Anvisa autoriza novas condições de conservação para vacina da Pfizer.
Medida facilitará o armazenamento do imunizante
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (28) novas condições de conservação e armazenamento para a vacina Comirnaty, produzida pela Pfizer/Wyeth. O novo texto de bula estende de cinco para 31 dias o tempo para que a vacina seja mantida em temperatura controlada entre 2 graus Celsius (ºC) a 8ºC. Antes da liberação dos frascos para a vacinação, as doses da Pfizer precisam ser armazenadas em caixas com temperaturas entre -25°C e -15°C por, no máximo, 14 dias.

A mudança facilita a ampliação da distribuição da vacina em todo o país, já que, além das capitais dos estados, outros municípios que ficam até duas horas e 30 minutos distantes delas também poderão receber doses do imunizante. Nesses casos, devem ser consideradas as particularidades que envolvem o armazenamento da vacina durante o transporte.
Segundo a Anvisa, para aprovar as novas condições a agência avaliou os estudos de estabilidade apresentados pelo laboratório desenvolvedor da vacina, que servem para definir por quanto tempo e em quais condições a vacina mantém suas características sem alteração.
Ontem, o Ministério da Saúde anunciou a chegada de mais 2,3 milhões de doses da vacina da Pfizer nos primeiros dias de junho. A expectativa é que no próximo mês sejam importadas 12 milhões de vacinas da farmacêutica. O governo federal tem dois contratos assinados com a Pfizer que totalizam a importação de 200 milhões de vacinas até o fim deste ano.
Da Agência Brasil.
Aconteceu agora: mulher é agredida e fica prostrada na calçada até a chegada do socorro.
Por volta das 10hrs da manhã desta sexta-feira, 28, uma mulher não identificada foi brutalmente espancada por seu companheiro de convívio. A vítima ficou desacordada e bastante machucada.
Ninguém no local deu informações sobre o ocorrido. A vítima ficou imobilizada pelos ferimentos até a chegada do SAMU, que prestou os primeiros socorros e encaminhou a mulher até uma unidade de pronto atendimento.
A Polícia Militar realiza diligências nas imediações no intuito de prender o acusado das agressões.
Em LEM, exame por imagem é no IRLEM. Agende e conte com a nossa precisão.

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Policlinica de Luís Eduardo Magalhães ja realizou quase 12 mil consultas com especialistas.

Nos primeiros quatro meses de 2021, a Policlinica de Luís Eduardo Magalhães já realizou 11.804 atendimentos e exames, de acordo com dados da direção da unidade de saúde. Uma média de 3 mil consultas por mês.
Com dermatologista, cardiologista, coloproctologista, urologista, ortopedista e psicólogo. São 25 especialidades ao todo.
“Mesmo em meio à pandemia, não podemos negligenciar outras doenças. Por isso o nosso esforço para oferecer um atendimento especializado, de forma humanizada, e claro, respeitando as medidas preventivas contra o Covid-19”, ressaltou Paula Rafaela, diretora da Policlinica.
Desde o inicio do ano, o objetivo da Prefeitura, através da Secretaria de Saúde é garantir um serviço de qualidade e cuidar da população. E esse trabalho vem sendo realizado gradualmente.
Barreiras imita Manaus e cria “Missão Covid” na semana mais crítica até agora.

Barreiras no auge da crise sanitária, segundo o Painel do Coronavírus do Ministério da Educação, desenvolvido pela Rede Data Science BR (dsbr.org)
Difícil de acreditar que mesmo depois de vetado por organismos internacionais, como a OMS, e de catástrofes, como a crise de Manaus, médicos do Oeste baiano, imbuídos de um profundo sentimento bolsonarista, estão propondo a adoção do tal “tratamento precoce”, usando como fundamentos um vermífugo descoberto em 1937 e a tal da hidroxicloroquina.
Imitando a fracassada “Missão Covid Manaus”, que causou mais de 8 mil mortes em Manaus (4.430 nos primeiros 60 dias do ano), um grupo de médicos de Barreiras, contaminados por um pernicioso viés político, resolveram, lançar, por baixo dos panos a tal “Missão Covid Barreiras”, com um apoio da prefeitura municipal e que funcionará travestida de Centro de Acolhimento a Pacientes Suspeitos de COVIS, inaugurado hoje no Parque de Exposições de Barreiras.
A tal Missão Covid Barreiras foi gestada e é tocada por um grupo de médicos bolsonaristas que incluem proctologistas, obstetras, ginecologistas, donas de clínicas e ortopedistas. Com a tutoração de um conhecido urologista de poucos cabelos e um cirurgião plástico. Turma muito distante de serem infectologistas, pneumologistas, anestesistas e intensivistas, gente especializada que trabalham na linha da frente da Covid.
A tal Missão Covid Barreiras defende o tratamento precoce mesmo depois de reprovado em todo o País. E fruto de investigação em uma CPI no Senado Federal. Hoje mesmo o prefeito de Leme, no interior de São Paulo, foi proibido pela Justiça de adquirir e aplicar o tal tratamento precoce. Esses médicos doidivanas podem complicar, ainda mais, a situação legal do prefeito Zito Barbosa.
Tudo feito de forma escamoteada, na surdina, pelas sombras. Bem ao modo de operar do governo bolsonarista.
Veja o que diz uma mensagem interceptada hoje, entre médicos que tratam do estabelecimento da Missão:
Boa noite Colegas
O Secretário de Saúde de Barreiras, sr. Melchisedec, me ligou hoje a tarde queixando que soube que tem áudios de Médicos do grupo relatando que a Prefeitura irá iniciar Tratamento Precoce, que vai comprar Hidroxicloroquina e ivermectina e estabelecer o Kit Covid pra distribuir na cidade. Pediu para que não divulgasse esses áudios, mesmo ele ciente que não foi por maldade de ninguém, mas que segundo ele, devido ao fato do Tratamento Precoce ser polêmico, ter uma mídia desinformada e diretrizes do governo do Estado da Bahia em contrário, que seria importante não divulgar postagens dessa forma.
Na própria reunião que tivemos anteontem, combinamos de que o Projeto se chamará Missão Covid Barreiras e terá como objetivo o Tratamento nas fases iniciais da doença e que evitaríamos o termo Tratamento Precoce. Dessa forma peço cuidado nas postagens, a mídia social é igual “fogo de munturo” quando espalha é difícil de conter.
Pelo teor da mensagem e os subterfúgios propostos já deixam bem claro que coisa boa e licita não é.
Prezados promotores do nosso valoroso Ministério Publico Estadual e Federal, fiquem atento a este movimento. Ao uso indevido das verbas da Saúde e ao prejuízo à saúde dos nossos barreirenses. E sem querer ensinar Pai Nosso a Vigário, eu mandaria checar as receitas dos pacientes atendidos nesse Centro de Acolhimento.

Barreiras, Luís Eduardo, São Desidério, Catolândia, Cotegipe, Baianópolis, Cristópolis, Cotegipe, Angical e Riachão das Neves. Média móvel de casos em evolução.
Apoio a impeachment de Bolsonaro sobe e vai a 57%.
Em 3 meses, número subiu 11 p.p. Outros 37% se dizem contrários. O desejo do impeachment acompanha a desaprovação do Governo que ronda 60% dos eleitores.

O apoio dos brasileiros a um eventual impeachment do presidente Jair Bolsonaro subiu para 57%, de acordo com pesquisa PoderData realizada nesta semana (24-26.mai.2021). A taxa aumentou 11 pontos percentuais em relação a 3 meses antes.
A proporção dos que acham que Bolsonaro deve continuar no cargo caiu 10 pontos percentuais no mesmo período. Passou de 47% para 37%.
Esse é o 1º levantamento sobre a avaliação do impeachment de Bolsonaro feito depois da instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado, que apura ações e omissões dos governos federais e estaduais no combate à pandemia de covid-19.

Até esta 5ª feira (27.mai), foram protocolados 120 pedidos contra Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Os 2 últimos foram feitos por Alexandre Frota (PSDB-SP) e pelo líder indígena Ailton Krenak, no dia 24. Eis a íntegra (148 KB)
Esta pesquisa foi realizada no período de 24 a 26 de maio de 2021 pelo PoderData, a divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.
Foram 2.500 entrevistas em 462 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.
Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.
HIGHLIGHTS DEMOGRÁFICOS
O PoderData traz os recortes da pesquisa por sexo, idade, região, escolaridade e renda. Eis os principais estratos.
Quem mais apoia o impeachment:
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mulheres (61%);
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pessoas de 16 a 24 anos (62%);
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moradores da região Nordeste (64%);
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quem recebe de 5 a 10 salários mínimos (68%).
Quem mais defende a continuidade de Bolsonaro no cargo:
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homens (43%);
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pessoas de 45 a 59 anos (45%);
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moradores da região Norte (59%);
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quem recebe de 2 a 5 salários mínimos (44%).
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ACOMPANHA REPROVAÇÃO
Entre os que avaliam o trabalho de Bolsonaro como “ruim” ou “péssimo”, 91% querem a sua saída do cargo. Acompanha reprovação ao governo, que voltou a subir e igualou o recorde de 59%, uma alta de 5 pontos percentuais em relação a duas semanas antes.
Mais de 456,6 mil pessoas já perderam a vida por covid-19 no Brasil.
Casos confirmados da doença passam de 16,3 milhões
Desde o início da pandemia de covid-19, 456.674 pessoas perderam a vida para a doença no Brasil. Entre ontem e hoje, foram registrados 2.245 óbitos – ontem, o número estava em 454.429. Ainda há 3.759 mortes em investigação. O termo é empregado pelas autoridades de saúde para designar casos em que um paciente morre, mas a causa continua sendo apurada mesmo após a declaração do óbito.

