Começa a batalha de grupos da Copa Libertadores

Troféu da Libertadores — Foto: Cesar Olmedo/ReutersTroféu da Libertadores — Foto: Cesar Olmedo/Reuters

A Conmebol realizou na noite desta quinta-feira, em Luque, no Paraguai, o sorteio que definiu os grupos da Libertadores 2026. O Brasil terá seis times nesta fase: Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Mirassol e PalmeirasA final será disputada em Montevidéu, no Uruguai.

Veja os grupos da Libertadores 2025:

Grupo A

  • Flamengo
  • Estudiantes (Argentina)
  • Cusco (Peru)
  • Independiente Medellín (Colômbia)

Grupo B

  • Nacional (Uruguai)
  • Universitario (Peru)
  • Coquimbo Unido (Chile)
  • Deportes Tolima (Colombia)

Grupo C

  • Fluminense
  • Bolívar (Bolívia)
  • Deportivo La Guaira (Venezuela)
  • Independiente Rivadavia (Argentina)

Grupo D

  • Boca Juniors (Argentina)
  • Cruzeiro
  • Universidad Católica (Chile)
  • Barcelona (Equador)

Grupo E

  • Peñarol (Uruguai)
  • Corinthians
  • Santa Fé (Colômbia)
  • Platense (Argentina)

Grupo F

  • Palmeiras
  • Cerro Porteño (Paraguai)
  • Junior Barranquilla (Colômbia)
  • Sporting Cristal (Peru)

Grupo G

  • LDU (Equador)
  • Lanús (Argentina)
  • Always Ready (Bolívia)
  • Mirassol

Grupo H

  • Independiente del Valle (Equador)
  • Libertad (Paraguai)
  • Rosario Central (Argentina)
  • Universidad Central (Venezuela)

Datas importantes:

  • 1ª rodada: 7 a 9 de abril
  • 2ª rodada: 14 a 16 de abril
  • 3ª rodada: 28 a 30 de abril
  • 4ª rodada: 5 a 7 de maio
  • 5ª rodada: 19 a 21 de maio
  • 6ª rodada: 26 a 28 de maio
  • Oitavas (ida): 11 a 13 de agosto
  • Oitavas (volta): 18 a 20 de agosto
  • Quartas (ida): 8 a 10 de setembro
  • Quartas (volta): 15 a 17 de setembro
  • Semifinais (ida): 13 a 14 de outubro
  • Semifinais (volta): 20 a 21 de outubro
  • Final: 28 de novembro

 

CNI projeta crescimento do PIB de 1,8% em 2026.

Segundo entidade, juros altos e emprego fraco devem frear economia.

Após crescer 2,5% em 2025, a economia brasileira deve avançar 1,8% em 2026, segundo projeção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta quarta-feira (10). As estimativas constam do Relatório Economia Brasileira 2025-2026, que aponta que o ritmo de atividade continuará pressionado pelo alto nível dos juros e pelo enfraquecimento do mercado de trabalho.

Juros elevados

Segundo a CNI, a taxa Selic encerrará 2026 em 12% ao ano, contra os 15% ao ano atuais. A inflação deve fechar o ano em 4,1%, dentro do intervalo da meta, de 3%, com banda de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Os juros reais (diferença entre juros e inflação) estão estimados em 7,9% para o próximo ano. Acima da taxa neutra de juros de 5% ao ano, na avaliação da entidade, os juros continuam a limitar o investimento e o crescimento econômico.

Conforme a CNI, a combinação de crédito caro, demanda interna mais fraca e aumento das importações deve continuar afetando a indústria, especialmente a de transformação, que deve crescer apenas 0,5% no próximo ano, o pior desempenho entre os segmentos industriais.

O setor de serviços deve ser o principal motor da expansão econômica no próximo ano, com avanço de 1,9%, segundo o relatório.

Em entrevista coletiva, o presidente da CNI, Ricardo Alban, culpou os juros altos pela desaceleração econômica em 2026. Ele ressaltou que o crescimento de 1,8% no PIB será o menor em seis anos.

“Com juros nesse patamar, a economia vai desacelerar ainda mais, prejudicando todos os setores produtivos, em especial a indústria. É necessário que o Banco Central inicie o ciclo de cortes na Selic o quanto antes”, afirmou.

Construção deve reagir

Apesar das dificuldades, alguns setores têm perspectivas positivas. A construção deve avançar 2,5% em 2026. Segundo a CNI, o novo modelo de crédito imobiliário, o aumento do teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e a ampliação de financiamentos para o Minha Casa, Minha Vida e para reformas de moradias de baixa renda devem impulsionar o setor, mesmo com os juros elevados.

A indústria extrativa deve crescer 1,6%, apoiada pelo forte volume de produção de petróleo e minério de ferro. Apesar da expansão, o crescimento representa forte desaceleração em relação a 2025, quando o segmento deverá crescer 8%.

Já a agropecuária tende a “andar de lado” em 2026, com expansão zero, diante de projeções iniciais de uma safra bem menos expressiva que a de 2025. Em 2025, segundo a CNI, o setor deverá crescer 9,6%, segurando o crescimento do PIB de 2,5% para este ano previsto pela entidade.

Exportações

Em relação às exportações, o relatório da CNI ressalta que o fechamento de parcerias comerciais e a abertura de mercados compensaram parcialmente os impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. No caso da indústria de transformação, ressaltou a entidade, as maiores elevações foram para China, Reino Unido, Itália e Argentina.

Para 2026, a CNI projeta aumento de 1,6% nas exportações, considerando fatores como safra mais modesta, tarifas norte-americanas e menor demanda global por petróleo. O desempenho da economia argentina também deve pesar negativamente.

As exportações brasileiras devem alcançar US$ 350 bilhões em 2025, alta de 3% em relação a 2024, impulsionadas pelas parcerias comerciais e pela safra recorde. As importações devem crescer 7,1%, chegando a US$ 293,4 bilhões, impulsionadas pela queda de preços internacionais, pelo desvio de comércio provocado pela nova política comercial dos Estados Unidos, pela valorização do real e pelo aumento da renda das famílias.

Com isso, o saldo comercial deve ser de US$ 56,7 bilhões, queda de 14% na comparação anual.

Cautela

As estimativas da confederação indicam um cenário de crescimento moderado, sustentado pelo setor de serviços e por nichos específicos da indústria, mas limitado por juros elevados e pela desaceleração da demanda interna. A CNI reforça a necessidade de políticas que estimulem investimentos e fortaleçam os setores mais atingidos pelo atual ambiente econômico.