Que perigo! Carreta tomba na rótula da Câmara de Barreiras.

Um caminhão que transportava uma betoneira tombou, na manhã desta quinta-feira (03), em um trecho urbano da BR-242, no centro de Barreiras. Ninguém ficou ferido.

O incidente aconteceu na rotatória da Câmara de Vereadores. Durante a manobra, a betoneira pendeu para um lado e desequilibrou todo o veículo, causando o tombamento.

Por conta da situação, o trânsito no local ficou lento e parcialmente interrompido. Equipes da COOTRANS sinalizaram o local e bloquearam as entradas da rotatória.

Bombeiros lutam para liberar BR 135

Bombeiros militares do 17º Grupamento trabalharam por mais de duas horas para limpar um trecho da BR-135, entre Barreiras e Formosa do Rio Preto, depois de uma carreta carregada com óleo vegetal tombar na rodovia. A situação aconteceu na tarde de quarta-feira (2) e não deixou feridos.
De acordo com a sargento BM Istânia, que comandou a operação, centenas de frascos de óleo de cozinha ficaram espalhados na pista, o que deixou o local escorregadio e perigoso.

“Inicialmente, por conta das caixas e frascos de óleo espalhados, nós realizamos a limpeza da via. Depois disso, a equipe utilizou serragem para secar o local, o que permitiu a liberação do tráfego com segurança”, explica a sargento.

Pelo menos 200 metros da rodovia precisaram receber a serragem. Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) isolaram o local e liberaram o trânsito após a retirada da carreta e limpeza da BR.

Do Mural do Oeste

Covid: Com 830 novas mortes em 24 horas, Brasil chega a 124.729 mortos.

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou mais 830 óbitos por covid-19. Desde o início da pandemia, 124.729 pessoas morreram em decorrência do novo coronavírus no país, de acordo com os dados de hoje do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

Entre ontem e hoje, foram confirmados 44.728 novos diagnósticos da doença no país. Agora, são 4.046.150 testes positivos.

Apesar das médias semanais de mortes e de novas contaminações estarem baixando, o País ainda se encontra num patamar alto da pandemia, tornando-se o segundo País, depois dos EUA, em casos e mortes causadas pela Covid-19.

Não obstante, os governos estaduais estão baixando as restrições e o isolamento, correndo o risco de um novo pico de contaminação. O Governo da Bahia liberou esta semana eventos com até 100 pessoas e no Rio de Janeiro, no domingo passado, foram constatadas grandes aglomerações nas praias.

Bahia, 47 mortes em 24 horas

Foto: Mateus Pereira/GOVBA

A Bahia conta, desde do início da pandemia, com 265.739 casos de infecção pelo novo coronavírus, 3.440 registrados nas últimas 24 horas. No mesmo período, 3.060 pacientes foram contaminados. A Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) informou ainda que 9.881 infectados encontram-se com vírus ativo, podendo ainda transmitir a Covid-19 para terceiros.

Do total de casos, o interior – incluindo a Região Metropolitana -responde por 70,13%. Salvador concentra 29,87% dos contaminados. Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes são Ibirataia (5.923,46), Almadina (5.819,91), Itabuna (5.022,91), Dário Meira (4.957,98), Salinas da Margarida (4.742,45).Apenas dois municípios não registraram casos.

Em 24 horas, a Bahia atestou 47 falecimentos causados pelo coronavírus – 22 ocorreram neste começo do mês, 23 em agosto e outros dois são de junho e julho mas só tiveram a causa atestada agora. Desde o começo da pandemia, a Bahia registra 5.549 óbitos.

Na análise por faixa etária, 24,76% dos contaminados têm entre 30 e 39 anos, 20,32% estão com 40 a 49 anos e 16,75% entre 20 e 29 anos. Entre as vítimas fatais, 28,2% tinham 80 anos ou mais; 23,9% entre 70 e 79 anos e 22% entre 60 e 69 anos.

Luís Eduardo Magalhães

Até o momento, Luís Eduardo Magalhães tem 2.356 (dois mil, trezentos e cinquenta e seis) casos confirmados da Covid-19 e 22 (vinte e dois) óbitos. Hoje foram registrados mais 17 casos positivos.

Bob Jeff, o sabiá-laranjeira de Bolsonaro, é condenado por ofender Ministro do STF.

Bob Jeff se considera um paladino da Pátria. Na denúncia do mensalão arrumou um olho roxo e uma condenação.

Por Fernanda Valente no DCM e Consultor Jurídico

A acusação de que o hoje ministro Alexandre de Moraes advogou para uma facção criminosa além de ser baseada em fato inverídico, ultrapassara o direito de opinião e caracteriza uma ofensa deliberada, gratuita e falsa.

Com esse entendimento, o juiz Renato Borsanelli, da 2ª Vara Cível de São Paulo, condenou o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) a indenizar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A decisão fixa R$ 10 mil em danos morais.

Em entrevistas, o parlamentar acusou o ministro de ter advogado para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). No processo, Moraes sustenta que Jefferson excedeu o direito de crítica com a intenção de “aviltar sua honra e decoro, além de macular sua reputação e história”.

Ao analisar a matéria, o juiz considera que a conduta reiterada de Jefferson, que acusou Moraes em mais de uma oportunidade. Para o juiz, o ex-deputado “bem sabia o que falava”. “Não foi, enfim, um rompante, mas algo pensado e ponderado antes de ser pronunciado.”

O magistrado também diz que tudo indica que Roberto Jefferson discorda das decisões de Moraes no Supremo, o que é ” absolutamente normal e esperado” numa democracia. Porém, diz, “há forma legal de se insurgir contra decisões judiciais e isso se faz nos estritos termos da lei”.

“Não se trata de desmerecer a honra do autor [Alexandre de Moraes] e sua trajetória profissional. Trata-se apenas de se aplicar a regra básica que todos são iguais perante a lei”, diz o juiz.

Calúnia

O boato circula, pelo menos, desde 2015. À época, Alexandre de Moraes comandava a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, por indicação do então governador Geraldo Alckmin (PSDB). Em entrevista ao Anuário da Justiça Brasil 2020, o ministro disse que já ganhou uma dezena de ações na Justiça contra a divulgação caluniosa.

Disse, no entanto, que de tempos em tempos pede para seus advogados checarem se a informação continua a ser espalhada. “Todo dia tem. Como eu já ganhei essas ações, é apenas uma questão de notificar e o Google tirar do ar. Mas aí já vai ter passado de um para o outro”, contou.

“Antes se criava uma fake news que prejudicava a honra ou a privacidade, mas era mais restrito. Com as redes sociais, o negócio perdeu o controle. O que cai na internet pode esquecer, nunca mais vai sair. Dá para tirar judicialmente, mas as coisas se replicam tanto que você vai passar a vida atrás disso”, afirmou Moraes ao Anuário da Justiça.

Clique aqui para ler a decisão
1046255-92.2020.8.26.0100

LEM: grupo político de Junior Marabá decide por Filipe Fernandes na vice

Os dias que antecedem o prazo final para a realização das convenções partidárias, que precedem as eleições municipais de 2020, são sempre cheios de novidades. No oeste baiano não poderia ser diferente.

O grupo do pré-candidato a prefeito Junior Marabá (DEM) decidiu pela escolha do nome do vice “para dar representatividade a uma região de maior densidade eleitoral da nossa cidade”, disse Junior. Em 2016 o produtor e economista Odacil Ranzi (PSDB) foi o companheiro de chapa de Junior Marabá e, até poucos dias, ainda era o nome certo do grupo.

“Por motivos familiares, eu que sou economista me vejo mais útil como conselheiro para o planejamento da gestão, do que numa campanha eleitoral. Deixar esse trabalho árduo para os mais jovens”, disse Odacil Ranzi.

“Foi o Odacil quem decidiu não mais participar da chapa majoritária. Ele sempre foi o nosso nome para a vice e até na escolha do nome do Filipe Fernandes, ele participou. Hoje ele tem planos com a família que uma campanha política atrapalharia”, disse Junior Marabá.

“Sem o nome do Odacil, decidimos buscar alguém que nos aproximasse ainda mais dos bairros que sofreram com a ausência da prefeitura durante estes últimos anos. E no Santa Cruz nós temos a família Fernandes que já está na luta conosco desde sempre”, concluiu o Junior Marabá.

“Quando recebi o convite do grupo conversei com a minha família e decidimos encarar esse desafio. Em uma das nossas reuniões eu ouvi do Odacil algo que foi importante para a minha decisão; ele falou na criação de três subprefeituras”, disse Filipe Fernandes.

