Após descumprimento de Decreto Municipal, Vigilância Sanitária e Secretaria de Segurança interditam bares.

A Secretaria de Segurança de Luís Eduardo Magalhães, juntamente com a Vigilância Sanitária tem atuado para garantir o cumprimento do decreto municipal, que flexibilizou a abertura da atividades econômicas.

Infelizmente, alguns estabelecimentos insistem em descumprir as medidas. Durante fiscalização na noite desta quarta-feira (26),bares e restaurantes foram interditados, pela venda de bebida alcoólica e descumprimento do horário de funcionamento.

A venda de bebida alcoólica está proibida em todo o Estado até o próximo dia 01 de junho. Bares e restaurantes podem funcionar durante o dia, no município, mas a partir das 20h, apenas por Delivery.

“As decisões quanto as medidas tomadas no município são decididas em conjunto com a categoria dos comerciantes, por meio da ACELEM. Mas infelizmente, algumas pessoas insistem em descumprir o decreto. Dessa vez, após muita conversa e trabalho educativo e de conscientização, tivemos que interditar”, explicou o secretário de Segurança, João Paulo Nascimento.

De acordo com o secretário, os comerciantes que cumprem as regras não podem ser penalizados por quem não segue o decreto.

“Essa nossa ação mais punitiva, é para não prejudicar todo o comércio e precisar fechar novamente. Quem trabalha direito, não pode sofrer pela prática irregular de irresponsáveis”, concluiu.

Terceira Onda da Covid-19 no Brasil já estava se desenvolvendo antes da chegada da Variante Indiana.

Da BBC, editado.

A variante B.1.617 foi descrita há quase oito meses e já está presente em mais de 40 países© Getty Images A variante B.1.617 foi descrita há quase oito meses e já está presente em mais de 40 países

Trata-se de um indivíduo de 32 anos, que desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos após uma viagem à Índia e chegou a ser identificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que monitora os passageiros e trabalhadores no local.

O problema é que o homem foi liberado para seguir viagem antes que os resultados do seu teste estivessem disponíveis: ele embarcou num voo doméstico, para Campos dos Goytacazes (RJ), onde mora.

Sem esse isolamento, há uma chance razoável de ele ter tido contato e transmitido o vírus para um monte muitas pessoas, o que dificulta ainda mais o acompanhamento da evolução dessa nova variante pelas cidades brasileiras.

Essa é a sétima confirmação de covid-19 causada pela B.1.617 no país: as outras seis estão no Maranhão e foram detectadas na semana passada. Todos são tripulantes do navio MV Shandong da Zhi e estão sob monitoramento das autoridades de saúde locais.

Há ainda outros casos suspeitos que são analisados em Minas Gerais, Espírito Santo e Distrito Federal.

Enquanto as primeiras confirmações sobre a nova linhagem no Brasil começam a evoluir, o interesse das pessoas pelo tema também cresce exponencialmente.

Prova disso é um levantamento feito pelo Google Trends, ao qual a BBC News Brasil teve acesso com exclusividade: as buscas pelo termo “cepa indiana” tiveram um crescimento de 6.840% entre os dias 21 e 25 de maio.

No Maranhão, local onde ocorreram as primeiras detecções do vírus, essas palavras-chave entraram para o ranking das 50 mais populares no Google durante o período.

Nessa última semana, as cidades de São Luís (MA) e Marabá (PA) apresentaram o maior volume de buscas pela palavra “variante” em todo o mundo.

A partir do relatório do Google, a BBC News Brasil separou as perguntas mais frequentes sobre a variante e foi buscar as respostas com a ajuda de especialistas em virologia e infectologia, que você confere a seguir.

1. O que é ‘cepa indiana’?

Antes de mais nada, vale começar essa explicação com um breve recado: assim como “vírus chinês” e “variante brasileira”, o termo “cepa indiana” não é o mais adequado, porque cria uma visão preconceituosa e xenófoba que não corresponde à realidade. As autoridades públicas e cientistas preferem utilizar o nome técnico, B.1.617, para descrever a variante encontrada na Índia a partir de outubro de 2020.

Segundo as análises, essa linhagem apresenta três versões, com pequenas variações entre elas: a B.1.617.1, a B.1.617.2 e a B.1.617.3.

Elas já foram encontradas em quase 50 países (incluindo o Brasil) e se tornaram dominantes não apenas na Índia, mas também em algumas regiões do Reino Unido.

A linhagem B.1.617 foi originalmente encontrada na Índia© Noah Seelam/Getty Images A linhagem B.1.617 foi originalmente encontrada na Índia

A cepa apresenta algumas mutações importantes nos genes que codificam a espícula, a estrutura que fica na superfície do vírus e é responsável por se conectar aos receptores das células humanas para dar início a uma infecção.

Com base no conhecimento acumulado e na observação do que acontece em lugares onde a pandemia está fora de controle (como a Índia), há o temor de que a B.1.617 seja mais transmissível em comparação com as outras versões.

Mas isso ainda precisa ser melhor estudado para entender e quantificar esse maior potencial de contaminação.

“Será necessário determinar se a B.1.617 é mais transmissível ou mais transmitida. Até que ponto ela se tornou dominante por características próprias ou pelo comportamento do hospedeiro, ou seja, dos seres humanos que seguem aglomerando sem as medidas de prevenção?”, questiona o virologista Paulo Eduardo Brandão, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP).

2. O que se sabe sobre essa nova variante?

Em resumo, ela foi descoberta há quase oito meses e, nas últimas semanas, dominou as cadeias de transmissão na Índia e “pulou” a fronteira de dezenas de países.

Além dos temores de maior transmissibilidade obtidos a partir da observação do que ocorre em alguns lugares, não se sabe muito mais sobre a B.1.617 ou sua contribuição para o agravamento da pandemia.

Ainda não foi publicado nenhum estudo que comprove que essa linhagem esteja relacionada a uma maior taxa de casos graves ou óbitos em decorrência da covid-19.

Também não há 100% de certeza se essa linhagem “escapa” de uma resposta imune obtida a partir de uma infecção prévia ou da vacinação (os imunizantes, inclusive, serão tema de uma próxima questão de nossa lista).

3. O que a variante da Índia causa?

Assim como as outras versões do vírus, a B.1.617 pode invadir nosso organismo e causar a doença conhecida como covid-19.

A infecção começa a partir do contato com pequenas partículas da saliva de alguém contaminado, que invadem as células da superfície dos olhos, do nariz ou da boca.

Após a invasão, o vírus começa a usar o maquinário celular para produzir novas cópias de si mesmo, que atacam outras células.

O quadro progride aos poucos e novas partes do organismo são atingidas: o coronavírus pode avançar até alcançar os pulmões ou outros órgãos.

Aos poucos, aparecem os sintomas típicos da doença, sobre os quais falaremos mais adiante.

No meio disso tudo, a resposta do sistema imunológico pode causar uma reação inflamatória exagerada, que complica ainda mais a situação.

Esse “caminho” é praticamente o mesmo, não importa qual a variante do coronavírus responsável por essas ações.

Na prática, uma linhagem ou outra pode apresentar algumas características que a tornam mais transmissível, o que facilita a primeira etapa de todo esse processo. Isso tem um efeito importante.

Com as versões anteriores, era necessário ter contato com uma quantidade considerável de vírus para ficar doente.

Agora, com as novas variantes, essa carga viral necessária para desenvolver a covid-19 fica um pouco mais baixa, o que certamente representa um perigo.

4. Ela é mais perigosa?

A resposta para essa pergunta depende de como a análise é feita.

Por um lado, não há evidência alguma de que a variante B.1.617 leve a uma covid-19 mais grave. Por outro, o potencial de ela ser mais transmissível pode significar um aumento na quantidade de pessoas infectadas.

Isso, por tabela, cria novas cadeias de transmissão e eleva o número de pacientes que precisarão de um atendimento nos hospitais — o que, por sua vez, aumenta a exigência por leitos nas enfermarias e nas unidades de terapia intensiva (UTI).

Para Brandão, a chegada dessa variante ao Brasil desvela um perigo ainda mais amplo que muitas vezes passa despercebido: o da nossa incapacidade de barrar a entrada dessas novas versões do vírus pelas nossas fronteiras.

“Essa linhagem só foi encontrada depois que já havia sido introduzida no país. Isso demonstra a falta de controle das barreiras sanitárias”, analisa.

5. Ela é mais letal?

Por ora, não há nenhum estudo que comprove uma maior letalidade após a covid-19 provocada pela linhagem B.1.617.

De forma indireta, um aumento na mortalidade pode até acontecer pelo aumento da procura por atendimentos hospitalares: afinal, a falta de profissionais qualificados, leitos, equipamentos, medicamentos e demais recursos causa um colapso no sistema de saúde.

Com isso, muitos pacientes que poderiam ser recuperados morrem pela ausência dos cuidados básicos.

Esse cenário, aliás, já foi observado recentemente, nos primeiros meses de 2021: em vários estados do Brasil, a taxa de ocupação nos hospitais ficou bem acima da capacidade e levou a um cenário caótico.

6. Quais as formas de prevenção?

As formas de prevenção a variante B.1.617 seguem exatamente iguais, como você confere na lista a seguir:

  • Se possível, fique em casa e sem contato próximo com pessoas que não fazem parte do seu convívio diário.

  • Se precisar sair, use uma máscara que cubra bem o topo do nariz, a boca e o queixo, sem deixar frestas onde o ar pode entrar e sair. Dê preferência aos modelos profissionais, que conferem maior proteção, especialmente a PFF2 ou a N95.

  • Na rua, mantenha uma distância mínima de 1,5 metro de outros indivíduos.

  • Ao sair, prefira sempre lugares abertos, ao ar livre. Se for para um local fechado, veja se ao menos há uma boa circulação do ar, com as janelas abertas.

  • Evite manter contato próximo e por muito tempo com pessoas que não fazem parte do seu dia a dia.

  • Lave sempre as mãos com água e sabão ou álcool gel.

  • Quando chegar a sua vez, vá até o posto de saúde mais próximo para tomar a vacina.

7. Quais são os sintomas da infecção pela variante detectada na Índia?

“Não há nenhuma diferença dos sintomas provocados por essa linhagem em comparação com as outras”, esclarece o médico Leonardo Weissmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Portanto, siga atento aos sintomas clássicos de covid-19. Os mais comuns são:

  • Febre

  • Tosse seca

  • Cansaço

Os menos frequentes são:

  • Dores e desconforto espalhado pelo corpo

  • Dor de garganta

  • Diarreia

  • Conjuntivite

  • Dor de cabeça

  • Perda de paladar ou olfato

  • Problemas na pele

  • Descoloração dos dedos dos pés e das mãos

Há ainda a lista dos sintomas graves:

  • Dificuldades para respirar

  • Falta de ar

  • Dor ou pressão no peito

Se os sintomas aparecerem e persistirem por alguns dias, a recomendação é buscar uma avaliação profissional seguida pela realização de um teste para confirmar o diagnóstico.

