O artista do Power Point, Dallagnol, sai de fininho da Lava-Jato.

A jurista Carol Proster e Deltan Dallagnol

Os abusos de poder, cometido na condução da Operação Lava-Jato, ficou provado pela quebra de sigilo telefônico, por hackers, e a publicação nas páginas do The Intercept Brasil. Deltan Dallagnol foi longe demais no cumprimento da sua “missão messiânica”, em estreita parceria com o juiz Sérgio Moro, que desaguou na eleição do “Louco do Vale da Ribeira” e no charco econômico-social-político em que hora nos encontramos.

Os abusos da Lava-Jato, ligada com intimidade incômoda e apátrida com órgãos de informação dos Estados Unidos, tratoraram até ministros do STF e a Procuradoria Geral da República.

Não fosse a imprensa, alerta, Dallagnol teria se apossado até de devoluções de dinheiro a Petrobras, alguma coisa como 3 bilhões de reais, para o estabelecimento de um “fundo do Ministério Público”, estoicamente administrado por ele próprio. Na época se afirmou que Dallagnol tinha procurado até bancos para certar formas de remuneração do dinheiro.

Acossado pela PGR e pelo STF, Dallagnol agora anuncia que vai abrir mão da Chefia da Força Tarefa da Lava Jato.

No entanto, como disse a jurista Carol Proner, hoje, no Twitter, “Deltan sai da Lava Jato mas a Lava Jato não sai dele. Será até o fim dos tempos responsável pelos crimes que cometeu por abuso de poder.”

Guedes destaca que queda de 10% no PIB já é coisa do passado.

(Foto: Alan Santos/PR)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje (1º) que a economia brasileira está em processo de recuperação em V. Ele participa de audiência pública virtual da Comissão Mista do Congresso que acompanha a situação fiscal e execução orçamentária e financeira das medidas relacionadas ao coronavírus (covid-19).

Recuperação em V é um termo usado por economistas para relatar uma retomada intensa depois de uma queda vertiginosa na atividade econômica.

Hoje (1º), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), informou que o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve queda de 9,7% no segundo trimestre deste ano, na comparação com o trimestre anterior.

O PIB caiu 11,4 % na comparação com o segundo trimestre de 2019. Ambas as taxas foram as quedas mais intensas da série, iniciada em 1996. No acumulado dos quatro trimestres terminados em junho, houve queda de 2,2% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores segundo os dados divulgados pelo instituto.

O ministro destacou que abril foi o “piso” da retração da economia brasileira por influência da pandemia de covid-19.

“Vamos supor que o PIB seja 100. Se ele cai para 85, depois volta para 90, depois volta para 95, em média, ele foi 90, e você registra uma queda de 10% do PIB. Mas, mais importante do que essa média sobre média é observar que em abril foi o piso – é como se fosse 85. Maio já é 90, junho já é 95. Então, a economia já começa a retomada em V. Mas o registro do segundo trimestre ainda é uma queda de 10%, o que aliás é o que todo mundo previa: queda do PIB de 10%”, disse.

Ele destacou ainda que a queda de 9,7% “é um som distante”. “Isso é o som daquele impacto da pandemia lá atrás, e é onde o Brasil ficaria caso não tivéssemos feito exatamente – nós, junto com o Congresso – todas as medidas que fizemos. Com essas medidas que fizemos, conseguimos criar uma volta em V, a economia está voltando em V”, ressaltou.

Da Agência Brasil.

Paulo Guedes quer cortar mais de 20 benefícios sociais para ampliar o Bolsa Família

Do Congresso em Foco

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comentou nesta terça-feira (1º) sobre o Renda Brasil. De acordo com ele, a ideia era cortar mais de 20 benefícios sociais para que eles fossem direcionados a uma ampliação do Bolsa Família.

“Os nossos estudos consolidavam 26, 27 programas sociais e eles vão cada vez mais fundo. O problema não é só o assistencialismo, o conteúdo assistencialista, que é necessário, você tem que atender realmente aos mais frágeis, mas também o trabalho de remoção na pobreza futura, que é exatamente o foco na primeira infância”, disse durante audiência pública na comissão do Congresso que acompanha a pandemia do coronavírus.

Guedes citou a iniciativa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que cortou uma série de programas sociais criados pelo antecessor no governo, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), para unificar no Bolsa Família.

Ele afirmou que o presidente Jair Bolsonaro não gostou da ideia e que está sendo reavaliado o modelo de financiamento do novo programa social.

Jagunçada de Crivella foi parar na Delegacia de Polícia

O Cangaço Tabajara do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, foi desfeito hoje pela manhã. Os milicianos pagos com o dinheiro público, que tinham como missão afastar pacientes queixosos e a imprensa dos hospitais e postos de saúde mantidos pela Prefeitura do Rio foram detidos e levados à Delegacia para prestar esclarecimentos.

Os milicianos constrangem e ameaçam jornalistas e cidadãos que denunciam problemas em reportagens sobre unidades municipais de saúde. A existência desses “Guardiões do Crivella” foi revelada nesta terça-feira, pelo telejornal RJ2, da TV Globo.

Os intimidadores são coordenados por grupos no WhatsApp. Por meio do aplicativo de troca de mensagens, é realizado um controle rígido de escala e horário, com direito a selfie no posto de trabalho – uma espécie de “ponto”.

Entre os participantes de um dos grupos, está um telefone registrado como sendo o do próprio prefeito Marcelo Crivella. Um dos grupos de WhatsApp se chama “Guardiões do Crivella”.

 

Região do Recôncavo já sofreu 15 abalos sísmicos

Por  Diego Vieira e Luiz Felipe Fernandez, para o bnews

Desde os primeiros abalos sísmicos que assustaram a população de São Miguel das Matas e diversas outras cidades da Bahia, a região já registrou ao menos 15 tremores.

Os de maior magnitude foram registrados no domingo, entre às 7h30 e 8h30, e um deles alcançou a marca de 4.2 na escala Ritcher. Nesta terça-feira (1°), o prefeito Zé Renato (PDT) relatou que foram sentidos outros tremores nos últimos dias, mas todos de menor proporção do que os do fim de semana, que causaram rachaduras e danificaram cerca de 50 casas na zona rural da cidade.

Na noite desta segunda-feira (31), o prefeito participou de uma live com o Dr. Paulo Luz, da Superintendência da Defesa Civil, que tranquilizou a população. Ele lembrou que o evento pode não ser comum, mas não tem nada de “sobrenatural”.

Em conversa com o BNews, Zé Renato reforçou que equipes da Prefeitura estão à disposição dos moradores de São Miguel das Matas, para prestarem assistência médica e psicológica, já que muitas pessoas estão sensibilizadas com os recentes tremores.

Ele afirmou que será decretada situação de emergência na cidade.

Para a medição e acompanhamento da atividade sísmica no local, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) irá ceder sismógrafos, que são instrumentos que registram as vibrações da terra, para a cidade.

Grupos de QAnon aterrorizam o mundo com teorias conspiratórias

Quer saber o que são os grupos de QAnon, os conspiracionistas e negativistas que tentaram tomar a internet com as suas teorias?

Pois o caro leitor não pode perder a matéria de Arturo Wallace, da BBC News Mundo, publicada no UOL. Leia a matéria com atenção e repita a leitura. É de arrepiar os cabelos, ao se ver quanta gente maluca existe no mundo. Relacione a isso, afirmações do Presidente da República dizendo que ninguém deve ser obrigado a tomar vacina. Ou negando a existência da pandemia.

À primeira vista, QAnon parece um fenômeno puramente norte-americano: uma teoria da conspiração na qual o principal adversário do presidente Donald Trump é um “Estado profundo” secretamente controlado por uma elite que pratica pedofilia e satanismo.

