São Desidério e Cristópolis com novos casos de contaminação pelo Corona.

A Secretaria da Saúde de São Desidério anunciou, na manhã deste sábado, mais dois casos confirmados de contaminação pelo Coronavírus. Um foco na comunidade de Angico, uma vila de no máximo 300 casas, nas proximidades da cidade é responsável pela maioria dos casos.

São Desidério

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde, agora o município tem sete casos confirmados da Covid-19, 55 em monitoramento  e 23 descartados.

Diz nota da Secretaria de Saúde de São Desidério:

Comunicamos que hoje (sábado, 16 de maio), os onze casos (11) resultados de exames foram concluídos, sendo que destes, nove (09) tiveram resultados NEGATIVOS para coronavírus e dois (02) POSITIVOS.

Os casos positivos são todos do sexo feminino, residentes no povoado de Angico, com idades entre 21 a 37 anos.

Até o presente momento, o município tem o total de 07 casos POSITIVOS para  COVID-19, todos são classificados como quadro clínico leve, estão em isolamento domiciliar e sendo acompanhados pela Equipe da Saúde.

Em Cristópolis, foi atestado o primeiro caso, com a contaminação de um funcionário da área de Saúde que também trabalha em Luís Eduardo Magalhães, no mesmo setor. As autoridades estão levantando os nomes de todos os pacientes que foram atendidos no Posto de Saúde, bem como de contatos intra-familiares e extra-profissionais da pessoa.

A Secretaria da Saúde de Luís Eduardo ainda não se manifestou sobre o caso.

O início das operações do laboratório de análises da UFOB aumentou a testagem na região em até 30 exames diários, com diagnóstico em 48 horas, o que elevou o número de casos na região.

O Tocantins, antes uma ilha de saúde, declara bloqueio em 33 municípios.

O governo do Tocantins decretou lockdown (bloqueio total) e vetou qualquer deslocamento de pessoas em 33 municípios do Tocantins a partir de 18h deste sábado, 16, com duração até 25 de maio. Nesse período, só será permitida a circulação de pessoas para serviços essenciais e portando documento de identificação oficial com foto e máscaras protegendo o rosto.

Visitas e reuniões de pessoas da mesma família que não moram na mesma residência também estão proibidas, independentemente do número de pessoas. Só é permitido se deslocar para hospitais, supermercados, farmácias ou estabelecimentos de atividades essenciais.

As 33 cidades alcançadas concentram 67% das 24 mortes registradas no Tocantins e a mesma proporção dos 1.179 casos confirmados de covid-19 no Tocantins até a reunião da tarde desta sexta-feira, do Comitê Estadual de Crise para Prevenção do Novo Coronavírus, que optou pela medida.

“É uma decisão dura, mas necessária para conter a situação crescente de contaminação no Tocantins e nas localidades atingidas pelo isolamento geral e evitar o colapso da rede hospitalar”, defendeu o governador Mauro Carlesse (DEM), por meio da Secretaria da Comunicação.

A maioria das cidades alcançadas pelo decreto está localizada no Bico do Papagaio, no extremo norte do estado, composto por 28 municípios, dos quais apenas oito ainda não possuem casos confirmados da doença. O secretário estadual da Saúde, Edgar Tolini, alerta que se trata de região que terá a situação agravada.

“A maior preocupação é a região norte em virtude da grande aglomeração de pessoas, o que termina sobrecarregando a rede hospitalar.”

As únicas cidades fora do Bico do Papagaio inclusas são Araguaína, a segunda mais populosa do estado e epicentro do coronavírus, com 496 casos, Cariri do Tocantins (41 casos), Nova Olinda (32), Colinas (17) e Guaraí (12). Todas estão localizadas à margem da BR-153 (a movimentada Belém-Brasília), com inúmeros casos registrados da doença de pacientes de outros estados.

As cidades serão fiscalizadas pelas prefeituras com apoio da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria de Segurança Pública e o Detran (Departamento Estadual de Trânsito), para a fiscalização da circulação dos veículos.

The Guardian avalia a situação caótica do Governo Bolsonaro

O jornal britânico The Guardian trouxe, ontem, em sua edição online internacional, uma longa matéria sobre as encruzilhadas e ciladas que o Governo Bolsonaro está preparando para o povo brasileiro e para si mesmo. O navio está afundando, sublinha o título da matéria. 

“Teorias da conspiração, questões ideológicas, batalhas inventadas e guerras culturais – tudo bem no coração do governo”, relata o jornal sobre a reunião ministerial que acabou na demissão do então ministro Sérgio Moro. O jornal relata ainda que a situação piora mais com a saída do ministro da Saúde, Nelson Teich, em meio ao furacão ascendente de casos e mortes causados pelo coronavírus.

Nas mídias sociais, é senso comum entre diversos internautas oposicionistas que Bolsonaro é sim um genocida, em busca de uma plataforma de eugenia, que elimine um grande grupo de idosos, pobres – preferencialmente negros – (lembram-se dos quilombolas de 7 arrobas?) e brasileiros com doenças incuráveis. Ninguém quer comparar, mas Adolf Hitler achava de que eliminar judeus, ciganos, migrantes e pessoas com problemas genéticos eram obrigação do Estado.

Seria por isso que temos um recrudescimento da ação de grupos neo-nazistas no País, que chegou ao cúmulo com a ascensão de um nazista convicto à Secretaria da Cultura? Pelo mesmo motivo, frases como o “trabalho liberta” ornam propaganda institucional do governo.

Nazistas convictos urram na internet que a oposição, os comunistas como eles chamam, não gosta de trabalhar. São vagabundos que querem viver às custas do Estado.

Como Hitler, as vezes se enganam. Hitler também odiava os comunistas e pensou que ao invadir a Rússia ia dar um passeio conquistador do “espaço vital”, tomando terras férteis e o petróleo às margens do mar Cáspio. Os russos perderam 20 milhões de militares e civis, mas foram buscar Hitler em seu bunker de Berlim.

Brasil: 15 mil novos casos de Corona e 824 mortes em um único dia. Vai longe o resfriado!

O Brasil registrou nesta sexta-feira (15) um total de 15.305 casos confirmados de coronavírus, segundo o boletim divulgado pelo governo.

É o maior número de casos em um único dia desde o início da pandemia – até então, o recorde havia sido registrado na quinta-feira (14), com 13.944 confirmações em 24 horas. O total de infectados chegou a 218.223.

O número de mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas foi de 824, a 3ª maior marca em um  único dia desde o começo da pandemia. O total de óbitos é de 14.817, com taxa de letalidade de 6,8%.

O recorde de casos em um único dia ocorreu exatamente no dia em que Nelson Teich pediu exoneração do Ministério da Saúde. Ele ficou no cargo por 28 dias, após assumir em substituição a Luiz Henrique Mandetta – que havia sido demitido pelo presidente Jair Bolsonaro.

Teich não explicou exatamente os motivos pelos quais decidiu pedir demissão. “A vida é feita de escolhas e hoje eu escolhi sair. Dei o melhor de mim neste período. Não é simples estar à frente de um ministério como esse num momento difícil”, afirmou ele, em entrevista coletiva.

Como Mandetta, Teich defendia posições contrárias às do presidente. Dizia, por exemplo, que que o distanciamento social deveria usado como prevenção ao coronavírus, enquanto Bolsonaro afirmava que só as pessoas em grupo de risco deveriam ficar isoladas. Além disso, Teich não recomendava o uso de cloroquina, ao contrário de Bolsonaro.

Sem Teich para falar sobre os números do coronavírus no Brasil, coube a outros quatro ministros a tarefa de participar de entrevista no Palácio do Planalto sobre ações de enfrentamento à pandemia do coronavírus. Foram eles a  ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves; o ministro da Casa Civil, Braga Netto; o ministro da Economia, Paulo Guedes; e o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. (Bem Paraná).

Uma maluca de carteirinha; um economista ganancioso e dois generais ditando regras sobre Saúde. Estamos, de fato, num mato sem cachorro. 

MPF vai acompanhar aplicação de verbas especiais da Saúde com aplicação no COVID-19.

