Cinco dias contínuos de chuvas causam 12 mortes em Recife e Região

As fortes chuvas que atingem a região metropolitana do Recife desde a madrugada desta quarta-feira, 24, provocaram transtornos e 12 mortes. Segundo o Corpo de Bombeiros, óbitos foram confirmados após deslizamentos de barreira em OlindaAbreu e Limae na capital pernambucana.

Seis das 12 mortes foram registradas em Olinda, onde mais de 245 milímetros de chuva caíram nas últimas doze horas – o esperado para 20 dias. Ao menos quatro deslizamentos de terra aconteceram na cidade. Sete famílias foram orientadas a sair de suas casas por causa do risco de novos desmoronamentos.

Entre as vítimas, está uma idosa de 78 anos que teve a casa atingida por uma dessas barreiras no bairro de Águas Compridas. Na mesma localidade, outra queda de barreira destruiu uma residência e matou um jovem de 25 anos.

No bairro de Passarinho, muitas árvores de grande porte caíram por em função das chuvas. Dois casais morreram. Do Estadão.

Termosires apresenta projeto de ampliação de escola e inaugura UBS no Arroz

O prefeito de Formosa do Rio Preto Dr. Termosires Neto esteve neste terça-feira (23), no bairro Santana onde na oportunidade apresentou aos moradores o projeto de ampliação e reforma da Escola Municipal da localidade.

Com cerca de 200 alunos matriculados, a previsão de conclusão dos serviços é 2020 e segundo argumentou o prefeito o objetivo central dos serviços a serem executados “é o de melhorar toda a infraestrutura da unidade educacional e oferecer um ambiente mais confortável e com mais comodidade para as crianças.

Com a conclusão dos trabalhos a escola terá maior independência administrativa com direção própria, coordenador pedagógico.

O material de construção já está sendo alocado próxima a unidade.

No sábado (20), aproveitando os festejos da comunidade do Arroz o prefeito inaugurou unidade de saúde que atenderá aproximadamente 300 famílias do entorno.

No ato solene, tomado pela população local, o prefeito Termosires em sua fala argumentou que a unidade de saúde está apta a iniciar o seu pleno funcionamento já na segunda-feira e que está equipada como mobília nova e equipamentos necessários.

“Ao entregar esta unidade de saúde, estamos cumprindo um compromisso assumido com a população ainda no período eleitoral onde os moradores de toda a região não precisaram mais se deslocar até a sede para receberem atendimento básico. Teremos aqui médico clínico geral, enfermeira e atendentes bem como toda a medicação necessária”, salientou o alcaide.

A unidade que foi denominada como Rosa Bispo de Almeida (Mãe Rosa), em homenagem a uma parteira que atendia a região, atenderá aproximadamente 300 famílias do entorno da localidade e está vinculada à Unidade de Saúde da Família Rosendo Barbosa.

Polícia Civil cumpre quatro mandados de busca na Bahia e em São Paulo

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia, confirmou, em notícia à imprensa, a operação de ontem. Operação busca provas sobre a autoria de publicações caluniosas contra magistrados baianos.

O Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado da Polícia Civil apreendeu, na manhã desta quarta-feira (24), computadores, celulares e demais dispositivos móveis em quatro endereços na Bahia e em São Paulo. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Barreiras (2), Formosa do Rio Preto (1) e na capital paulista.

A operação tem o objetivo de identificar os autores de ações caluniosas contra juízes e desembargadores baianos. As investigações tiveram início após denúncia de magistrados baianos sobre a publicação inverídicas em uma revista. Foram alvos dos mandados uma residência em Barreiras e outra em Formosa do Rio Preto, um escritório de advocacia em Barreiras e uma editora em São Paulo.

“O material será analisado pelo Departamento de Policia Técnica para avaliar se houve ou não participação de suspeitos na produção da publicação”, afirmou o diretor do Draco, delegado Marcelo Sansão.

Vem aí a volta da espiriteira de álcool às cozinhas brasileiras.

O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP ), Décio Oddone , afirmou nesta terça-feira que o governo estuda permitir a venda fracionada de gás de cozinha aos consumidores e também do botijão parcialmente cheio. Além disso, ele afirmou que o governo cogita liberar a venda de botijão sem marca de distribuidoras.

Esse é o primeiro estágio: depois teremos a volta ao fogão de lenha, a espiriteira de álcool, querosene ou óleo de soja usado.

Hoje mesmo o sinistro da Economia, o tal Paulo Guedes, foi à TV falar que vai reduzir em 40% o preço do gás. Só que ele não deixou claro que é o gás natural, automotivo e industrial, e não o liquefeito de petróleo, usado no fogão da maioria dos brasileiros.

Depois de alcançarmos o novo milênio, estamos voltando rapidamente aos primórdios do século XX. Que Deus abençoe esta pátria morena, tão distraída.

Petrobras entrega por uma bagatela a BR Distribuidora, líder de mercado e segunda maior renda bruta entre as empresas do País.

Ontem, enquanto Bolsonaro fazia as vezes de animador de auditório, no velho estilo Sílvio Santos, em Vitória da Conquista, a Distribuidora Petrobras foi privatizada, com a venda do controle (37% das ações em seu poder) acionário por R$9,6 bilhões.

Saiu baratinho para os compradores a aquisição da comandita da maior rede de postos e centrais de distribuição da Empresa.

A MAIOR REDE DE POSTOS DO BRASIL E DEZ MIL CLIENTES GRANDES CONSUMIDORES

A Companhia é a maior distribuidora de combustíveis e lubrificantes do Brasil em volume de vendas (conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP). No período de nove meses, encerrado em 30 de setembro de 2017, a participação da Companhia nesse mercado foi de 29,9% (conforme dados da ANP, Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes – Sindicom, Abegás e Companhias Estaduais de Gás).

Neste mesmo período, a Companhia foi líder nos segmentos Rede de Postos, Grandes Consumidores e Aviação, com 24,5%, 42,6% e 56,4% de participação de mercado, respectivamente, também de acordo com as fontes supracitadas.

Em 2016, a Companhia foi a segunda maior empresa brasileira em receita bruta, segundo a Revista Exame Melhores & Maiores, atrás apenas de sua controladora, Petróleo Brasileiro S.A. (“Petrobras”). A receita líquida da Companhia totalizou R$ 86,6 bilhões em 2016 e R$ 61,4 bilhões nos primeiros nove meses de 2017.

A Companhia foi constituída em 1971 para assumir as atividades de distribuição e comércio de produtos de petróleo e derivados, então realizadas pela sua controladora Petrobras.

A Companhia possui a maior capilaridade do mercado de distribuição de combustíveis e lubrificantes do Brasil, servindo mais de 8.000 postos de serviço com bandeira “BR” e, aproximadamente, 14.000 clientes dos segmentos operacionais de Grandes Consumidores, Produtos de Aviação e Outros, conforme abaixo definidos.

A Companhia opera por meio da maior estrutura logística na categoria do país (conforme dados divulgados pela ANP), que inclui 91 bases de armazenamento de combustível, 15 depósitos de lubrificantes e 109 postos de abastecimento em aeroportos, todos estrategicamente distribuídos ao longo das cinco regiões brasileiras, operando com uma frota terceirizada de aproximadamente 8.000 veículos, em 30 de setembro de 2017. Com essa plataforma, a Companhia é capaz de suprir eficientemente as demandas de todos os seus clientes em qualquer município brasileiro.

A Companhia entende que a força das marcas “BR”, “Lubrax”, “BR Mania” e “BR Aviation”, entre outras, é um grande diferencial em relação aos seus competidores, pois são percebidas como marcas associadas à confiança, atendimento e qualidade dos produtos e serviços que a Companhia oferece.

A marca “BR”é licenciada de forma exclusiva para postos de serviço, dentre outros negócios, pela sua controladora Petrobras e utilizada como a bandeira da rede para a qual a Companhia distribui combustíveis e lubrificantes.

A marca “BR” foi a mais lembrada pelos brasileiros, na categoria combustível, nas pesquisas realizadas pelo IBOPE Inteligência, em 2016, e pela Folha de São Paulo –Folha Top of Mind 2016.

No caso da Folha, a liderança vem sendo mantida desde que a categoria foi criada, em 2003 (14 anos consecutivos). A marca “Lubrax”, utilizada no segmento de lubrificantes, também é altamente reconhecida no mercado nacional, como apontaram as pesquisas do IBOPE Inteligência e da Revista Quatro Rodas, ambas de 2016.

A Companhia acredita que as 1.294 lojas de conveniência BR Mania e os 1.572 centros de serviços automotivos Lubrax+ localizados em postos de serviço com bandeira BR, de acordo com dados de 30 de setembro de 2017, tornam a experiência do consumidor no posto de serviço mais prazerosa.

A presença de lojas de conveniência BR Mania e/ou centros de serviços automotivos Lubrax+ nos postos de serviços tem contribuído para a fidelização e gerado vendas adicionais de combustíveis. Além disso, as lojas BR Mania e os centros Lubrax+ geram receitas de royalties para a Companhia.

Os programas de fidelidade Petrobras Premmia (com aproximadamente 11,4milhões de inscritos em 30 de setembro de 2017) e BR Aviation Club (específico para a aviação de pequeno porte), assim como o sistema de controle e monitoramento de frotas (“CTF-BR”), o Cartão Petrobras, o BR Aviation Card e outras ações específicas de marketing também têm agregado valor aos negócios da Companhia.

Os sistemas tecnológicos da Companhia coletam dados sobre os hábitos de consumo dos mais de 2 milhões de consumidores que circulam diariamente nos postos de serviço com bandeira BR.

As transações geradas nas lojas BR Mania e as registradas no programa de fidelidade Petrobras Premmia permitem que a Companhia identifique oportunidades de desenvolver novos negócios e parcerias.

Por fim, com a linha Lubrax, a Companhia é líder no mercado nacional de distribuição de lubrificantes em volume de vendas, com 23,1% de participação, conforme dados do Sindicom, de 30 de setembro de 2017. A Companhia oferece produtos de tecnologia avançada para carros, motos, utilitários, ônibus, caminhões, embarcações, locomotivas e aeronaves e busca sempre acompanhar as tendências mundiais no lançamento de novos produtos, sobretudo as relacionadas à economia de combustível e a questões ambientais.

Nota da Redação:

Os números publicados no texto são da página da própria BR Distribuidora.

