Feijão e arroz em alta e ovos em preço recorde comprometem dieta do pobre.

Panelinha do pobre fica mais cara.

O tradicional prato do pobre, arroz, ovo e feijão está comprometido com altas.

As cotações dos ovos atingiram o maior patamar real da série história do Cepea, iniciada em 2013 para esse produto – valores deflacionados pelo IPCA de fev/20. Esse cenário está atrelado à demanda pela proteína, que segue bastante alta, e à oferta, que está menor – o número de pedidos tem superado a produção das granjas.

Além de o período de Quaresma tradicionalmente impulsionar a procura por ovos, a preocupação da população com uma possível falta de alimentos nas próximas semanas, por conta da pandemia de covid-19, tem levado mercados atacadistas e varejistas a aumentar seus pedidos.

Segundo pesquisas do Cepea, em Bastos (SP), onde se concentra a maior parte da produção nacional, o ovo branco tipo extra teve preço médio de R$ 116,84/caixa de 30 dúzias na quinta-feira, 2, alta de 3% em sete dias. Para os ovos vermelhos, as valorizações têm sido ainda mais intensas.

Com produção geralmente inferior à de ovos brancos, a cadeia é mais vulnerável/sensível a elevações de demanda. Na praça paulista, o produto vermelho foi cotado a R$ 137,36/cx no dia 2, alta de 4,3% na semana.

Bahia tem 437 confirmações da Covid-19. São 46 pacientes internados e 26 em UTIs

Bahia registra 437 casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19), o que representa 6,7% do total de casos notificados. Até o momento, 2.511 casos foram descartados e houve dez óbitos, sendo 08 no município de Salvador (05 idosos do sexo masculino, 01 idosa do sexo feminino, 01 pessoa do sexo masculino de 55 anos e 01 pessoa de 41 anos do sexo feminino), 01 óbito no município de Utinga (sexo masculino, 80 anos) e 01 no município de Itapetinga (sexo feminino, 28 anos). A letalidade foi de 2,28%.

Este número contabiliza todos os registros de janeiro até as 17 horas desta segunda-feira (6). Ao todo, 83 pessoas estão recuperadas e 46 encontram-se internadas, sendo 26 em UTI.

Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais.

A mediana de idade é 40 anos, variando de 4 dias a 96 anos. A faixa etária mais acometida foi a de 30 a 39 anos, representando 26,77% do total. Porém, o coeficiente de incidência por 100.000 habitantes foi maior na faixa de 50 a 59 anos (5,92/100.000 hab), indicando o maior risco de adoecer entre essa faixa etária.

Os casos confirmados estão distribuídos em 51 municípios do estado, com maior proporção em Salvador (59,95%).

Em Ibotirama foi confirmado o primeiro caso e, na Barra, a enfermeira que atendeu o primeiro caso, um viajante de São Paulo que chegava à cidade, também está contaminada.

Feijão sobe 7,84% no Oeste e mantém preços elevados no Sudeste.

Perdas no Paraná pressionam os preços.

O feijão carioca abriu o mercado hoje com altas significativas, com a saca de 60 kgs cotada a R$275,00. Na Bolsinha, em São Paulo, o feijão de qualidade 9 oscila entre 335 e 340 reais, enquanto que o Carioca comercial – 8 – atinge 300.

O feijão preto em São Paulo alcança a cotação de 245 reais.

A temporada de chuvas atrapalhou a produção do feijão. Nos estados do Sul, a safra se inicia agora. O bom preço deve incentivar os pivoteiros para um plantio intenso, principalmente aqueles que alternaram para milho na estação das águas.

Tribunal de Justiça suspende liminar que proibia o corte do fornecimento de água

Lourival Trindade

O Presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, Desembargador Lourival Almeida Trindade, tomou a decisão de suspender a liminar proferida pela 7ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, que impedia a Embasa de cortar o fornecimento de água de inadimplentes por 90 dias, em função da pandemia provocada pelo coronavírus e fixava multa diária de R$ 50.000,00, em caso de descumprimento, até o limite de R$ 1.000.000,00, a ser revertida para o Estado da Bahia.

O objetivo da medida do Presidente do TJBA foi evitar o aprofundamento da crise econômica que se agrava por conta do COVID-19. Não se pode colocar no mesmo patamar as pessoas de baixa renda, beneficiários da tarifa social de água, diferentemente de quem tem renda suficiente para pagar, causando um prejuízo significativo aos cofres estaduais.

A urgência, na concessão da medida, evita um prejuízo à EMBASA, estimado, em R$ 55.000.000,00 (cinqüenta e cinco milhões de reais), comprometendo, sobremaneira, a continuidade da prestação dos serviços essenciais de fornecimento de água e saneamento básico na Bahia.

A liminar teve o desiderato de fazer um balanceamento entre os consumidores de baixa renda, inscritos na tarifa social de água, e aqueles que mesmo neste período de pandemia, causada pelo coronavírus, podem pagar pelo consumo de água, explicou o Presidente Lourival Almeida Trindade.

Na ação ajuizada pelo Consórcio Intermunicipal Somar, foi concedida medida liminar pelo Juiz Glauco Dainese de Campos, deferindo que a Empresa Baiana de Água e Saneamento S/A, se abstivesse de realizar a suspensão do fornecimento de água e dos demais serviços que presta à população do Estado da Bahia pelo período de 90 dias. O juiz determinou ainda o religamento das faturas que já estivessem em atraso e já tinham tido o serviço suspenso independentemente de pagamento no prazo de até 15 dias.

Em sede de recurso, o Estado da Bahia pleiteou a suspensão de medida liminar, alegando que a medida, por não direcionar exatamente a proibição para quem de fato necessita de incentivos e subsídios, poderia criar um grande problema para os cofres públicos, principalmente quando é preciso de recursos para enfrentar a pandemia do coronavírus.

O Estado da Bahia também argumentou que já adotou com a empresa medidas para proteger a população mais carente nesse período e a decisão liminar causaria um prejuízo aos cofres públicos de R$ 55 milhões.

O Presidente do TJBA enfatizou que as medidas adotadas administrativamente entre o Governo da Bahia e a Embasa são plausíveis e devem garantir a manutenção do serviço para a população carente durante o enfrentamento do Covid-19, sobretudo, para os cidadãos inscritos no programa “Tarifa Social”.

Na suspensão de segurança não se apreciou o mérito do processo principal, mas tão somente a ocorrência dos aspectos relacionados à potencialidade lesiva do ato decisório em face dos interesses públicos relevantes consagrados em lei: a ordem, a saúde, a segurança e a economia públicas.

O Desembargador Lourival Almeida Trindade também considerou que a medida não afeta o acordo administrativo realizado entre o Governo do Estado e a Embasa.

Covid-19: 431 casos confirmados até as 12 horas na Bahia.

A Bahia tem 431 casos de Covid-19 e 83 pacientes curados​

A ​Bahia registra 431 casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19). Até o momento, 1.914 casos foram descartados e houve dez óbitos, sendo oito notificados em Salvador, um em Utinga e outro em Itapetinga.

Este número contabiliza todos os registros de janeiro até as 12 horas desta segunda-feira (6). Ao todo, 83 pessoas estão recuperadas e 46 encontram-se internadas, sendo 26 em UTI.

Estes números representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais.​

​Diferente do divulgado anteriormente, o município de Ouriçangas não possui casos positivos de Covid-19. Houve uma retificação na ficha de notificação do paciente, pois o mesmo reside em Salvador.