“Vi que o projeto político do grupo já contemplava os bairros mais carentes, e a ideia é montar uma subprefeitura no Santa Cruz, para atender aos bairros do Florais Lea, Santa Cruz, Conquista e outros próximos. Outra subprefeitura no Mimoso II, para atender aos bairros do Centro, Mimoso I, II e III, Cidade Universitária e a região, e mais uma no Jardim das Acácias que irá servir o Jardim Imperial, Jardim das Acácias, Ipê, Vereda Tropical, Tropical Ville, Jardim das Oliveiras e bairros do Minha Casa, Minha Vida. Achei essa ideia fantástica, pois já vi dando certo em outros lugares”, concluiu Fernandes.

“Acreditamos que Luís Eduardo Magalhães precisa efetivamente olhar para os bairros mais sofridos. As subprefeituras irão funcionar com uma estrutura que irá atender a regulação da saúde, por exemplo. É só ir lá e marcar as consultas e exames. Fácil assim. O cidadão não vai mais precisar ir pra porta da casa do prefeito se humilhar pra conseguir nada. Vamos acabar com esse e outros hábitos deploráveis da velha política”, disse Junior.

“O bom também é que nestas subprefeituras o cidadão vai ter acesso a documentos, ajuda de advogados, vai poder reclamar de uma lâmpada queimada na rua, pegar um remédio, ou seja, vai ter o serviço público mais perto e com um subprefeito pra atender”, comemorou o pré-candidato a vice-prefeito, Filipe Fernandes.

Consumo das famílias cai e alimentos proteicos se tornam proibitivos pelo preço.

Balcões de carne agora só para turismo das famílias.

Desde o início de 2020, o preço do leite ao produtor apresenta alta acumulada real de 42,9% na Média Brasil do Cepea. E na gondôla dos supermercados o preço praticamente dobrou. Depois da carne bovina, do frango, do arroz, do óleo de soja, do feijão e,pecado maior, do ovo, agora as famílias de menor orçamento se despedem do leite, que subiu quase 100%.

Pobre vai acabar virando vegano: os alimentos que baixaram o preço são as verduras e legumes – agora no auge da safra. Como o primeiro alimento a ser eliminado são as verduras, a demanda caiu muito. E junto com ela o preço.

A Associação Paulista de Supermercados afirma que a maior queda foi no consumo das famílias (-12,5%), que representa 65% do PIB.

“O consumo das famílias não caiu mais porque tivemos programas de apoio financeiro do governo. Isso injetou liquidez na economia. Também houve um crescimento do crédito voltado às pessoas físicas, que compensou um pouco os efeitos negativos”, dizem representantes da APAS.

Justiça Federal ordena operação da PF no DNIT. Roubalheira forte.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (3/9), a Operação Circuito Fechado para apurar desvio milionário do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Os crimes eram cometidos por meio de contratações fraudulentas de uma empresa do ramo de TI, segundo as investigações.

São alvos três contratos que foram firmados pelo Dnit entre 20 de julho de 2012 e 22 outubro de 2019. O desvio calculado é de R$ 40.566.248,00.

A PF cumpre nove mandados de prisão temporária e 44 de busca e apreensão em endereços no Distrito Federal, em São Paulo, em Goiás e no Paraná.

Além dessas medidas, a Justiça Federal também determinou o bloqueio do valor aproximado de R$ 40 milhões nas contas dos investigados, bem como o sequestro de seis imóveis e 11 veículos.

Subscrição de ações da Havan encontra dificuldades com causa no seu Diretor-Presidente

“O nosso diretor presidente e acionista controlador direto da Companhia já foi no passado e é parte em inquéritos e ações cíveis, criminais e ações civis públicas, relativos a condutas supostamente inapropriadas, e/ou ofensivas, inclusive decorrentes de sua opinião pessoal nas redes sociais, sendo que algumas matérias cíveis tiveram ou podem ainda ter potenciais desdobramentos na esfera criminal”, diz o documento que apresenta o lançamento de ações da Havan ao fazer uma restrição, obrigatória por lei, ao seu diretor Luciano Hang.

O underwriting (subscrição de ações) da Havan está encontrando problemas pois Luciano Hang insiste em super valorizar a empresa para um patrimônio de 100 bilhões de reais.

No entanto, investidores estão reticentes com a operação porque avaliam que Hang é figura excessivamente polêmica, que se mete num sem-número de confusões.

“O bilionário já foi processado pelo Ministério Público do Trabalho por supostamente coagir funcionários a votarem no Dito Cujo Indigitado Presidente da República. Em vídeo publicado na rede interna da empresa durante a corrida presidencial, e que depois chegou às redes sociais, Hang fala aos colaboradores que talvez tivesse que demitir e parar de abrir novas lojas caso a esquerda ganhasse. O inquérito, entretanto, foi arquivado em 2019”, aponta reportagem de Jenne Andrade, no Estado de S. Paulo.

Um movimento de evangélicos tenta inocentar a deputada Flordelis.

Nas redes sociais, está acontecendo um movimento de evangélicos para inocentar a deputada federal do Rio de Janeiro, Flordelis. “Não há quem não peque”.

Como se envenenar o marido, depois matar com 30 tiros e transar com os filhos adotivos fosse uma coisa normal.

Com todo tipo de loucura sendo normalizada nos dias de hoje, ninguém deve se admirar se o mandato da Deputada for mantido e a morte do marido ganhar autores e motivação diversa.

Segundo testemunhos de obreiros, Flordelis dos Santos de Souza atraía até casais de fiéis para fazer sexo em sua casa e isso era muito comum em retiros espirituais. Pelo visto, o termo ninfomania se adaptava perfeitamente à pastora.

Presidente escanteia Guedes e autoriza novas contratações de pessoal.

Da Folha:

A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional alterou um parecer que restringia recrutamentos até o fim de 2021 após pressão do governo Bolsonaro. A trava havia sido incluída por iniciativa de Paulo Guedes em projeto de lei complementar para conter a expansão dos gastos com funcionalismo. Com o entendimento de agora, novos concursos ficam autorizados para preenchimento de milhares de cargos abertos, na contramão do discurso do ministro da Economia.

A Polícia Federal já anunciou concurso para contratar 2.000 agentes e Jair Bolsonaro adiantou que deve autorizar a Polícia Rodoviária Federal a fazer o mesmo. Ricardo Salles (Meio Ambiente) solicitou contratações de 3.500 pessoas para ICMBio e Ibama. A revisão do parecer ocorreu em menos de dois meses e foi motivada por um pedido do Ministério da Agricultura, que afirmou não ver na lei o empecilho temporal alegado pela Procuradoria da Fazenda. A ministra Tereza Cristina quer contratar 140 auditores fiscais agropecuários.

A lei proibiu a contratação de servidores, salvo reposições decorrentes de vacâncias de cargos. Como mostrou o Painel, a área jurídica do Ministério da Economia tinha delimitado que as vacâncias diziam respeito apenas a vagas abertas a partir da norma (maio). O novo entendimento, porém, afirma que a exceção trata de vagas abertas a qualquer tempo.

Em resposta, a Procuradoria da Fazenda informou que, ao revisitar o tema, avaliou que “a literalidade [da norma] não estipulava qualquer limitação temporal” e que procuradorias estaduais, também sujeitas à lei, tiveram a mesma interpretação. Disse ainda que a nova interpretação “não permite alargamento da máquina pública”.

Parada das montadoras deve reduzir produção de carros em 40% em 2020.

A redução da venda de carros, que já teve péssimos resultados no primeiro semestre, deve atingir 40% até o final do ano, mesmo com o aumento de negócios, característico, nos últimos dois meses de 2020.

De repente, o número de unidades comercializadas no país passou de 10 mil carros por dia – na primeira quinzena do terceiro mês de 2020 – para 700. A redução representou mais de 90%. Houve o agravamento da crise e a parada quase completa da maioria das montadoras. Em abril, a produção caiu 99% e voltamos aos níveis de 1957, quando a indústria gatinhava no País.

O fenômeno de redução das vendas se repete em toda a América Latina, principalmente na Argentina e no México, onde estão unidades das principais marcas.

Em junho, a produção de 98,7 mil unidades foi 129,1% superior à de maio, mas 57,7% inferior à de junho do ano passado. Diante disso, para o segundo semestre, a Anfavea projeta produção de 1.630 milhão de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus em 2020, volume 45% inferior ao de 2019, que já não foi um ano bom para a Indústria.

“Trata-se de uma estimativa dramática, mas muito realista com base no prolongamento da pandemia no Brasil e na deterioração da atividade econômica e da renda dos consumidores”, afirmou o Presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

A perspectiva de produção de carros é lastreada num mercado interno projetado de 1.675 milhão de unidades vendidas no ano (queda de 40%) e uma exportação de 200 mil unidades (queda de 53%), além de levar em conta a variação de estoques e as importações de veículos.