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou na última sexta-feira (8) um procedimento administrativo para acompanhar a aplicação das verbas da Saúde para combate à pandemia de covid-19 em Barreiras.

Na mesma data foi instaurado outro procedimento para acompanhar as medidas sanitárias de combate à pandemia de coronavírus em Barreiras e nos outros 15 municípios da atribuição do órgão na cidade.

De acordo com o procurador da República, Rafael Guimarães Nogueira, ainda não chegou ao conhecimento do MPF um fato específico a ser investigado. O órgão irá acompanhar a situação e, caso surjam fatos que venham a requerer a atuação do MPF, será instaurada a investigação necessária.

Os seguintes municípios são alvo da atuação preventiva do MPF em Barreiras: Angical, Baianópolis, Barreiras, Brejolândia, Buritirama, Catolândia, Cotegipe, Cristópolis, Formosa do Rio Preto, Luís Eduardo Magalhães, Mansidão, Muquém do São Francisco, Riachão das Neves, Santa Rita de Cássia, São Desidério e Wanderley.

Pesquisa nacional sobre Coronavírus inclui Barreiras e será realizada até este sábado.

O Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas, coordena um estudo que irá medir a prevalência do coronavírus e avaliar a velocidade de expansão da COVID-19 no país, com financiamento do Ministério da Saúde do Brasil.

A pesquisa, aprovada pelo Comissão Nacional de Ética em Pesquisa e que segue todos os trâmites éticos correspondentes, irá estimar a proporção de pessoas com anticorpos para a Covid-19. Além disso, será analisada a evolução de casos na população brasileira, por meio de uma amostragem de participantes em 133 “cidades sentinelas”, que são os maiores municípios das divisões demográficas do país, de acordo com critério do IBGE.

A primeira fase iniciou nesta quinta-feira, 14 de maio, se estendendo pelos próximos dois dias (15 e 16 de maio), com a realização de testes rápidos para o coronavírus e entrevistas com 250 participantes em cada uma das 133 cidades, listadas em anexo. Outras duas coletas como
essa ocorrerão em 15 e 30 dias.

As pessoas serão entrevistadas e testadas em casa, por meio de um sorteio aleatório, utilizando os setores censitários do IBGE como base, por agentes da IBOPE INTELIGÊNCIA. Os agentes da pesquisa coletam uma amostra de sangue (uma gota) da ponta do dedo do participante, que será analisada pelo aparelho de teste em aproximadamente 15 minutos.

Em alguns municípios as pessoas pesquisadas estão resistentes a fornecer dados e a amostra de sangue. A coordenação da pesquisa está pedindo a divulgação para esclarecimento da população. Em Barreiras, hoje e amanhã serão desenvolvidas as amostragens.

Na Bahia serão pesquisados os seguintes municípios:

BA BARREIRAS
BA FEIRA DE SANTANA
BA GUANAMBI
BA ILHÉUS
BA ITABUNA
BA IRECÊ
BA JUAZEIRO
BA PAULO AFONSO
BA SALVADOR
BA SANTO ANTÔNIO DE JESUS
BA VITÓRIA DA CONQUISTA

A pesquisa nacional sobre propagação do coronavírus enfrenta resistência em 75 municípios, disse o reitor da UFPel

No caso mais grave, em Santarém (PA) casa de pesquisadora foi alvo de busca e apreensão, afirma Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas, responsável pelo levantamento.

As dificuldades estão sendo impostas tanto por prefeituras quanto pelo receio da população, diz Mariângela Freitas da Silveira, uma das responsáveis pelo estudo.

“Tivemos várias pessoas que chamaram as forças de segurança”, afirma.

Parte delas não souberam da pesquisa, outra parte não informou a população sobre a presença dos pesquisadores – o medo do avanço da doença em alguns locais levaram até a agressões e ameaça de linchamento dos pesquisadores, o que ocorreu em 10 municípios.

MPF aciona Incra e União por demora na demarcação de terras quilombolas no oeste da Bahia

O Ministério Público Federal (MPF) moveu três ações contra a União e o Incra – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – em função da morosidade e da omissão para conclusão de processos de demarcação e titulação dos territórios das comunidades quilombolas de Fazenda Grande, Cipó e Boa Vista do Pixaim, localizadas no município de Muquém do São Francisco, no oeste da Bahia.

A última ação foi proposta nesta terça-feira, 12 de maio. Para o MPF, as terras reivindicadas são das comunidades por direito, e a demora na conclusão dos processos pelo Incra acirra as disputas protagonizadas por fazendeiros da região, em prejuízo dos quilombolas.

Omissão e morosidade ameaçam integridade – De acordo com o MPF, o Incra vem, sucessivamente, se omitindo no seu dever legal de promover a identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras reivindicadas, alegando falta de recursos. Os quilombolas de Fazenda Grande, Cipó e Boa Vista do Pixaim aguardam, respectivamente, há 12 anos, 4 anos e 11 anos a conclusão dos trabalhos pelo instituto.

As contas de Bolsonaro não fecham.

Questionado ontem sobre a diferença de mortes por covid-19 entre Brasil e Argentina, o presidente Bolsonaro disse que os números deveriam ser vistos proporcionalmente em relação à população de cada País.

Mesmo quando vistos desta maneira, a Argentina tem números melhores: apenas 8 óbitos para cada 1 milhão de pessoas.

O Brasil tem 66 vítimas fatais para cada milhão. Na América do Sul, só fica atrás de Equador e Peru.

Infográfico do Estadão

Nada como um bom cargo e a oportunidade de fazer uns bons negócios

O medicamento composto por hidroxicloroquina que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem propagandeado como esperança de cura para a Covid-19 é produzido por uma empresa farmacêutica que tem como dono um grande entusiasta do bolsonarismo.

A Apsen, que registrou lucro de R$ 696 milhões em 2018, produz o Reuquinol, que Bolsonaro mostrou até para os líderes do G-20 por teleconferência. Presidente da empresa, Renato Spallicci faz apaixonada defesa do mandatário do país, Jair Bolsonaro, e críticas ao PT em suas redes sociais abertas, como Instagram e Facebook.

Com a notícia de que o composto tem se mostrado promissor – a partir de testes em infectados pelo novo coronavírus –, o remédio se esgotou nas farmácias em todo o Brasil, deixando pacientes de doenças crônicas e autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide, para os quais é indicado originalmente, sem o composto.

No último dia 26, Spallicci chegou a postar em seu Facebook a notícia de que o Reuquinol havia sido mostrado pelo presidente aos mais poderosos líderes mundiais. O próprio Bolsonaro levou remédios da Apsen para expor ao público (foto de destaque, a embalagem do lado direito).

Nas postagens, o empresário paulista faz campanha para Bolsonaro e demonstra apoio ao chefe do Executivo.

Mais Reuquinol

Para dar conta da demanda, no caso do possível uso em grandes quantidades para tratar de pacientes com o novo coronavírus, a empresa colocou em prática, segundo a revista Exame, um plano emergencial para triplicar a produção do Reuquinol, com turnos extras nos fins de semana.

O movimento foi feito mesmo sem a comprovação científica de que o remédio é realmente eficaz contra a Covid-19.

A Apsen prometeu fornecer sem custo parte da produção ao Ministério da Saúde. De acordo com declarações do próprio presidente da República, a doação seria de 10 milhões de comprimidos.

O mandatário do país também determinou que o laboratório farmacêutico do Exército produza a cloroquina.

Por causa da alta procura e dos riscos trazidos pela automedicação, a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) vetou a venda do produto em farmácias sem receita dupla, como já ocorre com os antibióticos.

O uso do composto em pacientes com o novo coronavírus já está sendo testado no Brasil e em outros países, com resultados promissores, mas sem certezas do quão efetivo ele pode ser, sobretudo em casos mais graves.

A pressa de Bolsonaro em alardear o medicamento levou o Twitter a apagar postagens do presidente da República sobre o medicamento produzido pelo empresário.

A reportagem entrou em contato com a Apsen para perguntar se Renato Spallicci mantém algum tipo de relação pessoal ou institucional com o presidente Jair Bolsonaro, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

Do Metrópoles.