Cabe ressaltar, que os pacientes são responsáveis pelo correto preenchimento dos dados a fim de que as autoridades sanitárias façam as investigações epidemiológicas no tempo mais breve possível. ​

Um novo boletim com a descrição detalhada do local de ocorrência dos casos será publicado nesta segunda-feira (6), a partir das 17h.

Carlucho apela e sai escrevendo baixarias nas redes.

 

No fim da noite de domingo, Carlos Bolsonaro, o filho 02 e Chefe do Gabinete do Ódio,  se descontrolou e falou que há em curso um golpe contra seu pai. Escreveu:

“As forças ocultas do establishment se ouriçam como prostitutas baratas no sinal! O cheiro de golpe é mais forte do que o das “pregas” do isentão após ser fortemente arrombado pelo inimigo disfarçado de ‘prudente e moderado’. Cabe ao povo entender o recado e se mobilizar contra!”

Se Bolsonaro já governa menos que a Rainha no parlamentarismo inglês, Carlucho será o quê: o príncipe Charles ou Camila Parker, a duquesa da Cornualha?

Barreiras e Luís Eduardo entre os municípios baianos com risco de propagação

91 cidades baianas oferecem alto risco de propagar novos casos da doença, diz estudo. Salvador, Feiras de Santana, Alagoinhas, Barreiras, Ilhéus, Itabuna e Vitória da Conquista aparecem na lista como potenciais vetores.

Um estudo sobre o avanço da pandemia do novo coronavírus na Bahia aponta que 91 dos 417 municípios, incluindo Salvador, oferecem risco acentuado de propagar novos casos de Covid-19 nas próximas semanas.

Feira de Santa, Alagoinhas, Barreiras, Ilhéus, Itabuna e Vitória da Conquista também aparecem na lista (veja quadro completo mais abaixo).

O levantamento é de autoria de pesquisadores vinculados a quatro universidades — as baianas Ufba e Uefs, além da Unicamp, de estado de São Paulo.

Ao compilar dados geográficos de cada cidade, o grupo considerou a presença de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos como vetores de contaminação e os relacionou àqueles que já apresentam registros do novo coronavírus.

As informações foram tratadas em sistemas de informações geográficas, cuja estimativa total abrange 323 municípios, dos quais 91 deles integram a faixa de probabilidade acentuada.

Segundo o estudo, assim que a pesquisa foi finalizada, na quinta-feira (2), Palmeiras, na Chapada Diamantina, confirmou o seu primeiro caso da doença. O município figurava lista de riscos elevados, afirmam os pesquisadores.

De acordo com os autores, o levantamento foi encaminhado à Secretaria de Saúde do Estado da Bahia(Sesab) de modo a abalizar ações de enfrentamento à pandemia.

Confira o quadro abaixo com as 91 cidades classificadas como de alto risco:

municípios verde

Barreiras e Luís Eduardo tem medidas temerárias em relação ao Coronavírus.

Foto ilustrativa

O jornalista Fernando Machado, profissional de poucos rodeios, afirmou hoje, em texto, que o prefeito Zito Barbosa está correndo sérios riscos ao editar um plano municipal de retomada da atividade econômica.

A situação se replica em Luís Eduardo Magalhães, onde depois de consultar os representantes da sociedade civil, o prefeito Oziel Oliveira permitiu a reabertura do comércio, dos bares e restaurantes da cidade.

Ontem à noite, distribuidoras de bebidas, bares e lojas de conveniências em posto de abastecimento ficaram até tarde da noite abertos. Centenas de jovens se aglomeravam em confraternização e sem nenhuma medida preventiva.

Veja o que Fernando Machado diz:

O prefeito Zito Barbosa assumiu hoje, ao permitir à reabertura do comércio de Barreiras, a partir da próxima segunda-feira (05|abr), a total responsabilidade pela saúde da pessoas.

As ações do município não têm sido claras!

Tanto é que a única e importante intervenção no que refere aos cuidados para com a população, que foi a reabertura do pronto-atendimento 24 horas do Hospital Eurico Dutra, só ocorreu por iniciativa do governador do Estado, Rui Costa.

Muito pouco tem sido feito!

Nos preocupa saber que, mesmo com um número irrisório de testagens de possíveis novos casos, a Prefeitura de Barreiras tenha decidido nos impor a retomada do cotidiano.

Todo esforço sanitário feito até aqui, por determinação do Ministério da Saúde, bem como os indicativos de especialistas quanto ao pico de casos do Coronavírus agora em abril, sofre um duro revés.

Que tenhamos sorte!

Em Santa Maria da Vitória, o prefeito Renatinho recuou e, em novo decreto, ordenou o fechamento de todo o comércio não essencial, bem como do transporte coletivo e alternativo. O motivo foi o aparecimento do primeiro caso confirmado de COVID 19 na cidade.

 

COVID 19: EUA entram na semana mais difícil, com mais de 9 mil mortes.

Um paciente é levado para o centro de trauma no Elmhurst Hospital Center, onde testes e tratamento para a doença de coronavírus (COVID-19) estão ocorrendo em Queens, Nova York, Imagem Reuters.

Número de mortes aumenta em Nova York, Michigan e Louisiana.

Os Estados Unidos (EUA) entram em uma das semanas mais críticas até agora na crise do novo coronavírus, com o número de mortos explodindo em Nova York, Michigan e Louisiana. Alguns governadores pedem uma determinação nacional para a população ficar em casa.

Nova York, o estado mais atingido, informou neste domingo (5) que houve quase 600 novas mortes, num total de 4.159 mortes e 122 mil casos.

Corpos das vítimas de covid-19, doença respiratória semelhante à gripe, causada pelo novo coronavírus, foram empilhados em sacos laranja dentro de um necrotério improvisado do lado de fora do Wyckoff Heights Medical Center, no Brooklyn, de acordo com fotos fornecidas à agência Reuters.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, disse que as novas hospitalizações caíram 50% e, pela primeira vez em pelo menos uma semana, as mortes caíram ligeiramente em relação ao dia anterior, quando subiram 630.

Ele alertou, no entanto, que ainda não está claro se a crise no estado está atingindo o pico. “O coronavírus é verdadeiramente cruel e eficaz no que faz”, disse Cuomo em um briefing diário. “É um assassino eficaz.”

O cirurgião-geral dos EUA Jerome Adams alertou na Fox News, neste domingo, que tempos difíceis estão por vir, mas “há uma luz no fim do túnel se todos fizerem sua parte pelos próximos 30 dias”.

“Esta será a semana mais difícil e mais triste da vida da maioria dos americanos, francamente. Este será o nosso momento Pearl Harbor, o momento 11 de Setembro, mas não será localizado”, disse ele. “Isso vai acontecer em todo o país. E eu quero que os EUA entendam isso.”

Lugares como Pensilvânia, Colorado e Washington DC estão começando a ver mortes crescentes. A força-tarefa de coronavírus da Casa Branca alertou que não é hora de ir ao supermercado ou a outros locais públicos.

A maioria dos estados determinou que os moradores fiquem em casa, exceto em viagens essenciais, para retardar a propagação do vírus no país, onde mais de 321 mil pessoas deram positivo e mais de 9.100 morreram, segundo relatório da Reuters.

Da Agência Brasil e Reuters, editado.

Mortes recuam na Espanha

O número de mortos em um dia na Espanha voltou a diminuir neste domingo (5), de acordo com o Ministério da Saúde. O último balanço apontou 674 mortes em 24 horas. Esse é o boletim diário com menor número de óbitos nos últimos dez dias.