O setor de caminhões também foi fortemente afetado pela pandemia, embora as quedas não tenham sido tão drásticas quanto as dos veículos leves. A produção no semestre (34,8 mil) foi 37,2% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Os licenciamentos (37,9 mil) recuaram 19,1%, enquanto as exportações (4,8 mil) encolheram 19,2%.

Parte do alívio nas vendas de caminhões deve ser creditada aos bons resultados da safra agrícola, que também ajudou o setor de máquinas a não sofrer tanto com os efeitos da pandemia. A produção acumulada no semestre (19,1 mil) foi 22,6% inferior à dos seis primeiros meses de 2019. Já as vendas de 19,6 mil máquinas caíram apenas 1,3% no primeiro semestre, enquanto as exportações (4,2 mil) tiveram retração de 31%.

Luís Eduardo já tem nomeação dos mesários para eleições de novembro.

O juiz da 205ª Zona Eleitoral, Flávio Ferrari, publicou, ontem, o edital com a relação completa dos mesários nomeados para as eleições municipais de 2020.

Veja no link, clicando aqui, a relação completa de todas as secções e nome dos mesários nomeados.

Ministério Público ingressa com ação penal contra Zito por descumprimento no caso do Lixão.

Zito: lixão lhe causando sérios problemas.

A 1ª Câmara Criminal do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) denuncia o prefeito Zito Barbosa através da  PROMOTORIA DE JUSTIÇA ESPECIALIZADA EM MEIO AMBIENTE, por negligencia referente ao “lixão” de Barreiras.

Segundo o processo nº 8024599-51.2020.8.05.0000 o prefeito vem desrespeitando o ajustamento de conduta firmado entre o MP e a prefeitura de Barreiras  homologado pelo Conselho Superior do MP/BA. A ação penal afirma que Zito “não tem adotado medidas efetivas para o saneamento das irregularidades e dos agravos, quer ao meio ambiente, quer à população em estado de vulnerabilidade social – cerca de 100 (cem) pessoas, incluídas crianças e idosos – que reside em seu entorno e vem tentando extrair seu sustento dos detritos lá dispensados e acumulados.”

O Parecer Técnico n° 294/2020, de 29/07/20 diz que  além dos males causados às pessoas e à natureza  por estar situado em zona rural e às margens da Rodovia BR-242, ainda provocam riscos ao intenso trânsito de veículos que se utilizam da via   pelo comprometimento da visibilidade dos condutores e pela fumaça na atmosfera decorrente de incêndios no local.

Além do prefeito João Barbosa de Souza Sobrinho (Zito), o Secretário de Meio Ambiente Demosthenes Junior e o Secretário de Infraestrutura João Sá Teles também serão ouvidos pelo MP para esclarecer o não cumprimento do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta).

O inteiro teor da inicial que oferece a denúncia pode ser lido aqui

Pleno do STJ mantém Witzel afastado do Governo do Rio de Janeiro.

Quem mandou brigar com o Borsolino?

A Corte Especial do STJ (Superior Tribunal de Justiça) alcançou número suficiente de votos para manter o afastamento do cargo do governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), por 180 dias. Na sessão de hoje, 11 ministros já votaram a favor da decisão do relator, ministro Benedito Gonçalves, que afastou Witzel do cargo na sexta-feira (28), e um ministro foi contrário à medida.

São necessários dez votos para manter o afastamento. A Corte Especial é composta por 15 ministros. O julgamento ainda não foi encerrado e a sessão está em andamento.

O relator do processo, ministro Benedito Gonçalves, foi o primeiro a votar e defendeu a manutenção de sua decisão. O voto dele foi referendado por outros dez ministros. A decisão monocrática de Gonçalves que afastou Witzel do governo na sexta-feira (28) foi contudo alvo de críticas.

STF nega recurso de dois agricultores que compraram terras de José Valter Dias.

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou provimento a recurso dos agricultores João Antonio Franciosi e Dirceu Di Domênico contra a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que anulou a transferência de 366 mil hectares de terra em Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia, ao borracheiro José Valter Dias.

Franciosi e Di Domenico se disseram parte interessada no assunto uma vez que, conforme relatam no recurso, compraram terras oriundas da matrícula obtida pelo grupo de José Valter Dias.

Relator do caso, o ministro do STF Ricardo Lewandowski ressaltou mais uma vez a validade da decisão do CNJ que anulou a portaria 105/2015 do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), que transferia as terras ao borracheiro. De acordo com o ministro, o conselho “atuou nos estritos termos de sua competência legal e constitucional, de modo que não há nenhuma ofensa a direito líquido e certo dos impetrantes merecedora de reparação.”

Com a decisão do CNJ, as terras voltaram para as mãos de cerca de 300 agricultores. Apesar disso, na esfera judicial os agricultores ainda esperam que a questão seja reparada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), onde o processo vem andando a passos muito lentos.

Na semana passada, o CNJ confirmou o afastamento de sete magistrados – quatro desembargadores e três juízes – do TJBA denunciados na Operação Faroeste, por  participação em esquema de venda de decisões judiciais para grilagem de terras no Oeste do Estado.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Aprochama.

Veja aqui as 30 páginas do inteiro teor do acórdão publicado pelo STF

Alemanha testa projeto de renda mínima com R$ 7.620,00 mensais.

A renda universal serve para reduzir a pobreza e a desigualdade ou pode fazer mais mal do que bem? Para tentar responder a essas perguntas, o Instituto Alemão de Pesquisa Econômica lançou um projeto trienal que envolverá 120 pessoas: os participantes receberão 1.200 euros por mês sem quaisquer condições – um valor um pouco acima da linha de pobreza na Alemanha – e sua experiência será comparada à de um grupo de controle de 1.380 pessoas, que não receberão nada.

A reportagem é de Chiara Merico, publicada por Business Insider, 01-09-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Para financiar o estudo, chamado simplesmente de Basic Income Pilot Project (projeto piloto de renda básica) será Mein Grundeinkommen, uma ONG berlinense interessada no tema que já arrecadou mais de 140 mil doações de privados: os participantes deverão concluir, ao longo do período de três anos, sete questionários online sobre suas vidas, sua situação de trabalho e seu estado emocional, para verificar se o fato de receber um valor como renda universal possa ter algum impacto e de que tipo. A ideia de que cidadãos de um estado possam receber uma quantia em dinheiro todos os meses – basicamente do próprio governo – independentemente de sua renda ou situação de emprego sempre despertou pontos de vista opostos: os defensores da renda universal argumentam que uma medida desse tipo pode reduzir as desigualdades e melhorar o bem-estar, garantindo às pessoas maior segurança financeira, enquanto os detratores veem isso como uma providência onerosa e que desencoraja as pessoas a procurar trabalho.

“Até agora o debate sobre esse tema se desenvolveu como um salão filosófico em tempos bons e uma guerra santa em tempos ruins”, explicou o responsável pelo estudo, Jürgen Schupp, ao Spiegel: para o estudioso os principais argumentos de detratores e apoiadores quase sempre refletem uma série de clichês, que, entretanto, “acidentalmente se refletem nas simulações econômicas como suposições sobre custos e benefícios dessa medida”. Por isso “podemos aprimorar o debate sobre o tema, substituindo esses estereótipos por uma série de dados que derivam da observação empírica”.

O experimento despertou imediatamente um interesse excepcional: em uma semana, mais de um milhão e meio de voluntários manifestaram o desejo de participar. Ao todo, os 120 beneficiários receberão € 43.200 por três anos, elevando o custo total da experiência para € 5,2 milhões. “Vamos observar como as pessoas se comportam durante um período de segurança econômica garantida”, explicou Schupp. Os participantes vão gastar tudo ou reservar alguma coisa? Eles vão trabalhar menos ou parar completamente? Eles darão algo aos outros ou manterão tudo para si? Os pesquisadores buscam encontrar respostas para essas e outras perguntas. “Nosso estudo certamente não será capaz de responder todas as questões sobre a renda universal”, admitiu Schupp, que se interessa por um aspecto em particular: como o dinheiro influencia o comportamento das pessoas? Para o pesquisador “essa é uma questão estimulante do ponto de vista científico e, no momento, não há estudos sérios que tenham analisado esse tema”.