Já o total de pessoas infectadas desde o início da pandemia chegou a 16.342.162. Nas últimas 24 horas, foram confirmados 67.467 casos de covid-19. Ontem, o painel de informações do Ministério da Saúde trazia 16.274.695 casos acumulados. O país tem ainda 1.099.196 casos ativos, em acompanhamento.
O número de pessoas que pegaram covid-19, mas se recuperaram totalizou 14.786.292, o que corresponde a 90,5% do total de pessoas infectadas com o vírus. Os dados são no balanço diário do Ministério da Saúde sobre a pandemia, que foi divulgado na noite desta quinta-feira (26). A atualização é produzida com base em informações disponibilizadas pelas secretarias estaduais de Saúde.
Os números são em geral mais baixos aos domingos e segundas-feiras em razão da menor quantidade de funcionários das equipes de saúde para fazer a alimentação dos dados. Já às terças-feiras os resultados tendem a ser maiores pelo envio dos dados acumulados.
Estados
Entre os estados com maior número de mortes por covid-19, o primeiro é São Paulo, com 109.850. Em seguida, vêm Rio de Janeiro, com 50.125; Minas Gerais, com 39.784; Rio Grande do Sul, com 27.868; e Paraná, com 25.966.
Já na parte de baixo da lista, com menos vidas perdidas para a pandemia, estão Roraima, com 1.612 óbitos; Acre, com 1.652; Amapá, com 1.683; Tocantins, com 2.825; e Alagoas, com 4.679.
Vacinação
Até o momento, foram distribuídas a estados e municípios 96,5 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Deste total, foram aplicadas 60,8 milhões de doses, sendo 41,3 milhões da primeira e 19,5 milhões da segunda dose.
Conteúdo da Agência Brasil.
Novo sentido de circulação da rua Cleriston Andrade, em Luís Eduardo Magalhães


A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, por meio da Superintendência de Trânsito (Sutrans), informa que a partir desta quinta-feira (27), o sentido de circulação na Rua Cleriston Andrade mudou. É importante que os motoristas estejam atentos às alterações.
A via está devidamente sinalizada pela equipe da Sutrans.

Sentido da Cleriston Andrade agora é o da Av. Brasília para a Av. Salvador.
Bahia registra 4.099 novos casos de Covid-19 e mais 130 óbitos pela doença.

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 4.099 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,4%) e 3.809 recuperados (+0,4%). O boletim epidemiológico desta quinta-feira (27) também registra 130 óbitos. Apesar de as mortes terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro foram realizados hoje.
Situação da regulação de Covid-19
Às 12h desta quinta-feira, 159 solicitações de internação em UTI Adulto Covid-19 constavam no sistema da Central Estadual de Regulação. Outros 93 pedidos para internação em leitos clínicos adultos Covid-19 estavam no sistema. Este número é dinâmico, uma vez que transferências e novas solicitações são feitas ao longo do dia.
Vacinação
Com 3.254.002 vacinados contra o coronavírus (Covid-19), dos quais 1.500.134 receberam também a segunda dose, até as 16 horas desta quinta-feira, a Bahia é um dos estados do País com o maior número de imunizados. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) realiza o contato diário com as equipes de cada município a fim de aferir o quantitativo de doses aplicadas e disponibiliza as informações detalhadas no painel https://bi.saude.ba.gov.br/vacinacao/.

Falta pouco para a inauguração de “quebra-molas” e placa de “Pare”.

Luís Eduardo: Prefeito cumpre agenda, em Brasília, em busca de recursos federais.
Nesta quarta e quinta-feira o prefeito Junior Marabá está em Brasília cumprindo agenda ao lado dos secretários de Governo e Infraestrutura, Danilo Henrique e Franklin Willer, do deputado estadual Paulo Câmara e do Ministro da Cidadania, João Roma.
Pela manhã Junior e os Secretários estiveram no gabinete do deputado Cacá Leão, onde discutiram necessidades de investimentos no município. “Procuramos nosso deputado e apresentamos alguns projetos que temos para o município, a fim de viabilizar algumas emendas. Acreditamos que de posse dessas informações, Cacá irá buscar investimentos para Luís Eduardo”, disse Danilo Henrique, secretário de Governo.
Na reunião que aconteceu com o Ministro Tarcísio Vieira, da Infraestrutura, Junior foi acompanhado pelo também Ministro João Roma.
Na pauta estavam três importantes assuntos para Luís Eduardo Magalhães; o aeroporto – com voos domésticos e cargueiros, onde foi pedido uma atenção especial ao Ministro Tarcísio; a FIOL – Ferrovia de Integração Oeste-Leste e o tão aguardado viaduto sobre a BR-242.
Contando com o empenho do deputado federal licenciado, e atual Ministro da Cidadania, João Roma, o projeto do viaduto sobre a BR-242 deverá sair do papel mais rápido do que esperado.
“Vimos que já existe um projeto no DNIT para a construção do viaduto sobre a BR-242. Agora temos que orçar o projeto e apresentá-lo ao ministério para que possamos alocar recursos para a obra”, disse o secretário de Infraestrutura, Franklin Willer.
“Fomos muito bem recebidos pelo Ministro Tarcísio, que prometeu dar uma atenção ao nosso aeroporto, entendo a importância de Luís Eduardo como a sétima economia da Bahia”, disse o prefeito Junior Marabá.
“Nossa luta agora é na busca pela instalação de um porto seco da FIOL em Luís Eduardo Magalhães, pois sabemos da importância de um porto desse para a nossa economia. Nossa próxima reunião agora, será com a Concessionária da ferrovia”, concluiu o prefeito Junior Marabá.
Diretor do Butantan diz, na CPI, que governo ignorou oferta de 60 milhões de doses de vacina feita em julho.
O médico e diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, responde a perguntas dos senadores na Comissão Parlamentar de Inquérito que analisa a condução da pandemia de Covid-19 no país.
Negacionistas bastardos, filhos de uma jumenta velha, mansa de barranco, pagarão na Justiça pelos seus crimes.
Secretaria de Segurança fecha balneário do Rio de Pedras.


Com o objetivo de evitar as festas clandestinas e aglomerações, a Secretaria de Segurança, Vigilância Sanitária e Associação Comercial e Empresarial de Luís Eduardo Magalhães (ACELEM), realizaram nesta quarta-feira (26), o fechamento do balneário Rio de Pedras.
A Superintendência de Trânsito, Sutrans, colocou estruturas que impedem o acesso de carros e pessoas ao local. A medida faz parte das iniciativas para frear o avanço do Covid-19, já que o espaço era alvo de diversas denúncias.
A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães conta com a participação da comunidade, para diminuir os índices de contaminação pela doença no município.
Pedestre é atropelado na av. Salvador e falece logo depois.

Welton Souza Barbosa, de 30 anos, foi atropelado por volta das 18h30 desta quarta-feira,26, na Avenida Salvador, na altura do Loteamento Novo Horizonte, em Luís Eduardo Magalhães.
Segundo informações de transeuntes, Welton estava fazendo caminhada com o filho e a esposa quando foi surpreendido por uma caminhonete Toyota Hillux, que seguia sentido centro. Welton foi atingido e arremessado para fora da via. O condutor da caminhonete permaneceu no local.
Uma equipe do SAMU prestou o atendimento médico no local e depois encaminhou Welton a UPA, mas ele sofreu um trauma cranioencefálico grave e não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito.
Após descumprimento de Decreto Municipal, Vigilância Sanitária e Secretaria de Segurança interditam bares.