Segundo o chefe da defesa, o número traz “uma pequena mensagem de esperança”.

O diretor da Organização Mundial de Saúde na Europa, disse que há motivo para “otimismo cuidadoso” e que isso é resultado de abordagens inovadoras e decisões corajosas.

O primeiro-ministro Pedro Sanchez anunciou no sábado (4) novas medidas de isolamento para os espanhóis e estendeu o confinamento por mais três semanas. Confira a sequência dos últimos dias:

Quinta-feira (2): 950
Sexta-feira (3): 932
Sábado (4): 809
Domingo (5): 674

Brasil ultrapassa marca de 10 mil casos de Covid-19 e mortes podem estar ultrapassando 800.

Um profissional de saúde realiza um teste finalizado em um local de testes de coronavírus fora dos Serviços Comunitários de Saúde Internacionais no Distrito Internacional de Chinatown durante o surto de doença por coronavírus (COVID-19) em Seattle, Washington, EUA, em 26 de março de 2020. REUTERS / Lindsey Wasson

País soma 432 mortes. Mas existem mais 418 mortes sob suspeita em diversos estados. Algumas delas ainda serão confirmadas. Outras ficarão na gaveta das suspeitas. Outras mortes nem foram notificadas como suspeita, quando existia um histórico de forte comorbidade, como doenças cardíacas, por exemplo. SP lidera em óbitos e número de infectados.

O ministério da Saúde divulgou, na tarde deste sábado (04), os números atualizados do novo coronavírus. De acordo com a pasta, o número de infectados, no momento, é de 10.278. O número de mortes é de 431. O estado de São Paulo lidera tanto em número de casos (4.466) quanto em mortes (260).

A taxa de mortalidade entre os comprovadamente infectados é de 4,2%. Mas autoridades sanitárias concordam que existe uma grande taxa de sub-notificação. Portanto a taxa de mortalidade pode ser bem mais baixa que a calculada atualmente.

Governador prorroga por 10 dias proibição de transporte intermunicipal em 49 cidades.

Luís Eduardo Magalhães e Barreiras entre os municípios onde é vedado o transporte coletivo por ônibus ou vans.

O Governo do Estado prorrogou, até o próximo dia 15 de abril, a suspensão do transporte intermunicipal em cidades da Bahia. A medida foi publicada no Diário Oficial deste sábado (4) e tem como objetivo conter o avanço da contaminação por coronavírus na população baiana.

A suspensão estava programada até este domingo (5), mas foi estendida por mais 10 dias. Além disso, o governador Rui Costa também prorrogou a circulação, a saída e a chegada de ônibus interestaduais, no território do baiano.

Na publicação, o governador incluiu os municípios do Conde, Uruçuca, Itapetinga, Conceição do Coité e Utinga na medida restritiva. Nestas cinco cidades, a suspensão terá início a partir deste domingo.

Com isso, já são 49 municípios com o transporte suspenso na Bahia: Salvador, Feira de Santana, Porto Seguro, Prado, Lauro de Freitas, Simões Filho, Vera Cruz, Itaparica, Itabuna, Ilhéus, Itacaré, Camaçari, Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Guanambi, Vitória da Conquista, Santa Maria da Vitória, Correntina, Entre Rios, Jequié, Brumado, Conceição do Jacuípe, Juazeiro, Teixeira de Freitas, Nova Soure, São Domingos, Canarana, Ipiaú, Itagibá, Itamaraju, Itororó, Pojuca, Dias D’Ávila, Alagoinhas, Barra, Candeias, Coaraci, Itajuípe, Medeiros Neto, Santa Cruz Cabrália, Barra do Rocha, Eunápolis, Belmonte, Conde, Uruçuca, Itapetinga, Conceição do Coité e Utinga.

Ficam suspensas nesses municípios a circulação, a saída e a chegada de qualquer transporte coletivo intermunicipal, público e privado, rodoviário e hidroviário, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans. Em algumas cidades sem casos de coronavírus, o sistema de transporte intermunicipal foi suspenso porque está integrado ao de municípios com registros da doença.

Bahia registra sétimo óbito por Coronavírus

Em pouco mais de um mês, o Brasil já soma 9.056 casos do novo coronavírus, com 359 mortes.

Hoje a Bahia registrou a sétima morte: uma jovem de 28 anos, que veio até Itapetinga para fazer uma cesariana.

Três dias depois da alta morreu com problemas respiratórios. A jovem era originária de Trancoso, no município de Porto Seguro, onde um foco se estabeleceu logo no início da crise.

Em todos os estados, faltam testes rápidos, respiradores pulmonares, leitos de UTI isolados, pessoal especializado e equipamentos de proteção para esse pessoal.

A Republiqueta de Bananas sucumbe à inépcia de seus governantes. 

Quem foi temperar o choro e acabou salgando o pranto?

Leandro Gomes de Barros (1865-1918 – Pombal – PB) é patrono da cadeira número um da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, considerado por muitos intelectuais o “Verdadeiro Príncipe da Poesia Brasileira”, entre eles Carlos Drummond de Andrade e Ariano Suassuna. Dele é o poema sempre recitado por Suassuna.

Por que Existem o Mal e o Sofrimento Humano?

Se eu conversasse com Deus

Iria lhe perguntar:

Por que é que sofremos tanto

Quando se chega pra cá?

Perguntaria também

Como é que ele é feito

Que não dorme, que não come

E assim vive satisfeito.

Por que é que ele não fez

A gente do mesmo jeito?

Por que existem uns felizes

E outros que sofrem tanto?

Nascemos do mesmo jeito, 

Vivemos no mesmo canto.

Quem foi temperar o choro

E acabou salgando o pranto? ”

 

Entenda agora como o moleque Dudu Bananinha ofendeu gravemente os chineses

Carta aberta a Eduardo Bolsonaro, divulgada nesta sexta-feira, 3 de abril.

Por Li Yang, cônsul-geral da República Popular da China no Rio de Janeiro

Deputado Eduardo, no tuíte que você postou no dia 1º de abril, chamou o Covid-19 de “vírus chinês”, o que se trata de mais um insulto à China que você fez depois de ter postado tuítes em 18 de março para atacar maliciosamente a China. Você é realmente tão ingênuo e ignorante? Como deputado federal da República Federativa do Brasil que possui alguma experiência em tratar dos assuntos internacionais, você deveria saber que os vírus que causam pandemia são inimigos comuns do ser humano, e a comunidade internacional nunca chama os vírus pelo nome de um país ou região para evitar a estigmatização e a discriminação contra qualquer grupo étnico específico.

A Organização Mundial da Saúde seguiu esta regra do direito internacional para chamar o novo coronavírus de “Covid-19”. Além disso, ainda está por confirmar a origem deste vírus. O surto de Covid-19 em Wuhan não significa necessariamente que Wuhan foi a fonte inquestionável do novo coronavírus. O diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos já reconheceu que, durante a chamada “epidemia de gripe” nos Estados Unidos, no ano passado, algumas pessoas teriam morrido por Covid-19. Isso justifica que, muito provavelmente, os Estados Unidos foram a fonte de Covid-19. Mas podemos batizar o Covid-19 como “vírus norte-americano”? Não! Do mesmo modo, ninguém no mundo pode chamar o Zika como “vírus brasileiro”, apesar do fato da epidemia de Zika ter acontecido e ainda acontecer casos frequentemente no Brasil.