8. O tratamento da covid-19 causada por essa nova variante é igual?

Até segunda ordem, sim. As recomendações das instituições nacionais e internacionais seguem as mesmas.

Na maioria dos casos, fazer repouso, caprichar na hidratação e tomar remédios para febre e dor (com a orientação médica) são suficientes: o quadro evolui de forma favorável e sem grandes intercorrências.

Outro ponto importante é permanecer em casa nesse estágio inicial: o isolamento evita que você transmita o coronavírus para outras pessoas.

Vale lembrar que não existe tratamento precoce contra a covid-19 e que remédios ou suplementos como hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina ou vitamina D não têm efeito algum nessa doença, de acordo com as melhores pesquisas realizadas até o momento e os consensos entre especialistas da área.

Uma boa ideia, recomendada por algumas sociedades médicas, é ter em casa um aparelhinho chamado oxímetro.

Ele mede a oxigenação do sangue e pode antecipar a evolução da doença para estágios mais graves: se a taxa fica abaixo de 94%, a orientação é procurar por um pronto-socorro.

O mesmo recado vale para os casos em que aparecem aqueles sintomas mais preocupantes, como aperto no peito e dificuldade para respirar: nessa hora, é importante buscar atendimento médico para uma avaliação mais aprofundada e, eventualmente, até a realização de tratamentos comprovadamente eficazes, como a oxigenação suplementar e o uso de alguns remédios anti-inflamatórios.

9. As vacinas disponíveis protegem contra a nova variante?

Tudo aponta que as vacinas testadas e aprovadas continuam a funcionar contra a linhagem B.1.617.

Os primeiros indícios sobre isso foram publicados na semana passada: um estudo feito pelo sistema de saúde público da Inglaterra (Public Health England) descobriu que os imunizantes Cominarty (Pfizer/BioNTech) e AZD1222 (AstraZeneca/Universidade de Oxford) são efetivos contra a covid-19 sintomática provocada por essa variante.

A pesquisa até observou uma queda de eficácia, mas nada que justificasse a interrupção das campanhas de vacinação em curso.

Essas mesmas duas vacinas, inclusive, são utilizadas no programa de imunização brasileiro.

Investigações recentes indicam que as vacinas de Pfizer/BioNTech e AstraZeneca/Oxford continuam efetivas contra a variante B.1.617© Getty Images Investigações recentes indicam que as vacinas de Pfizer/BioNTech e AstraZeneca/Oxford continuam efetivas contra a variante B.1.617

No nosso contexto, porém, ainda não existem informações publicadas a respeito da efetividade da CoronaVac (Sinovac/Instituto Butantan).

Mas especialistas chamam a atenção para a necessidade de proteger o maior número de pessoas possível e pedem que todos tomem as suas doses quando for a sua vez.

“A chegada da nova variante não significa nenhuma contraindicação às vacinas. É importante que todo mundo faça sua parte e se proteja”, diz Weissmann, que também faz parte da Sociedade Brasileira de Infectologia.

10. Ela vai causar uma terceira onda no Brasil?

Segundo um relatório divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz, ao menos oito Estados do Brasil apresentam um aumento na taxa de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o que sugere um novo repique na pandemia.

Em outros Estados, onde o número de novas hospitalizações vinha caindo, a tendência é de estabilização nos números, o que certamente é algo negativo.

Essas observações indicam uma coisa: após um tímido e breve período de melhora na pandemia, tudo indica que a covid-19 vai voltar a crescer país adentro.

Detalhe importante: tudo isso acontece num cenário em que a linhagem originária da Índia ainda dá seus primeiros passos em território brasileiro, e não se sabe ao certo como ela vai se comportar por aqui.

“A terceira onda já estava se armando antes mesmo da chegada da B.1.617. A variante não é essencial para que a tal onda aconteça, mas tudo indica que ela vai fazer parte disso”, avalia Brandão.

Portanto, é hora de redobrar os cuidados preventivos para proteger a si, a família e toda a comunidade ao redor, reforçam os especialistas.

Pública denuncia aquisição ilegal de terras por estrangeiros, grande parte delas no Oeste baiano

BTG e XP estão a serviço de estrangeiros suspeitos de compra ilegal de terras

Da Publica

Quem acompanha o noticiário lê, com frequência, sobre falta de interesse e medo de investidores estrangeiros apostarem no Brasil sob Bolsonaro. Operações do próprio mercado financeiro revelam um lado B nessa narrativa, como no último dia 24 de janeiro, quando a XP Investimentos juntou-se ao banco BTG Pactual para uma parceria que resultou numa operação milionária com uma expoente do agronegócio no país, a Brasilagro.

Juntas, as matrizes dos dois bancos e suas filiais nos Estados Unidos venderiam o equivalente a mais de R$ 670 milhões em ações de uma “das maiores empresas brasileiras em quantidade de terras agricultáveis” do país. Tanto o BTG quanto a XP venderiam os papéis sob uma condição: o que não fosse comprado por terceiros seria adquirido por ambos.

O problema é que o governo investiga a Brasilagro por suspeita de aquisições ilegais de terras desde 2016. Para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a companhia é suspeita de atuar “em desconformidade com a lei”, driblando limites impostos nas vendas de terras a estrangeiros.

Ao contrário do que o nome da empresa sugere, documentos obtidos pela Pública indicam que são investidores argentinos e norte-americanos que conduzem a Brasilagro.

Com acesso a um conjunto de documentos oficiais, a reportagem identificou compras desse grupo estrangeiro na Bahiano Maranhão e no Piauí – todas “sem autorização do Incra ou do Congresso Nacional”, em desconformidade com a lei. Atualmente, há uma série de restrições, como limites de áreas que podem ser adquiridas e a exigência de autorização prévia do governo para a venda de terras a estrangeiros.

As fazendas da Brasilagro se espalham pelo berço das águas brasileiro, o Cerrado. Parte das propriedades fica em sua nova fronteira da soja, o chamado Matopiba, que engloba os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Nesse território, maior que a França e a Inglaterra somadas, denúncias de grilagem e desmatamento se multiplicam enquanto o preço das terras se valoriza desde os anos 2000.

Dados reunidos pelo Chain Reaction Research – consórcio que monitora o agronegócio em esfera global – mostram que, entre 2012 e 2017, a Brasilagro teria derrubado mais de 21 mil hectares de matas nativas em suas fazendas.

Em seu relatório anual de 2019, a companhia registrou que parte da devastação está sob julgamento. Em 2013, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) teria multado a Brasilagro em R$ 5,9 milhões por desmatamento ilegal de uma área de proteção permanente em Goiás.

A companhia recorreu à Justiça Federal no estado e, em 2019, informou à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos: “Estamos aguardando o julgamento dos recursos do Ibama. Considerando que houve decisão favorável em primeira instância nesse processo em particular, nossa chance de derrota foi avaliada como remota”.

Faz parte do modelo de trabalho da Brasilagro comprar e “preparar” terras para o cultivo de cana-de-açúcar, milho e soja, ou para a pecuária em larga escala. A produção agrícola do grupo é vendida a grandes empresas do exterior, como a holandesa Bunge, a norte-americana Cargill e a britânica Glencore. Feito o serviço, o que era Cerrado vira ativo financeiro: terras já desmatadas e registradas no governo valem mais, especialmente para agronegócios.

“A criação de fundos de investimento específicos, como o Fiagro, e de um mercado fundiário onde donos podem ‘picotar’ suas propriedades em diferentes matrículas no Incra, especulando com seus imóveis, são indícios de uma ‘financeirização’ das terras e do agronegócio no Brasil”, diz o professor da Universidade de São Paulo (USP) Fábio Pitta, que há anos pesquisa o papel de investidores estrangeiros na destruição do Cerrado e de seus povos, especialmente no Matopiba.

“Os produtores rurais dependem dos preços futuros de commodities, determinados pelo mercado financeiro. Eles produzem para pagarem suas dívidas, mas criam novas dívidas para isso. Ou seja, é um modelo [de negócio] que segue o padrão das bolhas especulativas”, diz o professor, também membro da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos.

“Tem espaço para todo mundo crescer nesse negócio”

Em julho de 2020, meses antes da milionária venda de ações, o presidente da Brasilagro, André Guillaumon, apresentou as credenciais do grupo em um bate-papo com a XP Investimentos. “Temos um portfólio de aproximadamente 300 mil hectares no Brasil”, disse, para logo após emendar: “Tem espaço para todo mundo crescer nesse negócio”.

Em setembro do ano passado, foi o BTG Pactual que entrou em cena. O banco passou a administrar um novo fundo de investimentos vinculado à Brasilagro, avaliado em mais de R$ 363 milhões até 10 de maio passado, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais.

Na prática, o BTG controla parte dos ativos e passivos da gigante agrícola por meio desse fundo. Assim, o banco negocia as ações pertencentes ao grupo paulista Charles River, focado em investimentos mais arriscados, de renda variável nas bolsas de valores. O grupo tem cerca de 10% das ações da Brasilagro.

Além disso, entre acionistas com poder de voto na gigante agrícola existem fundos ligados ao Citibank e ao JP Morgan, bancos norte-americanos acusados de ameaçar a Amazônia e seus povos, ao europeu Credit Suisse e ao Itaubank S.A., do grupo Itaú.

Procurados pela Pública, tanto BTG Pactual quanto XP Investimentos preferiram não comentar.

O território nacional na mira de estrangeiros

Desde 2010, o Incra é o responsável por autorizar ou não vendas de terras a estrangeiros, especialmente de propriedades de médio e grande portes, o nicho da Brasilagro.

A empresa já alegou ao governo que “não é proprietária de imóveis rurais”, mas fiscais identificaram que ela “adquiriu um total de 319 mil hectares” até 2016.

Para a situação não ser ilegal, a Brasilagro precisava apresentar os registros fundiários em seu nome e mostrar que não era uma companhia comandada por estrangeiros. Como havia suspeita sobre a empresa, o Incra abriu um procedimento para apurar a situação em maio de 2016, fazendo com que a Brasilagro enviasse, já no mês seguinte ao início da apuração, um calhamaço de documentos: quase 200 páginas de comprovantes, documentos fiscais e uma lista completa dos seus então acionistas.

