As rajadas podem chegar a 100 km/h em algumas áreas; veja o que esperar até o fim desta semana.
A previsão é do Canal Rural e meteorologistas
Nesta quarta-feira, 28, ainda há previsão para chuva significativa no Sudeste e Bahia. Atenção também para o Centro-Oeste, especialmente ao estado de Goiás. A chuva, apesar de pontual, pode ser bem volumosa e provocar transtornos.
Nos estados do Norte, pancadas e trovoadas a qualquer momento. Já no Sul, tempo firme em grande parte da região, com exceção do litoral dos três estados, onde pode chover fraco, por causa de uma circulação de ventos associada a um sistema de baixa pressão na costa.
O falso messias e Guedes, acabando com o SUS e rindo do povo inculto e desassistido.
Jair Bolsonaro e Paulo Guedes seguem, par e passo, as ações dos Chicago Boys no Chile, nos tempos de Pinochet, que privatizou a Saúde, a Previdência e até as águas chilenas. Essa história teve o princípio do seu fim, neste domingo, quando o povo chileno, votou em plebiscito pelas reformas constitucionais.
Jair Bolsonaro assinou o Decreto nº 10.530/2020, publicado nesta terça-feira (27) que institui a Estratégia Federal de Desenvolvimento para o Brasil para o período de 2020 a 2031 e, entre outras medidas, entrega para a iniciativa privada a gestão da atenção primária à saúde, o que inclui as Unidades Básicas de Saúde.
A medida foi recebida com críticas pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), por representar uma ameaça à universalidade do atendimento à saúde, prevista na Constituição.
O presidente do CNS, Fernando Pigatto, afirmou que a Câmara Técnica da Atenção Básica à Saúde, o CNS está fazendo uma avaliação aprofundada do teor do decreto. “Vamos tomar as medidas cabíveis. Precisamos fortalecer o SUS contra qualquer tipo de privatização e retirada de direitos”, disse Pigatto.
O decreto de Bolsonaro também foi rechaçado no Congresso. O deputado Rog[erio Correia (PT-MG) anunciou na tarde desta ter;a-feira que protocolou um pedidod de decreto legislativo para sustar os efeitos da medida.
“O decreto de Bolsonaro propõe que as Unidades Básicas de Saúde (UBS) saiam da esfera pública e se transfiram para a iniciativa privada”, diz o deputado. “E as UBSs são as portas de entrada do SUS, o que o governo quer de fato e no fim das contas é privatizar todo o sistema de saúde público brasileiro”, acrescenta o parlamentar.
A história se repete, sempre para uma versão ainda mais grotesca. Pinochet esteve preso quase dois anos em Londres por seus crimes contra o povo chileno. Mais tarde, acabou seus dias, aos 91 anos, em 2006, em prisão domiciliar em sua casa de campo, depois de 17 anos de feroz ditadura. Bolsonaro e Guedes não seguirão seu caminho de expropriar a Pátria por mais de dois anos. Se antes disso não forem responsabilizados por sua atuação maligna e predatória.
Zé Dirceu prevê uma tempestade social e política chegando ao Brasil. Em artigo, ex-ministro denuncia conivência das elites e da “mídia monopolista” com a “degradação política” de Bolsonaro, critica a política econômica de austeridade do governo e projeta um agravamento da crise social que “vai atingir a todos”
Por Ivan Longo, na Revista Fórum
O ex-ministro José Dirceu (PT), em artigo publicado nesta terça-feira (27) no site Poder 360, fez uma análise de conjuntura política do Brasil e projetou um cenário de “tempestade social”, motivado pela política econômica de austeridade do governo, que segundo ele “vai atingir a todos”.
Segundo Dirceu, o fim do auxílio emergencial, que Bolsonaro estendeu até o final do ano, com parcelas reduzidas, vai se somar ao crescente desemprego, gerando recessão.
O ex-ministro aponta que as políticas de austeridade do governo vão no caminho contrário do mundo e tendem a agravar a “tempestade social”, que já é dada como certa.
“Insistem e persistem numa política, dita de austeridade, para os trabalhadores e classes médias, que não deu certo em nenhum lugar do mundo e que hoje é contestada até pelo FMI. Enquanto a Europa e os Estados Unidos retomam a política de endividamento e emissão de moeda via dívida pública, e seus bancos centrais e os governos mantêm a renda e o emprego, investem e financiam as empresas, aqui só se fala em teto de gastos, em dívida pública, em juros mais altos”, afirma.
“Chegamos ao absurdo de cortar salários e aumentar impostos, não sobre a renda, a riqueza e o patrimônio, sobre lucros e dividendos, lucro sobre o capital próprio, grandes fortunas, heranças e doações, mas sobre bens e serviços, agravando ainda mais nossa estrutura tributária injusta, indireta e regressiva”, completa o petista.
No texto, o advogado ainda denuncia a conivência das elites econômicas do país, incluindo a “mídia monopolista”, com a degradação política do governo Bolsonaro.
“Uma palavra sobre a degradação política do governo Bolsonaro, sob o olhar conivente e conciliador da maioria da elite econômica e política do país, incluindo aí a mídia monopolista, na ilusão de que o capitão continuará popular e já se adapta aos bons modos do jogo político do Centrão e da oposição liberal de direita, do ‘Estado de Direito’ regido pelo STF”, escreve.
“Nem mesmo as evidentes e públicas provas dadas pelo presidente de uma incapacidade para o cargo, a perigosa e nefasta presença de sua família e os riscos da volta do militarismo fazem nossa elite política, judicial e empresarial acordar para os riscos que a democracia e a nação correm”, continua Dirceu.
Em outro ponto do artigo, o ex-chefe da Casa Civil elenca caminhos que poderiam evitar o agravamento da crise política e social. Entre suas propostas, estão a instauração de uma renda básica de R$600, aumento no valor do Bolsa Família e, entre outras, “uma ampla reforma tributária e do sistema financeiro bancário”.
“Os fatos desmentem o fervor messiânico no neoliberalismo, que perde força no mundo. Há um novo consenso mundial sobre o papel do Estado e do investimento público e, agora, a Europa e os próprios Estados Unidos estão trilhando esse caminho. Sem não pôr um fim na atual estrutura tributária e ao cartel bancário, o Brasil continuará à margem do crescimento com bem-estar social. Pior, só vai reforçar a concentração de riqueza via a expropriação da renda e do salário por juros reais absurdos e impostos regressivos”, analisa.
A Defesa Civil enviou, via mensagem SMS, agora há pouco, alerta para chuvas pesadas na Região. Se chover em Luís Eduardo Magalhães vamos ver mais um capítulo da novela “Jardim das Acácias sob lama”.
Fazenda com 223 alqueires – 1.079 hectares – às margens do Lago do Projeto Manuel Alves, em Dianópolis, Tocantins. Noventa alqueires já estão quebrados, prontos para finalizar a limpeza da área. Terra com excelente textura, com alto teor de argila.
HÉLIO RODAK é um leitor do Intercept. Em maio deste ano, ele procurou o sistema de acesso à informação do governo federal com um pedido simples: uma cópia do plano nacional para tratar os efeitos sanitários e econômicos da pandemia de covid-19. Começava naquele dia uma saga que se estendeu pelos quatro meses seguintes, até culminar com o governo pego na mentira.
Agora, Rodak resolveu dividir o que descobriu com a gente. Seu pedido foi feito, primeiro, à Presidência da República; de lá, foi direcionado à Casa Civil. A primeira resposta do governo Bolsonaro veio no dia 8 de junho: algumas das informações que Rodak pediu seriam “documentos preparatórios”. Assim, não poderiam ser fornecidos – naquele momento, a pandemia já havia matado quase 40 mil brasileiros.
A Casa Civil argumentou que seria preciso aguardar a “edição do ato decisório” para que as informações pudessem ser entregues “devido ao risco de frustrar a própria finalidade em caso de divulgação antecipada”. A resposta ainda incluiu alguns links com ações isoladas e uma notícia sobre a apresentação do programa Pró-Brasil, uma iniciativa “proativa” do governo para reduzir os impactos com foco no período pós-pandemia.