É por causa do seu ódio à China que ataca frequentemente a China? Mas de onde vem esse ódio? A aproximação entre a China e o Brasil é resultado de um desenvolvimento histórico com alicerce natural. Tanto a China como o Brasil são grandes países emergentes com território e população gigantes, com culturas ricas e coloridas e povos simpáticos e amigos. Ambos os países possuem planos grandiosos para promover a prosperidade e riqueza nacionais, bem como ambição para salvaguardar a paz e justiça internacionais.

É ainda mais importante o fato de que não há divergências históricas, nem conflitos atuais entre os dois países que já se tornaram parceiros estratégicos globais. O povo chinês sempre abraça o povo brasileiro com sincera amizade, tratando o Brasil como nosso país irmão e parceiro. O respeito recíproco e a cooperação de ganhos mútuos de longo prazo entre os dois países trazem benefícios pragmáticos para os dois povos. Por dois anos consecutivos, dois terços do superávit do comércio exterior do Brasil vieram da China, o seu maior parceiro comercial!

É por isso que tanto a geração do seu pai como a da sua idade estão todos se dedicando a promover a cooperação amigável sino-brasileira. Em resumo, os seus comportamentos remam contra a maré e não só colocam você no lugar adverso do povo chinês de 1,4 bilhões, mas também deixam a maioria absoluta dos brasileiros com vergonha, bem como criam transtornos ao seu pai, que é o Presidente da República. É realmente uma prova de ignorância a respeito do tempo atual!

Será que você recebeu uma lavagem cerebral dos Estados Unidos e quer ir firmemente na esteira deles contra a China? Os Estados Unidos eram realmente um país grande e glorioso. No entanto, neste ponto crítico do avanço da civilização humana, os EUA perderam sua posição histórica e o sentido de desenvolvimento, tornando-se quase totalmente causadores de problemas nos assuntos internacionais, e uma fonte de ameaça à paz e segurança mundiais. Os líderes atuais norte-americanos já se esqueceram dos ideais dos fundadores do país de assegurar a justiça.

Ademais, tornaram-se monstros políticos cheios de preconceitos ideológicos contra os outros países e sem capacidade de governar, o que pode ser justificado pelo desempenho horrível no combate à pandemia de Covid-19 nos EUA. Por outro lado, sendo uma potência cheia de vitalidade e em ascensão, o Brasil deve e é capaz de fazer contribuições importantes para o progresso da civilização humana, desde que tenha sua própria visão estratégica, possua sua perspectiva correta sobre os assuntos internacionais e desempenhe seu próprio papel construtivo. O Brasil não deve tornar-se um vassalo ou uma peça de xadrez de um outro país, senão o resultado seria uma derrota total num jogo com boas cartas, como diz um provérbio chinês.

Deputado Eduardo, há pelo menos uma semelhança entre a cultura confucionista chinesa e a cultura cristã brasileira que é a crença em que sempre existe a causalidade em tudo, razão pela qual temos que pensar nas consequências antes de fazer qualquer coisa. Como não é uma pessoa comum, você deveria entender melhor essa razão. O que é o mais importante para o Brasil agora? Sem dúvida, é salvaguardar a vida e a saúde de centenas de milhões de pessoas, e reduzir ao mínimo o impacto da pandemia na economia do Brasil, da China e do mundo, através da cooperação China-Brasil no combate ao Covid-19.

A China nunca quis e nem quer criar inimizades com nenhum país. No entanto, se algum país insistir em ser inimigo da China, nós seremos o seu inimigo mais qualificado! Felizmente, mesmo com todos os seus insultos à China, você não conseguirá tornar a China inimiga do Brasil, porque você realmente não pode representar o grande país que é o Brasil. Porém, como é um deputado federal, as suas palavras inevitavelmente causarão impactos negativos nas relações bilaterais. Isso seria uma grande pena! Contaminaria e poluiria totalmente o ambiente saudável que China e Brasil conquistaram até aqui.

Portanto, é melhor ser mais sábio e racional. Você pode não pensar na China, mas não pode deixar de pensar no Brasil. O demônio do Covid-19 chegou finalmente à maravilhosa terra brasileira. Neste momento crucial da cooperação bilateral no combate à pandemia de Covid-19, seria mais prudente não criar mais confusões. Ainda mais importante, seja um verdadeiro brasileiro responsável, ao invés de ser usado como arma pelos outros!

Ford produzirá máscaras de proteção facial em unidade baiana

Equipamento de prevenção ao coronavírus será distribuído através das Secretarias de Saúde

A Ford anunciou a produção de 50 mil máscaras de proteção facial, nesta sexta-feira (03) para ajudar a equipar os profissionais da saúde que atuam na linha de frente tratando, pacientes que contraíram a Covid-19. A planta industrial da empresa na Bahia, situada no Polo de Camaçari, será uma das unidades a produzir os equipamentos, que serão distribuição através das Secretarias de Saúde do Estado, dos municípios e pela Cruz Vermelha.

         Para o vice-governador João Leão, secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, essa boa notícia é mais uma vitória no combate à pandemia. “Toda ajuda é bem-vinda para o enfrentamento do coronavírus. Precisamos proteger os profissionais de saúde e o equipamento, que será produzido em uma fábrica baiana, será essencial para todo o país”, disse Leão.

As máscaras, fabricadas com lâmina de acetato e peças de suporte, fazem parte dos itens de proteção individual mais requisitados por esses profissionais no momento. A larga experiência da Ford em projetos, cadeia de suprimentos, manufatura e logística foi essencial para a criação, em tempo recorde, de uma linha de produção para estas máscaras, que será formada única e exclusivamente por voluntários, respeitando as regras de distanciamento social e com protocolos de proteção e processos de constante higienização pessoal e desinfecção do ambiente de trabalho.

“A família está em primeiro lugar nos valores da Ford – e tem estado por mais de 100 anos. O desejo de ajudar e cuidar das pessoas é parte integrante da nossa tradição. Em momentos difíceis como este, nossas ações se tornam ainda mais importantes”, diz Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul.

No Brasil, a Ford também se uniu à força-tarefa formada pelo CNI/SENAI e outras empresas para a recuperação de respiradores mecânicos descartados ou com necessidade de manutenção, fundamentais no tratamento de pacientes com a Covid-19.

Além disso, a Ford está disponibilizando veículos à Cruz Vermelha no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru para auxiliar no trabalho com o transporte de equipes e suprimentos. Com o objetivo de ajudar os consumidores que financiaram seus veículos pela Ford Credit, a empresa anunciou, também, a possibilidade de postergação de até três parcelas do financiamento para o final do contrato.

A caminhada de Bolsonaro rumo ao ostracismo já começou.

Tudo dá a entender que o general de exército (quatro estrelas) Walter Souza Braga Netto, ex-interventor militar no Rio de Janeiro e ex-Chefe do Estado Maior do Exército, portanto o segundo em comando, é o novo primeiro mandatário da Nação.

Fica claro que os militares não aceitaram o blefe janista que Jair Messias Bolsonaro tentou dar nos players do poder, colocando-se como estrela dos praças e das polícias militares. Errático, vulgar, absolutista, açodado por uma matilha de moleques que trabalha no Palácio do Planalto, não comanda mais seus ministros.

Prova disso é o desafio do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que, num acalorado debate, chegou a repetir: “Me demita, sr. Presidente!”.

Outra prova é que até a mulher de Moro, seu ministro da Justiça e virtual pré-candidato à Presidência da República, chegou a aconselhar nas mídias sociais: “fiquem em casa”, uma posição consoante com a de 26 governadores e a maioria dos médicos infectologistas do País, mas antípoda do pensamento de Jair Messias.