A da Alemanha não é a primeira experiência de renda universal incondicional. Na Finlândia, durante dois anos, o governo deu a 2.000 cidadãos desempregados uma contribuição de 560 euros por mês, pedindo-lhes que frequentassem cursos para se reinserirem no mundo do trabalho: os resultados foram ambíguos, com ligeiras diferenças entre os beneficiários e o grupo de controle no que diz respeito ao emprego. Um projeto público semelhante no Canadá foi suspenso após alguns meses devido aos custos: recentemente, a Espanha anunciou que estava estudando a introdução de uma renda básica para ajudar os mais pobres após a pandemia, enquanto o Quênia iniciou há pouco uma experiência que vai durar 12 anos, com várias tipologias de financiamento. Todos os estudos que poderão fornecer dados novos e interessantes, sobre um tema que até agora os responsáveis por tomar decisões não abordaram senão de forma marginal.

Já está circulando a nota de 200, com o Guará Magrelo, como nosso orçamento.

Nós aqui do primeiro andar não concordamos com a imagem da nova nota de 200 reais. Nosso voto era pelo Pablo Vittar. Mas deu o Guará, o que vamos fazer.

Veja aqui todos os informes sobre a nova cédula de 200 reais no site oficial do Banco Central.

Ai, que gente impertinente! Querem o Queiroz na cadeia.

Ai, que gente incomodativa!

Agora a Procuradoria Geral da República se manifestou pela manutenção da prisão do Fabrício Queiroz e da sua esposa, Márcia Aguiar.

A manifestação vai contra a decisão monocrática de Gilmar Activia Ameixa Mendes de manter o casal em prisão domiciliar.

Assim, esse pessoal da PGR acaba tirando o sono do nosso “Alecrim Dourado, aquele que nasceu no campo sem ser semeado”.

Que povinho chato, esse, em vez de deixar o Queiroz tomando sol na sacada e assistindo a sua super TV smart de 52 polegadas, fica colocando areia no processo. Assim não dá, assim não dá!

 

Bolsonaro manda Força Nacional atacar acampamentos do MST na Bahia

Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 2, a autorização do envio da Força Nacional de Segurança Pública contra os assentamentos dos municípios de Prado e Mucuri, no Extremo Sul da Bahia, onde há assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Nesta região existem grandes conflitos de terra por causa da grilagem de terras públicas pelos latifúndios e empresas de celulose e papel.

Na portaria nº 493 do DOU o Ministério da Justiça e Segurança Pública autoriza o emprego da Força Nacional “em apoio ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, nos assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA nos Municípios de Prado e de Mucuri, no Estado da Bahia, nas atividades e nos serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, em caráter episódico e planejado, pelo período de 30 (trinta) dias, a contar de 3 de setembro de 2020 a 2 de outubro de 2020”.

Centrão agora vai dar aprovação prévia aos projetos do Governo

Bolsonaro e a bancada dos Republicanos: puxado pelo nariz.

A reforma tributária e outras importantes decisões de Governo, enviadas ao Congresso, de agora em diante vão antes passar no crivo dos partidos do Centrão. Isso já está acertado no Planalto.

A intenção é que, antes de enviar as participações restantes do governo na reforma tributária, que prevê mudanças no IPI, no Imposto de Renda, a desoneração e a criação de um tributo sobre transações digitais, as medidas sejam conversadas com os partidos aliados, diz o portal Congresso em Foco.

Puxado pelo nariz pelo povo do Centrão, Bolsonaro se vê, cada vez mais, disputando o espaço na cadeira presidencial com a vasta bunda de Rodrigo Maia.

Pastor Everaldo vai ficar mais 5 dias na cadeia, decide STJ.

O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), prorrogou por mais cinco dias a prisão temporária do ex-presidente do PSC Pastor Everaldo. O magistrado atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

No mesmo dia de sua prisão, o pastor se afastou da presidência do PSC. Em seu lugar assumiu interinamente o vice-presidente do partido, Marcondes Gadelha.

Pastor Everaldo foi preso na sexta-feira (28) durante Operação Tris In Idem, que investiga um esquema de corrupção no governo do Rio de Janeiro. O caso corre sob sigilo ao menos até a análise sobre o recebimento de uma denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF).

Na mesma operação, o governador do Rio, Wilson Witzel, foi afastado do cargo por 180 dias, também por decisão de Gonçalves.

Nesta quarta-feira (2), a Corte Especial do STJ deve julgar se mantém a liminar (decisão provisória) do ministro sobre o afastamento.

Em nota divulgada pelo PSC, o Pastor Everaldo diz desconhecer os motivos da prorrogação de sua prisão porque ainda não teve acesso à decisão.

“Ele reitera que sua prisão é desnecessária, uma vez que sempre esteve à disposição de todas as autoridades. Pastor Everaldo reafirma sua confiança na Justiça e sua fé em Deus”, diz o texto.

Numa segunda nota, o PSC acrescentou que o Pastor Everaldo “vem se colocando sistematicamente à disposição da Justiça, além de ter endereço fixo e conhecido”. O partido disse ainda que “reitera sua confiança na Justiça, entretanto a criminalização dos políticos enfraquece a democracia”.

Governo aumenta verba de propaganda em 397% em 2021.

Alvo de investigação e questionamentos sobre a distribuição para sites de extrema-direita, a verba do governo federal para publicidade oficial pode ser três vezes maior em 2021 do que neste ano.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) quer reservar R$ 495,5 milhões no Orçamento do próximo ano para comunicação institucional. Isso representa uma forte expansão frente às despesas previstas inicialmente para 2020 (R$ 124,5 milhões).

Com a recriação do Ministério das Comunicações, gesto para agradar uma ala do Congresso, o dinheiro para ações publicitárias do governo passou para as mãos de Fábio Faria, deputado do PSD que deixou a Câmara para assumir o cargo em junho.

Faria é ligado a partidos do centrão — grupo que se aproximou de Bolsonaro após a liberação de emendas e cargos — e é genro do empresário Silvio Santos, dono do SBT.

Da Folha.

Podem existir muitos estúpidos no Governo, mas bobos, não. Eles tem conhecimento que, no ano das eleições, 2022, o “investimento” em propaganda só pode ser igual ao do ano anterior. Portanto, vamos lá, expandir gastos em 2021. 

Bolsonaro diz que o Bolsa Família, ops! bolsa farelo, será de R$300,00

Que tipo de cálculo está incomodando sua santidade, O Soberano?

O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta terça-feira que vai passar por um procedimento cirúrgico para retirada de um cálculo, em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, transmitida pelas redes sociais.

Imagino a preocupação de algumas bozorocas quase arrependidas ao meditar sobre de que tipo de cálculo o digno Supremo Mandatário será aliviado: analítico, trigonométrico, atuarial, algébrico ou estatístico.

Onde estará localizado tal cálculo? Na cabeça, não é, pois ali só reside o cálculo dos pagamentos de Fabrício Queiroz a Michelle.

Que tipo de cálculo anda transitando no corpo de atleta do Presidente? Só pode ser aquele que responde como pagar os favores recebidos dos 300 picaretas, liderados pelo gordinho tenebroso.

Cai para 52% índice de ocupação de leitos de UTI na Bahia

A Bahia registrou mais 2.691 casos e 51 mortes pelo novo coronavírus em relação ao boletim divulgado na última segunda-feira (31).

Com isto, a Bahia chegou a 259.418 casos confirmados no acumulado, com 5.448 óbitos. No momento, 10.094 casos encontram-se ativos.

Com a ocupação de 52,71% dos leitos de UTI de tratamento para Covid-19, a Bahia registrou nesta terça-feira (1º) o menor índice desde 14 de maio, quando o número foi de 51%. Os dados foram analisados a partir do boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).

João Leão anuncia investimento da indústria têxtil em Luís Eduardo Magalhães.

Companhia têxtil deve investir R$ 100 milhões em indústria no município de Luís Eduardo Magalhães

O segmento têxtil da Bahia vai ganhar novo empreendimento, com a instalação de uma unidade industrial da Nova Tecelagem e Fiação Oeste S/A, no município de Luís Eduardo Magalhães. A companhia prevê investimento de R$ 100 milhões e geração de 800 empregos diretos e indiretos. O protocolo de intenções foi assinado com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômica (SDE), nesta segunda-feira (31). A planta será destinada à fabricação de fio open end (fio de tecido), com produção anual prevista de até 36 mil toneladas.

“Temos um algodão de altíssima qualidade produzido na região Oeste baiana. Somos o segundo maior produtor da fibra no Brasil, com previsão de alcançar a produtividade de 300 arrobas de fibra/hectare em uma área total de 313.566 mil hectares, na safra 2019/2020.

Isto, associado à política de atração e incentivo à novos investimentos do Governo do Estado, tem sido um chamariz econômico. Além disso, esse novo investimento vai potencializar ainda mais a cadeia têxtil da Bahia”, destaca o vice-governador João Leão, titular da SDE.