A Secretaria de Segurança de Luís Eduardo Magalhães, juntamente com a Vigilância Sanitária tem atuado para garantir o cumprimento do decreto municipal, que flexibilizou a abertura da atividades econômicas.
Infelizmente, alguns estabelecimentos insistem em descumprir as medidas. Durante fiscalização na noite desta quarta-feira (26),bares e restaurantes foram interditados, pela venda de bebida alcoólica e descumprimento do horário de funcionamento.
A venda de bebida alcoólica está proibida em todo o Estado até o próximo dia 01 de junho. Bares e restaurantes podem funcionar durante o dia, no município, mas a partir das 20h, apenas por Delivery.
“As decisões quanto as medidas tomadas no município são decididas em conjunto com a categoria dos comerciantes, por meio da ACELEM. Mas infelizmente, algumas pessoas insistem em descumprir o decreto. Dessa vez, após muita conversa e trabalho educativo e de conscientização, tivemos que interditar”, explicou o secretário de Segurança, João Paulo Nascimento.
De acordo com o secretário, os comerciantes que cumprem as regras não podem ser penalizados por quem não segue o decreto.
“Essa nossa ação mais punitiva, é para não prejudicar todo o comércio e precisar fechar novamente. Quem trabalha direito, não pode sofrer pela prática irregular de irresponsáveis”, concluiu.
Terceira Onda da Covid-19 no Brasil já estava se desenvolvendo antes da chegada da Variante Indiana.
Da BBC, editado.
A linhagem B.1.617, detectada pela primeira vez em outubro de 2020 na Índia, foi encontrada na maior cidade da América Latina: o Instituto Adolfo Lutz confirmou o primeiro caso em São Paulo de um paciente com covid-19 provocada por essa nova versão do coronavírus.
© Getty Images A variante B.1.617 foi descrita há quase oito meses e já está presente em mais de 40 países
Trata-se de um indivíduo de 32 anos, que desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos após uma viagem à Índia e chegou a ser identificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que monitora os passageiros e trabalhadores no local.
O problema é que o homem foi liberado para seguir viagem antes que os resultados do seu teste estivessem disponíveis: ele embarcou num voo doméstico, para Campos dos Goytacazes (RJ), onde mora.
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Covid-19: Brasil tem primeiros casos confirmados da variante da Índia; entenda impactos que ela pode ter no país
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O que ciência já descobriu sobre maior agressividade da variante P.1 em jovens?
Sem esse isolamento, há uma chance razoável de ele ter tido contato e transmitido o vírus para um monte muitas pessoas, o que dificulta ainda mais o acompanhamento da evolução dessa nova variante pelas cidades brasileiras.
Essa é a sétima confirmação de covid-19 causada pela B.1.617 no país: as outras seis estão no Maranhão e foram detectadas na semana passada. Todos são tripulantes do navio MV Shandong da Zhi e estão sob monitoramento das autoridades de saúde locais.
Há ainda outros casos suspeitos que são analisados em Minas Gerais, Espírito Santo e Distrito Federal.
Enquanto as primeiras confirmações sobre a nova linhagem no Brasil começam a evoluir, o interesse das pessoas pelo tema também cresce exponencialmente.
Prova disso é um levantamento feito pelo Google Trends, ao qual a BBC News Brasil teve acesso com exclusividade: as buscas pelo termo “cepa indiana” tiveram um crescimento de 6.840% entre os dias 21 e 25 de maio.
No Maranhão, local onde ocorreram as primeiras detecções do vírus, essas palavras-chave entraram para o ranking das 50 mais populares no Google durante o período.
Nessa última semana, as cidades de São Luís (MA) e Marabá (PA) apresentaram o maior volume de buscas pela palavra “variante” em todo o mundo.
A partir do relatório do Google, a BBC News Brasil separou as perguntas mais frequentes sobre a variante e foi buscar as respostas com a ajuda de especialistas em virologia e infectologia, que você confere a seguir.
1. O que é ‘cepa indiana’?
Antes de mais nada, vale começar essa explicação com um breve recado: assim como “vírus chinês” e “variante brasileira”, o termo “cepa indiana” não é o mais adequado, porque cria uma visão preconceituosa e xenófoba que não corresponde à realidade. As autoridades públicas e cientistas preferem utilizar o nome técnico, B.1.617, para descrever a variante encontrada na Índia a partir de outubro de 2020.
Segundo as análises, essa linhagem apresenta três versões, com pequenas variações entre elas: a B.1.617.1, a B.1.617.2 e a B.1.617.3.
Elas já foram encontradas em quase 50 países (incluindo o Brasil) e se tornaram dominantes não apenas na Índia, mas também em algumas regiões do Reino Unido.
© Noah Seelam/Getty Images A linhagem B.1.617 foi originalmente encontrada na Índia
A cepa apresenta algumas mutações importantes nos genes que codificam a espícula, a estrutura que fica na superfície do vírus e é responsável por se conectar aos receptores das células humanas para dar início a uma infecção.
Com base no conhecimento acumulado e na observação do que acontece em lugares onde a pandemia está fora de controle (como a Índia), há o temor de que a B.1.617 seja mais transmissível em comparação com as outras versões.
Mas isso ainda precisa ser melhor estudado para entender e quantificar esse maior potencial de contaminação.
“Será necessário determinar se a B.1.617 é mais transmissível ou mais transmitida. Até que ponto ela se tornou dominante por características próprias ou pelo comportamento do hospedeiro, ou seja, dos seres humanos que seguem aglomerando sem as medidas de prevenção?”, questiona o virologista Paulo Eduardo Brandão, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP).
2. O que se sabe sobre essa nova variante?
Em resumo, ela foi descoberta há quase oito meses e, nas últimas semanas, dominou as cadeias de transmissão na Índia e “pulou” a fronteira de dezenas de países.
Além dos temores de maior transmissibilidade obtidos a partir da observação do que ocorre em alguns lugares, não se sabe muito mais sobre a B.1.617 ou sua contribuição para o agravamento da pandemia.
Ainda não foi publicado nenhum estudo que comprove que essa linhagem esteja relacionada a uma maior taxa de casos graves ou óbitos em decorrência da covid-19.
Também não há 100% de certeza se essa linhagem “escapa” de uma resposta imune obtida a partir de uma infecção prévia ou da vacinação (os imunizantes, inclusive, serão tema de uma próxima questão de nossa lista).
3. O que a variante da Índia causa?
Assim como as outras versões do vírus, a B.1.617 pode invadir nosso organismo e causar a doença conhecida como covid-19.
A infecção começa a partir do contato com pequenas partículas da saliva de alguém contaminado, que invadem as células da superfície dos olhos, do nariz ou da boca.
Após a invasão, o vírus começa a usar o maquinário celular para produzir novas cópias de si mesmo, que atacam outras células.
O quadro progride aos poucos e novas partes do organismo são atingidas: o coronavírus pode avançar até alcançar os pulmões ou outros órgãos.
Aos poucos, aparecem os sintomas típicos da doença, sobre os quais falaremos mais adiante.
No meio disso tudo, a resposta do sistema imunológico pode causar uma reação inflamatória exagerada, que complica ainda mais a situação.
Esse “caminho” é praticamente o mesmo, não importa qual a variante do coronavírus responsável por essas ações.
Na prática, uma linhagem ou outra pode apresentar algumas características que a tornam mais transmissível, o que facilita a primeira etapa de todo esse processo. Isso tem um efeito importante.
Com as versões anteriores, era necessário ter contato com uma quantidade considerável de vírus para ficar doente.
Agora, com as novas variantes, essa carga viral necessária para desenvolver a covid-19 fica um pouco mais baixa, o que certamente representa um perigo.
4. Ela é mais perigosa?
A resposta para essa pergunta depende de como a análise é feita.
Por um lado, não há evidência alguma de que a variante B.1.617 leve a uma covid-19 mais grave. Por outro, o potencial de ela ser mais transmissível pode significar um aumento na quantidade de pessoas infectadas.
Isso, por tabela, cria novas cadeias de transmissão e eleva o número de pacientes que precisarão de um atendimento nos hospitais — o que, por sua vez, aumenta a exigência por leitos nas enfermarias e nas unidades de terapia intensiva (UTI).
Para Brandão, a chegada dessa variante ao Brasil desvela um perigo ainda mais amplo que muitas vezes passa despercebido: o da nossa incapacidade de barrar a entrada dessas novas versões do vírus pelas nossas fronteiras.
“Essa linhagem só foi encontrada depois que já havia sido introduzida no país. Isso demonstra a falta de controle das barreiras sanitárias”, analisa.
5. Ela é mais letal?
Por ora, não há nenhum estudo que comprove uma maior letalidade após a covid-19 provocada pela linhagem B.1.617.
De forma indireta, um aumento na mortalidade pode até acontecer pelo aumento da procura por atendimentos hospitalares: afinal, a falta de profissionais qualificados, leitos, equipamentos, medicamentos e demais recursos causa um colapso no sistema de saúde.
Com isso, muitos pacientes que poderiam ser recuperados morrem pela ausência dos cuidados básicos.
Esse cenário, aliás, já foi observado recentemente, nos primeiros meses de 2021: em vários estados do Brasil, a taxa de ocupação nos hospitais ficou bem acima da capacidade e levou a um cenário caótico.
6. Quais as formas de prevenção?
As formas de prevenção a variante B.1.617 seguem exatamente iguais, como você confere na lista a seguir:
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Se possível, fique em casa e sem contato próximo com pessoas que não fazem parte do seu convívio diário.
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Se precisar sair, use uma máscara que cubra bem o topo do nariz, a boca e o queixo, sem deixar frestas onde o ar pode entrar e sair. Dê preferência aos modelos profissionais, que conferem maior proteção, especialmente a PFF2 ou a N95.
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Na rua, mantenha uma distância mínima de 1,5 metro de outros indivíduos.
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Ao sair, prefira sempre lugares abertos, ao ar livre. Se for para um local fechado, veja se ao menos há uma boa circulação do ar, com as janelas abertas.
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Evite manter contato próximo e por muito tempo com pessoas que não fazem parte do seu dia a dia.
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Lave sempre as mãos com água e sabão ou álcool gel.
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Quando chegar a sua vez, vá até o posto de saúde mais próximo para tomar a vacina.
7. Quais são os sintomas da infecção pela variante detectada na Índia?
“Não há nenhuma diferença dos sintomas provocados por essa linhagem em comparação com as outras”, esclarece o médico Leonardo Weissmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
Portanto, siga atento aos sintomas clássicos de covid-19. Os mais comuns são:
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Febre
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Tosse seca
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Cansaço
Os menos frequentes são:
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Dores e desconforto espalhado pelo corpo
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Dor de garganta
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Diarreia
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Conjuntivite
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Dor de cabeça
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Perda de paladar ou olfato
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Problemas na pele
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Descoloração dos dedos dos pés e das mãos
Há ainda a lista dos sintomas graves:
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Dificuldades para respirar
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Falta de ar
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Dor ou pressão no peito
Se os sintomas aparecerem e persistirem por alguns dias, a recomendação é buscar uma avaliação profissional seguida pela realização de um teste para confirmar o diagnóstico.
8. O tratamento da covid-19 causada por essa nova variante é igual?
Até segunda ordem, sim. As recomendações das instituições nacionais e internacionais seguem as mesmas.
Na maioria dos casos, fazer repouso, caprichar na hidratação e tomar remédios para febre e dor (com a orientação médica) são suficientes: o quadro evolui de forma favorável e sem grandes intercorrências.
Outro ponto importante é permanecer em casa nesse estágio inicial: o isolamento evita que você transmita o coronavírus para outras pessoas.
Vale lembrar que não existe tratamento precoce contra a covid-19 e que remédios ou suplementos como hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina ou vitamina D não têm efeito algum nessa doença, de acordo com as melhores pesquisas realizadas até o momento e os consensos entre especialistas da área.
Uma boa ideia, recomendada por algumas sociedades médicas, é ter em casa um aparelhinho chamado oxímetro.
Ele mede a oxigenação do sangue e pode antecipar a evolução da doença para estágios mais graves: se a taxa fica abaixo de 94%, a orientação é procurar por um pronto-socorro.
O mesmo recado vale para os casos em que aparecem aqueles sintomas mais preocupantes, como aperto no peito e dificuldade para respirar: nessa hora, é importante buscar atendimento médico para uma avaliação mais aprofundada e, eventualmente, até a realização de tratamentos comprovadamente eficazes, como a oxigenação suplementar e o uso de alguns remédios anti-inflamatórios.
9. As vacinas disponíveis protegem contra a nova variante?
Tudo aponta que as vacinas testadas e aprovadas continuam a funcionar contra a linhagem B.1.617.
Os primeiros indícios sobre isso foram publicados na semana passada: um estudo feito pelo sistema de saúde público da Inglaterra (Public Health England) descobriu que os imunizantes Cominarty (Pfizer/BioNTech) e AZD1222 (AstraZeneca/Universidade de Oxford) são efetivos contra a covid-19 sintomática provocada por essa variante.
A pesquisa até observou uma queda de eficácia, mas nada que justificasse a interrupção das campanhas de vacinação em curso.
Essas mesmas duas vacinas, inclusive, são utilizadas no programa de imunização brasileiro.
© Getty Images Investigações recentes indicam que as vacinas de Pfizer/BioNTech e AstraZeneca/Oxford continuam efetivas contra a variante B.1.617
No nosso contexto, porém, ainda não existem informações publicadas a respeito da efetividade da CoronaVac (Sinovac/Instituto Butantan).
Mas especialistas chamam a atenção para a necessidade de proteger o maior número de pessoas possível e pedem que todos tomem as suas doses quando for a sua vez.
“A chegada da nova variante não significa nenhuma contraindicação às vacinas. É importante que todo mundo faça sua parte e se proteja”, diz Weissmann, que também faz parte da Sociedade Brasileira de Infectologia.
10. Ela vai causar uma terceira onda no Brasil?
Segundo um relatório divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz, ao menos oito Estados do Brasil apresentam um aumento na taxa de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o que sugere um novo repique na pandemia.
Em outros Estados, onde o número de novas hospitalizações vinha caindo, a tendência é de estabilização nos números, o que certamente é algo negativo.
Essas observações indicam uma coisa: após um tímido e breve período de melhora na pandemia, tudo indica que a covid-19 vai voltar a crescer país adentro.
Detalhe importante: tudo isso acontece num cenário em que a linhagem originária da Índia ainda dá seus primeiros passos em território brasileiro, e não se sabe ao certo como ela vai se comportar por aqui.
“A terceira onda já estava se armando antes mesmo da chegada da B.1.617. A variante não é essencial para que a tal onda aconteça, mas tudo indica que ela vai fazer parte disso”, avalia Brandão.
Portanto, é hora de redobrar os cuidados preventivos para proteger a si, a família e toda a comunidade ao redor, reforçam os especialistas.
Mas ainda estão discutindo essas bobagens !?!

