente na parte sul e na parte leste, perto de Santarém e de Alta Floresta. Já começou, este é o ponto importante. Vai parar, não vai parar, o que vamos fazer com isso? É a pergunta que vale 1 milhão de dólares.
© Márcio Fernandes/Estadão Paulo Artaxo, especialista da USP e integrante do IPCC
O relatório diz que ainda é possível estabilizar a temperatura, mas para isso a gente tem que mitigar a emissão de carbono…
Imediatamente zerar essas emissões antes de 2050 e sequestrar metade do que a gente emitiu até hoje entre 2050 a 2100. Quem tem de tomar a decisão sobre isso não é o IPCC, ele não pode ser prescritivo, ele se baseia exclusivamente na ciência. Na minha opinião pessoal, isso não vai acontecer porque todo sistema econômico, industrial e político é baseado no lucro mais rápido, não importa as consequências para o futuro. Veja o Brasil.
Há algum espaço ainda para ser negacionista em relação às mudanças climáticas?
Não, tanto é que eles sumiram do mapa. Você não vê mais qualquer cientista ou pesquisador falando qualquer coisa contra, não existe mais. Tinha o ministro das Relações Exteriores (Ernesto Araújo), ou o (Ricardo) Salles (do Meio Ambiente), mas aí é uma questão ideológica, ou até religiosa. Mas na verdade é (sobre) quem está ganhando dinheiro com o atual sistema e não quer mudar nada nesse sistema.
Estamos falando de 1,5ºC a 2,5ºC a mais no Brasil central. Isso vai impactar diretamente a produção e os tomadores de decisão.
Sim, tanto é que a JBS lançou um fundo de US$1 bilhão de proteção da Amazônia. Com isso, eles ganham um pouco mais de tempo.
A que esse aumento médio de 1,5 grau na temperatura do planeta vai corresponder na nossas vidas em 2030?
Esses eventos climáticos extremos que a gente está vendo no Canadá, nos Estados Unidos, no Brasil Central, no Nordeste brasileiro vão se tornar muito mais frequentes. Grandes secas, inundações, enchentes em cidades como São Paulo, e vai por aí afora. Já está ocorrendo, não é previsão para o futuro. E a questão da produção de alimentos é uma das mais críticas nessa história: como vamos alimentar 10 bilhões de pessoas em 2050? É uma pergunta muito razoável. E não tem resposta.
O senhor tem filhos?
Tenho, e é por eles que faço esse trabalho. Isso não é mais uma questão científica, é uma questão para vocês jornalistas. A ciência já fez o trabalho dela, agora quem tem a responsabilidade de levar essa mensagem para o público em geral e para os tomadores de decisão não é a ciência, são os jornalistas.
Agora mesmo que todas essas medidas sejam tomadas, o mundo será um mundo muito diferente, mais extremo.
Vai, disso não há dúvida. Já está acontecendo, não é para o futuro.
Quase não há informações no relatório sobre o surgimento de novas doenças, como a covid-19. Por quê?
Tem um quadro em um dos capítulos dizendo que os impactos na saúde serão muito fortes, a mudança de vetores de doenças como malária será grande, e que outras pandemias como a da covid vão se tornar mais prováveis. Isso no melhor dos cenários.
Ainda temos uma janela de oportunidades? Mas, com esses cenários apresentados pelo IPCC, para que oportunidades exatamente?
Temos uma janela de oportunidades para evitar que “tipping points” perigosos do sistema climático sejam atingidos: extinção da floresta amazônica, mudança na circulação oceânica termalina, liberação de metano pelo derretimento do permafrost na Sibéria e no Canadá e derretimento das geleiras da Antártica. Em 2300, nós estamos por um aumento do nível do mar de 16 metros.
Imagine Rio de Janeiro, Manhattan, Recife, Salvador… Esta é a trajetória que a gente está seguindo. Até 2100, o nível do mar vai aumentar um metro. E um metro, em média. Em algumas regiões aumenta mais, em outras aumenta menos. Muito provavelmente no século que vem não vai ter praia. Temos de batalhar para parar o desmatamento, mas alguns pontos já foram ultrapassados, sem dúvida.
Nesse cenário, o acordo de Paris já está defasado?
Ele já está defasado, por isso que os países na COP 2026 vão renegociar os seus compromissos, não é à toa que os países como os Estados Unidos e a Alemanha estão pressionando para que outros países apertem os compromissos, para tentar fazer com que os outros cumpram, mesmo que eles não cumpram, faz parte do jogo político. Os 5% da população mais rica do planeta são responsáveis por 60% das emissões – isso não está escrito no relatório.
Como você avalia a gestão Jair Bolsonaro em relação ao que traz o relatório?
O Brasil tem dois aspectos importantes. O primeiro é o desmatamento da Amazônia, e o segundo é a falta de incentivos para a geração de energia sem emissão de carbono, energia eólica e solar. Não há programas consistentes de longo prazo para isso. O Brasil está perdendo uma oportunidade de ouro de se tornar um país sustentável e com isso ter uma liderança mundial do ponto de vista econômico. Isso claramente está acontecendo. E não é só o governo Bolsonaro, o Congresso Nacional é dominado por 60% de ruralistas, que vão sofrer os efeitos das mudanças climáticas, mas na filosofia desse pessoal, só conseguem pensar nos próximos quatro anos, talvez oito, o ‘meu mandato’. Depois disso não têm o menor compromisso com a sustentabilidade do planeta. E com as empresas é a mesma coisa: querem o maior lucro no menor tempo possível. Se não mudar isso, não tem o que fazer.
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Baiana ganha a medalha de ouro na vacinação: “Bota essa porra toda!”
Funcionários de propriedades rurais de Roda Velha recebem curso para a prevenção de incêndios e queimadas
A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), por meio do Programa Soja Plus, realizou o primeiro curso NR-23, em 2021, que é direcionado ao combate e proteção contra incêndios em propriedades rurais na região oeste. A capacitação, promovida em Roda Velha, no município de São Desidério, abre a sequência que vai atender outros quatro núcleos produtivos regionais.
O curso tem como objetivos prevenir princípios de incêndio, garantindo a saúde e segurança de todos envolvidos, bem como reduzir os danos materiais nas fazendas, além de instruir os participantes para combater queimadas, realizar primeiros socorros, coordenar evacuação de pessoas, acionar os serviços externos especializados e controlar os riscos de acordo com o local.
Na quinta-feira (05), a parte teórica do curso, que traz fundamentos e estratégias de combate às chamas foi ministrada ao público formado por trabalhadores e coordenadores de campo das fazendas. No segundo dia, foram realizados treinamentos práticos nas dependências da Fazenda Zuttion.
Renilton Ramos de Souza, funcionário da Fazenda California, aproveitou o momento para aprender mais sobre o tema. “Este curso é muito importante para saber o que realmente é a NR-23. Ele também ensina a salvar vidas, além de mostrar opções de como a empresa pode crescer fazendo tudo de forma correta”, disse.
A coordenação local do Programa Soja Plus, lembra a importância do curso nesse período. “Estamos em um momento de iminência de aumento de focos de incêndios no oeste baiano, devido ao clima seco que está se intensificando. Ressaltar, nesse curso, os cuidados nos focos iniciais e os pontos de origem do fogo, que geralmente começa em pequenas instalações, até tomar grandes proporções, de difícil controle”, enfatizou Aloísio Júnior.
Além desta, o cronograma traz mais quatro capacitações, em outras localidades estratégicas da região. O próximo encontro, exclusivo para associado da Aiba, será nos dias 12 e 13 de agosto, na fazenda Serrana, em Correntina, na comunidade de Rosário. Os cursos são realizados pela entidade agrícola em parceria com a Abiove, com o apoio da Porto Brasil extintores. Para acompanhar nossa agenda siga o perfil da Aiba no Instagram, @aibaoficial.
Guarda Civil Municipal e Sutrans atuam no campo e na cidade.

A Secretaria de Segurança de Luís Eduardo Magalhães, através da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Superintendência de Trânsito (Sutrans), continuam com o trabalho preventivo.
Neste final de semana, fizeram Ronda nas comunidades rurais do Assentamento Rio de Ondas e Novo Paraná.
“Na zona urbana do município foram atendidas ocorrências de perturbação do sossego, além de outros crimes”, relatou o secretário de Segurança, João Paulo Nascimento.
Leilões do Detran-BA: chances de bons negócios em Salvador e interior.