De acordo com Raimundo Delfino, presidente da empresa, a expectativa é que além dos 520 empregos diretos previstos no protocolo, sejam gerados mais 280 vagas indiretas. A implantação da unidade tem o prazo inicial para setembro de 2020, mas a fase de operação industrial deve iniciar no final de 2021.

“Nós teremos uma planta moderna no Oeste baiano. Então, é um complemento na produção do algodão na Bahia e isso torna o setor industrial têxtil com relevância naquela região e no município. Nós estamos otimistas com o novo quadro brasileiro. Acho que o Brasil vai ter que crescer bastante na área têxtil e a Bahia é um fator, talvez, determinante para o Nordeste e para o país”, destaca Delfino.

O artista do Power Point, Dallagnol, sai de fininho da Lava-Jato.

A jurista Carol Proster e Deltan Dallagnol

Os abusos de poder, cometido na condução da Operação Lava-Jato, ficou provado pela quebra de sigilo telefônico, por hackers, e a publicação nas páginas do The Intercept Brasil. Deltan Dallagnol foi longe demais no cumprimento da sua “missão messiânica”, em estreita parceria com o juiz Sérgio Moro, que desaguou na eleição do “Louco do Vale da Ribeira” e no charco econômico-social-político em que hora nos encontramos.

Os abusos da Lava-Jato, ligada com intimidade incômoda e apátrida com órgãos de informação dos Estados Unidos, tratoraram até ministros do STF e a Procuradoria Geral da República.

Não fosse a imprensa, alerta, Dallagnol teria se apossado até de devoluções de dinheiro a Petrobras, alguma coisa como 3 bilhões de reais, para o estabelecimento de um “fundo do Ministério Público”, estoicamente administrado por ele próprio. Na época se afirmou que Dallagnol tinha procurado até bancos para certar formas de remuneração do dinheiro.

Acossado pela PGR e pelo STF, Dallagnol agora anuncia que vai abrir mão da Chefia da Força Tarefa da Lava Jato.

No entanto, como disse a jurista Carol Proner, hoje, no Twitter, “Deltan sai da Lava Jato mas a Lava Jato não sai dele. Será até o fim dos tempos responsável pelos crimes que cometeu por abuso de poder.”

Guedes destaca que queda de 10% no PIB já é coisa do passado.

(Foto: Alan Santos/PR)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje (1º) que a economia brasileira está em processo de recuperação em V. Ele participa de audiência pública virtual da Comissão Mista do Congresso que acompanha a situação fiscal e execução orçamentária e financeira das medidas relacionadas ao coronavírus (covid-19).

Recuperação em V é um termo usado por economistas para relatar uma retomada intensa depois de uma queda vertiginosa na atividade econômica.

Hoje (1º), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), informou que o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve queda de 9,7% no segundo trimestre deste ano, na comparação com o trimestre anterior.

O PIB caiu 11,4 % na comparação com o segundo trimestre de 2019. Ambas as taxas foram as quedas mais intensas da série, iniciada em 1996. No acumulado dos quatro trimestres terminados em junho, houve queda de 2,2% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores segundo os dados divulgados pelo instituto.

O ministro destacou que abril foi o “piso” da retração da economia brasileira por influência da pandemia de covid-19.

“Vamos supor que o PIB seja 100. Se ele cai para 85, depois volta para 90, depois volta para 95, em média, ele foi 90, e você registra uma queda de 10% do PIB. Mas, mais importante do que essa média sobre média é observar que em abril foi o piso – é como se fosse 85. Maio já é 90, junho já é 95. Então, a economia já começa a retomada em V. Mas o registro do segundo trimestre ainda é uma queda de 10%, o que aliás é o que todo mundo previa: queda do PIB de 10%”, disse.

Ele destacou ainda que a queda de 9,7% “é um som distante”. “Isso é o som daquele impacto da pandemia lá atrás, e é onde o Brasil ficaria caso não tivéssemos feito exatamente – nós, junto com o Congresso – todas as medidas que fizemos. Com essas medidas que fizemos, conseguimos criar uma volta em V, a economia está voltando em V”, ressaltou.

Da Agência Brasil.

Paulo Guedes quer cortar mais de 20 benefícios sociais para ampliar o Bolsa Família

Do Congresso em Foco

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comentou nesta terça-feira (1º) sobre o Renda Brasil. De acordo com ele, a ideia era cortar mais de 20 benefícios sociais para que eles fossem direcionados a uma ampliação do Bolsa Família.

“Os nossos estudos consolidavam 26, 27 programas sociais e eles vão cada vez mais fundo. O problema não é só o assistencialismo, o conteúdo assistencialista, que é necessário, você tem que atender realmente aos mais frágeis, mas também o trabalho de remoção na pobreza futura, que é exatamente o foco na primeira infância”, disse durante audiência pública na comissão do Congresso que acompanha a pandemia do coronavírus.

Guedes citou a iniciativa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que cortou uma série de programas sociais criados pelo antecessor no governo, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), para unificar no Bolsa Família.

Ele afirmou que o presidente Jair Bolsonaro não gostou da ideia e que está sendo reavaliado o modelo de financiamento do novo programa social.

Jagunçada de Crivella foi parar na Delegacia de Polícia

O Cangaço Tabajara do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, foi desfeito hoje pela manhã. Os milicianos pagos com o dinheiro público, que tinham como missão afastar pacientes queixosos e a imprensa dos hospitais e postos de saúde mantidos pela Prefeitura do Rio foram detidos e levados à Delegacia para prestar esclarecimentos.

Os milicianos constrangem e ameaçam jornalistas e cidadãos que denunciam problemas em reportagens sobre unidades municipais de saúde. A existência desses “Guardiões do Crivella” foi revelada nesta terça-feira, pelo telejornal RJ2, da TV Globo.

Os intimidadores são coordenados por grupos no WhatsApp. Por meio do aplicativo de troca de mensagens, é realizado um controle rígido de escala e horário, com direito a selfie no posto de trabalho – uma espécie de “ponto”.

Entre os participantes de um dos grupos, está um telefone registrado como sendo o do próprio prefeito Marcelo Crivella. Um dos grupos de WhatsApp se chama “Guardiões do Crivella”.

 

Região do Recôncavo já sofreu 15 abalos sísmicos

Por  Diego Vieira e Luiz Felipe Fernandez, para o bnews

Desde os primeiros abalos sísmicos que assustaram a população de São Miguel das Matas e diversas outras cidades da Bahia, a região já registrou ao menos 15 tremores.

Os de maior magnitude foram registrados no domingo, entre às 7h30 e 8h30, e um deles alcançou a marca de 4.2 na escala Ritcher. Nesta terça-feira (1°), o prefeito Zé Renato (PDT) relatou que foram sentidos outros tremores nos últimos dias, mas todos de menor proporção do que os do fim de semana, que causaram rachaduras e danificaram cerca de 50 casas na zona rural da cidade.

Na noite desta segunda-feira (31), o prefeito participou de uma live com o Dr. Paulo Luz, da Superintendência da Defesa Civil, que tranquilizou a população. Ele lembrou que o evento pode não ser comum, mas não tem nada de “sobrenatural”.

Em conversa com o BNews, Zé Renato reforçou que equipes da Prefeitura estão à disposição dos moradores de São Miguel das Matas, para prestarem assistência médica e psicológica, já que muitas pessoas estão sensibilizadas com os recentes tremores.

Ele afirmou que será decretada situação de emergência na cidade.

Para a medição e acompanhamento da atividade sísmica no local, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) irá ceder sismógrafos, que são instrumentos que registram as vibrações da terra, para a cidade.

Grupos de QAnon aterrorizam o mundo com teorias conspiratórias

Quer saber o que são os grupos de QAnon, os conspiracionistas e negativistas que tentaram tomar a internet com as suas teorias?

Pois o caro leitor não pode perder a matéria de Arturo Wallace, da BBC News Mundo, publicada no UOL. Leia a matéria com atenção e repita a leitura. É de arrepiar os cabelos, ao se ver quanta gente maluca existe no mundo. Relacione a isso, afirmações do Presidente da República dizendo que ninguém deve ser obrigado a tomar vacina. Ou negando a existência da pandemia.

À primeira vista, QAnon parece um fenômeno puramente norte-americano: uma teoria da conspiração na qual o principal adversário do presidente Donald Trump é um “Estado profundo” secretamente controlado por uma elite que pratica pedofilia e satanismo.

Na semana passada, o QAnon voltou a ser notícia nos Estados Unidos após o Facebook anunciar que deletou mais de 790 grupos, cem páginas e 1,5 mil anúncios vinculados à teoria da conspiração.