O Incra identificou, assim, que cada uma das ações negociadas em bolsas de valores aqui ou no exterior corresponde a um voto nas assembleias gerais da Brasilagro.

“Conclui-se que quem participa com maior número de quotas [ações] detém o poder de deliberação da empresa”, diz um documento do órgão fundiário.

Documento do INCRA indica que estrangeiros são responsáveis pela Brasilagro

Os fiscais do governo afirmaram em sua apuração: “É nítido o maior quantitativo de ações em nome de estrangeiros” na Brasilagro.

O rápido avanço da investigação em 2016, ano do impeachment de Dilma Rousseff (PT), não teve a mesma celeridade entre os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (sem partido).

Na prática, diretores do Incra, à época indicados pelo Centrão, não deram andamento aos pedidos dos fiscais, retardando eventuais descobertas sobre a companhia.

Os fiscais pediam informações de cartórios municipais espalhados pelo Cerrado. Para confirmar ou não as suspeitas, o Incra necessitaria encontrar os registros das fazendas declaradas pela Brasilagro nos cartórios.

No mesmo período, o tema ressurgiu na política. O Senado aprovou um projeto que facilita a venda de terras a estrangeiros, uma proposta de lei hoje sob análise da Câmara.

Dança das cadeiras

Com menos de um mês de investigação, o Incra apontou “241.289 hectares [de fazendas] adquiridos e ainda não vendidos” pela Brasilagro. À Pública, o órgão informou que não houve aval para essas aquisições.

Pouco antes, em janeiro de 2016, o então presidente da companhia empolgava-se com futuras compras no país.

“Quando olhamos o câmbio e nossas margens e vemos no setor oportunidades importantes de aquisição [de terras], estas operações se mostram mais interessantes”, disse ao Estadão Júlio César de Toledo Piza Neto.

Após oito anos na empresa, o executivo renunciou à presidência e à diretoria de Relações com Investidores da companhia. Piza Neto era um dos nomes fortes da Brasilagro junto ao mercado financeiro – atualmente é membro do conselho superior do agronegócio da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) até o fim de 2021.

Fato é que Piza Neto não foi o primeiro grande nome a se afastar da expoente agrícola – ao menos publicamente. Antes dele, o bilionário Elie Horn fez o mesmo. Horn manteve um “sólido relacionamento de mais de 15 anos” com os sócios majoritários da Brasilagro.

Fundador de uma das maiores construtoras no Brasil, a Cyrela, Horn trabalhou pela credibilidade da companhia junto ao mercado financeiro, segundo a Bloomberg. Afastado do conselho da Brasilagro desde julho de 2012, o empresário segue como um dos sócios: Horn mantém ações na expoente agrícola em seu nome e em nome de sua Cape Town LLC, empresa registrada no estado de Delaware (EUA).

Horn previu, na Agência Estado, um “novo boom imobiliário” logo após a vitória de Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições. “Só gostaria que esse boom não fosse tão grande quanto no passado”, disse ainda em 2018. Na mesma entrevista, ele declarou estar “animadíssimo” com o futuro governo.

Um processo vagaroso

Após os primeiros indícios de irregularidades, o Incra precisava encontrar os registros das fazendas nos cartórios, averiguando onde a Brasilagro teria arrendado, adquirido ou comprado terras com suspeita de ilegalidade. Nesse ponto, o processo ficou vagaroso.

Levou quase dois anos entre uma sugestão por novas diligências, em junho de 2016, e um pedido de envio de ofícios aos cartórios. Em março de 2018, apenas uma assinatura do diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Incra era necessária para a expedição dos documentos. Mas houve nova pausa, de um ano, até os envios em maio de 2019 – período em que três diretores passaram pelo cargo.

À Pública, o Incra informou que Rogério Papalardo Arantes foi o primeiro a receber o pedido por diligências contra a Brasilagro. Ele virou diretor após indicação de seu tio, o ex-deputado Jovair Arantes (PTB), ligado ao Centrão, quando aliado da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Arantes ficou cerca de três meses no cargo e saiu após a Operação Registro Espúrio, do Ministério Público Federal (MPF), que envolveu seu nome na investigação. Procurado pela reportagem, Rogério não retornou até a publicação.

Meses depois, Cletho Muniz de Brito, o “Brito do Incra”, assumiu o cargo. Brito ganhou fama no início do governo Bolsonaro ao pedir a paralisação da reforma agrária no país, como noticiou a Repórter Brasil.

Brito também teria ignorado, por seis meses, o pedido por diligências contra a Brasilagro. Ele também já foi investigado, só que por corrupção na superintendência do Incra em Rondônia. Procurado pela reportagem, Brito não retornou até a publicação.

À Pública, um dos servidores envolvidos na apuração sobre a Brasilagro disse “não lembrar” se as mudanças internas influenciaram as investigações. “Apurações muitas vezes demoram porque há pouco efetivo ao nosso dispor. Analisamos conforme a equipe dá conta”, disse, sob anonimato.

Oficialmente, o Incra diz que a investigação segue “a cargo da Divisão de Fiscalização e Controle de Aquisição por Estrangeiro”. A última movimentação foi a “expedição de oito ofícios” a cartórios no “Piauí, Maranhão, Mato Grosso, Bahia, Minas Gerais e Goiás”.

Oficialmente, o governo mantém o entendimento de que “foram adquiridos imóveis rurais pela Brasilagro sem autorização do Incra ou do Congresso Nacional, após a publicação do Parecer AGU/LA-01/2010”, a lei que rege o tema.

O suposto método

Pública procurou os cartórios que receberam pedidos de informação do Incra em sua busca pelos registros das fazendas da Brasilagro. Apenas um respondeu: o de Correntina, no extremo oeste da Bahia. Seu oficial responsável alegou não ter recebido documento algum do Incra, mas no material consultado pela reportagem há comprovantes dos envios pelo órgão fundiário.

A partir dessa ponta solta, a Pública identificou um possível método por trás das atividades da Brasilagro. A Filial Chaparral, que fica em Correntina, é uma das cinco fazendas da companhia no oeste baiano. Trata-se de um latifúndio maior que 2 mil estádios do Maracanã onde a Brasilagro planta e colhe toneladas de algodão, milho e soja, à beira da rodovia BR-020, uma das principais rotas para escoamento agrícola nesse canto do país.

O consórcio Chain Reaction Research já flagrou desmatamentos na região, como em dezembro de 2018, quando o grupo teria derrubado quase 2 mil hectares das matas nativas na área.

Mesmo sob o controle da Brasilagro, a Chaparral não está registrada em seu nome. Segundo o Sistema de Gestão Fundiária do governo federal, a fazenda pertence à Imobiliária Cajueiro Ltda., cujos responsáveis legais são o presidente e diretor da Brasilagro, o paulistano André Guillaumon e o argentino Gustavo Javier López.

Ambas as empresas ficam no mesmo endereço, no quinto andar do número 1309 na avenida Brigadeiro Faria Lima, São Paulo. “É uma prática muito comum aqui no país porque, em caso de problemas, os empresários conseguem ‘cortar os fios’, impedindo que punições afetem seu patrimônio. Mas no caso de estrangeiros é uma prática ilegal”, diz um dos servidores do Incra envolvidos no processo da Brasilagro.

“Em seis meses era possível chegar a uma conclusão, pedindo informações aos cartórios, fazendo diligências, acionando órgãos que fazem controle acionário no país”, afirma o mesmo servidor, que falou sob a condição de anonimato.

A Brasilagro empregaria o mesmo método com outras oito imobiliárias no Cerrado – avaliadas aproximadamente em R$ 380 milhões, segundo a Receita Federal. Como explicou o servidor do Incra, “tem empresas que dividem suas áreas em dois, três, vários CNPJs [Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica], às vezes com intenção de fugir da fiscalização, ao mesmo tempo que é um controle contábil e uma manobra jurídica comuns no Brasil”. Ao fazê-lo, ele explica, a Brasilagro desvincula suas fazendas de seu CNPJ matriz.

“Quando se cria uma série de CNPJs, você dificulta até para o cartorário, porque ele avaliará documentos de uma empresa registrada no Brasil, com sede no Brasil, identificando brasileiros entre os sócios, porém são empresas controladas por grupos econômicos do exterior. É uma forma de burlar a lei”, diz o advogado Maurício Correia, coordenador da Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais (AATR) da Bahia. A associação monitora a compra de terras por estrangeiros no Cerrado há anos.

Segundo Correia, o mesmo método – envolvendo imobiliárias comandadas por grupos do exterior – já foi identificado no extremo oeste baiano. O coordenador da AATR alerta que o governo pode até decretar a nulidade das aquisições da Brasilagro caso comprovadas as irregularidades. “Na prática, os investidores perderiam as terras sem que haja, necessariamente, um cancelamento das matrículas junto aos cartórios municipais”, afirma.

R$ 1 bilhão em terras 

Dados da Receita Federal organizados pelo site Brasil.io mostram que a Brasilagro vale mais de R$ 1 bilhão, somando-se suas imobiliárias às filiais diretas.

A companhia abriu sete dessas filiais após o marco legal que limita a venda de terras a estrangeiros no país. São elas que detêm os registros das fazendas Arrojadinho – também no oeste baiano – e São José II, em São Raimundo das Mangabeiras (MA), entre outras.

São José II tem pouco mais de 17 mil hectares, sendo 10 mil deles voltados para o cultivo de milho e soja no Cerrado maranhense. A própria Brasilagro anunciou essa compra de R$ 100 milhões aos seus acionistas, ainda em 2017.

O método foi repetido no Piauí já durante a pandemia. Em maio de 2020, a companhia adquiriu uma fazenda de 4.500 hectares em Baixa Grande do Ribeiro, uma das frentes de avanço da soja no Matopiba, por outros R$ 25 milhões. Novamente, compras sem o crivo do Incra ou do Congresso Nacional.

À Pública, a Brasilagro disse que “é uma empresa brasileira com ações listadas no segmento do Novo Mercado da B3 e conduzimos nossos negócios utilizando as melhores práticas de governança corporativa”. “Reiteramos que todas as operações e transações realizadas pela Companhia estão em regularidade com a legislação aplicável”, afirmou a empresa por meio de nota à reportagem.

Brasil só no nome?

Ruralistas argentinos, além do Banco de Nova York, diversos fundos de pensão dos Estados Unidos e muitas offshores – firmas registradas em paraísos fiscais –, estão entre os que se beneficiam dos negócios da Brasilagro.