O que Bolsonaro tentou, repito,  Jânio Quadros  e Fernando Collor de Mello tentaram. Como a história recente do País conta, não deu certo. Referendar uma posição autoritária, através do confronto social e com quebra da hierarquia, não poderia dar mesmo certo. Militares planejam longamente suas batalhas e seus planos de poder.

Jair Bolsonaro enfim chegou ao status que mais temia: ser apenas a Rainha da Inglaterra, com muita pompa e circunstância, mas nenhum poder.

E o novo primeiro ministro, Braga Netto, além de ser aquilo que se convencionou chamar de Presidente Operacional, será o Primeiro Ministro, movimento que começou com o exílio do mequetrefe Onyx Lorenzoni para uma pasta sem expressão.

Os militares agora surfam o que restou da popularidade de Bolsonaro, uns 30% dos eleitores do País, e se preparam para a ingente tarefa de recuperar os danos da pandemia e da economia, que deverá recuar este ano algo em torno de dois dígitos, a exemplo de outros países.

O mundo se prepara para entrar numa recessão violenta, a qual deverá gastar anos para seu restabelecimento.

Bolsonaro vai continuar morando no Alvorada, vai continuar passeando no Planalto e representando o País nas grandes solenidades.

Será o carregador da faixa presidencial. E sangrar mais 3 anos, um walking dead de Brasília, e quando sair de lá será retirado até dos anais da história. O que não será exagerado ao considerar-se o maior erro eleitoral da história Republicana.

God save the Queen!

Brasil não chegará a 100 mil mortes por COVID, diz Ministério.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis. Foto de Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Por  André Borges e Julia Lindner, no Estadão, editado.

Ministério da Saúde evitou fazer estimativas sobre quantos casos de contaminações prevê atualmente em todo o País, dado o ritmo atual de casos registrados diariamente de contaminações e mortes.

O secretário-executivo da pasta, João Gabbardo dos Reis, disse, porém, que não acredita que o Brasil chegue a registrar 100 mil óbitos pelo novo coronavírus.

“Nós não acreditamos que chegue nesse número (de 100 mil mortos). E vamos trabalhar muito para que esse número não aconteça”, comentou Gabbardo, durante coletiva de imprensa realizada no Palácio do Planalto nesta sexta-feira, 03, quando o Brasil chega a 9.056 casos confirmados da covid-19.

Foram 1.146 novas confirmações nas últimas 24 horas. As mortes pela doença subiram de 299 para 359 óbitos. A atual taxa de letalidade está em 4%.

Gabbardo respondia a um questionamento da imprensa, que se baseou em uma projeção do próprio Ministério da Saúde, de que cerca de 50% da população brasileira pode ser contaminada pelo vírus nos próximos meses, ou seja, cerca de 107 milhões de brasileiros. Por esse raciocínio, se for tomado como base um grau de letalidade de 0,01% da Covid, mais de 100 mil pessoas morreriam da doença.

Gabbardo afirmou que, pelo mesmo raciocínio, a China, com quase 1,5 bilhão de habitantes, teria 750 mil óbitos, quando o país informou ter pouco mais de 3 mil óbitos.
O ministro Luiz Henrique Mandetta, no entanto, ponderou que o número da China pode, simplesmente, não refletir a verdade.

“A não ser que o número da China não retrate a realidade”, comentou. “Isso daí as academias de ciência do mundo inteiro está analisando. Seja lá como for, nós daremos o máximo de transparência e o máximo de confiança com nossos dados. Agora, realmente um país com 1,5 bilhão de pessoas falar que perdeu 3 mil pessoas com um vírus que está causando isso, é realmente digno de muitas perguntas.”

Na semana passada, um estudo da Imperial College de Londres, instituição que vem fazendo quase em tempo real projeções matemáticas do crescimento da pandemia e avaliações das ações em andamento, havendo uma restrição mais ampla de isolamento no Brasil, e feita de modo rápido, poderiam ocorrer cerca de 44 mil mortes no País.

Em um cenário com regras menos rígidas de isolamento, como deseja o Presidente da República, a previsão é de cerca de 627 mil óbitos, uma tragédia sem precedentes no País, maior até que a soma de 10 anos de mortes violentas, um dos sérios problemas sociais do Brasil.

Estados Unidos tem recorde absoluto de mortes em 24 horas.

E agora, mr. Trump? Vai continuar a besteira do isolamento vertical? Ligue para o pamonha do Bolsonaro e grite: “É cilada, brother!”

Até a tarde desta sexta-feira (3) os Estados Unidos haviam contabilizado sete mil mortes em consequência de complicações provocadas pelo novo coronavírus. O painel da Universidade Jhons Hopinks informou ainda que o número de testes positivos para a doença atingiu a marca de 261.438 mil ocorrências.

Nesta quinta-feira (2), o EUA registrou 1.169 mortes em 24h, recorde mundial de óbitos pelo novo coronavírus. Somente hoje já foram computadas 930 mortes.

O Estado de Nova York bateu seu recorde diário de mortes do novo coronavírus, já que computou mais 562 óbitos nas últimas 24 horas e chegou a um total de 2.935, de longe a maior cifra de qualquer Estado norte-americano, disse o governador Andrew Cuomo nesta sexta-feira.

Segundo o painel, o novo coronavírus já infectou 1,83 milhão de pessoas no mundo. Deste total, 58.243 foram a óbito e 225.422 pessoas receberam diagnóstico de cura.

Empresa chinesa cancela venda de 600 respiradores contratados para a Bahia e o Ceará; carga fica retida em Miami.

Molecagem é o que se vê por aqui.

A compra de 600 respiradores artificiais pelo Consórcio Nordeste, grupo que reúne os nove governadores da região Nordeste do país, foi cancelada pela empresa chinesa que produz o equipamento.

O material seria distribuído entre a Bahia, que receberia 400 unidades, e o Ceará, que ficaria com os outros 200, segundo informações da assessoria de comunicação do governo baiano. O valor do contrato era de R$ 42 milhões.

A assessoria do Consórcio Nordeste informou que a carga ficou retida no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos.

“A operação de compra dos respiradores foi cancelada unilateralmente pelo vendedor. Nesse momento, estamos buscando novos fornecedores”, informou a assessoria da Casa Civil do governo baiano. Segundo o órgão, a empresa não deu explicações sobre o motivo do cancelamento.

Quantos desses respiradores poderiam vir para Barreiras. Uns 20 ou 25? Qualquer quantidade seria um alento para uma região de quase 850 mil habitantes que conta nos dedos da mão esquerda o número de leitos de UTI dedicados ao atendimento de infectados pelo Coronavírus. 

Não esqueça de agradecer todos os dias e fazer uma oração ao deputado Eduardo Bananinha Bolsonaro, que, num ato de molecagem sem precedentes, resolveu agredir a China e o Embaixador Chinês no Brasil.

É óbvia a má vontade dos chineses com o Brasil, depois do episódio, até porque o Ministro das Relações Exteriores e o Governo brasileiro apoiaram o moleque na ocasião.

Os agronegociantes brasileiros serão os próximos a lamentar a atuação pífia do Governo e dos seus moleques atrevidos na condução dos negócios com o maior parceiro comercial do País.

Barreiras: Prefeitura emite nota pública de falecimento por feirante.

É com tristeza e pesar que recebemos a notícia do falecimento de Isabel Nascimento Elias, feirante do Centro de Abastecimento de Barreiras (CAB). Ela estava internada no Hospital do Oeste há cerca de 20 dias e faleceu na manhã desta sexta-feira (3), em decorrência de complicações cardíacas.