ANTT apreende 05 veículos clandestinos no interior da Bahia

Fiscais da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apreenderam cinco veículos fazendo transporte interestadual clandestino de passageiros. As apreensões foram feitas de 12 a 14 de maio, em ação conjunta com a PRF, a PM/BA, Vigilâncias Sanitárias do estado da Bahia e do município de Vitória da Conquista (BA).

Os veículos foram parados na BR-116/BA, próximo à Vitória da Conquista e cercanias. No total, 94 passageiros foram transbordados para ônibus regulares. Foram constatadas diversas irregularidades nos veículos como ausência de itens obrigatórios de segurança e itens com defeitos, como pneus carecas e para-brisas trincados.

A Agência reforça o alerta sobre os riscos de embarcar em transporte clandestino e ainda do perigo maior neste momento, de contágio pela COVID-19, pois esses veículos não cumprem os protocolos sanitários adotados pelas empresas regulares.

Governo do Estado recebe 35 mil máscaras produzidas pela Ford na fábrica de Camaçari

A doação representa o primeiro lote produzido pela fábrica em Camaçari

A Ford entregou o primeiro lote de máscaras de proteção facial produzidas na fábrica de Camaçari, na Bahia, para equipar os profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate ao coronavírus. A doação, composta por 35 mil unidades, foi repassada à Secretaria Estadual de Saúde e às Secretarias Municipais de Saúde de Camaçari, Dias D’Ávila e Salvador.

“As máscaras são itens essenciais no combate ao Covid-19. Saber que uma unidade fabril baiana adaptou suas instalações para produzir um item tão importante e em tempo recorde é motivo de orgulho para nós. A iniciativa garante ainda o emprego de muitos baianos. Nosso eterno agradecimento”, declara o vice-governador João Leão, secretário de Desenvolvimento Econômico.

A Ford anunciou a produção de máscaras de proteção no início de abril. A meta inicial, de produzir 50 mil máscaras, foi ampliada para 110 mil por meio de uma parceria firmada com a EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) e o SENAI Cimatec. Além das localidades já mencionadas, o estado de São Paulo e os municípios de Simões Filho (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE) também figuram entre os próximos no Brasil a receber a doação dos equipamentos, por intermédio de seus órgãos públicos de saúde.

Segundo o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro, este é um equipamento imprescindível uso de quem está na linha de frente, prestando atendimento aos pacientes. “Este protetor facial é importante para preservar a saúde dos profissionais que lidam, diretamente nos hospitais, com os pacientes acometidos pelo Covid-19. Por isso, agradecemos à Ford pela doação destes equipamentos de proteção individual extremamente seguros e que evitam o contato com gotículas, salivas e fluídos nasais que possam atingir os profissionais de Saúde”.

“A doação de máscaras é uma forma de proteger os profissionais que estão se arriscando na linha de frente para ajudar os pacientes afetados por essa terrível doença. Com essa ação, reafirmamos o nosso compromisso de colocar a saúde e a segurança das pessoas em primeiro lugar”, diz Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul e Grupo de Mercados Internacionais.

“Neste momento de crise, as instituições precisam somar esforços e uma das prioridades é oferecer mais segurança para aqueles que estão diretamente em contato com a doença nos hospitais, e é isso que estamos buscando ao fazer esse investimento. Essa é uma parceria muito valiosa, com um objetivo social muito importante”, diz José Luis Gordon, diretor de planejamento e gestão da EMBRAPII.

Ministro da Saúde pede demissão. Ninguém aguenta o Calígula!

O ministro da Saúde, Nelson Teich, cantado em prosa e verso para substituir Mandetta, não resistiu às idiossincrasias do monárquico Bolsonaro. Pediu demissão agora pela manhã.

Vai bem esse governicho que substitui ministros da Saúde, em meio a uma feroz pandemia, de 30 em 30 dias.

Ministro da Infraestrutura vem segunda (18) a Barreiras ver FIOL.

O Porto Sul vai substituir o pequeno porto de Ilhéus e ser o ponto final da FIOL.

De Donaldson Gomes, no Correio*

Nos próximos dias, dois ministros de estado vão entrar em campo em defesa da Ferrovia de Integração Oeste-Leste. O da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, vem a Barreiras na próxima segunda-feira (dia 18) vistoriar as obras do segundo trecho, que vai ligar o Oeste a Caetité.

Deverá ser recebido por representantes do agronegócio, que devem lhe mostrar a possibilidade de movimentar 20 milhões de toneladas na linha férrea em breve, só com a produção de grãos.

A comitiva do ministro, que elegeu a Fiol como uma de suas prioridades,  deve contar com membros do ministério, além do novo presidente da Valec, André Kuhn.

A presença do ministro no Oeste é vista como um sinal de que o governo federal pretende trabalhar pela conclusão também do segundo trecho da obra e não apenas do primeiro.

Porto 

Na última terça-feira, o Ministério da Infraestrutura assinou oito contratos para a exploração de terminais privativos e deixou animada a turma que trabalha para viabilizar a Fiol.

Entre as áreas que foram autorizadas pelo governo federal está o futuro Porto Sul – destino de tudo o que for produzido no entorno da Fiol.

“A certeza da Fiol está demonstrada pelo Ministério da Infraestrutura ao autorizar o porto”, destaca o presidente da CBPM, Antonio Carlos Tramm.

À frente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral, ele tem se empenhado para demonstrar a importância da obra para o desenvolvimento da mineração baiana.

Outro ministro que vai à campo em defesa da Ferrovia Oeste-Leste é o de Minas e Energia, Bento Costa Lima Leite. O setor mineral baiano se animou com a notícia de que ele está tentando uma audiência com o ministro Aroldo Cedraz, que está com um processo relacionado à ferrovia.

Acredita-se que o OK do TCU é o último entrave para a licitação do primeiro trecho, fundamental para o desenvolvimento da mineração de ferro na Bahia. Se tudo der certo, a estimativa é que a licitação saia em outubro deste ano.

Caixa começa a pagar na segunda mais uma parcela do auxílio emergencial

A Caixa Econômica Federal começará a creditar a segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600 a partir da próxima segunda-feira (18), informou hoje (14) o presidente do banco estatal, Pedro Guimarães. O calendário de pagamento será detalhado em coletiva de imprensa amanhã (15), às 15 horas, no Palácio do Planalto.

“Nós começamos na segunda-feira. Amanhã, às 15h da tarde, eu e o ministro Onyx [Lorenzoni, da Cidadania] vamos dar todos os detalhes. Mas nós começamos na segunda e faremos toda a questão via mês de nascimento, exatamente para que nós tenhamos uma tranquilidade maior no pagamento. Amanhã a gente detalha”, antecipou Guimarães.

Ao todo, cerca de 50 milhões de pessoas estão inscritas no programa, criado para garantir uma renda básica emergencial durante três meses, para o enfrentamento dos efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus. O benefício é pago para trabalhadores informais e pessoas de baixa renda, inscritos do cadastro social do governo e no Bolsa Família.

Coronavírus: mais 14 municípios tem transporte rodoviário suspenso

São Desidério e Santa Maria da Vitória entraram na lista

Outros 14 municípios vão ter a partir deste sábado (16) o transporte intermunicipal suspenso. A medida visa controlar a disseminação no novo coronavírus no estado. Segundo decreto publicado nesta sexta-feira (15), passam a ter a interrupção do serviço os municípios de Anagé, Itarantim, Licínio de Almeida no sudoeste; Araçás, no agreste; Conceição da Feira, no Portal do Sertão; Mucuri e Vereda, no extremo sul; Muritiba, no Recôncavo; Queimadas e Teofilândia, na região sisaleira; Santa Maria da Vitória e São Desidério, no oeste; Sobradinho, no Sertão do São Francisco e Várzea da Roça, na Bacia do Jacuípe.

A saída de veículos dessas cidades só será permitida até a 1h, enquanto que a chegada, até as 9h do mesmo dia. Com a inclusão das 14, o número de municípios com transporte suspenso é de 154. São considerados transporte intermunicipal veículos coletivos públicos e privados, rodoviários e hidroviários, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans.