Conheça Camerite, monitoramento colaborativo.

Em Luís Eduardo Magalhães, exame por imagem é no IR LEM.


Pública denuncia aquisição ilegal de terras por estrangeiros, grande parte delas no Oeste baiano
BTG e XP estão a serviço de estrangeiros suspeitos de compra ilegal de terras
Da Publica
Quem acompanha o noticiário lê, com frequência, sobre falta de interesse e medo de investidores estrangeiros apostarem no Brasil sob Bolsonaro. Operações do próprio mercado financeiro revelam um lado B nessa narrativa, como no último dia 24 de janeiro, quando a XP Investimentos juntou-se ao banco BTG Pactual para uma parceria que resultou numa operação milionária com uma expoente do agronegócio no país, a Brasilagro.
Juntas, as matrizes dos dois bancos e suas filiais nos Estados Unidos venderiam o equivalente a mais de R$ 670 milhões em ações de uma “das maiores empresas brasileiras em quantidade de terras agricultáveis” do país. Tanto o BTG quanto a XP venderiam os papéis sob uma condição: o que não fosse comprado por terceiros seria adquirido por ambos.
O problema é que o governo investiga a Brasilagro por suspeita de aquisições ilegais de terras desde 2016. Para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a companhia é suspeita de atuar “em desconformidade com a lei”, driblando limites impostos nas vendas de terras a estrangeiros.
Ao contrário do que o nome da empresa sugere, documentos obtidos pela Pública indicam que são investidores argentinos e norte-americanos que conduzem a Brasilagro.
Com acesso a um conjunto de documentos oficiais, a reportagem identificou compras desse grupo estrangeiro na Bahia, no Maranhão e no Piauí – todas “sem autorização do Incra ou do Congresso Nacional”, em desconformidade com a lei. Atualmente, há uma série de restrições, como limites de áreas que podem ser adquiridas e a exigência de autorização prévia do governo para a venda de terras a estrangeiros.
As fazendas da Brasilagro se espalham pelo berço das águas brasileiro, o Cerrado. Parte das propriedades fica em sua nova fronteira da soja, o chamado Matopiba, que engloba os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Nesse território, maior que a França e a Inglaterra somadas, denúncias de grilagem e desmatamento se multiplicam enquanto o preço das terras se valoriza desde os anos 2000.
Dados reunidos pelo Chain Reaction Research – consórcio que monitora o agronegócio em esfera global – mostram que, entre 2012 e 2017, a Brasilagro teria derrubado mais de 21 mil hectares de matas nativas em suas fazendas.
Em seu relatório anual de 2019, a companhia registrou que parte da devastação está sob julgamento. Em 2013, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) teria multado a Brasilagro em R$ 5,9 milhões por desmatamento ilegal de uma área de proteção permanente em Goiás.
A companhia recorreu à Justiça Federal no estado e, em 2019, informou à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos: “Estamos aguardando o julgamento dos recursos do Ibama. Considerando que houve decisão favorável em primeira instância nesse processo em particular, nossa chance de derrota foi avaliada como remota”.
Faz parte do modelo de trabalho da Brasilagro comprar e “preparar” terras para o cultivo de cana-de-açúcar, milho e soja, ou para a pecuária em larga escala. A produção agrícola do grupo é vendida a grandes empresas do exterior, como a holandesa Bunge, a norte-americana Cargill e a britânica Glencore. Feito o serviço, o que era Cerrado vira ativo financeiro: terras já desmatadas e registradas no governo valem mais, especialmente para agronegócios.
“A criação de fundos de investimento específicos, como o Fiagro, e de um mercado fundiário onde donos podem ‘picotar’ suas propriedades em diferentes matrículas no Incra, especulando com seus imóveis, são indícios de uma ‘financeirização’ das terras e do agronegócio no Brasil”, diz o professor da Universidade de São Paulo (USP) Fábio Pitta, que há anos pesquisa o papel de investidores estrangeiros na destruição do Cerrado e de seus povos, especialmente no Matopiba.
“Os produtores rurais dependem dos preços futuros de commodities, determinados pelo mercado financeiro. Eles produzem para pagarem suas dívidas, mas criam novas dívidas para isso. Ou seja, é um modelo [de negócio] que segue o padrão das bolhas especulativas”, diz o professor, também membro da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos.
“Tem espaço para todo mundo crescer nesse negócio”
Em julho de 2020, meses antes da milionária venda de ações, o presidente da Brasilagro, André Guillaumon, apresentou as credenciais do grupo em um bate-papo com a XP Investimentos. “Temos um portfólio de aproximadamente 300 mil hectares no Brasil”, disse, para logo após emendar: “Tem espaço para todo mundo crescer nesse negócio”.
Em setembro do ano passado, foi o BTG Pactual que entrou em cena. O banco passou a administrar um novo fundo de investimentos vinculado à Brasilagro, avaliado em mais de R$ 363 milhões até 10 de maio passado, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais.
Na prática, o BTG controla parte dos ativos e passivos da gigante agrícola por meio desse fundo. Assim, o banco negocia as ações pertencentes ao grupo paulista Charles River, focado em investimentos mais arriscados, de renda variável nas bolsas de valores. O grupo tem cerca de 10% das ações da Brasilagro.
Além disso, entre acionistas com poder de voto na gigante agrícola existem fundos ligados ao Citibank e ao JP Morgan, bancos norte-americanos acusados de ameaçar a Amazônia e seus povos, ao europeu Credit Suisse e ao Itaubank S.A., do grupo Itaú.
Procurados pela Pública, tanto BTG Pactual quanto XP Investimentos preferiram não comentar.
O território nacional na mira de estrangeiros
Desde 2010, o Incra é o responsável por autorizar ou não vendas de terras a estrangeiros, especialmente de propriedades de médio e grande portes, o nicho da Brasilagro.
A empresa já alegou ao governo que “não é proprietária de imóveis rurais”, mas fiscais identificaram que ela “adquiriu um total de 319 mil hectares” até 2016.
Para a situação não ser ilegal, a Brasilagro precisava apresentar os registros fundiários em seu nome e mostrar que não era uma companhia comandada por estrangeiros. Como havia suspeita sobre a empresa, o Incra abriu um procedimento para apurar a situação em maio de 2016, fazendo com que a Brasilagro enviasse, já no mês seguinte ao início da apuração, um calhamaço de documentos: quase 200 páginas de comprovantes, documentos fiscais e uma lista completa dos seus então acionistas.
O Incra identificou, assim, que cada uma das ações negociadas em bolsas de valores aqui ou no exterior corresponde a um voto nas assembleias gerais da Brasilagro.
“Conclui-se que quem participa com maior número de quotas [ações] detém o poder de deliberação da empresa”, diz um documento do órgão fundiário.
Documento do INCRA indica que estrangeiros são responsáveis pela Brasilagro
Os fiscais do governo afirmaram em sua apuração: “É nítido o maior quantitativo de ações em nome de estrangeiros” na Brasilagro.
O rápido avanço da investigação em 2016, ano do impeachment de Dilma Rousseff (PT), não teve a mesma celeridade entre os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (sem partido).
Na prática, diretores do Incra, à época indicados pelo Centrão, não deram andamento aos pedidos dos fiscais, retardando eventuais descobertas sobre a companhia.
Os fiscais pediam informações de cartórios municipais espalhados pelo Cerrado. Para confirmar ou não as suspeitas, o Incra necessitaria encontrar os registros das fazendas declaradas pela Brasilagro nos cartórios.
No mesmo período, o tema ressurgiu na política. O Senado aprovou um projeto que facilita a venda de terras a estrangeiros, uma proposta de lei hoje sob análise da Câmara.
Dança das cadeiras
Com menos de um mês de investigação, o Incra apontou “241.289 hectares [de fazendas] adquiridos e ainda não vendidos” pela Brasilagro. À Pública, o órgão informou que não houve aval para essas aquisições.
Pouco antes, em janeiro de 2016, o então presidente da companhia empolgava-se com futuras compras no país.
“Quando olhamos o câmbio e nossas margens e vemos no setor oportunidades importantes de aquisição [de terras], estas operações se mostram mais interessantes”, disse ao Estadão Júlio César de Toledo Piza Neto.
Após oito anos na empresa, o executivo renunciou à presidência e à diretoria de Relações com Investidores da companhia. Piza Neto era um dos nomes fortes da Brasilagro junto ao mercado financeiro – atualmente é membro do conselho superior do agronegócio da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) até o fim de 2021.
Fato é que Piza Neto não foi o primeiro grande nome a se afastar da expoente agrícola – ao menos publicamente. Antes dele, o bilionário Elie Horn fez o mesmo. Horn manteve um “sólido relacionamento de mais de 15 anos” com os sócios majoritários da Brasilagro.
Fundador de uma das maiores construtoras no Brasil, a Cyrela, Horn trabalhou pela credibilidade da companhia junto ao mercado financeiro, segundo a Bloomberg. Afastado do conselho da Brasilagro desde julho de 2012, o empresário segue como um dos sócios: Horn mantém ações na expoente agrícola em seu nome e em nome de sua Cape Town LLC, empresa registrada no estado de Delaware (EUA).
Horn previu, na Agência Estado, um “novo boom imobiliário” logo após a vitória de Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições. “Só gostaria que esse boom não fosse tão grande quanto no passado”, disse ainda em 2018. Na mesma entrevista, ele declarou estar “animadíssimo” com o futuro governo.
Um processo vagaroso
Após os primeiros indícios de irregularidades, o Incra precisava encontrar os registros das fazendas nos cartórios, averiguando onde a Brasilagro teria arrendado, adquirido ou comprado terras com suspeita de ilegalidade. Nesse ponto, o processo ficou vagaroso.
Levou quase dois anos entre uma sugestão por novas diligências, em junho de 2016, e um pedido de envio de ofícios aos cartórios. Em março de 2018, apenas uma assinatura do diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Incra era necessária para a expedição dos documentos. Mas houve nova pausa, de um ano, até os envios em maio de 2019 – período em que três diretores passaram pelo cargo.