Feirante há quatro anos no setor de temperos do CAB, Isabel era solteira e deixa dois filhos: uma menina de 11 anos e um menino de 5 anos. O velório será na Rua Argentina 48-A, bairro Boa Sorte, porém, com restrições à aglomeração de pessoas, conforme orientação das autoridades em saúde pública durante a pandemia do Coronavírus.

O enterro será no sábado (4), às 9h no cemitério Jardim da Saudade, em Barreiras.

Nesse momento de dor e tristeza nos unimos a equipe da Secretaria de Agricultura e Tecnologia, aos familiares e amigos de Isabel Nascimento para transmitir nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade, pedindo a Deus que conforte os seus corações.

Mandetta e Governadores sobem na aceitação em pesquisa. Bolsonaro despenca.

Uma pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 3, mostra que a aprovação da forma como o Ministério da Saúde, na pessoa do ministro Luiz Henrique Mandetta, conduz o enfrentamento da pandemia do coronavírus disparou e é mais que o dobro da registrada pelo chefe do Executivo federal, presidente Jair Bolsonaro.

Em comparação com a pesquisa anterior, feita entre os dias 18 e 20 de março, a aprovação do Ministério da Saúde cresceu de 55% para 76% – apenas 5% reprovam as atitudes da pasta (antes, eram 12%). Já o número dos que avaliam como regular caiu de 31% para 18%.

No mesmo período, a aprovação do Presidente variou dentro da margem de erro – de três pontos percentuais para mais ou para menos – e foi de 35% para 33%. As taxas de reprovação (de 33% para 39%) e dos que acham regular a forma como Bolsonaro age na emergência sanitária (de 26% para 25%) também oscilaram dentro da margem, mas, no caso da reprovação, no limite dela.

As divergências entre Bolsonaro e Mandetta começaram a ficar públicas há pouco mais de duas semanas e tiveram como ponto central a questão do isolamento social, prática defendida pelo ministro e pela grande maioria das autoridades de saúde do mundo como importante para frear o avanço da epidemia.

Bolsonaro estimulou manifestações de rua em seu apoio em meio à pandemia e chegou a cumprimentar manifestantes em frente ao Palácio do Alvorada no dia dos atos, 15 de março.

Também fez um pronunciamento em rede nacional de TV no dia 24 de março no qual atacou os governadores por implantarem o que chamou de “confinamento em massa”.

Enquanto isso, o ministro seguiu defendendo o isolamento social nas entrevistas quase diárias que ele e sua equipe vinham concedendo.

Na quinta-feira, 2, em entrevista à rádio Jovem Pan, Bolsonaro, ao ser questionado se pensava em demitir Mandetta, afirmou que não faria isso em meio à pandemia, mas bateu no ministro. Disse que, em alguns momentos, “tá faltando humildade” ao auxiliar. “Mandetta já sabe que estamos nos bicando. Ele está extrapolando. Mas não posso demitir ministro em meio ao combate. Nenhum ministro meu é indemissível”, disse. “Acho que o Mandetta em alguns momentos teria que ouvir um pouco mais o presidente da República”, completou.

Ouvido pelo jornal Folha de S. Paulo, Mandetta rebateu: “Quem tem mandato fala e quem não tem, como eu, trabalha”, disse. Segundo a coluna Radar, depois de ser atacado publicamente pelo presidente, o ministro foi jantar com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia, na residência oficial do Senado. Na conversa, estava inconsolável. Disse aos chefes do Congresso que a situação com o presidente era “insustentável”.

Governadores

A aprovação à atuação dos governadores durante a pandemia ficou estável entre os dois levantamentos: a aprovação passou de 55% para 58%, a taxa dos que acham regular ficou igual (16%) e a dos que reprovam variou de 28% para 23%. Os chefes dos Executivos estaduais são os que têm tomado as medidas mais duras desde o início da crise, como o fechamento do comércio e de estradas, o que levou muitos deles a entrarem em choque com Bolsonaro.

A pesquisa foi feita entre quarta-feira, 1º, e sexta-feira, 3, com 1.511 entrevistados por telefone – em razão da pandemia, o instituto não está fazendo pesquisa presencial – em todas as regiões do país.

Da Folha e Veja, editado por O Expresso.

LEM: apenas uma semana sem chuvas para o Prefeito recuperar a cidade.

LEM cidade altaneira, nunca mais me esqueço de tu; aqui criei limo nos dentes e telha de aranha na rima rica. (versinho atribuído ao baiano Ruy Barbosa).

A partir do dia 10 deste mês, na próxima sexta-feira, teremos uma sequência de dias chuvosos, com precipitações entre 10 mm e 24 mm.

Pois então: ou a Prefeitura dá conta de tapar os buracos das ruas mais estragadas até essa data ou vamos esperar para o final do mês.

Em paralelo a isso, o comércio aberto e as pessoas circulando, vão apertar o esquema da saúde, com novas contaminações em 15 dias.

A situação é a seguinte: se correr o bicho pega; se parar, o bicho come.

Prefeitura diz que sofreu “ataque cibernético” em suas contas da Caixa.

Ataque de hackers movimentou quase meio milhão de reais.

A prefeitura de Luís Eduardo Magalhães enviou no início da tarde de hoje uma nota oficial informando que um ”ataque cibernético” foi realizado em contas da agência 2734, da caixa econômica federal. Segundo a nota enviada pela Secretário Municipal de Administração e Finanças, uma fraude teria ocorrido no dia 30 do mês anterior, data do aniversário da cidade. Confira a nota em que o caso está detalhado:

NOTA OFICIAL

A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães vem por meio desta informar aos seus munícipes que algumas das suas contas correntes junto à Caixa Econômica Federal, agência 2734, foram vítimas de “ataque cibernético” na tarde de segunda-feira (30). O secretário de Administração e Finanças foi contatado por um funcionário da Superintendência da CEF, localizada em Barreiras, quando o mesmo desconfiou de diversas atividades suspeitas naquela data, em dia de feriado, por ocasião do aniversário da cidade.

Imediatamente o secretário da pasta, Ricardo Knupp, determinou o bloqueio de todas as senhas de acesso às contas, combatendo a ação criminosa.

Após a solicitação dos extratos de todas as contas da municipalidade, o secretário compareceu a Delegacia de Polícia Territorial de Luís Eduardo Magalhães, onde registrou, em Boletim de Ocorrência, a fraude identificada em quatro contas distintas, totalizando o montante de R$ 484.905,55 (quatrocentos e oitenta e quatro mil, novecentos e cinco reais e cinquenta e cinco centavos). E informou através de Ofício, à Delegacia de Polícia Federal em Barreiras o ocorrido, para que todas as medidas cabíveis fossem tomadas no intuito de identificar os possíveis responsáveis pelos ilícitos praticados.

Ministros do TSE negam extensão dos mandatos de prefeitos e vereadores


Ministro Luís Roberto Barroso

Do jornal O Globo

Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cogitam adiar as eleições municipais de outubro para dezembro, devido à pandemia do coronavírus. A decisão sobre a data das votações deve ser tomada entre fim de maio e início de junho, a depender da situação sanitária do país. Ainda que o quadro não esteja definido, os ministros descartam a possibilidade de prorrogação dos mandatos atuais. Isso aconteceria se as eleições fossem reagendadas para 2021. Ou, ainda, se houvesse unificação com as eleições gerais de 2022.