Transporte liberado

Na outra linha, com transporte liberado estão as cidades de Guaratinga, na Costa do Descobrimento, e Rio Real, na divisa com Sergipe. O retorno do serviço se deve ao fato de esses municípios não registrarem casos novos de coronavírus há pelo menos 14 dias.

Mistura de agrotóxicos na água continua sem controle; Fiocruz propõe regras mais rígidas.

Brasil deveria seguir o padrão europeu para controle de agrotóxicos na água, sugere Fiocruz sobre novas regras do Ministério da Saúde. Fundação propõe número maior de substâncias a serem monitoradas, mais rigidez nos volumes permitidos e um sistema de alerta para a população

Por Ana Aranha, Agência Pública/Repórter Brasil

Nem todo mundo sabe, mesmo porque esses dados são pouco divulgados, mas a água que sai da nossa torneira pode carregar diversos agrotóxicos. Eles são carregados pelas chuvas e pelos rios para as redes de abastecimento das grandes cidades. São crescentes os estudos sobre os impactos para a saúde humana, já que os agrotóxicos não são barrados pelos filtros caseiros e são poucos os tratamentos disponíveis para as empresas de abastecimento de água.

O que se pode fazer é controlar quais e em qual quantidade vamos bebê-los. As regras para isso estão atualmente abertas para serem discutidas dentro de consulta pública feita pelo Ministério da Saúde que vai até o dia 4 de junho. A proposta em debate, porém, ignora um dos mais novos fenômenos que afeta a nossa água: a mistura de diferentes agrotóxicos.

“O risco no caso das misturas são as interações entre os componentes delas”, afirma Fábio Kummrow, professor de toxicologia na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). “Pode ocorrer efeito aditivo, quando se somam os efeitos de substâncias com o mesmo mecanismo de ação. Ou o sinérgico, quando o efeito final é maior que o esperado da soma – isso pode acontecer entre substâncias com ação diferente”.

Entre os agrotóxicos encontrados na água do Brasil, há aqueles classificados como “prováveis cancerígenos” pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e outros apontados pela União Europeia como causadores de disfunções endócrinas, como puberdade precoce e problemas reprodutivos.

Além de não fixar um parâmetro de controle para a mistura, a revisão das regras também deixou passar a chance de incluir no monitoramento dois dos agrotóxicos mais utilizados no Brasil: o paraquate e o imidacloprido. Devido à sua alta toxicidade e risco à saúde humana, o paraquate está com data marcada para ser proibido, em setembro deste ano. Já o imidacloprido, um dos inseticidas suspeitos pelas mortes das abelhas, foi o agrotóxico mais encontrado nos alimentos testados pela Anvisa entre 2017 e 2018.

Para evitar que substâncias assim cheguem também à nossa água, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) publicou nesta quarta-feira (13), documento recomendando mudanças para tornar esse controle mais rígido. “Consideramos a proposta do Ministério da Saúde um avanço em comparação à anterior, mas ela pode ser aprimorada”, afirma a pesquisadora em saúde pública Aline Gurgel, vice coordenadora do grupo de trabalho sobre agrotóxicos na Fiocruz.

As novas regras do Ministério da Saúde aumentam de 27 para 37 o número de substâncias a serem testadas. As concessionárias são obrigadas por lei a testar a água para checar a presença desses agrotóxicos a cada semestre. Embora o número tenha aumentado, a Fiocruz recomenda a inclusão de mais 35 substâncias, entre elas o paraquate e imidacloprido, que hoje não são testados na água. A fundação recomenda também uma redução geral nos valores máximos permitidos para o volume de cada agrotóxico na água. Além da criação de um mecanismo para controlar a mistura de diferentes substâncias.

As recomendações têm a União Europeia como referência. Partindo do princípio de que a água não deveria ter agrotóxicos, o bloco tem os parâmetros mais rígidos do mundo. Além de baixos limites individuais para o volume de cada ingrediente na água (máximo de 0,1 micrograma por litro), há também um limite máximo para a soma de diferentes substâncias (0,5 microgramas por litro).

Aqui, como em muitos outros países, toleramos quantidades maiores. O mais criticado deles é o glifosato, com valor máximo permitido de 500 microgramas por litro – volume mil vezes mais permissivo do que o europeu pode beber. Isso acontece porque, enquanto a Europa passou a régua mais rígida possível, com um valor igualmente baixo para todas as substâncias, os nossos parâmetros são calculados individualmente para cada agrotóxico. Esse cálculo é feito a partir de testes em animais de laboratório que muitas vezes são realizados pelas empresas produtoras de agrotóxicos. O Brasil nunca teve tem um limite para a soma de diferentes agrotóxicos na água.

“O ideal seria adotar o princípio da precaução, como a União Europeia, com o máximo de 0,5 microgramas por litro para a soma de todas as substâncias”, afirma Gurgel, vice coordenadora do grupo de trabalho dos agrotóxicos da Fiocruz. “Mas sabemos que esse não é o parâmetro usado pelo Brasil. Por isso sugerimos que se fixe um limite para a presença de diferentes substâncias na água, estabelecendo tanto uma concentração máxima, que é a soma dos níveis de todas as substâncias detectadas, quanto um limite no número de substâncias presentes em uma única amostra”.

“A União Europeia é o único exemplo de um valor único para a soma”, argumenta o engenheiro Rafael Bastos, especialista na área e coordenador do grupo de trabalho que reuniu dezenas de especialistas e representantes de diferentes setores para revisar a portaria do Ministério da Saúde. “Na Europa, o parâmetro para a água foi um instrumento de controle para o uso de agrotóxicos. Mas a luta para diminuir o uso de agrotóxicos na sociedade se dá em outro fóruns e não no seio de uma norma de potabilidade da água”.

Agrotóxicos encontrados na água do Brasil, são classificados como “prováveis cancerígenos” pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos. Imagem de Luis Tosta/Unsplash.

Lentidão no controle, rapidez na liberação

O tema da mistura de substâncias na água chegou a ser debatido pelo grupo de especialistas que revisou as regras. Mas, segundo Bastos, não houve consenso sobre qual seria o melhor método para se fixar um parâmetro de controle. “Definir isso, neste momento, seria uma discussão açodada. Terminamos o processo abrindo esse tema como ordem do dia para a próxima revisão”.

Em tese, a cada cinco anos o grupo de especialistas atualiza as regras brasileiras sobre controle dos agrotóxicos na água. A ideia é que essas regras sejam revisadas à luz das novidades científicas e mudanças de mercado, como quais substâncias passaram a ser mais utilizadas. Na prática, porém, cada revisão tem levado cerca de dez anos para ser concluída.

O ritmo lento é ainda mais preocupante agora que o governo de Jair Bolsonaro tem mostrado celeridade recorde na liberação de novos produtos. “A gente faz todo um processo para avançar de 27 para 37 agrotóxicos sendo testados na água, mas o Estado autoriza centenas de substâncias, não temos condições de acompanhar essa velocidade”, afirma Bastos. Apenas nesta semana foram 22 novos produtos liberados pela Anvisa, somando 625 aprovados sob Bolsonaro.

O necessário avanço sobre o controle das misturas de agrotóxicos na água, porém, também sofre devido à ainda incipiente produção científica no Brasil. “Antes de ter uma legislação, precisamos de mais estudos avaliando o efeito dessas misturas”, afirma Kummrow, da Unifesp. Ele defende que essas pesquisas sejam feitas no Brasil, com foco na interação entre as substâncias mais presentes na nossa água, conforme recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No documento que fixa as diretrizes internacionais para esse controle, a OMS recomenda a pesquisa específica sobre interação entre agrotóxicos encontrados na água de cada país. É o que já começou a fazer a agência de proteção ambiental americana com estudos para investigar a mistura da atrazina e da simazina.

Outra dificuldade são os gastos envolvidos em tirar do papel uma lei mais restritiva. “Ao adotar um padrão rígido, como o Europeu, isso vai exigir maior tecnologia para o tratamento, o que vai encarecer a água”, afirma Kummrow. “Isso pode levar a população a buscar outras alternativas, como poços, e acabar usando fontes ainda menos confiáveis”.