Se com as duas chuvinhas que caíram em Luís Eduardo Magalhães, que somam não mais que 25 mm, os estragos nas obras recentes da Prefeitura Municipal, foram tantos, imagine, caro leitor, como estará a cidade depois de 1.200 a 1.500 mm de precipitações previstas para esta temporada.
Obras eleitoreiras, feitas às pressas, ao que parece sem supervisão técnica adequada, resultaram nos primeiros e grandes prejuízos. Dupla penalização ao contribuinte, que esperou mais de 3 anos pelas obras e que terá de pagar de novo pelos malfeitos na próxima gestão.
O Departamento de Polícia do Interior (Depin), através de investigação da 19ª Coorpin (Senhor do Bonfim), com apoio da Superintendência de Inteligência (SI) da SSP, deflagrou nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (27/10), a operação Gunsmith. Ordens judiciais estão sendo cumpridas em cincos cidades da Bahia.
Integrantes de duas organizações criminosas, envolvidos com tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, homicídios e corrupção de menores são alvos da ação da Polícia Civil. Mandados estão sendo cumpridos nos municípios de Senhor do Bonfim, Juazeiro, Lauro de Freitas, Feira de Santana e Barreiras.
Fonte:Blog do Sigi Vilares com informações do INFORME BAIANO
Relata o candidato Júnior Marabá: neste sábado tivemos um ótimo dia, com visitas, como no bairro Cidade Universitária, com a candidata Valdivone e, mais tarde, na casa da missionária Diana, (mesmo bairro), com a candidata Zezília.
Após isso, fomos para a casa do apoiador Marcos, no Jardim das Acácias, com o candidato Neto, para outro local do bairro em uma reunião com o candidato Iran e os apoiadores e, finalizamos a noite ainda no Jardim das Acácias, na casa da dona Leda, com a candidata Ana Anjos.
No domingo, Juninho Marabá relata também um dia proveitoso para sua campanha:
“Foi um dia muito animado no nosso Comitê e nas reuniões!
Passamos a manhã em visitas e reunião no Novo Paraná: visitamos o Professor Denilson com o candidato Nei Vilares, nos reunimos com a candidata Zezilia na casa da dona Luciana e sr. Gerson, visitamos nossas amigas de longa data Gina e Tina e nos reunimos com a candidata Jô no Clube Aliança.
Pela tarde, fomos à Vila 4, na casa do presidente da Associação, Hudson, com o candidato Girson Kareca e algumas lideranças locais. Dali nos reunimos na Vila 2 com o candidato Silvano Santos e as lideranças, sr. Expedito, sr. Luís e dona Jerusa. E, mais tarde, nos reunimos com o candidato Neto ainda na Vila 2. Finalizamos o dia em festa, com o adesivaço no Comitê do Santa Cruz.
As assessorias de campanha dos candidatos Oziel Oliveira e Rangel não enviaram nem suas agendas, nem os relatos de campanha.
Na manhã desta segunda-feira, 26, um homem morreu e outro foi preso numa intervenção policial nas proximidades do Posto das Turbinas, no bairro de Barreirinhas, em Barreiras.
Segundo informações, numa tentativa de abordagem pela polícia militar a uma dupla a bordo de uma motocicleta, eles empreenderam fuga. Um deles entrou num matagal próximo e em seguida atirou contra os policiais que reagiram. O elemento acabou sendo atingido por um tiro e morreu no local.
O outro indivíduo, acabou sendo preso. Após perícia técnica no local, o corpo foi removido para o IML do DISEP para a realização de necropsia.
Até o fechamento desta matéria não havia identificação dos indivíduos.
Fonte: Reportagem de Jadiel Luiz/Blog do Sigi Vilares
O governador de São Paulo, João Doria, afirmou que as primeiras seis milhões de doses da vacina CoronaVac, previstas no acordo com o Instituto Butantan, em São Paulo, chegarão no Brasil em até uma semana. A importação do imunizante já pronto contra a Covid-19, produzido pelo laboratório chinês Sinovac, foi autorizada pela Anvisa na última sexta-feira. Sua aplicação na população, porém, ainda depende da conclusão de estudos clínicos e da aprovação final da agência regulatória brasileira.
O acordo do Butantan com a Sinovac prevê a aquisição este mês de seis milhões de doses já embaladas da vacina, além da produção, até dezembro, de outros 40 milhões de doses do imunizante no Brasil. Para esta segunda fase, no entanto, o instituto depende da liberação de importação de insumos da China, o que ainda não foi autorizado pela Anvisa.
Os primeiros seis milhões de doses chegarão até segunda em voo a São Paulo. Os outros 40 milhões de doses serão produzidos a partir de insumos que ainda esperam manifestação da Anvisa, para que o Butantan possa (ter os insumos e) produzir a vacina — explicou Doria em coletiva de imprensa nesta segunda-feira.
A liberação da importação da matéria-prima para produção da vacina no Brasil foi alvo de polêmica na semana passada, depois que a direção do Butantan acusou a Anvisa de atrasar análises relacionadas ao imunizante. Na ocasião, o diretor-geral do Butantan, Dimas Covas, afirmou que a indefinição sobre o tema poderia impactar na produção da vacina e nos prazos de imunização se a vacina se mostrar eficaz. A Anvisa prometeu decisão sobre o tema em até cinco dias úteis, prazo que vence nesta semana.
Voluntários infectados
A liberação da importação de doses e insumos é parte do caminho da vacina produzida em parceria da Sinovac com o Butantan. Para a conclusão dos estudos e posterior submissão do registro na Anvisa, o Butantan precisa apresentar dados que comprovem a eficácia da vacina. Isso requer um número mínimo de voluntários infectados pelo coronavírus para comparação entre o grupo que tomou placebo e o grupo que recebeu a vacina em teste.
— Dependemos da transmissibilidade da doença. Precisamos que esses voluntários apresentem sintomas e confirmem casos de Covid. Não temos como evitar essa fase, nem (temos) previsibilidade sobre esse processo — explicou na coletiva o infectologista e secretário de estado da Saúde, Jean Carlo Gorinchteyn. — Precisamos de um número mínimo de 61 casos confirmados (entre os voluntários) para que esse estudo possa ser aberto e comparemos os dois grupos. Daí veremos quem tomou vacina e quem tomou placebo, para então comprovar se a vacina tem eficácia superior a 50%, que foi o patamar mínimo estabelecido pela Anvisa.
O secretário não informou quantos casos positivos já foram identificados entre os voluntários. Citando protocolos de ética de pesquisa científica, Gorinchteyn afirmou que o estudo só será aberto quando o número total necessário for atingido.
Participam do teste 13 mil voluntários de sete estados brasileiros, mais o Distrito Federal. Segundo o Butantan, cerca de nove mil participantes já foram imunizados, todos profissionais de saúde na linha de frente no combate à pandemia. A autorização para aplicação na população dependerá dos resultados desses estudos, necessários para assegurar a segurança e a eficácia da vacina.
Em coletiva na última sexta, Doria e o diretor do Butantan, Dimas Covas, confirmaram a criação de seis novos centros de pesquisa científica para a ampliação da testagem. Quatro estão localizados em hospitais da periferia da capital, onde a taxa de infecção tem se mostrado mais alta do que nos bairros centrais.
Outros dois ficarão na região do ABC paulista, que já tem a Universidade Municipal de São Caetano do Sul como local de testagem. A supervisão desses novos centros é do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
Parques reabertos
Dados atualizados sobre a evolução da pandemia em São Paulo mostram que o estado soma 1.092.843 casos confirmados de Covid, e 38.753 óbitos em decorrência da doença. Segundo as autoridades, os números mostram que São Paulo passou de um platô para uma curva descendente de infecções.
Nesta segunda, o governo de São Paulo anunciou que os parques estaduais voltarão a funcionar aos finais de semana a partir do próximo sábado. Mais cedo, a prefeitura já havia anunciado o mesmo em relação aos parques municipais.
Eles tinham sido reabertos em julho, inicialmente com horário reduzido e apenas de segunda a sexta, quando a capital paulista estava na fase amarela do plano São Paulo, que determina as fases de reabertura e flexibilização no estado.
Ao seguir o rastro do dinheiro da cocaína no Brasil, a Polícia Federal (PF) tirou das sombras uma economia clandestina lastreada no comércio da droga e descobriu uma ameaça real às instituições.