Um Fiat Uno em bom estado: promessa de bom negócio
Simultaneamente três oportunidades para realização de negócios em ambiente virtual estão em andamento, através de leilões com 1.337 lotes do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA), com lances a partir de R$100.
O primeiro leilão ocorre no dia 16 deste mês, através do site (www.kcleiloes.com.br) com oferta de veículos servíveis e sucatas aproveitáveis custodiados nos pátios de Salvador e Vitória da Conquista. Um dos destaques na capital baiana é um Kia Cerato EX2 2010 com bancos de couro e lance inicial de R$ 4 mil. No dia seguinte é a vez do leilão dos municípios de Alagoinhas, Barreiras, Camaçari e Irecê que oferecem veículos e lotes de sucatas com ofertas exclusivas para empresas de autopeças, através do site (www.patiorochaleiloes.com.br)
De acordo com a presidente da Comissão de Leilão do Detran-BA, Júlia Sanches, em meio à crise econômica, os eventos representam uma boa oportunidade para o cidadão arrematar veículos em boas condições, com preços acessíveis. “Também os lotes de sucatas têm estimulado a reciclagem, movimentando o segmento”, pontua Sanches.
Vantagens
Outra vantagem dos leilões é que o comprador não assume dívidas pendentes do veículo, se responsabilizando apenas pelo pagamento do IPVA do exercício atual. Teixeira de Freitas, Senhor do Bonfim e Conceição do Coité encerram a série de leilões, no dia 18 de agosto, a partir das 9h. Os lances acontecem no site do leiloeiro oficial (www.nordesteleiloes.com.br).
Entre os destaques estão um Uno Way 1.0 / 4 portas, ano de fabricação 2011, com lance inicial de R$ 1.800, e uma moto CBX 250, com lance inicial de R$ 450. Os leilões acontecem na modalidade online e nos sites indicados, além de oferecer os lances, o interessado pode pesquisar maiores informações sobre os veículos, com fotos e endereços para visitação. Para conferir o edital completo, basta acessar o site (www.detran.ba.gov.br) e clicar no menu Leilões.
Aroeira: pais são muitos e poucos tão competentes.
Um gigante que sempre ressuscita deixa o Flamengo caído de quatro.
Novas variantes da Covid ainda poupam o Nordeste. Mas a terceira onda deve ser muito grave.
Pelo que foi visto ontem à noite, nos folguedos de final de semana, a terceira onda de Covid será muito forte em Luís Eduardo Magalhães.
Aglomeração, gritos, narguilés e muita bebida. Em frente às duas distribuidoras de bebidas da Cidade Universitária havia tanta gente que ocuparam o leito da rua. Mal e mal davam passagem para um carro por vez. Máscaras? Nenhuma, para dizer que a exceção confirma a regra.
Um caso perigoso, quando se sabe que as novas variantes não respeitam crianças e jovens. São mais agressivas na contaminação e no agravamento dos sintomas.
CPI denunciará “Capitã Cloroquina” ao Tribunal de Haia por crime de lesa-humanidade.
Senadores têm provas de que Maya Pinheiro usou a população de Manaus como cobaia para experimentos científicos com cloroquina
Renan Calheiros já decidiu com os demais senadores que compõem o G7, grupo de sete senadores que têm maioria na CPI da Pandemia, que a médica Mayra Pinheiro, secretária do Ministério da Saúde conhecida como “Capitã Cloroquina”, será denunciada ao Tribunal Penal Internacional de Haia por crime de lesa-humanidade.
Na avaliação dos senadores, está provado que Mayra usou a população de Manaus como como cobaia para experimentos científicos com a cloroquina, comprovadamente ineficaz contra a Covid-19.
Ao dirigir a ação do Estado para promover o uso de medicamentos prejudiciais aos manauaras, analisaram os senadores, Mayra cometeu crime contra a humanidade.
Neto rejeita de plano projeto de se unir ao bárbaros do bolsonarismo.

O ex-prefeito ACM Neto (DEM) desmentiu hoje por meio de suas redes sociais a existência de qualquer acordo entre ele e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) visando a sucessão de 2022.
Ele chegou a lembrar que a prioridade de seu partido é lançar candidato à Presidência da República no próximo ano e criticou o comportamento do colunista de Veja que divulgou a notícia.
“É lamentável que um colunista de Veja, sem me ouvir, faça ilações absolutamente improcedentes sobre as eleições”, pontuou o político baiano, que é candidato ao governo da Bahia.
À imprensa, Neto distribuiu o print de um tweet:

Neto tem razão: ao enfrentar uma dura luta na sucessão estadual, depois de 16 anos de poder dos coligados PT, PP e PSD, não tem necessidade nenhuma de embarcar na nau dos afogados do bolsonarismo. Algo que ACM Neto sempre demonstrou foi de que a política é a arte dos prudentes. Não existe carência de se unir a arruaceiros e conspiradores.
Barreiras vacina maiores de 31 anos nesta segunda-feira

Luís Eduardo vacina profissionais de Educação e maiores de 35 anos.
A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, através da Secretaria de Saúde, inicia nesta segunda-feira (09), das 8h às 16h, no sistema Drive-Thru, a vacinação para primeira dose contra o Covid-19, de pessoas a partir dos 35 anos de idade.
Profissionais da educação maiores de 18 anos continuam sendo imunizados.
Para comprovar que faz parte do público-alvo, o munícipe deverá apresentar um documento de identificação com foto, CPF/CNS e comprovante de residência.
Profissionais da Educação
Os profissionais da educação deverão apresentar contracheque e comprovante de endereço.
Segunda dose
A Segunda dose para Coronavac e Oxford continua sendo aplicada. Se a data estiver marcada no seu cartão de vacina, compareça ao sistema Drive-Thru.
Excesso de fofura: pequena Alice dá seus parabéns a ginasta olímpica.
SAMU de Luís Eduardo realiza treinamento com socorristas.

Na manhã deste sábado,7, aconteceu mais um treinamento que é realizado todo o mês pela equipe do SAMU de Luís Eduardo Magalhães. Médicos, condutores, enfermeiros, e técnicos em enfermagem participaram do treinamento que foi realizado no auditório da Secretaria de Educação, localizada na rua José Cardoso de Lima.