A gigante do agronegócio argentino Cresud, por exemplo, detém a maior parte das ações individuais da companhia. A investidores dos Estados Unidos, a Cresud não esconde os riscos das operações aqui no Brasil.

“A implementação da lei [que limita a venda de terras a estrangeiros no Brasil] pode nos exigir aprovações antes de futuras aquisições […] e outros procedimentos adicionais, que podem resultar em atrasos e/ou incapacidade de obtenção das aprovações exigidas por lei”, declarou a Cresud, em junho de 2020, à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos.

No site da Brasilagro quase não há informações sobre outros sócios, mas a Pública encontrou investidores bilionários dos Estados Unidos, como os fundos de aposentadoria de Utah, dos servidores públicos de Los Angeles e do sistema educacional do Missouri – todos com poder de voto.

Um dos representantes desses investidores no Brasil é Ricardo José Martins Gimenez, empresário que toma decisões na Brasilagro em nome do banco municipal e do fundo de pensões de Nova York.

Esse mesmo executivo representa também uma offshore chamada Kopernik, sediada nas Ilhas Cayman e no estado de Delaware, de acordo com o governo dos EUA. A Kopernik também vota nas assembleias da Brasilagro.

Até o fechamento do texto, não houve retorno por parte dos fundos de pensões dos Estados Unidos, nem dos investidores argentinos da Cresud.

Uma ofensiva norte-americana

O caso da Brasilagro ressalta, mais uma vez, a presença de investidores dos Estados Unidos no Cerrado. Há outros dois emblemáticos: o fundo de aposentadoria dos professores norte-americanos, chamado de TIAA, e a Universidade Harvard.

Relatórios da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos apontam que ambos acumularam mais de 750 mil hectares no Brasil desde 2008. Somando às áreas da Brasilagro, dá mais de 1 milhão de hectares no Cerrado – uma faixa de terras maior que Pernambuco.

Em 2018, a Pública revelou que empresa que integra fundo de Harvard comprou terras griladas na Bahia

Estima-se que apenas Harvard tenha gastado quase meio bilhão de dólares em terras no berço das águas do país até agora.

O dinheiro da universidade norte-americana financiou a grilagem de uma fazenda maior que a cidade de São Paulo nos confins do Cerrado, em Cotegipe (BA), como já mostrou a Pública. O caso rendeu processos na Justiça estadual e teve desdobramentos em outubro de 2020, como relatado pela Mongabay.

Em dezembro passado, mais problemas, dessa vez com antigos negócios do TIAA na mesma região.

O fundo dos professores dos EUA também se viu envolvido em uma das maiores grilagens de terras no Brasil, uma disputa em torno de 800 mil hectares no interior baiano – quase o dobro de todo o estado do Rio de Janeiro.

Essa disputa entre grileiros se dá em Formosa do Rio Preto (BA), líder disparada em desmatamento no Cerrado, bem na divisa com Piauí e Tocantins. É o lado oculto da chamada Operação Faroeste, deflagrada em novembro de 2019.

Essa investigação do MPF revelou um balcão ilegal de negócios no Tribunal de Justiça do estado da Bahia, com venda de sentenças em grandes disputas por terras no extremo oeste do estado.

A Faroeste respinga ainda na Cargill, também dos Estados Unidos. Uma das líderes do agronegócio global, teria adquirido soja cultivada em áreas envolvidas pelo mesmo esquema, segundo reportagem da Mongabay.“O cenário não é animador, pois há um aprofundamento do papel do mercado financeiro na agricultura, com mais especulação sobre as terras e mais disputas, com endividamento de famílias, empresas, governos. Os impactos são os piores possíveis, especialmente para as comunidades do Cerrado”, diz o professor da USP Fábio Pitta.

Atualização dia 26 de maio às 16h25: Após a publicação, a XP investimentos encaminhou a seguinte nota: “Em respeito aos leitores da Agência Pública, a XP informa que é falso o título da reportagem ‘BTG e XP estão a serviço de estrangeiros suspeitos de compra ilegal de terras’. Tais fatos inexistem”.

Bahia: produção de café deve chegar a 3,9 milhões de sacas

A cafeicultura baiana deverá ocupar cerca de 112,8 mil hectares, devendo colher 3,9 milhões de sacas de café beneficiado – uma redução de 0,8% em relação à safra anterior.

As operações de colheita já começaram e se estenderão até outubro de 2021. Os dados são do 2° Levantamento da Safra 2021 de Café, publicado na terça-feira (25) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o estudo, serão 11,3 mil hectares para lavouras em formação e 101,5 mil hectares para área em produção.

No estado há o cultivo tanto do café conillon, quanto do café arábica. De maneira geral, as condições climáticas estão oscilantes entre as regiões produtoras: a região do Atlântico, a do Planalto e a do Cerrado baiano.

boletim completo, com o panorama do café na Bahia e em todo o Brasil, está disponível no site da Conab.

 

Plano de Desenvolvimento Sustentável de Ibotirama é apresentado na SDR

Representantes de Ibotirama, um dos municípios do Território de Identidade Velho Chico, apresentaram, nesta quarta-feira (26), o Plano Municipal de Desenvolvimento Sustentável a dirigentes da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A reunião aconteceu na sede da SDR, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador.  

O titular da SDR, Josias Gomes, destacou que a Prefeitura de Ibotirama apresentou no plano municipal, um projeto sustentável para agricultura familiar: “Considero que foi um avanço o que foi concebido para ser desenvolvido no município, ao longo desses quatro anos. Eles têm a base de produção toda mapeada, com informações sobre as organizações do município, e onde estão localizadas, o que dará condições para desenvolver esse plano. Aqueles municípios que trabalham de forma organizada a agricultura familiar, terão sucesso e atenderão à expectativa da agricultura familiar que é a de poder participar de forma organizada da economia local”. 

O prefeito de Ibotirama, Laércio Santana, comemorou o apoio que vem recebendo do Governo do Estado, por meio da SDR, e ressaltou que o objetivo da proposta é ajudar a agricultura familiar do município a se desenvolver: “A gente sabe da importância que tem a agricultura familiar no desenvolvimento rural e no desenvolvimento urbano da nossa região, por isso, o compromisso que tenho é desenvolver o rural e o urbano, trazendo propostas e ideias, buscando informações e discutindo estratégias para fortalecer o homem do campo e, assim, conseguir gerar emprego e renda para que as famílias tenham um índice de desenvolvimento sustentável ainda melhor na nossa região”.  

Jonas Paulo, coordenador executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado da Bahia (Codes), que acompanhou a reunião, ressaltou que um dos pontos importantes de discussão foi a escolha da apicultura e bovinocultura de leite como sistemas produtivos prioritários no território: “Conseguimos trabalhar e avançar no sentido da conformação do arranjo produtivo da região, seja a partir do laticínio que está sendo estruturado em Paratinga, seja também com a consolidação da cadeia produtiva do mel, a partir de um grande entreposto que está sendo construído em Ibotirama, ambos com investimento do projeto Bahia Produtiva”. 

O secretário de Desenvolvimento Econômico Urbano e Rural de Ibotirama, Alexandro de Souza Teixeira, explicou que o plano urbano e o rural para os próximos quatro anos de gestão foi elaborado em parceria com as organizações que compõem o Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável (CMDS): “Nós priorizamos cadeias produtivas como a ovinocaprinocultura, bovinocultura, piscicultura, avicultura, horticultura e apicultura, no sentido de potencializar todos os recursos que temos no município, para fazer o planejamento e promover o desenvolvimento”. 

Bahia Produtiva 

O Bahia Produtiva é um projeto do Governo do Estado, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR), a partir de acordo de empréstimo com o Banco Mundial, que seleciona e apoia projetos de inclusão produtiva e acesso ao mercado, socioambientais, de abastecimento de água e esgotamento sanitário, de interesse das comunidades mais pobres da Bahia, nos 27 Territórios de Identidade do Estado. Desde 2015, por meio do projeto, são apoiados sistemas produtivos estratégicos como o da mandiocultura, ovinocaprinocultura, bovinocultura de leite, apicultura e meliponicultura, fruticultura e piscicultura, entre outros.  

Barreiras comemora 130 anos com licitação de um novo Hospital Municipal

Barreiras completa 130 anos e a Prefeitura comemora aniversário da cidade com lançamento de hospital municipal e entrega de obras em todas as áreas

No aniversário de 130 anos de emancipação política do município, comemorado nesta quarta-feira, 26, a Prefeitura de Barreiras realizou um evento restrito em razão do distanciamento social imposto pela pandemia, para realizar a entrega de 27 obras à população e autorizar a execução de mais 17 novas obras. Os Atos Administrativos, transmitidos pelas redes sociais oficiais do Município, ocorreram na nova sede da Guarda Civil Municipal, uma das 27 obras entregues nesta manhã.

Dentre as 17 novas obras anunciadas pelo prefeito Zito Barbosa, foi dada a ordem de licitação para construção do Hospital Municipal de Barreiras, um marco na história da cidade, que após 75 anos da construção do Hospital Eurico Dutra, agora ganhará um novo hospital que terá 10.000 m² de área construída, 66 leitos clínicos para adultos, 10 leitos pediátricos, 22 leitos de obstetrícia, cinco leitos de UTI adulto, cinco leitos de UTI pediátrica e 10 leitos de UTI neonatal.

“Depois de 75 anos que Geraldo Rocha construiu e doou o Hospital Eurico Dutra ao Estado, nós vamos construir o Hospital Municipal de Barreiras. Um marco na saúde e na história do município, a nossa população é merecedora de um equipamento público como o que vamos construir para atender com dignidade adultos, jovens, mulheres e crianças. Esse é o nosso objetivo, continuar trabalhando para tornar Barreiras, uma cidade com um futuro brilhante”, destacou Zito Barbosa.

A programação foi iniciada com o hasteamento do pavilhão nacional juntamente com as bandeiras da Bahia, Barreiras e Guarda Civil Municipal, pelas mãos do representante do 4º BEC, Tenente Coronel Fábio Rabelo, do comandante do Policiamento Regional do Oeste – CPRO, Coronel Osival Cardoso, do prefeito Zito Barbosa e do secretário de segurança cidadã e trânsito Júnior Sampaio. Também participaram da solenidade o vice-prefeito Emerson Cardoso, o presidente do legislativo municipal Otoniel Teixeira, vereadores, secretários e a primeira-dama Marisete Bastos.