Fabricante de armas HK vai parar de vender para o Brasil, diz jornalista alemão

Empresa fornece fuzis e submetralhadoras para diversas forças no Brasil, embora elas surjam nas mãos de bandidos, como no caso da arma usada para matar a vereadora Marielle Franco

Por FOLHAPRESS/IGOR GIELOW, com edição de O Tempo – MG

A alemã HK (Heckler & Koch), uma das principais fabricantes de armas do mundo, decidiu parar de exportar para o Brasil devido às mudanças políticas e à “dura operação policial contra a população”.

A decisão foi confirmada na quinta (27), durante assembleia geral anual da empresa, a pedido da Associação dos Acionistas Críticos.

A entidade ativista alemã compra ações de diversas empresas no país e participa de assembleias para fazer questionamentos e recolher dados sobre práticas que considera antiéticas.

Em relação ao Brasil, além de armas, a associação monitora a venda de pesticidas e a relação com projetos vistos como danosos ao ambiente e procura expor colaboração de empresas alemãs com a ditadura de 1964.

Em 2019, o presidente da empresa, Jens Bodo Koch, havia dito que a HK não forneceria mais armas ao Brasil, mas sem explicar o motivo.

Segundo disse à reportagem Christian Russau, membro da diretoria da associação, na reunião deste ano a pergunta foi refeita questionando os critérios para a interrupção.

“O porta-voz afirmou: ‘Com as mudanças no Brasil, especialmente a agitação política de antes das eleições presidenciais e a dura ação da polícia contra a população, foi confirmada a decisão'”, relatou Russau.

Sociológo e jornalista, o ativista divulgou a história em seu blog neste domingo (30). A reportagem procurou, sem sucesso, uma posição da HK. Segundo o site da rede alemã Deutsche Welle afirmou nesta segunda, a empresa nunca comenta seus negócios.

A opacidade, aponta o canal, está no governo alemão também. Não há dados sobre exportação, detalhados por empresas. A Alemanha é a quarta maior exportadora de armas do mundo, segundo o Sipri (Instituto Internacional para Pesquisas da Paz de Estocolmo), na conta que inclui sistemas bélicos de todo tipo.

Em 2019, o país bateu seu recorde histórico, exportando EUR 8 bilhões (R$ 52 bilhões nesta segunda). Pelo passado militarista alemão, o tema é um grande tabu no país. Entidades pressionam fabricantes a serem mais transparentes em seus negócios, e muitas empresas terceirizam sua produção no exterior.

É o caso da SIG Sauer, cuja filial norte-americana opera a pleno vapor, enquanto sua matriz alemã anunciou o fechamento de sua linha de produção.

A associação com ditaduras ou países com péssimo histórico na área de direitos humanos, como é o caso do Brasil, também pesa. O caso Marielle teve enorme repercussão na Europa, e era uma questão de tempo que o questionamento da relação com a arma alemã gerasse alguma reação.

O governo atual promove uma política de flexibilização das regras para dar à população mais acesso a armas. Além de portarias acerca da posse de armas e munições, o governo federal quer também incentivar a compra de armas no exterior, longe da fiscalização do Tribunal de Contas da União e do regramento da Lei de Licitações.

A ideia do Ministério da Justiça é fazer as compras para a PF, Polícia Rodoviária Federal e estados conveniados a partir da estrutura da Comissão do Exército Brasileiro em Washington. A alegação é a redução de custos de aquisição e melhor qualidade dos produtos.

Isso, aliado a uma portaria do Exército do dia 18 de agosto que permitiu a estrangeiros vender suas armas no país com uma moratória de dois anos nos testes de qualidade dos produtos, gerou grande contrariedade também na indústria nacional, conforme revelou o jornal Folha de S.Paulo.

Alimentação básica explode os preços e Governo quer salário mínimo menor em 2021.

Apontando para cima na economia deste País: o gás de cozinha, os combustíveis, o arroz, o feijão, o frango, carne, o ovo – salvação da pobreza – e o macarrão. Quer dizer: cada vez menos munição de boca na mesa do pobre.

Sabe qual foi a atitude do Governo?  Indicar, em proposta ao Legislativo, um salário mínimo menor em 2021 do que em 2020, de R$1.079,00 para R$1.067,00.

Você está brincando, não é Paulo Jegues? O saquinho do povão é elástico, mas tem os seus limites.

PF mira facção criminosa e cumpre 422 mandados de prisão em megaoperação

São cumpridos mais de 600 mandados em 19 estados e no Distrito Federal

Foto: Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta segunda-feira (31), uma operação contra uma facção criminosa ligada ao tráfico de drogas. Foram bloqueados cerca de R$ 252 milhões em contas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação é do portal G1.

Segundo as investigações, 210 pessoas detidas em presídios federais recebiam auxílio mensal por terem alcançado cargos de alto escalão dentro da facção ou por terem realizado missões como a execução de servidores públicos.

São cumpridos mais de 600 mandados em 19 estados e no Distrito Federal, 422 deles de prisão. Destes, 173 alvos já estavam presos.

Mais de mil policiais federais participam da ação. A operação “Caixa Forte” é realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO), coordenada pela PF e integrada por Polícia Civil de Minas Gerais, pela Polícia Rodoviária Federal, pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen) MG e pelo Depen Federal.

De acordo com o G1, além de membros do PCC, facção que surgiu dentro dos presídios de São Paulo, familiares e pessoas responsáveis pela lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio também são alvos da operação.

No estado de São Paulo, há 32 alvos de mandado de prisão, sendo um deles contra uma pessoa que já está detida.

Os alvos são investigados pelos crimes de participação em organização criminosa, associação com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem chegar a 28 anos de prisão.

Mourão concentra políticas para a Amazônia nas Forças Armadas

Fonte: Agência Pública

Vice-presidente centraliza diretrizes, recursos públicos e informações para atrair apoio de investidores insatisfeitos colocando-se como alternativa a Salles e Bolsonaro

Por Vasconcelo Quadros

Em seis meses na presidência do Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL), o general Hamilton Mourão centralizou nas Forças Armadas o comando das políticas públicas para a região e ampliou o desmonte dos órgãos de controle civil contra os crimes ambientais.

Depois do Ibama e da Funai, que passaram a atuar sob a hierarquia operacional do Exército, o alvo agora é o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), uma instituição de 70 anos reconhecida internacionalmente pela credibilidade no monitoramento por satélite do desmatamento e queimadas, que aumentaram em relação ao mesmo período do ano passado.

A ameaça ficou explícita com o anúncio, pelo Ministério da Defesa, da compra de um microssatélite de monitoramento ao custo, conforme nota de empenho do Ministério da Defesa, de R$ 145.391.861,00.

Técnicos do Inpe ouvidos pela Agência Pública, que pediram para não ter os nomes citados, informaram que, se a intenção do governo for melhorar o monitoramento de crimes ambientais como desmatamento e garimpos ilegais, a compra não faz sentido por duas razões básicas: construído para produzir imagens de geleiras, o equipamento a ser adquirido é operado numa banda que não penetra nas copas de árvores e, em resolução de imagens, é bem inferior aos satélites do Inpe, que o governo tem de graça.

Além disso, seria necessário montar em terra uma estrutura de inteligência para decodificar imagens e pagar o dono do foguete (empresa ou governo) que lançaria o microssatélite no espaço, o que dobraria o valor empenhado. Para funcionar, o equipamento deveria estar conectado a um conjunto de satélites que o Inpe já utiliza.

 “O Inpe demorou 30 anos para construir um sistema de monitoramento e produção de imagens e dados seguro reconhecido internacionalmente. O que está em curso é o desmonte e militarização do Inpe para controlar dados”, diz o Acioli Cancellier Olivo, pesquisador do Inpe aposentado e diretor do Sindect, entidade sindical que representa servidores das áreas científicas do órgão e da Agência Espacial Brasileira (AEB). Os recursos, segundo ele, seriam mais bem aproveitados reforçando o sistema já existente e melhorando o orçamento do Inpe deste ano, cerca de R$ 4 milhões. Para o ano que vem não há nem previsão orçamentária.

A ideia de controlar informações para evitar as críticas internacionais sobre a perda de controle no desmatamento da floresta, segundo Olivo, ficou evidente com a exoneração do ex-presidente do Inpe Ricardo Galvão e, logo em seguida, a criação do Conselho da Amazônia com roupagem militar, mas sem a participação, como era costume, de representantes dos órgãos de controle ambiental. O pesquisador diz que um plano de reestruturação interna em curso, que visa substituir civis em idade de aposentadoria, cerca de 60% dos servidores, por militares deve completar o desmonte do órgão.