“Se não destruir financeiramente esses caras, isso aqui vira um México”, disse em entrevista à AgênciaPública o delegado Elvis Secco, chefe da coordenadoria de repressão às drogas, armas e facções criminosas da PF em Brasília.
Ele se refere ao poder financeiro dos traficantes brasileiros e à potencial ameaça que representam. No México, assim como na Colômbia da era Pablo Escobar, os cartéis corromperam a política e deixaram um macabro saldo de violência.
O Brasil não está longe do problema. Estatísticas sobre apreensões de cocaína e relatórios que embasam operações desencadeadas pela PF em 2020 apontam que há sinais de que organizações criminosas conhecidas pelo uso da violência, como o PCC, se especializaram na lavagem de dinheiro da droga, interferem na economia formal e, pouco a pouco, vão se infiltrando no sistema político do país.
O maior traficante do Brasil e, individualmente, um dos maiores do planeta, Luiz Carlos Rocha, o Cabeça Branca, responsável, até ser preso em Sorriso (MT), em 2017, por mandar entre 80 e 100 toneladas por ano para fora do país e lavar parte de seus lucros com o doleiro Alberto Youssef, um dos principais delatores da Lava Jato.
As relações do traficante com a lavanderia, que distribuiu o dinheiro desviado da Petrobras a políticos, veio à tona num segundo depoimento prestado em 2018 por outro doleiro, Carlos Alexandre de Souza Rocha, o Ceará, que trabalhou para Youssef.
Em 2014, Ceará já havia admitido que entregara propina da estatal a senadores e deputados. Com Cabeça Branca a PF já sequestrou mais de R$ 1 bilhão e ajudou a Justiça do Paraguai a bloquear cerca de US$ 183 milhões do traficante naquele país (o equivalente a R$ 1 bilhão).
Segundo a PF, no Paraguai o traficante teria subornado políticos e autoridades de segurança para não ser pego. A PF suspeita que no Brasil, onde viveu os últimos dez anos com duas identidades falsas e o rosto modificado por três operações plásticas, Cabeça Branca também tenha subornado autoridades.
O envolvimento de políticos com o tráfico não é novidade. Em 1991, o então deputado federal Jabes Rabelo, cuja família construiu um império financeiro de origem suspeita em Cacoal, Rondônia, teve o mandato cassado pela Câmara depois que seu irmão, Abidiel Rabelo, foi preso em São Paulo com 554 quilos de cocaína portando uma falsa carteira de assessor parlamentar com a assinatura do irmão.
A PF suspeita que da região Norte do país – base territorial dos grandes traficantes para armazenar a droga – a centros como São Paulo e Rio de Janeiro o tráfico distribui suborno em troca de apoio político. “Já tem sinais de que o PCC financia a política. Nós sabemos disso. Eles não dão nomes. Falam assim: ‘Vamos financiar a campanha política ‘daqueles vereadores’. São estratégias criminosas para fortalecer a organização”, disse o delegado Elvis Secco.
A PF ainda não tem provas contra políticos de peso, mas está analisando conversas telefônicas e documentos apreendidos em mais de uma dezena de operações desencadeadas entre 2019 e 2020 para cruzar com dados de doações eleitorais e licitações no serviço público. Como os grupos que controlam hoje o comércio internacional da cocaína no atacado se sofisticaram na lavagem, repassando os lucros a terceiros ou criando empresas de fachada, a PF cruza informações para embasar uma operação destinada especificamente a identificar o núcleo político ligado ao tráfico.
As suspeitas estão fundamentadas também na envergadura da estrutura do tráfico no Brasil. Nunca se apreendeu tanta cocaína no país, conforme ilustra a estatística da PF nos últimos quatro anos: em 2016 foram 41 toneladas; em 2017, 48; em 2018, 79; e, no ano passado, 105 mil, quantidade que, se em vez de destruída fosse vendida na Europa, a um preço médio de US$ 30 mil o quilo – que é o que se paga no atacado –, renderia algo em torno de R$ 17,3 bilhões.
O Brasil virou o grande entreposto mundial da cocaína, por onde passam 60% do que é produzido na Colômbia, Bolívia e Peru. Na ponta do lápis, o recorde histórico de apreensões representa apenas 8,75% das 1.200 toneladas que, segundo a PF, passaram por aqui em 2019, uma montanha de pó equivalente a R$ 200 bilhões.
“O que faltava para o PCC ser considerado uma máfia? Saber lavar dinheiro, que é o que estamos demonstrando”, diz Polícia Federal
Traficante era dono de 16 fazendas
Segundo relatórios policiais, os comerciantes de cocaína se dividem entre famílias com um pé no agronegócio e organizações antes especializadas em crimes contra o patrimônio, que herdaram o modus operandi de lendários contrabandistas da fronteira do Brasil com o Paraguai. Não mais que dez grupos dominam esse mercado clandestino. O mais forte é o PCC, que nasceu nas prisões e hoje detém quase o monopólio da cocaína. Em apenas duas operações, entre setembro e outubro deste ano, a Rei do Crime e Caixa Forte, foram bloqueados R$ 932 milhões de pessoas ligadas à facção. Os lucros da cocaína fizeram fortuna também de outros clãs desmantelados pela PF. É o caso das famílias Morínigo, Pavão e Soares da Rocha, chefiadas, respectivamente, pelos traficantes Emídio Morínigo Ximenes, Jarvis Pavão e João Soares da Rocha, presos em diferentes operações e em nome dos quais, segundo a PF, foi encontrada expressiva quantidade de imóveis, todos passíveis de confisco para venda antecipada.
Os bens sequestrados, prontos para leilão até final de 2020, segundo a PF, deve superar a cifra de R$ 1 bilhão. Só com laranjas de Pavão foram encontrados 337 imóveis. Especialista no transporte e na exportação via portos, como Santos e Paranaguá, Cabeça Branca negociava com todos os grupos. “Ele era um homem de logística do tráfico e atuava com diplomacia, sem se envolver com violência”, afirma o delegado Elvis Secco. Ao ser preso em Sorriso, meca do agronegócio, usava o nome falso de Vitor Luiz de Moraes, um próspero agropecuarista, com relações políticas no norte do Mato Grosso e no sul do Pará.
Luiz Carlos da Rocha, o “Cabeça Branca”
Segundo a PF, um de seus parceiros era o ex-prefeito de Brasnorte (MT) Eudes Tarciso de Aguiar (DEM), que, ao término de seu mandato (2012-2016), foi eleito o melhor prefeito mato-grossense e um dos 50 mais bem avaliados do país. Às vésperas de ser preso, em 22 de novembro de 2018, durante uma nova fase da Operação Spectrum, a Sem Saída, Eudes era apontado pela imprensa local como “a maior liderança de Brasnorte” por ter ajudado a eleger o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, o senador Jaime Campos, todos do DEM, e pelo apoio “apaixonado” ao então candidato a presidente Jair Bolsonaro. “O presidente Bolsonaro vai aumentar os repasses aos municípios e com isso todos saem ganhando”, declarou Eudes ao site regional A Folha do Vale seis dias antes de ser algemado pela PF.
Procurado pela reportagem, Eudes, já em liberdade, negou envolvimento com o tráfico e atribuiu a denúncia que o tornou réu ao fato de ser irmão de um dos homens fortes de Cabeça Branca na região, Alessandro Rogério de Aguiar, que cuidava dos negócios da família enquanto administrou o município. Disse que abandonou a política depois de ter feito campanha por Bolsonaro na região, em 2018.
De fato, o vínculo mais forte com o traficante é Alessandro, acusado pela PF de enviar toneladas de cocaína para o exterior através do porto de Paranaguá. O problema é que as duas principais empresas da família, a Madeireira Imperatriz e a Agropecuária Estrela do Oeste, teriam lavado R$ 175 mil para o traficante. Numa procuração encontrada pela PF, os dois figuram como supostos procuradores do traficante. Nas imagens apreendidas, Alessandro aparece também num elevador do Shopping Iguatemi, em São Paulo, ao lado de Cabeça Branca. Em vários áudios captados pela polícia, o irmão do prefeito aparece negociando remessas de cocaína.