Na semana passada, o QAnon voltou a ser notícia nos Estados Unidos após o Facebook anunciar que deletou mais de 790 grupos, cem páginas e 1,5 mil anúncios vinculados à teoria da conspiração.

Fabricante de armas HK vai parar de vender para o Brasil, diz jornalista alemão

Empresa fornece fuzis e submetralhadoras para diversas forças no Brasil, embora elas surjam nas mãos de bandidos, como no caso da arma usada para matar a vereadora Marielle Franco

Por FOLHAPRESS/IGOR GIELOW, com edição de O Tempo – MG

A alemã HK (Heckler & Koch), uma das principais fabricantes de armas do mundo, decidiu parar de exportar para o Brasil devido às mudanças políticas e à “dura operação policial contra a população”.

A decisão foi confirmada na quinta (27), durante assembleia geral anual da empresa, a pedido da Associação dos Acionistas Críticos.

A entidade ativista alemã compra ações de diversas empresas no país e participa de assembleias para fazer questionamentos e recolher dados sobre práticas que considera antiéticas.

Em relação ao Brasil, além de armas, a associação monitora a venda de pesticidas e a relação com projetos vistos como danosos ao ambiente e procura expor colaboração de empresas alemãs com a ditadura de 1964.

Em 2019, o presidente da empresa, Jens Bodo Koch, havia dito que a HK não forneceria mais armas ao Brasil, mas sem explicar o motivo.

Segundo disse à reportagem Christian Russau, membro da diretoria da associação, na reunião deste ano a pergunta foi refeita questionando os critérios para a interrupção.

“O porta-voz afirmou: ‘Com as mudanças no Brasil, especialmente a agitação política de antes das eleições presidenciais e a dura ação da polícia contra a população, foi confirmada a decisão'”, relatou Russau.

Sociológo e jornalista, o ativista divulgou a história em seu blog neste domingo (30). A reportagem procurou, sem sucesso, uma posição da HK. Segundo o site da rede alemã Deutsche Welle afirmou nesta segunda, a empresa nunca comenta seus negócios.

A opacidade, aponta o canal, está no governo alemão também. Não há dados sobre exportação, detalhados por empresas. A Alemanha é a quarta maior exportadora de armas do mundo, segundo o Sipri (Instituto Internacional para Pesquisas da Paz de Estocolmo), na conta que inclui sistemas bélicos de todo tipo.

Em 2019, o país bateu seu recorde histórico, exportando EUR 8 bilhões (R$ 52 bilhões nesta segunda). Pelo passado militarista alemão, o tema é um grande tabu no país. Entidades pressionam fabricantes a serem mais transparentes em seus negócios, e muitas empresas terceirizam sua produção no exterior.

É o caso da SIG Sauer, cuja filial norte-americana opera a pleno vapor, enquanto sua matriz alemã anunciou o fechamento de sua linha de produção.

A associação com ditaduras ou países com péssimo histórico na área de direitos humanos, como é o caso do Brasil, também pesa. O caso Marielle teve enorme repercussão na Europa, e era uma questão de tempo que o questionamento da relação com a arma alemã gerasse alguma reação.

O governo atual promove uma política de flexibilização das regras para dar à população mais acesso a armas. Além de portarias acerca da posse de armas e munições, o governo federal quer também incentivar a compra de armas no exterior, longe da fiscalização do Tribunal de Contas da União e do regramento da Lei de Licitações.

A ideia do Ministério da Justiça é fazer as compras para a PF, Polícia Rodoviária Federal e estados conveniados a partir da estrutura da Comissão do Exército Brasileiro em Washington. A alegação é a redução de custos de aquisição e melhor qualidade dos produtos.

Isso, aliado a uma portaria do Exército do dia 18 de agosto que permitiu a estrangeiros vender suas armas no país com uma moratória de dois anos nos testes de qualidade dos produtos, gerou grande contrariedade também na indústria nacional, conforme revelou o jornal Folha de S.Paulo.

Alimentação básica explode os preços e Governo quer salário mínimo menor em 2021.

Apontando para cima na economia deste País: o gás de cozinha, os combustíveis, o arroz, o feijão, o frango, carne, o ovo – salvação da pobreza – e o macarrão. Quer dizer: cada vez menos munição de boca na mesa do pobre.

Sabe qual foi a atitude do Governo?  Indicar, em proposta ao Legislativo, um salário mínimo menor em 2021 do que em 2020, de R$1.079,00 para R$1.067,00.

Você está brincando, não é Paulo Jegues? O saquinho do povão é elástico, mas tem os seus limites.

PF mira facção criminosa e cumpre 422 mandados de prisão em megaoperação

São cumpridos mais de 600 mandados em 19 estados e no Distrito Federal

Foto: Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta segunda-feira (31), uma operação contra uma facção criminosa ligada ao tráfico de drogas. Foram bloqueados cerca de R$ 252 milhões em contas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação é do portal G1.

Segundo as investigações, 210 pessoas detidas em presídios federais recebiam auxílio mensal por terem alcançado cargos de alto escalão dentro da facção ou por terem realizado missões como a execução de servidores públicos.

São cumpridos mais de 600 mandados em 19 estados e no Distrito Federal, 422 deles de prisão. Destes, 173 alvos já estavam presos.

Mais de mil policiais federais participam da ação. A operação “Caixa Forte” é realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO), coordenada pela PF e integrada por Polícia Civil de Minas Gerais, pela Polícia Rodoviária Federal, pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen) MG e pelo Depen Federal.

De acordo com o G1, além de membros do PCC, facção que surgiu dentro dos presídios de São Paulo, familiares e pessoas responsáveis pela lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio também são alvos da operação.

No estado de São Paulo, há 32 alvos de mandado de prisão, sendo um deles contra uma pessoa que já está detida.

Os alvos são investigados pelos crimes de participação em organização criminosa, associação com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem chegar a 28 anos de prisão.

Mourão concentra políticas para a Amazônia nas Forças Armadas

Fonte: Agência Pública

Vice-presidente centraliza diretrizes, recursos públicos e informações para atrair apoio de investidores insatisfeitos colocando-se como alternativa a Salles e Bolsonaro

Por Vasconcelo Quadros

Em seis meses na presidência do Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL), o general Hamilton Mourão centralizou nas Forças Armadas o comando das políticas públicas para a região e ampliou o desmonte dos órgãos de controle civil contra os crimes ambientais.

Depois do Ibama e da Funai, que passaram a atuar sob a hierarquia operacional do Exército, o alvo agora é o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), uma instituição de 70 anos reconhecida internacionalmente pela credibilidade no monitoramento por satélite do desmatamento e queimadas, que aumentaram em relação ao mesmo período do ano passado.

A ameaça ficou explícita com o anúncio, pelo Ministério da Defesa, da compra de um microssatélite de monitoramento ao custo, conforme nota de empenho do Ministério da Defesa, de R$ 145.391.861,00.

Técnicos do Inpe ouvidos pela Agência Pública, que pediram para não ter os nomes citados, informaram que, se a intenção do governo for melhorar o monitoramento de crimes ambientais como desmatamento e garimpos ilegais, a compra não faz sentido por duas razões básicas: construído para produzir imagens de geleiras, o equipamento a ser adquirido é operado numa banda que não penetra nas copas de árvores e, em resolução de imagens, é bem inferior aos satélites do Inpe, que o governo tem de graça.

Além disso, seria necessário montar em terra uma estrutura de inteligência para decodificar imagens e pagar o dono do foguete (empresa ou governo) que lançaria o microssatélite no espaço, o que dobraria o valor empenhado. Para funcionar, o equipamento deveria estar conectado a um conjunto de satélites que o Inpe já utiliza.