À Pública, o Incra informou que Rogério Papalardo Arantes foi o primeiro a receber o pedido por diligências contra a Brasilagro. Ele virou diretor após indicação de seu tio, o ex-deputado Jovair Arantes (PTB), ligado ao Centrão, quando aliado da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Arantes ficou cerca de três meses no cargo e saiu após a Operação Registro Espúrio, do Ministério Público Federal (MPF), que envolveu seu nome na investigação. Procurado pela reportagem, Rogério não retornou até a publicação.
Meses depois, Cletho Muniz de Brito, o “Brito do Incra”, assumiu o cargo. Brito ganhou fama no início do governo Bolsonaro ao pedir a paralisação da reforma agrária no país, como noticiou a Repórter Brasil.
Brito também teria ignorado, por seis meses, o pedido por diligências contra a Brasilagro. Ele também já foi investigado, só que por corrupção na superintendência do Incra em Rondônia. Procurado pela reportagem, Brito não retornou até a publicação.
À Pública, um dos servidores envolvidos na apuração sobre a Brasilagro disse “não lembrar” se as mudanças internas influenciaram as investigações. “Apurações muitas vezes demoram porque há pouco efetivo ao nosso dispor. Analisamos conforme a equipe dá conta”, disse, sob anonimato.
Oficialmente, o Incra diz que a investigação segue “a cargo da Divisão de Fiscalização e Controle de Aquisição por Estrangeiro”. A última movimentação foi a “expedição de oito ofícios” a cartórios no “Piauí, Maranhão, Mato Grosso, Bahia, Minas Gerais e Goiás”.
Oficialmente, o governo mantém o entendimento de que “foram adquiridos imóveis rurais pela Brasilagro sem autorização do Incra ou do Congresso Nacional, após a publicação do Parecer AGU/LA-01/2010”, a lei que rege o tema.
O suposto método
A Pública procurou os cartórios que receberam pedidos de informação do Incra em sua busca pelos registros das fazendas da Brasilagro. Apenas um respondeu: o de Correntina, no extremo oeste da Bahia. Seu oficial responsável alegou não ter recebido documento algum do Incra, mas no material consultado pela reportagem há comprovantes dos envios pelo órgão fundiário.
A partir dessa ponta solta, a Pública identificou um possível método por trás das atividades da Brasilagro. A Filial Chaparral, que fica em Correntina, é uma das cinco fazendas da companhia no oeste baiano. Trata-se de um latifúndio maior que 2 mil estádios do Maracanã onde a Brasilagro planta e colhe toneladas de algodão, milho e soja, à beira da rodovia BR-020, uma das principais rotas para escoamento agrícola nesse canto do país.
O consórcio Chain Reaction Research já flagrou desmatamentos na região, como em dezembro de 2018, quando o grupo teria derrubado quase 2 mil hectares das matas nativas na área.
Mesmo sob o controle da Brasilagro, a Chaparral não está registrada em seu nome. Segundo o Sistema de Gestão Fundiária do governo federal, a fazenda pertence à Imobiliária Cajueiro Ltda., cujos responsáveis legais são o presidente e diretor da Brasilagro, o paulistano André Guillaumon e o argentino Gustavo Javier López.
Ambas as empresas ficam no mesmo endereço, no quinto andar do número 1309 na avenida Brigadeiro Faria Lima, São Paulo. “É uma prática muito comum aqui no país porque, em caso de problemas, os empresários conseguem ‘cortar os fios’, impedindo que punições afetem seu patrimônio. Mas no caso de estrangeiros é uma prática ilegal”, diz um dos servidores do Incra envolvidos no processo da Brasilagro.
“Em seis meses era possível chegar a uma conclusão, pedindo informações aos cartórios, fazendo diligências, acionando órgãos que fazem controle acionário no país”, afirma o mesmo servidor, que falou sob a condição de anonimato.
A Brasilagro empregaria o mesmo método com outras oito imobiliárias no Cerrado – avaliadas aproximadamente em R$ 380 milhões, segundo a Receita Federal. Como explicou o servidor do Incra, “tem empresas que dividem suas áreas em dois, três, vários CNPJs [Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica], às vezes com intenção de fugir da fiscalização, ao mesmo tempo que é um controle contábil e uma manobra jurídica comuns no Brasil”. Ao fazê-lo, ele explica, a Brasilagro desvincula suas fazendas de seu CNPJ matriz.
“Quando se cria uma série de CNPJs, você dificulta até para o cartorário, porque ele avaliará documentos de uma empresa registrada no Brasil, com sede no Brasil, identificando brasileiros entre os sócios, porém são empresas controladas por grupos econômicos do exterior. É uma forma de burlar a lei”, diz o advogado Maurício Correia, coordenador da Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais (AATR) da Bahia. A associação monitora a compra de terras por estrangeiros no Cerrado há anos.
Segundo Correia, o mesmo método – envolvendo imobiliárias comandadas por grupos do exterior – já foi identificado no extremo oeste baiano. O coordenador da AATR alerta que o governo pode até decretar a nulidade das aquisições da Brasilagro caso comprovadas as irregularidades. “Na prática, os investidores perderiam as terras sem que haja, necessariamente, um cancelamento das matrículas junto aos cartórios municipais”, afirma.
R$ 1 bilhão em terras
Dados da Receita Federal organizados pelo site Brasil.io mostram que a Brasilagro vale mais de R$ 1 bilhão, somando-se suas imobiliárias às filiais diretas.
A companhia abriu sete dessas filiais após o marco legal que limita a venda de terras a estrangeiros no país. São elas que detêm os registros das fazendas Arrojadinho – também no oeste baiano – e São José II, em São Raimundo das Mangabeiras (MA), entre outras.
A São José II tem pouco mais de 17 mil hectares, sendo 10 mil deles voltados para o cultivo de milho e soja no Cerrado maranhense. A própria Brasilagro anunciou essa compra de R$ 100 milhões aos seus acionistas, ainda em 2017.
O método foi repetido no Piauí já durante a pandemia. Em maio de 2020, a companhia adquiriu uma fazenda de 4.500 hectares em Baixa Grande do Ribeiro, uma das frentes de avanço da soja no Matopiba, por outros R$ 25 milhões. Novamente, compras sem o crivo do Incra ou do Congresso Nacional.
À Pública, a Brasilagro disse que “é uma empresa brasileira com ações listadas no segmento do Novo Mercado da B3 e conduzimos nossos negócios utilizando as melhores práticas de governança corporativa”. “Reiteramos que todas as operações e transações realizadas pela Companhia estão em regularidade com a legislação aplicável”, afirmou a empresa por meio de nota à reportagem.
Brasil só no nome?
Ruralistas argentinos, além do Banco de Nova York, diversos fundos de pensão dos Estados Unidos e muitas offshores – firmas registradas em paraísos fiscais –, estão entre os que se beneficiam dos negócios da Brasilagro.
A gigante do agronegócio argentino Cresud, por exemplo, detém a maior parte das ações individuais da companhia. A investidores dos Estados Unidos, a Cresud não esconde os riscos das operações aqui no Brasil.
“A implementação da lei [que limita a venda de terras a estrangeiros no Brasil] pode nos exigir aprovações antes de futuras aquisições […] e outros procedimentos adicionais, que podem resultar em atrasos e/ou incapacidade de obtenção das aprovações exigidas por lei”, declarou a Cresud, em junho de 2020, à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos.
No site da Brasilagro quase não há informações sobre outros sócios, mas a Pública encontrou investidores bilionários dos Estados Unidos, como os fundos de aposentadoria de Utah, dos servidores públicos de Los Angeles e do sistema educacional do Missouri – todos com poder de voto.
Um dos representantes desses investidores no Brasil é Ricardo José Martins Gimenez, empresário que toma decisões na Brasilagro em nome do banco municipal e do fundo de pensões de Nova York.
Esse mesmo executivo representa também uma offshore chamada Kopernik, sediada nas Ilhas Cayman e no estado de Delaware, de acordo com o governo dos EUA. A Kopernik também vota nas assembleias da Brasilagro.
Até o fechamento do texto, não houve retorno por parte dos fundos de pensões dos Estados Unidos, nem dos investidores argentinos da Cresud.
Uma ofensiva norte-americana
O caso da Brasilagro ressalta, mais uma vez, a presença de investidores dos Estados Unidos no Cerrado. Há outros dois emblemáticos: o fundo de aposentadoria dos professores norte-americanos, chamado de TIAA, e a Universidade Harvard.
Relatórios da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos apontam que ambos acumularam mais de 750 mil hectares no Brasil desde 2008. Somando às áreas da Brasilagro, dá mais de 1 milhão de hectares no Cerrado – uma faixa de terras maior que Pernambuco.
Em 2018, a Pública revelou que empresa que integra fundo de Harvard comprou terras griladas na Bahia
Estima-se que apenas Harvard tenha gastado quase meio bilhão de dólares em terras no berço das águas do país até agora.
O dinheiro da universidade norte-americana financiou a grilagem de uma fazenda maior que a cidade de São Paulo nos confins do Cerrado, em Cotegipe (BA), como já mostrou a Pública. O caso rendeu processos na Justiça estadual e teve desdobramentos em outubro de 2020, como relatado pela Mongabay.
Em dezembro passado, mais problemas, dessa vez com antigos negócios do TIAA na mesma região.
O fundo dos professores dos EUA também se viu envolvido em uma das maiores grilagens de terras no Brasil, uma disputa em torno de 800 mil hectares no interior baiano – quase o dobro de todo o estado do Rio de Janeiro.
Essa disputa entre grileiros se dá em Formosa do Rio Preto (BA), líder disparada em desmatamento no Cerrado, bem na divisa com Piauí e Tocantins. É o lado oculto da chamada Operação Faroeste, deflagrada em novembro de 2019.
Essa investigação do MPF revelou um balcão ilegal de negócios no Tribunal de Justiça do estado da Bahia, com venda de sentenças em grandes disputas por terras no extremo oeste do estado.
A Faroeste respinga ainda na Cargill, também dos Estados Unidos. Uma das líderes do agronegócio global, teria adquirido soja cultivada em áreas envolvidas pelo mesmo esquema, segundo reportagem da Mongabay.“O cenário não é animador, pois há um aprofundamento do papel do mercado financeiro na agricultura, com mais especulação sobre as terras e mais disputas, com endividamento de famílias, empresas, governos. Os impactos são os piores possíveis, especialmente para as comunidades do Cerrado”, diz o professor da USP Fábio Pitta.
Atualização dia 26 de maio às 16h25: Após a publicação, a XP investimentos encaminhou a seguinte nota: “Em respeito aos leitores da Agência Pública, a XP informa que é falso o título da reportagem ‘BTG e XP estão a serviço de estrangeiros suspeitos de compra ilegal de terras’. Tais fatos inexistem”.
Bahia: produção de café deve chegar a 3,9 milhões de sacas