O treinamento ficou por conta do enfermeiro Flávio Neves, que abordou o assunto (vias aéreas invasivas e não invasivas).
“É muito importante esse treinamento do SAMU, pois é se aperfeiçoando a cada dia que capacitamos esses profissionais para melhor atender e fazer abordagem de um paciente em estado grave, que precise de uma via área definitiva, que é quando a gente faz a intubaçao. Também abordamos as questões particulares de COVID-19, que é bem frequente para evoluir para intubaçao orotraqueal. Além de abordarmos assuntos como vítimas de traumas e vítimas de AVC” contou Flávio Neves.
Do blog de Sigi Vilares.
O confisco de renda que a Petrobras realiza vai parar nas mãos dos muito ricos.
Foi para isso que Dilma Rousseff foi apeada do poder. Para sequestrar os lucros da Petrobras e do Pré-Sal, que seriam aplicados em programas sociais, e transferi-los aos acionistas, isto é, o grande capital, a maior parte de fundos estrangeiros.
É um confisco de renda gigantesco da renda da classe média que rendeu até R$42 bilhões em lucros em apenas um trimestre.
O instrumento desse confisco é o presidente Messias e seu discípulo Paulo Guedes. Mas até os grandes investidores estão sentindo que a instabilidade emocional e a arruaça, imposta pelo Messias e por Guedes pode dar maus resultados.
Tragédias explicam por que agosto é conhecido como ‘mês do desgosto’.
De Sérgio Augusto, para o Estadão
Já estamos há sete dias no mês de agosto e o mundo, que eu tenha notado, não acabou. Se o apocalipse estiver agendado para daqui a seis dias, só na sexta-feira (13!) ficaremos sabendo. A última vez que o mundo ficou de acabar foi em 2012: predição pré-colombiana, de origem maia, furada como as que a antecederam e sucederam.
Ainda que ninguém, até agora, tenha previsto o cataclismo final para esses dias, recomenda-se não facilitar com agosto, que não apelidaram de “mês do desgosto” e “mês do cachorro doido” à toa. Do “cachorro doido” porque onde é verão este mês, os cães costumam ser mais atacados pela raiva.
“Mês das chuvas de meteoro” também caberia. Sim, caem mais meteoros na Terra em agosto do que nos outros meses do ano. Até por rimar com agosto, “mês do desgosto” foi o que pegou. Com todos os méritos.
Que me desculpem as pessoas amigas e muito queridas que nasceram este mês, mas tradição é tradição, e a crendice de que um urubu pousou na sorte de agosto vem de muito longe – como, aliás, também a pecha que há séculos paira sobre o número 13.
O oitavo mês do ano já nasceu assimétrico, tisnado pela inveja e a arbitrariedade. Inveja do imperador Augusto, que, não satisfeito com a homenagem nominal e invejoso dos 31 dias de julho (tributo a Júlio César), acrescentou a seu mês mais um dia. Antes, agosto se chamava sextilis, por ser o sexto mês do calendário romano antigo, pelo qual o ano começava em março. Janeiro e fevereiro foram acréscimos do calendário gregoriano.
Quando a má fama nasceu? Talvez com o suicídio de Cleópatra, a 10 ou 12 de agosto de 30 a.C. Na Era Cristã, a coisa desandou.
Todos os dias do ano são, para uns e outros, fatais, lutuosos, mas o repertório de agosto em perdas de vidas demasiado preciosas, tragédias pessoais e desgraças coletivas, em golpes de Estado, terremotos, furacões, chacinas e execuções é, estatisticamente, insuperável e, digo de experiência própria, incalculável. Faz tempo que desisti de produzir um livro sobre os infortúnios que, ao longo da história, deram má fama ao mês e alimentaram as superstições em torno dele.
Peso bem maior que o 13 de agosto, por exemplo, tem o dia 24. E não só porque, para nós, brasileiros, foi num 24 de agosto que o suicídio de Getúlio Vargas chocou até seus inimigos e alterou o curso de nossa história política contemporânea. Naquela mesma data, 1875 anos antes, Pompeia viveu seus últimos dias antes de praticamente desaparecer sob as lavas do Vesúvio, e, 331 anos depois, Roma foi ocupada pelos visigodos. Massacres de judeus ocorreram na Alemanha (Mainz, 1349) e em Palma de Mallorca (1391), os huguenotes foram trucidados no Dia de São Bartolomeu (Paris, 1572), tropas inglesas incendiaram a Casa Branca em 1814.
No calendário de guerras, agressões armadas, anexações espúrias e golpes militares, agosto excede. Vá juntando aí: a batalha de Alcácer-Quibir, em que D. Sebastião perdeu a vida (e Portugal ganhou um trauma histórico); os primeiros embates do Japão com a China por causa da Coreia; os primeiros ataques aéreos nazistas a Londres; a assinatura do pacto Molotov-Ribbentropp, que por curto período uniu Stalin a Hitler e causou incontáveis defecções nos partidos comunistas do mundo inteiro; os bombardeios nucleares de Hiroshima e Nagasaki; o início da 1ª Guerra Mundial; a construção do Muro de Berlim; a invasão da Checoslováquia pelas tropas do Pacto de Varsóvia; a derrubada de Mossadegh no Irã, pela CIA, em 1953; o golpe militar na Bolívia em 1986; a rasteira em Gorbachev (1991); a cassação de Dilma; a rejeição da candidatura de Lula à presidência, três anos atrás.
Foi em agosto de 1890 que a sinistra cadeira elétrica executou sua primeira vítima, e, 37 anos mais tarde, os legendários Sacco e Vanzetti. Levaram Anne Frank para o campo de concentração na primeira semana de agosto de 1944. Jack Estripador inaugurou em agosto de 1888 sua matança serial, cujas lições Charles Manson aplicou ao assassinar Sharon Tate, 81 anos depois.
Já que falamos em mortos, uma constatação: os obituários dos vips levados desta pra melhor em agosto – só dos vips, repito – encheriam uma enciclopédia. Pelo menos dois presidentes da República o Brasil perdeu no mês do desgosto: o já citado Vargas e Juscelino Kubitschek. Daqui a dois domingos, estaremos lamentando, pela quadragésima vez, a morte de Glauber Rocha. Em outros agostos também perdemos nosso maior poeta (Drummond), nossa maior estrela internacional (Carmen Miranda) e aquele que o crítico Leo Gilson Ribeiro qualificou de “a Carmen Miranda das letras nacionais”, Jorge Amado.
Se esta fosse a frase de abertura deste artigo, eu começaria perguntando: o que há de comum entre Marilyn Monroe, Elvis Presley, Eça de Queiroz, Rodolfo Valentino, Baudelaire, Trotski, Louise Brooks, Nietzsche, Groucho Marx, Lady Di, Thomas Mann, Ingrid Bergman, John Ford, Fritz Lang, Dorival Caymmi, Jerry Lewis, Delacroix, Balzac, Caruso, Pascal, García Lorca, Oliver Hardy, T.W. Adorno, John Huston, Mies van der Rohe, Diaghilev, Henri Cartier-Bresson, Aretha Franklin, Shostakovich, Janácek, Joseph Conrad?
Agora vocês sabem a resposta. E que me perdoem os familiares e descendentes dos defuntos por mim esquecidos ou omitidos. Por tudo o que acima se relatou, talvez não seja prudente tentarmos rifar Bolsonaro em agosto.
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Olha a maresia: jovem chapadão se engana ao dar seu grito de guerra.
Tem mais: o enfermeiro entubou a paciente e quando ela melhorou, fugiu com ela. Isso é que se chama entubada no capricho.
Outra boa do José Simão: o motorista do Uber troca a play list do som quando você entra no carro?
Folha pede derrubada do “Inominável” em editorial de primeira página.
O jornal Folha de S.Paulo, que apoiou o golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff em 2016, subiu o tom em editorial publicado nesta sexta-feira (6) contra Jair Bolsonaro. O jornal chama o chefe do Executivo de “ensaio de ditador”, cobra o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), sobre a abertura de um processo de impeachment, e critica a “inação” do procurador-geral da República, Augusto Aras.
O editorial é também uma resposta ao manifesto dos bilionários divulgado nesta quinta-feira (6), que rechaça a aventura golpista de Jair Bolsonaro em contestar o sistema eleitoral vigente.
O documento tem a adesão de intelectuais, empresários e políticos. Entre os nomes que assinam estão os banqueiros Roberto Setúbal e Pedro Moreira Salles, do Itaú Unibanco, o financista Armínio Fraga, e os economistas Pedro Malan e Persio Arida, assim como o ex-senador Cristovam Buarque.
Leia a íntegra do editorial:
Ensaio de ditador
Inação de PGR e Congresso ameaça democracia; urge reagir, até por sobrevivência
Jair Messias Bolsonaro é um presidente contra a Constituição. Comete desvarios em série na sua fuga rumo à tirania e precisa ser parado pela lei que despreza.
Há loucura e há método na sequência de investidas contra a democracia e o sistema eleitoral, ao passo que o país é duramente castigado pela ausência de governo. São demasiadas horas perdidas com mentiras, picuinhas e bravatas enquanto brasileiros adoecem, morrem e empobrecem.
Os danos na saúde, na educação e no meio ambiente, cujos ministérios têm sido ocupados por estafermos, serão sentidos ao longo de gerações.
Os juros sobem e a perspectiva de crescimento cai quando há nada menos que 14,8 milhões de desempregados. A disparada nos preços de energia e comida vitima os mais pobres. Artimanhas para burlar a prudência orçamentária afugentam investidores.
Aqui a insânia encontra o cálculo. Ao protótipo de ditador cujo governo fracassou resta enxovalhar as instituições e ameaçá-las de ruptura pela força.
Mas o uivo autoritário encontrou reação firme de agentes da lei. O Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral incluíram o presidente da República em inquéritos, que precisam ir até o fim.
Os presidentes da Câmara e do Senado e o procurador-geral da República, no entanto, não entenderam o jogo. Por ingenuidade ou interesse equivocado, associam-se a uma figura que se pudesse fecharia o Congresso, o Ministério Público e o Supremo.
Falta ao procurador Augusto Aras perceber que a vaga que ambiciona no STF de nada valeria em um regime de exceção; ao deputado Arthur Lira (PP-AL), que a pusilanimidade de hoje não seria recompensada com mais poder em uma ditadura.
A deliberação sobre os pedidos de impeachment torna-se urgente. Da mesma maneira, os achados e conclusões da CPI da Pandemia devem desencadear a responsabilização do presidente. À Procuradoria cumpre exercer a sua prerrogativa de acionar criminalmente o chefe do governo.
A inação de Aras e Lira põe em risco a democracia; é preciso reagir, até pela própria sobrevivência.
Olimpíada é Nordestina para atletas do Brasil: quatro ouros!
Das seis medalhas de ouro do Brasil, quatro foram conquistados por pessoas nascidas na região, são elas:
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Ítalo Ferreira, surfe (Rio Grande do Norte)
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Ana Marcela Cunha, maratona aquática (Bahia)
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Isaquias Queiroz, canoagem (Bahia)
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Hebert Conceição, boxe (Bahia).
Como eu disse ontem, meninos e meninas criados com pirão de farinha de mandioca e caldo de cabeça de peixe são invencíveis.
Se a Bahia fosse independente, o Brasil estaria, por enquanto, colocado em 20º lugar e a Bahia em 27º lugar.
Para general Chagas, eventual golpe de Bolsonaro não teria o apoio de militares da ativa.
Fonte: Agência Pública
Em entrevista, o militar conta que ouviu de general do Alto Comando que golpe é “conversa de político” e que Exército não dá “apoio diferenciado” ao atual presidente
Por Vasconcelo Quadros
Aos 72 anos, 38 deles no Exército, o general da reserva Paulo Chagas, conhece suficientemente bem a vida nos quartéis para afirmar que, 36 anos depois da ditadura, os militares da ativa não apoiarão medidas autoritárias como o cancelamento de eleições. “Tem que olhar para o Exército e os generais do Alto Comando. Se o comandante [do Exército] tomar uma posição contrária ao Alto Comando, ele vai ficar sozinho, vai dar uma ordem que não será cumprida.”, disse Paulo Chagas em entrevista à Agência Pública.
Sobre a possibilidade de Jair Bolsonaro dar um golpe, ele reproduz o que ouviu de um dos colegas da ativa: “General, o Exército não mudou. Isso aí é conversa de político. Não entra aqui”, revelou. O general diz que o presidente confunde a opinião pública ao inchar seu governo de militares para passar a ideia equivocada de que teria respaldo militar nos conflitos com Judiciário e Congresso. Mas, na opinião Chagas, os militares no governo não têm mais vínculos com os quartéis e, portanto, não teriam capacidade de estimular a tropa a aderir às teses bolsonaristas.
Chagas faz parte do grupo de generais que trabalha por uma terceira via no ano que vem – a dobradinha Hamilton Mourão-Sérgio Moro é a principal aposta do grupo. O general também revela que, antes de fechar com o Centrão, Bolsonaro tentou, sem sucesso, obter um apoio mais decisivo das Forças Armadas. Ele também não acredita que o ministro Braga Netto tenha condicionado a eleição à aprovação do voto impresso, até porque esse não é um tema da alçada da Defesa. “Não tinha nada que se meter nisso”, diz, garantindo que não haverá alteração no calendário eleitoral, mesmo se o comprovante impresso do voto eletrônico, que ele também defende, não seja adotado. “Nenhuma autoridade do Brasil tem legitimidade para fazer isso. Golpe só se for ‘politicamente correto’(com apoio das instituições republicanas), brinca, garantindo que militares da ativa não se envolveriam “numa bobagem dessas”.
Oficial de cavalaria e ex-candidato ao governo do Distrito Federal, como apoiador de Bolsonaro, em 2018, Chagas selecionou 65 textos que escreveu, entre 2018 e 2021, e que transformará em livro, retratando o período em que passou de apoiador a crítico radical do presidente, com quem rompeu logo no início do governo. “Fui mudando de opinião na medida em que o cara foi fazendo cagada”, diz, sem meio termo.
Sobre a aliança de Bolsonaro com os parlamentares do Centrão, que o presidente anteriormente afirmava repudiar, o general diz que “Bolsonaro acreditou que tinha força para intimidar o Congresso”, mas acabou se dando conta que tinha deixado esqueletos no armário, como a rachadinha, e os problemas legais de Flávio Bolsonaro. E critica os parlamentares do Centrão, que, segundo ele, estão apenas se aproveitando de um governo fragilizado por ameaças de impeachment para fazer negócios. “São oportunistas, abutres. Agora o Bolsonaro está calmo porque se rendeu aos bandidos e todo mundo está comprado e pago”, diz. Confira a entrevista abaixo.
Para o general Paulo Chagas os militares da ativa não apoiarão medidas autoritárias como o cancelamento de eleições
Bolsonaro se comporta como quem conta com os comandos militares da ativa caso adote medidas autoritárias. Ele tem apoio?
Não, não tem. Você pode imaginar que certamente a maioria dos militares votou nele, individualmente, porque entenderam que tinha de afastar a corrupção da política. Tenho conversado eventualmente com um ou outro do Alto Comando do Exército e dito que não devem se preocupar com essas coisas. Um deles me respondeu: General, o Exército não mudou. Isso aí é conversa de político. Não entra aqui’. Quem vai dar a definição do Exército é o Alto Comando, formado por 17 generais. A única possibilidade de intervenção nunca seria interpretada como golpe. Só se chegar a um estado de anomia, onde não tenha mais leis, ordem e o país tenha virado uma esculhambação total, como estava o Haiti, ou quando ninguém mais tiver capacidade operativa para colocar ordem na casa. Aqui, agora, o presidente diz uma coisa, o STF diz outra, e o Congresso também diz outra. Todo mundo vai pra rua e faz o que bem entende. É o que o que o Mourão (vice-presidente Hamilton Mourão) chamou de aproximação sucessiva, onde vai se perdendo o controle até que uma hora ninguém mais tem controle. Por essa razão é importante as Forças estarem afastadas da política, mas não alheias. Não pode participar da política, mas tem de estar atenta a tudo o que acontece, sabendo onde essas coisas podem parar e planejando, que é uma especialidade do militar. Qual o momento em que a partir de agora não pode passar? Nunca estivemos nesse ponto.
Por que o Bolsonaro procura passar essa imagem e fala em “meu Exército”?
Isso é uma tendência que ficou e que agora está sendo desfeita. O Bolsonaro queria passar para todo mundo que ele tinha o apoio diferenciado das Forças Armadas. As Forças Armadas têm de apoiar todos os governos. São instituições de Estado e de apoio ao governo dentro dos limites político e ideológico. Servir a Bolsonaro tanto quanto serviram ao Collor, Sarney, não tem diferença. Por que o governo do Bolsonaro teria de ter um apoio diferenciado das Forças Armadas? De maneira nenhuma. Se as Forças Armadas derem um apoio diferenciado a qualquer governo elas perdem a legitimidade daquilo que fazem.
Qual é a consequência das ações do presidente nesse sentido?
Essa tentativa de passar para a sociedade que militares apoiam o governo de forma diferenciada afetou a imagem das Forças. Soube que uma empresa de pesquisa foi contratada para avaliar o quanto isso afetou a imagem das instituições militares. Acho muito interessante que se faça isso, para que a gente aprenda, mas não tenho dúvidas de que já afetou. Vi um vídeo em que esse menino do MBL, Renan [Santos], fez um discurso convocando manifestação e, no final, numa preleção de 11 minutos, chamou as Forças de traidoras. Fez porque o MBL as enxerga como associadas ao Bolsonaro. Não tenho dúvidas que Bolsonaro, pela origem, teria que colocar mais militares que outros governos, mas acho que houve exagero, não precisava chegar ao ponto de confundir o governo dele com um governo militar. É como se houvesse um grupo de militares influenciando lá dentro, organizado e com um objetivo coletivo. Cada um está lá trabalhando numa função [específica]. Não tem nada disso de partido militar, que é uma bobagem inominável.
Os generais que estão no governo não exercem influência na tropa?
Militar que ocupa ministério não tem mais vínculo nenhum com a Força porque exerce função sem relação com o meio militar da ativa. Ele passa a ser agregado da Força ativa por um período máximo de 23 meses e 29 dias. Se completar dois anos, vai para a reserva. É o que acontecerá com o general Eduardo Pazuello.
Os comandantes da Aeronáutica e o presidente do Superior Tribunal Militar (STM) fizeram, recentemente, declarações entendidas como ameaças.
Expressaram a opinião pessoal deles, esticando a corda, dizendo que daqui a pouco “nós vamos ter que…” Nós quem? O Alto Comando acompanha [essas manifestações]. O CIE (Centro de Informações do Exército) e os comandantes acompanham a política nacional e regional porque quem tem a missão de defender a pátria, a lei e a ordem precisa se antecipar a tudo, como foi feito, por exemplo, no início da pandemia. O Centro de Estudos Estratégicos do Exército coletou todas as informações que havia até aquele momento e apresentou uma proposta sobre como o Brasil deveria se comportar. Não foi feito nada porque o Bolsonaro optou por dizer que era uma gripezinha, que iam morrer duzentas pessoas. Meteu os pés pelas mãos, perdeu um monte de prestígio e hoje está sendo acusado de ser o responsável pelas mais de 550 mil pessoas que morreram. Só ele achava isso, o que por si só poderia ter mostrado que estava errado. Pela missão constitucional que tem, as Forças Armadas não podem ser surpreendidas. No momento que pressentirem que as coisas vão mal, é hora de agir, primeiro alertando. Em último caso, como último recurso da nação, vai ter de agir como poder moderador para consertar as coisas antes que elas não tenham mais controle. Quando não tiver mais controle nenhum, terá de agir pelo poder das armas, do fuzil, que é o instrumento de trabalho do soldado. Mas o que está acontecendo hoje no país passa por fora do Alto Comando do Exército. É uma bobagem em função da adesão (militar) ao bolsonarismo. A gente sabe que tem gente que quer ver o circo pegando fogo.