 “O Inpe demorou 30 anos para construir um sistema de monitoramento e produção de imagens e dados seguro reconhecido internacionalmente. O que está em curso é o desmonte e militarização do Inpe para controlar dados”, diz o Acioli Cancellier Olivo, pesquisador do Inpe aposentado e diretor do Sindect, entidade sindical que representa servidores das áreas científicas do órgão e da Agência Espacial Brasileira (AEB). Os recursos, segundo ele, seriam mais bem aproveitados reforçando o sistema já existente e melhorando o orçamento do Inpe deste ano, cerca de R$ 4 milhões. Para o ano que vem não há nem previsão orçamentária.

A ideia de controlar informações para evitar as críticas internacionais sobre a perda de controle no desmatamento da floresta, segundo Olivo, ficou evidente com a exoneração do ex-presidente do Inpe Ricardo Galvão e, logo em seguida, a criação do Conselho da Amazônia com roupagem militar, mas sem a participação, como era costume, de representantes dos órgãos de controle ambiental. O pesquisador diz que um plano de reestruturação interna em curso, que visa substituir civis em idade de aposentadoria, cerca de 60% dos servidores, por militares deve completar o desmonte do órgão.

Ricardo Galvão, ex-presidente do Inpe, foi exonerado do cargo por divulgar dados de desmatamento

A dispensa de licitação no processo de compra chama atenção, principalmente porque o governo também não explica que tipo de microssatélite pretende comprar. Na nota de empenho, o Ministério da Defesa diz apenas que se trata de uma compra em andamento e que os recursos são “oriundos de leis ou de acordos anticorrupção”, ou seja, sairiam do montante de R$ 530 milhões recuperados pela Operação Lava Jato, destinados para “fiscalização e combate a ilícitos na Amazônia Legal e sua região fronteiriça”. Mas não explica por que gastar recursos públicos em um equipamento que prestará serviço de qualidade inferior ao atual.

Além das doações da Lava Jato, em meados de agosto o Congresso aprovou o projeto que destina R$ 410 milhões de recursos extraordinários para Mourão gastar até novembro em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) destinadas a combater queimadas, garimpos ilegais e grilagem de terras, crimes que aumentaram nos 18 meses do governo do presidente Jair Bolsonaro.

TIG: terra, índio e garimpo

Mourão tem definido sua “missão” na Amazônia como o enfrentamento das demandas do que chama de “TIG”, sigla que inventou para se referir a terra, índio e garimpo. Diz que sua prioridade de gestão é a regularização fundiária de posses com até 2.500 hectares, apesar da urgência de medidas para conter invasões em terras indígenas e desmatamento.

“Neste momento há 30 mil locais sendo desmatados na Amazônia, 40 mil garimpeiros estão dentro da terra Yanomami e 300 mil pessoas, na região atrás de terra, comprando de grileiro que loteia e vende as glebas. No ano passado foram perdidos 1,2 milhão de hectares. Este ano as previsões indicam que serão 1,5 milhão de hectares de floresta no chão, e não tem como repor”, diz o deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara.

Agostinho diz que até aqui o CNAL tem sido apenas um ambiente de discussão de políticas públicas, quando o país e o mundo cobram resultados concretos para conter o desmatamento. Numa audiência recente com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirma o deputado, embaixadores europeus informaram que produtos brasileiros de áreas desmatadas ilegalmente não entrarão mais no continente. Segundo ele, os representantes da Noruega e da Alemanha disseram que, sem a redução dos crimes ambientais, os governos desses países não contribuirão mais para o Fundo Amazônia.

O deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP) é presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara

No Brasil, bancos e grandes empresas do agronegócio, preocupados com os efeitos nas exportações, têm feito sucessivas videoconferências com Mourão. “Se pudessem, os próprios bancos fiscalizariam para evitar o desmatamento. Perderemos bilhões de dólares”, diz Agostinho. Segundo ele, embora o governo se escude na pandemia para justificar o mau momento da economia, parte do capital que está fugindo do Brasil é resultado da trágica gestão do governo Bolsonaro nas questões da Amazônia.

Em campanha na Amazônia

Mourão busca se apresentar como alternativa confiável para os investidores. Na agenda do vice-presidente, cabem tanto encontro com a elite financeira quanto uma prosaica aula de preservação da floresta, nas manhãs das segundas-feiras, quando dispara pelas redes sociais e um sistema de transmissão que inclui a Voz do Brasil, da Empresa Brasileira de Comunicações (EBC), áudios e vídeos para a Amazônia, pregando a preservação da floresta e puxando a orelha dos criminosos.


Em sua gestão à frente do Conselho Nacional da Amazônia Legal,o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, centralizou o comando da região nas Forças Armadas

“Um alô especial para Boca do Acre, aí no sul da Amazônia, para Apuí, para o pessoal que reside nos municípios próximos a Porto Velho, para o pessoal de Novo Progresso, aí no Pará, de Castelo dos Sonhos, de São Félix do Xingu. Minha gente, esses lugares que estou citando são aqueles onde tem ocorrido o maior número de desmatamento e queimadas ilegais. Então, nossos proprietários rurais, nossos assentados, vamos cooperar com nosso trabalho. Vamos lembrar que mantendo a floresta em pé nós teremos acesso a regularização fundiária. Portanto, não vamos desmatar, não vamos queimar”, disse Mourão num dos programas. O apelo é sempre seguido de um pedido ingênuo: que os próprios infratores avisem os bombeiros ou denunciem o crime através de um aplicativo criado pela vice-presidência com o nome de “guardiões da floresta”, título que já havia sido adotado por comunidades indígenas que monitoram suas terras contra invasões.

Nas áreas onde tradicionalmente ocorre a maior parte dos incêndios criminosos, o chamado “arco do desmatamento”, no Pará e Mato Grosso – responsáveis por 90% da destruição –, as decisões operacionais têm se revelado um desastre, segundo os servidores do Ibama. Mourão inverteu os papéis: há mais de uma década comandando as operações, com um corpo técnico especializado em inteligência e ações repressivas, o Ibama – vinculado ao Ministério do Meio Ambiente – passou a ser subordinado ao Exército, numa decisão que já está sendo questionada pelo Ministério Público Federal (MPF) por submeter às Forças Armadas outros ministérios com atribuições e estrutura distintas, o que seria inconstitucional.

“Os militares estão acostumados à logística. Não têm conhecimento dos pontos estratégicos e nem do sistema de inteligência que possuímos. A ajuda seria bem-vinda desde que estivessem subordinados ao Ibama, como sempre foi”, diz à Pública o fiscal José Olímpio Augusto Morelli, ex-chefe de fiscalização da autarquia, que perdeu o cargo ao multar o então deputado Jair Bolsonaro por pesca ilegal na Estação Ecológica Tamoios, em Angra dos Reis, no litoral fluminense, em 2012.

Morelli afirma que o resultado operacional tem sido ruim porque, além de suspenderem ações pela pressão de infratores, os militares se recusam a aplicar a lei que permite a queima e destruição de máquinas ou veículos usados em garimpos ilegais e no desmatamento de áreas griladas.

“Bolsonaro é devedor dessa turma e a favor do desmatamento. Criou o conselho para fazer teatro e colocou o Mourão para tentar dar credibilidade”, diz o fiscal.

Em julho, uma operação que estava em curso em Jacareacanga, no Pará, contra invasões nas terras dos índios Munduruku foi interrompida depois de o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ter sido pressionado por empresários de garimpo.

A distribuição dos recursos da Lava Jato entre as instituições, segundo Morelli, é desproporcional. O Ibama ficará com menos de 5% do montante; o grosso do dinheiro, mais de R$ 450 milhões, será usado basicamente para GLO para custear ações de bloqueio de estradas e rios.

