Adhemar de Barros e uma solução salomônica.

Cláudio Humberto conta, na sua coluna de ontem, uma história deliciosa:

Governador de São Paulo, Adhemar de Barros certa vez lotou o avião do governo com sua comitiva e jornalistas para ir um evento em Ourinhos. Na hora de retornar, enquanto se despedia, vários políticos penetraram no avião, deixando de fora quatro jornalistas e um assessor. Adhemar encontrou a solução num piscar de olhos: 
– Desçamos todos! Primeiro sobem os jornalistas, depois a comitiva.
Com os lugares ocupados, voltou-se para os políticos penetras e lamentou:
– Que pena, lotou. Passem bem, até a próxima.
E foi embora.

Adhemar de Barros, aquele do “rouba, mas faz”, era extremamente bem humorado. Ele só perdeu o humor quando Dona Dilma planejou e executou uma operação de expropriação, chefiando uma coluna de sediciosos de esquerda, que roubou o cofre que Adhemar guardava com muito carinho na casa da amante. Conta-se que o pessoal de esquerda levou mais de U$3 milhões de dólares, em dinheiro e joias.

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Gauchério!

Já são 8 os ministros gaúchos no staff de Dilma Rousseff. Os descontentes com a preferência da Presidenta pelos gaúchos, principalmente os baianos, os mais prejudicados, que perderam 4 pastas em curto espaço de tempo, revoltam-se:

-Aquilo não é um ministério. É um gauchério.

Dilma Rousseff iniciou sua vida política convencional pelas mãos do marido, então deputado e presidente do PDT, Carlos Araújo, hoje com 73 anos, em Porto Alegre. Ali se destacou com a mesma determinação e firmeza política dos tempos da clandestinidade, quando pegou em armas para planejar uma série de operações ousadas, entre elas o assalto ao apartamento da amante de Adhemar de Barros.

O ex-governador de São Paulo tinha uma fortuna na casa da namorada, acima de R$3 milhões de dólares, em moeda corrente e jóias, fruto da famosa política de “rouba mas faz”.  O dinheiro financiou outras operações da célula guerrilheira de Dilma, então o cérebro da organização.

Em algum lugar do passado

Brizola e Adhemar ao lado de Getúlio. Atrás do Presidente, Gregório Fortunato, o anjo negro, pivô da queda de Getúlio em 1954. Ao lado de Gregório, Jango, que viria a ser presidente da República, apeado do poder em 1º de abril de 1964.

Duas historinhas de políticos, antigas e conhecidas, mas muito boas. Quem as relembrou esta semana foi o Adroaldo Streck, jornalista e político gaúcho, em seu blog:

Neste caso dos nomes ministeriáveis lembro-me do famoso Dr. Adhemar de Barros, o homem cujo slogan era “rouba, mas faz”.
Adhemar, dono da rádio Bandeirantes, mandou seu repórter Tico-Tico para acompanhar o Dr. Getulio, eleito democraticamente, Presidente da República em 1950, da fazenda do Itu até o Rio de Janeiro onde tomaria posse.
Adhemar queria ser prefeito do Distrito Federal e instruiu Tico-Tico sobre como abordar o assunto. Tico-Tico enrolou e largou a pergunta: “Dr. Getulio, fala-se muito que o Dr. Adhemar poderá ser o novo prefeito do Distrito Federal”. Getúlio deu uma longa baforada, ele fumava charutos, e respondeu a pergunta com outra pergunta: “e o Dr. Adhemar não seria um bom nome para prefeito do Distrito Federal?”

Outro terror político era Tancredo Neves. Eleito governador de Minas, um amigo do peito, cabo eleitoral, perguntou: “Tancredo o dia da tua posse este chegando, e as pessoas me perguntam se eu fui convidado para algum cargo. Respondo o que?”. Tancredo, a velha raposa, deu resposta lapidar: “diz que tu foste convidado e não aceitou”.