Segundo a PF, o traficante era dono de 16 fazendas em áreas praticamente contínuas entre Mato Grosso e Pará, com extensão total estimada em cerca de 40 mil hectares, avaliadas em cerca de R$ 200 milhões. Uma das fazendas, de 920 hectares, em Tapurah, estava com toda a documentação preparada para receber a escritura definitiva, requisitada através do programa de regularização fundiária do governo federal. Em março do ano passado, ao negar um pedido de habeas corpus em que o ex-prefeito pedia liberdade, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), frisou no despacho uma provável relação dele com queimadas, desmatamento e retirada ilegal de madeira na região. Mendes escreve que as relações com o irmão e contradições verificadas no interrogatório apontam que Eudes teve “papel ativo” na organização criminosa chefiada por Cabeça Branca: “[…] ao que tudo indica, pratica de forma habitual outros delitos: crimes ambientais, corrupção e provável delitos de lavagem de dinheiro para ocultar patrimônio pessoal e da família”.
O ministro se referia a um grampo em que a PF captou um diálogo entre Eudes e o irmão para despistar a fiscalização do Ibama numa das fazendas. O ex-prefeito sugeriu que Alessandro usasse um laranja para camuflar a propriedade rural, mas acabou admitindo o suposto crime: “Também meti fogo”, diz, acrescentando que fez o “serviço completo”. Em seguida, achincalha os fiscais do Ibama com palavrões: “Já que é pra tomar no cu, toma igual vaca de pé e berrando”. À Pública, ele afirmou que se referia à queima de pastagem. “Não pertenço a organização criminosa. Nasci dentro de uma serraria e vendo madeira há 40 anos. Vou explicar a origem do dinheiro à Justiça. O que pesa contra mim é a denúncia de lavagem. Nunca vi esse homem”, disse Eudes, referindo-se a Cabeça Branca.
Cabeça Branca investiu seus lucros na compra de imóveis, na produção de grãos e de gado, em maquinário agrícola, em carretas usadas no transporte dos produtos e armazéns que garantiam, num primeiro momento, a camuflagem da cocaína mandada para Europa e Estados Unidos e, num segundo, o colocava no agronegócio, dono de fazendas produtivas e autossuficientes. Sua rede ligava as áreas de produção agrícola em municípios do Norte do Mato Grosso e Sul do Pará a Osasco, na Grande São Paulo, onde ele construiu modernos galpões para armazenar grãos e cocaína que seguiriam para o exterior pelo porto de Santos.
Narcotráfico e pecuária
Preso em fevereiro de 2019 em Tucumã, no Pará, durante a Operação Flak, o empresário João Soares da Rocha é apontado pela PF como um misto de traficante de cocaína, empresário do agronegócio, garimpeiro e comerciante ilegal de madeiras na Amazônia Legal. Segundo a PF, é parceiro de Cabeça Branca no tráfico e, embora tenham o mesmo sobrenome, não são parentes.
Atuava com o irmão Evandro Geraldo Rocha Reis e um sobrinho, o piloto Cristiano Felipe Rocha Reis, ambos mortos na queda de um monomotor Cessna, nas proximidades da pista do aeroporto de São Félix do Xingu, no Pará, no curso das investigações sobre as atividades do grupo, em agosto de 2018.
João Soares e o irmão eram donos de garimpo em Ourilândia do Norte. O empresário é dono também de postos de combustíveis e da Agropecuária Abelha Comércio e Serviços, fazenda dedicada à produção de gado de corte e grãos. É acusado de extração ilegal de madeira em terras indígenas. Em 2013 o empresário entrou para lista suja do trabalho escravo.
O relatório da Polícia Federal mostra que os lucros convertidos da cocaína eram lavados no agro. “As investigações indicam que alguns investigados, em especial João Soares da Rocha e Raimundo Prado da Silva (preso também na mesma operação), investem o dinheiro adquirido com o narcotráfico na atividade pecuária”, diz a PF no relatório da Operação Flak.
O empresário especializou-se no transporte da droga entre os países produtores, Brasil e Caribe, cobrando por cada viagem US$ 150 mil. Entre 2017 e 2018, período tratado pela Operação Flak, realizou pelo menos 23 fretes, faturando US$ 3,450 milhões (algo em torno de R$ 19 milhões).
Operação Flak traz relação de narcotráfico, garimpo e pecuária: empresário tinha relação com Cabeça Branca
A PF listou um total de 51 aeronaves apreendidas com o grupo chefiado pelo empresário. Destas, nove estavam em nome de João Soares da Rocha ou de familiares, e outras três foram destruídas, duas em acidentes e uma terceira, avaliada em R$ 1 milhão, foi incendiada depois de concluído o transporte de cocaína – perdas que, segundo a polícia, nem chegaram a afetar os lucros. O empresário mandou adaptar tanques de combustível reservas dentro de pequenos aviões para alongar a autonomia de voos e escapar dos radares.
Era um bem-sucedido empresário do agronegócio, no qual envolveu a mulher, filhos, irmãos e sobrinhos. A Agropecuária Abelha, por exemplo, está em nome de três filhos e tem como atividades a criação de gado de corte e a produção de soja.
João Soares da Rocha atuava também na compra e revenda de cereais e animais vivos, cultivo de milho, cacau e prestação de serviços em obras de engenharia através de outras duas empresas das quais é sócio, a Rolomat Terraplanagem e a Geo Comércio de Areia. Em outra atividade paralela, alugava máquinas e equipamentos agrícolas modernos, que funcionam sem operador.
A PF mira o patrimônio do empresário, estimado em R$ 330 milhões. “Tirando o dinheiro, tira-se o poder. É importante conhecer a estrutura das facções, mas não adianta só apreender a droga e dizer que o tráfico sofreu uma grande baixa financeira. As perdas fazem parte do risco. Tem que seguir o dinheiro, que é lavado em empresas sólidas, legalmente constituídas e normalmente insuspeitas”, afirma o delegado Elvis Secco. Ele avalia que a magnitude da estrutura do tráfico exige dos órgãos públicos um tratamento sistêmico, baseado em operações contínuas focadas no “laranjal” do tráfico e na lavagem do patrimônio. A repressão, segundo o delegado, seguirá o modelo da Lava Jato, com operações em série.
Com o esvaziamento da Lava Jato, o poder do tráfico levou os órgãos de controle do governo a mirar o foco mais nos barões da cocaína.
Na sexta-feira, 23 de outubro, a Justiça de São Paulo decretou a prisão de 18 acusados de pertencer ao PCC. Segundo o Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo, são membros da estrutura de tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro que comandam as ações da organização criminosa nas ruas. “Creio que essa será a primeira fase da Lava Jato do PCC”, disse o promotor Lincoln Gakiya ao Estadão, um dos seis que assinam a denúncia contra o grupo.
O PCC, segundo dados que constam nos documentos apreendidos na Operação Sharks, que investigou a lavagem de dinheiro da facção entre junho de 2018 e setembro de 2020, movimentou R$ 1,2 bilhão com o tráfico internacional de drogas por ano.
“Uma máfia”: a estratégia do PCC
Liderado por Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, que controla a organização criminosa de dentro da prisão federal de segurança máxima de Brasília, o PCC erigiu um império financeiro. Na Operação Rei do Crime, desencadeada em setembro de 2020, a PF bloqueou R$ 730 milhões do PCC e estimou, com base num relatório do Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf), que nos últimos quatro anos o setor encarregado da lavagem do dinheiro movimentou R$ 32 bilhões através de uma rede com 78 empresas ligadas ao grupo Boxter, que controla mais de cem postos de combustíveis e lojas de conveniência no país. “Foram anos para solidificá-la no mercado econômico e financeiro através de uma marca sólida”, escreveu o delegado federal Rodrigo de Campos Costa ao abordar a estratégia do PCC.
O PCC dos negócios da cocaína prima pela discrição e estratégias complexas na lavagem dos lucros. No caso da Operação Rei do Crime, se a polícia demorasse mais dois anos para agir, não teria mais como rastrear o dinheiro. É uma tática usada pelas máfias, qualificação, aliás, que a PF passou a dar à facção. “O que faltava para o PCC ser considerado uma máfia? Saber lavar dinheiro, que é o que estamos demonstrando. Eles têm tentáculos no mundo todo. Não é tráfico de drogas. É tráfico de cocaína. O PCC é uma máfia”, afirma o delegado Elvis Secco. “O PCC é um monstro que estamos matando.”