Ricardo Galvão, ex-presidente do Inpe, foi exonerado do cargo por divulgar dados de desmatamento

A dispensa de licitação no processo de compra chama atenção, principalmente porque o governo também não explica que tipo de microssatélite pretende comprar. Na nota de empenho, o Ministério da Defesa diz apenas que se trata de uma compra em andamento e que os recursos são “oriundos de leis ou de acordos anticorrupção”, ou seja, sairiam do montante de R$ 530 milhões recuperados pela Operação Lava Jato, destinados para “fiscalização e combate a ilícitos na Amazônia Legal e sua região fronteiriça”. Mas não explica por que gastar recursos públicos em um equipamento que prestará serviço de qualidade inferior ao atual.

Além das doações da Lava Jato, em meados de agosto o Congresso aprovou o projeto que destina R$ 410 milhões de recursos extraordinários para Mourão gastar até novembro em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) destinadas a combater queimadas, garimpos ilegais e grilagem de terras, crimes que aumentaram nos 18 meses do governo do presidente Jair Bolsonaro.

TIG: terra, índio e garimpo

Mourão tem definido sua “missão” na Amazônia como o enfrentamento das demandas do que chama de “TIG”, sigla que inventou para se referir a terra, índio e garimpo. Diz que sua prioridade de gestão é a regularização fundiária de posses com até 2.500 hectares, apesar da urgência de medidas para conter invasões em terras indígenas e desmatamento.

“Neste momento há 30 mil locais sendo desmatados na Amazônia, 40 mil garimpeiros estão dentro da terra Yanomami e 300 mil pessoas, na região atrás de terra, comprando de grileiro que loteia e vende as glebas. No ano passado foram perdidos 1,2 milhão de hectares. Este ano as previsões indicam que serão 1,5 milhão de hectares de floresta no chão, e não tem como repor”, diz o deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara.

Agostinho diz que até aqui o CNAL tem sido apenas um ambiente de discussão de políticas públicas, quando o país e o mundo cobram resultados concretos para conter o desmatamento. Numa audiência recente com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirma o deputado, embaixadores europeus informaram que produtos brasileiros de áreas desmatadas ilegalmente não entrarão mais no continente. Segundo ele, os representantes da Noruega e da Alemanha disseram que, sem a redução dos crimes ambientais, os governos desses países não contribuirão mais para o Fundo Amazônia.

O deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP) é presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara

No Brasil, bancos e grandes empresas do agronegócio, preocupados com os efeitos nas exportações, têm feito sucessivas videoconferências com Mourão. “Se pudessem, os próprios bancos fiscalizariam para evitar o desmatamento. Perderemos bilhões de dólares”, diz Agostinho. Segundo ele, embora o governo se escude na pandemia para justificar o mau momento da economia, parte do capital que está fugindo do Brasil é resultado da trágica gestão do governo Bolsonaro nas questões da Amazônia.

Em campanha na Amazônia

Mourão busca se apresentar como alternativa confiável para os investidores. Na agenda do vice-presidente, cabem tanto encontro com a elite financeira quanto uma prosaica aula de preservação da floresta, nas manhãs das segundas-feiras, quando dispara pelas redes sociais e um sistema de transmissão que inclui a Voz do Brasil, da Empresa Brasileira de Comunicações (EBC), áudios e vídeos para a Amazônia, pregando a preservação da floresta e puxando a orelha dos criminosos.


Em sua gestão à frente do Conselho Nacional da Amazônia Legal,o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, centralizou o comando da região nas Forças Armadas

“Um alô especial para Boca do Acre, aí no sul da Amazônia, para Apuí, para o pessoal que reside nos municípios próximos a Porto Velho, para o pessoal de Novo Progresso, aí no Pará, de Castelo dos Sonhos, de São Félix do Xingu. Minha gente, esses lugares que estou citando são aqueles onde tem ocorrido o maior número de desmatamento e queimadas ilegais. Então, nossos proprietários rurais, nossos assentados, vamos cooperar com nosso trabalho. Vamos lembrar que mantendo a floresta em pé nós teremos acesso a regularização fundiária. Portanto, não vamos desmatar, não vamos queimar”, disse Mourão num dos programas. O apelo é sempre seguido de um pedido ingênuo: que os próprios infratores avisem os bombeiros ou denunciem o crime através de um aplicativo criado pela vice-presidência com o nome de “guardiões da floresta”, título que já havia sido adotado por comunidades indígenas que monitoram suas terras contra invasões.

Nas áreas onde tradicionalmente ocorre a maior parte dos incêndios criminosos, o chamado “arco do desmatamento”, no Pará e Mato Grosso – responsáveis por 90% da destruição –, as decisões operacionais têm se revelado um desastre, segundo os servidores do Ibama. Mourão inverteu os papéis: há mais de uma década comandando as operações, com um corpo técnico especializado em inteligência e ações repressivas, o Ibama – vinculado ao Ministério do Meio Ambiente – passou a ser subordinado ao Exército, numa decisão que já está sendo questionada pelo Ministério Público Federal (MPF) por submeter às Forças Armadas outros ministérios com atribuições e estrutura distintas, o que seria inconstitucional.

“Os militares estão acostumados à logística. Não têm conhecimento dos pontos estratégicos e nem do sistema de inteligência que possuímos. A ajuda seria bem-vinda desde que estivessem subordinados ao Ibama, como sempre foi”, diz à Pública o fiscal José Olímpio Augusto Morelli, ex-chefe de fiscalização da autarquia, que perdeu o cargo ao multar o então deputado Jair Bolsonaro por pesca ilegal na Estação Ecológica Tamoios, em Angra dos Reis, no litoral fluminense, em 2012.

Morelli afirma que o resultado operacional tem sido ruim porque, além de suspenderem ações pela pressão de infratores, os militares se recusam a aplicar a lei que permite a queima e destruição de máquinas ou veículos usados em garimpos ilegais e no desmatamento de áreas griladas.

“Bolsonaro é devedor dessa turma e a favor do desmatamento. Criou o conselho para fazer teatro e colocou o Mourão para tentar dar credibilidade”, diz o fiscal.

Em julho, uma operação que estava em curso em Jacareacanga, no Pará, contra invasões nas terras dos índios Munduruku foi interrompida depois de o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ter sido pressionado por empresários de garimpo.

A distribuição dos recursos da Lava Jato entre as instituições, segundo Morelli, é desproporcional. O Ibama ficará com menos de 5% do montante; o grosso do dinheiro, mais de R$ 450 milhões, será usado basicamente para GLO para custear ações de bloqueio de estradas e rios.

“São operações de custo altíssimo, mas de resultados pífios. Nos rios Amazonas e Tapajós, onde o problema está no garimpo, eles só fiscalizam embarcações. Muitos colegas não estão indo a campo porque os papéis foram invertidos e eles não são chamados para participar do planejamento das operações”, afirma o fiscal. Ele estima em cerca de 10% o número de fiscais que aceitam participar das operações conduzidas pelo Exército.

Salles e Mourão

Na sexta-feira passada, Mourão e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, divergiram publicamente depois de uma nota bombástica de Salles anunciando que suspenderia todas as operações de combate ao desmatamento a partir desta segunda-feira (31).

Segundo o ministro, as verbas previstas no orçamento foram bloqueadas pela Secretaria de Governo e pela Casa Civil da Presidência da República, ambas comandadas por generais.

Foi imediatamente desmentido por Mourão, que atribui o anúncio à “precipitação” do ministro, e disse que os recursos de R$ 60 milhões seriam desbloqueados no mesmo dia, o que ocorreu. Salles fez questão de rebater, afirmando que a verba só havia sido liberada depois da nota que soltou. Mas Mourão se mostrou mais influente – ou mais bem informado.

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, divergiu publicamente com o vice-presidente Hamilton Mourão sobre a suspensão de combate ao desmatamento

Com Salles “queimado” entre os investidores internacionais, Mourão tenta se mostrar como alternativa confiável, mas sua estratégia prescinde do diálogo não apenas com as comunidades da Amazônia, mas também com as instituições de pesquisa que há anos contribuem para a formulação de políticas públicas na Amazônia.

Mourão usa como retórica a soberania nacional e o projeto que chama de bioeconomia, mas sem conhecimento científico é difícil conciliar a geração de renda com preservação ambiental.

“A soberania nacional no cenário internacional hoje se mede em quilograma de massa cinzenta ativa, em ‘cerebrodutos’ funcionantes. A China, Rússia, Inglaterra e Alemanha são respeitadas porque tem cientistas de nível A, em grande número, prontos para formar quadros técnicos e soluções de utilidade. Na Amazônia, temos seis cientistas nível A do CNPq. Duas pós-graduações em botânica e duas em geologia. Assim não dá samba”, diz à Pública o cientista Ennio Candotti, ex-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que há mais de 40 anos estuda o bioma amazônico. 