O presidente insiste no conflito. Como se comportariam os militares se ele tentar impedir as eleições?
Um golpe só pode ser dado se for ‘politicamente correto’. Se o camarada conseguir chegar na merda pelo lado limpo, aí teria algum perigo. Tu achas que é possível chegar na merda pelo lado limpo? Ninguém vai fazer uma bobagem dessas.
Como comandante em chefe das Forças Armadas, Bolsonaro tem poder para usar os militares numa tentativa de golpe?
Bolsonaro é um irresponsável. O que ele falou (não haverá eleição sem o voto impresso) é grave, mas comandante em chefe não tem poder ilimitado. Só é legítima a autoridade que atue dentro de seus limites. Nenhuma autoridade do Brasil tem legitimidade para fazer isso, mesmo que seja tema de debate.
Por que os militares não o desautorizam?
Num momento polarizado, a Força não pode ir para a mídia desmentir porque isso seria entendido como se estivesse ao lado de um. Então é melhor não falar nada. Quando você perguntar, eu respondo. Se tomar iniciativa de falar, vão dizer que a força tomou uma posição em apoio ao outro lado.
O que pode mudar nesse cenário já conturbado?
Tem que olhar para o Exército, para os generais do Alto Comando. Se o comandante tomar uma posição contrária ao Alto Comando, ele vai ficar sozinho, vai dar uma ordem que não será cumprida e isso vai vazar. O pessoal da reserva pode dizer que tem de prender e fuzilar, mas vai ter poder para isso? Pela ESG (Escola Superior de Guerra) definição de poder é capacidade e vontade. As Forças têm capacidade, mas só teriam o poder para usar essa capacidade se houvesse vontade.
Por que o senhor apoiou Bolsonaro?
Entrei nesse jogo com convicção. Vi depois que a ideia era o “agora nós mandamos aqui”. Percebi, então, que era uma questão de tempo porque ele não tinha jogo de cintura e nem conhecimento. A base dele se dividiu e quem saiu se virou contra ele. Aqueles que considerava adversários agora estão ao lado dele. São os aproveitadores, oportunistas, abutres e que entraram num governo de direita para fazer negócios. Esse pessoal já esteve do outro lado. Veja o caso do Ciro Nogueira (senador do PP, ministro chefe da Casa Civil), que chamou Bolsonaro de fascista, disse que o Lula era maravilhoso, ou seja, o cara vai pra um lado, vai pro outro a troco de grana. Agora o Bolsonaro está calmo porque se rendeu aos bandidos e todo mundo está comprado e pago.
O que levou o Bolsonaro a abrir mão de bandeiras que defendeu na campanha?
Bolsonaro começou a claudicar ao descobrir que havia um negócio chamado rachadinha, que veio à tona quando assumiu. Ele não teve a humildade para dizer que, sim, tinha o problema da rachadinha, mas que era a maneira de sobreviver politicamente e que estava à disposição da justiça para responder. Em vez disso, mudou de lugar o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras] e quis interferir nas atividades da Polícia Federal, colocando obstáculos em investigações para se proteger. Passou a se comportar como um investigado. Numa análise mais profunda, a preocupação dele é com os filhos porque aprenderam com ele a fazer esse negócio. Quando os filhos entraram para a política, Bolsonaro já fazia. No final o Flávio passou a ser o gerente do empreendimento familiar para arrumar dinheiro, essa é que é a verdade. Todo mundo recebeu dinheiro daquele sistema. Flávio então comprou aquela franquia do chocolate para lavar dinheiro.
Na sua opinião o que explica a aliança de Bolsonaro com o Centrão?
Bolsonaro acreditou que tinha força para intimidar o Congresso. Mas passou 30 anos lá e não aprendeu que tem de manobrar com a inteligência de quem sabe que vai ganhar uma e perder outra para se conduzir sem se corromper. O que faz agora? O mesmo de sempre, comprando voto para ter maioria. Só que o que ele pode fazer se aliando a essa gente é muito pouco e vai pagar mais caro.
O senhor apoiou Bolsonaro em 2018. Quem mudou, o senhor ou Bolsonaro?
Estou fazendo uma seleção do que escrevi de 2018 para cá e que vou transformar num livro. Pode ser “o triste fim de um devaneio”. Alguns me acusam de ter mudado de lado por não ter sido convidado para cargo no governo. Mas na verdade, fui mudando de opinião na medida em que o cara foi fazendo cagada. Chegou o momento em que disse: a partir de hoje perdi a confiança nele porque ele não tinha capacidade de fazer o que prometeu.
Como conter as sucessivas crises nesse governo?
Bolsonaro é o elo mais fraco desse governo. Nós somos milicos e sabemos que quando for atacar, tem de ser rompendo o ponto fraco do inimigo. E o ponto fraco é Jair Messias Bolsonaro, seus filhos e os amigos dos filhos, que formaram aquele troço chamado gabinete do ódio. Se ele não muda, é ali que tem de bater. O Executivo tem duas frentes, a gestão e a política. É trabalhar bem o Congresso para facilitar uma gestão da proposta vitoriosa na campanha dentro das regras do jogo. Ele não é gênio e nem o Messias.