O argumento é contestado por Gurgel, da Fiocruz, para quem as medidas necessárias para melhorar a qualidade da água devem ser vistas como um investimento fundamental na saúde. “São investimentos para a redução de doenças e agravos relacionados à exposição aos agrotóxicos. Esse investimento terá reflexos para agravos crônicos, que necessitam de tratamento de longo prazo e representam custos elevados para o sistema de saúde, que incluem a aquisição de medicamentos, ocupação de leitos, consultas com especialistas. Não há custo maior que a perda da saúde ou da vida”, conclui.

Ao contrário do que ocorre em outros países, no Brasil as empresas que produzem agrotóxicos não se envolvem com o monitoramento da água. O sistema é custeado apenas cofres públicos e pelas empresas de abastecimento.

Em dois meses, o governo brasileiro aprovou 118 agrotóxicos. Imagem de Jed Owen/Unsplash.

Alertas para a população e responsáveis

No Brasil não funciona, hoje, um procedimento de alerta para a detecção de agrotóxicos na água. “As concessionárias não divulgam essas informações de forma clara para a população, nem mesmo quando são encontradas quantidades acima do valor máximo permitido”, alerta a química Ana Cristina Simões Rosa, da Fiocruz.

O problema de informação é tão grave que, entre 2014 e 2017, mais da metade dos municípios sequer enviou os resultados dos testes realizados na água para o Sisagua, o sistema nacional que integra informações locais e é gerido pelo Ministério da Saúde. Outros lançaram as informações de modo errado, desrespeitando as orientações do ministério, que segue método padronizado, o mesmo usado por governos e universidades em todo o mundo.

Este problema foi revelado pela publicação do mapa dos agrotóxicos na água, uma parceria da ONG Suíça Public Eye com a Repórter Brasil e a Agência Pública. O mapa divulgou, de forma inédita, os dados de detecção em todo o Brasil de acordo com as informações disponíveis no Sisagua. Em decorrência da publicação, foram tantos os questionamentos enviados pelas empresas de abastecimento que o Ministério da Saúde teve de convocar uma reunião para esclarecer a metodologia que deveria ser aplicada por todos. O encontro teve a presença de representantes das empresas de abastecimento, do Inmetro, dos laboratórios de saúde pública, das Secretarias de Saúde e da Anvisa. A Fiocruz recomenda que, na revisão da portaria da água, o Ministério da Saúde reforce os esclarecimentos que foram pauta da reunião.

A fundação também argumenta que os dados não podem ficar restritos ao debate entre técnicos. E sugere a criação de níveis de alertas simples e claros para comunicar os casos de detecção à população, assim como para acionar os órgãos responsáveis em tomar ações.

O nível 1 e 2 seriam para quando se detecta a presença de agrotóxico na água, mesmo que abaixo do valor máximo permitido. Para a Fiocruz, esses casos não devem ser menosprezados, pois também são situações de “não conformidade”, já que “a concentração esperada para qualquer agrotóxico em água é zero”.

Já quando os níveis individuais ou da mistura estiverem acima do permitido, deveria soar o alerta máximo de emergência.

Em todos esses cenários, além de divulgar a informação de modo claro, a fundação cobra que a nova regulação estabeleça ações obrigatórias a serem tomadas pelas empresas de abastecimento de água, assim como secretarias municipais e estaduais de saúde e de agricultura, coisa que não acontece hoje, conforme revelou matéria da Repórter Brasil e Agência Pública. A recomendação é que o sistema mobilize os órgãos responsáveis em lidar com o problema na ponta (com o tratamento da água e diminuição do abastecimento) e na sua origem (a fiscalização na aplicação de agrotóxicos nas plantações).

Ana Cristina Simões Rosa, que monitora os dados de vigilância da água em metade dos estados brasileiros pela Fiocruz, defende a importância de uma atuação responsável das pastas ligadas à saúde e agricultura nesse processo. “Não pode deixar que o problema fique evidente só na ponta, que é o tratamento final da água, tem que atuar na fonte da contaminação”, afirma. “Uma vez que a contaminação esteja ocorrendo, é necessário monitorar o máximo possível dos agrotóxicos utilizados no país, na água que todos nós consumimos”.

A evolução da Pandemia na Bahia, no Brasil e no Mundo

O Brasil teve 844 novos registros de mortes nas últimas 24 horas e total chega a 13.993. O resultado representou um aumento de 6,4% em relação a ontem(13), quando foram contabilizados 13.149 mil falecimentos pela covid-19. O balanço diário foi divulgado no início da noite de hoje pelo Ministério da Saúde.

Bahia registra 6.955 casos de Covid-19 e 262 óbitos

A Bahia registra 6.955 casos confirmados de Covid-19, o que representa 32,36% do total de casos notificados no estado.

Considerando o número de 1.963 pacientes recuperados e 262 óbitos, 4.730 pessoas permanecem monitoradas pela vigilância epidemiológica e com sintomas da Covid-19, o que são chamados de casos ativos.

Os casos confirmados ocorreram em 194 municípios do estado, com maior proporção em Salvador (68,85%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência  são Ipiaú , Utinga , Ilhéus, Itabuna  e Salvador.

Na Bahia, 643 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

No mundo epidemia avança

Hoje o número de contaminados já passa de 4,5 milhões, com 95 mil casos novos e 303 mil mortes.

Boletim de hoje em Barreiras

A Prefeitura de Barreiras informa que hoje foram identificados 30 (trinta) novos casos com características que indicam suspeição de Coronavírus (COVID-19), preenchendo os critérios indicativos para coleta.

Trata-se de dezenove pessoas do sexo masculino, destas, quatro com faixa etária até 30 anos, dez com faixa etária entre 30 e 50 anos e uma com faixa etária acima dos 50 anos. Onze pessoas do sexo feminino, destas, duas com faixa etária até 30 anos, sete com faixa etária entre 30 e 50 anos e duas com faixa etária acima dos 50 anos.

Informa ainda que dos 42 (quarenta e dois) casos suspeitos que aguardavam resultados, 05 (cinco) foram concluídos e testaram negativo. Tratam-se de três pessoas do sexo masculino, de 11, 19 e 26 anos e duas pessoas do sexo feminino, de 20 e 44 anos.

No momento, a Secretaria de Saúde está monitorando 125 (cento e vinte e cinco) casos com suspeitas leves que se encontram em isolamento respiratório domiciliar, sem exigência de notificação para coleta de exames.

Vereador acusa Prefeitura de perseguição e ameaça. Mas a história é um pouco mais longa.

Luciano: entre lágrimas anuncia que a teta secou.

O vereador de Luís Eduardo Magalhães, Luciano Santos (ex-PSC e agora no PRB), repetiu, hoje, no programa de Naldo Vilares, na Rádio Mundial, as queixas que fez na tribuna da Câmara nesta terça-feira. O Edil afirma que está sendo perseguido por pessoas do atual Governo Municipal, que estariam inconformadas pela sua saída da base de apoio ao prefeito Oziel Oliveira.

-Estou usando colete a prova de balas, registrei três boletins de ocorrência, meus familiares estão ameaçados, sou constantemente seguido por um Ford Ka branco e por uma moto Honda Falcon 400 cc, afirma Luciano.

-O pior são as ligações, de telefones aos quais não é possível identificar, afirmando que não vou terminar meu mandato e que preciso voltar aos trilhos. Estão ameaçando meus familiares também.

Luciano colocou no ar uma gravação em que uma pessoa da Prefeitura dizia que os outros vereadores estavam pedindo os cargos para o qual indicou pessoas à nomeação na Prefeitura. A par de negar que tenha indicado pessoas para os cargos, a passagem do Vereador pela base foi bastante atribulada. Duas irmãs do Vereador trabalhavam, uma na Secretaria de Cultura e outra na da Educação. Acabaram as duas na Cultura, mas segundo fontes ligadas à Prefeitura, não gostavam de trabalhar e pouco compareciam ao local de trabalho.