A cafeicultura baiana deverá ocupar cerca de 112,8 mil hectares, devendo colher 3,9 milhões de sacas de café beneficiado – uma redução de 0,8% em relação à safra anterior.
As operações de colheita já começaram e se estenderão até outubro de 2021. Os dados são do 2° Levantamento da Safra 2021 de Café, publicado na terça-feira (25) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Segundo o estudo, serão 11,3 mil hectares para lavouras em formação e 101,5 mil hectares para área em produção.
No estado há o cultivo tanto do café conillon, quanto do café arábica. De maneira geral, as condições climáticas estão oscilantes entre as regiões produtoras: a região do Atlântico, a do Planalto e a do Cerrado baiano.
O boletim completo, com o panorama do café na Bahia e em todo o Brasil, está disponível no site da Conab.

Plano de Desenvolvimento Sustentável de Ibotirama é apresentado na SDR

Representantes de Ibotirama, um dos municípios do Território de Identidade Velho Chico, apresentaram, nesta quarta-feira (26), o Plano Municipal de Desenvolvimento Sustentável a dirigentes da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A reunião aconteceu na sede da SDR, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador.
O titular da SDR, Josias Gomes, destacou que a Prefeitura de Ibotirama apresentou no plano municipal, um projeto sustentável para agricultura familiar: “Considero que foi um avanço o que foi concebido para ser desenvolvido no município, ao longo desses quatro anos. Eles têm a base de produção toda mapeada, com informações sobre as organizações do município, e onde estão localizadas, o que dará condições para desenvolver esse plano. Aqueles municípios que trabalham de forma organizada a agricultura familiar, terão sucesso e atenderão à expectativa da agricultura familiar que é a de poder participar de forma organizada da economia local”.
O prefeito de Ibotirama, Laércio Santana, comemorou o apoio que vem recebendo do Governo do Estado, por meio da SDR, e ressaltou que o objetivo da proposta é ajudar a agricultura familiar do município a se desenvolver: “A gente sabe da importância que tem a agricultura familiar no desenvolvimento rural e no desenvolvimento urbano da nossa região, por isso, o compromisso que tenho é desenvolver o rural e o urbano, trazendo propostas e ideias, buscando informações e discutindo estratégias para fortalecer o homem do campo e, assim, conseguir gerar emprego e renda para que as famílias tenham um índice de desenvolvimento sustentável ainda melhor na nossa região”.
Jonas Paulo, coordenador executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado da Bahia (Codes), que acompanhou a reunião, ressaltou que um dos pontos importantes de discussão foi a escolha da apicultura e bovinocultura de leite como sistemas produtivos prioritários no território: “Conseguimos trabalhar e avançar no sentido da conformação do arranjo produtivo da região, seja a partir do laticínio que está sendo estruturado em Paratinga, seja também com a consolidação da cadeia produtiva do mel, a partir de um grande entreposto que está sendo construído em Ibotirama, ambos com investimento do projeto Bahia Produtiva”.
O secretário de Desenvolvimento Econômico Urbano e Rural de Ibotirama, Alexandro de Souza Teixeira, explicou que o plano urbano e o rural para os próximos quatro anos de gestão foi elaborado em parceria com as organizações que compõem o Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável (CMDS): “Nós priorizamos cadeias produtivas como a ovinocaprinocultura, bovinocultura, piscicultura, avicultura, horticultura e apicultura, no sentido de potencializar todos os recursos que temos no município, para fazer o planejamento e promover o desenvolvimento”.
Bahia Produtiva
O Bahia Produtiva é um projeto do Governo do Estado, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR), a partir de acordo de empréstimo com o Banco Mundial, que seleciona e apoia projetos de inclusão produtiva e acesso ao mercado, socioambientais, de abastecimento de água e esgotamento sanitário, de interesse das comunidades mais pobres da Bahia, nos 27 Territórios de Identidade do Estado. Desde 2015, por meio do projeto, são apoiados sistemas produtivos estratégicos como o da mandiocultura, ovinocaprinocultura, bovinocultura de leite, apicultura e meliponicultura, fruticultura e piscicultura, entre outros.
Barreiras comemora 130 anos com licitação de um novo Hospital Municipal
Barreiras completa 130 anos e a Prefeitura comemora aniversário da cidade com lançamento de hospital municipal e entrega de obras em todas as áreas
No aniversário de 130 anos de emancipação política do município, comemorado nesta quarta-feira, 26, a Prefeitura de Barreiras realizou um evento restrito em razão do distanciamento social imposto pela pandemia, para realizar a entrega de 27 obras à população e autorizar a execução de mais 17 novas obras. Os Atos Administrativos, transmitidos pelas redes sociais oficiais do Município, ocorreram na nova sede da Guarda Civil Municipal, uma das 27 obras entregues nesta manhã.
Dentre as 17 novas obras anunciadas pelo prefeito Zito Barbosa, foi dada a ordem de licitação para construção do Hospital Municipal de Barreiras, um marco na história da cidade, que após 75 anos da construção do Hospital Eurico Dutra, agora ganhará um novo hospital que terá 10.000 m² de área construída, 66 leitos clínicos para adultos, 10 leitos pediátricos, 22 leitos de obstetrícia, cinco leitos de UTI adulto, cinco leitos de UTI pediátrica e 10 leitos de UTI neonatal.
“Depois de 75 anos que Geraldo Rocha construiu e doou o Hospital Eurico Dutra ao Estado, nós vamos construir o Hospital Municipal de Barreiras. Um marco na saúde e na história do município, a nossa população é merecedora de um equipamento público como o que vamos construir para atender com dignidade adultos, jovens, mulheres e crianças. Esse é o nosso objetivo, continuar trabalhando para tornar Barreiras, uma cidade com um futuro brilhante”, destacou Zito Barbosa.
A programação foi iniciada com o hasteamento do pavilhão nacional juntamente com as bandeiras da Bahia, Barreiras e Guarda Civil Municipal, pelas mãos do representante do 4º BEC, Tenente Coronel Fábio Rabelo, do comandante do Policiamento Regional do Oeste – CPRO, Coronel Osival Cardoso, do prefeito Zito Barbosa e do secretário de segurança cidadã e trânsito Júnior Sampaio. Também participaram da solenidade o vice-prefeito Emerson Cardoso, o presidente do legislativo municipal Otoniel Teixeira, vereadores, secretários e a primeira-dama Marisete Bastos.
“Hoje é um momento muito especial em que comemoramos 130 anos de uma cidade que está crescendo, se desenvolvendo cada vez mais, sem sombra de dúvidas não somos apenas uma fronteira agrícola, somos um celeiro de oportunidades, onde recebemos empreendedores de todo o país e do mundo que entendem que estamos no momento certo. Isso é possível porque estamos pavimentando mais do que ruas da cidade, estamos pavimentando sonhos, futuros e isso é tão importante quanto as obras que entregamos”, destacou o vice-prefeito.
Além das 17 novas obras anunciadas que incluem iluminação pública na zona urbana e rural, pavimentação da Avenida Mandacaru, da Comunidade Tatu, construção de cinco novas praças e requalificação de mais seis, o prefeito Zito Barbosa destacou a implantação do Centro de Triagem para Covid-19 e a Central de Vacinação que serão entregues no Parque Engenheiro Geraldo Rocha ainda essa semana.
Bahia registra 5.455 novos casos de Covid-19 e mais 120 óbitos pela doença.
Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 5.455 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,6%) e 4.157 recuperados (+0,4%). O boletim epidemiológico desta quarta-feira (26) também registra 120 óbitos. Apesar de as mortes terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro foram realizados hoje.
O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 20.726, representando uma letalidade de 2,08%.
Situação da regulação de Covid-19
Às 12h desta quarta-feira, 164 solicitações de internação em UTI Adulto Covid-19 constavam no sistema da Central Estadual de Regulação. Outros 101 pedidos para internação em leitos clínicos adultos Covid-19 estavam no sistema. Este número é dinâmico, uma vez que transferências e novas solicitações são feitas ao longo do dia.
Ferro na boneca: Ministro Alexandre se nega a largar relatoria do escândalo da madeira.
O ministro Ricardo Salles, conhecido como “Passa Boiada” ou “Cachinhos Dourados” vai enfrentar a dureza de Alexandre de Moraes na operação que investigou o tráfico de madeira na Amazônia.
A oportunidade também serve para explicar como o patrimônio de Salles cresceu 600%, depois de liberar várzeas das cabeceiras do Tietê (*) para construção, na condição de Secretário de Meio-Ambiente do Estado de São Paulo.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para deixar a relatoria da investigação sobre o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.
Em pedido assinado pelo vice-procurador-geral da República Humberto Jacques de Medeiros, a PGR defendeu nesta terça-feira (25) que os autos do caso fossem enviados para a ministra Cármen Lúcia, relatora de outros procedimentos na corte que envolvem Salles.
Ao negar o pedido, também nesta terça, Moraes o classificou de “suis generis”. “Não há qualquer dúvida sobre a competência desse relator para prosseguir na relatoria”, afirmou o ministro.
A pedido de PF, Moraes autorizou a Operação Akuanduba, deflagrada na semana passada, tendo Salles e outros servidores do Meio Ambiente como alvos.
A investigação mira esquema de facilitação de contrabando de madeira.
(*)A Justiça condenou, em 19-12-2018, Ricardo Salles, ex-secretário estadual de São Paulo e futuro ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro (PSL), por improbidade administrativa.
Salles é acusado pelo Ministério Público de fraudar processo do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, em 2016, quando estava à frente da pasta do Meio Ambiente do governo de Geraldo Alckmin (PSDB).
Alívio para aposentados: primeira parcela do 13º do INSS começou a ser paga ontem.
Antecipada para maio por causa da pandemia de covid-19, a primeira parcela do 13º do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começou a ser paga ontem, 25. Os depósitos ocorrerão até 8 de junho.

