Câmara de Vereadores tem sessão solene de início do ano Legislativo.

Humberto: por um 2014 melhor que 2013.
Humberto: por um 2014 melhor que 2013.

A chuva prejudicou, no final da tarde de ontem, a sessão inaugural do ano legislativo de 2014. Pouca gente compareceu ao evento. A ausência mais notada foi a de três vereadores: o presidente da Casa, Domingos Carlos Alves, Katerine Rios e Juvenal Canaã, o que vem se tornando uma constante na Câmara. Não temos os dados precisos, mas podem ser contadas na mão esquerda as sessões em que todos os vereadores compareceram durante o ano passado. A baixa assiduidade dá a impressão que a sua missão está cumprida. Na verdade, para realizar apenas 32 sessões por ano, a Câmara poderia se reunir apenas durante um mês, julho por exemplo, quando as temperaturas são mais amenas, economizando uma caríssima estrutura que custa mais de R$700 mil por mês e a conta de energia do ar condicionado.

O prefeito Humberto Santa Cruz ocupou a tribuna para levar a mensagem do Executivo (clique aqui para ler o discurso na íntegra), onde destacou as obras da sua segunda gestão e relacionou aquelas que pretende realizar este ano. Humberto não fez referência, no entanto, aos problemas de recursos enfrentados por Luís Eduardo e a maioria das comunas do País, com a forte retração nas somas do Fundo de Participação dos Municípios, provocada pela renúncia fiscal do Governo Federal nos setores de automóveis e da linha branca de eletrodomésticos. Na mesma proporção, reduziram-se substancialmente as verbas federais, direcionadas para a ação social do Governo, principalmente para a Habitação. O próprio Prefeito, lamentou, em conversa informal, há poucos dias a redução dessas verbas, que nos últimos dois anos do seu primeiro mandato alcançaram mais de R$45 milhões.

Humberto Santa Cruz chegou a citar o fato do Município ser autossustentável com a sua arrecadação, no que diz respeito a custeio e pagamento de pessoal. Mas os investimentos com origem no Governo Federal são definitivamente mais baixos. Um exemplo disso é a duplicação do complexo BR-242 e BR-020, parado provavelmente por falta de verbas, apesar do total da obra ultrapassar em pouco os R$30 milhões. Definitivamente a fonte dos cofres do sr. Mantega estão secas.

O vereador Jarbas Rocha, com a sua habitual veemência, disse, por outro lado, que o Governo do Estado também está esquecendo Luís Eduardo Magalhães: “Como pode o Governo esquecer obras importantes como o Aeroporto e a Rodoagro, a estrada mais importante para o escoamento da nossa fronteira agrícola da região da Vila Coaceral?”, perguntou Jarbas Rocha. E acrescentou: “Temos que ir buscar essas obras nos corredores das secretarias do Estado.

Sessão Solene dá abertura ao ano legislativo em Luís Eduardo.

O vereador Eder Fior fez referências hoje, em seu primeiro discurso de volta à Câmara de Vereadores, aos avanços da Saúde no Município, saudando o médico Luciano Trindade pela liderança exercida no setor. E afirmou que o carro a que teria direito como Vereador estará à disposição da secretária Maira de Andrada Santa Cruz para o trabalho da sua pasta.

Eder renovou também seus votos de harmonia com os colegas e agradeceu ao prefeito Humberto Santa Cruz pelo apoio enquanto esteve à frente da Secretaria de Ordem Pública, Segurança e Trânsito. As operações do “Choque de Ordem”, que tiveram integral apoio do Executivo, ainda serão lembradas por muito tempo em Luís Eduardo Magalhães, já que as estatísticas policiais da época sofreram uma considerável redução.

O vereador Valmor Mariussi fez referência, na tribuna, ao projeto da Ficha Limpa, encaminhado por Eder Fior e disse que projeto seu, do ano passado, é muito semelhante, o que garante no mínimo dois votos para a aprovação.

Ondumar Marabá classificou em seu discurso a reunião parlamentar de hoje como a “Sessão da Tristeza”, referindo-se aos acidentes com vítimas fatais que assolaram a cidade no início da semana.

 

 

Eder Fior: primeiras medidas foram dispensar o uso do carro oficial e encaminhar projeto da Ficha Limpa.