A Operação Rei do Crime enredou José Carlos Gonçalves, o Alemão, o principal preso ligado ao PCC. Com ele foram apreendidos 32 carros de luxo, um iate, joias, dinheiro vivo, dois helicópteros e um patrimônio estimado em cerca de R$ 12 milhões. Levava uma vida de respeitável empresário, mas sua ficha e as investigações mostram que tinha relações obscuras. Era dele, segundo a polícia, o helicóptero usado para assassinar dois traficantes que deixaram de seguir as rígidas regras do PCC e passaram a roubar a facção, Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca. Os dois foram mortos em fevereiro de 2018, em Aquiraz, próximo a Fortaleza, no Ceará. Outro jurado de morte, mas que conseguiu convencer a facção a não executar a “sentença”, é o agora famoso André de Oliveira Macedo, o André do Rap, traficante da pesada, que deixou pela porta da frente a penitenciária de Presidente Venceslau, em São Paulo, no dia 10 de outubro, favorecido por decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do STF.
Chefe do PCC na Baixada Santista, condenado a 15 anos e seis meses por remeter quatro toneladas de cocaína pelo porto de Santos, o traficante se transformou no pivô de uma crise entre Mello e o presidente do STF, Luiz Fux, que derrubou a liminar do colega e mandou investigar as circunstâncias da decisão que jogou holofotes sobre o poderio da organização.
No topo do PCC está Marcola, sentenciado a 150 anos de reclusão, mais de 30 deles já cumpridos, condenado a passar o resto de seus dias na cadeia. Marcola é um preso diferenciado: durante o longo cárcere, se politizou, adicionou métodos capitalistas ao crime e controla a organização sem precisar mostrar a cara.
O relatório da PF ao qual Pública teve acesso descreve a facção como uma grande corporação empresarial, baseada em princípios de conglomerados capitalistas, segundo os quais a hierarquia, disciplina e obediência às regras de negócios são indispensáveis.
A semelhança com a máfia italiana, segundo o relatório da PF, vem da violência e intimidação contra agentes de segurança e, em especial, contra os integrantes que violam as regras ou delatam.
Marcola, segundo está escrito no relatório, mesmo preso, exerce “com mãos de ferro o comando da cadeia alimentar do PCC, o que significa dizer que todas as ordens ou ‘salves’ [ordens para missão] da facção devem [submissão] a sua anuência, sob pena de severa punição, inclusive pelos conhecidos tribunais do crime”.
A Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), do Ministério da Justiça, já arrecadou este ano mais de R$ 100 milhões sequestrados do crime, dos quais pelo menos 20% já foram reconhecidos pela Justiça como originários da cocaína, um recorde na história de confisco dos bens do tráfico. A meta da Senad é fechar 2020 com a arrecadação de R$ 200 milhões. No site do ministério há uma lista de quase 3.800 bens a serem leiloados, dos quais até recentemente pelo menos 33 eram fazendas de traficantes bloqueadas para leilões futuros, algo aproximado em 100 mil hectares de extensão.
A secretaria quer apressar os convênios com os estados para vender logo os imóveis. “Não somos uma imobiliária”, disse à Pública o diretor de gestão de ativos do órgão, Giovane Magliane.
Fazenda com 362 alqueires – 1.752 hectares – na margem do lago do projeto de irrigação Manuel Alves; bruta, com 60% plana; Valor de venda de R$7 mil o alqueire.
Os animais que foram embarcados em Brasília (DF) seriam levados para Parnaíba (PI), portanto, uma distância de 2.100 quilômetros e quase 40 horas de viagem; alguns animais apresentavam cansaço e aparente desidratação.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Bahia, resgatou na noite desta sexta-feira (23), um total de 14 cães das raças shih-tzu, chow-chow, dachshund, maltês e pastor transportados em condições precárias no interior de um ônibus de transporte de passageiros. O flagrante aconteceu no Km 800 da BR-242, em Barreiras (BA).
Os policiais faziam fiscalização na rodovia, quando decidiram abordar um ônibus interestadual que seguia de Brasília (DF) com destino a cidade de Parnaíba (PI).
Inicialmente, foram solicitados os documentos de porte obrigatório do motorista e documentação pessoal dos ocupantes, para consulta nos sistemas informatizados da PRF.
Em seguida, os agentes realizaram os procedimentos de fiscalização detalhada e após uma revista no bagageiro do ônibus, sentiram forte odor característico a urina e fezes e encontraram quatro caixas plásticas que continham 10 cães amontoados em situação flagrante de maus-tratos. Mais 04 animais foram resgatados na cabine do motorista.
O confinamento aglomerado, dificultando a respiração, mobilidade e descanso dos cães, além da higienização precária, da temperatura elevada, da falta de iluminação para os cãezinhos transportados no porta-malas, da ausência de materiais que suavizassem o impacto das caixas plásticas com a pele dos animais e da falta de alimentação adequada aos filhotes foram algumas das situações identificadas pelos agentes federais.
Os caninos foram embarcados em Brasília (DF) e seriam levados para Parnaíba (PI), portanto, uma distância de 2.100 quilômetros e quase 40 horas de viagem. Alguns animais apresentavam cansaço e aparente desidratação. A pelagem dos filhotes estavam ‘cobertos’ com fezes e urina.
Não foram apresentados qualquer documentação legal dos animais, como nota fiscal, guia de transporte e comprovação de vacinação.
O motorista de 41 anos relatou que os caninos têm menos de 45 dias de vida e seriam entregues em Parnaíba e Água Branca, no Piauí.
A situação degradante em que se encontravam os animais se enquadrou no crime de maus tratos de animal doméstico, previsto na Lei Ambiental, que prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição de guarda. A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia de Polícia Civil de Barreiras.
Os filhotes foram entregues aos cuidados provisório de uma entidade que resgata e acolhe animais em situação de maus-tratos e abandono.
“Todo mundo que tomou cloroquina, ivermectina ou Anitta está curado”, diz o Presidente. Ele só não fala da exceção: as 157.000 mortes que já ocorreram.
O Presidente é refém das mídias sociais fundamentalistas, de brasileiros que acreditam na terra plana e de um sonho doirado de se reeleger. Não passa de um iconoclasta que não respeita instituições sérias como o Instituto Butantan.
A efígie façanhuda reflete o estado emocional do genocida.
A resposta do Presidente da República a um seguidor que lhe pedia providências no sentido de diminuir o preço do arroz, neste domingo, é emblemática para definir o descalabro que se instalou no Governo que faz tudo, menos governar.
-Eu posso tabelar o arroz, daí você vai comprar na Venezuela.
Boa lembrança do Senhor Presidente: o Brasil, apesar de seus vastos recursos, principalmente no setor primário, está cada dia mais parecido com a Venezuela. Uma grande Venezuela.
Talvez seja hora de entronizarmos o nome de Bolsonaro no Panteão da República. Como Aécio Neves, Michel Temer, Eduardo Cunha e Fernando Henrique Cardoso, Bolsonaro já morreu, apenas continua a mostrar os dentes para populares.
Entre os golpistas de 2016 ele tinha menor importância, mas fez muito estardalhaço na ´opereta bufa que se estabeleceu no Congresso e STF e cassou o diploma de Dilma Rousseff.
Naquela época, o trabalhador comum ganhava cerca de US$400 por mês (perto de R$2.240,00 pelo dólar de hoje) e comprava arroz a R$2,00 o quilo, feijão a R$2,90, óleo de soja a R$3,50, carne de segunda a R$10,00, financiava o carrinho 1.0 em até 80 meses e enchia o tanque com pouco mais de 100 reais. E os alimentos eram transportados com diesel a R$1,99.
Os preços atuais todos sabem. O que ninguém sabe é quando esse governicho vai colapsar e mandar o monstro para férias definitivas na Flórida ou para uma cela especial na Polícia Federal.
De uma coisa poderemos ter certeza: em meados de 2021 teremos saudades deste terrível 2020.