A segunda parcela do 13º será paga entre 24 de junho e 5 de julho. As datas são distribuídas conforme o dígito final do benefício, começando pelos segurados de final 1 e terminando nos de final 0.
Essas datas valem para quem recebe aposentadorias, auxílios e pensões de até um salário mínimo. Para quem ganha acima do mínimo, o calendário é um pouco diferente. A primeira parcela será paga de 1º a 8 de junho; e a segunda, de 1º a 7 de julho. Começam a receber os segurados de final 1 e 6, passando para 2 e 7 no dia seguinte e terminando nos finais 9 e 0.
As datas estão sendo informadas no site e no aplicativo Meu INSS. A primeira parcela do 13º é isenta de Imposto de Renda e equivale à metade do benefício mensal bruto pago pelo INSS. O imposto só é cobrado na segunda parcela.
A tributação varia conforme a idade. O segurado de até 64 anos paga Imposto de Renda caso receba acima de R$ 1.903,98. De 65 anos em diante, a tributação só é cobrada se o benefício for superior a R$ 3.807,96.
O decreto com a antecipação do décimo terceiro para aposentados e pensionistas foi publicado em 4 de maio. Segundo o Ministério da Economia, a medida deve injetar cerca R$ 52,7 bilhões na economia do país e não terá impacto orçamentário, por tratar-se apenas de mudança de data de pagamento.
Barreiras, 130 anos.
A Cidade-Mãe completa 130 anos e a São Camilo também celebra essa data especial. Para nós, é uma honra fazer parte do dia a dia dessa cidade tão importante, cuidando, entregando mais saúde e acolhimento para a sua gente. Parabéns, Barreiras!
Pacientes de Covid-19 na Bahia aumentam 400% em uma semana.
Em uma semana, cresceu 400% o número de pacientes com Covid-19 que ficam internados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e emergências mais de 24 horas aguardando um leito de UTI na Bahia, de acordo com o secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas.
Ele apresentou o dado nesta terça-feira (25) e sinalizou a preocupação com o agravamento da crise sanitária estado e no Brasil, ainda mais com a proximidade do São João.
O novo agravamento da pandemia e a possibilidade de uma terceira onda na Bahia já é reconhecido pela gestão estadual. Desde a semana passada o secretário vem fazendo alertas sobre o crescimento de casos ativos (lembre aqui). O ponto de partida tem sido apontado como Dia das Mães (leia mais aqui). A celebração da data reuniu famílias e promoveu aglomerações por todo o estado.
Vilas-Boas destacou, em entrevista à rádio Metrópole, que as pessoas se preocupam com o percentual de ocupação de UTIs, mas que as atenções também tem que estar voltadas ao tempo e número de pacientes aguardando um leito.
O secretário apresentou o dado de que há 90 dias o estado registrava 513 pessoas esperando mais de 24 horas por uma vaga na UTI, após abertura de novos leitos e medidas restritivas o número foi reduzido e chegou a uma média de 50 por dia. Mas o estado vem assistindo nos últimos dias um novo crescimento. “Foi subindo para 80, 100, 120, hoje cedo chegou a 180, um aumento de 400% em uma semana”, alertou Fábio Vilas-Boas.
No mês de junho tradicionalmente se celebra o São João e São Pedro. Desde o ano passado as festas estão proibidas por decreto estadual, mas eventos clandestinos ocorreram em 2020 e também devem ocorrer neste ano. O governo do estado e os gestores municipais reconhecem que não têm recursos suficientes para uma fiscalização rígida em todos os 417 municípios.
Em uma tentativa de reduzir aglomerações e aumento dos casos, o governo baiano determinou a suspensão do transporte intermunicipal no período de três dias antes do São João e três dias depois (leia aqui). A informação foi divulgada na noite desta terça-feira (25) pelo governador Rui Costa durante o “Papo Correria”. Rui já havia confirmado a suspensão (ver aqui), mas não tinha detalhado como ela aconteceria.
Do Bahia Notícias, editado.
Em Luís Eduardo Magalhães, exame por imagem é no IR LEM.


Dia Livre de Impostos promete descontos de até 70% nesta quinta-feira
Amanhã, as lojas vão vender online produtos sem taxa de tributação
Mais de mil lojistas irão participar da 15ª edição do Dia Livre de Impostos, que ocorrerá na próxima quinta-feira (27), de forma online. Na data, os lojistas participantes vão comercializar produtos sem as taxas de tributação cobradas pelos governos. 

O evento, que abrangerá todos os estados e o Distrito Federal, é promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas Jovem (CDL Jovem) e pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDLESP).
Segundo as entidades organizadoras, a ação visa alertar a população sobre o valor de impostos pagos em cada produto e sensibilizar as autoridades sobre as dificuldades enfrentadas pelo setor.
“O evento chama atenção para um dos principais entraves do comércio varejista: a alta carga tributária nos produtos e serviços. Com a pandemia de covid-19, os estabelecimentos foram ainda mais afetados pelo abre e fecha. Esperamos que a data aqueça o setor e reforce a necessidade da reforma tributária”, destacou o presidente da FCDLESP, Maurício Stainoff.
Durante o Dia Livre de Impostos, os produtos e serviços oferecidos pelos lojistas poderão chegar a ter descontos de 70%. A lista das lojas participantes pode ser vista no site do evento. Os descontos serão ativados na data do evento.