Ele é um crítico das políticas desenvolvidas por militares na Amazônia.

“O número de generais não é relevante para explorar de modo civilizado o patrimônio que a Amazônia representa. Há 50 anos se tenta incentivar empresários e banqueiros a investir em bioeconomia. Vincularam-se na Suframa [Superintendência da Zona Franca de Manaus], desde 1991, cerca de R$ 15 bilhões para P&D [Pesquisa e Desenvolvimento] das empresas com resultados visíveis zero!”, afirma, citando como exemplo do fracasso o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), que, segundo ele, “há 20 anos tenta existir”. A entidade, conforme o cientista, nunca conseguiu sequer nomear conselho técnico deliberativo, previsto na criação.

Segundo Candotti, diretor do Museu da Amazônia (Musa), hoje se conhece menos de um décimo das plantas amazônicas. “Só conservamos ou exploramos, com possível sustentabilidade, o que conhecemos. Insisto em um ponto. A floresta amazônica tem centenas de milhões de anos de história natural. Fungos, polens plantas, peixes, insetos desenvolveram estratégias de sobrevivência que deveriam merecer mais atenção para desenhar estratégias de desenvolvimento sustentável. A floresta cresce exuberante em solos pobres. O caso da bergenina, extraída da casca do uxi-amarelo [comercializada no mercado a R$ 1 mil o miligrama], é emblemático do que a floresta esconde.”

Ele diz que cientistas quatro estrelas que passaram pela região não foram ouvidos. “A Rússia e a Alemanha se reergueram como? Tinham quadros científicos e técnicos”, afirma, chamando atenção para a necessidade de formar quadros científicos. “Jovens que poderão se dedicar à indústria pesquisa aplicada, à pesquisa básica e ensino devem ser bem formados. E isso é o mais difícil. Há muito pouca gente de talento e boa formação e consciência social na Amazônia. Os melhores vão embora para o Centro-Sul”, lamenta.

Candotti não acredita que haja diferenças entre Mourão e Bolsonaro na política para a Amazônia, que, segundo ele, é semelhante aos tempos da Transamazônica, sob comando dos generais da ditadura, responsáveis, segundo frisa, pela mineração sem escrúpulos e sem controle. Nem na prioridade estabelecida por Mourão, de regularizar as cerca de 700 mil posses irregulares, ele acredita. “O Mangabeira [ex-ministro de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger] tentou. Porque não conseguiu? O território não coincide com o perímetro dos lotes de terra na Amazônia”, observa, sugerindo que se faça uma cartografia social da região.

Candotti destaca que planejar o desenvolvimento da Amazônia como há 50 anos é hoje insustentável. “Dois bois por hectare é a marca do desenvolvimento”, diz.

De olho na Presidência

Eleito vice pelo inexpressivo PRTB, nos bastidores Mourão trabalha pelo fortalecimento do partido, para o qual já migraram, conforme cálculos da legenda à Pública, um contingente estimado em cerca de mil militares, entre eles generais da reserva que já estiveram no PSL e outros oficiais que gravitavam entre outras legendas nanicas de direita. Um deles é o general mineiro Marco Felício, que disputou sem sucesso um cargo de deputado em 2018.

O general Paulo Chagas, que foi candidato ao governo de Brasília em 2018 pelo PRT, acha que Mourão deu musculatura ao PRTB ao tirar do partido a influência do ex-senador Luiz Estevão, que cumpriu pena na penitenciária da Papuda, em Brasília, pelos desvios nas obras do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em São Paulo. O partido sempre foi comandado pelo polêmico Levy Fidelix, mas quem de fato financiava e dominava a legenda, segundo o general, era Estevão. “O Levy era o testa de ferro. Por isso, eu não entraria na legenda”, diz Chagas, que considera acertada a estratégia de Mourão na Amazônia.

“Mourão conhece a Amazônia e tem um diagnóstico do que deve ser feito. Dentro das contradições desse governo, com Bolsonaro e o ministro Salles agindo numa outra linha, Mourão tem condições de equacionar as demandas amazônicas.

Tem conhecimento e experiência. Os partidos de centro-direita, qualquer deles, estão de olho nele. Com ou sem impeachment [de Bolsonaro], ele se construiu como uma opção política”, diz o general Chagas.

Ao personalizar o CNAL, tornando-o seu QG, para onde levou perto de 30 militares, entre eles oficiais de sua confiança não afinados com Bolsonaro – um deles é o general Eugênio Pacelli, seu chefe de comunicação e ex-diretor de controle de armas do Exército, atritado com o presidente por contrariar as pretensões do Palácio do Planalto na flexibilização das normas sobre uso de armas –, Mourão criou um território próprio no governo.

“Mourão tem a temperança que falta a Bolsonaro. Está preparado para qualquer cenário daqui até 2022. É uma opção para as eleições de 2022”, diz Chagas.

O cientista político Leonardo Barreto, da Universidade de Brasília (UnB), avalia que Mourão encarna militarismo como força política, mas estava “encostado” no papel decorativo que sempre coube aos vices. Com o CNAL sob seu controle, segundo Barreto, Mourão mudou a correlação de forças dentro do governo e passou a enxergar horizonte, a depender, é claro, dos resultados da gestão no CNAL.

“Ele terá de se mostrar para o capital, mas, se quiser alçar voo próprio, terá de provocar um racha no governo mais adiante”, diz Barreto. Procurado pela Pública, Mourão não quis dar entrevista.

Barreiras: Secretaria de Saúde informa um novo óbito por Covid-19.

A Secretaria de Saúde de Barreiras informa o 63º óbito ocorrido nesta segunda-feira (31), por consequência da Covid-19.

O paciente de 94 anos sofria de fibrilação atrial e estava internado desde o dia 23 de agosto na ala de leitos contratados junto à Americas Health Especialidades – AMH pela Prefeitura de Barreiras, no Hospital Central.

Fome pode matar mais que a pandemia ainda neste ano de 2020

O número de pessoas que passam fome em 2020 pode ser até 132 milhões maior do que se estimava anteriormente, segundo algumas projeções. Devido a pandemia, há dificuldade na cadeia de abastecimento de alimentos, economias debilitadas e menor poder de compra do consumidor.

A tendência é que até o fim do ano, a Covid-19 cause um número maior de mortes diárias devido a fome, do que pela infecção do vírus. Isso acontece em uma época de enormes superávits globais de alimentos. As projeções são alarmantes até mesmo para países que tinham relativa estabilidade nos indicadores de segurança alimentar.

Em Nova York, por exemplo, as pessoas estão aguardando em média oito horas na fila de espera por uma cesta básica, enquanto agricultores destroem plantações de alface na Califórnia e deixam frutas apodrecendo nas árvores no estado de Washington.

Na Uganda, bananas e tomates estão se acumulando nas feiras livres. Mesmo reduzindo os preços, não há estímulo suficiente para as vendas, devido ao alto número de desempregados. Filipinas, China e Nigéria sofrem com os congestionamentos logísticos, que já fizeram os países a deixarem cargas de arroz e carne em portos no início do ano.

Na América do Sul, a Venezuela sofre com a fome generalizada. A situação também é grave na Argentina, região rica em agricultura e que exporta alimentos para o mundo, lidera o aumento da fome neste ano, de acordo com o Programa Mundial de Alimentos da ONU.

De acordo com as estimativas da Oxfam Internacional, ao final do ano, até 12.000 pessoas podem morrer diariamente de fome causada pela Covid-19, potencialmente mais do que o número de mortes causadas pelo próprio vírus. O cálculo é baseado em um salto de mais de 80% na população sujeita a fome crítica.

Acidente em rodovia federal mata quatro adolescentes

Um acidente envolvendo uma carreta e um carro causou a morte de quatro jovens com idades entre 15 e 20 anos, na sexta-feira (28), na BR-304, no Rio Grande do Norte. Elas estavam viajando para comemorar o primeiro emprego de Evelin Raiane, de 20 anos. As informações são do G1.

A jovem havia conseguido um emprego em uma empresa de produção de frutas, onde trabalhava antes como jovem aprendiz e foi efetivada.

De acordo com a família das vítimas, as jovens, que são de Mossoró, contrataram um motorista, de 35 anos, para levá-las a Natal, onde passariam o final de semana na praia de Ponta Negra. No entanto, o carro se chocou contra uma carreta que seguia no sentido oposto da BR-304, em um trecho que está em obras.

O condutor do veículo que levava as jovens foi socorrido com vida, mas está internado em estado grave. As outras vítimas fatais do acidente são Maria Izabel, de 17 anos, Isabel Medeiros, 15, e Rayanni Silva, 17 anos.