Venda de refinarias sem licitação ameaça suprimento de combustíveis

Exemplo de atropelo da lei em benefício de interesses privados com danos graves ao conjunto da sociedade, a privatização sem licitação das refinarias da Petrobras em Pernambuco, na Bahia, no Paraná e no Rio Grande do Sul, anunciada no mês passado, é ilegal e imoral, ocorre a preço vil e está encoberta por um véu de segredo, acusam os autores das ações populares que pedem à Justiça Federal a suspensão imediata da venda. A empresa anunciou também as desestatizações das suas refinarias localizadas em Minas Gerais, no Ceará e no Amazonas e da unidade de industrialização de xisto no Paraná.

Nas ações ajuizadas na quinta-feira 11 no Rio de Janeiro, o técnico em informática Eduardo Henrique Soares da Costa, 49 anos, o engenheiro Igor Mendes Ursine Krettli, 36 anos, ambos funcionários do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Miguez da Petrobras (Cenpes), a técnica de administração e controle do escritório central da Petrobras Natalia Russo Lopes, 33 anos, todos eles dirigentes do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro, e o técnico em eletrotécnica e integrante da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes da Refinaria Duque de Caxias Marcello Bernardo Xavier Reis Sá, 35 anos, acusam o presidente da empresa, Roberto Castello Branco, de ter autorizado “ato ilícito e lesivo ao patrimônio público” e incorrido em “improbidade administrativa”. Prevista no artigo 5º da Constituição, a ação popular visa anular atos lesivos ao patrimônio público e seu maior beneficiário é a população em geral.

A estatal montou um esquema para burlar a lei em duas etapas, acusam os advogados Raquel de Oliveira Sousa, Carlos Eduardo Reis Cleto e Bruno José Silvestre de Barros, que assinam a ação popular. O primeiro passo será criar uma empresa para a qual a Petrobras transferirá as refinarias, os terminais e os oleodutos. Em seguida, a companhia alienará a totalidade da sua participação na firma criada, “buscando se beneficiar da decisão do Supremo Tribunal Federal na medida cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade 5624, no sentido de que nos casos de alienação de controle acionário não se exige licitação, apenas procedimento concorrencial que observe a Constituição”.

A advogada Raquel Sousa argumenta que “o artigo 64 da Lei do Petróleo autorizou a Petrobras a constituir empresas subsidiárias, apenas e tão somente para o ‘estrito cumprimento de atividades de seu objeto social que integrem a indústria do petróleo.’ É evidente que o ato de criar uma subsidiária apenas para alienar seus ativos sem licitação não se encaixa naquela condição”.

O que a advogada descreve caracteriza, portanto, uma manobra ou, nas suas palavras, “flagrante desvio de finalidade com o indisfarçável intuito de alienar os seus ativos sem obedecer às regras da Lei das Estatais (13.303, de 2016) que exigem a licitação para a venda de ativos”. Feita por meio de um contorcionismo legal descrito no texto da ação popular, a operação “caracteriza evidente desvio de finalidade”.

Os enormes prejuízos que o Brasil terá com a desestatização foram detalhados pelo consultor técnico na área de petróleo e gás Paulo César Ribeiro Lima, engenheiro que trabalhou na Petrobras e foi consultor do Congresso Nacional, em audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados na quarta-feira 10. “A privatização provocará grande elevação no custo médio de produção dos derivados. Esse custo nas refinarias da Petrobrás, com o barril do petróleo cotado, por exemplo, a 65 dólares, gira em torno de 1,337 reais por litro. Se elas forem privatizadas, o custo médio poderá aumentar para cerca de 2,001 reais por litro, com uma variação da ordem de 66,8%”, disparou Lima. A venda do refino, é possível concluir, torna mais prováveis novas greves de caminhoneiros.

Além disso, prosseguiu, a flexibilidade e a abrangência das deduções previstas em lei poderão gerar uma grande perda de arrecadação de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e outros tributos federais, de 338 bilhões de reais nos estados e municípios e de 662 bilhões para a União, pelo fato de os royalties serem deduzidos da base de cálculo do IRPJ. No caso da produção da província do pré-sal sob o regime de partilha na Região Nordeste, poderá ocorrer uma perda de receitas de 141,4 bilhões de reais em consequência da ausência de repasses daquele imposto. “A tão celebrada descoberta do pré-sal pode significar, portanto, um empobrecimento dos estados e municípios nordestinos, onde vivem mais de 8 milhões de brasileiros abaixo da linha de pobreza extrema”, alertou o ex-engenheiro da Petrobras.

A privatização, disse, “é totalmente ilegal, a estatal está criando uma subsidiária para vender. Isso é fraude, legalmente as refinarias não podem ser privatizadas. É burla. A justificativa da empresa é focar em exploração e produção, mas hoje os únicos que fazem essa bobagem no mundo são os administradores da Petrobras. Exxon, Shell e todas as outras grandes companhias petrolíferas têm parque de refino e distribuição”.

Segundo Lima, “poderíamos ser autônomos em diesel, o principal derivado, mas não somos, porque o preço de paridade internacional absurdo faz com que o povo pague o preço dos Estados Unidos mais fretes, custos portuários e margem de lucros por todo o diesel consumido no Brasil, incluindo o importado e o produzido pelas refinarias da Petrobras”.

O presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras, Felipe Coutinho, destacou que “somente a Petrobras consegue suprir o mercado doméstico de derivados com preços abaixo do custo de importação e ainda assim obter resultados compatíveis com a indústria internacional e sustentar elevados investimentos que contribuem para o desenvolvimento nacional. A política de preços dos combustíveis e a privatização das refinarias podem, entretanto, impedir que a estatal exerça seu potencial competitivo para se fortalecer e impulsionar a economia nacional com seu abastecimento com os menores custos possíveis. É possível e necessário reduzir o preço dos combustíveis e, para isso, temos de evitar a privatização e a desnacionalização das refinarias da empresa pública”.

Privatizar as refinarias, terminais, bases logísticas e a distribuidora da Petrobras, diz, é condenar a companhia a ter resultados empresariais débeis diante das inevitáveis variações cambiais e do preço internacional do petróleo e colocar o Brasil sem autonomia para o transporte de seus habitantes e mercadorias, em prejuízo da produtividade da nossa força de trabalho e da economia nacional. “A privatização dos ativos de abastecimento e distribuição pode auferir recursos a curto prazo, mas compromete definitivamente os resultados futuros da Nação e da companhia e expõe os brasileiros a riscos desnecessários, na contramão da integração vertical adotada pelas maiores companhias privadas e estatais internacionais.”

Para o presidente da Aepet, vender refinarias ao setor privado vai enfraquecer a empresa brasileira em um movimento na contramão das companhias internacionais do setor que retomaram os investimentos no parque de refino mundial. Além disso, as petroleiras nacionais estão se fortalecendo em todo o mundo, inclusive através da expansão e integração da capacidade de refino com a petroquímica, como fazem as grandes companhias petrolíferas da China, Índia, Indonésia, Malásia, Rússia e Oriente Médio.

“Produzimos petróleo e refinamos no País, mas a direção da Petrobras, desde 2016, decidiu adotar preços proporcionais aos da importação para os combustíveis que produz. Com preços altos em relação ao custo de importação, o diesel da estatal fica encalhado nas suas refinarias e parte do mercado doméstico é transferida para os importadores. A ociosidade local aumenta, há redução do processamento de óleo e da produção de combustíveis. Cresce a exportação de petróleo cru. Combustíveis refinados nos EUA são trazidos ao Brasil por multinacionais estrangeiras de logística e distribuídos pelos concorrentes da Petrobras”, critica Coutinho.

A estatal, diz, perde com a redução da sua participação no merMídiacado. O consumidor paga mais caro sem necessidade com o alinhamento aos preços internacionais do petróleo e à cotação do câmbio. Ganham as refinarias dos EUA, as multinacionais da logística e as distribuidoras privadas. Também são beneficiados os produtores e importadores de etanol, com a gasolina relativamente mais cara que perde mercado.

A combinação do desmonte da Petrobras com a dilapidação do pré-sal é catastrófica para o País, sublinha Coutinho. “O pré-sal já responde por quase 60% da produção nacional. Em dez anos, alcançou mais de 1,5 milhão de barris equivalentes por dia, patamar alcançado em 50 anos de produção no Mar do Norte. É necessário limitar a exportação de petróleo cru e diminuir a velocidade dos leilões porque se está alienando um recurso estratégico para exportação por multinacionais estrangeiras. Esta alternativa não viabiliza o desenvolvimento da economia nacional.”

O renomado geólogo Guilherme Estrella, chefe de uma das equipes que descobriram o pré-sal em 2006, sublinhou durante a audiência pública da Câmara dos Deputados que “petróleo e gás natural representam geopolítica mundial, fator de segurança absolutamente central. São e continuarão a ser a principal fonte de energia da humanidade pelos próximos 30 a 40 anos. Não há como modificar isso. A matriz energética brasileira é a mais equilibrada do mundo, com 45% de renováveis e 55% de fósseis. No Brasil consumimos pouca energia, somos a 9ª economia e a 63ª em consumo de energia per capita. O potencial de crescimento de consumo de energia é muito grande”.

O pré-sal, chamou atenção Estrella, é a maior província petrolífera descoberta nos últimos 50 anos. Depois do Mar do Norte, praticamente esgotado, é o petróleo do pré-sal que tem uma importância e um interesse estratégico absolutamente fundamentais para os grandes países hegemônicos do mundo. “Na gestão do pré-sal, a sociedade brasileira precisa ter essa preocupação de manter não só a soberania como o plano para seu aproveitamento de longo prazo, porque os campos se esgotam, os da Bacia de Campos, por exemplo, já estão produzindo muito pouco. Portanto, os campos do pré-sal também vão enfrentar declínios de produção. Se nós começarmos a produzir grandes volumes de óleo num curto prazo de tempo, daqui a 20 anos estaremos com problemas. A manutenção do pré-sal sob gestão autônoma e soberana do governo e da sociedade é fundamental para planejarmos e projetarmos o Brasil para todo o século XXI”, alertou o geólogo.

O pior engano que um país pode cometer em relação à sua estratégia de desenvolvimento nacional, sublinhou Estrella, é deixar que uma oportunidade se transforme em uma ameaça, e é isso que estão fazendo com o pré-sal brasileiro. “A grande chance do Brasil no século XXI de se tornar um país desenvolvido, avançado, com ciência e tecnologia, engenharia e todos os aspectos positivos da industrialização está escorrendo por entre os dedos. Estamos transformando essa oportunidade em ameaça de o País ser submetido a interesses estrangeiros e frear o nosso desenvolvimento minimamente autônomo”, chamou atenção o geólogo.

