As acanhadas estradas brasileiras continuam cobrando seu quinhão em prejuízos e vidas. Pistas simples, sem acostamento, com sinalização deficiente, quando somadas à ousadia e imprudência de certos motoristas efetivamente dão maus resultados. Num deslocamento no rumo de São Paulo, em um dia encontramos dois acidentes graves.
O primeiro na BR 020, no final da descida da serrinha anterior a Alvorada do Norte. Uma carreta se deslocava de Luís Eduardo Magalhães para o Guarujá, em São Paulo, com fardos de algodão. Para evitar uma colisão com um carro SUV que forçou a ultrapassagem, o motorista pegou a contramão, mas encontrou outro veículo pequeno. Ao tentar retornar, a carga alta fez o caminhão tombar. Carga e o veículo que vinha ao seu encontro foram parar numa grota de uns 15 metros de altura, felizmente sem ferimentos para os motoristas.
Na BR 050, uma carreta que se dirigia para Brasília também tombou, na altura do km 242, ao trafegar por um forte declive. Essa caiu direta na grota e não se tem notícias de ferimentos graves do motorista.
Devemos agradecer tudo isso aos gênios da economia dos governos da ditadura, que optaram por abandonar quase 35 mil km de estradas de ferro em favor da indústria automotiva e das empreiteiras. Hoje, 50 anos depois, temos apenas 28 mil km de malha ferroviária. Poderíamos ter 70 mil.