“Hoje é um momento muito especial em que comemoramos 130 anos de uma cidade que está crescendo, se desenvolvendo cada vez mais, sem sombra de dúvidas não somos apenas uma fronteira agrícola, somos um celeiro de oportunidades, onde recebemos empreendedores de todo o país e do mundo que entendem que estamos no momento certo. Isso é possível porque estamos pavimentando mais do que ruas da cidade, estamos pavimentando sonhos, futuros e isso é tão importante quanto as obras que entregamos”, destacou o vice-prefeito.

Além das 17 novas obras anunciadas que incluem iluminação pública na zona urbana e rural, pavimentação da Avenida Mandacaru, da Comunidade Tatu, construção de cinco novas praças e requalificação de mais seis, o prefeito Zito Barbosa destacou a implantação do Centro de Triagem para Covid-19 e a Central de Vacinação que serão entregues no Parque Engenheiro Geraldo Rocha ainda essa semana.

Bahia registra 5.455 novos casos de Covid-19 e mais 120 óbitos pela doença.

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 5.455 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,6%) e 4.157 recuperados (+0,4%). O boletim epidemiológico desta quarta-feira (26) também registra 120 óbitos. Apesar de as mortes terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro foram realizados hoje.

O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 20.726, representando uma letalidade de 2,08%.

Situação da regulação de Covid-19

Às 12h desta quarta-feira, 164 solicitações de internação em UTI Adulto Covid-19 constavam no sistema da Central Estadual de Regulação. Outros 101 pedidos para internação em leitos clínicos adultos Covid-19 estavam no sistema. Este número é dinâmico, uma vez que transferências e novas solicitações são feitas ao longo do dia.

Ferro na boneca: Ministro Alexandre se nega a largar relatoria do escândalo da madeira.

O vexame do governo Brasileiro na COP 25 e a luta da juventude

O ministro Ricardo Salles, conhecido como “Passa Boiada” ou “Cachinhos Dourados” vai enfrentar a dureza de Alexandre de Moraes na operação que investigou o tráfico de madeira na Amazônia.

A oportunidade também serve para explicar como o patrimônio de Salles cresceu 600%, depois de liberar várzeas das cabeceiras do Tietê (*) para construção, na condição de Secretário de Meio-Ambiente do Estado de São Paulo.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para deixar a relatoria da investigação sobre o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.
Em pedido assinado pelo vice-procurador-geral da República Humberto Jacques de Medeiros, a PGR defendeu nesta terça-feira (25) que os autos do caso fossem enviados para a ministra Cármen Lúcia, relatora de outros procedimentos na corte que envolvem Salles.

Ao negar o pedido, também nesta terça, Moraes o classificou de “suis generis”. “Não há qualquer dúvida sobre a competência desse relator para prosseguir na relatoria”, afirmou o ministro.

A pedido de PF, Moraes autorizou a Operação Akuanduba, deflagrada na semana passada, tendo Salles e outros servidores do Meio Ambiente como alvos.
A investigação mira esquema de facilitação de contrabando de madeira.

(*)A Justiça condenou, em 19-12-2018, Ricardo Salles, ex-secretário estadual de São Paulo e futuro ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro (PSL), por improbidade administrativa. 

Salles é acusado pelo Ministério Público de fraudar processo do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, em 2016, quando estava à frente da pasta do Meio Ambiente do governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

Alívio para aposentados: primeira parcela do 13º do INSS começou a ser paga ontem.

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS),Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia,Previdência Social

Antecipada para maio por causa da pandemia de covid-19, a primeira parcela do 13º do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começou a ser paga ontem, 25. Os depósitos ocorrerão até 8 de junho.

A segunda parcela do 13º será paga entre 24 de junho e 5 de julho. As datas são distribuídas conforme o dígito final do benefício, começando pelos segurados de final 1 e terminando nos de final 0.

Essas datas valem para quem recebe aposentadorias, auxílios e pensões de até um salário mínimo. Para quem ganha acima do mínimo, o calendário é um pouco diferente. A primeira parcela será paga de 1º a 8 de junho; e a segunda, de 1º a 7 de julho. Começam a receber os segurados de final 1 e 6, passando para 2 e 7 no dia seguinte e terminando nos finais 9 e 0.

As datas estão sendo informadas no site e no aplicativo Meu INSS. A primeira parcela do 13º é isenta de Imposto de Renda e equivale à metade do benefício mensal bruto pago pelo INSS. O imposto só é cobrado na segunda parcela.

A tributação varia conforme a idade. O segurado de até 64 anos paga Imposto de Renda caso receba acima de R$ 1.903,98. De 65 anos em diante, a tributação só é cobrada se o benefício for superior a R$ 3.807,96.

decreto com a antecipação do décimo terceiro para aposentados e pensionistas foi publicado em 4 de maio. Segundo o Ministério da Economia, a medida deve injetar cerca R$ 52,7 bilhões na economia do país e não terá impacto orçamentário, por tratar-se apenas de mudança de data de pagamento.

Pacientes de Covid-19 na Bahia aumentam 400% em uma semana.

Secretário Fábio Vilas-Boas prevê devolução do dinheiro de compra cancelada  de respiradores até fim da semana | Bahia | G1

Em uma semana, cresceu 400% o número de pacientes com Covid-19 que ficam internados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e emergências mais de 24 horas aguardando um leito de UTI na Bahia, de acordo com o secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas.

Ele apresentou o dado nesta terça-feira (25) e sinalizou a preocupação com o agravamento da crise sanitária estado e no Brasil, ainda mais com a proximidade do São João.

O novo agravamento da pandemia e a possibilidade de uma terceira onda na Bahia já é reconhecido pela gestão estadual. Desde a semana passada o secretário vem fazendo alertas sobre o crescimento de casos ativos (lembre aqui). O ponto de partida tem sido apontado como Dia das Mães (leia mais aqui). A celebração da data reuniu famílias e promoveu aglomerações por todo o estado.

Vilas-Boas destacou, em entrevista à rádio Metrópole, que as pessoas se preocupam com o percentual de ocupação de UTIs, mas que as atenções também tem que estar voltadas ao tempo e número de pacientes aguardando um leito.

O secretário apresentou o dado de que há 90 dias o estado registrava 513 pessoas esperando mais de 24 horas por uma vaga na UTI, após abertura de novos leitos e medidas restritivas o número foi reduzido e chegou a uma média de 50 por dia. Mas o estado vem assistindo nos últimos dias um novo crescimento. “Foi subindo para 80, 100, 120, hoje cedo chegou a 180, um aumento de 400% em uma semana”, alertou Fábio Vilas-Boas.

No mês de junho tradicionalmente se celebra o São João e São Pedro. Desde o ano passado as festas estão proibidas por decreto estadual, mas eventos clandestinos ocorreram em 2020 e também devem ocorrer neste ano. O governo do estado e os gestores municipais reconhecem que não têm recursos suficientes para uma fiscalização rígida em todos os 417 municípios.

Em uma tentativa de reduzir aglomerações e aumento dos casos, o governo baiano determinou a suspensão do transporte intermunicipal no período de três dias antes do São João e três dias depois (leia aqui). A informação foi divulgada na noite desta terça-feira (25) pelo governador Rui Costa durante o “Papo Correria”. Rui já havia confirmado a suspensão (ver aqui), mas não tinha detalhado como ela aconteceria.

Do Bahia Notícias, editado.

Dia Livre de Impostos promete descontos de até 70% nesta quinta-feira

No 'Dia Livre de Impostos', lojas de Natal darão desconto de até 70% em produtos

Amanhã, as lojas vão vender online produtos sem taxa de tributação

Mais de mil lojistas irão participar da 15ª edição do Dia Livre de Impostos, que ocorrerá na próxima quinta-feira (27), de forma online. Na data, os lojistas participantes vão comercializar produtos sem as taxas de tributação cobradas pelos governos. 

O evento, que abrangerá todos os estados e o Distrito Federal, é promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas Jovem (CDL Jovem) e pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDLESP).

Segundo as entidades organizadoras, a ação visa alertar a população sobre o valor de impostos pagos em cada produto e sensibilizar as autoridades sobre as dificuldades enfrentadas pelo setor.

“O evento chama atenção para um dos principais entraves do comércio varejista: a alta carga tributária nos produtos e serviços. Com a pandemia de covid-19, os estabelecimentos foram ainda mais afetados pelo abre e fecha. Esperamos que a data aqueça o setor e reforce a necessidade da reforma tributária”, destacou o presidente da FCDLESP, Maurício Stainoff.

Durante o Dia Livre de Impostos, os produtos e serviços oferecidos pelos lojistas poderão chegar a ter descontos de 70%. A lista das lojas participantes pode ser vista no site do evento. Os descontos serão ativados na data do evento.

 

Falta menos de uma semana para pagar o IPTU com o desconto de 20%.

O contribuinte de Luís Eduardo Magalhães tem até o próximo dia 31 de maio para quitar o IPTU 2021 em parcela única, com desconto de 20%.

Para fazer a adesão, basta procurar o setor de Arrecadação, na Secretaria de Administração e Finanças, das 8h às 12h e das 14h às 18h, localizada na Rua José Ramos de Anchieta nº 187, no bairro Jardim Primavera. Ou de forma online, através do site: luisduardomagalhães.saatri.com.br ou do WhatsApp 77 9.9976-6996.

Abatedouro Flor de Lis pode ser a primeira agroindústria a receber o selo de inspeção estadual em 2021

A Secretaria de Agricultura de Luís Eduardo Magalhães realizou uma vistoria técnica nas obras de adequação do Abatedouro Flor de Lis. A Agroindústria é candidata ao selo de inspeção sanitário do Estado, através da Agência de defesa agropecuária da Bahia (ADAB).

A expectativa do município, é de que o abatedouro seja a primeira agroindústria de pequeno porte a ganhar o selo de inspeção estadual nessa nova gestão, podendo vender seus produtos em toda a Bahia.

“Nós da Secretaria de Agricultura, após o termo de cooperação firmado com o estado, estamos firmes no apoio às agroindústrias de pequeno porte, fomentando cada ação, para garantir o sucesso dessa implementação”, disse o diretor de Agricultura.

Contaminação cresce: Bahia registra 4.942 novos casos de Covid-19 e mais 107 óbitos pela doença

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 4.942 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,5%) e 5.286 recuperados (+0,6%).

O boletim epidemiológico desta terça-feira (25) também registra 107 óbitos. Apesar de as mortes terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro foram realizados hoje.

Dos 989.909 casos confirmados desde o início da pandemia, 952.292 já são considerados recuperados, 17.011 encontram-se ativos e 20.606 tiveram óbito confirmado.

