
Deltan Dallagnol. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil





Por determinação do Ministério Público Estadual (MPE), a Corregedoria da Polícia Militar instaurou, na manhã desta terça-feira (15), um inquérito policial militar para investigar a conduta ilícita de militares ligados ao deputado estadual Prisco. Fechamento de avenidas, ataques contra ônibus e bancos, faltas em serviço, entre outras irregularidades serão apuradas.
Entre os casos citados pelo MPE, está o ataque contra dois ônibus, na região do Subúrbio Ferroviário, ocorrido na última quinta-feira (10). Na ocasião, Anselmo Souza dos Prazeres, filiado da Aspra e soldado da 18a CIPM (Periperi), foi flagrado após atravessar dois coletivos na Avenida Suburbana. Ferido após confronto, ele segue internado.
“Vamos cumprir o pedido do MP e relatar a participação de cada militar neste movimento irregular. Além das ações de vandalismo, seremos rigorosos com o pequeno número que está faltando sem justificativa plausível”, afirmou o corregedor da PM, coronel Augusto César Miranda Magnavita.


A prefeitura de São Desidério por meio da Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Econômico (SEAGRI) lançou na sexta-feira, 11, um pacote de programas para fomentar os investimentos na agricultura familiar. Programas municipais como o Prolavoura e Proleite e programas em parceria com outras esferas governamentais, instituições e empreendimentos particulares como o Garantia Safra e o Agro Amigo agora vão incrementar o apoio e ajudar o pequeno produtor rural no trabalho no campo e na comercialização de seus produtos.
Centenas de pequenos produtores rurais de mais de 30 comunidades participaram do evento que contou com momentos de esclarecimentos sobre os programas e orientação sobre como investir mais e melhor nos produtos da agricultura familiar. Autoridades políticas também participaram do evento.
“Nós estamos muito felizes com as parcerias conquistadas, temos profissionais qualificados na pasta que já atuam no dia-a-dia junto ao pequeno produtor e agora, conseguimos recuperar linhas de crédito para que o produtor interessado possa investir, por meio do Agro Amigo, agradecemos a parceria com as instituições e comércios apoiadores, nossa missão é buscar a melhoria de vida e de produção”, comemora a secretária da SEAGRI, Patrícia Rocha.
O coordenador do Agro Amigo, Marlon Cruz falou sobre a importância do programa para o município. “O Retorno do Agro Amigo também conhecido como Pronaf em São Desidério foi uma ação conjunta de grande importância para o pequeno produtor que deseja investir no campo, o município tem se tornado destaque na região pelo investimento na agricultura familiar, por isso estamos confiando e acreditando no desenvolvimento do setor também por meio do crédito”.
“Estamos vivendo um momento muito bom, recebemos orientação técnica, investimento e nosso produto já sai da lavoura com destino certo de comercializar, hoje tá mais fácil trabalhar no campo e com a liberação de crédito a gente tem como crescer mais”, diz satisfeito o lavrador Afonso Paulo Alves.
A pasta tem trabalhado para desenvolver e levar melhoria de vida para os pequenos agricultores com aumento da produção e produtividade, gerando mais comercialização e renda, realizando diversas ações, serviços e programas, como os Programas Prolavoura e Proleite que desde 2017 já beneficiaram mais 2.500 famílias, atualmente mais de 100 agricultores familiares, cooperativas e associações têm suas rendas incrementadas por meio dos programas de compras públicas PNAE e PAA, mais de 190 pequenos agricultores receberão o Garantia Safra no período de 2019/2020 por perdas relativas às dificuldades climáticas, além da atuação direta dos profissionais da secretaria nas comunidades rurais com assistência técnica.



O indiciamento se deu em dezembro de 2016 – dia em que Malafaia foi alvo de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a depor) – e revelado pela revista “IstoÉ”. O G1 confirmou a informação da revista.
Corre o sagrado ano de 2019. Ninguém sabe onde foi parar o Inquérito proviniente da Operação Timóteo. Malafaia continua sua pregação contra líderes LGBT e já arrumou uma ruma de processos por homofobia, intolerância e difamação.
Conheça a história
De acordo com a PF, Silas Malafaia recebeu um cheque de R$ 100 mil de um dos escritórios investigados e depositou em uma conta pessoal.
À época da operação, a PF informou que havia “indícios robustos” de que o pastor e os demais investigados se associaram ao esquema, “praticando uma série de delitos contra a administração pública, especialmente lavagem de dinheiro”.
Na prática, o indiciamento significa que o delegado responsável pelo caso vê indícios concretos de que o investigado cometeu determinado crime. Ao ser formalizado, com base nas evidências colhidas durante a apuração, o indiciamento é enviado pela PF ao Ministério Público.