O desrespeito aos princípios constitucionais por parte da presidência da Petrobras, apontado no teor da ação popular para barrar a desestatização das refinarias, é de estarrecer. A privatização de um patrimônio público bilionário sem licitação, dizem os advogados, para que ninguém “de fora” possa saber o que está acontecendo, é um ato evidentemente imoral. “Simplesmente, a ‘venda’ está sendo negociada sem o conhecimento da sociedade, que apenas será informada do resultado a posteriori. Com base em que estatuto o réu Roberto Castello Branco quer alienar as refinarias? Vender sem licitação é uma atitude ineficiente por natureza, uma vez que inibe a obtenção do melhor preço. Sob a gestão de Castello Branco, acusam os advogados, “a Petrobras continua agindo como se fosse um ente soberano, ignorando que existem leis no Brasil”.

Fonte: Carta Capital

PF detém quatro suspeitos de invadir telefone de Sergio Moro.

Policiais federais detiveram hoje (23), no estado de São Paulo, quatro suspeitos de acessar, sem autorização, o telefone celular do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Os detidos também são suspeitos de terem interceptado e divulgado parte das comunicações do ministro.

Em nota, a Polícia Federal se limitou a informar que os quatro suspeitos foram detidos em caráter temporário nas cidades de Araraquara, São Paulo e Ribeirão Preto e integram uma organização criminosa que pratica crimes cibernéticos. Também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão.

A operação foi batizada de Spoofing, expressão relativa a um tipo de falsificação tecnológica, que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é.

Ainda de acordo com a PF, as investigações seguem para que sejam apuradas todas as circunstâncias dos crimes praticados. Procurado, o ministro Sergio Moro ainda não se pronunciou sobre o assunto.

A assessoria da PF informou que, por ora, não fornecerá detalhes a fim de não atrapalhar as investigações.

No começo de junho, o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que hackers tinham tentado invadir o telefone celular de Moro. De acordo com a pasta, o ministro só percebeu a tentativa no dia 4 de junho, quando recebeu uma ligação do seu próprio número. Após a chamada, Moro recebeu novos contatos por meio do aplicativo de mensagens Telegram, que o ministro afirma que já não usava há cerca de dois anos. Imediatamente, o ministrou abandonou a linha e acionou a Polícia Federal.

Dias depois, trechos de mensagens que o ministro trocou com procuradores da força-tarefa da Lava Jato, do Ministério Público Federal (MPF), passaram a ser divulgados por veículos de imprensa, principalmente, pelo site The Intercept Brasil. Segundo o site, os arquivos foram entregues por uma fonte anônima.

Edição: Fernando Fraga, da Agência Brasil.

Nota da Redação:

Primeiro prova-se a tese da invasão do telefone com os adélios da vida. Depois, se começa a falar em manipulação de mensagens. E logo depois vem a publicação do Intercept, mostrando as impropriedades que se praticou na República de Curitiba. É “verdade esse billete”.

Um internauta, Lucas Lange, publicou na internet:

“O Glenn pagou uma grana alta pra um hacker DJ de Araraquara? É sério que a PF se presta a esse trabalho? É sério que tem líder do governo ameaçando jornalista baseando-se nisso? É sério que o gado acredita? É sério que é isso que virou o Brasil? É sério que estamos no século XXI?”

Barreiras: caçambeiro embriagado quase causa tragédia em trecho de pista dupla da BR 242.

Ele apresentou índice de embriaguez cerca de 4 vezes maior do valor considerado como crime.

Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) efetuava fiscalização de rotina, quando, às 14h00 desta segunda-feira (22), no Km 799 da BR 242, trecho do município de Barreiras (BA), avistou um caminhão basculante saindo da pista em sentido contrário e invadindo o canteiro central da rodovia.

A caçamba Mercedes Benz/L 1620 estava fora de controle e quase colidiu com outros veículos que transitavam na via. Dessa forma, os PRFs seguiram para o local do acidente e prestaram os primeiros socorros ao motorista que não apresentava lesões aparentes.

O condutor, um homem de 55 anos, foi submetido ao teste com etilômetro, cujo resultado aferiu 1,18 mg/L (miligramas de álcool por litro de ar expelido dos pulmões), comprovando a embriaguez. O teste no aparelho apresentou índice quase 4 vezes maior do valor considerado como crime que é de 0,34 mgL.

Diante dos fatos, a ocorrência foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis.

Além de detenção por crime de trânsito, a multa por alcoolemia custa R$ 2.934,70, valor que é duplicado em caso de reincidência. Ademais, ocorre a penalidade administrativa que suspende ou proíbe o motorista de obter a habilitação ou permissão para dirigir veículo automotor por um período de 12 meses.

A PRF alerta sobre as consequências da combinação de álcool e volante e atua no policiamento ostensivo e preventivo, sendo priorizada a fiscalização de condutas de risco como ultrapassagens proibidas, alcoolemia ao dirigir, excesso de velocidade, dentre outras, com foco na redução de acidentes.

Não existem bolsominions arrependidos. Estão apenas paralisados.

Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia, discorre em artigo no 247, sobre o processo de quebra do encanto do bolsonarismo. Eles afirma que os bolsonaristas mais arraigados, alguns milagrosamente desaparecidos das redes sociais, não estão arrependidos:

“O arrependimento requer uma força moral distante da personalidade da maior parte dos eleitores do Bozo. Estão apenas paralisados, diante da sucessiva quebra de expectativas relacionadas ao admirável mundo novo que se anunciava.”

E arremata:

“Não houve, a rigor, um único dia de governo.”

Portanto, não estranhe a falta das figurinhas do tipo “Lula está preso, babaca”, da expressão “chola mais” ou dos frenéticos kkkkkkkkkk.

O seu bolsominion preferido deve ter tido um dia ruim.

No final de semana ele volta com força total. Se ainda assim você estiver desconsolado pela falta do seu crush bolsominion, acesse o twitter: lá, o presidente e dois dos três filhos, continuam muito ativos.

Apenas o Senador Flávio está de fora. Desapareceu junto com o Fabrício Queiroz e nem deu mais notícias.

 

 

Produtos da agricultura familiar são protagonistas do festival gastronômico de Itacaré

Agricultura Familiar e a Gastronomia de Raiz, esse é o tema da 6ª edição do Festival Gastronômico Sabores de Itacaré, que começa nesta quinta-feira (25), Dia Internacional da Agricultura Familiar, e segue até domingo (28), na orla do município de Itacaré.  O festival se consolida como um dos eventos gastronômicos mais importantes da Bahia. Valoriza a gastronomia de raiz e inova com os mais variados pratos, inspirando-se nos temperos e sabores dos produtos da agricultura familiar regional.

A estimativa dos organizadores é que cerca de 20 mil pessoas prestigiem o festival, organizado pela prefeitura municipal de Itacaré, com o apoio do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e da Secretaria de Turismo (Setur).

A novidade deste ano será o Circuito Gastronômico com feira gastronômica, armazém do chocolate e produtos regionais, cozinha show com chefs de cozinha convidados, feira da agricultura familiar, feirinha do artesanato e economia criativa, além de lançamento dos roteiros turísticos, rodas de conversas, oficinas, apresentações culturais e shows musicais.

Serão 42 estabelecimentos convidados a se apropriarem da criatividade na elaboração dos pratos que, obrigatoriamente, devem conter ingredientes da agricultura familiar regional. O resultado disso será a oferta de mais de 50 pratos. No cardápio as opções variam de R$ 7 a R$ 90.

Serão servidos nos restaurantes: Camarão Ouriçado, Acarajé Mississipi, Peixe Raízes e Filé Aldeia Especial. Os sabores das sobremesas devem surpreender: Brownie com Sorvete, Geleia de Cupuaçu, Cacau-Pimenta e Maracaxi Show.

Serviço

O quê: 6º Festival Sabores de Itacaré

Quando:  25 a 28 de julho

Onde: Orla do município de Itacaré – a 249 km de Salvador

Horário: Abertura oficial a partir das 18h30m

Evento aberto ao público

Mercado espera reação das cotações da Soja

Os produtores brasileiros estão em compasso de espera pela reação das cotações internacionais da Soja, devido ao estado pouco alvissareiro das lavouras norte-americanas. Enquanto a saca era cotada ontem a R$66,00 no Oeste baiano – R$67,00 no ano passado – as perspectivas sobre o estoque de passagem do País são mais positivas.

Segundo analistas entre setembro de 2019 e janeiro de 2020 sobrarão apenas 8 milhões de toneladas até a chegada da nova safra. Se o mercado interno – rações, óleo comestível – deslanchar, o estoque é pequeno.

Feijão estável em SP

O mercado nessa terça-feira recebeu novas entradas que se somaram com as sobras de ontem. Foram ofertadas 8 mil sacas e foram negociadas aproximadamente 25 % do total, restando até as 6:35 hrs a quantidade de 6 mil sacas.

O mercado passou a ficar estável. Ontem, durante o dia, ocorreram mais vendas e hoje a bolsinha recebeu novos embarques. A quantidade de compradores com demanda foi menor e as vendas foram mais fracas comparadas ao dia anterior.

O feijão carioca de melhor nota foi transacionado a R$155,00 a saca, enquanto que o carioca comercial alcançou R$137,00. O feijão preto se mantem em R$160,00.

O mercado deve se movimentar ainda esta semana devido às colheitas de áreas irrigadas no Centro Oeste.

Veja cotações de outros produtos agrícolas no Oeste baiano:

Produtores dizem que “Moratória da Soja” é “peça publicitária”.

Produtores rurais e entidades signatárias deste documento realizaram no município de Palmas (TO), no dia 15 de julho de 2019, o Seminário Soja Responsável – Produzindo Soja com Sustentabilidade.

O evento foi uma realização da Aprosoja Brasil em parceria com as Aprosojas Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Maranhão, Piauí e Bahia e com a Secretaria de Agricultura do Estado. Participaram do evento produtores rurais da região do Cerrado, pesquisadores e autoridades do legislativo e executivo estadual e federal.

O objetivo foi afirmar e promover a sustentabilidade da soja brasileira, em especial da região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), por meio de um debate transparente com a participação dos atores públicos e privados da cadeia da soja.

O evento é uma resposta à ofensiva recente de ONGs e membros da cadeia europeia importadora de soja, consolidada na Declaração de Roterdã, bem como declaração da empresa Cargill, que investirá US$ 30 milhões para evitar o desmatamento do bioma Cerrado na região do MATOPIBA.