Bahia recebe  351.750 doses de vacinas 

Mais 351.750 doses de vacinas contra a Covid-19 chegará à Bahia nesta quarta-feira (26). O avião comercial que trará a carga está previsto para pousar no aeroporto de Salvador à 00h45. Toda a remessa foi produzida pela AstraZeneca/Fiocruz. As vacinas serão destinadas para a primeira aplicação do esquema vacinal.

Os imunizantes começarão a ser enviados ainda nesta quarta-feira para as regionais de saúde em aeronaves do Grupamento Aéreo da Polícia Militar e da Casa Militar do Governador, após conferência da equipe da Coordenação de Imunização do Estado. Quando as vacinas chegam nas regionais de Saúde, elas são distribuídas para todos os seus municípios de abrangência, completando assim a entrega.

 

Em Luís Eduardo Magalhães, exame por imagem é no IRLEM. Agende e conte com a nossa precisão.

O exame de Ressonância Magnética contribui significativamente para a detecção de diversas patologias. Por isso, seu uso é fator fundamental no diagnóstico médico. Em LEM, ressonância é no IRLEM. Entre em contato e agende seu exame (77) 9 8107-2582 ou 3639-0345.

Propagação de sementes “crioulas” de milho tem campo experimental em Barreiras.

O município de Barreiras passou a contar com um Campo de Produção Experimental de Sementes Crioulas de Milho, implantado no Assentamento Ilha da Liberdade. A ação contou com o apoio técnico da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), unidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com as orientações e acompanhamento da equipe técnica que atua no Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF), do Território de Identidade Bacia do Rio Grande, com sede em Barreiras.

A prestação do serviço de assistência técnica e extensão rural (Ater), para a implantação do campo com sementes crioulas incluiu, desde a orientação sobre o preparo do solo, até a fase de finalização do plantio. O projeto segue os princípios da produção de base agroecológica, na perspectiva de resgate e preservação cultural e ambiental, além de possibilitar a garantia da soberania alimentar e nutricional e o fortalecimento da agricultura familiar.

O campo experimental foi implantado na propriedade do agricultor familiar, José Carlos de Almeida. Ele ressalta que a parceria para a produção do milho 100% natural, feita com o apoio da Bahiater/SDR, é muito proveitosa: “Estamos fazendo uma experiência de cultivo de milho crioulo, com muito trabalho, mas que nos surpreendeu. Eu sempre tive vontade de trabalhar com produtos agroecológicos, mas não tinha o conhecimento técnico e com a presença da assistência técnica, nós avançamos bem, com o plantio do milho de sementes crioulas. Futuramente queremos fazer um banco de sementes aqui no assentamento e avançar com esse projeto incluindo outras famílias”.

Carlos Augusto, extensionista da Bahiater, que atua na implantação do projeto, afirma que esse trabalho representa o resgate de uma tradição, permite a disseminação do conceito de produção agroecológica e ajuda a melhorar a qualidade de vida dos agricultores familiares da região e a preparar os ‘guardiões de sementes’ e também os ‘bancos de sementes’, iniciativas que garantam a continuidade das variedades genéticas e de outras culturas tradicionalmente cultivadas na região:

“A ideia é não deixar morrer essas sementes antigas, que foram selecionadas por décadas passadas, de geração em geração, e seguem preservadas por famílias de agricultores, quilombolas e geraizeiros”.

Por meio da Ater, as orientações para os cuidados com o plantio, feito em janeiro de 2021, em uma área de 0,8 hectare, foram destinadas ainda à prevenção de pragas e doenças com produtos naturais, a exemplo de óleo de nim, urina de vaca e micro-organismos eficazes, entre outros. A estimativa da safra de milho crioula, do campo experimental é de 5.300 quilos por hectare e um total de 88 sacas de 60 quilos.

As sementes crioulas de milho, da variedade Zea mays L, além de serem multiplicadas para os agricultores familiares do assentamento, serão selecionadas e classificadas para serem comercializadas para outras famílias agricultoras da região.

A inciativa conta com a parceria da empresa JCO Bioprodutos – Sustentabilidade no Campo, responsável pelo tratamento de sementes, com inoculante microbiológico. A empresa atua na germinação, vigor e produtividade de sementes.

Prefeitura de Luís Eduardo dá continuidade ao cadastro para auxílio emergencial

A Secretaria de Trabalho e Assistência Social de Luís Eduardo Magalhães, segue nesta terça-feira (25), das 8h às 17h, na tenda em frente ao Banco Itaú, com as atualizações dos cadastros para o Auxílio Emergencial Municipal.

Os atendimentos acontecerão apenas para as 250 pessoas com nomes nas listas que estarão sendo divulgadas diariamente. Os nomes deverão ser conferidos, através do link: www.auxiliolem.com.br.

A atualização também pode ser realizada pelo site

Luís Eduardo está recebendo poucas vacinas em relação a outros municípios

Luís Eduardo Magalhães tem atualmente 90 mil habitantes, segundo estimativas do IBGE. A cidade tem recebido um número menor de doses da vacina contra o Covid-19, em comparação a cidades menores.

Desde janeiro, o município recebeu da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), 8.290 doses para primeira vacinação, destas, 100% já foram aplicadas. E desde o dia 14 de maio, Luís Eduardo Magalhães não recebe novas remessas de primeira dose.

Ibititá, por exemplo, tem cerca de 20 mil habitantes e recebeu 7.120 doses do imunizante. Mata de São João (47.126), localizada na região metropolitana de Salvador, foi contemplada com 8.496 doses. E até Bom Jesus da Lapa (69.662), município do Oeste, menor em número populacional, recebeu quase o dobro de doses: 14.460.

A situação é reflexo de uma prestação de contas insuficiente nos últimos anos. Antigos gestores negligenciaram os dados da vacinação da Influenza, o que tem impactado no recebimento de lotes das vacinas contra o covid-19.

A Prefeitura, através da Secretaria da Saúde tem atualizado diversos relatórios, com o intuito de reverter esse cenário e fazer com que o município receba o número suficiente de doses, para atender toda a população.

Os 12 estados onde Bolsonaro ganhou em 2018 tem o maior número de mortes por Covid

Com cemitério lotado, Manaus faz valas comuns para vítimas de coronavírus - Jornal do Comércio

Valas comuns em Manaus, um dos estados bolsonaristas e onde o ex-ministro genocida, Pazzuelo, quer ser governador.

Estudo feito pela unidade de inteligência do Congresso em Foco mostra que os estados que mais votaram em Jair Bolsonaro no primeiro turno das eleições presidenciais de 2018 são hoje os que apresentam as maiores taxas de mortalidade por covid-19.

Bolsonaro foi o mais votado naquele pleito nos 12 estados que lideram as estatísticas oficiais de óbitos do Ministério da Saúde, considerando o total de mortes por 100 mil registradas até o último dia 6 de abril. A lista é encabeçada por Amazonas, Rondônia e Mato Grosso.

A situação se repete em relação às unidades federativas com os menores coeficientes. O atual presidente perdeu a eleição em sete dos oito estados com os menores índices de mortes. Nesse caso, a liderança é dos estados do Maranhão, da Bahia e de Alagoas.

O trabalho foi realizado pelos cientistas políticos e economistas Ricardo de João Braga e André Rehbein Sahtler.

Veja a relação entre votos nas eleições presidenciais de 2018, considerando os dados atualizados disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e incidência de óbitos por covid-19 na Página do Congresso em Foco.

Como demonstra a tabela, as 12 unidades federativas mais afetadas pela pandemia têm uma única característica geográfica comum. Nenhuma delas é do Nordeste, onde Fernando Haddad (PT) venceu no primeiro turno em oito dos nove estados e Ciro Gomes (PDT) foi o mais votado no Ceará. Entre os 12, há dois estados do Sul (Rio Grande do Sul e Santa Catarina), todos os quatro do Centro-Oeste (Mato Grosso, Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul), três do Sudeste (Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo) e três do Norte (Amazonas, Rondônia e Roraima).

 

 

Mais uma semana para agradecer aos Guardiões da Vida.

A pandemia da Covid-19 ainda exige cuidados por parte de todos. E nós precisamos manter a atenção para preservar nossa saúde e a de quem cuida dela, sendo verdadeiros guardiões da vida.

O IR Lem e a São Camilo fazem questão de homenagear os profissionais de saúde, tão importantes em todos os momentos. Fundamentais para tudo acontecer.

Bahia registra 1.380 novos casos de Covid-19 e mais 71 óbitos pela doença.

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.380 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,1%) e 2.750 recuperados (+0,3%).

O boletim epidemiológico desta segunda-feira (24) também registra 71 óbitos.

Situação da regulação de Covid-19

Às 12h desta segunda-feira, 130 solicitações de internação em UTI Adulto Covid-19 constavam no sistema da Central Estadual de Regulação. Outros 127 pedidos para internação em leitos clínicos adultos Covid-19 estavam no sistema. Este número é dinâmico, uma vez que transferências e novas solicitações são feitas ao longo do dia.

Vacinação

Com 3.183.126 vacinados contra o coronavírus (Covid-19), dos quais 1.453.997 receberam também a segunda dose, até as 16 horas desta segunda-feira, a Bahia é um dos estados do País com o maior número de imunizados. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) realiza o contato diário com as equipes de cada município a fim de aferir o quantitativo de doses aplicadas e disponibiliza as informações detalhadas no painel https://bi.saude.ba.gov.br/vacinacao/.

O jornal The Guardian encontrou o termo correto para o motocaço de Bolsonaro.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro , liderou uma coluna ruidosa de entusiastas de motocicletas pelas ruas do Rio em uma tentativa de reenergizar seu movimento de extrema direita em declínio, enquanto a ira pública cresce sobre sua forma de lidar com o surto de Covid no país.

Milhares de bolsonaristas agitando bandeiras se reuniram em frente ao Parque Olímpico no oeste do Rio na manhã de domingo para a demonstração de apoio em duas rodas, antes de rumar para o leste em direção aos distritos de praia ao sul e ao centro da cidade, com Bolsonaro perto da frente.

Enquanto os defensores do presidente brasileiro se reuniam sob uma faixa branca onde se lia “Lenda, você não está sozinho!”, Os detratores do Bolsonaro batiam panelas e lançavam palavrões de suas varandas em protesto. Muitos dissidentes denunciaram como “genocida” sua forma de lidar com uma epidemia de Covid que matou quase meio milhão de brasileiros, quase metade do total perdido na América Latina e no Caribe.

Os apoiadores disseram que vieram de todo o país para apoiar o líder de 66 anos.