De acordo com a publicação, “fica vedado o uso e o armazenamento de agrotóxicos, sob qualquer tipo de mecanismo ou técnico de aplicação, considerando o grau de risco toxicológico dos produtos utilizados, na parte que pertence a ilha”.
O Poder Executivo municipal tem um prazo de 180 dias, contados da data de publicação para regulamentar a lei – ainda é preciso definir como será a fiscalização e a divulgação da norma para a população. A regra entrará em vigor em outubro de 2020, um ano após a data de publicação.











“Estamos numa ditadura, numa monarquia ou num circo”












“Não há razão nenhuma para concluir Angra III” e “neste momento, na minha opinião e de vários que estudam alternativas energéticas, a energia nuclear está no fim da lista de prioridades como opção energética”, diz Ildo Sauer, diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo e doutor em Engenharia Nuclear, ao comentar a intenção do governo federal de retomar o projeto de Angra III e construir mais seis usinas nucleares no Brasil até 2050.
Segundo ele, as razões objetivas dessa proposta, que ressurge em todos os governos desde 2008, já foram demonstradas: “há uma pressão do lobby da indústria nuclear internacional e das empreiteiras brasileiras, montadoras associadas, como era o caso da Andrade Gutierrez, que acabou resultando numa investigação da Polícia Federal”. Os interesses em torno da energia nuclear, afirma, estão “muito distantes dos interesses de uma política energética científica ou tecnológica relevante para o país, tanto que o líder da Eletronuclear acabou preso e está respondendo a processo. Mas isso justifica, talvez, o ímpeto com que, periodicamente, ignorando fatos objetivos em relação à viabilidade econômica, à conveniência ambiental e à presença de riscos, se pensa, em comparação com outras alternativas, sobre os benefícios de concluir uma usina ou iniciar outras”.
Na avaliação de Sauer, “é difícil compreender” o que move o governo atual e sua ala militar a proporem novos investimentos em energia nuclear, quando o Brasil dispõe de uma série de fontes alternativas. “Em geral, aparecem critérios obscuros, especialmente agora, na manifestação do ministro militar [Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior, ministro de Minas e Energia], de que investir em energia nuclear é investir em tecnologia, de que é relevante, de que temos o ciclo do combustível, de que o Brasil detém reservas de urânio e capacidade de fazer enriquecimento de urânio, e de que seria uma perda estratégica não usufruir dessa possibilidade. Pois bem, nada disso se sustenta”, assegura.
Apesar de ser contrário aos investimentos em energia nuclear, o engenheiro adverte que “não podemos demonizá-la” e defende a continuidade das pesquisas científicas e tecnológicas na área nuclear por causa dos benefícios que elas podem trazer para a medicina, a agricultura e a biologia. “Agora, dizer que temos que usar o urânio existente na Bahia, no Ceará e talvez na Amazônia e exportá-lo ou usá-lo aqui só porque ele existe, não tem sentido”, reitera.
Na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line na semana passada, após participar de um ato em defesa da Petrobras no Rio de Janeiro, Sauer menciona que “a opção de desnacionalizar a Petrobras e a Embraer é defendida por uma fração pequena das Forças Armadas, que perderam a noção de que seu papel é relevante para garantir a soberania”. Para ele, hoje o ministro da Economia, Paulo Guedes, “é o grande inimigo do povo brasileiro”.
Crítico ao modo como os governos FHC, Lula e Dilma trataram a questão energética no país nas últimas décadas, Sauer também reprova o modo como o tema vem sendo conduzido pelo atual governo. “É isto o que o Guedes está anunciando: está entregando o pré-sal sem compreender a sua dimensão. De maneira que o plano que o governo vem anunciando é um desastre total contra o interesse público”, avalia. E lamenta: “Eu vejo com tristeza absoluta, como hienas se refestelando com sobras de um banquete futuro, governadores e senadores indo a Brasília e pedindo uma fatia daqueles 100 bilhões de reais do bônus de assinatura, esperado para entregar de 10 a 15 milhões de barris já descobertos, cuja produção vai gerar um excedente mínimo da ordem de 400 a 500 bilhões de dólares”.
Ildo Sauer foi diretor executivo da Área de Negócios de Gás e Energia da Petrobras de 2003 a 2007. Desde 1991, é professor na Universidade de São Paulo. Engenheiro civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Sauer é mestre em Engenharia Nuclear e Planejamento Energético pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutor em Engenharia Nuclear pelo Massachusetts Institute of Technology. Recebeu pela USP o título de Livre Docência em 2004.