A partir das informações agregadas pela Embrapa Territorial durante o evento, se evidenciou que aproximadamente 30% do Matopiba é destinado à preservação da vegetação nativa dentro das propriedades rurais. Somado a isso, cerca de 10% dessa área é protegida por lei por meio de Unidades de Conservação e Terras indígenas. Significa que 40% deste território já está, de alguma forma, protegido ou preservado pelas leis e pelo código florestal brasileiro. Desta forma, ficou claro que:

  1. A moratória da soja nada teve a ver com a queda do desmatamento no Brasil, que se intensificou a partir de 2004, antes da moratória, e se consolidou com níveis próximos a zero após o início da discussão do novo código florestal e sua promulgação;

  2. Trata-se (a moratória) de peça publicitária internacional que prejudica muito a imagem dos sojicultores brasileiros, indo na direção oposta ao que o atual Governo Federal intenta fazer, que é promover a sustentabilidade do Agro nacional no exterior;

  3. O Cerrado brasileiro não está ameaçado de acabar e a soja não é fator relevante de desmatamento, nem neste bioma, nem no bioma amazônico;

  4. O Cerrado do MATOPIBA está 72% preservado, sendo que a agricultura ocupa apenas 5% de sua área, enquanto que a soja abrange 3% da área originalmente ocupada pelo bioma na região;

  5. Portanto, a área de soja no Cerrado do MATOPIBA pode dobrar sem ameaçar a preservação do bioma, ao contrário do que vociferam europeus e suas ONGs.

Como encaminhamento, os participantes do evento se dirigem ao poder público nacional e internacional, instituições financeiras, traders e empresas que adquirem soja do Brasil, bem como instituições financeiras, para dizer que:

  1. O discurso de que os produtores de soja colocam em risco a preservação do meio ambiente no Brasil é um discurso irresponsável e desprovido de argumentos válidos;

  2. A soja brasileira é a mais sustentável do mundo, seja devido às boas práticas agrícolas, seja porque o sojicultor brasileiro é o único no mundo que preserva vegetação nativa em suas propriedades, carregando um custo de toda a sociedade, sem perder competitividade;

  3. A produção de soja pode e irá crescer na região do MATOPIBA, dentro da legalidade, podendo dobrar sua área sem ameaçar a vegetação nativa;

  4. Os produtores de soja brasileiros são em sua totalidade contra o desmatamento ilegal;

  5. Os produtores de soja não negociam com organizações não-governamentais;

  6. Conclamamos todos os que desejam promover esforços e recursos para a manutenção da sustentabilidade dos produtores de soja brasileiros que se unam aos signatários deste documento para contribuir com os projetos de sustentabilidade dos produtores e oficiais, tais como:

Soja Plus – projeto nos estados do MATOPIBA (através das Aprosojas estaduais);

Projeto para a cadeia da soja do ativo florestal da Embrapa Territorial (recursos privados);

Projeto de promoção da sustentabilidade da soja nos países europeus que compõe a declaração de Roterdã.

 

Demandas e ações dos produtores do Oeste são apresentadas para secretários de governo, em Salvador

Secretário Manoel Vitório, Busato e deputado Eduardo Salles. Abaixo, com João Leão.

Cumprindo extensa agenda de trabalho em Salvador (BA), o presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Júlio Cézar Busato participou, na última semana de uma série de reuniões com secretários de Estado e os deputados federal, Cacá Leão e estadual, Eduardo Salles. Demandas dos agricultores do Oeste da Bahia nortearam os assuntos discutidos.

Na quarta-feira (17) a atração de indústrias têxteis para a região, que concentra a segunda maior produção de algodão do Brasil, foi pauta de reunião entre o presidente da Abapa e o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, João Leão. Na sequência, encontros de trabalho com o secretário estadual de Meio Ambiente, João Carlos Oliveira da Silva e de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti.

Ainda neste dia, Busato esteve com o deputado federal Cacá Leão que intermediou um encontro junto ao prefeito de Santa Maria da Vitória, Renatinho, para ampliação do Programa Patrulha Mecanizada para melhoria de estradas às regiões de Cascudeiro, Côcos e Campo Grande.

E encerrando a agenda, na sexta-feira (19), em companhia do deputado estadual Eduardo Salles, o presidente da Abapa apresentou ao secretário da Fazenda (SEFAZ), Manoel Vitório e equipe técnica a aplicação dos fundos do Fundeagro e Prodeagro. Fez parte da apresentação, um relatório sobre obras estruturantes como construções de pontes, estradas, grupamento aéreo, pavimentação e recuperação de estradas que permitem o escoamento da produção e o acesso a regiões de difícil acesso no Oeste da Bahia.

“Saímos com a certeza de estamos avançando em ações que visam o apoio ao agricultor e à sustentabilidade. Nossas demandas e explanações foram muito bem recebidas, e o encontro com o secretário da Fazenda nos deixou convictos que as parcerias entre poder público e produtores continuará, ainda mais forte, porque os resultados são perceptíveis Os números apresentados demonstram que executamos muitas obras de extrema importância, a valores mais baixos dos praticados no mercado, justamente porque não há entraves burocráticos, como processos licitatório, por exemplo.”, declarou Busato.

Deputado Robinson Almeida: “Bolsonaro não sabe se comportar”.

Robinson Santos Almeida.

O deputado Robinson Almeida (PT) comparou a postura do presidente Jair Bolsonaro (PLS) no episódio da inauguração do aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista, a de um “penetra”. “É como aparecer para cortar o bolo de um aniversário que não é seu”, avaliou na manhã desta terça (23), por telefone.

“O presidente Bolsonaro já deu sinais evidentes ao povo nordestino, ao povo baiano. Ele não sabe se comportar e provavelmente nessa cerimônia ele utilizará do ato para constranger os seus adversários, os governadores do Nordeste”, opinou.

De acordo com informações da coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo, da última segunda (22), o Planalto elevou o número de convidados da cerimônia pra 300, e buscou privilegiar o convite e espaços de discursos durante a inauguração aos opositores do governador petista.

“Não posso ‘botar’ a PM para entrar em conflito com as pessoas que querem ver o aeroporto. Se o evento é federal, as forças federais que cuidem”, disse Rui durante entrevista à rádio Metrópole.

Para o parlamentar a atitude exclui o governo baiano, principal parceiro do governo federal na realização do empreendimento, que segundo ele não contou com “um centavo” do governo federal sob o comando de Bolsonaro. “Tem dinheiro público, federal, dos governos Dilma e Temer”, acrescentou.

Almeida também se disse favorável a ação popular ingressada pela deputada federal Alice Portugal (PC do B) nesta segunda-feira (22) para que o acesso à inauguração do novo aeroporto de Conquista seja liberado a população. “Só nas ditaduras que se impede o povo de participar espontaneamente de inaugurações”, avaliou.

Grupo New Agro tem recuperação judicial aceita na Justiça

O grupo New Agro, com mais de 25 anos de atuação na região de Balsas/Maranhão utilizará um recurso que muitos produtores rurais ainda não sabem ter direito: a recuperação judicial.  Afinal, perante a lei, eles são considerados como empresas rurais.

“O aumento dos custos e a consequente redução da rentabilidade, somados à crescente inadimplência gerada pela crise atual no mercado, levaram as dívidas do grupo a níveis impagáveis. A recuperação proporcionará a chance de reorganizar e adequar as dívidas à sua nova realidade.” afirmou Douglas Duek, CEO da Quist Investimentos, que junto com a DASA Advogados assessoram a empresa no caso.

 O grupo, que comercializa insumos, como sementes, adubos, fertilizantes e defensivos, chegou a faturar cerca de R$ 100 milhões ao ano, mas, recentemente, viu seu faturamento cair mais de 30% e seu endividamento ultrapassar os R$ 90 milhões. Formado pela New Agro Comercial Agrícola e seus proprietários- os produtores rurais Célio Weiler, Elói Priztel e Fabio Kanegae- o New Agro encontra na recuperação judicial uma forma de reestruturar suas dívidas.

Os proprietários, que também são produtores rurais na pessoa física produzindo principalmente soja e milho, estão confiantes com o plano de recuperação. “Os produtores rurais precisam entender que são considerados como uma empresa rural, mesmo atuando na pessoa física. E assim como qualquer empresa em crise, tem direito à recuperação judicial para que possam se reestruturar e organizar seu endividamento evitando a perda de garantias junto aos credores” diz o Dr. Carlos Deneszczuk, sócio da DASA Advogados.

 O pedido de recuperação judicial do grupo, como um todo, foi deferido pela justiça de Balsas/MA no último dia 17 de julho.

Governo libera mais 51 agrotóxicos, totalizando 262 no ano

Utilizado no combate a insetos que atacam frutas e grãos – como a mosca branca e o psilídeo – o princípio ativo sulfoxaflor está em seis desses agrotóxicos.

Com a liberação de mais 51 agrotóxicos pelo Ministério da Agricultura nesta segunda-feira (22), chegou a 262 o número de produtos com o registro aprovado este ano, informa o G1.

Do total, sete são produtos formulados, ou seja, que podem ser adquiridos em lojas de insumos agrícolas.

Utilizado no combate a insetos que atacam frutas e grãos – como a mosca branca e o psilídeo – o princípio ativo sulfoxaflor está em seis desses agrotóxicos.

O sulfoxaflor é relacionado à diminuição de enxames de abelhas e ainda é estudado fora do país. Conforme o governo, o uso do produto no Brasil deverá seguir as orientações estabelecidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Os agricultores precisarão seguir algumas normas, como evitar a aplicação em períodos de floração das culturas, o estabelecimento de dosagens máximas do produto e de distâncias mínimas de aplicação em relação à bordadura para a proteção de abelhas não-apis (aquelas sem ferrão). Do bahia.ba, com edição de O Expresso.

O uso indiscriminado de agrotóxicos, nem sempre obedecendo condições ideais de deriva (em caso de aviões), de dosagens e a resistência cada vez maior aos herbicidas com base no glifosato, estão causando problemas no entorno das grandes lavouras do Oeste. Estamos fazendo o levantamento da incidência exponencial de câncer de uma pequena cidade da Região e só depois voltaremos ao assunto.

 

O castigo sempre vem a galope!

A Ford do Brasil anunciou mais 750 demissões. Quando demite 750 na fábrica, outro tanto é demitido também nas fornecedoras de auto-peças e terceirizadoras, como, transporte de veículos 0KM, fornecedores de alimentação, saúde e segurança.

Quando na campanha presidencial de 2018 o então candidato Fernando Haddad visitou a fábrica para fazer um discurso, fecharam os portões e gritaram: Mito! Mito! Mito!. Agora o mito mandou-os para casa, para se virar na disputa por um emprego entre 13,4 milhões de desempregados.

