Cony deu um tempo. Segue vivo em nossos corações e mentes.

Um grande escritor e jornalista como Carlos Heitor Cony não morre. Se esconde, apenas, nas últimas prateleiras dos sebos, das pequenas coleções particulares de obras primas, nas bibliotecas públicas, naquelas coleções de livros de páginas amareladas dos colégios, na memória diáfana dos que o admiravam.

Uma frase dele resume sua fina ironia e a capacidade criativa:

“Numa das seis prisões durante o regime militar, um coronel me perguntou por que eu escrevia tanta besteira no jornal em que então trabalhava. Dei razão a ele. Até hoje, acho que não fiz outra coisa.”

Escrever bobagens é de fato ofício de pessoas talentosas.