“São operações de custo altíssimo, mas de resultados pífios. Nos rios Amazonas e Tapajós, onde o problema está no garimpo, eles só fiscalizam embarcações. Muitos colegas não estão indo a campo porque os papéis foram invertidos e eles não são chamados para participar do planejamento das operações”, afirma o fiscal. Ele estima em cerca de 10% o número de fiscais que aceitam participar das operações conduzidas pelo Exército.

Salles e Mourão

Na sexta-feira passada, Mourão e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, divergiram publicamente depois de uma nota bombástica de Salles anunciando que suspenderia todas as operações de combate ao desmatamento a partir desta segunda-feira (31).

Segundo o ministro, as verbas previstas no orçamento foram bloqueadas pela Secretaria de Governo e pela Casa Civil da Presidência da República, ambas comandadas por generais.

Foi imediatamente desmentido por Mourão, que atribui o anúncio à “precipitação” do ministro, e disse que os recursos de R$ 60 milhões seriam desbloqueados no mesmo dia, o que ocorreu. Salles fez questão de rebater, afirmando que a verba só havia sido liberada depois da nota que soltou. Mas Mourão se mostrou mais influente – ou mais bem informado.

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, divergiu publicamente com o vice-presidente Hamilton Mourão sobre a suspensão de combate ao desmatamento

Com Salles “queimado” entre os investidores internacionais, Mourão tenta se mostrar como alternativa confiável, mas sua estratégia prescinde do diálogo não apenas com as comunidades da Amazônia, mas também com as instituições de pesquisa que há anos contribuem para a formulação de políticas públicas na Amazônia.

Mourão usa como retórica a soberania nacional e o projeto que chama de bioeconomia, mas sem conhecimento científico é difícil conciliar a geração de renda com preservação ambiental.

“A soberania nacional no cenário internacional hoje se mede em quilograma de massa cinzenta ativa, em ‘cerebrodutos’ funcionantes. A China, Rússia, Inglaterra e Alemanha são respeitadas porque tem cientistas de nível A, em grande número, prontos para formar quadros técnicos e soluções de utilidade. Na Amazônia, temos seis cientistas nível A do CNPq. Duas pós-graduações em botânica e duas em geologia. Assim não dá samba”, diz à Pública o cientista Ennio Candotti, ex-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que há mais de 40 anos estuda o bioma amazônico. 

Ele é um crítico das políticas desenvolvidas por militares na Amazônia.

“O número de generais não é relevante para explorar de modo civilizado o patrimônio que a Amazônia representa. Há 50 anos se tenta incentivar empresários e banqueiros a investir em bioeconomia. Vincularam-se na Suframa [Superintendência da Zona Franca de Manaus], desde 1991, cerca de R$ 15 bilhões para P&D [Pesquisa e Desenvolvimento] das empresas com resultados visíveis zero!”, afirma, citando como exemplo do fracasso o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), que, segundo ele, “há 20 anos tenta existir”. A entidade, conforme o cientista, nunca conseguiu sequer nomear conselho técnico deliberativo, previsto na criação.

Segundo Candotti, diretor do Museu da Amazônia (Musa), hoje se conhece menos de um décimo das plantas amazônicas. “Só conservamos ou exploramos, com possível sustentabilidade, o que conhecemos. Insisto em um ponto. A floresta amazônica tem centenas de milhões de anos de história natural. Fungos, polens plantas, peixes, insetos desenvolveram estratégias de sobrevivência que deveriam merecer mais atenção para desenhar estratégias de desenvolvimento sustentável. A floresta cresce exuberante em solos pobres. O caso da bergenina, extraída da casca do uxi-amarelo [comercializada no mercado a R$ 1 mil o miligrama], é emblemático do que a floresta esconde.”

Ele diz que cientistas quatro estrelas que passaram pela região não foram ouvidos. “A Rússia e a Alemanha se reergueram como? Tinham quadros científicos e técnicos”, afirma, chamando atenção para a necessidade de formar quadros científicos. “Jovens que poderão se dedicar à indústria pesquisa aplicada, à pesquisa básica e ensino devem ser bem formados. E isso é o mais difícil. Há muito pouca gente de talento e boa formação e consciência social na Amazônia. Os melhores vão embora para o Centro-Sul”, lamenta.

Candotti não acredita que haja diferenças entre Mourão e Bolsonaro na política para a Amazônia, que, segundo ele, é semelhante aos tempos da Transamazônica, sob comando dos generais da ditadura, responsáveis, segundo frisa, pela mineração sem escrúpulos e sem controle. Nem na prioridade estabelecida por Mourão, de regularizar as cerca de 700 mil posses irregulares, ele acredita. “O Mangabeira [ex-ministro de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger] tentou. Porque não conseguiu? O território não coincide com o perímetro dos lotes de terra na Amazônia”, observa, sugerindo que se faça uma cartografia social da região.

Candotti destaca que planejar o desenvolvimento da Amazônia como há 50 anos é hoje insustentável. “Dois bois por hectare é a marca do desenvolvimento”, diz.

De olho na Presidência

Eleito vice pelo inexpressivo PRTB, nos bastidores Mourão trabalha pelo fortalecimento do partido, para o qual já migraram, conforme cálculos da legenda à Pública, um contingente estimado em cerca de mil militares, entre eles generais da reserva que já estiveram no PSL e outros oficiais que gravitavam entre outras legendas nanicas de direita. Um deles é o general mineiro Marco Felício, que disputou sem sucesso um cargo de deputado em 2018.

O general Paulo Chagas, que foi candidato ao governo de Brasília em 2018 pelo PRT, acha que Mourão deu musculatura ao PRTB ao tirar do partido a influência do ex-senador Luiz Estevão, que cumpriu pena na penitenciária da Papuda, em Brasília, pelos desvios nas obras do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em São Paulo. O partido sempre foi comandado pelo polêmico Levy Fidelix, mas quem de fato financiava e dominava a legenda, segundo o general, era Estevão. “O Levy era o testa de ferro. Por isso, eu não entraria na legenda”, diz Chagas, que considera acertada a estratégia de Mourão na Amazônia.

“Mourão conhece a Amazônia e tem um diagnóstico do que deve ser feito. Dentro das contradições desse governo, com Bolsonaro e o ministro Salles agindo numa outra linha, Mourão tem condições de equacionar as demandas amazônicas.

Tem conhecimento e experiência. Os partidos de centro-direita, qualquer deles, estão de olho nele. Com ou sem impeachment [de Bolsonaro], ele se construiu como uma opção política”, diz o general Chagas.

Ao personalizar o CNAL, tornando-o seu QG, para onde levou perto de 30 militares, entre eles oficiais de sua confiança não afinados com Bolsonaro – um deles é o general Eugênio Pacelli, seu chefe de comunicação e ex-diretor de controle de armas do Exército, atritado com o presidente por contrariar as pretensões do Palácio do Planalto na flexibilização das normas sobre uso de armas –, Mourão criou um território próprio no governo.

“Mourão tem a temperança que falta a Bolsonaro. Está preparado para qualquer cenário daqui até 2022. É uma opção para as eleições de 2022”, diz Chagas.

O cientista político Leonardo Barreto, da Universidade de Brasília (UnB), avalia que Mourão encarna militarismo como força política, mas estava “encostado” no papel decorativo que sempre coube aos vices. Com o CNAL sob seu controle, segundo Barreto, Mourão mudou a correlação de forças dentro do governo e passou a enxergar horizonte, a depender, é claro, dos resultados da gestão no CNAL.

“Ele terá de se mostrar para o capital, mas, se quiser alçar voo próprio, terá de provocar um racha no governo mais adiante”, diz Barreto. Procurado pela Pública, Mourão não quis dar entrevista.

Barreiras: Secretaria de Saúde informa um novo óbito por Covid-19.

A Secretaria de Saúde de Barreiras informa o 63º óbito ocorrido nesta segunda-feira (31), por consequência da Covid-19.