Se não fossem pais de família, cidadãos trabalhadores e cumpridores dos seus devedores, era para gritar: bem feito!

Veja a nota da empresa:

“A Ford informa que, com o fim da produção do Fiesta em 13 de junho, foi necessário adequar seu o quadro de funcionários e iniciar o processo de desligamento de 750 empregados ociosos. A iniciativa é parte do processo de encerramento das operações de manufatura na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) como consequência da estratégia global de deixar de atuar no segmento de caminhões na América do Sul.”

O apoio da Federação das Indústrias de São Paulo, comandada por Paulo Skaf, que colocou nas ruas seu pato amarelo, ao golpe de 2016, foi um tiro no pé dos industriais paulistas.

“O Estado de São Paulo, maior polo industrial do País, registrou o fechamento de 2.325 indústrias de transformação e extrativas nos primeiros cinco meses do ano. O número é o mais alto para o período na última década e 12% maior que o do ano passado, segundo a Junta Comercial”, aponta reportagem do Estado de S. Paulo, deste domingo.

“Entre 2014 e 2018, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro acumulou queda de 4,2%, enquanto o da indústria de transformação em todo o País caiu 14,4%.

“Significa que a produção caiu bastante e obviamente teve impacto nas empresas, com fechamento de fábricas e demissões”, diz o economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados”, aponta ainda o texto.

Nada como um Bolsonaro depois de um Temer.

Rui Costa afirma que novo aeroporto de Conquista deve ser inaugurado por quem trabalhou e pelo povo

Em vídeo publicado nas redes sociais na tarde desta segunda-feira (22), o governador Rui Costa afirmou que não participará da inauguração do Novo Aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista. Na opinião do governador, o evento se transformou em uma convenção político-partidária. “A medida anunciada é excluir o povo da inauguração, fazer uma inauguração restrita a poucas pessoas, escolhidas a dedo como se fosse uma convenção político-partidária. Não posso concordar com isso”, disse ao explicar a decisão.

Na mensagem, Rui destacou a importância de todos os trabalhadores que se dedicaram por muitos anos na construção do equipamento e reconheceu o papel dos ex-presidentes Dilma Rousseff e Michel Temer; do ex-governador Jaques Wagner; e do ex-secretário estadual de infraestrutura, Otto Alencar, para a conclusão da obra.

Leia na íntegra a fala do governador:

“Olá, meus amigos e amigas. Quero reafirmar o orgulho de ter nascido na Liberdade. O meu profundo orgulho de ser baiano, de ser nordestino. Nordestino que acima de tudo é um resistente, um trabalhador. Como o povo da região de Vitória da Conquista, que trabalhou muito durante anos para tornar esse sonho realidade, o novo aeroporto da região.

Exercitando o que aprendi com a minha família, a gratidão, quero aqui reconhecer aqui o papel fundamental do ex-governador Jaques Wagner que iniciou esta grande obra. Do ex-secretário de infraestrutura, Otto Alencar, que também participou de forma decisiva. Reconhecer o papel da presidenta Dilma Rousseff, que assinou os dois convênios. O primeiro, da pista, no ano de 2012, e o segundo, do terminal de passageiros, já no ano de 2015.

E quero agradecer também ao ex-governo Temer, que pagou a última parcela, em novembro de 2018.

Exercitando a boa educação que aprendi, convidei o Governo Federal a se fazer presente no ato de inauguração, nesta grande festa.

Infelizmente, confundiram a boa educação com covardia, e desde então, temos presenciado agressões ao povo do Nordeste e ao povo da Bahia.

A medida anunciada é excluir o povo da inauguração, fazer uma inauguração restrita a poucas pessoas, escolhidas a dedo como se fosse uma convenção político-partidária. Não posso concordar com isso.

Por isso, não vou comparecer à inauguração do aeroporto que o povo da Bahia construiu, que o Governo do Estado construiu. Porque entendo que o Brasil precisa de paz para crescer e para gerar emprego.

Quero pedir a Deus e ao Senhor do Bonfim que continue iluminando meus passos, me dando serenidade e saúde para que eu continue trabalhando pelo povo da Bahia, pelo povo do Nordeste e pelo povo brasileiro. Que Deus nos abençoe”.

Bolsonaro proibiu avião do governador da Bahia de pousar em novo aeroporto

Por decisão da Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC), e a mando de Bolsonaro, o avião do governador da Bahia, Rui Costa (PT), foi impedido de pousar no Aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista, que será inaugurado nesta terça (23).

A inauguração que deveria ser uma festa virou palco de polêmicas devido a retaliações do presidente.

Antes de anunciar sua decisão de não participar da solenidade, Rui Costa recebeu uma ligação da ANAC proibindo a utilização da pista, com a justificativa de que está em fase de testes.

Fazendo coro com o presidente, a prefeitura de Vitória da Conquista também atuou para atrapalhar o Governo do Estado: na madrugada de segunda-feira, mandou retirar da via que dá acesso ao local outdoors com propagandas do governo relacionadas à obra.

Além disso, toda a extensão do aeroporto foi coberta por tapumes para impedir o acesso da população.

Movimentos sociais prometem protestar.

Entre outras críticas, alegam que a União se apropriou de uma obra cujo convênio foi assinado e bancado por Dilma Rousseff, com 30% de recursos vindos do governo estadual – a última parcela foi liberada no segundo semestre do ano passado, por Michel Temer.

O deputado federal Jorge Solla (PT), com base eleitoral em Vitória da Conquista, informou que vai representar o prefeito Herzem Gusmão na Justiça pela retirada dos painéis.

Ressaca no mar e ventos fortes destroem imóveis no litoral norte de Salvador

Ondas de quatro metros atingem imóveis na praia de Arembepe; atividades no mar estão suspensas na região.Conforme prefeitura de Camaçari, localidade também teve ventos de cerca de 70 km/h. Não houve feridos, mas alguns imóveis ficaram destruídos. Informação do g1.globo.com/bahia.

Ao menos três restaurantes, uma casa e um hotel foram atingidos pela maré em Arembepe, localidade que pertence a Camaçari, na região metropolitana de Salvador, no sábado (19), quando houve ondas de até quatro metros em uma praia da região. Alguns imóveis ficaram destruídos durante a ação.

Conforme informações da Prefeitura de Camaçari, os ventos também chegaram a 70 km quilômetros por hora.

Por conta disso, as atividades no mar precisaram ser suspensas, e os pescadores retiraram os barcos da faixa de areia para evitar danos às embarcações. Não há registro de feridos e nem de desaparecidos.

Ainda segundo a prefeitura de Camaçari, enquanto as atividades estão suspensas, os pescadores vão receber auxílio emergência. O valor do benefício não foi informado.

Apesar de os casos serem registrados no final de semana, o mar continuava muito agitado e com ventos fortes nesta segunda-feira (22).

Por volta das 12h40, diversos pescadores ainda trabalhavam nas proximidades da faixa de areia tentando retirar as embarcações que ainda estavam no local.

Um comunicado da Marinha divulgado no domingo (21) alertou sobre a possibilidade a passagem de um sistema frontal levar ventos de até 60 km/h ao litoral da Bahia e ao sul de Caravelas, até quarta-feira (23).

Conforme informações da Prefeitura de Camaçari, o caso ocorreu no sábado (19), quando foram registrados grandes ondas e ventos que chegaram a 70 quilômetros por hora.  — Foto: Reprodução/ TV Bahia

Conforme informações da Prefeitura de Camaçari, o caso ocorreu no sábado (19), quando foram registrados grandes ondas e ventos que chegaram a 70 quilômetros por hora. — Foto: Reprodução/ TV Bahia

Um comunicado da Marinha divulgado no domingo (21) alertou sobre a possibilidade a passagem de um sistema frontal levar ventos de até 60 km/h ao litoral da Bahia e ao sul de Caravelas, até quarta-feira (23) — Foto: Reprodução / TV Bahia

Um comunicado da Marinha divulgado no domingo (21) alertou sobre a possibilidade a passagem de um sistema frontal levar ventos de até 60 km/h ao litoral da Bahia e ao sul de Caravelas, até quarta-feira (23) — Foto: Reprodução / TV Bahia.

Embasa anuncia cronograma de implantação da rede de esgoto no centro de LEM

Nesta semana entre, segunda-feira (22) e domingo (28), as intervenções para a implantação da rede de esgotamento sanitário no Centro de Luís Eduardo Magalhães acontecem nas ruas Ceará, nas quadras 18-A e G (próximo ao residenciais/Apae); Rui Barbosa, nas quadras 12, 14, 8, 16 e 10 (Próximo à Escola Mackenzie, residências/pasoita); Goiás, nas quadras 9 e 10 (próximo à residência e destak), e Espírito Santo, nas quadras 10 e 12 (próximo à residências).

No final da semana, entre sexta-feira (26) e domingo (28), as equipes contratadas para implantar os ramais e as caixas de inspeção do sistema de esgoto estarão na Avenida Clériston Andrade, nas quadras G, H, 12, 10, 68, 6A, 8, 48 e 4A (Próximo à Igreja/Apae/ Vagulume/Virtual PP/Rio Mar/Match e Residências). O trânsito é interrompido ao longo do dia, às 8h e liberado ao final do dia, após a conclusão dos serviços, previsto para às 18h. A pavimentação dos trechos com asfalto está prevista para ocorrer na sexta-feira, 26, e próxima terça, 29.

O cronograma pode variar a depender do andamento da obra e da entrega do asfalto pelo fornecedor. A obra conta com um mobilizador social que vem informando sobre o início das intervenções nos imóveis por meio da entrega de comunicado, reforçando sobre a importância da liberação da via e sobre o fechamento dos trechos das vias durante a execução das obras.

 Cronograma da obra de esgotamento sanitário no Centro de LEM

Período da execução: De 22 a 23 de julho 2019

A dispensa de licenciamento e a adesão ao Cadastro Ambiental Rural

Foto: Will Shutter/Câmara dos Deputados

O presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), defende que a condição de dispensa de licenciamento ambiental para atividades agrícolas e pastoris pode incentivar a adesão de produtores ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). Esse requisito foi incluído no texto final do deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), relator do grupo de trabalho que discutiu a nova lei de licenciamento ambiental (PL 3.729/2004).

Apesar de o cadastro ser obrigatório para todos os proprietários rurais como forma de controle, monitoramento e combate ao desmatamento, o parlamentar gaúcho aponta que muitos produtores estão em situação irregular. Segundo o boletim informativo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de maio deste ano, 397,8 milhões de hectares ainda estão passíveis de cadastro.