“Uma chegou a faltar 21 dias em um mês e, quando comunicada de que as faltas seriam descontadas, ameaçou colocar a cabeça da Secretária no vaso do banheiro e dar descarga”, afirma a fonte.

Mas as atribulações não param por aí: o Vereador teria obtido vantagens indevidas na Secretaria de Infraestrutura através de uma simpatizante, que dava prioridade aos seus pedidos.

Outra Secretaria em que o Vereador causou alguns distúrbios foi na Saúde, exigindo, por vezes aos gritos, prioridades para seus eleitores.

Segundo a mesma fonte, a fidelidade política de Luciano também não foi excepcional: “Na campanha de 2018, ele dizia trabalhar pra Jusmari, mas tirava foto com Carlos Tito e distribuía santinhos do candidato Cebola.”

Como se pode ver o divórcio de Luciano e Oziel foi litigioso. Mas como em toda briga de casal, todos os dois tem uma razoável parcela de culpa. A lamentar apenas a irresponsabilidade de ambos, contratando funcionários a peso de ouro para nada fazer ou simplesmente tratar de puxar a brasa para a sua sardinha.

São por essas e outras que as obras não saem do projeto e da placa nesta cidade. As queixas de Luciano são uma prova de que as mamatas se sucedem, sempre regiamente regadas pelos cofres públicos. 

O resumo da ópera: algumas considerações relevantes

Do professor Paulo Roberto Baqueiro Brandão, em sua página no Facebook:

“Algumas lições do coronavírus:

1. Universidade pública é fundamental para o desenvolvimento de um país.

2. Sem professor, não há aprendizado.

3. A empresa fecha sem trabalhadores.

4. O SUS precisa ser preservado.

5. Estado mínimo só funciona para uma ínfima minoria.

6. Bolsonaro e sua equipe formam o grupo mais abjeto e incompetente que já ocupou a presidência.

7. O fascismo é um risco real.”

A capacidade de síntese do Professor é digna de nota.

Casos de Covid-19 aumentam e a prevenção deve ser redobrada

É assustador? Sim. Os casos positivos de Covid-19 começa aparecer em Barreiras, Luís Eduardo, São Desidério e em breve pode chegar a mais cidades em nossa volta. Se tratando de vírus tudo pode acontecer, mas o que NÃO pode acontecer é o descaso e insensatez, como vemos de pessoas ignorando as recomendações de distanciamento social e ainda realizando atividades em grupo.

Maiores cuidados requerem ainda aqueles que suspeitam estar com o vírus. É preciso entender, que se há desconfiança ou testou positivo, é indispensável isolamento social e tratamento em casa. Ninguém pode sair na rua carregando um vírus tão potente e mortal, por isso, acreditem que solidariedade e humanidade está acima de tudo.

Peço mais uma vez, usem máscaras faciais e façam do álcool em gel seu maior aliado. Lavem as mãos e se cuidem, porque a pandemia é real e chegou até Barreiras. Os idosos precisam ficar em casa, e quem tiver condições de fazer home office, que optem por isso, vai ajudar muito. Não podemos achar que só acontece na casa do vizinho, agora é hora de buscar proteção, só assim, estaremos imunes ao coronavírus.

Carmélia da Mata

Luís Eduardo acaba de identificar mais um caso positivo para Coronavírus

A Secretaria da Saúde anunciou, nesta manhã, o surgimento do quinto caso de contaminação por Coronavírus.

Trata-se de uma pessoa do sexo feminino, de 56 anos, com histórico de viagem à Belém e Aracaju, nos últimos 14 dias.

A paciente não foi internada e permanece em monitoramento e isolamento.

O contato intradomiciliar está sintomático e permanece em isolamento obrigatório, no aguardo do resultado do teste e sendo monitorado pela Vigilância Epidemiológica, segundo a Secretaria da Saúde.

Jequié e Alagoinhas também estão sob “toque de recolher”.

Em Luís Eduardo Magalhães, a chuva forte conteve o pessoal do posto de controle da pandemia na BR 020.

O governador Rui Costa anunciou na noite desta quarta-feira, 13, a adoção do toque de recolher em Jequié a partir desta quinta, 14, para conter a propagação do coronavírus.

Estarão proibidos a circulação de pessoas e o funcionamento de estabelecimentos comerciais, com exceção de farmácias, das 20h às 5h.

A prefeitura de Alagoinhas, no agreste baiano, adotará, também, a partir desta sexta-feira (15) o “toque de recolher”. A não circulação de pessoas ocorrerá no período entre as 20h e as 6h.

Durante o “toque de recolher” até serviços considerados essenciais ficarão suspensos, como supermercados e serviços de delivery já existentes durante a pandemia. Apenas farmácias serão abertas.

Em Alagoinhas, a vigilância epidemiológica local informou nesta quarta-feira (13) que há 12 casos [sendo um vindo de fora do estado] de novo coronavírus. Dois pacientes seguem hospitalizados e 73 pessoas são monitoradas. 

Importante ato do Presidente: assinar uma MP que livra agentes públicos, entre eles, o Mito Soberano.

Macacos malandros testam o caroço no fiofó antes de engolir a fruta. Outros engolem e depois se servem de medidas provisórias.

Pois o Mito Soberano assinou no dia de hoje uma MP que livra agentes públicos por “ação ou omissão em atos relacionados com a pandemia de Covid-19.”

Uma medida importante, quando se sabe que o Presidente da República contrariou restrições da Organização Mundial da Saúde, seguidas pelo seu próprio Ministério da Saúde.

A medida foi assinada após o presidente chamar a pandemia de “gripezinha”, “resfriadinho”, “histeria”, “neurose” e que o surto da doença “não mataria 800 brasileiros”.

“Os agentes públicos somente poderão ser responsabilizados nas esferas civil e administrativa se agirem ou se omitirem com dolo ou erro grosseiro pela prática de atos relacionados, direta ou indiretamente, com as medidas de combate ao coronavírus”, diz a MP de Bolsonaro.

O texto diz ainda que “o mero nexo de causalidade entre a conduta e o resultado danoso não implica responsabilização do agente público”.

De acordo com a coluna Radar, da Revista Veja, a medida ocorre numa tentativa de Bolsonaro se blindar por possíveis interpretações pelo desmonte do Ministério da Saúde, que perdeu o ministro Luiz Henrique Mandetta após atritos com o chefe do Executivo.

Ainda segundo a publicação, passeios do presidente por Brasília durante a quarentena e ausência de ações afirmativas no combate à Covid-19, como a omissão do Planalto nas negociações com a China para compra de respiradores e insumos, também não poderão ser usadas contra o presidente.

“Na aferição da ocorrência do erro grosseiro serão considerados: os obstáculos e as dificuldades reais do agente público; a complexidade da matéria e das atribuições exercidas pelo agente público; a circunstância de incompletude de informações na situação de urgência ou emergência”, segue o texto.

O País já registra mais de 190 mil casos de coronavírus e acumula 13.240 óbitos desde o início da pandemia por Covid-19.

Se for considerado o fato da entrega de exames clínicos apócrifos ao STF, no dia de ontem, os discursos contrários ao isolamento social, as demissões e as ameaças de demissão do novo ministro da Saúde, em conexão com a MP de hoje, teremos um argumento excepcional para o libreto da opereta bufa em que se transformou esse governo. 

Enfraquecido, Bolsonaro depende de militares, diz ‘Washington Post’

Enquanto o maior país da América Latina debate-se sob a pressão exercida por uma crise sanitária e econômica sem precedentes, Jair Bolsonaro vê sua popularidade cair e aumentar a dependência das Forças Armadas para continuar no poder, relata jornal. “O espectro militar nunca esteve tão presente na vida pública do país”, aponta o ‘Post’

 

Arte: Carlos Latuff

O tradicional jornal americano ‘Washington Post’ abordou, em reportagem publicada na quarta-feira (13), a crise pela qual atravessa o governo do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o texto da matéria, que ocupa meia página na seção “O Mundo”, enquanto o maior país da América Latina debate-se sob a pressão exercida por uma crise sanitária e econômica sem precedentes, Jair Bolsonaro vê sua popularidade cair e aumentar a dependência das Forças Armadas para continuar no poder. De acordo com o ‘Post’, o espectro militar nunca esteve tão presente na vida pública do país desde a redemocratização, em 1985.