Falta menos de uma semana para pagar o IPTU com o desconto de 20%.

O contribuinte de Luís Eduardo Magalhães tem até o próximo dia 31 de maio para quitar o IPTU 2021 em parcela única, com desconto de 20%.
Para fazer a adesão, basta procurar o setor de Arrecadação, na Secretaria de Administração e Finanças, das 8h às 12h e das 14h às 18h, localizada na Rua José Ramos de Anchieta nº 187, no bairro Jardim Primavera. Ou de forma online, através do site: luisduardomagalhães.saatri.com.br ou do WhatsApp 77 9.9976-6996.
Abatedouro Flor de Lis pode ser a primeira agroindústria a receber o selo de inspeção estadual em 2021

A Secretaria de Agricultura de Luís Eduardo Magalhães realizou uma vistoria técnica nas obras de adequação do Abatedouro Flor de Lis. A Agroindústria é candidata ao selo de inspeção sanitário do Estado, através da Agência de defesa agropecuária da Bahia (ADAB).
A expectativa do município, é de que o abatedouro seja a primeira agroindústria de pequeno porte a ganhar o selo de inspeção estadual nessa nova gestão, podendo vender seus produtos em toda a Bahia.
“Nós da Secretaria de Agricultura, após o termo de cooperação firmado com o estado, estamos firmes no apoio às agroindústrias de pequeno porte, fomentando cada ação, para garantir o sucesso dessa implementação”, disse o diretor de Agricultura.
Contaminação cresce: Bahia registra 4.942 novos casos de Covid-19 e mais 107 óbitos pela doença

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 4.942 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,5%) e 5.286 recuperados (+0,6%).
O boletim epidemiológico desta terça-feira (25) também registra 107 óbitos. Apesar de as mortes terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro foram realizados hoje.
Dos 989.909 casos confirmados desde o início da pandemia, 952.292 já são considerados recuperados, 17.011 encontram-se ativos e 20.606 tiveram óbito confirmado.
Bahia recebe 351.750 doses de vacinas
Mais 351.750 doses de vacinas contra a Covid-19 chegará à Bahia nesta quarta-feira (26). O avião comercial que trará a carga está previsto para pousar no aeroporto de Salvador à 00h45. Toda a remessa foi produzida pela AstraZeneca/Fiocruz. As vacinas serão destinadas para a primeira aplicação do esquema vacinal.
Os imunizantes começarão a ser enviados ainda nesta quarta-feira para as regionais de saúde em aeronaves do Grupamento Aéreo da Polícia Militar e da Casa Militar do Governador, após conferência da equipe da Coordenação de Imunização do Estado. Quando as vacinas chegam nas regionais de Saúde, elas são distribuídas para todos os seus municípios de abrangência, completando assim a entrega.

Em Luís Eduardo Magalhães, exame por imagem é no IRLEM. Agende e conte com a nossa precisão.

O exame de Ressonância Magnética contribui significativamente para a detecção de diversas patologias. Por isso, seu uso é fator fundamental no diagnóstico médico. Em LEM, ressonância é no IRLEM. Entre em contato e agende seu exame (77) 9 8107-2582 ou 3639-0345.
Propagação de sementes “crioulas” de milho tem campo experimental em Barreiras.
O município de Barreiras passou a contar com um Campo de Produção Experimental de Sementes Crioulas de Milho, implantado no Assentamento Ilha da Liberdade. A ação contou com o apoio técnico da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), unidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com as orientações e acompanhamento da equipe técnica que atua no Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF), do Território de Identidade Bacia do Rio Grande, com sede em Barreiras.
A prestação do serviço de assistência técnica e extensão rural (Ater), para a implantação do campo com sementes crioulas incluiu, desde a orientação sobre o preparo do solo, até a fase de finalização do plantio. O projeto segue os princípios da produção de base agroecológica, na perspectiva de resgate e preservação cultural e ambiental, além de possibilitar a garantia da soberania alimentar e nutricional e o fortalecimento da agricultura familiar.
O campo experimental foi implantado na propriedade do agricultor familiar, José Carlos de Almeida. Ele ressalta que a parceria para a produção do milho 100% natural, feita com o apoio da Bahiater/SDR, é muito proveitosa: “Estamos fazendo uma experiência de cultivo de milho crioulo, com muito trabalho, mas que nos surpreendeu. Eu sempre tive vontade de trabalhar com produtos agroecológicos, mas não tinha o conhecimento técnico e com a presença da assistência técnica, nós avançamos bem, com o plantio do milho de sementes crioulas. Futuramente queremos fazer um banco de sementes aqui no assentamento e avançar com esse projeto incluindo outras famílias”.
Carlos Augusto, extensionista da Bahiater, que atua na implantação do projeto, afirma que esse trabalho representa o resgate de uma tradição, permite a disseminação do conceito de produção agroecológica e ajuda a melhorar a qualidade de vida dos agricultores familiares da região e a preparar os ‘guardiões de sementes’ e também os ‘bancos de sementes’, iniciativas que garantam a continuidade das variedades genéticas e de outras culturas tradicionalmente cultivadas na região:
“A ideia é não deixar morrer essas sementes antigas, que foram selecionadas por décadas passadas, de geração em geração, e seguem preservadas por famílias de agricultores, quilombolas e geraizeiros”.
Por meio da Ater, as orientações para os cuidados com o plantio, feito em janeiro de 2021, em uma área de 0,8 hectare, foram destinadas ainda à prevenção de pragas e doenças com produtos naturais, a exemplo de óleo de nim, urina de vaca e micro-organismos eficazes, entre outros. A estimativa da safra de milho crioula, do campo experimental é de 5.300 quilos por hectare e um total de 88 sacas de 60 quilos.
As sementes crioulas de milho, da variedade Zea mays L, além de serem multiplicadas para os agricultores familiares do assentamento, serão selecionadas e classificadas para serem comercializadas para outras famílias agricultoras da região.
A inciativa conta com a parceria da empresa JCO Bioprodutos – Sustentabilidade no Campo, responsável pelo tratamento de sementes, com inoculante microbiológico. A empresa atua na germinação, vigor e produtividade de sementes.
Prefeitura de Luís Eduardo dá continuidade ao cadastro para auxílio emergencial
A Secretaria de Trabalho e Assistência Social de Luís Eduardo Magalhães, segue nesta terça-feira (25), das 8h às 17h, na tenda em frente ao Banco Itaú, com as atualizações dos cadastros para o Auxílio Emergencial Municipal.
Os atendimentos acontecerão apenas para as 250 pessoas com nomes nas listas que estarão sendo divulgadas diariamente. Os nomes deverão ser conferidos, através do link: www.auxiliolem.com.br.
A atualização também pode ser realizada pelo site
Luís Eduardo está recebendo poucas vacinas em relação a outros municípios

Luís Eduardo Magalhães tem atualmente 90 mil habitantes, segundo estimativas do IBGE. A cidade tem recebido um número menor de doses da vacina contra o Covid-19, em comparação a cidades menores.
Desde janeiro, o município recebeu da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), 8.290 doses para primeira vacinação, destas, 100% já foram aplicadas. E desde o dia 14 de maio, Luís Eduardo Magalhães não recebe novas remessas de primeira dose.
Ibititá, por exemplo, tem cerca de 20 mil habitantes e recebeu 7.120 doses do imunizante. Mata de São João (47.126), localizada na região metropolitana de Salvador, foi contemplada com 8.496 doses. E até Bom Jesus da Lapa (69.662), município do Oeste, menor em número populacional, recebeu quase o dobro de doses: 14.460.
A situação é reflexo de uma prestação de contas insuficiente nos últimos anos. Antigos gestores negligenciaram os dados da vacinação da Influenza, o que tem impactado no recebimento de lotes das vacinas contra o covid-19.
A Prefeitura, através da Secretaria da Saúde tem atualizado diversos relatórios, com o intuito de reverter esse cenário e fazer com que o município receba o número suficiente de doses, para atender toda a população.
Os 12 estados onde Bolsonaro ganhou em 2018 tem o maior número de mortes por Covid
Valas comuns em Manaus, um dos estados bolsonaristas e onde o ex-ministro genocida, Pazzuelo, quer ser governador.
Estudo feito pela unidade de inteligência do Congresso em Foco mostra que os estados que mais votaram em Jair Bolsonaro no primeiro turno das eleições presidenciais de 2018 são hoje os que apresentam as maiores taxas de mortalidade por covid-19.
Bolsonaro foi o mais votado naquele pleito nos 12 estados que lideram as estatísticas oficiais de óbitos do Ministério da Saúde, considerando o total de mortes por 100 mil registradas até o último dia 6 de abril. A lista é encabeçada por Amazonas, Rondônia e Mato Grosso.
A situação se repete em relação às unidades federativas com os menores coeficientes. O atual presidente perdeu a eleição em sete dos oito estados com os menores índices de mortes. Nesse caso, a liderança é dos estados do Maranhão, da Bahia e de Alagoas.
O trabalho foi realizado pelos cientistas políticos e economistas Ricardo de João Braga e André Rehbein Sahtler.
Veja a relação entre votos nas eleições presidenciais de 2018, considerando os dados atualizados disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e incidência de óbitos por covid-19 na Página do Congresso em Foco.
Como demonstra a tabela, as 12 unidades federativas mais afetadas pela pandemia têm uma única característica geográfica comum. Nenhuma delas é do Nordeste, onde Fernando Haddad (PT) venceu no primeiro turno em oito dos nove estados e Ciro Gomes (PDT) foi o mais votado no Ceará. Entre os 12, há dois estados do Sul (Rio Grande do Sul e Santa Catarina), todos os quatro do Centro-Oeste (Mato Grosso, Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul), três do Sudeste (Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo) e três do Norte (Amazonas, Rondônia e Roraima).

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