Por isso, na avaliação de Moreira, é necessário que a nova legislação de licenciamento seja clara ao definir se a adesão ao CAR é obrigatória ou facultativa. “O que nós não podemos é ter qualquer tipo de regulação que seja uma exigência para uns e não para outros. Se os produtores não tiverem isso, eles vão ter dificuldades imensas para fazer o licenciamento ambiental porque vão ter que fazer cada vez que utilizam o solo”, ponderou.

Para Bartolomeu Braz Pereira, presidente da Associação Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), a mudança na legislação proposta por Kataguiri é positiva para o trabalhador rural, uma vez que o CAR “já colhe as informações necessárias para a concessão da licença ambiental”.

“Não podemos deixar o país com ideologia e com pessoas que acham que são donas do poder, fazendo com que o produtor vá às secretarias ambientais mais de uma vez. Às vezes, demora dois anos para conseguir uma simples licença de uma limpeza de passagem, uma licença para supressão, que é uma coisa muito simples”, critica.

Modernização

Relator do grupo de trabalho de licenciamento ambiental, Kim Kataguiri afirma que o novo marco regulatório está pronto para ser votado na Câmara dos Deputados. Além da dispensa de licenciamento para atividades agrícolas e pastoris, em caso de validação do CAR, o texto prevê mudanças que modernizam processos e estabelecem prazos específicos de concessão.

Outra alteração é que todos os envolvidos no licenciamento ambiental devem se manifestar já na formulação do termo de referência (documento com especificações técnicas de empreendimentos rurais ou urbanos) e após a execução do estudo de impacto ambiental.

Kataguiri explica que, com a aprovação do projeto, isso vai agilizar o processo de concessão da licença. “Todos os órgãos intervenientes (não licenciadores, como a FUNAI) se manifestam desde o início para evitar uma burocracia inútil, na qual primeiro se tem um termo de referência elaborado pelo órgão licenciador, e posteriormente, o órgão (interveniente) pede um novo estudo porque não participou da fase inicial”, salientou.

Integrante da Frente Parlamentar Agropecuária, a deputada federal Luísa Canziani (PTB-PR) considera que o parecer traz inovações e determina critérios técnicos para os processos de licenciamento ambiental. “É importante salientar que são colocadas questões muito objetivas. A gente nota uma série de medidas para trazer transparência e gestão”, afirmou.

Governo de bandidos nega aval para verba da ONU destinada a pequenos agricultores.

Caricatura de Kleber Sales

O Maranhão e o Ceará perderam 45 milhões de dólares em financiamento do Fundo para o Desenvolvimento Agrícola da ONU (Ifad) por falta de aprovação da Comissão de Financiamento Externo do Ministério da Economia (Cofiex).

Os estados são governados por partidos de oposição Bolsonaro, o PCdoB e o PT. A informação é do jornalista Esmael Morais, no blog do Esmael.

Os recursos perdidos seriam utilizados para a instalação de cisternas, apoio a pequenos agricultores, comunidades indígenas e quilombolas. Segundo estimativas, 100 mil famílias deixarão de ser atendidas pelo programa das Nações Unidas.

O Ifad, que tem o objetivo de combater a pobreza e a fome no campo estava disposto a destinar 20 milhões de dólares para o Maranhão governado por Flavio Dino (PCdoB) e 25 milhões de dólares para o Ceará, de Camilo Santana (PT).

Ação conjunta: Forças policiais apreendem quase 2 toneladas de maconha na BR 116, em Araci (BA)

No primeiro semestre de 2019, a PRF na Bahia já apreendeu quase 7 toneladas de drogas nas rodovias federais que cortam o estado.

Em ação conjunta, equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Federal (PF) e da Polícia Militar da Bahia (PM) apreenderam quase 2 toneladas de maconha na tarde de quinta-feira (18), no Km 320 da BR 116, trecho do município baiano de Araci.

Os agentes haviam recebido uma denúncia anônima de tráfico de drogas na região e sobre um caminhão, que estava estacionado, nas proximidades de um posto de combustível a cerca de dez quilômetros da entrada principal da cidade, às margens da BR 116.

Durante os procedimentos de fiscalização no caminhão IVECO/Tector com placas do Paraná, os policiais encontraram centenas de tabletes de substância com odor característico à maconha, que estavam escondidos no compartimento de carga em meio a sacas de farinha.

Em continuidade à ocorrência, os agentes visualizaram um veículo VW/ Polo Sedan próximo ao caminhão em atitude suspeita. No momento da abordagem e durante a entrevista, descobriu-se que os ocupantes tinham envolvimento na situação e acompanhavam o transporte da droga.

A ocorrência foi encaminhada à Delegacia da Polícia Federal em Feira de Santana. O crime de tráfico de drogas tem pena prevista de cinco a 15 anos de prisão.

Tragédia na BR 101 causa quatro mortes

Uma colisão entre dois carros de passeio deixou quatro pessoas mortas, no fim da noite de domingo (21), na BR-101, trecho do município de Laje, a cerca de 235 quilômetros de Salvador.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 23h20, na altura do Km-280. Ainda não há informações sobre as circunstâncias da batida e nem se outros feridos.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da PRF foram encaminhadas ao local e seguem a em atendimento.

O impacto da batida foi tão grande, que o motor de um dos carros foi arrancado. O veículo ficou completamente destruído.

Os corpos foram enviados ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) da cidade de Santo Antônio de Jesus, que fica a cerca de 45 quilômetros de Laje, onde serão periciados.´Do  g1.globo.com/bahia.

Líderes baianos criticam Bolsonaro por pongar na autoria do aeroporto de Conquista

O senador Jaques Wagner postou um vídeo em sua redes sociais, nesta segunda-feira (22), afirmando que a “disputa sobre a paternidade do aeroporto Glauber Rocha [em Vitória da Conquista] é típica de quem quer transformar a política em coisa pequena”.

“O povo sabe que a obra não foi feita da noite pro dia e que ela começou em nossos governos”, disse.

Segundo ele, a primeira ordem de serviço da obra foi feita em 2009, quando ele foi governador pela primeira vez.

“No meu segundo governo, fizemos a pista, era presidente Dilma. E o último desembolso foi do presidente Michel Temer, justiça seja feita. Quando o presidente Bolsonaro chegou, o convênio já estava feito”, lembrou.

Otto Alencar: “Bolsonaro não colocou R$1,00 na obra.”

O senador Otto Alencar (PSD) defendeu o governador Rui Costa (PT) e criticou o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), na disputa pela “paternidade” da obra do novo aeroporto da cidade de Vitória da Conquista, que será inaugurado na terça-feira (23).

“Eu acompanhei tudo. Essa obra começou com o presidente Lula, a presidente Dilma, Jaques Wagner, e o governador Rui Costa. Quem nunca foi lá é quem vai lá amanhã, o presidente Bolsonaro. Ela faz essa situação de ir lá amanhã como pai da obra, em uma obra que ele não colocou R$ 1”, ressaltou em entrevista à rádio Metrópole, na manhã desta segunda-feira (22).

“Ele vai lá como engenheiro de obra pronta. Houve um processo de exclusão dos baianos, vão colocar mais gente do prefeito de Conquista e do presidente Jair Bolsonaro lá, limitaram o número de convidados do governador. Espero que não não tenha nenhuma manifestação áspera, de nenhuma das duas partes”, completou.

Entre o grotesco e o perigoso.

Ministro Ricardo Salles em visita em madeireira de Espigão — Foto: Magda Oliveira/G1

Artigo de Míriam Leitão, em O Globo.

O ministro Ricardo Salles visitou madeireiros, foi aplaudido por eles e os elogiou no mesmo local onde duas semanas antes madeireiros haviam queimado um caminhão tanque do Ibama.

Foi em Espigão D’Oeste, Rondônia. O combustível abasteceria três helicópteros que seriam usados para fiscalizar a retirada ilegal de madeira na Terra Indígena Zoró. Não houve a operação.

Criminosos queimaram patrimônio público, retiraram madeira de terra protegida, ameaçaram um órgão do governo, abortaram uma ação de fiscalização. A extração ilegal de madeira é a principal suspeita.

O ministro do Meio Ambiente deveria ter sido mais cauteloso ao ir ao local se solidarizar com os madeireiros.

A lista dos perigos é tão extensa quanto a das tosquices. É importante ficar atento. O governo Bolsonaro tem um padrão. Ele vai encurralando e desmoralizando os órgãos públicos.

O que há de comum entre defensoria pública, Ibama, ICMbio, Itamaraty, Inpe, IBGE, Inep, Fiocruz, tantos outros, é que o governo tem tentado impedir que eles façam o seu trabalho.

De forma sutil ou ostensiva funcionários são neutralizados. Os contribuintes pagam os salários dos servidores para que eles exerçam funções específicas, e o governo tenta paralisar as atividades.

É desperdício de um recurso público valioso e caro: o capital humano. Isso enfraquece o Estado nas funções que precisam ser fortalecidas.

Há áreas mais vulneráveis porque viraram os primeiros alvos, mas outros órgãos estão na mira. Para legitimar seus atos, o governo dirá que a reação de funcionários é corporativismo, quando é a saudável defesa da sua missão dentro do Estado.

Depois de 200 dias não há mais como se enganar. O governo não é apenas incompetente. Ele está criando perigos reais para o país.

Vaza-Jato: diálogos comprometedores entre procuradores foram revelados hoje pelo Intercept

8 de dezembro de 2018 – grupo Filhos do Januario 3 

Deltan Dallagnol – 00:56:50 –  https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2018/12/07/bolsonaro-diz-que-ex-assessor-tinha-divida-com-ele-e-pagou-a-primeira-dama.htm

Dallagnol – 00:58:15 – [imagem não encontrada]

Dallagnol – 00:58:15 – [imagem não encontrada]

Dallagnol – 00:58:38 – COAF com Moro

Dallagnol – 00:58:40 – Aiaiai

Julio Noronha – 00:59:34 –

Dallagnol – 01:04:40 – [imagem não encontrada]

Januário Paludo – 07:01:20 – Isso lembr

Paludo – 07:01:48 – Lembra algo Deltan?

Paludo – 07:03:08 – Aiaiai

Jerusa Viecilli – 07:05:24 – Falo nada … Só observo

Dallagnol – 08:47:52 – Kkk

Dallagnol – 08:52:01 – É óbvio o q aconteceu… E agora, José?

Dallagnol – 08:53:37 – Moro deve aguardar a apuração e ver quem será implicado. Filho certamente. O problema é: o pai vai deixar? Ou pior, e se o pai estiver implicado, o que pode indicar o rolo dos empréstimos?