Os chilenos foram às urnas neste domingo para votar um referendo sobre uma nova Constituição.
Com 99% das urnas apuradas, mais de 78% dos eleitores aprovaram a mudança.
Mudar o texto era uma das reivindicações que uniu manifestantes durante a revolta social que começou há um ano no país.
Além de votar “sim” ou “não”, os eleitores também decidiram se a nova Constituição deve ser redigida por uma convenção formada por cidadãos eleitos em votação popular ou por uma convenção mista, de parlamentares em exercício e membros eleitos para a tarefa.
Dirigentes da campanha eleitoral do Prefeito de Luís Eduardo Magalhães anunciaram que 6.500 carros e 2.500 motos participaram da carreata de ontem à tarde.
Os números parecem exagerados, mas isso é fácil de provar: é só reproduzir o pagamento feito pela Coligação aos postos que abasteciam os carros gratuitamente, acompanhados das respectivas notas fiscais em nome do Candidato.
Considerado apenas os carros, com 4 metros, em média e mais 4 de segurança entre os veículos, a carreata deveria ter 52 quilômetros de extensão.
Algumas contagens, realizadas por observadores, contabilizam menos de 20% do número anunciado de participantes. Um número mais plausível, mesmo com o brinde da gasolina.
Segundo o mandatário, medicamento é 100% seguro, foi desenvolvido ao longo de 6 meses de pesquisas e agora será submetido à OMS para certificação
Da Revista Fórum
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou neste domingo (25) que o Instituto Venezuelano de Pesquisa Científica (IVIC) desenvolveu um medicamento capaz de “aniquilar completamente” a Covid-19. O remédio tem como base a molécula DR10.
“Hoje posso dizer oficialmente que esta molécula […] foi testada para a Covid-19, todas as investigações foram feitas […] este estudo durou 6 meses, resultando na aniquilação de 100% do vírus que causa a Covid-19. Quero dizer que a Venezuela obteve um medicamento que cancela 100% o coronavírus”, afirmou.
Segundo Maduro, os estudos mostraram que o medicamento é 100% seguro e não causa efeitos colaterais. A molécula DR10, base do remédio, já é utilizada no tratamento de doenças como a hepatite C, o papilomavírus humano e o ebola.
O presidente informou, ainda, que já iniciou o processo de certificação do antiviral junto à Organização Mundial da Saúde (OMS), para a ratificação dos resultados e, assim que obter autorização do órgão, iniciará a produção em massa do medicamento “para oferecer este tratamento ao mundo”.
O juiz eleitoral da Comarca de Luís Eduardo Magalhães, Flávio Ferrari, decidiu, ao final da tarde deste sábado, após manifestação do Ministério Público Eleitoral, cancelar ato de protesto do Movimento Fora Lixão.
O Magistrado afirma em sua sentença que acolheu o pedido do MPE em virtude da possibilidade de haver confronto com carreata do candidato situacionista, marcada para a mesma hora e lugar, na Cidade Universitária.
A prudência do MPE e do Magistrado são louváveis do ponto de vista de evitar conflitos.
Inacreditável é que o candidato situacionista tenha a desfaçatez de fazer passear uma carreata nos bairros prejudicados, há uma década, com os miasmas, o chorume, os urubus e as moscas varejeiras do lixão.
Não obstante a grave situação sanitária causada pelo lixão, o atual prefeito fez a campanha anterior, em 2016, prometendo resolver em 90 dias a situação. Quatro anos depois, o monturo permanece no local, apesar da aprovação, da Câmara Municipal, de empréstimo para a construção de um aterro sanitário.
Nos últimos cinco anos, a Prefeitura Municipal realizou pagamentos da ordem de R$44.938.092,45 com limpeza pública, dentro de um crescendo de gastos inexplicáveis, mesmo diante do aumento de combustíveis e dos salários do pessoal necessários para a limpeza pública.
Enquanto em 2016, os gastos giraram em torno de R$5,5 milhões, em 2017 aumentaram para R$8 milhões; em 2018, para R$11 milhões; em 2019 para R$12 milhões; e em 2020, R$12,5 milhões.
Além da promessa eleitoral não cumprida, o Prefeito mostrou-se incapaz de construir um aterro sanitário que está orçado em cerca de 10% do valor reservado para a limpeza pública.
Talvez seja este o motivo da indignação do Movimento Fora Lixão que exigiu as providências do Ministério Público e do Meritíssimo Juiz Eleitoral.
“A Vacina deve ser testada primeiro em políticos. Se sobreviverem, ela é segura. Se não, o país estará seguro.”
Monika
As palavras são de Monika Wiśniewska, escritora polonesa autora de ‘Polish Girl’, e tem sido disseminada nas redes sociais ‘sem piedade’ em meio a discussões sobre a corrida em busca de uma vacina comprovadamente eficaz contra o coronavírus, mas que infelizmente tem provado até aqui que o assunto pode estar pautado muito mais na política do que na ciência.
Em seu perfil social no Twitter, Monika escreveu originalmente:
“A vacina deve ser testada primeiro em políticos. Se sobreviverem, a vacina é segura. Se não [sobreviverem], [então] o país [é que] estará seguro”.
Construído há quase 4O anos, o equipamento esportivo é parte da história do futebol
O candidato a prefeito de Barreiras, Marcos Pires (20), propos no seu programa eleitoral nas redes sociais, a retirada do estádio municipal Geraldo Pereira, o Geraldão, do centro da cidade.
Marcos defende que o terreno seja utilizada para ampliação do Centro de Abastecimento de Barreiras (feira) e a construção da estação de transbordo do município, para passageiros do transporte público local e regional.
A proposta vai de encontro ao interesse dos boleiros da cidade, que defendem a reforma do Geraldão.
“Isso é um absurdo! Por que não tirar a feira do centro da cidade e levar para uma área maior?”, questionou um dirigente de um time de futebol, que não quis ser identificado.
Procurado pela reportagem, Pires explicou: “Recentemente o município vendeu por mais de R$ 9 milhões a área onde funcionava a Prefeitura. Com esse recurso vamos iniciar as construções do novo estádio, na saída para Brasília, o CAB II e a instalação da estação de transbordo no terreno do antigo Geraldão”, afirmou.
Na sexta-feira, 24, o prefeito e candidato à reeleição Zito Barbosa (25), esteve no Geraldo Pereira, acompanhado por Emerson Castro, candidato a vice-prefeito; Almery Messias, vereador e candidato; e Lucas Quirino, diretor de esporte do município, e garantiu a reforma do centro de futebol.
Há tempos, venho apontando a falta de transparência nos acordos de leniência da Lava Jato do Paraná. De repente, advogados obscuros tornaram-se especialistas em delações premiadas, recebendo honorários milionários, superando escritórios de reputação nacional, como se fosse uma nova área da ciência do direito.
Sua especialidade não é o conhecimento jurídico, a capacidade de argumentar nas instâncias superiores, a interpretação dos códigos e das leis: é o acesso aos juízes e procuradores dos processos.
Com o instituto da delação premiada, juízes e procuradores ganharam um poder adicional. A premiação ou punição dos réus dependerá exclusivamente do julgamento pessoal do juiz, em relação à colaboração do réu. Não precisa seguir Código Penal e essas velharias impressas. Se achar que a colaboração foi satisfatória, alivia a pena do réu. Se não gostar, mantem a prisão preventiva por tempo indeterminada e as penas financeiras sobre todo o patrimônio do recalcitrante.
Cabe ao juiz definir de quanto vai ser a multa, de quanto do patrimônio do réu poderá ser preservado por ele, o tempo de prisão etc. Com uma penada, uma multa de US$ 15 milhões pode se transformar em US$ 5 milhões, corruptos notórios podem obter liberdade em pouco tempo e preservar parte relevante de seu patrimônio.
Antes dele, já tinha conquistado como clientes Fernando Cavendish, da Delta Construções, Alexandre Accioly, o ex-Secretário José Mariano Beltrame, Pedro Correa e Marco de Lucca. Humilde, Nytalmar fez questão de agradecer em seu Twitter.