O conteúdo da ação estava sob sigilo até a Justiça Federal decidir pelo afastamento do coordenador da FTIP no Pará, Maycon Cesar Rottava, por improbidade administrativa. No documento, o MPF afirma que mesmo sem evidências de que o comandante tenha executado diretamente os supostos atos de abuso de autoridade, tortura e maus tratos, há indícios de que ele manteve “postura omissiva”.
O Governo do Pará, como também o Marreco Sádico de Maringá, negam que houve agressão a detentos.

Foi lançado na noite de ontem, na livraria Cultura, no Shopping Iguatemi em São Paulo o livro Ser Extraordinário é questão de escolha.
O empresário de Luís Eduardo, Gilson Sena, que já é autor do livro Venda Mais Agora e coautor do Manual Completo de Empreendedorismo, participou como coautor do novo livro, com o capítulo: Como ser um profissional Extraordinário.

Trinta e oito coautores participaram do projeto, que tem como objetivo principal fazer com que as pessoas extraiam o máximo do seu potencial e reprograme sua mente para o sucesso, alavanque a carreira e trilhe o caminho do extraordinário.
“Extraordinária é a pessoa que faz mais do que precisa fazer. Entrega sempre mais do que promete. É um detalhe a mais que, ao longo do tempo, faz uma diferença tremenda na sua vida e nos relacionamentos pessoais e profissionais”, declarou o coautor.

Mais de 300 pessoas compareceram ao lançamento e prestigiaram os coautores. A publicação é da Editora Literare Books Internacional.
No mês de novembro, Gilson Sena lançará o livro em Luis Eduardo Magalhães.


Por Adélia Felix, do bnews. Foto Fala Barreiras.


A apreensão de 60 balsas de garimpo ilegal nos rios que serpenteiam o vale do Javari e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Cujubim, no oeste do estado do Amazonas, na fronteira do Brasil com Peru e Colômbia, entre os dias 10 e 13 de setembro, é mais um capítulo da resistência do governo Jair Bolsonaro à lei que permite a destruição de equipamentos usados em garimpos ilegais.
A Agência Pública teve acesso a uma Ação Civil Pública (ACP) impetrada no fim de julho pelo Ministério Público Federal (MPF) à Justiça Federal de Tabatinga, no Amazonas, onde o Ibama, autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, figura como réu, acusado de se omitir na aplicação da Lei 9.605 e do Decreto 6.514, de 2008, que autorizam seus fiscais a destruir balsas, dragas ou qualquer veículo ou equipamento apreendidos em locais de difícil acesso, sem condições de transporte ou que implique risco aos agentes.
A operação Korubo – referência a uma das etnias do vale do Javari de contato recente – durou cinco dias e foi encerrada em 13 de setembro. Envolveu cinco meses de planejamento entre a localização das embarcações e o início da ação e causou prejuízos estimados em até R$ 30 milhões aos empresários que financiam os garimpos ilegais.
No mesmo período, entre 11 e 15 de setembro, os fiscais do Ibama incendiaram retroescavadeiras encontradas em garimpos na Terra Indígena (TI) Trincheira Bacajá, no rio Guamá, e ao longo da BR-163, no Pará.
No caso da Korubo, foram empregados 60 homens das tropas de elite da Polícia Federal, Ibama e Funai. O Comando Militar da Amazônia (CMA) chegou a participar do planejamento, mas no fim não se incorporou à operação, mesmo com a presença de tropas do Exército na região cumprindo missão de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), determinada por decreto de Bolsonaro para combater as queimadas. Leia a reportagem completa