Como o senhor avalia as declarações atribuídas de Braga Netto supostamente condicionando o voto impresso à realização de eleição?
O Braga Neto (Ministro da Defesa) deve ter mandado um recado, ou alguém que falou com ele, transmitiu a conversa para o Arthur Lira (presidente da Câmara) sobre uma visão: uma eleição em que você não pode auditar a contagem dos votos, ela sempre tem uma interrogação. A solução é a coisa mais simples do mundo: bota do lado da urna eletrônica uma impressora e fica registrado o voto eletronicamente. Qual é a dificuldade de fazer isso para tornar as nossas eleições confiáveis? Tem uma parcela dos brasileiros que não acredita nas urnas eletrônicas. Qual o problema em satisfazer essa dúvida, esse desejo do brasileiro? A Suprema Corte está botando obstáculos em uma coisa que é tão simples de fazer. Aí o sujeito vem e diz que tem o direito de desconfiar, que é fraude. O que sugiro não é o voto impresso. É a impressão do voto eletrônico. Quando a Suprema Corte não aceita, então vem a interrogação. É o que interpreto sobre o que o Braga Neto quis dizer, mas foi infeliz. Ele diz que não manda recado, mas é um comentário que chegou aos ouvidos do Arthur Lira e foi interpretado assim: “os milicos estão dizendo que se não tiver impressão do voto não vai ter eleição”.
O Estadão sustenta que ele condicionou. Se falou dessa forma, não seria preocupante?
O ministro da Defesa falar isso seria uma coisa tão absurda, que é difícil acreditar. Um cara com conhecimento, experiência e vivência dizer uma coisa dessas com convicção de uma ameaça seria de uma infantilidade, de uma ingenuidade, que não cabe nas quatro estrelas que ele tem no ombro. Braga Netto não tem espaço para ser ingênuo e dizer uma bobagem dessas. Então interpreto que foi uma maneira infeliz de dizer que uma eleição com as urnas com voto impresso seriam eleições que todos os brasileiros iriam aceitar como uma eleição correta. Mas não acredito que tenha condicionado. Seria muita burrice e ele não serve para burro.
Mas ele reafirmou, em nota, que o governo tem legitimidade para defender o voto eletrônico. Eleição é assunto da Defesa?
Não é um tema da alçada da Defesa, absolutamente não. Não tem nada que se meter nisso. Esse é um erro primário. Acho que falou como cidadão e membro do governo, numa função política. Fui crítico do Aldo Rebelo quando ele era ministro da Defesa e participou de uma propaganda do [antigo] partido dele [PCdoB]. Mandei uma mensagem pela ouvidoria do Ministério dizendo que se os militares não podem se manifestar politicamente, ele, como ministro, teria de respeitar essa restrição e se colocar dentro dela. A Defesa é composta de instituições nacionais permanentes, que servem ao Estado e não aos governos. Se ele pode participar de propaganda política e defender determinada ideologia lá, então eu como general, poderia botar a boca no trombone e também defender a minha. Ele não respondeu, mas nunca mais apareceu em propaganda. O mesmo vale para o Braga Netto. Encontrei com Aldo Rebelo várias vezes e ele nunca falou sobre o assunto. Acho que ele entendeu e respeitou.
Chagas não acredita que o ministro Braga Netto tenha condicionado a eleição à aprovação do voto impresso
Os militares conviveram bem com um ministro comunista?
Aldo Rebelo foi talvez o melhor ministro que nós tivemos. É um cara nacionalista. Gosto muito dele. Uma vez, quando o general Ramos foi assessor parlamentar (Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria Geral da Presidência), deram a ele uma lista de deputados aliados. Ele disse: ‘Opa, um comunista como aliado, como assim?”. Ramos foi, então, informado pelo Villas Bôas [Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército] que era um dos que mais ajudavam naquilo que a gente quer. Quando ministro do Esporte, Aldo Rebelo montava lá no regimento (sede dos Dragões da Independência, em Brasília). Levou um cavalo pra lá, fazia equitação e gostava de cavalgadas. Era para ele uma coisa extra classe. Depois que saiu do governo, o cavalo ficou lá. Nessa época o Fernando (Fernando Ramos de Azevedo e Silva, ex-ministro da Defesa) também montava lá com ele. Em certa ocasião, os dois saíram a cavalo conversando. Fernando então perguntou: “ministro como o senhor, um homem nacionalista, inteligente, um cara que a gente admira, com posicionamentos todos coerentes, pode estar nesse partido? Nós não conseguimos identificar o senhor como um comunista”. Aí ele disse assim: ‘general, às vezes a gente na juventude faz uma tatuagem e depois vai ter de conviver com ela para o resto da vida’. Vejo ele como um idealista como um idealista.
O militarismo está entranhado na história da República. Na sua opinião, que papel têm hoje os militares?
Uma coisa é ter opinião, outra é impor. Eventualmente os militares interferiram com quarteladas, usando a força da força, o armamento, o poder militar, mas aí não é democrático e isso aprendemos com a maturidade. Se a geração que me sucede não é melhor, somos incompetentes porque é fruto da nossa geração. Saiu da instituição a influência política. Devemos conhecer e saber sobre a política, mas institucionalmente a política não pode interferir. Se há algo acontecendo que interfere no país, nós temos de tomar conhecimento de uma forma democrática, através das assessorias, conversar e mostrar as consequências. Mas deve ser com opinião profissional, baseada na Constituição, na missão e nas condições de cumprir. Se [o governo] tirar um meio de agir, dá o outro senão não dá para dar conta da missão. É como interpreto a maneira como as Forças Armadas devem interferir na política.
Gestantes e puérperas terão nova chance de vacina em Luís Eduardo
A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, através da Secretaria de Saúde, informa que as gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto), que ainda não foram vacinadas contra o COVID-19, terão mais uma oportunidade.
Na próxima segunda-feira, dia 9, a partir das 8h, na Policlínica Municipal. As gestantes precisam levar um documento com foto, prescrição médica, CPF ou o cartão do SUS atualizado.
Maiores de 36 e profissionais de Educação
Pessoas a partir dos 36 anos e profissionais da educação maiores de 18, serão vacinados com a primeira dose contra o Covid-19 neste sábado em LEM (07)
A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, através da Secretaria de Saúde, inicia neste sábado (07), das 8h às 12h, no sistema Drive-Thru, a vacinação para primeira dose contra o Covid-19 de pessoas a partir dos 36 anos de idade.
Profissionais da educação maiores de 18 anos continuam sendo imunizados.
Para comprovar que faz parte do público-alvo, o munícipe deverá apresentar um documento de identificação com foto, CPF/CNS e comprovante de residência. Uma recomendação da Comissão Intergestores Bipartite (CIB).
Profissionais da Educação
Os profissionais da educação deverão apresentar contracheque e comprovante de endereço.
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Ciclista morre atropelado por automóvel nas Acácias.
No início da tarde desta sexta-feira, 6, por volta das 13h, um ciclista identificado como Antônio André Souza Moraes, de 51 anos, veio a óbito após ser atropelado por um veículo Fiat Pálio que trafegava pela Avenida Jatobá, sentido Jardim das Acácias, em LEM.
De acordo com informações da SUTRANS, o ciclista pedalava pela mesma avenida, sentido Jardim Alvorada, quando foi surpreendido pelo Fiat Palio, que fazia uma ultrapassagem a outro veículo, atingindo o ciclista ainda próximo ao meio fio.
“Ele estava indo trabalhar de bicicleta. Ele optava por esse meio de locomoção para evitar despesas com combustível e acabou acontecendo essa tragédia”, lamentou um amigo da vítima.
O corpo do ciclista foi arremessado juntamente com a bicicleta para fora da avenida, assim como o carro. O motorista que provocou o acidente fugiu do local.
Após perícia, corpo de Antônio foi removido para o IML de Barreiras e o carro para o DISEP.
Cartório Eleitoral retorna operação presencial nesta segunda.
O Cartório Eleitoral de Luís Eduardo Magalhães INFORMA que retomará o atendimento presencial na próxima segunda-feira, dia 09/08/2021.
Horário de atendimento: das 8h às 12:15h, EXCLUSIVAMENTE por agendamento.
COMO AGENDAR?
Site: http://agendamento.tre-ba.jus.br/agendamento/publico
Telefone: (77)3639-0732
Só nos resta, então, entoar um tango argentino.
O grande poeta pernambucano, Manuel Bandeira, em seu poema Pneumotórax, diz ao final:
A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.
Esta é mais ou menos a situação do Presidente, rejeitado por 61% dos eleitores e por 50% dos crentes evangélicos. Pendurado por fiapos do Centrão, abominado por empresários, pela grande imprensa e por mais de 60 milhões de brasileiros que vivem à margem da sociedade, o Presidente perdeu agora a bandeira esfarrapada do voto impresso, uma bobagem inominável.
Ao agredir as altas cortes de Justiça do País tem recebido de volta duras palavras.
Bolsonaro está só, cercado de jagunços.
Bolsonaro está sozinho, pendurado no Centrão: em manifesto, empresários dizem “basta” às suas ameaças
O documento conectou boa parte da elite da sociedade civil em defesa do sistema eleitoral brasileiro com objetivo claro de encerrar as falas golpistas do presidente contra a democracia e seus pilares
Bolsonaro perde apoio de empresários, que em manifesto dizem “basta” às suas ameaças. O manifesto que conectou boa parte da elite da sociedade civil em defesa do sistema eleitoral brasileiro teve como objetivo claro dar um basta às constantes ameaças do presidente à democracia e seus pilares. Na visão dos próprios signatários, esta e outras conclusões podem ser tiradas da contundente mensagem: indica que, para além das diferenças políticas e disputas eleitorais, os segmentos sociais representados no texto estarão unidos quando os princípios constitucionais estiverem sob risco; além disso, a rápida adesão e o fato de pesos pesados dos ambientes empresarial e financeiro terem assinado o comunicado explicitam a perda de apoio de Bolsonaro em setores importantes.
Lançado na mesma semana em que o Judiciário deu respostas duras às declarações do presidente, o manifesto reuniu empresários, banqueiros, economistas, diplomatas, juristas e diversos outros representantes da sociedade civil. Conforme organizadores, após a publicação em jornais, até o fim da tarde de ontem mais de seis mil pessoas haviam apoiado o documento no site do movimento Eleição se Respeita.
“A democracia é um dos pilares fundamentais da sociedade brasileira. E a eleição é a base da nossa democracia; logo, ela precisa ser garantida. O direito ao voto é igualitário a toda a população e cabe à população fazer sua escolha, seja boa ou ruim. Me parece que a questão da eleição virou uma forma de tergiversação em relação aos problemas reais de nossa sociedade, que são o meio ambiente, a educação e as reformas estruturais, como a tributária e a política”, disse o presidente da Suzano, Walter Schalka.
Em março, empresários e banqueiros já haviam aderido a uma carta que cobrava o governo federal por medidas efetivas de combate à pandemia. O manifesto pró-eleições e em defesa da Justiça Eleitoral, porém, representou uma mudança de postura, de acordo com Fábio Barbosa, ex-presidente do Santander e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban): “O sistema é confiável, e não há razão para duvidar da legitimidade das eleições que aconteceram. Vamos ficar quietos assistindo a isso aqui ou vamos participar e colocar nosso ponto de vista?”.
O movimento começou com cerca de 30 pessoas ligadas ao Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) e tomou corpo em 24 horas. “(O manifesto) tem um impacto por ser uma manifestação de empresários que normalmente não se manifestam e evitam entrar em discussões políticas”, avaliou Barbosa.
“O meio empresarial se omitiu durante muito tempo”, disse Schalka. “E isso é reflexo da forte presença do Estado da economia, que está ao redor de 40%. Então existe receio de falar, um medo de retaliação. Mas eu tomei a decisão de falar. Porque, quando nos calamos, ficamos mais expostos à situação de deterioração (do País).”
“O Brasil é um País pródigo em regulações e legislações, e o empresariado pode ter muito trabalho se quem está no poder quiser perturbar. É compreensível a demora”, completou Hélio Mattar, presidente do Instituto Akatu de Consumo Consciente e um dos fundadores da rede de lanchonetes America. “À medida que o presidente faz um acordo com os outros poderes para reduzir os ataques institucionais e, poucas semanas depois, o desrespeita, os riscos à democracia crescem”, destacou Mattar.
Para o presidente do Credit Suisse no Brasil, José Olympio Pereira, que também assinou o documento, constata-se a escalada de uma “crise institucional” , que pode minar ainda mais a imagem do País no exterior. “Estamos vendo ameaças ao estado democrático de direito. O que conquistamos de mais valioso enquanto nação é a nossa reputação de um país com instituições fortes, onde se pode investir, onde a regra do jogo é cumprida, onde não há instabilidade institucional”, afirmou. “Se colocarmos isso a risco, cai o prédio. Não podemos brincar com as fundações do prédio. Se você brinca com as fundações, você sabe o destino do prédio, desmorona.”
A piora do ambiente político tem consequências diretas na atividade econômica, alerta a executiva Maria Silvia Bastos Marques, que já presidiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômicos e Social (BNDES) e atuou por anos no setor privado, incluindo o comando do banco americano Goldman Sachs no Brasil e da Icatu Seguros. “A economia é feita de expectativas. Se você tiver um cenário previsível, se tiver um ambiente de estabilidade, isso contribui muito para a tomada de decisões, para os investimentos de médio e longo prazos.”
No Brasil, ao contrário, o ambiente tem sido de crescentes ruídos políticos, além da pandemia e de indicadores econômicos que estão piorando, como inflação e juros em alta. “Você tem vários elementos que não contribuem para um ambiente desejável para a tomada de decisão e para novos investimentos”, disse Maria Silvia, para quem a classe empresarial e de executivos do Brasil está ficando mais engajada. “Participo de alguns grupos de discussão do momento do País, do futuro do País e foi onde tomei conhecimento deste manifesto. Chega um momento que é muito importante se manifestar, falar.”
Economistas como o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga destacam a “diversidade” do manifesto. “Não há substituto para o engajamento das pessoas”, afirmou. “Temos hoje bem consolidado a ideia de que as democracias vão sendo comidas pelas beiras, e é importante que haja um posicionamento mais amplo possível.”
Sócio da Mauá Capital e ex-diretor do BC, Luiz Fernando Figueiredo aponta o sinal de “alerta” da sociedade civil. “Nossa democracia é forte”, disse. “Quando estava no poder, o PT tentou centralizar (com mecanismos para controlar) a imprensa e não conseguiu. O Congresso não aprovou”, disse Figueiredo. Na mesma linha, Carlos Ari Sundfeld, professor de Direito Administrativo da FGV-SP avalia que o recado dado é claro: “A Justiça Eleitoral tem o total apoio dos democratas do País. Existe uma mobilização da sociedade para apoiar a estrutura do Estado que existe para punir abusadores. Se não fica parecendo aos eventuais oportunistas de plantão que o caminho está livre, e não está.”
A democracia norte-americana e sua política de “big stick” contra o 5G chinês.
A entrada do Brasil no programa de cooperação dentro da aliança foi discutida com o Conselho de Segurança Nacional dos EUA e o ministério da Defesa brasileiro, em Brasília, onde o enviado americano visitou o presidente brasileiro.
Em nova pressão contra a participação de empresas chinesas no 5G brasileiro, o Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos ofereceu ao governo Jair Bolsonaro apoio para que o Brasil se torne um sócio global da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). A entrada do país no programa de cooperação dentro da aliança militar foi discutida com Jake Sullivan e o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, na manhã desta quinta-feira (5) em Brasília. O conselheiro americacno esteve ainda no Palácio do Planalto, para encontro com Bolsonaro.
Os americanos fizeram o aceno ao governo Bolsonaro na tentativa de convencer as autoridades brasileiras a vetar a participação da Huawei no futuro mercado de 5G nacional. O recado foi que uma coisa depende da outra. A política oficial de Washington é que a presença de fornecedores considerados não confiáveis, como a Huawei e outras empresas chinesas, em redes de comunicação de quinta geração impedem o aprofundamento na cooperação de defesa e segurança.
Por isso, o acesso do Brasil ao programa da Otan só seria possível sem a participação dos chineses no 5G brasileiro. Em tese, segundo explicou um interlocutor, a adesão do Brasil na parceria dependeria do aval de outros integrantes da Otan, mas o apoio americano é considerado determinante. Ao acenar com a possível entrada do Brasil num projeto de cooperação da aliança, o governo Joe Biden tenta angariar o apoio da ala militar do governo Bolsonaro nos esforços contra a presença da Huawei nas redes de 5G.
O tema atualmente divide os fardados. Militares que trabalham no GSI (Gabinete de Segurança Institucional) com o general Augusto Heleno são favoráveis ao banimento dos chineses, usando argumentos de segurança nacional, mas outros membros das Forças Armadas argumentam que nunca tiveram problemas com a Huawei nas mais de duas décadas em que ela opera no país. A eventual ascensão do Brasil como “sócio global” da Otan permitiria aos militares condições especiais para a compra de armamentos de países que integram a organização. Também abriria mais espaço para a capacitação de pessoal militar nas bases da aliança ao redor do mundo.
A associação também cria mecanismos de assistência de membros da Otan em situação de conflito internacional. No caso de alguma operação militar em cenário de contenda, o Brasil poderia ser chamado a participar, mas estaria liberado a decidir não se envolver. Na América do Sul, o único país que tem o status de “sócio global” da Otan é a Colômbia, o mais tradicional aliado dos EUA na região e com amplo histórico de cooperação militar com os americanos. Possuem o mesmo status Afeganistão, Austrália, Iraque, Japão, Coreia do Sul, Mongólia, Nova Zelândia e Paquistão.
A Otan foi criada no pós-guerra como uma aliança transatlântica entre Estados Unidos, Canadá e países da Europa Ocidental contra o poderio militar da União Soviética. No final dos anos 90, a organização começou seu processo de expansão junto a países que faziam parte da esfera de influência soviética. Na ocasião, ingressaram como membros plenos Polônia, República Tcheca e Hungria. Um dos principais eixos da organização atualmente é a integração das estruturas militares dos integrantes da aliança, com a padronização de equipamentos – ponto central para os EUA, que fornecem esse material bélico.
Vetar a participação de empresas chinesas do 5G é hoje uma das principais prioridades da diplomacia americana. As pressões diplomáticas foram intensas no governo Donald Trump e não arrefeceram com a chegada de Biden à Casa Branca. A viagem de Sullivan a Brasília é a segunda visita de alto nível de uma autoridade americana em menos de um mês para tratar do tema. No início de julho, o chefe da agência de inteligência americana (a CIA), William Burns, esteve na capital federal para uma série de reuniões, inclusive com Bolsonaro.
Preços do milho voltam a subir forte no País e nos EUA. Cereal virou ouro.
São muitas variáveis que dão o tom da escalada internacional dos preços do milho. Na China, depois gripe suína, o País já restabeleceu sua base produtiva, com 43 milhões de matrizes, apontando para consumo pleno em no máximo 6 meses. No Brasil, tivemos o trimestre com mais exportação de frango nos últimos 3 anos. E a seca no Sul e no Centro-Oeste derrubou a produção brasileira. Só no Paraná, a perda do grão foi de 10 milhões de toneladas.
Por volta das 09h16 (horário de Brasília), o vencimento setembro/21 era cotado à R$ 98,74 com valorização de 0,96%, o novembro/21 valia R$ 99,37 com ganho de 0,98%, o janeiro/22 era negociado por R$ 100,67 com alta de 0,52% e o março/22 tinha valor de R$ 100,25 com elevação de 0,27%. Dependendo da safra de 2022, teremos milho com preços perto da soja, a R$120,00 a saca.
Ontem, no Oeste baiano, a cotação saltou 2,34% para R$87,50 a saca. Isso é uma péssima notícia para os aviários nordestinos, mercado preferencial do milho baiano. Há um mês, a saca estava a R$79,00.E há um ano, R$42,50, a metade do preço.
Contribuem ainda para o custo da ração de aves, suínos e bovinos confinados, o preço da soja, também em escalada de preços.
Agosto Lilás: mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher

Em Luís Eduardo Magalhães, no ano de 2021, 26 mulheres caíram da escada e 20 bateram o rosto no armário. Uma mulher foi acidentalmente morta pelo seu companheiro, e mais duas quase morreram também pelas mãos de pessoas as quais confiavam.
Além de 22 mulheres que precisaram recorrer à Justiça para se manterem vivas, através das medidas protetivas.
Mesmo com os esforços do Centro de Atendimento à Mulher (CAM), uma iniciativa da Prefeitura, em parceria com a Secretaria de Segurança, Trabalho e Assistência Social e Saúde, uma mulher foi vítima de feminicídio no mês de junho. O número ainda é menor do que no ano passado, quando foram registrados dois casos.
O CAM já realizou 675 atendimentos até o dia 02 de agosto. São casos de agressão física, psicológica e patrimonial. O atendimento no CAM é multidisciplinar, com psicóloga, advogada e assistente social.
“É um espaço destinado a oferecer acolhimento e atendimento humanizado às mulheres que se encontram em situação de violência, proporcionando atendimento psicológico, social, orientação e acompanhamento jurídico necessários à superação da situação de violência, contribuindo para o fortalecimento da mulher”, pontuou a coordenadora do CAM, Nara Apolinário.
Agosto Lilás
Segundo Nara, um importante marco foi a Lei nº 14.188 de 2021, que altera a Lei Maria da Penha, e insere no Código Penal a violência psicológica como crime.
“É mais um ganho para todas as mulheres. Então você, mulher, não deixe que a violência psicológica se transforme em violência física. Você mulher também poderá fazer a denúncia contra a violência psicológica, que o agressor responderá como crime”, pontuou.
Nesse mês de conscientização, é importante lembrar o papel de todos na prevenção e denúncia desses casos. “Precisamos todos nos unir contra esse tipo de crime, que não escolhe classe social. Temos que nos comprometer para que essa realidade mude”, ressaltou a secretária de Trabalho e Assistência Social, Scheilla Bernardes.
Papel fundamental da Secretaria de Segurança
A Secretaria de Segurança do município tem um papel primordial junto ao CAM. Desde o primeiro atendimento, até a solicitação das medidas protetivas.
“A gente dá apoio na condução das vítimas até o Departamento de Polícia Técnica (DPT), para fazer o exame de corpo de delito, acompanhamento nas residências e nas mediações de acordo. A nossa equipe também oferece o apoio jurídico, fazendo mediação de acordo, dando entrada em processo, fazendo solicitação de medida protetiva”, explicou o secretário de Segurança, João Paulo Nascimento.
Denuncie/ Ligue
180
CAM (77) 9 9701-1617
Hoje tem vacinação primeira dose em Luís Eduardo Magalhães.
Hoje tem vacinação primeira dose a partir das 8h, para profissionais da educação, a partir dos 18 anos e pessoas maiores de 37 anos.
Amortecedor de Bolsonaro falha na primeira trepidação.
O falecido Major Olímpio, Senador (PSL-SP) que foi companheiro de Bolsonaro na campanha de 2018, horrorizado com as maracutaias do Presidente e dos filhos, afirmou ao romper com o Presidente:
-Nunca quis ter bandido de estimação!
Polícia prende acusado de tentativa de homicídio no bairro Mimoso II
Na tarde da última terça-feira, 3, por volta das 15h, a Polícia Civil tomou conhecimento da tentativa de homicídio que deixou gravemente ferido Carlos da Silva Domingues, de 45 anos, com um tiro na cabeça, em uma residência localizada na Rua São Francisco, próximo a rua Espírito Santo, no bairro Mimoso II, em Luís Eduardo Magalhães.
Agentes da Polícia Civil encontraram o suspeito, um homem de 50 anos, escondido em uma residência localizada na Rua Paraíba, no bairro Mimoso I, onde ele foi preso em flagrante.
Na residência foi encontrada uma arma de fogo calibre 38, municiada, utilizada no crime. Segundo o autor do crime, a motivação teria sido um xingamento proferido por Carlos da Silva Domingues.
Em entrevista ao repórter Weslei Santos para a rádio Mundial FM, a cunhada da vítima, Rose Domingues, informou que o autor e vítima eram muito amigos, ao ponto de o acusado fazer refeições na casa de Carlos Domingues e estarem constantemente juntos.
No dia do crime eles almoçaram juntos e em seguida, o homem acusado de cometer o crime, perguntou se Carlos queria morrer. A principal suspeita da motivação segundo a família, foi por que Carlos Domingues saiu com seu irmão no final de semana para uma chácara. Na oportunidade, o criminoso teria pedido a chave da casa da vitima para ficar uns dias, mas Carlos teria negado o pedido do amigo.
Carlos da Silva Domingues se encontra internado em estado grave no Hospital do Oeste, em Barreiras. O estado de saúde dele não foi informado pela unidade hospitalar.
A velha e conhecida vacina BCG poderia ajudar idosos no enfrentamento à Covid.
A vacina BCG, usada contra a tuberculose, também pode ajudar a proteger idosos contra a Covid-19. É o que indica um estudo publicado recentemente na revista científica Science Advances.
Uma equipe de pesquisadores do CMR-Instituto Nacional de Pesquisa em Tuberculose e do ICMR-Instituto Nacional de Epidemiologia, ambos na Índia, descobriu que o imunizante, aplicado em recém-nascidos no Brasil, reduz marcadores inflamatórios que estão associados a quadros mais graves de Covid-19.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores vacinaram 82 voluntários com idade entre 60 e 80 anos com a vacina BCG e, em seguida, analisaram amostras de sangue coletadas um mês depois. Os resultados mostraram que houve redução de várias citocinas, substâncias que promovem a inflamação, como a interleucina-6 (IL-6), interferons tipo 1, interleucina-2 (IL-2) e TNF-alfa GM-CSF.
Os níveis dessas substâncias também foram mais baixos do que os de um grupo de controle formado por voluntários não vacinados. Ainda de acordo com o estudo, os voluntários vacinados com a BCG também apresentaram níveis mais baixos de algumas quimiocinas, como metaloproteinases de matriz e proteínas de fase, que também estão associadas à promoção de inflamação.
Segundo um artigo sobre o assunto, escrito por Valerie Koeken, do Centro de Doenças Infecciosas da Universidade Radboud na Holanda, publicado na mesma edição que o novo estudo, conforme as pessoas envelhecem, elas tendem a desenvolver um inflamação crônica de baixo grau, que as torna mais suscetíveis a muitos tipos de doenças, incluindo complicações pela Covid-19. Isso ajuda a explicar porque a idade é um fator de risco para a doença.
Os pesquisadores indianos, responsáveis pelo experimento com a vacina BCG relatam que muitas das citocinas que foram reduzidas nos voluntários vacinados com o imunizante contra tuberculose foram identificadas como fatores de risco para casos graves de Covid-19. Isso indica que a vacina BCG pode ser uma estratégia útil para reduzir o risco de complicações da doença em idosos não vacinados.
Vale ressaltar que essa não é a primeira pesquisas anteriores já haviam apontado um possível efeito protetor da vacina BCG contra a infecção causada pelo novo coronavírus
Esperança e capacitação: Fazenda Modelo de Agricultura retoma aulas presenciais