Uma busca no Google revelará que o escritório Nythalmar Dias Ferreira Filho tem um sócio, a Advogada Leticia Ferreira Tomé. Uma busca nos exames da Ordem dos Advogados mostra que ela passou no exame da ordem de 2012, apenas 7 anos atrás.
Assim como não existe o herói sem mácula, seja ele juiz ou procurador, não existe o milagre do advogado que se torna sumidade sem ter produção jurídica. Não se conhece uma peça jurídica de Nythalmar. Sua especialidade é a capacidade de persuadir um juiz supostamente implacável a rever suas penas para seus clientes.
Nesses tempos de empreendedorismo e de self-made-man, salve a inovação na área jurídica. Pode render mais do que uma startup dos nerds da Internet.
Mais cedo ou mais tarde haverá uma Lava Jato da Lava Jato.
Desde ontem uma viatura da Polícia Federal circula na cidade. Hoje resolveram fazer uma visitinha ao Diretório do PSD. Talvez num futuro muito próximo se saiba o que estão procurando.
Jota Camelo: nem o amor explica tanta vontade de ser o cachorrinho vira-lata de Trump.
Com tanto dissenso entre os generais, de repente o jipe, o cabo e o soldado que iam para o STF, atravessam a Esplanada e batem na porta do 4° andar do Planalto.
Os militares estão sofrendo estocadas fortes dentro do governo por meio dos neoliberais do mercado financeiro, aliados do ministro Paulo Guedes, que acham que eles precisam ficar na deles, sem interferir muito na condução do processo econômico, financeiro e político nacional. A banca está incomodada com a proatividade militar, na tentativa de dar freio à política ultraneoliberal, que acelera sucateamento da indústria nacional, esvaziamento do Estado e consequente alienação das riquezas nacionais, via privatizações. Também se incomodam com interferência deles na disputa geopolítica, frente à guerra estridente com a China, na questão da vacina contra covid-19 e do leilão da plataforma 5G, em que Bolsonaro e Trump trabalham para inviabilizar participação da Huawei. O mercado financeiro é a voz de Wall Street, que, como disse o secretário de Estados dos EUA, Mike Pompeo, não quer saber dos chineses dando as cartas por aqui, especialmente, sob coordenação do PC da China, em meio à guerra comercial com os americanos.
Nesse contexto, a desmoralização dos militares se acentuou, ao longo dessa semana. Ficou clara a desconsideração explícita praticada pelo presidente Bolsonaro em relação ao general Pazuello, ministro da Saúde, no caso da compra da vacina Coronavac, fabricada pelos chineses. Trump considera a China quem espalhou o tal do vírus chinês, para fabricar vacina e ganhar a liderança mundial, no campo da saúde. Imediatamente, Bolsonaro, tomando as dores de Trump, melou o negócio da compra, por Pazuello, de 46 milhões de doses da Coronavc, do Instituto Butantã, parceiro na Sinovac. Bolsonaro passou tremendo sabão no general ministro, o que teria deixado a cúpula militar, no Apache, puta da vida. O negócio ainda está quente, apesar de Bolsonaro ensaiar teatro de reconciliação que tem por trás irritação profunda dos verde-oliva.
DISCÓRDIA GERAL SOBRE 5G
Também, está fervendo discórdia entre o presidente e o seu vice general Mourão, relativamente, ao 5G. Bolsonaro diz que quem manda é ele e que não deixará a Huawei, gigante chinesa, participar do leilão, para vender tecnologia no Brasil. Falou isso diante do enviado de Trump, Robert O’Brien, ao passo que Mourão e os militares que estão com ele defenderem posição de independência do Brasil na negociação dessa plataforma tecnológica. Tanto no lance da vacina Coronavac, como do 5G, evidenciam-se posicionamentos políticos-ideológicos-fundamentalistas levantados por Bolsonaro, para preservar interesses, não brasileiros, mas, sim, norte-americanos. Soma-se a essa subserviência bolsonarista aos Estados Unidos a pressão americana que exige relação comercial com o Brasil sem que haja reciprocidade de interesses bilaterais. Mourão está incomodando tanto Bolsonaro que, nos bastidores, emergem notícias de que o vice general está, com seu partido, PRTB, descartado quanto a ser, na próxima eleição, aliado de Bolsonaro na chapa presidencial. Mourão estaria sendo rifado pelo Centrão, que quer a vaga dele. Por isso, ele, que tomou gosto pelo poder, cogita sair candidato ao Senado ou ao governo do Rio Grande do Sul, em 2022.
SALLES ATACA GENERAL FOFOQUEIRO
Outra desavença que avança celeremente é o confronto entre o general Luís Eduardo Ramos, coordenador do governo, com o ministro do Meio Ambiente, o passa boiada Salles. Aliado do agronegócio, que quer tratorar a Amazônia e o Pantanal, custe o que custar, Salles puxou a orelha do general Ramos e mandou ele parar de executar seu papel de “Maria Fofoca”, relativamente, aos assuntos ambientais, atrapalhando a jogada dele, de Salles, de botar fogo na floresta, para abrir espaço à soja e aos mineradores de ouro, de nióbio, de diamante e níquel no continente amazônico. Ora, Ramos é homem da articulação política com o Congresso e interlocutor do Centrão, sem o qual Bolsonaro não governa. Nesse momento, o Centrão quer, mesmo, é ganhar a eleição municipal e se credenciar para eleição presidencial de 2022. A questão ambiental ganhou conteúdo político e o governo, com Salles, no comando do Meio Ambiente, perde voto para a esquerda, na disputa eleitoral, apoiada pela consciência internacional, interessada em intervir na Amazônia. Essa possibilidade cresce, depois das declarações de Joe Biden, prometendo ser proativo nesse sentido, se derrotar Trump.
Os generais têm a Amazônia como algo que cabe a eles cuidar com exclusividade. Entendem que a excessiva flexibilidade quanto a tocar fogo na floresta, por parte de Salles, assanhou a cobiça internacional no continente amazônico, fragilizando a posição do Brasil nos fóruns mundiais.
PRO-BRASIL SOB ATAQUE NEOLIBERAL
Como os generais Mourão, Pazuello e Ramos, outros dois generais da sala e cozinha de Bolsonaro estão sob mira dos neoliberais, na sua ânsia de acelerar o entreguismo nacional: Braga Neto, da Casa Civil, e Augusto Heleno, do setor de inteligência, no comando da Abin. Braga está incomodadíssimo com a política ultraneoliberal de Guedes, que não dá espaço para o projeto Pró-Brasil, de caráter desenvolvimentista, visando tocar prá frente obras de infraestrutura. Estas, como se sabe, estão barradas pelo teto de gasto, caro aos interesses do mercado financeiro, que manda no Banco Central e na política econômica neoliberalizante. Tudo se radicaliza, ainda mais, com avanço do mercado financeiro sobre o Congresso para votar projeto que torna BC independente, ou seja, o mercado no comando supremo. Ou seja, para o rentismo, tudo; para os desenvolvimentistas, que Braga busca representar, nada; só sobra prá ele merreca de dinheiro, para tapar buraco de estradas pelo país afora.
Por fim, o general Augusto Heleno sofre carga dos adversários, no Congresso, da situação e da oposição, quanto a sua propensão obsessiva de xeretar a vida da sociedade civil por meio da Abin, jogando nela os espiões do governo, ao lado da Polícia Federal, que, na prática, comanda do seu posto governamental. Heleno, nesse instante, enfrenta denúncia, no Supremo Tribunal Federal, com o qual Bolsonaro quer se acomodar para resguardar vida dos seus filhos, ameaçados pela justiça.
Do alto do comando do Exército, o general Edson Leal Pujol, assiste à desmoralização dos generais da reserva, serviçais do capitão presidente, que está tratando-os com casca e tudo, para se dar bem com Trump. O temor de Pujol é que, no cenário de desemprego em alta e de economia em baixa, seus aliados verde-olivas virem bodes expiatórios na debacle política bolsonarista. Esta poderá se expandir, se Paulo Guedes, com a força do mercado financeiro, barrar o auxílio emergencial de R$ 600, que aumentou popularidade do presidente no mercado eleitoral, tanto para 2020, na eleição municipal, como para 2022, na sucessão presidencial. Se a bancocracia financeira forçar, com seu poder, o Congresso a reduzir o Auxílio para R$ 300, Bolsonaro dança.