“Enquanto escândalos tomavam conta de sua presidência, o ex-capitão do Exército de direita ampliou os poderes dos generais e ex-generais em seu governo, permitindo a introdução de um grande pacote de ajuda econômica que prejudicou o próprio ministro da Economia”, relata a reportagem.

Ao mesmo tempo, a economia está entrando em colapso, hospitais atingiram a capacidade máxima de ocupação de leitos, e pobres desempregados estão preocupados em não passar fome. E mais de 11 mil (13 mil, em números atualizados) pessoas morreram pela “gripezinha”de Bolsonaro.

O ‘Post’ informa também que bolsonaristas mais radicais estão pedindo uma intervenção militar no país, com o próprio Bolsonaro participando das manifestações e ampliando os apelos.  

O diário noticia que os apoiadores do presidente ignoram as recomendações de isolamento social  e saem às ruas para protestar. “A pandemia é apenas uma cortina de fumaça”, confidenciou Belucio, 43 à reportagem.

“Com um regime militar, tudo seria melhor, disse o morador de Belém (PA).

Mesmo considerada uma possibilidade remota pela maioria da população, observa o jornal, a ideia de uma intervenção perturbou ainda mais a já imprevisível situação política do país.

Bolsonaro é considerado por analistas críticos como uma ameaça à democracia. Sua manobra de sobrevivência política é também vista como arriscada e imprudente, apurou o ‘Post’.

A crise foi aprofundada com as saídas de Henrique Mandetta da pasta Saúde e de Sérgio Moro da Justiça, destaca o jornal, ao mesmo tempo em que a popularidade de Bolsonaro declina.

A reportagem ressalta que Bolsonaro precisa das Forças Armadas “por sua popularidade resiliente” e também para afastar a ameaça do Impeachment. Para o ‘Post’, o fato de a discussão sobre uma intervenção ter entrado no debate público indica um apelo “duradouro” da ala militar em um país que nunca reconheceu completamente os crimes ocorridos durante os 21 anos do período.

De 1964 a 1985, o governo apoiado pelos EUA reduziu drasticamente as liberdades políticas e de imprensa, institucionalizando a censura e a tortura, lembra o jornal.

O ‘Post’ menciona ainda as atividades da Comissão da Verdade, que em 2014 trouxe à tona as sessões de tortura às quais foram submetidos os opositores do Golpe de 64: choques elétricos, a introdução de insetos em seus corpos e violências cometidas em cima do chamado pau-de-arara. Mais de 430 pessoas foram mortas ou desapareceram.

“Ao contrário dos países latino-americanos que perseguiram, processaram e prenderam agressivamente ex-líderes militares por seus papéis em crimes de ditadura, o Brasil ainda não se responsabilizou totalmente pelos autores de violência política”, comentou o ‘Washington Post’.

A reportagem destaca ainda que Bolsonaro foi um dos defensores mais vociferantes da ditadura, tendo servido 15 anos no Exército e que sempre disse que as ações dos militares não foram extremas o suficiente.

“Ele sempre diz ‘nós, militares’, mas por muito tempo não foi assim”, contou ao jornal, João Roberto Martins Filho, um dos analistas militares mais respeitados do Brasil, segundo o ‘Post’.

“Ele demonstra reverência pelos militares, mas a realidade é que ele usa as Forças Armadas”, afirmou Filho.

Da Redação, com informações do ‘Washington Post’

O vírus se espalha pelo interior da Bahia. Governador alerta para a letalidade da doença.

A morte de um paciente de 60 anos, no início da manhã desta quarta-feira(13), no Hospital José Borba, em Santa Maria da Vitória, trouxe de volta o alerta da letalidade do vírus. É a primeira morte no Oeste da Bahia.

O governador Rui Costa alertou, em vídeo, sobre capacidade letal do vírus e a necessidade de manter o isolamento social e adotar medidas preventivas.

A vítima era um comerciante ambulante que veio do estado do Ceara para trabalhar na venda de redes  juntamente com outras seis pessoas. Ao chegar em Santa Maria  ele passou mal e deu entrada na emergência do hospital com sintomas da COVID-19 e em menos de 24 horas veio a falecer no início da tarde.  As autoridades ainda não informaram que esse homem teve contato direto com outras pessoas da cidade ou se os colegas dele estão com os sintomas da doença.

Barreiras, mais três casos.

A Prefeitura de Barreiras, por meio da Secretaria de Saúde, informa em Boletim Extra, que dos 44 (quarenta e quatro) casos suspeitos de Coronavírus (Covid-19) que aguardavam resultados, 05 (cinco) foram concluídos, destes, quatro testaram negativo e um testou positivo. Trata-se de uma pessoa do sexo masculino de 38 anos que relata ter participado no dia 1º de maio em um evento esportivo de ciclismo em Luís Eduardo Magalhães. Começou a sentir os sintomas no dia 02/05 e procurou atendimento médico no Pronto Atendimento Coronavírus (HMED) em 09/05, quando colheu amostras para exames. A pessoa mantém quarentena em isolamento domiciliar e passa bem.

No entanto, foram comunicados, extra-oficialmente, mais dois casos positivos agora à noite, sem maiores detalhes.

Irecê, mais quatro casos

Em Irecê, onde havia apenas um caso, recuperado, hoje foram notificados mais 4 casos positivos após exame rápido.

Itaberaba tem a primeira morte

No início da noite desta quarta-feira (13), o surgimento de 4 novos casos positivos de COVID-19, com um óbito. O anúncio foi feito pelo prefeito Ricardo Mascarenhas em live pelo facebook. Os casos foram registrados tanto na sede quanto na zona rural do município. Com isso, Itaberaba passa a ter 6 casos confirmados da doença.

Segundo o Gestor, 2 casos foram registrados na sede e 2 na zona rural do município. O óbito foi de um homem de 74 anos de idade e aconteceu no último dia 8 de maio na UPA 24h de Itaberaba. No entanto, o resultado do exame laboratorial só saiu nesta tarde.

Na oportunidade o prefeito anunciou que o município está adquirindo “Cabines de Desinfecção” para serem colocadas em pontos estratégicos da cidade: na região dos bancos, na Feira Nova e na UPA.

“Estamos ampliando as ações de combate ao coronavírus. Instalamos lavatórios públicos para higiene das mãos e adquirimos Cabines de Desinfecção, além de reforçar o uso de máscaras e intensificar o monitoramento e a fiscalização em todo o município”, disse o prefeito.

No vídeo, o atestado de óbito de um governo que já morreu. Esqueceu foi de deitar.

Um presidente visivelmente desequilibrado, ministros igualmente precisando de um longo tratamento psiquiátrico, ataques ao STF e ao Congresso, a reunião ministerial demonstra, cabalmente, que existe um gérmen do golpe atacando o Governo. Do Ucho.info, editado por O Expresso.

O vídeo da reunião ministerial do último dia 22 de abril tem conteúdo “devastador”, como afirmaram alguns investigadores da Polícia Federal que acompanharam a exibição da gravação, e traz registros que podem dificultar a atuação do governo de agora em diante.

A exibição da gravação aconteceu no Instituto Nacional de Criminalística da PF, na capital dos brasileiros, “em ato único”, como determinado pelo ministro Celso de Mello. A “sessão de cinema” contou com a participação de Moro e seus advogados, integrantes da Advocacia-Geral da União e procuradores e investigadores que acompanham rumoroso caso.

Em determinado trecho, o vídeo mostra o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmando sem qualquer cerimônia “que todos tinham que ir para a cadeia, começando pelos ministros do STF”. Além disso, em outro trecho, Weintraub afirma que o Supremo Tribunal Federal é composto por “11 filhos da puta”.

A ministra Damares Alves – da Mulher, Família e Direitos Humanos – aparece no vídeo defendendo a prisão de governadores e prefeitos, revelam fontes que assistiram à exibição da gravação nesta terça (12), em Brasília. O vídeo é a principal prova do inquérito que apura as gravíssimas acusações feitas por Sérgio Moro contra Bolsonaro, que, segundo o ex-ministro da Justiça, tentou interferir politicamente no comando da Polícia Federal.