Dallagnol – 08:54:21 – Seja como for, presidente não vai afastar o filho. E se isso tudo acontecer antes de aparecer vaga no supremo?

Dallagnol – 08:58:11 – Agora, Bolso terá algum interesse em aparelhar a PGR, embora o Flávio tenha foro no TJRJ. Última saída seria dar um ministério e blindar ele na PGR. Pra isso, teria que achar um colega bem trampa

Athayde Ribeiro Costa – 08:59:41 – É so copiar e colar a ultima denuncia do Geddel

Roberson Pozzobon – 09:02:52 – Acho que Moro já devia contar com a possibilidade de que algo do gênero acontecesse

Pozzobon – 09:03:19 – A questão é quanto ele estará disposto a ficar no cargo com isso ou se mais disso vir

Dallagnol – 09:04:38 – Em entrevistas, certamente vão me perguntar sobre isso. Não vejo como desviar da pergunta, mas posso ir até diferentes graus de profundidade. 1) é algo que precisa ser investigado; 2) tem toda a cara de esquema de devolução de parte dos salários como o da Aline Correa que denunciamos ou, pior até, de fantasmas.

Dallagnol – 09:05:54 – Agora, o quanto ele vai bancar a pauta Moro Anticorrupcao se o filho dele vai sentir a pauta na pele?

Andrey Borges de Mendonça – 09:21:16 – Uma vez pedi no caso da custo brasil e o pt alegou q era impenhorável segundo a lei eleitoral. O juiz acabou desbloqueando sem ouvir a gente. Mas confesso q nao sei se procede.

Paludo – 09:37:52 – Tem que investigar. E isso que ele sempre diz. Na pior das hipóteses, Podem ir os anéis (filho e mulher), mas ficam os dedos. Seria muito traumático o general assumir no lugar dele.

Viecilli – 10:06:32 – [imagem não encontrada]

Viecilli – 10:06:51 –

Dallagnol – 10:22:31 Rsrsrs

Dallagnol – 10:39:47 – [imagem não encontrada]

Dallagnol – 10:41:04 – [imagem não encontrada]

Antonio Carlos Welter – 10:52:11 – O $$ termina na conta da esposa. Vao argumentar que alimentou a campanha. Periga terminar em AIME

No diálogo entre próceres da Operação Lava Jato, procuradores da República (MPF) comentam as notícias sobre o laranjal de Flávio Bolsonaro no seu gabinete, as possíveis implicações do Pai, já eleito para a Presidência da REpública e a situação de Sérgio Moro, então já indicado para o Ministério da Justiça e sua pretensa nomeação como ministro do STF. Segue outra conversa intensa entre procuradores:

8 de dezembro de 2018 – chat privado

Roberson Pozzobon – 09:12:41 – Em entrevistas, certamente vão me perguntar sobre isso. Não vejo como desviar da pergunta, mas posso ir até diferentes graus de profundidade. 1) é algo que precisa ser investigado; 2) tem toda a cara de esquema de devolução de parte dos salários como o da Aline Correa que denunciamos ou, pior até, de fantasmas.

Pozzobon – 09:13:05 – Tava escrevendo esse tuíte agora mesmo

Pozzobon – 09:13:11 – “Informação de que um ex-assessor do deputado estadual e senador eleito pelo PSL, Flávio Bolsonaro, movimentou 1,2 milhão de reais entre 2016 e 2017”. Se deve ser investigado? É certo que sim. É para isso que servem os relatórios de inteligência financeira do COAF. Pontuar as suspeitas no meio de bilhões de transações diáriashttps://www.terra.com.br/noticias/brasil/movimentacao-atipica-de-ex-assessor-de-flavio-bolsonaro-pode-levar-a-investigacao,8bb3ff45edd7744a4cad8dab9d014e87963u9zqu.html

Dallagnol – 10:04:00 – Não sei se convém o nível 2. Não podemos ficar quietos, mas é neste momento um pouco como com RD. Vamos depender dele pra reformas… Não sei se vale bater mais forte

Pozzobon –10:07:15 – Pois é

Pozzobon – 10:07:26 – To na msm dúvida

Os procuradores comentam, em dezembro de 2018, as graves acusações contra o então senador eleito Flávio Bolsonaro. O Ministério Público do Rio de Janeiro vê indícios que sugerem a prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no gabinete do então deputado. O caso seria, então, ainda mais grave do que os outros casos citados pelos procuradores.

11 de dezembro de 2018 – grupo Winter is coming

Danilo Dias – 22:09:47 – Não tenho dúvida de que isso é mensalinho

Dias – 22:10:10 – No mesmo esquema de Mato Grosso com Silval Barbosa

Anna Carolina Resende – 22:10:48 – 

Hayssa Kyrie Medeiros Jardim – 22:11:18 – Xiiiiiiiii

Luiza Frischeisen – 22:13:46 – Pessoas da mesma família empregá-la , depósito de parte dos salários de servidores em dias de pagamento , outros depósitos , resta saber quem recebia os saques . Agora vem a quebra do sigilo . Vamos aguardar a investigação geral do MPRJ quanto aos assessores .

Roberto Dassié – 22:15:11 – [áudio não encontrado]

Jardim 22:15:12 – Esquema equivalente ao descoberto na Dama de espadas

Jardim – 22:15:12 – http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/rita-confirma-desvios-na-assembleia/432729

Em 21 de janeiro de 2019, no mesmo grupo de procuradores, as conversas ficam ainda mais tensas, apesar do aparente bom humor do Parquet:

21 de janeiro de 2019 – grupo Filhos do Januario 3

Dallagnol – 16:44:44 – [mensagem encaminhada] Pessoal, temos um pedido de entrevsita do fantástico sobre foro privilegiado. O caso central é bom, envolvendo o Paulo Pimenta, se isso for verdade rs. O risco é eles decidirem no fim focar no Flávio Bolsonaro eusarem nossas falas nesse outro contexto. De um modo ou de outro, o que temos pra falar é a mesma coisa. Além disso, algumas informações que buscam não temos (são da PGR). A questão é se é conveniente darmos entrevista para essa reportagem ou não. Eu não vejo que tenhamos nada a ganhar porque a questão do foro já tá definida. Diferente de uma matéria sobre prisão em segunda instância…

Dallagnol – 16:44:44 – [mensagem encaminhada] Dr., Geovani, da RBS vai mandar e-mail pedindo entrevista com vc para o Fantástico. Matéria ésobre foro privilegiado. Eles levantaram uma história sobre o Paulo Pimenta que responde a um processo que desceu do STF. E tb vão abordar a questão do caso do filho do Bolsonaro/Queiroz.

Dallagnol – 16:44:44 – [mensagem encaminhada] Ele pediu a entrevista para até quarta-feira. Assim que o e-mail chegar, colocamos aqui.

Dallagnol – 16:44:44 – [mensagem encaminhada] Prezados, boa tarde Domingo, iremos exibir, no Fantástico, uma reportagem na qual iremos abordar um processo por estelionato a que o deputado Paulo Pimenta responde no Supremo. Teremos uma entrevista exclusiva de um primo dele, laranja de um esquema envolvendo compra e venda de arroz, com envolvimento do ex-diretor do Dnit, Hideraldo Caron. Essa suspeita contra o Pimenta será nosso principal case numa reportagem sobre os casos em que políticos perderam o foro, devido ao entendimento do Supremo de que a prerrogativa só existe para crimes cometidos durante o mandato e que dizem respeito ao mandato. Assim, citaremos também o caso F. Bolsonaro, que surgiu após o início da nossa apuração. Iremos incluir, ainda, um levantamento do STF mostrando a quantidade de processos que baixaram para o primeiro grau, os políticos que possuem maior número de processos, etc. Assim, pergunto se o doutor Deltan poderia gravar conosco, para falar dos reflexos da restrição do foro para os envolvidos na Lava-Jato e também sobre a questão do foro, em si. Vocês tem um levantamento de quantos políticos investigados estão nessa situação, ou seja, já estão respondendo no primeiro grau? Já dá pra afirmar que esses processos estão tramitando de forma mais rápida? Quantos recorreram para manter os procedimentos no STF? No aguardo Muito obrigado

Dallagnol – 16:44:48 – O que acham?

Julio Noronha – 16:50:02 – Acho q não é uma boa; além da bola dividida Flávio Bolsonaro, e de ser pauta já definida pelo STF, Paulo Pimenta já nos representou algumas vezes

Antonio Carlos Welter – 16:59:18 – Pelo Pimenta não vejo problema. O ruim é a bola dividida. Mas não dividir pode ser pior. Fica seletivo

Welter – 17:03:00 – Se falar em tese, não vejo problema. Mas e a Raquel, não vai chiar de novo?

 

Bolsonaro diz que INPE faz propaganda negativa ao divulgar dados ambientais alarmantes

Foto de Daniel Beltra

Do Estadão.

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) pela divulgação dos dados que mostram alta de desmatamento na Amazônia. Bolsonaro, que na sexta-feira, 19, chegou a dizer que os números são mentirosos e acusou o diretor do órgão, Ricardo Galvão, de estar “a serviço de alguma ONG”, afirmou neste domingo que desmatamento tem que ser combatido e não “fazer campanha contra o Brasil”. Para ele, divulgar dados alarmantes “prejudica” o País.

“No mínimo, se o dado fosse alarmante, ele (Galvão) deveria, por questão de responsabilidade, respeito e patriotismo procurar o chefe imediato, no caso o ministro e (dizer): olha ministro, temos uns dados aqui, a gente divulgar, porque devemos divulgar, o senhor se prepare porque vai ter alguma uma crítica. Assim que deve ser feito e não de forma rasa como ele faz, que coloca o Brasil em situação complicada. […]Um dado desse aí, da maneira de divulgar, prejudica a gente”, disse Bolsonaro.

Ele conversou com a imprensa na chegada a um restaurante, em Brasília, após participar de culto religioso em igreja da cidade, acompanhado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

De acordo com números divulgados pelo Inpe no início deste mês, o desmatamento na Amazônia Legal brasileira atingiu 920,4 km² em junho, um aumento de 88% em comparação com o mesmo mês no ano passado. Este mês de julho, que ainda não acabou, já apresenta os maiores valores de desmatamento para um mês desde 2015. Até sábado, a perda registrada era de 1.260 km², contra 596,6 km² em julho do ano passado, uma alta de 111%.

Neste sábado, Galvão rebateu as críticas de Bolsonaro em entrevista ao Estado. Ele disse que o presidente teve uma atitude “pusilânime e covarde” e que suas declarações parecem “conversa de botequim”. E lembrou que os dados do Inpe são referendados internacionalmente e oferecem a taxa oficialmente de desmatamento do País desde 1989.