Custos de produção de suínos e de frangos de corte já subiram mais de 25% em 2020
Os custos mensais de produção de suínos e de frangos de corte calculados pela CIAS, a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa (embrapa.br/suínos-e-aves/cias) tiveram uma forte elevação em setembro. O ICPSuíno chegou aos 306,95 pontos, +6,43% em relação ao mês anterior. Já o ICPFrango fechou o nono mês de 2020 nos 301,91 pontos, +6,88% em comparação a agosto. É a primeira vez que os dois índices superam os 300 pontos desde que foram criados em 2011 (quando ambos valiam 100 pontos).
Mais uma vez, a alta do ICPSuíno foi puxada pela variação nos gastos com a nutrição dos animais (4,01% em agosto). No ano, o custo geral de produção de suínos já subiu 25,70% e, nos últimos 12 meses, 33,21%. O custo por quilo vivo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina passou dos R$ 5,04 em agosto para um novo valor recorde de R$ 5,37 em setembro.
Já o ICPFrango acumula agora 27,44% de alta em 2020 (e +31,29% nos últimos 12 meses). A nutrição das aves (5,47%) e os pintos de um dia (0,98%), foram os itens que mais subiram no mês passdo. Com isso, o custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná passou dos R$ 3,65 em agosto para R$ 3,90 em setembro.
Os índices de custos de produção foram criados pela equipe de socioeconomia da Embrapa Suínos e Aves e Conab. Santa Catarina e Paraná são usados como estados referência nos cálculos por serem os maiores produtores nacionais de suínos e de frangos de corte, respectivamente.
A Embrapa lançou recentemente a nova versão do Custo Fácil. O aplicativo traz novidades para os produtores de frangos de corte e de suínos que têm o aplicativo instalado em seus celulares e tablets. Agora é possível editar e apagar granjas e dados de lotes, além de gerar relatórios dinâmicos das granjas, do usuário e das estatísticas da base de dados no servidor da Embrapa. Além disso, os relatórios permitem separar as despesas dos custos com mão de obra familiar. O aplicativo está disponível de forma gratuita para instalação em dispositivos Android, na Google Play. A nova versão também mostra ao produtor sua posição no ranking e as médias regionais dos principais indicadores econômicos (receita bruta, custo total, lucro líquido e geração de caixa) das granjas que declararam informações por meio do aplicativo ou no portal Custo Fácil na internet.
Planilha de custos do produtor
Produtores de suínos e de frango de corte integrados podem usar na gestão da granja uma planilha eletrônica feita pela Embrapa. Ela compara a receita obtida com os custos de produção, acompanhando a geração de caixa da granja e o impacto da prestação do financiamento. A planilha ainda analisa o resultado e apresenta uma estimativa da Taxa Interna de Retorno (TIR) do investimento. Ela pode ser baixada no site da CIAS.
Hoje o Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães cancelou o debate que iria acontecer no dia 06 de novembro, com a participação dos candidatos a prefeito.
Segundo fontes, o motivo do cancelamento foi a ausência de qualquer tipo de manifestação do prefeito Oziel Oliveira (PSD) sobre a sua participação, ou não, no debate. Ao que parece o prefeito está correndo dos debates e entrevistas promovidos pelas rádios e entidades de classe.
A Coligação do prefeito também se fez ausente em todas as reuniões com as emissoras rádios, como foi o caso da sequencia de entrevistas promovidas pela Cultura FM nos dias 14, 15 e 16 de outubro. O dia determinado em sorteio para o Oziel Oliveira ficou vago.
Ao que parece Oziel Oliveira está tentando evitar os constrangimentos que se tornaram frequentes em suas reuniões e aparições.
Nota do SPRLEM O Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães – SPRLEM comunica que por decisão da Diretoria da instituição, o debate político que estava programado para ser realizado no dia 06 de novembro de 2020, com os candidatos à prefeitura de Luís Eduardo Magalhães foi CANCELADO.
Desta forma, agradecemos a colaboração de todos!
Atenciosamente, Cícero José Teixeira Presidente do SPRLEM
A soja balcão foi negociada a R$122,67 nesta sexta-feira no Oeste baiano, mas já ultrapassou R$170,00 a saca em centros esmagadores e portos do País.
Segundo o Canal Rural, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 169. Na região das Missões, a cotação permaneceu em R$ 167. No porto de Rio Grande, o preço ficou em R$ 166,50. Em Cascavel, no Paraná, o preço estabilizou em R$ 170 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca permaneceu em R$ 155. Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 173. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 166 para R$ 170. Em Rio Verde (GO), a saca ficou aumentou de R$ 167 para R$ 170.
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira, 23, com preços mais altos. Em dia muito volátil, o mercado buscou consolidação. Ao final da sessão, a demanda aquecida nos Estados Unidos, a preocupação com o plantio no Brasil e o desempenho positivo do milho e do trigo sustentaram a oleaginosa.
Com a valorização de hoje, a alta semanal chegou a 3,08%. Durante a semana, os contratos atingiram o maior valor em quatro anos.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 10 centavos de dólar por libra-peso ou 0,93% a US$ 10,83 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,81 por bushel, com ganho de 8,75 centavos ou 10,81%.
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,64%, sendo negociado a R$ 5,6310 para venda e a R$ 5,6290 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5660 e a máxima de R$ 5,6350.
A carreata de Bira e Samuel 11 tomou as ruas de Formosa do Rio Preto, na noite desta quinta-feira (23).
Acompanhados do vice-governador e presidente do Progressista na Bahia, João Leão, do deputado federal Cacá Leão (PP), do deputado estadual Antonio Henrique Jr. (PP), do prefeito de Formosa Termosires, da vice-prefeita Verônica Lisboa, dos candidatos a vereadores e da população de Formosa, Bira reafirmou seu empenho e compromisso em trabalhar pelo desenvolvimento de Formosa.
Leão falou da sua história com a cidade, das obras que já trouxe, e confirmou que vai implantar o Centro Industrial de Formosa do Rio Preto. Ele ainda disse que com Bira e Samuel, e com o apoio do governo do estado, Formosa tem tudo para se tornar a maior e mais desenvolvida cidade da Região Oeste “O passado já passou e o futuro é Bira”, frisou Leão.
Bira ressaltou que vai trabalhar para gerar emprego e renda para Formosa do Rio Preto. “Na minha gestão Formosa deixará de ser apenas um município rico, mas será também um município de um povo rico e feliz”, afirmou Bira Lisboa.
Fazenda com 362 alqueires – 1.752 hectares – na margem do lago do projeto de irrigação Manuel Alves; bruta, com 60% plana; Valor de venda de R$7 mil o alqueire.
Fazenda com 223 alqueires – 1.079 hectares – às margens do Lago do Projeto Manuel Alves, em Dianópolis, Tocantins. Noventa alqueires já estão quebrados, prontos para finalizar a limpeza da área. Terra com excelente textura, com alto teor de argila.
O candidato a prefeito em Luís Eduardo Magalhães, o democrata Junior Marabá, esteve ontem com produtor Odacil Ranzi, a fim de lhe desejar sucesso em seu novo desafio; Odacil foi eleito presidente da AIBA – Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia, para biênio 2021/2022.
“Odacil foi o meu companheiro de chapa na eleição passada como candidato a vice e, desde lá, temos mantido uma relação de amizade e companheirismo. Eu não poderia deixar de vir dar um abraço e desejar toda sorte do mundo pra ele. Mais um desafio que tenho certeza que irá tirar de letra”, disse Junior.
Durante o 9º Fórum Lide de Agronegócios, o sócio-consultor da MB Agro Alexandre Mendonça afirmou que a China já comprou a safra de soja de 2021 e de 2022. “Eu Já tive consulta para a safra 2023. Eu nunca vi isso na minha vida”, disse.
Segundo ele, o Brasil precisa encontrar novos parceiros para a exportação de carne e não ficar só dependendo da China.
Em relação ao preço elevado no milho no mercado interno, Mendonça de Barros acredita que é preciso aumentar a produção nacional do cereal, já que o atual preço da soja restringe o milho safrinha.