“Ele representa a liberdade, a ordem e o progresso e o fim da corrupção”, disse José Antônio do Nascimento, 57 anos, que viajou para o sul de Belo Horizonte e vestia uma camiseta branca e vermelha que dizia: “Estamos com o Bolsonaro”.

Perto dali, um grupo de manifestantes de esquerda e LGBT manifestou sua repulsa e mostrou aos motoqueiros bolseiros o dedo médio.

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro participam de um comício no Rio como parte do evento da manhã de domingo. Fotografia: António Lacerda / EPA

“Sinto uma tristeza profunda”, disse Marcio Vellozo, 48, formado em direito:

“Perdemos quase 500.000 vidas e as pessoas estão nas ruas para comemorar. O que eles estão comemorando? ”

“Sua popularidade está em queda livre”, disse Thaís Oyama, autora de um livro sobre Bolsonaro que acreditava que a resposta do presidente ao coronavírus era a grande culpada.

Com um inquérito da Covid do Congresso atualmente examinando o fracasso do governo Bolsonaro em controlar a epidemia ou adquirir vacinas suficientes, Oyama disse que até os eleitores do Bolsonaro estavam se perguntando se seus parentes teriam sobrevivido se o Bolsonaro tivesse respondido de forma diferente.

Ela afirmou que o rali de motocicletas de domingo foi projetado para projetar força, mas na verdade traiu “um certo desespero” com a queda de sua popularidade e o ressurgimento de Lula.

Lula, um ex-líder sindical que tem sido o principal líder de esquerda do país desde o final dos anos 1980, parece pronto para desafiar Bolsonaro à presidência na eleição de 2022, com pesquisas sugerindo que o esquerdista está na pole position.

Em declarações ao Guardian na semana passada, Lula afirmou que Bolsonaro seria responsabilizado por sua calamitosa resposta Covid, mas reconheceu que seu rival ainda tinha o apoio de um grupo de “fanáticos” que representa entre 15% e 20% dos eleitores.

A carreata na praia de Copacabana

A carreata na praia de Copacabana, no Rio, no domingo. Fotografia: Lucas Landau / Reuters

“Essas pessoas sempre existiram, em qualquer sociedade. Você tem pessoas assim na Inglaterra. Eles existem na Alemanha, existem nos Estados Unidos e existem no Brasil também ”, disse Lula sobre esses radicais. “O que precisamos garantir é que a maioria tenha o direito de governar este país”.

Os bolonaristas podem ser uma minoria, mas são barulhentos. Milhares de motociclistas de direita e predominantemente brancos e homens, alguns usando máscaras Donald Trump ou agitando as bandeiras de Israel e do Brasil, compareceram à procissão de domingo, acelerando seus motores até o fim em um monumento da segunda guerra mundial perto do centro do Rio.

Demorou mais de nove minutos para toda a carreata passar pela posição do Guardian, onde vendedores ambulantes vendiam parafernália com o tema Bolsonaro, incluindo máscaras anti-Covid estampadas com a imagem de Bolsonaro e as palavras “meu presidente”.

Bolsonaro não usava máscara quando se dirigiu à multidão do alto de um caminhão de som e afirmou que estava em uma missão dada por Deus para salvar o Brasil. “Eu sabia que não seria fácil, mas todos nós temos uma missão aqui na Terra”, disse ele a seus acólitos. “É uma cruz pesada de carregar, mas Ele nos ajuda a fazer isso, como todos vocês”.

O presidente do Brasil, que foi condenado internacionalmente por minar as medidas de contenção da Covid e chamar a doença de “uma pequena gripe”, disse lamentar “cada morte, qualquer que seja a causa”. “Mas devemos ser fortes. Temos que enfrentar esse desafio. Devemos viver e devemos sobreviver. ”

Sacudindo os punhos para os motoqueiros apoiadores de Bolsonaro nas proximidades, Vellozo disse: “Nosso presidente é 100% negador. Trump agora está fora de cogitação e, portanto, busca se tornar o líder global da negação.

“Não estou surpreso com o tamanho [do protesto]”, acrescentou. “Mas, como brasileiro, isso me decepciona.”

Nesta segunda, motoristas encontrarão mudanças importantes na Avenida JK, em Luís Eduardo.

Desde ontem (23), o trânsito na Avenida JK está modificado, no trecho entre a Salvador e a rotatória da Câmara de Vereadores.

A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, através da Secretaria de Infraestrutura, realizou o fechamento dos cruzamentos e a abertura dos retornos. Essa é a segunda etapa da requalificação da via.

Neste primeiro momento, os agentes de Trânsito da Sutrans estarão no local, realizando o trabalho educativo de orientação aos motoristas.

É a Prefeitura, cuidando e oferecendo mais segurança a pedestres e motoristas

Centro de Especialidades Odontológicas de Luís Eduardo já realizou mais de 2 mil procedimentos

O Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), de Luís Eduardo Magalhães, já atendeu 2.138 pessoas desde o início do ano. Só no mês de abril, foram 888 procedimentos, com serviços de tratamento de canal, odontopediatria, diagnóstico de câncer de boca, entre outros.

O CEO funciona através de agendamento, via postos de saúde, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, na Avenida Tancredo Neves, na Policlínica Municipal.

Os Centros de Especialidades Odontológicas fazem parte do Programa Brasil Sorridente, que leva atendimento dentário gratuito a cerca de 80 milhões de brasileiros usuários do SUS.

No Rio Grande do Sul, a Liberdade não aguentou a humilhação e suicidou-se.

Quem aguentaria servir o Louro José, em um País onde os princípios da Liberdade, Fraternidade e Igualdade foram esquecidos. Melhor interromper a trajetória de humilhações. O vento Nordestão, na Estrada do Mar, em Capão da Canoa, RGS, ajudou no último gesto tresloucado da Liberté.

Saúde promete 80 milhões de vacinas em 60 dias para o País. É uma boa notícia, se não ficar só na promessa.

Queiroga anuncia 300 mil novas doses de vacina para o Maranhão - Notícias - R7 Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse neste domingo (23) que irá ampliar a cobertura de vacinas em São Luís, no Maranhão. O ministro entregou ao estado 600 mil testes rápidos para Covid-19. A medida visa a busca ativa de novos infectados pela variante indiana.

Segundo Queiroga, neste mês de maio, serão mais de 30 milhões de doses de vacina, o que daria para vacinar mais de um milhão de brasileiros por dia. No mês de junho, conforme o ministro, serão entre 40 milhões e 50 milhões de doses.

Queiroga foi recebido no aeroporto pelo prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), além dos secretários de saúde do município, Joel Nunes, e do estado, Carlos Lula.

“Ele (o prefeito Eduardo Braide) fez um pleito muito justo que era ampliar a cobertura de vacinas aqui em São Luís, aqui nas cidades da ilha. E foi acatado pelo Programa Nacional de Imunização. (…) Nós teremos 5% a mais de vacina, isso é, aproximadamente, 300 mil doses neste primeiro momento”, anunciou o ministro.

De acordo com o secretário de saúde, Joel Nunes, São Luís é a segunda capital que mais vacina no Brasil. Com a chegada dessas doses extras a previsão é de alcançar a capacidade de 15 mil doses aplicadas por dia.

“Essa é uma forma de, além de combatermos a pandemia, enfrentarmos novas variantes”, disse o prefeito de São Luís.

Além da ampliação na cobertura da vacinação, Queiroga lembrou que o governo federal, por meio do Ministério da Saúde, está entregando aos secretários de saúde 600 mil testes para diagnosticar novos casos da Covid-19 e identificar a variante indiana.

“É o governo federal e as secretarias do estado e do município, juntas, contra o nosso único inimigo, prefeito, que é o novo coronavírus. Vamos trabalhar e continuar servindo o povo do Maranhão e do Brasil”, afirmou o ministro.

Questionado sobre quais serão as estratégias que serão adotadas para fazer o controle da variante indiana no país, o ministro disse que serão “várias” e citou a campanha de vacinação como uma delas.

Ele informou ainda que será ampliado o programa de testagem podendo atingir 20 milhões de testes rápidos.

“É um teste de antígeno que tem uma eficácia em diagnosticar o vírus ao FT-PCE, que é o padrão ouro. Então, até 20 milhões de testes para fazer uma vigilância adequada”, explicou.

O ministro informou que as aplicações dos testes no Maranhão vão começar ainda neste domingo. Ele disse ainda ser necessário que a população se conscientize de que é fundamental no controle da pandemia.

“As autoridades sanitárias trabalham juntas para que tenhamos esse sucesso”, informou Queiroga ressaltando que as medidas adotadas no Maranhão serão as mesmas em todo país.

O ministro também foi questionado se houve algum mal estar com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que chegou afirmar em rede social que o governo federal não dialogou com o estado sobre o envio dos 600 mil testes para detecção do novo coronavírus.

“Não tem mal estar nenhum. O governo federal trabalha em parceria com estados e municípios porque o nosso interesse é bem servir o povo brasileiro, tanto que estou aqui hoje. (…) vamos trabalhar juntos”.

O ministro disse ser uma grande responsabilidade conduzir a saúde do Brasil durante uma pandemia.

“Isso não é tarefa para um homem. É tarefa para uma nação. É por isso, que precisamos primeiro, da confiança”, disse Queiroga, lembrando que os médicos e seus pacientes têm uma relação baseada na confiança e que o ministro da Saúde, os secretário de Saúde, dos estados e dos municípios, também. “É parar de fazer calor e gerar luz, precisamos de luz no nosso caminho. E hoje a esperança é a vacina”.

O ministro lembrou ainda que há carência de insumos para as vacinas contra a Covid-19 no mundo inteiro e que o país já distribuiu mais de 90 milhões de doses para população: “São Luís é um case de sucesso. Vem imunizando a população de forma muito rápida”.

O ministro disse que vai percorrer postos de vacinação e o porto em São Luís neste domingo. Ele informou ainda que o país já adquiriu mais de 500 milhões de doses da vacina e que, até o fim do ano, toda população brasileira acima de 18 anos será vacinada.

Ainda neste domingo, Queiroga participou de uma reunião com o governador Flávio Dino. Na sexta-feira (21), o governo do Maranhão multou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por provocar aglomerações e não usar máscara de proteção em meio à pandemia durante um evento realizado em Açailândia, município localizado a 526 km de São Luís.

 

Reportagem mostra como malas lotadas de cocaína são embarcadas em aviões no aeroporto de Guarulhos

Do Fantástico, da Rede Globo.

A quadrilha tinha cúmplices em áreas restritas do aeroporto e eliminava quem ficasse no caminho.