O paciente de 94 anos sofria de fibrilação atrial e estava internado desde o dia 23 de agosto na ala de leitos contratados junto à Americas Health Especialidades – AMH pela Prefeitura de Barreiras, no Hospital Central.

Fome pode matar mais que a pandemia ainda neste ano de 2020

O número de pessoas que passam fome em 2020 pode ser até 132 milhões maior do que se estimava anteriormente, segundo algumas projeções. Devido a pandemia, há dificuldade na cadeia de abastecimento de alimentos, economias debilitadas e menor poder de compra do consumidor.

A tendência é que até o fim do ano, a Covid-19 cause um número maior de mortes diárias devido a fome, do que pela infecção do vírus. Isso acontece em uma época de enormes superávits globais de alimentos. As projeções são alarmantes até mesmo para países que tinham relativa estabilidade nos indicadores de segurança alimentar.

Em Nova York, por exemplo, as pessoas estão aguardando em média oito horas na fila de espera por uma cesta básica, enquanto agricultores destroem plantações de alface na Califórnia e deixam frutas apodrecendo nas árvores no estado de Washington.

Na Uganda, bananas e tomates estão se acumulando nas feiras livres. Mesmo reduzindo os preços, não há estímulo suficiente para as vendas, devido ao alto número de desempregados. Filipinas, China e Nigéria sofrem com os congestionamentos logísticos, que já fizeram os países a deixarem cargas de arroz e carne em portos no início do ano.

Na América do Sul, a Venezuela sofre com a fome generalizada. A situação também é grave na Argentina, região rica em agricultura e que exporta alimentos para o mundo, lidera o aumento da fome neste ano, de acordo com o Programa Mundial de Alimentos da ONU.

De acordo com as estimativas da Oxfam Internacional, ao final do ano, até 12.000 pessoas podem morrer diariamente de fome causada pela Covid-19, potencialmente mais do que o número de mortes causadas pelo próprio vírus. O cálculo é baseado em um salto de mais de 80% na população sujeita a fome crítica.

Acidente em rodovia federal mata quatro adolescentes

Um acidente envolvendo uma carreta e um carro causou a morte de quatro jovens com idades entre 15 e 20 anos, na sexta-feira (28), na BR-304, no Rio Grande do Norte. Elas estavam viajando para comemorar o primeiro emprego de Evelin Raiane, de 20 anos. As informações são do G1.

A jovem havia conseguido um emprego em uma empresa de produção de frutas, onde trabalhava antes como jovem aprendiz e foi efetivada.

De acordo com a família das vítimas, as jovens, que são de Mossoró, contrataram um motorista, de 35 anos, para levá-las a Natal, onde passariam o final de semana na praia de Ponta Negra. No entanto, o carro se chocou contra uma carreta que seguia no sentido oposto da BR-304, em um trecho que está em obras.

O condutor do veículo que levava as jovens foi socorrido com vida, mas está internado em estado grave. As outras vítimas fatais do acidente são Maria Izabel, de 17 anos, Isabel Medeiros, 15, e Rayanni Silva, 17 anos.

IBGE divulga estimativa de população das cidades do Oeste

O IBGE divulgou as estimativas das populações residentes nos 5.570 municípios brasileiros, com data de referência em 1º de julho de 2020. Nessa data, a população do Brasil chegou a 211,8 milhões de habitantes, crescendo 0,77% em relação a 2019. Confira as números das cidades da região oeste e proximidades.

Barreiras….……………..156.975
Luis E. Magalhães………90.162
Bom J. da Lapa………….69.662
Barra……………………….53.910
Santa M. da Vitória…….39.775
São Desidério……………34.266
Correntina………………..32.191
Paratinga………………….32.141
Serra do Ramalho………31.416
Santa R. de Cássia………28.481
Ibotirama…………………27.003
Santana……………………26.705
Formosa R. Preto……….25.857
Riachão das Neves…….22.334
Buritirama……………….21.276
Cocos………………………18.807
Serra Dourada………….17.321
São F. do Coribe……….15.468
Coribe……………………..14.149
Cristópolis………………..13.947
Angical…………………….13.938
Baianópolis………………13.929
Cotegipe…………………..13.769
Mansidão………………….13.734
Tabocas B. Velho……….12.510
Wanderley…………………12.180
Muquém S. Francisco…11.417
Brejolândia………………..10.618
Canápolis…………………..9.703
Morpará…………………….8.497
Jaborandi…………………..8.277
Feira da mata……………..5.661
Catolândia………………….3.599

Fonte: IBGE
Via: Barreiras em Desenvolvimento e Mural do Oeste.

No País das gambiarras, veterinário vai cuidar de vacinas humanas. Que cachorrada!

Pois acreditem: o ministro Pazuello,  da Saúde, um militar da arma de Intendência do Exército, nomeou um veterinário, para o cargo de diretor de Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis.

Pazuello nomeou o médico veterinário Laurício Monteiro Cruz ao cargo de diretor de Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis.

A nomeação foi publicada nesta segunda-feira, 31, no Diário Oficial da União (DOU). Cruz ocupará o cargo de Marcelo Wada, servidor de carreira do ministério que respondia interinamente pelo departamento.

Em um país onde se adapta tudo, (Bolsa Família agora se chama Renda Brasil e o programa Minha Casa, Minha Vida foi transformado em Casa Verde e Amarela), nada como um especialista em cachorros para cuidar da vacinação de humanos, justo nessa época de pandemia.

Hoje, há 4 anos, um golpe político que levou o País à deriva.

Nesta segunda-feira, dia 31 de agosto, faz quatro anos que Dilma Rousseff foi deposta da Presidência da República por um golpe travestido de impeachment.

Dilma foi julgada e afastada sem que pesasse sobre ela qualquer suspeita de enriquecimento ilícito ou de corrupção. Acusada de praticar manobras contábeis, procedimento rotineiro nas administrações de vários presidentes que a precederam, a ex-presidenta foi vítima de um complexo e fraudulento processo parlamentar, jurídico e midiático que entrou para a história do Brasil como a mais vergonhosa e degradante farsa da República.

Depois de Dilma, o país foi governado pelo seu vice, Michel Temer. Com Jair Bolsonaro na presidência, o Brasil é um país à deriva, que flerta com o fascismo, viola direitos e ameaça a sua própria Constituição.

Quatro anos após o golpe, a democracia brasileira agoniza e se debate em praça pública, tentando sobreviver aos ataques contínuos à soberania popular, ao sistema de Justiça e ao desmantelamento do estado.

Os retrocessos são evidentes e estão por todos os lados, nas estatísticas, nos percentuais, em indicadores sociais e econômicos e, principalmente, nos recursos e investimentos que incidem na qualidade de vida da população e no desenvolvimento do país. Diante da pandemia do coronavírus, o governo Bolsonaro mergulha em uma crise econômica sem precedentes na história do país.

Confira a matéria e veja os vídeos.

 

Censura ataca o jornal GGN e Nassif pela denúncia de maracutaias do Governo.

Nassif: um jornalista independente, muito bem informado, incomodando os poderosos.

Uma decisão da 32ª Vara Cível do Rio de Janeiro obrigou o Jornal GGN a tirar do ar uma série de reportagens sobre o Banco BTG Pactual, sob pena de pagamento de multa diária de 10 mil reais em caso de descumprimento, relata o site da Revista Fórum.

A decisão do juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, se baseia em uma série de reportagens realizadas pelos jornalistas Luís Nassif (que também é chefe de redação do GGN) e Patricia Faermann.

Elas abordam vários contratos suspeitos envolvendo o bando, a começar por um caso que o meio denunciou em março deste ano: uma licitação supostamente dirigida da Zona Azul da Prefeitura de São Paulo, vencida pelo banco através da empresa Allpark, que pertence ao grupo BTG.