— A saúde pública, a saúde da população é o bem maior a ser preservado. Por isso, no momento certo será preciso fazer uma avaliação criteriosa acerca desse tema do adiamento das eleições. Mas nós estamos em abril. O debate ainda é precoce. Não há certeza de como a contaminação vai evoluir. Na hipótese de adiamento, ele deve ser pelo período mínimo necessário para que as eleições possam se realizar com segurança para a população. Estamos falando de semanas, talvez dezembro — disse o ministro Luís Roberto Barroso, que vai presidir o TSE a partir de maio.

O ministro afirmou que eventual prorrogação de mandatos não está sendo cogitada na Corte, porque violaria a Constituição Federal.

— A ideia de prorrogação de mandatos dos atuais prefeitos e vereadores até 2022 não me parece boa. Do ponto de vista da democracia, a prorrogação frauda o mandato dado pelo eleitor, que era de quatro anos, e priva esse mesmo eleitor do direito de votar pela renovação dos dirigentes municipais. Se for inevitável adiar as eleições, o ideal é que elas sejam ainda este ano, para que não seja necessária a prorrogação de mandatos dos atuais prefeitos e vereadores — declarou.

Barroso acrescentou que unificar as eleições municipais com a disputa nacional de 2022 seria prejudicial por outro motivo: os temas a serem tratados nas campanhas são totalmente diferentes. A disputa nos municípios é mais voltada para assuntos locais, como transportes, planejamento da cidade e limpeza urbana. Já a eleição geral trata de temas de interesse nacional, como política econômica e programas sociais. Além disso, unir eleições locais e nacionais seria inviável operacionalmente.

— As eleições municipais deverão mobilizar 750 mil candidatos, cujas candidaturas precisam ser objeto de registro e que, em caso de impugnação, precisam ser decididas pela Justiça Eleitoral. Já é um número muito expressivo. Juntar a eles os questionamentos de registros de candidaturas à Presidência da República, ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas significa criar imensas dificuldades para a administração do pleito pela Justiça Eleitoral. Um verdadeiro inferno gerencial — afirmou.

Barroso lembrou que houve prorrogação de mandatos durante a ditadura militar, quando uma emenda constitucional estendeu até 1982 o mandato de prefeitos e vereadores eleitos em 1976, e que deveria terminar em 1980.

— Não custa lembrar que nesse meio tempo, o Congresso Nacional foi fechado, com base no AI-5, para outorga do chamado Pacote de Abril, um conjunto de medidas eleitorais igualmente casuísticas. E a campanha eleitoral se desenvolveu sob a égide da Lei Falcão, que somente permitia a exibição, na TV, da foto do candidato, sem direito a fala — observou.

Embora não esteja definido se as eleições serão mesmo adiadas, providências que precisam ser tomadas pela Justiça Eleitoral antes da votação já foram suspensas, por conta do coronavírus. A maioria dos técnicos do tribunal está trabalhando remotamente. Por isso, não foi possível realizar um teste agendado para meados de março. Há outro teste marcado para depois da Semana Santa, que também deverá ser adiado.

Os testes são de software e também do sistema operacional da urna. Além disso, há outros testes fundamentais que precisam ser realizados antes da votação, como simulações da eleição e totalização de votos. Também está suspenso o treinamento dos cerca de 2 milhões de mesários que atuarão nas votações, o que também prejudica o calendário da Justiça Eleitoral.

Técnicos do TSE ouvidos pelo GLOBO também apontam uma outra questão: ainda que a eleição seja adiada para dezembro, existe uma série de providências que precisam ser tomadas depois das votações que precisariam ser ajustadas. Antes das posses dos eleitos, em 1º de janeiro, os candidatos devem apresentar prestações de contas e essas contas precisam ser analisadas pela Justiça Eleitoral. Em seguida, vem a diplomação dos candidatos. E, por último, a posse. Para os técnicos, a definição da data da eleição é fundamental para fazer esse planejamento.

Em nota, a atual presidente do TSE, ministra Rosa Weber, declarou que não cogitava adiar as eleições de outubro por conta do coronavírus. Disse que o debate ainda era “precoce”. Barroso também tinha se pronunciado nesse sentido. Mas, diante do avanço da Covid-19 no Brasil, as conversas entre ministros tomaram outro rumo.

Por lei, as convenções partidárias estão agendadas para agosto. É o início oficial do processo eleitoral. A depender do cenário da pandemia, não teria como realizar as convenções na data prevista. Nem tampouco as campanhas, que começam depois das convenções – ao menos nos moldes conhecidos. Eleições pressupõem o contato entre as pessoas. Não seria possível substituir isso por uma videoconferência, na visão de ministros.

No TSE, também estão sendo discutidas formas de se fazer campanha sem aglomeração, caso não sejam adiadas a votação. Se essa hipótese seguir adiante, as campanhas deste ano serão as primeiras sem o chamado corpo a corpo. Os ministros também conversam sobre as zonas eleitorais. A dúvida é como realizar eleições sem fila para votar, ou com o menor número possível de pessoas reunidas.

Ministros ouvidos pelo GLOBO lembraram que a definição da data das eleições não está somente nas mãos do TSE. O Congresso Nacional poderia aprovar uma proposta de emenda constitucional para mudar o calendário eleitoral. E, se for necessário adiar a posse dos eleitos, por conta das providências a serem tomadas depois da votação, também caberá aos parlamentares aprovar nova data.

— A palavra final na matéria será do Congresso Nacional, a quem cabe aprovar emenda constitucional a respeito, se vier a ser o caso — concluiu Barroso.

Isso significa que quem quiser continuar em suas fofas poltronas, gozando das mordomias inerentes ao cargo, agora vai ter que botar o pé na lama para conquistar votos. Nada de bônus. Vai com Coronga e com tudo que a sinecura e a vida boa estão por um fio.

Fatos e fotos de ontem no Brasil

Começou o espetáculo macabro da “gripezinha”

A alta movimentação por enterros no cemitério da Vila Formosa, que é o maior da América Latina e fica localizado na zona leste de São Paulo, foi destaque no jornal americano The Washington Post, nesta quinta-feira, 2, que publicou imagem de dezenas de covas abertas para receber vítimas fatais do coronavírus.

Na legenda da foto, o jornal lembrou que Jair Bolsonaro já tratou a doença como uma “fantasia”.

Não se assustem: essa é apenas a primeira fase. Depois virão as covas coletivas, pulverizados com cal virgem por todos os lados e pela incompetência de nossos homens públicos.

O Brasil saltou de 203 para 299 mortos por Coronavírus em 24 horas, segundo relato diário do Ministério da Saúde. Mas aí, no fim da noite de ontem, veio outra notícia: a estatísticas das secretarias de saúde dos estados elevava as mortes para 324.

Então a taxa de incremento das mortes foi de 55%. Se mantida essa taxa, nesta sexta-feira teremos o número de mortes pulando para 502. E no final da segunda-feira já teremos a soma de 1.870 mortes, com 664 por dia, já perto dos recordes de Itália, Espanha e Estados Unidos.

Basta mais uma semana para nos alinharmos com a tragédia que está acontecendo na Ásia, na Europa e na América do Norte.

Enquanto isso, “professoras” encomendadas vão ao Palácio da Alvorada pedir a Bolsonaro para liberar as escolas e o comércio, se necessário “com os militares nas ruas”.

Que os anjos do Senhor, com suas espadas flamejantes, afastem esse bando de malucos da nossa trajetória.  

Malasuerte ou Malafeia leva castigo de rede social.