Segundo a polícia, um funcionário que descobriu o esquema e barrou a passagem da droga acabou sendo perseguido e assassinado.

A quadrilha tinha cúmplices em áreas restritas do aeroporto e eliminava quem ficasse no caminho. Segundo a polícia, um funcionário que descobriu o esquema e barrou a passagem da droga acabou sendo perseguido e assassinado.

Nos últimos dois anos, a Polícia Federal conseguiu apreender uma tonelada e meia de cocaína no aeroporto, que tem duas mil câmeras espalhadas por todos os locais. Toda a droga é levada em malas comuns e os traficantes circulam com elas tranquilamente pelo saguão até entregá-las a funcionários que fazem parte do esquema. Segundo investigação, pelo menos 50 são suspeitos de colaborar com a quadrilha.

Em operação nesta semana, a PF prendeu 28 pessoas e apreendeu mais de R$ 240 mil em dinheiro na casa de suspeitos. Um deles tinha uma frota de 18 carros que alugava para motoristas de aplicativo. Veja as imagens da ação dos bandidos na reportagem.

Atlético de Alagoinhas conquista Baiano pela primeira vez na história.

Vitória, clube, série B, bola, chuteira

Carcará superou o Bahia de Feira por 3 a 2 neste domingo (23).

Na inédita final 100% do interior no Campeonato Baiano, o Atlético de Alagoinhas derrotou o Bahia de Feira por 3 a 2, neste domingo (23) na Arena Cajueiro, em Feira de Santana, e conquistou pela primeira vez na história o título da competição.

O jogo de ida, realizado no estádio Antônio Carneiro, o Carneirão, em Alagoinhas (BA), terminou com um empate de 2 a 2.

Jogando em casa, o Bahia de Feira começou melhor, trocando passes no meio de campo e envolvendo o adversário. Com isso conseguiu abrir o placar aos 18 minutos, graças a falha da defesa adversária. Após Cazumba cobrar escanteio, Iran acabou tocando na bola com as costas e marcando contra.

Cinco minutos depois o mesmo Iran voltou a marcar, mas agora a favor de sua equipe. Dionísio cobrou falta e o zagueiro cabeceou e superou o goleiro adversário.

O jogo de ida, realizado no estádio Antônio Carneiro, o Carneirão, em Alagoinhas (BA), terminou com um empate de 2 a 2.

Jogando em casa, o Bahia de Feira começou melhor, trocando passes no meio de campo e envolvendo o adversário. Com isso conseguiu abrir o placar aos 18 minutos, graças a falha da defesa adversária. Após Cazumba cobrar escanteio, Iran acabou tocando na bola com as costas e marcando contra.

Cinco minutos depois o mesmo Iran voltou a marcar, mas agora a favor de sua equipe. Dionísio cobrou falta e o zagueiro cabeceou e superou o goleiro adversário.

Em São Paulo, o tricolor paulista venceu o Palmeiras e se tornou campeão. No Rio Grande do Sul, o Grêmio empatou em casa e conquistou o título de Campeão Gaúcho, depois da vitória por 2×1 no Beira-Rio.

Pazuello terá que explicar ao Comando do Exército sua participação em ato pró-Bolsonaro

Pazuello terá que explicar ao Comando do Exército sua participação em ato pró-Bolsonaro

Militares da ativa são proibidos pelo Estatuto dos Militares e pelo Regulamento Disciplinar do Exército de participar de manifestações coletivas de caráter político

Uma nova crise militar no governo de Jair Bolsonaro pode estar a caminho e o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, poderá ter que explicar ao comando do Exército sua participação em ato junto a Bolsonaro neste domingo (23). Militares da ativa são proibidos pelo Estatuto dos Militares e pelo Regulamento Disciplinar do Exército de participar de manifestações coletivas de caráter político, o que é considerado transgressão disciplinar.

Diz o texto do regulamento: “Manifestar-se, publicamente, o militar da ativa, sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária“.

De acordo com o Estadão, não há notícia de que o Comando do Exército tenha autorizado o general a participar da manifestação.

Na quarta-feira (19), o general Augusto Heleno afirmou que militares “da ativa não podem e serão devidamente punidos se aparecerem em manifestações políticas“.

Um General de Divisão do Exército Brasileiro participando de um evento de natureza política não condiz e não respeita a instituição da qual faz parte. Como Instituições do Estado Brasileiro nossas Forças atingiram grau de maturidade institucional e o respeito de toda sociedade”, postou o perfil do PSDB Oficial, no Twitter.

Da Redação Urbs Magna

A história do fascismo separada por 88 anos.

Nas redes sociais, internautas perguntavam: “O que o Presidente está comemorando com a manifestação de hoje? A morte de 450 mil pessoas por falta de vacinas ou a fome que está transformando um quarto da população brasileira numa legião de famintos abúlicos?”

De fato: a ferropriva prolongada torna as pessoas sem vontade. Qualquer esforço maior depende de muita força de vontade. Como nos anos 70, quando se deu o “milagre econômico brasileiro”, nutricionistas recomendavam que os pobres fizessem comida em panelas de ferro. A ausência de ferro do feijão, da carne e de alguns legumes era tão violenta, que acreditavam que o organismo poderia absorver o ferro elementar das panelas. 

Toque de recolher é prorrogado até 1º de junho em toda a Bahia

Governo da Bahia prorroga toque de recolher até 25 de maio em todo o estado; confira medidas | Bahia | G1

O Governo do Estado decidiu manter a restrição da locomoção noturna de pessoas das 21h às 5h, em toda a Bahia e em conformidade com as condições estabelecidas nos respectivos decretos municipais, até o dia 1º de junho.

Nas regiões da Chapada, Oeste, Sudoeste e Extremo-Sul, as medidas de restrição de locomoção tem validade das 20h às 5h.

Nos municípios integrantes das regiões de saúde em que a taxa de ocupação de leitos de UTI vier a se manter igual ou inferior a 75%, por cinco dias consecutivos, a restrição na locomoção será válida das 22h às 5h.

O funcionamento de bares e restaurantes deve ficar limitado às 19h todos os dias, até 1º de junho. No final de semana, o funcionamento dos bares e restaurantes deve estar restrito à comercialização de alimentos e bebidas não alcoólicas, pois das 18h de 28 maio até as 5h de 31 de maio, a venda de bebida alcoólica em quaisquer estabelecimentos fica proibida, inclusive por sistema de entrega em domicílio (delivery), com exceção apenas para as regiões de saúde que alcancem a taxa de 75% ou menos de ocupação de leitos de UTI, durante cinco dias consecutivos

A circulação das lanchinhas deve ser suspensa das 22h30 às 5h, limitada a ocupação ao máximo de 50% da capacidade da embarcação durante o fim de semana.

Região Metropolitana

O toque de recolher nas cidades da região metropolitana tem validade das 20h do dia 28 às 5h de 31 de maio. Com isso, o funcionamento dos meios de transporte metropolitanos e ferry boat fica suspenso no período das 20h30 às 5h, de 28 até 30 de maio, sendo proibido o funcionamento do ferry boat nos dias 29 e 30.

De acordo com o decreto, a comercialização de bebidas alcoólicas nos municípios desta região fica proibida das 20h do dia 28 às 5h do dia 31 de maio.

Aulas

As unidades de ensino públicas e particulares podem manter as atividades de forma semipresencial. Para que isso ocorra, é necessário que a taxa de ocupação de leitos de UTI Covid esteja abaixo de 75%, por cinco dias consecutivos, nas regiões de saúde.

Além disso, as atividades letivas devem ficar condicionadas à ocupação máxima de 50% da capacidade de cada sala de aula e ao atendimento dos protocolos sanitários estabelecidos.

Eventos e shows

Os eventos e atividades que envolvam aglomeração de pessoas continuam proibidos, em todo o território da Bahia, independentemente do número de participantes, ainda que previamente autorizados.

Segue suspensa ainda a realização de shows, festas, públicas ou privadas, e afins, independentemente do número de participantes, além de atividades esportivas amadoras em todos os municípios baianos, até 1º de junho.

A atualização do decreto determina ainda a permissão de eventos profissionais e científicos com até 50 pessoas; além de atos religiosos litúrgicos desde que esses ocorram com 25% da ocupação dos espaços. Academias também podem manter o funcionamento, desde que limitem a 50% da capacidade.

 

Leonardo Boff afirma que o Presidente já é carta fora do baralho em 2022

“Bolsonaro já é carta fora do baralho e nem candidato será”, opina Leonardo Boff

Frei(*) Leonardo Boff, professor universitário catarinense, teólogo, filósofo e escritor, pregador da Teologia da Libertação, fez declarações fortes, durante este sábado, no Twitter. nas quais considera a situação do Presidente da República como desesperadora:

“Para mim, Bolsonaro já é, agora, carta fora do baralho. Possivelmente, nem candidato será. Ou será levado a renunciar, à condição de que não o prendam, ou enfrentará os tribunais nacionais e internacionais por crimes comuns, contra o povo e contra a humanidade. Seria o castigo para os seus crimes”.

Apesar de estar ligado às oposições lideradas pelo Partido dos Trabalhadores, a posição de Boff não parece fazer parte do quadro estratégico do pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

Como já comentamos aqui, os vencedores sempre escolhem os seus adversários. E Lula parece ter escolhido o fragilizado Bolsonaro para enfrentar nas urnas.

Parece claro que é preferível disputar com o atabalhoado e despreparado Bolsonaro do que enfrentar um novo “messias”, surgido entre a centro direita.

O que não fica claro é se o País está disposto a pagar os altos custos sociais da gestão Bolsonaro, com a epidemia grassando, a fome rondando 1/4 das famílias brasileiras, a economia perdendo o resto do vigor, depois da gestão desastrada de Paulo Guedes, e a ameaça pendente de rompimento do tecido social.

(*) Sacerdote que pediu o desligamento da Igreja Católica em 1992.

 

Riquinho e valente: jovem ameaça policial e é preso com armas em Barreiras.

Um jovem de 29 anos, que conduzia um veículo GM/Cruze, foi preso no bairro Vila Rica, na noite desta sexta-feira,22, portando várias armas, sendo, uma pistola de pressão, um revólver calibre 38 e uma arma branca. A prisão aconteceu, após o indivíduo ter ameaçado um policial Militar que estava de folga e passava pelo bairro em sua motocicleta.

Guarnições da 84ª e 83ª CIPM, foram acionadas e localizaram o veículo com o acusado das ameaças e as armas. Diante dos fatos, o homem e as armas foram apresentados na 11ª delegacia da polícia civil.

Fonte:Redação Sigi Vilares com informações da Policia Militar