Após um longo período de paralisação, por conta da pandemia da Covid-19, a Fazenda Modelo Paulo Mizote retomou as aulas do Programa Jovem Aprendiz na Área Rural, nesta quarta-feira (04). Os 78 estudantes matriculados em dois turnos, que estavam estudando remotamente desde fevereiro, iniciaram os módulos práticos da capacitação técnico-profissional.
Nesta quinta-feira (05), membros da diretoria da Aiba, representados pelo presidente Odacil Ranzi e o diretor financeiro, Hélio Hopp, deram as boas-vindas aos aprendizes, ao lado da secretária municipal de educação, Gabriela Nogueira, e da subsecretária Cátia Alencar. O município de Barreiras vai contribuir com a iniciativa, por meio de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que permite a cessão do transporte escolar.
“É gratificante encontrarmos jovens dispostos a se profissionalizar e trabalhar para o crescimento da agricultura brasileira. Essa é uma excelente oportunidade para eles, que podem ser contratados em definitivo após o período de instrução, e para os produtores, que terão profissionais capacitados em suas propriedades”, refletiu Odacil Ranzi, presidente da Aiba.
Durante a formação, que dura aproximadamente 10 meses, os alunos têm aulas teóricas e práticas sobre saúde do trabalhador rural, importância das culturas da soja, do algodão e do milho, preparo do solo, manejo da cultura, manejo fitossanitário e irrigação, dentre outras disciplinas. Além da sala de aula, é na Fazenda Modelo que eles têm o contato com a terra e aprendem técnicas de plantio e operam equipamentos agrícolas.
“Temos o entendimento que precisamos manter os protocolos de segurança visando o enfrentamento da Covid-19, o retorno das atividades presenciais na Fazenda Modelo, representa a força e o otimismo do agronegócio, que como sempre vem lutando e trazendo oportunidades para todos”, afirma Valmir Júnior, supervisor de produção da Fazenda Modelo.
Todas as orientações dos órgãos sanitários, que tem como objetivo a prevenção à Covid-19, continuarão sendo adotadas durante o translado e as aprendizagens.
Histórico do programa
Criado em 2013, o Programa Jovem Aprendiz na Área Rural atende à Lei 10.097/2000, cujo texto determina que toda empresa, seja ela indústria ou propriedade rural, tenha uma cota de aprendizes. Sob a coordenação da Aiba, Cetep e Senar/SPRB oferecem a capacitação aos matriculados. O programa conta ainda com o apoio da Codevasf, que cedeu o terreno para a implantação da Fazenda Modelo. Somado a tudo isso, empresas do ramo agrícola e os produtores associados da Aiba também investiram recursos para a infraestrutura, doaram equipamentos e maquinários.
Câmara aprova projeto que abre caminho para privatização dos Correios.