Na mesma reunião, como mostra a gravação, o presidente da República referiu-se ao governador de São Paulo, João Dória Júnior, como “bosta”, além de chamar integrantes do governo do Rio de Janeiro de “estrume”. Além dessas grosserias, o vídeo mostra em determinado trecho ataques, com palavras de baixo calão, ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Após a exibição da gravação da reunião ministerial, o arquivo, copiado do original, que continua em poder da Polícia Federal, foi destruído na presença de todos os participantes do encontro: Sérgio Moro e seus advogados, integrantes da Advocacia-Geral da União e procuradores e investigadores que acompanham o caso.

O ministro Celso de Mello, do STF, avalia a possibilidade de levantar o sigilo parcial ou integral da gravação. O decano da Suprema Corte disse que decidirá “brevissimamente, em momento oportuno, sobre a divulgação, total ou parcial, dos registros audiovisuais contidos na mídia digital em questão”.

Informações oficiais atualizadas sobre avanço do Coronavírus

Em São Paulo a tragédia é mais grave

Em duas semanas, o número de mortes pelo novo coronavírus dobrou no estado de São Paulo, passando de 2.049, no dia 28 de abril, para 4.118 hoje (13).

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, sete em cada dez óbitos pela covid-19 (a doença provocada pelo novo coronavírus) são de pessoas com 60 anos ou mais.

Por outro lado, os idosos representam apenas 21% do total de casos confirmados da doença.

Das 51.097 pessoas infectadas em São Paulo, 78% eram crianças, jovens ou adultos com até 59 anos.

São Paulo tem ainda 3.702 pessoas internadas em unidades de terapia intensiva (UTI) com suspeita ou confirmação de infecção por coronavírus.

Há também 5.950 pessoas internadas em enfermaria. A taxa de ocupação dos leitos de UTI reservados para atendimento da covid-19 é de 68,3% em todo o estado e de 87,2% só na Grande São Paulo.

Bolsonaro cometeu crime ao fazer exames com nomes falsos?

O presidente Jair Bolsonaro usou nomes como Ayrton, Rafael e “05” na hora de identificar-se para fazer os testes de Coronavírus. É um caso típico de falsidade ideológica.

Falsidade ideológica é um tipo de fraude criminosa que consiste na criação ou adulteração de documento, público ou particular, com o fito de obter vantagem – para si ou para outrem – ou mesmo para prejudicar terceiro.

pena cominada ao crime de falsidade ideológica é de reclusão, de 1(um) a 5 (cinco) anos, e multa, se o documento é público e de reclusão de 1(um) a 3(três) anos, e multa se o documento é particular.

Coronavírus: o melhor e o pior cenário, segundo instituto norte-americano.

O Institut of Health Metrics and Evaluation (IHME) dos Estados Unidos, que baliza as políticas sanitárias americanas, estima que o Brasil atingirá o pico de casos de Covid-19 em 2 de junho, com um total máximo de 203.985 casos.

Depois de 2 de junho, a epidemia começaria a desacelerar no país, baixando para 103.343 casos em 4 de agosto. O pico de mortes seria em 27 de junho, com 1.024 óbitos em 24 horas. Essa estimativa é baseada nos dados oficiais que estão sendo fornecidos pelo Ministério da Saúde do Brasil.

Evidentemente, como os números brasileiros são extremamente inconfiáveis, o IHME tem também um projeção mais pessimista: em 2 de junho, poderemos ter o máximo de 618.152 casos, e o pico de mortes, em 27 de junho, chegaria a  2.646 óbitos num único dia.

Nesse cenário mais pesado, em 4 de agosto, teríamos 194.307 casos, com até 1.584 mortes nas 24 horas precedentes.

A informação é do Antagonista.

Os negacionistas continuam negando o número de mortes por Coronavírus no País, carregados, que são, pelo nariz, pelo Palácio do Planalto. A verdade é que o número de mortes violentas e o número de mortes no tráfego baixaram muito nestes últimos 70 dias. As restrições de circulação são a causa.

A nossa sugestão é apenas uma: rezem muito. Mesmo os ateus que não acreditam e aqueles que esqueceram como rezar. Quem sabe o pessoal das Plêiades, onde está a origem dos terráqueos exilados, tenham compaixão e nos salvem de pandemias, bolsonaros e outros patifes e patifarias do mesmo calibre. 

TCU determina devolução do dinheiro recebido por praças da forças armadas

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou o ressarcimento aos cofres públicos do auxílio emergencial de R$ 600 pago irregularmente pelo Ministério da Cidadania a militares integrantes da folha de pagamento do Ministério da Defesa.

Liminar concedida nesta quarta-feira (13) pelo ministro Bruno Dantas do TCU determinou que, caso os ressarcimentos não tenham ocorrido até a data de fechamento da folha de pagamento do mês de maio, seja feito o desconto do mesmo valor no salário do militar que recebeu irregularmente o benefício. O ressarcimento terá que ser feito via Guia de Recolhimento da União (GRU).

Um total de 73.242 militares receberam o auxílio emergencial de R$ 600, destinado a trabalhadores informais e desempregados durante a pandemia do novo coronavírus. A informação foi dada pelos próprios ministérios da Cidadania e da Defesa. Em nota, as pastas afirmaram que os comandos das Forças Armadas apuram “possíveis irregularidades” no processo.

O Ministério da Defesa terá prazo de 15 dias para informar ao TCU as medidas tomadas para apurar eventuais faltas funcionais dos militares que solicitaram deliberadamente o auxílio. No mesmo prazo, o Ministério da Cidadania terá que encaminhar a lista identificada de militares ativos, inativos e pensionistas que fizeram o ressarcimento e os que não devolveram o valor recebido indevidamente. Também terá que identificar a existência servidores civis federais, estaduais e municipais entre os beneficiários do auxílio emergencial.

Devolução

Como medida preventiva, o TCU determinou que os ministérios da Cidadania e da Economia em conjunto implementem mecanismo simplificado de ressarcimento de valores envolvidos em pagamentos indevidos do auxílio emergencial.

A liminar determina ainda que governo terá que abrir a documentação com regras de cruzamento de dados adotadas e cessar a admissão de novos casos de militares ativos, inativos e pensionista como aptos a receberem o auxílio, além de cancelar os cadastros admitidos para evitar a continuidade de pagamentos ilegais.

O pedido de auditoria foi feito pela equipe de fiscalização do TCU. No despacho, Dantas afirma que não há hipótese legal, “nem pela mais forçosa interpretação da lei” para um militar ativo, inativo ou pensionista ser titular do auxílio emergencial. Segundo ele, os recursos utilizados devem ser realocados com urgência para beneficiários que cumprem os requisitos da lei.

O presidente Jair Bolsonaro chamou de “garotada” o grupo de militares que recebeu de forma irregular o auxílio emergencial do governo. O presidente disse que os casos estão sendo identificados e que, além de devolver o dinheiro, serão punidos. Perguntado se pediria para a Caixa, o Dataprev e o Ministério da Cidadania investigarem a concessão do auxílio para os militares, o presidente pediu que não rotulasse esse grupo como “militares”.

“Não fala militares não, tá? É o praça prestador do serviço militar inicial. Mais ou menos 2%, 3% da garotada presta o serviço militar obrigatório e são pessoas oriundas das classes mais humildes da população, são os mais pobres”, disse na saída do Palácio da Alvorada.

São Desidério tem 4 casos de contaminação. Coronavírus chega a comunidades remotas.

O prefeito de São Desidério, Zé Carlos, divulgou no início desta tarde de quarta-feira (13/05), em suas redes sociais, quatro casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) na cidade.

Segundo a postagem, os 4 casos positivos de coronavírus foram na comunidade de Roda Velha II (2) e no Povoado de Angico (2).

Barreiras tem perto de 160 casos em monitoramento, mas a testagem continua baixa e as medidas restritivas à circulação de pessoas não estão implantadas.