Procurada pela Fórum, a jornalista Patricia Faermann, autora de algumas das reportagens publicadas, afirmou que “o processo é um exemplo claro de pressão contra um jornal, que apesar de ‘pequeno’ – como é descrito pelo juiz no despacho – traz à luz pública esquemas de favorecimento, contratos milionários e com falta de transparência, que o banco, seguindo as mesmas regras do livre mercado pelas quais se beneficia, tem obrigação de prestar contas”.

As reportagens do Jornal GGN estão baseadas em investigações que trazem os detalhes da licitação vencida pela Allpark, com diversas restrições que impediam a concorrência de outros interessados.

Em outra matéria, a denúncia aponta a uma estranha venda de “créditos podres” do Banco do Brasil para o BTG Pactual – se tratam de títulos cujo lucro são difíceis de restituir até mesmo para um banco público como o Banco do Brasil, e é ainda mais estranho que um banco privado de menor capacidade, como o BTG, esteja interessado neles.

Outra reportagem que foi censurada fala do lucro obtido pelo BTG através de fundos ligados às empresas de previdência privada no Chile, que administram o modelo previdenciário que o ministro da economia Paulo Guedes (ligado ao mesmo BTG) vem tentando emular no Brasil.

No entanto, segundo o magistrado do Rio de Janeiro as matérias seriam parte de uma suposta “campanha desmoralizadora, para causar dano à honra objetiva do banco (…) e que transborda os limites da liberdade de expressão”.

Jornal GGN, irá recorrer da decisão no STF (Supremo Tribunal Federal), com o apoio da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e do Instituto Vladimir Herzog.

Nota da Redação de O Expresso:

São tão complexas as relações da Imprensa Brasileira, essa com letras maiúsculas, com as instituições do País, que não soubemos se situações como essa do GGN, liderado por um dos maiores, senão o maior jornalista brasileiro independente, Luís Nassif, é apenas o começo de outro período de horrores, nós que já passamos por fatos semelhantes no final dos anos sessenta.

A verdade é que a Censura tende a arrochar na mesma medida em que comecem a aparecer os casos de corrupção nesse governo à matroca, cujas principais preocupações parecem ser o favorecimento às elites do País, sombreados por um marketing político populista, que inaugura obras do passado, já entregues, e imita programas populares dos tempos dos governos do PT.

O caráter dos governantes está explícito nos seus atos ilícitos cometidos antes do início do mandato.  Agora, parece impossível que não desenvolvam atos ilícitos de favorecimento a bancos e instituições financeiras que governam o País, sempre remunerando à altura os seus fantoches entronizados no poder.

Tremores de terra no Recôncavo baiano causam preocupação

Moradores da Bahia foram surpreendidos na manhã deste domingo, 30, por quatro abalos sísmicos com magnitude entre 4,2 e 2,5 na escala Richter na região de Amargosa, município que faz parte da região de Jequié, na área de influência de Santo Antônio de Jesus. Os dados constam em uma tabela atualizada no site do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).

https://twitter.com/i/status/1300050403371909123

O Instituto de Geociências (IGEO) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Sociedade Brasileira de Geologia (SBG) emitiram uma nota conjunta afirmando que seguem atentos à situação dos tremores de terra registrados no Estado neste domingo (30).

Segundo previsão do geólogo Eduardo Menezes, do Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), os sismos podem durar “semanas ou meses”. Moradores de cidades do Recôncavo e Baixo Sul – a exemplo de Mutuípe, Amargosa e outras – bem como de municípios da região metropolitana, sentiram a terra tremer nesta manhã.

O comunicado explica que a região atingida está posicionada em uma área propensa à ocorrência de tremores – a bacia do Recôncavo. De acordo com as entidades a relatos de terremotos são descritos na área desde o século passado.

“As rochas da região possuem fraturas onde elas se movimentam umas em relação as outras. Como estas estruturas possuem grandes dimensões, mesmo movimentos de alguns centímetros, quando ocorrem, liberam muita energia”, afirma. Essa energia acaba sendo transformada em vibração e som.

A nota é assinada pela diretora do IGEO/UFBA, Olívia Oliveira; presidente do SBG, Simone Cruz; e pela presidente do Núcleo Bahia/Sergipe do SBG, Maria de Lourdes Rosa.

Com edição do bnews

Um baiano bem humorado disse hoje: o terremoto foi tão forte que trocou burro de pasto e até agora tem gente procurando o fogão, que saiu, se tremendo todo, pela porta da cozinha e adentrou o mato.

Roger lança projeto para publicar 50 livros de autores negros e indígenas.

Um grande atleta e agora treinador, consciente da história da raça.

Técnico do Bahia é o mecenas da negritude e da luta antirracista.

Por Demétrio Vecchioli, no UOL.

Uma das principais vozes do movimento negro no futebol brasileiro, o técnico do Bahia, Roger Machado, gaúcho, 45 anos, quer promover a negritude e a luta antirracista para muito além do esporte.

O treinador é o mecenas de um projeto que pretende lançar 50 livros de autores negros e indígenas nos próximos cinco anos e, quem sabe, se tornar uma editora no futuro. Já em 2020 serão publicados 10 livros da coleção Diálogos da Diáspora que, graças ao financiamento do Projeto Canela Preta, de Roger, chegarão ao mercado com preço acessível para a parcela mais carente da população, formada em sua maioria por negros.

“Quando minhas filhas eram pequenas, eu procurava livros para elas, de literatura infanto-juvenil, com autores e personagens negros, e tinha dificuldade de encontrar. Essa inquietação cresceu quando li o livro da Chimamanda Adichie que fala do perigo da história única, como é prejudicial o país quando a história é contata só por um lado, o lado que detém os meios da produção do conhecimento”, conta Roger.

Paulo Henrique Amorim, o maior jornalista brasileiro, previu o desastre Bolsonaro.

 

É para isso que serve a imprensa. O grande PHA, falecido em julho de 2019, aos 76 anos, deixou um legado de boa informação. E de alertas contundentes, como esse de 2017, sobre o desastre que aconteceria no Brasil. Hoje estamos no olho do furacão.

Por meu turno, faço também uma previsão: Bolsonaro sonha em tornar-se um ditador, sem cortes de Justiça que não sejam submissas e legislativos que não sejam fantoches.

Tem o apoio dos herdeiros de Frota entre os militares, dos 300 picaretas da Câmara e do Senado e de uma classe privilegiada, que só pensa em locupletar-se sem a fiscalização da imprensa e até do Ministério Público. Os que sobreviverem, verão. 

Trump dá nova rasteira no Brasil, reduzindo cota de importação de aço.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que está em campanha à reeleição, anunciou neste sábado (29) redução da cota de importação de aço do Brasil.

Em comunicado, a Casa Branca justificou a medida que afetará a economia brasileira citando o desaquecimento do mercado siderúrgico dos Estados Unidos em meio às paralisações provocadas pela pandemia do coronavírus.

Segundo reportagem do G1, o limite de importação do aço brasileiro havia sido definido em 2018 por meio de um acordo com o Brasil, para evitar que o país pagasse tarifa imposta a outras nações.

Em um comunicado, ele afirma que as exportações dos produtores norte-americanos caíram 15% no primeiro semestre de 2020, e que a utilização da capacidade instalada das empresas do setor está abaixo de 70%, até o dia 15 de agosto.

 

MPF denuncia Bolsonaro e Funai por discurso de ódio contra indígenas

Mesmo após o ajuizamento da ação, o Ministério Público diz que as manifestações de caráter discriminatório contra povos indígenas não cessaram. Bolsonaro durante live, em 16 de julho, culpou “o indígena, o caboclo” por “parte considerável” do desmatamento

Aldeia Waimiri Atroari (Fotos Bruno Kely/Amazônia Real)

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal o julgamento antecipado de ação civil pública que pede a condenação da União, representada pelo presidente Jair Bolsonaro, e da Funai por discurso de ódio contra povos indígenas e direito de reposta ao povo indígena Waimiri Atroari.