“O sr. Jair Bolsonaro precisa entender que um presidente da República não pode falar em público, principalmente em uma entrevista coletiva para a imprensa, como se estivesse em uma conversa de botequim. Ele fez comentários impróprios e sem nenhum embasamento e fez ataques inaceitáveis não somente a mim, mas a pessoas que trabalham pela ciência desse País. Ele disse estar convicto de que os dados do Inpe são mentirosos. Mais do que ofensivo a mim, isso foi muito ofensivo à instituição”, afirmou o diretor do Inpe.

E complementou:

“Ele tomou uma atitude pusilânime, covarde, de fazer uma declaração em público talvez esperando que peça demissão, mas eu não vou fazer isso. Eu espero que ele me chame a Brasília para eu explicar o dado e que ele tenha coragem de repetir, olhando frente a frente, nos meus olhos. Eu sou um senhor de 71 anos, membro da Academia Brasileira de Ciências, não vou aceitar uma ofensa desse tipo. Ele que tenha coragem de, frente a frente, justificar o que ele está fazendo.”

O presidente minimizou as declarações e o desafio feito por Galvão de repetir as críticas frente a frente. “Ele tem mandato, eu não vou falar com ele. Quem vai falar com ele é o Marcos Pontes (ministro de Ciência e Tecnologia) e talvez também o Ricardo Salles (ministro de Meio Ambiente). O que nós não queremos é uma propaganda negativa para o Brasil. Não queremos fugir da verdade. Aqueles dados pareceram muito com os do ano passado e deram um salto. Então, eu fiquei preocupado com aqueles números, obviamente, mas também fiquei achando que eles poderiam não estar condizentes com a verdade, então, ele vai conversar com esses dois ministros e toca o barco”, declarou Bolsonaro.

Os gráficos divulgados abertamente no site do Inpe mostram que os números deste ano são bem diferentes do ano passado. “O resultado deste mês de julho sim nos surpreendeu, mas lembre-se que o desmatamento da Amazônia é sempre mais intenso na época seca. Agora, naturalmente, o que aconteceu com declarações do presidente Bolsonaro, ainda na campanha e depois que assumiu, passaram uma mensagem de que não vai mais ter punição. Aí as pessoas estão reagindo com base nessa mensagem que ele claramente passou”, afirmou Galvão.

O pesquisador também disse ao Estado que vem tentando desde o início do mês apresentá-los ao governo. “Há três semanas mandei um ofício para o Ministério da Ciência e Tecnologia falando que polêmicas não ajudavam em nada o Brasil, inclusive com relação à repercussão internacional, e propus ao ministro Marcos Pontes abrir um canal de comunicação com o ministro Ricardo Salles, com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, com o general Augusto Heleno (ministro do Gabinete de Segurança Institucional), para explicar o que fazemos, oferecer ferramentas para entenderem melhor os nossos dados e tentar arrefecer esse clima de disputa que havia”, disse.

Segundo ele, não houve resposta. Os ministérios da Ciência e do Meio Ambiente foram procurados no sábado para comentar as declarações de Galvão, mas também não se manifestaram.

Apoio da comunidade científica

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) divulgou neste domingo uma carta em defesa do Inpe, que foi encaminhada ao presidente Bolsonaro. A entidade aponta que houve “críticas sem fundamento a uma instituição científica, que atua há cerca de 60 anos e com amplo reconhecimento no País e no exterior” e disse que são “ofensivas, inaceitáveis e lesivas ao conhecimento científico”.

O documento, elaborado durante a reunião anual da SBPC, também saiu na defesa de Ricardo Galvão. “É um cientista reconhecido internacionalmente, que há décadas contribui para a ciência, tecnologia e inovação do Brasil”, ressalta a carta.

“Em ciência, os dados podem ser questionados, porém sempre com argumentos científicos sólidos, e não por motivações de caráter ideológico, político ou de qualquer outra natureza. Desmerecer instituições científicas da qualificação do Inpe gera uma imagem negativa do País e da ciência que é aqui realizada. Reafirmamos nossa confiança na qualidade do monitoramento do desmatamento da Amazônia realizado pelo Inpe (…) e manifestamos nossa preocupação com as ações recentes que colocam em risco um patrimônio científico estratégico para o desenvolvimento do Brasil e para a soberania nacional”, escrevem os cientistas. 

10 coisas que a gente não vê, mas até podem existir.

O quê a gente não vê, mas pressente que existe:

  • Perna de cobra

  • Disco voador

  • Fome de 5,2 milhões de brasileiros

  • Um Presidente da República

  • Polícia-bandido e miliciano no RJ

  • O inglês do Dudu

  • A namorada do Carluxo

  • O laranjal do Flávio.

  • Atestado de sanidade mental do Bozo.

  • Um Congresso de patriotas.

Enquanto isso, o Brasil, como uma imensa máquina do tempo, retroage à época da inquisição e de colônia de Portugal.

O Sinistro do Meio Ambiente nega as mudanças climáticas no Planeta e permite aumentar o desmatamento;

O Sinistro das Relações Exteriores diz que educação sexual precoce precisa ser afastada (o que ele tem a ver com isso?);

O Presidente Sinistro nega a fome de 5,2 milhões no País e só pensa em petistas escondidos embaixo da cama;

O Sinistro da Justiça nega parcialidade em julgamentos.

Enfim, cara amiga, vista a burka e vá cumprir suas obrigações domésticas. E nem pense em assistir o filme da Surfistinha. Já cancelei a assinatura do Netflix e desliguei o roteador de internet.

Interdição, já!

Um artigo de Marcelo Uchoa, advogado e professor de Direito

Jamais se viu pessoa tão inábil e desqualificada no comando do país, como o atual presidente. Frequentemente faz chacota contra a população trans, mulheres, negros, também contra pobres e nordestinos. Trata a oposição abertamente como inimiga a ser eliminada. Atenta contra a imprensa, a quem considera conspiradora eterna. Nega o valor de instituições do Estado, a quem não crê precisa manter qualquer reverência por suas contribuições históricas ao Brasil.

Acha pouco, também comemora o nepotismo, naturaliza a apropriação do público pelo privado, celebra a patifaria na prática cotidiana da política, passa a mão na cabeça de acusado de integrar milícia, praticar corrupção. Sequer mostra indignação adequada com flagrante pela polícia estrangeira de quilos de cocaína traficados em avião de sua comitiva.

O presidente se indispõe com meio mundo, arriscando o futuro geopolítico do Brasil, apenas para contemplar servilmente o ego notadamente desatinado de Donald Trump.

O presidente aceita retalhar em miúdos o fundamento humano do Estado brasileiro sem qualquer noção do que esteja fazendo.

Avilta conquistas históricas de trabalhadoras e trabalhadores, direitos sociais elementares consagrados ao povo (previdenciários, educacionais, médicos, habitacionais) só porque é o desejo do ministro da economia, peão do mercado financeiro.

O presidente topa bancar projetos do ministro da justiça, sem qualquer noção do que isso signifique, sequer ponderando o fato deste ministro transitar hoje, para lá e para cá, como criatura desmoralizada, desacreditada, ampla e abertamente tida como mau caráter pela opinião culta dentro e fora do país, responsável direto pelo estado de calamidade pública em que se tornou o Brasil, pela deterioração de um país que esteve à beira de virar potência e retrocedeu ao tamanho de um caroço de pitomba.

O presidente nem pensa duas vezes antes de conduzir alucinados iguais a ele ao primeiro escalão da República, inclusive em ministérios proeminentes, como o da educação e das relações exteriores, pela única razão de satisfazer o afã distópico de um fanfarrão ignorante nos Estados Unidos.

O presidente bajula indecorosamente pastores com ficha corrida, militares de qualquer farda e patente, minimiza a censura jornalística, a perseguição cultural, a intervenção nas universidades.

Anda ladeado por tropa de choque de brutamontes transformados em políticos apenas para bater palmas para si, permitindo que ignóbeis de seu círculo familiar se indisponham em seu próprio nome, do Chefe de Estado do Brasil, em redes sociais e debates públicos, com pessoas simples, autoridades estrangeiras, autoridades nacionais, até mesmo membros de seu próprio governo, gerando incertezas para a economia, a institucionalidade, os investidores nacionais e os estrangeiros no país, evidentemente, para toda população.

Afinal de contas, o que é isso que está no comando da Presidência da República do Brasil?

É um presidente ou um demente?

Se for um demente, que seja interditado para tratamento.

O país e seu povo não merecem minguar ao colapso total apenas porque os sistemas jurídico e eleitoral brasileiros são caprichosos e aceitaram ser manipulados nas últimas eleições.

É impossível haver qualquer nação no mundo que se sustente com quatro anos de mandato de um presidente como o do Brasil.

Marcelo Uchôa, advogado e membro da Associação Brasileira de Juristas Brasileiros pela Democracia (ABJD) – Núcleo do Ceará.

Frota manifesta nojo com bolsonarismo e lança Dória-ACM como chapa em 2022.

Seis meses depois de assumir um gabinete na Câmara dos Deputados, Alexandre Frota está desiludido.

Em entrevista a Época, o deputado do PSL, partido de Jair Bolsonaro, afirmou que sente “nojo” do bolsonarismo “xiita”, disse não ver qualquer articulação política do governo e defende João Doria no Palácio do Planalto em 2023: “Doria-ACM vai ser uma grande chapa presidencial”.

Ao ser questionado quais pessoas mais o decepcionaram, ele respondeu: “Eu aprendi muito cedo na Câmara que você não tem muito tempo para se decepcionar com as pessoas. Mas quem mais me decepcionou, com toda a certeza, foi o Bolsonaro”.

Frota ainda aconselhou o presidente da República: “Bolsonaro precisa olhar um pouco para trás, para as coisas que ele prometeu. Quero que ele termine o mandato e acerte. Mais do que tudo, o Brasil precisa andar. Não estou mais preocupado com o que o Bolsonaro vai fazer ou não. Só não quero que ele erre”.

Sobre o nome de Eduardo Bolsonaro para ser embaixador do Brasil nos EUA, o deputado afirmou:

“Eu espero que ele vá para os Estados Unidos, que acerte e seja feliz. Que ele leve a Letícia “cartel” (Letícia Catelani, ex-diretora da Apex), o Filipe Martins (assessor internacional da Presidência) e toda aquela corriola que anda com ele. Lamento muito por aqueles que estudaram anos e anos para a missão diplomática”.