Por THIAGO RESENDE E DANIELLE BRANT, da Folha, editado.
A Câmara aprovou nesta quinta-feira (5) o projeto que abre caminho para a privatização dos Correios. A proposta, que quebra o monopólio da estatal e abre a empresa pública para o capital privado, teve o apoio de 286 deputados, e 173 foram contrários.
O plenário rejeitou os destaques. O texto segue para o Senado.
O objetivo do projeto em análise pelo Congresso é eliminar a restrição de entrada de empresas no setor, ampliando a competição. Hoje, os Correios têm o monopólio do envio de cartas, telegramas e outras mensagens.
Se o projeto for aprovado pelo Legislativo e sancionado, o governo então fica autorizado a conceder a atividade postal à iniciativa privada. Com isso, o Executivo dará início ao processo de estudo para o edital da concessão, que transferirá as atividades dos Correios para o setor privado.
O texto permite que serviços postais, inclusive os prestados hoje pelos Correios em regime de monopólio, sejam explorados pela iniciativa privada. O objetivo é eliminar a restrição de entrada de empresas no setor, ampliando a competição. Hoje, os Correios têm o monopólio do envio de cartas, telegramas e outras mensagens. Se o projeto for sancionado, haverá outras etapas para que seja feita concessão.
O plano elaborado pelo Ministério da Economia para a privatização dos Correios prevê a venda de 100% da estatal. A versão aprovada na Câmara está em linha com essa intenção.
A equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) quer publicar o edital de privatização dos Correios até o fim do ano e realizar a operação até março de 2022.
Durante cerca de cinco horas de discussão no plenário, poucos governistas defenderam a proposta. Os discursos favoráveis foram dominados pela bancada do partido Novo, que alegou falta de competitividade dos Correios e indicações políticas feitas à estatal. O Novo não integra a base de apoio do governo no Congresso, mas é alinhado à pauta liberal.
O líder do PSL, deputado Vitor Hugo (PSL-GO), pediu a aprovação do projeto e disse que o Congresso tem sido muito sensível a essa ideia do nosso governo de reduzir o Estado.
A privatização dos Correios é criticada pela oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e contestada em manifestações de rua contrárias ao governo, que se intensificaram nos últimos meses.
É um crime contra o patrimônio público brasileiro. Os Correios são um orgulho para o Brasil e exercem um serviço de maneira extremamente competente, mesmo tendo um número reduzido de funcionários, disse o líder da oposição na Casa, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ).
Para reduzir a resistência à privatização na Câmara, o relator, deputado Gil Cutrim (Republicanos-MA), teve que fazer alterações na proposta. Ele incluiu, por exemplo, a previsão de estabilidade de 18 meses para funcionários da estatal após a privatização.
A ADCAP (Associação dos Profissionais dos Correios) afirmou, em nota, que a estatal gera mais de 90 mil empregos diretos e que o projeto tem falhas gravíssimas de concepção que podem colocar em risco o consolidado serviço postal do país.
A entidade lembrou ainda que o procurador-geral da República, Augusto Aras, se posicionou contra a privatização de 100% dos Correios. Segundo Aras, a Constituição não permite a prestação indireta dos serviços postais e do correio aéreo nacional.
Para Cutrim, é juridicamente viável que o setor privado opere no serviço postal universal por meio de contratos de concessão, o que está previsto no texto aprovado.
O projeto prevê que o operador postal será obrigado a assegurar a continuidade do serviço universal e cumprir metas.
Para o advogado João Santana, sócio fundador da CS Consulting e ex-ministro da Infraestrutura, a privatização dos Correios proposta pelo governo não resultará em benefício econômico ao país. “O dinheiro que entrará no Tesouro não é significativo do ponto de vista fiscal e o Tesouro vai ter que continuar arcando com subsídios, como na tarifa social. Além disso, o país perde uma rede de infraestrutura e logística, que é estratégica para o Estado”.
O relator alterou a proposta original, enviada pelo governo, e passou a estabelecer exclusividade de cinco anos para serviços postais à empresa que arrematar a companhia.
Antes, na versão do governo, a exclusividade seria de, no máximo, cinco anos e poderia ser restringida por ato do Executivo.
O texto aprovado pela Câmara também impede o fechamento de agências dos Correios em áreas remotas do país, como forma de garantir a prestação de um serviço universal.
Outra mudança feita pelo relator prevê um PDV, plano de demissão voluntária. De acordo com o texto, a demissão voluntária poderia ser pedida até 180 dias após a desestatização. Ao funcionário, seria paga uma indenização de um ano de remuneração, com manutenção do plano de saúde neste período, além de ingresso em um programa de requalificação.
Em julho, o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados da pasta, Diogo Mac Cord, disse que, se concluída a privatização, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) será responsável pela regulação dos serviços postais.
O papel do governo é na regulação, o que é muito mais eficiente do que na prestação direta, afirmou Mac Cord, na ocasião.
A equipe econômica ainda não tem uma estimativa clara de quanto pode ser arrecadado na venda dos Correios, pois o valor da operação dependia do formato final do projeto a ser votado pelo Congresso.
Conforme o texto, as tarifas serão transparentes e poderão ser diferenciadas geograficamente com base no custo do serviço, na renda dos usuários e nos indicadores sociais, para garantir o acesso de qualquer pessoa ou empresa ao serviço postal universal. Além disso, deve ser criada a tarifa social para os usuários sem dinheiro para pagar pelo serviço.
As tarifas do serviço postal universal serão reajustadas anualmente considerando o índice de preços previsto no contrato de concessão, podendo incluir um fator de desconto.
Nordeste e mais 6 estados acabam cancelando importação da Sputnik.
O Consórcio Nordeste, que reúne governadores da região, anunciou hoje (5) que suspendeu a compra de 37 milhões de doses da vacina contra a covid-19 Sputnik V, da Rússia. O contrato só será retomado caso haja autorização para o uso do imunizante pelas autoridades sanitárias.

Segundo o presidente do consórcio, governador do Piauí, Wellington Dias, a decisão foi tomada por conta dos condicionantes impostos pela Anvisa e pela não inclusão do imunizante no Programa Nacional de Imunizações (PNI).
“É lamentável, o Brasil vive uma situação com alta mortalidade, mais de mil óbitos por dia. Temos vacinas disponíveis, mas impedidas de entrar no Brasil devido uma decisão da Anvisa que faz uma alteração no padrão de teste junto com a não inclusão do Ministério da Saúde no plano nacional de vacinação e a falta da licença de importação, tivemos a suspensão da entrega da vacina até que se tenha uma autorização do uso do imunizante no Brasil”, disse Dias.
A Anvisa liberou a importação em junho. Mas apontou uma série de exigências em razão da falta de documentos e de possíveis riscos identificados no imunizante. Entre os condicionantes estão limites para os lotes e testagem das vacinas para averiguar determinados aspectos, como riscos decorrentes do uso da tecnologia de vírus inativado.
A Anvisa também condicionou a aplicação das vacinas à autorização pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS). Os estados cuja importação foi autorizada também precisam realizar estudos de efetividade.
Os seguintes estados fizeram pedidos à Anvisa para importação da Sputnik V, agora frustrados pela ingerência direta do Palácio do Planalto:
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Bahia – 300 mil doses;
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Maranhão – 141 mil doses;
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Sergipe – 46 mil doses;
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Ceará – 183 mil doses;
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Pernambuco – 192 mil doses;
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Piauí – 66 mil doses;
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Rio Grande do Norte – 71 mil doses;
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Mato Grosso – 71 mil doses;
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Rondônia – 36 mil doses;
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Pará – 174 mil doses;
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Amapá – 17 mil doses;
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Paraíba – 81 mil doses;
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Goiás – 142 mil doses;
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Alagoas – 67 mil doses;
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Amazonas – 84 mil doses;
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Minas Gerais – 428 mil doses.
Nesta sexta, vacinação para maiores de 37 anos em Luís Eduardo.

A Secretaria de Saúde de LEM continua com a vacinação para a primeira dose do Covid-19, nesta sexta-feira (06), das 8h às 16h, no sistema Drive-Thru, para pessoas a partir dos 37 anos de idade.
Profissionais da educação maiores de 18 anos também serão imunizados. Para comprovar que faz parte do público-alvo, o munícipe deverá apresentar um documento de identificação com foto, CPF/CNS e comprovante de residência. Uma recomendação da Comissão Intergestores Bipartite (CIB).
Profissionais da Educação – Os profissionais da educação deverão apresentar contracheque e comprovante de endereço. O município recebeu nesta quinta-feira (05), 1.170 doses para primeira vacinação.
Agosto Lilás: a importância da luta feminina no Legislativo Municipal.


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