A ação civil pública foi apresentada em março deste ano, para que a Justiça Federal no Amazonas declare a omissão do Estado brasileiro na condução da política indigenista e a violação de direitos fundamentais dos povos indígenas, notadamente do povo Waimiri Atroari, em razão do fomento ao discurso de ódio e da defesa de um projeto integracionista em relação a este e aos demais povos indígenas brasileiros. Os pedidos da ação são: direito de resposta em sítios oficiais e no Twitter, orientação aos agentes públicos federais sobre o tema, elaboração de plano de combate ao discurso de ódio, pedido de desculpas público à etnia e elaboração de cartilha sobre a sua história.

Em abril, a 3ª Vara Federal no Amazonas atendeu a pedidos do MPF e determinou, em caráter liminar, que o governo brasileiro publicasse uma carta dos indígenas Waimiri Atroari no site do Planalto.

A decisão liminar determinou também que a União e Fundação Nacional do Índio (Funai) indicassem às autoridades públicas que não incitassem ou encorajassem discriminação racial, por meio de circular e manifestação pública dos ministérios e da Presidência da República, e que elaborassem um plano de combate ao discurso de ódio contra povos indígenas no âmbito do Estado e na sociedade brasileira.

O MPF chegou a apresentar à Justiça Federal a carta dos Waimiri Atroari a ser publicada no site do Planalto, mas decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) suspendeu os efeitos da liminar concedida pela Justiça Federal no Amazonas.

Discurso discriminatório

Após contestação feita pela União e pela Funai, o MPF apresentou à Justiça Federal réplica, reafirmando a legalidade da ação e a necessidade de intervenção judicial para evitar que o governo brasileiro siga incitando ódio contra os povos indígenas.

O MPF destaca que, mesmo após o ajuizamento da ação, as manifestações de caráter discriminatório contra povos indígenas não cessaram. Exemplo disso foi a fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante live, em 16 de julho, em que culpou “o indígena, o caboclo” por “parte considerável” do desmatamento.

Em abril, o então ministro da Educação, Abraham Weintraub se manifestou em relação aos povos indígenas, durante reunião ministerial, da seguinte maneira: “Odeio o termo povos indígenas, odeio esse termo. Odeio. Só tem um povo nesse país. Quer, quer. Não quer, sai de ré…”.

Para o MPF, a medida que se busca na Justiça com a ação civil pública visa justamente coibir a repetição destas práticas. O órgão destaca a continuidade escancarada do fomento ao ódio contra os povos indígenas e afirma que nenhuma norma do direito brasileiro legitima estas condutas, estando todo o sistema jurídico coordenado para coibir práticas como as citadas e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade ou outras formas de discriminação.

Danos concretos

Na manifestação apresentada à Justiça, o MPF explica que, no caso do povo Waimiri Atroari, o discurso discriminatório tem como pano de fundo principal a implantação de uma linha de transmissão que pretende cruzar o território indígena, além da disputa pela circulação na rodovia BR-174, criando cenário favorável a práticas de violência contra esse povo.

Uma das práticas decorrentes deste cenário ocorreu em 28 de fevereiro de 2020, quando um deputado se dirigiu à entrada do território e, com o uso de uma motosserra, cortou o tronco que sustentava as correntes que bloqueiam o acesso à BR-174. Na ocasião, o deputado gravou um vídeo e dedicou a ação ao presidente da República.

“Todo o cenário já descrito criou uma realidade de tensão e hierarquização entre interesses e bens jurídicos que acabou por gerar a premissa do deputado estadual de que estava autorizado a fazer justiça com as próprias mãos. O episódio mostra como o discurso parcial e contrário aos povos indígenas, associado à falta de preocupação com os ritos e procedimentos legais, favorecem um discurso de ódio e práticas violentas contra os grupos étnicos ou contra os seus territórios. No caso em exame, os relatos mencionam a manutenção em cárcere privado de alguns indígenas Waimiri Atroari durante a quebra das correntes e a filmagem pelo deputado, que tentou fazer justiça com as próprias mãos e apresentar o resultado ao presidente da República”, afirma trecho da manifestação do MPF.

O órgão reforça a importância do pedido de desculpas público, por parte do governo brasileiro, em relação ao povo indígena Waimiri Atroari e a necessidade de elaboração de cartilha, de autoria dos Waimiri Atroari e custeada pelo governo federal, sobre a história desse povo, que deverá ser divulgada em todos meios governamentais e nas redes sociais da Presidência, disponibilizada permanentemente nos sites do governo federal.

Fonte: Assessoria de Comunicação do MPF

Internacional enfrenta Botafogo para confirmar liderança no Brasileirão.

Está começando, agora, às 16 horas, a sexta rodada do Brasileirão. E os líderes jogam hoje:

Atlético Mineiro x Atlético Paranaense, já iniciado.

Botafogo x Internacional, às 17 horas.

Bahia x Palmeiras, às 19 horas.

Fluminense x Vasco, às 19 horas.

Fortaleza x Bragantino, às 21 horas.

Cartório Eleitoral publica edital de nomeação de mesários e locais de votação das Eleições 2020

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DA BAHIA
205ª ZONA ELEITORAL
LUÍS EDUARDO MAGALHÃES

Edital 018/2020

De ordem do Excelentíssimo Sr. Dr. Flávio Monteiro Ferrari, Juiz Eleitoral desta 205ª Zona, Luís Eduardo Magalhães/BA, no uso de suas atribuições legais, e em conformidade
com o que dispõe o art. 120, caput, c/c o art. 135 do Código Eleitoral, FAÇO SABER, a todos que o presente Edital virem ou dele conhecimento tiverem, que, no dia 02 de setembro de 2020, às 14 horas, será realizada Audiência Pública Virtual
para nomeação dos membros componentes das Mesas Receptoras de Votos das seções desta Zona, para as eleições do dia 15 de novembro de 2020, bem como para designação dos locais de votação e nomeação dos seus respectivos coordenadores.

FAÇO SABER, ainda, que a referida audiência pública será realizada na modalidade virtual, através de plataforma digital, em razão da suspensão do atendimento presencial
motivada pela pandemia da Covid-9, conforme normatizado em Portaria de nº 277 de 4 de agosto de 2020 da Presidência do TRE/BA.

Os interessados em participar da audiência
deverão entrar em contato por meio do endereço eletrônico “zona205@tre-ba.jus.br” até o dia 31/08/2020, para obter as informações necessárias para a participação na referida audiência.

E para que chegue ao conhecimento de quem interessar possa, mandou o MM. Juiz Eleitoral publicar o presente Edital no Diário de Justiça Eletrônico.
Dado e passado nesta cidade de Luís Eduardo Magalhães aos 23 dias do mês de agosto do ano de 2020.

Eu, Manoel Messias da Silva, Chefe de Cartório, subscrevo o presente edital.
MANOEL MESSIAS DA SILVA
Chefe de Cartório da 205ª Zona Eleitoral

O “Brazil” é visto lá fora com conceitos abaixo do furico do Cachorro.

Não bastasse o fato do jornal New York Times publicar ontem, sexta, uma página inteira com severas críticas aos “negócios da família Bolsonaro”, a Reuters, uma das maiores agências noticiosas do mundo, distribuiu matéria aos seus assinantes, lamentando o incêndio do Pantanal. O conceito de “Brazil” lá fora já está abaixo do cuzinho do cachorro.

O jornal americano The New York Times publicou ontem, 28, uma reportagem que explica como o suposto esquema de rachadinhas praticado no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) quando ele ainda era deputado estadual no Rio de Janeiro constitui uma ameaça ao presidente Jair Bolsonaro.