Malafeia, um dos quatro cavaleiros da Porca Alice. Por Renato Aroeira.

O Twitter apagou sete postagens do pastor evangélico Silas Malafaia nesta quinta-feira (2), registra o Painel da Folha.

Nos tuítes, Malafaia colocava em questão a eficácia das quarentenas no combate ao novo coronavírus no Brasil e apoiava as críticas de Jair Bolsonaro às medidas restritivas impostas pelos governadores.

Vai ser um massacre: casos de Covid-19 chegam a 8.000 e mortes a 300.

Forças Armadas promovem ação de desinfecção no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), uma das medidas adotadas para prevenir a contaminação pelo novo coronavírus

O índice de letalidade aumentou de 3,5% para 3,8%. Sem prejuízo do casos e óbitos sub-notificados

O número de casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus no país subiu de 6.836 para 7.910 de ontem (1º) para hoje (2), conforme atualização do Ministério da Saúde. O número de mortes passou de 240 para 299. O índice de letalidade subiu de 3,5% para 3,8%.

As mortes ocorreram em São Paulo (188), Rio de Janeiro (41), Ceará (20), Pernambuco (nove), Piauí (quatro), Rio Grande do Sul (cinco), Paraná (quatro), Amazonas (três), Distrito Federal (quatro), Minas Gerais (quatro), Bahia (três), Santa Catarina (dois), Rio Grande do Norte (dois), Sergipe (dois), Alagoas (um), Maranhão (um), Mato Grosso do Sul (um), Pará (um), Espírito Santo (um), Goiás (um), Paraíba (um) e Rondônia (um).

Como vem ocorrendo diariamente, o governo atualizou nesta tarde, em coletiva no Palácio do Planalto, os dados do avanço da doença no país. Participaram os ministros da Casa Civil, Walter Braga Netto; da Saúde, Luiz Henrique Mandetta; da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves; e do Turismo, Álvaro Antônio.

Novos casos

Os novos casos totalizaram 1.076. O resultado significou um aumento de 16% em relação ao total registrado antes. Mas, se considerados apenas os novos casos, o desempenho foi menor do que nos dois dias anteriores, quando os números foram, respectivamente, de 1.119 (em 1º de abril) e 1.138 (em 31 de março).

Nas últimas 24 horas, foram 58 novas mortes. O resultado é o maior série histórica. Nos três dias desta semana, os números de novas mortes totalizaram 23, 42 e 40.

No tocante ao perfil das vítimas, 58% eram homens e 42%, mulheres. No recorte por idade, 89% das vítimas tinham acima de 60 anos.

Em relação ao quadro de saúde, 152 pessoas apresentavam alguma doença do coração,104 tinham diabetes, 42 tinham alguma condição de pneumopatia e 30 estavam com uma doença neurológica. As hospitalizações aumentaram de 1.274 para 1.587, uma elevação de 24%.

avanço do coronavírus no Brasil

Da Agência Brasil, editado por O Expresso.

Brasil tem milhões de pessoas nos grupos de risco do Coronavírus

Veja no portal da Agência Pública:

Além de 22 milhões de idosos, país tem quase 3 mil internações por dia causadas por doenças do grupo de risco para a Covid-19, como pneumonia, diabetes e hipertensão

Cerca de 3 mil internações por dia — essa é a média de hospitalizações no SUS de pessoas com doenças como pneumonia, diabetes e hipertensão.

Segundo levantamento da Agência Pública, essas enfermidades levaram a mais de 1 milhão de internações na rede pública de saúde brasileira apenas em 2019, número que coloca milhares de brasileiros na faixa com maior risco para a infecção por coronavírus.

E não se trata apenas de idosos: a maioria dessas hospitalizações (59%) envolveu pessoas com menos de 60 anos.

Além das internações, a reportagem contabilizou 83 mil mortes por essas condições no país em 2019 — cerca de 230 por dia. Para chegar a esses dados, a Pública levantou todas as internações e óbitos hospitalares em 2019 cuja causa principal foi tuberculose respiratória, pneumonia, asma, diabetes, obesidade, hipertensão e insuficiência renal.

Cartórios já registram mais óbitos por COVID-19 do que o Ministério da Saúde

Dados divulgados pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) informam que o Brasil teve, até as 20h desta 4ª feira, 294 óbitos com “causa mortis” identificada como suspeita ou confirmação de Covid-19 por médicos que assinaram atestados de óbitos em todo o país. Dados do Ministério da Saúde, no entanto, dão conta de 241 mortes até a tarde de 4ª feira.

Os números fazem parte do Portal da Transparência (transparencia.registrocivil.org.br/especial-covid), plataforma eletrônica que reúne os dados registrados pelos cartórios de todo o País e que é administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil).

O portal tem o objetivo de proporcionar uma melhor compreensão do impacto da pandemia do novo coronavírus sobre a sociedade brasileira, contribuindo para a apuração de subnotificações de casos fatais. São Paulo, com 203 óbitos, e Rio de Janeiro, com 46, são os estados com mais mortes registradas como confirmadas/suspeitas de COVID-19. Na sequencia aparecem Distrito Federal com 8 casos e Pernambuco, com 7.

A plataforma disponibiliza, ainda, as estatísticas de registros de óbitos cuja causa mortis foi apontada pelos profissionais de saúde como Insuficiência Respiratória e Pneumonia, doenças relacionadas ao surto de COVID-19, que podem constar como causas de falecimentos.

Somente no mês de março de 2020 foram registrados 9.036 óbitos destas doenças em todo o País.

“Trata-se de um serviço de transparência para a população, para o governo, sociedade e para a imprensa acompanharem, em tempo real, as informações desta grave crise de pandemia mundial e seus reflexos no Brasil”, explica o vice-presidente da Arpen-Brasil, Luis Carlos Vendramin Júnior.

“Assim como outras profissões essenciais, os cartórios seguem abertos, registrando nascimentos, óbitos e fazendo os atendimentos à população em meio a esta crise de saúde pública”, completa.

Mesmo a plataforma sendo um retrato fidedigno de todos os óbitos registrados pelos Cartórios de Registro Civil do País, os prazos legais para a realização do registro e para seu posterior envio à Central de Informações do Registro Civil (CRC Nacional), regulamentada pelo Provimento nº 46 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), podem fazer com que os números sejam ainda maiores.

Isto por que a Lei Federal 6.015 prevê um prazo para registro de até 24 horas do falecimento, podendo ser expandido para até 15 dias em alguns casos, enquanto a norma do CNJ prevê que os cartórios devem enviar seus registros à Central Nacional em até oito dias após a efetuação do óbito. Portanto, o portal que é atualizado dinamicamente

A Covid-19 é uma doença altamente contagiosa que já deixou mais de 30 mil mortos no mundo. A primeira morte em decorrência da infecção pelo novo coronavírus foi registrada no Brasil no dia 16 de março.

Entre seus sintomas, estão tosse seca, coriza, dor no corpo e febre — todos muito semelhantes aos apresentados em casos de gripes e resfriados. Segundo dados do Ministério da Saúde 86% dos casos de Covid-19 não apresentam sintomas.

Para garantir o diagnóstico, são necessários testes específicos, que estão cada vez mais escassos nos postos de atendimento.

Sobre a Arpen-Brasil

Fundada em setembro de 1993, a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) representa a classe dos Oficiais de Registro Civil de todo o país, que atendem a população em todos os estados brasileiros, realizando os principais atos da vida civil de uma pessoa: o registro de nascimento, o casamento e o óbito.