A reportagem destaca os R$ 89 mil reais depositados por Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio e amigo de longa data do presidente, na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e traz no título a expressão “uma empresa familiar”, para caracterizar a família Bolsonaro como beneficiária por suposto desvio de dinheiro público.

Hoje o País ultrapassou 120 mil mortes com causa na Covid-19, o que deve ajudar um pouco mais no rebaixamento do conceito do Brasil e dos brasileiros.

Enquanto isso, o Presidente da Nação corta pela metade o auxílio emergencial na pandemia, mas com a outra mão alcança trilhões de reais aos banqueiros.

Auditoria Cidadã: Fatorelli diz que reforma tributária transfere dinheiro do social para o Mercado

 

A coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fattorelli, critica projetos de reforma tributária que tramitam no Congresso Nacional, ressaltando que as medidas visam beneficiar classes ricas da sociedade.

A assessoria do ministro da Economia, Paulo Guedes, informou esta semana que a pasta divulgará nas próximas semanas os planos do governo para a reforma tributária.

 

 

Está faltando alguém em Gericinó!

Agora só falta o Malacheia ver o sol nascer quadrado. O da esquerda e o da direita já foram. E motivos a Justiça tem: o Jusbrasil encontrou 39 processos de Silas Lima Malafaia nos Diários Oficiais. 31 processos são do TJRJ e 5 processos são do TJSP. Desses processos encontrados, Jorge Vacite Neto foi a parte que mais apareceu, totalizando 26 processos, seguido por Elizete Santos Malafaia com 11 processos.

Governo de párias e traidores!

Clique aqui e leia a matéria integral do UOL

Ministério do Meio Ambiente anunciou por meio de nota nesta sexta-feira (28) que, a partir de segunda-feira (31), serão suspensas todas as operações de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia e às queimadas no Pantanal.

De acordo com a nota, a suspensão é motivada por um bloqueio financeiro determinado pela Secretaria de Orçamento Federal em verbas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Ministério do Meio Ambiente anunciou por meio de nota nesta sexta-feira (28) que, a partir de segunda-feira (31), serão suspensas todas as operações de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia e às queimadas no Pantanal.

De acordo com a nota, a suspensão é motivada por um bloqueio financeiro determinado pela Secretaria de Orçamento Federal em verbas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O ministério informou que, em relação ao combate ao desmatamento ilegal, serão suspensas as atividades de

  • 77 fiscais, 48 viaturas e dois helicópteros do Ibama;

  • 324 fiscais do ICMBio.

Em relação às queimadas, serão desmobilizados

  • 1.346 brigadistas, 86 caminhonetes, dez caminhões e quatro helicópteros do Ibama.

  • 459 brigadistas e 10 aeronaves Air Tractor do ICMBio

De acordo com a nota do ministério, a informação sobre o bloqueio das verbas foi transmitida por Esteves Colnago, chefe da assessoria especial do Ministério da Economia.

A determinação para o bloqueio teria sido dada pela Secretaria de Governo e pela Casa Civil da Presidência da República.

O G1 questionou esses órgãos e aguardava respostas até a última atualização desta reportagem.

Veja vídeos e imagens no G1.

Mourão apaga incêndios com copo d’água

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse no fim da tarde desta sexta-feira (28) que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se precipitou ao anunciar a suspensão das operações de combate ao desmatamento e às queimadas na floresta amazônica e no Pantanal.  Mourão preside o Conselho da Amazônia Legal.

Afastamento de Witzel é só para salvar o pescoço de Flávio Bolsonaro

Mais uma morte de contaminada por Covid-19 aconteceu hoje em Barreiras

A Secretaria de Saúde de Barreiras comunica o 60º óbito ocorrido nesta quinta-feira (27), por consequência da Covid-19.

A paciente de 80 anos possuía as comorbidades de diabetes, doença de chagas e insuficiência cardíaca congestiva, estava internada no Hospital do Oeste – HO desde o dia 17 de agosto.

Bolsonaro não tem projeto, a não ser o de se perpetuar no poder.

“O foco de Bolsonaro não é a justiça social, não é favorecer o mercado, não é o neo-liberalismo, não é o conservadorismo, o evangelicismo, o neopentecostalismo, nada disso. Muito menos é um projeto, qualquer projeto, para o país. Seu único e obsessivo foco é se perpetuar no poder”, escreve a jornalista Hildegard Angel.

“O foco de Bolsonaro não é a justiça social, não é favorecer o mercado, não é o neo-liberalismo, não é o conservadorismo, o evangelicismo, o neopentecostalismo, nada disso. Muito menos é um projeto, qualquer projeto, para o país. Seu único e obsessivo foco é se perpetuar no poder. E de preferência como déspota, sem obedecer a qualquer conjunto institucional. Regente único.

Ele já percebeu que o que o ajudará a atingir o objetivo é o assistencialismo barato. Sem planejamento, sem projeto, ao melhor estilo Silvio Santos de ser – “Quem quer dinheiro?”, e atira os tostões para o auditório, que se joga sobre ele como lobos famintos. E bate palmas.

Pois é. A grande lenda cultivada pela direita, de que o PT pretendia manter-se 20 anos no poder, e estaria fazendo assistencialismo barato com esse fim, revelou-se uma grande mentira. O PT agiu democraticamente durante todos os seus mandatos. Atuou tecnicamente, criou equipes, conselhos com participação de especialistas de todos os campos e da sociedade. Trabalhou a sério para melhorar o país e a vida dos brasileiros.

Quem na verdade pretendia poder perpétuo eram seus detratores, os tucanos, que engendraram esse folhetim novelesco de mau gosto chamado impeachment. Mas, ironia do golpe, levou a melhor quem correu por fora, comendo pelas beiradas, e com apoio de tucanos, com o Supremo com tudo.

Pariram juntos esse monstruoso bebê de Rosemary, que pouco a pouco vai se ajustando a um modus operandi conveniente. Tirou o sebo dos cabelos, arrumou um alfaiate, volta e meia lhe colocam a focinheira, e aprendeu que, já que lhe falta criatividade, copiar não dói.

E copia tudo. Os projetos dos governos anteriores, inaugura obras que não são suas, tenta imitar o estilo Lula de ser afetuoso com o povo (mesmo não havendo sinceridade alguma no afeto que quer demonstrar), e agora copia até discursos, declarações, tuítes de terceiros.

Na verdade, está se orientando, não pelos seus conselheiros, mas pelas críticas que lhe fazem. O que não deixa de ser uma esperteza de bom enganador. A última e mais recente evidência disso deu-se por ocasião do anúncio do adiamento do envio ao Congresso do plano Renda Brasil, que seria custeado graças ao fim do abono salarial. Para justificar sua decisão, criticou Paulo Guedes e declarou, em visita a Minas Gerais:

“Não vou tirar dos pobres para dar aos paupérrimos”. Cópia de um comentário da véspera desta jornalista, no Twitter, sobre o plano aleijão que Guedes visava perpetrar, assim como tudo que ele engendra, com o propósito de ferrar os pobres e adular a riqueza.

Até as últimas pesquisas favoráveis ocorrerem, Bolsonaro acreditava que dependia de Guedes para garantir ao menos a conclusão do mandato. Com isso pensava que teria a proteção do ‘mercado’, que já começava a lhe torcer o nariz. Enfim, Bolsonaro percebeu que o apoio que busca pode estar mais embaixo. Embaixo mesmo, nas camadas populares, no X, Y, Z do abecedário.

Mas demagogia também custa dinheiro, ele há de descobrir isso. Na base do improviso, do “quem quer dinheiro?”, sem competência, sem projeto ou plano, não chegará a lugar algum, muito menos com Paulo Guedes. O Brasil não é um programa de auditório. Ainda.